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COOPERATIVISMO: Ratinho Junior apresenta ações do governo e o plano de recuperação da economia do Estado a diretores da Ocepar

Os investimentos que estão realizados pelo governo do Paraná, especialmente em infraestrutura, as medidas tomadas para amenizar os impactos econômicos e sociais da pandemia do coronavírus e os planos para retomar o crescimento da economia do Estado foram apresentados pelo governador Ratinho Junior e pelo vice-governador Darci Piana aos diretores da Ocepar, na tarde desta terça-feira (23/06). Foi durante a 14ª reunião ordinária da gestão 2019/2023, a terceira realizada virtualmente neste ano pela diretoria da entidade, desde que foi implantado o trabalho remoto no sistema, em 20 de março.

Planejamento estratégico - Ao recepcionar Ratinho Junior e Darci Piana, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ressaltou que, apesar do cenário difícil imposto pelo novo coronavírus, as cooperativas continuam trabalhando e já se preparam para novos desafios. “Estamos vivendo um momento inesperado. Ninguém imaginava que, no início de março, nós estaríamos nessa situação. Mas nós estamos seguindo em frente, não está sendo fácil, as dificuldades são enormes para manter as atividades, principalmente nas agroindústrias”, afirmou. “Nós entendemos que o momento é de planejamento futuro. Nos períodos de dificuldades é que também surgem as oportunidades. Nós estamos concluindo, até o final do ano o PRC100, o nosso planejamento estratégico, cujo objetivo é alcançar um movimento econômico anual de R$ 100 bilhões. Nós vamos atingir neste ano essa meta”, acrescentou.

Dados - Ricken lembrou ainda que o cooperativismo responde atualmente por praticamente 60% da produção agropecuária paranaense e gera mais de 100 mil empregos. “Nesse período de PRC100, iniciado em 2015, nós dobramos o número de empregos. Nós geramos R$ 4 bilhões de resultado líquido, com investimento médio acima de R$ 2 bilhões e um retorno do cooperado acima de R$ 2 bilhões por ano. E, também, recolhemos o equivalente a R$ 2 bilhões de impostos por ano", ressaltou.

PRC200 - O presidente do Sistema Ocepar informou ainda que, na reunião desta terça, a diretoria da entidade aprovou a retomada do planejamento estratégico do setor, partindo para o PRC200. “É uma meta simbólica para chegarmos a R$ 200 bilhões de movimentação financeira. Isso evidentemente não é a curto prazo, mas vamos calcular essa evolução. Os R$ 200 bilhões representam a soma individual das 220 cooperativas registradas no Sistema Ocepar. Para desenvolver esse trabalho, obviamente precisamos levar em consideração várias questões importantes, entre as quais, energia elétrica, logística, acessibilidade, conectividade e, também, um programa robusto de sanidade, para garantir a qualidade do produto que é embarcado para os mais de 120 países para onde o cooperativismo está exportando”, complementou, antes de passar a palavra ao governador.

Pandemia - Ratinho Junior destacou inicialmente que, neste período de pandemia, o Estado vem trabalhando com o objetivo de equilibrar as questões sanitárias com as econômicas. “Mesmo com a pandemia, o Estado não parou. Nós estamos dando continuidade aos trabalhos, o cronograma de atividades está sendo mantido, tanto da nossa parte como do governo federal, e a ideia é consolidarmos tudo isso”, afirmou. “Sobre a questão da pandemia, eu sempre disse nas entrevistas que o nosso objetivo, ao gerir esse problema que está acontecendo em todo o Brasil, é mais ou menos como segurar um passarinho na mão. Se você apertar ele demais, ele morre, e se abrir a mão demais, ele voa e não pega mais ele. Então, estamos tentando até o momento equilibrar os cuidados com a saúde e com a economia, para que o Paraná não entrasse em colapso nessas áreas que são fundamentais para o nosso dia a dia”, acrescentou.

Infraestrutura - O governador fez uma explanação aos diretores da Ocepar sobre os principais investimento em infraestrutura, ressaltando os recordes de movimentação de cargas obtidos recentemente no Porto de Paranaguá. “Nós temos batido recordes de movimentação desde março. O Porto hoje está muito bem gerido, não querendo desfazer o trabalho feito no passado, mas conseguimos organizar uma boa equipe técnica e tem dado bons frutos. Estamos finalizando agora a doação do projeto da Rumo para a moega de Paranaguá. Vamos ampliar a capacidade de carga e descarga dos trens. O projeto executivo vai ser entregue em setembro e nós queremos iniciar as obras em novembro. Assim, vamos ampliar exponencialmente a capacidade de carga e descarga da Rumo no Porto, uma obra grande no valor de R$ 150 milhões. Além disso, vai aumentar a capacidade do transporte ferroviário do Paraná”, informou.

Corredor de Exportações - Ele disse ainda que até o final do ano também espera executar um projeto já contratado que visa implantar melhorias no Corredor de Exportações do Porto de Paranaguá. “Hoje nós temos uma capacidade de mil toneladas por hora de grãos e nós vamos passar para quatro mil toneladas por hora. É uma obra de mais ou menos R$ 180 a R$ 200 milhões. O Porto já tem dinheiro em caixa e o projeto já foi contratado. Esperamos que até o final do ano tenhamos ele em mãos para também licitar essa obra”, pontou. “Com essas duas obras, nós vamos ampliar em 65% a mais a capacidade de carga do Porto de Paranaguá. É uma ampliação fantástica para atender em especial os nossos exportadores e as cooperativas que usam muito o nosso Porto.”

Rodovias - Sobre as rodovias, Ratinho Junior afirmou que, devido aos acordos de leniência firmados entre o Ministério Público com as concessionárias de pedágio, serão aplicados cerca de R$ 800 milhões em obras indicadas pelo governo do Estado como necessárias. “A grande maioria delas têm início previsto para junho e julho e estamos analisando uma outra mais complexa, que é Trevo Cataratas.”

Banco de projetos - De acordo com ele, há ainda a expectativa de que o governo federal libere R$ 1,6 bilhão para o banco de projetos anunciados no ano passado. “Os projetos estão quase prontos e o ministro Paulo Guedes nos informou que até meados de julho deverão ser repassados R$ 1,6 bilhão para obras de infraestrutura, que serão investidos em duplicações, terceiras faixas, trincheiras e viadutos. São obras de grande porte que vão gerar empregos e automaticamente melhorarão a logística do nosso Estado.”

Concessões - O governador também afirmou que, a partir de novembro de 2021, com o fim dos contratos com as concessionárias em vigor atualmente, o Paraná deve passar de 2.500 quilômetros de rodovias concessionadas hoje para 4.100 quilômetros. “Vamos ampliar bem as rodovias do Paraná em concessões. Também estamos trabalhando com o governo federal para diminuir os preços do pedágio, que nós sabemos que não é a normalidade do que é praticado no Brasil. Estamos avançando bem nisso.”

PR 280 - Na reunião, um dos diretores da Ocepar, o presidente da Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP, Clemente Renosto, comentou com o governador sobre a urgência e a importância de melhorias na PR 280 que, de acordo com ele, é uma importante via de escoamento da produção agropecuária do Sudoeste do Paraná. Ratinho Junior disse que a rodovia será modernizada e vai ganhar terceiras faixas em 32 pontos ao longo de toda a sua extensão, considerados essenciais pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR). A intervenção vai concluir a primeira etapa do plano de recuperação da rodovia. “Serão muitas terceiras faixas para ampliar a capacidade e, também, melhorar a segurança para quem usa a rodovia”, afirmou o governador.

Palmas - Além da PR-280, a PR-323, na região Noroeste e a PR-092, no Norte Pioneiro, também serão incluídas no pacote de concessão que formará o novo Anel da Integração do Paraná. Ratinho Junior afirmou ainda que outro trecho da PR-280, na região de Palmas, receberá uma remodelação diferente dentro desse primeiro pacote de ações, antes da concessão. Devido ao desgaste do asfalto, vai ganhar uma pavimentação de concreto. O DER-PR finaliza os detalhes do estudo que permitirá a obra.

Aeroportos - O governador disse ainda que o cronograma de concessão de quatro aeroportos do Paraná para a iniciativa privada está mantido: “o aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, com a obrigação de ser construída a terceira pista, o de Londrina, o Bacacheri [em Curitiba] e o de Foz do Iguaçu, que vai ser um grande hub logístico aeroportuário. É a cereja do bolo, na avaliação inclusive dos técnicos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil)”, frisou.

Obras urbanas - “Além disso, nós temos mais US$ 100 milhões da Secretaria de Desenvolvimento Urbano para obras urbanas que estamos colocando à disposição dos prefeitos. Foi um empréstimo que nós conseguimos no BID e mais R$ 300 milhões do nosso caixa estava à disposição do orçamento da secretaria. Então, são mais 700 milhões aproximadamente que nós estamos investindo, ou seja, R$ 1,7 bilhão mais R$ 700 milhões, em infraestrutura urbana e infraestrutura de logística”, acrescentou Ratinho Junior.

Ferroeste - Sobre a Ferroeste, ele disse que a capacidade de transporte foi ampliada em 70% no trecho que vai da região de Cascavel, no Oeste do Estado, até o Porto de Paranaguá. “A ideia é que a gente triplique, em curto prazo, no máximo em um ano, o volume de tonelada transportada na Ferroeste. Estamos ampliando muito a capacidade de carga da Ferroeste por meio de parcerias, inclusive com as cooperativas no Oeste do Paraná.”

Privatização - O governador acrescentou que o processo de privatização da Ferroeste está em andamento. “Nós já fizemos a licitação do EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) e quem ganhou foi um consórcio espanhol.  Nós queremos, em novembro do ano que vem, colocar a Ferroeste na Bolsa de Valores para ser concedida, e fazer o trecho de Maracaju até Paranaguá. Isso está bem adiantado. A Ferroeste entrou no Programa de Parcerias de Investimento (PPI) do governo federal no dia 6 de junho, como concessão prioritária do governo federal, e isso é muito bom porque eles nos ajudam com a expertise do Ministério da Infraestrutura”.

Paraná Trifásico - Ratinho Junior também falou sobre o andamento do Programa Paraná Trifásico, lançado no segundo semestre do ano passado e que visa ampliar a rede de energia elétrica no campo, cujo cronograma de obras foi antecipado, somando investimentos entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões.

Impactos econômicos e sociais - Em relação às medidas tomadas pelo governo do Estado para amenizar os efeitos econômicos e sociais no novo coronavírus, o governador elencou uma série de ações, como a inauguração de três hospitais regionais, em Telêmaco Borba, Ivaiporã e Guarapuava. Além disso, 75 mil micro e pequenas empresas tiveram isenção de imposto. Por meio do Banco Regional de Desenvolvimento Econômico do Extremo Sul (BRDE) e da Fomento Paraná, foram disponibilizados R$ 1,4 bilhão em crédito para pequenas, médias e grandes empresas e o governo está buscando mais recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Agricultura familiar - Ratinho Junior disse ainda que, para apoiar a agricultura familiar, o governo passou de 22 mil para 25 mil produtores contemplados no programa de aquisição de produtos para a merenda escolar. “Mesmo sem as aulas presencias, nós continuamos comprando os itens que fazem parte da merenda, ampliamos essa compra e estamos distribuindo para 300 mil famílias do Estado do Paraná”, afirmou. “Lançamos também o cartão Comida Boa, um vale cujo valor equivale a uma cesta básica, em torno de R$ 50. É um complemento aos programas do governo federal para que possamos amenizar o flagelo das pessoas mais humildes.”

Feito no Paraná - Entre as iniciativas para estimular a economia paranaense, o governador citou o lançamento do projeto Feito no Paraná. “Nosso objetivo é incentivar as pessoas a comprarem os produtos feitos em nosso estado, disponíveis em lojas de roupas, supermercados. Enfim, estamos criando um selo e, aí sim, vamos precisar muito do apoio das cooperativas que produzem em nosso Estado para nos ajudar a organizar todo esse projeto, que é uma maneira de influenciáramos a economia local.”

Plano de retomada - Já o vice-governador, Darci Piana, falou sobre o plano de retomada da economia do Estado do Paraná. “A pedido do governador, nós estamos liderando a questão do plano, que envolve todas as nossas secretarias e a iniciativa privada. Estamos trazendo todos os setores de relevância da economia do Paraná para uma conversa sobre essa retomada, inclusive a Ocepar será convidada para uma reunião na semana que vem”, disse. “Precisamos estar juntos e fazer com que o Paraná cresça e continue evoluindo e, nada mais do que o empresariado para ajudar fazer com que esse plano se torne o mais efetivo possível, para que tenhamos uma retomada com todo o potencial que o Estado tem e eu acho que estamos no caminho certo. A indicação do governador é para que nós utilizemos os poucos recursos disponíveis e aplicá-los muito bem, em conjunto, ou seja, naquilo que vocês precisam , naquilo que o Estado pode fazer, do que a indústria, o agronegócio, o comércio, o transporte de cargas pode fazer, ou seja, vamos conversar com os segmentos e fazer com que esse plano seja efetivo e eficiente. Esse plano prevê a destinação dos recursos principalmente aos setores que mais necessitam de mão de obra e às regiões que precisam de um esforço adicional do governo para fazer com que a economia volte a crescer e a gente possa estimulá-las a produzir mais do que estão produzindo hoje”, explicou.

Antecipação dos investimentos - Ao finalizar sua explanação, Ratinho Junior ressaltou a importância do apoio do cooperativismo paranaense e solicitou que, na medida do possível, as cooperativas do Paraná antecipem seus investimentos para contribuir com retomada econômica paranaense. “O Paraná não seria esse estado fantástico se não fossem as cooperativas. Nós aprendemos a gerar riqueza por meio da cooperação, uns dando a mão para o outro. Mais do que nunca, a união de todos nós será importante, principalmente nessa pandemia, onde existe um flagelo social, um flagelo na área da saúde e as incertezas impostas por esse vírus, que fez a produtividade cair no mundo inteiro, com milhões de vítimas, infelizmente”, disse. “E, sem dúvida alguma, mesmo com os desafios, com a burocracia que tentamos vencer todos os dias, o Estado está aqui para colaborar com o setor, para que vocês possam fazer os seus investimentos. E, se vocês puderem antecipar para agora, no curto e médio prazos, os investimentos planejados para daqui a três quatro, cinco anos, seria muito bom para que o Paraná possa gerar o máximo de empregos possível, até porque, se tem uma parte boa dessa pandemia, é que o mundo vai se obrigar a comer melhor”, afirmou.

Alimentos - “O agronegócio conseguiu ser menos afetado por essa pandemia pois ainda está capitalizado. Assim, mais do que nunca, o setor é fundamental para que a gente faça com que a nossa locomotiva do Estado volte a andar e ajude também o Brasil. Com o novo coronavírus, a gente tem sentido que a China está preocupada em comer melhor.  E a briga comercial com os Estados Unidos não vai terminar agora. É uma briga geopolítica, de quem vai dominar o planeta nos próximo cem, duzentos anos. E nós temos tudo para dominar esses dois gigantes naquilo que é essencial para a sobrevivência humana, que é o alimento. E, em relação à produção de alimentos, o Brasil pode ser muito beneficiado e o Paraná tem que estar preparado para ganhar dinheiro e gerar emprego em meio à briga entre esses dois gigantes”, completou.

Programação - Após a participação do governador e do vice-governador do Paraná, a reunião da diretoria prosseguiu com discussões sobre os impactos da pandemia nas atividades das cooperativas paranaenses, contando inclusive com esclarecimentos feitos pelo presidente da Unimed Paraná, Paulo Roberto Farias. Outros temas tratados foram o Plano Safra 2020/21, cujas medidas foram anunciadas pelo governo federal na semana passada; os principais temas de interesse do setor em negociação junto aos órgãos do governo federal e Congresso Nacional, e a celebração do Dia C, Dia de Cooperar, cuja programação será realizada na semana de comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo, no início de julho. As negociações sindicais também constaram da pauta de debates, da mesma forma que o relato das principais ações executadas por meio do Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 ao longo dos 100 dias de trabalho remoto implementado pelo Sistema Ocepar. Foi aprovado o registro provisório para a Cooperativa de Soluções Inovadoras para Profissionais Contábeis (Coopercont), do ramo consumo, com sede em Curitiba, e a inativação do registro da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coocentral), do ramo agropecuário, sediada em Cascavel. Os diretores aprovaram ainda a realização da próxima reunião da diretoria da Ocepar no dia 28 de julho, com uma programação especial e a participação de todos os presidentes das cooperativas paranaenses.

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