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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4579 | 20 de Maio de 2019

SESCOOP/PR: Módulo do Programa de Formação de Auditores Internos inicia nesta terça-feira

Tem início, nesta terça-feira (21/05), mais um módulo do Programa de Formação de Auditores Internos, uma iniciativa do Sistema Ocepar executada por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR). As atividades ocorrem na sala de treinamentos da entidade, em Curitiba, das 8h às 17h30, até quarta-feira (22/05). Poderão participar auditores internos em início de carreira que atuam nas cooperativas do Paraná, nos níveis trainee/júnior, profissionais novos em fase de preparação e, ainda, os interessados em atualizar os conhecimentos relativos às boas práticas da função.

Instrutor - O instrutor será o professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Paulo Miguel. O conteúdo é dividido em cinco grandes temas: Introdução, Normas da profissão, Auditoria baseada em riscos, Controles internos e Gerenciamento de auditoria interna. Veja os detalhes no folder.

O Programa- O Programa de Formação de Auditores Internos começou no final de 2018. Ao todo, são 144 horas/aula divididas em onze módulos. Dois deles já foram realizados, um no ano passado e outro no início de 2019. O módulo de formação inicial que ocorre nesta terça e quarta-feira é aberto a profissionais que atuam em todos os ramos do cooperativismo paranaense. Os próximos serão destinados a representantes das cooperativas agropecuárias.

Informações - Mais informações com o analista técnico do Sescoop/PR, Tiago Fernando Gomes (41 3200-1148 / tiago.gomes@sistemaocepar.coop.br).

sescoop folder 20 05 2019

RAMO AGRO: Países assinam declaração conjunta na Noruega

ramo agro 20 05 2019Os membros do Conselho Executivo da Organização Internacional das Cooperativas Agropecuárias, o ICAO, organismo setorial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), assinaram, na quinta-feira (16/05) uma declaração conjunta. O documento foi firmado após a reunião do conselho executivo, realizada em Oslo, capital da Noruega, e que contou com a participação do presidente do Sistema OCB/MT, Onofre Cesário de Souza Filho, representante do cooperativismo brasileiro no conselho da ACI.

Parceria - Segundo a liderança, a declaração conjunta firmada na Noruega estabelece uma parceria entre as organizações-membro para a defesa ao direito de acesso a sementes e, também, visando fomentar a intercooperação em temas relacionados a seguros agrícolas.

Acesso - “Acreditamos que a Declaração de Oslo é um grande passo para o fortalecimento de uma parceria estratégica que pode facilitar o acesso das cooperativas brasileiras a novos e importantes mercados”, avalia Onofre Filho, representante da região Centro-Oeste na Diretoria da OCB que, há 30 anos, está vinculada aos organismos internacionais relacionados ao cooperativismo. O objetivo é a realização de ações de articulação em nível global, com vistas à criação de plataformas, por meio da intercooperação, que atendam aos interesses do cooperativismo brasileiro.

Conselho - O atual conselho executivo do ICAO é formado por integrantes das organizações que representam as cooperativas no Brasil, Coreia do Sul, Japão, Uganda, Noruega, Polônia, Malásia e Índia. A missão do ICAO é promover os interesses do cooperativismo agropecuário e auxiliar as organizações-membro na formulação e implementação de projetos e parcerias com os governos. (Informe OCB)

 

GETEC: Informe apresenta expectativa do mercado sobre indicadores econômicos

getec 20 05 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (20/05), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

PRIMATO: Cooperativa participa do Fórum “Paraná Livre de Febre Aftosa sem Vacinação”, em Cascavel

primato 20 05 2019A Cooperativa Primato participa, na quinta-feira (23/05), em Cascavel, no Oeste do Paraná, do “Fórum do Paraná Livre de Febre Aftosa sem Vacinação”, promovido pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado do Paraná (Seab). O evento será realizado partir das 13h, no anfiteatro Emir Sfair, na Rua Fortunato Beber, 987, com apoio do Sistema Ocepar, Sistema Faep, Emater e Fetaep.

Importância - “De fundamental importância para cooperados e produtores rurais da região a participação neste evento, que visa esclarecer as dúvidas e esclarecerá como será o procedimento ainda em 2019 em relação à campanha da febre aftosa. Por isso, reforçamos o convite a todos para que possamos entender e dar procedimento a esta conquista do Paraná livre de aftosa”, conclamou o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter, que acrescentou, “principalmente por estarmos no mês da campanha em que a principal mudança está na dose da vacina. Contamos com a presença de todos”.

Autorização - O Paraná obteve autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com o aval do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para antecipar a suspensão da vacinação contra a febre aftosa do rebanho bovino a partir deste mês de maio, quando ocorre a última imunização do gado no estado. A aprovação do pedido ocorreu dia 24 de abril durante a realização da 2ª Reunião do Bloco V do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, com a participação de cerca de 110 pessoas.

Mudanças - A mudança de status será oficializada em setembro, quando o Mapa irá publicar ato normativo de reconhecimento da condição do Paraná com as obrigações e regras de entradas e movimentação de animais, bem como, os próximos passos para obtenção do certificado de área livre pela Organização Internacional de Saúde Animal. O diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa, Geraldo Marcos de Moraes, diz que ajustes ainda serão feitos como a contratação de pessoas e adequação de alguns pontos. “Esta conquista é resultado de um trabalho competente em relação à defesa sanitária animal de seus técnicos e demais colaboradores”, avalia. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Primato)

 

INTEGRADA: Em busca dos resultados

integrada 20 05 2019Reduzir os custos e aumentar a receita dos cooperados é um dos focos da Integrada. Para concretizar este objetivo, a cooperativa já deu o primeiro passo e iniciou a primeira turma do curso sobre a metodologia Lean Six Sigma para colaboradores. A metodologia é um conjunto de práticas originalmente desenvolvidas que visa melhorar sistematicamente os processos dentro da cooperativa.

Processos - O objetivo desse curso é treinar os colaboradores a revisarem os processos para torná-los mais ágeis e economicamente viáveis. O diretor-presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, explica que a cooperativa está buscando aperfeiçoar a gestão e percebeu na metodologia Lean Six Sigma uma oportunidade para revisar os processos de cada área de negócio da cooperativa.

Redução de custos - “O objetivo final deste trabalho é de reduzir os nossos custos, as nossas despesas e valorizar o nosso cooperado”, observa. Hashimoto completa que todo esse trabalho visa melhorar o atendimento, dando mais foco às necessidades dos cooperados. Segundo ele, por meio da maior agilidade dos processos, é possível reduzir custos e otimizar os processos para gerar mais retorno para o cooperado e trazer mais investimentos para a Integrada. “Estamos bastante confiantes neste projeto, tem várias pessoas de nossa equipe sendo treinadas para tocar este programa. Esperamos que nos dê bons frutos com a cooperativa, melhorando cada vez mais os resultados e criando maior valor para os cooperados”, salienta Hashimoto.

Resultado - O diretor-presidente observa, no entanto, que este não é um trabalho cujo resultado irá aparecer de um dia para o outro, isso porque o Lean Six Sigma precisa trabalhar o comportamento dos colaboradores. A metodologia foca na mudança da mentalidade e as atitudes dos colaboradores para aperfeiçoar o atendimento da empresa.

Longa data - André Galletti, gerente da área de planejamento e desenvolvimento da Integrada, explica que a criação deste curso é uma ideia já de longa data, pois foi observado que em grandes corporações, a metodologia Lean Six Sigma tinha uma correlação grande com os resultados positivos que a metodologia gerava. “Desde o ano passado estamos trabalhando para trazer este curso para a cooperativa que padroniza os processos e reduz os desperdícios”, completa Galletti.

Outros benefícios - Ainda sobre os benefícios do Lean Six Sigma, Caia Konai, analista de controle de qualidade da Integrada, explica que o curso pode ajudar a melhorar os resultados da cooperativa, principalmente em um ano em que tivemos uma quebra de safra. “Para impulsionar os resultados da cooperativa, este curso vem muito a calhar. Essa é a primeira turma e esperamos ter muitas outras”, enaltece.

Acerto dos passos - Maura Dalila, supervisora administrativa da matriz da Integrada em Londrina, explica que o curso tem aberto a sua mente. “ No dia a dia ficamos muito focados naquilo que fazemos, não conseguimos pensar fora da caixinha”, observa. Maura destaca que o treinamento ajuda no direcionamento para aonde temos que chegar. As ferramentas do Lean Six Sigma propiciam ao colaborador enxergar outras possibilidades, além de rever e melhorar os processos.

Dados - O analista de orçamento Eric Marçal afirma que o curso ajuda a analisar as informações e os dados que o próprio banco de dados da cooperativa gera. Consequentemente, a tomada de ação será mais assertiva por meio de um plano de ação sobre as falhas cometidas. “Na minha área, o curso ajudará na redução de despesa. Podemos analisar melhor onde atacar, qual regional, indústria ou estabelecimento que precisamos ter um olhar mais crítico. ”, completa.

Ferramentas - O encarregado de turno da Unidade Industrial de Milho (UIM), Vanderson Campos de Bulhões, se inscreveu no curso com o objetivo de ajudar a cooperativa a atingir os seus objetivos. “O curso está apresentando ferramentas que desconhecia e, com ela, está ficando mais clara a forma de resolver os problemas no chão de fábrica”, observa. (Imprensa Integrada)

 

COPROSSEL: Desafio Soja 200 + proporciona produção de 243,66 sacas por alqueire

Na sede da Coprossel, em Laranjeiras do Sul (PR), produtores e todo o departamento técnico da cooperativa conheceram, na última quarta-feira (15/05), os resultados, regulamentos e manejos para a aferição dos grandes campeões da 6ª edição do Desafio Soja 200 +. O objetivo do desafio é aumentar a produtividade e qualificar a propriedade, proporcionando, assim, maior renda aos produtores associados. O programa iniciou na safra 2013/2014 e em todos os anos os resultados tem surpreendido a região.

Produção - Na safra 2018/2019, o trabalho resultou em uma produção de 243,66 sacas por alqueire da cultivar BMX ZEUS IPRO e premiou o campeão Nelson Lima, do município de Laranjeiras do Sul.Na cerimônia de premiação, Nelson relatou que muito trabalho foi feito para alcançar essa produção, aplicando as técnicas e manejos orientados pelos técnicos da cooperativa. “ A disputa foi muito acirrada e toda região tem a ganhar com o desafio. É necessário os produtores ficarem atentos as tecnologias disponíveis para melhorar a cada ano”, diz o campeão em produtividade Nelson.

Orientador - Também foi premiado e engenheiro agrônomo da Coprossel e consultor, Jeferson Lopes, que orientou o produtor no processo.

Vice-campeão - O vice-campeão foi Adriano Palaoro, do município do Porto Barreiro, produziu 243,45 sacas por alqueire da cultivar BMX ATIVA RR. Adriano ressaltou a importância do programa para ganhos em produtividade e em aprendizado que se agrega a cada ano. “ Eu agradeço a cooperativa pela premiação, todos ganhamos com o concurso, não esperava o segundo lugar, mas estou muito feliz em ter participado novamente, agora é se preparar para o próximo ano”, ressaltou Adriano.

Consultor - O consultor da cooperativa que acompanhou o vice-campeão foi Euderjan Pagliari, que também foi reconhecido pelo trabalho desenvolvido e relatou sobre as medidas adotadas.

Sucesso - Para o presidente da Coprossel, Paulo Pinto de Oliveira Filho, a edição do desafio foi um grande sucesso, com produtividades surpreendentes e participação dos produtores. “ O objetivo do desafio foi superado com êxito, ano após ano temos melhorado desde os critérios como participação dos cooperados. É a oportunidade de produzir mais, com menos custos. Os resultados são inspiradores para todos os produtores de nossa região”, diz Paulo.

Agradecimento - O coordenador do desafio, o engenheiro agrônomo Marcio Dulnik, agradeceu a todos pelo engajamento, empenho e resultados. Marcio ressaltou a transparência e credibilidade do evento que, através de muito trabalho, tem trazido novas e boas expectativas para os produtores de soja de toda a região. (Assessoria Coprossel)

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AGROPAR: Dia de Campo apresenta novas tecnologias aos produtores

A Cooperativa Agroindustrial do Médio Oeste do Paraná – Agropar, com sede em Assis Chateubriand, vai realizar, no dia 31 de maio, evento de demonstração de novas tecnologias. Trata-se do Dia de Campo Agropar, no qual empresas parceiras de sementes de milho, agroquímicos e fertilizantes demonstram seus portfólios de produtos, serviços e as últimas novidades tecnológicas para o agronegócio. O evento é uma oportunidade para cooperados e agricultores atualizarem seus conhecimentos sobre os avanços do agronegócio.

Explanação - Durante a visitação das parcelas de cultivo, técnicos das empresas participantes vão realizar explanação detalhada sobre os híbridos de milho, suas características de colmo, enraizamento, palhada, espiga, grãos, além da quantidade de sementes, ciclo, sanidade, tolerância, entre outros fatores. Dessa forma, os produtores poderão comparar os diferentes materiais em exposição. O Dia de Campo vai ser realizado no Campo Demonstrativo da Agropar, unidade 04, na saída para Toledo. (Imprensa Agropar)

agropar 20 05 2019

 

 

SICREDI: Lançada a 2ª edição do programa de conexão com startups 'Inovar Juntos'

O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal – acaba de abrir as inscrições para a segunda edição do Inovar Juntos, programa de conexão com startups em parceria com a consultoria Innoscience. A iniciativa está estruturada para atender tanto as demandas do negócio quanto a melhoria de processos internos para associados e colaboradores.

Inscrição  Startups de todo Brasil podem se inscrever para o programa até o dia 14 de junho. O Sicredi selecionará até 20 empresas para apresentações em um Pitch Day. As startups classificadas para a próxima fase passarão por um período de imersão em cada um dos desafios, colocando em prática um projeto piloto. As que mais se destacarem poderão se tornar parceiras ou fornecedoras do Sicredi. Para saber mais sobre o Inovar Juntos e fazer a inscrição da startup, basta acessar o site https://sicredi.com.br/inovarjuntos.

Desafios  Para esta segunda edição do Inovar Juntos, o Sicredi lançou dez desafios. Conheça cada um deles:

Aprimorar inteligência para oferta de crédito – A instituição deseja aprimorar a recomendação de crédito conforme a necessidade do associado. Hoje, vários limites pré-aprovados são disponibilizados em canais de atendimento. Neste sentido, o Sicredi busca soluções que auxiliem na obtenção de informações de demonstração de interesse, momento de vida, comportamento e informações pessoais de cada um dos clientes.

Conectar produção agrícola familiar e consumidores – O Sicredi busca soluções capazes de estimular pequenos produtores a diversificar suas atividades agrícolas, conectando-os diretamente com o consumidor final, sejam eles diretos ou indiretos, como restaurantes, padarias e supermercados. Elas devem facilitar a logística de transporte e embalagens adequadas e conectar o usuário com empresas e profissionais que possam dar suporte técnico na implantação dessas novas atividades.

Orientar investimentos – O Sicredi busca uma ferramenta capaz de extrair informações de mercado e, com base no portfólio e perfil do associado, atuar de forma consultiva na recomendação de produtos alinhados ao objetivo, momento de vida e tolerância a risco dos investidores.

Educar sobre finanças e investimentos – Muitos brasileiros não conhecem os benefícios de uma cooperativa de crédito. É preciso fomentar o interesse pelo segmento junto ao grande público. E com os associados, incentivar a adesão aos programas de cooperativismo e de educação financeira. Por isso, o Sicredi busca uma solução para criar trilhas de aprendizagem, ferramentas de vídeo e gamification. Além disso, a expectativa é de uso de inteligência artificial para análise preditiva de comportamentos e tendências de mercado para oferta de conteúdos mais adequados.

Advisor financeiro – Atualmente, o Sicredi possui uma solução digital que auxilia os associados no controle e organização dos seus gastos. Porém, a ferramenta não gera insights baseados no comportamento individual e hábitos de consumo. A instituição busca uma tecnologia que possa gerar informações personalizadas de direcionamento dos gastos, ajudando os usuários com orientações sobre estabelecimentos, aplicativos e melhores ofertas.

Vender seguros on-line para associados – A instituição deseja encontrar uma solução para a realização de cotação e contratação de seguros residencial, de vida ou automóvel com um processo 100% digital junto aos seus associados.

Agregador de renda– Com esse desafio, o Sicredi busca uma solução que oriente os inadimplentes a buscarem fontes alternativas de renda para melhorar sua condição financeira e capacidade de pagamento.

Gestão financeiro para PJ/MEI – O Sicredi deseja oferecer um gerenciador financeiro para microempreendedores individuais, de simples utilização, que auxilie na organização do fluxo de caixa. A ferramenta também deve entregar as soluções do Sicredi (ou de parceiros) para maximizar seus resultados.

Inteligência Artificial da recuperação de crédito – Neste desafio, o Sicredi busca uma solução de Inteligência Artificial e Machine Learning para auxiliar na construção de réguas de cobrança mais adequadas ao perfil de comportamento dos usuários do Sicredi. A solução também deve analisar quais ferramentas atualmente usadas apresentam melhor desempenho.

Meio eletrônico de pagamento para o público infanto-juvenil – O Sicredi deseja auxiliar os associados com filhos na faixa entre 7 a 18 anos a introduzir a educação financeira e o uso consciente do dinheiro por meio dos meios eletrônicos de pagamento. A solução deve ser simples, permitindo também que os pais acompanhem os processos e façam a gestão financeiras de seus filhos.

Sobre o Sicredi  O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICREDI CAMPOS GERAIS: Nova agência será inaugurada em Curitiba

Curitiba terá uma nova agência do Sicredi – esta é a terceira de quatro inaugurações previstas pela instituição financeira cooperativa para a capital paranaense em 2019. Nesta terça-feira (21/05), um novo ponto de atendimento na Padre Anchieta, no Champagnat, será lançado ao público. Ao todo, a Sicredi Campos Gerais PR/SP vai investir cerca de R$ 7 milhões nessas novas agências. Além do aporte de recursos, o Sicredi vai gerar mais de 100 empregos diretos e indiretos na área de atuação da cooperativa.

Presença física - O lançamento integra a estratégia da instituição de aumentar a sua presença física em grandes cidades. Na capital paranaense, somente a Sicredi Campos Gerais PR/SP dobrará seus pontos de atendimento em 2019, de quatro para oito agências. “Trata-se de um avanço importante para fixarmos cada vez mais a marca Sicredi em Curitiba e oferecermos soluções financeiras mais adequadas e justas para a população, com o foco em um de nossos principais diferenciais, que é a qualidade de atendimento ao associado”, afirma o presidente da cooperativa, Popke Ferdinand Van Der Vinne.

Contratação - Ao todo, o Sicredi contratou 42 pessoas – entre novas admissões e transferências internas – somente para o atendimento ao público dos associados na capital. Para o presidente nacional do Sicredi e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, a instituição está preocupada em ampliar a rede física, fazendo com que pilares como o cuidado no atendimento, a transparência e a participação ativa dos associados prevaleçam. “Apesar de os outros canais de relacionamento, como o digital, a rede física é importante para que os valores que nós defendemos continuem se fortalecendo”, diz.

Aumento - Nos estados de Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, houve aumento no quadro funcional em 2.590 novas contratações, um incremento de 532 novos empregos na comparação com 2018. Parte desses colaboradores está alocada não só nas capitais, mas nas cidades de pequeno porte. Para se ter uma ideia, em 57 municípios, o Sicredi é a única instituição financeira presente.

Crescimento Nacional - Os investimentos do Sistema Sicredi não estão restritos a Curitiba. Em todo o País, a instituição financeira cooperativa prevê a abertura de 200 novas agências, sendo que 50 dessas inaugurações devem ocorrer no estado de São Paulo. Em 2018, foram inaugurados 120 novos pontos de atendimento – um crescimento de 6,8% na comparação com o ano anterior. Além disso, a expansão também está ocorrendo para outras unidades da federação, caso de Minas Gerais e Distrito Federal.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Campos Gerais PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICOOB UNICOOB: Semana Nacional de Educação Financeira terá clínicas de orientação gratuitas

sicoob 20 05 2019A 6ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF 2019) ocorrerá de 20 a 26 de maio e conta com diversas ações educacionais para conscientizar a comunidade sobre finanças e contribuir para o fortalecimento da cidadania. Em Maringá (PR), a Semana ENEF será promovida pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), entidade que tem se dedicado a desenvolver atividades para tornar a cidade uma referência em educação financeira. Para a organização do evento, o Codem conta com o apoio do Sicoob e do Instituto Sicoob.

Ações - Dentre as ações programadas estão as clínicas de orientação financeiras, oferecidas pelo Instituto Sicoob. De 23 a 25 de maio, quem passar pelo Shopping Avenida Center poderá receber atendimento individualizado para orientação e esclarecimento de dúvidas sobre assuntos como orçamento familiar, cálculo de juros, endividamento, entre outros. As clínicas financeiras são gratuitas e tem início a partir das 12h. Os atendimentos são feitos por voluntários.

Abertura oficial - Para a abertura oficial das ações, no dia 23 de maio haverá a apresentação de uma peça teatral infantil com foco em educação financeira para crianças. Além disso, durante a programação das atividades no Shopping Avenida Center, as crianças também poderão aprender mais sobre finanças no Espaço Kits, com a contação de histórias “Caio achou uma moedinha”.

Prosperingá - Para marcar o início da programação da Semana Maringaense de Educação Financeira, a Câmara Técnica Financeira do Codem irá promover nesta segunda-feira (20/05), o lançamento do movimento Prosperingá, que tem como objetivo envolver a comunidade na disseminação da educação financeira, servindo como base para a criação de uma sociedade mais próspera e capaz de gerar recursos para si e para todos. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB OURO VERDE I: Novas unidades são inauguradas no Amapá

O Sicoob Ouro Verde está expandindo sua rede de atendimento e, na próxima semana, irá inaugurar duas novas agências no Amapá (PA). No dia 29, a cooperativa inicia as atividades do ponto de atendimento na cidade de Santana e no dia 30, na unidade da Zona Norte da capital, Macapá.

Quatro - Com as inaugurações, o Sicoob Ouro Verde passa a contar com quatro agências no estado. “O processo de expansão está bem rápido, já temos 3.500 contas e até o final do ano temos a previsão de concluir mais uma unidade em Macapá”, diz Carmen Paiva, gerente administrativa do Sicoob Ouro Verde.

Unidade móvel - Além dos pontos de atendimento, a cooperativa também conta com o Sicoob Móvel, um veículo adaptado que funciona como agência itinerante e visita os municípios da região para levar os produtos e serviços às comunidades que não contam com unidades físicas.

Potencial - Para o gerente de mercado do Sicoob Ouro Verde, Eduardo Festi, o Amapá é um estado com grande potencial. “São diversas oportunidades de negócios, em vários segmentos. Já temos apoio da comunidade, de entidades, instituições, associações e empresários locais e queremos ser cada vez mais parceiros, para colaborar com o desenvolvimento sustentável da região”, afirma.

Resultado positivo e crescimento - O Sicoob Ouro Verde, que tem sede em Londrina (PR), registrou em 2018 um crescimento de 23% nos resultados, somando 16 milhões de reais, que serão compartilhados com os cooperados, além de um aumento superior a 30% no patrimônio líquido e um crescimento de 18% nas operações de crédito.

Metas - O presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Rafael de Giovani Netto, explica que mesmo em um ano de oscilações na economia e na política nacional, o Sicoob Ouro Verde atingiu suas metas. Para os próximos anos, o plano de expansão da cooperativa prevê três novas agências no Amapá e pelo menos 17 em São Paulo, que marcarão a chegada da cooperativa na capital e no interior paulista.

Confiança - “Os nossos números positivos e a expansão da singular demonstram a confiança dos cooperados, resultado também do nosso trabalho com as comunidades ao aplicarmos nas localidades os resultados financeiros. Ainda que distante do Paraná, a pujança do Amapá somada ao crescimento industrial e comercial de Macapá foram grandes incentivos para aceitarmos o convite do Sicoob Central Unicoob para assumir o atendimento no estado e assim, contribuirmos oferecendo um serviço diferente do padrão”, explica Rafael.

Números - Atualmente, o Sicoob Ouro Verde possui mais de 38 mil cooperados e 380 colaboradores alocados nos 30 pontos de atendimento.

Endereços – Em Santana, o endereço da agência do Sicoob Ouro Verde é Rua Pedro Salvador Diniz, 372. Em Macapá, a nova agência fica na Rua Emílio Médici, 246 – Zona Norte. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICOOB OURO VERDE II: Feira na Praça movimenta o calçadão de Londrina

Quem passou pelo calçadão de Londrina (PR), nos dias 9 e 10 de maio, pode conferir as atrações da primeira edição da Feira na Praça, promovida pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) com patrocínio do Sicoob Ouro Verde.

Proposta - Aproveitando o horário estendido das lojas de rua em virtude do Dia das Mães, a proposta foi atrair consumidores para o centro da cidade e fortalecer o comércio local, além de oportunizar momentos de lazer em família e estimular a ocupação de espaços públicos. O evento teve exposição de produtos naturais e orgânicos, praça de alimentação com food trucks, espaço kids e até música ao vivo com voz e violão.

Feira na Praça - Outra atração da Feira na Praça foi a presença da Mel, a Golden Retriever que é felicitadora do Sicoob Ouro Verde. "Muitas pessoas quiseram conhecer a Mel de perto, tiraram várias fotos e tenho certeza que ela se divertiu bastante", conta Kenard Menezes Kneipp, colaborador da área de Monitoramento de Risco da cooperativa, que acompanhou a mascote.

Concurso - Durante os dois dias, também foi realizado um concurso do Dia das Mães. Os visitantes usaram um painel especial e plaquinhas que traziam a mensagem “Minha Mãe É” para tirar fotos, publicar nas redes sociais e concorrer a uma TV e um smartphone. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB SUL: Cooperativa promove divulgação do aplicativo Faça Parte na Hard Rock Run

No sábado (18/05), foi realizada, em Curitiba (PR), a Hard Rock Run, uma corrida noturna com intervenções musicais durante o percurso. O evento, com mais de mil participantes, ocorreu no Parque Barigui com diferentes modalidades e categorias separadas por idade e distância, que variam entre 5 e 10km.

Espaço especial - O Sicoob Sul, patrocinador da corrida, teve um espaço especial para recepcionar os corredores, com sofás para descanso e barrinhas de cereal. Os participantes também puderam registrar o momento em um toten de fotos.

Divulgação - No estande da cooperativa também foi realizada uma ação de divulgação do aplicativo Faça Parte, que permite fazer o processo de abertura de conta corrente de forma automatizada e totalmente digital, sem a necessidade de se deslocar à uma agência física. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SOJA: 19% das exportações do grão brasileiro passam pelos Portos do Paraná

soja 20 05 2019Os Portos do Paraná responderam por 19% das exportações do complexo soja brasileiro em 2019. Dados da Balança Comercial do Agronegócio, divulgados pelo Ministério da Agricultura, mostram que entre janeiro e abril, o país exportou 31,6 milhões de toneladas do produto em grãos, farelo e óleo. Destes, 6 milhões saíram pelos terminais paranaenses. “Este número é muito expressivo. Considerando o tamanho do porto de Paranaguá, podemos dizer que somos o mais eficiente do país”, destaca o presidente dos portos paranaenses, Luiz Fernando Garcia.

Principal segmento - O complexo soja continua sendo o principal segmento das exportações do Brasil. As vendas externas desses produtos somam US$ 11,52 bilhões em 2019. O embarque de soja em grão foi recorde, com alta de 12% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado: 26,32 milhões de toneladas no país e quase 4 milhões via Porto de Paranaguá (o equivalente a 15%).

Farelo - Em farelo de soja, o Paraná respondeu por 36% do total nacional. Foram 5,1 milhões de toneladas embarcadas no país, sendo 1,8 milhão somente no Estado. Na movimentação de óleo de soja, a participação paranaense chegou a 88%. Das 244 mil toneladas do produto que saíram do Brasil, 215 mil saíram pelo porto paranaense.

Líder - Os números reforçam as posições apontadas, também, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. “O Paraná é líder na exportação de óleo vegetal e frango congelado. O segundo em exportação de soja em grão, farelo, papel, carne congelada, álcool, contêineres e veículos”, destaca o presidente dos portos paranaenses, Luiz Fernando Garcia.

Celulose - O grupo de produtos florestais foi o segundo principal setor exportador do agronegócio brasileiro. De acordo com os dados da Balança Comercial do Agronegócio, as vendas externas do setor se elevaram de US$ 4,64 bilhões entre janeiro e abril de 2018 para US$ 4,82 bilhões no mesmo período de 2019 (aumento de 3,7%).

Mais exportado - O principal produto exportado pelo setor foi a celulose, com US$ 3,01 bilhões em vendas externas (8,5%), cifra recorde da série histórica registrada desde 1997. A quantidade comercializada também foi a melhor da história para o período e das 5,3 milhões de toneladas exportadas, 298 mil saíram via Portos do Paraná (6%).

Frango - O Porto de Paranaguá se mantém como o principal porto brasileiro na exportação de frango congelado e respondeu por mais da metade das vendas externas do produto realizados em 2019 pelos produtores nacionais. Das 1,2 milhão de toneladas exportadas pelo país, 649 mil foram embarcadas nos terminais paranaenses. Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil vendeu ao exterior US$ 2,08 bilhões de carne de frango, com expansão na quantidade (0,6%) e no preço médio (4,2%).

Atendimento - “Os Portos do Paraná atendem com eficiência os produtores brasileiros, tanto na movimentação de produtos agrícolas, quanto de industrializados, com alto valor agregado, contribuindo ativamente com a balança comercial do país. Isso é possível porque conseguimos flexibilizar nossas operações, acompanhando as demandas mundiais”, explica o diretor operacional dos Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva.

Sucroalcooleiro - No complexo sucroalcooleiro, que tem como principais produtos o açúcar e o álcool, os Portos do Paraná responderam por 9% das exportações. Em abril, o principal produto comercializado pelo Brasil neste segmento foi o açúcar, com a cifra de US$ 373,86 milhões e participação de 98,9% do total exportado pelo setor.

Milho - Os portos paranaenses também se destacaram na exportação de milho. Aproximadamente 13% do produto comercializado pelo Brasil foi embarcado no Paraná. Foram 7 milhões de toneladas exportadas no total, sendo 898 mil destas movimentadas via Porto de Paranaguá.

Importações - Entre os principais produtos do agronegócio que entraram no Brasil pelos Portos do Paraná, estão o trigo e o malte. O Estado respondeu por 9% das 2,5 milhões de toneladas de trigo importadas pelos brasileiros e por 15% das 346 mil toneladas de malte que chegaram ao país em 2019. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Primeiro-ministro do Vietnã oferece país como porta de entrada para produtos brasileiros na Ásia

comercio exterior I 20 05 2019Na terceira etapa da missão à Ásia, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) reuniu-se na sexta-feira (17/05) com o primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Xuân Phúc.

Abertura de mercado - Na sede do governo vietnamita, em Hanói, os dois trataram da abertura de mercado para determinados produtos. Brasil quer vender melão e bovinos vivos para o Vietnã. E os vietnamitas desejam exportar camarão e peixes.

Processo final - A ministra informou que as tratativas estão em processo final e a abertura para comércio desses produtos pode ser anunciada em 30 dias. “As duas coisas estão absolutamente andando na mesma velocidade para que a gente possa abrir esse mercado”, ressaltou.

Porta de entrada - O primeiro-ministro propôs que o Vietnã sirva como porta de entrada para os produtos agropecuários do Brasil e do Mercosul no continente asiático. A proposta foi bem recebida por Tereza Cristina.

Investidores - “Nessa troca de visitas entre delegações brasileiras e vietnamitas, podemos colocar como um dos temas a atração de investidores brasileiros para fazer como se fosse um hub de entrada de produtos para atingir esse mercado asiático”, destacou a ministra.

Equilíbrio - Sobre as trocas comerciais, Xuân Phúc destacou a necessidade de equilibrar a balança agrícola. Em 2018, o saldo entre Brasil e Vietnã somou US$ 1,4 bilhão. Atualmente, as exportações do Brasil superam as importações.

Crescimento econômico - Com aproximadamente 100 milhões de habitantes, o Vietnã tem apresentado crescimento econômico de 6,5% a 7% ao ano. “Temos uma pauta comercial extensa. Vietnã hoje é um grande parceiro comercial do Brasil. Quando a gente trata de comércio, a gente não trata de ideologia. [...] É um dos principais mercados que queremos atingir de forma mais efetiva”, disse a ministra em vídeo sobre a viagem.  

Convite - O primeiro-ministro convidou o presidente Jair Bolsonaro a visitar o Vietnã em 2020, quando o país assumirá a presidência da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), formada também pela Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Brunei, Myanmar, Camboja e Laos. Tereza Cristina agradeceu a recepção e brincou que voltará ao país para saborearem um churrasco “de carne com camarão”.

Ministro da Agricultura - Antes do encontro com o primeiro-ministro, a ministra e parte da delegação estiveram com o ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Xuan Cuong, para debater a abertura de mercado. No encontro, o ministro destacou que o Vietnã é o terceiro maior exportador de camarão do mundo. Em relação às oportunidades de negócios, ele afirmou que a demanda do país por algodão, soja e milho é cada vez maior e o Brasil pode suprir essa necessidade, por ser grande produtor desses itens.

Comunicado final - A ministra entregou ao ministro o comunicado final da Reunião de Líderes de Agricultura do Hemisfério Ocidental, que ocorreu em Niigata (Japão), quando o grupo firmou a intenção de trabalhar em conjunto “em defesa da segurança alimentar global e do comércio agrícola, com base em princípios científicos e de análises de risco”.

Outras áreas - Ele também mostrou interesse em cooperação nas áreas de educação e defesa nacional. A ministra informou que levará os pedidos ao governo federal. (Mapa)

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: China frustra expectativas de frigoríficos

comercio exterior II 20 05 2019A intenção dos exportadores brasileiros de carnes de ampliar o número de frigoríficos habilitados a vender para a China foi frustrada na quinta-feira (16/05). Após se reunir em Pequim com o ministro chinês Ni Yuefeng, da Administração Geral de Aduanas do país asiático, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, não conseguiu o anúncio imediato de habilitação.

Agosto - A avaliação era que a necessidade de suprimento da China, sobretudo devido ao surto de peste suína africana que atinge o país, ajudaria nas negociações, que se arrastam desde a gestão do ex-ministro Blairo Maggi. Agora, há quem diga - e a ministra concorda -, que as autorizações poderão ser anunciadas somente em agosto, durante visita do presidente Jair Bolsonaro, ao país asiático. "Quem conhece os chineses diz que eles gostam de dar o presente para a autoridade maior", disse ao Valor um executivo da indústria que acompanha a comitiva da ministra.

Esperança - Antes do encontro de Tereza Cristina, no entanto, os exportadores de carne bovina estavam esperançosos com o resultado de sua passagem por Pequim. Recentemente, os chineses haviam indicado ao embaixador do Brasil na China que o país asiático poderia acelerar as habilitações de frigoríficos, priorizando a autorização para aqueles que já podem exportar para a União Europeia -mercado que é considerado mais exigente do ponto de vista sanitário.

Estratégia - A estratégia de priorizar as unidades habilitadas para a União Europeia chegou a ser defendida publicamente pela ministra e pelo secretário de Relações Internacionais da Pasta, Orlando Ribeiro, o que provocou críticas de frigoríficos de pequeno porte, que não têm aval para exportar para o bloco europeu. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) chegou a acusar o Ministério da Agricultura de privilegiar grandes frigoríficos nas tratativas.

Lista - Em nota, o ministério informou que entregou às autoridades chinesas uma lista com os 33 abatedouros que estão autorizados a vender carne de frango ou carne bovina à UE. Também foram entregues em Pequim outras três listas, com frigoríficos de aves, suínos e bovinos que estão autorizados a vender a outros mercados exigentes, como EUA e Japão. No caso específico dos suínos, a UE não poderia ser lastro para facilitar as habilitações pelos chineses, porque o Brasil não está autorizado a vender carne suína para o bloco.

Habilitados - Atualmente, há 16 abatedouros de bovinos já habilitados a exportar para a China - 33 de frangos e nove de suínos. O país asiático é o maior importador de carnes do país. No ano passado, os chineses desembolsaram US$ 2,5 bilhões com as compras de carnes brasileiras, o que representou 17% da receita de US$ 14,7 bilhões das exportações do setor, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura.

Em processo - Paralelamente às listas de abatedouros que atendem mercados exigentes, o Ministério da Agricultura também se comprometeu a entregar, até a semana que vem, a lista de 78 frigoríficos que estão em processo de habitação ao mercado chinês. Essa é a lista que já vinha sendo tratada na gestão de Blairo Maggi, e inclui plantas que estão na lista europeia. No ano passado, técnicos chineses visitaram alguns desses frigoríficos para avaliar a possível habilitação, mas a missão detectou irregularidades - inclusive na resposta aos questionários da autoridade chinesa -, e pediu correções.

Revisão - De acordo com o Ministério da Agricultura, os formulários preenchidos pelas empresas brasileiras estão sendo revisados no Brasil antes de serem entregues. A expectativa da Pasta é que os 78 frigoríficos possam ser habilitados, mas o número é considerado quase impossível por fontes que acompanham as tratativas.

Preparados - "Estamos preparados para ampliar a nossa oferta de proteína animal com qualidade ao mercado chinês sem deixar de cumprir os requisitos sanitários previstos no nosso protocolo bilateral", afirmou Tereza Cristina em um comunicado oficial.

Protocolo mais claro - Nas negociações, o ministério também avalia ter avançado no estabelecimento de um protocolo mais claro para o processo de habilitação. O Brasil quer que a China adote o sistema de "pré-listagem". Nesse sistema, é o ministério que indicará às autoridades do país asiático a lista de abatedouros que seguem as normais sanitárias e que, portanto, estão automaticamente autorizados a vender à China. No atual sistema, o país asiático faz as habilitações unidade por unidade, o que torna o processo mais moroso. De acordo com uma fonte do governo que participou das conversas em Pequim, a China recebeu bem o pedido brasileiro para a "pré-listagem".

Contrapartidas - Para atender aos pedidos brasileiros, Pequim indicou contrapartidas, entre as quais a habilitação de estabelecimentos exportadores de pescados do país, que é o maior produtor global. Outro pedido diz respeito ao apoio do Brasil ao candidato chinês - o vice-ministro da Agricultura, Qu Dongyu - ao comando da agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação (FAO), e a ministra sinalizou positivamente.

Voto - "O Brasil vai anunciar seu voto para o candidato da China à presidência da FAO", disse Tereza no comunicado do ministério. Conforme o Valor já informou, o candidato chinês e a francesa Catherine Geslain-Lanéelle são os favoritos na disputa. A eleição será em julho, em Roma. (Valor Econômico)

 

FOCUS: Mercado financeiro reduz projeção de crescimento pela 12ª vez

focus 20 05 2019O mercado financeiro continua a reduzir a estimativa de crescimento da economia este ano. Pela 12ª vez seguida, caiu a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Desta vez, a estimativa foi reduzida de 1,45% para 1,24% este ano. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022.

Focus - Os números são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em perspectivas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC).

Inflação - A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,04% para 4,07 este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

Meta - A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Estimativa - A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

2021 - Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Selic - Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019.

Projeção - Para o fim de 2020, a projeção passou de 7,50% para 7,25% ao ano. Para o fim de 2020, a previsão foi mantida em 8% ao ano e em 2021, a expectativa caiu de 8% para 7,50% ao ano.

Taxa média - A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

Manutenção - A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Tendência - Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Demanda aquecida - Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar - A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar subiu de R$ 3,75 para R$ 3,80 no fim de 2019 e permanece em R$ 3,80 no fim de 2020. Na última sexta-feira (17), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,102, com alta de R$ 0,065 (+1,62%), chegando ao maior valor desde 19 de setembro (R$ 4,124). (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Desigualdade de renda sobe pelo 17º trimestre e é recorde

A desigualdade da renda dos trabalhadores seguiu sua trajetória de crescimento nos primeiros meses deste ano e atingiu seu maior nível em pelo menos sete anos, mostra um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) obtido com exclusividade pelo Valor.

Índice - O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita do trabalho subiu de 0,625 no quarto trimestre do ano passado para 0,627 no primeiro trimestre deste ano - o indicador mede a desigualdade numa escala de zero a um, sendo zero a igualdade perfeita. Foi o décimo sétimo aumento trimestral consecutivo do indicador.

Maior patamar - De acordo com o levantamento, o índice do primeiro trimestre estava no maior patamar desde o primeiro trimestre de 2012, início da série histórica. Os cálculos foram feitos a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, divulgada na semana passada.

Salário mínimo - O movimento ocorre apesar de o governo Jair Bolsonaro ter fixado o salário mínimo em R$ 998 a partir de 1º de janeiro deste ano, aumento real de 1,1% frente ao valor do ano passado. Foi o primeiro ganho real do mínimo em dois anos. O valor é definido com base na inflação pelo INPC e o desempenho do PIB de dois anos anteriores.

Mercado de trabalho - Daniel Duque, pesquisador do Ibre/FGV e autor do levantamento, diz que a lenta melhora do mercado de trabalho nos últimos anos foi concentrada nas pessoas com melhores qualificações e experiência profissionais, o que potencializou a desigualdade. O desalento - quando uma pessoa desiste de procurar emprego - é maior entre os menos qualificados.

Desalento - "O desalento vem batendo recorde e ajuda a explicar por que, mesmo com redução do desemprego no ano passado, a desigualdade seguiu crescendo. São pessoas que estão em domicílios já de menor qualificação, de menor renda, e que desistiram de procurar trabalho", disse o pesquisador do Ibre/FGV.

Desigualdade da renda - Para o pesquisador, a desigualdade da renda do trabalho aumentou, contudo, mais lentamente neste início de ano. Isso pode ser um sinal de que, em algum momento deste ano, o índice de Gini pode voltar a recuar. Para isso, contudo, será necessário, segundo ele, aprovar a reforma da Previdência e evitar nova piora de expectativas.

Curto prazo - "O que a reforma da Previdência vai trazer de positivo de curto prazo é evitar a volta da crise, da recessão. O cenário sem a reforma é catastrófico", disse Duque. "O risco é termos uma reversão do mercado de trabalho, uma piora da economia. É o grande risco que estamos vendo no Brasil atualmente".

Medida - O pesquisador de Princeton Marcelo Medeiros diz que não existe uma medida mágica para a redução da disparidade de renda no país. Ele afirma que diversas iniciativas precisam ser adotadas para progressos no curto, médio e longo prazos - desde distribuição de renda por políticas sociais até redução de privilégios tributários.

Educação - Segundo ele, o investimento na melhoria da qualidade da educação tende a ter poucos efeitos no curto prazo para reduzir a desigualdade de renda. Os efeitos são relevantes, porém, no longo prazo, após entre três e cinco décadas. Este é o tempo necessário para que haja uma mudança geracional no mercado de trabalho.

Futuro - "O trabalhador que está hoje no mercado estudou entre as décadas de 70 e 90. É claro que também temos trabalhadores que estudaram nos anos 2000, mas eles são minoria. Não podemos corrigir esse passado, mas podemos investir no futuro", disse Medeiros, acrescentando que vê com preocupação o corte da verba da educação.

Trabalho - Nos últimos anos, Medeiros desenvolveu trabalhos mostrando que a desigualdade não caiu como imaginado no país na última década. Com base em dados da Receita Federal, seu trabalho mostrou que a melhor distribuição da renda do trabalho foi compensada pelo rendimento de capital da parcela mais rica da população.

Efeito - "Um efeito neutralizou o outro. Mas isso não é verdade especificamente para a renda do trabalho. Eu concordo com a ideia de que essa desigualdade estava se reduzindo e, agora, nos últimos anos, vimos o movimento contrário. A desigualdade da renda do trabalho voltou a crescer, o que não se via desde quase os anos 80", acrescentou o pesquisador. (Valor Econômico)

economia 20 05 2019

LEGISLATIVO: Reforma tributária vai mirar unificação de impostos federais

O secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, disse, neste domingo (19/05), que o projeto de reforma tributária do governo vai começar a ser detalhado no mês que vem para discussão com o Congresso. Segundo ele, a proposta vai se concentrar na unificação de tributos federais, já que a inclusão de impostos estaduais poderia complicar demais a aprovação da matéria.

Declaração - A declaração foi dada poucos dias depois de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), iniciar a tramitação de um projeto próprio da Casa, que inclui os impostos estaduais. Maia tem dito que a reforma tributária é tão importante quanto a previdenciária e que essa pauta terá a "digital" da Câmara.

Complexidade - "Nossa preocupação com a reforma dos Estados é o grau de complexidade para aprovar. Se ficar muito complexo aprovar uma que envolva Estados, vamos trabalhar numa federal, em que a gente mostre como simplifica e os Estados tendem a seguir", disse Guaranys, que participou do Brazil Forum, na Universidade de Oxford.

Princípio - Segundo ele, o princípio do texto será a unificação do máximo de impostos federais, com vistas à simplificação e, futuramente, uma eventual redução da carga. "Tem que deixar o mais simples possível. O avanço disso ainda está em discussão. Já discutimos se tributamos pagamentos ou não, por exemplo, mas isso é outro debate. Obviamente também estamos preocupados com progressividade e regressividade, mas o foco é unificação para simplificação. E, quando conseguirmos espaço fiscal, fazer redução."

Previdência - Sobre a reforma da Previdência, Guaranys disse estar confiante na aprovação do texto pelo Congresso sem mudanças significativas. Para ele, os eventuais ajustes não vão alterar o conteúdo principal e, especialmente, a economia de R$ 1 trilhão desejada pelo governo. Com esse valor, segundo ele, será possível viabilizar a adoção do regime de capitalização na Previdência.

Avanço - Ele garantiu que as conversas com o Congresso estão avançando e que não vê a possibilidade de não aprovação da reforma, apesar das rusgas entre o governo Jair Bolsonaro e deputados. (Valor Econômico)

INTERNACIONAL: Diretor da OCDE propõe ingresso de Argentina e Romênia antes do Brasil

internacional 20 05 2019O diretor-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría, fez circular nos últimos dias uma nova ideia sobre a ampliação da entidade. Apesar da ofensiva diplomática feita pelo governo Jair Bolsonaro, a proposta do mexicano Gurría prevê o início do processo de entrada da Argentina e da Romênia como países-membros antes do Brasil.

Ponto de partida - Gurría e seus auxiliares avaliam apresentar esse plano como ponto de partida para as discussões do conselho de ministros da OCDE, maior encontro anual da entidade, que ocorre nesta semana, em Paris, e tem o impasse em torno de sua ampliação como um dos principais temas da pauta. Informalmente, no entanto, a ideia já circula nos corredores da organização e foi enviada aos governos com interesse no assunto.

Aval - O "Plano Gurría" prevê um aval quase imediato, ainda no verão do Hemisfério Norte, ao pleito da Argentina. Em setembro, viria a Romênia. Depois, no fim deste ano ou início do próximo, seria a vez do Brasil. Outras três candidaturas - Peru, Bulgária e Croácia - continuariam em aberto.

Sinal verde - É preciso lembrar que o sinal verde proposto por Gurría refere-se apenas ao início do processo de entrada. A acessão efetiva dos pretendentes depende de um extenso escrutínio, que costuma levar ao menos dois anos, conferindo o volume de normas e acordos da OCDE incorporados por cada candidato.

Análise - No caso da Colômbia, essa análise consumiu cinco anos e culminou na adesão do país em 2018. Tanto o início do processo de entrada quanto a sua conclusão requerem consenso entre os países-membros. Divergências entre Estados Unidos e Europa têm impedido a OCDE de avançar nas discussões sobre sua ampliação. Em um sinal de contenção do entusiasmo pós-visita presidencial a Washington, o ministro da Economia, Paulo Guedes, desistiu de ir à reunião em Paris.

Representantes - Ele mandará como representantes o secretário-executivo do ministério, Marcelo Guaranys, e o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo. O chanceler Ernesto Araújo vai fazer parte da comitiva brasileira no conselho.

Avaliação geral- A avaliação geral, em Brasília, é que a proposta de Gurría tem poucas chances de prosperar e desfazer o impasse. Mas chama a atenção que o plano coloque a Argentina, na antessala de uma disputada campanha eleitoral, na frente do Brasil.

Candidata- Acredita-se que a ex-presidente Cristina Kirchner, que se apresentou como candidata à vice-presidência, mas será figura forte na sua chapa, dificilmente manteria o pleito de entrada na OCDE. E o presidente Mauricio Macri, que busca novo mandato em outubro, provavelmente não extrairia dividendos políticos do apoio em um país de história conturbada com organismos internacionais mais associados aos países ricos.

Discussão - Para fontes do governo brasileira, a ideia do diretor-geral até pode fomentar certa discussão no encontro de quarta e quintas-feiras, mas não aproxima suficientemente as posições americana e europeia. Os Estados Unidos acham que a OCDE corre o risco de descaracterização e preveem dificuldades de governança em caso de ampliação. Por isso, preferem um número bem reduzido de novos integrantes na entidade. Já os pesos-pesados da Europa têm menos restrições à expansão, mas insistem no critério de proporcionalidade. Para cada país-membro adicional de outro continente, querem também um europeu no pacote. A ausência da Bulgária na proposta de Gurría pode acabar se tornando um obstáculo. No caso da Croácia, a candidatura está menos adiantada.

Compromisso - O Palácio do Planalto, o Ministério da Economia e o Itamaraty entendem que a Casa Branca está comprometida com o apoio à candidatura do Brasil desde a declaração do presidente Donald Trump em março. Nas duas reuniões do conselho de representantes desde então, a delegação americana afirmou não contar com "instruções" de Washington para desbloquear o processo de ampliação. No entanto, a manutenção do bloqueio foi vista em Brasília apenas como reflexo das dificuldades sobre a fórmula do "enlargement" (expansão) da OCDE, sem colocar em xeque se a promessa de Trump seria ou não transformada em atitude prática.

Maior compatibilidade - De todos os países que pedem adesão, o Brasil é quem possui maior compatibilidade com as normas da OCDE. Um levantamento do governo aponta que, dos 248 instrumentos legais da organização, já havia se incorporado a 35 quando enviou sua carta de apresentação da candidatura. Isso ocorreu em maio de 2017.

Número - Desde então, mais que dobrou o número de incorporações, até chegar a 72 em março deste ano. Outras 135 solicitações brasileiras de adesão às normas da OCDE já se encontram em análise pela entidade ou estão prontas para envio. Nesse último caso, houve parecer favorável do governo sobre a compatibilidade dos instrumentos com a legislação interna.

Instrumentos - Sobram 41 instrumentos que representam "desafios" ou ainda estão sob avaliação de Brasília. A maior parte envolve questões tributárias. (Valor Econômico)

 


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