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RAMO CRÉDITO I: As novidades do Plano Safra e as ações em defesa das cooperativas em tempos de pandemia

Os principais destaques do Plano Safra 2020/2021 para o cooperativismo de crédito e agropecuário e o trabalho do Conselho Especializado das Cooperativas de Crédito do Sistema OCB em defesa do cooperativismo de crédito foram os principais assuntos da  reunião do Comitê Técnico das Cooperativas de Crédito do Paraná, na última sexta-feira (19/06). O encontro foi organizado pelo Sistema Ocepar. Também esteve em discussão a proposta de um plano de trabalho, que tem como base o levantamento realizado junto às cooperativas do ramo e sugestões dos participantes do Comitê Técnico.

Plano Safra - No dia 17 de junho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou as políticas para a safra agrícola e pecuária 2020/2021 que passam a vigorar a partir de 1º de julho. O governo prevê a aplicação de um montante de recursos de R$ 236,3 bilhões, um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior, sendo R$ 179,38 bilhões para custeio e comercialização, e R$ 56,92 bilhões para investimentos. Além desse valor, o Mapa ainda irá disponibilizar mais R$ 1,3 bilhão para subvenção ao prêmio do seguro rural e R$ 2,37 bilhões para apoio à comercialização. Em geral, as taxas de juros reduziram em 1,0 ponto percentual para os médios produtores, em até 0,6 pontos percentuais para pequenos produtores e em 2,0 pontos percentuais para os demais.

Regulamentação - “A prioridade agora é regulamentar o que foi aprovado. As resoluções já estão publicadas. O próximo passo é editar as portarias e circulares e encaminhar as instruções aos agentes financeiros. Aí sim, o plano agrícola estará operacional”, disse o diretor de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz Araújo, durante a reunião com as cooperativas de crédito do Paraná.

Avanços - Convidado pelo Sistema Ocepar para detalhar as medidas anunciadas e comentar o papel que as cooperativas de crédito terão na base, ou seja, na acessibilidade do crédito rural, Vaz disse que considera o novo Plano Safra satisfatório para o setor produtivo, em razão do momento que o país atravessa. “Não tínhamos expectativa de aprovar uma redução de juros linear, mas conseguimos. Isto nos deu a possibilidade de conseguir o montante de 236,3 bilhões, 6,4% a mais em relação aos recursos do ano passado. Desde o início, a ministra Tereza Cristina deixou claro que o apoio ao pequeno produtor seria mantido, então, as políticas públicas para essa parcela de produtores não sofreram prejuízos. O desafio que temos é direcionar os produtores para acessar recursos no mercado, a juros livres”, afirmou.

Reconhecimento– Ao comentar as medidas, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, disse que o setor cooperativista reconhece o esforço do Ministério da Agricultura, especialmente, o trabalho da ministra Tereza Cristina e do secretário Wilson Vaz. “Sabemos que foi feito o possível para atender as demandas que apresentamos. O momento é de dificuldade, em função da pandemia da Covid-19, mesmo assim houve aumento de recursos e os programas foram mantidos. Isto mostra o quanto o nosso setor é forte, organizado e bem representado institucionalmente, porque foi necessário muita articulação e diálogo com os poderes estabelecidos para que tivéssemos um plano safra satisfatório frente ao atual cenário de crise”, afirmou.   

Reunião - Esta foi a quarta reunião do Comitê Técnico do Ramo Crédito do Paraná. Ao explicar a constituição do grupo, o superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti, destacou que o mesmo reflete a importância do ramo e a necessidade de aproximação e diálogo com a OCB, Sistema Ocepar e entre as próprias cooperativas. “É importante que as cooperativas saibam o que está sendo feito em termos de representação. Da mesma forma, precisamos conhecer suas prioridades e desafios, ou seja, saber o que precisam para se desenvolver, o que podemos fazer como organização representativa e o que elas podem fazer juntas, com intercooperação”, frisou.

Acompanhamento - A gerente geral do Sistema OCB, Tânia Zanella, o coordenador do Ramo Crédito, Thiago Borba, e o coordenador do Ramo Agropecuário, Paulo Cesar Dias do Nascimento (OCB), fizeram um relato sobre o trabalho da organização para as cooperativas de crédito nesse momento de pandemia. “Estamos fazendo uma reanalise do nosso plano de trabalho e mantendo contato direto com o Banco Central. Desde março último, sugiram pautas bem específicas, as quais foram encaminhadas ao Banco Central. São temas que preocupam e que estão sendo trabalhados, inclusive, com articulação junto ao Congresso Nacional, o que tem possibilitado que esses temas entrem na pauta, a exemplo do aumento da alíquota da Cofins, dos atuais 4% para 7,6%. A novidade é que praticamente conseguimos tirar as cooperativas desse aumento, proposto pela MPV 944/2020. Toda essa atuação proativa se deve ao profissionalismo da OCB e das organizações estaduais. A Ocepar é muito atuante. E tem também a questão com o relacionamento institucional com o executivo e o legislativo. A articulação ajuda a travar grandes batalhas.  Agradeço o apoio das cooperativas de crédito e tenham certeza de que estamos muito empenhados. Confiem em nós”, ressaltou.

Presenças - Participaram da 4ª reunião do Comitê Técnico do Ramo Crédito, representantes das cooperativas da Central Sicredi PR/SP,RJ, Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ, Credialiança, Credicoamo, Sicoob Central Unicoob, Cresol/Baser, Sicredi União, Evolua, Credicoopavel, Coopesf, e Sicredi Centro Sul, CrediBRF e Sicredi Rio Paraná PR/SP). Pelo Sistema Ocepar, além do presidente José Roberto Ricken e do superintendente Robson Mafioletti, participaram: Nelson Costa (superintendente Fecoopar), Flávio Turra (gerente técnico), Alfredo Benedito Kugeratski (coordenador de Gestão Estratégica) Emerson Barcik (analista de Cooperativismo), Jessé Rodrigues (analista de Cooperativismo), Maiko Zanella (analista técnico) e Marli Vieira (analista de Comunicação).

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