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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4837 | 04 de Junho de 2020

REUNIÃO INSTITUCIONAL: Coagro recebe virtualmente equipe do Sistema Ocepar

Na manhã desta quinta-feira (04/06), o presidente da cooperativa Coagro, Sebaldo Waclawovsky, membros da diretoria, gestores e funcionários, receberam de forma virtual a equipe do Sistema Ocepar em mais uma reunião institucional do Programa de Autogestão, com informações econômicas e financeiras da cooperativa. “Nos últimos anos, o cooperativismo paranaense, em média, vem crescendo mais que a economia do estado e nacional. A Coagro atingiu, em 2019, um faturamento de R$ 285,6 milhões e nas projeções que fazemos pelo Programa de Autogestão, tem potencial de chegar, em 2020, próximo de R$ 325 milhões em movimentação financeira”, frisou João Gogola Neto, coordenador da autogestão na Gerência de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, ao realizar uma apresentação detalhada dos cenários da cooperativa.

Demandas - Flávio Turra, gerente técnico da Ocepar, falou sobre as demandas atuais e pós-crise que estão pautando o trabalho de representação institucional do Sistema Ocepar junto ao Governo Federal, entre as quais a necessidade de capital de giro e para investimento, limites para tomada de crédito, e redução na taxa de juros para o Pronaf, bem como para os programas do BNDES (Procap-Agro, Prodecoop, PCa, Inovagro, Moderagro e Moderfrota). “Pelos números apresentados, a situação da Coagro é tranquila. A maioria das cooperativas teve um baque nas suas tesourarias em março e abril, pelo fato das antecipações nas vendas de soja. Diante deste quadro, a Ocepar se mobilizou para buscar capital de giro para as cooperativas, mas os juros oferecidos inviabilizaram. Agora, vamos focar no Procap-Agro do Plano Safra, entre outros programas, para auxiliar a Coagro e as demais cooperativas paranaenses”, frisou.

Sescoop-PR - Leandro Macioski, coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, fez uma apresentação de todas as ações realizadas pelo Sescoop/PR, através de portfólio de programas e projetos do Sescoop/PR, pontuando aqueles que a Coagro está integrada. “Temos oferecidos soluções para as cooperativas neste momento de pandemia, um deles é o Capacitacoop, desenvolvido pelo Sistema OCB que pode ser acessada virtualmente. Outra ferramenta importante e que lançamos recentemente foi o Ensino a Distância (EAD), evitando o deslocamento das pessoas. Capacita-las no seu próprio ambiente de trabalho sem precisar viajar”, destacou.

Atividades - A reunião contou com a participação do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que fez um relato de todas as atividades desenvolvidas neste período de quarentena, reforçando que todas as demandas das cooperativas continuam sendo atendidas, mesmo que a equipe esteja trabalhando de forma remota. Já o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche fez a condução dos trabalhos nesta manhã.

Avaliação - O presidente da Coagro, Sebaldo Waclawovsky, avaliou a reunião de forma positiva. “Em poucas horas pudemos ter um cenário completo, não só sobre nossa cooperativa, através do Programa de Autogestão, mas, também, sobre todas as ações que estão sendo realizadas a nível de estado e naquilo que nos interessa em Brasília. Nossa cooperativa tem um plano de trabalho que está sendo conduzido, mas que depende de liberação de recursos”, frisou. Para o dirigente, as cooperativas e seus cooperados atuam num setor que é impactado pelas intempéries. “Somos uma indústria a céu aberto e quem produz alimento, como nós, sempre terá um espaço e vamos em frente para enfrentar este problema que não imaginávamos que iria acontecer”, finalizou.

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INTEGRADA: Diretor-presidente fala da importância do cooperativismo em meio à pandemia

integrada 04 06 2020Em entrevista ao vivo ao programa Dia Dia Rural do canal Terra Viva, concedida no dia 1º de junho, o diretor-presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, conversou com a apresentadora Daiany Andrade sobre como o setor agropecuário tem contribuído para o andamento da economia brasileira.

Cooperativismo - Hashimoto falou sobre como o cooperativismo tem ajudado em tempos de pandemia e as perspectivas do agro. Outro assunto da conversa foi os 25 anos da Integrada, que completa agora no final de 2020. Confira a entrevista: http://tvterraviva.band.uol.com.br/noticia/100000991499/conversa-franca-abastecimento-de-graos-na-pandemia-no-sul-e-sudeste.html?mobile=true. (Imprensa Integrada)

 

CASTROLANDA: Campanha Cuidar, Envolver e Amar inicia último mês de arrecadação

castrolanda 04 06 2020Em 2020, diante do cenário apresentado e da necessidade de auxiliar as famílias fragilizadas pela crise, a Cooperativa Castrolanda, através do Projeto de Ação Social ‘Abraçar’, desenvolveu a campanha Cuidar, Envolver e Amar, com objetivo de arrecadar doações de alimentos e produtos de higiene para as famílias em vulnerabilidade social dos municípios de atuação da Castrolanda no estado do Paraná e em São Paulo.

Meta - A ação, lançada na segunda quinzena abril, chega ao seu último mês de arrecadação com a expectativa de duplicar a meta inicialmente prevista. Até o momento foram alcançadas 1117 cestas básicas, 1854 kits de higiene e R$ 11.153,00 em dinheiro que serão revertidos posteriormente em produtos para as famílias nas cidades de Castro, Itaberá, Itapetininga, Itararé, Piraí do Sul, Ponta Grossa e Ventania. O formato da campanha online, foi estruturado para, além de atingir o maior número de pessoas possíveis, respeitar as normas de prevenção da Covid-19 de distanciamento social.

Entregas - “Estamos realizando as entregas conforme atingimos um determinado volume de arrecadações. Sabemos que o cenário atual tem sido de muita dificuldade para diversas famílias que tiveram seu sustento afetado pela crise. São nesses momentos que o espírito de cooperação e a união devem ser fortalecidos.”, destaca o Coordenador de Produção da Castrolanda e membro voluntário do projeto, Tasso Roquete.

Doações - As doações podem ser realizadas pelo site (https://www.afcc.com.br/doacoes-covid) até 30 de junho. “A participação não fica restrita a colaboradores e associados da cooperativa, se estende a pessoas físicas e empresas que queiram participar, contribuir e ajudar o próximo”, convida Tasso. (Imprensa Castrolanda)

 

CRESOL: Sistema completa 25 anos

cresol 04 06 2020O Sistema Cresol celebra neste mês de junho 25 anos. Uma história de sucesso que iniciou com o objetivo de fornecer apoio, por meio do acesso ao crédito aos seus cooperados. Hoje a Cresol segue com a missão de fornecer soluções financeiras com excelência por meio do relacionamento para gerar desenvolvimento dos cooperados, de seus empreendimentos e da comunidade.

Primeira - A primeira cooperativa do Sistema foi a Cresol Dois Vizinhos, hoje Cresol Pioneira, fundada em 24 de junho de 1995. No mesmo ano mais quatro cooperativas foram criadas no Paraná e abriram suas portas no ano seguinte. Em Francisco Beltrão, considerado o berço do cooperativismo solidário, foi criada uma base de serviços que mais tarde seria formalizada como Central Cresol Baser, a pioneira das quatro centrais que compõem o Sistema Cresol que possui 560 agências e mais de 550 mil cooperados em 17 estados.

Foco - Conforme o presidente do Sistema Cresol Baser, Alzimiro Thomé, a preocupação da Cresol sempre foi o atendimento com foco nas necessidades de cada cooperado. “São 25 anos de contínua expansão, trabalhando para o desenvolvimento econômico e social dos nossos cooperados, proporcionando soluções financeiras de forma personalizada. Em 2019 lançamos uma nova missão, visão e valores institucionais, e sem perder a nossa essência nos transformamos em cooperativa para todos”, destacou Thomé.

Tendência - Hoje o Sistema Cresol segue a tendência de crescimento das demais instituições financeiras cooperativas do País. Segundo o diretor superintendente da Central Cresol Baser, Adriano Michelon, em 2019 o Sistema comemorou mais uma vez o seu melhor ano, marco alcançado nos últimos cinco anos.

Sistema consolidado - “A Cresol se firma como um sistema consolidado, sólido, com o desafio de harmonizar as ações que envolvem tecnologia e pessoas. Estamos crescendo 25% ao ano, e isso significa que as cooperativas de crédito são muito mais do que um modelo de negócios. Nesse mundo em constantes mudanças, o grande aprendizado das cooperativas foi andar junto com as inovações, mas sem perder a essência de estar próximas de quem precisa. Por isso, nesses 25 anos o relacionamento é hoje o nosso grande diferencial”, afirmou o superintendente.

Comemoração - Durante este mês de junho a Cresol desenvolve ações comemorativas de forma on-line, envolvendo colaboradores e os cooperados e, no próximo dia 24, faz uma live na sua sede nacional, em Francisco Beltrão/PR.

Apresentação - A live, que será apresentada pelo cooperado e embaixador da Cresol, Denílson Show, irá explorar a cultura de cada uma das regiões onde o Sistema está presente. Além disso, será lançado um projeto cultural que irá beneficiar artistas de cada uma dessas regiões. (Imprensa Cresol)

 

SICOOB: Sistema cooperativo promove doações em mais de 460 municípios brasileiros

sicoob 04 06 2020Desde março deste ano, quando se iniciou a recomendação de isolamento social em diversas regiões do Brasil, o Sicoob - sistema de cooperativas financeiras - realizou quase 600 ações em diferentes frentes para minimizar os impactos da pandemia do novo coronavírus no cotidiano dos cooperados e das comunidades em que as cooperativas estão inseridas.

Repasse - A instituição registra que, em quase dois meses, repassou mais de R$ 7,4 milhões em forma de doações para comunidades, hospitais, fundações e cooperados. Desse total, quase R$ 4 milhões foram em insumos hospitalares, enquanto o investimento em equipamentos de proteção individual chegou a R$ 2,5 milhões.

Alimentos - As doações referentes a alimentos chegaram a R$ 713 mil, enquanto o valor aportado em produtos de higiene e limpeza repassados a comunidades alcançou R$ 118 mil. As ações foram realizadas em 460 municípios diferentes, com destaque para os estados de Minas Gerais (150 ações e um valor de R$ 3 milhões), Goiás (28 ações e R$ 1,2 milhão aportados) e São Paulo (104 ações e R$ 477 mil em doações).

Interior - Locais afastados dos grandes centros, como o interior dos estados, que são menos impactados por ações beneficentes, também ganharam espaço com as doações do Sicoob. As regiões Centro-Oeste (R$ 1,5 milhão), Norte (R$ 523 mil) e Nordeste (R$ 221 mil), que contam com forte atuação do Sicoob em comunidades em que o sistema bancário tradicional não atende, representaram, juntas, mais de 30% de todas as doações realizadas.

Comitê - Logo no início da pandemia, o Sicoob criou um comitê para estudar as consequências da Covid-19 em todo o País e os próximos passos para ajudar de forma efetiva a população por meio do cooperativismo. Além das doações, como primeiro passo, houve a reestruturação de suas operações de crédito, com prorrogação de prazos a partir de avaliações individuais de cada cooperativa. Assim, promovendo maior flexibilidade para que os cooperados viabilizem o pagamento de seus vencimentos. O Sicoob também deu liberdade para que as cooperativas criassem suas próprias linhas de crédito de acordo com a necessidade das comunidades locais.

Funcionalidades - Adotando o que há de mais novo em tecnologia, o Sicoob também expandiu as funcionalidades do já existente Sicoob Moob, aplicativo voltado para facilitar a experiência dos cooperados, para que ele passe a possibilitar acesso remoto a palestras, seminários e, principalmente, assembleias. Desta forma, o cooperado não deixa de participar do dia a dia da cooperativa mesmo em sua própria casa.

Cooperação e solidariedade - "Do ponto de vista do cooperativismo, a pandemia reforçou nosso propósito de servir à população com a cooperação e a solidariedade. São nos momentos de dificuldade que essas virtudes mais se destacam", afirma Marco Aurélio Almada, presidente do Bancoob.

Bônus - Para os cooperados que possuem o cartão Sicoobcard, o Sicoob anunciou um bônus de 50% na troca de pontos por crédito na fatura, válido até 30 de junho. O cooperado que trocava 1.254 pontos por R$ 25, no período promocional passa a ter direito a R$ 37,50, por exemplo.

Cooperados - Hoje o Sicoob conta com mais de 4,7 milhões de cooperados, que estão sendo orientados a utilizar os canais digitais sempre que possível, seja pelo aplicativo ou pelo Internet Banking. "Mesmo neste momento difícil, estamos ao lado dos nossos cooperados para atenuar as dificuldades financeiras que podem surgir", fala Reposse Junior, diretor de Desenvolvimento e Supervisão do Sicoob Confederação.

Sobre o Sicoob - O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, Sicoob, possui 4,7 milhões de cooperados em todo o país e está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. É composto por mais de 390 cooperativas singulares, 16 cooperativas centrais e a Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação). Integram, ainda, o Sistema, o Banco Cooperativo do Brasil do Brasil (Bancoob) e suas subsidiárias (empresas/entidades de: meios eletrônicos de pagamento, consórcios, DTVM, seguradora e previdência) provedoras de produtos e serviços especializados para cooperativas financeiras. A rede Sicoob é a quarta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com mais de 3 mil pontos de atendimento. As cooperativas integrantes do Sistema oferecem aos cooperados serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, dentre outras soluções financeiras. Mais informações acesse: www.sicoob.com.br. (Imprensa Sicoob)

 

ECONOMIA I: Vendas no varejo têm queda de 31,8% em abril

As vendas no varejo tiveram queda de 31,8% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo levantamento da Serasa Experian. Essa é a maior retração desde o início da série histórica iniciada em 2001, baseada no número de consultas feitas à base de dados da consultoria. A maior queda havia sido em janeiro de 2002, quando as vendas do varejo reduziram 16,5%.

Acumulado - No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a atividade do varejo apresenta uma retração de 10,1% em relação ao período de janeiro a abril de 2019.

Setores - Entre os setores que mais sofreram em abril, está o de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, com uma queda de 39,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O varejo de vestuário e calçados registrou uma redução de 39,6% nas vendas; o de veículos, motos e autopeças, 33,1%; e o de material de construção, 32,1%.

Menos afetado - O ramo de supermercados, alimentos e bebidas foi um pouco menos afetado, com uma redução de 24,3% no movimento de abril. Os estabelecimentos que comercializam combustíveis e lubrificantes tiveram queda de 19,3% no mês.

Distanciamento social - Para o economista da Serasa Luiz Rabi, a queda no movimento é influenciada diretamente pela adoção das medidas de distanciamento social contra a pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Com estabelecimentos comerciais de portas fechadas, lojistas viram seus estoques aumentarem e a demanda por produtos diminuir”, disse.

Estabilidade financeira das famílias - O economista também destaca o impacto da crise na estabilidade financeira das famílias. “Nesse momento de instabilidade em que muitos ficam inseguros em seus empregos, o brasileiro se retrai para o consumo não essencial. Até mesmo quem tem um poder de compra mais elevado acaba direcionando seus recursos para uma reserva de emergência”, explicou Rabi. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: CNI identifica 17 novas barreiras comerciais a produtos brasileiros

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 17 novas barreiras comerciais no exterior para produtos brasileiros entre março e maio deste ano. Desse total, dez foram barreiras impostas pela China, duas pela Argentina, duas pela Índia e as demais por México, Arábia Saudita e União Europeia.

Sistema - De acordo com a CNI, as informações são do Sistema Eletrônico de Monitoramento de Barreiras às Exportações (SEM Barreiras) do governo federal, que é alimentado pelo setor privado. A entidade atualiza esse levantamento periodicamente, em parceria com associações e federações estaduais da indústria, e contabiliza até agora 70 barreiras identificadas no exterior para produtos brasileiros desde maio de 2018, quando o sistema foi criado.

China - No caso da China, todas as barreiras dizem respeito a subsídios e impactam a produção de itens como borracha, materiais elétricos e produtos metalúrgicos. A CNI explicou que, na prática, com os subsídios, esses bens circulam com preço abaixo do praticado no mercado, numa “concorrência desleal” com a produção de outros países, incluindo o Brasil.

Argentina, México e Índia - Pela Argentina, são duas barreiras impostas para veículos automotores e plásticos. O México e a Índia, por sua vez, cobram imposto de importação para a carne de frango do Brasil. A Índia também implementou medidas sanitárias e fitossanitárias para o couro brasileiro.

Arábia Saudita e UE - A Arábia Saudita exige licenciamento de importação para a carne de frango. A União Europeia levantou barreiras para serviços brasileiros na área de tecnologia da informação.

Estratégias - Para a CNI, “embora o Brasil seja o único país na América Latina com uma ferramenta tão moderna de monitoramento de barreiras, os órgãos governamentais ainda não usam esse sistema de forma plena” para definir estratégias para resolução dos problemas. Além disso, o percentual de barreiras resolvidas ainda é baixo. Do total de 70 identificadas até agora pela entidade, apenas 10% foram solucionadas.

Baixa eficiência - Dados da pesquisa Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras de 2018, realizada pela CNI em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram ainda que quase um terço das empresas exportadoras (31%) considera baixa a eficiência do governo para a superação de barreiras em terceiros mercados. Para os industriais, o governo deve ser mais ativo na contestação dessas medidas impostas por outros países, já que, com a crise desencadeada pela pandemia de covid-19, a tendência é de aumento do protecionismo no mundo em um cenário de recessão global e desemprego.

Redução de tempo e custo - A própria CNI lançou, em 2018, a Coalizão Empresarial para Facilitação de Comércio e Barreiras, que busca atacar barreiras comerciais estabelecidas e também enfrentar problemas internos no Brasil. “Um dos objetivos é reduzir tempos e custos dos processos de exportação e importação e, com isso, promover a agenda de facilitação do comércio exterior do país”, informou a entidade. (Agência Brasil)

 

CÂMBIO: Dólar fecha no menor nível em dez semanas e cai para R$ 5,08

cambio 04 06 2020Em mais um dia de alívio nos mercados internacionais, o dólar fechou no menor nível em dez semanas. A bolsa de valores ultrapassou os 93 mil pontos e encerrou no nível mais alto em quase três meses.

Recuo - O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (03/06) vendido a R$ 5,086, com recuo de R$ 0,124 (-2,38%). A cotação operou em queda durante toda a sessão e fechou no menor nível desde 26 de março (R$ 4,996). Na mínima do dia, por volta das 12h, chegou a atingir R$ 5,02. A divisa acumula alta de 26,74% em 2020.

Euro - O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 5,722, com recuo de 2,38%. A libra comercial caiu 2,45% e terminou a sessão vendida a R$ 6,369.

BC - O Banco Central (BC) interveio pouco no mercado. A autoridade monetária ofertou até US$ 620 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em julho.

Bolsa de valores - No mercado de ações, o dia foi marcado pelo otimismo com o exterior. O Ibovespa, índice da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou o dia aos 93.002 pontos, com ganho de 2,15%. O índice está no maior nível desde 6 de março, quando tinha fechado próximo aos 98 mil pontos.

Mercado norte-americano - O Ibovespa seguiu o mercado norte-americano. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou a quarta-feira com alta de 2,05%. Apesar do acirramento dos protestos antirracistas nos Estados Unidos, os investidores reagiram à queda de novos casos de covid-19 em regiões norte-americanas e em países europeus e a dados econômicos positivos.

Vagas fechadas - Nos Estados Unidos, o setor privado fechou 2,76 milhões de vagas. O nível veio melhor que a extinção de 9 milhões de postos esperada pelos analistas. O setor de serviços da China cresceu pela primeira vez desde janeiro e teve, em maio, o melhor desempenho mensal desde o fim de 2010. Na Europa, a contração das empresas diminuiu em maio, indicando início de recuperação.

Nervosismo - Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.

Emissão de títulos - No Brasil, a emissão em títulos da dívida externa pelo Tesouro, anunciada nesta quarta-feira pela manhã, indicou que ainda há demanda por ativos brasileiros no exterior. (Agência Brasil)

 

SISTEMA FINANCEIRO I: Concentração bancária cai para 81%, revela BC

A concentração bancária caiu levemente no ano passado, informou nesta quinta-feira (04/06) o Banco Central (BC), através do Relatório de Economia Bancária de 2019.

Ativos totais - No ano passado, os cinco maiores bancos do país - Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander – detinham 81% dos ativos totais do segmento bancário comercial. No final de 2018, esse percentual era 81,2%.

Depósitos - Os cinco maiores bancos eram responsáveis por 83,4% dos depósitos no final do ano passado, contra 83,8%, em 2018. No caso do crédito, esse grupo respondeu por 83,7% do total das operações em 2019, contra 84,8% do ano anterior.

Bancos públicos - Segundo o relatório, houve redução das participações dos bancos públicos federais - Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Total - “A redução da participação dos principais bancos públicos federais foi, em alguma medida, acompanhada por um aumento na concentração entre as instituições privadas, mas não o suficiente para aumentar a concentração total”, disse o BC.

Expectativas para o crédito - Em pesquisa junto a instituições financeiras sobre as condições de crédito, realizada entre 27 de abril e 5 de maio, o Banco Central mostra que os bancos esperam crescimento de 2,8% no saldo do crédito para as grandes empresas este ano, representando uma recuperação da queda observada em 2019.

Primeira pesquisa - Antes da pandemia da covid-19, a primeira pesquisa, realizada entre 2 e 10 de março, indicava expansão de 5%. De acordo com o BC, a expectativa de expansão é decorrente da busca por liquidez por essas empresas e da escassez dos recursos externos.

Micro, pequenas e médias - No crédito para as micro, pequenas e médias empresas, a mediana (desconsiderando os extremos nas projeções) das expectativas é de crescimento de 5% (6,5% na primeira coleta), semelhante ao observado em 2019.

Pessoas físicas - Segundo o relatório, é no crédito para pessoas físicas onde há queda significativa nas expectativas. A estimativa para o crescimento no saldo do crédito para consumo passou de 12% na primeira pesquisa para 6,2%, na segunda. No crédito habitacional, a expectativa é de queda no saldo de 0,3%, ante crescimento de 9% na primeira coleta do ano.

Inadimplência - A expectativa da taxa de inadimplência é de 2,8% para grandes empresas, 4,9% para as micro, pequenas e médias empresas, 5,9% para consumo e 2,3% para crédito habitacional para pessoas físicas, neste ano.

Projeção - A projeção do BC para a evolução do saldo de crédito bancário em 2020 passou dos 4,8%, divulgados na edição de março do Relatório de Inflação, para 7,6%.

Trimestral - O Banco Central costuma divulgar a projeção para o crédito trimestralmente no Relatório de Inflação, mas devido à mudança de conjuntura causada pela pandemia de covid-19, optou por antecipar a projeção.

Pandemia - “O aumento na estimativa reflete a ampliação do volume de empréstimos desde meados de março, repercutindo os impactos da pandemia. Em especial, a aceleração de concessões repercute, principalmente, a busca por recursos por parte de empresas face à redução dos fluxos de caixa. Ressalte-se, adicionalmente, que o movimento também está influenciado pelos efeitos das medidas que abrangeram o mercado de crédito, buscando mitigar [reduzir] danos econômicos causados pelo surto de covid-19”, disse o BC, no relatório. (Agência Brasil)

SISTEMA FINANCEIRO II: Brasil tem 4,6 milhões de endividados sem capacidade de pagamento

Cerca de 4,6 milhões de endividados no Brasil devem a instituições financeiras mais do que podem pagar. É o chamado, pelo Banco Central (BC), de endividamento de risco, formado por casos em que há inadimplência, comprometimento de renda, empréstimos em várias modalidades e renda abaixo da linha da pobreza.

Tomadores - No Brasil, a população com carteira de crédito ativa atingiu 85 milhões de tomadores em dezembro de 2019. Desse total, 5,4% ou 4,6 milhões de tomadores estavam em situação de endividamento de risco, informou nesta quinta-feira (04/06) o BC no Relatório de Economia Bancária.

Critérios - Para fazer essa análise, o BC considerou como endividado de risco o tomador de crédito que atende a dois ou mais destes critérios: atrasos superiores a 90 dias no pagamento das parcelas de crédito; comprometimento da renda mensal acima de 50% devido ao pagamento do serviço das dívidas (pagamento de juros e amortizações do valor emprestado); várias modalidades de crédito simultaneamente: cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo; renda disponível (após o pagamento do serviço das dívidas) mensal abaixo da linha de pobreza (R$ 439,03 mensais).

Perfil - De acordo com o relatório, o percentual de endividados de risco é crescente com a idade, atingindo 7,8% da população endividada acima de 65 anos, praticamente o dobro do observado nos tomadores com até 34 anos (3,8%). Ou seja, dos 12,4 milhões de tomadores de crédito com idade acima de 65 anos, 1 milhão eram endividados de risco (7,8%). Entre 34 a 54 anos, o percentual é 4,9%, e entre 55 e 65 anos, 7,2%.

Renda mensal - Quanto à faixa de renda mensal, a classe dos tomadores com renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil é a que apresenta a maior parcela de endividados de risco, 6,5%. Até R$ 1 mil, o percentual é 5,7%, entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, 4,7%, entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, 5,6%, acima de R$ 10 mil, 4,7%. (Agência Brasil)

MEDICAMENTO: Ministério da Economia pode incluir remédios contra Covid-19 em lista de controle

medicamentos 04 06 2020O Ministério da Economia poderá incluir, em sua lista de controle de produtos críticos, os medicamentos destinados ao tratamento de pacientes com Covid-19. A sinalização foi feita nesta quarta-feira (03/06) pelo secretário de Acompanhamento Econômico da pasta, Geanluca Lorenzon, em videoconferência da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de combate ao coronavírus.

Grupo - “Criamos um grupo para acompanhar e garantir o abastecimento dos produtos críticos. A lista vem do Ministério da Saúde ou de demandas de associações do setor privado”, explicou Lorenzon.

Celeridade - A intenção dos integrantes da comissão externa é fazer com que o assunto caminhe o mais rapidamente possível. O coordenador do colegiado, deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), informou que a comissão deverá enviar um ofício ao governo com a indicação para que os medicamentos tenham o controle efetivo de preço.

Altos preços - Na reunião, representantes de hospitais públicos e privados reclamaram da falta e do alto preço de medicamentos utilizados na sedação de pacientes que necessitam ser intubados. “Dentro dos medicamentos de sedação, três drogas estão em falta. 82% dos hospitais referiram que elas não estão sendo localizadas para compra. Estes produtos estão com aumento próximo a 200%”, denunciou a diretora de Suprimentos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em nome da Associação Nacional de Hospitais Privados, Leonisa Obrusnik.

Gravidade - Por sua vez, o consultor de Assistência Farmacêutica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Heber Dobis Bernarde, disse que pelo menos 11 medicamentos estão em falta em mais da metade das secretarias estaduais de saúde. “Isso é muito grave. A falta de medicamentos para sedação, anestesia e medicamento para relaxamento muscular podem inviabilizar o processo da sedação para ventilação mecânica”, disse.

Razões - As razões apontadas para a crise incluem o ineditismo da pandemia de Covid-19 com o consequente aumento da demanda por insumos e medicamentos, além da alta do dólar e da dificuldade com frete em um momento de paralisação das atividades econômicas.

Medo - Os gestores, disse a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), relatora da comissão externa, não estão adquirindo medicamentos não por falta de recurso, mas por medo de serem responsabilizados por superfaturamento. “Eles poderão responder, em um futuro próximo, aos órgãos de controle externo.”

Indústria - Da parte da indústria farmacêutica, o presidente da Aliança Brasileira da Indústria de Inovação em Saúde (Abiis), Walban Souza, disse que não faltam produtos. “Não identificamos nenhum tipo de aumento que seja além daquilo que seria o razoável, considerando a variação cambial, as dificuldades de transporte e o custo de frete”, disse também.

Descontos - O presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, acrescentou que os abusos relatados não ocorrem na indústria. “O que pode estar ocorrendo é que os descontos tenham diminuído com o aumento da demanda, mas não acredito que houvesse desconto de 200%”, disse.

Intubados - Já o presidente da Hipolabor Farmacêutica, Renato Alves, reclamou de não ter conhecimento do número de pacientes intubados no Brasil, o que ajudaria na projeção da demanda.

Pedido - O pedido da indústria farmacêutica é para que o governo não congele preços de medicamentos, mas ao contrário flexibilize a revisão dos valores. “O congelamento é uma medida artificial e agora estamos pagando essa conta. Gera uma diminuição de concorrência e uma redução no fornecimento à população. Infelizmente vamos enfrentar problemas sérios se não tomarmos a atitude de deixar o mercado um pouco mais livre. Querer congelar e controlar os preços vai levar a uma falta de produtos”, alertou Mussolini.

Tratamento diferenciado - Renato Alves acrescentou que a regulação de preços evita abusos, mas excepcionalmente os valores têm de ser tratados de uma maneira diferente.

Revisão anual - Quem regula o preço dos medicamentos no Brasil é a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) da Anvisa, que define tetos para cada produto. Atualmente, a única modificação em valores é o reajuste anual. Ou seja, os preços só variam uma vez por ano e somente para cima, como resumiu o coordenador-geral de Estudos e Monitoramento de Mercado do Ministério da Justiça, Andrey Vilas Boas de Freitas.

Medidas emergenciais - “A gente tem que se debruçar sobre esse caso para pensar sobre um tipo de legislação que permita adotar medidas emergenciais. Verificar se o preço da Cmed não atende aos custos que são colocados”, avaliou Freitas.

Consciência - Secretário-executivo substituto da Cmed, Fernando de Moraes Rego afirmou que a câmara “tem consciência de que existe a necessidade de evoluir nos seus marcos legais”. Essas discussões, disse, já vêm sendo tratadas.

Urgência - Na avaliação de Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr., trata-se de casos de itens específicos, que precisam ser solucionados. Para ele, a tomada de posição da Cmed é urgente. “Tem que tomar atitude. O que não pode acontecer é não chegar medicamento à ponta porque os gestores têm medo de comprar medicamento fora do preço, com razão”, declarou.

Isenção de tributos - O deputado Jorge Solla (PT-BA), que também participou da audiência, entre outros parlamentares, defendeu uma isenção temporária de tributos para medicamentos essenciais no tratamento da Covid-19.

PL - Um projeto de lei (PL 1176/20) apresentado por Solla isenta de impostos de fabricação e de comercialização os materiais necessários ao combate do novo coronavírus, como respiradores e equipamentos de proteção individual (EPIs). Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. lembrou que a proposta é prioritária. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

 

RECURSOS: Bolsonaro veta repasse de R$ 8,6 bilhões para combate a coronavírus

recursos 04 06 2020O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos uma lei que poderia liberar R$ 8,6 bilhões para estados, Distrito Federal e municípios comprarem equipamentos e materiais de combate à covid-19. O projeto original aprovado pelo Congresso Nacional previa a extinção do Fundo de Reserva Monetária, mantido pelo Banco Central, e a destinação dos recursos para o enfrentamento da pandemia. Mas Bolsonaro vetou todos os dispositivos que vinculavam o uso do dinheiro à batalha contra o coronavírus.

Origem - O Fundo de Reserva Monetária foi criado em 1966 para que o Banco Central tivesse uma reserva para atuar nos mercados de câmbio e de títulos. O fundo está inativo desde 1988 e foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No ano passado, o Poder Executivo editou uma medida provisória (MP 909/2019) que liberava os recursos para o pagamento da dívida pública de estados e municípios. Mas um projeto de lei de conversão aprovado em maio pelo Congresso (PLV 10/2020) mudou essa destinação para o combate à covid-19.

Publicação - A Lei 14.007, de 2020, foi publicada na edição desta quarta-feira (03/06) do Diário Oficial da União. De acordo com o texto, os títulos que compõem as reservas monetárias serão cancelados pelo Tesouro Nacional. Os valores relativos a saldos residuais de contratos habitacionais vinculados ao Fundo de Reserva Monetária serão extintos pela Caixa Econômica Federal.

Vetos - Jair Bolsonaro vetou o dispositivo segundo o qual os recursos do fundo seriam transferidos para a conta única da União e destinados integralmente a estados, Distrito Federal e municípios “para a aquisição de materiais de prevenção à propagação da covid-19”. Outro ponto barrado pelo presidente previa o repasse de metade dos recursos para estados e Distrito Federal e a outra metade para os municípios. Pelo texto aprovado pelos parlamentares e vetado pelo Poder Executivo, o rateio deveria considerar, ainda que não exclusivamente, o número de casos observados de covid-19 em cada ente da Federação.

Protocolos - Bolsonaro barrou também o ponto segundo o qual estados, Distrito Federal e municípios só poderiam receber os recursos para aquisição de materiais se observassem protocolos de atendimento e demais regras estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o enfrentamento da pandemia. Outro dispositivo vetado previa que os valores de todas as contratações ou aquisições realizadas com o dinheiro do Fundo de Reserva Monetária deveriam ser publicados na internet.

Justificativa - Nas razões dos vetos enviadas ao Congresso Nacional, Jair Bolsonaro afirma que, ao alterar a destinação final dos recursos por meio de emenda parlamentar, o projeto de lei de conversão “inova e veicula matéria diversa do ato original, em violação aos princípios da reserva legal e do poder geral de emenda”. “Ademais, o projeto cria despesa obrigatória ao Poder Público, ausente ainda o demonstrativo do respectivo impacto orçamentário e financeiro no exercício corrente e nos dois subsequentes”, afirma o presidente. (Agência Senado)

FOTO: Cleber Medeiros / Senado Federal

 

SAÚDE I: Brasil tem 584.016 casos confirmados e 32.548 mortes

O balanço divulgado no fim da noite desta quarta-feira (03/06) pelo Ministério da Saúde trouxe 28.633 novas pessoas infectadas com o novo coronavírus, totalizando 584.016. O resultado marcou um acréscimo de 4,9% em relação a terça-feira (02/06), quando o número de pessoas infectadas estava em 555.383.

Novas mortes - Segundo o Ministério da Saúde, foram registradas 1.349 novas mortes nas últimas 24 horas, chegando a 32.548. O resultado representou um aumento de 4,1% em relação a ontem, quando foram contabilizados 31.199 falecimentos por covid-19.

Acompanhamento - Do total de casos confirmados, 312.851 estão em acompanhamento e 238.617 foram recuperados. Há ainda 4.115 óbitos sendo analisados.

Epicentro - São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (8.276). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (6.010), Ceará (3.605), Pará (3.193) e Pernambuco (3.012).

Outros estados - Além disso, foram registradas mortes no Amazonas (2.138), Maranhão (1.028), Bahia (762), Espírito Santo (698), Alagoas (506), Paraíba (414), Rio Grande do Norte (367), Minas Gerais (306), Rio Grande do Sul (258), Amapá (247), Paraná (205), Distrito Federal (191), Piauí (192), Rondônia (180), Sergipe (180), Santa Catarina (152), Acre (171), Goiás (155), Roraima (124), Tocantins (82), Mato Grosso (76) e Mato Grosso do Sul (20).

Casos confirmados - Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (123.483), Rio de Janeiro (59.240), Ceará (56.056), Pará (44.774) e Amazonas (44.347). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Maranhão (38.174), Pernambuco (36.463), Bahia (22.451), Espírito Santo (16.121) e Paraíba (16.018). (Agência Brasil)

saude I quadro 04 06 2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

saude I tabela 04 06 2020

SAÚDE II: Paraná tem mais 331 novos casos confirmados e seis óbitos

saude II 04 06 2020A Secretaria de Estado da Saúde, em boletim epidemiológico emitido nesta quarta-feira (03/06), informa 331 novos casos confirmados da Covid-19 no Paraná e mais seis óbitos. É o segundo dia consecutivo que as novas confirmações ultrapassam a 300 casos.

Acumulado - O informe mostra que o número acumulado chega agora a 5.494 pessoas infectadas e que 205 morreram em decorrência da doença. Há registro da Covid-19 em 263 municípios do Estado e em 75 ocorreu ao menos um óbito.

Aumento - “Os casos estão aumentando. Mais pessoas estão precisando de terapia intensiva e de cuidados hospitalares e a preocupação é que temos mais gente nas ruas”, alerta o secretário da Saúde, Beto Preto. “Não há como segurar a doença com pessoas infectadas circulando. Costumo dizer e repito, somente deixe a sua residência se for por algo muito necessário’, afirma o secretário.

Última semana - Na última semana o Paraná confirmou 1.786 casos, o que o indica uma média de 255 casos a cada 24 horas. O acumulado desde o último dia 28 de maio é 32% - quase um terço - do número total de confirmados desde os primeiros diagnósticos, em março.

Óbitos - As seis pessoas que faleceram pela Covid-19 e que são registradas no boletim desta quarta-feira, estavam internadas. São três mulheres: uma moradora de Curitiba, 76 anos, faleceu dia 30 de maio; outra residia em Londrina, 70 anos, faleceu terça-feira (02/06), e outra morava em Maringá, tinha 73 anos e também faleceu no dia 30 de maio.

Homens - Entre os homens, um morador e Maringá, 76 anos, e outro, de 61 anos, que residia em Curitiba, foram a óbito na terça-feira (02/06). O outro, que também morava em Maringá, 48 anos, e faleceu no dia 30 de maio.

Internados - Nesta quarta-feira, estão internados 326 pacientes com o diagnóstico confirmado para Covid-19, de todo o Paraná. Destes, 240 estão em leitos do SUS (94 em UTI e 146 em leitos enfermaria) e 86 em leitos da rede hospitalar privada (31 em UTI e 55 em leitos enfermaria).

Leitos SUS - A média de ocupação dos leitos SUS exclusivos covid-19 é de 35% nesta quarta-feira (03/06).

Suspeita ou confirmação - Do total de 1.897 leitos SUS exclusivos covid-19 que a Secretaria da Saúde mantém em todo o Paraná, 665 estão ocupados por pacientes com suspeita ou confirmação de infecção pelo novo coronavírus.

Total - O Estado tem 604 leitos de UTI adulto e 274 estão ocupados; 1.186 leitos de enfermarias adulto e 374 estão ocupados; 37 leitos UTI pediátrico, oito ocupados; 70 leitos de enfermaria pediátrico e nove estão ocupados.

Variação - A quantidade de leitos pode variar, porque além das unidades próprias do Estado, a Secretaria da Saúde contrata diretamente leitos em unidades hospitalares filantrópicas e privadas para atendimento a pacientes Covid-19 quando necessário.

Municípios - Atualmente são 262 cidades paranaenses que têm ao menos um caso confirmado pela Covid-19. Em 75 municípios há registro de óbitos pela doença.

Casos novos - Quantidade de casos novos por municípios:

1 caso confirmado – Barracão, Cambará, Cambé, Campo Mourão, Cantagalo, Centenário do Sul, Cianorte, Clevelândia, Colorado, Corbélia, Cornélio Procópio, Imbituva, Inácio Martins, Itambaracá, Jaguapitã, Jardim Alegre, Laranjeiras do Sul, Maria Helena, Paranaguá, Pato Branco, Quedas do Iguaçu, Santo Antônio da Platina, Siqueira Campos, Telêmaco Borba, Tijucas do Sul, Tupãssi, União da Vitória.

2 casos confirmados – Boa Vista da Aparecida, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Candói, Foz do Iguaçu, Foz do Jordão, Paranavaí, Quatro Barras, Rolândia, Santa Mariana, Santo Antônio do Caiuá, Umuarama.

3 casos confirmados – Almirante Tamandaré, Conselheiro Mairinck, Toledo.

4 casos confirmados – Mandirituba.

5 casos confirmados – Mariluz.

7 casos confirmados – Colombo.

8 casos confirmados – Piraquara.

9 casos confirmados - Fazenda Rio Grande, Pinhais.

11 casos confirmados – São José dos Pinhais.

13 casos confirmados – Maringá.

18 casos confirmados - Coronel Domingos Soares.

23 casos confirmados – Araucária.

30 casos confirmados - Londrina.

63 casos confirmados – Cascavel.

71 casos confirmados – Curitiba.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registrou um caso a mais de residente de fora. São 73 pessoas que moram em outros estados e foram atendidas por aqui. Cinco pessoas foram a óbito.

Ajustes - Um caso confirmado dia 31 de maio em Bocaiúva do Sul foi transferido para Curitiba; outro confirmado dia 30 de maio em Pinhais foi transferido para Colombo.Também no dia 30 de maio houve confirmação de um caso em Curitiba, mas foi transferido para Colombo. E também um caso confirmado dia 29 de maio, em Mamborê, foi transferido para Campina da Lagoa.

Confira o  INFORME COMPLETO desta quarta-feira 

Critérios - O CIEVS esclarece que casos de covid-19 são confirmados por dois critérios:

1.   Laboratorial: O critério laboratorial é utilizado para pacientes testados por RT PCR em tempo real pelo Lacen (Laboratório Central do Estado), IBMP (Instituto de Biologia Molecular do Paraná) e de laboratórios habilitados nos moldes do Decreto 4261/2020 ou por testes rápidos validados pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde).

Nesse momento os únicos testes rápidos validados são:

1.1 - One Step Covid-2019 Test®️ da fabricante Guangzhou WondfoBiotechCo., Ltda., cujo representante legal no Brasil é a empresa Celer Biotecnologia S/A.

1.2- Medteste Coronavírus (Covid-19) igG/IgM da fabricante Hangzhou Biotest Biotech Co. Ltd cujo representante legal no Brasil é a empresa Medlevensohn Com Repres Prod Hosp Ltda.

1.3 – Covid-19 Igg/Igm Eco do fabricante Eco Diagnóstica Ltda-ME, cujo representante legal no Brasil é a empresa Eco Diagnóstica Ltda-ME

1.4 – Covid-19 IgG/IgM BIO do fabricante Quibasa Química Básica Ltda, cujo representante legal no Brasil é a empresa Quibasa Química Básica Ltda

2. Clínico epidemiológico: O critério clínico epidemiológico é utilizado nos pacientes em que não foi possível realizar coleta e com histórico de contato próximo* ou domiciliar**, nos últimos 7 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado por PCR para COVID-19.

O critério clínico epidemiológico deve ser a exceção. Priorizar sempre a coleta de amostras dentro dos critérios estabelecidos.

Definição de contatos:

- Contato próximo de casos confirmados de Covid-19:

Uma pessoa que teve contato físico direto (por exemplo, apertando as mãos) com caso confirmado

Uma pessoa que tenha contato direto desprotegido com secreções infecciosas (por exemplo, gotículas de tosse, contato sem proteção com tecido ou lenços de papel usados e que contenham secreções)

Uma pessoa que teve contato frente a frente por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 1 metro

Uma pessoa que esteve em um ambiente fechado (por exemplo, sala de aula, sala de reunião, sala de espera do hospital etc.) por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 1 metro

Um profissional de saúde ou outra pessoa que cuide diretamente de um caso de Covid-19 ou trabalhadores de laboratório que manipulam amostras de um caso de Covid-19 sem Equipamento de Proteção Individual (EPI) recomendado, ou com uma possível violação do EPI.

- Contato domiciliar de caso confirmado de Covid-19:

Uma pessoa que resida na mesma casa/ambiente. Devem ser considerados os residentes da mesma casa, colegas de dormitório, creche, alojamento.

(Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE III: Vacinação contra gripe é estendida até 30 de junho

saude III 04 06 2020Os paranaenses que pertencem ao público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe têm agora até o dia 30 de junho para procurar as unidades de Saúde em todo Estado e se imunizar. A medida pretende garantir a taxa de cobertura vacinal, especialmente para os grupos prioritários de crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas – até 45 dias após o parto – e adultos de 55 a 59 anos.

Meta - A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é alcançar a meta de 90% de cobertura vacinal de todos os grupos prioritários preconizados pelo Ministério da Saúde.

Decisão - “Por conta do baixo número de cobertura vacinal em alguns grupos prioritários e seguindo as orientações do Ministério, a Secretaria decidiu prorrogar a campanha até o dia 30 de junho”, alerta o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. Segundo ele, é mais uma oportunidade para que os grupos de todas as fases que ainda não se vacinaram procurem as unidades de Saúde e se imunizem contra o vírus da influenza.

Cobertura - A campanha atingiu 80% do público-alvo total no Estado, estimado em cerca de 2,8 milhões de pessoas. Ainda assim, o índice de cobertura vacinal em alguns grupos preocupa.

Percentuais - Até o momento, a cobertura vacinal entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos, por exemplo, é de apenas 48,5%. Nas gestantes, esse número é ainda menor, somente 43,85% tomaram a vacina contra a influenza; puérperas, 55,11%, e adultos entre 55 e a 59 anos foi de 41,53%.

Imunização - “Precisamos imunizar o maior número possível de paranaenses elencados para evitar que adoeçam por influenza, e principalmente para prevenir as complicações e óbitos pelo vírus no Estado, contribuindo com o diagnóstico diferencial para a Covid-19”, explica a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização, Ver Rita da Maia.

Público-alvo - O público estabelecido para a campanha nas suas três fases abrange pessoas com idade igual e acima de 60 anos, trabalhadores da saúde, profissionais das forças de segurança e salvamento, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos, sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, caminhoneiros, motorista e cobrador de transporte coletivo, portuários, povos indígenas, crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, pessoas com deficiência, gestantes, puérperas até 45 dias, adultos de 55 a 59 anos de idade e professores das escolas públicas e privadas.

Prevenção - Além da vacina, entre os principais cuidados que devem ser tomados para diminuir o risco de contaminação tanto do vírus da influenza como das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), está a higienização correta das mãos, o uso do álcool gel 70°, evitar compartilhar talheres, copos e alimentos, ao tossir ou espirrar deve-se proteger a boca e o nariz utilizando lenço de papel ou a dobra do cotovelo, fazer o uso de máscaras, manter os ambientes ventilados e evitar a aglomeração de pessoas também podem evitar o contagio da doença.

Continuamente - Os cuidados preventivos devem ser adotados continuamente. “São hábitos saudáveis que precisam ser praticados por todos para diminuir o risco de contaminação e disseminação não apenas do vírus da gripe, mas de uma série de outras doenças”, ressalta a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Acácia Nasr.

Sintomas - Ela alerta ainda para os sintomas da doença, que incluem febre alta (acima de 38°), dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse. “Quando há suspeita de gripe, deve-se procurar os serviços de saúde para avaliação médica o mais breve possível e iniciar o tratamento com o antiviral específico. A pessoa nunca deve se automedicar”, lembra Nasr.

Covid-19 - Em tempos de pandemia pela Covid-19 é de extrema importância evitar o aumento de doenças respiratórias e a sobrecarga do sistema de saúde.

Objetivo - “O principal objetivo desta vacinação é reduzir as complicações, as internações e principalmente a mortalidade decorrente das infecções causadas pela influenza, facilitando, neste momento, a definição do diagnóstico de pacientes com suspeita de adoecimento pela Covid-19”, explica Beto Preto.

Números - Os números de gripe atualizados nesta quarta-feira (03) pela Secretaria da Saúde mostram que de janeiro até agora o Paraná registrou 5.669 notificações de SRAG. Destes, 81 casos foram confirmados para o vírus de influenza com 13 óbitos no Estado. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE IV: Hospitais filantrópicos e Santas Casas recebem auxílio emergencial

saude IV 04 06 2020Após a sanção presidencial de um projeto de lei aprovado pelo legislativo, hospitais filantrópicos e Santas Casas do Paraná receberam recursos para enfrentamento à Covid-19. Para garantir que as instituições de pequeno e médio porte, localizadas no interior do Estado também fossem contempladas na hora do rateio dos R$ 2 bilhões de auxílio, a deputada federal Leandre Dal Ponte enviou um ofício ao Ministério da Saúde.

País continental- “O Brasil é um país continental. Muitas vezes, quem trabalha num gabinete em Brasília não conhece a realidade dos municípios. No ministério, os hospitais do interior são um número. Então, sem saber qual critério o ministério iria utilizar para fazer o rateio, resolvi me antecipar e mostrar a realidade do estado para que hospitais de pequeno e médio porte não fossem deixados de lado”, afirmou a deputada.

Dificuldade dos hospitais - A deputada sublinhou que, com as restrições impostas pelo combate ao coronavírus, os hospitais não podem mais realizar atendimentos eletivos. E isso significa uma queda no faturamento.

Ajuda - “Fica difícil manter um hospital de pequeno porte, só atendendo urgência e emergência, sem poder atender procedimentos eletivos. Por isso, eu acredito que este auxílio vai ajudar muito esses hospitais são parte do sistema único de saúde dos municípios e acabam sendo uma referência regional”, concluiu. (Assessoria de Imprensa da deputada federal Leandre Dal Ponte)

 

SAÚDE V: Cobertura de quimioterapia de uso oral em casa pode se tornar obrigatória; texto vai à Câmara

saude V 04 06 2020Planos de saúde poderão ser obrigados a cobrir quimioterapia de uso oral registrado na Anvisa para portadores de câncer. Em sessão remota nesta quarta-feira (03/06), o Senado aprovou o Projeto de Lei (PLS) 6.330/2019, que amplia o acesso a tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral para usuários de planos de assistência à saúde. Aprovado por unanimidade por 74 votos, o projeto será encaminhado à Câmara dos Deputados.

Medicamentos - Os antineoplásicos são medicamentos utilizados para destruir neoplasmas (massa anormal de tecido) ou células malignas, como câncer, e tem como finalidade evitar ou inibir o crescimento e a disseminação de tumores.

Revogação - O PLS 6.330/2019 revoga a regra que condiciona a cobertura dos tratamentos antineoplásicos ambulatoriais e domiciliares de uso oral, os procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia, além dos medicamentos para controle de efeitos adversos e dos adjuvantes da quimioterapia oncológica, à publicação, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, elaborados após serem ouvidas as sociedades médicas de especialistas da área.

Registro - De acordo com o projeto, bastará que tais tratamentos estejam registrados junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com uso terapêutico aprovado para as finalidades prescritas, para que a cobertura seja obrigatória pelos planos de saúde nas modalidades ambulatorial e com internação hospitalar. O tratamento será oferecido por meio de rede própria, credenciada, contratada ou referenciada, diretamente ao paciente ou representante legal, podendo ser realizado de maneira fracionada por ciclo. Para realizar o tratamento é necessária a prescrição médica.

Emendas ao projeto - Os senadores aprovaram ainda duas emendas de Plenário apresentados à proposta do senador Reguffe (Podemos-DF), que teve como relator o senador Romário (Podemos-RJ).

Comprovação - A primeira, da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), estabelece a obrigatoriedade de comprovação de que o paciente ou seu representante legal recebeu as devidas orientações sobre o uso, a conservação e o eventual descarte do medicamento.

Prazo - A outra emenda, do senador Rogério Carvalho (PT-SE), foi acolhida parcialmente pelo relator, a qual define prazo máximo de 48 horas, após a prescrição médica, para o início do fornecimento dos medicamentos antineoplásicos.

50 mil beneficiados - No relatório lido em Plenário, Romário destaca que a aprovação do projeto, que altera dispositivos da Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/1998), irá beneficiar aproximadamente 50 mil pessoas. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a partir do ano de 2012, cerca de 30% dos medicamentos que chegaram ao mercado foram de antineoplásicos orais. No Inca, eles perfazem 40% dos medicamentos padronizados pela instituição para o tratamento de diferentes tipos de câncer, destacou Romário.

Dificuldade - Reguffe, por sua vez, informou que o acesso dos pacientes a esses tratamentos ainda é dificultado pelo fato de se respeitarem as condições estipuladas nas Diretrizes de Utilização, estabelecidas pela ANS, que fazem com que o paciente só tenha acesso ao medicamento que integre o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, atualizado a cada dois anos pela agência. E contrapõe essa exigência à situação dos tratamentos administrados na internação hospitalar, que são de cobertura obrigatória, bastando que estejam regularmente registrados junto à Anvisa.

SUS - Durante a votação, Reguffe destacou que o projeto foi elogiado por oncologistas do país. Ele disse ainda que apresentará, em breve, um projeto que poderá tornar obrigatória a oferta de quimioterapia oral no tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na avaliação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o texto corrige equívoco legislativo e favorece milhares de brasileiros. Para o senador Humberto Costa (PT-PE), a proposta combate a demora no processo de atualização da incorporação tecnológica pelo setor suplementar de saúde. (Agência Senado)

FOTO: Leopoldo Silva/Agência Senado

 

ARTIGO: A evolução dos sistemas de pagamento: dos talões de cheque ao QR Code em menos de uma década

artigo 04 06 2020*Gisele Rodrigues

Dificilmente haverá momento tão oportuno para reflexão sobre a importância da tecnologia na nossa vida financeira como o período imposto pela crise do novo coronavírus. As medidas que fazem parte do distanciamento social deixaram ainda mais evidente a transformação que estamos vivendo, especialmente no segmento de sistemas de pagamento. Fomos do velho talão de cheques ao QR Code em menos de uma década e a tendência é que, em um futuro próximo, o dinheiro físico seja definitivamente substituído pelos meios eletrônicos de pagamento.

No Brasil, os cheques, muito comuns nos anos 2000, foram aos poucos dando lugar aos cartões de crédito e débito nas carteiras e nos hábitos de consumos das famílias. Junto a isso, o desenvolvimento da telefonia móvel contribuiu muito para a modernização das máquinas de cartão e criou dispositivos que se conectam com smartphones e são capazes de capturar transações em quase todos os lugares, reduzindo, com isso, a necessidade de usar moeda em espécie. E, agora, a transformação digital das instituições financeiras está ainda mais visível e nos apresentando um universo ainda maior de possibilidades, onde o ato de pagar torna-se quase que invisível e tem um único objetivo: a praticidade no dia a dia.

Os principais motivadores destas mudanças são a flexibilidade para os consumidores, a eficiência na operação e, principalmente, a segurança na transação de dados e valores. Essas são questões que inclusive motivam as cooperativas de crédito e os bancos a colocarem tecnologias como inteligência artificial, big data e analytics no topo dos investimentos. A última pesquisa da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) mostrou que as 20 maiores instituições financeiras do país investiram, em 2018, quase R$ 20 bilhões em ferramentas digitais como estas para melhorar o relacionamento com seus clientes e estar presente em suas rotinas através do fornecimento de soluções que possibilitem transações via aplicativos, pagamentos por link, redes sociais, QR Code, carteiras digitais e muitas outras que ainda virão.

O Sicredi, é uma instituição financeira cooperativa que que busca estar sempre atenta à inovação digital, tem se beneficiado da tecnologia para fortalecer negócios locais administrados pelos associados e também para acelerar a digitalização do cooperativismo de crédito no Brasil. O próximo passo, que já está em pleno andamento, é se integrar ao sistema de pagamentos instantâneos anunciado recentemente pelo Banco Central e previsto para ser lançado no fim deste ano. Chamado de PIX, o sistema vai permitir pagamentos imediatos entre instituições através de QR Codes. O objetivo, segundo o BC, é criar um ecossistema de pagamentos instantâneos eficiente, competitivo, seguro e inclusivo.

O Sicredi tem participado de fóruns do BC e de grupos técnicos para testes de ferramentas e, recentemente, no mês de maio, com o objetivo de fomentar ainda mais o comércio local entre seus associados durante o período de pandemia, disponibilizou a experiência de transferência por QR Code, sem qualquer tarifa para pagador ou recebedor.

Outras soluções já disponíveis e que se tornaram especialmente convenientes agora são os cartões com tecnologia contactless, que permitem pagamento por aproximação sem senha e com segurança, ou seja, basta o associado aproximar o cartão da máquina para pagar uma conta. Para os estabelecimentos credenciados à nossa rede, intensificamos durante a disponibilização da solução de captura de pagamentos por meio de um link, que pode ser enviado por uma rede social ou SMS. As parcerias também são parte importante dessa evolução. Desde o ano passado, contamos com apoio do Samsung Pay, um serviço de pagamentos móveis e carteira digital que permite aos associados efetuarem pagamentos nas funções débito e crédito sem a necessidade de utilizar cartão, bastando apenas autorização por senha (PIN) ou impressão digital.

Todas essas possibilidades apontam para um horizonte com ainda mais segurança e, paralelamente, criam um ambiente muito mais competitivo e vantajoso para os consumidores. Além disso, vale ressaltar a importância desse movimento para o meio ambiente, uma vez que o mundo virtual dispensa o uso de matérias-primas como o plástico para confecção dos cartões, o papel para fabricação das notas e o aço para a produção de moedas. A era digital nos apresenta alternativas que neste momento se mostram fundamentais e comprovam a importância estar atento às tendências e trabalhar no presente as inovações.

*Gisele Rodrigues é superintendente de Soluções de Meios de Pagamento do Sicredi

FOTO: Marcos Suguio

 


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