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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4851 | 25 de Junho de 2020

FÓRUM DAS FIAÇÕES: Setor discute cenários e soluções para superar a crise causada pela pandemia

Na tarde desta quarta-feira (25/06), o Sistema Ocepar realizou o Fórum das Fiações, reunindo representantes de quatro cooperativas agropecuárias que atuam neste segmento: Coamo, Cocamar, Cocari e Copasul (MS). O objetivo do encontro virtual, que contou com a participação de 30 cooperativistas, foi discutir cenários e soluções para o setor, diante dos impactos econômicos causados pela pandemia do coronavírus. O evento foi aberto pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que enfatizou a importância da atividade têxtil para o país e “a necessidade das cooperativas se articularem em torno de soluções para a crise, antecipando novas tendência de consumo, para ampliar sua participação no mercado”. Participaram do Fórum, o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, o gerente técnico Flavio Turra, além de analistas e técnicos da entidade.

Indicadores - O primeiro painel do fórum debateu sobre a recuperação do setor têxtil num contexto de pandemia e consequente retração de negócios. O presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Fernando Valente Pimentel, falou sobre os indicadores atuais, as políticas necessárias para amenizar os danos da crise e as mudanças trazidas pelos meios digitais que podem transformar a relação com os consumidores. “O setor têxtil gera 1,5 milhão de empregos no Brasil. A pandemia causou fortes impactos: a maioria das empresas está atuando com 50% de sua capacidade operacional, e muitas delas tiveram que demitir parte do quadro de funcionários. É uma crise dramática que certamente trará lições importantes ao segmento”, afirmou.

Recuperação - Segundo Pimentel, pesquisas da Abit indicam que a maioria dos empresários estima que a recuperação da economia se dará somente a partir de 2021. “Muitas empresas estão fazendo ajustes e conseguiram preservar e até gerar novos postos de trabalho. São movimentos estratégicos que estão sendo feitos, em específico nas vendas de e-commerce, por aplicativos e na internet, e também em determinados segmentos que estão tendo resultados positivos por atuarem com artigos mais demandados neste período de quarentena. Exemplo, as roupas mais confortáveis estão ganhando destaque nas vendas em detrimento de outras mais formais, como ternos, calças sociais e gravatas”, explicou.

Vantagens - O segundo palestrante do Fórum foi o sócio administrador da GL Têxtil e fundador e gestor da Multiplier, Caetano Laudelino, que abordou os desafios do setor para a retomadas nas vendas. Ele abordou as características do mercado de fios no Brasil, abrangendo os segmentos de malharias, confecções de varejo, magazines, atacadistas e licitações para uniformização. “O Paraná tem vantagens logísticas que podem favorecer as empresas e cooperativas do estado, quando a retomada dos negócios se iniciar. É um fator que pode ser melhor explorado, com o foco na agilidade de entregas e qualidade dos produtos”, disse. A GL Têxtil tem sede em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

Cadeia produtiva - O último a falar no Fórum, foi o gerente de gestão de fornecedores das Lojas Renner, Vinicios Meneguzzi Malfatti, que fez um relato das ações da empresa diante da crise provocada pela pandemia. “Foram mantidos todos os 23 mil empregos, apesar das 597 lojas do grupo terem permanecido fechadas durante 45 dias. Buscamos organizar a operação, revisar as coleções, e mantivemos todos os pagamentos aos nossos 258 fornecedores. Precisamos manter a cadeia produtiva do setor em pé”, afirmou. 

União - Segundo ele, a tarefa de prever cenários para o segundo semestre é complexa, pois tudo se modifica rapidamente, com decretos governamentais que abrem e fecham o comércio de forma contínua. “Não vamos tapar o sol com a peneira, o momento é muito desafiante, mas somos um país que consegue dar a volta por cima. Tivemos várias crises no Brasil e vamos superar a atual situação, embora alguns fiquem no caminho. A união da cadeia do setor têxtil é importante, temos que nos dar as mãos para construir soluções conjuntas. Vamos sair mais fortes como empresa e como ecossistema”, concluiu. 

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DIA DE COOPERAR: Dia C terá uma semana de celebração no Paraná

dia c 25 06 2020Para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado sempre no primeiro sábado de julho, e, também, o Dia C, Dia de Cooperar, o Sistema Ocepar está organizando uma programação especial, que inicia em 4 de julho e se estende pela semana seguinte. Devido à pandemia do coronavírus, todas as atividades ocorrerão de forma virtual. Elas iniciam com a primeira transmissão online, feita do auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, com abertura do presidente da entidade, José Roberto Ricken, e com um mestre de cerimônia para conduzir o evento. Também haverá diversas apresentações culturais feitas pelas cooperativas paranaenses. “Teremos uma celebração totalmente diferente de anos anteriores. Será num ambiente digital, onde o Sistema Ocepar liderará e nossas cooperativas serão as principais protagonistas, com uma programação focada na divulgação das principais ações e dos talentos culturais”, destacou Fabiane Ratzke, uma das coordenadoras do eventoNo sábado (04/07), a live será realizada das 13h às 15h. Durante a semana, de 06 a 10 de julho, será das 13h30 às 15h30.

Sistema OCB- No dia 4 de julho, além da transmissão ao vivo do Dia de Cooperar, será possível acompanhar, a partir das 15h, a live que o Sistema OCB realizará direto de Brasília. “A ideia é celebrar esta importante data com a participação de todas as unidades estaduais. No final do dia, o evento encerra com um show ao vivo da banda Skank, direto de Belo Horizonte, em parceria com o Sistema Ocemg,”, lembra Samuel Milléo Filho, responsável pela coordenação da área de Comunicação do evento.

Semana da Cooperação - Mas celebração do Dia C não para por aí no Paraná. A partir de segunda-feira (06/07), serão realizadas as lives da Semana da Cooperação até sexta-feira (10/07), sempre no período da tarde. Cada dia da semana será reservado para uma participação diferente de lideranças do cooperativismo e personalidades do estado. “Neste dia, o espaço será para que as cooperativas possam divulgar suas ações e projetos voltados para o Dia de Cooperar, em especial, com foco no combate à pandemia do novo coronavírus. Cada cooperativa pode produzir e nos enviar um vídeo de até 1 minuto de duração para que seja veiculado na programação da semana. O prazo para envio dos vídeos é dia 26 de junho e somente de projetos inscritos até o dia 17 de junho no site do Dia C”, lembrou Fabiane. Ela também destacou que, durante toda semana, será promovida uma campanha de arrecadação de doações para os hospitais que mais estejam necessitando.

Dia C - O Dia C, conhecido como Dia de Cooperar, é um grande movimento nacional, coordenado pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), cujo objetivo é estimular as cooperativas a desenvolver ações de responsabilidade social, colocando em prática os princípios e valores cooperativistas, por meio de ações voluntárias, de forma contínua e transformadora.

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Cooperativa lança campanha Eu coopero com a economia local

A campanha “Eu coopero com a economia local”, idealizado pelo Sistema Sicredi, foi lançada, oficialmente, pela Sicredi União PR/SP na terça-feira (23/06). Com isso, todas as agências da cooperativa de crédito, que atua no Norte e Noroeste do Paraná, Leste e Centro-Leste paulista, iniciam ações para incentivar o consumo de produtos locais de todos os ramos de negócios.

Relevância - "Acredito muito nessa campanha e queremos que ela seja relevante para associados, e percebida por toda a comunidade”, disse o diretor-executivo da Sicredi União, Rogério Machado, no lançamento da campanha.

Resgate - Segundo ele, o movimento começou no Sicredi, teoricamente em 2014, quando surgiu a ideia de resgatar o modelo de criação do sistema Sicredi, que era de se aproximar dos empresários locais. “Em 1985, a cooperativa Sicredi União PR/SP começou dessa forma e agora queremos resgatar essas iniciativas”, lembrou.

Ações - A campanha “Eu coopero com a economia local” terá várias frentes de ação, desde parcerias com entidades em cada localidade, ações que ajudem o produtor e empresário a venderem, até distribuição de material de comunicação indicando a participação no movimento.

Provocação - “Acredito que esse é o futuro em termos de cooperativismo e união. É um movimento que visa desenvolver embaixadores, de provocação aos nossos comércios locais", classificou David Conchon, superintendente de Negócios da Sicredi União.

DNA - Para o gerente de Marketing da cooperativa, Diego Menão, trata-se de um momento muito nobre para a Sicredi União, pois essa campanha visa resgatar o DNA do Sicredi, que já faz esse movimento de apoio à economia local desde 1902, quando surgiu o Sicredi, que foi a primeira cooperativa de crédito do país.

Estratégias - A estratégia da campanha será impactar positivamente diversos públicos, desde pequenos comerciantes e produtores rurais, para que se sintam apoiados pela campanha; associados do Sicredi, para que contribuam com a divulgação das mensagens e aproveitem oportunidades de negócio que possam surgir com ela; e consumidores, para que se conscientizem sobre seu papel na movimentação da economia de suas regiões por meio de seu comportamento de consumo. A iniciativa também convida entidades e os meios de comunicação para se engajarem e fortalecer a propagação do movimento.

Ferramenta de apoio - Um hotsite também será criado para servir de fonte de informações sobre a iniciativa e ferramenta de apoio aos empreendedores locais. O espaço disponibilizará conteúdos em vídeo e e-books com dicas de como trabalhar os negócios nos meios digitais e uma plataforma de personificação de peças digitais de divulgação, além de acesso a

Proximidade - A prioridade de relacionamento com fornecedores locais é uma política do Sicredi por meio da atuação das suas 110 cooperativas de crédito. Só em 2019, foram mais de R$ 550 milhões injetados na economia, por meio de pagamentos a fornecedores locais pela instituição.

Marketplace - Para fomentar as interações comerciais entre seus associados, a instituição disponibiliza desde 2019 o Sicredi Conecta, aplicativo de marketplace que permite a eles fazerem anúncios e vendas de produtos e serviços, sem cobrança de taxas por isso. A solução tecnológica impulsiona empreendedorismo em diversos setores da economia e regiões do país.

No país - Na solução já é utilizada por cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi em 15 estados: Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

PRIMATO: Expedição percorre Centro Sul do Paraná

primato 25 06 2020A Expedição Primato é um projeto de relacionamento com cooperados, pecuaristas e produtores rurais da área de atuação da cooperativa que tem como objetivo promover o relacionamento, conhecer as propriedades, atividades e histórias de vida. É uma importante ferramenta de relacionamento, permitindo que a cooperativa entenda melhor a realidade de cada região onde está inserida e suas peculiaridades, assim como cada um deles atua e quais as oportunidades que a Primato apresenta para ter um melhor envolvimento com as pessoas e cidades onde está inserida.

Visitas - Entre os dias 10 e 12 de junho a Expedição Primato fez visitas no centro sul do Paraná, a chamada região do Cantu, passando por propriedades em Catanduvas, Guaraniaçu, Diamante do Sul, Nova Laranjeiras, Laranjeiras do Sul e Rio Bonito do Iguaçu.

Pecuária de corte- Esta é uma região que tem grande potencial em pecuária de corte e as propriedades de cooperados que atuam com a atividade demonstram evolução com a parceria com a Primato. “A atividade de corte na região do Cantu é representativa e vem cada vez mais melhorando o porte, seja em genética, estrutura e logística. Com o uso da Linha de rações Prima Raça, assim como minerais e produtos veterinários da Primato, os resultados em produção são de ótima qualidade”, destacou o assessor de marketing e comunicação da Primato, Daniel Meneghini que complementou, “e através de Leilões, por hora virtuais, os resultados de comercialização estão sendo maiores que a expectativa, o que anima os pecuaristas de toda região”.

Pecuária de leite- Por sua vez a pecuária de leite é tradicional nas cidades do Cantu e os cooperados tem uma relação positiva e longínqua com a cooperativa. “A atividade leiteira é muito forte nas cidades do Cantu, onde cooperados investem em infraestrutura como o Compost Barn, além de genética para animais que proporcionam uma ótima performance na produção de leite”, explicou Meneghini que complementou, “e a Prima Raça auxilia na alta produtividade e sanidade do plantel, tendo uma ótima avaliação pelos cooperados que fazem questão de destacar a nutrição animal como diferencial”.

Expedição - “A Expedição Primato está no seu terceiro ano e percebemos que ela é importante no processo de relacionamento com nossos cooperados de todas as regiões. Em especial a região do Cantu, onde a área de atuação é extensa e com grandes possibilidades para a Primato, que está inserida há mais de 15 anos”, enalteceu o diretor executivo da Primato, Anderson Sabadin que concluiu, “e como resultado temos uma edição especial na Revista Primato, assim como informações sobre ações de marketing, comunicação e comercial que possam ser assertivas para os cooperados e clientes do centro sul do Paraná”.

Resultado - O resultado da segunda parte da Expedição Primato 2020 será apresentada na edição 194 da Revista Primato, que será lançada no início de julho. (Imprensa Primato)

 

DIA DO IMIGRANTE: Holandeses mantêm tradição, cultura e fé vivas no Paraná

No dia 17 de março de 1954, a família Barkema deixava a Holanda rumo ao Paraná. Eles fazem parte de um grupo importantíssimo na formação do estado: o dos imigrantes. Com 80 anos de idade, Reinder Mattheus Barkema lembra com clareza das datas e fatores que fizeram sua família deixar Ten Boer, um antigo município do nordeste da Holanda, na província de Groningen, em busca de novas terras. “Nós éramos em onze filhos e meus pais sabiam que lá não teríamos terra para gerar renda para todos, além da insegurança do pós Guerra”, conta. A viagem foi longa e a família chegou ao Brasil no dia 21 de abril de 1954, quando começou uma nova trajetória.

Profissão - A experiência na agropecuária, profissão que sustentava a família Barkema na Europa, foi um dos fatores que motivou a vinda para o Brasil. E, com as oportunidades do novo país, Reinder seguiu os passos do pai no ramo. “A agropecuária tem um modo de trabalhar que permite diversificar a produção, possibilita que, em um pequeno espaço de terra, possamos garantir nosso sustento”, conta.

Cooperado mais antigo - Com 55 anos de atuação no ramo, principalmente na suinocultura, Reinder é hoje o cooperado mais antigo em atividade na Alegra, indústria de alimentos derivados da carne suína, localizada nos Campos Gerais (PR). Atualmente, com a criação de aproximadamente 3.500 suínos, Reinder dedica 100% da produção mensal para a marca - cerca de 500 por mês.

Ciclo completo - Em sua criação, o produtor trabalha com o formato de ciclo completo, que envolve desde o nascimento do animal, até o processo de engorda e venda, garantindo que todos os critérios de qualidade exigidos pela empresa sejam cumpridos. Além de manter a tradição dos pais, Reinder viu a história se repetir e passou adiante o amor e cuidado pela função, que hoje também é a profissão de alguns dos seus seis filhos.

Cultura - Além da atividade profissional, a cultura e as tradições holandesas são traços que se mantêm geração após geração na família. Para Reinder, os valores ensinados por seus pais são a principal herança a ser deixada para seus filhos e netos. “Nós aprendemos que palavra tem que valer e que deveríamos sempre seguir praticando o bom exemplo que aprendemos com pai e mãe. Além disso, manter a nossa língua holandesa é essencial, pois ela já diz muito sobre nós, sobre como trabalhamos e pensamos. E a crença que recebi dos meus pais, protestantes, também foi algo que transmitimos para a família”, explica.

Tradições - Por serem colônias holandesas, Castrolanda, Carambeí e Arapoti também permitem que as famílias mantenham as tradições do país de origem no convívio em sociedade. O imigrante e conselheiro da Associação Cultural Brasil-Holanda, Jan Borg, conta que a convivência entre as famílias da região é essencial para a manutenção dos traços culturais. “A interação com outros imigrantes e descendentes de holandeses faz com que toda a comunidade consiga manter requisitos importantes para a cultura, como a língua, a fé e também a comemoração de datas festivas holandesas”, conta.

Nova geração - Filho de Reinder, Albert Reinder Barkema e seus cinco irmãos também pretendem seguir a tradição do país de origem da família e manter os valores pregados pelo pai. “Como nosso pai e mãe são holandeses, eu e meus irmãos fomos criados dentro dos costumes e cultura dos Países Baixos. Na fé e na educação, temos traços muito fortes dessa tradição, além da tentativa de manter sempre a língua como uma herança que nos identifica”, ressalta Albert.

Transmissão da cultura - Para a irmã de Albert, a professora Marjan Barkema Loman, a mudança de gerações não deve interromper a transmissão da cultura que recebeu dos pais. “Tudo o que é ensinado na infância, permanece conosco. As gerações podem mudar, e nós também, mas isso não pode fazer com que percamos nossos princípios. A tradição permanece em nossa família e é passada aos nossos filhos pela rotina diária que temos em casa”, finaliza.

Sobre a Alegra - A indústria de alimentos Alegra é a união das cooperativas de origem holandesa, Frísia, Castrolanda e Capal, que constituem o grupo Unium. Uma empresa que combina condições de trabalho ideais aliando tecnologia, equipamentos de última geração, preocupação com o bem-estar dos animais e sustentabilidade em seu parque industrial, sempre primando pela excelência em seu produto final, que utiliza as melhores carnes suínas.

Em 2017, a marca conquistou o reconhecimento internacional quanto às Práticas de bem-estar Animal no abate, tornando-se a primeira planta brasileira a receber essa certificação em bem-estar suíno, pela WQS. Mais informações em www.alegrafoods.com.br.

Sobre a ACBH - A Associação Cultural Brasil-Holanda (ACBH) é uma organização formada por holandeses e descendentes de holandeses no Brasil, oriundos de diversas colônias. Visa preservar o patrimônio histórico artístico e cultural holandês e brasileiro para a posteridade. Também quer incentivar, desenvolver e divulgar as várias formas de expressão cultural. Mais informações: https://www.acbh.com.br/ (Assessoria de Imprensa)

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IPCA-15: Passagens aéreas seguram prévia da inflação, que tem menor junho desde 2006

ipca 25 06 2020Influenciada pelo resultado de -26,08% no preço das passagens aéreas, a prévia da inflação de junho ficou em 0,02%, o menor resultado para o mês desde 2006, quando a taxa tinha sido de -0,15%. O grupo dos Transportes (-0,71%) representou o maior impacto negativo, contribuindo com -0,14 ponto percentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (25/06) pelo IBGE.

Doze meses - Em 12 meses, o índice alcançou 1,92%, abaixo dos 1,96% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Com o resultado, o IPCA-E (IPCA-15 acumulado trimestralmente) ficou em -0,58%, menor taxa nesse indicador desde setembro de 1998.

Deflação - Todas as áreas pesquisadas tiveram deflação nos preços das passagens aéreas, desde -34,37% em Belém até -15,85% em Fortaleza. Ainda no grupo dos Transportes, os combustíveis (-0,34%) caíram pelo quarto mês seguido. Após ter registrado -8,51% em maio, a gasolina teve variação negativa de 0,17%. Também registraram quedas de preços o óleo diesel (-4,39%) e o etanol (-0,49%), enquanto o gás veicular teve alta de 0,84%, contra -1,21% em maio.

Habitação - No grupo Habitação (-0,07%), a energia elétrica (-0,48%) teve o maior impacto negativo (-0,02 p.p.), já que permanece em vigor até o fim do ano a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional nas contas de luz.

Altas - No lado das altas, o maior impacto positivo (0,09 p. p.) veio do grupo de Alimentação e Bebidas (0,47%), puxado principalmente pela alimentação no domicílio (0,56%). Os destaques em alta ficaram com a batata-inglesa (16,84%), carnes (1,08%), cebola (14,05%) e feijão-carioca (9,38%). Já os destaques em queda foram do tomate (-12,36%), da cenoura (-12,05%) e das frutas (-0,80%).

Alimentação fora do domicílio - A alimentação fora do domicílio também acelerou de maio (0,13%) para junho (0,26%), especialmente por conta do item lanche, que foi de 0,64% para 0,82% na passagem de um mês para o outro.

Regiões pesquisadas - Quatro das 11 regiões pesquisadas apresentaram deflação em junho. O maior índice foi observado na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,27%), principalmente por conta da alta nos alimentos, como as carnes (4,35%) e a batata-inglesa (24,71%). Já o menor resultado foi registrado na região metropolitana de Belém (-0,20%), por conta do recuo nos preços das passagens aéreas (-34,37%). (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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EMBRAPA: Influência do clima e descompactação do solo são temas de lives

embrapa 25 06 2020Nesta semana, acontecem duas lives referentes a clima e solo. Em 25 de junho de 2020, quinta-feira, às 11h (horário de Brasília), a live organizada pela Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) tem como tema “A importância do clima no seu dia a dia: o exemplo de Mato Grosso do Sul”. No dia seguinte, 26, às 10h (horário de Brasília), intitulada "A produtividade de sua lavoura está limitada pela compactação do solo?”, live organizada em parceria entre Embrapa Soja (Londrina, PR) e Embrapa Agropecuária Oeste. Para a live do dia 26, as inscrições, antecipadas, são pelo link https://bit.ly/3hKuBPo. Após a inscrição, o participante receberá o link da live.

Clima - O evento ao vivo sobre o clima, 25 de junho, conta com a presença dos pesquisadores Carlos Ricardo Fietz, Danilton Luiz Flumignan e Éder Comunello, que falarão sobre temas interdisciplinares. A live terá como moderador o pesquisador Milton Parron Padovan. O pesquisador Fietz vai apresentar uma visão panorâmica do clima da região sul de Mato Grosso do Sul, com informações sobre eventos extremos, como temperaturas máxima e mínima, umidade do ar, velocidade do vento, além de falar sobre o comportamento da temperatura e chuva, ocorrência de geadas e veranicos, entre outros, na região.

Leste - Outra região do estado retratada será a leste, conhecida como Bolsão. A partir dos estudos de clima feitos pela Embrapa Agropecuária Oeste, mostrou-se que os produtores rurais da região, predominantemente pecuário, podem explorar o setor agrícola, bastando para isso conhecer e usar bem o clima propício para a agricultura e transpor as condições desfavoráveis, como mostram as pesquisas do Centro de Pesquisa da Embrapa. Esse será o assunto de Danilton Luiz Flumignan, pesquisador da Unidade da Embrapa, de Dourados, MS.

Zoneamento - O uso dos dados para zoneamento climáticos, em especial o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), será o assunto do pesquisador Éder Comunello. Entre eles, ele mostrará como a quantidade de estações meteorológicas com séries longas, com no mínimo 15 anos, dados de plantas, para estimar a necessidade de água das culturas, além da capacidade do solo armazenar a água, resultam nas recomendações do ZARC, com os períodos mais favoráveis de plantio.

Live compactação do solo - Os pesquisadores Henrique Debiasi, da Embrapa Soja eJúlio Cesar Salton, da Agropecuária Oeste abordarão a compactação do solo para as região de transição, do climasubtropical da região de MS

Objetivo - O objetivo é discutir a qualidade física do solo que se manifesta por várias formas, entre as quais a compactação. Para tanto o diagnóstico é fundamental para entendero que causa esse problema. Sua evolução ao longo do tempo devido ao uso de uma sequência de práticas inadequadas. Com o diagnóstico correto, com o método de Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo (DRES) pode-se corrigir os problemas e retornar o solo a sua melhor condição.

Ferramentas- Durante a live, os pesquisadores vão apresentar as ferramentas que associadas ajudam a melhorar a estrutura do solo, práticas de estímulo à atividade biológica sozinha ou associada com métodos mecânicos como a escarificação, entre outros. Todos os detalhes serão discutidos com os participantes no evento Ao Vivo pelo Canal da Embrapa pelo YouTube (https://www.youtube.com/embrapa), que será moderado pelo pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo Garcia. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

AGROÍNTEGRO: Cadastro vai reconhecer empresas e cooperativas comprometidas com ética e integridade no agro

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou o Cadastro Agroíntegro, para reconhecer empresas e cooperativas agropecuárias que implementem práticas de integridade, ética e transparência.

Termo de Compromisso - Para ter seu nome cadastrado no banco de dados, as empresas deverão assinar um Termo de Compromisso com a Ética e a Integridade, declarando sua disposição para atuar e contribuir para um ambiente concorrencial mais íntegro, ético e transparente no setor privado e em suas relações com o setor público, bem como da demonstração de ações efetivas de curto e médio prazo com este propósito.

Regulamento - O regulamento do cadastro foi publicado no Diário Oficial da União na última terça-feira (23/06). A empresa ou cooperativa agropecuária interessada em constar do Cadastro Agroíntegro deverá preencher e submeter formulário eletrônico de solicitação de adesão diretamente diretamente no site oficial do Mapa.

Selo Mais Integridade - Segundo o chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do Mapa, Cláudio Torquato, a inclusão no cadastro é o passo inicial para que a empresa possa concorrer ao Selo Mais Integridade. “É um degrau para que as empresas e cooperativas com interesse na pauta de integridade, mas com grau de maturidade ainda baixo, possam no futuro concorrer ao Selo”, diz, ressaltando que a implementação do cadastro foi feita atendendo a pedido da ministra Tereza Cristina. As empresas constantes no cadastro se comprometem a concorrer ao Selo Mais Integridade no prazo de dois anos, sob pena de suspensão do direito de constar no Cadastro.

Área responsável - As empresas que desejarem ser incluídas no cadastro deverão ter uma área responsável pela implementação do Programa de Integridade, com atribuições estabelecidas em documento formal da alta direção da empresa ou cooperativa. Também devem assinar o Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção do Instituto Ethos e disponibilizar canais de denúncia na internet, com possibilidade de apresentação de denúncias anônimas.

Diligências - A Coordenação-Geral de Integridade da Assessoria Especial de Controle Interno do Mapa deverá promover diligências junto aos órgãos de controle externo e interno para verificar se existem processos administrativos ou judiciais, certidões positivas, denúncias ou quaisquer notícias desabonadoras graves que possam provocar dúvidas ou questionamentos sobre a efetividade das boas práticas de gestão de integridade, ética, responsabilidade social e sustentabilidade ambiental, inclusive de seus administradores, dirigentes e diretores. Se forem encontradas essas informações, a empresa será notificada para prestar esclarecimentos sobre as supostas irregularidades e as medidas adotadas.

Medidas - As empresas deverão demonstrar a adoção de medidas corretivas capazes de minimizar eventuais danos ocasionados por empregados e dirigentes que pratiquem atos comprovadamente antiéticos e ilegais e denunciar a autoridades competentes a prática de atos de corrupção de que tenha conhecimento. Se for comprovado o envolvimento da empresa em denúncias sobre crimes de corrupção ou contra direitos humanos ou o meio ambiente, a empresa poderá ser retirada do cadastro.

Reconhecimento - O Selo Mais Integridade é promovido pelo Mapa desde 2018. O objetivo é reconhecer as empresas e cooperativas do agronegócio que adotam práticas de integridade sob a ótica da responsabilidade social, sustentabilidade ambiental, ética e, ainda, o comprometimento em inibir a fraude, o suborno e a corrupção. (Mapa)

MAPA: Ministério e CBI lançam Plano de Investimento para Agricultura Sustentável

mapa 25 06 2020Os sucessivos aumentos de produção e produtividade, obtidos a partir da utilização de modernas tecnologias e práticas sustentáveis no campo, contribuem para impulsionar o mercado de títulos verdes no Brasil. A avaliação consta do Plano de Investimento para Agricultura Sustentável lançado terça-feira (23/06) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Climate Bonds Initiative (CBI), durante o webinar “Destravando o Potencial de Investimento Verdes para Agricultura no Brasil”.

Entendimento e visibilidade - O plano foi elaborado para fornecer maior entendimento e visibilidade sobre o cenário de oportunidades de investimento verde no agronegócio brasileiro. A CBI é a principal autoridade mundial no tema e a única certificadora global de títulos verdes.

Origem - A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) lembra que o plano nasceu a partir da assinatura de um protocolo entre o Mapa e a CBI em novembro do ano passado, em Nova York. “Queremos ser protagonista desta nova tendência. Daí a importância de se fortalecer esse mercado de finanças verdes no Brasil, que é uma potência agroambiental, comprometida com a sustentabilidade”, afirmou.

>> Veja aqui o relatório

Medidas - A ministra citou medidas que têm tornado a agropecuária brasileira uma das mais sustentáveis do mundo, como a produção em áreas degradadas sem a necessidade da abertura de novas áreas, o que possibilita a preservação de 66% da vegetação nativa nacional, e tecnologias de sustentabilidade desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para a criação de animais sadios a partir de sistemas de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). “Precisamos do desenvolvimento das finanças verdes do agro como forte indutor da concretização deste cenário”, afirmou.

Cifras - Segundo a ministra, os investimentos verdes podem alcançar cifras bilionárias no Brasil, levando em conta que o capital de giro para movimentar atividades agropecuárias se aproxima de US$ 100 bilhões por ano. O montante aumenta ao se considerar todo o agronegócio, como a produção de insumos, logística, industrialização e comercialização.

Carteira de investimento - No webinar, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, destacou que o governo federal dispõe de uma carteira de investimentos em infraestrutura bastante robusta, e que todos os projetos já incluem na fase de planejamento a perspectiva da sustentabilidade, como uso menor de combustível fóssil no transporte de cargas. “Tenho certeza que a nossa inserção na questão da sustentabilidade e na obtenção de títulos verdes será um sucesso”, disse.

Governança sustentável - Já o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, apontou que a governança sustentável passou a ser tema na agenda de todos os Bancos Centrais do mundo. Segundo Campos Neto, o Brasil tem um grande potencial nas finanças verdes, que precisa ser desenvolvida. Ele citou, por exemplo, que somente 20% das emissões de carbono do país são precificadas. “As políticas de governança influenciam nos investimentos. Nós podemos e devemos participar mais deste mercado”.

Condições - Para a presidente do Banco UBS no Brasil, Sylvia Coutinho, o Brasil dispõe de todas as condições para se tornar o líder mundial em investimentos verdes, destacando a Lei 13.986, que torna os títulos de crédito do agronegócio mais simples, menos burocráticos e flexíveis para o mercado financeiro verde. A executiva mencionou que uma pesquisa com 3 mil investidores de 85 países revelou que os investidores brasileiros lideram ranking como os mais estão atentos ao tema ao destinar recursos para empreendimentos. “O Brasil tem os maiores ativos ambientais do planeta e o mais competitivo agronegócio do planeta”.

Capacitação - De acordo com o diretor de investimentos do PGGM (fundo de pensão da Europa), Jeroen Verleum, o país necessita capacitar os investidores para ampliar a aplicação de recursos nas finanças verdes.

Crescimento - A diretora-executiva da CBI, Justine Leigh-Bell, ressaltou que os investimentos verdes no Brasil podem crescer em grande escala, por meio de melhor visibilidade dos segmentos aptos para investimento. “Estamos na direção certa, mas há muito trabalho a ser feito. Eu tenho expectativa de que haverá muito sucesso por parte do Brasil”.

Sustentabilidade - Os resultados expressivos do mercado agropecuário brasileiro - maior exportador de carne bovina, aves, soja, café, suco de laranja, açúcar – já o transformaram no segundo maior mercado de títulos verdes da América Latina e Caribe. O país representa 34% da emissão na região, somando quase US$ 6 bilhões.

Primeiro título - O primeiro título verde do país foi emitido em junho de 2015 e, desde então, já são 25 títulos emitidos. “Mas é um mercado no Brasil ainda incipiente, considerando o potencial do setor. Há inúmeras oportunidades, mas essas precisam ser identificadas e promovidas, incluindo os tipos de ativos e projetos que podem ser classificados como aptos para financiamento verde”, afirma José Ângelo Mazzillo Jr, secretário-adjunto da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Cenário global - No cenário global, esse volume, somente em 2019, chega a emissão recorde de aproximadamente US$ 260 bilhões. No acumulado, desde 2013, são US$ 800 bilhões, segundo o Plano de Investimento para Agricultura Sustentável.

Esforços - O plano é resultado dos esforços desenvolvidos pelo Mapa e a CBI por meio de consultas a representantes de governo federal, de entidades de classe e do setor agrícola.

Políticas - Nas últimas quatro décadas, aponta o Plano, o Brasil implementou várias práticas agrícolas sustentáveis, como o plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e a fixação biológica de nitrogênio, conduzidas pelo Ministério da Agricultura. O plantio direto, por exemplo, foi adotado na produção de soja e milho, melhorando a fertilidade do solo e diminuindo o uso de fertilizantes químicos.

Código Florestal - A adoção do Código Florestal e o Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) têm sido vitais para a expansão de uma agricultura sustentável. Por meio do aumento da produtividade agrícola e da adoção de boas práticas e tecnologias, apenas 7,8% do território brasileiro - 66 milhões de hectares - são destinados à produção agrícola.

Avaliação - Uma avaliação do Plano ABC, que completa 10 anos em 2020, mostra que as tecnologias de baixo carbono foram implementadas em 59 milhões de hectares, cerca de 25% da área utilizada para atividades agropecuárias. A expansão dessas tecnologias e outras práticas agrícolas aumentará a produtividade e a eficiência e, consequentemente, elevará o número de novas oportunidades de investimento. O uso de pastagens de baixa produtividade para fins de cultivo é outra alternativa para aumentar a produtividade e a eficiência.

Práticas - Entre outras práticas e técnicas já presentes na agricultura nacional para aumentar a eficiência e a produtividade está a utilização de biofertilizantes e biodefensivos. O país já conta com uma política nacional de bioinsumos. A Embrapa desenvolveu diferentes iniciativas de baixo carbono para a produção de carne bovina, como a Carne Carbono Neutro (CCN) e a Rede ILPF.

Expansão - Para fortalecer o crescimento do mercado de capitais verde no Brasil, o plano elenca uma série de medidas a serem adotadas como a expansão do plano (política) e do programa (crédito)ABC. Uma das diretrizes é a adoção de novas tecnologias para aumentar a produtividade, máquinas, armazenamento, insumos, além de permitir uma maior implementação de práticas existentes.

Regulamentação - Outro ponto será necessário aperfeiçoar a regulamentação infra legal da matéria, a fim de criar os incentivos adequados para melhorar o ambiente de negócios e facilitar o acesso do produtor ao mercado de capitais. A promoção de mecanismos de melhoria de crédito, de instrumentos como seguros e mecanismos de compartilhamento de perdas serão providências importantes para alavancar capital público e atrair investidores privados. (Mapa)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Exportação de grãos deve crescer 8,5% no 3.º trimestre

comercio exterior 25 06 2020Os operadores de graneis sólidos de exportação do Porto de Paranaguá preveem aumento de 8,5% na movimentação para o 3º trimestre do ano. Nos próximo três meses, de julho a setembro, eles esperam movimentar cerca de 7,6 milhões de toneladas, 600 mil a mais que o exportado no mesmo período, em 2019.

Projeções - Na expectativa, divulgada esta semana pela Portos do Paraná, estão as projeções de 12 terminais que movimentam soja, em grão e farelo, milho e açúcar pelo porto paranaense, com base no desempenho dos dois primeiros trimestres do ano.

Atividade - “Apesar do momento de pandemia, a atividade portuária e a atividade agrícola do Estado continuam fortes. As exportações foram impulsionadas pela safra recorde; a alta do dólar e o tempo seco, que favorece os embarques”, afirma o diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Expectativa positiva - Segundo ele, a previsão de um inverno com pouca chuva e a manutenção da operação de combate à Covid-19 garantem a expectativa positiva para os próximos meses. “As medidas de cuidado com a saúde dos trabalhadores vão continuar e isso dá segurança para quem está na linha de frente, produtores, exportadores e compradores”, acrescenta Garcia.

Previsão - Os operadores portuários consultados pela Portos do Paraná avaliam que a soja seguirá como o produto mais movimentado. São cerca de 4,97 milhões de toneladas do grão e do farelo esperados – 30,8% a mais que as 3,8 milhões de toneladas exportadas no terceiro trimestre do ano passado.

Alta demanda - De acordo com André Maragliano, diretor da Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá (ATEXP) e gerente do terminal da Cargill, a alta demanda do principal comprador da oleaginosa brasileira, China, é um dos fatores que impulsionam, este ano, as exportações da soja. Somado ao grande consumo chinês, câmbio e preço também devem favorecer o comércio.

Câmbio - “O câmbio, nos patamares em que está, torna as operações atrativas. O produtor quer vender; o preço da soja está bom; então, tudo está favorável. Esperamos um terceiro trimestre muito positivo, seguindo os dois primeiros trimestres do ano”, afirma Maragliano.

Açúcar - De açúcar a granel, o volume esperado para os próximos três meses é de 1,45 milhão de toneladas nos próximos três meses. O projetado é 74,74% maior que as 829.791 toneladas exportadas do produto, em 2019, de julho a setembro.

Próximos meses - Como afirma o supervisor administrativo e financeiro da Pasa, principal operadora do produto pelo Porto de Paranaguá, Osvaldo Inácio, a alta apresentada no primeiro semestre segue nos três próximos meses. Segundo ele, apesar da empresa esperar um aumento um pouco mais tímido que o projetado, são vários os fatores que têm contribuído para a performance positiva no setor.

Câmbio - A alta da questão cambial, que, segundo o representante do terminal, incentivou os exportadores a fixarem preço e fecharem contratos seria um dos fatores. Além deste, ele lista a quebra de safra, de cinco a seis milhões de toneladas de açúcar da Tailândia, 2º maior exportador mundial; e a questão do petróleo, cuja baixa da cotação tornou o Etanol, menos competitivo, forçando as usinas a uma maior produção do açúcar.

Infraestrutura - “Aliado a isso, uma questão importante que podemos considerar também, como incentivo para o aumento dos volumes, é a questão da infraestrutura portuária, disponibilizado pela Portos do Paraná. Em meados de março, a autoridade portuária homologou um aumento no calado para o berço, o que permitiu resgatar clientes que haviam migrado para outros portos em anos anteriores, e que agora tem interesse em movimentar novamente em Paranaguá”, diz o supervisor da Pasa.

Milho - Tradicionalmente, a exportação de soja é mais forte no primeiro semestre e a de milho, no segundo. O que deve acontecer em 2020. O setor espera movimentar cerca de 1,3 milhão de toneladas do produto no próximo trimestre

Atípico - Entretanto, os operadores lembram que o cenário das exportações do produto foi atípico em 2019, o que aparece na comparação dos volumes movimentados. “No ano passado, havia milho em estoque nos primeiros meses e, com a entrada da safra de soja, tínhamos que abrir espaço nos armazéns. Oferecemos milho aos clientes, estimulamos as vendas e puxamos o mercado para o primeiro semestre, com movimento firme até o final do ano”, explica Helder Catarino, gerente do Terminal da Interalli, principal operadora do produto pelo Porto de Paranaguá.

Animado - Apesar do volume previsto para 2020 ser quase 50% menor que as 2,42 milhões de tonelada exportadas no mesmo período, no ano passado, o segmento está animado. “Nossa expectativa é muito positiva. As safrinhas do Paraná e Mato Grosso do Sul já estão sendo colhidas e serão volumosas, apesar da quebra pela seca; o câmbio e os preços estão atrativos; e temos capacidade logística. Ou seja, todas as condições são favoráveis e o Porto está pronto para a demanda”, acrescenta o gerente da Interalli.

Principais destinos - Irã, Coreia do Sul e Japão são os principais destinos do milho exportado pelo Porto de Paranaguá. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA I: Conselho do PPI aprova privatização da Ferroeste

infra I 25 06 2020O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos deu parecer favorável à qualificação para privatização da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste), no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Caberá agora ao presidente da República, Jair Bolsonaro, decidir se acata ou não o parecer.

Pedido - O pedido de inclusão da ferrovia no PPI foi feito pelo governo do Paraná. Caso o presidente referende a decisão do conselho, o próximo passo é a formação de um comitê para acompanhar a execução do projeto em todas as etapas para sua implementação.

Comitê - O comitê é constituído por um representante do Ministério da Economia, por meio da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos, que o coordenará; um representante do Ministério da Infraestrutura; um representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); e dois representantes indicados pelo governo do Paraná.

Prazo - O prazo para conclusão dos trabalhos é de 360 dias a partir da publicação do ato normativo de sua criação, prorrogáveis por igual período se necessário. A expectativa é que a ferrovia seja leiloada na B3, até o final de 2021.

Objetivo - De acordo com a resolução do PPI, privatização da ferrovia visa reduzir o papel do Estado em atividades econômicas e faz “parte de uma estratégia de ampliação da malha ferroviária de interesse do Estado do Paraná e da União”.

A ferrovia - Criada em 1988, a malha da Ferroeste interliga os municípios paranaenses de Cascavel e Garapuava. Em 2016, foi aprovada a sua extensão até Dourados (MS).

Privatizada - A ferrovia chegou a ser privatizada em 1996, durante a gestão do governador Jaime Lerner. Mas após o consórcio operador da ferrovia deixar de pagar as parcelas do contrato de concessão e de fazer os investimentos estabelecidos no acordo, o controle da ferrovia foi retomado pelo estado durante a gestão do governador Roberto Requião, em 2006. (Agência Brasil)

FOTO: Divulgação PPI.Gov.Br

 

INFRAESTRUTURA II: Convênio beneficia estradas rurais de sete municípios

infraestrutura 25 06 2020Aproximadamente 34 quilômetros de estradas rurais em sete municípios da Região Noroeste receberão trabalhos definidos em projetos técnicos a partir do próximo semestre. Cerca de 74 famílias serão beneficiadas.

Convênio - A assinatura de um convênio entre o Consórcio Intermunicipal para Conservação da Biodiversidade das Bacias do Rio Xambre e Piquiri (CIBAX) e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) garantiu a aquisição de 151 mil litros de óleo diesel para abastecer o maquinário e veículos da Patrulha Rural cedida por meio de convênio ao Consórcio. O CIBAX integra os municípios de Brasilândia do Sul, Cafezal do Sul, Francisco Alves, Iporã, Pérola, Xambrê e Umuarama.

Programa - A iniciativa faz parte do Programa Estradas Rurais Integradas aos Princípios e Sistemas Conservacionistas – Estradas da Integração, gerenciado pelo Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável (Deagro) da Secretaria. “O objetivo é executar os serviços necessários nos trechos de vias rurais através da transferência de recursos para a aquisição de óleo diesel, dentro dos princípios de conservação de solo e água”, diz o chefe do Deagro, Márcio da Silva.

Primeiro - “Esse é o primeiro consórcio a receber repasse para aquisição de óleo diesel, um trabalho fundamental para a infraestrutura da região”, diz o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento Norberto Ortigara.

Recursos - Os recursos deste convênio somam R$ 367,5 mil, sendo R$ 350 mil o montante cedido pela Secretaria, que vai fiscalizar e acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos, e R$ 17,5 mil de contrapartida do consórcio.

Estradas não pavimentadas - O chefe do núcleo regional de Umuarama, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, José Antônio Andrade Duarte, explica que esses municípios têm aproximadamente 2,2 mil quilômetros de estradas não pavimentadas. “Os beneficiários desta ação serão diretamente a população que utiliza as estradas rurais como forma de deslocamento, além do escoamento da produção agropecuária”, diz Duarte.

Programa - O programa Estradas da Integração foi criado pelo Decreto Estadual nº 6.515/2012, e envolve projetos para melhorias em estradas com Patrulhas Rurais, Pavimentação com Pedras Irregulares e apoio aos municípios e consórcios para aquisição de óleo diesel. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SENADO: Aprovado o novo marco legal do saneamento básico

Em sessão remota nesta quarta-feira (24/06), o Senado aprovou o novo marco legal do saneamento básico (PL 4.162/2019). O projeto é de iniciativa do governo, foi aprovado em dezembro do ano passado na Câmara dos Deputados e agora segue para a sanção presidencial. A matéria baseia-se na Medida Provisória (MP) 868/2018, que perdeu a validade sem ter sua apreciação completada no Congresso Nacional em 2019. Assim, o governo enviou ao Legislativo um projeto com o mesmo tema.

Regras - O texto prorroga o prazo para o fim dos lixões, facilita a privatização de estatais do setor e extingue o modelo atual de contrato entre municípios e empresas estaduais de água e esgoto. Pelas regras em vigor, as companhias precisam obedecer a critérios de prestação e tarifação, mas podem atuar sem concorrência. O novo marco transforma os contratos em vigor em concessões com a empresa privada que vier a assumir a estatal. O texto também torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas.

Emendas - Foram apresentadas 86 emendas ao projeto. Mas o relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), acatou apenas uma, de autoria do Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que torna mais precisa uma referência legal, sem alteração de mérito. Pelo projeto, os contratos deverão se comprometer com metas de universalização a serem cumpridas até o fim de 2033: cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto.

Múltiplas dimensões - “Universalizar os serviços de água e esgoto até 2033 tem múltiplas dimensões. Saneamento tem efeito multiplicador na geração de empregos, saúde, educação e melhoria da qualidade de vida das pessoas”, argumentou o relator.

OMS - De acordo com Tasso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, para cada R$ 1 investido em saneamento, gera-se uma economia de R$ 4 em gastos com saúde. A OMS também estima que, anualmente, 15 mil pessoas morram e 350 mil sejam internadas no Brasil devido a doenças ligadas à precariedade do saneamento básico. O relator ainda destacou que a situação foi agravada pela pandemia do coronavírus. Segundo o senador, a atual crise torna ainda mais urgentes as mudanças propostas. Ele lembrou que cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água tratada e metade da população não tem serviços de coleta de esgoto.

Necessária e urgente - “Essa modernização é absolutamente necessária e urgente. O modelo institucional do setor precisa ser otimizado de modo a superar os graves índices hoje observados no Brasil”, declarou.

Vetos - O líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), anunciou o compromisso do governo com três vetos. Um deles (art. 14, § 1º) é sobre o item que trata da alienação de controle de empresa estatal prestadora, que determina que a conversão de contrato de programa em contrato de concessão não necessariamente precisa do consentimento do titular. O senador Tasso Jereisatti havia pedido o veto desse ponto, por entender que a dispensa da anuência dos municípios não contribui para a evolução do marco regulatório.

Reembolso - O outro veto será colocado na previsão de que os loteadores possam ser reembolsados das despesas com infraestruturas que não se destinem exclusivamente a atender o próprio empreendimento, mas representem antecipação de investimentos de responsabilidade da prestadora dos serviços de saneamento (art. 7º). Nesse ponto, Tasso disse entender que o dispositivo é um desincentivo ao adensamento das cidades e poderia ser interpretado como enriquecimento sem causa dos loteadores.

Demanda - Bezerra ainda confirmou que atendeu uma demanda do senador Major Olímpio (PSL-SP) para o veto do item que trata de delegação, convênios e instituição de fundos (art. 20). Ele ainda elogiou o trabalho de Tasso Jereissati e o entendimento entre as lideranças para a aprovação do texto final. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também exaltou o trabalho do relator e disse que o Senado viveu um momento histórico com a aprovação da matéria.

Desigualdades - “É um importante projeto, que pode reduzir as desigualdades. Saneamento é saúde. Esse assunto está represado há pelo menos três décadas em nosso país”, declarou Davi.  

Questão de ordem - Antes do início da votação, houve uma questão de ordem, apresentada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), para suspender a apreciação da matéria. O presidente Davi não acatou o questionamento e teve sua posição confirmada pelo Plenário. Por acordo, os destaques apresentados foram retirados e o projeto aprovado, com 65 votos a favor e 13 contrários.

Contratos - Hoje, as cidades firmam acordos direto com empresas estaduais de água e esgoto, sob o chamado contrato de programa. Os contratos contêm regras de prestação e tarifação, mas permitem que as estatais assumam os serviços sem concorrência. O novo marco extingue esse modelo, transformando-o em contratos de concessão com a empresa privada que vier a assumir a estatal, e torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas.

Manutenção - Pelo projeto, os contratos de programa que já estão em vigor serão mantidos e, até março de 2022, poderão ser prorrogados por 30 anos. No entanto, esses contratos deverão comprovar viabilidade econômico-financeira, ou seja, as empresas devem demonstrar que conseguem se manter por conta própria — via cobrança de tarifas e contratação de dívida.

Compromisso - Os contratos também deverão se comprometer com metas de universalização a serem cumpridas até o fim de 2033: cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto. Essas porcentagens são calculadas sobre a população da área atendida.

Outros critérios - Outros critérios também deverão ser atendidos, como não interrupção dos serviços, redução de perdas e melhoria nos processos de tratamento. O cumprimento das metas será verificado periodicamente e as empresas que estiverem fora do padrão poderão sofrer sanções do órgão regulador federal, a Agência Nacional de Águas (ANA). Como sanção, essas empresas não poderão mais distribuir lucros e dividendos, se for o caso.

Blocos de municípios - Outra mudança se dará no atendimento aos pequenos municípios do interior, com poucos recursos e sem cobertura de saneamento. Hoje, o modelo funciona por meio de subsídio cruzado: as grandes cidades atendidas por uma mesma empresa ajudam a financiar a expansão do serviço nos municípios menores e mais afastados e nas periferias.

Grupos - Já o projeto aprovado determina, para esse atendimento, que os estados componham grupos ou blocos de municípios, que contratarão os serviços de forma coletiva. Municípios de um mesmo bloco não precisam ser vizinhos. O bloco, uma autarquia intermunicipal, não poderá fazer contrato de programa com estatais nem subdelegar o serviço sem licitação. A adesão é voluntária: uma cidade pode optar por não ingressar no bloco estabelecido e licitar sozinha.

Subsídios e lixões - Famílias de baixa renda poderão receber auxílios, como descontos na tarifa, para cobrir os custos do fornecimento dos serviços, e também poderão ter gratuidade na conexão à rede de esgoto. O projeto estende os prazos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305, de 2010) para que as cidades encerrem os lixões a céu aberto. O prazo agora vai do ano​ de 2021 (era até 2018), para capitais e suas regiões metropolitanas, até o ano de 2024 (era até 2021), para municípios com menos de 50 mil habitantes.

Papel federal - A regulação do saneamento básico vai ficar a cargo da ANA, mas o texto não elimina as agências reguladoras de água locais. O projeto exige que os municípios e os blocos de municípios implementem planos de saneamento básico e a União poderá oferecer apoio técnico e ajuda financeira para a tarefa. O apoio, no entanto, estará condicionado a uma série de regras, entre as quais, a adesão ao sistema de prestação regionalizada e à concessão ou licitação da prestação dos serviços, com a substituição dos contratos vigentes.

Ilimitada - O projeto ainda torna ilimitada a participação da União em fundos de apoio à estruturação de parcerias público-privadas (PPPs), para facilitar a modalidade para os estados e municípios. Atualmente, o limite de participação do dinheiro federal nesses fundos é de R$ 180 milhões. 

Articulação - Para melhorar a articulação institucional entre os órgãos federais que atuam no setor, será criado o Comitê Interministerial de Saneamento Básico (Cisab), colegiado que, sob a presidência do Ministério do Desenvolvimento Regional, terá a finalidade de assegurar a implementação da política federal de saneamento básico e de coordenar a alocação de recursos financeiros.

Tarifas - Os municípios e ​o Distrito Federal deverão passar a cobrar tarifas sobre outros serviços de asseio urbano, como poda de árvores, varrição de ruas e limpeza de estruturas de drenagem de água da chuva. Se não houver essa cobrança depois de um ano da aprovação da lei, isso será considerado renúncia de receita e o impacto orçamentário deverá ser demonstrado. Esses serviços também poderão integrar as concessões. (Agência Senado)

FOTO: Waldemir Barreto/Agência Senado

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CÂMARA: Plenário pode votar nesta quinta-feira MP de ajuda a empresas na pandemia

camara destaque 25 06 2020O Plenário da Câmara dos Deputados pode analisar nesta quinta-feira (25/06) a Medida Provisória 944/20, que cria o Programa Emergencial de Suporte a Empregos, com linha de crédito especial de R$ 34 bilhões para financiar até dois meses da folha salarial das empresas em geral (exceto sociedades de crédito) e as cooperativas. A operação será limitada ao financiamento de até dois salários mínimos (R$ 2.090) por empregado.

Percentuais - Segundo o texto da MP, a União bancará 85% do empréstimo, e os bancos interessados em participar do programa, os outros 15%. O risco de inadimplência será dividido na mesma proporção (85%-15%). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuará como agente financeiro da União.

Letras financeiras - Outra MP na pauta (930/20) autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a permitir que os bancos emitam letras financeiras (LFs) com prazo de resgate inferior a um ano. Esses títulos poderão ser dados em garantia ao BC em troca de empréstimos, possibilitando a injeção de dinheiro nas casas bancárias.

Na prática - Na prática, os bancos vão poder vender títulos ao BC para obter mais recursos para emprestar aos clientes, operação que contribui para reativar a economia afetada pela pandemia da Covid-19. A medida beneficia, sobretudo, os bancos que não possuem uma ampla rede de varejo para captar recursos dos clientes.

Títulos - Criadas em 2009, as letras financeiras são títulos de renda fixa emitidos pelos bancos com prazo de um ano ou mais. As LFs têm o mesmo papel das debêntures para as empresas: são uma forma de obtenção de dinheiro no mercado.

Não responsabilização - O texto também previa a não responsabilização da diretoria e dos servidores do Banco Central em relação aos atos praticados como resposta à pandemia, ressalvados os casos de dolo ou fraude. Posteriormente, no entanto, a proteção legal foi revogada por outra medida provisória (MP 951/20) a pedido de congressistas da base aliada.

Assembleias ordinárias - Outra MP na pauta (931/20) determina que as sociedades anônimas (S/A), as sociedades limitadas (Ltda) e as cooperativas terão até sete meses após o fim do último exercício social para realizar as assembleias gerais ordinárias de acionistas ou sócios (AGO) exigidas pela legislação.

Regras internas - A prorrogação do prazo independe de regras internas que prevejam a realização da assembleia em prazo inferior ao previsto na MP. No caso das S/A, a medida beneficia companhias abertas (que têm ações em bolsa) e fechadas, empresas públicas e sociedades de economia mista e suas subsidiárias.

Calamidade pública - Além das três MPs, estão na pauta do Plenário seis projetos de lei e um projeto de decreto legislativo:

- PL 1389/20, que fortalece a assistência social durante o estado de calamidade pública decorrente da emergência do novo coronavírus. O texto autoriza a transposição e a transferência de saldos dos fundos de assistência social dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Serão analisadas as mudanças do Senado ao projeto;

- PL 1444/20, que determina à União, ao Distrito Federal, aos estados e aos municípios assegurarem recursos extraordinários emergenciais para garantir o funcionamento das casas-abrigo e dos centros de atendimento integral e multidisciplinares para mulheres durante a emergência de saúde pública relacionada ao coronavírus;

- PL 2801/20, que dá natureza alimentar ao benefício emergencial de R$ 600 a milhares de trabalhadores afetados pela Covid-19. A proposta veda penhora, bloqueio ou desconto que vise ao pagamento de dívidas ou prestações, salvo em caso de pensão alimentícia;

- PL 735/20, que cria abono destinado a feirantes e agricultores familiares que se encontram em isolamento ou quarentena em razão da pandemia de Covid-19 e que estão impossibilitados de comercializar sua produção também por medidas determinadas pelas prefeituras;

- PL 1485/20, que prevê a aplicação em dobro das penas de crimes contra a administração pública praticados durante o estado de calamidade pública;

- PL 1581/20, que regulamenta o acordo direto para pagamento com desconto ou parcelado de precatórios federais; e

- PDC 1158/18, que contém o acordo de participação do Brasil no Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII), criado em 2016 e capitaneado pela China. Seu capital subscrito já é de 100 bilhões de dólares. A adesão ao banco já foi confirmada por 75 países. Outros 25 estão com processos em andamento.

Horário - As votações desta quinta-feira terão início às 11 horas. As MPs dependem de leitura no Plenário para serem votadas. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Maryanna Oliveira / Câmara dos Deputados

camara quadro 25 06 2020

 

PNAD COVID19: Pandemia deixa 9,7 milhões de trabalhadores sem remuneração em maio

1pnad covid 25 06 2020O distanciamento social provocado pela pandemia de Covid-19 deixou 9,7 milhões de trabalhadores sem remuneração em maio de 2020. Isso corresponde a mais da metade (51,3%) das pessoas que estavam afastadas de seus trabalhos e a 11,7% da população ocupada do país, que totalizava 84,4 milhões.

Divulgação mensal - As informações são da primeira divulgação mensal da PNAD COVID19, realizada nesta quarta-feira (24/06) pelo IBGE. O levantamento é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), realizada com apoio do Ministério da Saúde, para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal.

População sem rendimento - “Nós já sabíamos que havia uma parcela da população afastada do trabalho e agora a gente sabe que mais da metade dela está sem rendimento. São pessoas que estão sendo consideradas na força, mas estão com salários suspensos. Isso não é favorável e tem efeitos na massa de rendimentos gerada, que está estimada abaixo de R$ 200 bilhões”, comentou o diretor adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

Afastadas - A pesquisa mostrou que 19 milhões de pessoas (ou 22,5%) estavam afastadas de seu trabalho, sendo que 15,7 milhões (ou 18,6%) estavam afastadas devido ao distanciamento social. Além disso, o grupo etário com maior proporção de pessoas afastadas do trabalho foi o de 60 anos ou mais: 27,3%.

Trabalhadores domésticos - Trabalhadores domésticos sem carteira foram os mais afetados, registrando o maior percentual de pessoas afastadas devido à pandemia (33,6%), seguidos pelos empregados do setor público sem carteira (29,8%) e pelos empregados do setor privado sem carteira (22,9%). Já entre os trabalhadores domésticos com carteira, o percentual de afastados foi de 16,6%.

Mais afetados - “Claramente os trabalhadores domésticos sem carteira foram os mais afetados pela pandemia. Parcela expressiva deles tem renda média abaixo de um salário mínimo. Já os com carteira foram menos afetados porque têm mais estabilidade”, explicou Azeredo.

Nível superior predomina entre os trabalhadores remotos - Do total de ocupados, 65,4 milhões não estavam afastados, o equivalente a 77,5% dos ocupados. Entre os não afastados, 8,7 milhões estavam trabalhando de forma remota (13,3%). Quanto maior o nível de instrução, maior foi o percentual de pessoas que trabalhavam remotamente. Para as pessoas com nível superior completo ou pós-graduação, 38,3% estavam trabalhando remotamente; médio completo e superior incompleto, 7,9%; fundamental completo e médio incompleto,1,7% e sem instrução ou com fundamental incompleto, 0,6%.

Esperado - Segundo Azeredo, “isso já era esperado, pois trabalhadores de nível superior estão envolvidos em atividades mais passíveis de serem realizadas de forma remota, como professores, analistas, técnicos de TI etc”.

Média de horas efetivamente trabalhadas cai - Caiu o número de horas trabalhadas para as pessoas que estavam ocupadas e não afastadas: 27,9% delas trabalharam efetivamente menos horas que as habituais (18,3 milhões), fazendo com que a média passasse de 39,6 horas habituais por semana e para 27,4 horas de fato trabalhadas. No entanto, para 2,4 milhões de trabalhadores, ou 3,6% das pessoas ocupadas e não afastadas, a média de horas trabalhadas aumentou.

Rendimento efetivo - Também caiu o rendimento efetivo dos trabalhadores, ficando cerca de 18% menor do que o habitualmente recebido. O rendimento habitual de todos os trabalhos no país ficou, em média, em R$ 2.320 e o efetivo em R$ 1.899, ou seja, o efetivo representava 81,8% do habitualmente recebido.

Auxílio - Segundo a pesquisa, no Brasil, 38,7% dos domicílios receberam algum auxílio relacionado à pandemia. O valor médio recebido foi de R$ 847 reais. Entre os benefícios, estão o Auxílio Emergencial e a complementação do Governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

Mais de 28 milhões de pessoas não procuraram trabalho devido à pandemia - Em maio, havia 75,4 milhões de pessoas fora da força de trabalho no Brasil, dos quais 34,9% não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar, e 24,5% não procuraram principalmente devido à pandemia ou porque faltava trabalho na localidade em que residiam, mas também gostariam de trabalhar.

Soma - Ao somarmos a população fora da força que gostaria de trabalhar, mas que não procurou trabalho, com a população desocupada, temos 36,4 milhões de pessoas pressionando o mercado de trabalho. Quando o motivo de não ter procurado foi pandemia ou a falta de trabalho na localidade, o total foi de 28,6 milhões de pessoas.

Força de trabalho potencial - Azeredo analisa que a crise da Covid-19 inflou a força de trabalho potencial. “Esse fenômeno afeta principalmente as pessoas de nível superior, pretos e pardos e adultos de 30 a 49”, explicou.

Mais de 4 milhões de pessoas apresentaram sintomas conjugados associados à Covid-19 - A PNAD COVID19 construiu um indicador síntese que conjugou, entre os sintomas investigados, os mais associados à Covid-19. Os conjuntos de sintomas utilizados foram: perda de cheiro ou de sabor, ou tosse e febre e dificuldade para respirar, ou tosse e febre e dor no peito.

Pesquisa - O diretor adjunto de Pesquisas do IBGE explica a elaboração desse indicador síntese se deu a partir de uma pesquisa recomendada pelo CDC – Control Disease Center, observação de experiências internacionais e consulta a especialistas brasileiros do Inca, do Ministério da Saude, da Fiocruz, da escola de enfermagem UFMG. “São os sintomas relacionados à síndrome gripal. Na pesquisa de julho serão inseridos outros sintomas, entre eles, a diarréia”, complementa Azeredo.

Resultados - Os resultados indicaram que 4,2 milhões de pessoas (ou 2% da população) apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à doença. Os sintomas foram informados pelo morador e não se pressupõe a existência de um diagnóstico médico.

Pretas ou pardas - As pessoas pretas ou pardas representaram 70% dos que apresentaram algum dos sintomas conjugados, e as mulheres representaram 57,4%. Pela distribuição etária, o maior percentual foi entre as pessoas de 30 e 59 anos (55,2%), seguido pelo grupo entre 20 e 29 anos (21,1%) e pelos idosos com 60 anos ou mais (11,1%).

Atendimento - Entre as pessoas que apresentaram sintomas conjugados, 31,3% (ou 1,3 milhões de pessoas) procuraram atendimento em estabelecimento de saúde. A maioria deles procurou atendimento em estabelecimentos públicos de saúde (postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto Socorro ou Hospital do SUS): 78,2%.

Internamento - Além disso, 13,5% (61 mil) das pessoas que procuraram atendimento em hospitais com algum dos sintomas conjugados precisaram ficar internadas e, destas, 36,1% (22 mil) precisaram ser sedadas, intubadas e colocadas em respiração artificial. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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SAÚDE I: Brasil registra 1.185 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas

De acordo com o Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 1.185 novos óbitos por covid-19 e elevou o total de mortes para 53.830. A atualização diária desta quarta-feira (24/06) traz um aumento de 2,2% no número de óbitos em relação a terça-feira (23/06), quando o total estava em 52.645.

Novos casos - Na detecção de novos casos da doença, foram 42.725 novos diagnósticos confirmados totalizando 1.188.631. O acréscimo de pessoas infectadas marcou uma variação de 3,7% sobre o número de terça, quando constava o total de 1.145.906 de pessoas infectadas.

Observação - Do total, 484.893 estão em observação, 649.908 foram recuperados e 3.904 mortes estão em investigação.

Estados - Os estados com maior número de óbitos são São Paulo (13.352), Rio de Janeiro (9.295), Ceará (5.815), Pará (4.726) e Pernambuco (4.425). Ainda figuram entres os com altos índices de vítimas fatais em função da pandemia Amazonas (2.710), Maranhão (1.836), Bahia (1.541), Espírito Santo (1.463), Alagoas (938) e Paraíba (828).

Casos confirmados- Os estados com mais casos confirmados da doença são São Paulo (238.822), Rio de Janeiro (103.493), Ceará (99.578), Pará (91.708) e Maranhão (73.314).

Semanas epidemiológicas - Na análise por semanas epidemiológicas, o Brasil chegou a ter uma redução entre a 23ª, com 7.096 mortes, para a 24ª, quando foram registrados 6.790 óbitos em função da doença. Mas desta para a 25ª semana epidemiológica, a última, o total voltou a subir, para 7.256, atingindo seu maior patamar desde o início da contabilização.

Médias - A média de casos confirmados também aumentou nesta última semana epidemiológica, saindo de 25.381 na 24ª semana para 31.009 na 25ª semana.

Interiorização - A prevalência dos casos se inverteu. Até pouco mais de um mês atrás, havia mais casos nas capitais do que no interior. Há cerca de um mês, esta relação se equiparou e desde então as cidades do interior passaram a ser o principal local de registro, com 60% das pessoas infectadas identificadas.

Mortes - Já em relação às mortes, a ocorrência maior nas capitais, que chegou a representar 65%, caiu gradativamente até emparelhar em metade dos registros na semana epidemiológica 25, enquanto a outra metade foi oriunda de cidades do interior.

Comparação mundial - O Brasil é o 2º colocado em número de mortes e de casos confirmados, atrás apenas dos Estados Unidos (que possui 2,3 milhões de casos e 121,2 mil óbitos). Mas na incidência por milhão de habitantes, quando é considerada a população dos países, o Brasil cai para a 13ª posição. No ranking de mortalidade, quando o número de mortes é avaliado proporcionalmente ao total de pessoas de cada nação, o Brasil fica na 10ª posição.

SRAG - As hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), neste ano, totalizaram 299.693. Destas, 128.539 foram em função da covid-19 e outras 68.210 ainda estão em investigação. Ou seja, podem ou não vir a ser casos de infecção pelo novo coronavírus.

Perfil - Em relação ao perfil dessas pessoas internadas, 50% possuíam mais do que 60 anos e 43% eram mulheres, enquanto 57% eram homens. No recorte por raça e cor deste contingente, 30,9% eram pardos, 27,7% eram brancos, 4,6% eram pretos, 1% era amarelo, 0,3% era indígena e 35,5% não tiveram essa característica notificada.

Óbitos - Já quando consideradas as mortes, 71% tinham acima de 60 anos e 41% eram mulheres, enquanto 59% eram homens. Na distribuição por raça e cor, 35,4% eram pardos, 24,1% eram brancos, 4,8% eram pretos, 1% era amarelo, 0,4% era indígena e outros 34,3% não foram objeto desta marcação. (Agência Brasil)

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SAÚDE II: Paraná registra 1.097 novos casos de Covid e 23 mortes

saude II 24 06 2020Boletim da Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quarta-feira (24/06) 1.097 novas confirmações e 23 mortes causadas pelo novo coronavírus. O Paraná soma 16.769 casos e 510 mortos. O número de confirmações é maior que o acumulado de casos dos primeiros 41 dias de monitoramento, que somavam 1.024 diagnósticos positivos no dia 21 de abril. Há quatro ajustes de municípios de residência de casos já confirmados.

Internados - Nesta quarta-feira, 535 pessoas com diagnóstico confirmado estão internadas. Deste total, 425 pacientes estão em leitos SUS (175 em UTI e 250 em leitos clínicos/enfermaria) e 110 em leitos da rede particular (42 em UTI e 68 em leitos clínicos/enfermaria).

Resultados - Há outros 899 pacientes em leitos UTI e enfermaria que aguardam resultados de exames. Eles estão em unidades hospitalares das redes pública e particular, e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus.

Mortes - Morreram mais 23 pacientes, e todos estavam internados. São dez mulheres e 13 homens, com idades que variam de 36 a 100 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 21 e 24 de junho.

Residência - Os pacientes que faleceram residiam em Curitiba (3); dois em Apucarana, Colombo, Maringá, Quatro Barras. E um paciente em cada um dos municípios de Adrianópolis, Arapongas, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Colorado, Moreira Sales, Peabiru, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais, Sapopema e Verê.

Municípios - Com o avanço dos casos de infecção, 335 cidades paranaenses têm ao menos um caso confirmado pela Covid-19. Flórida, Ivatuba e Porto Amazonas registraram casos pela primeira vez. Em 123 municípios há óbitos pela doença.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria registra 194 casos de residentes de fora. Onze pessoas morreram.

Ajustes - Um caso confirmado na data de 21/6 em Guaíra foi transferido para Toledo. Um caso confirmado na data de 21/6 em Rebouças foi transferido para Curitiba. Um caso confirmado na data de 21/6 em Bom Sucesso foi transferido para Maringá. Um caso confirmado na data de 2/6 em Campina da Lagoa foi excluído a por erro de notificação. (Agência de Notícias do Paraná)

Informe do Covid-19: http://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Coronavirus-COVID-19

 

SAÚDE III: Sesa alerta para circulação do vírus da febre amarela no Estado

saude III 25 06 2020O período sazonal 2019 -2020 da febre amarela termina nesta semana. O boletim divulgado nesta quarta-feira (24/06) pela Secretaria de Estado da Saúde confirma 299 mortes de macacos contaminados pelo vírus no Estado – as chamadas epizootias. O monitoramento contabiliza dados desde em 1º de julho do ano passado. O ciclo não registrou casos em humanos. Foram 123 notificações, mas 110 foram descartadas e 13 seguem em investigação. Entretanto, a secretaria alerta para a circulação do vírus.

Nova morte - Em relação ao boletim divulgado anteriormente, em 10 de junho, a publicação desta quarta registra uma nova morte de macaco pela doença confirmada, no município de Mallet, na região Centro-Sul.

Redução de ocorrências - “Temos redução quase total das ocorrências de mortes de macacos contaminados pelo vírus e nenhum caso em humanos. Porém, se ainda existe a morte de um animal por conta da doença, significa que o vírus está circulando no Estado. Por isso, reforçamos a importância da vacinação contra a febre amarela”, afirma o secretário da Saúde do Paraná Beto Preto.

Confirmações - Neste período sazonal, além de 299 epizootias confirmadas no Paraná, 75 seguem em investigação, 91 foram descartadas para a febre amarela e outras 435 mortes de macacos foram por causas indeterminadas.

Imunização - Segundo orientação do Ministério da Saúde, desde 2018 todos os municípios do Estado passaram a ser área de recomendação vacinal contra a febre amarela. No período de 2018-2019 o Paraná registrou 487 notificações, 17 casos confirmados e uma morte causada pela doença no município de Morretes.

Disponibilidade - A vacina está disponível em todos os municípios e a orientação é para que as pessoas busquem informação junto às secretarias municipais sobre os locais indicados neste momento para aplicação a dose.

Faixa etária - A imunização contra a febre amarela é prevista para a faixa etária entre 9 meses a 59 anos, 11 meses e 29 dias. “Trata-se de uma vacinação seletiva, ou seja, a situação vacinal individual deve ser avaliada pelo profissional de saúde antes da aplicação”, explica a chefe do Programa Estadual de Imunização, Vera Rita da Maia. (Agência de Notícias do Paraná)

 

OPINIÃO: A intercooperação como força econômica no Brasil pós-pandemia

opiniao 25 06 2020*Cracios Clinton Consul

O Paraná possui o cooperativismo mais organizado e desenvolvido do país, sendo exemplo para várias outras regiões. São 13 ramos ou setores que incluem cooperativas de crédito, saúde, trabalho, habitação, educação, mineração, consumo, produção, infraestrutura, turismo e lazer, transporte e setores especiais, organizadas sob o guarda-chuva da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

Além desses, o estado também conta com um sistema de intercooperação pioneiro, encabeçado pela Unium, marca institucional das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, todas do Paraná. Esse modelo, que já demonstrava bons resultados, teve sua força evidenciada durante a crise da Covid-19. Atualmente, a Unium figura entre as maiores produtoras de leite do Brasil, na 3ª posição. O levantamento divulgado pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), referente a 2019, aponta que a instituição produziu 1,25 bilhão de litros de leite, com 9,5% de crescimento na produção se comparada a 2018, quando foram acumulados 1,14 bilhão recolhidos junto aos seus produtores. Atualmente, são produzidos em torno de 2,2 milhões de litros/mês com uma média aproximada de 1.700 litros/produtor/dia.

Com os resultados recentes em diversos setores, mostra-se que foi uma decisão acertada e que tende a crescer no mercado. Especialmente no cenário de pós-pandemia, no qual devem ser reforçados conceitos como colaboração, crescimento sustentável e economia compartilhada. Dentro desse formato, não se trata de uma fusão ou nova cooperativa, mas sim uma marca guarda-chuva, que tem abaixo de si as marcas de produtos das três cooperativas, que deixam de utilizar suas marcas de fabricante. Mas não foi somente uma questão da gestão das marcas de dezenas de produtos, que vão desde feijão, leite, até cerveja e carnes e alimentos processados, mas inclui também um complexo modelo de gestão de negócios, produção e logística.

O modelo se baseia na liderança de cada uma das três integrantes em negócios específicos, em que a cooperativa líder já possui estrutura ou expertise mais desenvolvida, porém, mantendo suas identidades organizacionais e jurídicas. Esse formato busca otimizar as plantas industriais das cooperativas e evitar investimentos duplicados ou concorrência desnecessária entre elas. Embora a operação seja de responsabilidade daquela cooperativa que assume a liderança, as decisões são tomadas em comum acordo com as três cooperativas, por meio de comitês gestores. As participações são proporcionais em cada unidade compartilhada.

Os investimentos também passaram a ter um modelo próprio, nos quais a cooperativa entra com 60% e o cooperado com 40% com participação nos resultados garantida. Ou seja, o cooperado tem a oportunidade de agregar valor a sua produção de forma direta, por meio da unidade de negócios na qual ele investiu. Este processo, que se iniciou em 2010, resultou em um modelo que hoje envolve 5 mil famílias cooperadas; 3,4 milhões de litros de leite processados por dia; 115 mil toneladas de grãos moídos por dia; 3,2 mil suínos abatidos por dia e 1,8 mil toneladas de carne industrializada por mês.

Por fim, em meio à uma pandemia mundial, a sociedade identificou a importância da cooperação para o bem-estar da população e desenvolvimento em conjunto, valores que já faziam parte da rotina de instituições cooperativas há mais de um século e que, a partir de agora, devem manter-se na rotina de cada um de nós.

*Cracios Clinton Consul é gerente de Marketing da Unium

 


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