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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4575 | 14 de Maio de 2019

OCEPAR: Diretoria discute alinhamento estratégico e prioridades para 2019

 

Na tarde desta segunda-feira (13/05) foi realizada a primeira reunião de Diretoria do Sistema Ocepar da gestão 2019/2023. Na pauta do encontro, na sede da entidade, em Curitiba, o alinhamento estratégico e as ações prioritárias para o ano. O presidente José Roberto Ricken fez a abertura da reunião, saudando os novos diretores e direcionando as discussões em temas como a forma de atuação dos parlamentares da nova Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), reformas da Previdência e tributária, ações junto aos ministérios da Agricultura (Mapa) e Economia, e também Banco Central do Brasil (Bacen). 

 

Atribuições - Os diretores ainda receberam informações sobre suas atribuições na Diretoria, agenda de reuniões em 2019, balancete mensal, registro de cooperativas e o calendário dos fóruns regionais da campanha Paraná livre de febre aftosa sem vacinação. Os cooperativistas que participaram do Congresso Brasileiro de Cooperativismo, de 8 a 10 de maio, em Brasília, fizeram um relato sobre as discussões realizadas no evento. 

 

Superintendente - Durante a reunião, os diretores confirmaram Robson Mafioletti no cargo de superintendente da Ocepar na gestão 2019/2023. Engenheiro agrônomo, Mafioletti é mestre em economia pela ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo) e especialista em finanças corporativas, agronegócio e marketing de varejo. Na Ocepar há 19 anos, foi analista e coordenador na Gerência Técnica (Getec) e, desde 2016, ocupa o cargo de superintendente, para o qual foi referendado novamente pela Diretoria. “Agradeço a confiança e vamos em frente, trabalhando em sintonia com as demandas do cooperativismo do Paraná”, afirmou. 

 

Evento - Ao fim da reunião, o presidente da Unimed Paraná, Paulo Roberto Fernandes Faria, fez uma explanação sobre o 27ª SUESPAR, evento da cooperativa que vai acontecer em Foz do Iguaçu, de 13 a 16 de junho.

 

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REVISTA PR COOPERATIVO: Cooperativas paranaenses geram 100.000 empregos diretos

 

revista pr cooperativo 14 05 2019A edição 169 da Revista Paraná Cooperativo destaca a marca histórica do setor em geração de empregos. Em 2018, as cooperativas do estado ampliaram em 8,8% o número de contratações, alcançando os 100.000 empregos diretos. Dados da Ocepar, coletados junto às 215 cooperativas do Sistema, mostram que, em dez anos, o número de funcionários do setor quase dobrou, com 49.390 pessoas contratadas no período. A maioria das oportunidades ocorre em municípios do interior, em todas as regiões do Paraná (96% dos empregos gerados) e em estados vizinhos, principalmente Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. “As cooperativas paranaenses demostram seu firme compromisso com o desenvolvimento sustentável do Brasil. São 100 mil pessoas contratadas diretamente pelo setor, além de centenas de milhares de empregos indiretos gerados como desdobramentos dos investimentos das cooperativas, no campo e nas cidades. Milhares de famílias estão economicamente ligadas ao cooperativismo”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. “Anualmente, o setor investe cerca de R$ 2 bilhões, direcionados em sua maioria para projetos de agroindústria, logística, armazenagem, além de estruturas de atendimento e modernização tecnológica”, completa. 

 

Entrevista - O entrevistado desta edição é o consultor e ex-secretário da Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Airton Spies, que falou sobre economia, sanidade e deu dicas de como buscar a sustentabilidade e competitividade no setor produtivo. “As cooperativas precisam atender ao tripé: eficiência econômica, respeito ao meio ambiente e geração de benefícios para a sociedade”, afirmou. Também nesta edição, informações sobre a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Ocepar, que ocorreu no dia 1º de abril e elegeu a nova diretoria da entidade. A Revista Paraná Cooperativo é editada pelo setor de Comunicação do Sistema Ocepar. 

Clique aqui para conferir na íntegra o conteúdo da edição 169 da revista Paraná Cooperativo 

 

SICREDI: Instituição cooperativa e Mauricio de Sousa lançam desenhos animados sobre educação financeira

 

Personagens da Turma da Mônica falam sobre planejamento financeiro e controle de gastos de uma forma leve e divertida, com o objetivo de ensinar sobre a importância da educação financeira. Com esse foco, o Sicredi - instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados - lança, em parceria com a Mauricio de Sousa Produções (MSP), três desenhos animados (cada episódio tem um minuto e meio), que trazem como tema central questões como: de onde vem o dinheiro, orçamento familiar e a recompensa de quem sabe administrar os gastos. 

 

Lançamentos - Os temas dos três desenhos animados têm como base as primeiras revistas em quadrinhos da Turma da Mônica sobre educação financeira, lançadas pelo Sicredi e pela MSP em 2018. Em 2019, outras três edições também serão lançadas pelo Sicredi, que baseou o conteúdo dos materiais no Caderno de Educação Financeira e Gestão de Finanças Pessoais do Banco Central do Brasil. 

 

Semana - A iniciativa integra uma série de ações realizadas pela instituição financeira cooperativa durante a Semana Nacional da Educação Financeira, promovida anualmente pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF), que este ano será realizada de 20 a 26 de maio.

 

Educação - O presidente da SicrediPar e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, ressalta que iniciativas como essa são importantes porque ajudam a mudar hábitos de consumo. “É necessário que as crianças estejam desde cedo familiarizadas com conceitos como poupança, valor do dinheiro e orçamento doméstico. Uma criança que entende as relações de consumo e a importância do hábito de poupar terá mais chances de evitar dívidas no futuro. E nada melhor que falar sobre esse tema com a ajuda de personagens tão queridos dos brasileiros como os da Turma da Mônica”, analisa.

 

Preparação - Para Mauricio de Sousa, o projeto é mais uma forma de a Turma da Mônica colaborar com a discussão de temas importantes para a sociedade “As soluções para o crescimento do país passam justamente pelas boas informações por intermédio da educação. Crianças e jovens precisam saber desde cedo como resolverem problemas que seus pais já enfrentam e que eles enfrentarão por toda a vida. Os quadrinhos e as animações que desenvolvemos junto ao Sicredi ajudam para que essas informações cheguem corretas e diretas para todos”, afirma.

 

Difusão - Os desenhos animados podem ser vistos no canal oficial do Sicredi no YouTube. Além disso, os filmes também serão utilizados em apresentações sobre educação financeira em eventos e oficinas promovidas pelo Sicredi nas comunidades onde atua em todo Brasil.

 

Nova edição - Em paralelo, o Sicredi lança a quarta edição da revista em quadrinhos especial da Turma da Mônica sobre educação financeira. O material estará disponível nas agências do Sicredi em todo o País. Até agora, foram distribuídas mais de 2,1 milhões de revistas em quadrinhos, impactando milhares de crianças e suas famílias. (Imprensa Sicredi)

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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INTEGRADA: Encontro com produtores vai discutir a citricultura no norte do Paraná

 

integrada 14 05 2019Com o objetivo de discutir a cadeia produtiva da laranja no Norte do Paraná, a Cooperativa Integrada realiza nesta terça-feira (14/05) o Encontro Integrada de Citricultura na regional Assaí, localizada na estrada municipal 442, 1000. O evento, promovido pela Unidade Industrial de Sucos (UIS) da Integrada, é destinado a citricultores e interessados em investir na atividade.

 

Temas - Entre os temas a serem abordados no encontro estão Plano Safra da laranja; a citricultura como alternativa de renda, manejo voltado para o sistema de adubação. Empresas parceiras da Integrada também apresentarão as novidades tecnológicas no combate a pragas e doenças.

 

Destaques - Um dos pontos altos do evento é a presença do pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Eduardo Firmino, que falará sobre o cultivo de limão verdadeiro como alternativa de renda para a citricultura. Outro destaque é a participação do especialista em adubação foliar, Décio Joaquim, membro do Grupo Técnico de Assistência e Consultoria em Citros (GTACC).

 

Importante - O gerente da UIS e anfitrião do evento, Paulo Rizzo, explica que o encontro é de suma importância para a citricultura e para a região norte paranaense. “Essa é a primeira reunião do ano com os nossos citricultores”, observa.

 

Safra - Rizzo afirma que a reunião servirá também para alinhar junto aos produtores os preparativos para a safra que começa no próximo mês. Neste ciclo, a Unidade de Sucos da Integrada estima esmagar 2,3 milhões de caixas, ante 1,4 milhões de caixas processadas na safra anterior.

 

Produção - O gerente da UIS está otimista devido à expectativa de safra cheia nos estados do Paraná e São Paulo. De acordo com dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a safra da laranja 2019/20 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro deve ser de 388,89 milhões de caixas, de 40,8 kg cada. O volume projetado é 36% acima da safra anterior, de 285,98 milhões de caixas, e 21% superior em relação à média dos últimos dez anos.(Imprensa Integrada)

 

 

C.VALE: Cooperativa promove Dia de Negócios

 

Unidades da C.Vale do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso promovem até o próximo sábado (18/05), em horário comercial, o Dia de Negócios. Durante esta semana, associados e clientes da cooperativa poderão conferir e aproveitar preços e condições especiais em máquinas e implementos, peças e acessórios e produtos veterinários.

 

BNDES: Banco registra lucro de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2019

 

bndes 14 05 2019O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2019. O resultado representa um crescimento de 436,7% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro ficou em R$ 2,1 bilhões. O que “mostra que o BNDES continua muito vigoroso”, disse o presidente do banco, Joaquim Levy, que apresentou o balanço do primeiro trimestre de 2019, na sede da instituição na manhã desta terça-feira (14/05).

 

Igualmente - Também no trimestre o resultado do BNDES com participações societárias foi 725,5% superior ao atingido nos três primeiros meses de 2018.

 

Fatores - Segundo o BNDES, um dos fatores que contribuíram para o resultado  foi o desempenho positivo com participações societárias do Sistema BNDES (incluindo BNDESPAR) no primeiro trimestre deste ano, de R$ 12,5 bilhões. Esse valor refletiu o crescimento de R$ 9,3 bilhões (1081,0%) do resultado com alienações de investimentos, de acordo com Levy, com destaque para a alienação de ações da Fibria, Perrobras, Vale e Rede.

 

Mais ganhos - Conforme o banco o lucro também reflete o aumento de R$ 1,1 bilhão do produto com intermediação financeira, representando 45% a mais que o primeiro trimestre de 2018, como resultado da redução da dívida com o Tesouro Nacional ao longo do ano passado, processo que foi retomado em 2019.

 

ECONOMIA I: Processo de recuperação gradual da economia foi interrompido, diz BC

 

economia I 14 05 2019O processo de recuperação gradual da atividade econômica sofreu interrupção no período recente, mas a expectativa é de retomada adiante. Essa é a conclusão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que decidiu na última quarta-feira (8) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano.

 

Recuos - Segundo ata da reunião do Copom, o arrefecimento da atividade observado no final de 2018 teve continuidade no início de 2019. “Em particular, os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais”, diz o documento.

 

Revisões - O Copom acrescenta que os indicadores do primeiro trimestre induziram revisões substantivas nas projeções de instituições financeiras para o crescimento do PIB em 2019. “Essas revisões refletem um primeiro trimestre aquém do esperado, com implicações para o ‘carregamento estatístico’ [herança do que ocorreu no ano anterior], mas também embutem alguma redução do ritmo de crescimento previsto para os próximos trimestres”, destacou. Nesse cenário, o Copom avaliou que seria necessário manter a Selic em 6,5% ao ano.

 

Avaliações - “O comitê julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, livre dos efeitos remanescentes dos diversos choques a que foi submetida no ano passado e, em especial, com redução do grau de incerteza a que a economia brasileira continua exposta”, diz a ata. O Copom acrescentou que essa avaliação sobre o desempenho da economia demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo. “O comitê ressalta que os próximos passos da política monetária [definição da taxa Selic] continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, afirmou.

 

Inflação - Na ata, o Copom destaca ainda que a inflação acumulada em 12 meses deve atingir um pico no curto prazo para, em seguida, recuar e encerrar 2019 em torno da meta. Para 2019, a meta de inflação é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

 

Requisitos - O comitê ressalta, entretanto, que “a consolidação desse cenário favorável, com inflação nas metas nos médio e longo prazos, depende do andamento das reformas e ajustes necessários na economia brasileira, que são fundamentais para a manutenção do ambiente com expectativas de inflação ancoradas”.

 

Taxa Selic - A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. Quando mantém os juros básicos, o comitê considera que alterações anteriores na taxa foram suficientes para alcançar a meta de inflação. (Agência Brasil)

 

(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

 

 

ECONOMIA II: Volume de serviços recua 0,7% de fevereiro para março, diz IBGE

 

economia II 14 05 2019O volume de serviços no país caiu 0,7% em março último, na comparação com fevereiro. Esta é a terceira queda consecutiva do setor no ano, que acumula uma queda de 1,7% nos três primeiros meses. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Comparação - Na comparação com março de 2018, a queda chegou a 2,3%. O setor acumula altas de 1,1% no primeiro trimestre (na comparação com o primeiro trimestre de 2018) e 0,6% no acumulado de 12 meses.

 

Setores - Dos cinco segmentos de serviços pesquisados, três tiveram queda, com destaque para os serviços de informação e comunicação (-1,7%). Outros recuos foram observados nos profissionais, administrativos e complementares (-0,1%) e nos outros serviços (-0,2%).

 

Alta - Por outro lado, tiveram crescimento os serviços prestados às famílias (1,4%) e os transportes, auxiliares de transportes e correios (0,5%).

 

Comportamento - A receita nominal dos serviços teve queda de 0,6% na passagem de fevereiro para março e altas de 1,1% na comparação com março de 2018, de 4,3% no acumulado do ano e de 3,5% no acumulado de 12 meses. (Agência Brasil)

 

 

MERCADO: Reuters confirma com o Cepea: Prêmio da soja do Brasil avança para quase US$ 1/bu

 

mercado 14 05 2019Os prêmios para embarque de soja em junho no Brasil avançaram nesta segunda-feira (13/05) a 92 centavos de dólar por bushel, com o mercado reagindo à guerra comercial entre Estados Unidos e China, que deve aquecer a demanda pelo produto brasileiro, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

 

Prêmio - Em meio a uma queda nos preços na bolsa de Chicago e uma alta do dólar frente ao real, o prêmio para exportação em junho via Paranaguá, importante porto brasileiro, ampliou-se em quase 10 centavos ante o valor de sexta-feira (10/05), atingindo o maior nível desde 7 de dezembro.

 

Compensação - Dessa forma, o prêmio mais do que compensou a queda diária de quase 7 centavos do contrato de julho em Chicago, utilizado como referência para embarques de soja em junho no Brasil.

 

Pressão - O acirramento da guerra comercial pressionou o mercado em Chicago, onde operadores esperavam um acordo comercial que não aconteceu. Em vez disto, as duas maiores economias do mundo anunciaram mais tarifas mútuas, o que mexeu com os prêmios no Brasil. Com os EUA subindo tarifas e a China retaliando, aumenta a expectativa de maior demanda chinesa por soja brasileira, informou à Reuters o Cepea, da Esalq/USP.

 

Repetição - A situação lembra o que aconteceu no ano passado, quando os chineses aumentaram fortemente as importações de soja do Brasil por conta das tarifas aplicadas ao produto norte-americano. Por conta disso, em 2018, o Brasil exportou um recorde de cerca de 84 milhões de toneladas de soja, produto que é o principal da pauta de exportações do país.

 

Patamar - Em novembro do ano passado, o prêmio sobre Chicago atingiu mais de 2 dólares por bushel, na esteira da forte demanda pelo produto brasileiro, em uma época em que o Brasil já quase não tinha mais soja para o exportar. Atualmente, produtores brasileiros ainda têm grandes volumes para embarcar, uma vez que a colheita terminou recentemente.

 

Precaução - Apesar da alta no prêmio, o produtor está relutante ainda em negociar mais soja, segundo o Cepea, com a tabela do frete do governo inviabilizando muitos negócios. O Cepea, no entanto, avalia que nova alta do prêmio poderia influenciar fortemente os preços no mercado físico de grãos, trazendo um descolamento maior entre os valores no Brasil e em Chicago, e ao mesmo tempo impulsionando as vendas pelos de agricultores.

 

Retaliação - A China informou nesta segunda-feira (13/05) que vai impor tarifas mais altas a uma série de produtos norte-americanos, respondendo a um aumento de tarifas que os Estados Unidos anunciaram na semana passada.

 

Câmbio - O dólar subiu fortemente nesta segunda-feira, em meio ao pessimismo global decorrente do recrudescimento da disputa tarifária entre China e EUA. Na máxima do dia, a cotação da moeda norte-americana bateu os 4,0054 reais.(Reuters/Notícias Agrícolas)

(Foto: ANPr/Divulgação)

 

 

TEMPO: Inundações no Paraguai afetam mais de 200 mil pessoas e causam prejuízos no campo e estradas

 

As chuvas ocorridas no último final de semana sobre a região sul brasileira e partes do Paraguai causaram estragos consideráveis no país vizinho. De acordo com sites paraguaios, as fortes precipitações causaram enchentes que já afetam metade da população do país e causam impactos na agricultura e logística.

 

Desabrigados - A Secretaria de Emergência Nacional do Paraguai disse ao site Ultima Hora nesta segunda-feira (13/05), que cerca de 60 mil famílias tinham sido afetadas pelas enchentes, ou cerca de 240 mil pessoas. Em Assunção, capital do país, são mais de 13 mil famílias.

 

Emergência - O prefeito de Assunção, inclusive, segundo reportam sites paraguaios, pediu que o presidente Mario Abdo Benítez declare estado de emergência nacional, o que favoreceria ações imediatas.

 

Perdas - De acordo com Bruno Vefago, diretor comercial da Cotripar, as chuvas dos últimos dias devem impactar lavouras de milho 2ª safra, além do arroz e pecuária. Neivo Fritzen, produtor rural de Ypehu, também confirmou as perdas. "O problema é grave. São vários municípios no sul que foram alagados", disse. Tanto o governo quanto produtores ainda quantificam as perdas.

 

Transbordamento - O rio Paraguai atingiu 7 metros de altura em Assunção, onde 13 mil famílias foram deslocadas devido ao aumento do canal de água. A maioria está em abrigos. Apesar da região central do país ser a mais afetada, cidades como Chaco, Concepción, Guairá, Ñembembú, Concepción, Alto Paraná e Misiones também foram atingidas.

 

Ação - "A Secretaria Nacional de Emergência tem trabalhado com o apoio de todas as instituições governamentais por ar, terra e água", disse Joaquín Roadurante, ministro da SEM. 

 

Morte - O acesso em algumas cidades do país está afetado e tem deixado populações isoladas, segundo detalhou o site Ultima Hora. No sul, na cidade de Pilar, a tempestade deixou ao menos uma pessoa morta e cerca de 10.000 famílias estão sendo afetadas pelas chuvas. Bombas foram instaladas para drenar as inundações.

 

Estradas - No estado de Canindeyú, ainda segundo informações de sites paraguaios, nenhum caminhão consegue trafegar pelas estradas por conta das tempestades dos últimos dias. Em áreas do estado, segundo o Ultima Hora, foram mais de 20 horas de precipitações, que causaram sérios estragos nas estradas, que deixaram comunidades isoladas. 

 

Previsão - Apesar das chuvas fortes nesses últimos dias, os mapas de precipitação acumulada do Inmet para os próximos sete dias apontam a diminuição das chuvas na região sul do Brasil e no Paraguai. (Notícias Agrícolas)

 

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CHINA X EUA I: Trump diz que produtores dos EUA podem receber US$ 15 bi em meio à disputa com China

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (13/05) que seu governo planeja disponibilizar cerca de US$ 15 bilhões de dólares em auxílio para produtores agrícolas norte-americanos que possam ser atingidos por tarifas da China em meio a um aprofundamento na disputa comercial.

 

Socorro - "Vamos pegar o melhor ano, a maior compra que a China já fez com nossos produtores, que é de cerca de 15 bilhões de dólares, e fazer algo recíproco para nossos produtores para que eles fiquem bem", disse Trump a repórteres na Casa Branca. Os agricultores, que representam base importante para Trump, estão entre os mais afetados pela guerra comercial.

 

Mercado - A soja é a exportação agrícola mais valiosa dos EUA, e seus embarques para a China recuaram para uma mínima de 16 anos em 2018, enquanto os contratos futuros da oleaginosa em Chicago atingiram nesta semana seus menores níveis em 11 anos.

 

Plano - Na última sexta-feira (10/05), o secretário da Agricultura norte-americano, Sonny Perdue, declarou que Trump havia pedido a ele para que criasse um plano para ajudar os agricultores do país a lidarem com o forte impacto da guerra comercial EUA-China sobre o setor.

 

Subsídio - Um novo programa de auxílio pode ser a segunda rodada de assistência a agricultores, depois dos US$ 12 bilhões de um plano do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) no ano passado para compensá-los pelos menores preços dos bens agrícolas e pelas vendas perdidas com as disputas comerciais contra a China e outras nações.

 

Resposta - "Dos bilhões de dólares que estamos levando (em tarifas sobre importações da China), uma pequena porção disso irá para nossos agricultores, pois a China irá retaliar, provavelmente a uma certa extensão, contra nossos agricultores", disse Trump. (Reuters/Notícias Agrícolas)

 

CHINA X EUA II: Fed pode reduzir juro se disputa comercial EUA-China desacelerar economia

 

O Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, tem as ferramentas de que precisa, incluindo redução de taxa de juros, para responder a qualquer desaceleração causada pela questão comercial EUA-China, disse nesta segunda-feira (13/05) à Reuters importante autoridade do Fed, acrescentando que não espera, necessariamente, que isso seja preciso no momento.

 

Instrumentos - "Se o impacto das tarifas --e qualquer reação de mercado a elas-- causar mais que uma desaceleração, então nós realmente temos as ferramentas disponíveis para nós, incluindo redução de taxa de juro. Não que eu esteja necessariamente esperando que isso seja necessário", disse o presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, que vota no comitê de taxa de juros do Fed neste ano.

 

Expectativa - "É difícil para o Fed reagir até que nós tenhamos informações melhores, então sobre a avaliação de nossa postura paciente, não acredito que isso altere nossa visão do tema até termos uma ideia melhor sobre se isso terá mais efeitos duradouros", disse. (Notícias Agrícolas/Reuters)


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