REUNIÕES INSTITUCIONAIS: Para presidente da C.Vale, resultados da cooperativa devem ser vistos como um desafio

Foi realizada, na tarde desta quinta-feira (28/05), a 14ª reunião institucional do Programa de Autogestão, promovida pelo Sistema Ocepar por videoconferência. Desta vez, os profissionais da entidade estiveram com representantes da C.Vale, cooperativa sediada em Palotina, no Oeste do Estado. Participaram mais de 40 pessoas, entre as quais integrantes dos Conselhos de Administração e Fiscal e gerentes da cooperativa. O encontro teve ainda a presença do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e dos superintendentes do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, e da Ocepar, Robson Mafioletti.

Desafio - Na oportunidade, foi realizada a apresentação da situação econômico-financeira da C.Vale, por meio de indicadores e comparativos com outras cooperativas paranaenses do mesmo ramo e região. “Muito obrigado pelo empenho de vocês. Foi muito boa apresentação da equipe da Ocepar. Foi 10 e nos deu a oportunidade de conversar com todos, mesmo que virtualmente. Em relação aos números da cooperativa, embora tenha evoluído de um ano para outro, nós sempre temos a preocupação de encará-los como um desafio, para sempre melhorar. Isso é um motivo pra gente continuar lutando, brigando e vencendo esse limite. Não sei este ano, mas esperamos melhorar, apesar de todas as dificuldades”, afirmou o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, ao final da reunião. A cooperativa encerrou o exercício de 2019 contabilizando R$ 8,92 bilhões de faturamento.

Plano Safra - Lang solicitou ao presidente da Ocepar informações sobre o andamento das negociações relativas ao Plano Safra 2020/2021 para que a cooperativa possa se preparar para o próximo ciclo agropecuário, que se inicia em 1º de julho. O anúncio das medidas está previsto para o dia 15 de junho. “O Plano Safra está muito bem encaminhado. Na Assembleia da CNCoop, realizada hoje na OCB, foi feito um relato sobre isso. Para nós, o Plano Safra é o evento mais importante do ano. Porque os R$ 10 bilhões que nós captamos, tanto para custeio, como para industrialização e investimento, têm como origem o Plano Safra. É a maior fonte de recursos para o nosso setor. Obviamente que hoje existem vários bancos que atuam com as cooperativas, mas o recurso certo vem do Plano Safra”, afirmou Ricken.

Equalização - Ele disse ainda que, ao participar de um encontro virtual, na segunda-feira (25/05), com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi abordada a questão do montante que deverá ser destinado à equalização dos juros do Plano Safra. “O que nós temos garantido seria um valor de R$ 10 bilhões. O ideal seria de R$ 13 a R$ 15 bilhões para atender toda demanda. Se tiver equalização, os bancos vão aplicar na atividade agropecuária, já que o governo, na verdade, equaliza, e os bancos colocam os recursos nos depósitos líquidos à vista etc. Então, tendo esse montante, será possível dizer que o valor do ano passado está garantido. E, dentro disso, nós também pedimos a manutenção de todos os programas de investimento para o cooperativismo e temos uma sinalização de que isso vai ocorrer”, ressaltou.

Juros - De acordo com Ricken, a taxa de juros deve ficar aquém do proposto pelo cooperativismo. “Talvez não iremos conseguir a redução de juros de até 3% ao ano que propusemos, mas se vierem 2% a menos do que na safra passada e que tenha recursos para a safra, nós já podemos nos considerar satisfeitos”, pontuou.

Vantagem - “A situação é delicadíssima, mas nós levamos uma vantagem. Nosso setor é o único com liquidez no mercado e que tem demanda nacional. Nós temos onde vender o nosso produto e gerar divisas para o país. Na reunião com o BC, também vimos que nunca houve uma evasão tão grande de recursos internacionais, uma fuga do Brasil por falta de credibilidade do país. De qualquer forma, o nosso setor é um dos que ainda podem alavancar a nossa economia. Nós podemos sair na frente. Eu diria o seguinte: nós não estamos satisfeitos com o nosso resultado, mas ele é bom. O da C.Vale também é muito significativo e nós temos uma visão muito positiva do trabalho de vocês. Mas, é claro, sempre queremos mais. Mas nós podemos ser essa alavanca para o início da retomada econômica do Brasil. Nenhum outro setor tem a nossa dimensão”, acrescentou.

Investimentos - O presidente da Ocepar também falou sobre o valor que as cooperativas estão projetando aplicar em investimentos. “O Brasil nunca teve um caixa tão estourado como agora. Mas acreditamos que o Plano Safra será o melhor possível dentro das possibilidades do governo e que vai nos atender. Só o cooperativismo do Paraná tem uma demanda acima de R$ 3 bilhões em investimentos. Nós fizemos uma revisão desses números e teve uma redução de 8% na expectativa das cooperativas. Apesar de todas as dificuldades, nós queremos continuar investindo e o nosso planejamento é fundamental. Estamos otimistas e acreditamos que serão divulgadas medidas pelo menos razoáveis”, disse.

Ministra - Ricken destacou ainda o empenho da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “O compromisso da ministra é com o setor agropecuário, que ela jamais vai deixar na mão. Ela realmente conhece a área, está preparada, circula muito bem entre todas as instâncias, seja no executivo, junto ao Ministério da Economia, na Receita Federal, entre outras, e é a liderança mais expressiva do governo federal. E nós a convidamos para ser a madrinha do Dia C – Dia de Cooperar, que é o nosso grande movimento de responsabilidade social, para prestigiá-la”, finalizou.

Temas - Na reunião institucional, as propostas para o Plano Safra 2020/21 encaminhadas pelo cooperativismo ao governo federal foram apresentadas pelo gerente técnico da Ocepar, Flávio Turra. Ele também tratou sobre indicadores macroeconômicos, ações estratégicas do cooperativismo para mitigar os efeitos da pandemia e as principais conquistas obtidas até o momento. Já o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, fez uma explanação sobre o trabalho de representação institucional realizado pelo Sistema Ocepar. O coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, João Gogola Neto, apresentou os cenários econômicos e financeiros da C.Vale e a gerente de Desenvolvimento Cooperativo, Maria Emilia Pereira, falou sobre as atividades do Sescoop/PR e as entregas mais recentes da entidade, como o lançamento de duas plataformas de EaD, que proporcionam a continuidade das atividades de formação profissional mesmo nesse período de pandemia, e o lançamento de diversas publicações, como o Manual das Melhores Práticas de Organização do Quadro Social, a Coletânea Conhecendo o Cooperativismo e os e-books produzidos em parceria com o Sescoop Nacional, um deles sobre Home Office, com dicas sobre como se adaptar a essa nova forma de trabalho, e outro sobre Plano de Retomada, para quem está voltando às rotinas presenciais. Maria Emília encerrou sua participação destacando a importância do Dia C.

 

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