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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4890 | 19 de Agosto de 2020

REUNIÃO INSTITUCIONAL: Presidente da Transcooper destaca necessidade de linha de crédito para os transportadores

A necessidade de uma linha de crédito, com recursos disponíveis e condições adequadas, para que os transportadores de cargas possam renovar a frota foi enfatizada pelo presidente da Cooperativa de Transportes Bom Retiro (Transcooper), Alberto Santin, mais conhecido por Lila, no encerramento da 46º reunião institucional promovida pelo Sistema Ocepar, no final da tarde desta terça-feira (18/08), por videoconferência. “Nós temos um programa muito bom na nossa cooperativa, em que é feito o checklist para verificar o estado dos caminhões e, assim, os cooperados possam rodar com segurança. É tomado todo o cuidado possível. Mas temos que encontrar um mecanismo para que a frota não fique sucateada. Precisamos de mais incentivos e apoio, principalmente mais recursos e em condições adequadas, porque não temos como trabalhar com taxas de juros que serão impagáveis”, disse Lila. “Embora vocês estejam se empenhando, a gente ainda não tem uma linha de crédito atraente para que o transportador renove a sua frota e os nossos cooperados têm nos cobrado isso frequentemente”, acrescentou.

Pleito - Segundo o coordenador de monitoramento da Gerência de Desenvolvimento Cooperativo (Gecoop), João Gogola Neto, o Sistema Ocepar está trabalhando para atender essa necessidade do setor, juntamente com o Conselho Estadual do Ramo Transporte do Paraná. Ele informou que, no dia 6 de agosto, um documento foi encaminhado à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), solicitando apoio para a viabilização de uma linha de crédito destinada ao transportador autônomo associado à cooperativa de transporte de cargas. “Já recebemos um ofício assinado pelo superintendente da OCB, Renato Nobile, afirmando que a demanda foi colocada na pauta da próxima reunião do Conselho Nacional do Ramo Transporte, que deve ocorrer no final deste mês. No pleito encaminhado à OCB, nós colocamos a necessidade de uma linha de crédito adequada, com taxas de juros dentro da realidade do país, já que a Selic agora está em 2%, e que tenha prazo compatível à realidade do nosso transportador também. Não é possível ter uma taxa atrativa com prazo de pagamento em 24 meses. Não é viável, pois ele necessita arcar com outras despesas, como seguro, por exemplo. Ressaltamos ainda que não adianta oferecer financiamento apenas para veículos zero quilômetro. Por que não apoiar esse segmento que tem sido fundamental, especialmente agora na pandemia? Vamos fazer a defesa dessa demanda junto com o coordenador estadual do ramo transporte no Paraná, Marcos Trintinalha, e, logo após a reunião, nós daremos um retorno para vocês”, disse Gogola. Ainda de acordo com ele, o processo envolve também mobilizações junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e executivo federal para que a criação da linha de crédito seja efetivada.

O ramo - Das 221 cooperativas registradas no Sistema Ocepar, 39 são do ramo transporte, ou seja, elas representam 17% do total. Juntas, somam uma frota de 3.368 veículos, dos quais 52% são trucks ou carretas, com idade média superior a 20 anos. No documento encaminhado à OCB, os paranaenses lembram que o segmento atua em grande intercooperação com o ramo agropecuário. Assim, reforçam “para que os transportadores autônomos associados a cooperativas de transporte possam ampliar sua atividade  junto  às  cooperativas  de  produção  agropecuária,  e,  por  consequência,  melhorar  a  sua remuneração, tendo volume e operações ao longo do ano todo, sem precisar ficar transitando entre estados em busca de carga, uma linha de crédito específica para o setor torna-se um requisito à melhoria, ampliação e renovação da frota existente.”

A Transcooper - Com sede em Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, a Transcooper possui uma frota de 99 veículos, dos quais 23 são carretas, 59 bitrens e 17 outros veículos. Os grãos representam aproximadamente 80% da carga transportada pela cooperativa, que tem 40 funcionários e 174 cooperados. No ano passado, ela faturou R$ 44 milhões e a expectativa é encerrar 2020 com um bom resultado. “Até julho, nós já fechamos com R$ 39 milhões e a expectativa é encerrar o ano com faturamento em torno de R$ 55 milhões. É um valor bem acima do alcançado em 2019, mas está dentro do planejado pela diretoria”, afirmou Lila. “Mesmo com todas essas turbulências que estamos passando, esperamos que, de fato, tenhamos um grande ano. Apesar dos percalços, percebemos que os colaboradores da Transcooper estão se empenhando ao máximo e os cooperados estão tomando todos os cuidados necessários. Queremos terminar essa batalha bem, sem ter perdido nenhum guerreiro e, com certeza, a gente vai sair dessa e mais fortes ainda”, complementou.

Participações - Além de Lila, participaram da reunião institucional desta terça-feira, o gerente de Contabilidade da Transcooper, Maikon Henrique Cherobin, o gerente administrativo, Adair José Nunes da Silva, e o supervisor adminiatrativo Rui Boratto Junior. O encontro foi aberto pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, que destacou as principais ações realizadas pela entidade em defesa do cooperativismo paranaense. Ele também falou sobre o mapa estratégico da entidade. Boesche lembrou que o Sistema Ocepar adotou o trabalho remoto há cinco meses, sem prejuízo à qualidade das entregas e com aumento da produtividade. “Se antes nós realizávamos até duas reuniões como essa num dia, devido ao tempo que gastávamos nos deslocando entre as cidades, agora nós chegamos a participar de seis até sete encontros por dia, com a facilidade proporcionada pela tecnologia”, frisou.

Mais apresentações - O analista da Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec), Maiko Zanella, abordou o cenário econômico brasileiro, enfatizando as projeções do Banco Central para o PIB, IPCA e Selic. Depois, o analista técnico da Gecoop, Rodrigo Gandara Donini, apresentou a situação econômica e financeira da Transcooper. Ele iniciou mostrando os números do cooperativismo paranaense e do ramo transporte no Estado. Depois, trouxe dados referentes à evolução da cooperativa em relação a diversos indicadores, como valor agregado, matriz de risco, estrutura operacional, capitalização, margem Ebtida, patrimônio líquido, tesouraria, liquidez, entre outros, comparando-os com os resultados obtidos por outras cooperativas paranaenses do mesmo ramo e região. Donini destacou ainda outro ponto levantado pela coordenação de monitoramento especialmente nesse período, que são os impactos da pandemia nos negócios do cooperativismo paranaense. Nesse trabalho, foram selecionados 20 indicadores e demonstrada a situação da cooperativa em relação a eles.

Sescoop/PR - Já a gerente de Desenvolvimento Cooperativo, Maria Emília Pereira, tratou sobre as atividades finalísticas do Sescoop/PR, mostrando os programas, soluções e ações de capacitação profissional, promoção social, monitoramento e gestão estratégica disponíveis para as cooperativas paranaenses. Segundo o gerente administrativo da Transcooper, há grande interesse que vários programas cheguem até os cooperados. “Nós temos muito a desenvolver e queremos que nossos associados evoluam tanto profissional como pessoalmente”, frisou Adair. Maria Emília afirmou que há possibilidades de avançar bastante nesse sentido e colocou o Sescoop/PR à disposição para apoiar a Transcooper em suas demandas.

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COVID-19: Comitê publica comunicado nº 100

covid 19 destaque 19 08 2020O Comitê de Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-1 emitiu, na manhã desta quarta-feira (19/08), o comunicado 100. A centésima edição é um dos destaques de hoje do boletim, que tem sido divulgado com o objetivo de manter o Sistema Ocepar e as cooperativas paranaenses sempre informados sobre as medidas que estão sendo tomadas durante o período de pandemia, bem como as principais atividades realizadas pela organização. Veja abaixo todas as informações.

1. Este é 100º comunicado publicado pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19, com o objetivo de manter o Sistema Ocepar e as cooperativas paranaenses sempre informados sobre as medidas que estão sendo tomadas durante o período de pandemia, bem como as principais atividades realizadas pela organização. O comunicado se estabeleceu como forma de comunicar as ações estratégicas do Sistema Ocepar, direcionadas para garantir o desenvolvimento do cooperativismo do Paraná.

2. O Sistema Ocepar realizou, no dia 18 de agosto, duas Reuniões da Autogestão de forma virtual, com as cooperativas Witmarsum e Transcooper e participação dos presidentes, diretores e gestores.

3. No dia 18 de agosto, o Sistema Ocepar participou da reunião organizada pelo Sistema OCB sobre Registro de Cédula de Produtor Rural – CPR e outros títulos com os representantes das cooperativas de crédito e agropecuárias.

4. O Sistema Ocepar participou, no dia 18 de agosto, da reunião promovida pelo Sistema OCB com representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa e da Fecoagro, para discutir os financiamentos verdes - green bonds.

5.No dia 18 de outubro, o Grupo Técnico – GT da Reforma Tributária, que conta com representantes do Sistema Ocepar, Sistema OCB e demais unidades estaduais, reuniu-se para tratar sobre dos projetos apresentados para a reforma tributária.

6. O Sistema OCB, realizou, no dia 18 de agosto, o 6º Encontro do Ciclo de Debates Cooperativismo na Reforma Tributária, com foco no ramo trabalho, produção de bens e serviços, contando com a participação de especialistas e parlamentares para explicar os impactos da reforma para as cooperativas. Para se inscrever, acesse: https://bit.ly/ciclo-debates.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

MPV 958: Medida Provisória aprovada na Câmara traz forte conquista do agro

mpv 958 19 08 2020Num forte empenho do Sistema OCB, junto aos parlamentares da Frente Parlamentar do Cooperativismo – a Frencoop, e também com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), foi aprovada, nesta terça-feira (18/08), a Medida Provisória 958/20 com o objetivo de facilitar e desonerar a obtenção de crédito rural.

Bandeira - A diminuição de custos do crédito rural é uma bandeira antiga do setor agropecuário, que com o empenho da OCB, parlamentares e demais entidades agro, está mais perto de obter uma solução. Com a aprovação do MPV, o limite de valor para custas e emolumentos no registro de garantias vinculadas a cédulas rurais passa a ser limitado a R$ 250,00. Alteração que beneficiará diretamente os produtores rurais e suas cooperativas, reduzindo custos do crédito rural e desonerando a produção agropecuária brasileira.

Conquista - “A aprovação da MPV 958/20 é, sem dúvidas, uma conquista de grande importância para a cadeia produtiva do leite, que agora esperamos ver sancionada pelo Senado”, comentou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Mais - E tem mais...A facilitação do acesso dos produtores de leite aos créditos de custeio ou investimento, também contou com emenda proposta pelo setor cooperativista.

Garantia - Pelo texto, as instituições financeiras que operam no Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) ficam autorizadas a flexibilizar os termos de garantias exigidos para concessão de créditos de investimento ou custeio destinados aos produtores de leite, incluindo a possibilidade do mesmo utilizar o leite ou os seus animais de produção como garantia ao financiamento.

Oportuna - A possibilidade de inclusão do produto, ou mesmo dos animais, como garantia é muito oportuna, já que lastreia uma boa parte das operações de financiamento pelos produtores rurais que trabalham nessa atividade.

Colaboração - Autor da emenda proposta à MPV, o deputado Zé Silva (MG) contou com forte colaboração da deputada Aline Sleutjes (PR) e dos deputados Arnaldo Jardim (SP) e Evair de Melo (ES), presidente da Frencoop. “Agradeço a todos os líderes mas especialmente a todos os parlamentares por essa convergência em defesa desse grupo tão fundamental de produtores e agricultores. Quero destacar também o trabalho da deputada Aline, que é de uma região muito importante de produção de leite, e é nossa líder nesse trabalho. Um agradecimento especial, também, aos deputados Evair de Melo e Arnaldo Jardim, que me ajudaram a fazer essa convergência", celebrou o parlamentar.

Senado - O texto completo da MPV 958/2020 segue agora para aprovação do Senado Federal, com uma margem curta para votação: a medida provisória perde sua validade no dia 24/08. (OCB)

FOTO: Michel Jesus / Agência Câmara

 

SIPAT 2020: Uma reflexão sobre os impactos da pandemia na saúde física e mental dos trabalhadores

A pandemia do coronavírus mexeu com a vida de milhões de pessoas por todo o planeta. De uma hora para outra, foi preciso ficar em casa, sem contato físico com familiares, amigos e até vizinhos. O objetivo é evitar a propagação do coronavírus. Mas isso trouxe outros riscos à saúde das pessoas. “O que pode vir a acontecer depende muito do perfil de cada um. Se uma pessoa é sociável, gosta de sair e de interagir, pode se se sentir deprimido, sofrer com insônia, dores de cabeça. O mesmo ocorre com quem tinha uma rotina de atividades físicas regular e, em casos intensa e, de uma hora para outra teve que parar com tudo”, disse o professor Raphael Bonatto, instrutor da Sipat 2020 do Sistema Ocepar. 

Cuidado com o peso - No aspecto físico, segundo ele, o fato de movimentar-se menos, pode desencadear dores musculares e aumento de peso. “A elevação do peso corporal é um gatilho para muitos problemas, com o colesterol alto. É preciso ficar atento a isso, até mesmo pelo fato de que a maioria das mortes causadas pelo coronavírus ocorreram em pessoas com comorbidades, entre as quais, a obesidade”, alertou.

Hábitos saudáveis - Para discutir o impacto da pandemia na saúde física a mental dos funcionários, a Cipa do Sistema Ocepar programou três encontros online. No primeiro, realizado na última segunda-feira (17/08), foi conversado sobre os benefícios da atividade física regular, prevenção de doenças, fortalecimento da imunidade, hábitos prejudiciais e suas consequências, hábitos saudáveis e suas consequências. “O objetivo da Sipat 2020 também inclui ouvir os funcionários, conhecer suas rotinas e o que eles têm feito, cada um dentro da sua realidade, para evitar que o isolamento social prejudique a sua saúde física e mental”, explicou Raphael Bonatto.

Programação - A Sipat 2020 tem encontros programados para esta quarta-feira, dia 19, e sexta-feira, dia 21, às 16h30 pela plataforma Microsoft Teams.  Os assuntos incluem os pilares da inteligência emocional, adaptabilidade e autoconhecimento. Também serão passadas dicas de como adotar uma rotina saudável e de atividades que podem ser feitas em casa, como técnicas de respiração e meditação, exercícios usando o próprio peso do corpo ou objetivos de fácil acesso, como garrafas pets e cabo de vassoura.

Sobre o instrutor - Raphael Bonato é formado em Educação Física, com especialização em Fisiologia do Exercício. É atleta profissional, na categoria ultramaratona (42 km). Foi finalista das maiores ultramaratonas do mundo, incluindo BR 135 (10x), Badwater, Comrades, provas de 12h e 24h. Seus feitos incluem correr de Foz do Iguaçu até Curitiba (700Km), percorrer 27 maratonas em 27 dias seguidos nas 27 capitais brasileiras. Também foi finalista do Desafio Discovery América Latina. É empresário segmento esportivo, sendo proprietário da Academia Studio Corpo Livre, em Curitiba, e da Go On Outdoor, empresa de assessoria esportiva que atende atletas do Brasil inteiro. Sua experiência lhe rendeu convites para ministrar palestras sobre a utilização de técnicas vencedoras na vida e nos negócios.

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INTEGRADA I: Os celeiros do mundo

O diretor-presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, participou, na última quinta-feira (13/08), de uma transmissão ao vivo (live) no canal do Youtube da MundoCoop, mediado pelo consultor José Luiz Tejon. A plataforma de comunicação do cooperativismo MundoCoop tem realizado a websérie Top Coopers Agro - Líderes do Cooperativismo, um evento digital com a participação dos dirigentes das 16 principais cooperativas do Brasil.

Tema - Nesta segunda transmissão, Hashimoto debateu, junto com o presidente da Cooperativa Coamo, José Haroldo Galassini, o tema: “A gestão do agronegócio na perspectiva dos presidentes das maiores cooperativas do Brasil". Luis Claudio Silva, diretor da MundoCoop, e Sidney Regi Junior, executivo de Soluções e Negócio de Agrobusiness da TOTVS, também participaram do painel com perguntas e outras interações de valor.

25 anos - Hashimoto iniciou o debate abordando os 25 anos da Integrada e a importância do cooperativismo no agronegócio brasileiro, principalmente para os pequenos e médios agricultores. O diretor-presidente afirma que Paraná é o celeiro do cooperativismo e, segundo ele, está crescendo para outros estados, a exemplo da expansão da Integrada no interior de São Paulo.

Tecnologia - Um dos primeiros temas debatidos na live foi tecnologia. Para Hashimoto, a tecnologia tem avançado para as cooperativas ligadas ao agronegócio no que diz respeito ao aumento da produtividade dos agricultores e também nos equipamentos embarcados inseridos nos maquinários agrícolas. Esses quesitos têm ajudado os produtores a produzirem mais e melhor.

Quadro social - Com relação ao quadro social do sistema cooperativista, a comunicação clara e transparente é um dos predicados do cooperativismo. “O nosso diferencial é o nosso relacionamento, pois estamos sempre ouvindo os cooperados para saber como eles estão enxergando a cooperativa. Na última pesquisa, realizada em 2019, ficamos satisfeitos com o bom resultado e, ainda mais, motivados a seguir em frente. Um dos destaques das entrevistas foi a confiança que os cooperados têm na nossa cooperativa.”, descreve Hashimoto.

Futuro - Questionado por Tejon sobre o futuro do segmento, Hashimoto disse estar bastante otimista com o agronegócio. “O setor continuará crescendo e a Integrada também. Queremos aumentar a participação das indústrias, crescer com solidez e ampliar os negócios que serão estudo no planejamento. A cooperativa já iniciou os trabalhos para elaboração novo planejamento estratégico”, completa.

Meta - Neste ano de 2020, a meta da Integrada é chegar ao recorde de R$ 4 bilhões de faturamento. Contudo, na opinião do diretor-presidente da Integrada, o sistema cooperativista deve continuamente buscar o crescimento. E a Integrada tem dedicado importantes esforços à construção do seu novo ciclo estratégico 2021-2025 sempre buscando criar valor para os cooperados. (Imprensa Integrada)

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INTEGRADA II: Testadas e aprovadas

Garantir uma safra altamente produtiva depende de muitos fatores; clima, solo, manejo adequado e, principalmente, a tecnologia da semente utilizada. Na Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), localizada em Londrina (PR), as equipes de campo e laboratório trabalham em conjunto para atestar a qualidade do material ofertado aos cooperados e produtores rurais. Para isso, são realizados mais de 2 mil plantios de lotes de sementes ao ano.

Estação experimental - Para assegurar que a semente adquirida pelos agricultores irá demonstrar todo o seu potencial produtivo na lavoura, dentro de condições de clima e solo favoráveis, as tecnologias, depois de serem testadas no laboratório, vão para uma estação experimental alocada há poucos metros do laboratório, ainda dentro do Complexo Industrial da Integrada.

Simulação - Os canteiros, assim chamados pela equipe técnica, foram criados para simular condições semelhantes a do campo. Para isso, foram construídas estufas para cada um dos nove canteiros. Márcio Zanatta, engenheiro agrônomo da UBS, destaca que cada variedade de semente de soja comercializada pela cooperativa é testada no canteiro. Os testes estão sendo realizados há três anos.

Teste - Vale lembrar que todas as variedades ofertadas pela Integrada são também testadas na Unidade de Difusão de Tecnologia (UDT), em Assaí (PR). Zanatta explica que o uso das estufas se deve porque os testes das variedades são realizados no inverno. Ele observa que esse tipo de estrutura garante a mesma condição de clima, como se fosse plantada dentro do zoneamento da soja”, avalia. Até porque, neste período de vazio sanitário, é proibido manter plantas de soja no campo.

Resistência - O agrônomo completa que, durante todo o processo de desenvolvimento das variedades de soja na estufa, os técnicos da cooperativa testam as suas resistências de déficit hídrico e stress calórico.

Confiabilidade - Os testes de laboratório, somados às avaliações do comportamento das sementes em estufa, trazem maior confiabilidade nas tecnologias ofertadas pela Integrada e elevam a segurança do produtor no momento de tomada de decisão. Para a próxima safra 2020/21, todas as variedades disponíveis foram testadas e aprovadas.

Produtividade e resultados - A utilização de sementes com alta qualidade genética, fisiológica e sanitária aumentam a produtividade e asseguram melhores resultados no campo. (Imprensa Integrada)

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CRESOL: Sistema de cooperativismo de crédito tem crescente expansão pelo Brasil

cresol 19 08 2020A Cresol qualificou sua estrutura de governança e modernizou sua gestão, criando diretorias executivas nas cooperativas, central e confederação. O novo modelo de gestão trouxe ainda mais avanços sistêmicos, como a expansão para outros municípios e estados.

Sistema - O crescimento apresentado pelo Sistema ano a ano fez com que a Cresol se tornasse uma das principais instituições financeiras cooperativas do País. Hoje, o Sistema possui aproximadamente 580 mil cooperados e mais de 570 agências de relacionamento em 17 estados brasileiros.

Continuidade - Neste ano, em que comemora 25 anos, dá continuidade ao projeto de expansão, levando estruturas modernas para o atendimento aos cooperados em municípios com realidades distintas, como Codajás no Amazonas, que possui um pouco mais de 19 mil habitantes e Pelotas, no Rio Grande do Sul, que possui mais de 340 mil habitantes.

Confiança - Para o superintendente da Cresol Baser, Adriano Michelon, a expansão do cooperativismo no Brasil reafirma a confiança que os cooperados têm ao realizarem suas movimentações financeiras em uma cooperativa de crédito. “O crescimento das cooperativas de crédito demonstra o quanto estamos preocupados em proporcionar soluções financeiras competitivas, personalizáveis e que estão à disposição do cooperado no momento em que ele precisa”, destacou.

Novas agências - No Sistema Cresol Baser, desde o início do ano, cerca de 100 agências de relacionamento passam por reestruturação para um novo layout e conceito de agência. Além disso, a previsão até o final do ano é de expansão para 40 novos municípios.

Mato Grosso - Ainda neste ano o Sistema chega ao Mato Grosso, com uma agência de relacionamento no município de Sorriso, na região norte do estado. Para o próximo ano, a cooperativa planeja expandir para outras regiões do estado do Mato Grosso, além de São Paulo e Minas Gerais, onde já atua. (Imprensa Cresol)

 

SICOOB METROPOLITANO: Cooperativa arrecada 60 cestas básicas para famílias de Sarandi

sicoob metropolitano 19 08 2020No mês de julho, a agência do Sicoob Metropolitano em Sarandi (PR) realizou a ação Corrente do Bem para arrecadar donativos para a compra de cestas básicas. Com a participação de colaboradores e cooperados, ao todo foram arrecadados R$ 2.800, valor que possibilitou a aquisição de 60 cestas de alimentos.

Famílias - As doações foram enviadas para a Paróquia Esperança de Sarandi e ajudaram cerca de 300 famílias em conjunto com uma ação realizada no último dia 8 de agosto, por um padre da paróquia, que também fez algumas doações.

Iniciativa - A ação foi uma iniciativa da gerente da agência, Rosana Calvo Monarin, que colocou uma caixinha para que quem passasse pelo ponto de atendimento, pudesse depositar qualquer valor. Quando conseguiram R$ 1.500, a equipe comprou algumas cestas e colocaram na agência para chamar mais pessoas a participarem.

Resultado - “Não imaginava que essa ação teria esse resultado. Foi muito legal e superou minhas expectativas. Estamos pensando em até fazer uma próxima ação para arrecadar produtos de limpeza para essas famílias. Tem tanta gente passando por dificuldade e é preciso fazer algo pelo próximo", ressalta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI ALIANÇA: Com patrocínio da cooperativa, Festa do Peão de Barretos terá lives de rodeios e shows

sicredi alianca 19 08 2020Tradicional entre fãs de música sertaneja e rodeios, a Festa do Peão de Barretos será realizada em formato online, nos dias 29 e 30 de agosto. A programação da live ‘‘Barretos pra sempre’’ tem o apoio do Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4,5 milhões de associados em todo o país, e contará com transmissão de rodeio em touros e show com Gusttavo Lima, no primeiro dia do evento. Já no dia 30 de agosto, o público poderá conferir lives de rodeio e provas cronometradas, realizadas na tradicional arena do Parque do Peão.

Transmissão - O show de Gusttavo Lima, cantor duas vezes embaixador da festa, será transmitido, diretamente do Parque pelo canal do artista no Youtube. As demais provas poderão ser visualizadas pelo canal do evento. Durante toda a festa, as arquibancadas estarão vazias. “Serão dois dias de evento para marcar o mês em que aconteceria a Festa do Peão de Barretos, que tivemos que adiar para outubro por conta da pandemia”, explica o presidente de Os Independentes (associação organizadora da festa), Jeronimo Luiz Muzetti.

Alternativas - Apoiador da iniciativa, o Sicredi destaca a importância de buscar alternativas que estão aliadas às recomendações das autoridades de saúde. “Como instituição financeira cooperativa, atuamos para a geração de desenvolvimento econômico e regional, levando em conta o bem-estar das pessoas. Neste ano vivemos um momento muito diferente. Adaptações são necessárias para que iniciativas como a da Festa de Barretos aconteçam de forma segura. Será uma nova experiência que, com certeza, ajudará a manter a tradição do evento, que anualmente gera inúmeros empregos diretos e indiretos fomentando também a economia regional em diversas áreas como turismo, transporte e comércio”, finaliza o diretor executivo da Sicredi Aliança PR/SP, Fernando Barros Fenner.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

UNIMED LONDRINA: Campanha do Agasalho arrecada mais de R$ 5 mil

unimed londrina 19 08 2020A Unimed Londrina entregou no último dia 14 de agosto os cobertores adquiridos pela Campanha do Agasalho 2020. Com o tema “cubra o próximo de saúde”, a ação integrou o Calendário da Saúde do mês de julho, que alertava para os cuidados no inverno.

Adaptação - "Neste ano, para garantir a arrecadação de cobertores em um momento tão delicado, a campanha foi adaptada e feita inteiramente de forma virtual, recolhendo a doação em dinheiro entre os colaboradores da Unimed", explica a gerente de Marketing & Comunicação da cooperativa médica, Dayane Santana.

Total - No total, 106 colaboradores ajudaram a deixar o inverno de alguém mais quentinho. A campanha arrecadou R$ 2.760 e este valor foi dobrado pela diretoria da Cooperativa, totalizando R$ 5.520. “Com o valor arrecadado, conseguimos comprar 247 cobertores e beneficiar 225 idosos. Foi um ótimo resultado para uma primeira campanha realizada virtualmente”, comemora Fabianne Piojetti, gerente de Sustentabilidade da operadora.

Entrega - O que também foi diferente neste ano foi a entrega dos cobertores arrecadados. Ela ocorreu na Sede Administrativa, por meio do “sistema drive-thru”. “Agendamos com as três instituições beneficiadas, com um intervalo de 30 minutos entre elas. Descemos para o estacionamento do prédio para atendê-los e realizarmos a entrega, as fotos e a coleta de assinatura do termo de recebimento”, conta Fabianne.

Feliz - Para a analista de Ouvidoria da Cooperativa, Lidiane Santos, que participou das edições anteriores, foi muito bom ter novamente uma maneira de contribuir, mesmo que virtualmente. “Sempre participo e fico feliz que a Unimed não deixou a data passar em branco, ainda mais em um ano tão delicado. O legal é que, desta vez, os beneficiados receberão cobertores novos, mas, mesmo assim, é sempre importante repassar o que não estamos mais usando”, comenta.

Entidades beneficiadas - A campanha deste ano beneficiou três instituições de longa permanência para idosos: Lar Maria Tereza Vieira e Lar das Vovozinhas e Vovozinhos, ambos de Londrina-PR. E o Lar Padre Leone, de Ibiporã-PR. (Imprensa Unimed Londrina)

 

AGRICULTURA: Governo simplifica condições de uso da água na irrigação rural

agricultura 19 08 2020O Governo do Paraná, por meio da Resolução Conjunta nº 018/2020, estabeleceu condições e critérios para licenciamento ambiental e outorga de recursos hídricos para o processo de irrigação de terras agricultáveis no Paraná. As medidas têm o objetivo de simplificar a concessão de licença e tornar mais acessível essa prática aos produtores rurais.

Destravamento - “Com essa resolução, o Governo está destravando um empecilho para o desenvolvimento de algumas regiões do Estado, particularmente a do Arenito Caiuá, no Noroeste”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. A região tem cerca de 3,2 milhões de hectares e engloba 107 municípios, sendo responsável por 19,1% do Valor Bruto da Produção (VBP) paranaense, o que se traduziu em cerca de R$ 18,6 bilhões em 2019.

Potencial - “O Noroeste tem potencial para fazer crescer esses números. Com o apoio concedido, que torna mais simples o licenciamento ambiental e possibilita barateamento do dinheiro para aplicar em irrigação, a prática tende a ficar mais acessível e é possível prever um salto exponencial na produção agropecuária regional nos próximos 10 anos”, completou Ortigara.

Aprimoramento - Para o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, a resolução aprimora o sistema de licença e outorga ambiental no Estado, de forma a compatibilizar a produção agropecuária com a necessária preservação dos recursos ambientais, particularmente o hídrico. “É imperioso que tenhamos uma linha condutora clara e simplificada para estimular o uso qualificado da água”, afirmou.

Estiagem - Segundo ele, nos períodos de estiagem a importância da água é muito mais perceptível, pois afeta grande parte das áreas urbanas. Mas essa situação é bastante angustiante no campo, onde a renda de muitas pessoas está atrelada à água em abundância e com qualidade. “A redução nas dificuldades para licenciamento e outorga do uso desse bem é um estímulo que o Governo oferece aos produtores rurais”, afirmou.

Procedimentos - A resolução conjunta da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo estabelece que o porte do empreendimento – micro, pequeno, médio, grande e excepcional – é definido de acordo com a dimensão efetiva de área irrigada, que pode ir de inferior a 50 hectares até acima de 1 mil hectares. Com base nessas medidas, o documento determina os procedimentos para se conseguir o licenciamento ambiental e qual o método de irrigação a ser empregado.

Micro - As propriedades identificadas como micro, por exemplo, para qualquer um dos métodos de irrigação (aspersão, localizada e de superfície), precisarão apenas da Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental Estadual (DLAE). Se for de tamanho médio (de 100,1 ha a 500 ha), precisará da Licença Ambiental Simplificada (LAS) para aspersão ou localizada, e da Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO) para a irrigação de superfície.

Documentação - A simplificação dos procedimentos inclui também a facilidade para que toda a documentação seja providenciada sem deslocamentos adicionais dos proprietários. Os requerimentos podem ser solicitados por meio do sistema automatizado do Instituto Água e Terra (IAT). Os documentos necessários estão descritos na Resolução Conjunta n.º 018/2020, publicada no Diário Oficial 10752, de 18/08/20. Eles também devem ser anexados ao processo de forma eletrônica.

Obrigação - A resolução estabelece que, para fins de concessão ou renovação de outorgas para uso de recursos hídricos, é obrigatória a instalação e operação de dispositivos de medição para controle de vazão captada e das horas de funcionamento. Também registra a necessidade de atendimento aos critérios contidos na Resolução Conama 357/2005, que dispõe sobre diretrizes ambientais e técnicas para o bom aproveitamento hídrico.

Fortalecimento - Por fim, o documento fortalece os programas do Estado e planos de desenvolvimento que têm a irrigação como parte integrante e fundamental, ao dispensar de pagamento de taxas referentes a serviços ambientais para obter a licença ambiental nessas condições.

Assinaturas - Além dos dois secretários, a resolução é assinada pelo presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Luiz da Costa, e pelo presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná), Natalino Avance de Souza. (Agência de Notícias do Paraná)

 

MERCADO I: Soja renova recordes de preços para safras atual e nova; 2022 já testa acima dos R$ 100 por saca

mercado I 19 08 2020Dia após dia, o mercado brasileiro da soja vem renovando recordes de preços seja no interior ou nos portos do Brasil. Em todo 2020, o Brasil já exportou 77,7 milhões de toneladas da oleaginosa, de acordo com números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), e a exportação ainda disputa a pouca oferta com a demanda interna, que também segue aquecida.

Derivados - Afinal, o momento não é forte somente para a soja matéria-prima, mas também para os derivados. O boletim semanal do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) mostra que o óleo, no estado, alcançou os R$ 4300,00 por tonelada na última semana, o que também é um recorde.

Demanda aquecida - "Este valor é 79,24% superior ao do mesmo período de 2019 e a causa desta valorização envolve a demanda aquecida pelo subproduto, muito utilizado para a produção de biodiesel. Com isso, os maiores preços influenciaram as esmagadoras do estado, que vêm ofertando um spread maior para a soja que ainda resta nos armazéns", explicam os analistas do Imea.

Exportações - Mais do que isso, além da demanda interna forte, as exportações dos derivados também estão intensas no Brasil. Também de acordo com os números da Secex, as vendas externas de óleo acumulam 979 mil toneladas e as de farelo, 11,3 milhões no acumulado do ano. Em 2019, neste mesmo intervalo, eram 800 mil e 10,7 milhões, respectivamente.

Complexo soja - "Assim, o complexo soja já está com 90 milhões de toneladas embarcadas da safra frente as 65,3 milhões do ano passado no mesmo período. Dessa forma, estamos com 75% da safra já embarcada frente aos 56% do ano passado, dando sinais de que a soja já foi embora que o quadro segue de aperto e disputa pelo pouco que resta", afirma o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Diferença - O Imea afirma também que a diferença de base entre o preço da soja em Mato Grosso e na Bolsa de Chicago registrou os maiores patamares nominais dos últimos 20 anos. "Isso significa que os preços no estado estão acima dos de Chicago, o que é raro. A justificativa para este nível de preços é a comercialização adiantada, o que refletiu nas exportações recordes de MT mesmo antes de fechar o ano", explicam os analistas.

Melhores momentos - Assim, os preços da soja vão registrando os melhores momentos da temporada, com indicativos testando acima dos R$ 130,00 por saca, e garantindo negócios extremamente remuneradores para os produtores brasileiros. Nesta terça-feira (18/08), as referências chegaram a marcar altas de até 3,51% para R$ 118,00, como em Rio do Sul, em Santa Catarina. E as cotações subiram em todos os portos e estados produtores diante desse cenário de fundamentos em primeiro plano: demanda forte e quase nada de oferta. Para a safra 2020/21 já são mais de 40% comprometidos com a comercialização.

2022- E são estes mesmos produtores que estão vendendo soja da safra 2022. Como relata Brandalizze, há indicativos de preços para a soja 2022 no interior do Paraná a R$ 104,00. Da mesma forma, Silvanir Rosset, presidente do Sindicato Rural de Guaíra/PR, complementa, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta terça-feira (18/08), dizendo que o produtor da região já vê ofertas de preços nos R$ 100,00 e está estimulado a fazer negócios para duas safras a frente. (Notícias Agrícolas)

 

MERCADO II: Confira os preços do milho no Brasil

mercado 19 08 2020No Rio Grande do Sul, o preço do milho permaneceu a R$ 59,00 no porto nesta terça-feira (18/08) e disputa fortemente com as indústrias no interior. “O preço para exportação no porto gaúcho de Rio Grande manteve a alta do dia anterior a R$ 59,00/saca, entrega e pagamento em março/21, apesar da queda de 0,50% do dólar, o que resultaria no interior algo como R$ 53,00 no interior, disputando fortemente com as indústrias de carnes, que não oferecem preços futuros. O estado já tem um déficit de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas e os volumes destinados à exportação aumentam esta deficiência, aumentando, por outro lado, a necessidade de compra dos estados do PR e do MS. Mesmo assim, a conta fecha”, comenta.

Santa Catarina - Em Santa Catarina, estado com maior déficit de milho no país, os preços atingiram R$ 60,00/saca em várias praças. “Os preços subiram mais 3 reais/saca para R$ 60,00 no Alto Vale do Itajaí, R$ 0,50/saca para R$ 54,50 em Campos Novos, subiram R$ 1,50/saca para R$ 58,00 em Canoinhas e Chapecó, mais 2 reais/saca para R$ 60,00 em Concórdia e Joaçaba e R$ 59,00 em Mafra”, completa.

Paraná - No Paraná, os preços subiram R$ 3,00/saca, com preocupação com as chuvas e o clima sobre o milho não colhido. “No mercado de balcão, os produtores paranaenses recebem entre R$ 43,50 e R$ 51,00/saca. Já no mercado de lotes, os preços subiram 2 reais/saca nesta terça-feira (18/08) para R$ 52,00 FOB, com alguns negócios pontuais feitos até acima disto”, informa.

Mato Grosso - “No Mato Grosso do Sul foram negociadas na semana 30.000 toneladas de milho disponíveis a R$ 45,00, praticamente tudo para o Rio Grande do Sul. No Mato Grosso, o milho safra 2020/2020 começa a semana com mercado firme, com compradores ainda precisando cobrir posições. Preços de R$ 40,00/45,00 para setembro/2020, R$ 41,00 a R$ 46,00 outubro e R$ 42,00/47,00 para novembro/2020. Mas, como o produtor está retendo as ofertas, a tendência é de os preços subirem ainda mais. Cerca de 87% da safrinha já foi comercializado. Da safra 2021 preços entre R$33,00 e R$ 39,00/saca”, conclui. (Agrolink)

 

IBGE: Recortes territoriais mesorregião e microrregião são incluídos nos dados do Censo Agro

ibge 19 08 2020Dados do Censo Agropecuário 2017 com recortes territoriais de mesorregiões e microrregiões foram disponibilizados no Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) na última quinta-feira (06/08). O sistema, que permite a consulta aos dados armazenados no Banco de Tabelas Estatísticas, agora traz esses recortes geográficos, além de manter os já divulgados em outubro de 2019.

Divisão geográfica - Entre 1989 e 2017, o IBGE adotou as Mesorregiões e Microrregiões como a divisão geográfica do país. Com a revisão da divisão regional brasileira, em 2017, esses recortes foram substituídos pelas regiões geográficas intermediárias e imediatas. “Essa nova divisão foi adotada no Censo Agro de 2017. Mas houve uma demanda dos usuários para carregar os recortes de Microrregião e Mesorregião e, assim, poder comparar essas agregações com as pesquisas passadas”, explica o técnico aposentado e porta-voz do Censo Agro, Antonio Carlos Florido.

Comparação - O principal objetivo da disponibilização dos recortes de Microrregião e Mesorregião é possibilitar a comparabilidade entre o Censo Agropecuário 2017 e as edições anteriores da pesquisa. O usuário poderá, por exemplo, consultar quantos estabelecimentos de agricultura familiar existiam na microrregião do Litoral Norte, na Paraíba, e comparar os números ao longo das edições do Censo.

Atualização - A substituição dos recortes geográficos teve como objetivo atualizar as articulações das cidades, em relação à circulação de pessoas, serviços e informações. As Regiões Geográficas Imediatas, que substituíram as Microrregiões, são estruturadas a partir de centros urbanos próximos para suprir as necessidades da população, como serviços de saúde e prestação de serviços públicos. Um exemplo é Joinville, em Santa Catarina. Já as Regiões Geográficas Intermediárias, estão estabelecidas, em uma escala, entre as Unidades da Federação e as Regiões Geográficas Imediatas. É o caso de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Significativos - “Além da comparabilidade, a disponibilização desses recortes de Microrregião e Mesorregião é importante porque eles são mais significativos para o estudo da área rural do que as Regiões Intermediárias e Imediatas. Elas focam na interação e tem muito a ver com o tamanho da população e na área rural ela é mais escassa, então os outros recortes são mais adequados, especialmente na interação com a atividade agropecuária”, analisa o coordenador de Agropecuária do IBGE, Octávio Costa de Oliveira.

Políticas públicas - De acordo com o pesquisador, a divulgação desses dados também pode auxiliar as regiões que tenham políticas públicas relacionadas às atividades agropecuárias que visam Microrregiões e Mesorregiões. “Pode ser até que um estado tenha, em sua política de trabalho, estudos de Micro e Mesorregião. Até pode ter instituições voltadas a atuar em determinada Micro e Mesorregião e para isso seja necessário ter o dado daquele recorte”, conclui. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Licia Rubinstein / Agência IBGE Notícias

Clique aqui para acessar informações sobe o Censo Agropecuário 2017

 

 

ECONOMIA I: Retração do PIB no segundo trimestre pode chegar a 10%

A economia brasileira deve apresentar retração entre 8% e 10% no segundo trimestre deste ano, comparado ao período anterior. A projeção é da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE), que divulgou nesta terça-feira (18/08) nota informativa sobre os impactos fiscais das medidas de combate à pandemia de covid-19 no país.

Primeiro - No primeiro trimestre de 2020, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, registrou queda de 1,5%, em comparação aos três meses anteriores. “A evolução do PIB no primeiro semestre de 2020 reflete a crise causada pela interrupção do comércio e das atividades normais da sociedade. No primeiro trimestre, muitas das grandes economias registraram quedas expressivas do produto trimestral, mas inferiores a 10%. No segundo trimestre, as quedas foram ainda mais impactantes, com muitos países registrando valores acima de 10%. O PIB brasileiro teve queda de 1,5% nos primeiros três meses de 2020 e projeta-se contração em torno de 8% a 10% no segundo trimestre, em comparação ao trimestre imediatamente anterior”, diz a SPE. Para todo o ano de 2020, a estimativa é de queda de 4,7% do PIB.

Recessão técnica - Se a queda do PIB por dois trimestres consecutivos se confirmar, o país entrará em recessão técnica. O resultado do PIB no segundo trimestre será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 1º de setembro.

Esforço fiscal - As medidas de enfrentamento à crise gerada pela pandemia devem gerar impacto fiscal de 7,3% do PIB projetado para 2020, acima da média de 4,1% para 17 países em desenvolvimento e também acima da média 6,3% de 30 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de acordo com a secretaria. A maior parte do esforço fiscal se deve ao auxílio emergencial. O total de despesas direcionadas ao enfrentamento da crise é de R$ 505,4 bilhões.

Impacto fiscal - “O impacto fiscal não se resume às despesas. Do lado da receita (redução de alíquotas, desoneração de IPI, redução do IOF crédito, desoneração de PIS/Cofins e suspensão de pagamento de dívidas previdenciárias), a Secretaria Especial de Fazenda registra impacto negativo de R$ 20,6 bilhões”, acrescenta a secretaria.

Déficit - O déficit primário estimado para o Governo Central - Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central - é de R$ 787,4 bilhões e para o setor público consolidado (incluídos estados e municípios), de R$ 812,2 bilhões, quase sete vezes a meta de déficit primário para 2020, fixada em R$ 124,1 bilhões na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Entretanto, o Congresso Nacional reconheceu estado de calamidade pública gerada pela pandemia e, com isso, dispensou o cumprimento da meta fiscal neste ano. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

Valor - “A dispensa de contingenciamento [bloqueio de gastos] obtida pelo governo é da ordem de R$ 600 bilhões. Observe-se que o governo federal tem reiterado e excepcionalidade dessas medidas, a observância do teto de gastos e a manutenção da responsabilidade fiscal”, ressaltou a SPE. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: Bolsa tem maior alta em dois meses; dólar cai para R$ 5,46

economia II 19 08 2020Num dia de alívio de incertezas políticas, o dólar caiu pela primeira vez em dois dias, e a bolsa de valores teve a maior alta diária em dois meses. O dólar comercial fechou esta terça-feira (18/08) vendido a R$ 5,469, com recuo de R$ 0,027 (-0,5%). O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), encerrou o dia com alta de 2,48%, aos 102.065 pontos.

Declarações - O mercado financeiro refletiu declarações feitas segunda-feira (17/08) à noite pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que ele e o presidente Jair Bolsonaro têm confiança mútua. A declaração aliviou tensões que surgiram com a saída de dois secretários especiais de Guedes, na semana passada, além de atrasos no envio da reforma administrativa e na agenda de privatizações.

Volatilidade - O dia foi marcado pela volatilidade no mercado de câmbio. O dólar começou o dia com forte queda, chegando a ser vendido a R$ 5,42 na mínima do dia, por volta das 10h. A moeda reverteu o movimento e passou a subir no início da tarde, recuando nas duas últimas horas de negociação.

Bolsa - Na bolsa de valores, o otimismo prevaleceu. O Ibovespa, que ontem tinha fechado abaixo da marca de 100 mil pontos, operou com alta acima de 2% durante quase toda a sessão.

Cenário externo - Além da redução de incertezas políticas, o cenário externo contribuiu para a melhoria do dólar e da bolsa. As cotações internacionais do minério de ferro saltaram, com ganhos tanto na bolsa chinesa de Dalian quanto em Cingapura, em meio a expectativas de que o uso de aço na China deve seguir firme nos próximos meses, compensando uma demanda fraca em outros países. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

FOTO: Gerd Altmann / Pixabay

 

INFRAESTRUTURA: Reformas no aeroporto garantirão voos comerciais em Umuarama

infraestrutura 19 08 2020A transformação do aeroporto municipal de Umuarama em um espaço de voos comerciais é uma salada de letras: Sescinc, RESA, SSUM e EMS-A. As siglas compõem parte do que há de mais moderno e necessário na aviação civil e dizem respeito a novas estruturas e equipamentos que vão ajudar o Orlando de Carvalho a alcançar, finalmente, um lugar no mapa regular do transporte aéreo brasileiro.

Obras - Após cerca de dois anos em obras e R$ 18 milhões aportados em alvenaria e equipamentos, as obras no aeroporto municipal estão prestes a acabar. A revitalização do espaço vai permitir pousos e decolagens das aeronaves da Azul Linhas Aéreas e facilitar o contato dos moradores do município, distante 555 quilômetros de Curitiba e 520 quilômetros de Campo Grande (MS), a capital mais próxima, com qualquer lugar do mundo em poucas horas.

Convênio - Essa conquista é fruto de um convênio firmado entre a prefeitura, o Governo do Estado e o governo federal. As primeiras mudanças foram na regularização da pista de pouso e decolagem e com o tempo foram adquiridos novos equipamentos para controle de condições de voo e ampliado o terminal de passageiros.

Estratégica - “A presença do aeroporto de Umuarama no mapa da aviação nacional é estratégica para o Paraná” diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior. Segundo ele, a cidade é um polo estudantil e industrial fundamental para o Estado e essa nova conexão vai ampliar as possibilidades de comércio e investimento para toda a região Noroeste. “Além disso, esse aeroporto vai potencializar a malha aérea do Paraná, que hoje é robusta, conectada, moderna e vetor de geração de empregos”.

Entrega - De acordo com a Prefeitura, as obras no Aeroporto Municipal Orlando de Carvalho devem ser entregues em setembro, restando apenas a instalação das sinalizações internas e de alguns móveis e itens acessórios como lixeiras, wi-fi e insulfim. Antes da reforma esse aeroporto era acanhado, voltado para a aviação particular, e, com as mudanças, ganha corpo para ser regional. Atualmente ele é usado regularmente por 25 aeronaves pequenas que ocupam os 13 hangares do local.

Reta final - “Entramos na reta final da revitalização. A obra está quase pronta e agora falta acertar detalhes do Plano de Voo, que ainda tem alguns obstáculos para que as empresas possam operar na cidade”, destaca André Coladine, diretor aeroportuário de Umuarama e um dos responsáveis pelo projeto. “Umuarama é um dos municípios mais distantes da Capital e essa nova estrutura vai atender toda a região, além do fluxo do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. Aeroporto significa integração, desenvolvimento e inúmeras possibilidades para diversificar a economia”.

Mudanças - As obras englobaram a revitalização e ampliação do terminal de passageiros; recapeamento e deslocamento da pista para atender as exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); modernização do pátio de manobras das aeronaves; novos equipamentos, como raio-x, esteira para bagagens, circuito de câmeras e uma estação meteorológica; e a construção de uma unidade para atendimento emergencial de bombeiros aos passageiros, exigência do Ministério de Infraestrutura e da Aeronáutica.

Novo - “É um aeroporto completamente novo em cima de uma estrutura velha e que tem capacidade para operar voos comerciais em qualquer horário do dia”, completa Coladine. “Conheço esse aeroporto desde criança e é uma conquista imensurável para a cidade. Ganhamos em termos de estrutura, segurança e conforto para os passageiros”.

Terminal de passageiros - O novo terminal de passageiros conta com cafeteria, uma sala reservada para reuniões, uma nova área com check-in e despacho de bagagens. Ele era 2,5 metros menor em largura e foi ampliado nas duas pontas para separar com segurança e comodidade o embarque do desembarque. Também foram implementadas novas orientações visuais e um sistema de CFTV para segurança dos usuários.

Sala de espera - Foi criada uma sala de espera para acomodar 70 passageiros em longarinas (tradicionais cadeiras dos aeroportos) financiadas pelo Estado com climatização e wi-fi. A SAC também doou um sistema de raio-x para as bagagens e as pessoas. Já a sala de desembarque conta com uma esteira elétrica e espaço mais amplo para circulação com as malas.

Parte externa - Na parte externa, voltada para a pista, foi instalado um letreiro de comunicação visual com o nome e o sobrenome do aeroporto. É onde começa a tomar forma a sopa de letrinhas. Umuarama será identificada na aviação comercial pela sigla SSUM, correspondente ao que CWB significa para quem utiliza o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Transformadores - Para completar esse espaço a prefeitura adquiriu novos transformadores e geradores de energia, além de uma caixa d’água de 20 mil litros.

Sescinc - O prédio do Serviço de Prevenção, Salvamento e Combate a Incêndio em Aeródromos Civis (Sescinc), que não existia, conta com uma garagem para um caminhão-pipa, dormitório, banheiro, sala de treinamento e setor administrativo. A estrutura é uma exigência da legislação que regulamenta a aviação brasileira e ajuda a dar mais segurança para os usuários.

Operacionalização - Quem vai operar o Sescinc é um corpo de guardas municipais capacitados para atendimentos emergenciais e combate a incêndios. São os mesmos que vão trabalhar no raio-x. Eles foram treinados e receberam certificados válidos até julho de 2021.

Primeira linha - Esse espaço está recheado de equipamentos de primeira linha. O destaque visual é para o caminhão-pipa recebido de um convênio com o governo federal, além dos trajes especiais dos bombeiros, que variam de R$ 2 mil a R$ 5 mil, e o kit com cilindro e máscara que custa cerca de R$ 10 mil.

Pista - Já as intervenções na pista envolveram recape, ampliação e deslocamento de lugar. Ela tem 1.430 metros de comprimento (houve aumento de 30 metros) por 30 metros de largura e foi reposicionada de maneira a deixar as faixas laterais com 75 metros de cada lado, norma fundamental para a transformação em estrutura para aviação comercial.

RESA - Também foi implementada uma RESA (área de segurança de fim de pista) na cabeceira de 90 metros de comprimento por 60 metros de largura. O solo é de terra. Essa é uma medida e segurança para os pilotos e pode ajudar a evitar acidentes. O recape foi feito com uma camada de seis centímetros de asfalto em cima da camada existente.

Melhorias - A pista também foi pintada e recebeu balizamento, novas canoplas e soquetes para as luminárias, além de um sistema de drenagem para escoamento das águas das chuvas. O próximo passo é um PAPI (Precision Approach Path Indicator), jogo de lâmpadas que será instalado na cabeceira da pista para pouso de precisão, que tem custo de cerca de R$ 800 mil.

Pátio de manobras - O pátio de manobras foi ampliado em, pelo menos, um quarto e o piso recebeu uma camada de 12 centímetros de concreto e orientação visual (marcações de posicionamento de aeronaves). A área externa também ganhou uma speed dome (câmera de alta resolução) e um novo sistema de iluminação que “transforma a noite em dia” para eventuais voos noturnos.

Tecnologia - A última sigla da renovação da área também foi um presente tecnológico para o aeroporto. A Estação Meteorológica de Superfície Automática (EMS-A) está instalada ao lado da pista e gera informações automáticas diretamente para os pilotos, o que garante economia para a administração do aeroporto, que não precisa dispor de um operador de pista. Ela conta com placas solares, cerca e um sistema de alarme.

Lote - Essa estação meteorológica veio de um lote de doações do governo federal. O custo unitário é de cerca de 550 mil euros e a fabricação é finlandesa. O aparelho transmite informações como pressão atmosférica, direção e intensidade do vento, umidade, visibilidade, teto e tipo de nuvem que cobre a pista. O piloto recebe o relatório via rádio frequência em português e inglês.

Plano de Zoneamento - Com a aprovação do Plano de Zoneamento, último passo antes da liberação, a administração municipal vai solicitar um estudo da carta de aproximação por instrumento para ter um Rnav na pista para operar por instrumento. O aparelho permite a uma aeronave percorrer uma trajetória específica entre dois pontos definidos tridimensionalmente no espaço.

Liberações - “Falta muito pouco para todas as liberações. O aeroporto municipal ganhou robustez para disputar voos comerciais com outras cidades do Interior do Paraná. As obras levaram em consideração todos os detalhes necessários para garantir segurança, conforto e condições logísticas de tráfego”, destaca o engenheiro civil André Luiz Biancardine de França, fiscal da obra.

Acesso – Se ainda existe um senão é o acesso ao aeroporto, que é feito por uma via vicinal na PR-323, próximo ao Trevo do Gauchão. O objetivo do Governo do Estado nos próximos meses é incluir um caminho direto da rotatória até o estacionamento do Orlando de Carvalho, permitindo acesso seguro dos veículos.

Modernização - A modernização deve acontecer concomitantemente com as obras de duplicação da rodovia estadual entre Maringá e Umuarama, que deve ser incluída no Novo Anel de Integração, a ser licitado já no próximo ano. A PR-323 é uma das principais ligações da região com Maringá e Londrina e a revitalização da via permitirá mais segurança a moradores e ao setor comercial.

Cidade importante - “Umuarama é uma cidade muito importante para os nossos planos regionais e precisa dessa conexão aérea, até pela distância de outros centros. É um município que será impactado diretamente pelo novo Anel de Integração, o que significa transformação dupla, nos modais aéreo e rodoviário”, arremata o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “As perspectivas são muito boas para os próximos anos”.

Malha aérea do Paraná recebe investimentos e amplia capacidade - Os aeroportos paranaenses estão se transformando em ritmo muito acelerado com o apoio do Governo do Estado e do governo federal. Há obras em Umuarama, Maringá, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa, além da aguardada retomada dos voos do programa Voe Paraná, que conecta cidades médias do Interior com a Capital. Para 2021 também há expectativa da concessão de quatro aeroportos para a iniciativa privada.

Especial - O ano de 2019 foi especial para a aviação regional no Estado com o início do maior programa de conexão do Paraná (Voe Paraná) e a inauguração de novos aeroportos. Foram estabelecidas dez novas conexões (Guaíra, Telêmaco Borba, Cianorte, Cornélio Procópio, União da Vitória, Paranaguá, Francisco Beltrão, Arapongas, Paranavaí e Campo Mourão) entre Curitiba e o Interior e iniciados voos comerciais em Toledo, Guarapuava e Pato Branco. O Estado saltou de 6 aeroportos com voos regulares em 2018 para 19, crescimento de 216%.

Aceleração - Ao mesmo tempo foram aceleradas obras importantes. O Aeroporto de Cascavel está pronto, restando apenas algumas documentações. A obra envolveu mais de dez contratos e cerca de R$ 38 milhões. O Governo do Estado participou disponibilizando recursos do Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), administrado pelo Paranacidade e pela Fomento Paraná. Há, ainda, recursos federais a fundo perdido (R$ 2,3 milhões), da Itaipu Binacional e verba municipal. Cerca de 80 funcionários foram empregados diretamente ao longo do último ano.

Intervenção - A intervenção completa engloba a revitalização e duplicação de 2,2 quilômetros da Avenida Itelo Webber com novo sistema de iluminação; seis quilômetros de cerca; estacionamento para 398 automóveis; sistema de drenagem da água da chuva do sítio aeroportuário; novo pátio de estacionamento das aeronaves com piso de concreto; iluminação em LED; um novo terminal de passageiros com cinco portões e dois pavimentos; dois fingers; mobiliário aeroportuário, equipamentos de informática e novas esteiras; deslocamento dos nove hangares particulares para uma nova área dentro da faixa de segurança; e demolição da estrutura atual, construída nos anos 70.

Foz do Iguaçu - O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas está com obras a pleno vapor na ampliação da pista para 2,8 mil metros, 605 metros a mais que a atual. Foram destinados R$ 53,9 milhões para o projeto, que permitirá que o terminal receba voos de maior porte, reforçando a vocação turística do município. Cerca de 80% do investimento é da Itaipu Binacional.

Maringá - Em Maringá os investimentos do governo federal englobam reforma no terminal, ampliação e recuperação das taxiways, ampliação e reconstrução de pátio de aeronaves e reforma e ampliação da seção contra incêndio. Estão sendo aplicados recursos da ordem de R$ 88 milhões, dos quais R$ 82,7 milhões são oriundos do Fundo Nacional de Aviação Civil.

Ponta Grossa - Em Ponta Grossa serão investidos R$ 35 milhões para a construção de um novo terminal de passageiros próximo ao atual (que deverá ficar apenas para voos executivos), a construção de uma nova taxiway (que liga a pista até o terminal de passageiros), e a ampliação do pátio de manobra para as aeronaves, a qual poderá receber, futuramente, aviões a jato.

Concessões - E no ano que vem ainda serão repassados para a iniciativa privada, em um dos lotes da concessão do governo federal, quatro terminais: São José dos Pinhais, Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu. O valor de outorga do Bloco Sul será de R$ 133,4 milhões e já há um compromisso para a construção da terceira pista no Aeroporto Afonso Pena, possibilitando pousos e decolagens de aviões maiores, atendendo demanda histórica do setor empresarial paranaense. (Agência de Notícias do Paraná)

 

LEGISLATIVO I: Duas MPs sobre o Contrato Verde e Amarelo perderam a validade nesta terça-feira

legislativo mp 19 08 2020Perdeu a validade, nesta terça-feira (18/08), a medida provisória (MP) 955/2020. Editada no dia 20 de abril, ela revoga a MP 905/2019, que criava o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo e flexibilizava a legislação trabalhista para estimular a contratação de jovens entre 18 e 29 anos. 

Tramitação - Com a edição da MP 955/2020 em abril, a MP 905/2019 teve a tramitação suspensa no Congresso Nacional. Uma vez que a MP 955/2020 perde a validade nesta terça-feira, a MP 905/2019 deveria voltar a tramitar normalmente.

Editada - No entanto, a MP 955/2020 foi editada no último dia de vigência da MP 905/2019. Por isso, de acordo com o portal do Congresso, os parlamentares teriam até esta terça-feira para deliberar também sobre o Contrato Verde e Amarelo.

Decreto legislativo - Com a perda da validade das duas medidas provisórias, o Congresso tem 60 dias para editar um decreto legislativo que discipline as relações jurídicas decorrentes das MPs. O prazo termina no dia 16 de outubro. (Agência Senado)

FOTO: Marcos Oliveira / Agência Senado

 

LEGISLATIVO II: Leandre debate políticas públicas nas áreas da mulher, idoso e infância com novo secretário

Em Curitiba, na segunda-feira (17/08), a deputada federal Leandre Dal Ponte (PV-PR) participou de uma reunião com o novo secretário da Justiça, Família e Trabalho do Estado do Paraná, Mauro Rockenbach. A diretora de Justiça, Trabalho e Cidadania da Sejuf, Lyana Bacil, também esteve presente na reunião, na sede da Sejuf no Palácio das Araucárias.

Políticas públicas - Na oportunidade, a deputada e o secretário conversaram sobre a construção e execução de políticas públicas dentro das áreas de trabalho da Leandre na Câmara dos Deputados: população idosa, primeira infância, e combate à violência contra as mulheres.

Adesão - A convite do secretário Mauro e de Lyana, a deputada Leandre aderiu à campanha Agosto Lilás, para o enfrentamento à violência contra a mulher, incentivando as denúncias de agressão, que podem ser físicas, psicológicas, sexuais, morais e até patrimoniais. (Assessoria de Imprensa da deputada federal Leandre Dal Ponte)

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SAÚDE I: Brasil tem 3,4 milhões de casos e mais de 109 mil mortes

A atualização diária do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (18/08) apontou o Brasil com 3.407.354 casos confirmados desde o início da pandemia do novo coronavírus. Entre segunda-feira (17/08) e esta terça (18/08), foram notificadas pelas secretarias de saúde dos estados e municípios mais 47.784 pessoas diagnosticadas com covid-19.

Crescimento - O resultado marcou um crescimento de 1,4% em relação a segunda, quando o painel do Ministério da Saúde trazia 3.359.570 pessoas infectadas desde o início da contagem.

Mortes - Já o número de mortes totalizou 109.888, conforme o balanço do ministério. Nas últimas 24 horas, foram acrescidas às estatísticas 1.352 mortes em decorrência da covid-19. A soma significou elevação de 1,2% em relação a segunda, quando o sistema marcava 108.536 óbitos. Ainda há 3.376 mortes em investigação.

Finais de semana - As estatísticas são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras há tendência de números maiores em função do acúmulo de registros que são enviados ao sistema do Ministério da Saúde.

Acompanhamento - A atualização do Ministério da Saúde registrou ainda 772.540 pessoas em acompanhamento e outras 2.554.179 que já se recuperaram da doença.

Letalidade - A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,2%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 52,3. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1621,4.

Covid-19 nos estados- Os estados com mais mortes são São Paulo (27.315), Rio de Janeiro (14.728), Ceará (8.196), Pernambuco (7.252) e Pará (5.975). As unidades da federação com menos óbitos são Tocantins (531), Roraima (574), Acre (590), Amapá (619) e Mato Grosso do Sul (657). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 19 08 2020

SAÚDE II: Paraná registra 107.016 casos de coronavírus e 2.751 óbitos

saude II 19 08 2020A Secretaria de Estado da Saúde informa que o Paraná soma 107.016 casos confirmados de Covid-19 e 2.751 óbitos em consequência da infecção até esta terça-feira (18/08). O aumento de um dia para o outro foi de 1.834 diagnósticos positivos e 47 óbitos pelo novo coronavírus. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.                      

Internados - São 1.025 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19. Destes, 852 ocupam leitos SUS (383 em UTI e 469 em leitos clínicos/enfermaria) e 173 leitos da rede particular (71 em UTI e 102 em leitos clínicos/enfermaria).

Resultado - Há outros 1.051 pacientes internados, 533 em leitos UTI e 518 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de 47 pacientes. Todos estavam internados. São 19 mulheres e 28 homens com idades que variam de 11 a 93 anos. Um óbito foi registrado em junho e os demais no mês de agosto.

Residência - Os pacientes residiam em: Curitiba (14), Arapongas (4), Maringá (3), Ponta Grossa (3), Londrina (2). Além destes óbitos, uma morte foi registrada em cada um dos seguintes municípios: Alvorada do Sul, Apucarana, Francisco Beltrão, Goioerê, Guarapuava, Guaratuba, Imbaú, Iretama, Itaguajé, Itambé, Maripa, Moreira Sales, Nova Esperança, Ouro Verde do Oeste, Paiçandu, Pato Branco, Piraquara, Quitandinha, Rio Branco do Sul, Santa Mariana e Verê.

Fora do Paraná - O monitoramento da secretaria estadual registra 1.221 casos de pessoas que não moram no Estado. Destas, 30 morreram.

Ajustes - Alteração de município:

Um caso confirmado em 16/08 em Castro foi transferido para São Paulo (SP).

Um caso confirmado em 27/07 em Curitiba foi transferido para Quitandinha.

Um caso confirmado em 15/08 em Jandaia do Sul foi transferido para Arapongas.

Um caso confirmado em 15/08 em Jandaia do Sul foi transferido para Paranavaí.

Um caso confirmado em 15/08 em Jandaia do Sul foi transferido para Foz do Iguaçu.

Um caso confirmado em 15/08 em Jandaia do Sul foi transferido para Curitiba.

Exclusão - Um caso confirmado em 22/04 em Nova Londrina foi excluído por duplicidade de notificação. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

 

CRISE HÍDRICA: Chuvas não diminuem os efeitos da estiagem severa

crise hidrica 19 08 2020As chuvas dos últimos dias não foram suficientes para modificar o cenário de crise hídrica que afeta principalmente a Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Nesta terça-feira (18/08), os níveis dos reservatórios do Sistema Integrado de Abastecimento da Região Metropolitana chegaram a quase 30%, o que significa uma situação ainda bastante crítica e requer o empenho da população para alcançar a META20 lançada pela Sanepar com o objetivo de reduzir em 20% o consumo de água.

Fator preponderante - “O fator preponderante continua sendo a chuva. O rodízio e a redução do consumo potencializam os efeitos da chuva. Nessas condições, fica afastada, neste momento, a possibilidade de mudarmos o rodízio para o modelo mais drástico, que seria o de 24 horas com água e 48 horas sem”, explica o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky.

Expectativa - Se as chuvas se mantiverem nos próximos dias, a expectativa é que os reservatórios cheguem ao dia 1º de setembro com os mesmos níveis de 1º de agosto (em torno de 30%). Na semana passada, o índice estava baixando dia a dia, e chegou a 27%, o pior da história da Sanepar. “Infelizmente, o déficit acumulado é muito grande e as precipitações continuam insuficientes para corrigir os efeitos da estiagem mais severa já registrada no Paraná. Por isso a importância de cumprirmos a meta de economia de 20% e a manutenção do rodízio. Vamos ganhando tempo até que as chuvas sejam em volume suficiente para atingirmos a normalidade,” afirmou o diretor da Sanepar. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Ike Stahlke/Sanepar / Arquivo

 

ARTIGO: Desenvolvimento industrial do Paraná na pós-pandemia

artigo 19 08 2020*Herlon Goelzer de Almeida

Diversos estudiosos, ao longo dos séculos 19 e 20, apontaram princípios e iniciativas e sistematizaram indicadores e metodologias para o desenvolvimento econômico pautado nas potencialidades locais, o chamado desenvolvimento endógeno. Este paradigma sugere como olhar para seu país – ou seu território dentro do país – e, com uma boa análise, identificar por onde e como estimular o crescimento econômico e promover o desenvolvimento sustentável.

Mais recentemente, Ricardo Hausmann, da Harvard University, e César Hidalgo, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), lançaram o Atlas da Complexidade Econômica, onde identificam – com dados concretos, obtidos a partir das exportações de mais de setecentos produtos realizadas por mais de duzentos países – o papel determinante dos produtos e serviços complexos na construção de economias dinâmicas, com oportunidades e empregos bem-remunerados.

A pandemia global da Covid-19 – que já causou mais de meio milhão de mortes, pelas quais o Brasil responde por mais de 10%, com consequências funestas para a economia mundial – escancarou a nossa dependência de outros países para o suprimento de produtos hospitalares básicos, desde máscaras e medicamentos até respiradores mecânicos de UTIs. Estes produtos ganharam evidência com a disseminação do coronavírus, tornando-se os mais demandados. No entanto, se formos analisar a cadeia de produtos hospitalares, bem como muitas outras cadeias de suprimentos, constataremos que há milhares de produtos industriais que o Brasil não produz ou deixou de produzir. Somos, portanto, dependentes de importações.

Mas, a gravidade da pandemia e a falta de capacidade de entrega imediata pelos países produtores nos obrigaram a refletir sobre como podemos suprir nossas necessidades imediatas, sobretudo em situações de emergência, como a atual. Empresas de confecção, do setor têxtil e moda, mostraram ter condições de adaptabilidade e passaram a produzir máscaras, tornando evidente que a produção de máscaras não exige tecnologia sofisticada, embora importemos mais de 90% de nosso consumo.

Respiradores mecânicos, que se tornaram os símbolos da nossa dependência industrial na crise pandêmica, rapidamente foram desenvolvidos e viabilizam projetos para obtenção de fundos de incentivos. Para ficar em apenas dois exemplos paranaenses: em Marechal Cândido Randon, uma empresa fornecedora de peças para ônibus viabilizou em poucos dias um protótipo de respirador que já está sendo incentivado por associações empresariais e universidade; em Ponta Grossa, um motor de limpador de para-brisas para caminhões, produzido por uma indústria local, viabilizou outro modelo de respirador.

Universidades públicas desenvolveram rapidamente soluções criativas e despertaram para um dos seus papéis mais nobres, que é dialogar com as necessidades empresariais e da população. Mais do que nunca, precisamos que as universidades mobilizem os melhores cérebros para suprir com ideias e modelos – isto é, com inovação – a sociedade em suas múltiplas necessidades e dependências. Como se diz no linguajar do desenvolvimento, suprir os gargalos produtivos.

Este momento rico no despertar da criatividade, forjado a ferro e fogo em plena pandemia, quando nossos calos estão apertando como nunca, não pode ser desperdiçado. Em meio às apreensões do presente, é oportuno fazermos uma reflexão sobre a necessidade inadiável de reformulação e retomada de um projeto de desenvolvimento econômico endógeno, que valorize as nossas potencialidades. O ponto de partida deve ser o empreendedorismo local. Afinal, quais produtos ou serviços o mercado e a sociedade demandam que posso suprir desde meu território? Assim procedem os países e territórios que encontram a senda do desenvolvimento.

Quando, ao final dos anos 70, Deng Xiaoping estabeleceu o Programa das Quatro Modernizações, a China fez exatamente isto: mapeou as suas cadeias produtivas ao nível do detalhe; identificou as demandas mundiais nas diferentes áreas e setores; capacitou a sua gente; modernizou a sua incipiente infraestrutura e; adaptou a sua emergente indústria para, nas quatro décadas seguintes, realizar o salto tecnológico mais extraordinário na história da humanidade. Hoje, a China avança a passos largos para consolidar-se como a maior economia do mundo.

Outros países asiáticos, como Taiwan, Coreia do Sul, Vietnã, Malásia e Singapura, seguiram trilhas semelhantes, respeitando suas especificidades. Nos países europeus, não tem sido diferente. Embora por processos distintos, com fortes participações de empresários e entidades empresariais, áreas de ensino, pesquisa, ciência e tecnologia que se encontram organizados em sistemas de inovação e de desenvolvimento territorial, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Espanha, Áustria e Suíça possuem complexidade produtiva industrial porque pactuam e cumprem planos territoriais e nacionais. Não se adquire este status sem envolvimento, estudo, plano, políticas públicas, dedicação e muito trabalho.

Sobre o PIB e sobre valores

No Paraná, dois exemplos constatáveis: no Oeste, o programa Oeste em Desenvolvimento - que tive o prazer de fomentar e participar - dá mostras de como uma comunidade territorial pode dialogar e estabelecer consensos a partir do diagnóstico econômico e valorando suas principais cadeias produtivas, tendo como principal estímulo as possibilidades de inovação. O outro exemplo é o setor cooperativista, que baseado em planejamento estratégico batizado de PRC100 – Plano Paraná Cooperativo, edificado em 2015, projetou ações para dobrar a sua movimentação econômica que, na época, era de R$ 50 bilhões. Em apenas cinco anos atingirá a expressiva marca de R$ 100 bilhões de faturamento em 2020, mesmo enfrentando crises econômicas e diante da crise pandêmica.

O Paraná tem tudo para seguir este caminho: uma economia razoavelmente diversificada, instituições de representação ativas e participantes, universidades públicas capilarizadas, tradição de cooperativismo e associativismo, sociedade civil organizada, entre outros fatores. Necessita, no entanto, incorporar este capital social nas estruturas de governo e constituir, de forma participativa, uma política estadual de desenvolvimento coerente e articulada. Sempre há tempo.

Dirão alguns que não temos condições, que perdemos o timing, ou que nossos custos de produção são impeditivos. Mentira! Tudo isso se ajeita, se arruma, se houver diálogo, pactuação, plano e comprometimento. A pandemia tem sido um teste de resiliência e tem mostrado que podemos muito mais do que já fazemos. Que esta janela de luz momentânea seja percebida e aproveitada pelas nossas lideranças institucionais e se converta em ações de política de Estado. Que a industrialização, pautada em potencialidades e capacidades de nossos territórios, vingue e faça do Paraná muito mais do que o já próspero agronegócio tem propiciado. O Paraná, nesse tema, pode ajudar a apontar caminhos para o Brasil.

*Herlon Goelzer de Almeida, engenheiro agrônomo, especialista em Desenvolvimento Territorial e Energias Renováveis, atua no IDR Paraná Iapar-Emater. Artigo publicado no site do jornal Gazeta do Povo

 


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