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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4567 | 02 de Maio de 2019

GETEC: Gerência Técnica emite nota sobre mudanças no cadastramento de usuários de agroquímicos

getec destaque 02 05 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) emitiu uma nota técnica sobre a Portaria nº 103, da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Adapar), publicada no dia 26 de abril no Diário Oficial do Estado, e que entra em vigor 60 dias após a publicação. A nova norma altera a Portaria nº 101, de 13 de abril de 2018, e revoga a Portaria nº 230, de 1º de agosto de 2018. Assim, uma das mudanças importantes que traz a Portaria nº 103 é que o produtor não precisará mais fazer o cadastro de usuário de agrotóxicos na Adapar.

Coordenação geográfica - Também ficou instituído que todas as receitas agronômicas no Paraná deverão conter a indicação geográfica das propriedades nas quais serão feitas aplicações de defensivos agrícolas.

 

Clique aqui para conferir na íntegra a Nota Técnica da Getec

Clique aqui para conferir na íntegra a Portaria nº 103/2019

Clique aqui para conferir na íntegra a Portaria nº 101/2018

Clique aqui para conferir na íntegra a Portaria nº 230/2018

 

FOTO: New Holland

 

LEGISLAÇÃO: Governo federal publica MP que institui a Declaração dos Direitos de Liberdade Econômica

legislacao destaque 02 05 2019Foi publicada, na edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (30/04), a Medida Provisória (MP) 881, que “institui a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, estabelece garantias de livre mercado, análise de impacto regulatório, e dá outras providências.” Em pronunciamento à nação realizado nesta quarta-feira (01/05), o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que a MP está concretizada em direitos considerados essenciais ao crescimento do país, como desenvolver atividade econômica de baixo risco para o sustento próprio da sua família, produzir, empregar e gerar renda.

Destaques - Entre os direitos garantidos pela MP, o presidente destacou a liberdade do dono da atividade econômica definir o preço de produtos de serviços, sem interferência de qualquer autoridade. O texto garante ainda tratamento igualitário de órgãos e de entidades da administração pública. Ainda durante o pronunciamento, o presidente ressaltou que a medida restringe o papel do Estado no controle e na fiscalização da atividade econômica. (Com informações da Agência Brasil)

Clique aqui para conferir na íntegra a MP 881, de 30 de abril de 2019

 

Foto: Pixabay

 

TRIBUTÁRIO: Sentença afasta IOF sobre receitas de exportação

tributario 02 05 2019Uma empresa do setor de petróleo obteve sentença que a libera do pagamento de IOF sobre receitas de exportação. Esse tema vem sendo discutido no Judiciário desde o início do ano, quando os bancos começaram a enviar cartas aos exportadores para avisar que, em razão de um novo entendimento da Receita Federal, passariam a reter 0,38% de imposto.

Primeira - Essa é a primeira sentença contra a cobrança que se tem notícia. Foi proferida pela 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Já há, no entanto, liminares concedidas em favor das empresas - tanto no Rio como em São Paulo e Minas Gerais. Os juízes têm aceitado a argumentação de que o Decreto nº 6.306, de 2007, garante alíquota zero nas operações de câmbio realizadas na entrada dessas receitas no país.

Base - As cartas enviadas pelos bancos têm como base a Solução de Consulta nº 246, editada em dezembro pela Coordenação Geral de Tributação (Cosit) da Receita. No texto consta que "se os recursos inicialmente mantidos em conta no exterior forem, em data posterior à conclusão do processo de exportação, remetidos ao Brasil, haverá incidência de IOF à alíquota de 0,38%".

Entendimento - A Receita interpreta que o ciclo da exportação se encerra com o recebimento dos recursos em conta mantida no exterior. Por isso, se o exportador decidir remeter os recursos ao Brasil em data posterior a do depósito, não terá mais direito à alíquota zero. Os bancos decidiram seguir o entendimento porque são os responsáveis pela retenção automática do IOF e podem ser cobrados caso o imposto não seja recolhido. Essa cobrança tem impacto principalmente para as empresas dos setores de mineração, óleo e gás e agronegócio, que são majoritariamente exportadoras.

Aumento da carga tributária - "Os contribuintes foram surpreendidos por um aumento de carga tributária. E, pior, aumento que parte de um ato da Receita Federal e não de uma lei. A lei que existe hoje não determina prazo para a entrada das receitas de exportação no país", diz o advogado Julio Janolio, sócio do Vinhas e Redenschi Advogados, representante da empresa que obteve a sentença (mandado de segurança nº 5012810-83.2019.4.02.5101).

Natural - Julio Janolio e o seu colega no caso, o advogado Victor Amaral, afirmam que receber dinheiro no exterior é algo "completamente natural" entre exportadores e que há inclusive permissão prevista em lei para que tenham conta fora do país. "O exportador geralmente tem obrigações no exterior a pagar em dólar. Financiamento e importação de insumos, por exemplo. Em vez de fazer um contrato de câmbio de entrada e outro de saída, a empresa deixa o que precisa fora e traz o restante", complementa Janolio.

Decisão - O juiz Wilney Magno de Azevedo Silva, da 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que julgou o processo, já havia concedido liminar para a empresa. Ele decidiu que a Receita não pode cobrar o IOF, nem considerar tais valores como devidos e usar isso como um impeditivo para a renovação da certidão fiscal ou inclusão do nome da companhia em cadastros de inadimplentes. Determinou ainda o envio de ofício, informando sobre a decisão, ao Banco Central.

Permissão - Especialista em tributação, Leo Lopes, sócio do FAS Advogados, diz que a permissão para manter o dinheiro fora do país foi instituída tanto pelo governo como pelo Banco Central para proteger os exportadores de variações cambiais. "Porque no mesmo dia em que a empresa recebe, às vezes, o dólar pode ter subido ou caído muito em relação ao real. Se tiver que internalizar aquele valor imediatamente, ela poderia, por exemplo, receber muito menos do que se pudesse esperar uma semana, um mês ou o que for", afirma.

Sem sentido - Não faria sentido, na visão do advogado, criar esse mecanismo de proteção e ao mesmo tempo exigir o IOF porque o dinheiro não foi trazido para o Brasil no mesmo dia em que a empresa recebeu, em conta no exterior, pelos serviços prestados. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) foi procurada pelo Valor, mas não deu retorno até o fechamento da edição. (Valor Econômico)

 

UNIUM: Presente ne feira que reúne supermercadistas do mundo todo

unium 02 05 2019Mais de 70 mil pessoas são esperadas entre os dias 6 e 9 de maio na 35ª edição da APAS Show, maior feira de alimentos, bebidas, higiene, limpeza, equipamentos e tecnologia para supermercados do mundo. No evento, realizado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), que acontece no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), estarão reunidos grandes players e tomadores de decisão do setor.

Unium - Entre os participantes está a Unium, intercooperação que integra as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, que irá apresentar produtos de suas marcas: Alegra (carne suína), Colônia Holandesa e Naturalle (lácteos). De acordo com o gerente de marketing da Unium, Cracios Consul, o evento é mais uma oportunidade de fortalecer a marca, principalmente no mercado de São Paulo. “Mesmo com o conceito de intercooperação sendo uma novidade, com a participação em eventos de grande porte, conseguimos fixar nossas marcas nos diferentes segmentos em que atuamos”, diz Consul.

Lançamento - Durante o evento, a fábrica de lácteos da Unium irá lançar o leite UHT Colônia Holandesa Naturalle. Com matéria-prima originada da bacia leiteira dos Campos Gerais (PR) e leite produzido na Unidade de Beneficiamento de Leite (UBL) de Itapetininga (SP), a Naturalle foi pioneira na produção de leite zero aditivo. Além disso, o produto conta com uma embalagem diferenciada, com o formato evero, cartonada, que permite um melhor armazenamento.

Aproximação - Como forma de aproximar os empresários e executivos, e estreitar relacionamentos profissionais, o evento conta com um serviço que administra e gerencia visita e reuniões durante a feira. O diferencial do serviço é o acompanhamento desde o momento da inscrição e indicação de interesses e produtos, até a concretização das reuniões, que são realizadas no próprio estande do expositor.

Inscrições - As inscrições podem ser feitas pelo site da APAS e os preços variam de acordo com a categoria.

Sobre a Unium - A Unium é a marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal e representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. As marcas reunidas pela Unium são reconhecidas pela qualidade e excelência, e entre elas está a Alegra. A Unium também conta com três marcas de lácteos: Naturalle - de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa - farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22.000, o que a qualifica com elevados padrões de exigência. (Imprensa Unium)

SERVIÇO

APAS SHOW 2019

Data: 6 a 9 de maio de 2019 (segunda a quinta-feira)

Horários:

Feira de negócios |

6 a 8 de maio - das 14 às 22h

9 de maio - das 13 às 19h

Congresso de gestão

7 a 9 de maio - das 8h30 às 1h

Local: Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme, São Paulo - SP)

 

LAR: Cooperativa inaugura escritórios em Sidrolândia e Maracaju (MS)

 

Sidrolândia e Maracaju foram os municípios em Mato Grosso do Sul (MS) que receberam novas unidades de atendimento aos associados da Lar Cooperativa Agroindustrial. Estruturas amplas e modernas se destacam pelo visual nas rodovias e ambiente agradável para recepção dos produtores rurais. O ato inaugural, em ambas as unidades, aconteceu na última sexta-feira (26/04).

 

Relevância - O governador Reinaldo Azambuja prestigiou as programações em Maracaju e relembrou a chegada Lar no município, quando ele era prefeito e também falou da relevância da cooperativa para o Estado do Mato Grosso do Sul. “Ficamos felizes por sua participação e presença em um setor que tem crescido muito, já que o agronegócio brasileiro tem dado um resultado fantástico no desenvolvimento de nosso país e a Lar acompanha isso, com grande faturamento e se destacando entre as maiores empresas do país.” Destacou Reinaldo.

 

Panorama - O diretor presidente da Lar Cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues, apresentou um panorama da história da cooperativa, a credibilidade e confiança conquistadas ao longo dos anos. “Ética e integridade fazem parte dos valores da Cooperativa, que realiza seus negócios de forma organizada, capacita seu quadro de associados e funcionários, e consequentemente colhe os frutos do seu trabalho”, afirmou Irineo, ao falar do crescimento de 26,02% da Lar em 2018, um ano de muitas adversidades. 

 

Unidades - A cooperativa, com 55 anos de história e há 16 anos em MS, está em Maracaju desde 2005, possui três unidades de recepção de grãos no município e soma uma capacidade total de armazenagem local de 281 mil toneladas, estrutura está apta para receber 8 milhões de sacas de grãos, entre soja e milho.

 

Sidrolândia - Em Sidrolândia, a Lar iniciou suas atividades em 2008, atualmente conta com: uma unidade no centro, outra no Piqui (totalmente revitalizada e ampliada em 2018) e a terceira às margens da Rodovia MS 163 – km 1 na saída da cidade. Juntas as três unidades somam uma capacidade de armazenagem de 175 mil toneladas.

 

Presenças - Pela manhã em Sidrolândia, a cerimônia contou com a presença do prefeito Marcelo de Araujo Ascoli, presidente da Câmara de Vereadores Carlos Olindo e demais autoridades municipais. No período da tarde, em Maracaju, o ato inaugural contou com a presença do governador do Estado e associado da Lar, Reinaldo Azambuja, prefeito Maurílio Ferreira Azambuja, presidente da Câmara de Vereadores Hélio Albarello. Em ambas as unidades todos os membros da Diretoria Executiva, Conselho de Administração e Conselho Fiscal da Lar Cooperativa estiveram presentes. 

 

Encerramento - A programação encerrou com jantar e show com a dupla Teodoro e Sampaio no clube Acácia Branca Eventos em Maracaju, momento de comemoração dos avanços da cooperativa em Mato Grosso do Sul. 

 

Números - A Lar Cooperativa hoje:

• 10.959 associados (2.901 em Mato Grosso do Sul)

• 13.320 funcionários (597 em Mato Grosso do Sul)

• Previsão de faturamento total de R$7 bilhões em 2019

• 993.367 ton de milho recebidos no MS em 2018

• 977.358 ton de soja recebidas no MS em 2019

• 29 unidades de recepção de grãos em MS, 18 no PR e 1 em SC

(Imprensa Lar)

 

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AGRÁRIA: Diretores realizam ação de segurança no trabalho com colaboradores

 

O alarme de emergência soou nas três unidades da Agrária – Guarapuava, Pinhão e Vitória – na manhã de segunda-feira (29/04). De forma organizada, assim como ocorre sempre que há um simulado ou emergência real, os colaboradores das áreas industriais e operacionais evacuaram as áreas e se reuniram nos pontos de agrupamento. A surpresa foi geral quando, nos locais, estavam sendo aguardados pelos diretores da cooperativa.

 

Dia Mundial - O objetivo da diretoria foi reunir os colaboradores para dialogar sobre a importância da segurança no trabalho para o bem-estar das pessoas na cooperativa, bem como o papel de cada um para o atingimento da meta de zero acidente com afastamento. A ação foi alusiva ao Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, instituído pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) e celebrado no dia 28 de abril.

 

Envolvimento - Em torno de 600 pessoas foram envolvidas diretamente na ação. Como todas as áreas foram evacuadas, tal como se houvesse uma emergência real, participaram também colaboradores terceiros e motoristas que estavam nas unidades.

 

Conversa - O diretor presidente Jorge Karl conversou com os colaboradores da unidade Guarapuava, enquanto o vice-presidente Manfred Majowski foi à unidade Pinhão, e o diretor financeiro Arnaldo Stock e o diretor secretário Edmund Gumpl falaram com a equipe da unidade Vitória.

 

Chacoalhada - “A ideia foi dar uma chacoalhada na rotina dos colaboradores, começando a semana de forma diferente, soando o alarme e retirando as pessoas do seu trabalho para falar sobre segurança”, explicou o coordenador do departamento de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, Cauê Mohler dos Santos. “Isso mostra às pessoas o quanto esse é um tema importante para a Cooperativa, porque podemos parar o trabalho, parar tudo o que estamos fazendo, em nome da segurança. Não é comum ter um diretor falando diretamente sobre isso no dia a dia dos colaboradores, por isso foi bem impactante”.

 

Preocupação - De acordo com Jorge Karl, a ação foi importante para mostrar que, muito além da meta corporativa de zero acidente, a Agrária se preocupa com a saúde e o bem-estar dos colaboradores. “Não é aceitável que qualquer pessoa tenha um acidente grave no trabalho. Por isso, a meta é zero”, destacou. “É preciso que todos estejam plenamente envolvidos com esse propósito. Cada um deve olhar para a segurança – sua e a do próximo. Precisamos nos responsabilizar pela segurança no trabalho em toda a cooperativa, realmente agindo para termos um resultado melhor e mais saúde e segurança para todos. É nisso que a Agrária acredita”.

 

Propósito estratégico - O propósito estratégico AGIR 500 tem como meta zero acidente com afastamento em todos os cinco anos do ciclo (de 2019 a 2023), assim como era projetado para o último ano do propósito estratégico SER, encerrado em 2018. (Imprensa Agrária)

 

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COPROSSEL: Sucesso do 4º Encontro de Mulheres reflete a força feminina no agro

A Coprossel realizou o maior encontro de mulheres de sua história. A quarta edição ocorreu durante a Expoagro, em Laranjeiras do Sul, na região Sudoeste do Paraná, no início de abril. O evento teve recorde de participação, reunindo mais de 550 representantes de todos os municípios de atuação da cooperativa. Para a gerente de RH e organizadora do encontro, Raquel Palhano, a sensação foi de gratidão a todas as participantes que atenderam ao convite feito pela Coprossel. “Nossa avaliação é de sucesso absoluto. Agora é hora de fazer um balanço e se programar para fazer a quinta edição ainda melhor”, enfatizou.

Centro do planejamento - O presidente da Coprossel e da Associação Paranaense de Sementes e Mudas (Apasem), Paulo Pinto de Oliveira Pinto, enfatizou que as mulheres estão ao centro do planejamento estratégico da cooperativa, com vários programas e capacitações e valorização do público feminino, com foco a incentivar a cada vez mais a participação delas na Coprossel e nos negócios da família. “Estamos muito felizes com as mais de 550 mulheres participantes, e vamos continuar trabalhando para que os próximos anos sejam ainda melhor”, disse.

Espaço - As mulheres estão conquistando seu espaço no mercado, batalhando para a busca por uma sociedade mais igualitária e, a cada ano, esse êxito está se consolidando e é possível notar uma grande diferença também no agronegócio. Elas representam mais de 40% do rendimento familiar no campo. No cenário atual, existem em torno de 14 milhões de produtoras rurais empenhadas em todos os processos feitos no agronegócio. Na agricultura familiar são mais de 45% dos produtos serem plantados e colhidos pelas mãos femininas. Ainda cabe salientar a produção destinada ao autoconsumo familiar, pelo manejo ambiental adequado das águas e dos solos, garantindo uma maior qualidade de vida na família e na sociedade. (Com informações da Coprossel)

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SICREDI UNIÃO PR/SP I: Segurança das instituições financeiras é tema de reunião

 

sicredi uniao I 02 05 2019Na manhã de terça-feira (30/04) foi realizada a 2ª Reunião de Segurança Financeira – Paraná 2019 na Superintendência Regional da Sicredi União PR/SP, em Maringá (PR). O objetivo foi estreitar o relacionamento entre as instituições financeiras e a polícia, proporcionando troca de informações e experiências a fim de gerar um trabalho ainda mais colaborativo entre as partes e, assim, potencializar os resultados contra ações de meliantes em agências.

 

Especialistas - O evento reuniu especialistas de segurança da Sicredi União PR/SP, Central Sicredi PR/SP/RJ, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú e Sicoob. A reunião também contou com representantes da 9ª Subdivisão Policial (9ª SDP), como o delegado-chefe Adão Wagner Loureiro Rodrigues, o delegado de polícia Luiz Henrique Vicente, e o delegado de polícia Luiz Cláudio da Silva Alves. O secretário de Segurança de Sarandi, Joel Inglês da Silva também compareceu. 

 

Preocupação - Na oportunidade, o diretor executivo da Sicredi União PR/SP, Rogério Machado, ressaltou a preocupação em minimizar o impacto financeiro e emocional das pessoas ao sofrerem ações criminosas em agências. Isso porque a cooperativa tem atingido a média de crescimento de 20% ao ano e, com o plano de expansão, somente este ano prevê inaugurar/reinaugurar 25 agências, sendo 14 em São Paulo e 11 no Paraná. Atualmente, a instituição conta com 93 agências em 79 municípios. 

 

Eficiência - “Com relacionamento mais próximo junto à polícia buscamos obter mais eficiência no combate aos ataques dos meliantes. Muitas vezes ficamos focados apenas na segurança física, mas tem aumentado as fraudes eletrônicas. Temos de acompanhar essas mudanças e tendências para garantir o máximo de segurança para a cooperativa e associados”, enfatizou Machado.

 

Ocorrências - O assessor de Segurança da Sicredi União PR/SP, José Carlos Arruda, apresentou diversos tipos de ocorrências já sofridos pelas agências, como explosões e pescarias de envelopes em caixas eletrônicos, trava de cartão e estelionatos. Já entre as estratégias utilizadas pela cooperativa, ele destacou o gerador de neblina e as cortinas de aço. O assessor de Segurança do Itaú, Carlos Saddock, também citou algumas soluções, como sirene de alto impacto, imagem em tempo real, treinamento de colaboradores e até o projeto de Câmera Cidadã, com sistema em desenvolvimento, para disponibilizar imagens para a polícia. 

 

Troca de experiências - “É importante essa troca de experiências porque situações que ocorrem com outras instituições bancárias podem vir a nos acometer também. Assim, ajudamos uns aos outros para nos manteremos alertas e preparados. Sem contar que essa aproximação com os policiais certamente vai contribuir ainda mais para que qualquer ação seja inibida o mais rápido possível. Para isso, vamos manter contato e uma constante troca de informações com a polícia”, enfatizou Arruda. 

 

Integração - Para o delegado chefe da 9ª SDP, Adão Wagner Loureiro Rodrigues, essa integração é fundamental para agilizar o trabalho da polícia, porque muitos crimes exigem resposta rápida. “Há delitos que não são solucionados por demora ou entraves administrativos. Esse estreitamento faz com que as informações cheguem rápido para as investigações. Certamente, o conhecimento aqui apresentado vai render resultados positivos e contribuirá com o desenvolvimento de novas soluções”. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Prédio amplo e confortável será inaugurado em Astorga

 

sicredi uniao II 02 05 2019Há 35 anos presente em Astorga, a Sicredi União PR/SP evolui junto com a cidade. Hoje, com cerca de 4.500 associados, a agência da cooperativa de crédito ganha novo endereço, mais espaçoso, confortável, moderno e, principalmente, construído dentro dos conceitos de sustentabilidade.

 

Solenidade - A nova agência, localizada na Avenida Interventor Manoel Ribas, 403, no centro da cidade de 26 mil habitantes – e bem pertinho do atual endereço -, será inaugurada na próxima segunda-feira (06/05). A solenidade, com a presença de dirigentes da cooperativa e autoridades da cidade – está marcada para 19 horas.

 

Sustentabilidade - O novo prédio, próprio, tem 650 metros quadrados. A obra, executada pela Construtora Construteto, de Paranavaí, do engenheiro Valdenir Méchia e sob responsabilidade de Wellingtton de Carli, assessor de infraestrutura da cooperativa, foi projetada dentro dos parâmetros de sustentabilidade. 

 

Respeito ao meio ambiente - O sistema fotovoltaico está composto de 40 módulos solares de 330W, totalizando uma capacidade de 13,2 Kwp, suficiente para a necessidade de consumo da agência. A economia estimada em 25 anos, com a utilização da energia solar, está calculada em aproximadamente R$ 1,2 milhão, atendendo a um consumo anual de cerca de 20.300 kWh. Segundo os engenheiros responsáveis, ao meio ambiente proporcionará uma redução de emissão de CO2 em torno de 65,9 kg, o que equivale a 6.135 árvores. Também possui cisternas, para armazenamento de água da chuva, com capacidade de cinco mil litros.

 

Demanda - “Estamos no atual endereço há cerca de 12 anos e o prédio ficou pequeno para atender nossos associados”, comenta o gerente Juliano Calixto dos Santos. Ele informa que a cooperativa possui 27% do market share do sistema financeiro no município. 

 

Expansão - Em franco crescimento, a Sicredi União PR/SP irá inaugurar, só este ano, 24 novas agências. Dez delas serão inauguradas no Estado do Paraná, sendo quatro em Londrina, e outras 14 no Leste e Centro-Leste Paulista. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI PARANAPANEMA: Finalizadas as Assembleias 2019 com cerca de 6 mil participantes

Na última sexta-feira (26/04), a Sicredi Paranapanema PR/SP reuniu cerca de 300 pessoas em Cambará para a realização da Assembleia Geral Ordinária 2019. Dentre os participantes estavam os representantes dos núcleos de associados, colaboradores e dirigentes da cooperativa, representantes da Cooperativa Integrada e a imprensa.

Encerramento - O evento marcou o encerramento do giro de reuniões para prestação de contas do exercício de 2018. O processo teve início no dia 05 de fevereiro com a reunião preparatória com os líderes dos núcleos e dirigentes da cooperativa. Depois percorreu os 25 municípios da região que possuem agência do Sicredi. No total houve participação de cerca 6 mil pessoas, sendo mais de 3,3 mil associados, a maior da história da cooperativa.

Eleição - Além da apresentação do balanço do exercício de 2018 e as diversas ações da Sicredi Paranapanema PR/SP que impactaram mais de 130 mil pessoas, as reuniões também elegeram os integrantes do conselho fiscal da cooperativa para o mandato de 2019 a 2022.

Momento importante - Para o presidente da Sicredi Paranapanema PR/SP, Claudio Marcos Orsini, este momento é de extrema importância para a cooperativa e para os associados, pois é na assembleia que o cooperado exerce seu papel de dono do negócio. “O processo assemblear é o ponto alto do modelo democrático e participativo do Sicredi. É quando todos os associados podem contribuir, opinar, cooperar e decidir sobre o futuro de nossa cooperativa. Essa proximidade nos permite promover ainda mais o movimento do cooperativismo, e juntos continuar desenvolvendo nossa região. Agradecemos a todos os associados e convidados que participaram dos encontros”, concluiu Cláudio. (Imprensa Sicredi Paranapanema PR/SP)

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SICOOB MÉDIO OESTE: Agora com uma agência móvel

 

sicoob medio oeste 02 05 2019O Sicoob Médio Oeste, cooperativa de Assis Chateaubriand (PR), recebeu em abril sua primeira unidade do Sicoob Móvel. O veículo adaptado serve como agência itinerante e irá facilitar o atendimento aos municípios da região que ainda não contam com agências do Sicoob.

 

Novos cooperados - Além da prospecção de novos cooperados, a agência móvel oportunizará a participação do Sicoob Médio Oeste em feiras e eventos, para apresentar os produtos e serviços disponíveis no portfólio da cooperativa.

 

Animação - “Recebemos a agência móvel com muita animação. Acredito que será um meio que possibilitará a cooperativa ir até o cooperado e prestar um atendimento mais próximo”, destaca o diretor comercial da cooperativa, Rodrigo Dencati da Cruz. 

 

Roteiro de visitas - No início de maio, a cooperativa iniciará um roteiro de visitas pelas cidades de Nova Aurora, Jesuítas, Tupãssi, Cafelândia e Formosa do Oeste, cidade que em breve ganhará uma agência do Sicoob Médio Oeste. “Até a inauguração da agência, a van estará na cidade para prestar atendimento à comunidade”, conta o diretor comercial. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

 

INTERCÂMBIO: Colaboradores da Copérdia visitam cooperativa no Paraná

 

Colaboradores da Copérdia, de Concórdia (SC), realizaram visita à Cooperativa Coopertradição, localizada em Pato Branco, no Paraná. Segundo a engenheira agrônoma da Copérdia, Franciely Moschen, foi uma oportunidade para trocar experiências e conhecer o sistema de trabalho da cooperativa paranaense.

 

Plano de trabalho - Na Coopertradição, os representantes da Copérdia conheceram o plano de trabalho do departamento técnico da cooperativa. Conforme Franciely Moschen, muitas experiências vivenciadas podem ser aplicadas no dia a dia.

 

Assistência técnica - “Observamos que o plano de trabalho da Coopertradição vislumbra que o produtor tenha a percepção de que a assistência técnica é a base de tudo. Além disso, a cooperativa paranaense mantém um sistema de fidelização, criando uma entidade entre a cooperativa e o setor produtivo”, assinala.

 

A Coopertradição - A Cooperativa Agropecuária Tradição – Coopertradição está localizada no município de Pato Branco, na região Sudoeste do Estado do Paraná, e foi fundada no dia 22 de janeiro de 2003, por um grupo de 25 produtores rurais, que cultivavam soja, milho, trigo, cevada, feijão. Em 02 de junho de 2003 deu início às suas atividades e hoje já conta com mais de 1.700 associados. (Informativo Fecoagro)

 

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ENCA 2019: Evento reunirá principais lideranças cooperativistas do Brasil

 

enca 02 05 2019O cooperativismo é um movimento que une desenvolvimento econômico e social, sobretudo contribui para a sustentabilidade do agronegócio. Para ter ideia de seu valor, o cooperativismo agropecuário tem importante participação na economia brasileira, sendo responsável por quase 50% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.  

 

Encontro Nacional - Por tamanha representatividade para a economia do país, o Grupo Conecta, com o apoio do Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e patrocínio de cooperativas e empresas renomadas do agronegócio brasileiro, realizará, nos dias 4 e 5 de junho, o Encontro Nacional das Cooperativas Agropecuárias (Enca), um dos eventos mais importantes e tradicionais do agronegócio do país. O evento, que acontecerá no Hotel Royal Palm Hall, em Campinas (SP), vai reunir as principais cooperativas e lideranças cooperativistas do Brasil, além de empresas parceiras e palestrantes de destaques do setor.  

 

Temas - Na pauta, temas como Aceleração do Crescimento, Governança, Tecnologias Digitais, Finanças e Gestão de Risco nas Cooperativas nortearão as discussões durante o evento. A programação conta com discussões, palestras práticas e inovadoras e networking com grandes players do mercado. O encontro receberá palestrantes renomados como o jornalista Ricardo Amorim, que apresenta uma leitura clara e objetiva de grandes tendências e transformações futuras da economia mundial e brasileira, além de as oportunidades e riscos que elas criam para o público. 

 

Mais - Também compõe a lista de palestrantes o jornalista Alexandre Garcia, que faz uma análise do mundo da política e da sociedade contemporânea, Max Gehringer, administrador de empresas,  e escritor articulista da revista Época, apresentador de quadro semanal no programa Fantástico, da Rede Globo, e comentarista na Rádio CBN e o ex-ministro da Agricultura, o engenheiro agrônomo Roberto Rodrigues, que também é embaixador especial da FAO para as cooperativas e grande defensor da agropecuária brasileira. O encontro contará ainda com presidentes de cooperativas na plenária como Dilvo Grolli, da Coopavel; Fernando Degobbi, da Coopercitrus; Luiz Carlos Chiocca, da Coopercampos; Carlos Paulino, da Cooxupé, trazendo cases e discussões sobre os desafios enfrentados por elas. 

 

Competitividade em jogo - O cooperativismo se destaca em diversos segmentos e no setor agrícola não é diferente. Além de favorecer os cooperados na redução de custo, facilitar negociações e criar uma rede de colaboração, o modelo sustentável é importante para a economia do país. “No Brasil, as cooperativas buscam na cooperação as vantagens e benefícios necessários para que se mantenham fortes e ativos no mercado competitivo. No agronegócio brasileiro, as cooperativas têm papel de destaque na produção mundial de alimentos”, destaca Danilo Bomfim, diretor do Grupo Conecta, realizador do Enca e de outros eventos. 

 

Representatividade - Quase metade (48%) de tudo que é produzido no campo brasileiro sai de uma cooperativa, segundo dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No país, o cooperativismo agropecuário agrega 1.597 instituições e cerca de 180 mil produtores trabalhando por um mesmo objetivo. De acordo com dados da OCB, as cooperativas agrícolas exportaram mais, passando de US$ 5,13 bilhões em 2016 para US$ 6,16 bilhões em 2017, um aumento de aproximadamente 20,07%. 

 

Papel importante - Para a consultora e palestrante Luciana Martins, diretora da MPrado Consultoria, as cooperativas assumem um papel importante na economia do país. “Com a participação de todas as cooperativas em prol de um único objetivo, elas se fortalecem economicamente e ganham mais espaço no mercado, promovendo a competitividade, por se aperfeiçoar em seus modelos de gestão e abraçar as oportunidades no mercado interno e externo. Eventos como o Enca abordam temas de suma importância para o desenvolvimento das cooperativas que buscam crescer e ajudar o país também a crescer”, avalia.

 

Mais - Saiba mais acessando o site: https://www.gpoconecta.com.br/index.php/enca (Assessoria de Imprensa do evento)

 

TRIGO: Seminário discute desafios da produção do cereal no RS e SC

 

A produtividade do trigo cresce a cada ano e, junto dela, surgem novos desafios para a pesquisa, para setor o produtivo e para a indústria. Para atender e buscar respostas para essas demandas, aconteceu na terça-feira (30/04), no Gran Palazzo Centro de Eventos, em Passo Fundo (RS), a 9ª edição do Seminário Técnico de Trigo. 

 

Debates - Promovido pela Biotrigo Genética, o evento debateu as mais recentes pesquisas sobre a importância do manejo da Giberela e como os cuidados no campo, além dos processos de armazenagem, beneficiamento e secagem dos grãos, podem comprometer ou valorizar um lote de grãos. Participaram 165 empresas, totalizando mais de 450 pessoas, entre agricultores, produtores de sementes, cerealistas, técnicos, agrônomos e moinhos dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 

Efeitos - Os efeitos da temperatura e do tempo de secagem dos grãos na qualidade da farinha foi o tema da palestra da supervisora de qualidade industrial da Biotrigo, Kênia Meneguzzi. Ela citou os primeiros dados de uma pesquisa iniciada na safra de 2018 da Biotrigo, em conjunto com o Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Campus de Ibirubá, que testou diferentes tempos e temperaturas de secagem dos grãos e os efeitos na qualidade da farinha.

 

Secagem - “Um processo de secagem mal feito compromete a qualidade tecnológica da farinha, porque altas temperaturas ou exposição excessiva ao calor desnaturam as proteínas presentes no grão e os efeitos são percebidos na massa, que perde extensibilidade e força”, explicou. Um dos testes realizados é a alveografia, que permite analisar características como Força de Glúten (W), Tenacidade (P), Extensibilidade (L) e a relação entre Tenacidade e Extensibilidade (P/L). 

 

Comprometimento - “A condução inadequada desta importante etapa pode comprometer a comercialização dos lotes de trigo, pois limita a utilização dos grãos pela indústria. É importante saber que o trigo é diferente da soja, por exemplo, que tolera temperaturas maiores. Para o trigo, o controle do secador e a temperatura da massa de grãos são imprescindíveis para que a qualidade entregue pela genética e construída no campo cheguem até a indústria”, concluiu.

 

Giberela do trigo - Ainda falando sobre qualidade dos grãos, um dos temas em discussão foi a importância do manejo da Giberela do trigo e os novos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o teor de micotoxinas, especialmente o Desoxinivalenol (DON). Segundo o fitopatologista da Biotrigo, Paulo Kuhnem, os limites máximos de micotoxinas nos alimentos à base de trigo começaram a entrar em vigor em 2012, mas a busca por variedades mais resistentes ao fungo sempre esteveram no programa de melhoramento da Biotrigo. “Por não se dispor de cultivares imunes a doença, o controle dos níveis de DON devem começar no início da safra com a escolha de cultivares com maior nível de resistência genética à doença e, durante a safra, através do monitoramento das lavouras, especialmente quando o tempo está muito úmido na fase final do cultivo para realizar as aplicações estratégicas de fungicidas no florescimento e reduzir os teores de micotoxinas nos grãos colhidos”, explicou.

 

Separação de grãos valorizam lotes - Uma pesquisa realizada pela Biotrigo em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF), avaliou o uso de equipamentos comuns no fluxo de beneficiamento de sementes na redução do DON em trigo. Um dos objetivos do estudo foi avaliar os teores de DON nos grãos e suas respectivas farinhas, com o intuito de verificar se as formas de separação foram eficientes na redução da micotoxina. Segundo o gerente de produção de sementes, Bruno Moncks da Silva, os dados preliminares da pesquisa com a utilização de equipamentos no beneficiamento são muito positivos.

 

Estratégia - “A separação dos grãos de acordo com as suas características de forma, tamanho e peso e, especialmente grãos giberelados e não giberelados, é uma estratégia indispensável para preservar e/ou melhorar a qualidade de um lote de grãos. Essa etapa não vai melhorar um grão ruim, mas vai selecionar os bons. Ações como estas são importantes para somar-se aos esforços do melhoramento genético e do manejo no campo e termos, no final, um resultado positivo”, concluiu.

 

Viabilidade econômica do trigo para toda cadeia - Com o objetivo de promover a eficiência do cultivo do cereal, aumentar a produtividade e a segurança do trigo gaúcho os debates também envolveram a viabilidade econômica da cultura do trigo e a visão da indústria na originação da matéria-prima.

 

Sistema - O coordenador da assessoria do Grupo Agros, Carlos André Fiorin, falou sobre a importância da cultura do trigo no sistema. Segundo ele, o trigo requer manejos e cuidados tanto quanto a soja, mas traz como contrapartida uma maior rentabilidade da propriedade rural, além de manter a sua estrutura ativa durante o inverno. “É preciso pensar na melhor performance de todos as culturas envolvidas na propriedade. Isso não deixa o time ficar sem ritmo de jogo, fazendo uma analogia com o futebol”, comentou.

 

Histórico de produtividade - Baseado nos históricos de produtividade na soja semeada sobre trigo nas últimas 8 safras, Carlos mostrou que o cereal tem viabilidade econômica. “A média de contribuição da cultura do trigo fica em torno de R$ 300,00 por hectare, o que ajuda muito no pagamento dos custos fixos. Considerando como exemplo a safra 2018/2019, onde os custos de produção da soja irão se aproximar muito da receita, há riscos para a rentabilidade do negócio. Na prática, sem uma cultura comercial no inverno, o custo fixo da propriedade é debitado todo na conta da soja. Por isso, ressaltamos que as culturas de inverno podem agregar receitas e são ferramentas importantes para a longevidade do negócio”, finalizou.

 

Originação - Andreas Elter, sócio-gerente do moinho Taquariense, falou sobre a visão da indústria na originação da matéria-prima. Segundo ele, os processos na pesquisa, na lavoura e no pós-colheita interferem na qualidade do trigo que chega à indústria. “É uma via de várias mãos que valoriza o produto final. O melhoramento tem que trabalhar em cultivares mais resistentes, como por exemplo, a Giberela. O produtor deve buscar informações sobre o mercado, as vocações das cultivares para a sua região e, especialmente, ser caprichoso, usar os produtos corretos e na hora certa. Na etapa de armazenagem, são importantes os cuidados na secagem, assim como investir na homogeneização e na transilagem dos lotes”, disse.

 

Trigo recordista em Força de Glúten - Francisco Gnocato, melhorista da Biotrigo Genética, apresentou o TBIO Astro, cultivar de trigo Melhorador, de ciclo superprecoce, que já bateu três recordes dentro do programa de melhoramento da Biotrigo. “Agronomicamente é o mais resistente a germinação na espiga e ao acamamento e, considerando o nosso ranking de qualidade industrial, é o que alcançou maior Força de Glúten (W), com valores médios de 550 e de até 800 em algumas amostras”, disse. A vantagem de ter maior Força beneficia tanto o produtor de trigo quanto ao cerealista. “Como ele tem Força sobrando, esse trigo vai colaborar para a valorização de todo o lote, elevando a média de outros trigos que não possuem Força tão alta, mas que são agronomicamente desejados pelos produtores”. Já quando ele estiver segregado no silo, pode ser usado para produção de pães especiais, que precisam de uma maior Força de Glúten. “A rentabilidade dele beneficiará toda a cadeia já a partir de 2021, quando estará disponível comercialmente aos agricultores”, finalizou.

 

Trigo Clearfield - Vitor Bernardes, gerente de Marketing Arroz e Trigo da Basf, e André Cunha Rosa, melhorista e diretor da Biotrigo Genética, apresentaram a primeira cultivar de trigo do Brasil com a tecnologia Clearfield e os impactos da introdução dela no controle de plantas daninhas. A linhagem BIO 135033, cujo nome sugerido é TBIO Capricho CL, é resultado de uma parceria inédita firmada em 2018 entre a Basf e a Biotrigo. Segundo André Cunha Rosa, a nova cultivar resistente a um grupo de herbicidas pertencente às imidazolinonas, qualifica o portfólio da Biotrigo ao oferecer uma nova tecnologia que ajuda a eliminar importantes plantas daninhas, como o azevém (Lolium spp.) e aveia (Avena spp.).

 

Perdas potenciais - Segundo o gerente da Basf, atualmente, aveia e azevém são responsáveis por 20% das perdas potenciais nas lavouras de trigo. “O trigo Clearfield é a primeira tecnologia do mercado que une a melhor genética com o mais eficiente sistema de controle de plantas daninhas.  Com o manejo eficiente das plantas daninhas, o resultado de longo prazo é a maior longevidade e rentabilidade da cultura do trigo”, comentou Vitor.

 

Disponível - Em 2021, a cultivar Clearfield de trigo estará disponível para produção com volume para área correspondente a 5% do total plantado com o cereal e, gradualmente, a área com a tecnologia deve aumentar com a introdução de novas variedades de trigo CL.

 

Posicionamento técnico para safra 2019 - O posicionamento técnico das cultivares do portfólio, TBIO Ponteiro e TBIO Aton, e de alimentação animal, Lenox (para pastejo) e Energix (linha de trigos específicas para silagem e pré-secado), foram apresentadas pela equipe comercial da Biotrigo, Tiago de Pauli, Everton Garcia e Lorenzo Mattioni Viecili. O Seminário Técnico do Trigo é uma realização da Biotrigo Genética, com apoio da Sementes Butiá, Basf e INTL FCStone.

 

Homenagem - Durante o seminário, o engenheiro agrônomo Antonio Eduardo Loureiro da Silva, recebeu uma homenagem pelo incentivo à inovação, pesquisa, melhoria constante da qualidade da semente, evolução da produtividade e, em especial, pela sua contribuição para o fortalecimento da cadeia produtiva do trigo. Loureiro esteve à frente da direção da Associação dos Produtores e Comerciantes de Mudas e Sementes do Rio Grande do Sul (Apassul) por 44 anos. (Assessoria de Imprensa do evento)

 

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SANIDADE: Começa a campanha de vacinação contra aftosa

 

sanidade 02 05 2019A campanha de vacinação contra febre aftosa no Paraná começou nesta quarta-feira (01/05) e segue até 31 de maio. Nesta etapa, a vacinação é obrigatória para animais jovens de zero a 24 meses, bovinos e búfalos. A expectativa da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) é que sejam vacinadas 4,1 milhões de cabeças. Os produtores precisam comprovar a vacinação presencialmente, nas unidades da Adapar, ou pela internet, no site www.adapar.pr.gov.br.

 

Disponíveis - As vacinas para esta campanha já estão disponíveis no mercado em fracos de 15 e 50 doses, com uma novidade: a dose, que era de 5 mililitros (ml), reduziu para 2 ml, independente de peso e tamanho do animal.

 

Fatores - O coordenador do Programa de Febre Aftosa da Adapar, Walter de Carvalho Ribeirete, explica que dois fatores foram determinantes para essa alteração. A vacina anterior conferia proteção para três tipos de vírus e a vacina atual deixou de conter o componente do vírus Tipo C, considerado erradicado na América do Sul. “Outro fator é que houve alteração na formulação, diminuindo o componente oleoso da vacina, com o objetivo de reduzir a reação no local da aplicação”.

 

Nota fiscal e formulário - Ao comprar a vacina os criadores obtêm a nota fiscal e o formulário para comprovar a vacinação, que será utilizado para atualização do cadastro na Adapar. “Mesmo os produtores de bovinos e búfalos que não tenham animais abaixo de 24 meses precisam atualizar o cadastro no prazo estabelecido para esta campanha”, completa Ribeirete. O transporte de animais só é autorizado com a vacinação e cadastro atualizado, o que permite a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).

 

Autuação - Os produtores que não cumprirem a obrigatoriedade poderão ser autuados. A não vacinação ou não comprovação implica em multa, definida conforme a quantidade de animais. O valor-base segue a Unidade Padrão Fiscal do Paraná (UPF), que chegou ao valor de R$ 102,49 em abril de 2019 e deve ter reajuste em maio.

 

Fiscalização - Para o trabalho de fiscalização, a Adapar tem 135 Unidades Locais no Estado e conta com o auxílio de 240 escritórios municipais. Esse trabalho é feito de forma permanente e intensificado nos períodos de campanha. A última campanha, em novembro de 2018, teve índice de vacinação de 98%, dentro das expectativas da Adapar.

 

Status - Essa pode ser a última campanha de vacinação contra febre aftosa no Paraná. Para isso, a suspensão da vacinação precisa ser divulgada oficialmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Hoje, o Paraná é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como Área Livre de Febre Aftosa, com Vacinação. O objetivo é obter o reconhecimento de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, com fiscalização permanente, na expectativa de atrair investimentos e abertura em mercados internacionais. (Agência de Notícias do Paraná)

 

TARIFA RURAL NOTURNA: Nova lei assegura recursos para o programa

 

tarifa rural norturna 02 05 2019A lei que autoriza a abertura de crédito especial para o programa Tarifa Rural Noturna foi sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na terça-feira (30/04). O programa concede desconto de 60% na conta de luz para os agricultores que utilizam energia elétrica entre 21h30 e 6 horas. O crédito especial, de R$ 25 milhões, proposto pelo Governo do Estado e aprovado pela Assembleia Legislativa, assegura a manutenção do programa.

 

Beneficiados - “A iniciativa beneficia cerca de 12 mil produtores rurais e contribui para ampliar a competitividade e produtividade do campo”, afirmou o governador Ratinho Junior. Os recursos para a abertura do crédito são provenientes do superavit financeiro apurado no Balanço Geral do Estado no exercício de 2018 e serão disponibilizados no orçamento da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, que coordenará o programa. O recurso será utilizado para o pagamento das concessionárias e permissionárias de energia, garantindo, assim, a concessão do desconto mensal na tarifa.

 

Cadeias produtivas - A tarifa rural noturna beneficia sobretudo as cadeias produtivas de aves, suínos, peixes e de leite, que dependem de energia barata para serem competitivas no mercado nacional. Para participar do programa, a unidade consumidora deve ser classificada como rural e em baixa tensão. O consumidor deve adquirir e instalar um sistema de medição; adequar, se necessário, a entrada de serviço, responsabilizando-se pela contratação de serviço especializado e materiais; e não ter débitos com a Copel.

 

Regulamentação - Ao mesmo tempo que sancionou a lei, o governador também assinou decreto de regulamentação, definindo os procedimentos, prazos e as responsabilidades das empresas fornecedoras de energia e do governo. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ACORDO: ANTT acaba com multas a caminhoneiros por descumprimento do frete mínimo

 

acordo 02 05 2019A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na terça-feira (30/04), alteração na Resolução nº 5.833, que diz respeito à chamada tabela do frete. Com a mudança, foram encerradas as multas aplicadas aos caminhoneiros que descumprirem a tabela ou denunciarem a empresa que não realizar o pagamento do valor mínimo do frete.

 

Revisão - Segundo o voto do relator do processo, o diretor Marcelo Vinaud, foi verificada, junto à área de fiscalização da agência, a necessidade de revisar o artigo que trata das situações que constituem infrações, e que devem ser aplicadas multas."

 

Baixa efetividade - "Uma vez que o desenho regulatório atual conduz à desmotivação por parte dos transportadores em realizar denúncias, na medida em que lhes são aplicadas punições idênticas àquelas aplicadas aos embarcadores, percebeu-se uma baixa efetividade na atividade de fiscalização", diz trecho do documento.

 

Desmotivadora - A ANTT afirma que a resolução era desmotivadora para que os motoristas denunciassem as empresas que estavam pagando o preço abaixo da tabela, uma vez que eles acabavam recebendo o mesmo tipo de punição aplicada às empresas embarcadoras.

 

Tabela - Na semana passada, a agência publicou uma resolução com os valores atualizados da tabela do piso mínimo de frete. A variação do diesel foi de 10,69%, o que acarretou no reajuste médio de 4,13% nos preços mínimos de frete.

 

Frete mínimo - Criada após a greve dos caminhoneiros, a Lei 13.703, de 2018, que instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, prevê a aplicação de multas a quem descumpre a tabela, que variam conforme a distância a ser percorrida durante a viagem, tipo de veículo, entre outros aspectos.

 

Valores - Os valores variam de R$ 550 a R$ 10.500, dependendo do tipo de enquadramento da infração. Até o momento, foram lavrados cerca de 3 mil autos de infração.

 

Acordos - Junto à revisão dos valores do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas, o fim das multas foi um dos acordos firmados entre o governo e os caminhoneiros, após uma reunião com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, no dia 22 de abril. (Estadão Conteúdo / Gazeta do Povo)

 

INFRAESTRUTURA: Governo apresenta plano de recuperação da PR-280

 

infraestrutura 02 05 2019O governador Carlos Massa Ratinho Junior vai anunciar na próxima semana um grande investimento em conservação e recuperação de rodovias que exercem a função de corredores de transporte regionais ou estaduais.

 

Oficialização - A informação foi oficializada na terça-feira (30/04), no Palácio Iguaçu, pelo chefe da Casa Civil, Guto Silva, e pelo secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, em reunião com prefeitos e lideranças políticas e empresariais do Sudoeste.

 

PR 280 - Só para a PR-280, artéria que corta a região e uma das rodovias com maior número de problemas e acidentes, serão destinados R$ 100 milhões para obras emergenciais. Trata-se da primeira etapa do plano de recuperação da PR-280, que foi apresentado durante a reunião.

 

Recuperação - “Temos uma rodovia com mais de 30 anos, que não comporta o fluxo e o dinamismo do Sudoeste. Vamos começar com o programa de recuperação e, ainda este mês, licitar os projetos executivos dos trechos mais críticos, alguns com terceiras faixas e outros com duplicação”, afirmou o chefe da Casa Civil.

 

Definição - Esses trechos serão definidos em conjunto com os prefeitos, sociedade civil organizada e deputados representantes da região. “Com os projetos executivos prontos vamos destinar parte do orçamento para recuperar e ampliar a rodovia. Estamos muito confiantes de que trabalhando junto com a sociedade e as lideranças políticas vamos resolver esse problema histórico e dar segurança para a população do Sudoeste”, disse Guto Silva

 

Concessões federais - Em paralelo ao trabalho feito pelo Estado, o secretário de Infraestrutura e Logística afirmou que as negociações com o governo federal para incluir a PR-280 no pacote de concessões do Ministério da Infraestrutura estão bastante adiantadas, e que o valor da tarifa será, no mínimo, 50% mais baixo do que os cobrados atualmente nas rodovias pedagiadas do Paraná.

 

População - Embora seja uma opção para resolver de forma definitiva a situação da rodovia, Sandro Alex garantiu que a decisão de implantar pedágio na PR-280 não será tomada sem ouvir a população.

 

Desenvolvimento - “Precisamos ter rodovias modernas, com mais capacidade de fluxo e segurança para atender e promover o desenvolvimento da região”, disse Alex, acrescentando que estudos apontam que onde falta infraestrutura o IDH é baixo. “Ninguém se estabelece onde não tem logística”, acrescentou.

 

Opinião compartilhada - Opinião partilhada pelo representante da Federação das Indústrias do Paraná, João Arthur Mohr. Segundo ele, a primeira pergunta dos empresários que querem se instalar no Estado é: como chego na minha indústria? “Sem acesso não é possível instalar uma indústria”, disse.

 

Apoio - Mohr ofereceu apoio técnico da equipe da Fiep e elogiou o modo como a questão está sendo conduzida pelo governo. “O grande diferencial é que estamos conversando aqui no início do processo e não no meio ou no final”.

 

Sinal - Para o presidente da Agência de Desenvolvimento do Sudoeste do Paraná, Gilmar Ribeiro de Mello, a disposição do governo em apresentar propostas e ouvir é um sinal de que será possível buscar uma solução que atenda a todos. “Reuniões como essa são importantes porque as lideranças podem debater junto com o governo uma solução plausível, que não seja imposta”, disse.

 

Participação - A reunião também contou com as presenças dos prefeitos dos municípios de Mariópolis, Vitorino, Palmas, Renascença, Pinhal de São Bento, Clevelândia, Marmeleiro e do vice-prefeito de Pato Branco, dos deputados estaduais Anibelli Neto, Luciana Rafagnin, Luiz Fernando Guerra, Nelson Luersen, Paulo Litro e Wilmar Reichembach. Também estiveram presentes o representante da Associação de Municípios do Sudoeste, o presidente da OAB de Pato Branco e representantes de vereadores da região. (Agência de Notícias do Paraná)

 

BRASIL: O país passa por um momento de elevada imprevisibilidade

 

brasil 02 05 2019Um espectro ronda a academia quando cientistas políticos são convidados a projetar cenários de longo prazo: vivemos o fim da era da democracia representativa e do respeito a direitos e garantias individuais? Em âmbito internacional, autores como Steven Levitsky, Daniel Ziblatt, David Runciman e Yascha Mounk colocaram a questão na ordem do dia, depois do Brexit e da vitória de Donald Trump nas eleições americanas, ambos fenômenos de 2016.

 

Brasil - No Brasil, a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do ano passado alimentou esse debate. O Valor convidou para uma reflexão a respeito os sete especialistas que já foram colunistas fixos do jornal: Fernando Abrucio (2000-2006), Fábio Wanderley Reis (2007-2010), Luiz Werneck Vianna (2010-2011), Renato Janine Ribeiro (2011-2015), Marcos Nobre (2015-2016), Fernando Limongi (2017-2018) e Wanderley Guilherme dos Santos (2000-2005).

 

Consenso - Em maior ou menor grau, os sete concordam que o atual governo, assim como congêneres no exterior, tem pendor autoritário e guarda pouco compromisso com a manutenção da democracia e de um sistema de garantias individuais. É vista como pouco provável, entretanto, a escalada para se implantar no Brasil uma democracia "iliberal", ou seja, um regime de restrições a direitos individuais, legitimado por eleições.

 

Perplexidade - Mais experiente do grupo na observação da cena política, Wanderley Guilherme é o que demonstra maior perplexidade com o momento atual. "O momento é de elevada imprevisibilidade. Isto não tanto pela conjuntura, mas pelos atores, que são visivelmente despreparados e de instabilidade assustadora", comentou em entrevista por telefone.

 

Frágil - Segundo o professor aposentado de teoria política da UFRJ, "o governo atual não lança raízes, é um acidente da história, com consequências. É um governo frágil, exceto pela falta de alternativas a ele". Para Wanderley Guilherme, "há um avanço mundial do conservadorismo, em cada país com sua forma, com sua institucionalidade e com seus acidentes históricos. É uma reação ao fim de uma revolução industrial, a ruptura de um modelo que veio de séculos. O Brasil não tem escala para enfrentar isso. Será levado de roldão. O pensamento do governo em relação a isto não tem efeito na realidade. O que tem efeito na realidade é o nosso atraso material".

 

Militares - O autor do artigo "Quem dará o golpe no Brasil", publicado às vésperas do movimento de 1964, com muito impacto na ciência política, considera que a definição sobre o que representará o governo Bolsonaro poderá vir dos militares. "Não existem militares da reserva, existem militares. Este é um governo metade de tutela, metade ocupação. Isto coloca uma ameaça muito grande. Há um aforismo de que o poder corrompe. Porque um oficial de reserva que teve uma vida modesta ao longo de toda a sua carreira de repente tem carro oficial, chofer, avião a toda hora. Depois de quatro anos dessas facilidades, ninguém quer sair. O poder corrompe na prática social."

 

Aspectos estruturais - Para o cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da UFMG, o desfecho das eleições de 2018 guarda relação com aspectos estruturais e estáveis. "A desigualdade brasileira faz com que o eleitorado majoritário, pobre e de educação precária, tenha uma relação desinformada e distante com a política, o que torna o populismo uma fatalidade", afirma.

 

1945 - Ele lembra que desde 1945 houve nas urnas o predomínio de partidos de mensagem popular: o antigo PTB, o MDB, o PT no período mais recente. "Naturalmente aí há populismos diversos em termos convencionais de esquerda e direita, e o populismo petista é claramente mais 'autêntico' em seu compromisso popular que o populismo fraudulento de outros casos. Isso não impede que a mentalidade básica predominante no eleitorado seja conservadora."

 

Pesquisas - Aos que lembram a existência da onda conservadora, Reis se recorda de pesquisas que coordenou em Belo Horizonte e São Paulo no começo dos anos 90, em parceria com o argentino Guillermo O'Donnell. "Já estava clara em 1991 ou 1992 a alta proporção de população a favor de esquadrões da morte, torturas e linchamentos. Havia apoio às Forças Armadas e repúdio aos sindicatos. Mesmo entre os eleitores que se identificavam com o PT, em vez de partidos, buscavam um líder enérgico e decidido. Isso não apareceu antes porque não havia uma oferta adequada. Bolsonaro atraiu não apesar de sua truculência, mas por causa de traços como esses."

 

Prognóstico - Seu prognóstico sobre o futuro é pouco alvissareiro: ao ser perguntado se o Brasil pode caminhar para um regime autoritário legitimado por eleições, comenta: "No pós-1988 apostamos fortemente no jogo eleitoral como fator de canalização institucional dos conflitos e de consolidação da democracia. Agora estamos diante da evidência de que o próprio processo eleitoral pode intensificar o ódio e a intensidade dos conflitos."

 

Apreensão - A apreensão em relação à manutenção do sistema democrático é expressa de maneira enfática pelo cientista social Luiz Werneck Vianna, pesquisador da PUC do Rio de Janeiro. "A democracia está em uma situação de alto risco", diz. Uma demonstração disso, afirma, é a campanha contra a cúpula do Judiciário, forte nas redes sociais. "Há uma guarida a isso em alguns setores do exterior e na sociedade."

 

Corporação enigmática - Segundo Werneck Vianna, os militares jogarão um papel fundamental no cenário brasileiro. "A definição da tendência que iremos seguir depende dos militares. É uma corporação enigmática. Pode ser que a partir das áreas do governo comandadas por militares haja uma luta por afirmação."

 

Turbulência - Ele prevê alguma turbulência na área econômica. "Não acho que o casamento de Bolsonaro com o liberalismo é sólido. Ele tem uma vocação não só autoritária como nacionalista", diz. O sociólogo pensa que o resultado da eleição de 2018 guarda mais relação com questões circunstanciais de natureza doméstica. "O que aconteceu ontem é explicado por São Paulo. Largaram o Geraldo Alckmin pra lá. Essa foi a razão determinante."

 

Longo prazo - Para Marcos Nobre, livre-docente de filosofia na Unicamp, o cenário de longo prazo é indefinido porque a onda conservadora mundial ainda não se firmou - depende da reeleição de Donald Trump nos Estados Unidos no próximo ano - e Bolsonaro não sobrevive bem a um quadro de isolamento. "O caso do Brasil é único. Nenhum chefe de Estado no mundo é tão extremista quanto Bolsonaro. Ele necessita da onda para se estabilizar, e investe na disseminação regional. Para estabelecer no Brasil o conservadorismo autoritário, Bolsonaro tentará empurrar o continente para a extrema-direita", comenta.

 

Dúvida - E é aí, segundo Nobre, que há margem para dúvida em relação ao futuro. "Os catastrofistas não olharam para os exemplos que o mundo traz numa e noutra direção. Trump ganhou em 2016, mas as eleições congressuais não foram boas para ele. O Reino Unido aprovou o 'Brexit', mas depois apareceram resistências no Reino Unido. Existe um certo clima de pânico, de distopias pouco serenas", diz.

 

Paradoxo - O fenômeno Bolsonaro ainda guarda um paradoxo, de acordo com Nobre. O presidente terá dificuldades para institucionalizar seu poder, que nasce de uma desinstitucionalização. "Ele é um tenentista social. Nasce de uma energia antissistema. Ele se elegeu quando a classe política entrou em desconexão com a sociedade e ele depende da permanência deste sentimento", diz.

 

Categórico - Professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo, o cientista político Fernando Limongi é categórico: "Não vai ter ditadura. O que se rompeu em 2018 não foi a democracia representativa, foi a polarização entre o PT e o PSDB. O sistema anterior entrou em colapso, com o PSDB mais atingido do que o PT. A ruptura no modelo institucional brasileiro não está no horizonte", afirma.

 

Maré - Limongi concorda que há uma maré em uma única direção no mundo, mas diz que a análise desta conjuntura exige cautela. "A gente não sabe se as forças que movem a direita nos Estados Unidos são as mesmas que agem na Europa e aqui. No hemisfério norte a participação popular cai com força. No Brasil ela não cai. O que tem de comum em todos os casos é a crise dos partidos".

 

Deficiências na liderança - Para Limongi, deficiências na liderança de Bolsonaro também tolhem qualquer veleidade de autoritarismo. "Na Turquia, Polônia e Hungria os líderes conseguiram fechar o sistema, mas no Brasil falta coordenação. Se Bolsonaro soubesse jogar, até se poderia pensar em uma cópia destes modelos. Mas o grau de incompetência dificilmente tem comparação."

 

Premissas exageradas - Limongi é ácido ao comentar sobre a preocupação dos bolsonaristas com a hegemonia cultural das esquerdas no meio acadêmico. "As premissas deles são exageradas. A esquerda pode ser hegemônica em ambientes como a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e daí? Nas outras áreas não é assim. Não chega nem a ser a aldeia de Asterix", diz, indagando: "O controle que o PCB exerceu na intelectualidade brasileira nos anos 40 e 50, de que serviu?".

 

Tendência antidemocrática - O filósofo Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação em 2015, na gestão de Dilma Rousseff, não acredita que uma tendência antidemocrática seja um fenômeno de longa duração. "O senso de igualdade é algo muito forte na sociedade atual, este sentimento é estruturador da democracia e produziu uma reação mundial. Mas isto é uma fase, não interrompe uma linha contínua que, em termos mundiais começou na proto-renascença", afirma.

 

Maquiavel - No caso brasileiro, ao analisar Bolsonaro, recorre a Maquiavel. "Há uma diferença entre conquistar o poder e mantê-lo. Bolsonaro soube empalmá-lo, mas não consigo vê-lo retendo o que conquistou. É um governo que cria problemas demais para eles mesmos", diz.

 

Falhas dos adversários - Na visão de Janine, Bolsonaro teve sucesso em razão das falhas de seus adversários. "Quando se pensa em 2018, é preciso lembrar quais foram os erros do PT. O partido ficou preso demais ao Lula, e isso enfraqueceu a construção de Fernando Haddad como alternativa. O partido não preparou uma estratégia digital. O partido fez um papel patético nas eleições para governador."

 

Características - Características intrínsecas do Brasil também afastam o país do risco de uma escalada autoritária no momento, na visão do cientista político Fernando Abrucio, da FGV de São Paulo. "No Brasil é muito difícil instalar-se a mesma dinâmica que acontece na Turquia ou na Hungria, porque aqui é uma federação, com o Poder Judiciário forte. Há contrapesos. O Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público podem perder poder, mas não a um nível que permita uma investida como essa. O Brasil de certo modo é mais plural."

 

Limitador - Abrucio vê na estrutura partidário um limitador para Bolsonaro. "O principal ativo do presidente é o antipetismo, que por si só não é sectário. Bolsonaro está longe de ter maioria no Congresso, ao contrário do que aconteceu com diversos presidentes eleitos recentemente no mundo. O PSL não existe. Trata-se de um ajuntamento de lideranças em competição. Há o PSL udenista de São Paulo e o corporativo do Rio. Qual prevalece?", indaga.

 

Na presidência - Jair Bolsonaro está apenas em seu 122º dia na Presidência, em um período marcado por uma longa licença médica. Desperta por ora medo e esperança, dois sentimentos que se alimentam de expectativas, não de fatos consumados. Nesse período o presidente oscilou entre a busca de apoio institucional e o investimento em uma relação direta com as massas, por meio dos agitadores digitais que o seguem. Um revés, seja na esfera institucional - o tiro pode vir do Congresso ou do Judiciário -, seja nas ruas, deverá mostrar o caráter de seu governo e sua capacidade de atingir seus objetivos declarados ou encobertos. (Valor Econômico)

 

 

ECONOMIA: Após queda em 2018, investimento chinês deve retomar fôlego

 

economia 02 05 2019Após de uma queda de US$ 11,3 bilhões em 2017 para US$ 2,8 bilhões em 2018, os investimentos chineses no Brasil devem se recuperar neste ano, segundo avaliação do governo federal e de analistas ouvidos pelo Valor. O nível de retomada dependerá do programa federal de concessões e privatizações, da retomada da economia e da continuidade nas sinalizações positivas do governo a Pequim.

 

Estabilidade - Dados preliminares da secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) mostram estabilidade dos investimentos chineses no começo deste ano. De janeiro a março, foram anunciados US$ 785,6 milhões em operações com capital do país asiático, contra US$ 741,7 milhões em iguais meses do ano passado. Os dados da Camex levam em consideração anúncios de investimentos confirmados.

 

Soma - Já a consultoria britânica Dealogic, que faz levantamento de fusões e aquisições realizadas, indica que os investimentos chineses somaram US$ 779 milhões no Brasil no primeiro trimestre do ano. Em igual período de 2018, os chineses não tiveram operações fechadas de fusões e aquisições no país.

 

Reação - Renato Baumann, subsecretário para investimentos estrangeiros da secretaria-executiva da Camex, diz que "muito provavelmente" a vinda do capital chinês reagirá neste ano. "2018 foi um ano atípico em razão das eleições. Os chineses já vêm há algum tempo demonstrando interesse no Brasil. Assim que saírem os novos editais nos próximos meses, provavelmente veremos os gráficos dos investimentos chineses subirem novamente."

 

Diversificação - Além de manter participação importante nos grandes projetos de infraestrutura, diz Baumann, os investimentos com origem na China também devem se diversificar. Os investimentos estrangeiros como um todo, segundo o subsecretário, devem se recuperar neste ano, com base em maior confiança na regulação jurídica e na perspectiva de recuperação econômica.

 

Avaliação parecida - Tulio Cariello, coordenador de análise do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), tem avaliação parecida. Para ele, a queda dos investimentos chineses no ano passado não significa que o interesse de Pequim se reduziu. Em 2018, diz, os investimentos como um todo foram afetados pelo processo eleitoral relativamente mais conturbado que o de períodos anteriores e pela expectativa sobre qual seria o novo governo. "Agora já há um governo estabelecido e a expectativa é que seja retomada a agenda de privatizações."

 

Acompanhamento - Segundo Cariello, o conselho tem acompanhado o interesse da China e a disposição para investimentos está mantida não somente no setor elétrico e nas demais áreas de infraestrutura. Para ele, os projetos greenfield e a diversificação devem ser novas tendências dos investimentos originados do país asiático.

 

Aplicação pulverizada - "Além da manutenção de grandes investimentos, o capital chinês deve também ser aplicado de forma mais pulverizada no país", diz Cariello. Segundo ele, os intensos investimentos chineses no triênio de 2015 a 2017 passam agora por momento de maturação e consolidação no país.

 

Interesse - Welber Barral, sócio da Barral M Jorge e ex-secretário de Comércio Exterior, explica que o interesse chinês em grandes projetos de infraestrutura está nos setores de energia e de mineração. "Foram essas áreas que permitiram os picos de investimentos chineses nos últimos anos e que fazem parte da estratégia deles no médio e longo prazos. No curto prazo, o capital chinês mantém os negócios nas áreas de comércio e compras de empresas, além de expandir o que já detêm no Brasil."

 

Momento político - O nível de recuperação dos investimentos em relação a 2018, diz Barral, depende não somente da retomada dos grandes processos de concessão na área da infraestrutura como também por um "bom momento político" nas relações com o governo chinês. "No caso da China, o governo tem mais influência sobre os investimentos do que em qualquer outro país", destaca.

 

Avanço - Para Barral, houve avanço nesse sentido. "As manifestações de integrantes da equipe do governo contra a China claramente diminuíram e as sinalizações são positivas com a viagem que o vice-presidente Hamilton Mourão deve fazer ao país asiático." Ele avalia que a proposta que deve ser levada por Mourão para reativar a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação (Cosban) é uma sinalização considerada positiva.

 

Brasil - Para a retomada dos investimentos não somente da China como de outros países, salienta Barral, é importante também que o Brasil tenha perspectiva de crescimento econômico, algo que neste momento demanda a aprovação da reforma previdenciária. 

 

Queda - No ano passado, os investimentos chineses caíram e foram superados pelos de origem italiana, segundo os dados da Camex. Enquanto os investimentos do país asiático somaram US$ 2,76 bilhões, os da Itália totalizaram US$ 3,4 bilhões.

 

Itália e China - No primeiro trimestre desse ano, os italianos avançaram para US$ 4,75 bilhões enquanto os de origem China ficaram em US$ 785,6 milhões, sempre considerando anúncios confirmados de investimento e não a aplicação efetiva ou entrada líquida de recursos. Baumann explica que o desempenho dos italianos no período se deve predominantemente aos investimentos da Enel no setor elétrico.

 

Outros países - Além de China e Itália, a Camex levantou também os dados de investimentos dos Estados Unidos, do Japão e da França. Os países foram escolhidos porque a Camex tem memorandos de entendimento e de cooperação com esses mercados. No primeiro trimestre, os investimentos originados do conjunto de cinco países somaram US$ 6,5 bilhões, que incluem também US$ 500 milhões dos franceses, US$ 427 milhões dos japoneses e US$ 24,3 milhões dos americanos.

 

Mudanças - O boletim da Camex ressalta que, considerando os investimentos oriundos dos cinco países selecionados desde 2013 até o primeiro trimestre deste ano, observa-se uma mudança nas principais origens do capital dos investimentos. Segundo o boletim, no fim da década passada os valores mais expressivos, embora reduzidos, provinham dos Estados Unido. Desde 2010, diz a Camex, há clara predominância dos recursos chineses.

 

Japão - Dentro do grupo de cinco países, o levantamento ressalta ainda a participação dos investimentos japoneses, mais expressivos desde 2010. "Os investimentos franceses sempre estiveram presentes, com participação mais destacadas nos anos de 2007 e 2009, e o grande destaque em 2018 e primeiro trimestre de 2019 é a participação de investimentos italianos", diz o boletim. (Valor Econômico)

 


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