CRIATIVIDADE: O profissional que que não se adaptar vai deixar de ser relevante

A criatividade e a inovação em tempos estranhos foi o tema da 13ª live promovida pelo Sistema Ocepar, por meio da Gerência de Desenvolvimento Cooperativo do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR). “Já reunimos quase mil pessoas nas lives que promovemos para os agentes das cooperativas paranaenses. Nesses encontros, promovemos reflexões importantes sobre o momento que o mundo está passando e como se adaptar a esse novo normal”, disse o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Leandro Macioski.  

Cooperativas - O tema da 13ª live foi conduzido pelo diretor da Escola de Criatividade, Jean Sigel, profissional com um longo e diversificado currículo e que já por diversas ocasiões ministrou palestras e cursos para o setor cooperativo. “Gosto muito do modelo cooperativo.  Acho que o mundo precisa aprender com a maneira cooperativa de ser”, afirmou. Segundo ele, o momento é complicado, desafiador e “temos que achar o melhor de nós e neste sentido o cooperativismo têm muito o que ensinar”. 

A mudança já começou - “Para falar sobre criatividade precisamos quebrar alguns rótulos, velhas convicções a que estávamos acostumados há apenas três meses”, completou Sigel.  De acordo com ele, muito do que que vem sendo falado dentro desse “novo normal” que a pandemia está provocando, são questões que já vinham sendo debatidas há muito tempo. “Vivemos uma era de transformação digital, então, a mudança e a necessidade da adaptação não é algo de agora. O que aconteceu é que essa pandemia acelerou o processo”, comentou. 

Aceitação - Ele lembrou que estudos publicados em 2010 já falavam das habilidades e competência exigidas dos profissionais dessa era, entre as quais, a adaptação às mudanças, aprender novas tecnologias, comunicação e empatia. “O digital mudou as nossas vidas, a relação com as empresas, os nossos empregos. E isso não é algo novo. Mas com essa pandemia, essa mudança tornou-se ainda amais real e próxima e se não aceitarmos isso, vamos ficar para trás e deixar de ser relevantes para o nosso trabalho e para a nossa profissão”, alertou. 

Confira algumas reflexões promovidas na live de ontem:

 - É preciso desmitificar a criatividade e a inovação. A falta de recurso é um elemento que pode limitar, mas não é tudo. É preciso aceitar a inovação. 

- A inovação não acontece para a maioria das empresas. Apenas 20% das empresas conseguem transformar ideias em inovação. 

- Estamos vivendo um momento de incerteza, sem precedentes na história humana.  

- E, junto com as mudanças, vem a questão de que as pessoas não querem ser tratadas como números. Há uma tendência de atendimento mais humano. As empresas precisam dar respostas e soluções mais customizadas. Eu não vendo carro, eu vendo mobilidade. E o que você, cooperativa, oferece ao seu cooperado e ao seu cliente?  

- A habilidade de criação e dar vazão aos talentos serão cruciais para a empregabilidade do futuro.  

- O que temos a ver com tudo isso? Ou a gente aceita a mudança ou o mundo vai continuar mudando sem a gente. Temos que aceitar que a mudança já está acontecendo e isso não é de hoje.  

- Temos que adotar alguns hábitos criativos: 1) Atitude autoral; 2) Adaptação; 3) Pensar com a cabeça do outro; 4) Comunicação.  

- Atitude autoral: analisar onde você é bom. Pesquisas mostram que temos duas ou três inteligências, das oito já mapeadas, ou seja, dois ou três pontos que somos realmente bons. Então, que talentos eu tenho e que precisam ser reativados? Faça uma autoanálise: quem sou eu? Onde sou imbatível? Onde posso liderar?  

- Adaptação: não é o mais forte que ganha, e sim o mais adaptável. Uma dica: saia da toca, daquilo que te dá conforto; busque conhecimentos em outras áreas, veja o que estão fazendo; aprenda coisas novas; se coloque em situações desafiadoras.  

- Pensar com a cabeça do outro é saber ouvir, aprender a colaborar. Preciso entender o que o associado precisa para que eu consiga entregar a melhor experiência pra ele. Às vezes, o que não é dito é bem mais importante do que é dito.  

- Sem comunicação verdadeira não há inovação. E não estamos falando em comunicação como meio, profissional ou área e, sim, na comunicação pessoal, na forma como transmito informações para o meu público. Como está a minha comunicação interna, com os colaboradores, com os associados? Estou sendo transparente, deixando claro o que está acontecendo, as mudanças que estão sendo feitas? Estou tranquilizando as pessoas, tornando as relações mais humanas? 

- Toques finais: a criatividade é uma prática pessoal. Nós nascemos criativos, pensantes. É um músculo que tem que ser treinado a todo tempo. A inovação é um processo coletivo e depende de um método. A inovação é um atributo da empresa, enquanto a criatividade é pessoal.  

- Precisamos sair do modo remoto, entender o que está acontecendo no mundo e nos adaptar. Sem isso, seremos irrelevantes para as nossas empresas. 

- Minha marca pessoal é uma promessa e como tal precisa ser cumprida para que as relações sejam próximas. Estou entregando o que esperam de mim ou estou deixando a desejar? O essencial é invisível aos olhos, por isso preciso ir além, sempre.

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