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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4566 | 30 de Abril de 2019

GESTÃO I: Programa vai apoiar cooperativas do PR a implantar o compliance

“Compliance não é uma moda, assim como outras que tivemos no passado e que, com o tempo, desapareceram. Compliance é uma forma de atuar e é o mercado que está solicitando isso”, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ao abrir o seminário de lançamento do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, uma iniciativa do Sistema Ocepar, que será executada por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), com apoio da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Participantes - O evento, ocorrido na tarde desta segunda-feira (29/04), no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, foi prestigiado por aproximadamente 125 pessoas, entre presidentes, dirigentes e gestores de cooperativas do Paraná, principalmente dos ramos agropecuário, crédito, saúde e trabalho. Também estiveram presentes profissionais da PUCPR.

Cooperativismo - Em seu pronunciamento, Ricken destacou a expressividade do cooperativismo na economia do Paraná e a necessidade do setor estar sempre se adequando às demandas de mercado para avançar. “Nós temos o nosso PRC100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, cuja meta financeira é chegar a R$ 100 bilhões. É um trabalho iniciado em 2015, quando as nossas cooperativas alcançaram R$ 50 bilhões de faturamento. Já completamos R$ 83,5 bilhões em 2018 e daqui a três anos, três anos e meio, no máximo, deveremos chegar aos R$ 100 bilhões. Não há nada desse tamanho no Paraná, individualmente organizado. O cooperativismo tem uma responsabilidade enorme com a sociedade paranaense. Mas nossa responsabilidade primeira é com o nosso público, os cooperados, hoje em número de 1,8 milhão de pessoas”, afirmou. “Somente as cooperativas agropecuárias, que respondem por mais de 80% do faturamento do cooperativismo do Paraná, estão chegando muito próximas a 60% do que o setor agropecuário produz do Estado. Obviamente que temos que abrir mercado, buscar mais alternativas. Hoje o cooperativismo está presente em mais de 120 países com os seus produtos, principalmente grãos, derivados e proteína animal. Esses mercados estão cada vez mais exigentes e nós, como cooperativas, temos que ter consciência disso”, acrescentou.

Complexidade - O presidente do Sistema Ocepar ressaltou também a complexidade de um Programa de Compliance. “Ou seja, vai dar muito trabalho executá-lo. Por isso, queremos implementá-lo com prudência e tranquilidade, absorvendo as experiências que já existem, observando as legislações pertinentes. Nós temos uma diferença em relação a outras empresas porque trabalhamos em forma de sistema. Nosso sistema cooperativista é organizado. Assim, vamos primeiro motivar as cooperativas para que elas adotem o programa e, segundo, vamos repassar as informações para que possamos começar um bom trabalho dessa natureza, de forma técnica e com responsabilidade”, frisou.

Amadurecimento - “Sabemos que a sociedade brasileira passa por transformações muito importantes e tenho absoluta certeza de que são transformações para melhor. É o amadurecimento da sociedade, da democracia e das nossas empresas. Nós acreditamos muito que o Brasil está indo para um novo ciclo de desenvolvimento. É nessa perspectiva que gostaríamos de iniciar este programa com todas as cooperativas”, completou. Ao final do evento, Ricken informou que o Programa de Compliance também deverá ser adotado pelo Sistema Ocepar e que o assunto será apresentado aos diretores da entidade na reunião que será realizada no dia 13 de maio.

Cultura - No evento de lançamento do Programa, o decano da Escola de Negócios da PUCPR, Bruno Henrique Rocha Fernandes, lembrou de um outro ponto importante dessa ação, que é o desenvolvimento da cultura do compliance. “O que queremos trabalhar nessa parceria com a Ocepar e Sescoop/PR é justamente como mapear e desenvolver processos efetivos mas, ao mesmo tempo, desenvolver a cultura de compliance em cada uma das cooperativas que aderirem ao programa. De fato, essa iniciativa tem duas grandes vertentes: a primeira, mapear processos, entender como fazer mais e melhor, sem burocratizar. Vamos fazer processos inteligentes. Agora, queremos trabalhar as pessoas pois não adianta ter processos maravilhosos e pessoas que não internalizaram, não apropriam e não transformam isso em sua realidade. Então, é um programa que envolve uma parte de capacitação, com conceitos fundamentais mas irá, principalmente, formar grupos em cada uma das cooperativas para que possamos construir coletivamente boas práticas de compliance. Construir, transmitir e ajudar na institucionalização dessas práticas”, afirmou.

Sebrae/PR - O superintendente do Sebrae/PR, Vítor Tioqueta, foi convidado pelo presidente do Sistema Ocepar para participar do lançamento do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense e compartilhar a experiência da entidade em que atua. “Como disse o Ricken, compliance não é uma moda. É algo que está tendo que ser trabalhado nas empresas, não só no Brasil, mas no mundo todo. E compliance nada mais é do que ter conformidade em tudo o que que a empresa faz. Nós iniciamos a implantação do compliance no Sistema Sebrae em 2015. Começamos pelo Sebrae Nacional, em Brasília, já com o foco para levá-lo para todos os Sebraes do país. E aí cada estado começou a trabalhar de uma forma diferente. Foi necessário fazer algo para que todos atuassem como um sistema único. Foi quando começaram a ser tratados alguns pontos, principalmente o que chamamos de transações críticas, uma denominação muito utilizada no compliance, para que tivéssemos um entendimento igual em todo o Brasil. Iniciamos em 2015 com 51 transações críticas no sistema. Passamos para 2016 com 66 transações críticas e aí começamos a olhar tudo com antecedência sobre o que poderia ser feito para melhorar os processos”, explicou.

Código de ética - Em 2017 a soma de transações críticas chegou a 75, mas houve a implantação de algo muito importante, que foi o novo código de ética, afirmou o superintendente do Sebrae/PR. “Quase todos os estados já tinham seu código de ética, porém não eram padronizados. E havia ainda outros 10 a 15 estados que não tinham código de ética. Com isso, nós acabamos tendo um modelo único, igual para todo Brasil. Essa foi uma experiência muito positiva. No ano passado já reduzimos para 38 transações críticas, ou seja, aquelas que são realmente importantes acompanhar no dia a dia. Assim, fechamos 2018 com a implantação dos manuais, inclusive de compliance, a política de sindicância e cartilhas para disseminação do código de ética.”

Mudanças - No ano passado, contou Tioqueta, foram introduzidas outras mudanças importantes. “Especificamente no Sebrae/PR, nós criamos uma assessoria de compliance e sustentabilidade. É o único Sebrae do Brasil que tem essa unidade. Além disso, foi formado um Comitê de Compliance, que tem um ganho muito grande porque tem a participação de conselheiros, da diretoria e de colaboradores, ou seja, há representantes de todas as áreas, de todas as linhas de direção da empresa. E o Ricken é o presidente. Esse comitê coordena todas as ações e as acompanha.”

Colaboradores - Ainda de acordo com ele, todos os colaboradores foram envolvidos no processo e capacitados em compliance “entendendo claramente o que é isso”. “Porque a primeira questão que as pessoas levantam é a respeito da burocracia. Elas pensam: lá vem mais burocracia; lá vem mais controle. Eu vou ter que parar de trabalhar para fazer controle. É normal isso em todas as empresas. Mas quando você começa a analisar a situação da sua empresa e cria as transações críticas, você vê que pode promover melhorias e vai analisar os processos de outra forma, pois terá processos mais limpos, mais ágeis e priorizando de fato o que é mais importante.”

Sistema S - “Nós fazemos parte do Sistema S, em que tudo tem que ser normatizado e os órgãos de controle falam claramente isso. Você escreveu a norma, então terá que cumpri-la. Mas se você consegue ter uma norma e ela é mais simples, menos burocrática, você segue o que a conformidade pede e faz uma entrega melhor. O compliance é uma questão que está vindo e deverá ser adotada por todas as empresas. As micro e pequenas também terão que implantá-lo. Mas vale a pena. É bom, resolve os problemas e a gente tem tranquilidade desenvolver nossas atividades, sem burocracia”, finalizou o superintendente do Sebrae/PR.

Palestras - A programação de lançamento do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense teve ainda a apresentação de duas palestras: “Governança e Compliance: novo paradigma no ambiente de negócios”, proferida pelo ex-ministro-chefe da Controladoria Geral da União e sócio da Warde Advogados, Valdir Simão, que colaborou com a regulamentação da Lei n° 12.846/13, conhecida como Lei Anticorrupção; e “Diálogo sobre Compliance: responsabilidades, desafios e perspectivas para as cooperativas”, com o professor da PUCPR, Jelson Oliveira.

 

Apresentação - Já o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, fez a apresentação do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, detalhando as etapas de sua implementação.

 

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GESTÃO II: Nosso grande propósito é tentar criar uma cultura de compliance cooperativa, afirma superintendente do Sescoop/PR

Ampliar o entendimento sobre o que é o compliance e contribuir para que ele seja implantado nas cooperativas, respeitando as especificidades do modelo de negócio cooperativista. De acordo com o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, esse é um dos desafios do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, lançado na tarde desta segunda-feira (29/04), em Curitiba. “Nosso grande propósito é tentar criar uma cultura de compliance cooperativa para alcançarmos aquilo que realmente nos interessa, de acordo com a nossa filosofia, com o nosso jeito de ser, porque é isso que acaba nos diferenciando no mercado”, afirmou.

Ambiente propício - “Compliance é um assunto do momento. Se não fizermos por vontade própria, o mercado vai exigir que o façamos. Pensando nisso é que nós acabamos buscando a parceria com a PUCPR para podermos lançar este programa”, frisou. ‘E a nossa grande responsabilidade enquanto Sistema Ocepar não é implantar o compliance na cooperativa. Isso é uma questão que caberá a elas. Nós queremos criar um campo fértil, um ambiente propício para que a cooperativa, por suas próprias mãos, tenha condições de criar o seu programa de compliance, segundo as suas necessidades, mas com o auxílio da instituição que estamos trazendo aqui para nos ajudar. O compromisso do Sistema Ocepar é levar informação e conhecimento para as cooperativas. Estamos aqui para contribuir naquilo que for necessário”, esclareceu.

Origem - Boesche explicou que esta iniciativa teve origem nas atividades desenvolvidas por meio do PRC100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense. “Esta ação tem ligação com o quinto pilar do PRC100, de gestão e governança. O comitê que vem tratando deste tema trabalhou a partir de vários enfoques. E foi realizado um mapeamento, envolvendo um questionário respondido por 165 cooperativas. Fizemos um comparativo para levantar como elas estão em relação à governança, com auxílio da Partner Consultoria, que apontou o compliance como uma das questões que deveríamos avançar.”

Objetivo - “Assim, o objetivo dessa iniciativa é contribuir com o desenvolvimento do cooperativismo paranaense, por meio da implantação do Programa de Compliance, para consolidar o modelo de gestão das cooperativas e seus diversos ramos, como instituições mais comprometidas com a transparência, valores cooperativistas, desenvolvimento econômico e social do Paraná, e com a agregação de valor para os cooperados”, complementou.

Visão sistêmica - O superintendente do Sescoop/PR também apresentou uma visão sistêmica do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, que é dividido em nove etapas, começando pela realização do seminário de lançamento do Programa. Depois, vem a promoção de um evento para presidentes e executivos, um curso para capacitação dos agentes de Compliance, o Laboratório de acompanhamento, um Programa de Mentoria, o desenvolvimento de um software, a produção de um manual de boas práticas, a realização de um Fórum de Compartilhamento e a certificação dos profissionais das cooperativas participantes. Boesche detalhou cada uma das fases. Clique aqui para conferir a apresentação completa de Boesche.

Diferenciais Ele também listou os diferenciais dessa iniciativa. “O Programa oferta soluções customizadas, segundo a realidade de cada cooperativa participante, promove a união de competências complementares, por meio da construção coletiva de soluções, com aparticipação da cooperativa, Sistema Ocepar e PUCPR. Além disso, serão utilizadas metodologias ativas como estratégia, sendo os participantes os protagonistas do processo.”

Landing page - Na sequência,o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Alfredo Souza, apresentou a landing page do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, que pode ser acessado por meio no Portal Paraná Cooperativo ( http://www.compliance.sistemaocepar.coop.br/). Lá, estão disponíveis todas as informações sobre o Programa. É por meio deste canal que as cooperativas paranaenses podem efetivar as inscrições, a partir do preenchimento de um formulário. Até o início da implantação do programa na cooperativa será necessário passar por outros passos que incluem a análise das informações repassadas, a assinatura de um termo de adesão, a validação do diagnóstico de gestão e governança, a definição do grupo de trabalho, uma reunião de kick off do projeto, o alinhamento do cronograma de ações e a aprovação do projeto pelo Sescoop/PR. “Em trinta dias, pretendemos fazer um projeto-piloto com uma das cooperativas que aderirem ao Programa”, informou Souza.

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GESTÃO III: O mundo exige que empresas adotem programas de integridade, diz Valdir Simão

“É discutindo abertamente ética e integridade nos negócios que vamos transformar esse país. Pecado não é fazer negócios para ganhar dinheiro. Pecado é fazer coisas erradas para ganhar dinheiro. Precisamos garantir que os resultados cheguem, mais cumprindo-se as regras. É disso que se trata o compliance”. Foi assim que o ex-ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e ex-ministro chefe da Controladoria Geral da União, Valdir Simão, iniciou sua fala no lançamento do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, na tarde desta segunda-feira (29/04), no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba.

Entendendo o tema - Especialista no assunto, tendo, inclusive, colaborado com a regulamentação da Lei nº 12.846/13, a Lei Anticorrupção, Simão explicou em sua palestra o que é compliance. “Fui servidor público durante 30 anos da minha vida, atuando na área de controle, como auditor fiscal, e sei o quanto é chato controlar e ser controlado. Ninguém gosta disso. Mas precisamos compreender exatamente do que estamos falando quando se trata de compliance”, disse.  Citando alguns conceitos, disse que compliance pode ser entendido como um “conjunto de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e aplicação efetiva de códigos de ética e conduta, políticas e diretrizes para detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados contra a administração pública nacional e estrangeira”.

Por que adotar - Falou também do quanto a adoção de programas de integridade são importantes porque protegem a empresa contra a prática de atos lesivos e fraudes e atenuam a multa no caso de ocorrência de ilícitos. “A Lei Anticorrupção estabelece multa de até 20% do faturamento anual da empresa no caso de ilícito contra a administração pública, mesmo que praticado por terceiro em seu nome ou benefício”, explicou.

Obrigação - Segundo ele, o trabalho que está sendo iniciado pelo Sistema Ocepar, de fomentar a adoção de práticas de compliance nas organizações cooperativas do estado, é importante porque esse tema tornou-se uma exigência, não só dos órgãos reguladores, mas em especial da sociedade, dos consumidores, e em qualquer lugar do mundo. “As cooperativas atuam em vários ramos de negócios, são exportadores, produtores de bens e serviços, prestam serviço para famílias. E todos, sem exceção, estão preocupados com isso, porque junto com a ideia de compliance vem a segurança de que eu estou consumindo um bom produto, que estou absorvendo e contratando bons serviços, que eu tenho a garantia de que vou internacionalizar na minha empresa ou na minha família, algo de qualidade”, disse.   

Adoção - De acordo com Simão, há cinco pilares básicos para a adoção de um programa de compliance. O primeiro é o comprometimento da alta administração. “Nenhum programa pode ser implementado se não houver o patrocínio de quem comanda”, alertou.  Os demais pilares são: definição de quem serão os responsáveis pela condução do programa; a análise de perfil e riscos; o estabelecimento de regras e instrumentos; e por último o monitoramento contínuo.

Entrevista - Clique aqui e confira a entrevista concedida por Valdir Simão para a Rádio Paraná Cooperativo, em que ele detalha dos cinco princípios que norteiam os processos de adoção de programas de integridade.

Clique aqui para conferir a apresentação de Valdir Simão no lançamento do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense

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GESTÃO IV: Para professor, sociedade vive uma crise de princípios

O compliance está diretamente ligado a um comportamento ético. Mas o que se entende por ética e em que isso interfere no dia a dia das empresas e na vida de cada um? “A sociedade contemporânea vive uma crise de princípios, ou seja, valores e virtudes que sempre nortearam nosso comportamento, hoje são questionados”, disse o professor Jelson Oliveira na palestra ministrada nesta segunda-feira (29/04), no evento de lançamento do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba. “Considero que o compliance é algo que vai além da norma porque nem sempre estabelecer um padrão de ética e de comportamento é suficiente. De nada adianta um quadro com regras pregado na parede, se não nos envolvermos eticamente”, disse.

Moral X Ética - Professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação da PUC/PR, mestre e doutor em Filosofia, Jelson Oliviera é autor de inúmeros artigos e livros, entre os quais três volumes da coleção Sabedoria Prática. Sua mensagem na palestra de ontem teve como objetivo mostrar a diferença entre moral e ética e inserir o compliance nesse contexto. “Moral é o conjunto de normas, ou seja, a tentativa de padronizar o que fazemos, o nosso comportamento, dizendo aquilo que é certo e o que é errado. Já a ética é a reflexão sobre a moral, ou seja, é a ciência da moral, aquilo que nos ajuda a pensar sobre as normas colocadas na parede”, disse.  

Compliance - Trazendo essa conceituação para o compliance, entende-se que o conjunto de normas estabelecidos por esse tipo de programa tem como base os valores morais, enquanto que o cumprimento dessas normas exige reflexão, portanto, um comportamento ético. “O problema é que hoje as regras que sempre orientaram o comportamento das pessoas, em relação ao que é certo e errado, estão sendo muito questionadas. Isto demanda de nós um pouco mais de empenho e iniciativa no sentido de buscarmos mais do que uma vida moral. Acho que é necessário um comportamento mais reflexivo diante da norma, um conhecimento maior da missão e da identidade das organizações, para que a gente possa não só ter boas normas, mas ter bons comportamentos diante dessas normas”, comentou.

Entrevista - Clique aqui e confira a entrevista concedida pelo professor Jelson Oliveira para a Rádio Paraná Cooperativo, em que comenta mais sobre moral e a ética.

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VISITA: Reino Unido quer estabelecer parcerias com cooperativas paranaenses

Com o intuito de conhecer detalhes das cooperativas paranaenses, sobretudo do ramo agropecuário, como indicadores e potencialidades, na tarde desta segunda-feira (29/04) estiveram na sede da Ocepar, em Curitiba, a cônsul-geral adjunta, do Consulado Geral Britânico em São Paulo, e diretora de Comércio no Brasil, Renata Ramalhosa, e o cônsul britânico no Paraná, Adam Patterson. Além de se informar sobre o sistema, eles pretendem estabelecer aproximação entre as cooperativas e empresas inglesas e, com isso, fomentar relações comerciais.

Números - Os cônsules ficaram admirados com os indicadores do sistema cooperativo estadual que foram expostos pelo analista de desenvolvimento técnico – mercado -, da Ocepar,  Maiko Zanella. Por exemplo, as 215 cooperativas registradas na Ocepar, que têm 1,8 milhão de cooperados, faturaram R$ 83,5 bilhões em 2018. Os investimentos nos últimos cinco anos somaram R$ 11,5 bilhões. O ramo agropecuário responde por mais de 84% destes números e tem participação expressiva na economia paranaense, respondendo por 70% da produção de soja, com 11,4 milhões de toneladas; 64% da produção de milho, com 10,2 milhões de toneladas; 48% na produção de leite, com 1,3 bilhão de litros de leite por ano; 33% na produção de carne de frango, com 1,6 milhão de toneladas por ano; 35% da produção estadual de carne suína, 271 mil toneladas/ano. O setor exporta 33 produtos para 100 destinos. Além disso, fechou 2018 com mais de 101 mil empregos com carteira assinada, superando em 8,8% o número de empregados do ano anterior.

Intercâmbio - Diante do interesse demonstrado pela cônsul Renata em promover encontros entre empresários britânicos e cooperativistas, com a intermediação da Ocepar, visando ao estabelecimento de parcerias comerciais, o superintendente da Ocepar, Nelson Costa, sugeriu a realização de outros encontros entre a diretoria e técnicos da entidade com os representantes do  novas reuniões dos dois cônsules com diretores e técnicos da entidade. O objetivo é elaborar pauta de assuntos de interesses das empresas inglesas e das cooperativas paranaenses, que seriam abordados em um workshop.

Presenças - Além dos cônsules britânicos Renata Ramalhosa e Adam Patterson, do superintendente Nelson Costa e do analista Maiko Zanella, também estiveram presentes à reunião o analista de desenvolvimento técnico Alexandre Monteiro, a  analista administrativo Mylena de Paula, e a bibliotecária Edite Viana dos Santos Alves. A visita institucional durou certa de uma hora.

 

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EBPC: Vem aí o 5º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo

 

ebpc 30 04 2019Vem aí o Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). Promovido pelo Sistema OCB, o evento já está na quinta edição e tem por objetivo estimular o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas sobre as cooperativas do país. O encontro ocorrerá em Brasília, entre os dias 9 e 11 de outubro. O tema é Negócios sustentáveis em cenários de transformação.

 

Relevância - “Esse encontro é de extrema relevância para a economia do país, já que estimula a investigação, com métodos científicos, do universo das nossas quase sete mil cooperativas. Com os resultados de cada trabalho, o movimento cooperativista se fortalece, passa a ser mais conhecido e reconhecido pela sociedade e, assim, contribui para a transformação socioeconômica das cidades onde o cooperativismo já é uma realidade”, explica Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.

 

Trabalho - Atualmente, o cooperativismo brasileiro gera trabalho para cerca de 15 mil cooperados e 380 mil empregos diretos.

 

Pesquisador, participe! - A programação do EBPC é totalmente estruturada no resultado dos trabalhos acadêmicos desenvolvidos nas instituições de ensino e pesquisa de todo o país, apresentado em forma de painéis ou de pôsteres. E o período de inscrição dos artigos está aberto até o dia 7 de junho.

 

Artigos - Cada autor poderá inscrever até três artigos. O material pode ter no máximo cinco escritores. Os autores dos 50 melhores trabalhos virão apresenta-los em Brasília, com todas as despesas custeadas pelo Sescoop. A previsão da comissão organizadora é de que o resultado da seleção seja divulgado no dia 16 de agosto. Neste linkestão todas as diretrizes!

 

Eixos - Vale destacar que serão considerados válidos os trabalhos que se correlacionem com pelo menos um dos seguintes eixos:

Identidade e Cenário Jurídico;

Educação e Aprendizagem;

Governança, Gestão e Inovação;

Capital, Finanças e Desempenho;

Impactos Econômicos, Sociais e Ambientais.

 

Oportunidade dupla - Os interessados em participar do EBPC com um trabalho voltado ao cooperativismo de crédito também poderão se inscrever no Prêmio ABDE-BID 2019(categoria: “Desenvolvimento e cooperativismo de crédito”). Os dois primeiros colocados terão os artigos publicados em livros e receberão, respectivamente, o prêmio de R$ 8 mil e R$ 4 mil. Um detalhe muito importante: para participar do ABDE-BID (com inscrições até 30 de junho) é necessário também participar do EBPC (com inscrições até 7 de junho). Então, fique ligado para não perder nenhum dos prazos.

 

Participantes - E se você ainda não é pesquisador, mas tem interesse em participar do EBPC para conhecer o resultado dos trabalhos acadêmicos, inscreva-se também. O encontro receberá inscrições entre os dias 16 de agosto a 19 de setembro. (Clique aqui). (Informe OCB)

 

INTEGRADA: Cooperativa lança plataforma de informação para sementes de trigo

 

integrada 30 04 2019A Cooperativa Integrada acaba de lançar para esta safra de inverno as novas sacarias de sementes de trigo com a tecnologia que permite que o agricultor tenha em seu tablet ou celular todas as informações referentes à variedade que irá utilizar.

 

Leitura - Por meio de um QR Code impresso na embalagem da sacaria, o agricultor faz a leitura pela câmera de um smartphone que dá acesso ao banco de dados daquela cultivar em uma plataforma criada pelo departamento de Tecnologia da Informação (TI) da Integrada.

 

Informações - Romildo Birelo, gerente de produção de sementes da cooperativa, explica que por meio da plataforma, o triticultor tem acesso a informações relacionadas à plantabilidade, germinação, índice de PMS (Peso de Mil Sementes), se a cultivar é ou não tolerante à determinadas doenças, o tratamento realizado nas sementes e dicas de utilização e cultivo.

 

Transparência e segurança - De acordo com o diretor presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, essa é uma inovação que visa trazer mais transparência e segurança nas informações dos produtos da Integrada para os cooperados. A tecnologia já vem sendo utilizada nas sacarias de soja e tem alcançado altos índices de satisfação.

 

Experiência - O produtor e associado da Integrada, Valentin Rosolen, vai experimentar na sua propriedade em Arapongas (PR) a tecnologia nesta safra. Para ele, é muito bom ter as informações da cultivar antes da semeadura, principalmente se ela é resistente ou não às doenças que atingem o trigo. O agricultor completa que, por meio da plataforma, poderá ver com antecedência se o material é produtivo ou não.

 

Procedência - Saber a procedência e identificar a origem da semente é outro ponto de suma importância para Rosolen. Nesta safra, ele estima semear 40 alqueires com trigo. Para isso, ele estima utilizar em torno de 20 toneladas de sementes. Por meio da plataforma, o produtor vai saber com a maior riqueza de detalhes o que irá semear. (Imprensa Integrada)

 

COOPAVEL: Soja é assunto de workshop realizado em parceria com a Embrapa

 

coopavel 30 04 2019Mais de 50 agrônomos da área técnica da Coopavel acabam de participar de um treinamento de alto rendimento com pesquisadores da Embrapa, a Empresa Brasileira e Pesquisa Agropecuária. As atividades foram desenvolvidas na área que anualmente recebe o Show Rural Coopavel. 

 

Workshop - Quatro pesquisadores da Embrapa Soja estiveram em Cascavel (PR) para conduzir o workshop. Claudia Godoy falou sobre Controle químico das principais doenças na cultura da soja, Fernando Adegas abordou sobre Manejo de plantas daninhas resistentes a herbicidas, José Salvador Foloni passou orientações sobre Regulador de crescimento e balanço hormonal na soja e Julio Franchini deu ênfase à Prática de manejo de solo.

 

Esclarecimentos e aprendizado - A parceria entre a Coopavel e a Embrapa Soja possibilitou a vinda de quatro doutores para abordar e aprofundar o repasse de informações sobre a cultura da soja. O treinamento esclareceu inúmeras dúvidas e fez com que cada participante conhecesse ainda mais sobre uma cultura de grande importância para o Oeste do Paraná e ao Brasil, afirma o gerente do Departamento Técnico da Coopavel, Marcelo Fabiano Dariva.

 

Qualidade da informação - “Quanto mais preparado o nosso técnico estiver, melhor será qualidade da informação que chegará ao produtor rural, conduzindo a resultados ainda melhores principalmente no que se refere à produtividade”, ressalta Dariva. (Imprensa Coopavel)

 

FRÍSIA: Julgamento de raças destaca melhores animais da pecuária leiteira

 

A 14ª edição da ExpoFrísia, uma das principais feiras do agronegócio no Paraná, bateu o recorde de animais inscritos neste ano: foram 313 bovinos registrados, sendo 194 da variedade Holandês Preto e Branco e 119 da Vermelho e Branco. A Feira foi realizada em Carambeí, na região paranaense dos Campos Gerais, entre os dias 25 e 27 de abril.

 

Julgamento - Na ExpoFrísia também foi realizado o julgamento de animais, momento em que são avaliadas características leiteiras de bovinos, como comprimento de corpo, ossatura plana, limpeza de corpo (animais sem acúmulo de gordura), feminilidade, abertura geral de corpo, amplitude de peito, largura e ângulo de garupa. “O julgamento reconhece os animais que apresentam as melhores características físicas e genéticas da raça. Essas características representam a capacidade do animal de produzir leite de qualidade, em quantidade e longevidade”, explica o coordenador de Pecuária Leiteira da Frísia, Jefferson Pagno.

 

Fêmea Jovem - Na categoria Fêmea Jovem, as ganhadoras foram C.R.A Army Nely 1428 do criador Robert Salomons e ARM Joya Dempsey 629 FIV do criador Armando Rabbers. Já na categoria Grande Campeã foram vencedoras a Blondin Integral dos criadores Alessandro H.Dekkers e Marisa Caus Dekkers e Halley Ruivinha Doorman 538 pertencente a Pedro Elgersma. O jurado responsável foi o canadense Yan Jacobs, reconhecido sete vezes como “Melhor Criador” na World Dairy Expo em Madison (EUA) e também na Royal Winter Fair, em Toronto.

 

Melhores expositores e criadores - Os pecuaristas Hans Jan Groenwold, do município de Castro, e Raphael Cornelis Hoogerheide, de Carambeí, foram eleitos os melhores expositores e criadores da raça Holandesa Preta e Branca e Holandesa Vermelha e Branca, respectivamente. A premiação é feita por meio da soma da pontuação dos animais expostos de cada criador.

 

Campeões - Confira abaixo os campeões de cada categoria:

Campeonato Bezerro – 25/04/2019: RCH Bolsonaro 2801 do criador Raphael Cornelis Hoogerheide

Campeonato Bezerra Menor – 25/04/2019: C.R.A Army Nely 1428 do criador Robert Salomons

Campeonato Bezerra Sênior – 25/04/2019: Klaas Estrela 2017 da Agropecuária Salomons LTDA

Campeonato Bezerro Júnior – 25/04/2019: C.R.A Armani Parva 1400 do criador Robert Salomons

Campeonato Bezerra Intermediária – 25/04/2019: Rejo Evertje 1427 de Diamondback do criador Johannes Franke de Jong

Campeonato Novilha Intermediária – 25/04/2019: Adrimar Baronesa Califórnia 918 do criador Adriaan Frederik Kok

Campeonato Novilha Júnior – 25/04/2019: Klaas Estrela 1936 da Agropecuária Salomons LTDA

Campeonato Fêmea Jovem – 25/04/2019: C.R.A Army Nely 1428 do criador Robert Salomons

Grande Campeã – 26/04/2019: Blondin Integral dos criadores Alessandro H.Dekkers e Marisa Caus Dekkers

3ª Melhor Vaca – 26/04/2019: Fini Destry Maaike 5733 do criador Hans Jan Groenwold

Campeã 5 Anos – 26/04/2019: Borg Red Rose Cinz Destry 1714 dos criadores Ubel Borg e Rogerio Egbert Borg

Campeã 4 Anos – 26/04/2019: Fini Destry Maaike 5733 do criador Hans Jan Groenwold

Campeã Vaca Adulta – 26/04/2019: Waldstein Lindalva Carmano do criador Roberto Ari de Castro Greidanus

Campeã Vaca Vitalícia – 26/04/2019: RCH Simonete 918 Durham Talent II do criador Raphael Cornelis Hoogerheide

Campeonato Bezerro – 26/04/2019: RCH Mito Solomon 2803 do criador Raphael Cornelis Hoogerheide

Campeonato Bezerra Júnior – 26/04/2019: C.R.A High Octane Bontje 1394 do criador Robert Salomons

Campeonato Bezerra Intermediária – 26/04/2019: Bur Jr. Unix Wilhelmina 3540 dos criadores Hendrik de Boer e Reinaldo de Boer

Campeonato Bezerra Menor – 26/04/2019: Bur Jr. Doc Elegance 3709 dos criadores Hendrik de Boer e Reinaldo de Boer

Campeonato Bezerra Sênior – 26/04/2019: Rhoelandt 2975 Leda Octane Outlast dos criadores Ronald Rabbers e Henrieta A.V.P Rabbers

Campeonato Novilha Menor – 26/04/2019: Klaas Janie 1978 da Agropecuária Salomons LTDA

Campeonato Novilha Júnior – 26/04/2019: ARM Joya Dempsey 629 FIV do criador Armando Rabbers

Campeonato Novilha Intermediária – 26/04/2019: Borg Encory Shottle Monterey 2069 dos criadores Uber Borg e Rogerio Egbert Borg

Campeonato Fêmea Jovem – 26/04/2019: ARM Joya Dempsey 629 FIV do criador Armando Rabbers

Campeonato Novilha Sênior – 26/04/2019: ARM Mirta Golddust 589 do criador Armando Rabbers

Campeonato Vaca Jovem – 26/04/2019: Constentation Florence Integral dos criadores Alessandro H.Dekkers e Marisa Caus Dekkers

Campeonato 3 Anos Júnior – 26/04/2019: Bur Jr. Ladd P-Red Heliocita 3036 FIV dos criadores Hendrik de Boer e Reinaldo de Boer

Campeonato 2 Anos Sênior – 26/04/2019: Constentation Florence Integral dos criadores Alessandro H.Dekkers e Marisa Caus Dekkers

Campeonato 2 Anos Júnior – 26/04/2019: Rejo Evertje 1427 de Diamondback do criador Johannes Franke de Jong

Campeonato 3 Anos Sênior – 26/04/2019: Rejo Italia Seisme 3 de Secure Red do criador Johannes Franke de Jong

Campeonato 2 Anos Júnior – 27/04/2019: Fini Expander Heringa 7219 do criador Hans Jan Groenwold

Campeonato 2 Anos Sênior – 27/04/2019: Rhoelandt 2701 Ebony Impression Octane do criador Lucas Rabbers Neto

Campeonato 3 Anos Júnior – 27/04/2019: Fini Octane Maaike 6157 do criador Hans Jan Groenwold

Campeonato 3 Anos Sênior – 27/04/2019: RHC Lila Z 632 Sid Jasper do criador Raphael Cornelis Hoogerheide

Campeonato Vaca Jovem – 27/04/2019: Fini Expander Heringa 7219 do criador Hans Jan Groenwold

Campeonato Terceira Vaca Jovem – 27/04/2019: RHC Lila Z 632 Sid Jasper do criador Raphael Cornelis Hoogerheide

Campeonato 4 Anos – 27/04/2019: Halley Ruivinha Doorman 538 do criador Pedro Elgersma

Campeonato 5 Anos – 27/04/2019: Fini Trigger Linda 4108 do criador Hans Jan Groenwold

Campeonato Vaca Adulta – 27/04/2019: Halley Sigilosa Windbrook 322 do criador Pedro Elgersma

Campeonato Vaca Vitalícia – 27/04/2019: RCH Joya 972 Durham Lightning do criador Luiz Antonio Alves Godoi

Grande Campeã – 27/04/2019: Halley Ruivinha Doorman 538 do criador Pedro Elgersma

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

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SICREDI PARANAPANEMA: Associada de Andirá é contemplada em campanha da poupança

 

A associada do município de Andirá (PR), Edna Aparecida dos Santos Denis, associada da Sicredi Paranapanema PR/SP, foi a ganhadora do sorteio semanal da campanha "Vem Poupar e Ganhar", organizada pela Central Sicredi PR/SP/RJ. Contemplada no primeiro sorteio desta edição da campanha, Edna esteve no último dia 23 na agência do município, onde recebeu um cheque em alusão ao prêmio, de R$ 2 mil.

 

Momento excelente - “Já havia participado da campanha em edições anteriores. Estou muito feliz, pois a premiação veio em um excelente momento", afirmou Edna, durante a entrega do prêmio. Na cerimônia, estiveram presentes o presidente da Sicredi Paranapanema PR/SP, Claudio Marcos Orsini, e o gerente da agência de Andirá, Antonio Carlos Caetano, além de colaboradores e coordenadores de núcleo do município e da região. Edna prometeu continuar investindo na poupança Sicredi para a sua reserva financeira e também porque “quem sabe a sorte não bata na minha porta novamente”.

 

Confiança - “Poder premiar um associado é sempre muito satisfatório, pois é um sinal muito claro de que há confiança na relação entre cooperativa e associado. Estamos sentindo uma grande adesão da nossa comunidade à iniciativa. Isso é muito importante, pois a ação visa despertar a importância de poupar para que mais sonhos e projetos de nossos associados sejam realizados”, diz Orsini.

 

A campanha - Desde o início do mês de abril, a ação está realizando sorteios semanais de R$ 2 mil, mensais de R$ 50 mil e um prêmio final de R$ 500 mil. Ela caiu no gosto dos associados pela possibilidade de ser premiado, mas também pelo incentivo do músico e ator brasileiro Evandro Mesquita, que integra a propaganda em uma adaptação da canção popularizada pela banda de rock Blitz “Você Não Soube Me Amar”, que foi transformada em “Vem pro Sicredi Poupar, Vem pro Sicredi ganhar”

 

Soma - Nos nove meses da campanha, a soma de prêmios distribuídos chega a R$ 1,5 milhão. A participação é simples: a cada R$ 100 de incremento líquido na poupança do associado, um número da sorte é distribuído – se as aplicações tiverem prazo programado igual ou superior a 12 meses, dobra-se a chance de ganhar. A campanha visa instruir o brasileiro a economizar parte dos seus recursos para realizar os seus sonhos.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Paranapanema PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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RECURSOS: Bolsonaro anuncia R$ 1 bilhão para o Seguro Rural no Plano Safra 2019/2020

recursos 30 04 2019O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira (29/04) R$ 1 bilhão para o Seguro Rural do Plano Safra 2019/2020, que será lançado no dia 12 de junho. Bolsonaro participou da abertura do Agrishow em Ribeirão Preto (SP), ao lado da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e outras autoridades governamentais.

Aumento - Com o anúncio, a verba destinada ao Seguro Rural aumentará. Atualmente, é de R$ 440 milhões no Plano Safra 2018/2019. A ministra Tereza Cristina já vinha defendendo o aumento dos recursos para resguardar os produtores em caso de prejuízos na safra, principalmente quando provocados por mudanças climáticas e, assim, atender a um número maior de beneficiários.

Apelo - Além de confirmar os novos recursos, o presidente da República fez um apelo ao presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, que também estava presente no evento, para que reduza os juros cobrados dos agricultores. "Apelo para o seu coração, para o seu patriotismo para que esses juros caiam um pouquinho mais. Tenho certeza que nossas orações tocarão seu coração", brincou.

Estudo - Bolsonaro informou que estão em estudo com o secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Nabhan Garcia, propostas de projeto de lei para aumentar a segurança jurídica dos produtores e combater a violência no campo. Bolsonaro citou que, na próxima semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve colocar em pauta projeto de lei que autoriza o produtor ter posse de arma de fogo em todo o perímetro da propriedade. "A propriedade privada é sagrada e ponto final", disse.

Excludente - O governo, segundo o presidente, avalia também conceder excludente de ilicitude a agricultores que, ao defenderem a propriedade ou a vida, cometerem algum crime. Neste caso, eles responderão a um processo, mas não serão punidos. "É a forma que temos de proceder para que o outro lado, que teima em desrespeitar a lei, tema vocês, tema o cidadão de bem, e não o contrário", afirmou, acrescentando que a proposta deve ser enviada ao Congresso Nacional.

Reforma agrária - Sobre políticas de reforma agrária, o presidente disse que serão feitas "sem viés ideológico", iniciando por lotes ociosos e acordos de conciliação em áreas judicializadas.

Fiscalização - Bolsonaro destacou que haverá mudanças nas fiscalizações do Ibama e de outros órgãos ambientais. "Tem que ter fiscalização sim, mas o homem do campo deve ter o prazer de receber o fiscal. E num primeiro momento ser orientado para que possa cumprir as leis". (Mapa)

 

FINANCIAMENTO: Tereza Cristina anuncia mais R$ 500 milhões para o Moderfrota na atual safra

 

financiamento 30 04 2019A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), anunciou nesta segunda-feira (29/04), em Ribeirão Preto (SP), na abertura da Agrishow, a destinação de mais R$ 500 milhões no atual Plano Safra para o programa Moderfrota, cujos recursos haviam se esgotado em dezembro. No evento com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, a ministra disse que o fato de os produtores terem utilizado todo o orçamento significa que estão confiantes no setor, investindo em máquinas e equipamentos.

 

Demanda - “Tira daqui, põe lá, raspamos o tacho para atender a essa demanda”, disse Tereza Cristina sobre o financiamento que é concedido por meio do BNDES (o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras). Adiantou que o Plano Safra 2019/2020, a ser divulgado em 12 de junho, também deverá agradar aos produtores.

 

Surpresas agradáveis - “O presidente herdou um orçamento apertadíssimo, engessado. Mas estamos nos reunindo semanalmente e tendo a parceria do ministro Paulo Guedes (Economia) com a agropecuária brasileira. Então, vocês terão surpresas agradáveis”, prometeu.

 

Sintonia - A ministra destacou, como fez também Jair Bolsonaro, em seu discurso, a existência de sintonia entre os ministros. “O presidente mudou a história ao pôr um ministro do Meio Ambiente (Ricardo Salles) e da Agricultura em perfeita sintonia, em prol do desenvolvimento e da sustentabilidade do país”.

 

Acesso à internet - A ministra também anunciou para breve a melhoria da conectividade no campo. “O governo trabalha afinado, é um time que conversa. Tenho mantido entendimento também com a Ciência e Tecnologia (ministério) e vocês verão em breve a nossa conectividade no campo. Esse é um dos legados que o presidente deixará”, adiantou.

 

Desafios - A ministra lembrou que são grandes os desafios, mas que “todos eles serão sanados, com diálogo aberto no Ministério da Agricultura”. “Eu disse aqui, no ano passado que o país precisa de previsibilidade e é isso que o presidente vem fazendo, na simplificação, na modernização, no revogaço, para que as coisas caminhem”, afirmou ela. “Muito já se fez, retirando as travas para que o custo Brasil diminua, para que se produza com segurança jurídica. Mais de 200 produtos já destravamos”.

 

Embrapa - A ministra destacou ainda a importância da Embrapa, “que precisa ser remodelada”, e da necessidade que tem de recursos para produzir mais. (Mapa)

 

SAFRA 2018/19: Paraná deverá produzir 37,3 milhões de toneladas de grãos

 

safra 30 04 2019Relatório mensal do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento mostra que a estimativa de produção da safra de grãos 2018/2019 deve ser de 37,3 milhões de toneladas, 5% maior do que no ano passado e também superior à estimativa anterior, de 37,1 milhões. Na safra anterior, a produção foi de 35,4 milhões.

 

Colheita encerrada - Neste período, a colheita do milho da primeira safra e da soja está praticamente encerrada, e confirmaram-se prejuízos em algumas culturas em decorrência do clima, com redução de 15% da produção de soja em comparação com o ano passado, e perdas no feijão.

 

Renovação do quadro - Segundo o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, no entanto, há renovação do quadro, com ampliação das áreas de cultivo de verão/outono, crescimento de área no feijão de segunda e terceira safra e, de forma muito expressiva, do milho de segunda safra, que possibilita prever um ganho de quase 4 milhões de toneladas em relação ao ano passado. “Apesar dos prejuízos no ano passado na safrinha do milho, é importante que a gente esteja reestabelecendo o nível de produção”, disse.

 

Produção - A produção de milho na safra 2018/2019 deve superar 16 milhões de toneladas. A segunda safra, que está no campo, deve contribuir com aproximadamente 13 milhões de toneladas nesse total. Essa produção é 42% maior do que a safra anterior. “As condições climáticas atualmente encontram-se favoráveis para o desenvolvimento da cultura do milho e tudo tende a garantir boa produtividade”, diz o chefe do Deral, Salatiel Turra.

 

Soja - A colheita da soja já está concluída. O relatório do Deral confirma uma queda de 17% com relação à produção estimada no início da safra, de 19,6 milhões de toneladas. Agora, a estimativa é de 16,2 milhões. Essa redução deve-se principalmente ao excesso de calor e à falta de chuva no início do ciclo. Embora o clima tenha causado impacto em todo o Estado, atingiu principalmente as regiões Oeste, Noroeste e Norte.

 

Redução - Quanto ao volume de produção, a cultura da soja registrou redução de 15% - de 19,2 milhões de toneladas na safra 2017/2018 para 16,2 milhões de toneladas na safra atual. A comercialização está em 44%, também inferior ao mesmo período do ano passado, quando atingiu 50%. Apesar da redução no Paraná, de maneira geral esta safra não foi significativamente afetada no Brasil, em razão dos bons resultados em outras regiões.

 

Preços - Nos preços, houve queda de aproximadamente 13% - o valor atual da saca de 60 kg, comercializada a R$ 66,85, cobre os custos de produção. Em 2018, o valor da saca era de R$ 76,00. Para o economista do Deral, Marcelo Garrido, o impasse comercial entre a China e os Estados Unidos, que já dura cerca de um ano, é um dos fatores de influência nos preços. “A demanda neste ano está menor, principalmente com a redução da compra da soja dos EUA pelo maior importador do mundo, a China. Isso favoreceu o Brasil”, diz. Além disso, a ocorrência da peste suína na China, que exigiu o abate de animais, diminuiu a compra de soja para produção de ração.

 

Variação do dólar - Com 44% da safra da soja comercializada, o cenário depende das variações do dólar, influenciadas diretamente pela política nacional; e da confirmação da safra americana, em maio. Uma possível alta do dólar pode gerar bons resultados para os exportadores, mas seu impacto no mercado interno ainda é incerto.

 

Milho - O relatório do Deral mostra que a colheita da primeira safra de milho está praticamente concluída, e a segunda safra está totalmente plantada. A produção na safra 2018/2019 deve ser de 16,1 milhões de toneladas. Nesse total, a segunda safra deve contribuir com aproximadamente 13 milhões de toneladas. Isso representa uma recuperação no volume de produção após a quebra na safra 2017/2018, em decorrência dos fatores climáticos. Agora, a estimativa é 40% maior. A segunda safra de milho avança 6% em termos de área, atingindo 2,2 milhões de hectares, com o início da colheita em maio e atingindo seu ápice a partir de junho.

 

Mercado doméstico - Os preços no mercado doméstico estão próximos de R$ 30,00, valor suficiente para remunerar o produtor e próximo aos preços praticados na safra anterior. No mercado internacional, os preços reduziram cerca de 10%, se comparados a abril de 2018.

 

Cenário estável - O cenário brasileiro para a produção de milho é estável, com uma estimativa de produção superior a 90 milhões de toneladas. “Isso vai equilibrar a oferta e demanda do mercado como um todo, principalmente as cadeias de transformação e proteína, essencialmente suínos e aves. A tendência para as próximas semanas é de estabilidade no cenário”, explica o técnico do Deral, Edmar Gervásio. O milho de primeira safra está 51% comercializado.

 

Trigo - O plantio do trigo começou na semana passada, e atingiu 4% nesta semana. O índice é positivo em relação ao ano passado, mas está abaixo da média, principalmente por influência do clima. Também foi registrada redução de área de 7% na comparação com a safra anterior. O recuo explica-se pelos preços, que ainda não animaram o produtor, mesmo estando acima dos custos de produção. “Outro fator de peso na decisão dos produtores é a dificuldade em conseguir sementes. Muitos terão que optar pela compra de sementes às quais não estão habituados, gerando mais um elemento de risco em uma safra com vários riscos inerentes à cultura, como o clima”, diz o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho.

 

Junho - O plantio pode ser estendido até junho, deixando a cultura exposta às variações climáticas. Inicialmente, no entanto, a estimativa permanece em 3,3 milhões de toneladas. A comercialização atingiu 3%. “Esse índice é positivo, demonstra a agilidade dos moinhos em acertar alguns contratos antes do próprio plantio, para garantir seu abastecimento posteriormente”, acrescenta Godinho. O preço da saca de 60 kg está em R$ 46,50, superior ao mesmo período do ano passado, quando era de R$ 38,00.

 

Feijão segunda safra - Com aumento de 8% na área plantada, o feijão de segunda safra passou de 213 mil hectares para aproximadamente 230 mil hectares. Estima-se um aumento de 55% na produção, que foi de 278 mil toneladas na safra 17/18 e deve atingir 429,4 mil toneladas na safra atual.

 

Condições melhores - Depois dos problemas climáticos na primeira safra, que afetaram a qualidade do grão, agora a safra do feijão tem um bom andamento e condições climáticas favoráveis para a produtividade. Entre os principais produtores estão os núcleos de Ponta Grossa (31%), Pato Branco (21%), Guarapuava (13%) e Francisco Beltrão (12%). A colheita da segunda safra está em 7%, e 25% das lavouras a campo estão em fase de maturação.

 

Comercialização - Na última semana, a saca de 60 kg de feijão-preto era comercializada a R$ 129,00 e o feijão cores a R$ 246,00. “Por enquanto os preços estão satisfatórios e a expectativa é de que permaneçam estáveis”, diz o economista do Deral, Methodio Groxko. Em abril do ano passado, a saca de R$ 60 kg do feijão-preto era comercializada a R$ 103,94, e o feijão cores a R$ 90,22.

 

Mandioca - A produção de mandioca teve redução de 1%, atingindo 3,4 milhões de toneladas nesta safra. Embora a safra esteja em condições favoráveis e com boa produtividade, foi registrada queda no preço, segundo Groxko. De R$ 533,00 a tonelada em 2018, o valor caiu para aproximadamente R$ 300,00 em abril deste ano, próximo do custo de produção.

 

Queda - Essa queda nos preços vem sendo registrada ao longo dos últimos anos. Em 2018, por exemplo, essa cultura fechou o ano a R$ 478,00, e o valor era de R$ 552,00 em 2017. Neste período, as indústrias estão com grandes estoques de fécula. As boas condições da safra do Nordeste do país reduziram a demanda pelo produto paranaense. (Agência de Notícias do Paraná)

 

EXPORTAÇÃO: Índia abre mercado à carne de frango brasileira, diz ministra

 

exportacao 30 04 2019“A Índia acaba de abrir seus mercados para o frango brasileiro, um mercado que ainda não havíamos acessado”, informou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, na abertura da Agrishow 2019, em Ribeirão Preto (SP), nesta segunda-feira (29/04).

 

Importância - A ministra lembrou a importância da viagem internacional que fará para a ampliação e a abertura de mercados a produtos do agronegócio brasileiro. “Semana que vem iniciarei uma grande viagem pela Ásia, levando nosso produtor, nossas indústrias para abrir novos mercados”.

 

China e Japão - “Vou à China, ao Japão, que está ávido por nossos relatórios para abrir mercado para nossa carne in natura. Depois irei ao Vietnã, que tem interesse em frutas, gado em pé, soja, milho”, comentou.

 

Indonésia - Tereza Cristina irá ainda à Indonésia, no encerramento da missão oficial que inclui empresários e ações promocionais de produtos como o café no Japão e na China. Em Tóquio, a ministra participará de reunião de ministros da Agricultura, que antecede o encontro dos países do G-20, marcado para junho no país. (Mapa)

 

FONTES RENOVÁVEIS: Entre Rios do Oeste reduz conta de energia pública com produção de biogás

 

fontes alternativas 30 04 2019Entre Rios do Oeste, município a 130 km de Foz do Iguaçu, será o primeiro município do Brasil a ter fornecimento de energia elétrica a partir de biogás, oriundo de um condomínio de agroenergia.

 

Benefícios econômicos - Além de resolver um problema ambiental, o projeto, desenvolvido pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Centro Internacional de Energias Renováveis - Biogás (CIBiogás), Copel e Prefeitura de Entre Rios, trará benefícios econômicos para o município e produtores rurais.

 

Suínos - Embora Entre Rios do Oeste seja um município com uma população pequena – de aproximadamente 4,5 mil pessoas -, a quantidade de suínos é 50 vezes maior. Por isso, o projeto, que partiu de uma chamada pública estratégica de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terá grande impacto para a localidade.

 

Iniciativa - A iniciativa vai possibilitar que a iluminação dos prédios e espaços públicos da cidade seja garantida pela produção de biogás - mistura de gases composta principalmente por metano e dióxido de carbono, obtida normalmente através do tratamento de resíduos domésticos, agropecuários e industriais, que pode ser usado para gerar energia elétrica e térmica, além de biocombustível (biometano). 

 

Estrutura necessária - Para que isso se torne realidade, a estrutura necessária para a produção do biogás foi instalada em 17 propriedades rurais, que foram interligadas por meio de um biogasoduto de 22 quilômetros de extensão. 

 

Resultado - Como resultado do tratamento dos dejetos suínos, é obtido o gás e também um líquido que pode ser utilizado como biofertilizante, sem odor. O biogás é enviado para a MiniCentral Termoelétrica (MCT), para ser convertido em energia elétrica. 

 

Atribuições - De acordo com o gerente do Laboratório de Automação e Simulação de Sistemas Elétricos (Lasse) do PTI, Rodrigo Bueno Otto, o PTI ficou responsável pelos projetos e estudos elétricos da subestação - que conecta a minicentral à rede da Copel -; realizou toda a parte de instrumentação das propriedades rurais; e desenvolveu um sistema de monitoramento da minicentral com as unidade de geração do biogás. Além disso, o PTI também foi responsável pela edificação da minicentral, por meio da área de Infraestrutura e Obras. 

 

Investimentos - Iniciado em 2016, o projeto tem um investimento total de R$ 19 milhões, custeados pela Aneel. O prazo para entrega é julho deste ano. O modelo do arranjo técnico e comercial de geração distribuída de energia elétrica que será desenvolvido em Entre Rios poderá ser replicável em outros municípios de todo o país. (Assessoria de Imprensa PTI)

 

FREITAS: Brasil com 'imagem de solvência' destravará infraestrutura

 

freitas 30 04 2019O ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas, afirmou que a reforma da Previdência é o que trará ao Brasil uma “imagem de solvência” que incentivará o investidor a trazer dinheiro para as obras de infraestrutura que o país necessita.

 

Ponto de partida - Em entrevista ao programa “Roda Viva”, que foi ao ar na noite de segunda-feira (29/04) pela “TV Cultura”, Freitas disse que a reforma é o ponto de partida para que as concessões de obras deslanchem. “A missão do governo é colocar concessão na praça. E há um apetite grande do mercado por obras de rodovias, portos ferrovias etc. Temos escala, mercado, projeto. Falta agora a percepção de que o Brasil é solvente. Ninguém vem de fora para investir se não houver certeza de que as contas vão fechar, e isso virá da reforma da Previdência”, disse.

 

Crítica - Freitas, que vem da administração Michel Temer, também criticou a forma como as concessões foram tratadas na gestão da presidente Dilma Rousseff, a quem ele atribuiu erros estruturais que levaram à desistência ou quebra de contratos. “Quando a ideologia passa por cima da matemática, dá errado”, afirmou ele. “Havia trechos de rodovias sem demanda em que eram exigidos duplicação logo de saída, tornando caro para o concessionário sem o retorno em movimento de veículos”.

 

Lava-Jato - Freitas citou ainda problemas de concessionários que caíram na malha da Lava-Jato como um entrave adicional importante.

 

Conjunto regulatório - O ministro também citou que está sendo negociado com o Congresso um conjunto regulatório que dará previsibilidade aos contratos e que tornará as concessões mais atraentes. “Com essas medidas, romperemos um ciclo vicioso de crise e entraremos em ciclo de crescimento da infraestrutura”, disse Freitas.

 

Investimentos - Segundo o ministro da Infraestrutura, o conjunto das concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos deverá trazer R$ 7 bilhões em investimentos ao longo dos contratos de concessão, mas com ênfase nos primeiros cinco anos.

 

Obras paradas - Num cenário em que há praticamente 3 mil obras paradas em todo o país, Freitas defendeu a concentração de recursos nas obras com mais chances de serem concluídas. “Hoje temos muitas frentes abertas e paradas, por projetos ruins, verbas insuficientes etc. Temos de concentrar esforços onde estamos mais próximos de um resultado efetivo.”

 

Construções integradas - Para melhorar a eficiência da gestão pública nas obras, Freitas afirmou que o Estado precisa adotar o conceito de construções integradas, em que a responsabilidade pela obra, do contrato à entrega, está centrada em um responsável, em vez de um conjunto de responsáveis por cada etapa. “Hoje, quando uma obra desaba ou não é entregue, fica um jogo de empurra entre as várias empresas que tocam o projeto e não se consegue cobrar o responsável de fato”, disse.

 

Seguros - Freitas citou ainda a necessidade de haver um mercado de seguros de obras que funcionem de fato. Segundo ele, o grande entrave é a dificuldade das seguradoras em executar garantias, o que precisa ser melhorado por meio de legislação.

 

Caminhoneiros - O ministro defendeu a existência de uma tabela de frete para os caminhoneiros, embora seja considerada um recurso estranho à economia de mercado. Para o ministro, esse conflito decorre dos erros do Estado em garantir uma infraestrutura mínima para que os caminhoneiros trabalhem.

 

Exigência justa - “Não vejo as ameaças de greve dos caminhoneiros como uma chantagem, mas sim como uma exigência justa. Essas pessoas carregam o PIB do Brasil em suas carrocerias e não têm uma estrada asfaltada, um lugar para descansar ou tomar um banho. Estão sujeitos a roubos e ainda pagam caro pelo combustível. É preciso dar algum respaldo para que eles continuem trabalhando”, defendeu Freitas.

 

Aumento da concorrência - No entanto, o ministro não defendeu a intervenção na política de preços da Petrobras para o diesel, mas sim o aumento da concorrência neste mercado para melhorar o equilíbrio. (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL: Mercosul terá plano para redução da TEC em dezembro

 

internacional 30 04 2019Sem alarde, o governo brasileiro emplacou com seus sócios no Mercosul uma proposta de reestruturação geral da Tarifa Externa Comum (TEC), que está completando 25 anos sem jamais ter sido revisada. A ideia do Brasil foi aprovada no dia 21 de março por Argentina, Uruguai e Paraguai.

 

Compromisso - Os quatro países se comprometeram a discutir ao longo deste ano uma proposta de mudança unilateral das tarifas de importação aplicadas em conjunto sobre produtos oriundos de fora da região.

 

Grupo técnico - Um grupo técnico, que teve sua primeira reunião há duas semanas, ficou incumbido de apresentar o resultado de seus trabalhos em dezembro. A orientação clara dos trabalhos é por uma abertura comercial, inclusive com proposta que envolva tamanho e cronograma dos futuros cortes na TEC.

 

Definição - O Brasil gostaria de uma definição sobre o assunto no fim de 2019, durante o encontro de cúpula do bloco, que vai encerrar a presidência rotativa brasileira no segundo semestre. Seria o passo mais ousado no caminho prometido pelo ministro Paulo Guedes, desde a campanha eleitoral, de liberalização da economia.

 

Diagnóstico - No dia 21 de março, os coordenadores do Grupo Mercado Comum (órgão decisório executivo do Mercosul) receberam do governo Jair Bolsonaro um diagnóstico sobre a situação atual da TEC. Na comparação com países ou blocos no mesmo patamar relativo de desenvolvimento, como a Aliança do Pacífico ou a Asean, percebeu-se que o Mercosul ainda possui tarifas muito elevadas.

 

Produtos - Cerca de 4 mil produtos, por exemplo, têm alíquota de importação de 14%. Pouco mais de 400 estão com tarifa de 35% - a máxima consolidada na Organização Mundial do Comércio (OMC) para bens industriais. Automóveis de passageiros, calçados e vestuário em geral têm esse nível de proteção contra importados.

 

Avaliação preliminar - A avaliação preliminar do governo brasileiro é que seria possível cortar a TEC pela metade, de forma escalonada, sem nenhum impacto negativo para as negociações de acordo de livre-comércio. Isso porque as tarifas atuais são tão altas que continuaria havendo forte interesse dos parceiros comerciais em gozar de acesso ao mercado com alíquota zero.

 

Discrição - As discussões sobre o futuro da TEC são conduzidas com discrição por causa das sensibilidades políticas que isso envolve, principalmente na Argentina. Um dos dilemas tem a ver com o panorama eleitoral complicado para a reeleição do presidente Mauricio Macri. Acredita-se que dar muita publicidade agora ao processo de abertura comercial, diante da resistência da indústria argentina, atrapalharia os planos de Macri.

 

Dilema - Outro dilema importante: se a ex-presidente Cristina Kirchner vencer as eleições de outubro e voltar à Casa Rosada em dezembro, as chances de levar adiante uma redução da TEC tornam-se mínimas. Nesse caso, seria necessário pensar até mesmo o que fazer com o Mercosul. Mas, por enquanto, ninguém em Brasília deseja sequer especular sobre isso.

 

Certo - O certo é que, com a perspectiva de liberalização, muitos setores já se movimentam para apontar ao governo a necessidade de uma adequação tarifária gradual e planejada, sem alterações bruscas.

 

Levantamento - A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), por exemplo, contratou a GO Associados para fazer um amplo levantamento de como poderia se dar a inserção internacional do segmento. O resultado das simulações indica que uma abertura unilateral, com redução para zero das tarifas de produtos químicos em quatro anos a partir de 2020, teria impactos macroeconômicos quase nulos, mas queda no PIB setorial e também no nível de emprego.

 

Outros cenários- Foram testados outros cenários, com oito anos - em vez de quatro - para se chegar às tarifas de importação zero, nos quais o estudo indicou o potencial de efeitos parecidos. No entanto, haveria mais tempo para ajustes - barateamento da energia, reforma tributária, desburocratização.

 

Materialização - Para a diretora de assuntos de comércio exterior da Abiquim, Denise Naranjo, o estudo materializa o compromisso do setor químico brasileiro com relação à agenda de inserção comercial responsável.

 

Prontos - "Estamos prontos para participar do debate e contribuir na elaboração de um programa de inserção comercial para um novo Brasil, que sirva até mesmo de modelo para outros países. Entendemos, como condição indispensável, que seja um processo condicionado e concomitante à redução drástica do custo Brasil, transparente, gradual, negociado, debatido publicamente com os setores, de forma a garantir segurança jurídica e sustentabilidade à competitividade e integração comercial brasileira." (Valor Econômico)

 

ARTIGO: Ciclo de baixa nos grãos e de recuperação nas carnes

 

artigo 30 04 2019*Eugenio Stefanelo

 

O menor crescimento do PIB e do volume de comércio mundial em 2019, estimados pelo FMI em 3,3% e 3,4%; o elevado protecionismo no mercado dos produtos agropecuários; a peste suína que está dizimando os rebanhos na Ásia, principalmente na China; e a possibilidade de fechamento de acordo comercial entre os EUA e a China, que aumentará as importações chinesas de produtos americanos, o principal competidor internacional do Brasil no agronegócio, são variáveis que dificultam o aumento da demanda internacional pela soja e milho brasileiro.

 

No mercado brasileiro, o fraco desempenho da economia desde 2014, a estimativa de crescimento do PIB abaixo de 2,0% em 2019 e a continuidade do elevado número de desempregados não favorecem o crescimento mais significativo da demanda interna de soja, milho e trigo neste ano, estimadas em 44,0, 62,5 e 12,5 milhões de toneladas.

Pelo lado da oferta, os estoques mundiais dos três produtos e o comportamento do clima até o presente momento sinalizam a maior probabilidade de manutenção da elevada oferta dos três produtos na safra 2019/20, o que reduz a possibilidade de aumento dos preços neste e no próximo ano. 

 

Nas carnes o ciclo é inverso. Depois de um período de preços desfavoráveis e de prejuízos para os suinocultores e avicultores brasileiros, a maior demanda pelos países asiáticos está provocando a elevação dos preços internos recebidos pelos produtores, que já atingiram cotações superiores aos custos de produção. 

 

O setor sucroalcooleiro passou por um período de graves dificuldades econômicas e na safra 2019/20 ocorrerá uma inversão, com a oferta mundial de açúcar ficando abaixo da demanda. No mercado interno de etanol, o aumento dos preços do barril de petróleo trouxe melhor perspectiva econômica aos produtores, que aumentarão a produção.

 

No setor do café, a boa safra mundial e brasileira, apesar da bianualidade negativa, provocou redução das cotações internacionais para os menores valores dos últimos 14 anos e também dos preços internos recebidos pelos produtores, que não mais cobrem o custo operacional de produção.

 

Por sua vez os altos custos da logística, da burocracia, da regulamentação e da carga tributária reduzem a competitividade dos produtos brasileiros, as margens de ganho dos participantes das cadeias de produção e elevam os preços aos consumidores.

 

As primeiras informações sobre o Plano Safra 2019/20 que vigorará a partir de julho sinalizam, na melhor hipótese, a manutenção do volume e das taxas de juros do crédito rural, a não liberação de R$ 1,0 bilhão solicitado para subvenção ao seguro agrícola (estão previstos R$ 440 milhões),  a redução do volume de recursos com taxas fixas de juros e a maior dependência dos grandes produtores de recursos a juros de mercado. 

 

A taxa de câmbio no Brasil, neste ano, está apresentando significativa volatilidade entre R$ 3,6 a R$ 4,2, e não deverá oscilar fora deste intervalo nos próximos 12 meses. 

 

Trigo

A redução da produção e do consumo mundial mantém elevado o estoque final mundial da safra 2018/19, de 275,6 milhões de toneladas segundo o USDA. A cotação internacional está oscilando entre U$ 4,4 a U$5,6/ bushel e a média foi de U$ 5,2 em 2018.

No Brasil, neste ano, a área plantada aumenta e a previsão de produção é de 5,6 milhões de toneladas segundo a Conab. Isto mantém a necessidade de importação de 7,2 milhões de toneladas para suprir o consumo interno.

Segundo o Deral, a média dos preços recebidos pelos produtores paranaenses em 2018 foi de R$ 42,19 a saca e neste ano oscilaram entre R$ 48,5 a R$ 44,5 a saca. Tais preços correspondem a paridade da importação, são superiores ao custo variável e menores do que o custo operacional e assim devem continuar durante o ano.

 

Soja

Pelo lado da oferta destaca-se o aumento da produção e do estoque final da safra mundial 2018/19 e da demanda a continuidade dos problemas comerciais entre os Estados Unidos e a China e a peste suína nos países da Ásia. 

Como resultado, as cotações internacionais baixaram pelo segundo ano consecutivo, de U$ 9,4 na média de 2018 para U$ 8,4 a U$ 9,8 neste e no próximo ano.

Considerando a taxa de câmbio citada e os prêmios significativamente menores, os preços do produto posto Paranaguá têm variado entre R$ 75,0 a 79,0 a saca, menores do que os R$ 85,0 a 86,0 no final de 2018. 

Os preços recebidos pelos produtores paranaenses neste ano oscilaram entre R$ 68,7 a R$ 64,0 a saca, contra a média de R$ 73,33 a saca em 2018. Tais valores são superiores ao custo operacional de produção, mas as margens estão se estreitando e somente uma quebra da safra mundial 2019/20 poderá alterar esta tendência. A comercialização pelos produtores também está sendo prejudicada pela manutenção da tabela de fretes, imposta contra as regras do livre mercado e para manter protegido um setor com superoferta de capacidade de transporte. 

 

Milho

Na safra 2018/19 o aumento da produção mundial, o aumento maior do consumo total e a redução do estoque final, mas ainda elevado, e o aumento da área plantada nos EUA em 2019/20 estão mantendo as cotações internacionais neste ano entre U$ 4,2 a U$ 3,4/bushel, contra a média de U$ 3,9 em 2018. 

No Brasil, o menor volume exportado em 2018, de 24,8 milhões de toneladas, e a recuperação da produção em 2018/19 para um número próximo a 100 milhões de toneladas obrigará o país a exportar mais de 30 milhões de toneladas em 2019, para que o estoque final permaneça em torno de 15,0 milhões de toneladas. Isto, na ausência de quebra da segunda safra, em andamento.

Considerando também a taxa de câmbio e a queda dos prêmios, as cotações do produto em Paranaguá tem variado entre R$ 34,5 a R$ 38,0 a saca, e entre R$ 32,0 a R$ 34,0 para o início do segundo semestre, valores que correspondem praticamente a paridade da exportação. 

Segundo o Deral, os produtores paranaenses neste ano receberam preços entre R$ 30,4 a R$ 24,5 a saca, contra a média de R$ 28,97 a saca em 2018, valores que ainda cobrem o custo operacional de produção, mas com margens positivas cada vez mais estreitas.

 

Pecuária

O ano de 2018 não foi bom para a suinocultura e nem para a avicultura e os produtores amargaram prejuízos. Ocorreu redução da produção e das exportações das duas carnes, por problemas relacionados ao baixo consumo interno, a greve dos caminhoneiros, a operação carne fraca e subsequentes e ao cancelamento das importações pela União Europeia e Rússia.

Melhora a expectativa para 2019 e a ABPA prevê aumento da produção e das exportações dos dois produtos, em função da peste suína na Ásia e da reabertura do mercado russo. Os avicultores paranaenses estão se recuperando e os preços aumentaram de R$ 2,73 o kg em 2018 para R$ 2,81 a R$ 3,50 neste ano, já superando o custo de produção de R$ 2,80 o kg. Os suinocultores receberam a média de R$ 3,29 o kg em 2018 e entre R$ 3,50 a R$ 4,20 o kg neste ano, valores que também já ficam acima do custo de R$ 3,80 o kg.

Depois de dois anos de queda na produção de leite, os anos de 2018 e 2019 mostram recuperação da captação e dos preços recebidos pelos produtores, da média de R$ R$ 1,21 em 2017 para R$ 1,28 em 2018 e entre R$ 1,26 a R$ 1,50 o litro neste ano, valores que deixam margem positiva aos pecuaristas.

O mesmo ocorre na pecuária de corte. Os preços recebidos pelos produtores aumentaram da média de R$ 138,65 em 2017 para R$ 143,85 em 2018 e entre R$ 150,6 a R$ 151,5 a arroba neste ano.

 

Plantar soja ou milho na safra de verão2019/20?

As menores margens na comercialização da soja e do milho aumentam os cuidados que os produtores devem ter ao efetuarem novos investimentos. Isto porque o ciclo de preços mais baixos pode perdurar por mais de um ano agrícola, caso não ocorra significativa redução da oferta mundial devido a problemas climáticos. 

 A maior liquidez e margem da soja em relação ao milho evidencia a preferência pela leguminosa, o inverso do que está acontecendo com os produtores americanos. No entanto, considerando a sustentabilidade tecnológica, a importância da rotação de culturas e a diluição dos riscos, na safra os produtores poderiam destinar 25% da área a gramínea. No processo de produção, manter a tecnologia buscando produtividade é essencial, bem como evitar perdas com retrabalhos e desperdícios. Na comercialização, quando os preços têm viés de baixa, o mais indicado é efetuar as vendas de forma parcelada, sempre que os preços experimentarem curtos períodos de elevação em função dos fatores que afetam a oferta e a demanda. 

Para os pequenos e médios produtores a diversificação é fundamental, buscando a produção de culturas e criações que geram maior valor agregado e tem escala em menores espaços de terra.  

 

*Eugenio Stefanelo é professor da FAE Business School e do Centro de Ciências Agrárias da UFPR e apresentador do Programa diário Negócios da Terra na Rede Massa, SBT do Paraná


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