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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4904 | 10 de Setembro de 2020

OCEPAR: Diretores discutem as diretrizes para o planejamento estratégico do cooperativismo do PR

ocepar 10 9 2020As diretrizes para o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense estão entre os assuntos que serão tratados na reunião da Diretoria da Ocepar, a 17ª da gestão 2019/2023, que ocorre nesta sexta-feira (11/09). Será das 13h30 às 16h30, por meio da plataforma Microsoft Teams. Os diretores vão tratar sobre o novo ciclo do PRC100, o Plano Paraná Cooperativo, que encerra este ano, com o atingimento da meta financeira do setor, de alcançar R$ 100 bilhões de faturamento. No encontro, eles também irão tratar de outros temas relevantes, como a repercussão da reforma tributária para os ramos das cooperativas, a nova versão da Lei do Agro após a derrubada de vetos presidenciais por parte do Congresso Nacional e os modelos de concessões das rodovias paranaenses. As atividades serão conduzidas pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Clique aqui para conferir a pauta da reunião na íntegra

 

COVID-19: Comitê de Acompanhamento emite comunicado 114

covid 19 09 2020A publicação das leis federais nº 14.019/20, sobre a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção individual, e nº 14.052/20, que estabelece multa a ser paga pelos usuários de energia elétrica, está entre os destaques do comunicado 114, emitido na manhã desta quinta-feira (10/09) pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. O boletim traz ainda informações sobre outras atividades realizadas ou que contaram com a participação da entidade. Confira abaixo.

1. No dia 9 de setembro, a reunião do comitê do Sistema Ocepar contou com a participação dos coordenadores de núcleos das regiões Norte, Centro-Sul, Sudoeste e Oeste, para iniciar as discussões estratégicas em relação ao novo ciclo do Plano Paraná Cooperativo – PRC. O objetivo é buscar as melhores estratégias para desenvolver o cooperativismo paranaense na próxima década. (Foto)

2.O Sistema Ocepar, no dia 9 de setembro, realizou de forma virtual Reunião da Autogestão com a Cooperativa Coopagrícola e a participação do corpo diretivo e gestores.

3. No dia 9 de setembro, o Sistema Ocepar participou solenidade de lançamento do Projeto Rede Elétrica Inteligente da Copel e Governo do Estado do Paraná, com investimentos previsto de R$ 820 milhões para automação na rede de energia elétrica, impactando mais de 4 milhões de paranaenses.

4. O Governo Federal publicou a Lei nº 14.019 de 02/07/20, no D.O.U. de 08/09/2020 pelo Poder Legislativo, alterando a Lei 13.979/2020, para dispor sobre a obrigatoriedade de uso de máscaras de proteção individual. Clique aqui para acessar a Lei 14.019/2020.

5. No dia 9 de setembro, o Governo Federal, publicou no D.O.U. a Lei nº 14.052 de 08/09/20, que traz alterações na Lei nº 9.427 de 1996, para estabelecer multa a ser paga aos usuários do serviço de energia elétrica, dentre outras alterações. Essa lei estabelece multa a ser paga pelas empresas distribuidoras de energia aos usuários do serviço de energia elétrica “diretamente prejudicados” em caso de interrupção no fornecimento. Para acessar a Lei nº 14.052/2020 clique aqui.

6. O Governo Federal, no dia 10 de setembro, por meio do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, publicou a Resolução Gecex nº 87, a qual reduz a zero a tarifa de importação do arroz. O governo estabeleceu uma cota de 400 mil toneladas do produto até o fim do ano que pode entrar no País sem a taxa. Veja aqui a resolução.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

 

COMPLIANCE EXPERIENCE: Segundo evento da série debate investigações internas nesta quinta-feira

O segundo encontro da série Compliance Experience será realizado nesta quinta-feira (10/09), por videoconferência, e vai debater o tema “Compliance e investigações internas”. A iniciativa é do Sistema Ocepar, executada por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), com o propósito de contribuir para a sustentabilidade das cooperativas do Paraná. Num ciclo de quatro encontros, serão apresentadas as melhores práticas e experiências das organizações nos processos de integridade e conformidade de suas atividades. O primeiro evento da série ocorreu no dia 1º de setembro e discutiu o tema “Governança e privacidade de dados”. Os próximos serão realizados dias 15 e 22 de setembro e vão tratar da “Evolução dos programas de compliance em diferentes setores” e “A importância da ética e do compliance para o futuro das organizações”, respectivamente.

Palestrantes - Nesta quinta, a programação contempla a apresentação da palestra “Compliance e as investigações internas no meio corporativo”, às 15h30, com Alessandra Gonsales, sócia-fundadora da LEC e do GCAA, especialista em implantação de programas anticorrupção, de lavagem de dinheiro e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Ela possui ampla experiência em compliance e direito corporativo e tem participado ativamente das principais discussões sobre os temas no Brasil.

Investigações internas - Depois, às 16h30, será a vez de Luciana Silveira falar sobre “Processo de investigações internas na prática: assédio moral e sexual”. Ela é Chief Compliance Officer da Neoway e foi responsável pela implementação e gerenciamento do Programa de Compliance Global da CBMM no Brasil, Estados Unidos, Holanda, Suíça e Cingapura.

Informações - Os eventos são destinados a profissionais das cooperativas do Paraná. Mais informações com Alfredo Benedito Kugeratski Souza (alfredo.souza@sistemaocepar.coop.br / 41 99926-5723) ou Daniely Andressa da Silva (daniely.andressa@sistemaocepar.coop.br / 41 99682-6401).

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MELHORES DO ANO: Novo prazo de inscrições ao Prêmio SomosCoop encerra dia 16 de setembro

melhores ano 10 09 2020Termina na próxima semana o prazo de inscrições ao 12º Prêmio Somoscoop Melhores do Ano. As cooperativas interessadas têm agora até o dia 16 de setembro para garantir a sua participação nesta edição. O prazo, que inicialmente encerraria em 3 de setembro, foi prorrogado para esta nova data-limite pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) pois o cenário pandêmico alterou muito a rotina das cooperativas que, aliás, não pararam de trabalhar.

Quem pode se inscrever - Vale lembrar que cooperativas singulares e centrais, confederações e federações sediadas no Brasil, regulares com a OCB, independentemente do ramo ou porte, podem se inscrever, já que a premiação também é uma oportunidade de mostrar o quanto elas são essenciais para o país, social e economicamente.

Objetivo - O objetivo do prêmio é destacar as boas práticas de cooperativas que tenham proporcionado benefícios aos seus cooperados e à comunidade. Casos relacionadas à diminuição dos impactos negativos resultantes da pandemia também podem ser inscritos.

Novidades - Entre as novidades desta edição está a incorporação da categoria Desenvolvimento Sustentável pela Cidadã, reforçando, ainda mais, o compromisso das coops com os ODS da ONU, em sua agenda 2030. As demais continuam as mesmas. São elas: Comunicação e Difusão do Cooperativismo; Cooperjovem; Fidelização; Inovação; e Intercooperação. E a regra continua a mesma: pode ser inscrito somente um case por categoria.

Influenciadores - A segunda novidade é a criação da categoria Influenciadores Coop, direcionada a pessoas físicas consideradas referência na disseminação do cooperativismo brasileiro. Mas não para por aí: as indicações serão feitas pelas unidades estaduais do Sistema OCB e os vencedores serão escolhidos por votação popular no site do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano.

Prazo - Vale destacar que o prazo para as indicações da categoria Influenciadores Coop também foi prorrogado. Então, corre que ainda dá tempo, é até o dia 16 de setembro, às 18h. Confira todos os detalhes no edital.

Edital - Para conhecer todos os detalhes do 12º Prêmio SomosCoop Melhores do Ano, clique aqui. (Com informações da OCB)

 

SICREDI IGUAÇU: Você conhece a regra 50/30/20 que se aplica ao orçamento familiar?

sicredi iguacu 10 09 2020Atualmente, mais da metade dos brasileiros - aproximadamente seis em cada 10 - não tem controle financeiro, segundo a última pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A falta de planejamento financeiro é um dos principais motivos de endividamento das famílias brasileiras. Por isso, é preciso sempre levar em consideração não apenas os gastos essenciais, mas também determinar o quanto cada família investe mensalmente em outros aspectos, como lazer, por exemplo.

Questionamentos -“O que é essencial e o que é supérfluo no meu dia a dia? Investir ou quitar dívidas antes? Esses são questionamentos que sempre aparecem na hora de fazer um planejamento financeiro. Hoje, a maioria dos brasileiros vive no limite do orçamento e isso acarreta em vários problemas, como o endividamento. Por isso existem algumas regras básicas que podem ajudar muito nesta organização, como a regra 50/30/20, um modelo simples e eficaz que ajuda a facilitar o orçamento familiar”, destaca o gerente do Sicredi em Campinas, Carlos Liberato.

50% sobrevivência

Lidar com dinheiro exige, além de disciplina, muita organização, equilíbrio e controle. “Essa regra vale independentemente do salário. É importante saber que 50% da renda deve sempre ser utilizada para bancar os chamados gastos fixos e essenciais para a sobrevivência. Entre elas podemos citar moradia (aluguel, condomínio, IPTU); contas de luz, água, internet, telefone; alimentação; e transporte. Fazer uma planilha com o orçamento mensal e controlar o total dessas contas para ver se elas equivalem a 50% dos seus rendimentos é um bom início. "Caso contrário, é preciso rever contratos e valores para tentar se adequar a isso”, explica.

30% qualidade de vida

Essas são as despesas que geralmente têm muito impacto na vida financeira, portanto são as que as pessoas precisam sempre ficar de olho. “Aqui entra a lista de “desejos e estilo de vida”, que geralmente é onde mais temos descontrole. Apesar de ajudarem muito na qualidade de vida, elas são também as que mais dão dor de cabeça na hora de organizar a planilha. Por isso, o indicado é sempre separar apenas 30% do orçamento para isso: despesas pessoais (beleza, roupas); viagens; cinema e teatro; restaurantes; TV a cabo; e outras assinaturas. Aqui sempre é importante pensar se você realmente precisa daquilo ou é apenas um desejo que a pessoa pode postergar ou deixar de lado”, argumenta.

20% investimentos e dívidas

Aqui está uma das mais importantes, porém a mais esquecida na hora de controlar os gastos. “Guardar 20% da renda mensal deve ser uma prioridade. Esse valor deve ser destinado primeiro para quitar dívidas e depois para investimentos a curto e longo prazos, para que a pessoa possa ter uma reserva de emergência. Esse valor pode ser flexível quando necessário. Por exemplo, se existem muitas dívidas, o ideal é reduzir os gastos com a parte do estilo de vida e aumentar as economias aqui”, ressalta.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

UNIMED LONDRINA: Evento de entrega de cadeiras de rodas é adaptado por conta da pandemia

Para manter a segurança contra o novo coronavírus, a Unimed Londrina adaptou o evento de entrega das cadeiras de rodas da campanha Eu Ajudo na Lata deste ano para um formato itinerante. Um veículo adesivado com a identidade da campanha vai às instituições beneficiadas entregar os equipamentos.

Quantidade - Nesta edição, a cooperativa entregará 26 cadeiras de rodas para nove instituições de Londrina e região. A quantidade de cadeiras doadas para seis instituições foram definidas por meio de uma enquete disponibilizada no site da Unimed Londrina. Confira abaixo o resultado conforme o número de votos:

Associação Flavia Cristina, de Londrina: 7 cadeiras

Ilece, de Londrina: 5 cadeiras

Unidefi, de Cambé: 4 cadeiras

Lar Jayme Watt Longo, de Bela Vista do Paraíso: 3 cadeiras

Casa Dia para Idosos, de Londrina: 2 cadeiras

Cáritas Arquidiocesana, de Londrina: 2 cadeiras

Uma cadeira - As secretarias municipais de educação de Londrina, Ibiporã e Porecatu ganharão uma cadeira de rodas cada pela parceria na ação. A pasta de Londrina decidiu destinar o equipamento da campanha para Associação das Famílias Especiais de Londrina (Afel).

Entrega - Nesta quinta-feira (10/09), às 14h, o veículo do Eu Ajudo na Lata irá à Associação Flávia Cristina e, às 15h30, no Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais-Oficinas (Ilece) entregar os equipamentos. Na sexta, dia 11, às 13h30, a Unimed Londrina visitará a União dos Deficientes Físicos de Cambé e, às 16h, o Lar Jayme Watt Longo, de Bela Vista do Paraíso. Já na segunda-feira, dia 14, pela manhã, a cooperativa irá às instituições Caritas Arquidiocesana de Londrina, Casa Dia para Idosos e Afel.

Redução - Com a pandemia, o número de lacres arrecadados nesta edição diminuiu drasticamente. A quantidade de anéis de alumínio obtidos com a doação de clientes e funcionários possibilitou a compra de 15 cadeiras de rodas. A Unimed Londrina decidiu manter o número de equipamentos doados no ano passado e se comprometeu a comprar mais 11.

Compromisso - "Acreditamos que o Eu Ajudo na Lata é um compromisso da Unimed Londrina com a comunidade e, em especial, com as instituições selecionadas pela campanha no início do ano. Por conta da pandemia, infelizmente registramos queda na arrecadação de lacres. Então, para atender as entidades, a cooperativa optou pela compra dos 11 equipamentos para igualar ao número de cadeiras da edição passada", explica a gerente de Sustentabilidade da Unimed Londrina, Fabianne Piojetti. (Imprensa Unimed Londrina)

 

SEAB: Morre ex-secretário da Agricultura Roulien Basaglia

seab 10 09 2020O ex-secretário da Agricultura do Paraná no período de 1971 a 1973, Roulien Basaglia faleceu na quinta-feira passada (03/09), aos 86 anos, vítima de complicações da Covid-19. O corpo foi sepultado às 10 horas da sexta-feira (04/09), no Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba.

Comando - Basaglia estava à frente da Secretaria da Agricultura no governo Parigot de Souza, em 1972, quando foi criado o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), hoje integrado ao Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná). Sua atuação também foi importante quando da ocorrência da geada em julho desse mesmo ano, que atingiu sobretudo a cafeicultura no Norte do Estado.

Formação e carreira - Engenheiro agrônomo, ele ocupou vários cargos públicos de relevância tanto no Paraná como no Brasil. Entre outros, no final da década de 60, foi diretor-geral do Escritório de Pesquisa e Experimentação do Ministério da Agricultura. Nos anos 80, foi um dos principais assessores da Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal) no Paraná. (Assessoria de Imprensa da Seab)

 

CONAB: Último levantamento consolida safra recorde de grãos em 257,8 milhões de toneladas

conab 10 09 2020A safra de grãos do período 2019/20 vai se encerrando, com o registro histórico atualizado de 257,8 milhões de toneladas, tendo à frente à soja, o milho e o algodão. Esse volume é 4,5% ou 11 milhões de toneladas superior ao da safra passada. A informação é da última atualização deste ano-safra, divulgada nesta quinta-feira (10/09), no 12º Levantamento de Grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Evolução - A evolução do recorde deve-se ao aumento de 4,2% na área plantada, aliado ao ganho de 0,3% na produtividade. Ainda faltam os resultados das culturas de inverno, principalmente o trigo, que passam por etapas que vão da fase vegetativa à finalização de colheita. Também contam para essa consolidação as culturas da região de Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).

Soja - A soja, que situa o país no patamar de maior produtor mundial, garante um novo recorde com a produção estimada em 124,8 milhões de toneladas e ganho de 4,3% em relação à safra 2018/19. Também o milho total caminha para situação semelhante, chegando a mais de 102 milhões de toneladas, dependendo ainda das lavouras cultivadas na região de Sealba, além de Pernambuco e Roraima. A participação desses estados é de algo próximo a 1,7% no consolidado nacional. A primeira safra já foi colhida e a segunda está em finalização.

Algodão - Outro que encerra com destaque é o algodão em pluma, que está para alcançar a marca recorde de 2,93 milhões de toneladas, com crescimento de 4,2% acima do período anterior. O dado positivo se deve aos investimentos feitos nessas lavouras e ao clima.

Arroz - Para o arroz fica o registro produtivo de 11,2 milhões de toneladas e crescimento de 6,7% em relação à última safra. Com colheita praticamente finalizada, 10,3 milhões de toneladas estão em áreas de cultivo irrigado e cerca de 900 mil toneladas em plantio de sequeiro. No caso do feijão, a estimativa de produção total é de 3,23 milhões de toneladas, principalmente do feijão-comum cores, com aumento de 6,4% ao obtido em 2018/19. A primeira e a segunda safras já estão encerradas.

Culturas de inverno - As culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada trigo e triticale) devem alcançar crescimento de 11,6% na área de cultivo, com destaque para o trigo, que apresenta expansão de 14,1%, situando-se em 2,33 milhões de hectares e, produção, dependendo do comportamento climático, de 6,8 milhões de toneladas.

Exportação - Com referência à oferta e demanda de arroz, mesmo com a provável intensificação das importações nos próximos meses, a balança comercial deve ser superavitária, em torno de 400 mil toneladas. Para o consumo, a Conab projeta crescimento de 5,1%, puxado pelas refeições mais frequentes dentro de casa neste período de pandemia. Ainda para a safra 2019/20, de março de 2020 até fevereiro de 2021, projeta-se exportação de 1,5 milhão de toneladas e importação de 1,1 milhão de toneladas, com a perspectiva forte de demanda internacional e preços nacionais competitivos no mercado externo. (Conab)

Clique aqui para acessar mais informações sobre as culturas plantadas no país a partir do boletim completo do 12º Levantamento - Safra 2019/20, publicado no Portal da Conab.

FOTO: Mayke Toscano / Secom-MT

 

IBGE: Estimativa de agosto prevê safra recorde de 251,7 milhões de toneladas em 2020

ibge 10 09 2020A estimativa para a safra nacional de grãos, em que já era esperado um recorde, foi elevada mais uma vez em agosto e deve chegar a 251,7 milhões de toneladas em 2020, ficando 4,2% acima da safra de 2019. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de agosto, divulgado nesta quinta-feira (10/09) pelo IBGE. A expectativa é de que a soja e o café atinjam no ano seus patamares mais altos de produção na série histórica do IBGE.

Soja - A produção de soja deve totalizar 121 milhões de toneladas, o que representa aumento de 6,6% em relação à safra do ano anterior. “A escassez de chuvas no Rio Grande do Sul entre dezembro e maio, prejudicou grande parte das áreas produtoras de soja einfluenciou diretamente o rendimento médio do grão, que teve queda de 40,7% na comparação com a média estadual de 2019. Mesmo assim, a produção da leguminosa continua em alta no país, com destaque para o Mato Grosso do Sul, que informou aumento de 7,5%”, comenta Carlos Barradas, analista de Agropecuária do IBGE.

Café - Já para o café, estima-se uma safra de 3,6 milhões de toneladas, sendo 19,4% maior que a do ano passado. “As chuvas foram abundantes nas principais unidades da federação produtoras, devendo o Brasil colher uma excelente safra do café arábica, importante para que mantenha a hegemonia na produção mundial. O dólar valorizado e a boa qualidade da produção neste ano podem possibilitar ao País alavancar as exportações do produto e recuperar mercados importantes”, comenta Carlos Barradas.

Milho - O milho não deve bater recorde na série histórica, que foi em 2019, mas está bem perto disso (360 mil toneladas a menos). Em relação à última informação de julho, a estimativa da produção cresceu 0,4%, totalizando 100 milhões de toneladas. Na primeira safra, a produção foi 2,1% maior que a do ano passado. Para a segunda, a estimativa da produção aumentou 0,8% em relação ao mês anterior, embora, na comparação com o ano anterior, apresente declínio de 1,2%.

Preços - “Apesar da concorrência pelas áreas disponíveis de plantio com a soja, que normalmente apresenta rentabilidade maior, a demanda crescente pelo cereal manteve os preços em patamares elevados, o que contribuiu para aumentar os investimentos nas lavouras do milho de primeira safra. O aumento nas exportações de carne também contribuiu para alavancar a procura pelo produto, que é o principal componente das rações dos suínos e aves”, ressalta Barradas.

Principais produtos - A soja, o milho e o arroz são os três principais produtos da safra nacional de grãos, que, somados, representam 92,3% da estimativa da produção e respondem por 87,2% da área a ser colhida. Para o arroz, é esperado um acréscimo de 7,2% na produção, totalizando 11milhões de toneladas do cereal.

Trigo - Cabe destaque ainda para o trigo, cuja estimativa de produção encontra-se 38,0% maior que a do ano passado, totalizando 7,2 milhões de toneladas, embora tenha sido reduzida em 2,1% em relação ao que era esperado no mês anterior. A região Sul deve responder, em 2020, por 90,0% da produção tritícola nacional. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Jaelson Lucas / AEN Paraná

 

SEGURO RURAL: Cerca de 1,3 mil lavouras que tiveram operações contratadas com o apoio do governo federal serão fiscalizadas

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está fiscalizando as propriedades rurais beneficiadas pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Os técnicos vão percorrer lavouras, pastos e florestas para conferir os dados declarados na contratação do seguro rural, como a área segurada, a cultura e demais informações contidas na apólice.

Vistorias - Nesta fiscalização, que deve ocorrer até o final do ano, a Companhia deve vistoriar cerca de 1.300 lavouras nos seguintes estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Regularmente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) envia à Conab uma lista com as apólices beneficiadas no PSR que devem ser auditadas in loco.

Permissão de acesso - O diretor de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, ressalta que é importante o produtor permitir o acesso e fornecer as informações solicitadas pelos técnicos. “Em caso de recusa, a operação pode ser cancelada e o produtor ficar impedido de participar do Programa”, explica.

Como funciona a fiscalização - O PSR oferece ao agricultor a oportunidade de obter auxílio financeiro e contratar uma apólice de seguro para sua lavoura com custo reduzido. O objetivo do seguro é reduzir as perdas do produtor, em caso de quebra de safra, ao recuperar o capital investido na sua lavoura. As operações do programa devem ser fiscalizadas para comprovar as informações indicadas nas apólices de seguro rural e confirmar o recebimento da subvenção federal.

Capilaridade - A fiscalização é realizada pela Conab devido à sua capilaridade, recursos técnicos, humanos e o seu vínculo com o Mapa, mediante a assinatura de um Termo de Execução Descentralizada (TED). Em todas as vistorias é feita a marcação de coordenadas geográficas, registros fotográficos e emissão do Laudo de Fiscalização.

Verificação - Com os dados das apólices fornecidos pelo Mapa e as instruções em mãos, o fiscal verifica se de fato o produtor contratou a apólice de seguro; se cultivou a cultura na área indicada na apólice, observando a existência ou os vestígios; e se confirma o recebimento da subvenção federal por meio do desconto financeiro para a aquisição da apólice de seguro.

Contratação - O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 14 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independente de acesso ao crédito rural.

Pedido - A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola) o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%.

Custeio - Para os produtores que estão contratando crédito de custeio nas instituições financeiras e são enquadrados no Pronaf, entre julho e outubro, há um projeto-piloto com recursos de R$ 50 milhões do PSR de estímulo a contratação do seguro agrícola de soja e milho verão (subvenção de 55% do prêmio) e para banana, maçã e uva (subvenção de 60% do prêmio).

Norte e Nordeste - Aos produtores das regiões Norte e Nordeste de grãos, o PSR destinará R$ 50 milhões exclusivos para essas regiões nos meses de setembro e outubro.

Mais informações- Para mais informações sobre o PSR, faça o download do aplicativo, para Android e IOS. (Mapa)

CAMEX: Governo zera imposto de importação do arroz até o final do ano

camex 10 09 2020A Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, decidiu nesta quarta-feira (09/09) zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado. A isenção tarifária valerá até 31 de dezembro deste ano.

Cota - De acordo com a pasta, a redução temporária está restrita à cota de 400 mil toneladas, incidente arroz com casca não parboilizado e arroz semibranqueado ou branqueado, não parboilizado, de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Até então, a Tarifa Externa Comum (TEC) incidente sobre o produto era de 12%, para o arroz beneficiado, e 10% para o arroz em casca.

Decisão - A decisão foi tomada durante reunião do Comitê-Executivo de Gestão da Camex, a partir de um pedido formulado pelo Ministério da Agricultura. O colegiado é integrado pela Presidência da República e pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Alta nos preços - O objetivo da isenção tarifária temporária é conter o aumento expressivo no preço do arroz ao longo dos últimos meses. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), o preço do arroz variou mais de 107% nos últimos 12 meses, com o valor da saca de 50 kg próximo de R$ 100. Os motivos para a alta são uma combinação da valorização do dólar frente ao real, o aumento da exportação e a queda na safra. Em alguns supermercados, o produto, que custava cerca de R$ 15, no pacote de 5 kg, está sendo vendido por até R$ 40. (Agência Brasil)

FOTO: Monsterkoi / Pixabay

 

INFRAESTRUTURA I: Portos do Paraná registram alta de 8% na movimentação até agosto

infraestrutura I 10 09 2020O volume de cargas movimentado pelos portos paranaenses já passa das 38,67 milhões de toneladas em 2020. O total acumulado de janeiro a agosto deste ano é 8,4% maior que o registrado no mesmo período em 2019, quando foram transportadas 35,65 milhões de toneladas.

Melhor da história - “O volume movimentado no ano passado foi o melhor da história. Até o momento, já movimentamos quase 73% desse movimento e as expectativas são muito boas. Se conseguirmos manter a mesma média para os próximos meses, de setembro a dezembro, deveremos encerrar 2020 com um novo recorde”, adianta o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Bom desempenho - De acordo com ele, apesar de um ano totalmente atípico em decorrência das restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o comércio exterior teve um bom desempenho, com alta constante nas exportações, principalmente. “Isso é reflexo das medidas que foram adotadas pelo Governo do Estado e pelas empresas que atuam em nossos portos, para proteção aos trabalhadores e garantia de que os serviços não seriam interrompidos”, afirma Garcia.

Quantidade - Somente em agosto, 5,37 milhões de toneladas chegaram ou saíram do Brasil pelos portos do Paraná – 2,27% a mais que o registrado no mesmo mês em 2019.

Alta - A alta na atividade portuária paranaense, em 2020, foi regular, com crescimento médio de 8% ao mês. O melhor mês do ano foi maio, com 5.717.200 toneladas.

Segmentos - Quase 67% das cargas movimentadas em 2020 nos portos de Paranaguá e Antonina foram graneis sólidos. A soma dos produtos de importação e exportação do segmento ultrapassa 25,78 milhões de toneladas. O volume é 9% superior que nos mesmos oito meses de 2019.

Carga geral - De carga geral, foram cerca de 8,05 milhões de toneladas. O equivalente a 21% da movimentação no ano. Na comparação com igual período do ano passado, crescimento de 9%.

Granéis líquidos - Os granéis líquidos representaram 12% das cargas de exportação e importação nos portos paranaenses, com 4,83 milhões de toneladas movimentadas no segmento. Alta de 5% em relação a 2019.

Contêineres - A movimentação de contêineres nos últimos oito meses também registra crescimento de 5%. Este ano, já são 604.787 unidades (TEUs). Em 2019, no mesmo período, foram 575.860. Em 2020, 51,3% das unidades foram importadas (310.282 TEUs) e 294.505 TEUs exportadas.

Geral - Na movimentação geral, considerando todos os tipos de cargas, as exportações representaram quase 66% de toda a atividade nos portos do Paraná. De janeiro a agosto, 25,46 milhões de toneladas de produtos brasileiros seguiram para outros países. O volume exportado é 13% maior que o mesmo período, em 2019 (22,55 milhões de toneladas).

Importações - Já as importações, que este ano somaram 13,2 milhões de toneladas, registraram alta de 1% em relação ao volume registrado em 2019 (13,1 milhões). (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA II: Paraná investe R$ 820 milhões para modernizar distribuição de energia

infraestrutura II 10 09 2020O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou nesta quarta-feira (09/09) o programa Rede Elétrica Inteligente, que será implantado pela Copel, com investimento total de R$ 820 milhões. O programa tem como objetivo modernizar a gestão e a distribuição de energia elétrica no Estado. Na primeira fase serão atendidos 151 municípios das regiões Leste (Região Metropolitana de Curitiba), Centro-Sul, Sudoeste e Oeste, beneficiando aproximadamente 4,5 milhões de paranaenses. Além do governador, o lançamento oficial do programa, no Palácio Iguaçu, contou com participação do presidente da companhia, Daniel Pimentel Slaviero.

Medidores digitais - Com o novo sistema, as unidades consumidoras terão medidores digitais que se comunicam diretamente com o Centro Integrado de Operação da Distribuição da Copel, facilitando o controle de toda a cadeia, da subestação até o consumidor final. Esse investimento tecnológico permitirá leitura de consumo a distância e autonomia para cidadão monitorar seu consumo em tempo real por aplicativo. Além disso, o programa vai reduzir o tempo de desligamento provocado por intempéries e outros fatores externos ao sistema.

Rede automatizada - O governador destacou que a rede será totalmente automatizada e que o programa é um salto histórico que permite, entre várias novas soluções, acabar com furtos de energia, tornar as cidades cada vez mais inteligentes e garantir monitoramento amplo da rede para, inclusive, diminuir as tarifas. O programa será implementado sem qualquer custo adicional para os clientes. Essa primeira fase de implementação deve durar 30 meses.

Compromisso - “A Copel tinha o compromisso de olhar mais para o Estado, realizar investimentos regionais. Já temos o Paraná Trifásico em pleno funcionamento, com mais de mil quilômetros instalados para fomentar o desenvolvimento econômico das propriedades rurais, estruturando ainda mais a cadeia do agronegócio, e agora os municípios passarão a ter um sistema ainda mais moderno e seguro”, disse Ratinho Junior.

Vocação - Ele complementou que o Paraná tem vocação para produzir e gerar energia com qualidade e que deve apostar cada vez mais nesse segmento. “Estamos na vanguarda do setor energético. Somos os maiores produtores de energia do Brasil e fazemos isso de maneira sustentável, inclusive como terreno fértil para as Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidrelétricas”, acrescentou o governador. “A Copel hoje vale mais de R$ 20 bilhões. Ela está ajudando o Paraná a ser o Estado mais inovador do País”.

Maior do Brasil - O investimento nesta primeira fase levará a nova tecnologia para unidades consumidoras residenciais e empresas urbanas e rurais. A rede inteligente da Copel será a maior do Brasil, em um modelo que já existe em países como os Estados Unidos e o Japão. O programa foi idealizado para melhorar a qualidade de energia, dar agilidade ao atendimento dos serviços, garantir gestão energética pelo consumidor, reduzir custos operacionais, possibilitar novas modalidades tarifárias e facilitar a integração nas cidades inteligentes.

Revolução tecnológica - Segundo Daniel Pimentel, o programa é uma revolução tecnológica no setor e coloca o Paraná cada vez mais na vitrine dos investimentos privados, fundamentais, sobretudo, para a recuperação das condições da economia depois da pandemia. Ele ressaltou que o programa atende aos três principais pilares da companhia: redução de despesas, investimento seguro e qualidade de energia para os clientes.

Prioridade - “Temos como prioridade a energia elétrica, em gerar, transmitir e comercializar energia com qualidade. Esse programa está nesse escopo e será o maior de redes inteligentes do País. Vamos evitar deslocamentos desnecessários dos eletricistas, atender as demandas elétricas com rapidez e possibilitar geração de dados qualificados para a Copel e os consumidores”, afirmou o presidente da companhia. “Estamos garantindo estabilidade e que o comércio, a indústria e o agronegócio continuem a crescer no Paraná”.

Benefícios - Com os novos medidores inteligentes, a leitura do consumo será online e os clientes poderão acompanhá-la no telefone celular, em tempo real, por meio do aplicativo da Copel. A rede inteligente também terá sensores e dispositivos de controle a distância que permitem que ela se religue sozinha na maioria dos casos e, caso isso não ocorra, que a Copel possa detectar de imediato e sanar eventuais problemas de desligamento a partir do Centro Integrado de Operação da Distribuição, em Curitiba.

Ponto exato - Com essa integração, quando houver necessidade de intervenção de técnicos, o centro saberá indicar o ponto exato que gerou a queda de energia. Essa solução elimina a necessidade de percorrer toda a rede afetada presencialmente para identificar o local onde ocorreu o problema. Consequentemente, o tempo para o restabelecimento da energia diminuirá, ampliando a qualidade de vida nos municípios e a segurança para o agronegócio e as indústrias, além de evitar danos aos eletrodomésticos.

Substituição - “Inicialmente vamos substituir os antigos medidores por medidores inteligentes, que são pequenos computadores. Eles levantam dados e possibilitam conhecimento em tempo real da rede. Ao mesmo tempo lançar um sistema robusto de comunicação para fazer essa conexão entre as unidades consumidoras e o centro de controle. Vamos aproveitar melhor toda a nossa energia, tornar a Copel cada vez mais ativa no sistema”, afirmou Maximiliano Orfali, diretor-geral da Copel Distribuição.

Potencial - Esses novos aparelhos terão potencial para integrar outros serviços no futuro, como microgeração distribuída, tecnologias de armazenamento de energia, controle da iluminação pública e abastecimento de carros elétricos. Com a avaliação de todos os pontos de consumo do sistema de distribuição em tempo real também será possível identificar áreas de perdas e furtos de energia que oneram a tarifa, contribuindo para a eficiência das instalações. A rede inteligente contará, ainda, com reguladores de tensão automáticos.

Novas soluções - “Em breve teremos a demanda dos carros elétricos, e as cidades demandam novas soluções. As redes inteligentes serão fundamentais para as smart cities, para iluminação pública, semáforos, integração de dados. O céu é o limite. Teremos condições de oferecer serviços que ainda não conhecemos, vamos gerar mais valor para o consumidor. E tudo com monitoramento diário no nosso centro de controle”, arrematou Orfali.

Urgente - Para o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone da Nóbrega, o investimento anunciado pela Copel atende ao que há de mais urgente no setor energético. “Essa decisão ocorre em sintonia com os movimentos do setor, que são maior protagonismo dos consumidores, incorporação definitiva de tecnologia e dados e crescente preocupação ambiental. Esse programa vai permitir um novo salto de qualidade da Copel”, afirmou. “A rede da companhia vai passar a transmitir informações, além dos elétrons. Isso eleva de sobremaneira a qualidade de atendimento aos consumidores”.

Etapas - Esta primeira fase do programa Rede Elétrica Inteligente foi dividida em duas etapas. Em julho a Copel Distribuição realizou a maior licitação da sua história para contratar o fornecedor que instalará a tecnologia nas primeiras 73 cidades das regiões Centro-Sul, Sudoeste e Oeste do Paraná. Somente nesta etapa são R$ 252 milhões aplicados já a partir deste ano, com benefício direto a 1,5 milhão de paranaenses (462 mil unidades consumidoras). A implantação definitiva ocorrerá até o segundo semestre de 2022.

Segunda etapa - A licitação para a segunda etapa está prevista para o começo de 2021. Serão mais R$ 568 milhões, outro investimento histórico da Copel Distribuição, para atender mais 78 municípios das regiões Leste, Centro-Sul, Sudoeste e Oeste do Paraná. A previsão é que a implantação comece no segundo semestre de 2021 e atenda 3 milhões de paranaenses (1 milhão de unidades consumidoras).

Outras cidades - Depois dessas etapas o projeto será levado para as outras cidades do Paraná em novas fases de implementação.

Histórico - O programa Rede Elétrica Inteligente nasce depois que a Copel instalou o sistema em Ipiranga, cidades dos Campos Gerais, como projeto-piloto, em 2018. Foram cinco mil unidades consumidoras atendidas nas áreas urbana e rural do município e os resultados foram satisfatórios. A duração dos desligamentos de energia, por exemplo, diminuiu 52% na comparação entre os anos de 2018 e 2019.

Centro Integrado - Em 2019, como parte desse processo, a Copel inaugurou o Centro Integrado de Operação da Distribuição, em Curitiba, e adquiriu a solução ADMS, (Advanced Distribution Management System, ou Sistema Avançado de Gerenciamento de Distribuição), sistema mais moderno do mercado para gestão de redes de energia. O investimento adicional foi de R$ 60 milhões.

Paraná Trifásico - O investimento nesse programa se soma ao montante de R$ 2,1 bilhões que estão sendo aplicados na substituição da rede monofásica das áreas rurais do Estado. Foram implementados 1,2 mil quilômetros desde então e outros 3,1 mil já estão em execução. Serão 25 mil quilômetros de redes novas até 2025.

Prêmio - O diretor-geral da Aneel também entregou ao governador e ao presidente da Copel o troféu de Melhor Ouvidoria do País entre as empresas de energia elétrica. O prêmio reconhece o desempenho no tratamento das reclamações registradas pelos clientes e a estrutura robusta de atendimento da Copel.

Processos - Em 2019 a área recebeu 9.417 processos. Em 283 casos o cliente não ficou satisfeito com a resposta recebida e levou a reclamação à Aneel, que reconheceu como procedentes apenas 12. Esse é o melhor resultado registrado pela Copel desde que a Ouvidoria passou a ser subordinada diretamente à distribuidora, em 2013.

Presenças - Participaram do lançamento o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Rodrigo Limp Nascimento; Efrain Pereira da Cruz e Sandoval de Araújo Feitosa Neto, os diretores da Aneel; o 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura; os deputados estaduais Hussein Bakri e Alexandre Curi; o CEO da Eletra Indústria e Comércio de Medidores Elétricos na América Latina, Xiaoqin Qian; e outros diretores da Copel.

Cidades - Confira as cidades que integram o Rede Elétrica Inteligente

Primeira etapa

Bituruna, Boa Ventura de São Roque, Campina do Simão, Cruz Machado, General Carneiro, Guarapuava, Laranjal, Mallet, Palmital, Paula Freitas, Paulo Frontin, Pinhão, Pitanga, Porto União, Porto Vitória, Santa Maria do Oeste, Turvo, União Da Vitória, Ampére, Barracão, Bela Vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso do Sul, Capanema, Chopinzinho, Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Coronel Vivida, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Honório Serpa, Itapejara d’Oeste, Mangueirinha, Mariópolis, Marmeleiro, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Prata do Iguaçu, Palmas, Pato Branco, Pérola D’Oeste, Pinhal de São Bento, Planalto, Pranchita, Realeza, Renascença, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, São João, São Jorge d’Oeste, Saudade do Iguaçu, Sulina, Verê, Vitorino, Candói, Cantagalo, Espigão Alto do Iguaçu, Foz do Jordão, Goioxim, Laranjeiras do Sul, Manfrinópolis, Marquinho, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Quedas do Iguaçu, Reserva do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu e Virmond.

Segunda etapa

Araucária, Balsa Nova, Campo do Tenente, Contenda, Fazenda Rio Grande, Lapa, Mandirituba, Piên, Quitandinha, Rio Negro, Agudos do Sul, Anahy, Antonio Olinto, Assis Chateaubriand, Boa Vista da Aparecida, Braganey, Cafelândia, Campo Bonito, Capitão Leônidas Marques, Carambeí, Cascavel, Catanduvas, Céu Azul, Corbélia, Diamante do Oeste, Diamante do Sul, Entre Rios do Oeste, Fernandes Pinheiro, Formosa do Oeste, Foz do Iguaçu, Guaíra, Guamiranga, Guaraniaçu, Ibema, Iguatu, Imbituva, Inácio Martins, Iracema do Oeste, Irati, Itaipulândia, Ivaí, Jesuítas, Lindoeste, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Matelândia, Medianeira, Mercedes, Missal, Nova Aurora, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palmeira, Palotina, Pato Bragado, Ponta Grossa, Porto Amazonas, Prudentópolis, Quatro Pontes, Ramilândia, Rebouças, Rio Azul, Santa Helena, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São João do Triunfo, São José das Palmeiras, São Mateus do Sul, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Teixeira Soares, Terra Roxa, Toledo, Três Barras do Paraná, Tupãssi e Vera Cruz do Oeste.

Confira os principais benefícios para o consumidor - Menos tempo e menos desligamentos: Monitorado de forma remota, o medidor inteligente permite à Copel localizar com precisão o ponto onde ocorreu o desligamento na rede. Com a integração aos demais dispositivos de operação, ele permite o isolamento do defeito e o envio rápido de uma equipe para o local do problema.

Religação automática: O programa é composto de sistemas de reconfiguração de rede (religadores automáticos) e reguladores de tensão em tempo real. Eles se integram aos sistemas de informação e têm potencial para integrar outros serviços no futuro, como microgeração distribuída, tecnologias de armazenamento de energia, iluminação pública inteligente e abastecimento de carros elétricos.

Controle do consumo: O medidor inteligente fornece ao cliente informações para subsidiar o controle do consumo em tempo real como, por exemplo, quais equipamentos estão influenciando mais no gasto de energia.

Leitura à distância: A leitura do consumo nas residências será feita de forma remota.

Qualidade da energia: O medidor também permite à Copel monitorar a qualidade do fornecimento às unidades consumidoras a partir de variáveis como tensão, corrente e potência, antecipando possíveis falhas. (Agência de Notícias do Paraná)

 

RECURSOS: Governo assina financiamento de R$ 1,6 bilhão para grandes obras

recursos 10 09 2020O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quarta-feira (09/09) o contrato do financiamento de R$ 1,6 bilhão que o Governo do Paraná captou com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Os recursos serão usados para investimentos prioritários em infraestrutura rodoviária, modernização de estradas rurais, revitalização da Orla de Matinhos, no Litoral, e aquisição de equipamentos para o projeto Olho Vivo, da Secretaria de Segurança Pública.

Aprovação - O acordo financeiro contou com aprovação da Assembleia Legislativa do Estado, da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e do Conselho Monetário Nacional (CMN), além da garantia da União. O contrato prevê um ano de carência e 14 anos para pagamento do valor. É a primeira vez que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil se juntam para liberar recursos para investimentos para uma unidade da Federação.

Vitória - “É uma grande vitória do Estado. Trabalhamos há um ano e meio nesse projeto e ninguém contava com a Covid-19 nesse período, provocando mudanças profundas na administração pública. O consórcio, que era de quatro bancos, mudou para dois. Temos que agradecer a compreensão da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para assumir esse volume de recursos e o grande trabalho do Ministério da Economia para efetivar essa liberação”, afirmou Ratinho Junior.

Hub logístico - O governador disse que o financiamento acelera o planejamento de tornar o Paraná um hub logístico na América do Sul e se soma a diversos projetos em andamento, como o novo Anel de Integração, modernizações nos aeroportos e nos portos públicos, e o corredor de exportação planejado a partir da contratação do Estudo de Viabilidade Técnico-Operacional, Econômico-Financeira, Ambiental e Jurídica (EVTEA) da ferrovia entre Maracaju (MS) e Paranaguá.

Obras importantes - “Usaremos esses recursos em obras extremamente importantes. Na questão rodoviária, vamos modernizar trechos com muitos acidentes e com capacidade de tráfego defasada. Outra parte desse investimento vai transformar o Litoral. Teremos, finalmente, a nova orla de Matinhos, vamos recuperar a força do nosso turismo”, disse Ratinho Junior. “E também vamos reestruturar o escoamento da porteira até a rodovia mais próxima pelas estradas rurais, o que melhora a nossa grande vocação, que é o agronegócio”.

Acordos de leniência - Ratinho Junior destacou ainda que os recursos se somam aos acordos de leniência com as atuais concessionárias do pedágio (R$ 400 milhões com a Ecorodovias, que administra a BR-277, e R$ 750 milhões com a Rodonorte, responsável pelo trecho entre Curitiba e Londrina) e contemplam quase R$ 3 bilhões em investimentos estruturantes nos próximos anos. “Todas as obras foram pulverizadas de forma regional. Tivemos o cuidado de fazer uma acupuntura para atender todo o Estado”, acrescentou o governador.

Confiança - O Paraná está entre as melhores unidades federativas do País em relação à capacidade de pagamento, segundo a STN, fator fundamental para viabilizar o financiamento. A Nota Técnica da Coordenação-Geral de Relações e Análise Financeira dos Estados e Municípios classifica o Estado como B em uma escala de A a D. É o melhor índice da Região Sul, à frente de Santa Catarina (C) e Rio Grande do Sul (D), e coloca o Paraná entre os dez com selo de bom pagador.

Maior volume - O secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior, destacou que esse é o maior volume de empréstimo já realizado pelo Paraná. “O Governo do Estado começa a andar agora. Até esse momento todas as ações foram suportadas pelo Tesouro Estadual, que é escasso. Agora vamos voar mais alto”, disse o secretário. “Acima de tudo é um grande gesto de confiança na gestão financeira e na sustentabilidade das contas públicas paranaenses”.

Setor produtivo - Ele ressaltou o ganho inestimável para o setor produtivo, das cooperativas às grandes indústrias. “É um contrato de longo prazo e que tem como componente fundamental, ainda mais nesse momento, gerar emprego, renda e a própria economia. E com isso alavancar novos investimentos. Uma rodovia tem uma vida útil de 20 ou 30 anos, e os efeitos econômicos da melhoria perdurarão por um prazo ainda maior. É um financiamento olhando para um horizonte temporal de uma geração”, acrescentou o secretário.

Condição fiscal - Fabrício Casali Reis, superintendente regional do Banco do Brasil, acrescentou que esse financiamento só foi concretizado em função da condição fiscal favorável do Estado. “Esse projeto começou antes da pandemia. Na verdade começou na posse do governador. A situação econômica do Paraná nos deu essa oportunidade”, afirmou. “Essa mola propulsora que fará o Estado avançar cada vez mais é fruto da gestão”.

Contribuição - “É um projeto construído a muitas mãos. É uma alegria contribuir com desenvolvimento e a sustentabilidade do Estado”, acrescentou Maria do Carmo da Rocha, superintendente regional da Caixa Econômica Federal. “Esse contrato consorciado é inédito no nosso portfólio”.

Projetos - A maior parte dos recursos será utilizada para tirar do papel demandas históricas do setor produtivo. Serão investidos R$ 974 milhões em obras rodoviárias em todas as regiões do Paraná. Os projetos já estão aptos para licitação porque foram viabilizados pelo Banco de Projetos, lançado no ano passado para acelerar a contratação dos estudos necessários para as obras. Os trechos serão apresentados nos próximos dias.

Matinhos - Outros R$ 489,8 milhões serão aplicados na reurbanização e recuperação da orla de Matinhos. A primeira fase está estimada em R$ 378 milhões e inclui, entre outras ações, a recuperação da orla e o engordamento da faixa de areia. A segunda parte, de R$ 105 milhões, prevê a revitalização do Canal de Matinhos para evitar enchentes, pontes na PR-412, desapropriações e compensação ambiental. A primeira audiência pública vai ocorrer no próximo dia 21.

Estradas rurais - Também serão aplicados R$ 126,1 milhões para melhorar estradas rurais com pedras poliédricas ou blocos sextavados. O Paraná conta com quatro mil quilômetros mapeados com utilização intensa para escoamento de grãos, da avicultura, suinocultura e produção leiteira, além de transporte dos insumos básicos do agronegócio. A estimativa é de revitalizar pelo menos 400 quilômetros com esses recursos.

Segurança - A Segurança Pública terá R$ 10 milhões para comprar equipamentos para o projeto Olho Vivo, que terá centrais regionais com monitoramento de câmera, análise de placa de carro, integrando bancos de dados e sistemas de segurança federal, estadual e municipal.

Presenças - Estiveram presentes na assinatura os secretários Sandro Alex (Infraestrutura e Logística), Norberto Ortigara (Agricultura e Abastecimento), Márcio Nunes (Desenvolvimento Sustentável e Turismo), Romulo Marinho Soares (Segurança Pública), Valdemar Bernardo Jorge (Planejamento e Projetos Estruturantes) e Beto Preto (Saúde); o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR), Fernando Furiatti; o superintendente regional de Governo do Banco do Brasil, Fernando Favoreto; o gerente-geral do Setor Público Paraná do Banco do Brasil, Sebastião Vanderlan Soares; o superintendente executivo de Governo da Caixa Econômica Federal, Marques Calixto; o gerente da filial Gigov da Caixa, Célio Américo Izidoro; e o gerente-geral da Agência Governo da Caixa, Sério Fernando Protz. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança tem superávit de US$ 1,795 bilhão na primeira semana de setembro

A balança comercial brasileira fechou a primeira semana de setembro com superávit de US$ 1,795 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,458 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME), divulgados na terça-feira (08/09). As exportações chegaram a US$ 4,127 bilhões e as importações, a US$ 2,332 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 142,447 bilhões e as importações, US$ 104,372 bilhões, com saldo positivo de US$ 38,076 bilhões e corrente de comércio de US$ 246,819 bilhões.

Médias - Nas exportações, comparadas as médias até a primeira semana de setembro de 2020 (US$ 1,031 bilhão) com as de setembro de 2019 (US$ 966,59 milhões), houve crescimento de 6,7%. Já as importações tiveram queda de 25,8%, na mesma comparação – US$ 582,95 milhões agora contra US$ 785,48 milhões em setembro do ano passado.

Total - Assim, até a primeira semana deste mês, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 1,615 bilhão e o saldo, também por média diária, foi de US$ 448,69 milhões. Comparando-se este período com a média de setembro de 2019, houve queda de 7,8% na corrente de comércio.

Exportações por setor e produtos - No acumulado até a primeira semana de setembro, em relação à média diária do mesmo mês do ano anterior, as exportações tiveram crescimento de US$ 23,01 milhões (+13,6%) em agropecuária e de US$ 91,03 milhões (+42,7%) em indústria extrativa, mas recuaram US$ 46,22 milhões (-8%) em produtos da indústria de transformação.

Aumento - Esta combinação levou a um aumento no total das exportações, destacando-se o crescimento nas vendas de produtos agropecuários como milho não moído, exceto milho doce (+58,3%), café não torrado (+17,3%), produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (+150,5%), madeira em bruto (+105,5%) e tabaco em bruto (+82%).

Indústria extrativa - Na indústria extrativa, as principais altas foram de minério de ferro e seus concentrados (+50,8%), óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+26,3%), minérios de cobre e seus concentrados (+149,4%), outros minérios e concentrados dos metais de base (+133,4%) e pedra, areia e cascalho (+40,9%).

Importações por setor e produtos - As exportações acumuladas até a primeira semana de setembro, comparadas à medida diária de setembro de 2019, diminuíram US$ 3,41 milhões (-21,6%) em agropecuária; US$ 23,96 milhões (-65,4%) em indústria extrativa e US$ 174,98 milhões (-23,9%) em produtos da indústria de transformação.

Agropecuário - No setor agropecuário, essa queda nas importações foi puxada, principalmente, pela diminuição em pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-76,7%), trigo e centeio, não moídos (-24,2%), látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-59,8%), cacau em bruto ou torrado (-100%) e cevada, não moída (-98,7%).

Indústria extrativa - Na indústria extrativa, o impacto maior foi de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-100%), gás natural, liquefeito ou não (-100%), carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-10,3%), outros minérios e concentrados dos metais de base (-49,5%) e outros minerais em bruto (-30,7%).

Indústria de transformação - Já a indústria de transformação teve redução nas importações de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-98%), óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-65,6%), obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns (-64%), torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes (-60,8%) e adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (-18,1%). ​(Ministério da Economia)

Veja os dados completos da balança comercial

VAREJO: Vendas crescem 5,2% em julho e comércio segue em recuperação

varejo 10 09 2020O volume de vendas do varejo cresceu 5,2% em julho, na comparação com o mês anterior, após a alta recorde de 13,3% em maio e de 8,5% em junho. Este é o maior resultado para o mês de julho da série histórica, iniciada em 2000, e a terceira alta seguida no ano, com algumas categorias apresentando resultados acima dos registrados no período pré-pandemia de Covid-19, como móveis e eletrodomésticos e hiper e supermercados. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quinta-feira (10/09), pelo IBGE.

Percentuais - O comércio varejista como um todo está 5,3% acima de fevereiro, quase a mesma variação de junho para julho (5,2%), ou seja, o crescimento de julho já representou um ganho. “Até junho, houve uma espécie de compensação do que ocorreu na pandemia, então em julho a recuperação já tem um excedente de crescimento”, avalia o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Passagem - O resultado de 5,2% na passagem de junho para julho também posiciona o comércio varejista no nível recorde, atingido em outubro de 2014. “O ponto mais baixo em relação ao patamar recorde foi de -22,8% em abril de 2020. Em maio, a distância diminuiu para -12,5%, de volta ao patamar da crise de 2016 e, em junho, o varejo ficou a -5%. Agora em julho, estamos a -0,1%, praticamente no nível recorde da série”, analisa o gerente da pesquisa.

Queda - Ele destaca que no indicador mês contra mês anterior, a variação vem caindo porque a base tem sido muito baixa. Em abril houve queda recorde de 11,7%; em maio houve a maior alta de todos os tempos (13,3%), junho com 8,5% e agora julho, 5,2%.

Pré-pandemia.- “Como o indicador despencou de fevereiro até abril, a base ficou muito baixa e essa recuperação vem trazendo todos os indicadores para os níveis pré-pandemia. Alguns setores estão bem acima dos níveis de fevereiro, como móveis e eletrodomésticos (16,9% acima), hiper e supermercados (8,9%) e artigos farmacêuticos (7,3%), além dos materiais de construção (13,9%), no varejo ampliado”, afirma Santos, ressaltando que o ganho real em relação a fevereiro não atingiu todas as categorias, algumas registrando baixas, como tecidos, vestuário e calçados (-32,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (-27,2%) e veículos (-19,7%), no varejo ampliado”.

Apenas supermercados não têm alta nas vendas em julho - Em julho de 2020, apenas a atividade de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo não registrou alta, ficando estável em relação a junho (0.0%). Nos demais setores, predominam as taxas positivas, atingindo sete das oito atividades pesquisadas. Livros, jornais, revistas e papelaria teve a maior alta (26,1%), seguida por tecidos, vestuário e calçados (25,2%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (11,4%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%), combustíveis e lubrificantes (6,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,0%) e móveis e eletrodomésticos (4,5%).

Julho de 2019- Em relação a julho de 2019, o comércio varejista cresceu 5,5% em julho de 2020, segunda taxa positiva consecutiva e com equilíbrio entre taxas positivas e negativas: quatro atividades tiveram crescimento, em termos de volume, enquanto quatro registraram variação negativa.

Atividades - Entre as atividades com crescimento, na comparação anual, a maior alta é de móveis e eletrodomésticos (26,4%), seguida por artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (13,4%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (9,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,0%).

Redução - Por outro lado, tecidos, vestuário e calçados (-31,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (-25,1%), combustíveis e lubrificantes (-10,8%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,5%) foram os setores que mostraram queda. Com isso, o varejo registrou recuo de 1,8% nos sete primeiros meses de 2020, contra variação de -3,1% de janeiro a junho. No acumulado dos últimos 12 meses, houve estabilidade no ritmo de vendas passando de 0,1% em junho para 0,2% em julho.

Varejo ampliado cresce 7,2% frente a junho e 1,6% na comparação anual - O comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, apresentou alta de 7,2% em relação a junho de 2020, na série com ajuste sazonal, após alta de 11,1% registrado no mês anterior. Para essa mesma comparação, o setor de veículos, motos, partes e peças cresceu 13,2%, enquanto material de construção avançou 6,7%, ambos, respectivamente, após variações de 27,9% e 14,5% registradas no mês anterior.

Avanço - Frente a julho de 2019, o comércio varejista ampliado, avançou 1,6%, interrompendo sequência de quatro meses em queda. Para as atividades que compõem o varejo ampliado, houve queda no setor de veículos e motos, partes e peças (-16,2%) e crescimento para material de construção (22,7%). De janeiro a julho, o varejo ampliado recuou 6,2% ante -7,6% no indicador registrado até junho de 2020. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -1,4% até junho para -1,9% até julho, apontou acentuação no ritmo de queda.

Varejo cresce em 21 das 27 unidades da federação - Na passagem de junho para julho de 2020, na série com ajuste sazonal, o aumento de 5,2% da média nacional de vendas do comércio varejista deu-se devido a predomínio de resultados positivos em 21 das 27 unidades da federação, com destaque para: Amapá (34,0%), Paraíba (19,6%) e Pernambuco (18,9%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram seis das 27 unidades da federação, com destaque para: Tocantins (-5,6%), seguido por Paraná e Mato Grosso (ambos com -1,6%).

Variação - No comércio varejista ampliado, a variação de 7,2% entre junho e julho de 2020 deu-se com predomínio de resultados positivos em 25 das 27 unidades da federação, com destaque para: Amapá (35,0%), Paraíba (21,0%) e Pernambuco (15,8%). Por outro lado, com variações negativas, figuram duas das 27 unidades da federação: Mato Grosso do Sul (-0,7%) e Piauí (-0,1%). (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes / Agência IBGE Notícias

 

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BC: Campos Neto diz que Pix reduzirá custos para as empresas

bc 10 09 2020O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira (09/09) que o novo sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, vai reduzir os custos para as empresas e proporcionará mais eficiência no fluxo de caixa. Campos Neto participou da abertura do seminário virtual Conexão Pix.

Mudança - “É muito importante entender essa mudança que estamos passando e como isso tem sido intensificado pela crise, pela pandemia. A gente vê o número de pagamentos digitais crescendo. Há um movimento de inovação que se acelerou em várias áreas”, afirmou.

Custo operacional - Segundo Campos Neto, o custo operacional para as empresas será reduzido e terão facilidade no recebimento de pagamentos e redução de gastos com transporte de dinheiro. “É um instrumento que faz com que a gestão de fluxo de caixa atinja um novo patamar de eficiência. Menos custos significa mais margem [de lucro] para quem está de um lado e menos preço para quem está no outro”, destacou.

Funcionamento - O Pix entrará em funcionamento em 16 de novembro deste ano. As transações com a nova ferramenta, que funcionará 24 horas por dia, poderão ser feitas por meio de QR Code (versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular) ou com base na chave cadastrada. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

 

LEGISLATIVO I: MP que prorroga auxílio emergencial até dezembro recebe mais de 260 emendas

legislativo I 10 09 2020Deputados e senadores apresentaram 262 sugestões de alteração à medida provisória que prorrogou o auxílio emergencial até dezembro (MP 1000/20). O prazo para apresentação das emendas se encerrou na terça-feira (08/09).

Oficialização - A medida provisória oficializa o auxílio emergencial de R$ 300, que será pago em quatro parcelas, entre setembro e dezembro. O valor é metade do que foi repassado entre abril e agosto.

Aumento do valor - Boa parte das emendas pretende aumentar o benefício. O deputado José Guimarães (PT-CE), por exemplo, sugere que o auxílio seja pago no valor original de R$ 600. “Melhor seria se o benefício fosse de um salário mínimo, mas como há muita resistência por parte da base do governo, proponho a extensão do auxílio emergencial no mesmo valor aprovado originalmente pela Câmara dos Deputados”, afirma.

Manutenção - Outros parlamentares também pedem a manutenção do valor de R$ 600 até o fim do ano, como os deputados Kim Kataguiri (DEM-SP) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Crianças - Já a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) propõe o pagamento dos R$ 600 às famílias com crianças pequenas. “À primeira infância é preciso conferir maior atenção e cuidado, uma vez que o que ocorre nos primeiros anos faz diferença por toda a vida”, justifica a parlamentar.

Recursos não sacados - Por sua vez, o deputado Tiago Dimas (Solidariedade-TO) sugere prazo de seis meses para que os recursos não sacados e não movimentados retornem para os cofres do governo. O texto original da MP 1000/20 estabelece que esse prazo será definido em regulamento. “A previsão do prazo em lei, em vez de regulamento, traz maior segurança jurídica aos beneficiários do auxílio emergencial residual e tende a prevenir judicialização”, argumenta Dimas.

Auxílio residual - O novo benefício, que o governo chama de “auxílio emergencial residual”, será pago automaticamente aos atuais beneficiários, que não vão precisar requerer as novas parcelas. A medida provisória, porém, proíbe o pagamento para quem mora no exterior, esteja preso em regime fechado ou tenha bens de valor total superior a R$ 300 mil.

Sem direito - Também não terá direito quem recebeu, em 2019, rendimentos superiores a R$ 40 mil e alguns tipos de dependentes de contribuinte do Imposto de Renda, como cônjuge e filho ou enteado com menos de 21 anos ou menos de 24 ainda estudando.

Cotas - A MP limita o recebimento do auxílio a duas cotas por família, mas garante duas cotas para a mulher provedora de família monoparental.

Criação - O auxílio emergencial foi aprovado pelo Congresso Nacional com o objetivo de atender as pessoas que perderam renda em razão da pandemia. A Lei 13.982/20 previa o pagamento por três meses (abril a junho). O governo acrescentou mais dois (julho e agosto) por decreto. Tiveram direito ao benefício os trabalhadores informais, desempregados, microempreendedores individuais (MEIs) e contribuintes individuais do INSS.

Repasse - No total, foram destinados R$ 254,2 bilhões para o pagamento do auxílio de R$ 600, um custo mensal de R$ 50,8 bilhões.

Tramitação - A MP 1000/20 será analisada diretamente no Plenário da Câmara, conforme o rito sumário de tramitação definido pelo Congresso Nacional durante o período de calamidade pública. (Agência Câmara de Notícias)

 

LEGISLATIVO II: Projeto susta partes do decreto que criou Autoridade Nacional de Proteção de Dados

legislativo II 10 09 2020O Projeto de Decreto Legislativo 394/2020 susta pontos do decreto do governo (10.747/20) que criou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Mitigação - Segundo o autor do projeto, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), alguns pontos do decreto mitigam a autonomia que a Lei Geral de Proteção de Dados conferiu à ANPD e ferem a representatividade da sociedade no órgão, responsável pela proteção de dados pessoais no País.

Lista tríplice - “Numa dessas tentativas, o decreto prevê que os representantes da sociedade civil e do setor privado para o Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), órgão consultivo da ANPD, serão escolhidos mediante lista tríplice elaborada pelo conselho diretor. Dessa forma, diretores nomeados pelo presidente da República terão o poder de selecionar quais candidatos de diversos setores irão compor a lista tríplice, sem nenhum critério objetivo estabelecido”, explica o líder do PSB.

Duplo filtro - Molon aponta ainda que, ao fim, caberá ao presidente selecionar quem de fato irá compor o conselho consultivo. “Esse duplo filtro do governo certamente acarretará um CNPD com visão semelhante à do conselho diretor e à do Executivo federal. Isso vai na contramão do que pretendeu a lei, que deu um caráter multissetorial ao conselho, com diversidade de visões e pluralidade de opiniões”, destaca. “O conselho consultivo só se justifica se efetivamente representar a sociedade”, completa.

Autonomia - Conforme o parlamentar, o decreto também fere, em diversos dispositivos, a autonomia concedida à ANPD. Ao fixar as competências do órgão, a norma estabelece uma ressalva para a competência da Advocacia-Geral da União. “Fica clara a ameaça à autonomia conferida à ANPD”, diz Molon.

Presidência - O decreto estabelece que a presidência do CNPD será exercida pelo representante da Casa Civil da Presidência da República. “Outra vez, vê-se uma mitigação da autonomia da autoridade. O decreto concentra ainda mais poder na Casa Civil e na Presidência da República, indo de encontro ao espírito da lei”, observa.

Militares - Por fim, o deputado ressalta que o decreto prevê a requisição de militares para a ANPD e dispõe que esses servidores ficarão vinculados ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para fins disciplinares e de remuneração. “Na prática, esses militares não se submeterão à ANPD, o que compromete sua isenção e autonomia”, avalia. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

 

LEGISLATIVO III: Aprovadas duas medidas provisórias de créditos para combate à pandemia

legislativo III 10 09 2020Em sessão remota nesta quarta-feira (09/09), o Senado aprovou duas medidas provisórias que destinam créditos extraordinários para o combate à pandemia de coronavírus: a MP 969/2020 e a MP 967/2020. Antes de chegar ao Senado, os dois textos já haviam sido aprovados na Câmara dos Deputados, nesta mesma quarta-feira. Agora, vão à promulgação.

Fundo Nacional - A MP 969/2020 destina crédito extraordinário de R$ 10 bilhões ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), que deve repassá-los aos fundos de saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. De acordo com o governo federal, entre as ações que serão beneficiadas estão vigilância em saúde e funcionamento da rede de postos e hospitais. O relator dessa matéria no Senado foi o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Mais - A MP 967/2020, por sua vez, trata de crédito extraordinário de cerca de R$ 5,566 bilhões. O Fundo Nacional de Saúde também é beneficiado por essa medida provisória, recebendo a maior parte dos recursos: R$ 4,853 bilhões. Outra beneficiada é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que deve receber R$ 713,2 milhões. O relator dessa matéria no Senado foi Elmano Férrer (Podemos-PI). (Agência Senado, com informações da Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Marcos Oliveira / Agência Senado

 

SAÚDE I: Brasil tem 128,5 mil mortes e 4,19 milhões de casos

saude I 10 09 2020O Brasil chegou a 128.539 mortes em função da covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registrados 1.075 óbitos. Na terça-feira (08/09), o painel marcava 127.464 óbitos. Os dados estão no Boletim Epidemiológico da Covid-19 do Ministério da Saúde, apresentado em entrevista coletiva por gestores da pasta nesta quarta-feira (09/09). De acordo com o boletim, 616.014 pessoas estão em acompanhamento e outras 4.197.889 já se recuperaram do novo coronavírus.

Novos diagnósticos - Entre terça e quarta-feira (08 e 09/09), as secretarias de saúde acrescentaram às estatísticas do painel do Ministério da Saúde, 35.816 novos diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus. Na terça, o sistema trazia 4.162.173 casos desde o início da pandemia.

Estados - Os estados com mais mortes são São Paulo (31.821), Rio de Janeiro (16.770), Ceará (8.604), Pernambuco (7.764) e Pará (6.280). As Unidades da Federação com menos vidas perdidas até o momento são Roraima (605), Acre (631), Amapá (675), Tocantins (762) e Mato Grosso do Sul (1.007). (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE II: Número de mortes cai 8% e média de casos cresce 5%

O número de mortes por covid-19 na última semana epidemiológica (SE 36) caiu 8% em relação à semana anterior. Mas entre as semanas epidemiológicas 35 e 36 o número de casos apresentou um crescimento de 5%.

Boletim - O dado está no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde apresentado nesta quarta-feira (09/09) pela equipe do órgão em entrevista online. Semana epidemiológica é um tipo de medida de tempo utilizada pelas autoridades de saúde. A SE 36 compreendeu o intervalo entre 30 de agosto e 6 de setembro.

Mortes - Em relação às mortes por covid-19, foram 5.714 na semana epidemiológica 36, contra 6.212 na semana anterior (35). Após uma estabilidade de cerca de dois meses, a tendência de queda da curva iniciou na semana 31 e vem se mantendo.

Segunda diminuição - O decréscimo desta semana marcou a segunda diminuição mais aguda seguida. Na semana passada, a redução havia sido de 13%. “A gente tem pelo menos 2 meses de redução de registros de óbitos por covid-1 no Brasil”, pontuou o diretor do Departamento de Análises em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, Eduardo Macário.

Casos - Já a curva de casos voltou a subir. Na SE 36 foram 276.847, contra 263.791 na semana anterior. Segundo o Ministério da Saúde, a variação de 5% para baixo representa uma estabilização da evolução da pandemia. Eduardo Macário argumentou que o número se deve à ampliação da testagem e dos diagnósticos de covid-19.

Estável - “Embora tenhamos visto uma redução desde a semana 30, nas últimas semanas isso vem se mantendo estável, mostrando que há um aumento de pessoas que têm sido testadas. Com a ampliação da forma de diagnóstico, isso tem refletido mais pessoas confirmadas”, disse Macário.

Regiões - O Boletim Epidemiológico mostra uma ampliação da tendência de interiorização da pandemia no país. Do total de casos confirmados, 65% foram registrados em cidades do interior, enquanto 35% foram notificados em regiões metropolitanas.

Mais que nos grandes centros - Quando consideradas as mortes, pela primeira vez aquelas ocorridas em municípios do interior ultrapassaram (53%) as identificadas nos grandes centros urbanos (47%). Neste Boletim Epidemiológico não foi disponibilizado o balanço de aumento e queda de casos e óbitos por estado, como vinha sendo feito semanalmente.

SRAG - Desde o início do ano, já foram registrados 669.606 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Deste total, 351.734 (52,5%) foram diagnosticados com covid-19. Outros 82.592 (12,8%) ainda estão em investigação.

Perfil - Sobre o perfil, 51,4% tinham 60 anos ou mais, 44% eram mulheres e 56% eram homens. Em relação à raça e cor, 33,4% eram pardos, 33,4% eram brancos, 4,8% eram pretos, 1,1% eram amarelos, 0,4% eram indígenas e 27% não tiveram a característica identificada.

Testes - Até o momento, o Ministério da Saúde distribuiu a secretarias estaduais 6,5 milhões de reações de testes laboratoriais (RT-PCR). Os estados mais contemplados foram São Paulo (1 milhão), Rio de Janeiro (892 mil) e Paraná (826 mil).

Exames - Desde o início da pandemia, foram processados 3,3 milhões de exames. Esse número pode incluir kits adquiridos pelos próprios estados. Se acrescido o número de testes processados pela rede privada, 2,3 milhões, o total de exames está em 5,6 milhões.

Comparação internacional - Depois de semanas mantendo a 2ª colocação em número de casos, o Brasil foi ultrapassado pela Índia e caiu para terceira colocação. O país asiático bateu a marca de 4,37 milhões de casos, mas possui população acima de 1,3 bilhão de pessoas. Já na lista de mortes, o Brasil continua na 2ª colocação.

Estados Unidos - O país com mais pessoas infectadas e óbitos desde o início da pandemia é os Estados Unidos, com, respectivamente, 6,2 milhões e 188,1 mil. Quando considerada a população, o Brasil fica em 10º nos rankings de incidência (casos por 1 milhão de habitantes) e mortalidade (mortes por covid-19 por 1 milhão de habitantes). (Agência Brasil)

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SAÚDE III: Informe relata mais 1.066 diagnósticos positivos e 45 óbitos por Covid-19 no PR

saude III 10 09 2020A Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta quarta-feira (09/09) mais 1.066 diagnósticos positivos e 45 óbitos pela infecção causada pelo novo coronavírus. Com isso, o Paraná passa a acumular 144.792 casos e 3.622 mortes em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - Nesta quarta-feira havia 1.012 pacientes com diagnóstico confirmado internados. São 861 pessoas em leitos SUS (386 em UTI e 475 em enfermaria) e 151 pacientes em leitos da rede particular (49 em UTI e 102 em enfermaria).

Exames - Há outros 1.224 pacientes internados, 500 em UTI e 724 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos da infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - As 45 pessoas que faleceram estavam internadas. São 21 mulheres e 24 homens, com idades que variam de 32 a 90 anos. Um dos óbitos ocorreu em 7 de agosto e os demais entre os dias 2 e 9 de setembro.

Residência - Os pacientes que faleceram residiam em Curitiba (12), Paranaguá (4), Londrina (3), Campo Mourão (2), Colombo (2), Jataizinho (2), Palotina (2), Ponta Grossa (2). A Secretaria da Saúde divulga também um óbito em cada um dos municípios de Balsa Nova, Castro, Conselheiro Mairinck, Cornélio Procópio, Fazenda Rio Grande, Guaratuba, Imbituva, Marumbi, Medianeira, Pinhais, Piraquara, Quatiguá, Quatro Barras, Quinta do Sol, Reserva e São José dos Pinhais.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 1.541 casos de residentes de fora, sendo que 38 pessoas foram a óbito.

Ajustes - Alteração de município: Um caso confirmado no dia 30/08 em Toledo foi transferido para Cianorte.

Exclusão - Um caso confirmado no dia 07/09 em Londrina foi excluído por duplicidade de notificação. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando AQUI

 

SAÚDE IV: Paraná registra 182 novos casos de dengue no informe quinzenal

saude IV 10 09 2020O informe quinzenal da dengue divulgado nesta quarta-feira (09/09) pela Secretaria de Estado da Saúde apresenta 182 novos casos da doença. Este é o terceiro informe do período epidemiológico 2020/2021 que começou no dia 26 de julho. O primeiro, divulgado em 11 de agosto, trouxe 79 casos confirmados e, o segundo, do dia 25 de agosto, apontou 191. O total de casos confirmados no Estado neste novo período é de 373.

Risco duplo - “Vivemos uma situação de risco duplo. Além da pandemia da Covid-19, o Estado segue alerta para os casos de dengue. As duas doenças são graves, podem levar à internação e ao óbito”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto. Segundo ele, para a dengue há uma medida preventiva eficaz que é a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor da doença nos ambientes residenciais. “90% dos focos do mosquito estão nestes ambientes e por isso é preciso o apoio da população na remoção”, disse.

Plano de ação - O secretário Beto Preto avalia o Plano de Ação para o Enfrentamento da Dengue, Zika vírus e Chikungunya, entregue na semana passada pela Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde. O plano, que também será avaliado pelo Comitê Intergestores Bipartite (CIB), compreende os 5 componentes do Programa Nacional de Controle da Dengue que são vigilância epidemiológica, controle vetorial, assistência, gestão e comunicação.

Informe - De acordo com o boletim, 80 municípios apresentam casos confirmados de dengue. As cidades com maior número de casos são: Paranaguá (63), Rolândia (25), Foz do Iguaçu (22), Cascavel (7), Cambé (6) e Mandaguari (5).

Notificações - O Estado soma 2.097 notificações para a dengue, em 194 municípios. Foram registradas dez notificações para chikungunya e duas para zika. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ARTIGO: A nova nota de R$ 200

artigo 10 09 2020*Juliana Olivieri Refundini

Muito tem circulado na Internet sobre nova nota de R$ 200,00 (duzentos reais) lançada pelo Banco Central no último dia 2 de setembro. O objetivo do texto de hoje é deixar algumas coisas claras, afinal, não se emitia cédula de novo valor no Brasil há 18 anos.

Mitos e algumas verdades foram propagados na web, acredito que o mais importante é entendermos a real necessidade da nova nota entrar em circulação. Segundo Carolina de Assis Barros, diretora de administração do Banco Central (BC), trata-se de uma medida preventiva para que não haja falta de papel moeda em circulação.

Desde o início da pandemia, o Banco Central (BC) tem acompanhado de perto a diminuição da quantidade de notas em circulação, fato este que aconteceu também em outros países, uma vez que a população - com medo e incertezas - acaba guardando dinheiro em casa, diminuindo assim a quantidade de papel em circulação. Outro fator diz respeito ao auxílio emergencial: a grande maioria dos brasileiros que receberam a assistência do governo não tinha conta em banco e optou, por hábito, sacar o recurso em espécie, contribuindo também para a demanda de notas. Para que não houvesse desabastecimento de notas e uma corrida aos bancos, o BC emitiu a nova nota.

Mas por que, então, emitir notas de R$ 200,00 e não de outros valores? Ainda segundo Carolina, esse movimento de emissão de notas maiores é necessário devido à inflação e à desvalorização da moeda que ocorre ao longo do tempo. Outro motivo é que, emitindo uma nota de valor maior, o custo da emissão ficou menor.

Uma preocupação da população em geral é se a nota vai causar inflação, porém não é a emissão de uma cédula de maior valor que vai causar este efeito na economia, e sim os fatores inerentes como oferta e demanda (entre outros).

Vale a pena conferir a nova nota - que leva o lobo guará estampado nela - e ficar atento, pois logo ela estará circulando em sua cidade. A nota possui os mesmos mecanismos de segurança da nota de R$ 20,00 (vinte reais), mantenha-se em alerta para não sofrer prejuízos que podem ser causados por golpes, como por exemplo, a falsificação de notas.

Gostaria de saber sobre outro assunto da área financeira? Fale com a gente pelo e-mail: faleconosco@uniprimebr.com.br

*Juliana Olivieri Refundini é colaboradora Uniprime e profissional com Certificação CFP®.

FOTO: Banco Central do Brasil

 


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