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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4850 | 24 de Junho de 2020

COOPERATIVISMO: Ratinho Junior apresenta ações do governo e o plano de recuperação da economia do Estado a diretores da Ocepar

Os investimentos que estão realizados pelo governo do Paraná, especialmente em infraestrutura, as medidas tomadas para amenizar os impactos econômicos e sociais da pandemia do coronavírus e os planos para retomar o crescimento da economia do Estado foram apresentados pelo governador Ratinho Junior e pelo vice-governador Darci Piana aos diretores da Ocepar, na tarde desta terça-feira (23/06). Foi durante a 14ª reunião ordinária da gestão 2019/2023, a terceira realizada virtualmente neste ano pela diretoria da entidade, desde que foi implantado o trabalho remoto no sistema, em 20 de março.

Planejamento estratégico - Ao recepcionar Ratinho Junior e Darci Piana, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ressaltou que, apesar do cenário difícil imposto pelo novo coronavírus, as cooperativas continuam trabalhando e já se preparam para novos desafios. “Estamos vivendo um momento inesperado. Ninguém imaginava que, no início de março, nós estaríamos nessa situação. Mas nós estamos seguindo em frente, não está sendo fácil, as dificuldades são enormes para manter as atividades, principalmente nas agroindústrias”, afirmou. “Nós entendemos que o momento é de planejamento futuro. Nos períodos de dificuldades é que também surgem as oportunidades. Nós estamos concluindo, até o final do ano o PRC100, o nosso planejamento estratégico, cujo objetivo é alcançar um movimento econômico anual de R$ 100 bilhões. Nós vamos atingir neste ano essa meta”, acrescentou.

Dados - Ricken lembrou ainda que o cooperativismo responde atualmente por praticamente 60% da produção agropecuária paranaense e gera mais de 100 mil empregos. “Nesse período de PRC100, iniciado em 2015, nós dobramos o número de empregos. Nós geramos R$ 4 bilhões de resultado líquido, com investimento médio acima de R$ 2 bilhões e um retorno do cooperado acima de R$ 2 bilhões por ano. E, também, recolhemos o equivalente a R$ 2 bilhões de impostos por ano", ressaltou.

PRC200 - O presidente do Sistema Ocepar informou ainda que, na reunião desta terça, a diretoria da entidade aprovou a retomada do planejamento estratégico do setor, partindo para o PRC200. “É uma meta simbólica para chegarmos a R$ 200 bilhões de movimentação financeira. Isso evidentemente não é a curto prazo, mas vamos calcular essa evolução. Os R$ 200 bilhões representam a soma individual das 220 cooperativas registradas no Sistema Ocepar. Para desenvolver esse trabalho, obviamente precisamos levar em consideração várias questões importantes, entre as quais, energia elétrica, logística, acessibilidade, conectividade e, também, um programa robusto de sanidade, para garantir a qualidade do produto que é embarcado para os mais de 120 países para onde o cooperativismo está exportando”, complementou, antes de passar a palavra ao governador.

Pandemia - Ratinho Junior destacou inicialmente que, neste período de pandemia, o Estado vem trabalhando com o objetivo de equilibrar as questões sanitárias com as econômicas. “Mesmo com a pandemia, o Estado não parou. Nós estamos dando continuidade aos trabalhos, o cronograma de atividades está sendo mantido, tanto da nossa parte como do governo federal, e a ideia é consolidarmos tudo isso”, afirmou. “Sobre a questão da pandemia, eu sempre disse nas entrevistas que o nosso objetivo, ao gerir esse problema que está acontecendo em todo o Brasil, é mais ou menos como segurar um passarinho na mão. Se você apertar ele demais, ele morre, e se abrir a mão demais, ele voa e não pega mais ele. Então, estamos tentando até o momento equilibrar os cuidados com a saúde e com a economia, para que o Paraná não entrasse em colapso nessas áreas que são fundamentais para o nosso dia a dia”, acrescentou.

Infraestrutura - O governador fez uma explanação aos diretores da Ocepar sobre os principais investimento em infraestrutura, ressaltando os recordes de movimentação de cargas obtidos recentemente no Porto de Paranaguá. “Nós temos batido recordes de movimentação desde março. O Porto hoje está muito bem gerido, não querendo desfazer o trabalho feito no passado, mas conseguimos organizar uma boa equipe técnica e tem dado bons frutos. Estamos finalizando agora a doação do projeto da Rumo para a moega de Paranaguá. Vamos ampliar a capacidade de carga e descarga dos trens. O projeto executivo vai ser entregue em setembro e nós queremos iniciar as obras em novembro. Assim, vamos ampliar exponencialmente a capacidade de carga e descarga da Rumo no Porto, uma obra grande no valor de R$ 150 milhões. Além disso, vai aumentar a capacidade do transporte ferroviário do Paraná”, informou.

Corredor de Exportações - Ele disse ainda que até o final do ano também espera executar um projeto já contratado que visa implantar melhorias no Corredor de Exportações do Porto de Paranaguá. “Hoje nós temos uma capacidade de mil toneladas por hora de grãos e nós vamos passar para quatro mil toneladas por hora. É uma obra de mais ou menos R$ 180 a R$ 200 milhões. O Porto já tem dinheiro em caixa e o projeto já foi contratado. Esperamos que até o final do ano tenhamos ele em mãos para também licitar essa obra”, pontou. “Com essas duas obras, nós vamos ampliar em 65% a mais a capacidade de carga do Porto de Paranaguá. É uma ampliação fantástica para atender em especial os nossos exportadores e as cooperativas que usam muito o nosso Porto.”

Rodovias - Sobre as rodovias, Ratinho Junior afirmou que, devido aos acordos de leniência firmados entre o Ministério Público com as concessionárias de pedágio, serão aplicados cerca de R$ 800 milhões em obras indicadas pelo governo do Estado como necessárias. “A grande maioria delas têm início previsto para junho e julho e estamos analisando uma outra mais complexa, que é Trevo Cataratas.”

Banco de projetos - De acordo com ele, há ainda a expectativa de que o governo federal libere R$ 1,6 bilhão para o banco de projetos anunciados no ano passado. “Os projetos estão quase prontos e o ministro Paulo Guedes nos informou que até meados de julho deverão ser repassados R$ 1,6 bilhão para obras de infraestrutura, que serão investidos em duplicações, terceiras faixas, trincheiras e viadutos. São obras de grande porte que vão gerar empregos e automaticamente melhorarão a logística do nosso Estado.”

Concessões - O governador também afirmou que, a partir de novembro de 2021, com o fim dos contratos com as concessionárias em vigor atualmente, o Paraná deve passar de 2.500 quilômetros de rodovias concessionadas hoje para 4.100 quilômetros. “Vamos ampliar bem as rodovias do Paraná em concessões. Também estamos trabalhando com o governo federal para diminuir os preços do pedágio, que nós sabemos que não é a normalidade do que é praticado no Brasil. Estamos avançando bem nisso.”

PR 280 - Na reunião, um dos diretores da Ocepar, o presidente da Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP, Clemente Renosto, comentou com o governador sobre a urgência e a importância de melhorias na PR 280 que, de acordo com ele, é uma importante via de escoamento da produção agropecuária do Sudoeste do Paraná. Ratinho Junior disse que a rodovia será modernizada e vai ganhar terceiras faixas em 32 pontos ao longo de toda a sua extensão, considerados essenciais pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR). A intervenção vai concluir a primeira etapa do plano de recuperação da rodovia. “Serão muitas terceiras faixas para ampliar a capacidade e, também, melhorar a segurança para quem usa a rodovia”, afirmou o governador.

Palmas - Além da PR-280, a PR-323, na região Noroeste e a PR-092, no Norte Pioneiro, também serão incluídas no pacote de concessão que formará o novo Anel da Integração do Paraná. Ratinho Junior afirmou ainda que outro trecho da PR-280, na região de Palmas, receberá uma remodelação diferente dentro desse primeiro pacote de ações, antes da concessão. Devido ao desgaste do asfalto, vai ganhar uma pavimentação de concreto. O DER-PR finaliza os detalhes do estudo que permitirá a obra.

Aeroportos - O governador disse ainda que o cronograma de concessão de quatro aeroportos do Paraná para a iniciativa privada está mantido: “o aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, com a obrigação de ser construída a terceira pista, o de Londrina, o Bacacheri [em Curitiba] e o de Foz do Iguaçu, que vai ser um grande hub logístico aeroportuário. É a cereja do bolo, na avaliação inclusive dos técnicos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil)”, frisou.

Obras urbanas - “Além disso, nós temos mais US$ 100 milhões da Secretaria de Desenvolvimento Urbano para obras urbanas que estamos colocando à disposição dos prefeitos. Foi um empréstimo que nós conseguimos no BID e mais R$ 300 milhões do nosso caixa estava à disposição do orçamento da secretaria. Então, são mais 700 milhões aproximadamente que nós estamos investindo, ou seja, R$ 1,7 bilhão mais R$ 700 milhões, em infraestrutura urbana e infraestrutura de logística”, acrescentou Ratinho Junior.

Ferroeste - Sobre a Ferroeste, ele disse que a capacidade de transporte foi ampliada em 70% no trecho que vai da região de Cascavel, no Oeste do Estado, até o Porto de Paranaguá. “A ideia é que a gente triplique, em curto prazo, no máximo em um ano, o volume de tonelada transportada na Ferroeste. Estamos ampliando muito a capacidade de carga da Ferroeste por meio de parcerias, inclusive com as cooperativas no Oeste do Paraná.”

Privatização - O governador acrescentou que o processo de privatização da Ferroeste está em andamento. “Nós já fizemos a licitação do EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) e quem ganhou foi um consórcio espanhol.  Nós queremos, em novembro do ano que vem, colocar a Ferroeste na Bolsa de Valores para ser concedida, e fazer o trecho de Maracaju até Paranaguá. Isso está bem adiantado. A Ferroeste entrou no Programa de Parcerias de Investimento (PPI) do governo federal no dia 6 de junho, como concessão prioritária do governo federal, e isso é muito bom porque eles nos ajudam com a expertise do Ministério da Infraestrutura”.

Paraná Trifásico - Ratinho Junior também falou sobre o andamento do Programa Paraná Trifásico, lançado no segundo semestre do ano passado e que visa ampliar a rede de energia elétrica no campo, cujo cronograma de obras foi antecipado, somando investimentos entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões.

Impactos econômicos e sociais - Em relação às medidas tomadas pelo governo do Estado para amenizar os efeitos econômicos e sociais no novo coronavírus, o governador elencou uma série de ações, como a inauguração de três hospitais regionais, em Telêmaco Borba, Ivaiporã e Guarapuava. Além disso, 75 mil micro e pequenas empresas tiveram isenção de imposto. Por meio do Banco Regional de Desenvolvimento Econômico do Extremo Sul (BRDE) e da Fomento Paraná, foram disponibilizados R$ 1,4 bilhão em crédito para pequenas, médias e grandes empresas e o governo está buscando mais recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Agricultura familiar - Ratinho Junior disse ainda que, para apoiar a agricultura familiar, o governo passou de 22 mil para 25 mil produtores contemplados no programa de aquisição de produtos para a merenda escolar. “Mesmo sem as aulas presencias, nós continuamos comprando os itens que fazem parte da merenda, ampliamos essa compra e estamos distribuindo para 300 mil famílias do Estado do Paraná”, afirmou. “Lançamos também o cartão Comida Boa, um vale cujo valor equivale a uma cesta básica, em torno de R$ 50. É um complemento aos programas do governo federal para que possamos amenizar o flagelo das pessoas mais humildes.”

Feito no Paraná - Entre as iniciativas para estimular a economia paranaense, o governador citou o lançamento do projeto Feito no Paraná. “Nosso objetivo é incentivar as pessoas a comprarem os produtos feitos em nosso estado, disponíveis em lojas de roupas, supermercados. Enfim, estamos criando um selo e, aí sim, vamos precisar muito do apoio das cooperativas que produzem em nosso Estado para nos ajudar a organizar todo esse projeto, que é uma maneira de influenciáramos a economia local.”

Plano de retomada - Já o vice-governador, Darci Piana, falou sobre o plano de retomada da economia do Estado do Paraná. “A pedido do governador, nós estamos liderando a questão do plano, que envolve todas as nossas secretarias e a iniciativa privada. Estamos trazendo todos os setores de relevância da economia do Paraná para uma conversa sobre essa retomada, inclusive a Ocepar será convidada para uma reunião na semana que vem”, disse. “Precisamos estar juntos e fazer com que o Paraná cresça e continue evoluindo e, nada mais do que o empresariado para ajudar fazer com que esse plano se torne o mais efetivo possível, para que tenhamos uma retomada com todo o potencial que o Estado tem e eu acho que estamos no caminho certo. A indicação do governador é para que nós utilizemos os poucos recursos disponíveis e aplicá-los muito bem, em conjunto, ou seja, naquilo que vocês precisam , naquilo que o Estado pode fazer, do que a indústria, o agronegócio, o comércio, o transporte de cargas pode fazer, ou seja, vamos conversar com os segmentos e fazer com que esse plano seja efetivo e eficiente. Esse plano prevê a destinação dos recursos principalmente aos setores que mais necessitam de mão de obra e às regiões que precisam de um esforço adicional do governo para fazer com que a economia volte a crescer e a gente possa estimulá-las a produzir mais do que estão produzindo hoje”, explicou.

Antecipação dos investimentos - Ao finalizar sua explanação, Ratinho Junior ressaltou a importância do apoio do cooperativismo paranaense e solicitou que, na medida do possível, as cooperativas do Paraná antecipem seus investimentos para contribuir com retomada econômica paranaense. “O Paraná não seria esse estado fantástico se não fossem as cooperativas. Nós aprendemos a gerar riqueza por meio da cooperação, uns dando a mão para o outro. Mais do que nunca, a união de todos nós será importante, principalmente nessa pandemia, onde existe um flagelo social, um flagelo na área da saúde e as incertezas impostas por esse vírus, que fez a produtividade cair no mundo inteiro, com milhões de vítimas, infelizmente”, disse. “E, sem dúvida alguma, mesmo com os desafios, com a burocracia que tentamos vencer todos os dias, o Estado está aqui para colaborar com o setor, para que vocês possam fazer os seus investimentos. E, se vocês puderem antecipar para agora, no curto e médio prazos, os investimentos planejados para daqui a três quatro, cinco anos, seria muito bom para que o Paraná possa gerar o máximo de empregos possível, até porque, se tem uma parte boa dessa pandemia, é que o mundo vai se obrigar a comer melhor”, afirmou.

Alimentos - “O agronegócio conseguiu ser menos afetado por essa pandemia pois ainda está capitalizado. Assim, mais do que nunca, o setor é fundamental para que a gente faça com que a nossa locomotiva do Estado volte a andar e ajude também o Brasil. Com o novo coronavírus, a gente tem sentido que a China está preocupada em comer melhor.  E a briga comercial com os Estados Unidos não vai terminar agora. É uma briga geopolítica, de quem vai dominar o planeta nos próximo cem, duzentos anos. E nós temos tudo para dominar esses dois gigantes naquilo que é essencial para a sobrevivência humana, que é o alimento. E, em relação à produção de alimentos, o Brasil pode ser muito beneficiado e o Paraná tem que estar preparado para ganhar dinheiro e gerar emprego em meio à briga entre esses dois gigantes”, completou.

Programação - Após a participação do governador e do vice-governador do Paraná, a reunião da diretoria prosseguiu com discussões sobre os impactos da pandemia nas atividades das cooperativas paranaenses, contando inclusive com esclarecimentos feitos pelo presidente da Unimed Paraná, Paulo Roberto Farias. Outros temas tratados foram o Plano Safra 2020/21, cujas medidas foram anunciadas pelo governo federal na semana passada; os principais temas de interesse do setor em negociação junto aos órgãos do governo federal e Congresso Nacional, e a celebração do Dia C, Dia de Cooperar, cuja programação será realizada na semana de comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo, no início de julho. As negociações sindicais também constaram da pauta de debates, da mesma forma que o relato das principais ações executadas por meio do Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 ao longo dos 100 dias de trabalho remoto implementado pelo Sistema Ocepar. Foi aprovado o registro provisório para a Cooperativa de Soluções Inovadoras para Profissionais Contábeis (Coopercont), do ramo consumo, com sede em Curitiba, e a inativação do registro da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coocentral), do ramo agropecuário, sediada em Cascavel. Os diretores aprovaram ainda a realização da próxima reunião da diretoria da Ocepar no dia 28 de julho, com uma programação especial e a participação de todos os presidentes das cooperativas paranaenses.

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REUNIÃO INSTITUCIONAL: Sistema Ocepar promove encontro virtual com a Coamig

Na manhã desta quarta-feira (24/06), foi realizada a reunião institucional virtual entre o Sistema Ocepar e a Coamig Agroindustrial Cooperativa, sediada em Guarapuava, no centro-sul do Paraná, que constou de uma pauta de vários assuntos. A finalidade principal da RI, no entanto, foi a apresentação e discussão da situação econômico-financeira da cooperativa, por meio de indicadores e comparativos com outras cooperativas paranaenses do mesmo ramo e região. O acompanhamento de desempenho visa manter a qualidade da gestão, credibilidade perante terceiros, transparência perante o quadro social e, principalmente, a solidificação do sistema cooperativista. Iniciada às 9 horas, a videoconferência terminou por volta das 11 horas.

Ganhos - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, fez um relato do planejamento e de ações desenvolvidos virtualmente em um momento atípico decorrente da pandemia do coronavírus, que impôs o trabalho remoto da entidade, desse o dia 23 de março. Destacou que a modalidade de encontros remotos tem facilitado a proximidade com as cooperativas, devido à possibilidade de cumprimento de uma agenda de compromissos mais frequente e em curto espaço de tempo. “As reuniões virtuais, além de facilitarem a participação mais completa de nossa equipe, também permitem darmos atenção personalizada a cada cooperativa. Afinal, nesta situação inesperada, queremos fazer o que é relevante e essencial para as cooperativas para superarmos, e bem, esse momento”, acentuou.

Sintonia - Por sua vez, o presidente da Coamig, Edson Rodrigues de Bastos, reforçou a necessidade das “conversas cooperativistas virtuais” como instrumento de informação sobre o trabalho do Sistema Ocepar em prol do setor cooperativo. Para ele, as ações da entidade, bem recebidas pelo setor, são exemplos no Brasil. “Nós, do setor produtivo, continuamos fazendo a nossa parte, de forma organizada e planejada, como tem sido proposto pela Ocepar”, destacou. 

Presenças - Além do presidente Ricken, participaram da reunião virtual, pelo Sistema Ocepar, os superintendentes Robson Mafioletti, Leonardo Boesche e Nelson Costa, respectivamente da Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar, gerentes, coordenadores e técnicos, e diretores da Coamig, além do presidente Bastos.

 

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COVID-19: Comitê de Acompanhamento do Sistema Ocepar divulga o comunicado 61

covid 19 comite 24 06 2020A reunião da diretoria da Ocepar, ocorrida na tarde desta terça-feira (23/06), com as presenças do governador do Paraná, Ratinho Junior, e do vice-governador, Darci Piana, é um dos destaques do comunicado 61, divulgado na manhã desta quarta-feira (24/06) pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. O boletim informa ainda sobre a publicação de um decreto da Adapar de interesse das cooperativas agropecuárias. Veja abaixo.

1. A Ocepar realizou, de forma virtual, no dia 23 de junho, a Reunião Ordinária da Diretoria. Além da pauta tradicional de prestação de contas do período, a reunião contou com a participação governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e o vice-governador, Darci Piana. O Governador apresentou as políticas e o plano de desenvolvimento do Estado para superar os impactos econômicos e sociais.

2. No dia 23 de junho, o Adapar – Agência de Defesa Agropecuária do Paraná publicou a Resolução nº 53 de 17 de junho, que define os critérios e procedimentos para indenização ao proprietário de animal abatido em decorrência de ações de defesa sanitária animal no Estado do Paraná. Clique aqui para conferir a Resolução nº 53.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

LEI 13.016: Publicada nova legislação que dispõe sobre o combate ao desperdício de alimentos

lei 24 06 2020O governo federal publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (24/06), a Lei nº 14.016, que dispõe sobre o combate ao desperdício de alimentos e a doação de excedentes de alimentos para o consumo humano. Pela lei, empresas produtoras e fornecedoras de alimentos - incluídos aqueles in natura, produtos industrializados e refeições prontas - ficam autorizadas a doar excedentes não comercializados e ainda próprios ao consumo humano.

Critérios - “A lei estabelece critérios de qualidade e segurança para os alimentos doados e define que o doador e o intermediário somente responderão nas esferas civil e administrativa por danos causados pelos alimentos doados se agirem com dolo. A lei abrange empresas, hospitais, supermercados, cooperativas, restaurantes, lanchonetes e todos os demais estabelecimentos que forneçam alimentos preparados prontos para o consumo de trabalhadores, de empregados, de colaboradores, de parceiros, de pacientes e de clientes em geral”, esclarece o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Devair Mem.

Clique aqui e confira na íntegra a Lei 14.016/2020

 

 

FOTO: Pixabay

CRESOL BASER: R$ 14 milhões foram distribuídos pelas filiadas da Central a cooperados

cresol 24 06 2020Com 25 anos de atuação, a Central Cresol Baser, com sede em Francisco Beltrão/PR, é uma das maiores forças do Cooperativismo de Crédito Nacional, atendendo com atualizadas e competitivas soluções mais de 210 mil cooperados em suas 248 agências distribuídas em dez estados brasileiros.

Participação nos resultados - Esses 210 mil cooperados receberam mais de R$ 14 milhões nesses primeiros meses do ano como participação nos crescentes resultados das Cooperativas de Crédito filiadas à essa Central. E, ainda mais relevante que essa participação nos resultados distribuído aos cooperados, é a qualidade e competitividade das soluções, bem como a proximidade com seus associados, detalhe que a diferencia no mercado.

Diferencial - Para Adriano Michelon, Diretor Superintendente da Central Cresol Baser, a participação nos resultados é um dos grandes diferenciais dos cooperados da Cresol. “Nossas Cooperativas de Crédito reconhecidamente têm um relacionamento muito próximo ao cooperado, e por disponibilizarem excelentes soluções financeiras, são agraciadas com a concentração dessa movimentação financeira. Consequentemente, os cooperados participam de resultados cada vez mais expressivos”, destacou.

Proporção - Já para Pablo Guancino, Diretor de Negócios, “a participação nos resultados se dá na proporção que o cooperado movimenta seus recursos na Cooperativa de Crédito, aplica suas economias ou toma crédito. Quanto maior a concentração, maior a sua participação”, explica.

R$ 20 milhões de remuneração ao Capital Social - No último ano R$ 20 milhões foram creditados também a esses 210 mil cooperados como remuneração de seus capitais sociais. “O Capital Social deve ser entendido pelo cooperado como uma reserva financeira para seu futuro, algo próximo de uma previdência, já que tem uma remuneração anual justa. Além disso, o Capital Social é um grande pilar para o fortalecimento do patrimônio da Cooperativa de Crédito e um dos sinais de gestão transparente dos recursos”, completou Guancino.

Sobre a Cresol Baser - O Sistema Cresol Baser atua em dez estados brasileiros, e participa com mais de 56% da Confederação, a qual aglutina outras três Centrais. Crescendo a cada dia, a Cresol trabalha com foco nas pessoas, respeitando suas individualidades, para que seja cada vez mais uma instituição financeira competitiva, atendendo com eficácia as necessidades do cooperado para o bem comum. (Imprensa Cresol Baser)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Agência entrega cobertores a entidades em ação do Dia C

sicredi uniao 24 06 2020Com o envolvimento de colaboradores e associados, a agência da Sicredi União PR/SP de Alvorada do Sul conseguiu arrecadar cerca de 150 peças entre cobertores e agasalhos que foram entregues ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do município. A arrecadação fez parte das ações do Dia C (Dia de Cooperar).

Primeira ação - O gerente da agência, Junior Gustavo da Cunha, informa que o CRAS fará a distribuição das doações a famílias necessitadas atendidas pelo município. Esta foi a primeira ação do Dia C da agência, inaugurada em dezembro do ano passado.

Carências - “Antes de escolhermos por essa ação, pensamos no que o município mais teria carência. Identificamos que já havia arrecadações de alimentos, produtos de higiene, e pensando neste período de inverno, acreditamos que essa ação escolhida fará a diferença pra nossa comunidade”, comenta Junior. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

UNIMED LONDRINA: Presidente da cooperativa e representantes de instituições médicas debatem a pandemia em live

A Covid-19 é um tema que não se esgota, ainda mais quando ele pode ser debatido por outro viés. Pensando nisso, a Unimed Londrina realiza nesta quinta-feira (25/06), uma live sobre a pandemia do novo coronavírus e o posicionamento das instituições médicas. A transmissão será às 11h30, na página oficial da Cooperativa no Facebook (https://www.facebook.com/unimedlondrina).

Apresentação - O bate-papo será apresentado pelo presidente da Unimed Londrina, Omar Genha Taha. Farão parte do debate a presidente da Associação Médica de Londrina (AML) e conselheira do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Beatriz Tamura, e o conselheiro do Conselho Federal de Medicina (CFM), Alcindo Cerci Neto.

Debate - "Vamos discutir os principais aspectos relacionados à difusão da Covid-19 em nosso meio e em todo o país em termos gerais", explica Taha. "O que está acontecendo, como podemos nos prevenir, quais são os problemas de teste e as principais medidas de isolamento são alguns dos assuntos que estarão em pauta", completa o presidente.

Participação - Os jornalistas podem participar da live enviando perguntas nos comentários da postagem da transmissão no Facebook da Unimed Londrina. (Imprensa Unimed Londrina)

UNIMED PONTA GROSSA: Segunda entrega da campanha Doe Amor e Alimentos aconteceu sábado

A segunda entrega das arrecadações da campanha Doe Amor e Alimentos da Unimed Ponta Grossa aconteceu no último sábado (20/06).

Distribuição - As doações foram distribuídas a cerca de 50 famílias em vulnerabilidade social, no Jardim Maracanã, que são assistidas pela Sociedade de Amor ao Próximo. Os kits continham itens como: arroz, feijão, macarrão, trigo, café, óleo, açúcar, sal, quirera, suco, bolacha e sachês de temperos. Além dos não perecíveis, desta vez a doação também contou com 135Kg de carne vermelha e carne branca frescas e 90 litros de leite longa vida.

Princípios - “Principalmente em um momento delicado como esse da pandemia, também é muito importante fomentar nossos princípios cooperativistas junto à comunidade e ajudar essas pessoas que se encontram em situação crítica”, ressalta Rafael Francisco dos Santos, diretor-presidente da Unimed Ponta Grossa

Campanha - A campanha Doe Amor e Alimentos teve início em abril e foi uma mobilização interna entre colaboradores e médicos cooperados, em prol das comunidades carentes que estão sendo afetadas pela crise gerada pela Covid-19. A primeira entrega foi realizada no final de maio e também beneficiou aproximadamente 50 famílias do Jardim Maracanã.

Continuidade - A arrecadação segue nas próximas semanas e também está aberta à contribuição de beneficiários da Unimed e comunidade. Os interessados podem deixar a doação na recepção da sede central da cooperativa, na Rua General Carneiro, 873. (Imprensa Unimed Ponta Grossa)

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COPAGRIL: Boas Práticas de Fabricação na nossa cozinha

As Boas Práticas de Fabricação (BPF) representam um conjunto de princípios e regras para correto manuseio de alimentos, abrangendo desde a matéria-prima até o produto final, para garantir a segurança e integridade de quem consome o alimento, resumindo, são cuidados na higiene pessoal, dos alimentos e do ambiente de preparação.

Bactérias - As bactérias que contaminam o alimento podem se multiplicar rapidamente e causar doenças. É sempre bom lembrar que medidas simples, como lavar as mãos, conservar os alimentos em temperaturas adequadas e o cozimento correto evitam e/ou controlam a contaminação. Essas medidas simples fazem parte das Boas Prática, além de serem fundamentais nas indústrias de alimentos, também podem ser muito úteis nos nossos lares.

Abrigo - Assim, vamos falar um pouco sobre o uso do pano de prato e das esponjas em nossas cozinhas, eles podem se tornar “abrigo” de bactérias, como coliformes fecais (E.coli), Salmonela e Staphylococus aureus; entre outras que estão relacionadas com causas de intoxicação alimentar, que apresentam sintomas como: náuseas, vômitos, diarreia, febre e mal estar

Uso do pano de prato - Vamos fazer uma reflexão, para que utilizamos o pano de prato? Secar as mãos, limpar ou secar a pia, retirar alimento do forno, secar a louça...Muitas vezes não trocamos o pano, e usamos o mesmo, é assim que ele pode ser tornar um grande vilão na cozinha. Vamos dar um exemplo, imagina um microrganismo na carne crua, que ficou na mão, pois na hora de lavar só foi dado uma passadinha de água, ao invés de usar sabão, ao secar a mão o microrganismo ficou no pano e foi passando para todos os outros lugares que foi usado, ou ainda, o pano por ter sido contaminado com os cabelos que encostaram no mesmo enquanto fica apoiado nos ombros. A situação se torna ainda mais crítica se considerarmos que o pano de prato quase sempre permanece úmido. Essa umidade associada com o calor da cozinha, propicia a multiplicação das bactérias.

Práticas - Para manter o pano em condições ideais e seguras na nossa cozinha, podemos aplicar as seguintes práticas:

- Trocar o pano diariamente, mesmo que não esteja com sujeira aparente;

- Ao lavar, deixar de molho com água sanitária por no mínimo 30 minutos;

- Lavar separado das demais roupas;

- Passar com ferro antes de guardar;

- Deixar um pano exclusivo para secagem das mãos.

Identificação - Uma maneira interessante de identificar é utilizar panos de tecidos diferentes, por exemplo: brancos apenas para secar louça, e xadrez para as mãos. Assim, não tem perigo de haver confusão e troca dos panos.

Uso de esponja de louça - A esponja é semelhante ao pano de prato. Ela é utilizada para limpar a louça suja, ela passa por vários tipos de resíduos de alimentos e também por vários microrganismos que estavam naquele alimento. Como consequência parte destes resíduos ficam aderidos a superfície das esponjas, junto com água, transformando a espoja num lugar agradável para as bactérias.

Dicas - As dicas a seguir ajudam a evitar que a esponja se torne um vilão na nossa cozinha:

- Imergir a esponjas após o uso em água fervente por 5 minutos - é um processo de descontaminação prático, sem custo e de fácil execução;

- Trocar a esponja por uma nova periodicamente, sendo o indicado a cada 7 dias no máximo;

- Não armazenar a esponja em recipientes com água.

Pequenos detalhes podem fazer a diferença na sua refeição e na saúde da sua família.

Revista - Esta matéria foi divulgada na Revista Copagril, edição 115 (março/abril). Você pode conferir o conteúdo original em: https://www.copagril.com.br/revista/85. (Imprensa Copagril)

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LEGISLATIVO: Adiamento das eleições para 15 e 29 de novembro é aprovado no Senado

legislativo 24 06 2020O Plenário do Senado aprovou em votação remota o adiamento para os dias 15 e 29 de novembro, do primeiro e do segundo turnos, respectivamente, das eleições municipais deste ano, inicialmente previstas para outubro, em decorrência da pandemia de coronavírus.

Substitutivo - O texto aprovado nesta terça-feira (23/06) foi um substitutivo do senador Weverton (PDT-MA) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2020. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Atuais mandatos - Com a previsão das eleições ainda para este ano, fica garantido o período dos atuais mandatos. A data da posse dos eleitos também permanece inalterada. Prefeito, vice-prefeito e vereadores têm mandato de quatro anos e tomam posse em 1º de janeiro.

Sem efeito - A proposta torna sem efeito — somente para as eleições municipais deste ano — o artigo 16 da Constituição, segundo o qual qualquer lei que alterar o processo eleitoral só se aplicará à eleição que ocorrer após um ano de sua vigência.

Calendário eleitoral - O senador Weverton explicou que as eleições foram adiadas por 42 dias e com isso também os prazos do calendário eleitoral que estão por vencer. “Em se confirmando esse texto na Câmara dos Deputados e virando lei, nós vamos manter o mesmo calendário eleitoral previsto para as eleições de 4 de outubro. Ou seja, o período de rádio e TV é o mesmo, o período de Internet é o mesmo, da convenção até o dia da eleição é o mesmo, nós fizemos apenas umas adaptações quanto ao calendário pós eleição por conta do tempo. Mas todos têm de ficar bastante atentos porque não houve aumento de tempo de TV, todos os tempos são os destinados na legislação.”

Convenções e campanhas - As emissoras podem transmitir programas apresentados ou comentados por pré-candidatos até 11 de agosto. A partir dessa data, esse tipo de transmissão fica proibido.

Convenções - A PEC define também o período entre 31 de agosto e 16 de setembro para a realização das convenções para escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações.

Registro - Até 26 de setembro, partidos e coligações devem solicitar à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos.

Propaganda eleitoral - Após 26 de setembro, inicia-se a propaganda eleitoral, inclusive na internet. A Justiça Eleitoral convocará os partidos e a representação das emissoras de rádio e de televisão para elaborarem plano de mídia.

Relatório - Partidos políticos, coligações e candidatos devem, obrigatoriamente, divulgar o relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os gastos realizados em 27 de outubro.

Prestações de contas - Vai até 15 de dezembro o prazo para o encaminhamento à Justiça Eleitoral do conjunto das prestações de contas de campanha dos candidatos e dos partidos políticos e comitês, relativos ao primeiro e, onde houver, ao segundo turno das eleições.

Diplomação - A diplomação dos candidatos eleitos ocorrerá em todo o país até o dia 18 de dezembro.

PEC - Por acordo de líderes, os dois turnos da proposta de alteração do calendário eleitoral foram votados na mesma sessão. Na tramitação normal de uma PEC, o intervalo entre as votações é de, no mínimo, cinco dias. A matéria também passará por dois turnos na Câmara.

Três em uma - O relatório do senador Weverton reuniu três propostas numa só: a PEC 18/2020, do senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP); a PEC 22/2020, de José Maranhão (MDB-PB); e a PEC 23/2020, da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES).

Isolamento social - O relator ressaltou que a necessidade de isolamento social imposta atualmente à sociedade brasileira pode comprometer a realização do pleito, especialmente com eventos como as convenções partidárias e a própria campanha eleitoral. Weverton enfatizou que essa convicção é compartilhada por autoridades da área sanitária e especialistas da área eleitoral ouvidos em sessão temática promovida pelo Senado na segunda-feira (22), com a presença de senadores e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segurança - “Face a todo esse quadro, fica claro que se impõe, então, o adiamento, que permitirá que possamos realizar com segurança e normalidade as próximas eleições, sem que seja necessária alteração do mandato dos atuais prefeitos, vice-prefeitos e vereadores ou daqueles a serem eleitos em 2020”, completou o relator.

TSE - Weverton ainda optou por autorizar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a promover os ajustes no cronograma eleitoral de acordo com a situação sanitária de cada município. A decisão se aplica, inclusive, ao estabelecimento de novas datas para o pleito, até o prazo limite de 27 de dezembro.

Sugestões - Isso inclui também o atendimento às sugestões de alguns senadores, como a do voto facultativo aos eleitores com mais de 60 anos, considerados integrantes do grupo de risco da covid-19, e a de ampliação dos horários de votação com a fixação de locais específicos como forma de reduzir a aglomeração de pessoas.  

Definição - Já quando se tratar de um estado, no caso de as condições sanitárias não permitirem a realização das eleições nas datas previstas, a definição de novo dia para o pleito caberá ao Congresso Nacional, por provocação do Tribunal Superior Eleitoral, instruída com manifestação da autoridade sanitária nacional e após parecer da Comissão Mista da covid-19.

Nova data - A definição da nova data não foi consenso da maioria. Alguns senadores entendem que não há necessidade de adiar as eleições por acreditarem em uma queda no número de casos de contaminados até outubro. Já outros, como Rogério Carvalho (PT-SE), Soraya Thronicke (PSL-MS) e Rose de Freitas sugeriram que a votação seja adiada para dezembro.

Suspensão - Ciro Nogueira (PP-PI), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), entre outros, defenderam a suspensão das eleições deste ano e a prorrogação dos atuais mandatos para coincidência de pleitos em 2022.  

Não resolve - “O adiamento apenas por 30 dias não vai resolver essa situação. A campanha já começou, nós vamos apenas estender o tempo dessa campanha. O melhor é não ter essa eleição porque vai prejudicar a população, nós vamos perder vidas nessa eleição. Eu defendo que nós adiemos para 2022, é o mais sensato, é o melhor”, declarou Ciro Nogueira.

Violação - Para o senador Randolfe Rodrigues, essa medida violaria uma cláusula pétrea e seria como “se aproveitar do vírus” para prorrogar mandatos.

Resposta - Em resposta, o relator ressaltou que a unificação das eleições é tema de reforma política e não está em discussão no momento. “Neste momento, a matéria é o adiamento das eleições, em torno do qual a República se reuniu. A minha tarefa foi definir uma regra para esse adiamento. Se amanhã, porventura, com todas as opções que foram dadas, não der certo, e se a República entender que prorroguemos os mandatos, isso tem que ser um grande acordo, com “a” maiúsculo e não com “c” de casuísmo”, destacou o senador Weverton. (Agência Senado)

FOTO: Waldemir Barreto / Agência Senado

 

ECONOMIA I: BC suspende novo serviço de pagamentos do WhatsApp no Brasil

bc 24 06 2020Os consumidores não poderão usar o novo serviço do WhatsApp que permite pagamentos e transferências de dinheiro, decidiu nesta terça-feira (23/06) o Banco Central (BC). A autoridade monetária determinou que as operadoras Visa e Mastercard suspendam as atividades da ferramenta lançada pelo aplicativo de mensagens na semana passada.

Riscos - Em nota, o BC informou que o órgão quer avaliar os riscos da nova tecnologia, que está sendo liberada aos poucos no Brasil. O país foi o primeiro a ser escolhido pelo Facebook, empresa dona do WhatsApp, para testar a ferramenta. “A motivação do BC para a decisão é preservar um adequado ambiente competitivo, que assegure o funcionamento de um sistema de pagamentos interoperável, rápido, seguro, transparente, aberto e barato”, informou o texto.

Autorização - Segundo o comunicado, o serviço não poderia ter começado a funcionar sem autorização do BC. “O eventual início ou continuidade das operações sem a prévia análise do [órgão] regulador poderia gerar danos irreparáveis ao SPB [Sistema de Pagamentos Brasileiro] notadamente no que se refere à competição, eficiência e privacidade de dados”, destacou o BC, que verificará se o novo recurso cumpre as regras previstas na Lei 12.865, de 2013, que regula os meios de pagamento no país.

Descumprimento - O descumprimento da determinação acarretará o pagamento de multa e a abertura de processo administrativo contra os responsáveis pela plataforma. De acordo com o próprio Facebook, instituições financeiras como Banco do Brasil, Sicredi e Nubank são parceiras da iniciativa para a transferência entre pessoas físicas. O pagamento a empresas era realizado em associação com a operadora de cartões de crédito Cielo.

Funcionamento - Pela proposta do WhatsApp, pessoas físicas poderiam usar a ferramenta para transferir dinheiro a outros contatos do aplicativo e para fazer compras sem taxas. As transferências entre pessoas físicas só poderiam ser feitas com cartão de débito. Cada transação estava limitada a R$ 1 mil, com limite de 20 transações por dia e de R$ 5 mil por mês.

Pequenas empresas - As pequenas empresas usariam o WhatsApp Business (versão do aplicativo com contas comerciais) para receberem pagamentos de clientes com taxa fixa de 3,99%, semelhante ao sistema usado nos cartões de crédito. Os pagamentos para as contas comerciais poderiam ser feitos tanto com cartões de crédito como de débito. Nos dois casos, pessoas físicas e jurídicas, as transações só poderiam ser feitas dentro do Brasil e em moeda local. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

ECONOMIA II: Medidas do BC liberam até R$ 255,5 bilhões em crédito

economia I 24 06 2020Os bancos ganharam um incentivo para destravar o crédito a micro, pequenas e médias empresas. O Banco Central (BC) facilitará o empréstimo para companhias com faturamento anual de até R$ 100 milhões. A medida integra um novo pacote de enfrentamento à crise provocada pelo coronavírus, que tem o potencial de liberar até R$ 255,5 bilhões em crédito para a economia.

Capital de giro - Somente o destravamento do crédito de capital de giro pode injetar até R$ 127 bilhões. A medida vale para operações do tipo contratadas entre 29 de junho e 31 de dezembro. O BC aceitou melhorar a qualidade de ativos decorrentes de diferenças temporárias usadas para melhorar os requerimentos mínimos de capitais que devem ficar retidos desde que os bancos concedam empréstimos para micro, pequenas e médias empresas.

Ativos - Entre os ativos classificados como “decorrentes de diferenças temporárias”, estão provisões para passivos contingentes e marcação a mercado de títulos (oscilações dos preços de títulos no mercado). Atualmente, a manutenção desses ativos no valor de R$ 127 bilhões exige que os bancos deixem R$ 105 bilhões retidos como capital. Com a medida, se esses mesmos R$ 127 bilhões estiverem emprestados para empresas de menor porte, os bancos teriam de reter R$ 11 bilhões de capital.

Prazo mínimo - Segundo o BC, os financiamentos de capital de giro para as micro, pequenas e médias empresas precisarão ter prazo mínimo de três anos e carência de seis meses (seis meses para pagar a primeira parcela). O risco de inadimplência deverá ser assumido exclusivamente pela instituição financeira.

Dificuldades - Em nota, o BC informou que as medidas de crédito estão funcionando durante a crise, mas as empresas de menor porte têm encontrado dificuldades. “Embora as medidas já adotadas tenham sido efetivas em prover liquidez para o Sistema Financeiro Nacional (SFN) e promover o regular funcionamento dos mercados, as empresas de menor porte continuam encontrando dificuldades no acesso a linhas de crédito que as possibilitem atravessar esse momento de incertezas”.

Imóveis - O BC também anunciou que permitirá que pessoas físicas usem um imóvel como garantia em mais de um empréstimo. A medida, informou o presidente o BC, Roberto Campos Neto, tem o potencial de injetar R$ 60 bilhões em crédito na economia.

Operações - Um mesmo imóvel poderá ser usado como garantia em duas ou mais operações novas de crédito ou um empréstimo em andamento com as parcelas em dia que apresente folga do Valor Financeiro da Vida do Cliente (LTV, na sigla em inglês). Caso o cliente deixe de pagar uma das operações garantidas, as demais terão o vencimento antecipado.

Poupança - O Banco Central também reduziu a quantia que os bancos devem recolher do compulsório cobrado sobre os depósitos de caderneta poupança. O compulsório representa a quantia que as instituições financeiras são obrigadas a deixar retida no BC.

Dedução - O BC permitiu que as instituições financeiras deduzam do compulsório de poupança as operações de crédito para financiar o capital de giro de empresas que faturem até R$ 50 milhões por ano e parte dos Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE). A mudança deve liberar até R$ 55,8 bilhões em recursos para o capital de giro e para aplicações em DPGE, que são depósitos usados para proteger bancos pequenos.

Redução - Em relação à DPGE, o BC também reduziu, de 50% para 35%, o requerimento de capital para que os bancos adquiram esses depósitos. A medida deve injetar mais R$ 12,7 bilhões em crédito.

Regulamentação - Mais cedo, o BC tinha anunciado a regulamentação da compra de ativos no setor privado. Aprovado no Orçamento de Guerra, o mecanismo permite que o BC compre títulos desvalorizados ou com problemas no mercado secundário (quando o papel muda de dono) para melhorar o balanço dos bancos e para reduzir os juros de longo prazo, estimulando o crédito e melhorando as contas públicas ao diminuir as taxas que corrigem o endividamento do Tesouro.

Ferramenta - Chamado de afrouxamento quantitativo (quantitative easing, em inglês), esse tipo de ferramenta é usado desde a crise de 2008 por diversos Bancos Centrais de países desenvolvidos. O mecanismo tornou-se um dos principais instrumentos de estímulo à economia internacional. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

ECONOMIA III: Indústria de alimentos contratou 8 mil pessoas durante pandemia

economia II 24 06 2020As contratações no primeiro quadrimestre cresceram 0,5% na indústria de alimentos em relação ao mesmo período de 2019. De acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o setor foi responsável pela criação de oito mil empregos de janeiro a abril deste ano. Por ser atividade essencial, a indústria de alimentos continuou a produzir durante a quarentena provocada pela pandemia da covid-19.

Segurança e prevenção - Para manter o funcionamento, as empresas implementaram medidas de segurança e prevenção nas fábricas e o isolamento social de profissionais do grupo de risco, resultando na criação de novas vagas.

Perspectivas - “No início do ano, antes da pandemia, as perspectivas da indústria de alimentos e bebidas acompanhavam a dinâmica da economia brasileira, que era de alta de 2,2% do PIB, de acordo com o Banco Central. Com o impacto do novo coronavírus [covid-19] o cenário mudou. O setor teve que, de forma imediata, implementar medidas de segurança e prevenção nas fábricas. Não é possível, ainda, fazer uma projeção confiável para o ano”, disse o presidente executivo da Abia, João Dornellas.

Exportações - As exportações de alimentos industrializados, segundo a Abia, tiveram alta de 10% em relação a abril de 2019, e em volume, de 13%. O aumento das exportações para o mercado asiático, em particular a China, foi o principal fator para o resultado.

Esperada - “A alta das exportações brasileiras de alimentos industrializados já era esperada, mesmo com a pandemia do novo coronavírus. O mercado asiático ainda sofre com a crise sanitária de Peste Suína Africana e tem importado cada vez mais carne suína e carne de frango do Brasil. O Brasil é o segundo maior exportador de alimentos industrializados do mundo em volume, e a indústria brasileira de alimentos, por ser considerada atividade essencial, não parou de produzir durante a pandemia, tendo honrado todos os seus compromissos com os países importadores”, disse Dornellas.

Vendas reais - Já as vendas reais, que são o total de vendas da indústria de alimentos e bebidas para os mercados interno e internacional, apresentaram queda de 4,5% em relação a abril de 2019. A produção física [volume produzido pela indústria para atender o mercado interno e as exportações] teve o mesmo comportamento de queda de 4% em abril.

Positivas - Para este ano, as perspectivas para a produção física eram positivas, “estimuladas pelo comportamento do consumo no mercado interno e pelo aumento das exportações”, disse Dornellas. Mas, com a implementação da quarentena em todo o Brasil, hotéis, bares, restaurantes, lanchonetes e serviços de catering tiveram seus serviços interrompidos, enquanto padarias e outros serviços de alimentação foram parcialmente afetados.

Ajustes - “Esse processo exigiu ajustes na cadeia produtiva de alimentos, o que explica essa queda da produção física em abril. Vale ressaltar que no acumulado do ano, a produção física da indústria de alimentos e bebidas está estável”, disse o executivo da Abia.

Impacto - A pandemia impactou o canal de Food Service (FS), produtos alimentícios industrializados para o mercado de alimentação preparada fora do lar, o que influenciou os resultados em vendas e em volume de produção da indústria de alimentos e bebidas. O canal de FS é amplo, formado por restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, setor hoteleiro, serviços de catering e vending machines, entre outros serviços. Em abril, a queda média das vendas deste canal ficou em aproximadamente 75% ante o mesmo mês de 2019.

Tendência - Esse comportamento de queda nas vendas e na produção de todo o setor não necessariamente significa uma tendência para o ano. O volume de vendas dos supermercados e hipermercados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou alta de 5,8% em abril de 2020 ante o mesmo período de 2019.

Processo - “Trata-se de um processo de ajuste na produção e no consumo de alimentos devido à pandemia de covid-19. Quando o comércio estiver em plena atividade e todos os serviços voltarem a funcionar, deve haver uma recuperação. Todavia, ainda é cedo para definirmos um cenário com precisão devido às incertezas associadas ao novo coronavírus”, explicou o presidente executivo da Abia.

Solidariedade - De acordo com a Abia, a indústria alimentícia do Brasil reforçou suas ações de responsabilidade social, apoiando a sociedade no enfrentamento à covid-19. As indústrias de alimentos e bebidas doaram mais de 2.700 toneladas de alimentos, além de recursos financeiros para compras de equipamentos hospitalares, investimento em pesquisas e aquisição de testes rápidos de novo coronavírus, informou a Abia.

Doação - O setor também doou cerca de 4 milhões de máscaras de proteção, além de produtos de limpeza e higiene. As doações foram distribuídas entre instituições beneficentes, hospitais e unidades de saúde, profissionais autônomos, associações de comunidades, lares de idosos, governos estaduais e prefeituras. (Agência Brasil)

FOTO: Tânia Rego / Agência Brasil

 

ECONOMIA IV: Pandemia faz arrecadação cair 32,9% em maio, fechando em R$ 77,4 bi

economia III 24 06 2020Ainda sob forte impacto da crise do novo coronavírus, a arrecadação de receitas federais registrou queda de 32,92% em maio, totalizando R$ 77,4 bilhões, já descontada a inflação, segundo informou a Receita Federal, em relatório divulgado nesta terça-feira (23/06). A comparação é com o mesmo mês de 2019, quando a arrecadação foi de R$ 113,2 bilhões. É o menor resultado para maio desde 2005, quando foram arrecadados R$ 75,1 bilhões.

Receitas - As receitas administradas pela Receita Federal, como impostos e contribuições federais, chegaram a R$ 76,139 bilhões no mês passado, resultando em queda real (descontada a inflação) de 18,11%. Já as receitas administradas por outros órgãos somaram R$ 1,277 bilhão, uma queda de 83,62% em relação a maio de 2019.

Total- De janeiro a abril deste ano, a arrecadação total chegou a R$ 579,708 bilhões, com queda real de 11,93%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foi o terceiro mês consecutivo de queda nominal (valores absolutos) de receitas e o quarto mês seguido de queda real (descontada a inflação).

Causa - De acordo com a Receita Federal, a queda na arrecadação federal se deu principalmente por causa do adiamento no pagamento de impostos, que estão entre as medidas adotadas pelo governo para aliviar os efeitos da pandemia.

Diferimentos - "O resultado tanto do mês quanto do período acumulado foi bastante influenciado pelos diversos diferimentos [adiamentos] decorrentes da pandemia de coronavírus. Os diferimentos somaram, aproximadamente, 65 bilhões. As compensações se mantiveram praticamente constantes no mês de maio de 2020 em relação a maio de 2019 e apresentaram crescimento de 38,32% no período acumulado", diz o órgão em relatório.

Imposto de Renda - Entre os tributos com pagamento adiado está o Imposto de Renda da Pessoa Física, de abril para junho. Também houve postergação do pagamento de contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

Quitação - Os pagamentos de abril serão quitados em agosto, e os de maio, em outubro. Também houve o adiamento, por seis meses, da parte federal do Simples Nacional. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro. Além disso, foi reduzida a zero a alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), por 90 dias. (Agência Brasil)

 

ENERGIA ELÉTRICA: Aneel dispõe de R$ 16,1 bi para ajudar distribuidoras na pandemia

energia eletrica 24 06 2020A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a regulamentação da Conta-covid para socorrer o setor elétrico dos impactos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). A conta, aprovada nesta terça-feira (23/06), autoriza a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) a realizar empréstimos bancários para cobrir déficits ou antecipar receitas das distribuidoras de energia até dezembro de 2020. A agência estabeleceu um limite de R$ 16,1 bilhões de empréstimos, que deverão ser pagos em 60 meses.

Redução do impacto - De acordo com a Aneel, a medida vai reduzir o impacto nas contas de luz dos efeitos financeiros que a pandemia do novo coronavírus trouxe para as empresas do setor elétrico. O empréstimo ajudará as empresas a se manterem financeiramente e operacionalmente durante esse período de queda de receita.

Aumento diluído - “Por meio de empréstimo de um conjunto de bancos, os aumentos nas tarifas de energia serão diluídos ao longo de cinco anos e a situação financeira das empresas do setor será preservada”, disse a Aneel.

Estimativa - Uma estimativa da agência reguladora indica perda de 6,3% na arrecadação média do setor de distribuição durante a pandemia. Mesmo com a queda de arrecadação, as empresas têm que manter as operações, o que gera obrigações financeiras em grande medida fixas, especialmente no curto prazo.

Conta-covid - Segundo a agência, a Conta-covid vai evitar reajustes maiores das tarifas de energia elétrica, devido a fatores como o reajuste do preço da energia gerada na Usina de Itaipu, que acompanha a variação do dólar; a alta na remuneração das políticas públicas do setor, por meio da cota da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE); e o repasse de custos de novas instalações de sistemas de transmissão.

Despesas - “Se não houvesse a proposta da Conta-ovid, todas essas despesas seriam incluídas integralmente nas contas de luz já nos próximos reajustes, para serem pagas em 12 meses. Com a conta, esse impacto será diluído em 60 meses”, explicou a agência.

BNDES - A operação de crédito será coordenada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O empréstimo terá custo equivalente ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) mais um percentual de remuneração das instituições financeiras que oferecerão os empréstimos de maneira conjunta e em condições uniformes.

Valores- Os valores do empréstimos servirão para cobrir, entre outros pontos, as receitas das distribuidoras referentes ao custo da sobrecontratação de energia, resultante da queda na demanda; o adiamento dos reajustes tarifários de algumas distribuidoras até 30 de junho e a postergação de pagamento de grandes consumidores do Grupo A (alta tensão) da diferença entre a demanda consumida e a demanda contratada.

Homologação - Caberá à Aneel homologar, mensalmente, os valores a serem pagos pela Conta-covid a cada distribuidora de energia elétrica. (Agência Brasil)

FOTO: Bete Santos / Secretaria Geral da PR

 

SAÚDE I: Em audiência no Congresso, governo anuncia programa de testagem em massa da Covid-19

saude I 24 06 2020O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse aos parlamentares da comissão mista do Congresso que analisa as ações econômicas de combate à pandemia de coronavírus que será anunciada nesta quarta-feira (24/06), e a estratégia de testagem e diagnóstico da Covid-19.

Objetivo - O objetivo é testar cerca de 24% da população; ou 50 milhões de pessoas: metade com testes rápidos, que indicam se a pessoa já teve contato com o vírus; e metade com testes moleculares, que indicam a presença do vírus.

Distribuição - Pazuello informou que até agora foram distribuídos pelo ministério 11,3 milhões de testes, sendo 3,8 milhões moleculares. O ministro afirmou, porém, que a estratégia deverá incluir o diagnóstico clínico, feito por médicos, que passará a fazer parte das bases de dados.

Base dos dados - “O diagnóstico clínico passa a ser base de dados também, para que nós possamos compreender a evolução da doença e não ficar apenas imaginando se aquele número, se o teste tem 30% de erro, se o teste foi feito na hora errada. Então, a gente vai gradativamente, chegando com mais transparência, com mais objetividade aos números com relação a contaminados”, disse.

Falta de medicamentos - O ministro foi bastante questionado pelos parlamentares sobre a falta de medicamentos para tratamento de casos graves da Covid, como sedativos e relaxantes musculares necessários para a intubação de pacientes. A deputada Rejane Dias (PT-PI) citou o caso do seu estado, o Piauí:

Levantamento - “Eu fiz um levantamento em todo o Brasil e é um problema que realmente assola todos os estados a falta destes medicamentos. Tem até estados que deixaram de fazer cirurgias eletivas, ou adiar, para utilizar esses medicamentos – que já são poucos e não estão achando no mercado – para que se coloque à disposição somente dos casos mais graves”, observou.

Reserva emergencial - Pazuello informou que em breve o ministério disporá de uma reserva emergencial destes medicamentos já acertada com a indústria nacional nesta semana e com compras emergenciais no exterior. Para a compra dos medicamentos cloroquina e oseltamivir foram gastos quase R$ 16 milhões pelo ministério até o momento.

Agradecimento - Alguns parlamentares, inclusive da oposição, agradeceram o ministro pela resposta rápida na distribuição de ventiladores. Foram distribuídos 4.852 até agora, mas devem ser adquiridos outros 16.250. Um novo site, segundo o ministro, conterá o detalhamento da distribuição em cada estado.

Leitos ocupados e fila de espera - O ministro afirmou que, até o final da semana, o site mostrará o painel de leitos de UTI ocupados em todo o Brasil e a fila de espera por vagas. Foram mais de 8.600 leitos disponibilizados ao custo de R$ 1.600 por dia cada um, mas o objetivo é chegar a 10 mil.

Dificuldades - A execução do orçamento extra de pouco mais de R$ 39 bilhões do ministério para o combate à Covid ainda é de apenas 34%. Da Medida Provisória 969, que destina R$ 10 bilhões para estados e municípios, o governo ainda não liberou nada.

Critérios - Pazuello disse que estão sendo definidos os critérios de distribuição. Mas o ministro explicou que parte dos demais recursos de oito MPs não foi executada por dificuldades nas compras de equipamentos:

Reserva - “É interessante que nós tenhamos alguma reserva ainda para poder manobrar. Então, o percentual de saldo que nós temos, eu considero que está bom. É bom que tenha algum saldo para que a gente possa manobrar”, disse.

Vacinas - Sobre vacinas, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que o governo está acertando a participação do país na produção da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford; mas que também acompanha as vacinas americana e chinesa da lista de pesquisas mais promissoras.

Poucas entrevistas - A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) criticou o fato de o ministro não aparecer muito em público ou não dar entrevistas frequentes. Segundo ela, isso teria o efeito de acalmar a população. E citou o exemplo da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, que está constantemente se dirigindo aos cidadãos daquele país.

Informações relevantes - Pazuello disse que não quer tirar as pessoas do trabalho e que espera ter informações relevantes para poder falar. Em outro momento, disse que “pato novo não dá mergulho profundo”. E voltou a dizer que não sabe até quando durará a sua interinidade. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Elói Corrêa / Governo da Bahia

 

SAÚDE II: Brasil chega a 52,6 mil mortes e 1,14 milhão de casos

O Brasil teve 1.374 novas mortes por covid-19 registradas nas últimas 24 horas, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (23/06). Com esses acréscimos às estatísticas, o país chegou a 52.645 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus.

Óbitos - A atualização diária traz um aumento de 2,7% no número de óbitos em relação a segunda-feira (22/06), quando o total estava em 51.217.

Letalidade - A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,5%. A mortalidade (falecimentos por 100.000 habitantes) foi de 25,1. Já a incidência (casos confirmados por 100.000 habitantes) ficou em 543,3.

Novos casos - O balanço também teve 39.436 novos casos registrados, totalizando 1.145.906. O acréscimo de pessoas infectadas marcou uma variação de 3,5% sobre o número de ontem, quando os dados do ministério registravam 1.106.470 de pessoas infectadas.

Em observação - Do total, 479.916 pacientes estão em observação, 613.345 foram recuperados e 3.911 mortes estão em investigação.

Covid-19 por estado - Os estados com maior número de óbitos são São Paulo (13.068), Rio de Janeiro (9.153), Ceará (5.717), Pará (4.672) e Pernambuco (4.339). Ainda figuram entres os estados com altos índices de mortes em função da pandemia Amazonas (2.686), Maranhão (1.797), Bahia (1.491), Espírito Santo (1.425), Alagoas (920) e Paraíba (807).

Mais casos - Os estados com mais casos confirmados de covid-19 são São Paulo (229.475), Rio de Janeiro (100.869), Ceará (97.528), Pará (88.636) e Maranhão (72.021). (Agência Brasil)

saude II tabela 24 06 2020

 

 

SAÚDE III: Paraná chega a 15.673 diagnósticos confirmados e 487 mortes

saude III 24 06 2020No informe epidemiológico desta terça-feira (23/06), a Secretaria de Estado da Saúde divulgou 725 novos casos da Covid-19 e mais 27 óbitos pela infecção causada pelo novo coronavírus. O Paraná chega a 15.673 casos e 487 mortos em decorrência da doença. O boletim informa oito ajustes de municípios de residência de casos já confirmados.

Internados - Nesta terça-feira, 493 pacientes com diagnóstico confirmado estavam internados. São 383 em leitos SUS (151 em UTI e 232 em leitos clínicos/enfermaria) e 110 em leitos da rede particular (42 em UTI e 68 em leitos clínicos/enfermaria).

Resultados - Há outros 899 pacientes em UTI e de enfermaria que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - Os 27 pacientes que faleceram, registrados no informe desta terça-feira, estavam internados. São dez mulheres e 17 homens, com idades que variam de 39 a 90 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 16 e 23 de junho.

Residência - Dos pacientes que foram a óbito, sete residiam em Curitiba. São registrados dois óbitos em cada um dos municípios de Campo Largo, Clevelândia, Londrina, Maringá, São José dos Pinhais e Toledo. Também houve um falecimento em cada uma das cidades de Apucarana, Cambé, Cascavel, Goioxim, Mandaguari, Paiçandu, Pinhais e Telêmaco Borba.

Municípios - 332 cidades paranaenses têm ao menos um caso confirmado pela Covid-19. Brasilândia do Sul, Ouro Verde do Oeste e Pérola do Oeste registraram casos pela primeira vez. Em 119 municípios há óbitos pela doença.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 180 casos de residentes de fora. Onze pessoas foram a óbito.

Ajustes - Um caso confirmado no dia 22 de junho em Cascavel foi transferido para Santa Tereza do Oeste; um caso confirmado dia 25 de maio, em Curitiba, foi transferido para Campo Largo. Um caso confirmado dia 20 de junho, em Rondon, foi transferido para Londrina e uma confirmação feita dia 21 de junho, em Cianorte, foi transferida para Japurá.

Outras transferências - Também houve transferência de caso confirmado dia 19 de junho, em Cianorte, para São Tomé. Também no dia 19 de junho, um caso confirmado em Coronel Vivida foi transferido para Clevelândia. Um caso confirmado igualmente no dia 19 de junho, em Curitiba, foi transferido para São José dos Pinhais, e um caso confirmado dia 21 de junho em Borrazópolis foi transferido para Maringá.

Testes rápidos - A Secretaria da Saúde divulga a lista de fabricantes de testes rápidos validados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) que têm os resultados positivos incluídos no monitoramento do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

1. One Step Covid-2019 Test®️ da fabricante Guangzhou WondfoBiotechCo., Ltda., cujo representante legal no Brasil é a empresa Celer Biotecnologia S/A.

2. Medteste Coronavírus (Covid-19) igG/IgM da fabricante Hangzhou Biotest Biotech Co. Ltd cujo representante legal no Brasil é a empresa Medlevensohn Com Repres Prod Hosp Ltda.

3. Covid-19 Igg/Igm Eco do fabricante Eco Diagnóstica Ltda-ME, cujo representante legal no Brasil é a empresa Eco Diagnóstica Ltda-ME

4. Covid-19 IgG/IgM BIO do fabricante Quibasa Química Básica Ltda, cujo representante legal no Brasil é a empresa Quibasa Química Básica Ltda.

5. SARS-CoV-2 Antibody Test da fabricante WondfoBiotechCo., Ltda.

Confira o informe completo clicando AQUI

(Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE IV: Estudo sobre Covid conclui etapa de visitas domiciliares

saude IV 24 06 2020A pesquisa epidemiológica nacional sobre Covid-19, Epicovid 19-BR, desenvolvida pela Universidade Federal de Pelotas e Ibope, conclui nesta terça-feira (23/06) a etapa de visitas domiciliares para aplicação de testes rápidos da Covid-19.

Finalidade - A finalidade é estabelecer cientificamente a proporção que a doença acontece no país.

Convite - Moradores de 133 cidades de todos os estados estão sendo convidados a participar pelos pesquisadores do Ibope Inteligência. O estudo é financiado e apoiado pelo Ministério da Saúde e teve início no mês de maio, com análise de dados populacionais.

Atual - Na etapa atual, de aplicação de testes, 2,5 mil pesquisadores estão nas ruas.

Paraná - No Paraná as coletas acontecem em Curitiba, Guarapuava, Cascavel, Maringá, Londrina e Ponta Grossa. Em cada cidade serão feitos cerca de 200 testes rápidos.

Sorteio - As residências estão sendo sorteadas por região, seguindo metodologias de amostragem, e a meta é fazer 33.250 testes rápidos em todo os país e assim consolidar dados e o perfil da doença no país.

Participação - A Secretaria de Estado da Saúde e as secretarias municipais participam da ação com apoio logístico para a execução da pesquisa intitulada Evolução da prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil – Estudo de Base Populacional.

Questionário - Além dos testes, está sendo aplicado um questionário para identificar doenças preexistentes e sintomas da infecção pelo coronavírus. (Agência Estadual de Notícias)

 


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