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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4583 | 24 de Maio de 2019

G7: Secretário do Ministério da Economia vem debater a reforma previdenciária

Promovido pelo G7, grupo formado por representantes das maiores instituições e entidades do setor produtivo do Paraná, em parceria com o Sebrae, o Fórum da Previdência, que terá a participação do secretário da Previdência Social do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, será realizado, em Curitiba, na segunda-feira (27/05), a partir das 13h30.

PEC - O secretário Rolim irá se encontrar com empresários e líderes de entidades do setor produtivo no auditório do Sistema Ocepar para debater a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 6/2019), que estabelece novas regras para a Previdência Social. O intuito do fórum, segundo os organizadores, é esclarecer a proposta com a finalidade de criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do país e engajar o setor produtivo neste propósito.

Participação - A participação no Fórum da Previdência está aberta a todos os interessados mediante confirmação prévia da participação, o que pode ser feito pelos telefones (41) 3200-1104 e 3200-1105. O e-mail é secretaria@sistemaocepar.coop.br

G7 - O G7 é um grupo integrado pela Associação Comercial do Paraná (ACP), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Sistema Faep, Federação do Comércio do Estado do Paraná (Fecomércio PR), Federação das Empresas de Transporte do Estado do Paraná (Fetranspar), Sistema Fiep e Sistema Ocepar.

SERVIÇO:

Fórum da Previdência

Data: 27 de maio de 2019

Hora: 13h30

Local: Sistema Ocepar

Av. Cândido de Abreu, 501

Centro Cívico – Curitiba/PR

IC-AGRO: Confiança do Agronegócio encerra 1º trimestre otimista

icagro 24 05 2019O agronegócio brasileiro começou 2019 sustentando o ânimo em alta. O Índice de Confiança (IC-Agro) do setor fechou o 1º trimestre em 111,9 pontos. Esse é o segundo melhor resultado da série histórica, apesar do recuo de 3,9 pontos em relação ao recorde do 4º trimestre de 2018, que registrou 115,8 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, há otimismo quando o indicador está acima de 100 pontos – abaixo dessa marca, o ambiente é pessimista. O IC Agro é um indicador medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Produtor - O entusiasmo persiste principalmente devido aos produtores, que se mantêm confiantes com as condições gerais da economia brasileira, apesar das dificuldades iniciais do novo governo em levar adiante reformas importantes como a da Previdência. O fato é que o agronegócio é tema frequente, com abordagem quase sempre positiva nas manifestações do presidente e dos ministros, com alguns avanços em áreas relevantes. “Iniciativas na infraestrutura por meio da concessão de investimentos para a iniciativa privada, além de posicionamentos da área ambiental que reconhecem os avanços conquistados pelo setor, são exemplos que dão sustentação à percepção positiva”, avalia Roberto Betancourt, diretor-titular do departamento do agronegócio da Fiesp.

Indústria - O otimismo permeou também o ambiente das indústrias ligadas às cadeias agropecuárias, levando o Índice de Confiança da Indústria (Antes e Depois da Porteira), a marcar 113,6 pontos no 1º trimestre do ano. Mesmo com o bom resultado, houve queda de 3,7 pontos em relação ao trimestre anterior, fruto de um recuo nas expectativas relacionadas às condições da economia brasileira.

Antes da porteira - Essa retração foi mais intensa para as indústrias situadas a montante do setor agropecuário. No entanto, apesar do recuo de 7,7 pontos, o Índice de Confiança das Indústrias situadas Antes da Porteira, fechou o período avaliado em 115,2 pontos, e se mantém na faixa considerada otimista. “A queda se deve, em parte, ao avanço lento das vendas de insumos agropecuários para a próxima safra de verão nas regiões onde a negociação costuma ocorrer com maior antecipação, como o Centro-Oeste e o Mapitoba. Com as relações de troca dos insumos em níveis desfavoráveis, os produtores rurais mostraram pouca disposição para fechar as compras”, observa Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Máquinas e equipamentos agrícolas - Já o bom desempenho de setores como o de máquinas e equipamentos agrícolas no 1º trimestre ajudou a sustentar o otimismo desse resultado: segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de máquinas agrícolas no mercado interno nos três primeiros meses de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018, subiram 21%, desempenho puxado pelas vendas de colheitadeiras de grãos (+58%).

Depois da porteira - O Índice de Confiança da Indústria Depois da Porteira se manteve mais estável em relação ao trimestre anterior. O indicador marcou 112,9 pontos, uma queda de apenas 2 pontos. Os ânimos esfriaram um pouco em relação às condições atuais da economia – algo até natural, tendo em vista o forte otimismo demonstrado no final do ano passado. Observa-se, no entanto, um descolamento quanto às expectativas para os próximos meses, mais positivas, a partir da crença na aprovação de reformas, como a previdenciária. “É bom lembrar também que há nesse grupo a participação dos frigoríficos, que estão sendo beneficiados pela reabertura de mercados e pela perspectiva de aumento nas exportações devido ao avanço dos casos de Febre Suína Africana na China, em um momento em que o câmbio é favorável à exportação e se espera uma segunda safra recorde de milho, fator que também estimula o otimismo entre as empresas de logística”, explica Betancourt.

Setor agro - Quanto ao setor agropecuário, os produtores rurais continuaram mostrando entusiasmo com a economia brasileira, o que fez o Índice de Confiança desse grupo permanecer na faixa considerada otimista pelo estudo, em 109,5 pontos — apesar da queda de 4,3 pontos sobre o último trimestre do ano passado. Os ânimos esfriaram um pouco principalmente por questões relacionadas às condições do negócio, como o crédito e a produtividade.

Agricultura - Entre os produtores agrícolas, o primeiro trimestre do ano fechou com expectativas mais moderadas do que no fim de 2018, mas ainda bastante otimistas. Seu Índice de Confiança foi de 110,7 pontos, 4,6 pontos a menos do que no levantamento anterior. “Um dos aspectos que contribuíram para esse recuo foi a produtividade das lavouras de soja, que não repetiram os recordes da safra passada, principalmente em regiões afetadas pela seca do início do ano, como o Oeste do Paraná e o Sul do Mato Grosso do Sul”, aponta Freitas. A avaliação sobre o crédito foi outro item que teve retração acentuada em relação ao trimestre anterior: “a queda de 19% no volume de recursos liberado para o pré-custeio agrícola influenciou de forma negativa os ânimos dos produtores. Em termos de cultura, destaca-se a redução no volume de recursos da soja (-35%), cana-de-açúcar (-13%) e milho (-12%)”, complementou Freitas.

Preços - É importante notar que as entrevistas para o estudo foram realizadas em um momento em que os preços aos produtores ainda não haviam recuado com a intensidade que ocorreu em abril. Além disso, na época, muitos agricultores sustentavam uma expectativa de que os custos com insumos poderiam melhorar ao longo do ano, mas isso até agora não aconteceu. Esses dois aspectos – preços em queda e custos em alta – poderão ser destaques no relatório do 2º trimestre.

Pecuaristas - Entre os pecuaristas, a confiança chegou a 106,1 pontos, queda de 3,5 pontos. Apesar do recuo, é a primeira vez em que o indicador dos pecuaristas se mantém na faixa considerada otimista por dois trimestres consecutivos. Essa ligeira perda de confiança foi em parte compensada por uma melhora relativa dos ânimos em áreas que não vinham tão bem avaliadas nos trimestres anteriores. Uma delas diz respeito aos preços, que de fato se mantiveram em níveis um pouco melhores do que em períodos recentes, especialmente no caso do leite, cujo preço bruto médio pago ao produtor foi 30% maior no primeiro trimestre de 2019, em comparação à idêntico período do ano anterior, segundo dados do Cepea/Esalq-USP. (Informe OCB)

 

FRÍSIA: Digital Agro debate impactos e tendências da transformação digital no agronegócio

frisia 24 05 2019A Digital Agro, que deve reunir cerca de sete mil pessoas no Parque de Exposições da Frísia, em Carambeí (PR), levará ao público palestras que debaterão as tendências digitais do agronegócio e temas como Smart Farming, Internet das Coisas e os impactos da transformação digital no agronegócio.

Painel - Durante o painel “Smart Farming: aplicações e efetividade das tecnologias”, que será realizado no primeiro dia do evento, o fundador da Hypercubes, Fábio Teixeira, falará sobre o uso de imagens hiperespectrais, tecnologia utilizada na sua plataforma e que, com a ajuda de satélites e sensores especiais, identifica alterações moleculares em uma plantação e monitora com precisão o solo da propriedade.

Robôs - Em seguida, Ole Green falará sobre as tarefas que serão realizadas por robôs e as consequentes mudanças na agricultura durante a palestra "Robótica e implementos inteligentes na agricultura arável”. Green é engenheiro agrônomo, professor do Departamento de Agroecologia da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e fundador e CEO da Agrointelli, empresa focada na sustentabilidade da agricultura arável.

Internet das Coisas - No início da tarde, Daoud Urdu, que é pesquisador de Gestão da Informação na Universidade de Wageningen, na Holanda, abre o painel “Internet das Coisas: desafios e oportunidades”, falando sobre o desenvolvimento de Internet das Coisas para o agronegócio na Europa. Fechando a programação de palestras do primeiro dia, o gerente de Desenvolvimento de Negócios em Agronegócio Inteligente no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Fabrício Lira, fala sobre os desafios para a transformação digital no agronegócio brasileiro.

Projeto Carponis - Ainda no tema sustentabilidade, a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, Lucíola Magalhães, apresentará o Projeto Carponis: um satélite brasileiro de alta resolução operado pela Embrapa, cujas imagens são aplicadas nos estudos da produção de alimentos, fibras e energia no Brasil.

Plataformas digitais - Fechando a programação do evento, o painel “Plataformas digitais: integração e sincronização de dados”, traz o engenheiro eletrônico e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (UPS), Antônio Mauro Saraiva, para falar sobre agricultura de precisão. Em seguida, o diretor de marketing da John Deere, Cristiano Correia, ministra a palestra “Digital conduzindo decisões”, que vai debater temas como agricultura digital, conectividade e inovação no sistema de produção agrícola.

Palestras técnicas - Haverá ainda palestras técnicas em miniauditórios. A terceira edição da Digital Agro conta com mais de 40 expositores e treinamentos especializados.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA).

Sobre a Fundação ABC- A Fundação ABC é uma instituição de pesquisa agropecuária que realiza trabalhos para desenvolver e adaptar novas tecnologias, com o objetivo de melhorar as produtividades de forma sustentável aos mais de cinco mil produtores rurais filiados às cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, além dos agricultores contribuintes. O trabalho da fundação abrange uma área de 467,2 mil hectares, além de uma bacia leiteira de mais de 678 milhões de litros/ano. A instituição também realiza projetos de pesquisa com empresas privadas, por contratos de cooperação técnica, e mantém vínculos com empresas de pesquisa pública. A sede é em Castro (PR) e os cinco campos demonstrativos e experimentais ficam estrategicamente espalhados pela área de atuação. (Imprensa Frísia)

SERVIÇO

Digital Agro

11 a 13 de junho

www.digitalagro.com.br

Parque de Exposições Frísia

Anexo ao Parque Histórico de Carambeí (PR), Avenida dos Pioneiros, 4.050

 

C.VALE: Diversificar para crescer

Mais de 1.500 associados participaram de uma rodada de reuniões promovida pela diretoria da C.Vale, entre 26 de abril e 22 de maio, para estimular os associados a investir na diversificação de atividades. A cooperativa quer um número maior de produtores com novas fontes de renda para reduzir a dependência do cultivo de grãos, que enfrenta riscos climáticos permanentemente. O calendário de reuniões foi concluído, no dia 22 de maio, em Assis Chateaubriand.

Efeitos - O presidente Alfredo Lang mostrou os efeitos da estratégia de ampliação da área de atuação e da industrialização sobre o desempenho da cooperativa nos últimos 24 anos.

Preocupação - A preocupação de Lang é criar condições para que os filhos dos associados permaneçam no campo. “Com a diversificação, a renda é maior e mais garantida. Uma família, mesmo com área pequena, pode ter um bom nível de renda se investir em frangos, peixes, suínos, leite ou mandioca”, assegura. Ele explica que a industrialização beneficia não apenas os produtores diretamente envolvidos, mas todos os associados. “As sobras geradas pelas indústrias são distribuídas também entre aqueles que só produzem grãos, mesmo em outros estados”, comenta.

Vídeos - Durante as reuniões foram exibidos dez vídeos de famílias que apostaram na diversificação de atividades. (Imprensa C.Vale)

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INTEGRADA: Qual é o seu propósito?

Centenas de mulheres de diferentes regiões onde a Cooperativa Integrada está presente participaram, na última terça-feira (21/05), do 15° Encontro de Integração Feminina, em Uraí (PR). O evento reuniu cooperadas, esposas e filhas de cooperados com o objetivo de fortalecer ainda mais os laços cooperativistas disseminados pela Integrada.

Tema - Com o tema, “Seu propósito, Seu legado”, o encontro destacou a importância do propósito na vida das pessoas. Durante a abertura, o diretor presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, afirmou que cooperativismo é uma união de pessoas com objetivos semelhantes, ou seja, um propósito.

Cooperado e familiares - A cooperativa, acrescenta Hashimoto, se preocupa com os fatores econômico e social do cooperado e de toda a sua família. As mulheres têm um papel fundamental na construção do propósito da cooperativa. Ao todo, dos mais de 10 mil associados, 20% são compostos por mulheres. Hashimoto destaca que elas fazem parte do sistema cooperativista que visa prioritariamente o cooperado junto ao seu propósito.

Gratidão - Para a cooperada Olga Takako Kurachi, de Uraí, companheirismo, aprendizado e integração resumem o sentimento dela durante esta edição do Encontro Feminino. Ela afirma que o cooperativismo leva motivação e ajuda no seu propósito que é compartilhar. “O respaldo da Integrada é muito importante. Sinto segurança na comercialização da produção, tanto é que sou 100% cooperativa”, destaca Olga.

Animação - Ana Salvetti se deslocou de Ubiratã para Uraí para participar do Encontro Feminino e gostou do que viu pela animação e envolvimento do evento. Para Ana, propósito é a união das pessoas e isso o cooperativismo tem proporcionado a ela. “A Integrada representa para mim e minha família a nossa vida. Na Integrada, todos nos acolhem como se nós fossemos parentes”, observa.

Ponto alto - Um dos pontos altos do evento foi a divulgação da ganhadora do concurso Nossa Receita, Uma História, que foi criado com o objetivo de enaltecer as histórias das famílias de cooperados por meio das receitas. Elvira Ballmann, de Mercedes, foi a grande vencedora com a receita de Cuca alemã. “Esse prêmio representa a história de todas as famílias da região”, comemora.

Próximo Encontro - Como faz parte do evento, o local do próximo Encontro Feminino foi definido durante essa edição, por meio de um sorteio. As regionais Ubiratã e Goioerê, no oeste do Paraná, foram escolhidas para sediar o próximo encontro. (Imprensa Integrada)

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SICREDI: Inclusão de jovens nas instituições financeiras cooperativas é desafio global

Um mundo sem barreiras, sem preconceito, sem divisão. Esse é o sonho das pessoas que participaram do 2º Summit dos Comitês Jovem do Sicredi nos dias 21 e 22 de maio, em Curitiba. O evento, que contou com a participação de representantes de dez países, promoveu um profundo debate sobre o desafio das instituições financeiras cooperativas no processo de inclusão dos jovens em todo o mundo.

Inclusão - Durante a abertura, o presidente nacional do Sicredi, Manfred Dasenbrock, e o diretor executivo da Central Sicredi PR/SP/RJ, Maroan Tohmé, reforçaram a importância da inclusão dos jovens nos processos de decisão das cooperativas, que valorizam a inclusão social e a gestão democrática. "O cooperativismo é um instrumento da paz. É um movimento de todos. Somos acolhedores e procuramos não deixar ninguém pelo caminho. Isso nos faz melhores, mais humanos", disseram.

Desafio global - O aumento da participação dos jovens nas cooperativas de crédito é um desafio global capitaneado pelo WOCCU - World Council of Credit Unions (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito). Para atingir esse objetivo a entidade motiva as instituições financeiras cooperativas de todo o mundo por meio do Steering Committee of Wycup (World Council Young Credit Union Professionals – Conselho Jovem Mundial das Cooperativas de Crédito).

Projetos - E foi sobre esse trabalho que o presidente do WOCCU, Steve Stapp, falou logo na abertura do evento. Ele apresentou os principais desafios e os projetos de inclusão e diversidade promovidos pelas cooperativas de crédito ao redor do mundo, em países como Haiti, Ucrânia e Quênia. "Temos grandes barreiras para superar, algumas regionais e outras globais. Mas também temos oportunidades que surgem em meio a esses desafios, como a mudança do clima, a inclusão de jovens e mulheres, que desenvolvemos por meio dos nossas redes globais, e as mudanças da tecnologia", destacou.

Consciência e disposição - Para ele, "a contribuição depende puramente de nossa consciência e nossa disposição de suplicar aos necessitados, mostrar vulnerabilidade e aceitar o apoio de outros, compartilhar sem esperar o crédito, dar tudo de nós e permitir que nosso trabalho duro contribua para o resultado. Por fim, entender que esse controle só pode ser alcançado com uma responsabilidade compartilhada".

Programa - Em seguida, Paul Treinen falou sobre o Programa de desenvolvimento dos jovens cooperativistas - World Young Credit Union People (WYCUP). Atualmente, 671 jovens de 39 países participam das iniciativas do Conselho Mundial. No Summit do Sicredi marcaram presença representantes de Angola, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Síria e Vaticano - demonstrando parte dessa amplitude.

Formas de participação - Gisele Gomes, que é membro do Steering Committee do Wycup (World Council Young Credit Union Professionals – Conselho Jovem Mundial das Cooperativas de Crédito), apresentou as formas de os jovens cooperativistas participarem do WYCUP, apresentando alguns cases de anos anteriores. "Temos uma enorme capacidade de mudar o mundo. Basta darmos o primeiro passo", disse.

Diversidade - Na tarde do primeiro dia de Summit, a advogada e diretora da Vancity Credit Union, cooperativa de crédito baseada na cidade de Vancouver, no Canadá, Niki Sharma, falou sobre a importância de ampliar a visão de diversidade nas cooperativas. "Precisamos realmente ampliar nossa visão e incluir pessoas diferentes na gestão dos nossos negócios. Só vamos melhorar o mundo se pararmos de rotular as pessoas. Quem tem etiqueta é roupa", alertou.

Mesma linha- O psicopedagogo e professor de teologia Enrique Palmeyro seguiu na mesma linha da equalidade, ao apresentar o projeto “Scholas Occurrentes dei Vaticano”, do qual é diretor global. O projeto de autoria do Papa Francisco realça a importância de uma visão integrada de esporte e arte na educação e os participantes do Summit Jovem puderam conhecer alguns exemplos inspiradores.

Discussões temáticas - No segundo dia de evento foram promovidas discussões temáticas dentro do painel “15x15”, que contou com a participação de jovens destaques em assuntos relacionados à liderança e diversidade - entre eles a síria Myria Tokmaji, a empreendedora e autora do livro Mulheres Positivas, Fabiana Saad, e o artista e ativista Kenni Rogers.

Fechamento - O fechamento ficou por conta do fundador do ProjectHub, Lucas Foster, que falou sobre liderança criativa. Ele lembrou que as nações mais competitivas mandam no mundo. "Precisamos nos tornar mais criativos para seguir os exemplos de Suíça, Estados Unidos, Singapura, Israel e outros. Lá os profissionais são mais resilientes, qualificados e inovadores. Estamos muito atrasados em relação a isso. A única virtude que temos na matriz de medida da competitividade é o tamanho do nosso mercado. De resto estamos atrás", lamentou.

Caminhos - Lucas apontou alguns caminhos para o Brasil evoluir: "Temos que estimular a colaboração, a pesquisa e o desenvolvimento e, principalmente, os investimentos para sermos sustentáveis - economicamente, socialmente e ambientalmente". Segundo ele, a iniciativa do Sicredi de realizar o Summit Jovem é importantíssima, pois estimula novos líderes a serem protagonistas dessas mudanças necessárias. "Afinal, quem tem acesso e tem relacionamento, nunca vai andar sozinho", finalizou.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: Associados são contemplados em Campanha de Poupança

sicredi vale piquiri 24 05 2019"Vem pro Sicredi Poupar" é a quarta edição da Campanha de Poupança do Sicredi que tem por finalidade incentivar e reforçar o conceito de educação financeira, por meio de reservas que garantam segurança e tranquilidade para o futuro.

Contemplados - Até o momento, cinco associados da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP já foram contemplados nos sorteios dos prêmios de R$ 2 mil. Eles residem nos municípios de São Jorge do Patrocínio, Palotina, Nova Cantú, Rancho Alegre d’Oeste e Goioerê.

Sorteios - A Campanha está realizando sorteios semanais de 10 prêmios de R$ 2 mil, um sorteio mensal de R$ 50 mil e o prêmio final de R$ 500 mil, entregue em dezembro de 2019. Nos nove meses de campanha, a soma de prêmios distribuídos chega a R$ 1,5 milhão.

Participação - Para participar é muito simples: a cada R$ 100 de incremento líquido na poupança do associado, um número da sorte será distribuído – se as aplicações forem na modalidade programada (quando há o débito programado mensal para conta poupança do associado), dobra-se a chance de ganhar.

Sobre a Campanha - Promovida pela Central Sicredi PR/SP/RJ, a campanha visa instruir o brasileiro a economizar parte dos recursos para realizar os seus sonhos. E o associado da instituição financeira cooperativa tem, neste ano, o incentivo do músico e ator Evandro Mesquita. Em uma adaptação da famosa música da banda de rock Blitz “Você Não Soube Me Amar”, o slogan é “Vem pro Sicredi Poupar, Vem pro Sicredi ganhar”. A campanha está sendo veiculada em rádio, TV, veículos impressos e na internet, além de contar com divulgação nas agências e nas cidades do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro onde a instituição financeira cooperativa atua.

Benefícios - Dentro do sistema cooperativo, o ato de investir é benéfico para o associado e para a comunidade, visto que esses recursos subsidiam a concessão de crédito regional, gerando um ciclo virtuoso para a economia. Além disso, para o associado, quanto mais recursos estiverem investidos, maior será a sua participação nos resultados obtidos pela instituição financeira cooperativa. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

SICOOB UNICOOB: Dirigentes visitam o Vale do Silício

sicoob unicoob 24 05 2019Muito tem se falado no mercado a respeito da cultura da inovação e como ela se apresenta como um diferencial competitivo para as organizações. Pensando nisso, no início de maio, representantes das cooperativas do Sicoob Unicoob embarcaram rumo a uma semana de profundo aprendizado no ambiente mais inovador do planeta, o Vale do Silício.

Negócios, network e aprendizagem - Foram cinco dias intensos voltados à negócios, network e aprendizagem na região da baía de São Francisco, na Califórnia (EUA), onde estão situadas a maioria das grandes empresas de alta tecnologia e startups que transformaram o mundo nas últimas décadas.

Grandes empresas - Durante a jornada, os presidentes, dirigentes e executivos conheceram a sede de grandes empresas como Facebook, Google, Apple, Uber, além da Universidade de Stanford e da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Além das visitas, o grupo assistiu a palestras, participou de debates e workshops interativos com alguns dos melhores professores universitários dos Estados Unidos.

Novas perspectivas - Para o conselheiro do Sicoob Ouro Verde, Wilson Geraldo Cavina, a experiência proporcionou novas perspectivas para os participantes. “Tenho certeza que voltamos muito mais ricos de conhecimento do que fomos. Acredito que conhecimento é algo muito importante e à medida que juntamos isso e compartilhamos com os outros, podemos melhorar ainda mais o Sicoob”, ressalta.

Mais participantes - Participaram também da viagem representantes da Central Unicoob, do Bancoob, Sicoob Confederação, Unicoob Corretora e Sancor Seguros. “Passamos momentos inesquecíveis juntos, tanto de aprendizado quando de relacionamento interpessoal, em que podemos compartilhar conhecimentos. Essa missão foi uma agenda importantíssima para nos proporcionar uma mudança de mindset e transformação cultural. Precisamos agora colocar nossos aprendizados em verdadeiras ações”, destaca o diretor de tecnologia do Sicoob Confederação, Antônio Vilaça Júnior.

Apoio - A missão do Sicoob Unicoob no Vale do Silício contou com o apoio da Ocepar e foi organizada pela StarSe, empresa reconhecida no mercado por desenvolver elo entre startups, empresas nacionais e o Vale do Silício, por meio de viagens e missões totalmente voltadas a negócio. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB NOROESTE DO PR: Câmara de Rondon concede moção de aplauso às ações de voluntariado da cooperativa

sicoob noroeste pr 24 05 2019A Câmara de Vereadores de Rondon entregou no último dia 20, durante reunião ordinária, a moção de aplauso ao voluntariado do Sicoob Noroeste do Paraná. A homenagem foi proposta pelo vereador Edson Roberto Rocha e aprovada por unanimidade, devido aos relevantes serviços prestados à comunidade pela cooperativa.

Empenho - Em seu pronunciamento, o vereador ressaltou o empenho e a atuação do Sicoob em ações beneficentes em datas como Dia da Mulher, Páscoa Solidária, Dia das Crianças e Natal. “Pelos relevantes serviços prestados ao desenvolvimento social e humanitário, o reconhecimento dessa Casa de Leis”, diz um trecho da moção.

Ação coletiva - Coordenadora do projeto, a professora universitária Ronalda Neves Cargnin, recebeu a moção em nome do grupo e destacou que o voluntariado é uma ação coletiva, fruto do trabalho de diretores, funcionários da cooperativa e seus familiares, que doam parte do tempo livre para fazer o bem.

Agradecimento - Também participando da cerimônia, o presidente do Sicoob Noroeste do Paraná, Rafael Benjamim Cargnin Filho, fez agradecimentos aos voluntários. “De forma especial agradeço à Câmara de Vereadores pelo reconhecimento ao grupo de voluntários. Aproveito para reiterar o empenho especial pelo sétimo princípio do cooperativismo, que é o interesse pela comunidade”, ressalta.

Atuação - O voluntariado atua em todas as cidades onde o Sicoob Noroeste do Paraná tem agências, sendo elas Alto Paraná, Loanda, Nova Esperança, Nova Londrina, Paranavaí, Presidente Castelo Branco, Rondon, São Carlos do Ivaí e Terra Rica.

Paranavaí - No ano passado o Voluntariado do Sicoob Noroeste do Paraná recebeu igual honraria concedida pela Câmara de Vereadores de Paranavaí. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

INSTITUTO SICOOB: Palestras sobre educação financeira são promovidas em Corbélia

instituto sicoob 24 05 2019Cumprindo o 7º princípio do cooperativismo, que é o interesse pela comunidade, o Instituto Sicoob e o Sicoob Credicapital realizaram nos dias 13 e 14 de maio palestras sobre Educação Financeira em duas escolas de Corbélia.

Gerentes e voluntários - O tema foi abordado pelos gerentes da cooperativa e voluntários do Instituto Sicoob, Franciane Camila Rozzini Citon e Adriano Douglas Platau, que falaram sobre planejamento financeiro familiar, despesas domésticas, consumismo e influência da mídia. Cerca de 110 alunos do Colégio Estadual Amâncio Moro e 50 alunos da Escola Municipal São José participaram dos eventos.

Gratificante - Segundo Franciane, foi gratificante levar uma reflexão aos alunos sobre o consumismo e mostrar a importância do planejamento financeiro familiar na qualidade de vida e na realização de sonhos. “As crianças foram muito participativas e demonstraram grande interesse em colaborar com seus pais no orçamento doméstico. Percebemos que esse assunto está sendo cada vez mais abordado nas escolas e dentro de casa”, explica. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

UNIMED LONDRINA: Colunista da CBN, Teco Medina, apresenta palestra sobre economia e investimento

O colunista da CBN, Luiz Gustavo Medina, conhecido também como Teco Medina, apresenta na próxima quarta-feira (29/05), a palestra "O Crescimento na Economia Brasileira e as Novas Perspectivas de Investimento". O evento será no auditório da sede administrativa da Unimed Londrina e destinado a médicos cooperados da operadora de planos de saúde.

Perspectivas - Medina irá discutir as perspectivas da economia do país e analisará os projetos da pauta econômica do novo governo. Além disso, ele dará orientações sobre como fazer render os investimentos. "Vou mostrar o que está acontecendo, o que vai acontecer e como será possível ganhar dinheiro com isso", explica.

Propostas - Segundo o colunista, as propostas do governo são boas, mas dependem da articulação para "tirá-las do papel". "O governo começou com a agenda muito boa, mas mantém o desempenho atrapalhado", analisa.

Formação - Teco Medina é formado em Finanças pelo Insper. Ele atua no mercado financeiro há mais de 20 anos e é colunista na CBN, emissora onde co-apresenta os programas Fim de Expediente e Hora de Expediente. Medina é autor dos livros "Investindo em Ações - Os Primeiros Passos", "Investindo sem Erro" e "Investindo no Futuro". (Imprensa Unimed Londrina)

COAMO: Regional Oeste será neste sábado com 84 equipes e mais de 1,2 mil atletas e dirigentes

coamo 24 05 2019Neste sábado (25/05), será a vez da bola rolar nos campos da Arcam em Toledo, Vila Nova, Tupãssi, São Pedro do Iguaçu, Goioerê e Juranda na Regional Oeste da Copa Coamo de Cooperados – Futebol Suíço 2019. Serão 84 equipes e mais de 1,2 mil cooperados em campo, entre atletas e dirigentes.

Equipes - A etapa de Toledo conta com 19 equipes, sendo 12 de Toledo, cinco de Dez de Maio e dois de Dois Irmãos. Em São Pedro Iguaçu são 11 times com integrantes de Ouro Verde do Oeste. A Arcam de Vila Nova receberá 12 equipes, sendo cinco local e sete de Nova Santa Rosa. Em Tupãssi são 16 times inscritos, sete são da Unidade, quatro de Brasilândia do Sul e cinco de Bragantina. Goioerê conta com 13 participantes, sendo três deles de Goioerê, quatro de Moreira Sales, três de Mariluz, dois de Quarto Centenário e dois de Rancho Alegre do Oeste. Em Juranda participam 13 equipes.

Integração e festa do cooperativismo - “A exemplo das duas primeiras regionais que foram um sucesso, temos certeza que na Regional Oeste, novamente, a integração e a festa do cooperativismo serão pontos fortes deste grande projeto de esporte e lazer, que vem sendo sucesso desde 1993 na sua primeira edição”, explica o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini.

Equipes em Toledo - Os Pia da Bola, Sangua Guarani, Tapurina, Bue Cae e Amigos, Bom Vista Alegre, Gramado e Cia, Xaxim, Concordia B, Concordia A, Linha São Paulo, Real Santo Antonio e Novo Sobradinho. Dez de Maio: Unidos Dez de Maio, 14 de Dezembro, Linha Angola, G.O. Lola e Concordia do Oeste – Dez de Maio. Dois Irmãos: Dois Irmãos A e Dois Irmãos B.

Equipes em São Pedro do Iguaçu - Benzoato, Amargoso sobre Controle, Operários da Bola, São Francisco/Marcos III, AAFASPI, Time da Costela e Vera Cruz do Oeste. Ouro Verde do Oeste: Ouro Verde A, Ouro Verde B, Ouro Verde C e Ouro Verde D.

Equipes em Vila Nova - Lajeado, Vila Nova, 18 de Abril, Linha Dois Marcos e Giacomini. Nova Santa Rosa: Os Habilidosos, Sítio Querência, Linha Pietrowski, Os Invictos, Unidos Venceremos, Unidos pelo Costelão e Linha Sanga Vera.

Equipes em Tupãssi - Ramal Iaranay, Os Dragrão, Canarinho Futebol Clube, Palmitopolis, Terra da Mãe de Deus, Fica Gelo e Rio do Peixe. Bragantina: Barcelona de Bragantina, São Francisco, Ouro Preto, PSG Santa Inês e Eng. Azaury. Brasilândia do Sul e Paulistânia: Equipe Talentos, Brasilândia, Brasilândia/Terra Nova e Paulistânia/Piquiri.

Equipes em Goioerê - Atlético Goioerê e Equipe Acácia. Mariluz: Esporte Club Sabatini Mariluz, JB da 18 e Ta-lento. Rancho Alegre: Rancho Alegre II e Equipe Rancho I. Quarto Centenário: Equipe Nova Aurora e Bandeirante Do Oeste. Moreira Sales: Arenito Caiuá, Soja Brasil, Fazenda Minha Morada e Vila Gianelo.

Equipes em Juranda - Paulista A, Paulista B, Pé de Galinha, Maccagnann, Santa Luzia, Santo Antonio, 13 de Maio, Grupo União, Os Miozão, Balança Rede, Carajá, São Roque e Associação Molina. (Imprensa Coamo)

 

TRANSPORTES: ANTT ainda enfrenta resistência na discussão sobre frete rodoviário

A aposta da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em contratar a EsalqLog/USP para conseguir pacificar os ânimos dos caminhoneiros e do setor produtivo, apresentando estudos técnicos sobre o custo do frete rodoviário no Brasil, ainda não mostrou o resultado esperado. Na última sessão pública para discutir o assunto, a agência recebeu de pedidos de ajustes pontuais nos números até o banimento de qualquer indicação do valor de referência para frete rodoviário país.

Condições de trabalho - Uma das lideranças da greve dos caminhoneiros que paralisou o país há um ano, Wallace Landim, o Chorão, ainda se queixa das condições de trabalho, apesar da vigência do tabelamento do frete. “Estamos na UTI, precisamos buscar esse remédio o mais rápido possível", disse o representante dos caminhoneiros autônomos.

Trabalhadores - De maneira geral, Chorão apoiou a iniciativa da agência de estabelecer valores de piso mínimo do frete, baseados nos custos envolvidos no serviço e em substituição ao simples tabelamento de preço. Ele, no entanto, contestou alguns dos números, como a velocidade média dos caminhões apontada pelo estudo da EsalqLog de 75 KM/h, que deveria ser de até 55 KM/h.

Carga horária - Além da velocidade, o líder dos caminhoneiros questionou a definição de carga horária útil de 210 horas por mês, relacionado a 21 dias. Para a categoria, deveria ser considerado até 180 horas.

Termo - Durante a sessão, os caminhoneiros repreenderam os colegas que falavam em “tabelamento” em vez de usar a expressão “piso mínimo”. A rejeição ao termo não foi à toa. Os próprios líderes dos caminhoneiros admitiram que essa foi a questão que levou entidades do setor produtivo a questionar a constitucionalidade da política nacional de piso mínimo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Indústria - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltou a condenar qualquer tipo de valor de referência para o frete. Além disso, a entidade também defendeu a busca de soluções para eliminar os intermediadores da contratação do frete. O gerente-executivo da CNI, Pablo Cesário, deu o exemplo do custo de frete cobrado de Salvador a São Paulo, que chega a R$ 12 mil. Segundo ele, o caminhoneiro fica com R$ 4 mil para arcar com os custos, enquanto os R$ 8 mil restantes vão para os atravessadores que atuam nas dificuldades da categoria em atender às exigências de contratação no mercado e às burocracias da própria ANTT.

CNPJ - Cesário informou que o caminhoneiro não consegue ter um CNPJ para fazer a contratação direta. Ele disse que um trabalhador da categoria precisaria ser enquadrado, por exemplo, como um microempreendedor individual (MEI), mas seu faturamento mensal extrapola o limite de R$ 5 mil. É comum o valor chegar a R$ 10 mil, principalmente devido aos custos do serviço — como o gasto com óleo diesel.

Ajustes - Entidades do setor agropecuário também apresentaram pedidos de ajustes ao estudo da EsalqLog. Um dos representantes defendeu que a modalidade de frete de ovos, pintos e leitões, caracterizada pelo uso de veículos adaptados para atender a cuidados sanitários, não foi contemplada pela metodologia. O tempo médio de carga e descarga foi definido em seis horas, enquanto o segmento leva apenas duas horas e, em alguns casos, cinco minutos para realizar uma entrega. “A produtividade que o setor conseguiu durante décadas está sendo destruída”, que queixou um dos representantes.

Transporte rodoviário - A Câmara Temática de Granéis e Sólidos (CTGS) também reclamou que sua modalidade de transporte rodoviário ficou de fora. Na audiência pública, a entidade registrou que o segmento, com faturamento anual de R$ 3,55 bilhões, responde pela movimentação de 55 milhões toneladas por ano por meio de 7,2 mil caminhões.

Setores - Entre os setores que se queixaram por não serem atendidos pelos pisos mínimos da Esalq estão os de produtos de limpeza e transporte de vidro. O mercado de fertilizante reclamou de subsidiar, por meio do novo valor mínimo do frete, outros setores.

Novo movimento - Para elevar a pressão sobre a ANTT, alguns representantes dos caminhoneiros autônomos falavam em risco de deflagrar novo movimento de greve a partir do dia 20 de julho, data-limite para a agência publicar a resolução com os novos valores do piso mínimo.

Questionamento - O diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) Edeon Vaz Ferreira fez um balanço resumido de um ano de tabelamento do frete. “Podemos observar que o setor produtivo pagou mais e o caminhoneiro autônomo teve redução de renda. Onde foi parar isso?”, questionou.

Prejudicados - Ferreira considera que os caminhoneiros são os mais prejudicados. “O que nós estamos assistindo é o setor produtivo procurando alternativas. A cabotagem, que é a navegação pela costa brasileira, cresceu 20%; o transporte ferroviário, no geral, cresceu 15%; e ainda aumentou o número de caminhões adquiridos de 2017 para 2018, foram mais de 20 mil. Muitas empresas privadas e tradings estão comprando frotas”, disse. “Será que isso não está complicando a vida do caminhoneiro?”, ponderou ao defender o fim do tabelamento. (Valor Econômico)

GRÃOS: Safra do PR poderá chegar a 37 milhões de toneladas

graos 24 05 2019Relatório da safra 2018/2019 divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, mostra que a produção paranaense de grãos pode chegar a 37,1 milhões de toneladas, uma variação positiva de 5% em relação à safra anterior.

Milho - Segundo o Deral, o milho pode representar 17% do total nacional na safra 2018/2019. O Estado ocupa a segunda posição no ranking brasileiro de produção do grão, que é de aproximadamente 95 milhões de toneladas.

Pequenas variações - De maneira geral, as estimativas mostraram pequenas variações na comparação com o mês passado, com redução de 12% na produção de grãos de verão, por força da perda da safra de soja. Além disso, reduziu a expectativa de produção do milho safrinha, mas mesmo assim deve superar 13 milhões de toneladas.

Trigo - Com a relação à cultura do trigo, a área de plantio confirmou-se menor em relação à safra passada. “Porém, as estimativas em termos de produção de grãos desta safra ainda superam a do ano anterior”, diz o chefe do Deral, Salatiel Turra.

Representativa - Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a safra paranaense ainda pode ser representativa. “Mesmo nesse contexto difícil, com clima bastante estável neste ano, temos uma avaliação positiva da nossa safra, na mesma linha da safra brasileira, que tende a ser a segunda maior da história”, disse. Segundo ele, o Paraná teve sua maior produção agrícola na safra 16/17 e, desde então, problemas climáticos afetaram os melhores desempenhos. “Mas temos uma produção digna do esforço dos nossos agricultores”, acrescentou.

Milho segunda safra - O Norte do Estado está em alerta com uma estimativa de produção que pode ficar abaixo da média, em decorrência da falta de chuva. Por outro lado, as demais regiões do Paraná estão acima da média.

Segunda safra - A expectativa para a segunda safra de milho é de 13 milhões de toneladas, 42% superior à do ano passado, com a área mantendo-se em 2,2 milhões de hectares, um avanço de 7% na comparação com a safra anterior, quando atingiu 2,1 milhões de hectares.

Satisfatória - Mesmo com o impacto causado pelo clima na região Norte nos últimos dias, a produção total de milho ainda tende a ser satisfatória, chegando a 16 milhões de toneladas. A safra 17/18 atingiu 12 milhões de toneladas. “Isso corrobora com o cenário brasileiro, que também tem uma estimativa positiva, em torno de 90 a 95 milhões de toneladas”, explica o técnico do Deral Edmar Gervásio.

Queda - Os preços registraram queda de 20%. Hoje, a saca de 60 kg de milho no mercado interno é comercializada por R$ 25,00. No mesmo período do ano passado, o valor era de R$ 32,00. “A oferta do cereal está grande não só no Paraná, mas no Brasil como um todo, e isso pressiona os preços no mercado interno. O preço para o produtor está baixo, mas no mercado internacional está alto”, diz Gervásio.

Preço médio - No entanto, o preço médio deste ano é considerado estável até o momento. Na comparação entre os cinco primeiros meses de 2019 e a média de 2018, o valor está em R$ 28,00. “No cenário da comercialização, se o produtor tiver uma venda satisfatória, mantém a média de R$ 28,00. Há um atraso significativo no plantio norte-americano, e isso tem impacto nos preços”, afirma o técnico.

Insegurança - Ele diz que a insegurança dos produtores quanto aos preços pode causar um atraso maior na comercialização do milho, que já está lenta para o período, já que os valores não estão vantajosos como no ano passado.

Soja - O relatório do Deral confirma as projeções de área e produção para a soja paranaense de 16,2 milhões de toneladas, com previsão de quebra de 17%, aproximadamente 3,4 milhões de toneladas. O excesso de calor e a falta de chuva foram determinantes para esse índice, diz o relatório.

Expectativa de melhora - A comercialização está próxima de 52%, o que equivale a pouco mais de 8 milhões de toneladas. No mesmo período do ano passado, o índice era de 61%. Isso comprova que o produtor de soja freou a venda na expectativa de melhora nos preços.

Preço internacional - Tanto o atraso no plantio norte-americano quanto o impasse comercial entre Estados Unidos e China contribuíram para a queda do preço internacional, com impacto no mercado nacional. Nos últimos dias, as indefinições político-econômicas no Brasil mantiveram o dólar em valores mais altos. Esse cenário favorece os exportadores, mas não indica necessariamente um bom preço no mercado internacional.

Indefinição - “Ainda não há definição para a próxima safra brasileira”, diz o economista do Deral Marcelo Garrido. Os produtores decidem entre junho e julho quando iniciar o plantio. “A expectativa para a próxima safra depende do plantio nos EUA. A tendência é que o produtor aguarde a definição da área norte-americana. Os próximos 40 dias são determinantes para a decisão”, afirma.

Valor - Na semana passada, os preços registraram queda de 12% comparativamente ao mesmo período de 2018. Atualmente, a saca de 60 kg de soja é comercializada por R$ 66,00.

Feijão segunda safra - O feijão da segunda safra está 50% colhido e a estimativa é de uma área 8% maior à do ano passado, chegando a 230,6 mil hectares. Cerca de 76% das lavouras apresentam boa qualidade. Na região Sudoeste, no entanto, a chuva dos últimos dias deve trazer perdas, mas não muito acentuadas.

Produtividade - A produção, inicialmente projetada em 430 mil toneladas, reduziu para 409 mil toneladas, mas houve aumento de 33% de aumento na produtividade esse ano, com relação ao ano passado.

Colheita - A colheita está adiantada, pois o tempo tem colaborado. De acordo com as previsões do Deral, essa colheita vai se estender até os primeiros dias de junho, pois, se não chover, deve se intensificar.

Recuperação - A estimativa de produção da segunda safra mostra um aumento de 47% em comparação com o ano anterior - de 278 mil toneladas para 408,7 mil toneladas. “Esse aumento representa uma recuperação da produção após a quebra de 25% registrada na primeira safra por problemas climáticos, e consequente aumento nos preços. Agora, está acontecendo o inverso: com oferta maior, preços devem cair”, explica o economista do Deral, Methodio Groxko.

Comercialização - Não houve alteração significativa nos preços na comparação com a safra passada. Hoje, a saca de 60 kg de feijão-preto é comercializada por R$ 115,00. No mesmo período de 2018, o valor era R$ 116,00. No feijão de cor, a diferença é de R$ 27 de 2018 para 2019. Neste ano, a saca de 60 kg é comercializada por R$ 130.

Trigo - Tanto a área quanto a produção de trigo mantiveram os índices anteriores. A estimativa de área está em um milhão de hectares, e a produção esperada para a safra 18/19 é de 3,2 milhões de toneladas. Cerca de 60% da área está plantada até o momento, resultado bastante superior ao do ano passado, quando a seca atrasou o plantio.

Custo - A saca de 60 kg de trigo é comercializada a R$ 46,50, preço 10% superior ao mesmo período de 2018. Porém, o custo também teve um aumento significativo, gerando uma redução de área de 9%, na comparação com a safra passada. A rentabilidade também melhorou. Porém, como a colheita não começou, não há confirmação sobre a continuidade dos preços. “O cenário ainda é incerto. O impasse entre o EUA e a China e o atraso no plantio norte-americano são fatores que podem ajudar o preço do trigo e de outras commodities”, explica o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Winckler Godinho, do Deral.

Cevada - O Paraná é o maior produtor de cevada do Brasil. Os dados do relatório mensal mostram que área segue semelhante à safra 17/18-56 mil hectares, mas a produção deve aumentar 16%, de acordo com o engenheiro agrônomo do Deral, Rogério Nogueira.

Maior - Na safra passada, foram produzidas 220 mil toneladas. Agora, a estimativa de produção é de 255 mil. Cerca de 31% da produção já está comercializada, especialmente no município de Guarapuava, principal produtor. Lá, os agricultores já comercializaram 50% da produção. O plantio começa em junho. (Agência de Notícias do Paraná)

 

IPCA-15: Prévia da inflação oficial é de 0,35% em maio

ipca 24 05 2019O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, registrou 0,35% em maio deste ano.

Resultado inferior - O resultado é inferior ao de abril (0,72%), mas superior ao de maio de 2018 (0,14%). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, essa é a maior variação do IPCA-15 para um mês de maio desde 2016 (0,86%).

Acumulado - O IPCA-15 acumula 2,27% no ano e 4,93% em 12 meses, acima dos 4,71% observados nos 12 meses imediatamente anteriores, informou o IBGE.

Responsáveis - Os principais responsáveis pela inflação de 0,35% da prévia de maio foram os transportes, com taxa de 0,65%, saúde e cuidados pessoais, com alta de preços de 1,01% no período.

Saúde - A inflação da saúde e cuidados pessoais foi influenciada por altas de 2,03% no preço dos remédios, de 0,8% nos planos de saúde e de 2,61% nos artigos de higiene pessoal.

Transportes - Já entre os transportes, os principais itens que influenciaram a inflação foram gasolina (3,29%) e etanol (4%), além dos ônibus urbanos (0,54%).

Alimentos e educação - Os alimentos e os gastos com educação não tiveram variação de preços, enquanto comunicação e artigos de residência anotaram deflação (queda de preços), de 0,04% e de 0,36%, respectivamente.

Demais grupos- Os demais grupos de despesa tiveram as seguintes taxas de inflação: habitação (0,55%), vestuário (0,38%) e despesas pessoais (0,16%). (Agência Brasil)

 

Ipea: Inflação de 2019 não deve extrapolar meta

economia 24 05 2019A inflação medida pelo IPCA em 2019 não deve extrapolar a meta estabelecida pelo governo, de 4,25%. A projeção é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que publicou nesta quinta-feira (23/05) nova edição da Carta de Conjuntura. Segundo o texto, nos últimos 12 meses, a inflação foi de 4,08%.

Alimentos e combustíveis - Apesar de manter-se na meta, o documento assinala preocupação com impacto do aumento de preço dos alimentos e com custo dos combustíveis. “O comportamento dos preços dos alimentos, que acumulam alta de 9,1% nos últimos 12 meses, encerrados em abril, foi o principal determinante da revisão de 3,85% (divulgado em março na Carta de Conjuntura) para 4,08% da projeção para o IPCA de 2019”.

Menor poder aquisitivo - O aumento do preço dos alimentos preocupa os economistas impacta mais as classes com menor poder aquisitivo. “São alimentos de subsistência, muito importantes para o consumo da população”, aponta a economista Maria Andréia Parente Lameiras, técnica de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea.

Desemprego e falta de escolaridade - “A população mais pobre é que está mais sofrendo com desemprego, menos escolarizada, que está há mais tempo procurando trabalho. Ainda são a faixa que tem a inflação maior e tem poder aquisitivo mais corroído. Assim, a situação fica pior ainda”, disse a especialista

Oferta menor - Segundo ela, a alta inflação dos preços dos alimentos – em especial, o feijão, a batata e o tomate – foi causada por diminuição da oferta em razão do regime de chuva de março e abril.

Cenário internacional - No caso dos combustíveis, o problema está fora do Brasil. “Os preços de combustíveis acompanham o cenário internacional, que assiste movimento de alta no preço do barril de petróleo”. Maria Andréia lembra que o ambiente de guerra comercial entre Estados Unidos e China impacta todo o comércio internacional, e que uma eventual guerra entre os EUA e o Irã pode piorar a situação. “Aí vai ser alta no preço do barril do petróleo na veia”, prevê.

Dólar - A economista lembra que internamente a alta do dólar também força aumento dos combustíveis. Ela alerta que a indefinição do encaminhamento da reforma da Previdência favorece a apreciação do câmbio e impacta o preço de produtos importados como a gasolina refinada.

Incerteza - A incerteza do encaminhamento das reformas pode afetar o crescimento econômico por dissuadir investimentos e não gerar empregos. Nesse cenário, os preços tendem a não aumentar. “O preço está ligado à oferta, mas também à demanda. Não estamos vendo a demanda com chance de recuperação. Há 13 milhões de pessoas desempregados. Se essas pessoas não consomem não tem como ajustar preço”, explicou a economista.

Projeções reduzidas - De acordo com a Carta de Conjuntura, a piora recente da atividade econômica reduziu projeções para a inflação de bens livres (exceto alimentos) de 1,7% para 1,2%, e para o setor de serviços, (excluindo educação) de 3,7% para 3,5%. (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL: França promete endurecer negociação UE-Mercosul

O governo francês precisou mostrar dureza nesta quinta-feira (23/05) formalmente sobre um acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, numa demonstração de como o tema se tornou politicamente sensível às vésperas da eleição para o Parlamento Europeu. O ministro da Agricultura, Didier Guillaume, divulgou comunicado "reafirmando a posição clara e firme" da França sobre as negociações entre os dois blocos, diante de sinalizações de que o acordo estaria próximo de ser fechado.

Interesse dos franceses - "A França não ratificará nenhum acordo que prejudique os interesses dos agricultores e consumidores franceses, as exigências de qualidade sanitária e alimentar de padrões europeus, e nossos engajamentos ambientais do Acordo de Paris [de combate a mudanças climáticas]."

Posição - O representante francês acrescenta que o presidente Emmanuel Macron "já conversou com o presidente Juncker [JeanClaude Juncker, da Comissão Europeia] e reafirmou a ele claramente essa posição". Completa dizendo que Macron já tinha manifestado essa mesma "firmeza" em relação a negociações comerciais entre a UE e os Estados Unidos há algumas semanas.

Sem negociação - Na verdade, se houver realmente acordo, tudo o que os franceses mencionam estará contemplado. Não há sequer negociação de padrão sanitário, pois deve vigorar o que já é adotado hoje nas relações entre o Mercosul e a Europa. Além disso, o presidente Jair Bolsonaro já afirmou que o Brasil continuará no acordo do clima.

Reação - Mas, na França, a reação às negociações prossegue. Na segunda-feira (20/05) à noite, em debate na TV francesa entre representantes de partidos que participarão da eleição ao Parlamento Europeu, François Bayrou, em nome da coalizão no poder na França, já tinha reagido explicitamente a um acordo da UE com o Mercosul, insistindo nos mesmos pontos mencionado pelo ministro da Agricultura.

Protecionismo - Bayrou falou da "posição firme" do governo francês diante dos ataques vindos sobretudo da extrema-direita representada por Marine Le Pen. Tanto ela como uma representante do partido "La France insoumise", de esquerda, sugeriram diferentes formas de protecionismo para defender a agricultura francesa.

Declarações - A agitação na França em relação a um acordo UE-Mercosul aumentou agora também após declarações nesta semana da comissária europeia Cecilia Malmström. Ela afirmou que a Comissão Europeia poderia fechar o acordo com o Mercosul antes do fim de seu mandato, em outubro. E sinalizou que as próximas discussões entre os dois blocos, em junho ou julho, poderiam ser elevadas ao mais alto nível político, indicando que uma conclusão do entendimento seria iminente.

Tendência - Existe uma clara tendência protecionista nos mercados desenvolvidos. Nos EUA, os ataques de Donald Trump contra a China ainda são considerados tímidos pelos democratas.

Direção - Poucos países estão hoje na outra direção, de abertura comercial. Um deles é o Brasil, que promete reduzir gradualmente barreiras, mesmo no cenário atual, porque a equipe econômica julga necessária para modernizar e integrar mais a economia ao resto do mundo.

Maior acordo - A negociação UE-Mercosul, uma vez concluída, será o maior acordo de livre-comércio até agora assinado pelos europeus. As discussões já duram 20 anos. E Macron, que chegou ao poder em 2017 como liberal na França, encontra-se numa posição hoje particularmente vulnerável, depois das agitações de rua pedindo sua demissão. (Valor Econômico)

OCDE: EUA formalizam apoio, mas ingresso do Brasil na Organização ainda não tem data

ocde 24 05 2019Os Estados Unidos formalizaram nesta quinta-feira (23/05), em Paris, o apoio à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo fonte do governo brasileiro. O apoio formal foi anunciado na reunião ministerial entre os 36 países-membros da entidade.

Pedido - O Brasil apresentou seu pedido de candidatura à OCDE em 2017. O presidente americano, Donald Trump, já havia declarado seu apoio ao ingresso brasileiro em março, mas ainda não havia posição oficial de Washington junto à delegação dos Estados Unidos na organização.

Outro patamar - Ángel Gurría, secretário-geral da OCDE, não disse explicitamente que a delegação americana formalizou seu apoio ao Brasil. Mas declarou, na entrevista coletiva de encerramento da reunião ministerial da entidade, ao ser questionado sobre o assunto, que "o Brasil está em outro patamar" nas discussões sobre a ampliação da instituição.

Consenso - Segundo a fonte, há consenso entre os membros da OCDE em relação aos pedidos de adesão da Argentina, da Romênia e do Brasil. Resta definir as posições em relação às candidaturas do Peru, da Bulgária e da Croácia. "Recomeçou o jogo", afirmou um membro do governo brasileiro, acrescentando que o apoio oficial dos americanos ao Brasil relança as discussões sobre as modalidades de ampliação dos participantes na OCDE.

Flexibilidade - Os europeus, que insistem no princípio da paridade - um país do continente para cada não europeu que entrar na OCDE -, teriam dado sinais de maior flexibilidade na reunião desta quinta-feira, de acordo com a fonte do governo brasileiro. Por não ser membro, o Brasil não participou desse encontro. Os Estados Unidos estão reticentes quanto a entrada de muitos países na organização.

Cronograma - Nenhum cronograma foi discutido na reunião. Não há nenhuma data prevista para oficializar as candidaturas de Argentina, Romênia e Brasil. Só a partir disso é que começa o processo de adesão propriamente dito, que leva pelo menos dois anos.

Avanço - O Brasil afirma que já está avançado nesse processo, tendo adotado 30% dos 249 instrumentos jurídicos da OCDE. O governo brasileiro diz estar pronto para pedir a adesão de mais de cem outras normas da organização. Só restariam cerca de 40, principalmente na área tributária, que necessitam de reformas na legislação brasileira.

Apoio importante - O chanceler Ernesto Araújo disse que o apoio formal dos Estados Unidos à entrada do Brasil é algo "importantíssimo" para o país se tornar membro pleno. "Isso foi extremamente relevante e talvez era a principal peça que faltava para que possamos no mais breve prazo começar o processo de adesão", disse Araújo a jornalistas brasileiros na sede da entidade.

Esperada - "Contávamos com isso desde a visita do presidente Bolsonaro aos Estados Unidos [em março]. A confirmação era esperada aqui no ambiente da OCDE. Em termos práticos, essa confirmação do apoio americano foi o principal avanço aqui", afirmou.

Clima positivo - Segundo o chanceler, há um clima positivo na OCDE em relação à entrada do Brasil. "O sentimento é de que é uma coisa natural já começar a contar com o início do processo de adesão do Brasil. Houve todo tipo de apoio, de reconhecimento de que é um avanço que se espera, é algo que vai contribuir para a organização", afirmou.

“Palavras favoráveis - Para o chanceler, só há "sinais positivos" em relação ao Brasil, tanto de membros europeus quanto de outros continentes. "Mas, em relação ao caso específico do Brasil, só recolhemos palavras favoráveis", completou o ministro das Relações Exteriores. (Valor Econômico)

 

LEGISLATIVO: Câmara conclui votação da MP que reduz ministérios

legislativo 24 05 2019O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu, nesta quinta-feira (23/05), a votação da Medida Provisória 870/19, que reorganiza a estrutura ministerial do Poder Executivo, diminuindo o número de pastas e redistribuindo atribuições. A matéria será votada ainda pelo Senado.

Destaques - Nesta quinta, após acordo entre os partidos, o Plenário aprovou os dois destaques que estavam pendentes. O mais polêmico deles retirou do texto do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) a proibição de os auditores-fiscais da Receita Federal compartilharem com outros órgãos e autoridades indícios de crimes que não sejam relacionados àqueles contra a ordem tributária ou relacionados ao controle aduaneiro.

Projeto de lei - Pelo acordo, o tema será retomado por meio de projeto de lei para o qual será aprovado regime de urgência na próxima semana. A ideia é impedir que os auditores extrapolem suas atribuições.

Finep - O outro destaque aprovado manteve com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) a gestão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que o projeto de conversão remetia à secretaria-executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Recursos - Os recursos do fundo, composto por 16 fundos setoriais ligados a áreas como petróleo, energia, saúde e biotecnologia, são utilizados para financiar a inovação em duas modalidades: empréstimos para empresas que querem pesquisar ou financiamento a fundo perdido para projetos inovadores de universidades ou institutos de pesquisa. Seu orçamento em 2017 foi de cerca de R$ 2,6 bilhões, representando cerca de 30% do orçamento do ministério.

Coaf - Nas votações de ontem, a principal mudança em relação ao texto original da MP é a retirada do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, retornando-o ao Ministério da Economia, órgão ao qual pertencia antes de a MP ser editada. Foram 228 votos a favor da mudança contra 210.

Investigações - O Coaf foi criado em 1998 e é responsável por investigações relacionadas à lavagem de dinheiro a partir de informações repassadas pelo sistema financeiro sobre movimentações suspeitas de recursos.

Argumento - Os defensores da transferência para o Ministério da Justiça, sob o comando de Sérgio Moro, argumentaram que isso facilitaria o combate à corrupção. Já os que votaram a favor de sua permanência na área econômica disseram que esse é o padrão adotado em vários países pela proximidade técnica do tema.

Atribuições - O Ministério da Economia assumiu ainda as atribuições dos ministérios da Fazenda, do Planejamento e do Trabalho, extintos. Incorporou também as atividades da Previdência Social, que já estavam no antigo Ministério da Fazenda desde o governo anterior.

Registro sindical - O projeto de lei de conversão retorna para a pasta econômica as competências sobre registro sindical, política de imigração laboral e cooperativismo e associativismo urbano. Por outro lado, o Ministério da Economia perde para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações a atribuição de definir políticas de desenvolvimento da indústria, do comércio e dos serviços.

Fusão - Um acordo entre os partidos acabou com a polêmica possibilidade de criação de mais um ministério, mantendo o previsto Ministério do Desenvolvimento Regional, criado pela MP para aglutinar as pastas das Cidades e da Integração Nacional.

Política indigenista - Outra mudança feita pela comissão mista na MP e mantida pelo Plenário é a volta do Conselho Nacional de Política Indigenista ao Ministério da Justiça, saindo do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Entre as atribuições do conselho estão os direitos dos índios e o acompanhamento das ações de saúde desenvolvidas em prol das comunidades indígenas. Já as situações relacionadas à produção agrícola em terra indígena continuam com o Ministério da Agricultura.

Meio Ambiente - Quanto ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), ele perde para o Ministério da Agricultura a atribuição de gestão, em âmbito federal, do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), criado pela Lei 11.284/06. Além disso, a sua competência sobre florestas públicas deverá ser exercida em articulação com o Ministério da Agricultura.

Desenvolvimento Regional - Para o Ministério do Desenvolvimento Regional, o projeto de lei de conversão direciona a Agência Nacional de Águas (ANA), o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) e a atribuição de definir a política para o setor, antes vinculados ao Ministério do Meio Ambiente. Em razão disso, ficará com a pasta do Desenvolvimento Regional a parcela de compensação pelo uso de recursos hídricos devida pelas hidrelétricas que antes cabia ao Meio Ambiente.

Amazônia - Sobre as políticas e programas ambientais para a Amazônia, o texto faz referência apenas à Amazônia e não mais à Amazônia Legal, que engloba também os estados do Mato Grosso, Tocantins e metade do Maranhão (até o meridiano de 44º oeste), segundo define a Lei 1.806/53.

Conselho - Contudo, continua na estrutura do Ministério do Meio Ambiente o Conselho Nacional da Amazônia Legal. O relatório do senador Bezerra Coelho também retorna à pasta a atribuição de realizar o zoneamento ecológico econômico (ZEE).

ONGs - Sobre as organizações não governamentais, o projeto de lei de conversão aprovado muda a redação da atribuição dada pela MP 870/19 à Secretaria de Governo da Presidência da República.

Coordenação - Em vez de supervisionar, coordenar, monitorar e acompanhar as atividades e as ações dos organismos internacionais e das ONGs no território nacional, o órgão deverá “coordenar a interlocução” do governo federal com essas organizações e acompanhar as ações e os resultados da política de parcerias com elas, promovendo “boas práticas para efetivação da legislação aplicável”.

Informações sigilosas - Entre as novas competências dadas pela MP 870/19 ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República estão a de planejar, coordenar e supervisionar a gestão de incidentes computacionais, a proteção de dados, o credenciamento de segurança e o tratamento de informações sigilosas.

CGU - Já quanto à Controladoria-Geral da União (CGU), a novidade em relação à legislação atual é que a auditoria do órgão ficará a cargo da Secretaria de Controle Interno da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Agricultura - A MP especifica, entre as atribuições do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a de controle de resíduos e contaminantes em alimentos.

Saúde - Entretanto, o Ministério da Saúde também continua com a atribuição de vigilância em relação aos alimentos, exercida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Outros pontos aprovados - Confira outros pontos do projeto de lei de conversão da MP 870/19:

- em vez de extinguir o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, como previsto no texto original, o relatório coloca o conselho no Ministério da Cidadania;

- estabelece ressalva para cargos em comissão e funções de confiança do Ministério das Relações Exteriores para viabilizar a transferência de alguns cargos do ministério para a Secretaria de Gestão da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia;

- servidores da administração pública federal poderão ser cedidos a órgãos paraestatais do serviço social autônomo para exercer cargo em comissão, mas isso não contará como tempo de efetivo exercício para fins de progressão e promoção;

- extingue o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, criado para assessorar o presidente da República na formulação de políticas e diretrizes específicas destinadas ao desenvolvimento econômico e social;

- extingue o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (Conit); e

-acaba com a necessidade de sabatina pelo Senado Federal de indicações para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). (Agência Câmara)

 


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