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AGROPECUÁRIA: Paraná inicia fóruns sobre o fim da vacinação contra febre aftosa

 

O Paraná começou nesta terça e quarta-feira (14 e 15/05), em Paranavaí e Cornélio Procópio, o fórum “Paraná livre de febre aftosa sem vacinação”, evento promovido pelo Governo do Estado e parceiros com o objetivo de debater a suspensão da vacina contra febre aftosa no Estado. O Sistema Ocepar apoia a iniciativa, juntamente com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Adapar, Emater, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sistema Faep/Senar, Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), além de entidades locais que colaboram com recursos físicos, como prefeituras, Sociedades Rurais de Cornélio Procópio e Pato Branco, Fiep e Unicentro.

 

Status - Após a campanha de vacinação de maio de 2019, que atinge bovinos e búfalos de até 24 meses, o Paraná deixa de vacinar contra febre aftosa. Em setembro, o Ministério da Agricultura vai publicar um ato normativo que mudará o status do Estado para Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconhecerá a condição do Paraná em 2021.

 

Abertura - O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; e o gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Rafael Gonçalves Dias, participaram do encontro no Centro de Eventos Armando Trindade Fonseca, em Paranavaí. O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, representou a entidade nos dois primeiros fóruns, que reuniram cerca de 1.500 pessoas, entre produtores, lideranças do setor agropecuário, técnicos, estudantes e representantes do poder público.  

 

Conscientização - Ortigara destacou que este fórum marca o início de uma série de eventos para conscientização dos criadores em relação à suspensão da vacinação contra a febre aftosa. “Temos boas condições técnicas para garantir a defesa agropecuária do Estado e, com a suspensão, temos a possibilidade concreta de entrar nos melhores mercados de proteínas animais", disse. Na próxima semana serão promovidos mais quatro fóruns, em Guarapuava (21/05), Pato Branco (22), Cascavel (23) e Curitiba (29). 

 

Preparação - Para o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, o Paraná está preparado para o diagnóstico rápido da doença, que não se manifesta desde 2005. “Estamos realizando treinamentos, analisando o trânsito de animais e garantindo fortalecimento de barreiras nas divisas do Estado. São 33 postos de fiscalização”, disse. Cargas em trânsito de animais vacinados poderão transitar pelo Paraná desde que passem por pontos de ingresso estabelecidos pela Adapar.

 

Competitividade - Na avaliação do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, a discussão sobre a mudança de status do Paraná é antiga e o setor produtivo do estado fez a lição de casa, participando, em conjunto com a Adapar, Seab e demais parceiros, dos esforços e investimentos para a melhoria das condições de fiscalização sanitária. “Chegou o momento de consolidar este trabalho, alcançando o status livre de febre aftosa sem vacinação, que amplia a competitividade da agropecuária paranaense no mercado internacional”, afirmou. “Os fóruns são importantes pois levam informações técnicas e mercadológicas aos produtores, para que todos estejam preparados para as mudanças”, completou. 

 

Exportações - Em março deste ano, os técnicos Marta Oliveira Freitas (Adapar) e Fábio Peixoto Mezzadri (Deral/Seab) divulgaram um estudo que mostra que o novo status pode dobrar as exportações de carne suína no Paraná, chegando a 200 mil toneladas ao ano. Este cenário é previsto se o Estado conquistar apenas 2% do mercado potencial, liderado por China, Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária, e representam 64% do comércio mundial de carne suína. Além disso, as cadeias produtivas de carne bovina, de aves e leite também serão beneficiadas com o acesso a mercados que remuneram melhor. (Com informações da AEN)

 

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