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AMAZÔNIA: Condições do G-7 desagradam, e ajuda é recusada

 

amazonia 27 08 2019O presidente Jair Bolsonaro decidiu nesta segunda-feira (26/08) recusar a ajuda de emergência de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 83 milhões) oferecida pelo G-7 para a Amazônia.

 

Condições - O grupo formado por sete das maiores economias do mundo aprovou a liberação do dinheiro na manhã de segunda-feira, mas estipulou condições para o desbloqueio do dinheiro que desagradaram Bolsonaro.

 

Ongs e população - Para receber a ajuda das grandes potências, o governo brasileiro teria que trabalhar com organizações não governamentais e populações locais. O dinheiro seria usado sobretudo para o envio de aviões Canadair, que costumam ser usados para fazer combate a incêndios florestais.

 

Cúpula - A liberação da verba foi decidida durante uma sessão de cúpula sobre o ambiente em que foi debatida a situação da floresta amazônica entre os líderes do G-7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido). Coube ao presidente francês, Emmanuel Macron, desafeto de Bolsonaro, fazer o anúncio.

 

Rumores - Desde a manhã desta segunda, circulavam no Palácio do Planalto rumores de que Bolsonaro recusaria a ajuda, sobretudo por causa das condições impostas pelo clube dos países ricos.

 

Inaceitável - O presidente brasileiro considerou inaceitável trabalhar com as ONGs, a quem acusa de atuar em favor dos interesses de outros países na Amazônia.

 

Suspeitas - Na semana passada, Bolsonaro chegou a apontar essas organizações como "principais suspeitas" pelos incêndios na Amazônia. Depois recuou, apontando para produtores rurais na região.

 

Porta-voz - Antes da decisão de Bolsonaro, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse que o Ministério das Relações Exteriores iria "se debruçar sobre a ajuda internacional quando essa oferta se efetivar".

 

Ajuda militar - O governo federal confirmou que, por enquanto, recebeu ajuda militar de forma oficial apenas por parte dos governos do Chile e do Equador. "O Chile ofereceu quatro aeronaves de combate a incêndios e o Equador ofereceu um avião e 30 especialistas", disse o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

 

Homens - Segundo o governo, foram enviados aproximadamente 2700 homens para ajudar no combate aos focos de incêndios, sendo que eles foram divididos em dois grupos: um de 1 mil homens e outro que tem quase 1700. Além disso, há 43 mil militares de forma permanente na região. "Os ministérios estão trabalhando desde sábado para debelar essa crise. Estamos prontos para ficar com esse efetivo por cerca de um mês", explicou o porta-voz da Presidência.

 

Diminuindo - Tanto Azevedo e Silva quanto Rêgo Barros enfatizaram que os focos de incêndio já estão diminuindo na região e que a situação não está foram de controle, mas não divulgaram dados consolidados. (Valor Econômico)

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