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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4844 | 16 de Junho de 2020

EVENTO: Presidente do Sistema Ocepar fala sobre o que levou a criação do Sescoop

“Esta paixão é de longa de data. São mais de 30 anos dedicados ao cooperativismo. E tenham certeza de que começaria tudo novamente porque acredito na cooperação como um modelo justo e democrático de organização econômica. Se trocarmos a competição pela cooperação, podemos ir muito mais longe”. Com esta afirmação, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, iniciou sua participação no Encontro com Agentes das Cooperativas Paranaenses, realizado virtualmente na tarde desta segunda-feira (15/06). A live foi mediada pelo coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR), Leandro Macioski, e contou com 73 participantes. A participação do presidente do Sistema Ocepar teve por finalidade destacar a contribuição das cooperativas paranaenses em tempos de pandemia.

Grandes mestres – Ao contar sua trajetória no cooperativismo, iniciada quando cursava o Colégio Agrícola, em Guarapuava, Ricken destacou o aprendizado que teve com cooperativistas como Guntolf van Kaick, Benjamin Hammerschmidt, João Paulo Kosloviski, entre outros líderes que ajudaram a construir a história do cooperativismo paranaense. “Foram meus grandes professores. A missão que tenho na presidência do Sistema Ocepar é dar continuidade ao trabalho deles. Não substituí ninguém e não assumi a presidência para promover grandes mudanças. O cooperativismo do Paraná tem um modelo de organização, adotado há quase 50 anos, e que se baseia em planejamento e monitoramento. Com base nessas premissas, as entidades que estão à frente da sua representação, que é a Ocepar, o Sescoop e a Fecoopar, trabalham em total sintonia. Esta é a receita para que o Sistema Ocepar desempenhe bem o seu papel, que é ser um agente aglutinador e promotor do desenvolvimento das cooperativas do estado”, disse

Gerar renda – Ouvir aqueles que participaram da construção da história do cooperativismo do Paraná é entender os fatos que levaram a adoção desse sistema no estado e os motivos que fazem dele sinônimo de desenvolvimento econômico e social. “O objetivo, desde o início, foi ajudar a organizar algumas atividades econômicas e promover a geração de renda. Se tiver renda, a pessoa não precisa da ajuda do estado, pode mantar sua família sozinha e com qualidade de vida. A partir dessa premissa, o cooperativismo se fortaleceu”, afirma Ricken.  Passados quase cinco décadas desde que foi constituída a primeira cooperativa, o Paraná possui 216 cooperativas em pleno funcionamento, divididas em sete ramos de atuação e que, juntas, faturam R$ 87,2 bilhões e congregam 2,2 milhões de pessoas, quase 20% da população paranaense.

Um sistema complexo – O cooperativismo do Paraná deu seus primeiros passos com o objetivo de oferecer aos agricultores uma oportunidade de melhor comercialização da produção agrícola. A realidade do passado - menor número de associados, empreendimentos pequenos, tecnologia limitada e atuação focada no ramo agropecuário -, deu lugar a um cooperativismo pluralizado, heterogêneo, com presença internacional, e com diferenças de tamanho e atividades produtivas. Some-se a este contexto, a complexidade natural de uma cooperativa, na qual o cooperado pode ser, ao mesmo tempo, fornecedor, comprador e prestador de serviços, o que não raro gera conflitos de interesses que devem ser controlados pelos gestores. “Cabe ao Sistema Ocepar ajudar as cooperativas a darem conta dessa gama de fatores, se perder de foco a necessidade de manter os princípios que definem a identidade da cooperativa, ter agilidade e transparência nas decisões, oferecer valor ao cooperado, e, ainda, garantir a perenidade do empreendimento. O Sistema Ocepar também conduz uma série de ações voltadas à governança e gestão, formação profissional, monitoramento, fidelização do quadro social e inovação, visando garantir a sustentabilidade das cooperativas. Não é uma tarefa simples. Mas felizmente, penso que estamos cumprindo nosso papel”, destacou.

Momentos de dificuldades – O cooperativismo do Paraná chegou até aqui superando desafios.Um tempo difícil foi vivido no final da década de 80 e decorrer da década de 90, período em que o cooperativismo agropecuário vivenciou uma crise estrutural intensa, em função de mudanças significativas nas políticas de crédito subsidiado.  Primeiramente, todo mecanismo de crédito rural criado na década de 60 foi desmontado durante os anos 80. Os créditos de investimento e custeio entraram em colapso já em 1979/80. Por volta de 1984 teve início a redução gradativa das taxas de juros subsidiadas, passando a enfatizar os créditos para comercialização, através da Política dos Preços Mínimos (PMPG). A crise do crédito rural atingiu seu auge em 1989. O problema maior desta mudança de direção foi que com os diversos planos de estabilização, subestimava-se a correção dos preços mínimos com o objetivo de tentar controlar a inflação, enquanto as taxas de juros se elevavam. Desta forma os produtores/cooperados aumentavam seu endividamento, e o seu produto não era valorizado na mesma velocidade. Isto trouxe aumento significativo no grau de inadimplência perante as cooperativas, que seguiam para inviabilidade plena.

O nascimento do Sescoop  Para ajudar o setor a superar tais dificuldades, houve a proposta de criação do Recoop (Programa de Apoio à Recapitalização das Cooperativas Agropecuárias) e do Sescoop, a entidade do Sistema S do cooperativismo. A proposta do Sescoop surgiu por dois motivos: porque para ter acesso ao Recoop, as cooperativas precisavam passar por um processo de organização e porque, mesmo contribuindo para o Sistema S, não havia contrapartida, ou seja, as cooperativas não podiam se beneficiar do que era oferecido.  “Pedimos ajuda aos outros S para que as cooperativas pudessem ter recursos para implantar o projeto de organização e não tivemos apoio. Foi daí que surgiu a ideia de criar o nosso próprio S. Volto a lembrar que tal proposta foi feita pela Ocepar, ou seja, a experiência do cooperativismo do Paraná foi a semente que originou o Sescoop”, contou.

O papel do agente – Segundo o presidente do Sistema Ocepar, uma iniciativa que deu certo, no âmbito do Sescoop/PR, foi a criação do papel do agente de cooperativismo.  “Não tínhamos como montar uma equipe grande do Sescoop/PR, afinal, o nosso S estava nascendo. Solicitamos, então, que as cooperativas designassem dois profissionais – monitoramento e treinamento – para ajudar no planejamento das ações do Sescoop e também para viabilizar a ação na base. Isto também garante que tenhamos um planejamento realista das necessidades das cooperativas. Esta forma de trabalho funciona até hoje e é referência em todo o Brasil. Eu não saberia como fazer o Sescoop/PR funcionar de outra forma, por isso temos um orgulho danado dos agentes”, afirmou.

Planejamento – “A Ocepar surgiu de um planejamento. Se tiver uma diferença apenas do cooperativismo do Paraná é que aqui desde o início houve um planejamento, uma definição de rumo”, completou o presidente do Sistema Ocepar. O dirigente conta que o planejamento conjunto do setor é renovado a cada cinco anos. “Mas em 2015 foi feita uma mudança na metodologia. Inserimos uma meta que de dobrar o faturamento, que naquele ano atingiu R$ 50 bilhões. Foi a partir disso que surgiu o PRC 100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense. Nossa estimativa, e se tudo correr bem, é chegar aos R$ 100 bilhões ainda neste ano. Para um efeito de comparação, esse montante representa duas vezes o orçamento do Governo do Paraná. A ideia é, no próximo semestre, rever o planejamento, redefinir a meta. Mas serão as cooperativas que vão dizer o que elas querem. Ou seja, a somatória dos planejamentos individuais de cada cooperativa é que vai definir a nova meta de faturamento. Vamos fazer isso juntos. Esse é o desafio, porque é essa força que nos vai levar para frente”.

O novo normal – Para encerrar sua participação, Ricken falou sobre como as cooperativas estão atuando diante da pandemia, lembrando que é nos momentos de dificuldades que surgem as maiores oportunidades. “Nós realizamos atividades essenciais, então, o cooperativismo não pode parar.  Fazemos isso não porque queremos, mas porque não podemos. É preciso garantir o abastecimento de alimentos, bem como o acesso ao crédito e à saúde. Imagine como seria um cenário em que as pessoas estão doentes e com fome. Seria um caos”, frisou. Por outro lado, completa o dirigente, o cooperativismo nunca teve tanto reconhecimento como agora, e muito disso se dá pelos ideais que norteiam o movimento, de cooperação e ajuda mútua. “Temos uma responsabilidade muito grande até mesmo na educação as pessoas. Para nós não existe o eles e o nós, direita ou esquerda. Isso não combina conosco. Temos que somar para buscar o desenvolvimento em conjunto. Também já não faz sentido falar em urbano e rural. É o desenvolvimento regional que vale. Dividir é um atraso, não constrói. Não é hora de ficar brigando. Essa é a mensagem do cooperativismo. Este é o exemplo que temos que dar”, disse. 

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REUNIÃO INSTITUCIONAL: “Vivemos um novo normal e todo cuidado é necessário”, disse Bouwmann

A Castrolanda, com sede em Castro (PR), foi a 22ª cooperativa a participar, na manhã desta terça-feira (16/06), da reunião institucional do Sistema Ocepar, que tem por objetivo levar informações sobre o cenário econômico-financeiro do sistema cooperativista paranaense, trabalho realizado pelo Programa de Autogestão, sobre a conjuntura no Brasil e mundo, especialmente neste momento de pandemia, e as ações realizadas neste primeiro semestre de 2020. Por parte da cooperativa, participou o presidente Willem Bouwman, membros dos Conselhos de Administração, Fiscal e gestores.

Indicadores - Para Bouwman, “vivemos um novo normal e todo cuidado é necessário para preservarmos a segurança de todos”. Ele destacou a importância do Sistema Ocepar em manter esses encontros, agora de forma virtual. “Uma oportunidade para podermos enxergar como está a vida financeira e econômica da nossa cooperativa em relação às demais que atuam no ramo agropecuário. Esta ferramenta de análise do monitoramento do Sistema Ocepar tem sido, ao longo do tempo, uma referência para que possamos analisar a posição que estamos e o que é necessário ser feito para podermos direcionar nossas ações.  A cada dia surgem novidades e estamos utilizando nossa criatividade para driblarmos os possíveis obstáculos que se apresentam em tempos de pandemia. Temos que nos reinventar e diminuir a burocracia para diminuir os impactos nas nossas atividades e para isso queremos continuar contando com o imprescindível apoio do Sistema Ocepar”, frisou.

Continuidade - A abertura da reunião foi realizada pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que ressaltou sobre os desafios enfrentados neste momento, onde vivenciamos uma nova realidade e que precisa ser assimilada. O dirigente frisou mais uma vez sobre a necessidade de que as atividades das cooperativas sejam impactadas o menos possível. “Não podemos ter problema de abastecimento e nem de segurança. São dois pontos que podem nos trazer maiores preocupações. O setor cooperativista não parou e não pode parar. Continuamos trabalhando, seja no ramo agropecuário, área de saúde, transporte e serviços. Por isso essas nossas reuniões também servem para apresentarmos o real cenário e ações que estamos trabalhando para mitigar os impactos nas cooperativas”, destacou.

Demandas - Ricken frisou que toda equipe do Sistema Ocepar, seguindo as recomendações das autoridades de saúde, está trabalhando de forma remota e não parou. “Todas as demandas que têm vindo das nossas cooperativas, estamos dando encaminhamento na busca de soluções. E posso adiantar que neste período de quarentena, conseguimos avançar muito em projetos de lei de interesse do setor, sempre com apoio do Sistema OCB e da nossa bancada da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). E agora nossa expectativa se volta para o Plano Safra 2020/21 que será anunciando nesta quarta-feira em Brasília as 16h30”, destacou.

Relevância - Ele ressaltou a facilidade de comunicação que existe hoje com as novas ferramentas tecnológicas. “Aprendemos muito com esta crise, estamos agora mais conectados com todos, uma agilidade que tem nos ajudado muito para podermos participar de reuniões em várias regiões o que antes era impossível. Precisávamos pegar carro, estrada e correr risco, agora não mais. Daqui para frente, essa prática fará cada vez mais parte de nossas vidas e aqueles que tinham resistências a este tipo de reuniões virtuais, foram obrigados aprender. E nosso foco aqui, enquanto sistema, é sempre focar naquilo que é relevante e essencial para as cooperativas e para podermos continuar esta nossa jornada, crescendo e viabilizando a atividade de todos os cooperados paranaenses, de todos os ramos, independente onde atuam. Essas reuniões são uma excelente oportunidade para isso”.

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PREÇOS MÍNIMOS: Reajuste médio das principais culturas foi de 5,4% no Paraná

precos minimos destaque 16 06 2020O Governo Federal anunciou os preços mínimos para as culturas de verão, referente à safra 2020/2021. No Paraná, o reajuste médio das principais culturas foi de 5,4%, segundo o informativo divulgado pela Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec), nesta segunda-feira (15/06). De acordo com o boletim, o preço mínimo da soja aumentou em 4,5%, o do milho em 7,2%, o do feijão preto em 9,6%, o da mandioca em 7,7% e o do arroz fino em 6,3% no Estado.

Clique aqui e confira na íntegra o Informe Técnico da Getec sobre os preços mínimos

 

 

 

FOTO: Danilo Estevão

 

CRÉDITO RURAL: Levantamento mostra que 77% dos recursos da safra 2019/20 já foram aplicados até maio

credito rural destaque 16 06 2020Levantamento realizado pela Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec), com base nos dados do Banco Central, mostra que dos R$ 225,59 bilhões anunciados pelo governo federal para a safra 2019/20, R$ 174,8 bilhões foram aplicados até o mês de maio. O montante representa 77% do total. A maior parte dos recursos, ou seja, 31%, teve origem na poupança rural; 28% em recursos obrigatórios; 22% em recursos com taxas livres; 8% no BNDES equalizável, 10% em fundos constitucionais e 1% em outras fontes.

Cooperativas - Ainda segundo estudo da Getec, entre os meses de julho 2019 até maio de 2020, as cooperativas brasileiras captaram R$ 23,70 bilhões, sendo a maior parte destinada à industrialização e ao custeio. Já as cooperativas paranaenses captaram R$ 9,23 bilhões, principalmente em industrialização e custeio.

Evolução - Verifica-se também, que a captação total de recursos na política do crédito rural, em maio da safra atual (2019/2020), foi superior do que o mês de maio das três safras anteriores (2016/2017, 2017/2018, e 2018/19).

 

credito rural 16 06 2020

 

COVID-19: Comitê de Acompanhamento do Sistema Ocepar divulga comunicado 55

covid 19 comite 16 06 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 divulgou, nesta terça-feira (16/06), o comunicado 55, trazendo entre os destaques a participação do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, em uma live com agentes das cooperativas paranaenses, promovida nesta segunda-feira (15/06) com o propósito de discutir a contribuição do cooperativismo neste cenário de pandemia. Veja abaixo todas as informações.

1. No dia 15 de junho, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participou da live com os agentes das cooperativas paranaenses, para debater a contribuição do sistema cooperativista em tempos de pandemia.

2. No dia 15 de junho, o DREI - Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração, publicou a IN nº 81, que dispõe sobre as normas e diretrizes gerais do Registro Público de Empresas, bem como regulamenta as disposições do Decreto nº 1.800, de 30 de janeiro de 1996. Para acessar, clique aqui.

3. No dia 15 de junho, a Ocepar encaminhou o convite para 4ª Reunião do Comitê Técnico do Ramo Crédito, que será realizada no próximo dia 19/06.

4. No dia 15 de junho, o Sistema OCB realizou reunião virtual com representantes da Ocepar, Copacol e Aurora para avaliar os desdobramentos das estratégias definidas para a Cosit 11.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

COOPERATIVISMO I: Inovação com a marca Coop

Inovar nos negócios é, para alguns, algo natural, mas para a maioria ainda é um desafio. Por isso, o Sistema OCB disponibiliza, nesta semana, o Inovacoop, um site temático, totalmente voltado para o ambiente cooperativista. A plataforma traz exemplos de inovação em processos, produtos, serviços e no modelo de negócios. Traz, também, cursos e conteúdos com foco em estimular a cultura da inovação no cooperativismo.

Agilidade - Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o InovaCoop surge num momento em que a reinvenção do negócio pede agilidade. “Desde que surgiram, há quase 200 anos, as cooperativas mostram o quanto são inovadoras por natureza. São empresas, mas diferentes dos tipos mercantis, graças à essência do nosso negócio que é o cuidado com as pessoas e, também, aos seus sete princípios e seus valores universais”, explica o líder cooperativista.

Áreas - Dividido em cinco áreas, o site apresenta dois tipos de conteúdo: parte público e parte exclusivo para cooperativas registradas na OCB, como é o caso de ferramentas e dos cinco cursos a serem oferecidos. Vale destacar que o site oferece um radar da inovação, com boas práticas segmentadas por ramo, tipo de inovação e por região. Também é possível salvar e até compartilhar os cases nas redes sociais. Mais de 20 experiências de coops inovadoras, nacionais e internacionais, já fazem parte da plataforma e novos cases serão inseridos constantemente.

Expectativa - “Nossa expectativa é de que as cooperativas que inovam se sintam estimuladas a nos enviarem suas boas práticas. Assim, poderemos disponibilizar esse material às demais, fortalecendo ainda mais o cooperativismo brasileiro”, informa a coordenadora de inovação do Sistema OCB, Samara Araujo. Segundo ela, quanto mais, melhor. “Quem acessar os cases vai encontrar, também, os contatos das pessoas responsáveis pela condução daquela inovação na cooperativa. Isso favorece a intercooperação, que também é um dos nossos objetivos”, declara.

Webinário - O InovaCoop está disponível a partir desta terça (16/06), mas o lançamento oficial está marcado para o dia 18/06, com um evento on-line (webinário) que contará com a participação do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas e de Vinícius David, executivo em tecnologia no Vale do Silício, com mais de 10 anos de vivência no mercado americano e vasta experiência em liderança de negócios e de times executivos ao redor do mundo. O tema é Cooperativas Inovadoras, Negócios Transformadores. Começa às 15h e é necessária inscrição pelo link: https://materiais.somoscooperativismo.coop.br/webinario_inovacoop.

Mentoria - Durante a live, os participantes concorrerão a uma mentoria exclusiva a ser dada por Vinícius David, com foco no desenvolvimento do negócio. (OCB)

COOPERATIVISMO II: Importância do coop no mundo é destaque em live

cooperativismo 16 06 2020O Sistema OCB deu um giro internacional para mostrar as experiências impactantes de cooperativas em diversos países do mundo durante a pandemia. Na primeira live internacional do Sistema, representantes do cooperativismo na Itália, China e no Continente Africano contaram um pouco sobre as experiências bem-sucedidas de diversas cooperativas nestes lugares e que estão fazendo toda a diferença no momento atual. E o representante do Brasil no Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Onofre Cezário Filho, que também é presidente do Sistema OCB/MT, foi quem fez a fala de abertura e deu início aos debates. A conversa contou com a medição do analista de Relações Institucionais do Sistema OCB João Marcos Martins.  

No Continente Africano - A diretora regional da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) África, Chiyoge B. Sifa, apresentou as ações de cooperativas em diversos países africanos, como Uganda, Quênia, Etiópia, Tunísia, Togo, Gâmbia, África do Sul, Marrocos, Botsuana e Nigéria. Em cada um deles, o cooperativismo tem atuado para minimizar os impactos da Covid-19. São muitas ações, algumas focadas nas próprias cooperativas e em seus cooperados - com planos de recuperação financeira, por exemplo. Outras acontecem por meio de mobilizações em conjunto com outros organismos dos setores público e privado, para dar suporte às comunidades mais vulneráveis.

Insegurança alimentar - Um dos pontos destacados por Sifa foi a insegurança alimentar na cadeia de suprimentos gerada pela Covid-19 e intensificada por catástrofes naturais ocorridas nesses países. Além da fragilidade econômica preocupante e urgência em controlar a crise sanitária, a questão da segurança alimentar se apresentou como prioritária, afinal era necessário garantir que essas cadeias mantivessem sua subsistência.

Parceria - Para isso, o movimento cooperativista africano tem trabalhado em parceria com os governos dos países mais afetados pela pandemia e fomentado uma rede de apoio baseado nos princípios da cooperação. Além das ações implementadas por meio de políticas públicas, também existem iniciativas próprias, de cada uma das cooperativas, para ajudar a minimizar os impactos. O Banco Cooperativo do Quênia, por exemplo, doou 1 milhão de dólares para combater a pandemia no país e adquirir equipamentos médicos.

Na China - Indo para Ásia, o diretor geral do Departamento de Cooperação Internacional Chinês (ACFSMC), Zhang Wangshu, mostrou os principais caminhos seguidos pelo cooperativismo na China, onde surgiu a Covid-19 e o primeiro país a sentir os efeitos sanitários e econômicos da pandemia.

Agropecuário - Wangshu destacou o trabalho focado no cooperativismo agropecuário, especialmente na província de Hubei, primeiro epicentro da pandemia, e como funcionaram as estratégias para proteção da produção agrícola. Segundo ele, era necessário garantir que este setor continuasse funcionando durante o lockdown, ainda que com algumas restrições, para evitar o desabastecimento da cidade e uma perda sem precedentes aos produtores rurais.

Plataformas on-line - Dois aspectos importantes levantados por Zhang Wangshu foram o uso de plataformas on-line para a venda de produtos da província de Hubei e o incentivo à intercooperação. Com as vendas on-line, foi possível escoar a produção da cidade e manter a população abastecida. E com o apoio mútuo entre cooperativas, foi possível manter um fôlego mínimo para retomar as atividades normais assim que a disseminação do vírus foi controlada no país.

Na Itália - Saindo da China e indo para a Itália, Paolo Scaramuccia, coordenador de produção da Liga Nacional de Cooperativas (Legacoop), trouxe as experiências vivenciadas pelas cooperativas no país que foi o primeiro epicentro do coronavírus fora da China. Para os italianos, os impactos da pandemia foram muito mais fortes devido a quantidade de contaminados e mortos em poucas semanas. Isso obrigou a tomada de medidas rápidas e assertivas, segundo conta Scaramuccia.

Iniciativas - Dentre as ações destacadas pelo representante da Itália, assim como em todos os demais países, as cooperativas encabeçaram uma série de iniciativas mobilizando uma grande rede de solidariedade. Colocaram, por exemplo, suas estruturas à disposição para fabricação de equipamentos de proteção hospitalar - cuja a ausência foi um dos principais problemas durante o pico da Covid-19 no país. Outra ação foi a disponibilização de frotas de táxi de cooperativas gratuitamente para pacientes e médicos.

Janela de oportunidade - Além disso, toda a movimentação imposta pela pandemia também se mostrou como uma janela de oportunidade para o cooperativismo italiano explorar novos caminhos. A partir da necessidade de inovação, foram inseridos mais elementos tecnológicos no dia a dia das cooperativas e elas passaram a visualizar outras possibilidades de atuação. Além de garantir a segurança e o cuidado com a saúde que o momento exigia, o aumento no uso de plataformas digitais e redes sociais para fomentar os seus negócios se mostrou eficaz e bastante promissor para a construção de um futuro mais sustentável.

Cooperação - “A partir das experiências vividas no Brasil e observadas em outros países, fica claro que o caminho natural e necessário para a saída dessa crise global é a cooperação. As organizações com maior capacidade de atender às novas demandas sociais de forma mais justa e solidária, sem dúvidas, são as cooperativas”, ressaltou Onofre Cezário Filho ao final do debate.

Íntegra - Para assistir à íntegra da nossa live internacional - Contribuição das coops durante a Covid-19: experiências de Itália, China e Continente Africano - clique aqui. (Assessoria de Comunicação Sistema OCB)

 

 

SICREDI I: Sistema cooperativo disponibiliza recurso para pagamentos no WhatsApp

sicredi 16 06 2020Já imaginou transferir e receber valores monetários por WhatsApp com a mesma facilidade, segurança e agilidade com as quais você envia e recebe fotos? Essa é a mais nova funcionalidade que os associados do Sicredi terão com o lançamento da solução desenvolvida pelo Facebook Pay no Brasil.

Nova versão - O recurso integrará a nova versão do aplicativo de mensagens instantâneas que será gradualmente disponibilizada para atualização nas plataformas a partir desta segunda-feira (15/06). A novidade promete mudar a cultura de pagamentos no Brasil e o Sicredi é a primeira instituição financeira cooperativa a fechar parceria com o Facebook Pay e disponibilizar a solução. Além disso, vem para trazer mais conveniência, praticidade e rapidez aos associados da instituição na realização de pagamentos, cobranças e recebimentos.

Novas soluções- “Temos como uma de nossas premissas proporcionar novas soluções de pagamento e experiências aos associados por meio da digitalização. Desenvolvemos uma série de projetos que nos colocam na vanguarda das inovações do sistema financeiro nacional, e esta é mais uma demonstração disso”, afirma o diretor executivo de Produtos e Serviços do Banco Cooperativo Sicredi, Cidmar Stoffel.

Instantâneas - As transações entre pessoas físicas pelo WhatsApp serão instantâneas, sem tarifas e limitadas a R$ 1 mil por operação, até um total de R$ 5 mil mensais, por meio de qualquer cartão de débito ou crédito do portfólio do Sicredi cadastrado. Transações envolvendo estabelecimentos comerciais poderão ser feitas também pela modalidade crédito do cartão, somente via WhatsApp Business por parte dos recebedores – neste caso, uma tarifa fixa de 3,99% será aplicada a cada pagamento recebido.

Cadastro - Para usar o recurso, os associados do Sicredi deverão fazer o cadastro de seus cartões na área de pagamentos do WhatsApp. O processo envolve a criação de senhas e registro de biometria, o que confere segurança às operações. As transferências poderão ser feitas em poucos cliques: 1) escolha do contato beneficiário, 2) seleção da opção “Pagamento”, 3) inserção do valor, 4) confirmação do valor e 5) Confirmação de senha.

Facilidade - “Estamos muito empolgados para trazer pagamentos no WhatsApp para nossos usuários em todo o Brasil. Facilitar o envio e o recebimento de dinheiro não poderia ser mais importante do que em um momento como este”, declara Matt Idema, diretor de operações do WhatsApp. “As pequenas empresas são a espinha dorsal do país. A capacidade de realizar vendas com facilidade no WhatsApp ajudará os empresários a se adaptarem à economia digital, apoiar o crescimento e a recuperação financeira”, finaliza.

Confirmação - Além da agilidade e simplicidade do processo, com a possibilidade de se confirmar pagamentos pelo próprio chat, os usuários terão acesso ao histórico de transferências no próprio aplicativo.

Experiência - “A novidade segue o nosso direcionamento de disponibilizar soluções que estejam conectadas com a melhora da experiência de pagamento dos nossos associados no dia-a-dia. Dessa forma, contribuímos com uma nova maneira de relacionamento com a vida financeira a partir de uma nova cultura de pagamentos, com mais segurança e praticidade”, afirma Gisele Rodrigues, superintendente de Soluções de Meios de Pagamento do Sicredi.

Mais informações - Para mais informações acesse www.sicredi.com.br/coop/pagamentos-whatsapp ou www.whatsapp.com/payments/br.

Sobre o Sicredi- O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI II: Apoio à leilão beneficente da Federação Paulista de Futebol com acervo de craques

sicredi II 16 06 2020Uma iniciativa desenvolvida pela Federação Paulista de Futebol, com apoio do Sicredi, reúne grandes craques da bola no leilão beneficente Assistência de Craque. Cada jogador está sendo convidado pelos colegas a doarem um objeto do acervo pessoal ou uma experiência junto ao torcedor quando a pandemia termina e os jogos voltarem. Ao todo, são mais de 50 prêmios oferecidos por atletas como Neymar Jr., Gabriel Jesus, Kaká, Zico, Raí, Mauro Silva, Cristiane, entre outros.

Ações - O leilão será realizado por meio do site leilao.fpf.org.br e o valor arrecadado dividido para ações em duas frentes: 50% será destinado para atletas e árbitros que recebiam até dois salários mínimos por mês antes da paralisação das atividades por conta do novo coronavírus. Os outros 50% irão para instituições que atuam nas comunidades de Paraisópolis e Heliópolis, na capital paulista. O leilão será auditado pela Ernst & Young.

Patrocínio - Consciente da sua responsabilidade social, o Sicredi, instituição financeira cooperativa que dá nome ao principal torneio estadual do País, patrocina essa corrente do bem que alia esporte e solidariedade. “Desde 2019, o Sicredi dá nome ao campeonato em São Paulo, o Paulistão Sicredi. Com esta iniciativa aliamos o poder do esporte e da cooperação em prol das comunidades procurando amenizar os efeitos da pandemia do coronavírus e, por isso, não podíamos ficar de fora dessa iniciativa tão nobre”, destaca o gerente de marketing da Central Sicredi PR/SP/RJ, Rogério Leal.

Lances - O leilão estará disponível para lances até o dia 13 de julho. "Passamos por um dos momentos mais difíceis da nossa história, a Covid-19 faz milhares de vítimas diariamente e atinge a todos direta ou indiretamente. Precisamos agir agora, e este passo inicia uma corrente de solidariedade. Essa é a maior força do futebol paulista, a união de todos", finaliza Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

AGRÁRIA: Cooperativa registra recorde na produção de milho

agraria 16 06 2020

Segundo o nono Boletim de Acompanhamento da Safra 19/20, divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) no início deste mês, o Brasil deve confirmar o prognóstico de recorde na produção de grãos. Com o encerramento da colheita na maior parte do país, o milho aparece em destaque, com uma produção estimada em mais de 100 mil toneladas.

Projeções - Apesar da diminuição da área plantada em relação à safra anterior, de 23.798 para 20.810 hectares, o grão superou as projeções realizadas pela Agrária ainda em 2019, atingindo uma produtividade de 14.588 kg/ha. O volume é o maior já registrado pela Cooperativa, ultrapassando em 6% o então recorde de 13.704 kg/ha, obtido na safra 16/17. A produção também está além do estimado pela Conab para a média nacional, que é de 5.629 kg/ha.

Altas temperaturas - De acordo com o agrônomo Rodrigo Ferreira, as altas temperaturas e um índice pluviométrico abaixo da média histórica para o período, que em algumas regiões do país prejudicaram a produção, no caso da Agrária contribuíram para que o milho tivesse um resultado acima do esperado. “O ambiente seco no período de colheita fez com que tivéssemos uma produção muito satisfatória. A alta luminosidade, temperaturas elevadas e chuvas nos momentos certos proporcionaram um cenário propício para as altas produtividades”, diz. O volume menor de chuvas também interferiu positivamente na diminuição de doenças relacionadas à cultura.

Bons resultados - O cooperado Karl Milla enfatiza que os bons resultados do grão no campo vêm repetindo-se nas últimas safras. Em sua opinião, a qualidade do material genético e as técnicas de conservação do solo que têm sido empregadas são fundamentais para a manutenção das altas produtividades. “A gente vem tendo sucesso no cultivo de milho, sempre igualando ou superando a safra anterior. Por isso já tínhamos uma expectativa muito boa para a safra 19/20”, afirma.

Assessoria e pesquisa - Nesse contexto, tanto a assessoria prestada pela Assistência Técnica quanto as pesquisas realizadas pela Fapa (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária) desempenham um papel muito importante.

Testes - Segundo o agrônomo Celso Wobeto, que conduz os trabalhos de pesquisa sobre o milho na Fundação, anualmente são testados cerca de 40 híbridos do grão, provenientes de várias empresas de genética. São feitos ensaios regionalizados, que permitem aos agricultores escolher a opção que lhes trará maior produtividade. “Todos os anos, antes das reservas de insumos para o próximo plantio, apresentamos os resultados consolidados das pesquisas. Eles geram o que chamamos de indicações técnicas. Esse conjunto de informações é importante, por exemplo, para a escolha da melhor época de plantio de cada híbrido, e o comportamento com relação a doenças foliares e grãos ardidos”, explica o pesquisador.

Tendência - Para o cooperado Karl Milla, a tendência para a safra 20/21 é que o milho permaneça alcançando alta produtividade no campo e boa rentabilidade para o agricultor. “A expectativa para próxima safra continua otimista. Temos um bom material genético à disposição e o grão tem nos dado uma boa rentabilidade, mesmo em anos com o preço um pouco mais baixo”, comenta.

Maior rentabilidade ao cooperado - Parte do milho colhido pelos cooperados da Agrária tem como destino a indústria de Grits e Flakes da Cooperativa. Após a industrialização, esse produto é encaminhado para o setor alimentício.

GMO Free - Por isso, toda produção de milho industrializada pela Agrária é GMO Free, ou seja, composta por híbridos convencionais, sem transgenia. Pensando em agregar valor à produção do cooperado através de bonificações, a Agrária tem um projeto de incentivo ao plantio deste tipo de grão.

Área - Para a safra 20/21, a ideia é que aproximadamente seis mil hectares em áreas de cooperados sejam cultivados com híbridos convencionais. “Um híbrido lançado no mercado recentemente, de grãos semi-duros, foi destaque nos experimentos da Fapa e também em lavouras. Ele será a principal matéria-prima para a indústria de Grits e Flakes em 2021”, indica Celso Wobeto. (Imprensa Agrária)

 

 

COOPAVEL: Cooperados aprovam e destacam facilidades de aplicativo

coopavel 16 06 2020O acesso é fácil, as informações disponibilizadas são relevantes e a praticidade é incrível. É assim que o agricultor Romano Calgaro, de Céu Azul, descreve o Aplicativo Produtor Coopavel, recentemente lançado pela cooperativa. O aplicativo, que demorou seis meses para ser desenvolvido, é classificado pelo presidente Dilvo Grolli como uma revolução nos atendimentos da cooperativa ao seu quadro de cooperados. “É um novo patamar, necessário e que conecta a Coopavel e os seus cooperados ao que há de melhor nesse tipo de ferramenta de comunicação”, segundo Dilvo.

Utilização - Romano usa o aplicativo para diversas finalidades, mas principalmente para ver o saldo, informar-se sobre a retirada de produtos e vencimentos. “Essa é uma tecnologia revolucionária e, como cooperado, fico feliz em perceber que a Coopavel investe nessa direção”. A cooperada Rosane Giza, moradora da Linha Anta Gorda, interior de Santa Izabel do Oeste, também está animada com o novo dispositivo: “Além de entregar informações preciosas na palma da mão, por meio do celular, evita que precisemos nos deslocar com tanta frequência à filial da cooperativa”. Essa é uma evolução importante e que otimiza a comunicação da Coopavel e de seus cooperados, ressalta Rosane.

Boa receptividade - Alan Osvino Welter foi um dos primeiros cooperados da região de Corbélia a aderir ao Aplicativo Produtor Coopavel. “Estou gostando muito. O acesso é fácil, as informações oferecidas são importantes e a atualização é rápida e eficiente”. Dias atrás, segundo Alan, ele precisou fazer a troca de alguns produtos e, só a título de curiosidade, decidiu pesquisar em seguida o aplicativo e as novas informações já estavam lá. A tecnologia é irreversível e a cada dia assume posição mais determinante na vida das pessoas e nos negócios das empresas, e as propriedades rurais precisam acompanhar esse ritmo. “Com ferramentas como essa, tão úteis, os cooperados da Coopavel estão prontos para as oportunidades de uma nova era”, segundo Alan Welter.

Aprovação - Outro que aprova a novidade é o cooperado Júnior Antonio Brandini, de Três Barras do Paraná. “O Aplicativo do Produtor Coopavel é um dispositivo interessante porque traz dados atuais, entre outros, de saldos, vencimentos, cotações e clima. Tudo para facilitar o cotidiano dos agricultores”. Júnior se diz animado com as potencialidades da ferramenta e das comodidades contempladas. Romano Calgaro, cooperado de Céu Azul, já vê espaço para avanços no aplicativo, e cita um exemplo: “Podem criar um segmento no dispositivo que gere, em tempo real, informações sobre produtos entregues na cooperativa. Isso seria outro salto empolgante”, observa.

Baixar é fácil - O Aplicativo Produtor Coopavel resulta de parceria do setor de TI da cooperativa e da WestSoftware, startup que participou da primeira edição do Show Rural Digital, em 2019 – ela está incubada na Acic Labs, aceleradora da Associação Comercial e Industrial de Cascavel. O dispositivo pode ser baixado gratuitamente no Google Play e APPStore (para sistemas operacionais Android e IOS).

Cadastro - Para usar a ferramenta, o cooperado precisa ter os números do celular e da senha de autoatendimento cadastrados no sistema da Coopavel. Com os dados informados ao instalar o aplicativo no celular, o usuário receberá um SMS com um código de ativação que deve ser digitado para que ele então tenha acesso à área restrita pela primeira vez. A partir da ativação, sempre que o cooperado acessar a área do produtor, precisará digitar a sua matrícula e a senha do autoatendimento.

O aplicativo - Na página inicial, o aplicativo informa sobre clima, cotações das principais culturas de grãos (soja, milho e trigo – valores praticados em Cascavel), permite acesso à versão mais recente da revista da Coopavel/Show Rural Coopavel. Na capa há ainda banners da cooperativa e parceiros. Por meio dele, o cooperado tem acesso a informações atualizadas sobre movimentações feitas junto à cooperativa, produção entregue ou vendida, débitos a vencer, contratos a entregar, saldo a fixar e insumos a retirar. (Imprensa Coopavel)

 

COCAMAR: Programa Despoluir avalia emissões da frota pesada

cocamar 16 06 2020Até o final deste mês, os veículos da frota de veículos pesados da Cocamar, incluindo as coligadas Transcocamar, TRR e Concessionária John Deere, vão passar por uma detalhada avaliação do nível de emissão de poluentes, como parte da adesão da cooperativa ao programa ambiental do transporte, o Despoluir.

Iniciativa - Uma iniciativa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), o programa é coordenado no estado do Paraná pela Federação das Empresas de Transporte de Carga (Fetranspar).

Objetivo - O encarregado de Frotas da Cocamar, Willian Cavalheiro, explica que estão sendo avaliados 71 veículos e o objetivo é que as emissões sejam mantidas de acordo com um padrão sustentável. Após a aferição, cada veículo passa a ter uma certificação com validade para 180 dias. “Sempre fomos cuidadosos quanto ao controle das emissões de nossa frota e teremos, a partir de agora, a garantia do programa de que os veículos estão adequados”, afirma Cavalheiro.

Parceria - Na cooperativa, essa ação está sendo realizada em parceria com a área de Sustentabilidade e o acompanhamento do técnico de segurança Lucas da Costa.

Sustentabilidade - “A avaliação veicular ambiental é parte de um amplo trabalho da Cocamar e coligadas voltada à sustentabilidade”, afirma o gerente executivo de Logística Integrada, Ezequiel Scopel. Para o gerente Comercial de Combustível, Cleverton Ruffo, a grande demanda dos veículos da cooperativa requer esse cuidado, o que se reverte em benefícios para o meio ambiente. E, de acordo com a analista de Sustentabilidade, Sabrina Ambrósio, a Cocamar trabalha para que os gases ainda emitidos nos transportes sejam reduzidos e neutralizados. (Imprensa Cocamar)

 

VBP: Valor da produção agropecuária está estimado em R$ 703,8 bilhões para 2020

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020, de acordo com dados atualizados em maio, está estimado em R$ 703,8 bilhões, 8,5% acima do obtido em 2019 (R$ 648,4 bilhões). O valor é recorde desde que iniciou a série histórica, em 1989.

Altas - As lavouras tiveram alta de 11%, com R$ 469,8 bilhões, e a pecuária obteve R$ 234 bilhões, acréscimo de 3,9% do observado no ano passado. Segundo o Boletim de junho da Conab, a alta do Dólar em relação ao Real colocou os preços domésticos em patamares elevados.

Fatores - “A safra recorde de grãos estimada em 250,5 milhões de toneladas, os preços agrícolas e o desempenho favorável de algumas lavouras, como o café e a cana-de-açúcar, foram decisivos nos valores obtidos do VBP”, analisa José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Preços - Os preços do milho (19,7%), soja (11,8%) e o café arábica (20,4%) apresentam fortes elevações em relação ao ano passado. Ainda segundo a Conab, as exportações acumuladas de soja, de janeiro a maio, chegaram a 48 milhões de toneladas, um recorde para o período.

Mercado internacional - O mercado internacional tem refletido também na pecuária, cujos preços de carnes bovina e suína têm tido elevação em relação ao ano passado. Outros produtos, como laranja, arroz, feijão, tomate e trigo, experimentam aumentos de preços nesse período, porém a fonte dessas altas está ligada ao mercado interno.

Produtos - Três produtos (café, milho e soja) representam 57,8% do VBP das lavouras. De acordo com o estudo do VBP, um grupo reduzido de produtos está com desempenho pouco favorável, com destaque para banana, batata-inglesa, uva, carne de frango e leite. Entre estes, o leite é o único que tem sido mencionado como um dos que está sendo afetado pela pandemia do novo Coronavírus, analisa Gasques.

Dados regionais - Os dados regionais do VBP mostram, como em relatórios anteriores, a evidência do Centro-Oeste, com R$ 222,19 bilhões, seguido da região Sudeste, R$ 174,9 bilhões, Sul (R$ 167,7 bilhões), Nordeste (R$ 67,2 bilhões) e Norte (R$ 44,6 bilhões).

Indicador - O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) é um indicador de desempenho da agropecuária. É considerado também um indicador do faturamento. Com atualizações mensais, seu cálculo é efetuado para os estados e regiões brasileiras, com dados de 21 produtos de lavouras e cinco atividades da pecuária.

Resultado - O VBP é obtido pela multiplicação da quantidade produzida pelo preço recebido pelo produtor. Como as estimativas de safras divulgadas mensalmente referem-se à previsão para o ano, a estimativa do VBP também é anual. Na pecuária, como as informações do IBGE são trimestrais, a cada três meses, são atualizadas as informações de quantidades.

Fonte - A fonte de dados de produção é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE. Para os produtos da pecuária, a fonte também é o IBGE. Os preços são da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e Cepea – USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), órgão da Universidade de São Paulo. Os valores reais são obtidos com o uso de IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas. (Mapa)

>> Veja aqui o VBP Regional

>> Veja aqui a tabela sobre as lavouras e pecuária

vbp tab I 16 06 2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ECONOMIA I: Commodities e China dominam exportações do Brasil em maio, indica FGV

economia 16 06 2020O Índice de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getulio Vargas, referente a maio, divulgado nesta segunda-feira (15/06), confirmou tendência já sinalizada nos meses anteriores de aumento das exportações brasileiras pautadas em commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional) e destinadas para o mercado asiático, com redução para outros destinos. Segundo a FGV, o cenário de instabilidade, com desvalorização do real, não favorece as vendas de produtos industriais no exterior, que permanecem em queda.

Balança comercial - O saldo da balança comercial foi de US$ 4,5 bilhões em maio, inferior em US$ 1,1 bilhão ao valor de igual mês de 2019. No acumulado do ano até maio, o saldo atingiu US$ 15,5 bilhões, resultado menor em US$ 4,8 bilhões ao de igual período do ano passado. O desempenho inferior na comparação interanual do acumulado até maio é explicado pela queda mais acentuada das exportações (-7,2%) em relação às importações (-2,5%), analisou a FGV.

Soma - As commodities somaram 71% das exportações brasileiras em maio e estão associadas ao setor de agropecuária, cujo aumento foi de 44,2% entre os meses de maio de 2019 e 2020, seguido do aumento de 11,3% da indústria extrativa. A indústria de transformação teve nova queda (-13,7%).

Aumento - O volume exportado pelo Brasil aumentou 4,1% e o importado, 0,9% na comparação de maio de 2020 contra o mesmo mês de 2019. O aumento do volume exportado é explicado pelas commodities, que aumentaram 23,7% na comparação entre os meses de maio e 10,9%, no acumulado até maio deste ano comparativamente com o mesmo período do ano passado. Em termos de valor, as exportações de commodities caíram 1,5% em maio, ante maio de 2019, e aumentaram 4% no acumulado do ano até maio. “Ressalta-se que o aumento no volume tem sido compensado pela retração dos preços em maio (-20,5%) e no período de janeiro/maio (-5,2%), o que explica o comportamento do valor”, salienta o Icomex. As vendas de não commodities caem na comparação dos meses de maio (-27,7%) e no acumulado do ano (-20,3%), com queda de preços em ambos os casos.

Plataformas - A FGV esclareceu que os dados de importações foram afetados pelas plataformas de petróleo em maio deste ano. As importações mostraram variação de 78,7% em maio e de 22,2% no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano. Embora essas plataformas operem no país, elas eram registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior para obtenção de isenções fiscais, de acordo com o Icomex. “Com a instituição do regime aduaneiro especial Repetro-Sped, em 2018, as plataformas têm sido nacionalizadas, o que influencia o valor das importações. Sem as plataformas, as importações em maio teriam recuado em 29% e o saldo seria de US$ 7,3 bilhões, o maior saldo desde 2018. O saldo seria maior, mas explicado pela queda das importações puxada pela retração da atividade econômica”, indica o Icomex.

Bens de capital - Se excluirmos as plataformas, há uma queda nos bens de capital de 39,9% (maio) e de 3,7% no acumulado até maio, resultado que afeta a indústria de transformação. “Havíamos registrado uma queda de 13,7% na comparação interanual entre maio de 2019 e 2020 e sem as plataformas passa para um recuo maior de 19,5%”, indica o estudo.

Máquinas e equipamentos - De acordo com a FGV, o cenário recessivo da economia explica a queda nas compras de máquinas e equipamentos para o setor de agropecuária e indústria. Para o setor agropecuário, os resultados no nível de atividade são positivos, mas a desvalorização do real encarece a compra de novos equipamentos.

China - O Icomex confirma que a dependência das exportações das commodities, principalmente do setor agropecuário, se traduz na crescente importância da China como destino das exportações nacionais. Em maio, o volume exportado para a China cresceu 64,7% em relação a igual mês de 2019 e caiu para o restante da Ásia. Mesmo assim, China e o restante da Ásia são os únicos mercados com variação positiva na comparação do período de janeiro/maio entre 2019 e 2020, ressalta o estudo.

Essencial - A China explicou 32,5% das exportações brasileiras e 20,8% das importações, no período de janeiro a maio de 2020. O mercado chinês é considerado essencial para um desempenho favorável das exportações brasileiras. Em maio, 78% das exportações para a China foram compostas de soja em grão (52,8%), minério de ferro (13,4%) e petróleo (12,2%). As carnes bovina, suína e de frango somaram 9,5% das exportações para o país.

Vendas menores - As maiores quedas nas exportações brasileiras foram observadas para a Argentina (-55,2%), México (-46,6%), Estados Unidos (-36,8%) e demais países da América do Sul (-30%).

Perspectivas - As perspectivas não são muito otimistas, analisou o Icomex da FGV. As notícias divulgadas no final da segunda semana de junho sobre uma possível nova onda de epidemia do novo coronavírus na China reacendeu o alerta de um cenário ainda incerto, contrariando perspectiva “moderadamente otimista” sobre retomada das atividades nos mercados europeus, asiáticos e nos Estados Unidos. A projeção da Organização Mundial do Comércio (OMC) continua de queda no comércio mundial entre 13% e 32% este ano.

Avaliação - No Brasil, o Icomex avalia que “a queda das importações e um desempenho favorável das commodities no primeiro semestre atenuam pressões sobre o déficit da conta corrente”. Os resultados no segundo semestre vão depender da retomada da atividade econômica no mundo e no mercado brasileiro. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Banco de imagens CNH

 

ECONOMIA II: Bruno Funchal será o novo secretário do Tesouro Nacional

economia II 16 06 2020O Ministério da Economia informou, nesta segunda-feira (15/06), que o economista Bruno Funchal será o novo secretário do Tesouro Nacional, no lugar de Mansueto Almeida, que anunciou sua saída do cargo.

Transição - De acordo como o ministério, Funchal assume de forma definitiva a partir do dia 31 de julho. Até lá, haverá um processo de transição entre o atual e o futuro secretários.

Formação - De acordo com a pasta, Bruno Funchal é bacharel pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com doutorado em economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pós-doutorado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). É também professor titular da Fucape Business School e foi pesquisador visitante na Universidade da Pensilvânia.

Carreira - Em 2017 e 2018, Funchal foi secretário de Fazenda do Espírito Santo e um dos responsáveis pelo processo de ajuste das contas públicas promovido pelo estado. E desde o início do governo Jair Bolsonaro integra a equipe da Secretaria de Fazenda como diretor de Programa e foi um dos técnicos responsáveis para elaboração do projeto do Pacto Federativo, que tramita no Congresso Nacional.

Agradecimento - "O Ministério da Economia agradece a Mansueto Almeida pelo compromisso com a equipe que chegou com o novo governo e por todo trabalho realizado à frente do Tesouro Nacional em prol do reequilíbrio das contas do país", diz a nota oficial confirmando a saída de Mansueto enviada pela pasta. (Agência Brasil)

FOTO: Antônio Cruz / Agência Brasil

 

ECONOMIA III: Copom inicia hoje reunião para definir taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (16/06), em Brasília, a quarta reunião de 2020 para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 3% ao ano. Nesta quarta-feira (17/06), após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa ao final do dia.

Mediana - A mediana (desconsidera os extremos nas estimativas) das projeções das instituições financeiras consultadas pelo BC prevê redução de 0,75 ponto percentual, para 2,25% ao ano, renovando o mínimo histórico.

Encontros - O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro.

Definição - No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Taxa de juros - O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

Referência - A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia.

Alterações anteriores - Ao manter a Selic no mesmo patamar, o Copom considera que as alterações anteriores nos juros básicos foram suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Tendência - Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Demanda aquecida - Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Meta - A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

2021 - Para 2021, a meta é 3,75%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Projeção - As instituições financeiras consultadas pelo BC projetam inflação menor que o piso da meta, em 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é 1,60%, este ano. Para 2021, a estimativa é 3%. (Agência Brasil)

IBGE: Varejo recua 16,8% de março para abril, diz Instituto

ibge 16 06 2020O comércio varejista no país teve queda de 16,8% na passagem de março para abril deste ano, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (16/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa queda, provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) foi a mais intensa em 20 anos, de acordo com o IBGE.

Recuo - O recuo foi o mesmo na comparação com abril do ano passado. O varejo também registrou quedas de 6,1% na média móvel trimestral e de 3% no acumulado do ano. No acumulado de 12 meses, há um crescimento de 0,7%, de acordo com a PMC.

Passagem - Na passagem de março para abril, houve quedas nas oito atividades pesquisadas: tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-29,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-29,5%), móveis e eletrodomésticos (-20,1%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-17%), combustíveis e lubrificantes (-15,1%) e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,8%).

Diferença - Diferentemente de março, quando os setores alimentícios e de farmácia tiveram alta, em abril isso não aconteceu.

Outro cenário - “Em março, podemos imaginar o cenário em que essas atividades essenciais absorveram um pouco das vendas das outras atividades que tinham caído muito, mas nesse mês isso não foi possível. Tivemos também uma redução da massa salarial que, entre o trimestre encerrado em março para o encerrado em abril, caiu 3,3%, algo em torno de 7 bilhões de reais. Isso também refletiu nessas atividades consideradas essenciais”, explica o gerente da PMC, Cristiano Santos.

Varejo ampliado - O varejo ampliado, que inclui também os materiais de construção e os automóveis e peças, teve queda de 17,5%, na passagem de março para abril, devido a quedas de 36,2% na venda de veículos e peças e de 1,8% nos materiais de construção.

Baixa - O varejo ampliado teve quedas também de 27,1% na comparação com abril do ano passado, de 9,9% na média móvel trimestral e de 6,9% no acumulado do ano. No acumulado de 12 meses, houve alta de 0,8%.

Receita nominal - Em relação à receita nominal, o varejo teve quedas de 17% na comparação com março deste ano e de 13,7% na comparação com abril do ano passado. A receita do setor cresceu 0,7% no acumulado do ano e 3,6% no acumulado de 12 meses.

Acumulado - O varejo ampliado teve quedas, na receita nominal, de 16,3% na comparação com março, de 9% na comparação com abril e de 3,6% no acumulado do ano. No acumulado de 12 meses, houve alta de 3,3% na receita. (Agência Brasil)

FOTO: Rovena Rosa / Agência Brasil

 

ENERGIA ELÉTRICA: Aneel prorroga até 31 de julho proibição de corte de energia elétrica

energia eletrica 16 06 2020A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prorrogou até o fim de julho a proibição do corte de energia elétrica dos consumidores inadimplentes residenciais urbanos e rurais. A proibição do corte de energia por 90 dias foi aprovada pela agência no fim de março, com validade também para os serviços considerados essenciais no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Com a decisão desta segunda-feira (15/06), a medida, que perderia validade na próxima semana, ficará em vigor até o dia 31 de julho.

Justificativa - Ao justificar a prorrogação, a diretora da Aneel Elisa Bastos Silva, relatora do processo, argumentou que, na maior parte dos estados, continuam as ações de isolamento social e de restrição à circulação e aglomeração de pessoas para evitar a propagação da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Inadimplência - Segundo a relatora, os efeitos da pandemia no setor elétrico levaram a um aumento da inadimplência dos consumidores e à redução do mercado das distribuidoras, em virtude da diminuição na atividade econômica e da necessidade de manutenção do serviço. Elisa disse, entretanto, que a norma aprovada pela agência prevê que, se após o prazo determinado a dívida persistir, a energia será cortada. As distribuidoras deverão avisar os consumidores com antecedência.

Retorno - "Feitas essas ressalvas, a proposta é que, a partir de 1º de agosto, a distribuidora volte a efetuar a suspensão do fornecimento por inadimplência", disse Elisa, em seu voto.

Exceção - Segundo a diretora da Aneel, a exceção fica por conta das unidades "onde existam pessoas usuárias de equipamentos de autonomia limitada, vitais à preservação da vida humana e dependentes de energia elétrica; as das subclasses residenciais de baixa renda, enquanto durar a concessão do auxílio emergencial; aquelas em que a distribuidora suspender o envio de fatura impressa sem a anuência do consumidor; e nos locais em que não houver postos de arrecadação em funcionamento, o que inclui instituições financeiras, lotéricas, unidades comerciais conveniadas, entre outras, ou em que for restringida a circulação das pessoas por ato do poder público competente".

Atendimento presencial - Além de prorrogar a proibição do corte no fornecimento de energia elétrica, a Aneel ampliou até 31 de julho o prazo para que as distribuidoras de energia sejam autorizadas a suspender o atendimento presencial, a suspensão da entrega da fatura mensal impressa no endereço dos consumidores e a permissão para que as distribuidoras realizem a leitura de consumo em horários diferentes do usual ou mesmo a suspensão da leitura.

Fatura eletrônica - Ao adotar a suspensão da entrega da fatura impressa, as distribuidoras deverão enviar fatura eletrônica ou o código de barras aos consumidores, por meio de canais eletrônicos ou disponibilizá-las em seu site ou aplicativo. Na hipótese de suspensão da leitura do consumo, o faturamento será feito com base na média aritmética do consumo nos últimos 12 meses. (Agência Brasil)

FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

MEIO AMBIENTE: Governo lança selo de proteção à fauna

meio ambiente 16 06 2020O Instituto Água e Terra lança o Programa Aliança Pró-Fauna, direcionado aos espécimes da fauna nativa, e reedita o Selo Amigo da Fauna, um rótulo ecológico de incentivo às instituições públicas ou privadas.

Reconhecimento - As iniciativas são de reconhecimento aos parceiros existentes e abrem a possibilidade para que mais paranaenses possam colaborar com a proteção da fauna silvestre no Estado.

Expansão - O Projeto Aliança Pró-Fauna vai permitir a expansão do atendimento aos espécimes vítimas de ações ilícitas como comércio ilegal, cativeiro irregular, tráfico de animais e maus-tratos. Já o Selo Amigo da Fauna, totalmente recriado, é uma marca dos atores que apoiam ou praticam medidas de proteção e conservação da fauna silvestre.

Ações - Os dois mecanismos fazem parte de uma série de ações de reconhecimento aos parceiros do Instituto Água e Terra, no escopo das iniciativas Pró-Fauna, estabelecidas pelo Governo do Paraná. Representam um novo modelo de gestão e conservação de fauna silvestre em condição ex situ e in situ (dentro e fora do ambiente natural, respectivamente).

Pioneirismo - O secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, ressalta que o Governo do Paraná é pioneiro em ações que envolvem a preservação da fauna. “Desde o início dessa gestão, temos reforçado a implementação de políticas direcionadas à proteção e ao acompanhamento da fauna, valorizando as parcerias, pois sem elas nossas ações são dificultadas”, salienta.

Conciliação - O presidente do Instituto Água e Terra, Everton de Souza, esclarece que o Projeto Aliança Pró-Fauna concilia a dificuldade de destinação de determinados grupos de animais silvestres que, após avaliação técnica, não são considerados aptos a retornar para a natureza, sendo a manutenção em cativeiro a opção mais viável.

Interesse e vocação - “Determinadas pessoas têm interesse em manter, ajudar e cuidar desses animais, mas não possuem a vocação de atuarem como criadores comerciais, conservacionistas ou zoológicos”, diz. “O Selo foi a forma que o Instituto Água e Terra encontrou para reconhecer as instituições ou empresas que atuam como parceiras nesse processo de conservação da fauna nativa silvestre”, acrescentou.

Aliança Pró-Fauna - O objetivo do Aliança Pró-Fauna é fazer com que os interessados adotem e coloquem em prática os projetos de manejo de fauna elaborados pelo Instituto Água e Terra, obtendo para tanto a licença ambiental simplificada, conforme as diretrizes da Portaria IAP nº 246/2015. Desta forma, o órgão ambiental disponibilizará os projetos e planos de trabalho com as diretrizes para o manejo dos planteis.

Manifestação - O interessado em licenciar-se como um Mantenedor de Fauna vinculado ao Aliança Pró-Fauna deverá manifestar formalmente seu interesse em participar do Projeto, e, consequentemente, firmar termo de cooperação junto ao órgão ambiental.

Ato de amor - A bióloga e doutora em Conservação da Natureza e coordenadora Setor de Fauna do Instituto Água e Terra, Gisley Paula Vidolin, lembra que trata-se de um ato de amor e compaixão pela condição em que se encontram estes animais, associado a uma ação que deve ser planejada e consciente.

Selo Amigo da Fauna - O protocolo existia desde 2009. A nova versão unificou as categorias - ouro, prata e bronze - e traz um novo desenho gráfico.

Emissão - A emissão do Selo pode ocorrer para reconhecer o apoio logístico, financeiro e técnico-científico às ações do Instituto Água e Terra, de manejo, monitoramento, pesquisa ou fiscalização de fauna.

Veiculação da marca - Os parceiros reconhecidos com o Selo Amigo da Fauna, mediante certificado específico, poderão veicular a marca em materiais promocionais, de divulgação, impressos ou em páginas na internet (websites) da instituição. Também haverá o repasse de placas a serem instaladas nas propriedades.

Legislação - As organizações, instituições ou empresas interessadas em obter o Selo Amigo da Fauna deverão estar em consonância com a legislação.

Contato - Para maiores informações, os interessados em fazer parte das iniciativas e projetos apresentados pelo Instituto Água e Terra deverão entrar em contato com o Setor de Fauna do Instituto Água e Terra pelo e-mail iapfauna@iat.pr.gov.br e telefone (41) 3213-3858. (Agência de Notícia do Paraná)

 

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: Governo utilizou 39% dos R$ 404 bilhões liberados para o combate à pandemia

administracao publica destaque 16 06 2020O governo federal gastou 39% dos R$ 404,2 bilhões liberados para o combate à pandemia da Covid-19 por meio de medidas provisórias. As despesas pagas até a última sexta-feira (12/06) somam R$ 156,8 bilhões. Os números foram levantados pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, que possui uma página com dados sobre execução das despesas governamentais direcionadas ao combate à Covid-19.

Auxílio emergencial - O maior gasto autorizado até agora é com auxílio emergencial de R$ 600 para os trabalhadores informais, desempregados e famílias de baixa renda. Foram disponibilizados R$ 152,6 bilhões para o benefício por meio de três medidas provisórias (937/20, 956/20 e 970/20), dos quais metade dos recursos (R$ 77 bilhões) foram efetivamente pagos até agora.

Linha de crédito - Depois do auxílio emergencial, a maior despesa é com a linha de crédito criada para financiar a folha salarial de pequenas e médias empresas. Dos R$ 34 bilhões disponibilizados pela MP 943/20, metade (R$ 17 bilhões) foi executada. A linha de crédito foi criada pela MP 944/20.

Menor execução - A MP 963/20 é a que apresenta a menor execução entre as medidas provisórias. Dos R$ 5 bilhões reservados para o financiamento da infraestrutura turística nacional, apenas 7,6% foram gastos (ou R$ 379,1 milhões).

Total - No total, o governo Bolsonaro editou 25 MPs de crédito extraordinário para financiar ações de enfrentamento aos efeitos da pandemia no Brasil. A primeira é do início de fevereiro (MP 921/20), anterior ao primeiro caso de infecção por Covid-19 no País, confirmado apenas do final daquele mês. A medida provisória liberou recursos para retirar brasileiros que estavam em Wuhan, na China, cidade onde supostamente surgiu o novo coronavírus. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Guilherme Gandolfi / Fotos Públicas

administracao publica 16 06 2020

 

SAÚDE I: Brasil tem 627 novas mortes e 20.647 novos infectados

O Brasil teve 627 novas mortes e 20.647 novos casos de Covid-19 registrados nas últimas 24h, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta segunda-feira (15/06). Com esses acréscimos às estatísticas, o país chegou a 43.959 falecimentos em função do novo coronavírus e 888.271 pessoas infectadas.

Aumento - O balanço traz um aumento de 2,3% no número de casos em relação a domingo (14/06), quando o total estava em 867.624. Já as mortes aumentaram 1,4% em comparação com o dado de domingo, quando foram contabilizadas 43.332. Os registros são menores aos domingos e segundas-feiras em função da dificuldade de alimentação dos dados aos fins de semana, e quantidades maiores são registradas às terças-feiras em razão do acúmulo de notificações atualizadas no sistema.

Mortalidade - A taxa de mortalidade foi de 21 falecimentos por 100 mil habitantes. Já a incidência (casos confirmados por 100 mil habitantes) ficou em 423. Do total, 432.060 pacientes estão em observação e 412.252 foram recuperados.

Estados - Os estados com maior número de óbitos são São Paulo (10.767), Rio de Janeiro (7.728), Ceará (4.999), Pará (4.201) e Pernambuco (3.886). Ainda figuram entres os com altos índices de óbitos em função da covid-19 Amazonas (2.512), Maranhão (1.499), Bahia (1.145), Espírito Santo (1.086), Alagoas (768) e Paraíba (656).

Infectados - Os estados com mais infectados são São Paulo (181.460), Rio de Janeiro (80.946), Ceará (79.462), Pará (69.224) e Amazonas (56.777). (Agência Brasil)

saude I 16 06 2020

SAÚDE II: Sesa confirma mais nove mortes por Covid

saude II 16 06 2020A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou, nesta segunda-feira (15/06), mais 133 confirmações e nove mortes pela infecção causada pelo novo coronavírus. O acumulado de casos é de 9.716 e 334 mortos em decorrência da doença.

Internados - 368 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados nesta segunda-feira (15/06). 262 pacientes estão em leitos SUS (118 em UTI e 144 em leitos clínicos/enfermaria) e 106 em leitos da rede particular (39 em UTI e 67 em leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 837 pacientes em leitos UTI e enfermaria que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Mortes - A secretaria informa que dos nove pacientes, oito estavam internados; e uma pessoa de Foz do Iguaçu morreu na própria residência. São quatro mulheres e cinco homens, com idades que variam de 36 a 84 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias dois e 14 de junho.

Residência - Os pacientes que faleceram residiam em Carambeí, Colombo, Curitiba, Foz do Iguaçu, Santa Helena (um morto em cada cidade). Londrina e Jesuítas registraram dois óbitos (por cidade).

Municípios - 303 cidades paranaenses têm ao menos um caso confirmado pela Covid-19. Lunardelli aparece pela primeira vez no monitoramento, com uma confirmação. Em 107 municípios há óbitos pela doença.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria registra 123 casos de residentes de fora. Oito pessoas morreram.

Ajustes - Um caso confirmado na data de 27/5 em Ivaiporã foi transferido para Lunardelli. Um óbito confirmado em 14/6 em Mallet foi retirado, pois está em investigação de morte por outras causas. (Agência de Notícias do Paraná)

Acesse o informe completo.

 

SAÚDE III: Com 75% dos municípios afetados, Paraná tem cenário de alerta

saude III 16 06 2020O Paraná registra indicadores preocupantes no início da semana em que deve alcançar a marca de 10 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2): aumento no número de casos e de óbitos, recorde no número de internados, 51% de taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para enfrentar a doença, queda na faixa etária média dos diagnosticados e mais de 75% das cidades com registros da Covid-19.

Menor taxa - Ao mesmo tempo, o Estado mantém a menor taxa de incidência de casos por 100 mil habitantes do País e a quarta menor taxa de mortalidade dentro da mesma regra populacional, atrás apenas de Mato Grosso do Sul, Minas Gerias e Santa Catarina. O Paraná tem a 12ª maior taxa de letalidade (proporção entre o número de mortes e o número total de doentes) do País, com 3,4%, ao lado de Alagoas.

95 dias - O Estado chegou a 95 dias de pandemia (desde os primeiros casos, em 12 de março) com 9.583 casos e 326 óbitos, de acordo com o boletim epidemiológico publicado no domingo (14/06) pela Secretaria de Estado da Saúde. A doença já atingiu 302 cidades no Paraná.

Semana epidemiológica - A análise da semana epidemiológica 24 (07 a 13 de junho) mostra que a média diária de casos e de óbitos aumentou em relação à semana 23 (31 de maio a 06 de junho). A média de novos casos por dia foi de 384 na semana 24, 301 na semana 23 e 213 na semana 22. A de óbitos foi de 10,1 na semana passada, 8,8 na semana anterior e 4,1 na última semana de maio.

Circulação - A circulação do novo coronavírus aumentou 27% no Paraná na última semana. A diferença é entre os 2.111 casos da semana epidemiológica 23 e os 2.691 da semana 24. No mesmo quadro houve aumento de 13% no número de óbitos, de 62 para 70. A pesquisa da semana epidemiológica leva em consideração a data do diagnóstico do caso ou do óbito e é alterada com frequência nos boletins conforme a identificação de novos registros.

Macrorregiões - As macrorregiões que registraram maior quantidade de casos novos foram Norte (48%), Leste (27%) e Noroeste (23%). A primeira pulou de 389 para 574 novos casos em sete dias, a segunda de 814 para 1.035 e a terceira de 306 para 377. A incidência aumentou 17% na região Oeste, de 602 diagnosticados com a doença para 705.

Crescimento - Entre a semana 22 (de 34 a 30 de maio) e a semana 23 houve crescimento de 42% no número de casos, e a maior incidência foi na região Noroeste (54%). O número de casos vem aumentando desde a semana 19 (03 a 09 de maio) e o de óbitos desde a semana 22.

Evolução diária - Uma análise sobre a evolução diária dos casos e óbitos no mesmo período mostra aumento inferior de casos diagnosticados (23,9%), de 2.129 (semana 23) para 2.638 (semana 24), e crescimento superior (53,8%) em relação às mortes, de 52 para 80. Esse índice é a base dos informes epidemiológicos no Paraná e leva em consideração a quantidade de confirmações em 24 horas.

Media - Nesse indicador, a média de novos casos por dia ficou em 376 na semana passada, contra 304 nos sete dias anteriores. Foram 11,4 mortes por dia na semana 24, contra 7,4 na semana 23.

Mais rápido - Outra análise do boletim epidemiológico de domingo (14/06) mostra como a doença evoluiu lentamente nos primeiros meses da pandemia, mas passou a crescer mais rapidamente nos últimos dias. Foram 15 dias até alcançar 100 casos e 38 dias até 1.000 casos. Na semana passada, o Paraná alcançou mais de 600 novos diagnósticos em um único dia. O Estado também bateu mais de 500 casos em outros três dias.

Dobro - Essa síntese mostra que a doença dobra no Estado em intervalos espaçados de uma a três semanas. Foram 15 dias até o Paraná alcançar 102 casos (26 de março), mais seis dias até 224 casos (1º de abril) e mais quatro dias até 439 casos (05 de abril), quando havia 10 óbitos confirmados. Depois foram mais 10 dias até 804 casos (15 de abril), mais 21 dias até 1.627 casos (06 de maio), mais 18 dias até 3.212 casos (24 de maio) e mais 13 dias até 6.604 casos (06 de junho), quando havia 232 óbitos.

Óbitos - Em relação aos óbitos a evolução é similar. Foram dez dias até atingir 10 óbitos (de 27 de março a 05 de abril), mais quatro dias até 23 óbitos (09 de abril), mais seis dias até 40 óbitos (15 de abril) e mais 14 dias até 82 óbitos (29 de abril). O salto até 162 casos foi de 28 dias (27 de maio) e até 326 mais 18 dias (14 de junho).

Cidades - A doença alcançou 302 cidades do Paraná. Algumas regionais de Saúde já registram casos em todos os municípios de sua área de cobertura, como Paranaguá (1ª), Foz do Iguaçu (9ª) e Cianorte (13ª), e outras concentram casos em 80% ou mais das suas cidades, como Curitiba e Metropolitana (2ª), com 89%; Irati (4ª), com 88%; União da Vitória (6ª), com 88%; Pato Branco (7ª), com 80%; Cascavel (10ª), com 92%; Paranavaí (14ª), com 82%; Londrina (17ª), com 85%; Cornélio Procópio (18ª), com 80%; Jacarezinho (19ª), com 81%; e Telêmaco Borba (21ª), com 85%.

Bolsões - Os bolsões com menos casos no rol de cidades ficam na regional de Ivaiporã (22ª), com apenas 37%, e Umuarama (12ª), com 47%.

Divisão regional - Ainda na divisão regional, Curitiba e RMC (2ª) concentram 3.102 casos confirmados, com 1.030 recuperados e 129 óbitos, maior registro absoluto. A segunda região em incidência é a de Cascavel (10ª), com 1.320 casos, 242 recuperados e 21 óbitos, e a terceira é a de Londrina (17ª), com 1.100 casos, 318 recuperados e 59 óbitos.

Maior coeficiente - A regional de Saúde de Cianorte é a que concentra o maior coeficiente de incidência de casos por 1 milhão de habitantes do Paraná: 241. É seguida por Cascavel (239) e Cornélio Procópio (181). O coeficiente de mortalidade pela mesma proporção populacional é maior em Londrina (6,1) e Paranavaí (5,8). Em ambos os casos a incidência é menor do que a média nacional e maior do que a estadual.

Nacional - Segundo dados do Ministério da Saúde, o Paraná tem a menor taxa de incidência do novo coronavírus do País, índice que se mantém há algumas semanas. O coeficiente paranaense é de 83,8, contra 125,4 da Região Sul e 412,9 do Brasil. A taxa de mortalidade sobre a mesma base populacional é de 2,9 no Paraná, mesma da Região Sul e distante do indicador nacional, de 20,6.

Letalidade - A taxa de letalidade do Paraná é a maior do Sul do País, de 3,4%, contra 2,4% no Rio Grande do Sul e 1,5% em Santa Catarina. O melhor indicador é do Mato Grosso do Sul (0,9%) e o pior do Rio de Janeiro (9,6%). A média nacional é de 5%.

Idade - O boletim demonstra que a população economicamente ativa ainda é a mais afetada pelo coronavírus, conforme evolução desde o começo dos registros no Paraná. Entre 22 de abril (data em que essa métrica foi inserida nos informes) e 8 de junho, a evolução foi percentualmente mais rápida entre os mais jovens e a população adulta na comparação com os idosos.

Bebês - Já são 258 casos entre bebês e crianças até 9 anos e 383 entre jovens de 10 a 19 anos. Entre zero e 19 anos o salto foi de 1.645% entre 22 de abril e 8 de junho, de 35 para 611 casos. Essas faixas etárias representam 6,3% dos 9.583 casos no Paraná.

Outras faixas - O estudo mostra que 7.450 casos da Covid-19 são de pessoas entre 20 e 59 anos (população adulta), o que representa 77,7% do total. Os casos escalaram 1.082% entre pessoas com 20 a 29 anos (de 147 para 1.739); 888% entre 40 e 49 anos (de 200 para 1.977); 835% entre 30 a 39 anos (de 242 para 2.265); 653% entre 50 e 59 anos (de 195 para 1.469); e 516% entre pessoas com mais de 60 anos (de 242 para 1.492).

Justificativa - Esse crescimento contínuo da circulação da doença na população adulta e infantil ajuda a justificar a queda na média da faixa etária dos infectados no Paraná, que já está em 41,9 anos, menor índice desde o começo desse registro.

Internamentos - Segundo o boletim, 419 pessoas continuam internadas (181 em UTI e 238 em enfermarias) no Paraná. É o maior número de internados com diagnóstico positivo da série histórica do informe epidemiológico, na soma de casos graves e moderados.

Recorde anterior - O recorde anterior foi atingido na última quinta-feira (393) e a última semana epidemiológica inteira manteve média acima dos 300: 382 no sábado, 376 na sexta-feira, 375 na quarta-feira, 317 na terça-feira, 307 na segunda-feira e 357 no domingo. A média da semana 24 foi de 358, contra 318 na semana 23.

Primeira vez - A marca de 200 internações foi atingida pela primeira vez no dia 22 de maio, com 223 pacientes. No dia 15 de maio, na metade do mês passado, eram 175 internados. Na semana anterior, dia 7 de maio, o número era de 134, e no dia 1º de maio havia 137 pacientes internados. No dia 17 de abril, quando a métrica começou a aparecer nos boletins, eram 144. São 3.044 pessoas já recuperadas (31,8%).

Leitos - Apesar desse cenário, o Paraná ainda mantém taxa controlada de ocupação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para adultos, atualmente de 51%, e de enfermarias, também para adultos, de 35%.

Maior índice de ocupação - Em relação a UTIs e enfermarias, o maior índice de ocupação está na macrorregião Oeste, que abriga Cascavel, Pato Branco e Foz do Iguaçu, entre outros municípios, com taxas de 66% e 42%, respectivamente.

Pediatria - A taxa de ocupação de UTIs pediátricas é de 27% e de enfermarias pediátricas de 20%.

Óbitos - O Paraná já perdeu 215 homens e 111 mulheres para a doença. A média de idade é de 67,8 anos. Segundo os dados estatísticos, 66% tinham algum tipo de comorbidade (hipertensão, diabetes, cardiopatia, doença pulmonar, obesidade, doença renal crônica) e 34% eram saudáveis. Quase 80% eram brancos e o grau de escolaridade variado, com predominância de pessoas com ensino médio completo.

Abrangência - Os óbitos já alcançaram 26,8% municípios do Paraná (107 dos 399). Todas as regionais de Saúde já contabilizaram óbitos pelo novo coronavírus, 19 delas com casos em mais de uma cidade da sua área de cobertura.

Síndrome Respiratória - Segundo o informe epidemiológico, 1.507 paranaenses morreram por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), entre elas a Covid-19, nos cinco primeiros meses e meio do ano. (Agência de Notícias do Paraná)

CASOS

FAIXA ETÁRIA

0 – 5 anos – 189 casos – 1,9%

6 – 9 anos – 69 casos – 0,7%

10 – 19 anos – 383 casos – 3,8%

20 – 29 anos – 1.739 casos – 18,1%

30 – 39 anos – 2.265 casos – 23,6%

40 – 49 anos – 1.977 casos – 20,6%

50 – 59 anos – 1.469 casos – 15,3%

60 – 69 anos – 760 casos – 7,9 %

70 – 79 anos – 450 casos – 4,6%

80 anos ou mais – 282 casos – 2,9%

Total: 9.583 casos

LABORATÓRIOS DOS CASOS POSITIVADOS

Laboratório Central do Estado – 1.791 testes positivos

IBMP – 3.777 testes positivos

Demais laboratórios – 3.053 testes positivos

Testes rápidos – 893 testes positivos

Análise clínico/epidemiológica – 68 casos positivos

Total: 9.852*

*Um dos pacientes com diagnóstico positivo fez o teste nos Estados Unidos, não sendo incluído no gráfico de testes realizados.

GÊNERO

4.613 homens

4.970 mulheres

CIDADES

Curitiba – 1.736

Cascavel – 1.039

Londrina – 865

Maringá – 386

Toledo – 235

São José dos Pinhais – 212

Cornélio Procópio – 209

Cianorte – 204

Foz do Iguaçu – 167

Pinhais – 160

Araucária – 146

Paranavaí – 145

Ponta Grossa – 135

Coronel Domingos Soares – 133

Piraquara – 131

Colombo – 124

Paranaguá – 111

Fazenda Rio Grande – 110

ÓBITOS

FAIXA ETÁRIA

0 – 5 anos – 1 caso – 0,3%

10 – 19 anos – 1 caso – 0,3%

30 – 39 anos – 12 casos – 3,6%

40 – 49 anos – 26 casos – 7,9%

50 – 59 anos – 53 casos – 16,2%

60 – 69 anos – 72 casos – 22%

70 – 79 anos – 77 casos – 23,6%

80 anos ou mais – 84 casos – 25,7%

Total: 326

GÊNERO

215 homens

111 mulheres

CIDADES

Curitiba – 78

Londrina – 41

Cascavel – 15

São José dos Pinhais – 12

Maringá – 11

Piraquara – 8

Fazenda Rio Grande – 7

Paranavaí – 7

 

SAÚDE IV: Mundo atinge mais de 8 milhões de casos confirmados de Covid-19

saude IV 16 06 2020Os casos confirmados do novo coronavírus atingiram mais de 8 milhões de pessoas no mundo nessa segunda-feira (15/06), conforme as infecções aumentam na América Latina, segundo contagem da Reuters.

Maiores surtos - Aproximadamente 25% desses casos, ou 2 milhões de infecções, estão nos Estados Unidos (EUA), apesar do crescimento maior do surto neste momento estar na América Latina, que agora representa 21% de todos os casos.

Brasil - Os casos e as mortes pela Covid-19 no Brasil têm aumentado, tornando-o o número 2 do mundo, atrás apenas dos EUA. (Reuters / Agência Brasil)

FOTO: Gerd Altmann / Pixabay

 


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