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EXPEDIÇÃO SAFRA: EUA diminuem área plantada e Brasil será maior produtor mundial de soja em 2020

O conflito comercial entre Estados Unidos e China tem o Brasil como principal vencedor. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as lavouras norte-americanas de soja foram reduzidas em 5% em comparação ao último ciclo, marcando 1,7 milhão de hectares plantados. O resultado americano coloca a produção brasileira como líder mundial já no ciclo 2019-2020, com 130 milhões de toneladas contra 128 milhões de toneladas. Esse foi um dos temas abordados na 95ª edição do Agricultural Outlook Forum, que aconteceu nos 21 e 22 de fevereiro na cidade de Arlington, estado da Virgínia (EUA).

Brasil - Sem negociação com os Estados Unidos, a China buscou no Brasil seu principal fornecedor de soja. Somente em 2018, os chineses importaram 69 milhões de toneladas da oleaginosa, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Esse montante equivale a 84% da produção nacional dessa cultura, registrada em 83,6 milhões de toneladas neste ciclo.

Prejuízos - “Para os norte-americanos, os prejuízos com esse conflito devem ficar na casa de US$ 7,9 bilhões. A expectativa é que o país aposte ainda mais no cultivo de milho, que vem registrando altas consecutivas em seu preço, devendo crescer cinco centavos por bushel nesta próxima safra. Com isso, a área cultivada dessa cultura deve crescer 3,3%, chegando a 37,2 milhões de hectares”, explica o coordenador da Expedição Safra e gerente do núcleo de agronegócio da Gazeta do Povo, Giovani Ferreira.

Acomodação - Ainda segundo Ferreira, o Brasil não pode se acomodar com esse cenário comercial. Com a volatilidade dos acordos chineses, concentrar quase toda sua produção em um único exportador pode trazer sérios prejuízos ao setor. “É importante que nossas exportações sejam diversificadas. Neste ano a China sobretaxou o frango brasileiro, por exemplo. Buscar acordos com novos centros como a União Europeia é fundamental para a estabilidade da produção nacional dessa cultura”.

Relações diplomáticas - Outro tema debatido no evento foi a busca da melhora das relações diplomáticas entre Estados Unidos com seus vizinhos México e Canadá. Vale ressaltar que houve estreitamento do comércio entre brasileiros e mexicanos nos últimos anos, com a habilitação de 26 plantas frigoríficas avícolas nacionais para exportação aos hispânicos, além de terem iniciado a importação do milho do Brasil a partir de 2017.

Roteiro - Pelo décimo ano consecutivo, a Expedição Safra realizou a cobertura do Agricultural Outlook Fórum. O levantamento técnico e jornalístico, que confere a produção e analisa tendências do mercado, já percorreu desde outubro de 2018 os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A equipe ainda irá passar por Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia, que compõem o polo produtor do Matopiba, além do México.

Sobre a Expedição Safra - A Expedição Safra faz um levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos da América do Sul à América do Norte. O projeto percorre 12 estados brasileiros nas etapas de plantio e colheita. Para ampliar a discussão sobre mercado, desde a temporada 2010/11 a equipe realiza roteiros extraordinários, com incursões à Alemanha, Holanda, Bélgica, França, China, Índia, Israel, Rússia e ao Canal do Panamá. Neste ano, a Expedição irá ao México que, devido aos conflitos comerciais com os Estados Unidos, tem aumentado o comércio de produtos agropecuários com o Brasil, abrindo uma janela de novas oportunidades. A Expedição Safra é uma iniciativa do Núcleo de Agronegócio Gazeta do Povo e é apresentada pelo Sistema Confea-Crea, com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, Sementes e Fertilizantes Castrolanda, Agrotec, Alta, Solaris e Expo Londrina. O apoio logístico é do Groupe Renault. (Assessoria de Imprensa)

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