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COCAMAR: Plano Safra é analisado no Ciclo de Debates

cocamar 19 06 2020Informações transmitidas com clareza e objetividade marcaram na tarde de quinta-feira (18/06) a primeira edição do Ciclo de Debates Cocamar, que teve como tema o Plano Safra Agrícola e Pecuário 2020/21 anunciado no dia anterior pelo governo federal. Cerca de 250 produtores acompanharam e foram muitos os elogios.

Virtual - Ao fazer a abertura, o presidente da cooperativa, Divanir Higino, fez uma saudação aos cooperados e explicou que, por causa da pandemia, a apresentação do Plano para os cooperados teve que ser feita de forma virtual e não presencialmente, como ocorre por ocasião das reuniões para prestação de contas do primeiro semestre.

Participantes - Participaram o gerente executivo financeiro da Cocamar, Guilherme Valente, e os convidados Robson Mafioletti e Flávio Turra, superintendente e gerente técnico de desenvolvimento, ambos da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar).

Recursos obrigatórios - Valente iniciou fazendo um esclarecimento: diferente do que algumas pessoas possam supor, o montante de R$ 236 bilhões previstos no Plano não sai dos cofres públicos e, sim, corresponde a recursos de aplicação obrigatória em crédito rural feitas pelo sistema bancário, dos quais R$ 154,3 bilhões oferecidos a juros controlados e R$ 82 bilhões a taxas livres. O desembolso do governo está limitado a R$ 11,5 bilhões, destinados à equalização das taxas de juros.

Participação da Cocamar - Segundo Flávio Turra, para a elaboração do Plano o Paraná teve uma participação importante, como acontece todos os anos, em que foram ouvidas as demandas da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e dos sistemas Faep e Ocepar. “A Cocamar contribuiu com várias sugestões, o time da cooperativa trabalhou para que o Plano fosse o melhor possível”, afirmou Turra.

Prioridades - Segundo ele, uma das prioridades do governo – por meio de uma ampla defesa feita pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina - é atender com mais recursos os pequenos e médios agricultores, que terão disponíveis R$ 33 bilhões, um volume 33% maior em comparação ao Plano anterior.

Juros - De um modo geral, as taxas de juros para custeio variam de 2,75% a 6,0% e, os investimentos, de 4,5% a 8,5%. Para o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), os juros foram estabelecidos entre 2,75% e 4,0%.

Seguro - Na opinião de Turra, a maior conquista do Plano são os R$ 1,3 bilhão, 30% a mais em relação ao período anterior, previstos para a subvenção do seguro rural. “O produtor está desenvolvendo a cultura do seguro, ele não pode ficar a descoberto”, ressaltou o gerente do Sistema Ocepar.

Melhor - “O Plano Safra é o melhor que se poderia conseguir”, enfatizou Robson Mafioletti, lembrando que o setor agropecuário não parou durante a pandemia por ser de atividade essencial, voltado à produção de alimentos. Costurar o Plano anual é um trabalho que começa no final do ano anterior e, em fevereiro, as prioridades são apresentadas ao Ministério da Agricultura. “O governo reconhece a importância do agronegócio para a recuperação da economia, são 100 bilhões de dólares de exportação e participação de 25% no PIB”, ilustrou.

ABC - Quanto ao seguro rural, Mafioletti disse que o avanço foi importante, embora ainda haja alguns pontos que precisam de atenção, como o seguro para as culturas de milho e citros. Ele destacou também os recursos de R$ 2,5 bilhões previstos para o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que nasceu por iniciativa da Cocamar, em meados da década passada, quando o presidente Luiz Lourenço conseguiu sensibilizar o ministro Reinhold Stephanes e também o então vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Osmar Dias.

Inovação - A Agricultura de Baixo Carbono, com atividades como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), também defendida e incentivada de longa data pela Cocamar, foi apontada por Flávio Turra como uma das grandes inovações do setor. Ele citou que o Plano prevê redução de taxas de juros para incentivar inovações e tecnologias, entre as quais a agricultura de precisão e a irrigação, para tornar os produtores mais competitivos. “Se o produtor quiser automatizar sua irrigação, a sua ordenha, essa é a oportunidade”, comentou.

Um dos pilares - Quanto a sustentabilidade, um termo que tem sido muito utilizado pela ministra, Robson Mafioletti disse que esse é um dos pilares do Plano 2020/21, voltando a mencionar como exemplos a Agricultura de Baixo Carbono e os sistemas de integração. “Falta ainda as cooperativas focarem mais na transformação do boi em carne, elas avançaram muito no processamento de frangos, suínos e peixes, por exemplo, mas este é um setor com grande potencial para evoluir.” Ainda sobre sustentabilidade, o superintendente da Ocepar lembrou que 29% da proteção ambiental no Paraná se encontram dentro das propriedades rurais.

Impacto - A respeito das expectativas em relação aos efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia, Flávio Turra destacou que a projeção de uma possível queda de 7% do PIB brasileiro neste ano, terá um efeito muito negativo, podendo comprometer com dívidas 93% do orçamento do governo. De acordo com ele, o governo tem demonstrado que vê a agricultura como uma espécie de âncora de recuperação, “tem se percebido uma preocupação do governo em incentivar a agricultura”.

Concentração bancária - Ao ser indagado porque as taxas de juros para o setor não caem na mesma proporção da Selic (que no dia 17 foi reduzida de 3% para 2,25%), Mafioletti explicou que a elevada concentração bancária, em que apenas cinco grandes bancos detêm cerca de 80% do mercado no país, justificam o spread alto, pois as instituições não demonstram apetite ao risco.

Opiniões - Em outra transmissão ao vivo, realizada logo em seguida pela Sicredi União PR/SP, o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, definiu o novo Plano como “realista”. Segundo ele, o Plano ficou um pouco abaixo das expectativas, “mas está de bom tamanho”, lembrando que no momento a relação de troca favorece parcialmente o produtor.

Cultura do seguro - Na visão do diretor de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Loyola, o produtor brasileiro está, aos poucos, adquirindo a cultura do seguro. “No ano passado, quando a ministra Tereza Cristina assumiu, o país tinha quatro milhões de hectares de áreas seguradas. Até 2022, esperamos chegar a 20 milhões de hectares”, disse.

Capacitação de peritos - Loyola acrescentou que para possibilitar que o seguro seja maior nos próximos anos, o Ministério está se preocupando também em capacitar peritos. E, em breve, irá disponibilizar um aplicativo em que o produtor poderá consultar, no seu município, quais são as seguradoras que ali operam e as melhores opções em propostas. (Imprensa Cocamar)

 

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