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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4882 | 07 de Agosto de 2020

RAMO TRANSPORTE: Cooperativas do Sul debatem mercado, inovação e intercooperação

Foi realizado, na tarde desta quinta-feira (06/08), o Seminário Online Perspectivas e Fortalecimento do Ramo Transporte da Região Sul. Promovido pelos sistemas Ocepar (Paraná), Ocesc (Santa Catarina) e Ocergs (Rio Grande do Sul), o evento reuniu presidentes e superintendentes das unidades estaduais, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), coordenadores do ramo e representantes de cooperativas. O objetivo foi apresentar as ações da OCB para atender as demandas do ramo e tratar sobre intercooperação, inovação e identidade cooperativa.

Oportunidades - Ao recepcionar os participantes, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, disse que, apesar de não ser esperada e dos impactos que provocou, a pandemia trouxe também oportunidades. “Temos que refletir sobre o que estamos passando e o que podemos aprender com tudo isso. Algumas coisas vieram para ficar. Antes, por exemplo, chegávamos a viajar 700 km para participar de uma reunião. Agora, num dia, chego a participar de seis reuniões. Mesmo com o isolamento social, continuamos trabalhando e produzindo”, pontuou.

Mercado - O presidente do Sistema Ocepar também destacou a evolução que o ramo transporte teve em sua organização. “O foco tem que ser o mercado. Antes a gente se estruturava e buscava opções de mercado no segmento de transporte. Hoje é preciso inverter isso. Temos que identificar as demandas e nos preparar para atendê-las. E precisamos estar preparados para achar a melhor solução. E isto passa pela formação, inovação e intercooperação”, afirmou.

Participantes - Pelo Sistema Ocepar, participaram do Seminário o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, o gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra, o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, João Gogola Neto, o analista técnico Jessé Rodrigues, entre outros profissionais da organização. 

Todos pelo sistema - “Acredite no cooperativismo, neste movimento de colaboração, na importância do relacionamento para a conquista da confiança”, disse o superintendente da Ocesc, Neivo Luiz Panho. Segundo ele, o momento é de oportunidades. “Estamos no caminho do crescimento. Vamos em frente porque as oportunidades estão nos aguardando”, comentou. Já o presidente da Ocergs, Vergílio Perius, lembrou que é nos momentos de dificuldades que o cooperativismo mais cresce. “Sigam fortes. Estamos num momento de isolamento, mas temos muitas coisas que nos aproximam. O cooperativismo sempre cresceu nos momentos de crise, então, aproveitem a chance. Todos os estão juntos pelo sistema.”

Ações da OCB - Como parte da programação do evento, o coordenador nacional do Ramo Transporte, Evaldo Moreira Matos, e a gerente da área Técnica e Econômica, Clara Pedroso Maffia, falaram sobre a atuação do ramo crédito no Brasil e as ações da OCB voltadas a apoiar o desenvolvimento das cooperativas. Na sequência, o coordenador do Ramo Transporte do Paraná, Marcos Trintinalha, falou sobre o tema “requisitos para intercooperação”, completando sua apresentação com o case da Rodocoop (Cooperativa e Serviços Rodoviários).  Já o tema inovação foi abordado por Osni Roman, presidente da Coopercarga, de Santa Catarina, e identidade cooperativa foi tratado por Adelar Steffler, presidente da Valelog do Rio Grande do Sul. O evento encerrou com a palestra Cooperação x Competição no Transporte, com Adelino Nascimento.

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MERCADO INTERNACIONAL: Irã quer fortalecer negócios com as cooperativas paranaenses

Atualmente o Irã ocupa a 23ª posição no ranking de exportações brasileiras, o que significa 1,03% de tudo que exportamos para o mundo. Já as importações ocupam o 70º lugar no ranking, conforme dados oficiais de 2019. Com o objetivo de fortalecer esses negócios, em especial com as cooperativas agropecuárias do Paraná, os deputados federais Ricardo Barros e Evandro Rogério Roman promoveram, na manhã desta quinta-feira (06/08), uma videoconferência com representantes da Embaixada do Irã, de cooperativas paranaenses e dos sistemas Ocepar e OCB.

Saldo positivo - Os principais produtos comercializados entre o Brasil e o país do Golfo Pérsico é milho em grão (44%), soja (26%), farelo e resíduos da extração de óleo de soja (13%), carne bovina (10%), açúcar de cana (7,1%), além de fumo, produtos básicos e manufaturados, que resultaram em negócios de U$ 2,1 bilhões (2019). Entre as importações realizadas, o destaque está para ureia com total de U$ 86,7 milhões, uvas frescas, objetos de vidro, produtos manufaturados, obras de mármore, medicamentos entre outros. Resultando U$ 89 milhões, com um saldo positivo a favor do Brasil na balança comercial de U$ 2,02 bilhões em 2019.

Negócios - Para José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar e que participou da reunião, “é importante conhecer um pouco mais sobre os interesses do Irã em relação ao comércio entre os dois países e quais oportunidades podem ser acessadas”. Já o representante comercial da Embaixada, Farshad Salehi e membro do conselho de administração da Organização de Desenvolvimento Industrial e Renovação do Irã (IDRO) disse que o foco das exportações do Irã para o Brasil, em termos de fertilizantes é a ureia. “Alguns anos atrás iniciamos operações de Barter, ou seja, realizar a troca de ureia por milho e açúcar brasileiros. Esse formato fez com que o preço da ureia ficasse 20% mais barato do que no mercado normal de compra e venda”. Segundo Salehi, seu país tem possibilidade para expandir esse modelo para outros fertilizantes como o potássio e outro fertilizante feito à base de nanotecnologia. Ele também disse que pouco mais de um ano iniciaram venda de fertilizantes para o Brasil, cerca de 25 milhões de toneladas.

Relações - Os deputados Ricardo Barros e Evandro Roman, que integram Grupo Parlamentar de Amizade Brasil – Irã e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso, se colocaram à disposição para dar continuidade a este processo de aproximação entre a Embaixada e as cooperativas do Paraná. “Há um enorme potencial econômico-comercial a ser explorado”, frisou Roman. “Queremos fortalecer essas relações comerciais para que seja benéfico para os dois países. Enviaremos na sequência todos os detalhes dessas oportunidades aqui apresentadas por Farshad Salehi para que analisem e voltem a nos contatar”, destacou Barros.

Participações - Participaram ainda do encontro online, o superintendente da central cooperativa Cotriguaçu, Gilson Luiz Anizelli, o superintendente Comercial da Cocamar, Anderson Bertolleti, o diretor Comercial da Coamo, Rogério Trannin de Mello, a gerente de Relações Institucionais da OCB, Fabíola Nader Motta, pelo Sistema Ocepar, o superintendente, Robson Mafioletti, o gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra, o analista técnico, Maiko Zanella e o coordenador de comunicação, Samuel Milléo Filho.

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COVID-19 I: Cartilha orienta cooperativas sobre cuidados para recebimento e expedição da safra

covid cartilha 07 08 2020Com a finalidade de orientar as cooperativas paranaenses sobre todos os cuidados que devem ser tomados durante o recebimento e expedição da safra para evitar a propagação da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o Sistema Ocepar editou uma cartilha sobre o assunto. Com 28 páginas, o material tem como base um conteúdo produzido pela cooperativa Cocamar. “Toda atenção é necessária diante da pandemia pois, neste período, aumentam os contatos dos funcionários com caminhoneiros e demais trabalhadores na execução das atividades”, lembra Flávio Turra, gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar.

Orientações – Além de todas as orientações necessárias para a segurança de funcionários, cooperados e público em geral, as cooperativas terão acesso a um plano de sinalização para suas unidades de recebimento de grãos, com reforço nas medidas de segurança. Também há mensagens de preservação da vida das pessoas envolvidas num momento que exige muito cuidado. Além de estratégias, boas práticas e sugestões de abordagem para cooperados, colaboradores e motoristas.

Protocolo – “Aproveitamos para reforçar que essas orientações se baseiam nos protocolos de segurança expedidos pelas autoridades sanitárias, onde, para este período, continuam o distanciamento, uso de álcool 70% (gel ou líquido) para higienizar as mãos e ambientes de trabalho, equipamentos, máquinas, caminhões e escritório. Destaque para o uso de máscaras, principalmente quando estiver em contato com outras pessoas”, frisa Turra.

Clique aqui para ver a cartilha

 

COVID-19 II: Reunião com Embaixada do Irã e Seminário do Ramo Transporte em destaque no comunicado 92

covid 19 destaque 31 07 2020As oportunidades de negócios entre as cooperativas agropecuárias do Paraná e o Irã estiveram em debate na reunião virtual ocorrida nesta quinta-feira (06/08), de acordo com o comunicado 92, emitido na manhã desta sexta-feira (07/08) pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Outro destaque é o Fórum do Ramo Transporte da Região Sul, promovido pelas organizações estaduais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, também nesta quinta-feira. Veja abaixo todas as informações do boletim.

1. O Sistema Ocepar, no dia 6 de agosto, realizou reunião virtual, em conjunto com o Sistema OCB, Frencoop e cooperativas agropecuárias do Paraná, com os representares da Embaixada do Irã, para discutir oportunidades de negócios de importação e exportação.

2. No dia 6 de agosto, foi realizado o Seminário Online do Ramo Transporte da Região Sul organizado pela Ocepar, Ocesc, Ocergs e OCB, para tratar das perspectivas para o fortalecimento do setor.

3. O Sistema Ocepar, por meio da Gerência de Desenvolvimento Técnico – Getec, publicou a Cartilha de Protocolo de Orientações para o Recebimento e Expedição da Safra. O objetivo do manual é contribuir para a proteção dos cooperados, funcionários e terceiros envolvidos no processo de recebimento da safra nesse período de pandemia. Clique aqui para conferir o conteúdo.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

COVID-19 III: Área exclusiva sobre coronavírus tem novos destaques no Portal PR Cooperativo

covid III 07 08 2020A Área Covid-19 do Portal Paraná Cooperativo atualiza toda sexta-feira as notícias que foram destaques durante a semana no Informe Paraná Cooperativo e na Rádio Paraná Cooperativo. Lá, é possível acessar também os comunicados do Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Há ainda uma seção de perguntas e respostas, com esclarecimentos relativos à pandemia. Clique aqui e confira.

 

COOPERATIVISMO I: Reforma Tributária é tema de ciclo de debates

cooperativismo 07 08 2020A primeira parte da proposta de Reforma Tributária já está sendo analisada no Congresso Nacional. O texto, que será fatiado, foi entregue pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no dia 21 de julho, aos presidentes Davi Alcolumbre (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara dos Deputados). Entre as ideias do governo federal estão, por exemplo, a unificação do PIS e da Cofins num único imposto com a alíquota de 12% e a criação de uma nova CPMF, por exemplo.

Impacto - O fato é que a rotina tributária do país deve passar por uma ampla revisão e o impacto disso no dia-a-dia das cooperativas é o tema de uma série de debates que o Sistema OCB promoverá a partir do dia 10 de agosto. O objetivo é simples: esclarecer todas as dúvidas dos profissionais que lidam diariamente com as obrigações tributárias do cooperativismo brasileiro.

Como será - Ao todo, serão 8 encontros, sempre às 16h, no canal do Sistema OCB no Youtube. O primeiro será orientativo e destinado a todas as coops e, do segundo em diante, cada ramo será contemplado em um dos encontros seguintes.

Abertura - Para a abertura do Ciclo de Debates teremos como participantes o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e o presidente da nossa Frencoop, deputado Evair de Melo, além de parlamentares-chaves na discussão do tema. Já está confirmado o relator da Reforma Tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro, que é o responsável pela apresentação do texto que será discutido no Congresso Nacional e o deputado Baleia Rossi que integra a Diretoria da Frencoop e é o autor da PEC 45/19, apoiada pelo ministério da Economia.

Programação - Por isso, fique atento à programação:

Dia 10: Abertura do Ciclo de Debates para todas as cooperativas

Dia 12: Ramo Agropecuário

Dia 13: Ramo Crédito

Dia 14: Ramo Transporte

Dia 17: Ramo Saúde

Dia 18: Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços

Dia 19: Ramo Infraestrutura

Dia 20: Ramo Consumo

Inscrição - Para participar, os interessados precisam se inscrever. Basta clicar aqui. (OCB)

 

COOPERATIVISMO II: Confira os boletins da OCB com informações de interesse do setor

O Sistema OCB publica, semanalmente, diversos boletins, com informações relevantes e de interesse do cooperativismo brasileiro. Confira abaixo as publicações atualizadas até o dia 6 de agosto, que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo que impactam nas cooperativas. Há ainda um apanhado sobre as ações que estão sendo executadas pela entidade para reduzir o impacto da pandemia nessa crise.

*Análise Política:* atuação do governo no pré e no pós-pandemia. https://bit.ly/3dvDvOv

*Análise Econômica:* como a pandemia acelerou a tendência do home office. https://bit.ly/2UCWjUD

*Reforma Tributária:* ministro explica reforma na Comissão Mista. https://bit.ly/395tshh

*Pleitos do Cooperativismo:* temos 83 demandas das coops vinculadas à Covid-19. Veja como estão. https://bit.ly/2UD17rV

*Normativos:* resumo dos principais normativos federais relacionados à Covid-19, com link e análise da OCB. https://bit.ly/3anoYlY

*Medidas Tributárias:* infográfico com as respostas tributárias do governo à crise que tenham impacto nas cooperativas. https://bit.ly/2KrNgjn

*Acompanhe essas e outras ações da OCB para diminuir o impacto desta crise em: https://www.somoscooperativismo.coop.br/covid-19

PNRS: Coops são alternativas para viabilizar Política de Resíduos Sólidos

A destinação correta de resíduos como plástico, vidro, óleo e outros, gerados em casa, no campo e na indústria fazem parte do escopo da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que acaba de completar 10 anos. Apesar de já ter uma década, organismos ambientais, políticos e autoridades no assunto afirmam que muito ainda precisa ser feito para que esse normativo seja cumprido, de fato. E é aí que as cooperativas surgem como excelentes oportunidades de solução para questões como coleta, reuso e logística reversa, por exemplo.

Evolução - Embora a PNRS busque, em seu princípio, proteger e resolver alguns graves problemas relacionados à saúde pública e ao meio ambiente, ao longo dos anos, os dados indicam que houve uma pequena evolução em relação à coleta de lixo e a destinação adequada dos rejeitos. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no ano da sanção da lei o Brasil gerou 60,86 milhões de toneladas de resíduos sólidos, coletando 88,9% e destinando inadequadamente 42,4% do total coletado. Já em 2018, o país gerou 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos, coletando 92% e destinando inadequadamente 40,5% do total coletado.

Solução - E como solucionar esse problema, considerando, ainda, o crescimento populacional e os atuais hábitos de consumo dos brasileiros? A resposta, para o deputado federal, Arnaldo Jardim (SP), está no cooperativismo. Para ele, que participou da criação da PNRS e é membro da Frente Parlamentar das Cooperativas (Frencoop), o estímulo ao fortalecimento e, também, à constituição de novas organizações desse modelo é essencial para dar uma resposta.

Catadores - “Nós sabemos que há centenas de milhares de catadores no Brasil e a ação deles tem muito mais efeito e dignidade se for feita de forma organizada, como numa cooperativa, por exemplo. É por isso que estamos trabalhando junto aos governos para que todos criem condições de apoio às cooperativas que já existem e, também, à criação de novas. Além de garantir renda para os catadores, isso ainda vai contribuir com a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, avalia o parlamentar.

Cooperativismo - Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), há no Brasil, 1.153 cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis. Desse total, o Sistema OCB congrega 97 cooperativas de gestão de resíduos sólidos. Em termos percentuais, temos o seguinte panorama: 44% delas estão no estado de São Paulo, 10% no Distrito Federal, 10% no Pará, 9% no Rio de Janeiro e os demais em vários estados do país.

Organizações de pessoas - Vale destacar que as cooperativas são organizações de pessoas que se unem em prol de um interesse comum e todos são donos do empreendimento, democraticamente gerido. Elas têm forte atuação nas comunidades locais onde estão inseridas e os benefícios econômicos e sociais de sua ação permanecem nessas comunidades, o que reforça sua importância na geração local de emprego, trabalho e renda.

Saúde pública - Para o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, quando as cooperativas atuam na coleta de material reciclável, elas contribuem para a melhoria da saúde pública e do sistema de saneamento; fornecem material reciclável de baixo custo à indústria; contribuem para aumentar a vida útil dos aterros sanitários, colaborando, assim, para a redução dos gastos municípios com os custos relativos à manutenção dos aterros.

Raio X - Atualmente, os dados relacionados aos resíduos sólidos nas cidades brasileiras são:

- Em 2018, 98,8% da população urbana e 92,1% da população total tinham cobertura do serviço regular de coleta domiciliar de resíduos sólidos (SNIS).

- 79 milhões de toneladas de resíduos foram geradas em 2018. Desse montante, 92% (72,7 milhões) foi coletado (Abrelpe).

- A destinação adequada em aterros sanitários recebeu 59,5% dos resíduos sólidos urbanos coletados: 43,3 milhões de toneladas (Abrelpe).

- 40,5% dos resíduos coletados foram despejados em locais inadequados por 3.001 municípios (Abrelpe).

- Em 2018, os catadores foram responsáveis pela coleta de 30,7% do total recolhido de resíduos. (SNIS)

- Dos 3.468 municípios participantes do SNIS, apura-se que 1.322 (38,1%) dispõem de alguma forma de coleta seletiva (SNIS). (OCB)

COPAGRIL: Cooperativa completa 50 anos; uma história de trabalho, conquista e valor

Há 50 anos, um grupo de produtores rurais da Região Oeste do Paraná mobilizava-se para uma organização produtiva e econômica que transformaria a realidade de todos. Assim, em um domingo de agosto de 1970, mais exatamente no dia 9, fundou-se a Cooperativa Agrícola Mista Rondon, hoje nomeada como Cooperativa Agroindustrial Copagril. Uma organização de produtores, feita para produtores, pautada nos princípios cooperativistas e com o propósito de transformar a realidade produtiva e econômica de agricultores e suinocultores, que na época ainda eram chamados de produtores de porcos.

Mobilização - A nova cooperativa nasceu por muitas mãos, na ata assinaram 29 sócios-fundadores, mas a reunião de fundação tinha mais de 100 produtores e que ligeiramente se tornaram sócios. Uma mobilização de tamanha importância, que no primeiro ano já contava com 352 associados.

Armazém inflável para cereais - Marcando esse período de surgimento, o armazém inflável para cereais foi fundamental para as primeiras atividades e representou um modelo icônico para a época, fomentando o envolvimento da cooperativa na comunidade e na região, com construções de estruturas de armazenamento e atendimento, expansão e atendimento de novas localidades. Em 1971 foi construído o primeiro armazém de fundo chato e a fábrica de rações, assim, o espírito cooperativista prosperava e aquele ano fechou já com 1278 associados.

Atendimento - Nos anos seguintes, a Copagril já atendia produtores em vários munícipios da Região Oeste, além de Marechal Cândido Rondon, e também no Sul do Mato Grosso do Sul. E com o atendimento de novas áreas e cooperados, também aumentava a necessidade de armazéns, entrepostos, unidades de atendimento e equipamentos, com estruturas físicas e também veículos, como o caso de caminhões para transporte da produção adquiridos ainda nos primeiros anos da década de 70.

Associação - Como importante elemento econômico e social para a comunidade local, também foi dentro da Copagril que surgiu, em setembro de 1974, a Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), que se mantém atuante até hoje, com projetos que atendem crianças e adolescente, assim como toda gestão social dos empregados. E o compromisso social, também reforçado nos princípios cooperativistas da Copagril, já era vívido em 1977, quando foi fundado o primeiro Clube de Jovens Cooperativistas nomeado “Ordem e Progresso” e ainda atuante, bem como a fundação da Associação de Comitês de Jovens da Copagril e os comitês que surgiram nos anos seguintes, voltados ao envolvimento técnico e social dos jovens do campo.

Apoio - Com a gestão do recebimento, comercialização, atendimento técnico e insumos, a Copagril firmava-se com bases solidas no apoio ao homem do campo e no desenvolvimento dos municípios de atuação. A relevância cooperativista da Copagril ficou evidente e assim, o ano de 1977 findou com o registro de mais de 5 mil associados.

Evolução - O final da primeira década foi marcado por enfretamentos no campo em relação ao clima e com diminuição dos municípios, em decorrência do alagamento do Lago de Itaipu, assim como remodelação na gestão da cooperativa. Mas a década de 80 chegou com novas oportunidades e grandes projetos, quando a cooperativa também passou a atuar com transportes, supermercados e postos de combustíveis. Foi em 1979 que a Copagril se associou a Cooperativa Central Agropecuária Sudoeste (SUDCOOP), hoje Frimesa, e então em 1983 efetivou atuação no setor leiteiro.

Avanços no campo - Os anos 80 representaram grandes avanços no campo e que também refletiam em produção, onde a Copagril desempenhava papel fundamental ao lado do produtor rural. No período destacaram-se as produções de soja, milho, trigo, algodão, sorgo, suínos e leite. A cooperativa figura como elo de tecnificação importante, transferindo conhecimento, inovação e tecnologia ao cooperado, citamos a difusão do uso de curvas de nível, sistema de plantio direto, sustentabilidade, difusão de tecnologia em sementes, insumos e equipamentos. Uma das principais vitrines de conhecimento é o Dia de Campo Copagril, nos primeiros anos da cooperativa era caracterizado por encontros técnicos diretamente nas propriedades dos cooperados, no final da década de 1980 e início dos anos 1990, a Copagril passou a realizar oficialmente o Dia de Campo, de 1993 até 2011 em área arrendada, e no ano de 2012 passou a ser em uma área de 14,5 hectares, próxima ao aeroporto de Marechal Cândido Rondon. No início da década de 1970 os encontros reuniam em torno de 70 a 100 pessoas, atualmente o público visitante no Dia de Campo Copagril ultrapassa 10.000 pessoas, em dois dias de evento.

Agroindustrialização - A agroindustrialização marcou a consolidação da Copagril entre os anos de 1985 e 1990, período que também consolida as melhorias em estrutura, diversificação de atividades e ampliação da área de atendimento. Período que também converge com a fundação da Cooperativa de Credito Rural Copagril (Credilago), hoje Sicredi Aliança PR/SP, em julho de 1985.

Década de 90 - Avanços que se estenderam pela década de 90, com a consolidação da agroindustrialização, da tecnificação da produção dos cooperados e da Copagril, bem como intensificação das atividades associativas. Período de mudanças econômicas em nível nacional, mas que demostraram a perícia organizacional da cooperativa. Ademais, seguem as ampliações estruturais, informatização das atividades e modernização de governança. Em 1995 a Copagril comemorava o Jubileu de Prata, os 25 anos de fundação, com o lema “Copagril 25 anos – A base do desenvolvimento”.

Comitês Femininos - Em julho 1997, foi inaugurada a Associação dos Comitês Femininos da Copagril e assim como a ACJC, tem como objetivo fomentar a diversificação de atividades, oportunizar crescimento e desenvolvimento para as participantes e familiares com conhecimento técnico e desenvolvimento humano.

Ampliações e reformas - O ano de 1999 fechou com ampliações e reformas em estruturas de serviços e unidades, com desempenho positivo no campo, marcado pelos serviços desenvolvidos pela Copagril em produtos, insumos, assistência e tecnologia, de modo a acompanhar o mercado.

Novos modelos - A virada do milênio traz novos modelos para a cooperativa, especialmente marcando a entrada em uma era de expansão, modernização industrial e internacionalização, apoiados no “Projeto Repensando a Copagril”. O período também marca o início da gestão de Ricardo Sílvio Chapla - atual diretor-presidente, o qual foi precedido por Arlindo Alberto Lamb (gestão 1970 – 1973), Leopoldo Piotrowski (gestão 1974 – 1978), Alfredo Kunkel (gestão 1979 -1987) e Valter Vanzella (gestão 1988 – 1999).

Unidades - Em 2000, a Copagril contava com Unidades em Marechal Cândido Rondon (Sede, Margarida, São Roque, Porto Mendes e Iguiporã), Guaíra (Sede, Bela Vista e Oliveira Castro), Entre Rios do Oeste, Mercedes, Pato Bragado, Santa Helena (Sub-Sede), São José das Palmeiras e Mundo Novo.

Atividades esportivas - Desde a fundação da AACC, as atividades esportivas integram as ações da associação e então, em 2001, junto com a Copagril, instituiu-se a equipe de futsal profissional, que surgiu como projeto de marketing e seguiu até 2019. O time participou dos principais campeonatos estaduais e nacionais, com destaque para três títulos do Campeonato Paranaense Chave Ouro e segundo lugar na Liga Nacional. Uma das principais ações ligadas ao futsal é a atuação nas escolinhas de base, que tem por objetivo a integração esportiva, o desenvolvimento motor e social das crianças e adolescentes, projetos que são mantidos pela AACC e Copagril.

Loja Agropecuária - Em 2001 foi inaugurada a Loja Agropecuária em Quatro Pontes e também a remodelação do Supermercado de Marechal Rondon. No ano seguinte houve remodelações no posto de combustíveis da sede, unidades de Margarida, Pato Bragado e Mercedes. O ano de 2003 contou com a inauguração da Unidade de Recebimento em Eldorado (MS) e o lançamento da pedra fundamental da Unidade Industrial de Aves.

Unidade Industrial de Aves - A inauguração da Unidade Industrial de Aves (UIA) em janeiro de 2005 representa um importante passo para a diversificação da produção, fortalecendo a atividade do homem do campo por meio de novas oportunidades de renda e verticalização da gestão rural, em abril começaram os abates de frango e em agosto do mesmo ano foi realizado o primeiro embarque de carne para exportação destinado ao Japão.

Cooperjovem - Entre 2005 e 2006, a Copagril em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) estabeleceu o projeto “Cooperjovem”, direcionado a educação de crianças com o objetivo de estimular a formação de uma consciência sobre cooperar e o cooperativismo. Atualmente são aproximadamente 25 escolas atendidas, com o envolvimento de mais de 400 professores e 1600 alunos.

Rações - No ano de 2007 foi inaugurada a Unidade Industrial de Rações de Entre Rios do Oeste e a Unidade Copagril em Itaquiraí (MS). Em 2009 houve a instalação da Loja Copagril em Nova Santa Rosa e ações de estímulo à atividade leiteira no Mato Grosso do Sul.

40 anos- O lema “Cooperação, desenvolvimento e oportunidades” acompanhou as celebrações dos 40 anos da Copagril, em 2010. No ano também foi inaugurado o Posto de Combustíveis em Margarida e o lançamento da linha Copagril Alimentos. Em 2011 foi inaugurado o Supermercado Copagril II, em Marechal Cândido Rondon, e a formalização da Loja de Máquinas e Equipamentos Agrícolas, assim como reformas e ampliações em armazéns de várias unidades. Além da intensificação dos projetos ambientais que já compunham o escopo de produção da cooperativa, destacando para o ano os projetos “Águas do futuro” e programa “Mais florestas Copagril”, reforçando o comprometimento da Copagril com o progresso responsável, valorizando o equilíbrio na produção de modo sustentável. Para o setor industrial, o ano de 2011 também foi muito importante, marcado pela certificação British Retail Consortium (BRC) na Unidade Industrial de Aves, fundamental para comercialização, em especial para o mercado interacional.

Supermercado - Em 2012 foi inaugurado o Supermercado Copagril em Guaíra e novas instalações na Unidade de Bela Vista, distrito do município. E ainda a inauguração do Posto de Combustível de Entre Rios do Oeste. O ano seguinte contou com a inauguração da nova estrutura do Posto Copagril de Marechal Cândido Rondo (Sede), novas instalações da Loja em Quatro Pontes e a ampliação de unidades de recebimento de armazenagem. Destaque para 2013 foi o faturamento, quando o ano fechou com mais de R$ 1 bilhão.

Núcleo de Recria de Matrizes - A implantação do Núcleo de Recria de Matrizes e Produção de Ovos Férteis – importante para a maximização da produção da cadeia avícola – começou em 2014 e no mesmo período também foram inaugurados os Supermercados Copagril em Nova Santa Rosa e Novo Sarandi (Toledo). De mesmo modo, ocorreram certificações em unidades de recebimento e armazenagem e habilitação na IN 65/2006 da Fábrica de Entre Rios do Oeste, sendo a primeira cooperativa do Paraná a receber tal certificação. O ano ainda foi marcado por uma grande participação, com mais de 3.500 pessoas, na Copa Copagril – o principal evento poliesportivo direcionado aos cooperados.

Inaugurações - Em 2015 foram inauguradas as Lojas em Novo Sarandi (Toledo), Pato Bragado e Porto Mendes (Marechal Cândido Rondon), bem como inaugurada a Indústria de Farinha e Gordura Animal (Astrea), junto à Unidade Industrial de Aves. No ano seguinte houve a inauguração da Unidade de Recebimento de grãos na Linha São João, distrito de Margarida em Marechal Cândido Rondon; inauguração da Unidade de Recebimento e Armazenagem em Itaquiraí (MS) e a Inauguração do Posto de Combustíveis em Nova Santa Rosa.

Novas estruturas - No ano de 2017 foram inauguradas as novas estruturas da Loja Copagril, Fábrica de Rações, armazém graneleiro e oficina mecânica de Marechal Cândido Rondon. Neste ano houve o lançamento do projeto “Rota 50”, projetando os 50 anos com foco no desenvolvimento de novos mercados, diversificação de atividades e gestão focada em resultados. Neste ano, a Revista Copagril chegou à marca de 100 edições.

Produtos IQF - A linha de produtos IQF (cortes de frango congelados individualmente) foi lançada em 2018. No ano também se retomou as ações em piscicultura e produção do filé de tilápia Copagril, bem como melhorias em unidades de recebimento e a inauguração da Loja Copagril em Realeza, na região Sudoeste do Paraná. Em março do ano seguinte foi inaugurada a Loja em Naviraí, no Mato Grosso do Sul, e ampliado o Supermercado em Nova Santa Rosa. De mesmo modo, 2019 também foi marcado pela realização do Elicoop Feminino – evento anual do Sistema Ocepar - sediado na Copagril, e o lançamento do slogan da celebração do jubileu de ouro: Copagril 50 anos – O valor está nas pessoas.

Celebração - O ano do cinquentenário (2020) começou como um verdadeiro ano de celebração. O Dia de Campo Copagril foi sucesso de público, aproximadamente 13 mil pessoas passaram pelo evento. Em março outro evento de sucesso, quando mais de 2 mil mulheres cooperativistas participaram de uma tarde especialmente preparada para elas. Também houve a abertura do sexto Supermercado Copagril e o primeiro no Mato Grosso do Sul, na cidade de Eldorado. Infelizmente, a extensa programação que envolveria jovens, cooperados, empregados em eventos sociais e técnicos foi cancelada pela pandemia da Covid-19. Contudo, 2020 ainda é de celebração, como revela o diretor-presidente, Ricardo Sílvio Chapla. “São poucas as empresas que chegam aos 50 anos e que chegam como a Copagril. Essa é uma conquista de todos, cada um que passou pela cooperativa e por todos que ainda estão conosco. Parabéns e muito obrigado a todos”, enaltece.

Marca - Em agosto de 2020, a Copagril chega a marca de 5.395 cooperados, 3781 empregados e uma estrutura de 22 Lojas, 17 unidades de recebimento de grãos e destas, 14 também de armazenagem, seis Supermercados, quatro Postos de Combustíveis, duas Fábricas de Rações, Unidade Industrial de Aves, Unidade de Recria de Matrizes e Produção de Ovos Férteis, Centro Administrativo, Transportadora, Loja de Máquinas e Implementos, Centro de Distribuição e Estação Experimental.

Aliada - Com a produção de grãos, suínos, leite e aves crescendo periodicamente, a Copagril firma-se como fundamental aliada ao produtor rural e especialmente ao cooperado, alinhando conhecimento, assistência, insumos e industrialização. Com destaque especial para as comitivas nacionais e internacionais que visitam a Copagril ao longo dos anos para acompanhar os processos e programas de gestão e qualidade.

Força do cooperativismo - Uma marca de 50 anos que representa a força do cooperativismo, que representa a superação, o trabalho e vida de muitos que fazem a história da Copagril, porque são elas o principal valor neste meio século de existência e são elas que carregarão a essência do cooperativismo e da Copagril. (Imprensa Copagril)

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BOM JESUS: Cooperado da Lapa transforma plataforma de milho

Nos atuais tempos, umas das grandes palavras que fazem parte da sociedade e causa dúvidas é inovação. Diferentemente de pensar que isso é ligado somente à tecnologia digital, essa palavra pode ser usada em qualquer momento de nossas vidas, seja com a família, trabalho, passeio, processos diferenciados etc. O processo de inovação pode ser feito de diferentes formas, seja uma ideia diferenciada sobre determinado problema ou processo, ou por ferramentas simples, porém eficazes que auxiliem no dia a dia.

Prática - Se analisarmos tudo que temos no nosso dia à disposição, muito provavelmente foi criado por um momento de inovação. Colocando em prática essa palavra, podemos passar por diferentes processos de inovação na agricultura, como por exemplo, a criação de uma simples pá ou enxada, ou algo maior como tratores, colheitadeiras, auto propelidos etc. Se analisarmos o que ainda está por vir, mas que já é realidade em alguns lugares, é a automação de tratores, drones com aplicação localizada de defensivos etc. Provavelmente tudo isso passou por um processo criativo de inovação.

Cooperado - O interessante dessa palavra é que ela está em detalhes e tem cooperado da Bom Jesus que soube usar isso a seu favor. O cooperado Eliseu Bach, da Lapa (PR), transformou na sua propriedade uma plataforma de milho de 4 linhas em uma de 7 linhas, com um diferencial de espaçamento entrelinhas que era de 45 cm agora passou a 50 cm. A necessidade de comprar uma plataforma surgiu pois, com o passar do tempo, o desgaste de peças começa a se evidenciar, com isso, por que não adaptar da maneira mais personalizada? Desta forma, o Sr. Eliseu e seu filho, Angelo, resolveram adaptar uma plataforma de 4 linhas e transformar em uma de 7 linhas com baixo investimento e conhecimento de sobra na parte mecânica. Para isso, usaram a estrutura da atual plataforma que tinham e compraram uma usada para aproveitar as peças. O trabalho foi feito aos poucos, sem pressa, e com o tempo o projeto foi criando forma. Somente na parte de acabamento, no caso a funilaria, que foi feita terceirizada. Em sua primeira safra a plataforma se mostrou bem eficiente e não tiveram problemas para a colheita, ou seja, eficiência e eficácia na resolução do problema. Melhor ainda, com um baixo custo, em torno de R$ 7 mil no total.

História importante- Mas quando se trata de inovação, o Sr. Eliseu tem uma história muito importante com a cooperativa. Sócio da Bom Jesus desde 1979, Eliseu mostrou para toda região um dos métodos mais utilizados hoje de agricultura, o Sistema de Plantio Direto (SPD). No passado, em meados de 1987, por conta própria adaptou uma plantadeira convencional para o SPD. Em 1994 a tecnologia foi difundida aos produtores locais com um dia de campo, em parceria com a Emater, aos que ainda não tinham se adaptado a esta nova proposta e, segundo matérias feitas no Jornal Informativo Bom Jesus da época, alguns chegavam a chamar de “louco“ pela técnica, mas o passar do tempo mostra o quanto a tecnologia era eficaz para a propriedade de todos, sendo barata e melhorando o solo com o passar dos anos. O Sr. Eliseu se tornou referência no assunto sendo sua propriedade local de visitação para apresentar o SPD e seus benefícios ao solo para outros produtores da região e representar a região em evento sobre este assunto em Foz do Iguaçu para tratar sobre o novo método de plantio. Técnicos da época demonstravam na prática o quando a solução era viável para região com o simples ato de achar minhoca nos terrenos, na qual mostra o quanto o solo é fértil. Sr. Eliseu guarda a lembrança desses eventos dos antigos jornais da Cooperativa Bom Jesus, na época acompanhada por Helio Skiba, ex-assessor de Comunicação da Bom Jesus e hoje Gerente da Regional Lapa da Emater. Este passo de mudar e colocar em prática a inovação mostra o quando isso faz parte da vida do produtor.

Outras ações - Não parou por aí, na propriedade tem outras ações de criatividade, como exemplo, aproveitar a água da chuva do telhado do barracão para cisternas e com isso ter água para oferecer ao gado (em época de clima seco se mostra uma vantagem), esteira adaptada a sua carreta, aquecimento de água em sistema de canos abaixo do telhado, enfim, diversas técnicas e modos de pensar diferente que o tornam uma referência também em inovação.

Agricultura - A agricultura apresenta hoje para a sociedade a importância que tem, sendo um setor forte e que é uma coluna de sustentação da economia do país. O lado inovador da agricultura também merece seu destaque e temos em várias propriedades espalhadas na região diversos métodos ou processos que auxiliam o produtor em diversas ações no dia a dia. A cooperativa também está junto dos produtores com técnicas adaptadas a região e pensando no desenvolvimento da agricultura regional, colocando tecnologias em prol de maiores produtividades e rentabilidade. Essa parceria produtor e cooperativa é, sem dúvidas, uma grande inovação para a região. (Imprensa Bom Jesus)

FOTOS: Felipe Andrade / Cooperativa Bom Jesus; acervo Eliseu Bach e Angelo Bach

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SICREDI CENTRO SUL: Com auxílio da tecnologia, cooperativa realiza Encontro do Comitê Jovem

sicredi centro sul 07 08 2020O encontro do Comitê Jovem da Sicredi Centro Sul PR/SC/RJ foi realizado, na noite de 28 de julho, por meio virtual. Os participantes se conectaram para trocar ideias, conhecer mais sobre o cooperativismo e a importância dos jovens cooperativistas em um mundo em constante transformação.

Descontração e motivação - Apesar de diferente dos anos anteriores, o evento manteve as características de descontração e motivação, visando a formação de lideranças das novas gerações. Organizado por sete jovens membros do Comitê da cooperativa e coordenado pela área do Desenvolvimento do Cooperativismo, o encontro também contou com o apoio dos padrinhos e madrinhas, colaboradores das agências que apoiam e incentivam a integração dos jovens. Mais de 70 pessoas participaram da iniciativa que contou com a presença virtual e o apoio do presidente da Sicredi Centro Sul PR/SC/RJ, Santo Cappellari, além de diretores, assessores da cooperativa, gerentes e colaboradores das agências.

Entrevista - Durante o evento, em uma entrevista descontraída, realizada por um dos integrantes do Comitê Jovem, Cappellari falou um pouco sobre sua trajetória profissional e as responsabilidades de um presidente de cooperativa.

Associado - O encontro ainda contou com a participação do associado, coordenador de núcleo, enfermeiro e diácono, Agostinho Basso. Em sua fala, o palestrante abordou temas como a ansiedade, aproveitando também para passar mensagens motivadoras, especialmente para esse momento, com a pandemia do novo coronavírus. O convidado também falou sobre passos importantes para ter sucesso na vida. O evento foi finalizado com a apresentação musical realizada por um dos talentos do Comitê Jovem, Felipe Oliveira Trindade.

Futuro - Com a iniciativa do Comitê Jovem, o Sicredi reforça a atuação voltada para o futuro e o desenvolvimento da sociedade. A participação dos jovens é essencial para fazer da cooperativa, um espaço cada vez mais inclusivo. Por isso, o evento visa ampliar o espaço para as ideias e propostas dos jovens. Desta maneira, construir juntos um futuro mais solidário, integrador e responsável.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI RIO PARANÁ: Álvares Machado ganha uma agência na próxima semana

Na segunda-feira (10/08), o município de Álvares Machado (SP) passa a contar com uma agência da Sicredi Rio Paraná PR/SP. Esta será a 28ª unidade de atendimento da cooperativa de crédito, poupança e investimento que atua nos estados de São Paulo e Paraná.

Transmissão ao vivo - Devido às circunstâncias de prevenção contra o coronavírus, a cerimônia de inauguração ocorrerá por meio de uma transmissão ao vivo na próxima segunda-feira, dia 10 de agosto, às 9h. E qualquer pessoa poderá acompanhar, basta acessar as redes sociais da cooperativa @sicredirioparana

Contingenciamento - O evento contará com contingenciamento de pessoas, apenas com a presença da diretoria da instituição, prefeito municipal e a equipe técnica que fará a transmissão. Estes deverão estar com máscaras e no espaço haverá álcool em gel para higienização das mãos.

Atendimento - No mesmo dia já será iniciado o atendimento ao público das 11h às 16h. Segundo os decretos municipais nº 2905/2020 o atendimento aos associados e não associados deverá ser feito com a disponibilização de álcool gel, colaboradores e associados de máscaras.

Outros canais - É possível também falar com os colaboradores da nova agência pelo telefone local, (18) 3273-9020 ou direto pelo whatsapp (51) 3358-4770.  

Localização - A agência fica na rua Rui Barbosa, 28 no centro de Álvares Machado-SP.

Sobre a cooperativa - A Sicredi Rio Paraná PR/SP atua em 44 cidades da região que fica na divisa dos estados do Paraná e São Paulo. Hoje são 28 agências para atender os associados. Para saber mais, acompanhe as redes sociais @sicredirioparana. (Imprensa Sicredi Rio Paraná PR/SP)

 

sicredi rio parana 07 08 2020

UNIPRIME: Combate aos reflexos da pandemia

Há quatro meses estamos vivenciando uma pandemia sem precedentes na história e, desde então, a Uniprime tem adotado medidas importantes que estejam adequadas às recomendações dos órgãos de saúde, que cumpram os decretos emitidos pelas prefeituras das cidades onde possui agência, e que, especialmente, assistam aos cooperados e colaboradores diante das dificuldades causadas pelo novo coronavírus.

Ações - Entre as ações, destacam-se:

- Adequação dos espaços físicos: intensificação da limpeza; disponibilidade de álcool em gel; funcionamento de agência conforme orientação das prefeituras; espaçamento entre cadeiras e caixas; restrições no fluxo de pessoas; obrigatoriedade de máscara para colaboradores e visitantes; restrições à entrada de profissionais da saúde com jalecos.

- Cuidado com os colaboradores: implantação do sistema de home office para a maioria dos colaboradores; revezamento de dias e horários em departamentos; redução de atendimento nas agências; afastamento de casos suspeitos, independente de atestado médico; afastamento de grupos de risco; reuniões periódicas por videoconferência; obrigatoriedade no uso de máscaras; intensificação da limpeza; suspensão de viagens corporativas e informativos periódicos com instruções de apoio ao home office e às medidas de higiene e segurança.

- Benefícios para cooperados: lançamento de novas linhas de crédito (leia mais AQUI); lançamento de cinco novos produtos de investimento (leia mais AQUI); prorrogação de prazos para pagamento de parcelas de financiamentos, seja Pessoa Física ou Jurídica; redução de juros para cheque especial e isenção de taxa por 10 dias (leia mais AQUI); intensificação de atendimento via telefone, e-mail e whatsapp; disponibilidade de serviços e produtos através do Internet Banking e pelo APP Uniprime Mobile Banking; produção de artigos de educação financeira para auxiliar os cooperados na tomada de decisões quanto ao planejamento de suas finanças (leia mais AQUI).

Mais - Para mais informações sobre estas e outras medidas de combate à pandemia, fale com o gerente da Uniprime. (Imprensa Uniprime)

UNIMED LONDRINA: Enquete define quantidade de cadeiras para cada instituição beneficiada na campanha Eu Ajudo na Lata

unimed londrina 07 08 2020A oitava edição da campanha Eu Ajudo na Lata, realizada pela Unimed Londrina, está chegando ao fim. A partir deste mês, a cooperativa médica inicia a votação que definirá a quantidade de cadeiras de rodas que cada instituição irá receber. As entidades beneficiadas neste ano são:

• Associação Flávia Cristina, de Londrina

• Cáritas Arquidiocesana de Londrina

• Casa Dia para Idosos, de Londrina

• Ilece, de Londrina

• Lar Jayme Watt Longo, de Bela Vista do Paraíso

• União dos Deficientes Físicos, de Cambé

Atendimento - Juntas, estas seis instituições atendem mais de 7 mil pessoas por mês, sendo muitas delas com mobilidade física reduzida.

Uma garantida - Cada instituição tem uma cadeira de rodas garantida, mas este número pode aumentar conforme a quantidade de votos recebida na enquete. Para participar da votação, basta entrar no link https://bit.ly/3hQX9Wp.

Lacres - A arrecadação de lacres da campanha Eu Ajudo na Lata realizada pela Unimed Londrina acontece todo o ano, mas a operadora de planos de saúde centraliza o recebimento dos materiais no período de janeiro a agosto para ter controle de quantas cadeiras serão doadas em uma determinada edição.

2019 - Em 2019, a campanha arrecadou 3.053 garrafas PETs de 2 litros cheias de lacres, equivalente a 1.954 kg de alumínio. O material foi encaminhado à reciclagem e possibilitou a compra de 20 cadeiras de rodas.

Equipamentos - Como a Unimed Londrina se comprometeu a doar uma cadeira a cada cinco obtidas com a venda dos lacres, a campanha conseguiu obter 24 equipamentos, além de receber a doação de mais duas cadeiras de clientes. Portanto, na edição passada, foram entregues 26 cadeiras de rodas para oito instituições de Londrina e região (seis foram entidades sociais e duas, secretarias de educação de Londrina e Ibiporã).

Vídeo - Um vídeo sobre a iniciativa foi realizado em 2018. Clique no link https://www.youtube.com/watch?v=a5IqFYrvzhw para assistir. (Imprensa Unimed Londrina)

 

PARANAGUÁ: Porto tem alta de 10% na movimentação de grãos

paranagua 07 08 2020Quase 13 milhões de toneladas de grãos e farelos foram exportados pelo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, de janeiro a julho deste ano. O volume é 10% maior que o movimentado nos mesmos sete meses de 2019. Mais de 97% das exportações do complexo, cerca de 12,5 milhões de toneladas, são de soja.

Principal demanda - O produto, em grão e farelo, segue sendo a principal demanda dos terminais e operadores do Corredor. Na programação, os produtos ainda representam os maiores volumes a serem carregados.

Milho - Aos poucos, porém, o milho volta a aparecer no line-up e nas programações, tanto de carga quanto de descarga. “O milho, historicamente, é movimentado de forma mais intensa no segundo semestre. Esperamos seguir com as boas negociações, tanto pela alta demanda do mercado internacional, quanto pela boa safra e câmbio positivo para as exportações”, adianta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Próximo navio - O próximo navio com o grão está previsto para atracar no Corredor de exportação do Porto de Paranaguá no próximo dia 11. O navio Achile deve carregar 60 mil toneladas do produto.

Mais sete - Além desse, outros sete navios já estão programados ou são esperados ainda este mês, totalizando um volume de pouco mais de 432 mil toneladas de milho. Até setembro, os operadores do complexo esperam movimentar mais de um milhão de toneladas do grão.

Campo - Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, o Paraná deve colher, nesta segunda safra, cerca de 11,5 milhões de toneladas de milho. “A estiagem, apesar de histórica, teve seu impacto mitigado por um investimento maior dos produtores em tecnologia, e isso contribuiu para uma perda menor no campo”, divulga o departamento no último boletim conjuntural.

Colheita - Até agora, a colheita totaliza cerca de 26% da área plantada, de 2,3 milhões de hectare. Segundo os especialistas da Secretaria da Agricultura, com o avanço da colheita no Estado o mercado do milho aqueceu e a comercialização já chega a mais de 40% da produção esperada, enquanto que no mês passado eram 28% comercializados. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ESTIAGEM: Paraná suspende por 30 dias queimada de cana-de-açúcar

estiagem 07 08 2020O Instituto Água e Terra (IAT) suspende por 30 dias a prática de queima controlada como método para a despalha de cana-de-açúcar no Estado do Paraná. A medida visa a defesa da qualidade do ar e da vida e o combate a todas as formas de poluição, inclusive a atmosférica. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

Fatores - O documento (Portaria nº 221/2020), publicado nesta quinta-feira (06/08), levou em consideração uma soma de fatores, como a estiagem que o Estado vive atualmente, problemas respiratórios que podem ser causados pelas queimadas com o clima seco, e a baixa visibilidade nas estradas que é provocada pela fumaça.

Problemas respiratórios - “Problemas respiratórios podem ser graves neste momento de pandemia do coronavírus”, disse a gerente de Licenciamento Ambiental do IAT, Ivonete Chaves. “Outro problema que as queimadas podem acarretar com o clima seco é a grande intensidade de neblina nas estradas, especialmente à noite, podendo causar acidentes graves”, acrescentou.

Neblina - O Norte Pioneiro e o Norte do Estado são regiões com bastante neblina e as queimadas normalmente são feitas em áreas próximas às estradas.

Área - O Paraná tem cerca de 600 mil hectares de produção de cana-de-açúcar, a maioria à beira de estradas, e 21 usinas em atividade.

Concentração - “A queimada da cana-de-açúcar aumenta significativamente a concentração de material particulado no ar, conhecido como fuligem, inclusive perceptível visualmente, podendo impactar na saúde do ser humano e nas condições de tráfego de rodovias”, afirmou o diretor-presidente do IAT, Everton Luiz da Costa Souza.

Padrões de qualidade do ar - Toda e qualquer queimada altera e viola os padrões da qualidade do ar, acrescenta Souza.

2015 - No Paraná, o Decreto Estadual nº10.068 de 2014 determina que as indústrias e produtores de cana-de-açúcar têm até 2025 para deixar de queimar o produto e fazer a colheita de forma mecanizada. “A maior parte dos produtores no Estado já trabalha com maquinário, apesar de ter um custo mais elevado. Mas todos devem se adequar a essa norma para contribuir com o meio ambiente e a saúde da população”, disse Ivonete Chaves. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Arquivo AEN

 

RODOVIAS: Governo prepara auditorias para encerrar contratos de pedágio

rodovias 08 07 2020O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) iniciou na quarta-feira (05/08) a publicação de editais de licitação para contratar empresas que irão atuar na fiscalização de todas as medidas, atividades e obrigações do encerramento dos contratos dos pedágios que compõem o atual Anel de Integração.

Atividades principais - Os trabalhos serão divididos em três atividades principais: recebimento dos bens das concessionárias, tanto os que foram cedidos no início do contrato quanto os que foram adquiridos ao longo das décadas; encerramento dos contratos de concessão, incluindo análise do reequilíbrio econômico-financeiro, passivos socioambientais e eventuais condições contratuais não atingidas por ambas as partes; encerramento dos convênios de delegação, em que o governo federal delegou a administração de rodovias federais ao governo estadual para serem concessionadas.

Especialistas - “Queremos especialistas de altíssima qualidade, com muita experiência, analisando cada aspecto das concessões de pedágio vigentes, tudo o que foi feito e deixou de ser feito nesses 24 anos”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. Segundo ele, o conjunto desse trabalho dará a segurança jurídica necessária para encerrar esses contratos e finalmente fechar esse episódio da história paranaense. “No novo Anel de Integração vamos ter tarifas justas, serviços de conservação das rodovias, e também investimentos em infraestrutura que vão garantir que o Paraná continue crescendo”, acrescentou.

Modalidade - As licitações serão na modalidade pregão eletrônico, em que as interessadas fazem lances com ofertas cada vez menores. As sessões de disputa de lances estão marcadas para o dia 19 de agosto, às 14h 30 min para o edital de gerenciamento e apoio à fiscalização; e para o dia 20 de agosto, às 14h 30 min, para o edital de auditoria e avaliação das faixas de rolamento e acostamentos.

Vencedora - Será considerada vencedora a empresa que oferecer o preço mais vantajoso e atenda todos os requisitos dos editais. Está previsto um investimento de R$ 19,6 milhões e R$ 14,8 milhões, respectivamente, para execução de todos os serviços necessários.

Outros editais - Ainda serão publicados editais para auditoria e avaliação dos bens móveis e imóveis que integram o patrimônio das concessionárias; auditoria e inspeção das condições das Obras de Arte Especiais (como viadutos e trincheiras), Obras de Arte Correntes (como bueiros), estruturas de contenção de taludes e dispositivos de drenagens nas rodovias do Anel de Integração; e auditoria e avaliação da sinalização horizontal, vertical e dispositivos de segurança existentes nessas rodovias.

Serviços - A empresa responsável pelo gerenciamento e apoio à fiscalização, além de administrar os serviços dos demais contratos, prestará apoio, assessoramento e suporte à Coordenadoria de Concessão e Pedágios Rodoviários do DER/PR, setor responsável por todos os procedimentos ligados aos pedágios.

Equipe - “O DER já conta com uma equipe competente, que administra todas as questões relacionadas ao sistema de concessões e pedágios. Mas para atender um processo desse tamanho e complexidade, inédito no Paraná, analisamos e chegamos à conclusão que contratar empresas especificamente para apoiar essa tarefa é a melhor solução”, explica o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti.

Serviços - Além das auditorias, avaliações e inspeções dos elementos rodoviários, também serão feitos serviços como a identificação das obrigações do DER/PR em relação ao encerramento dos convênios e contratos, bem como o desenvolvimento de metodologias para garantir o cumprimento destas; inventário e avaliação de ações jurídicas em andamento, incluindo processos administrativos e judiciais, e de passivos socioambientais; definição de valores de indenizações; elaboração de estudos e pareceres em questões de engenharia, socioambientais, econômico-financeiras e legais; levantamento e avaliação das possíveis alternativas de acordos judiciais e extrajudiciais e seus custos; levantamento e avaliação das possíveis propostas para o encerramento dos contratos, visando o melhor interesse público, entre outros serviços. Todos os levantamentos e estudos serão organizados em relatórios específicos, para cada lote de concessão.

Execução - Enquanto o contrato de gerenciamento tem prazo de execução de 30 meses, os demais contratos têm execução prevista de seis meses, exceto no caso da auditoria e avaliação das faixas de rolamento e acostamentos, em que os trabalhos serão desenvolvidos em dois ciclos de seis meses.

Investimento - Está previsto um investimento total de R$ 39,8 milhões nos cinco editais.

Concessões - Em 1996 foram firmados convênios de delegação para exploração de rodovias federais entre o Governo do Paraná e o Governo Federal, abrindo espaço para a licitação e assinatura dos contratos de concessões no ano seguinte, divididos em 6 lotes e com prazo de 24 anos. Os contratos foram modificados ao longo dos anos, com termos aditivos assinados em 1998, 2000, 2002, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018.

Anel de Integração - Atualmente 2.505,2 quilômetros de rodovias federais e estaduais compõem o atual Anel de Integração, que será encerrado em novembro de 2021. (Agência de Notícias do Paraná)

 

IPCA: Gasolina e energia elétrica puxam inflação de 0,36%, a maior para julho desde 2016

ipca destaque 07 08 2020A inflação de julho ficou em 0,36%, influenciada, principalmente, pelos preços da gasolina e da energia elétrica, os dois itens de maior impacto no mês, e que passaram por reajustes. A taxa é a maior para um mês de julho desde 2016, quando registrou 0,52%. Em comparação com o mês anterior, o aumento foi de 0,10 ponto percentual.

IPCA - Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (07/08) pelo IBGE e compõem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No acumulado do ano de 2020, o indicador é de 0,46%, enquanto nos últimos 12 meses é de 2,31%. Em julho de 2019, a taxa havia sido de 0,19%.

Grupos - Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis apresentaram alta em julho. O maior impacto vem de Transportes, que teve alta de 0,78% e contribuiu com 0,15 p.p. Entre os itens, a gasolina foi o que colaborou com o maior impacto individual (0,16 p.p.) no IPCA do mês, com alta de 3,42%.

Gasolina - “A gasolina continua revertendo o movimento que teve nos meses de abril e maio. Já havia subido em junho e voltou a subir em julho. Além disso, houve uma queda menos intensa das passagens aéreas em comparação com maio e junho”, detalha Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

Outros itens - Óleo diesel (4,21%), etanol (0,72%) e gás veicular (0,56%) também subiram, levando o grupo dos combustíveis a um resultado de 3,12%. Também houve alta no subitem metrô (0,94%), em função do reajuste de 8,70% nas passagens no Rio de Janeiro (3,31%), vigente desde 11 de junho. Ainda no grupo, houve queda nos subitens transporte por aplicativo (-8,17%) e passagem aérea (-4,21%), ambos com impacto de -0,01 p.p. no índice do mês.

Habitação - O grupo Habitação teve alta de 0,80% nos preços, uma aceleração em relação ao resultado de junho (0,04%) e contribuiu com 0,13 p.p para o índice. Nele, a segunda maior contribuição individual para o IPCA do mês (0,11 p.p.), o item energia elétrica variou 2,59%. Das 16 regiões pesquisadas, 13 apresentaram aumento, reflexo de reajustes tarifários em várias capitais.

São Paulo - Em São Paulo, onde houve um reajuste de 3,60% em uma das concessionárias, a alta no item foi de 4,49%. Já em Fortaleza, a alta foi de 5,29%, graças a um reajuste de 3,20%. Em Porto Alegre, cuja alta foi de 2,37%, houve reajuste de 5,23% em uma das concessionárias. Salvador, Recife e Belo Horizonte também tiveram aumento na tarifa de energia. Já Curitiba teve redução de 0,94% e a taxa do item caiu 2,92%.

Alíquota - Em Fortaleza e São Paulo, além dos reajustes, houve aumento da alíquota de PIS/Cofins. Já em Curitiba, a alíquota foi reduzida, além da redução tarifária. Vale lembrar que, no dia 26 de maio, a ANEEL anunciou que a bandeira verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz, será mantida até dezembro.

Subitens - Ainda no grupo Habitação, as variações dos subitens taxa de água e esgoto (0,02%) e gás encanado (-0,01%) derivam, respectivamente, da mudança de estrutura tarifária implementada em Brasília (0,46%), e da redução de 0,27% nas tarifas na cidade de São Paulo (-0,02%).

Artigos de residência - Já o grupo Artigos de residência (0,90%) apresentou a maior alta entre os grupos, embora tenha desacelerado em relação ao mês anterior (1,30%). Os destaques, mais uma vez, foram os artigos de tv, som e informática (2,87%), que contribuíram com 0,02 p.p. no IPCA de julho. Os preços dos eletrodomésticos e equipamentos (1,01%) também subiram. Em ambos, explica Kislanov, a questão cambial afeta diretamente os preços. Já os itens de mobiliário (-0,22%) seguem em queda, embora menor que a do mês de junho (-1,33%).

Alimentação tem estabilidade e varia 0,01%; vestuário segue em queda - O grupo Alimentação e bebidas ficou próximo da estabilidade, variando 0,01%. A alimentação para consumo no domicílio apresentou alta de 0,14%, com o maior impacto positivo (0,09 p.p.) sendo das carnes, cujos preços subiram 3,68%. Outros alimentos importantes na cesta das famílias, como o leite longa vida (3,79%), o arroz (2,20%) e as frutas (1,09%) também aumentaram. No lado das quedas, destacam-se a batata-inglesa (-24,79%), maior contribuição individual negativa no IPCA de julho, com -0,06 p.p., além da cenoura (-20,67%) e do tomate (-16,78%). No item alimentação fora do domicílio, queda de 0,29%, influenciada pelo resultado do subitem lanche (-0,86%).

Vestuário - Entre os grupos que apresentaram quedas nos preços, o destaque foi Vestuário, que apresentou a maior taxa negativa de julho, com -0,52%. Foi o 3º mês consecutivo de queda do grupo, que em maio registrou -0,58%, e em junho, -0,46%. “Pode estar relacionado à baixa demanda por conta da pandemia”, afirma Kislanov. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,12% em Educação até a alta de 0,51% em Comunicação.

Preços subiram em todas as 16 regiões pesquisadas - No que diz respeito aos índices regionais, todas as 16 áreas pesquisadas tiveram alta nos preços em julho. O menor índice ficou com a região metropolitana de Vitória (0,21%), especialmente por conta da queda nos preços da batata-inglesa (-38,28%) e do tomate (-21,19%). Já o maior resultado foi observado no município de Rio Branco (0,75%), particularmente em função da alta nos preços da gasolina (7,04%).

Cálculo - O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 1º a 28 de julho de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de maio a 30 de junho de 2020 (base).

Julho - INPC de julho é de 0,44%, também o maior para o mês desde 2016 - O IBGE também divulgou nesta sexta-feira (07/08) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC do mês de julho, que apresentou alta de 0,44%, também o maior resultado para um mês de julho desde 2016, quando o índice foi de 0,64%. No ano, a variação acumulada é de 0,80% e, nos últimos doze meses, o índice apresentou alta de 2,69%. Em julho de 2019, a taxa foi de 0,10%.

Alta - Os produtos alimentícios apresentaram alta de 0,14% enquanto os não alimentícios aumentaram 0,53%. As 16 áreas pesquisadas apresentaram aumento, sendo o maior no município de Rio Branco (0,83%), principalmente em função das altas da gasolina (7,04%) e das carnes (4,64%). Já o menor índice ficou com a região metropolitana do Rio de Janeiro (0,26%), por conta, especialmente, das quedas nos preços da batata-inglesa (-29,37%) e do tomate (-28,12%).

Rendimento - O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 1º a 28 de julho de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de maio a 30 de junho de 2020 (base).

Coleta presencial - Em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes / Agência IBGE Notícias

 

ipca 07 08 2020

 

PNAD CONTÍNUA: Desemprego sobe para 13,3% no 2º trimestre, com redução recorde de ocupados

pnad continua 07 08 2020O número de pessoas ocupadas no Brasil teve redução recorde de 9,6% no trimestre encerrado em junho, frente ao trimestre anterior: a queda foi de 8,9 milhões de ocupados. Com isso, a taxa de desocupação subiu para 13,3%, uma alta de 1,1 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre encerrado em março. Já o número de desocupados apresentou estabilidade e foi estimado em 12,8 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (06/08) pelo IBGE.

Redução da força de trabalho - A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, explica que mesmo com o cenário de estabilidade entre a população desocupada, a taxa de desemprego subiu por causa da redução da força de trabalho, que soma as pessoas ocupadas e desocupadas. “Essa taxa é fruto de um percentual de desocupados dentro da força de trabalho. Então como a força de trabalho sofreu uma queda recorde de 8,5% em função da redução no número de ocupados, a taxa cresce percentualmente mesmo diante da estabilidade da população desocupada”, explica.

Comércio perde 2,1 milhões de ocupados - Todos os grupamentos de atividade analisados pela pesquisa sofreram queda em relação ao número de ocupados. O comércio foi o setor mais atingido: 2,1 milhões de pessoas perderam suas vagas no mercado de trabalho, uma redução de 12,3% em relação ao último trimestre. Já o contingente de ocupados na construção teve uma redução de 16,6%, o que representa menos 1,1 milhão de pessoas trabalhando no setor. Outra perda considerável foi na categoria de serviços domésticos, em que os ocupados foram reduzidos em 21,1% frente ao trimestre encerrado em março. São 1,3 milhão de pessoas a menos nesse grupamento de atividades.

Alojamento - O contingente de pessoas ocupadas na categoria Alojamento e alimentação também teve redução de 1,3 milhão de pessoas (-25,2%).

Desalentados - Nesse segundo trimestre, 5,2 milhões de pessoas entraram na força de trabalho potencial, que soma as pessoas em idade de trabalhar que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas que possuíam potencial para estarem na força de trabalho. Agora esse grupo soma 13,5 milhões de pessoas. Entre eles estão os desalentados, grupo de pessoas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar. Eles foram estimados em 5,7 milhões de pessoas no trimestre encerrado em junho. É o maior número desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Em relação ao último trimestre, houve um acréscimo de 19,1%, o que representa 913 mil pessoas a mais nessa situação.

Recorde - “É um crescimento recorde tanto na comparação trimestral quanto na anual. Há um aumento da força potencial de pessoas que apesar de não estarem procurando trabalho, elas até gostariam e quando a gente observa internamente as razões por essa não procura por trabalho, um grande contingente alega motivos ligados à pandemia”, afirma Beringuy.

Postos de carteira assinada atingem o menor patamar da série histórica - A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada foi estimada em 8,6 milhões de pessoas, uma queda de 2,4 milhões em relação ao último trimestre. Já contingente de trabalhadores por conta própria teve uma queda de 10,3% e agora chega a 21,7 milhões de pessoas. São menos 2,5 milhões de pessoas nessa categoria.

Informais - A pesquisadora explica que essas categorias fazem parte do grupo de trabalhadores informais, que ainda inclui, por exemplo, os empregadores sem CNPJ. “Da queda de 8,9 milhões da população ocupada, 6 milhões eram de ocupados informais, ou seja, a queda na informalidade ainda responde por 68% da queda da ocupação”, explica a analista da pesquisa.

Com carteira assinada - Já a categoria de trabalhadores do setor privado com carteira assinada perdeu 2,9 milhões de pessoas (-8,9%). Agora o grupo soma 30,2 milhões de pessoas empregadas. “Isso faz com que a gente chegue ao menor contingente de trabalhador com carteira assinada na série histórica e mostra que essa queda na ocupação está bem disseminada por todas as formas de inserção, seja o trabalhador formalizado, seja o não formalizado”, analisa.

Massa de rendimento tem retração de R$ 12 bilhões - O rendimento médio habitual aumentou 4,6% no trimestre encerrado em junho, chegando a R$2.500, o maior desde o início da série histórica. Já a massa de rendimento real teve redução de 5,6%, ou seja, uma perda de R$ 12 bilhões. “No segundo trimestre, com uma redução importante da população ocupada, a maior parte dessa redução vem dos trabalhadores informais, que são os de menor rendimento. Isso faz com que a média do rendimento acabe aumentando. Com relação à massa de rendimento, por mais que o rendimento médio aumente, sempre acaba pesando mais essa redução bastante forte da população ocupada”, conclui. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Adenir Britto / CMSJC

 

SEGURO-DESEMPREGO: Pedidos caem para 570,54 mil em julho

seguro 07 08 2020As solicitações de seguro-desemprego chegaram a 570.543 em julho. O número representa uma redução de 8,8% na comparação com julho do ano passado, de 625.605 pedidos. Na comparação com junho deste ano (653.174), houve retração de 12,7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (06/08) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Internet - Do total de pedidos feitos em julho, 377.864 (66,2%) foram realizados pela internet, seja por meio do portal gov.br ou por meio da Carteira de Trabalho Digital. Os três estados com maior número de requerimentos foram São Paulo (177.305), Minas Gerais (62.274) e Rio de Janeiro (47.075).

Perfil - Sobre o perfil dos solicitantes, 39,3% eram mulheres e 60,7% homens. A faixa etária que concentra a maior proporção de requerentes é de 30 a 39 anos, com 32,8%. Em termos de escolaridade, 59,6% têm ensino médio completo.

Setores econômicos - Em relação aos setores econômicos, os pedidos são distribuídos entre serviços (43,3%), comércio (25,7%), indústria (16,1%), construção (10,5%) e agropecuária (4,3%).

Acumulado - No acumulado de janeiro a julho, foram contabilizados 4.521.163 pedidos de seguro-desemprego. O número representa um aumento de 11,1% em comparação com o acumulado no mesmo período de 2019, de 4.068.385.

Requerimentos - Do total de requerimentos este ano, 54,7% (2.474.396) foram realizados pela internet, seja por meio do portal gov.br ou pela Carteira de Trabalho Digital.

Atendimento - O atendimento nas superintendências regionais do Trabalho do Governo Federal pode ser feito pela internet.

Dúvidas - Para dúvidas e esclarecimentos, o empregado pode acionar as superintendências por meio de formulário online ou ainda pelos telefones que podem ser verificados na página. (Agência Brasil)

 

POUPANÇA: Captação bate recorde para meses de julho

Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19). No mês passado, os investidores depositaram R$ 27,14 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta quinta-feira (06/08) o Banco Central. Em julho do ano passado, os brasileiros tinham sacado R$ 1,61 bilhão a mais do que tinham depositado.

Maior - O resultado de julho é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Com o resultado do mês passado, a poupança acumula entrada líquida de R$ 111,58 bilhões nos sete primeiros meses do ano.

Vermelho - A aplicação tinha começado o ano no vermelho. Em janeiro e fevereiro, os brasileiros retiraram R$ 15,93 bilhões a mais do que depositaram. A situação começou a mudar em março, com o início da pandemia da covid-19, quando os depósitos passaram a superar os saques.

Interesse - O interesse dos brasileiros na poupança se mantém apesar da recuperação da bolsa de valores nos últimos meses e da melhora das condições de outros investimentos, como títulos do Tesouro. Nos dois primeiros meses da pandemia, as turbulências no mercado financeiro fizeram investidores migrar para a caderneta.

Rendimento - Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos em queda. Com as recentes reduções na taxa Selic, o investimento está rendendo menos que a inflação.

12 meses - Nos 12 meses terminados em julho, a aplicação rendeu 3,12%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, atingiu 2,13%. O IPCA cheio de junho será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) amanhã (7).

Focus - Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 1,63% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com a atual fórmula, a poupança renderia 1,4% este ano, caso a Selic de 2% ao ano, definida na quarta-feira (05/08) pelo Banco Central, estivesse em vigor desde o início do ano. No entanto, como a taxa foi sendo reduzida ao longo dos últimos meses, o rendimento acumulado será um pouco maior.

Histórico - Até 2014, os brasileiros depositaram mais do que retiraram da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

2015 - Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões. (Agência Brasil)

ECONOMIA: Grandes empresas vão apoiar 21 mil pequenos comércios do Paraná

economia 07 08 2020O Paraná será um dos estados beneficiados pelas ações do Movimento Nós, uma iniciativa de oito grandes empresas para apoiar os pequenos varejos a superarem a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Nesta quinta-feira (06/08), o governador Carlos Massa Ratinho Junior participou de uma videoconferência com executivos das companhias envolvidas no projeto. A proposta do Movimento Nós é contribuir com a retomada de 21 mil estabelecimentos comerciais do Estado, que empregam cerca de 65 mil pessoas.

Quatro eixos - Formado pela Ambev, Aurora Alimentos, BRF, Coca-Cola Brasil, Grupo Heineken, Mondelēz International, Nestlé e PepsiCo, que figuram entre as principais companhias de alimentos e bebidas do País, a iniciativa atua em quatro eixos. A ideia é ajudar na retomada das atividades e garantir a reabertura de comércios locais, como bares, lanchonetes, padarias, mercearias, empórios e restaurantes.

Medidas - Ratinho Junior ressaltou que a proposta do movimento vem ao encontro das medidas tomadas pelo Estado para garantir a sobrevivência dos negócios paranaenses, principalmente das micro e pequenas empresas. “Estamos abertos a construir soluções com a iniciativa privada e com grandes empresas preocupadas com este momento e têm boa vontade de adotar iniciativas que possam contribuir com as pessoas afetadas”, afirmou.

Programa - “Temos um programa extenso para diminuir os impactos da pandemia e planejar a retomada econômica, mas também aceitamos novas sugestões”, disse o governador. “Desde o início da pandemia, zeramos o pagamento de ICMS de micro e pequenas empresas, a Fomento Paraná destinou certa R$ 480 milhões em créditos para autônomos e pequenos empresários e também vamos lançar uma série de iniciativas e pequenas campanhas para reativar a economia, semelhantes às adotadas pelo movimento”, salientou.

União - Para Victor Bicca, diretor de Relações Governamentais da Coca-Cola, as companhias deixam a concorrência de lado para contribuir com aqueles que mais são afetados com a diminuição da atividade econômica e pelas medidas adotadas para evitar a disseminação do coronavírus. Juntas, as oito empresas devem investir mais de R$ 370 milhões, beneficiando em todo o Brasil aproximadamente 300 mil estabelecimentos, com cerca de 1 milhão de empregados e que geram um impacto positivo a até 3 milhões de pessoas.

Levantamento - Bicca citou um levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que estima que um terço dos estabelecimentos comerciais do Brasil podem fechar por causa da pandemia. “É um trabalho inédito não só no Brasil, como no mundo, para vencer este momento difícil que estados e países enfrentam. Esta ação traz um trabalho coletivo em prol do pequeno varejo, segmento que mais sofre neste contexto”, afirmou.

Importante - “O Paraná é um estado importante para todas essas empresas. Por isso, juntos, buscamos contribuir para ajudar na retomada econômica e para que os pequenos comércios tenham condições de passar com força por este momento crítico e que possam se reestabelecer”, salientou o executivo.

Recupera Paraná- Além das medidas tomadas desde o início da pandemia, com isenção fiscal a micro e pequenas empresas e oferta de crédito por meio da Fomento Paraná e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, o Governo do Estado planeja uma série de iniciativas para a retomada da economia, com projetos para atender principalmente os setores do varejo, serviços e turismo, que geram a maioria dos empregos do Estado.

Diferentes órgãos - São ações que envolvem diferentes órgãos estatais, como as secretarias da Fazenda; do Planejamento e Projetos Estruturantes; Invest Paraná; Fomento Paraná, BRDE. “O Estado pensa forte retomada do varejo e está para lançar um programa inovador envolvendo o turismo. Vamos entrar com força nesses segmentos”, salientou o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.

Garantia - O vice-governador Darci Piana, que lidera as iniciativas do Recupera Paraná, ressaltou que o governo colabora com as iniciativas das entidades que representam esses setores. “Junto com outras instituições, o Governo do Estado colocou recursos nos fundos garantidores de crédito, que dão garantia que pequenos empresários tenham acesso a um montante de até R$ 900 milhões disponibilizado para financiamentos pelas instituições de crédito”, explicou.

Empregos - O objetivo do Governo do Estado, enfatizou o secretário estadual do Planejamento, Valdemar Bernardo Jorge, é manter o maior número de empregos. “Queremos ajudar os empresários a manter as portas abertas e garantir trabalho para as pessoas. Estamos com iniciativas para fomentar o consumo de produtos feitos no Paraná e a compra no comércio local”, destacou.

Movimento Nós - O suporte do Movimento Nós aos pequenos varejistas está dividido em quatro frentes, estruturadas para contemplar os principais desafios enfrentados pelo pequeno comerciante na retomada de suas atividades. Outras empresas, de diferentes setores, também podem contribuir com as ações.

Primeiro eixo- O primeiro eixo envolve a reabertura segura, com foco na saúde. Neste período de transição, o Movimento Nós compartilhará com os varejistas protocolos e treinamentos de proteção e saúde, kits com máscaras, álcool em gel, cartilha de boas práticas, cartazes, entre outros itens.

Segunda frente- A segunda frente tem relação com o reabastecimento facilitado do estoque. Respeitando as políticas comerciais de cada companhia integrante da coalizão, as empresas, de forma independente, comprometem-se a oferecer condições comerciais mais facilitadas para ajudar os pequenos pontos de venda a se reabastecerem, especialmente na primeira compra.

Benefícios - Os benefícios incluem prazos maiores e mais parcelas de pagamento, crédito digital para a primeira compra, descontos especiais, produtos bonificados e produtos consignados. Também está previsto o fortalecimento da relação entre comércios locais e consumidores. As empresas terão ações para estimular o consumo quando os estabelecimentos puderem retomar as atividades, ajudando o pequeno varejista a melhorar sua rentabilidade por, pelo menos, três meses.

Fortalecimento - Outro eixo diz respeito ao fortalecimento entre comércios locais e consumidores. Entre as ações desenhadas estão a reposição de estoques de produtos com descontos adicionais aos valores totais dos pedidos ou em itens selecionados; seleção de produtos com promoção especial, cujo desconto pode ser repassado para o consumidor; retorno de créditos a cada compra, para ser usado em pedidos futuros (cashback), entre outras ações.

Campanha - Também foi criada uma campanha publicitária – filmada na Mercearia Fantinatto, em Curitiba – com o intuito de conectar o consumidor ao pequeno varejo, mostrando a importância de privilegiar as compras no pequeno comércio local.

Divulgação - Por fim, a iniciativa também vai atuar na divulgação de informações relevantes do mercado. Pelo site www.movimentonos.com.br, os comerciantes podem ter acesso a informações públicas e às oportunidades oferecidas por governos, entidades e pelo próprio mercado às micro e pequenas empresas, como linhas de crédito, facilidades, entre outras medidas.

Alinhamento - De acordo com os executivos das companhias, todas as ações serão implementadas respeitando as decisões dos governos de cada cidade e Estado para a reabertura do comércio, tendo como prioridade a segurança e saúde de consumidores e comerciantes. O Movimento Nós conta, ainda, com uma consultoria independente em sua governança, que assegura que não há troca de informações sensíveis e respeita integralmente a legislação antitruste vigente.

Presenças - Participaram da videoconferência o secretário de Estado da Fazenda, Renê Garcia; e os diretores das áreas de Relações Institucionais e Governamentais da BRF, Grazielle Parenti; da Heineken, Renato Megda; da Ambev, Filipe Barolo; Rodrigo Moccia, gerente de Relações Governamentais da Ambev; da Nestlé, Helga Franco; da Pepsico, Cristiane Lopes; e da Mondelēz, Allan Grabarz. (Agência de Notícias do Paraná)

 

LEGISLATIVO: Senado aprova teto para juros de cheque especial e cartão de crédito durante a pandemia

legislativo 07 08 2020Os juros do cartão de crédito e do cheque especial poderão ter limite de 30% ao ano, em caráter excepcional, durante o estado de calamidade pública por conta da pandemia. É o que prevê o substitutivo do senador Lasier Martins (Podemos-RS) ao Projeto de Lei (PL) 1.166/2020, do senador Alvaro Dias (Podemos-PR), aprovado pelo Plenário do Senado nesta quinta-feira (06/08). Foram 56 votos a favor, 14 contrários e 1 abstenção. Agora, o projeto segue para análise da Câmara dos Deputados.

Limitação temporal - “A presente proposta tem uma limitação temporal importante: o período de calamidade que ora vivenciamos. A fixação do limite de juros valerá para contratos celebrados até o final da calamidade pública, quando deveremos estar vivenciando plenamente a recuperação econômica. Trata-se de um momento de exceção, em que os princípios constitucionais têm de ser ponderados com a realidade, e não podem adquirir caráter absoluto, inviabilizando a própria saída da crise”, afirmou Lasier.

Incorporação - O substitutivo incorporou dispositivos também do PL 2.261/2020, do senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), além dos Projetos de Lei 1.208 e 1.209, ambos da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), e 2.024/2020, do senador Dário Berger (MDB-SC). Foram incorporadas ainda, pelo relator, 16 emendas apresentadas pelos senadores.

Teto - De acordo com o projeto aprovado, os juros para o crédito rotativo do cartão de crédito e todas as demais modalidades de crédito ofertadas por meio de cartões de crédito e da linha de crédito do cheque especial não poderão exceder a 30% ao ano durante o estado de calamidade pública que começou em março. 

Limites - Os limites de crédito disponíveis em 20 de março deste ano não poderão ser reduzidos durante o período. Os empréstimos dessas linhas de crédito estarão isentos do pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As chamadas fintechs (pequenas instituições financeiras), as sociedades de crédito de financiamento e investimento, as sociedades de crédito direto e instituições de pagamento terão teto de 35% ao ano.

Cobrança vetada - Pelo texto aprovado, fica vedada a cobrança de tarifa pela disponibilização aos clientes de limite para as modalidades de crédito do cheque especial. Também é proibida a cobrança de multas e juros por atraso no pagamento das prestações de operações de crédito, concedidas por instituições financeiras públicas e privadas, inclusive na modalidade de cartão de crédito. Outra determinação do substitutivo proíbe a cobrança de juros e multas por atraso no pagamento de compras diretas de produtos e serviços. Todas essas determinações só terão validade enquanto durar a calamidade pública.

Mundo - “Cerca de 76 países do mundo estabelecem o limite das taxas de juros dos cartões de crédito. O mundo todo estabelece esse limite, e nós continuamos estabelecendo aqui a usura, a armadilha, a agiotagem oficializada, a exploração sem medida, com taxas de juros exorbitantes que chegam a 395 vezes a taxa Selic. São taxas de juros que vão de 302%, em média, atualmente, a 1.200%. Nós não estamos estabelecendo o tabelamento das taxas de juros – tabelar é diferente de limitar. A concorrência vai se estabelecer abaixo do limite estabelecido. Antes dessa pandemia, 65% das famílias brasileiras já estavam endividadas; e os bancos tiveram lucro, no ano passado, de R$108 bilhões”, afirmou Alvaro Dias.

Prevenção - De acordo com o art. 2 do substitutivo, o objetivo das novas regras é prevenir o superendividamento da população. Portanto, a lei não vale para quem contrair dívida mediante fraude ou má-fé. As instituições financeiras deverão informar a seus clientes que tenham dívidas sobre a possibilidade de contratação de créditos com juros mais baixos.

Consumidores - Para os consumidores que comprovadamente tiveram redução de renda na pandemia, as prestações poderão ser cobradas depois do vencimento da dívida, sem cobrança de multa ou juros. 

Votação separada - Por meio de votação separada (51 votos contra 22, e 1 abstenção), os senadores aprovaram o destaque do PT que também incorporou ao texto do projeto uma emenda do senador Rogério Carvalho (PT-SE). De acordo com a emenda aprovada, caberá ao Conselho Monetário Nacional (CMN), quando acabar o estado de calamidade pública, regulamentar o limite de juros para o crédito rotativo do cartão de crédito e todas as demais modalidades de crédito ofertadas por meio de cartões de crédito.

Endividamento - Alvaro Dias, autor do PL 1.166, argumenta que, durante a crise, a população que perder renda recorrerá ao cartão de crédito ou ao cheque especial para gastos essenciais. Durante a crise e na retomada posterior da economia, eles não conseguirão pagar a totalidade da fatura do cartão e entrarão no parcelamento rotativo, onde os juros superam 300% ao ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central, com instituições financeiras cobrando até mais de 600%. Situação semelhante ocorre com o cheque especial, argumenta.

Passivo - “Esse endividamento no cartão de crédito e cheque especial vai criar um passivo enorme, drenar os minguados recursos das famílias brasileiras e dificultar ainda mais a retomada da atividade econômica. Os juros altos induzem a inadimplência, que por sua vez, elevam o risco e o custo da operação. Tal situação configura círculo vicioso de difícil resolução natural”, completa Alvaro.

Grave - Para Lasier Martins, a questão dos altos juros é grave. “Acreditamos que os juros abusivos cobrados pelas instituições financeiras causam até mesmo um risco de reputação a elas mesmas. Ademais, esses juros abusivos colocam um freio no consumo, prejudicando toda a economia. A recessão econômica é certa e podemos cair em uma depressão, se medidas vigorosas não forem tomadas”.

Validade - Caso sancionada, a lei entra em vigor na data de publicação no Diário Oficial da União. O Banco Central divulgará, além das taxas de juros e de inadimplência por linha de crédito, as taxas de recuperação das dívidas. O Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, as agências reguladoras e o Banco Central deverão expedir determinações complementares ao projeto em até 30 dias, para garantir a informação do consumidor, além de fiscalizar os bancos.

A favor - Diversos senadores também defenderam a aprovação da proposta, como Major Olimpio (PSL-SP), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Zenaide Maia (Pros-RN), Eduardo Braga (MDB-AM), Jorge Kajuru, Eliziane Gama (Cidadania-MA), Acir Gurgacz (PDT-RO), Jorginho Mello (PL-SC), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Rose de Freitas e outros.

Voto contrário - Já o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) foi um dos senadores que votou contra o projeto. Para ele, a proposta não tem base técnica e pode ser prejudicial a pequenas instituições financeiras como as fintechs.

Saber usar- “O cartão de crédito, sabe o que devia ter escrito nele, em uma faixa vermelha? 'Este produto causa câncer nas suas finanças se você não souber usar. Mas este produto faz muito bem se você souber usar'. Se você souber usar, você compra, no dia 5 de julho, paga no dia 5 de agosto, sem pagar nada de juros. Se você souber usar o crédito rotativo, você fica oito dias com dinheiro do banco e não paga juros. Agora, se você resolver tomar esse dinheiro e for inadimplente, você vai ter um câncer nas suas finanças. Nós precisamos educar a nossa população! intervir na economia de forma não técnica é absurdo”, disse Oriovisto.

Parcela - Ele acrescentou que apenas 50 milhões de brasileiros têm cartão de crédito, e são pessoas com renda média de quase R$ 4 mil.

Efeitos inesperados - Também posicionou-se contrário o líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), para quem as mudanças podem levar a efeitos inesperados, como a elevação dos juros de outros produtos financeiros. “Ao estabelecer um limite para as taxas de juros livres, a instituição financeira não poderá precificar corretamente o risco do crédito. Ela tenderá a não conceder crédito a tomadores com elevado risco. Eu quero lembrar que os cartões de crédito hoje são importantíssimos para o comércio varejista. Tenho absoluta certeza de que essa decisão de hoje, se ela vier a ser efetivada, vai representar uma restrição à recuperação da atividade econômica do varejo brasileiro, que foi tão fortemente afetado pela crise do coronavírus”, acrescentou. (Agência Senado)

FOTO: Jefferson Rudy / Agência Senado

 

SAÚDE I: Brasil tem 98,4 mil mortes e 2,9 milhões de casos

O balanço diário do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (06/08) totalizou 98.493 mortes desde o início da pandemia. Desde ontem, foram registrados pelas secretarias locais de saúde 1.237 óbitos. Na quarta-feira (05/08), o sistema marcava 97.256 mortes. Ainda há 3.544 óbitos em investigação.

Acumulado - O número acumulado de casos da doença chegou a 2.912.212. Nas últimas 24 horas, o painel do órgão recebeu a notificação de 53.139 novos casos das autoridades locais de saúde. Até quarta-feira, a pasta havia contabilizado 2.859.073 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

Em acompanhamento - De acordo com o Ministério da Saúde, há 766.059 pacientes em acompanhamento, e 2.047.660 pessoas recuperadas da doença.

Covid-19 nos estados - Os estados com mais mortes por covid-19 são: São Paulo (24.448), Rio de Janeiro (13.941), Ceará (7.893), Pernambuco (6.828) e Pará (5.835). As Unidades da Federação com menos falecimentos pela pandemia são: Tocantins (428), Mato Grosso do Sul (458), Roraima (538), Acre (552) e Amapá (594).

Casos - Já em termos de casos, São Paulo lidera (598.670), seguido por Bahia (183.690), Ceará (183.301), Rio de Janeiro (174.064) e Pará (162.822). A Bahia ultrapassou o Ceará e assumiu a segunda colocação no ranking.

Menos infectados - Os estados com menos pessoas infectadas até o momento são Acre (21.263), Mato Grosso do Sul (29.101), Tocantins (29.539), Roraima (34.929) e Amapá (37.735). O Acre consolidou a posição de estado com menos casos. Nas últimas semanas, essa posição era ocupada por Mato Grosso do Sul. (Agência Brasil)

 

saude I tabela 07 08 2020

SAÚDE II: Boletim registra mais 1.924 casos de infecção e 60 óbitos

saude II 07 08 2020A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (06/08) mais 1.924 infecções e 60 mortes pela Covid-19 no Paraná. O Estado acumula 86.303 diagnósticos positivos e 2.200 óbitos em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - Nesta quinta-feira, 1.104 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estava, internados, sendo 844 em leitos SUS (400 em UTI e 444 em enfermaria) e 260 na rede particular (102 em UTI e 158 em enfermaria).

Resultados - Há outros 1.061 pacientes internados - 479 em UTI e 582 em enfermaria- que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - Os 60 pacientes que faleceram, relatados neste informa, estavam internados. São 25 mulheres e 35 homens, com idades que variam de 18 a 91 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 6 de julho e esta quinta-feira, 06 de agosto.

Residência - Os pacientes que faleceram residiam em Curitiba (17), Arapongas (5), Apucarana (4), Maringá (4), Campo Mourão (3), Foz do Iguaçu (3), Antonina (2), Colorado (2), Fazenda Rio Grande (2), Londrina (2), Paranaguá (2).

Um óbito - Há um caso de óbito em cada um dos municípios de Almirante Tamandaré, Barbosa Ferraz, Campina da Lagoa, Faxinal, Itambé, Mandirituba, Marialva, Nova Esperança, Paranavaí, Pinhais, Quinta do Sol, Quitandinha, São José dos Pinhais e Uniflor.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 966 casos de residentes de fora. 24 pessoas foram a óbito.

Ajustes - Alteração de município: Um caso confirmado no dia 23/07 em Curitiba foi transferido para Almirante Tamandaré. Outro confirmado no dia 31/07 em Rebouças foi transferido para Curitiba. Um caso confirmado no dia 30/07 em Curitiba foi transferido para Marialva. Um caso confirmado no dia 02/08 em Londrina foi transferido para Arapongas. Um óbito confirmado no dia 02/08 em Cascavel foi transferido para Maringá. O óbito, de uma mulher de 70 anos, confirmado no dia 190/7, em Nova Esperança, foi transferido para São Paulo.

Exclusões - Foram excluídos por duplicidade de informação um caso confirmado no dia 03/008 em Curitiba; um confirmado no dia 03/08 em Araucária; um confirmado no dia 04/08 em Curitiba, e outro confirmado no dia 09/07 em Arapongas. (Agência de Notícias do Paraná)

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