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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4895 | 26 de Agosto de 2020

REUNIÃO INSTITUCIONAL: Cooperval e Ocepar discutem indicadores do ramo agropecuário e cenários para a economia

 

Na manhã desta quarta-feira (26/08), representantes da Cooperval (Cooperativa Agroindustrial Vale do Ivaí Ltda) e do Sistema Ocepar realizaram reunião institucional, analisando indicadores do ramo agropecuário e cenários e perspectivas para a economia do país. O evento virtual foi aberto pelo presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, que fez um relato das ações institucionais da entidade, no enfrentamento de questões desafiantes, como a reforma tributária e o novo modelo de pedágio nas concessões de rodovias no Paraná, além de temas internos, como a preparação do planejamento estratégico do cooperativismo.

 

Sintonia - “É fundamental que estejamos em sintonia com todas as cooperativas, buscando sempre a organização econômica dos cooperados, para que eles se desenvolvam e obtenham melhores resultados. O momento apresenta muitos obstáculos, mas também oportunidades de crescimento para o setor cooperativista”, afirmou Ricken. O dirigente lembrou da importância histórica da atuação da cooperativa. “Desde o momento de sua fundação, acompanhamos o trabalho que a Cooperval vem realizando em seus 40 anos de atividades”, disse.

 

A Cooperativa - Fundada em julho de 1980, em Jandaia do Sul, noroeste do Paraná, a Cooperval atua na produção de etanol, açúcar e produtos à base de milho. Atualmente tem 136 cooperados e 1.229 funcionários. Em 2019, teve um faturamento de R$ 351,7 milhões, crescimento de 69,9% em comparação ao ano anterior. O presidente da cooperativa, Fernando Fernandes Nardine, participou da reunião institucional, juntamente com a equipe de gestores.

 

Participação - Durante a videoconferência, os representantes do Sistema Ocepar, João Gogola Neto, Jesse Rodrigues, Jhony Möller e Humberto Bridi, apresentaram indicadores do ramo infraestrutura e da cooperativa, além de um relato sobre cenários da economia, do agronegócio, do crédito rural e atuação do Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) em programas qualificação profissional e da gestão do setor. O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, também participou da reunião institucional.

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COVID-19: Comitê de Acompanhamento emite comunicado 105

covid 19 destaque 26 08 2020Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 emitiu, na manhã desta quarta-feira (26/08), o comunicado 105, informando que o Sistema Ocepar participou do lançamento virtual do relatório “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2020/21 – Edição Grãos”, feito pela Conab nesta terça-feira (25/08), com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Veja abaixo todos os destaques do boletim.

1. O Sistema Ocepar, no dia 25 de agosto, acompanhou o evento virtual organizado pela Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, que contou com a participação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para apresentar as perspectivas para a agropecuária – safra 2020/21. Para acessar o relatório perspectivas para a agropecuária safra 2020/21, clique aqui.

2. No dia 25 de agosto, a Corregedoria da Justiça do Paraná publicou a Instrução Normativa nº IN 17/2020, que alterou na Instrução Normativa 10/2020, passando a orientar os cartórios que os registros de penhor rural retornem aos valores anteriormente cobrados. Clique aqui para acessar a IN nº 17/2020.

3. O G7, grupo formado pelas entidades empresariais do Paraná, realizou, no dia 25 de agosto, reunião virtual, para tratar de assuntos de interesse do setor produtivo, destacando-se a avaliação da proposta do novo modelo de pedágio no Paraná.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

OCB/FRENCOOP: Câmara aprova a prorrogação da entrada em vigor da LGPD

ocb frencoop 26 08 2020A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) informa que a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (25/O8), a Medida Provisória (MP) 959 que, entre outros assuntos, prorroga a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A LGPD regulamenta o tratamento de dados pessoais de clientes e usuários por empresas públicas e privadas.

Inserção - O parecer do relator retirava o trecho sobre a LGPD do texto. Porém, com o apoio do governo, da OCB e de diversas entidades, foi possível inserir novamente a prorrogação até o dia 31 de dezembro de 2020. Antes da MP, a lei previa a vigência da LGPD para 14 de agosto de 2020.

Emenda - A emenda que deu origem a essa nova prorrogação é de autoria do presidente da Frencoop, deputado Evair de Melo (ES).

Análise - A matéria segue para análise do Senado mas precisa ser votada até quinta-feira (27/08), quando perde sua validade.

Cooperativismo - Acompanhe esse e outros temas de interesse do cooperativismo em: https://www.somoscooperativismo.coop.br/covid-19. (Com informações da OCB e da Agência Câmara)

FOTO: Maryanna Oliveira / Câmara dos Deputados

 

MELHORES DO ANO: Inscrições ao Prêmio terminam dia 3 de setembro

somoscoop 26 08 2020Ainda dá tempo de as cooperativas garantirem a participação na 12ª edição do Prêmio Somoscoop Melhores do Ano. O prazo para inscrição termina na quinta-feira, dia 3 de setembro. A premiação é realizada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a cada dois anos. Assim, cooperativas singulares e centrais, confederações e federações sediadas no Brasil, regulares com a OCB, independentemente do ramo ou porte, podem se inscrever.

Essenciais - A premiação é também uma oportunidade de mostrar o quanto as coops são essenciais para o país, social e economicamente. Nessa edição, a premiação vem cheia de novidades, mas com o mesmo objetivo: destacar as boas práticas de cooperativas que tenham proporcionado benefícios aos seus cooperados e à comunidade.

Novidades - Entre as novidades desta edição está a incorporação da categoria Desenvolvimento Sustentável pela Cidadã, reforçando, ainda mais, o compromisso das coops com os ODS da ONU, em sua agenda 2030. As demais continuam as mesmas. São elas: Comunicação e Difusão do Cooperativismo; Cooperjovem; Fidelização; Inovação; e Intercooperação. E a regra continua a mesma: pode ser inscrito somente um case por categoria.

Influenciadores - A segunda novidade é a criação da categoria Influenciadores Coop, direcionada a pessoas físicas consideradas referência na disseminação do cooperativismo brasileiro. Mas não para por aí: as indicações serão feitas pelas unidades estaduais do Sistema OCB e os vencedores serão escolhidos por votação popular no site do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano.

Edital - Para conhecer todos os detalhes do 12º Prêmio SomosCoop Melhores do Ano, clique aqui. (OCB)

 

UNIMED PONTA GROSSA: Primeira do Brasil a incorporar orientação médica por telefone em todos os planos contratados

unimed ponta grossa 26 08 2020A Unimed Ponta Grossa concluiu, na última semana, a implantação do Unimed Fone em todos os planos oferecidos pela operadora de saúde, tanto os individuais e familiares quanto os empresariais.

Pioneira - Com a iniciativa, a cooperativa médica se torna a primeira entre as Unimeds do Brasil a ter o Unimed Fone disponível e acessível a todos os clientes, independente do tipo de contrato, contabilizando mais de 70 mil pessoas aptas a utilizar o serviço.

Orientação - A partir de agora, todos os beneficiários da cooperativa ponta-grossense, ou seja, que tenham o cartão iniciado em 069, podem ligar para um número 0800 e solicitar orientação a uma equipe médica de plantão, disponível para atendimento 24 horas por dia, durante os sete dias da semana.

Acesso - De acordo com a gerente de Mercado, Glória Martins, o intuito é facilitar o acesso das pessoas a um médico, trazendo segurança e conforto. “Se a pessoa não tem necessidade de se dirigir a um pronto atendimento, mas está com alguma necessidade de orientação ou aconselhamento médico, ela pode ligar para o Unimed Fone. Ele não funciona como teleconsulta, mas auxilia quem não está em situação de urgência e emergência, porque contribui com a organização da rotina”, explica.

Sem limite de uso - Sem limite de uso e sem cobrança de coparticipação, o beneficiário pode ligar para o Unimed Fone para esclarecer dúvidas sobre quando deve procurar um Pronto Atendimento; sobre sintomas, transmissão e prevenção de doenças; orientações sobre medicamentos, efeitos colaterais e compreensão de bulas também são oferecidas pelo serviço, além de informações sobre períodos de jejum e preparação para exames e apoio a pacientes crônicos, como hipertensos, diabéticos e crônicos pulmonares.

Consulta presencial - O serviço não substitui a consulta presencial e, por ele, também não são feitas prescrições médicas, mas pode ser o primeiro canal de orientação antes do paciente sair de casa.

Alternativa - A gerente de Mercado comenta ainda que, com o período de pandemia, quando se recomenda o distanciamento social, o Unimed Fone pode ser uma alternativa também para esclarecimento de dúvidas sobre o novo coronavírus. “As equipes médicas estão capacitadas para esse atendimento. Como é um momento em que surgem muitas dúvidas, todos os esclarecimentos podem ser feitos também pelo Unimed Fone”.

Protocolos - O Unimed Fone se baseia em protocolos validados pela American Telemedicine Association, além de atender as resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM). A ligação pode ser feita por telefone fixo, celular ou público para o número 0800 723 3333.

Mais informações - Mais informações em unimedpg.com.br/unimedfone. (Imprensa Unimed Ponta Grossa)

 

SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense tem representantes da cooperativa

sicoob tres fronteiras 26 08 2020A segunda edição do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense, que é promovido pelo Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, será on-line e contará com a participação de duas colaboradoras do Sicoob Três Fronteiras. Dessa vez, as escolhidas para representarem a cooperativa foram a analista de Crédito e Cadastro, Alinne Miskalo, e a assistente de agência, Amanda Vargas.

Perfil - Com aulas até dezembro de 2020, as duas ainda terão a oportunidade de descobrir qual é o perfil delas nesse processo, se serão agentes de transformação ou inovação e como elas poderão trazer ferramentas, conceitos e práticas inovadoras para a cooperativa.

Lisonjeada - Amanda disse que ficou lisonjeada por ter sido escolhida para representar o Sicoob Três Fronteiras no Programa de Inovação do Sescoop. Segundo ela, participar com cooperativas de outros segmentos, não apenas de crédito, será mais um motivo para pensar fora da caixa e trocar experiências.

Formação - “Minha formação acadêmica foi em uma universidade tecnológica, então logo de cara imaginei que seria algo semelhante à educação que já vivenciei e que ‘tiraria de letra’. Mas, na aula inaugural, pude perceber a atualização do conceito, as novas tendências, termos, novas aplicabilidades e então me dei conta do desafio que vem pela frente”, disse.

Sobre o programa - O Isae, em parceria com a Arbache Innovations e com o apoio do Sistema Ocepar, criou um Programa de Inovação para desenvolver os colaboradores e estabelecer um ambiente favorável à formação de uma cultura de inovação nas cooperativas, para assim colocar em prática ações originais e de grande valor. Os participantes do programa terão a oportunidade de ter uma formação pensada na inovação com foco nas pessoas e no mercado, com o objetivo de disseminar a cultura da mudança e o aprimoramento das ações já existentes. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI AGROEMPRESARIAL: Cooperativa chega a Osasco com "agência colaborativa"

O município de Osasco (SP) ganhou, na última sexta-feira (21/08), a primeira agência do Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4,5 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal. A inauguração, realizada por meio de uma transmissão online nas redes sociais da Sicredi Agroempresarial PR/SP, seguiu as recomendações das autoridades de saúde e possibilitou um tour virtual pelo novo espaço de atendimento. Durante a live também foram sorteados prêmios especiais nos valores de R$ 500 e R$ 1 mil, em poupanças do Sicredi.

Espaço colaborativo - Localizada na Avenida dos Autonomistas, 2840, a agência em Osasco oferece um espaço colaborativo aos associados, seguindo o conceito de arquitetura visual do Sicredi e o propósito da instituição financeira cooperativa. “Um dos principais diferenciais do Sicredi está no relacionamento. Oferecemos as facilidades dos canais digitais sem esquecer das agências, espaços físicos que garantem ainda mais proximidade com o associado, que tem participação nas sobras da cooperativa e pode ajudar a definir os rumos da instituição, participando das decisões e da gestão do negócio”, explica o presidente da Sicredi Agroempresarial PR/SP, Agnaldo Esteves.

Plano de expansão - Com a inauguração da agência em Osasco, o Sicredi reforça o plano de expansão em grandes centros urbanos. “Temos um longo histórico de atuação nas pequenas cidades, gerando desenvolvimento econômico e renda, pois o dinheiro investido na cooperativa fica nas regiões onde atuamos. Nossa cooperativa já atua em Barueri, na Grande São Paulo, e agora celebramos a chegada a Osasco. Dessa maneira, conseguimos levar o modelo de negócio do Sicredi, que é baseado na colaboração e na cooperação, para cada vez mais pessoas”, finaliza o presidente.

Horário reduzido - A nova agência já está atendendo aos moradores da região com horário de funcionamento reduzido, das 10h às 15h, seguindo as recomendações das autoridades de saúde, com o objetivo de evitar a propagação da Covid-19.

Diferenciais - As instituições financeiras cooperativas como o Sicredi atuam com os mesmos serviços financeiros de um banco convencional e contam com a garantia do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito. O grande diferencial é que, no cooperativismo, os associados são donos do negócio e atuam ativamente da gestão, participando das decisões da cooperativa durante as assembleias. O principal objetivo de uma cooperativa de crédito não é garantir o lucro, mas trabalhar para propor as melhores soluções financeiras ao quadro social. Os resultados positivos gerados retornam proporcionalmente aos associados. Além disso, os recursos aplicados nas instituições financeiras cooperativas ficam na região de atuação de cada cooperativa, movimentando a economia local, por meio das linhas de crédito.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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BOM JESUS: Lapa é um dos destaques na produção de soja em estudo da Faep

bom jesus 26 08 2020A Faep (Federação de Agricultura do Estado do Paraná) realizou o estudo "Paraná - Onde se produz Milho e Soja" sobre as áreas produtoras do cereal e oleaginosa no Estado. Quando o assunto é soja, a região da Lapa tem destaque para o crescimento dessa importante cultura nos solos paranaenses.

Soja e milho - Diferentemente de outras culturas que tiveram fases de estudo separadas, a soja e o milho formam uma dupla que precisa ser analisada em conjunto no Estado. Em síntese, as viabilidades econômica e tecnológica de uma segunda safra, depois da soja, têm sufocado a área de milho verão. Ou seja, a soja se espalhou pelo Estado na primeira safra, tomando espaço do cereal no período inicial da temporada, que vai de setembro a março.

Expansão - A expansão da soja se deu em especial nas microrregiões de Apucarana, Cornélio Procópio, Faxinal, Lapa, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ivaiporã e Pitanga. O deslocamento observado ao longo dos anos ocorreu principalmente por meio da destinação de áreas cultivadas com milho de primeira safra para a produção de soja. O motivo principal é por a oleaginosa proporcionar melhores resultados econômicos. De 1997 a 2016, o Estado do Paraná apresentou um aumento de 57% no número de microrregiões especializadas na cultura da soja.

Área colhida - Por outro lado, a área colhida do milho primeira safra apresentou um decréscimo de 55,8% entre 2007 e 2016, a uma taxa anual de -18,9%. Todas as mesorregiões paranaenses tiveram decréscimo da área de cultivo. Isso não significa, no entanto, perda da importância do milho. O cereal é fundamental no arranjo produtivo, especialmente na faixa Oeste – polo produtor de aves e suínos, como veremos a seguir.

Safrinha virou safrona - O desempenho crescente e positivo da produção de milho segunda safra na região Oeste do Paraná se deve justamente às cadeias produtivas de aves e de suínos, uma vez que o milho é insumo essencial para a alimentação animal. Além disso, somente as regiões Oeste e Norte Central do Paraná conseguem se destacar nesse cultivo, visto que as regiões Sul e Sudeste apresentam baixas temperaturas, o que limita o cultivo comercial do milho de segunda safra.

Estudo - Confira o estudo completo acessando o link: https://sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2020/08/Onde-se-Produz_Milho-e-Soja.pdf. (Imprensa Bom Jesus)

FOTO: Cooperativa Bom Jesus

 

AGRICULTURA FAMILIAR: Coopera Paraná realiza evento online sobre desafios de comercialização

O Programa Estadual de Apoio ao Cooperativismo da Agricultura Familiar (Coopera Paraná) realiza, nesta quinta-feira (27/08), a primeira reunião online, com o objetivo de discutir os desafios para o cooperativismo da agricultura familiar no Estado, particularmente a comercialização e os mercados.

Credenciamento - Os interessados em acompanhar a webinar e receber o Certificado de Participação devem fazer o credenciamento até esta quarta-feira (26/08), por meio do endereço https://forms.gle/w4z43Dj11Ky6GAGo9 ou pelo http://45.132.242.193:8080/moodle/. O evento será transmitido ao vivo pelo endereço https://youtu.be/rO6VrOequCU.

Transmissão - A transmissão começará às 14 horas, com a presença do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; do presidente da União de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes/PR), Ivori Fernandes; do superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), Leonardo Boesche; do presidente da Cooperativa Central da Reforma Agrária do Paraná (CCA/PR), Olcimar da Rosa; e do presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Natalino Avance de Souza.

Palestra - Logo após, terá início a palestra sobre a importância do cooperativismo da agricultura familiar nos mercados alimentares: redes, circuitos curtos e estratégias territoriais. Ela será conduzida pelo professor da Unila e da Unicentro Dirceu Basso e pelo professor da UTFPR Márcio Gazolla. Na sequência, o consultor do Sebrae André Policastro fala sobre novos ambientes para a comercialização.

Painel - Para encerrar os trabalhos, haverá um painel para discussão sobre algumas experiências do cooperativismo da agricultura familiar. A apresentação terá a mediação do diretor técnico da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Rubens Neiderheitmann, e do assessor técnico da Unicafes, Alcidir Mazutti Zanco. (Agência de Notícias do Paraná)

 

agricultura 26 08 2020

 

 

CONAB I: Companhia aponta aumento de 8% da produção brasileira de grãos, chegando a 278 milhões de t

conab I 26 08 2020A boa rentabilidade do milho e da soja na safra que se encerra estimula os produtores brasileiros a aumentar a área dessas culturas no período de 2020/21. No agregado, o Brasil pode colher 278,7 milhões de toneladas de grãos, aumento de 8%, segundo cálculos estatísticos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com base em inúmeros dados de campo, previsões climática e imagens de satélites. Esse volume representa a produção de 15 grãos, sendo que milho, soja, algodão, arroz e feijão participam com 95% do total.

Perspectivas - Esses dados fazem parte das Perspectivas para a Agropecuária Safra 2020/21 – Edição Grãos, divulgadas nesta terça-feira (25/08) pela Companhia.

Soja e milho - A safra de soja é prevista pela Conab em 133,5 milhões de toneladas e a de milho, em 112,9 milhões de toneladas no próximo ano. A projeção de aumento da colheita da soja decorre da expectativa de melhor produtividade, que pode chegar a 3.526 quilos por hectare, e também da ampliação na área, estimada em 3% - atingiria 37,86 milhões de hectares. O avanço do grão ocorre principalmente em áreas de pastos degradados, de renovação de cana-de-açúcar e também há casos de troca de cultura.

Rentabilidade - O interesse pela oleaginosa reflete a expectativa de que continue boa sua rentabilidade. Os preços do grão devem se manter elevados, alavancados pela valorização do dólar e pela boa demanda internacional. Evidência desta demanda é o ritmo de vendas antecipadas. Conforme levantamento da Conab, até o início de agosto, cerca de 40% da safra 2020/21 já havia sido vendida, contra 20% há um ano. O panorama também é positivo para o consumo interno. Há tendência de aumento pela elevação de 12 para 13% de biodiesel no diesel a partir de março do ano que vem e também pelo bom ritmo de produção de carnes.

Influências - O mercado do milho também é influenciado pelo câmbio e pelas carnes, e o aumento de área com esse grão é estimado em 7%, chegando a 19,78 milhões de hectares nas três safras – em 2019/20, a primeira safra produziu 23% do total, a segunda contribuiu com 74% e a incipiente terceira safra, com 3%. A produtividade média pode melhorar 3%, segundo a Conab, indo para 5.709 kg/ha.

Cenário internacional - No cenário internacional, a possibilidade de menor investimento na produção de grãos na Argentina pode abrir novas possibilidades de mercado para os produtores brasileiros. A previsão da Conab é de que as exportações brasileiras de soja aumentem 5,8%, indo para 86,79 milhões de toneladas – a China pode comprar cerca de 80% desse volume. As de milho são estimadas em 39 milhões de toneladas, crescimento de 13%.

Outros grãos - O arroz também tem proporcionado boa rentabilidade aos produtores, e a Conab estima que aumentem em 12% a área cultivada em 2020/21. A produtividade, no entanto, pode não ser tão boa quanto à da safra que se encerra, quando as condições climáticas foram muito favoráveis. Prevê-se queda de 4%, o que resultaria em colheita de 11,98 milhões de toneladas.

Comércio exterior - O ritmo de exportação e importação, segundo a Conab, deve permanecer estável. Já o consumo interno poderá aumentar em 5,1% em relação ao da atual safra, podendo atingir 10,8 milhões de toneladas – ainda inferior à média dos últimos 10 anos. Nesse contexto de oferta ajustada à demanda, os preços internos tendem a se manter firmes. Por outro lado, a alta dos custos poderá afetar a rentabilidade do produtor.

Feijão - No caso do feijão, a Conab sinaliza que este pode ser o terceiro ano seguido em que a produção brasileira se encontra bem ajustada à demanda. O Brasil tem três safras de feijão por ano. O resultado de uma safra, bem como das lavouras concorrentes por área com o feijão, influencia a decisão de investimento da safra seguinte.

Colheita - Com base em dados disponíveis até o momento, a Conab estima que produtores venham a colher 3,040 milhões de toneladas de feijão em 2020/21. A área total, por enquanto, é considerada estável, em 2.920,7 mil hectares, e a produtividade média seria de 1.041 kg/ha, queda de 4% sobre a média do ano safra anterior.

Algodão - O mercado de algodão tem sido fortemente atingido pela pandemia, o que desestimula o plantio. O prognóstico da Conab é de redução de 11% da área e de 2% da produtividade na safra 2020/21. A colheita se limitaria a 2,555 milhões de toneladas de pluma, queda de 12%. A recuperação deste mercado está diretamente ligada ao restabelecimento da demanda global pelo produto, que depende do reaquecimento da economia.

Informações - Outras informações podem ser conferidas na íntegra do documento. (Conab)

 

 

CONAB II: Metodologia para estimativa de safras é atualizada

conab II 26 08 2020A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) incorporou novos métodos de levantamento de safra e de processamento dos dados com o objetivo de aprimorar os parâmetros que disponibiliza para todo o setor. O processo adiciona o “crop tour”, ou seja, viagens a campo feitas pela equipe Conab para coletar amostras objetivas de produtividade e processamentos estatísticos de consolidação das informações disponibilizadas.

Soja - A soja é o primeiro produto submetido a esses ajustes de metodologia feitos pela Conab. Aplicados esses procedimentos à safra que se encerra, houve o ajuste de 120,9 milhões de toneladas para 124,5 milhões de toneladas. A diferença de 3,6 milhões de toneladas representa 3% da previsão divulgada anteriormente e ocorre devido à melhora na produtividade que passou de 3.272 kg/ha para 3.378 kg/ha.

Desenvolvimento - A oleaginosa foi escolhida devido ao desenvolvimento da cultura na atual safra já ter sido concluído, uma vez que este método utiliza dados de colheita finalizada. “Vale destacar que a aplicação deste método não necessariamente implica em alteração nos dados anteriores. É apenas mais uma ferramenta a ser utilizada de forma a se ter um diagnóstico preciso e apto a ‘qualificar’ as informações coletadas”, explica o superintendente de Informações do Agronegócio da Companhia, Cleverton Santana. "Os novos procedimentos servem tanto para aprimorar quanto para validar os números. Depois da soja, estão na pauta para revisão também arroz, feijão, algodão, café, trigo e milho".

Aplicação - A nova etapa de avaliação foi aplicada aos últimos sete anos-safra da soja – desde 2013/14. Com isso, pequenas correções na colheita total do grão foram realizadas. No total acumulado, as correções não chegam a 2% da produção então estimada, mas em volume, o somatório dos períodos é de cerca de 14,4 milhões de toneladas. Com isso, o quadro de oferta e demanda também passará por ajustes. A expectativa é que o balanço atualizado seja publicado no próximo levantamento da safra de grãos, no dia 10 de setembro.

Contato direto - O processo de construção de estimativa de safra da Conab já envolve o contato direto com mais de 900 agentes cadastrados por todo o país, o acompanhamento agrometeorológico e das condições da vegetação obtidos a partir de imagens de satélite, a identificação dos pacotes tecnológicos adotados pelos produtores além do uso de métodos estatísticos para consolidação das informações. A inclusão da pesquisa objetiva de produtividade feita diretamente nas lavouras pela equipe Conab visa calibrar os dados estimados. Já a análise da dispersão de dados é um tratamento estatístico para identificar outliers nos dados obtidos em todo o processo de coleta. (Conab)

FOTO: Ken Ritchie / Pixabay

 

IPEA: Instituto revê crescimento do PIB agropecuário para 1,5% este ano

ipea 26 08 2020A expectativa de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário para este ano foi revista de 2% para 1,5%. Para o ano que vem, a projeção é que o índice chegue a 3,2%. A análise está na Carta de Conjuntura referente ao terceiro trimestre de 2020, divulgada nesta terça-feira (25/08) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Melhora - Segundo o Ipea, há melhora nas estimativas para a lavoura neste ano, que passou de 3% para 3,6%, com o crescimento da produção de soja em 5,9%, de arroz em 7,3%, do trigo, 41%, da cana-de-açúcar, 2,4%, e do café, em 18,2%, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE.

Pecuária - Porém, a pecuária aponta para queda de 2,8%, principalmente por causa da produção de carne bovina, com previsão de diminuir 6,3%. A estimativa do instituto se baseia na diminuição da oferta desde o começo do ano, após a forte alta verificada no segundo semestre de 2019, além da paralisação de alguns frigoríficos provocada pela pandemia da covid-19.

Padrão de consumo - O Ipea aponta também a mudança no padrão de consumo de alimentos, provocada pelo isolamento social, que aumentou a alimentação em casa e diminuiu em restaurantes e lanchonetes. A expectativa do instituto é que no segundo semestre do ano ocorra uma retomada com a reabertura do setor de bares e restaurantes e aumento da ocupação no mercado de trabalho.

Carnes - A carne suína deve subir 5,2% este ano e a produção de ovos, 2,8%. A produção de frango está com previsão de queda de 0,6% e a de leite deve diminuir 0,2%.

2021 - Para o próximo ano, a projeção do Ipea é que o PIB da lavoura cresça 3,2%, com a produção de milho avançando 9,1% e a de soja 10,5%, conforme previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Recuperação - Já o PIB da pecuária deve aumentar 5%, com a perspectiva de recuperação em todos os segmentos, liderados pelo crescimento de 6,3% da carne bovina.

Crédito rural - Mesmo com a maior incerteza econômica devido à pandemia, o instituto prevê que o crédito rural manterá favorável as condições de juros, inadimplência e prazo para a próxima safra, em especial para o pequeno e médio produtor. O volume de crédito contratado em julho chegou a R$ 23,9 bilhões, o que representa aumento de 48,8% em relação a julho do ano passado.

Exportações e importações - Na balança comercial, as exportações brasileiras do setor agropecuário tiveram aumento de valor de 11% de janeiro a julho, na comparação com o mesmo período de 2019. Os destaques foram a carne suína, que cresceu 162%; o complexo sucroalcooleiro, com aumento de 59,1%; os produtos de soja, com alta de 30,6%, e carne bovina, que subiu 161,1%. As vendas foram impulsionadas pela reabertura econômica da China no final do primeiro trimestre, após o isolamento social por causa da pandemia.

Queda - Nas importações, houve queda de 9% no valor nos dez principais produtos agropecuários importados pelo Brasil, puxada pelo salmão, que caiu 35%; do malte com redução de 15% e do alho, que diminuiu 13%.

Malte - “Com o afastamento social e a provável queda no consumo de cerveja, que é o principal produto a utilizar o malte como insumo, a demanda por malte diminuiu. O mesmo pode ter acontecido com outras bebidas alcoólicas à base de malte”, analisa o Ipea. (Agência Brasil)

 

LEGISLAÇÃO I: Bolsonaro sanciona apoio a agricultor familiar, mas veta auxílio emergencial

legislacao 26 08 2020O presidente Jair Bolsonaro sancionou na segunda-feira (24/08) a Lei 14.048, de 2020, que estabelece medidas emergenciais para ajudar agricultores familiares durante o estado de calamidade pública relacionado ao coronavírus, mas vetou a maior parte do PL 735/2020 como o artigo que estendia o auxílio emergencial a agricultores familiares que não tivessem recebido o benefício. O texto está publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (25/08).

Pagamento - Entre outras medidas, o projeto aprovado pelo Senado no início de agosto previa o pagamento de cinco parcelas de R$ 600 para agricultores familiares.

Justificativa - Na justificativa do veto, o presidente argumenta que não havia previsão do impacto orçamentário e financeiro para a medida e que os agricultores familiares podem receber o benefício na categoria de trabalhador informal desde que cumpram os requisitos.

Fomento - O presidente também vetou um programa de fomento para apoiar a atividade produtiva de agricultores familiares durante o estado de calamidade pública previsto no projeto apresentado pelo deputado Enio Verri (PT-PR) e relatado pelo senador Paulo Rocha (PT-PA). A proposta autorizava a União a transferir R$ 2.500 ao beneficiário do fomento, em parcela única, por unidade familiar. Para a mulher agricultora familiar, a transferência seria de R$ 3 mil. A justificativa do governo para o veto foi a mesma: “a propositura não apresenta a estimativa do respectivo impacto orçamentário e financeiro”.

Garantia-safra - Bolsonaro vetou ainda a extensão do Benefício Garantia-Safra a todos os agricultores familiares e a autorização de renegociação de operações de crédito rural relativas a débitos de agricultores familiares até 30 de dezembro de 2021.

Cédulas de Produtor Rural - O governo sancionou o artigo que permite que organizações de agricultores familiares que tiveram a comercialização prejudicada pela pandemia de covid-19 paguem, com produtos, as parcelas de Cédulas de Produto Rural emitidas em favor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os títulos beneficiados são as cédulas de produto rural (CPR) com vencimento em 2020 e em 2021. 

Manter ou derrubar - Deputados e senadores poderão derrubar ou manter os dispositivos vetados pelo presidente em sessão conjunta do Congresso. (Agência Senado)

FOTO: Divulgação

 

LEGISLAÇÃO II: Senado aprova PEC do Fundeb, que será promulgada nesta quarta

legislacao II 26 08 2020Com 79 votos favoráveis no primeiro e no segundo turno de votações, o Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (25/08), a proposta de emenda à Constituição que torna permanente o Fundeb e aumenta seu alcance. Não houve votos contrários ao texto que entrará na Constituição como a Emenda 108. Ao iniciar a sessão remota, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a reunião era histórica para o país. A PEC 26/2020 será promulgada pelo Congresso Nacional nesta quarta-feira (26/08), às 11h.

Fundo - Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Criado em 2007 de forma temporária, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), o Fundeb é uma das principais fontes de financiamento da educação no país. 

Participação do governo - A PEC aumenta em 13 pontos percentuais a participação da União nos recursos destinados ao Fundo. O texto ainda altera a forma de distribuição dos recursos da União entre os estados.

Tramitação - A proposta começou a tramitar pela Câmara dos Deputados como PEC 15/2015, tendo como primeira signatária a então deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG) e como relatora a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO). Ambas presenciaram a votação no Prodasen, de onde são presididas as sessões remotas do Senado.

Agradecimento - “Muito obrigado, Dorinha, relatora da matéria. Muito obrigado, Raquel, autora da matéria, a presença de vossas excelências aqui, no Senado Federal, nesta sessão histórica, nesta votação histórica para o Brasil, em que a gente, de fato, em definitivo, coloca na nossa Carta a valorização da educação do nosso Brasil, do nosso país, dos nossos brasileiros. Teremos todos orgulho da sessão que ora o Senado delibera na sessão de hoje”, disse Davi Alcolumbre.

Votação - No Senado, a matéria foi relatada em Plenário pelo senador Flávio Arns (Rede-PR) e foi aprovada da forma como veio da Câmara Federal, com o acréscimo de apenas uma emenda supressiva.

Destinação - “Os recursos do Fundeb são destinados às redes estaduais e municipais de educação. O Fundeb atende tudo que vem antes da faculdade: creche, pré-escola, ensino fundamental e médio, educação de jovens e adultos, educação profissional, indígenas, quilombolas, educação especial. Trata-se de um dos principais instrumentos de redistribuição de recursos do país, realocando valores no âmbito de cada estado, entre o governo estadual e as prefeituras, para tornar o sistema educacional mais equitativo e menos desigual. Se não fosse o Fundeb, nós teríamos uma grande disparidade de atendimentos no Brasil. O Fundeb é, de fato, o maior instrumento para tornar o Brasil menos desigual”, afirmou Flávio Arns durante a leitura de seu relatório.

Percentual - Segundo ele, o Fundeb atende tudo o que vem antes da faculdade e representa 63% do investimento público em educação básica. “Hoje é um dia muito importante para a educação do Brasil. É a nossa caminhada em direção ao Brasil do futuro: educação como prioridade absoluta”, declarou.

Consenso - O texto foi fruto de consenso entre os parlamentares e vem sendo debatido de forma sistemática desde o início de 2019. Foram apresentadas 9 emendas em tempo regimental no Senado, sendo que três foram retiradas. Todos os partidos apoiaram a aprovação da PEC no Senado. Por acordo entre as lideranças, o Senado realizou os dois turnos de votação na mesma sessão, que durou cerca de quatro horas. Pela legislação atual, o Fundeb seria extinto no fim do ano, ameaçando a distribuição de recursos para o financiamento educacional no país. 

Aumento progressivo - Além de tornar o Fundeb uma política permanente de Estado, a proposta aumenta progressivamente o percentual de participação da União nos recursos do fundo, dos atuais 10% para 23%, até 2026. O texto ainda altera a forma de distribuição dos recursos da União. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cuja receita é distribuída aos municípios e ajuda a compor o fundo, também será modificado com base nos indicadores locais de aprendizagem.

Futuro - Flávio Arns fez questão de destacar que, no Senado, também tramitava outras duas PECs que tornavam o Fundeb permanente: a PEC 33/2019, do senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO); e a PEC 65/2019, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Para Flávio Arns, a apresentação dessas propostas demonstra a preocupação do Senado com o tema. Ele lembrou, no entanto, que a PEC da Câmara já vinha sendo debatida desde 2015 e se encontrava mais avançada. De acordo com relator, o texto da PEC é fruto do consenso e da contribuição de deputados, senadores, representantes governo e especialistas da educação.

Apoio mínimo - As emendas apresentadas no Senado não conseguiram o apoio mínimo necessário ou foram retiradas por seus autores. O relator apresentou apenas uma emenda supressiva, para retirar o artigo que previa o uso de parcela dos recursos da complementação da União ao Fundeb para escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas. Conforme explicou Flávio Arns, já existe previsão constitucional nesse sentido. Ele ainda destacou que o Fundeb será importante na valorização do profissional de educação e na ampliação da estrutura das escolas públicas.

Educação de qualidade - “Cuidemos de nossas crianças, cuidemos de nosso futuro, instituindo um novo Fundeb permanente, financeiramente robusto e com um compromisso solidário dos três níveis federativos no sentido de garantir educação de qualidade a todos”, declarou o relator.

Zilda Arns - Ao concluir a apresentação do seu relatório, Flávio Arns fez uma homenagem à médica e educadora Zilda Arns, sua tia, que faria 85 anos nesta terça-feira. Ela morreu em 2010, durante um terremoto no Haiti, enquanto fazia trabalhos sociais. Segundo o senador, Zilda Arns dizia que “as crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças”. Flávio Arns ainda lembrou que a data de 25 de agosto é dedicada a celebrar o Dia Nacional da Educação Infantil, também como uma homenagem a Zilda Arns.

Compromisso - O senador Kajuru disse que a aprovação do Fundeb sinaliza um compromisso do país com a educação. Randolfe Rodrigues destacou que o novo Fundeb tem a capacidade de revolucionar a educação no país. Ele lembrou educadores como Paulo Freire (1921-1997), Darcy Ribeiro (1922-1997) e Anísio Teixeira (1900-1971) e registrou que a PEC é uma conquista de toda a sociedade brasileira.  

Sociedade - “Ao longo da história deste país, as grandes mudanças vieram da mobilização da sociedade. Foi a sociedade organizada, com campanhas a favor da educação, que fez este texto ser aprovado no Congresso”, afirmou Randolfe.

Alunos e profissionais - Para a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que é pedagoga, a PEC é importante tanto para alunos como para todos os profissionais envolvidos na educação. Ela cobrou o compromisso dos governantes no sentido de entender a educação como prioridade. Telmário Mota (Pros-RR) disse que a PEC é relevante e mostra que é mais importante educar as crianças do que punir os homens. De acordo com o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a aprovação da matéria é uma vitória em prol da civilização. Ele disse que a educação é uma arma efetiva contra a ignorância e a violência.

Impacto - “Essa PEC é uma medida que impactará a sociedade em todas as frentes, desde o meio ambiente até os indicadores sanitários. É uma medida que vai impactar a vida. Hoje, damos um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e solidária”, celebrou o senador.

Implementação - Por sua vez, o senador Humberto Costa (PT-PE) lembrou que o Fundeb foi implementado no governo do ex-presidente Lula, em 2006. Para o senador, o fundo permanente é uma grande conquista para os educadores, para os alunos e para toda a sociedade. Mecias de Jesus (Republicanos-RR) também celebrou a aprovação da proposta, mas pediu um “olhar mais carinhoso” dos governantes para a região Norte, onde está a maioria dos alunos indígenas.

Compromisso - O senador Confúcio Moura (MDB-RO) disse que a aprovação do novo Fundeb é um gesto “bonito” do Congresso. Ele, no entanto, pediu mais compromisso dos gestores com uma administração mais eficiente dos novos recursos da educação. Jean Paul Prates (PT-RN) também comemorou o novo Fundeb, mas pediu para que os parlamentares não permitam a redução do Orçamento para a área de educação no próximo ano. O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-GO), afirmou que a ampliação de recursos para a educação conta com o apoio do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Caminho - Na visão de Otto Alencar (PSD-BA), o Brasil é muito carente dos recursos ampliados do Fundeb. A PEC, acrescentou o senador, será importante para alcançar uma educação de qualidade. Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) apontou que, para alcançar uma maior produtividade da economia brasileira, o caminho é a qualidade da educação nacional. Para o senador, a PEC é uma homenagem a todos os profissionais da educação. Ele ainda prometeu tratar com representantes do governo para conseguir uma maior agilidade na regulamentação da matéria.

Caminho - O senador Weverton (PDT-MA) registrou que a aprovação da PEC é uma forma de garantir o direito de ter luz no fim do túnel. Jorginho Melo (PL-SC) disse que não há outro caminho para o desenvolvimento que não seja a educação. Izalci Lucas (PSDB-DF) afirmou que a aprovação da PEC do Fundeb faz renascer uma esperança em favor da educação no Brasil. Com o novo Fundeb, destacou Alvaro Dias (Podemos-PR), será possível ver “um melhor futuro pela janela da educação”. O presidente da Comissão de Educação, senador Dário Berger (MDB-SC), disse que este dia ficará marcado na história da educação nacional.

Permanente - “Hoje estamos inserindo o novo Fundeb na nossa Constituição. É um fundo mais justo, mais participativo e, agora, permanente. É esse fundo que vai manter as portas e as janelas das nossas escolas sempre abertas”, afirmou o senador.

União - Paulo Rocha (PT-PA) e Soraya Thronicke (PSL-MS) destacaram a união de diversas forças em favor da aprovação da PEC. Fabiano Contarato (Rede-ES) se disse emocionado e lembrou o educador Paulo Freire ao citar que a “educação é um ato de amor, por isso um ato de coragem”. Eduardo Girão (Podemos-CE), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), Kátia Abreu (PP-TO), Esperidião Amin (PP-SC), Major Olimpio (PSL-SP), Lasier Martins (PSD-RS), Chico Rodrigues (DEM-RR), Marcelo Castro (MDB-PI) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) também manifestaram apoio à PEC.

Elogios - Os senadores Wellington Fagundes (PL-MT), Rodrigo Pacheco (DEM-MG), Rose de Freitas (Podemos-ES), Paulo Paim (PT-RS), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Zenaide Maia (Pros-RN), Zequinha Marinho (PSC-PA), Simone Tebet (MDB-MS) e Eduardo Braga (MDB-AM) elogiaram a ex-deputada Raquel Muniz, pela iniciativa da PEC, e destacaram o trabalho dos relatores.

História da educação - “O Brasil tem um caminho: o caminho da educação. Hoje, começamos a reescrever a história da educação do país” concluiu Eduardo Braga. (Agência Senado)

FOTO: Waldemir Barreto / Agência Senado

 

PNAD CONTÍNUA I: População ocupada cresceu 2,5% no ano passado, mostra IBGE

pnad I 26 08 2020A população ocupada foi estimada no ano passado em 94,6 milhões de pessoas, o que significa um crescimento de 2,5% na comparação com 2018, quando era 92,3 milhões. Comparada à população de 2012, a alta é de 6,1%, ou 5,4 milhões. Naquela época, 89,2 milhões de pessoas formavam a população ocupada. Apesar de ser o maior avanço anual desde 2013, o nível de ocupação em 2019, de 55,3%, permaneceu bem abaixo do que se viu em 2012, quando era 57%.

Pnad contínua - Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua): Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2019, divulgada nesta terça-feira (26/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nessa edição, a pesquisa apresenta dados de trabalhadores com associação a sindicato, registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), associação à cooperativa de trabalho e produção e local de exercício do trabalho.

Ritmo menor - Para o IBGE, os números da população ocupada significam que o ritmo de crescimento, de 6%, foi menor do que a expansão total da população de 14 anos ou mais (8,9%) entre 2012 e 2019.

Carteira assinada - A pesquisa revelou que depois da tendência de queda registrada desde 2015, o emprego com carteira assinada no setor privado voltou a aumentar 3,3%, ou 1,1 milhão de pessoas, em 2019. Segundo o IBGE, o movimento respondeu por quase metade do crescimento da população ocupada (2,3 milhões de pessoas) no ano passado. Mesmo com o aumento no contingente desses trabalhadores em 2019, estimado em 33,9 milhões de pessoas, continuou longe do maior valor observado em 2014, que ficou em 36,1 milhões de pessoas.

Qualitativo - A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, destacou que o crescimento da ocupação em 2019 teve também um aspecto qualitativo bastante importante, que foi o aumento no número de carteiras de Trabalho assinadas. “Além de a gente ter registrado um crescimento quantitativo dessa população ocupada, parte importante do crescimento foi feita por meio de Carteira de Trabalho, que vem desde o ano de 2016 com quedas importantes e tem em 2019 um início de recuperação”, disse. Segundo ela, o patamar de carteiras no ano passado, ainda que represente crescimento, é muito aquém do que já ocorreu. "Mas, de fato, foi um movimento de reação que ocorreu no ano de 2019”, completou.

Sem carteira - Houve aumento também no número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, que alcançou 12 milhões. Já o total de trabalhadores por conta própria subiu 4,2%, o que representa mais 991 mil pessoas, chegando a 24,4 milhões. Esse, conforme o IBGE, é o maior patamar de toda a série da pesquisa. Se comparado ao contingente de 2012, a elevação é de 4 milhões no período.

Conta própria - Para a pesquisadora do IBGE, além do total de trabalhadores sem carteira, um registro importante é o crescimento do percentual dos que faziam as atividades por conta própria, que vinha em queda nos últimos anos. “O que a gente nota em 2019, esse crescimento da ocupação, foi observado em diversas formas de inserção no mercado de trabalho, seja no trabalhador por conta própria ou naquele sem carteira”, disse.

2012 para 2019 - No intervalo de sete anos, a proporção de trabalhadores por conta própria aumentou de 22,8% para 25,8% e a de empregado com carteira assinada no setor privado caiu de 38,4% para 35,8%. Tanto no setor público, incluindo servidores estatutários e militares, quanto no setor privado, nesse período os empregados sem carteira assinada tiveram participação praticamente estável. No público, ficou estável em 12,3%, enquanto no setor privado passou de 12,5% para 12,7%.

Espaço - "Não obstante a reação da carteira em 2019, no que se refere à participação no conjunto geral de ocupação do mercado de trabalho, a Carteira de Trabalho, em relação ao que já foi, ainda tem proporção menor. Por outro lado, esse trabalho por conta própria vem ganhando espaço na série histórica”.

Atividades - A pesquisa do IBGE identificou também que as atividades de serviço responderam por 51,7% da ocupação, o que significa expansão se comparadas a 2012. Naquele ano, representavam 46,8%. A indústria geral teve participação de 12,9% e a construção, de 7,2%. As duas apresentam tendência de queda na participação da população ocupada no período, mas o comércio representou estabilidade, com 18,9%. A participação da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura ficou em 9,1% da população ocupada.

Variação positiva - Todos os grupamentos de atividade tiveram variação positiva de população ocupada no ano passado, especialmente, os serviços de informática, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 4,3% ou 444 mil pessoas. Os serviços de alojamento e alimentação registraram 7,5% ou 395 mil pessoas, e a indústria geral ficou com 3,2% ou 380 mil pessoas. Depois de cinco anos seguidos de perdas na ocupação, a atividade de construção teve discreto aumento de 88 mil pessoas ou 1,3%, enquanto as de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, subiram 1,4%, o que representa 116 mil pessoas.

Transporte - Parte do crescimento na atividade de transporte, armazenagem e correio - que em 2012 era 4,7% e chegou a 2019 com 5,1% - se deve à expansão dos motoristas de aplicativos. “A gente vem observando que dentro dessa categoria o segmento que mais expandiu foi o de motorista de aplicativo”, afirmou a pesquisadora. (Agência Brasil)

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PNAD CONTÍNUA II: Empregadores e trabalhadores por conta própria cresceram em 2019

pnad II 26 08 2020O contingente de pessoas ocupadas como empregador ou por conta própria, que estavam em empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), aumentou entre 2012 e 2016. Chegou a 2016 com 29,%, mas caiu em 2017 para 28,1%, voltando a crescer, até atingir o maior valor em 2019 (29,3%).

Percentual - Apesar do predomínio masculino entre empregadores e trabalhadores nessas categorias, o percentual de pessoas com registro no CNPJ, representando mais associação à formalidade, as mulheres, com 30,4%, tiveram percentual maior do que os homens, que ficaram com 28,7%. O maior valor da diferença (2,8 pontos percentuais) em favor das mulheres foi em 2013. Naquele ano, as mulheres tiveram 27,6% e os homens, 24,8%.

PNAD Contínua - Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua): Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2019, divulgada nesta quarta-feira (26/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Regiões - As menores proporções de empregadores ou trabalhadores por conta própria com registro no CNPJ estão no Norte (12,1%) e Nordeste (16,3%). Por isso, pode-se considerar que nessas regiões há maiores percentuais de trabalhadores na informalidade. Ao contrário, o Sul é onde há o maior percentual (41,5%), enquanto em 2018 era 39,8%, representando também o maior avanço na passagem dos dois anos. “Isso, como a gente já acompanha nas divulgações conjunturais, é um dos fatores que acabam refletindo na taxa de informalidade das regiões. Essa baixa incidência de CNPJ no Nordeste, explica a alta informalidade na região, além de ser uma área em que se tem tem baixa cobertura de carteira assinada”, afirmou a analista da pesquisa Adriana Beringuy.

Comércio - Nas atividades econômicas, a que teve maior percentual foi o comércio, a reparação de veículos automotores e motocicletas, sendo 42,9% com registro no CNPJ. Na sequência estão os serviços, com 34,1%, apesar de concentrar maior contingente de trabalhadores. “Onde está havendo mais expansão é na atividade de agricultura, pesar de ser de menor cobertura do CNPJ, como também na indústria em geral”.

Construção - Em relação a 2012, a atividade de construção foi a que teve o maior contingente de trabalhadores. A expansão, de 114,1% nos registros do CNPJ, levou a um total de 533 mil pessoas. Nos serviços, o avanço também foi expressivo (65,8%), somando 3,9 milhões de pessoas.

Registro - Entre os trabalhadores com CNPJ, 10% tinham o registro entre os 36,8% das pessoas ocupadas por conta própria sem instrução e com fundamental incompleto. A taxa de cobertura aumenta conforme o nível de instrução, alcançando 41,8% nos que têm nível superior. Entre as pessoas ocupadas como empregador, a taxa de cobertura naquelas sem instrução e com fundamental incompleto chegou a 52,9% e as com nível superior completo, a 42,8%.

Formalização pequena - “Por mais que o nível de instrução aumente essa cobertura, o trabalhador por conta própria, até mesmo aquele com nível elevado, ainda tem uma formalização relativamente pequena se comparada aos trabalhadores empregadores, inclusive empregadores com menor nível de instrução”.

Cooperativas ou produção - Em 2019, das 28,7 milhões de pessoas ocupadas como empregador ou por conta própria no trabalho principal, 5,2% eram associadas às cooperativas ou produção. Para o IBGE, o resultado mostra que esse tipo de arranjo produtivo tem baixa adesão. A maior proporção foi em 2012, quando ficou em 6,4%. Desde então vem apresentando queda até alcançar a menor, em 2019, com 5,2%.

Regiões - O Sul, com 9,3%, é o de maior proporção, seguido do Norte, com 5,5%, Nordeste, com 4,7%, Centro-Oeste, com 4,6%, e do Sudeste, 3,9%. “Cerca de 49,5% dos trabalhadores cooperativados estão nas atividades de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, e outro contingente de 20%, sendo 10% para cada um, nas atividades de comércio e de transportes, que incluem as cooperativas de táxis”, completou a analista.

Local de exercício de trabalho - No ano passado, entre os 76,7 milhões de pessoas da população ocupada no setor privado no Brasil, sem contar com os trabalhadores domésticos, 58,4% trabalhavam em estabelecimento do próprio empreendimento, 14,2% em local designado pelo empregador, patrão ou freguês e 10,4% em fazenda, sítio, granja e chácara ou em locais desse tipo. Permanecendo na trajetória de declínio desde 2015, o trabalho em estabelecimento do próprio empreendimento teve nova queda em 2019 e ficou em 58,4%, ou 44,8 milhões de pessoas.

Fator - “A queda nesse tipo de local de trabalho pode estar associada à redução do emprego com carteira no setor privado. Então, as atividades das grandes empresas, que respondiam por uma proporção grande do emprego com carteira, na indústria e em alguns serviços, podem ter contribuído para a redução de importância, ano após ano, desse tipo de ambiente de execução desses trabalhadores”, afirmou.

Movimento diferente - O local designado pelo empregador, patrão ou freguês apresentou movimento diferente e teve expansão de 833 mil pessoas, enquanto o de domicílio de residência registrou aumento de 745 mil trabalhadores.

Movimento de queda - Segundo a pesquisa, no ano passado nenhuma região superou o movimento de queda da ocupação em estabelecimento do próprio empreendimento. O Sudeste, com 63,4%, e o Sul, com 64,7%, permaneceram com as maiores estimativas. Nos últimos anos, a maior retração do indicador foi no Sudeste, que em 2014 registrou o nível mais alto (72,1%), mas com as quedas acabou ficando abaixo do Sul a partir de 2018.

2014 a 2019 - Entre 2014 e 2019, no Sul eram 3,1 milhões de trabalhadores com ocupação no estabelecimento do próprio empreendimento, mas no Sudeste não passou de 1,6 milhão. O Norte (45,5%) e o Nordeste (49,3%) responderam por menos da metade dos trabalhadores com atividades nesse tipo de local, sendo que o Nordeste manteve tendência de crescimento no indicador entre 2012 e 2017. As outras regiões davam sinais de retração. O predomínio nesse tipo de local para a realização do trabalho é das mulheres, com 71,1% na estimativa total em 2019 no país, quando os homens eram 50,8%.

Maiores percentuais - Os maiores percentuais de trabalhadores em fazenda, sítio, granja, chácara foram registrados no Norte (17,3%) e no Nordeste (15,4%). Na Região Sudeste ficou em menos da metade (6,2%). O número de pessoas que trabalhavam nesses locais caiu muito nos últimos anos. Em 2012, eram 9,6 milhões, passando para 8 milhões em 2019, em todo o país. “O Norte e o Nordeste têm a principal proporção. Boa parte da população ocupada está ligada a atividades agropecuárias, principalmente aquelas de agricultura familiar e pequenos produtores, os que empregam mais no setor, diferentemente do Sudeste ou do Centro-Oeste, em que a agricultura pode ser mais mecanizada e não absorver tantos trabalhadores”.

Designado - Em 2019, eram cerca de 11 milhões os que trabalhavam em local designado pelo empregador, patrão ou freguês. A maior participação foi no Centro-Oeste (17,5%). Na Região Sul variou 12,1% e no Norte e Nordeste, 14,6%. Já em 2018, os maiores crescimentos foram no Norte (1,7 ponto percentual) e Centro-Oeste (2,1 pontos percentuais).

Na residência - O menor índice de pessoas que exerciam a atividade na residência foi no Sul (4,1%). O Sudeste, com variação de 5,9%, e o Nordeste, com 7,2%, foram as regiões com maiores patamares. Conforme a pesquisa, das 745 mil pessoas do crescimento nacional em 2019, 435 mil estavam nessas duas regiões. A analista disse que é importante deixar claro que o país vive em 2020, em função da pandemia e do isolamento social, o crescimento de pessoas trabalhando em casa. Só que do ponto de vista histórico, o trabalho em casa tem que ser um pouco dissociado do que hoje se classifica como home office.

Indústria manufatureira - Adriana Beringuy lembrou que das pessoas que trabalham em casa, quase 30% estão em atividade de indústria, que é a manufatureira. Nesse grupo estão a costureira que trabalha para uma loja ou uma confecção, mas fica em casa, o marceneiro que tem na casa dele uma pequena oficina e toda a indústria de artesanato, além de outros serviços, como a cabeleireira, que põe uma placa na porta da casa dela.

Dissociação - "Então, é preciso dissociar um pouco essa questão no domicílio de residência em 2019, do que a gente está vendo agora em home office. Pode ser que no ano que vem, quando a gente for trabalhar os dados de 2020, observe uma redistribuição dentro desses grupamentos de atividades”, comentou.

Com veículo - O Norte (5,8%) e o Sudeste (5,4%) registraram os principais percentuais de pessoas trabalhando com veículo automotor. Na comparação com 2018, houve crescimento de 8,2% em todo o país nesse tipo de ocupação nesse local de trabalho, atingindo 3,9 milhões de pessoas. O Norte teve expansão de 16,9%, o Sul de 18,4%, mas no Centro-Oeste houve recuo de 10,6%. (Agência Brasil)

FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

CÂMBIO: Dólar fecha com maior queda em quase duas semanas

cambio 21 08 2020Num dia marcado pelos bons resultados das contas externas brasileiras e por dados econômicos fracos nos Estados Unidos, o dólar teve a maior queda em uma semana. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (25/08) vendido a R$ 5,527, com recuo de R$ 0,067 (-1,19%).

Oscilação - Desde o último dia 13, o dólar não caía tanto. Naquele dia, a moeda fechou com queda de 1,56%. A divisa começou o dia em alta, mas começou a cair no início da tarde. O dólar acumula alta de 37,74% em 2020.

Banco Central - Pela manhã, o Banco Central divulgou que as contas externas brasileiras tiveram superávit pelo quarto mês seguido. O superávit em transações correntes do Brasil somou US$ 1,628 bilhão em julho, contra déficit de US$ 9,79 bilhões no mesmo mês do ano passado.

Investimentos diretos - Os investimentos diretos de empresas estrangeiras no país alcançaram US$ 2,685 bilhões em julho. Com mais dólares entrando no país pela via comercial e de investimentos diretos, as pressões sobre o câmbio ficam menores, compensando a fuga de recursos financeiros das últimas semanas.

EUA - A divulgação de estatísticas nos Estados Unidos também contribuiu para a queda do dólar, que caiu diante das principais moedas do mundo. O índice de confiança do consumidor norte-americano caiu pelo segundo mês seguido em agosto, em meio ao recorde de casos da pandemia do novo coronavírus na maior economia do planeta.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado pela realização de lucros. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira) encerrou o dia aos 102.118 pontos, com leve recuo de 0,18%. Essa foi a primeira baixa depois de três altas seguidas. Além da queda do preço internacional do minério de ferro, que influenciou ações de empresas mineradoras, o mercado refletiu o adiamento do pacote econômico que seria anunciado hoje pelo governo. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

 

INFRAESTRUTURA: Lei dos Portos passa por minirreforma e amplia capacidade operacional

infraestrutura 26 08 2020Considerada uma “minirreforma” pelo Ministério da Infraestrutura, a Medida Provisória 955/2020 foi sancionada nesta terça-feira (25/08) pelo governo federal. O dispositivo altera a Lei dos Portos e torna a atividade portuária mais aberta para a realização de negócios. A lei também cria regras para o funcionamento dos portos durante a pandemia, além de definir normas de afastamento e de indenização de trabalhadores em grupos de risco.

Flexibilização de contratos - Segundo nota divulgada pela pasta, a flexibilização de contratos de arrendamento é uma das principais mudanças trazidas pela lei. Não há mais necessidade de licitação quando apenas um interessado em arrendamento portuário for inscrito no processo, e a contratação será feita por chamamento público.

Antaq - De acordo com o ministério, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) passa a ter competência para regulamentar outras formas de exploração de áreas e instalações portuárias não previstas na legislação. Atualmente, a agência dispõe apenas do contrato de arrendamento para a ocupação de instalações portuárias.

Trabalhadores portuários - Em relação a trabalhadores portuários avulsos (TPAs), além das regras para afastamento em decorrência de covid-19, a lei define escalação por meio eletrônico para descarga nos portos. Isso significa que o trabalhador será notificado via aplicativo de celular sobre sua demanda, ao contrário do processo atual, que é presencial.

Contratação - Em caso de greve ou indisponibilidade de TPAs, a nova lei define que o operador portuário poderá contratar livremente trabalhadores com vínculo empregatício por até 12 meses para a realização de determinados serviços, como capatazia e conferência de carga. (Agência Brasil)

FOTO: Diego Baravelli / Ministério da Infraestrutura

 

ENERGIA: Demanda global deve fechar 2020 com maior recuo em 70 anos

energia 26 08 2020Ao fim deste ano, a demanda de energia deve ter registrado queda de 6% em todo o mundo, recuo sete vezes maior do que o atingido durante a crise financeira de 2009, aponta análise da empresa de contabilidade e auditoria PwC, elaborada com base em dados da Agência Internacional de Energia para 2020 (IEA). O choque no consumo é o maior já visto nos últimos 70 anos.

Menos investimentos - O estudo Futuro da Indústria de Óleo & Gás prevê ainda que o ano será encerrado com diminuição de 20% nos investimentos em energia. Como fator principal da redução, o documento aponta a recessão global, que, por sua vez, está relacionada às restrições decorrentes da pandemia de covid-19, como limitação de circulação de pessoas e de atividades econômicas.

Desestabilidade - A PwC destaca também que a crise gerada pela pandemia desestabilizou todos os níveis do setor de energia, do suprimento à produção de combustíveis. O estudo avalia que haverá consequências tanto para a segurança energética como para a adoção de fontes de energia limpa. Um dos prognósticos é de que a energia nuclear seja a menos afetada pelas medidas de quarentena.

Pausa - O que se imagina é uma pausa na transição energética como resultado da falta de recursos para viabilizá-la. Segundo os especialistas da PwC, o processo voltará a avançar à medida que os países se recuperem economicamente e tenham condições de financiar a transição.

Prognósticos - Há probabilidade de que a estagnação econômica perdure até 2022 e de que o cenário comece a se reverter entre 2023 e 2025. Somente entre 2025 e 2030 é que os países deverão voltar a crescer, segundo o estudo.

Tendência - Para Jaime Andrade, sócio da PwC Brasil, a tendência é de que a substituição do petróleo e do gás por fontes alternativas se complete somente após décadas. Ele destaca, porém, que, devido às particularidades de cada região, isso pode ocorrer de forma mais acelerada, mas que em muitos países a transformação será mais lenta, por conta da pandemia.

Petróleo - O relatório ressalta também que o preço do petróleo deve subir nos próximos três ou quatro anos, em virtude da escassez de oferta. Por isso, é esperado um ciclo de expansão para a indústria de petróleo e gás entre 2024 e 2030.

Quatro anos - A perspectiva é de que levará cerca de quatro anos para que a demanda global volte a 100 milhões de barris por dia e que o valor do Petróleo West Texas Intermediate (WTI) – petróleo bruto do Texas cujo valor serve de referência para se fixar o preço do petróleo no mercado norte-americano – alcance US$ 53,98 em janeiro de 2024. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE I: Brasil registra mais 1.271 mortes e 47,1 mil novos casos

O balanço diário do Ministério da Saúde registrou 1.271 novas mortes e 47.134 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas. A atualização sistematiza dados enviados pelas secretarias estaduais de saúde acerca do avanço da pandemia.

Total - Com os novos óbitos acrescidos às estatísticas, o total de óbitos desde o início da pandemia chegou a 116.580. O resultado marca aumento de 1,1% sobre a soma trazida pela atualização ontem, quando o número de falecimentos estava em 115.309. Ainda há 2.868 mortes em investigação.

Casos confirmados - Ainda conforme o boletim epidemiológico, o total de casos confirmados acumulados atingiu 3.669.995. A soma representa acréscimo de 1,3% ao total registrado pelo sistema do Ministério da Saúde ontem, de 3.622.861 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

Estatísticas - As estatísticas são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras há tendência de números maiores em função do acúmulo de registros que são enviados ao sistema do Ministério da Saúde.

Acompanhamento - A atualização do Ministério registrou ainda 705.020 pessoas em acompanhamento e outras 2.848.395 que já se recuperaram da doença.

Letalidade - A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,2%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 55,5. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1746,4.

Covid-19 nos estados - Os estados com mais mortes registradas foram São Paulo (28.912), Rio de Janeiro (15.560), Ceará (8.339), Pernambuco (7.425) e Pará (6.078). As unidades da federação com menos óbitos são Roraima (582), Acre (607), Tocantins (610), Amapá (642) e Mato Grosso do Sul (767). Tocantins, que estava na parte de baixo do ranking, ultrapassou Roraima e Acre. (Agência Brasil)

 

saude I tabela 26 08 2020

SAÚDE II: Sesa registra 1.517 novos diagnósticos positivos coronavírus

saude II 26 08 2020A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou nesta terça-feira (25/08) mais 1.517 casos e 51 óbitos pela infecção causada pelo novo coronavírus. O Paraná soma agora 119.240 casos e 3.024 mortes em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - São 1.092 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19: 879 estão em leitos SUS (405 em UTI e 474 em leitos clínicos/enfermaria) e 213 em leitos da rede particular (72 em UTI e 141 em leitos clínicos/enfermaria).

Resultados - Há outros 1.049 pacientes internados, 521 em leitos UTI e 528 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 51 pacientes residentes no Estado. Todos estavam internados. São 17 mulheres e 34 homens com idades que variam de 45 a 101 anos. Os óbitos ocorreram entre 02 e 25 de agosto.

Residência - Os pacientes que faleceram residiam em: Curitiba (12), Campo Mourão (3), Francisco Beltrão (3), Maringá (3), São José dos Pinhais (3), Foz do Iguaçu (2), Guaratuba (2), Londrina (2), Paranaguá (2). Um óbito foi registrado em cada um dos seguintes municípios: Antonina, Araucária, Cianorte, Cornélio Procópio, Dois Vizinhos, Joaquim Távora, Marmeleiro, Moreira Sales, Morretes, Nova Esperança, Pontal do Paraná, Quatro Barras, Rebouças, Ribeirão do Pinhal, Rolândia, Santa Amélia, Siqueira Campos, Ubiratã e Ventania.

Fora do Paraná - O monitoramento da secretaria estadual registra 1.297 casos de pessoas que não moram no Estado. Destas, 38 pessoas morreram.

Ajustes - Alteração de município:

Um caso confirmado em 21/08 em São Manoel do Paraná foi transferido para São Mateus do Sul.

Um caso confirmado em 15/08 em Rosário do Ivaí foi transferido para Campo Largo.

Um caso confirmado em 30/07 em Quitandinha foi transferido para Curitiba.

Um caso confirmado em 19/08 em Quitandinha foi transferido para Curitiba.

Um caso confirmado em 11/07 em Quitandinha foi transferido para Curitiba.

Um caso confirmado em 05/08 em Matinhos foi transferido para Paranaguá.

Um óbito confirmado em 09/08 em Quatro Barras foi transferido para Guaratuba. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

 

SAÚDE III: Paraná tem 191 novos casos de dengue confirmados

saude III 26 08 2020A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (25/08) o novo informe epidemiológico da dengue com 112 novos casos confirmados da no Paraná, nas últimas duas semanas. O Estado soma agora 191 diagnósticos positivos.

Novo período sazonal - O novo período sazonal da dengue no Estado começou no final do mês passado e deve seguir até o fim de julho de 2021. Neste ciclo o Paraná realizou 1.112 notificações, e 191 confirmações, sendo 109 autóctones – quando a doença é contraída dentro do município de residência do infectado. 709 casos estão em investigação.

Maior epidemia - “No último ciclo tivemos a maior epidemia de dengue já registrada no Estado”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. Ele espera que este número seja cada vez menor, mas para isso é preciso que a população colabore em acatar todas as recomendações da Sesa. “Se cada um fizer sua parte, podemos evitar que essa doença se espalhe novamente por todo o Paraná”.

Alerta - Segundo ele, é preciso reforçar que a dengue pode levar à morte em casos mais severos. “Entre 2019 e 2020, 177 pessoas morreram em decorrência desta doença no Paraná. Não podemos esquecer que dengue mata e que a única forma de combater esta doença é eliminando os criadouros do mosquito”, acrescentou o secretário.

Dados - 142 municípios já registraram notificações da doença no Estado e 50 confirmaram o diagnóstico. A 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu é a que concentra o maior número de confirmações até o momento, com 57 casos.

Casos confirmados - Neste informe, os municípios com maior número de casos confirmados por semana são Foz do Iguaçu, Rolândia, Roncador, Maringá, Assis Chateaubriand, Umuarama, Moreira Sales e São Miguel do Iguaçu.

Dias chuvosos - “Com a chegada de dias chuvosos nas regiões mais quentes do Estado, aumenta a possibilidade de criadouros do mosquito. Embora a proliferação da doença seja maior no calor, não devemos nos descuidar no inverno, precisamos nos manter alertas e evitar a transmissão”, afirmou Beto Preto. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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