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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4561 | 23 de Abril de 2019

COMPLIANCE: Ex-ministro que colaborou com a regulamentação da Lei Anticorrupção participa de lançamento do Programa

O ex-ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU) e sócio da Warde Advogados, Valdir Simão, que colaborou com a regulamentação da Lei n° 12.846/13, conhecida como Lei Anticorrupção, será um dos palestrantes convidados do evento de lançamento do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense que ocorrerá dia 29 de abril, na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba.

A Lei - Em vigor desde 2013, a Lei Anticorrupção pune empresas por atos de corrupção contra a administração pública. As empresas serão responsabilizadas por práticas ilícitas e poderão pagar multa de até 20% de seu faturamento. Elas também terão que adotar mecanismos de controle e políticas internas anticorrupção, em que se contempla um código de ética, treinar a equipe em relação à Lei Anticorrupção e ter um canal de denúncia. No dia 29, Simão irá tratar sobre o tema em sua palestra intitulada “Governança e Compliance: novo paradigma no ambiente de negócios”.

Mais - Já o professor da PUCPR, Jelson Oliveira, abordará a questão “Diálogo sobre Compliance: responsabilidades, desafios e perspectivas para as cooperativas”, na segunda palestra que faz parte da programação, que será aberta pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e pelo decano da Escola de Negócios da PUCPR, Bruno Henrique Rocha Fernandes.

Apresentação - A apresentação do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense para os presidentes, dirigentes e gestores das cooperativas do Paraná ficará a cargo do superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche. “O Sistema Ocepar, por meio do Comitê de Autogestão do PRC 100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, identificou a necessidade de promover a estruturação de mecanismos de integridade nas cooperativas do Paraná. Nosso objetivo é contribuir com a implantação de um Programa de Compliance efetivo, alinhado às demandas da sociedade e contemplando aspectos éticos, legais e de gestão, com o propósito de promover a cultura de integridade nas sociedades cooperativas, envolvendo todos stakeholders”, afirma Boesche.

O Programa - O Programa contempla uma série de atividades, entre as quais, a realização de um curso para formação do agente de Compliance, que deverá ocorrer nas cooperativas que aderirem,tendo como público-alvo a equipe que atua ou irá atuar nessa área. Serão tratados os seguintes temas: Diagnóstico, Avaliação de risco, Código de conduta, Controles internos, Gestão de terceiros, Relacionamento com cooperados, Treinamento e comunicação, Canal de Denúncias, Monitoramento e auditoria. Além da parte teórica, os agentes de Compliance vão ainda poder aliar os conhecimentos à prática, por meio de um Programa de mentoria.

Certificação - Uma outra meta importante é preparar as cooperativas do Estado para que elas obtenham diferentes certificações que atestem a qualidade de sua gestão.

Mais informações - Mais informações sobre o evento de lançamento do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense podem ser obtidas com Alfredo K. Souza (41 3200 1144 / compliance@sistemaocepar.coop.br). Inscrições com Tiago Fernandes Gomes (41 2300 1148 /compliance@sistemaocepar.coop.br).

compliance folder 23 04 2019

CASTROLANDA: Agroleite apresenta “Um novo olhar”, tema da edição 2019

 

castrolanda 23 04 2019Um novo olhar é o tema da edição 2019 do Agroleite que será realizado no período de 13 a 17 de agosto, na Cidade do Leite e Parque de Exposições Dario Macedo, em Castro (PR). A proposta “Um novo olhar” foi ideia criativa da organização do evento e a Agência Turbo, de Maringá foi a responsável por desenvolver a campanha de comunicação. 

 

Momento - “O momento é pontual para um novo olhar seja para a economia, política, a preocupação com o meio ambiente, o bem-estar, a responsabilidade social, nossos olhares estão voltados para mais produtividade, inovação, novos caminhos, respeito ao próximo. Como promotores do evento nós precisamos incentivar novas atitudes, não podemos ficar esperando que o mercado mude, nós seres humanos temos o papel de promover essa discussão e incentivar novas atitudes em relação a todas essas questões”, relata Leila Gomes, Coordenadora do Agroleite.

 

Novos horizontes - Para o CEO da Castrolanda, Thomas Domhoff esse novo olhar traduz o momento do Agroleite e da Cidade do Leite. Enxergar além, vislumbrar novos horizontes em diferentes direções. Essa é a visão que a organização do evento lança para todos os cenários, dos animais ao meio ambiente, do agronegócio à tecnologia, da economia à política, novas possibilidades de fazer melhor, de gerar valor, de seguir transformando. É uma nova forma de ver o futuro, uma nova forma brasileira de olhar para o mundo. Um novo olhar para um evento que reúne nações sob a bandeira da inovação. 

 

Internacionalização - “Estamos internacionalizando o Agroleite. No ano passado já tivemos conosco Nova Zelândia, país grande em termos de negócios leite, representantes da França, Estados Unidos, Espanha e uma Delegação da África do Sul. Esse ano teremos representantes da França, Holanda, Ásia e Nova Zelândia.   Nosso novo olhar para o Agroleite é abrir fronteiras e nos tornarmos o maior evento da cadeia produtiva do leite para a América Latina, queremos evidenciar a vitrine de tecnologia do leite para patamares cada vez mais altos, estamos trabalhando fortemente para isso, absorvendo o melhor do mundo, ajustado para ambientes mais tropicais”.

 

Comunicação - Walter Korneiczuk, diretor da Turbo Ideias Potentes explica que a temática do Agroleite 2019 de trazer um novo olhar sobre agronegócio, principalmente relacionado ao leite foi um terreno ideal para temática da comunicação. “Inspiração, inovação, criatividade e negócios foram evidenciados de uma forma suave enaltecendo a beleza e arte desse setor tão produtivo e importante no Brasil. A preocupação de ser reconhecida como um evento internacional fez o desafio ser ainda maior. Nos valemos de nossa experiência na comunicação dirigida ao agronegócio e trouxemos mais do que uma campanha, trouxemos uma visão nova dentro desse setor. Ou outro olhar também na comunicação”, explica. (Imprensa Agroleite)

 

AGROLEITE 2019

19ª edição 

Data: 13 a 17 de agosto 

Local: Cidade do Leite e Parque de Exposições Dario Macedo – Castro/PR

Horário: Das 8h às 18h

Mais informações sobre o evento podem ser acessadas pelo site www.agroleitecastrolanda.com.br

 

INTEGRADA: Área técnica orienta sobre a importância de seguir o receituário agronômico

 

integrada 23 04 2019O receituário agronômico é um instrumento obrigatório para a aplicação de produtos destinados ao combate de pragas e doenças nas lavouras. A sua recomendação só pode ser feita por um agrônomo legalmente habilitado. De acordo com o gerente da área técnica da Cooperativa Integrada, Irineu Baptista, o receituário deve ser emitido mediante estudo técnico, onde é verificada a real e necessária utilização de um defensivo agrícola.

 

Orientações - O documento contém as devidas recomendações como: detalhes do produto, alvo, dose, tecnologia, número de aplicações entre outras informações sobre aplicação e segurança. O receituário agronômico deve acompanhar o produto durante todo o seu ciclo. Baptista observa que, para os agrônomos que emitem o receituário, esta é uma grande responsabilidade perante aos produtores e a sociedade.

 

Notificação - André Yokota, coordenador dos agrônomos da Integrada em Londrina, completa que o agricultor não pode comprar nenhum produto sem o receituário agronômico. Segundo ele, o não cumprimento do que está recomendado no receituário, pode acarretar para o produtor um auto de notificação ou um auto de infração.

 

Arquivamento - O gerente da Integrada, Irineu Baptista, afirma que para evitar dores de cabeça, o produtor deve arquivar criteriosamente esses documentos para rápida consulta. Além disso, ele deve ficar à disposição da fiscalização tanto no transporte, quanto no período de uso ou armazenagem do defensivo agrícola. (Imprensa Integrada)

 

COCAMAR: Conselheiros recebem patrocinadores do Rally nesta quarta

Para marcar o encerramento da quarta edição do Rally Cocamar de Produtividade, Safra 2018/19, patrocinadores e organizadores do evento se reúnem às 12h desta quarta-feira (24/04) na Associação Cocamar em Maringá (PR), com os integrantes dos Conselhos de Administração, Fiscal e Consultivo da cooperativa.

Boas práticas - Na oportunidade, será prestada uma homenagem aos patrocinadores do evento que é considerado um projeto inovador de comunicação e relacionamento com os produtores cooperados. Tendo como objetivo identificar e divulgar boas práticas agropecuárias, que contribuam para o aumento da produtividade de soja, o Rally percorreu, no ciclo 2018/19, mais de 9 mil quilômetros por todas as regiões atendidas pela Cocamar, onde visitou 120 produtores.

Temas - Nas viagens, entre outros, os temas abordados foram manejo adequado de solo com cobertura de capim braquiária, incorporação de práticas sustentáveis e tecnologias para fomentar a produtividade, resultados de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), inovações promovidas por jovens produtores que estão ingressando no negócio familiar e gestão feminina.

Ric Rural - A maior parte das viagens realizadas pelo Rally foram acompanhadas, neste ano, pela equipe do programa de televisão RIC Rural, da Rede RIC TV, apresentado nas manhãs de domingo em todas as praças do Paraná. As reportagens podem ser acessadas no canal do Rally no Youtube.

Marcas - Patrocinaram o Rally Cocamar de Produtividade as seguintes empresas: Spraytec, Ford Center, Basf, Estratégia Ambiental, Agrosafra, Sicredi, Sancor Seguros, Texaco Lubrificantes e Cocamar TRR, com o apoio da Aprasoja/PR, Cesb e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

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CREDIALIANÇA: BC homologa eleitos para os Conselhos de Administração, Fiscal e Diretoria Executiva

 

credialianca 23 04 2019A Credialiança Cooperativa de Crédito Rural, com sede em Rolândia, Norte do Paraná, inicia a gestão referente ao período de 2019 a 2022 implantando uma nova governança corporativa, com a segregação do Conselho de Administração e Diretoria Executiva, o que representa um marco na administração da cooperativa, fundada em 20 de agosto de 1983. O Estatuto Social com essa mudança também já foi aprovado pelo Banco Central e entrou em vigor a partir da homologação dos eleitos.

 

Eleição - A eleição dos membros para os Conselhos de Administração e Fiscal e Diretoria Executiva ocorreu no dia 22 de fevereiro, durante a Assembleia Geral de prestação de contas do exercício de 2018. Segundo os dirigentes da Credialiança, “o Conselho de Administração valorizou o quadro de funcionários e  contratou os profissionais para ocupar os cargos na direção executiva, já que todos têm capacidade técnica e estão aptos para a função dentro das normas  do Banco Central e do Estatuto Social.”

 

Eleitos - Confira o nome dos eleitos e as funções:

Conselho de Administração – José Carlos Bizetto (presidente), Francisco Augusto Sella (secretário), Valdir Eudes Waldrich, Valdir Mantovani, Nivaldo Panchoni e Tercílio Herek, (conselheiros).

Conselho Fiscal – Carlos Baudraz, José Ernesto Cândido Rodrigues e Dalmo Roberto Barzan (conselheiros efetivos); Luiz Antonio dos Reis, Flávio Akio Nakachima e Ângela D Agostini (suplentes).

Diretoria Executiva – Ivan Marcos Wentz (diretor-executivo presidente), Silvana Huss Rodrigues (diretora-executiva operacional) e Emerson Claudemir da Cruz (diretor-executivo administrativo).

 

A cooperativa - No ano passado, a Credialiança somou ativos totais de R$ 220 milhões, depósitos totais de R$ 145,8 milhões, operações de crédito/convênio BRDE de R$ 75 milhões, patrimônio de referência de R$ 38 milhões e sobras de R$ 2 milhões. A cooperativa possui 14 agências na região norte do Paraná, 3.800 associados, 58 funcionários diretos e 27 terceirizados.

 

SICREDI: Associados participarão da Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito nas Bahamas

 

sicredi 23 04 2019Associados do Sicredi vão representar a instituição financeira cooperativa em um dos principais eventos do setor: o World Credit Union Conference (WCUC), que acontece entre os dias 28 e 31 de julho deste ano, nas Bahamas. Guilherme Fernandes de Melo, 23 anos, associado da Sicredi Paranapanema PR/SP; Tiago Franciscon Luiz, 31 anos, associado da Sicredi Norte Sul PR/SP; e Marcos Antonio Gea Paulino, 31 anos, associado da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP terão a oportunidade de apresentar os projetos que coordenaram nas suas regiões, durante o evento internacional, dentro do programa World Young Credit Union People (WYCUP).

 

Público - O WYCUP é destinado a cooperativistas de até 35 anos, que tenham desenvolvido iniciativas de relevância econômica e social nas regiões onde atuam as cooperativas de crédito. Este ano, o Sicredi participa do programa com 10 projetos inscritos, sendo três de associados e sete de colaboradores. Todos integrarão a comitiva brasileira, que contará com mais de 200 participantes. 

 

Prêmio - Os cases inscritos no WYCUP concorrerão ao prêmio final, que dará ao vencedor o direito de participar da próxima edição da Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito, prevista para 2020, nos Estados Unidos, com todas as despesas pagas. Além dos sete colaboradores e três associados responsáveis pelos cases que concorrem este ano, participarão os dois colaboradores do Sicredi premiados na edição de 2018: Carlos Antonio Soratto, colaborador da Cooperativa Sicredi Ouro Verde/MT, e Lucas Araújo dos Santos, colaborador da Sicredi Alta Noroeste/SP. 

 

Processo de escolha - Para definir o representante da cooperativa na WCUC foi realizada uma seleção a partir de projetos inscritos por participantes no Summit dos Comitês Jovens, realizado em Curitiba, em 2018. Com o tema Educação Financeira, o projeto vencedor desenvolvido por Guilherme Melo, que também é coordenador de núcleo e membro do Comitê Jovem da Sicredi Paranapanema PR/SP, em Cândido Mota (SP), levou informações sobre orçamento doméstico e planejamento financeiro para um grupo de mulheres que se reúne para a confecção de tapetes e artesanato no salão comunitário da cidade. 

 

“Jovens Inspiradores” - Outro selecionado, o projeto “Jovens Inspiradores”, idealizado e organizado pelo associado Tiago Franciscon Luiz,  que também é integrante do Comitê Jovem Sicredi Norte Sul PR/SP, começou em Ribeirão Claro (PR), e consiste em reunir pessoas de Ribeirão Claro (PR) para conversar com alunos do Ensino Médio que estão passando por fases de escolha, como o vestibular. Os convidados são estimulados a contar sua trajetória de vida destacando desafios e realizações e servindo de inspiração para os jovens. Atualmente o projeto está em fase de expansão para outras cidades da área de atuação da cooperativa.

 

Sistema - Já o produtor de leite de Iporã (PR) e associado da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, Marcos Antonio Gea Paulino, desenvolveu um sistema que facilita o tratamento e alimentação de bezerras. Além disso, ele realizou palestras com produtores rurais do município explicando técnicas de manejo e nutrição animal para obtenção de melhores resultados nas propriedades rurais. 

 

Atuantes - “Queremos os jovens ainda mais atuantes em nossas cooperativas e na sociedade e esses projetos demonstram essa busca pela melhoria nas comunidades. É uma grande satisfação termos projetos de jovens associados representantando a Central Sicredi PR/SP/RJ no programa WYCUP. Isso somente um ano após o Summit, realizado para para engajar jovens na causa cooperativista e incentivar lideranças”, afirma o presidente Nacional do Sistema Sicredi e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock.

 

World Credit Union Conference (WCUC) - A Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito é um evento promovido pelo Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu – World Council of Credit Unions) e acontece uma vez por ano, normalmente em julho, desde 1995. A Conferência recebe participantes do mundo todo para networking e troca de conhecimento sobre as melhores práticas para cooperativas de crédito.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

CRÉDITO: Maringá recebe Conferência Internacional de Inovação no Cooperativismo Financeiro

 

credito 23 04 2019Quais os avanços e as dificuldades das cooperativas financeiras no Brasil e no exterior? Que aprendizados e atitudes devem ser mudados para garantir o futuro do negócio? Como inovar sem perder o DNA cooperativista?

 

Conferência Internacional - Para debater sobre estas e outras questões a respeito do intenso processo de transformações na relação dos agentes financeiros com seus clientes, Maringá, na região Noroeste do Paraná,  receberá, nos dias 27 e 28 de junho, a Conferência Internacional de Inovação no Cooperativismo Financeiro - Cri8.

 

Lideranças - O evento será realizado no Fashion Hall e contará com a participação de cerca de 600 lideranças de cooperativas. Entre os palestrantes, já estão confirmados grandes nomes de dirigentes cooperativistas e de especialistas em mercado financeiro, empreendedorismo e inovação do Brasil, dos EUA, França, Israel e Alemanha.

 

Nomes - Entre eles estão o sócio do StartSe, escritor, empreendedor, mentor e palestrante, Maurício Benvenutti, o cofundador da HSM, José Salibi Neto, e o CEO da Ideality Roads, Oren Gershtein. 

 

Mais informações - Mais detalhes a respeito dos palestrantes já confirmados, programação, investimento, hotéis credenciados e outras informações podem ser acessadas através do site www.cri8.com.br. As inscrições já estão abertas e o 1º lote vai até o dia 10 de maio. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

TRIGO: Começa a semeadura do cereal no Paraná

 

trigo 23 04 2019Apesar do Zoneamento Agrícola indicar a janela de semeadura do trigo no Paraná de 21 de março até 31 de julho (com nível de risco de 20 %), a intensificação das operações de semeadura começa agora, após o término da colheita de verão. O Paraná responde, atualmente, por mais de 50% da área cultivada com trigo no Brasil, mantendo mais de um milhão de hectares com o cereal nas últimas três safras. Veja as orientações da Embrapa Trigo para reduzir riscos de perdas com o clima e ajustar os custos de produção.

 

Definição - As épocas de semeadura do trigo são definidas de acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático(Zarc), que objetiva a redução dos riscos com fatores que ocasionam perdas de produtividade, principalmente a geada (na fase de florescimento), déficit hídrico (nas fases de estabelecimento inicial da cultura e de enchimento de grãos) e com chuva na colheita (para evitar a germinação de grãos na espiga). As datas de semeadura são em função do nível de risco de perda de safra (20, 30 ou 40%). A recomendação ao produtor é estabelecer a semeadura no Paraná entre 21 de março à 31 de julho, para o risco de 20% que possibilita contratar o seguro agrícola.

 

Várias épocas - Como o Paraná possui distintas condições climáticas regionais, existem várias épocas de semeadura no Estado, considerando tanto os riscos climáticos, como o ciclo das cultivares (precoce, médio e tardio). De forma simplificada, a semeadura do trigo no Paraná inicia no final de março nas regiões Norte e Noroeste, avançando para a região Oeste (meados de abril), depois para a região de maior altitude do Centro-Oeste e Centro-Leste (final de abril até o mês de maio), e finalmente alcançando a região mais fria no Centro-Sul e Sudeste (meados de junho até início de julho).

 

Orientação - A orientação do pesquisador Sérgio Ricardo Silva é seguir rigorosamente o Zoneamento Agrícola, semeando o trigo nas épocas indicadas e, de preferência, escalonando a semeadura em períodos espaçados de 10 a 14 dias. “Essa estratégia permite reduzir riscos climáticos, evitando que toda a lavoura fique comprometida no caso de alguma intempérie, como granizo, geada, seca ou chuva na colheita”, avalia o pesquisador, lembrando que o escalonamento também ajuda no escape de doença como a giberela e a brusone que atacam durante o período de espigamento do trigo.

 

Escolha da cultivar - De acordo com a Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, atualmente o produtor dispõe de 52 cultivares de trigo indicadas para cultivo no Paraná. A busca da cultivar “completa ou perfeita” pode levar a frustrações, já que não existe uma cultivar que seja simultaneamente produtiva, resistente a todas as pragas e doenças, eficiente no uso de todos os nutrientes e adaptadas a todas regiões de cultivo.

 

Avaliação - Deste modo, recomenda-se ao agricultor avaliar diversas cultivares de trigo em sua propriedade, repetindo a semeadura destas cultivares durante pelo menos três safras, de modo que possa concluir seguramente sobre a estabilidade de produção e resistência a pragas e doenças. Assim, será possível optar por aquelas cultivares com melhor relação custo x benefício. “Os programas de melhoramento genético têm trabalhado numa busca constante pela produtividade de grãos, associada ao menor custo de produção. Para garantir o equilíbrio na lavoura, o produtor deve priorizar cultivares com melhor sanidade e uso eficiente de nutrientes, que permitam economizar em fungicidas e em fertilizantes, os quais representam os principais custos na lavoura”, orienta Sérgio Ricardo.   

 

Por que plantar trigo? - Para a Embrapa Trigo, a importância de cultivar trigo deve ser compreendida no contexto do “sistema de produção”, isto é, analisando conjuntamente todas as safras de diferentes culturas dentro de um ano agrícola. O trigo apresenta uma contribuição significativa para a cultura semeada na sequência (como a soja ou o milho), produzindo uma grande quantidade de palhada (geralmente entre 4 e 8 toneladas/ha de matéria seca) que é importante para a conservação do solo no sistema plantio direto, implicando em menor gasto com herbicidas na cultura de verão, inclusive reduzindo a infestação de plantas invasoras de difícil controle, como a buva e o amargoso.

 

Adubação - Além disso, resultados de pesquisa têm demonstrado que a adubação do trigo (principalmente com nitrogênio, potássio e fósforo) deixa uma quantidade significativa de nutrientes para a cultura seguinte, o que permite a redução da adubação da soja ou do milho nas safras de verão. Assim, a simples decisão de cultivar trigo no inverno tem um efeito de redução de custos na safra seguinte, o que não tem sido levado em consideração nas planilhas de cálculo dos custos de produção, cuja apropriação dos valores gastos com insumos/operações mecanizadas é geralmente feita “individualmente por cultura” dentro de seu período de cultivo.

 

Otimização - Quando o agricultor opta por cultivar trigo no inverno, em vez de realizar a semeadura de uma lavoura de cobertura outonal (como a aveia preta), ele otimiza o uso do maquinário, diluindo seu custo de depreciação entre duas culturas (de inverno e de verão), reduzindo ainda mais o custo da cultura em sucessão, além da vantagem de estabilizar a demanda por mão-de-obra durante os meses do ano, preservando os empregos no meio rural.

 

Trigo ou milho? - Nas regiões Norte e Oeste do Paraná é possível cultivar tanto o trigo quanto o milho 2ª safra após a cultura de verão (especialmente a soja). A decisão depende de uma análise complexa, envolvendo expectativa de preços futuros das duas commodities, previsão de clima durante a safra, cotação de preço dos insumos (variações na cotação no dólar), e possibilidade de encaixe da cultura no sistema produtivo regional (“janelas de cultivo”).

 

Mais vantajoso - “De modo geral, baseado no histórico de semeadura do trigo no Paraná, temos observado que no norte do Estado tem sido mais vantajoso o cultivo do milho 2ª safra, devido à baixa produtividade do trigo em anos de déficit hídrico e à ocorrência esporádica de brusone. Entretanto, na região dos campos gerais e no Centro-Sul do Estado, devido ao maior risco de geada no final do ciclo do milho, é preferível cultivar o trigo. Na região Oeste, a decisão é sempre mais difícil. É preciso ‘fazer contas’ (produtividade x preços x riscos climáticos), além de considerar as janelas de cultivo para não comprometer a semeadura antecipada da soja. É um ‘quebra-cabeças’ bem interessante!” avalia o pesquisador Sérgio Ricardo Silva.

 

Resultados e cenários - Na última safra de trigo, o Paraná contabilizou 1,1 milhão de hectares (53% da área tritícola brasileira) obtendo uma produtividade média de 2.582 kg/ha (quilos por hectare), resultando em uma produção de 2,8 milhões de toneladas (52% da produção nacional), baseado em números da Conab.

 

Melhor desempenho - O trigo apresentou melhor desempenho nas regiões Sul e Sudoeste do Paraná, cujas condições climáticas foram mais favoráveis para o bom desenvolvimento vegetativo e produtividade do trigo. Por outro lado, as regiões Norte e Centro-Leste (“campos gerais”) foram atingidas por períodos de déficit hídrico, o que comprometeu o rendimento de grãos.

 

Oídio - Com o clima seco e frio, especialmente nas regiões Centro e Norte, foi registrado o incremento de oídio, porém, foi baixa a incidência de brusone. Por sua vez, as manchas foliares ocorreram com maior intensidade nas regiões Centro-Sul e Sudeste, quando associadas a períodos de maior precipitação pluvial. No entanto, mesmo com estas adversidades, a produção de trigo do Paraná foi 28% superior em relação à safra anterior (2017/2018).

 

Previsão - Na safra que começa agora, a previsão do Deral é de uma redução de 6% na área de cultivo, mas com produtividade até 24% maior (estimativa de 3.212 kg/ha). Caso o clima colabore, o Paraná deverá colher 3,3 milhões de toneladas neste ano, uma safra 18% maior em relação ao ano anterior. A expectativa é que os preços se mantenham em alta até o segundo semestre do ano (Cepea).

 

Importância - O analista de desenvolvimento técnico da Ocepar, Maiko Zanella, avalia que o trigo tem extrema importância, tanto no abastecimento das indústrias instaladas nas cooperativas, quanto para a segurança alimentar como maior produtor do cereal no País. “A perspectiva é de uma safra boa. O aumento no rendimento deverá compensar a redução da área”, afirma Zanella. 

 

Entrevista - Ouça a entrevista com o analista da Ocepar Maiko Zanella acessando https://www.embrapa.br/trigo/audios. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Trigo)

 

 

PESQUISA: Embrapa completa 46 anos com novos desafios pela frente

 

pesquisa 23 04 2019Nas últimas quatro décadas, a Embrapa contribuiu para que o Brasil aumentasse em cinco vezes a produção de grãos - em 240% a produção de trigo e milho, 315% a produção de arroz, sem contar a elevação da produtividade do setor florestal em 140%, e o triplo do setor cafeeiro. Daqui para frente a expectativa é ainda maior. Criada para revolucionar, por meio da ciência, a forma de produzir alimentos no país, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) completa 46 anos, na sexta-feira (26/03).

 

Retorno à sociedade - No último ano, para cada R$ 1 aplicado na Empresa, foram devolvidos R$ 12,16 para a sociedade – lucro de R$ 43,52 bilhões gerado a partir do impacto econômico no setor agropecuário de apenas 165 tecnologias e cerca de 220 cultivares geradas pela pesquisa. Inovações - Entre 2016 e 2018, quantitativamente, o empenho da ciência no desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e serviços superou a marca de 2 mil inovações que estão deixando marcas e repercutindo positivamente em inúmeros segmentos.

 

Liderança - A Embrapa lidera a produção científica no ranking das instituições não acadêmicas do país e entre as dez primeiras com o maior nível de produtividade, de acordo com o Balanço Social 2018. A empresa tem o suporte de 9.469 empregados, dos quais 2.405 pesquisadores, e cerca de 600 laboratórios, que trabalham não só com a agenda da produção agropecuária, mas com o apoio no fornecimento de subsídios à formulação de políticas públicas.

 

Pobreza - O presidente da empresa, Sebastião Barbosa, destaca que grande parte da pobreza brasileira está no meio rural, e, por isso, um dos grandes desafios é dedicar ainda mais atenção aos produtores. “Sem perder de vista que a competitividade do agro brasileiro precisa continuar dando saltos de qualidade para manter essa condição que o Brasil conquistou”, diz, ressaltando que há necessidade de trabalhar sem distinções para o grande, o pequeno, o orgânico, o transgênico, a agricultura familiar, a empresarial.

 

Ferramentas - “A Embrapa não impõe tecnologias, disponibiliza, e o mercado é quem as regula. Produzimos as ferramentas”, comenta o presidente. “Conhecendo as demandas do setor, a gente tem soluções que melhor se adaptam às necessidades do produtor, do consumidor e do mercado. É um processo dinâmico ao qual estamos muito atentos”.

 

Gestão Integrada - A diretora executiva de Gestão Institucional, Lucia Gatto, reconhece o tamanho do desafio que a Embrapa possui. “Precisamos ampliar os resultados positivos também reduzindo o custo de operação”, diz. “As melhorias incluem não apenas a gestão de pessoas, máquinas e sistemas, mas todas as áreas funcionais da empresa”.

Na opinião da diretora, a Embrapa precisa ter acesso a novos modelos de financiamento, como os fundos patrimoniais. “Assim será possível promover relações mais seguras e atrativas para a ampliação de parcerias e a captação de investimentos do segmento produtivo”, explica.

 

Protagonismo científico - O diretor de Inovação e Negócios da Empresa, Cleber Soares, observa que no dia a dia do brasileiro dificilmente não está presente alguma contribuição gerada nos laboratórios e campos experimentais da Embrapa.

 

Exemplos - Ele cita exemplos: no café da manhã, o brasileiro, ao consumir um pão, talvez não saiba que mais de 65% da cadeia de trigo no Brasil são parceiros diretos da Embrapa (e muitos ativos derivados das tecnologias desenvolvidas pela Empresa). Já o leite tem origem provavelmente no sistema intensivo e semi-intensivo desenvolvido pela Embrapa.

 

Cafezinho - Um cafezinho no meio da manhã tem tecnologia desenvolvida pelo Consórcio Brasileiro do Café liderado pela Embrapa. Mais de 90% das forrageiras tropicais que levam a um bife são produzidas pela empresa. E mesmo, ao tomar um copo de cerveja no fim do expediente, o cidadão consome sua tecnologia, presente em 85% das cultivares de cevada cultivadas no Brasil.

 

Principais cadeias - “Nas principais cadeias produtivas do agronegócio é possível enumerar a sua participação no desenvolvimento de ativos tecnológicos, por meio de produtos, processos, de serviços e na formulação de políticas públicas que impactaram os diferentes setores do agro”, diz o diretor.

 

Grãos - No segmento de grãos, na pecuária, nas florestas plantadas, no desenvolvimento de sistemas integrados de produção, como a Integração lavoura-pecuária-floresta, área de fitozoosanidade, feijão e pulses, fruticultura, a empresa é, segundo ele, referência.

 

Portal - Cleber Soares destaca o lançamento da página de negócios no portal da empresa, na data do aniversário. Estarão disponíveis, de forma aberta, ativos em desenvolvimento e a evolução de cada um para os interessados em investir e cooperar no desenvolvimento das tecnologias.

 

Pontes - Outra iniciativa é o projeto Pontes para a Inovação. Com ele, novas possibilidades de parceria são abertas. Investidores e parceiros têm a oportunidade de concorrer por meio de chamadas públicas para atuar com ativos da empresa. Nesse modelo de ambiente de inovação, o parceiro aporta recursos e a Embrapa recebe no desenvolvimento e depois quando vai para o mercado.

 

Pesquisa e desenvolvimento - A ampliação da produção de alimentos é uma das pautas mais desafiadoras para os próximos anos, principalmente considerando um cenário global onde, até 2030, a população mundial deverá atingir 8,5 bilhões de pessoas. “Tendo em vista a longevidade e os padrões de consumo pouco sustentáveis, teremos um aumento por demanda em torno de 35%, 40% de energia e algo 50% de água. Vamos ter que produzir mais alimentos com menos energia e menos água”, analisa Celso Moretti, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento.

 

Geração de conhecimento - “O Brasil terá um papel relevante e estratégico e a Embrapa, uma instituição que atua com geração de conhecimento, terá que trabalhar com produtividade, melhoramento de eficiência, com variedades que usam água de forma mais racional, adaptadas a regiões secas, com mais sustentabilidade, resistência a pragas e doenças, menos pesticidas e agrotóxicos”, afirma Moretti.

 

Edição gênica - Na agenda da pesquisa há ainda mais com projetos relacionados à edição gênica, ou seja, com a possibilidade de tecnologias que editem o DNA das plantas, a exemplo de três projetos com soja e feijão, desenvolvidos em parceria com a norte-americana Corteva.

 

Mais importante - “Além disso, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) será ainda mais importante. É um trabalho que fazemos com 44 cadeias produtivas, que contribui com a indicação de onde, como e o que plantar”, explica o diretor. A importância econômica dessa tecnologia, segundo o Balanço Social, representou mais de 5 bilhões para o agro brasileiro em 2018.

 

Nichos de mercado - Outra tendência para os próximos anos é a diversificação e a exploração de novos nichos de mercado. “Um exemplo recente é o dos produtores de soja que, em função dos custos elevados que resultavam em margem de lucro pequena, adotaram solução da Embrapa e passaram a cultivar grão de bico, em Goiás, e agora vão colher 10 mil hectares de área cultivada”, conta Moretti.

 

Insumos biológicos - O diretor destaca ainda o reforço nos investimentos na área de insumos biológicos, pela fixação biológica de nitrogênio, com o lançamento neste ano, de edital específico para leguminosas e gramíneas. “Buscar microorganismos do solo para combater nematoides, toda a lógica da bioeconomia em que a Embrapa está inserida, a intensificação sustentável, com o trabalho com ILPF, que começou com 3 milhões de hectares implantados e atualmente está próximo de 15 milhões, tudo isso faz parte dessa programação”.

 

Big data - Está previsto reforço na área de "big data", que concentrará investimentos com novos algoritmos, novos computadores para analisar dados, bem como na agricultura 4.0, a exemplo da recente aprovação de um projeto no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de internet das coisas. “Sensores que estão no campo, avaliando a fertilidade do solo, a velocidade do vento, a umidade, se conectam com tratores e satélites que enviam dados para computadores, no campo para tomada de decisão”, explica o diretor. Ele ainda lembra a utilização de drones para monitoramento de pragas e doenças nas plantações.

 

Convergência tecnológica - A convergência tecnológica, que integra conhecimentos de informática, nanotecnologia, geotecnologias, para produzir soluções e resolver problemas, e dar mais competitividade para o agro é um dos focos de atuação da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa para médio e longo prazo. (Mapa)

 

 

AGRONEGÓCIO: Negociações do Plano Safra na reta final

 

agronegocio 23 04 2019A tradicional queda de braço entre a equipe econômica e o Ministério da Agricultura na elaboração do Plano Safra caminha para uma vitória do Ministério da Economia. Nas discussões, a equipe comandada por Paulo Guedes sinaliza com um menor volume de recursos com juros controlados e barra qualquer possibilidade de redução das taxas de juros – na verdade, há até quem defenda um aumento dessas taxas.

 

Seguro rural - O aumento de subsídios ao seguro rural, pedido constante da ministra da Agricultura Tereza Cristina, também deve ficar aquém do esperado. A ministra quer R$ 1 bilhão para o programa de subvenção ao seguro. Para este ano, estão reservados R$ 440,5 milhões, sem contar os eventuais cortes de Orçamento.

 

Juros e oferta de crédito - A depender da equipe econômica, as taxas de juros e a oferta de crédito do Plano Safra 2019/20, que entrará em vigor em 1º de julho, serão piores do que nos anos anteriores. O entorno do ministro Paulo Guedes dá sinais de que o orçamento para equalização das taxas de juros do crédito rural, que soma R$ 10 bilhões por ano-safra, deverá sofrer cortes. 

 

Intenção - A intenção da equipe econômica, como já indicado, é reduzir sobretudo o volume de recursos subsidiados para os grandes produtores, preservando "quem mais precisa", afirmou uma fonte, mencionando os pequenos e médios. Aos produtores de menor porte, o volume de crédito rural a juros controlados seria mantido.

 

Tendência - Nesse cenário, a tendência é que o montante total de recursos reservado ao Plano Safra fique em linha com o volume efetivamente liberado pelos bancos, que deve bater o recorde e atingir a marca de R$ 178 bilhões até o fim deste ciclo (em 30 de junho), conforme cálculos do governo.

 

Sem espaço - Na leitura da equipe econômica, também não há espaço para redução das taxas de juros do crédito rural. Hoje, a taxa dos empréstimos para o custeio agropecuário está em 8,5% por ano. Tamanha é a intenção de cortar gastos da equipe de Guedes que a manutenção da taxa de juros seria vista como uma vitória do Ministério da Agricultura.

 

Erro - Nesse sentido, a equipe econômica entende que o governo Temer errou ao reduzir as taxas fixas, que estavam em 9,5% por ano para o custeio. Ao reduzir a taxa, argumentou uma fonte, o governo gerou uma demanda superaquecida por crédito nas agências bancárias que fez aumentar os preços de produtos como máquinas agrícolas. Não à toa, acrescentou a fonte, os R$ 8,9 bilhões destinados para o Moderfrota, linha para financiar a aquisição de máquinas agrícolas, acabaram antes do fim da safra.

 

Visão - A visão da equipe econômica não é, definitivamente, a mesma de representantes do agronegócio. "A derrota para a agricultura no próximo Plano Safra seria continuarmos como está hoje, com juros livres de 9%, em média, e juro controlado de 8,5% ao ano", disse o vice-presidente da Comissão Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio da Luz. "Vamos brigar até o último dia para que o juro baixe, porque o governo não precisa botar mais dinheiro no crédito, é só mexer no spread, que é muito elevado hoje", avaliou.

 

Reuniões- Em meio ao embate, o Ministério da Agricultura tenta convencer o governo a frear as mudanças estruturais no sistema de crédito rural com a velocidade com que desenha a Economia. Nos próximos dias, Tereza Cristina deverá ter reuniões com Guedes e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, para afinar detalhes do Plano Safra. A ministra tenta evitar uma derrota nessa disputa, mas na melhor das hipóteses só conseguirá a manutenção das taxas do crédito rural a juros reais de 4,5% por ano, caso a taxa básica de juros (Selic) permaneça no patamar de 6,5% por ano, avaliou uma fonte a par do assunto. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA I: Disputa entre ministérios trava saída para concessões

 

infraestrutura I 23 04 2019Divergências entre os ministérios da Economia e da Infraestrutura estão travando a publicação de um decreto que permitiria a operadoras privadas de aeroportos e rodovias devolver amigavelmente suas concessões problemáticas à União.

 

Indenização - O impasse gira em torno do direito de indenização às empresas pelos investimentos ainda não amortizados. A equipe econômica vê, na proposta de texto formulada pela área de infraestrutura, uma mensagem equivocada para investidores estrangeiros de que grupos nacionais vitoriosos em leilões com lances supostamente irresponsáveis acabam sempre beneficiados por um perdão oficial.

 

“Risco moral” - No entorno do ministro Paulo Guedes, essa tolerância com os descumpridores de contratos tem sido chamada de "risco moral" nas concessões. Se essa prática for mantida, alega-se, dificilmente novos investidores estrangeiros - como fundos de private equity, fundos de pensão e fundos soberanos - serão atraídos para o ousado programa de privatizações que se

pretende colocar em andamento.

 

Decreto - Logo nas primeiras semanas do governo Jair Bolsonaro, o Ministério da Infraestrutura e o núcleo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) quiseram agilizar a edição do decreto presidencial. Uma minuta com 14 artigos estava pronta desde o ano passado. Sem o texto, não tem efeitos práticos a legislação sancionada pelo ex-presidente Michel Temer para resolver o drama de concessionárias inadimplentes com suas obrigações contratuais. A lei 13.448, de junho de 2017, buscava dar uma alternativa mais rápida para os arrastados processos de caducidade movidos pelas agências reguladoras.

 

Receio - Temer chegou a expor publicamente seu receio em assinar o decreto e ser acusado de favorecimento a grupos privados, como ocorreu com o Decreto dos Portos, que lhe rendeu uma denúncia na Justiça pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por alegado favorecimento à empresa Rodrimar. No fim das contas, a regulamentação da lei jamais saiu.

 

Pedidos - As operadoras do aeroporto internacional de Viracopos (SP) e da Via 040, rodovia que liga Brasília a Juiz de Fora (MG), já protocolaram pedidos formais de devolução dos contratos. O primeiro, administrado pela UTC e pela Triunfo, está em recuperação judicial. A segunda é controlada pela Invepar. A Triunfo também explicitou a intenção de devolver a Concebra.

 

Maior concessão - Trata-se da maior concessão rodoviária do país, com 1.176 quilômetros de extensão, e cruza Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

 

Metodologia - O Ministério da Infraestrutura defende uma metodologia de cálculo das indenizações que remunere as empresas por todos os investimentos ainda não amortizados. Esses pagamentos poderiam ser feitos com recursos levantados com a relicitação dos ativos, mas considerando todo o valor efetivamente investido (valor contábil do ativo), após auditoria. Só na indenização de Viracopos e da BR-040, estima-se que os gastos superem R$ 4 bilhões.

 

Oposição - O Ministério da Economia se opõe à ideia. Na raiz do problema, está o que a equipe econômica acredita ser o modus operandi das empreiteiras brasileiras e a prática de ganhar leilões esperando renegociar esses contratos posteriormente.

 

Caráter deficitário - Apesar do caráter deficitário de muitas concessões, auxiliares do ministro Paulo Guedes estão convencidos de que elas já tiveram lucro como "partes relacionadas" dos contratos. Ou seja, levando seus próprios braços de construção para as obras.

 

Compensação - No caso de Viracopos, a Constran (da UTC) e a Triunfo foram contratadas para erguer toda a infraestrutura do novo terminal. Na BR-040, a Invepar contratou a OAS, sua sócia controladora. Com isso, acredita-se que tenham compensado os lances supostamente irresponsáveis de seus braços de investimentos: 159% de ágio no valor da outorga do aeroporto, 61% de desconto sobre a tarifa máxima de pedágio da rodovia.

 

Valor contábil - A equipe de Guedes defende que o valor contábil dos ativos precisa sofrer "impairment" e refletir os investimentos recuperáveis. Para ilustrar: o valor de Viracopos não é seu terminal e sua pista, mas o fluxo de caixa em torno deles.

 

Relicitação - A ideia da Economia é fazer uma relicitação dos ativos até com "lances negativos". Por exemplo: mantendo as condições contratuais existentes, com o pedágio atual e o cronograma de obras, um investidor poderia dizer que só se interessaria pela BR-040 mediante uma oferta para receber R$ 500 milhões. Nesse caso, as tarifas subiriam e/ou o prazo das obras seria diluído a fim de reequilibrar o fluxo de caixa. E a Invepar, responsável pela devolução do ativo, ficaria sem nenhuma indenização. Na prática, seria o mercado que ditaria o valor do pagamento.

 

Sinal claro - Com ironia, um assessor da equipe econômica lembra o caso da usina de Belo Monte (PA), que estourou o orçamento e saiu muito acima do valor original. "Imagina se os donos da hidrelétrica forem à Aneel dizendo que querem devolvê-la e receber R$ 35 bilhões de volta. Vão rir da cara deles. Mas isso reflete um marco regulatório, o do setor elétrico, que é bem mais consolidado", diz essa fonte. "Precisamos dar um sinal claro ao mercado de que não toleraremos comportamentos oportunistas e de que os contratos serão rigorosamente respeitados."

 

Inviabilização - Para o time de Tarcísio Freitas, fortalecido pelo sucesso dos leilões de aeroportos e da Ferrovia Norte-Sul, esses aspectos podem até ser considerados, mas teme-se que inviabilizem a devolução amigável das concessões - uma saída menos traumática. A concessionária precisa continuar prestando serviços normalmente até a relicitação e evita-se uma interminável contenda judicial. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA II: Governador lidera missão do Paraná para atrair investimentos da China

 

infraestrutura II 23 04 2019O governador Carlos Massa Ratinho Junior lidera missão oficial do Governo do Estado à China nesta semana. A viagem acontece entre 21 e 27 de abril e atende convite feito pelo embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, que esteve no Paraná em março. O vice-governador Darci Piana assume a gestão estadual no período.

 

Companhias - O secretário de Estado da Infraestrutura Logística, Sandro Alex, e o presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, acompanham o governador. O grupo ficará baseado em Shangai para reuniões com representantes do Fundo de Investimentos Brasil-China, interessado em projetos sobre estrutura portuária e ferrovia. A missão paranaense também participa da 22ª Conferência Mundial de Dragagem. 

 

Infraestrutura e logística - O governador informa que o objetivo da viagem é apresentar oportunidades de negócios e prospectar novos investimentos chineses para o Paraná, principalmente no setor de infraestrutura e logística.

 

Boa relação comercial - Ratinho Junior ressalta que o Paraná e a China já mantêm boa relação comercial. O mercado chinês é o principal destino das exportações paranaenses (44% do total exportado em 2018). 

 

Fundo - O governador também lembra que o fundo chinês já investe no Litoral paranaense. Em 2018 a China Merchants Port Holdings Company Limited (CMPort), uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres, comprou 90% do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). (Agência de Notícias do Paraná)

 

PEDÁGIO I: Justiça manda reduzir tarifas de duas concessionárias do Paraná

pedagio 23 04 2019A pedido do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) determinou a redução das tarifas cobradas nas praças de pedágio pelas concessionárias Caminhos do Paraná em 25,77% e da Viapar em 19,02%.

Somatório - Tais percentuais correspondem ao somatório de degraus tarifários obtidos em aditivos recentes que, de acordo com o MPF, foram obtidos mediante pagamento de propina a agentes públicos. O assunto está sendo investigado no âmbito da Operação Integração, um desdobramento da Operação Lava Jato.

Compromissos não realizados - Além do vício na concessão do aditivo, o MPF sustenta que os compromissos contratuais assumidos pelas concessionárias não foram plenamente realizados - houve postergação e supressão de obras inicialmente usadas como justificativas para o aumento das tarifas.

Decisões - As decisões foram assinadas pelo desembargador federal do TRF4 Luís Alberto Aurvalle, no último dia 16, e atendem a agravos de instrumento (tipo de recurso) que foram interpostos pelo MPF após o juiz federal Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba, negar liminar sobre a redução das tarifas.

Pedidos - Os pedidos foram apresentados no bojo de duas Ações Civis Públicas propostas pelo MPF contra as concessionárias de pedágio no início deste ano.

Validade - A redução nas tarifas deve ocorrer a partir da data em que as concessionárias forem intimadas. Cabe recurso da decisão.

Resposta - Nesta segunda-feira (22/04), a Viapar informou que ainda não foi notificada e que, por isso, não vai se manifestar. A Caminhos do Paraná respondeu que "não foi intimada e somente se manifestará após ciência formal dos termos da decisão. (Gazeta do Povo)

 

PEDÁGIO II: Rodovias administradas pela Rodonorte terão redução de 30% no pedágio

A Rodonorte (Concessionária de Rodovias Integradas S. A.) divulgou nesta terça-feira (23/04) um comunicado informando que irá reduzir a tarifa de pedágio nas rodovias que administra no Paraná, entre elas a BR-376 e a PR-151. A diminuição será de 30% no preço do pedágio e ocorrerá a partir da zero hora do dia 27, no próximo sábado. O valor reduzido deve durar por pelo menos 12 meses. Na BR-376, por exemplo, na ligação de Curitiba a Londrina, o valor praticado atualmente para carros varia entre R$ 11,60 e R$ 12,40 por praça de pedágio. Com a redução, os preços devem ficar entre R$ 8,12 e R$ 8,70."

O motivo da redução - A redução do valor cobrado nas praças de pedágio é fruto de um acordo de leniência firmado entre a concessionária e o Ministério Público Federal (MPF), homologado pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. O acordo foi firmado no âmbito da Operação Integração, braço da Lava Jato que investiga os contratos de pedágio no Paraná. No comunicado em que informa a redução da tarifa, a Rodonorte reconhece "que errou ao não adotar políticas adequadas de transparência e controle de seus negócios". A diminuição do pedágio será custeada por R$ 750 milhões que terão de ser pagos pela Rodonorte até o final da concessão, que termina em 2021. Os recursos também serão destinados à execução de obras, já que a redução no valor do pedágio implicará em gasto de R$ 350 milhões para a concessionária. Ainda no texto do comunicado, a Rodonorte informa que, no acordo de leniência, "admitiu que foram cometidos atos de corrupção pela concessionária e, por esse motivo, formalmente pede desculpas"

Detalhes do acordo - Também na manhã desta terça-feira (23) o MPF divulgou, em seu site, a íntegra do acordo de leniência firmado com a Rodonorte. Pelo documento, a concessionária deverá apresentar, no prazo de 90 dias após a assinatura do acordo, um plano em que constem propostas de obras consideradas prioritárias. As intervenções terão de ser pactuadas com o governo estadual. A concessionária também se compromete a fornecer informações a respeito do esquema de corrupção investigado pela Operação Integração. Em contrapartida, o MPF não deve propor qualquer ação de natureza criminal ou cível pelos fatos revelados em decorrência do acordo.

O esquema investigado - De acordo com as investigações do MPF, a Rodonorte era uma das concessionárias de pedágio atuantes no Paraná que participaram de um esquema de pagamento de propinas. Os recursos eram destinados para campanhas políticas ou em benefício de agentes públicos. Em troca, eram realizados aditivos contratuais nas concessões. (Gazeta do Povo)

 

pedagio II 23 04 2019

PARALISAÇÃO: Caminhoneiros descartam greve, após governo ceder

 

paralisacao 23 04 2019O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, disse na noite desta segunda-feira (22/04) que não deve acontecer paralisação de caminhoneiros no próximo dia 29, conforme a categoria vinha ameaçando nos últimos dias.

 

Novos compromissos - A avaliação foi feita após o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ter assumido novos compromissos com as lideranças do setor, depois de uma reunião que durou mais de quatro horas. "Acho que nós conseguimos administrar essa situação de momento. Não deve ter paralisação de caminhoneiros", disse Bueno, ao deixar reunião no ministério.

 

Gatilho - Segundo ele, o ministro garantiu que será acionado o gatilho de reajuste da tabela de frete para refletir o aumento do diesel superior a 10%, desde a última do início do ano. Os novos valores devem ser calculados nesta semana e entrar em vigor já a partir da próxima segunda-feira (29/04), quando estava programada a nova greve.

 

Denúncias - Além disso, os caminhoneiros deixarão de ser penalizados ao denunciar o descumprimento do piso do frete pelos embarcadores. Aliás, será adotada uma medida em sentido contrário, pois os próprios profissionais do transporte rodoviários de carga poderão levar os casos de descumprimento da tabela aos sindicatos, que, por sua vez, vão submetê-los à apuração da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

 

Agenda - Em nota, o Freitas afirmou que "a construção dessa agenda vai amortecer o efeito do diesel, vai fazer com que o dinheiro sobre na contratação de cada frete e vai fazer com que a referência de preço seja praticada". "Estamos com uma agenda sólida, que está sendo construída com base numa conversa e nos pleitos dos caminhoneiros", disse Freitas, em uma lista de promessas que inclui "estudar a eliminação de multas desnecessárias aos caminhoneiros".

 

Representação legítima - "Agora, o governo assumiu compromisso, com a representação legítima da categoria, inclusive de fazer uma fiscalização mais efetiva do piso mínimo do frete", afirmou Bueno.

 

Apoio - O representante dos caminhoneiros autônomos, Wanderlei Alves, o Dedeco, também apoiou a iniciativa de permitir que a fiscalização seja realizada pela própria categoria. "O ministro se comprometeu que o próprio caminhoneiro será um órgão fiscalizador de seus sindicatos, que irá passar para o CNTA e logo irá trazer direto para o governo a relação das empresas e dos embarcadores que não estiverem cumprindo o piso mínimo. No prazo de 30 dias eles serão autuados."

 

Sem motivo - Dedeco disse que também não vê mais razão para dar início a uma nova greve diante do compromisso assumido pelo governo. "Da minha parte, eu peço aos caminhoneiros que se acalmem e esperem sim [que as promessas sejam cumpridas]", afirmou.

 

Explicações - O encontro em Brasília ocorreu depois que lideranças do movimento dos caminhoneiros disseram que foram atrás de explicações "mais convincentes" do governo sobre o apoio prometido à categoria. A fragmentação na liderança do movimento continua sendo um dos maiores desafios para o governo em manter a interlocução com os caminhoneiros.

 

Frentes - Para lidar com a liderança difusa, o governo trabalha com ministros em diferentes frentes de articulação para monitorar o risco de paralisação, atender às demandas das categorias e minimizar problemas para o país. Freitas tem sido o principal articulador do governo, mas conta com o reforço principalmente dos ministros Carlos Alberto Santos Cruz (Secretaria de Governo), Onyx Lorenzoni e Floriano Peixoto (Secretaria-Geral).

 

Monitoramento - Principal conselheiro do presidente, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, não tem se envolvido diretamente nas negociações, mas é sua pasta que cuida do monitoramento de riscos eventuais de uma greve.

 

Baixa adesão - Um militar de alta patente que auxilia o presidente afirmou que atualmente o monitoramento aponta para "baixa adesão" e o dia 29 - que tem sido apontado por algumas lideranças como possível dia de greve - ainda não é considerado como um risco. (Valor Econômico)

 

 

COMBUSTÍVEL: Pela 1ª vez, Petrobras divulga preço real em todo o país

 

combustivel 23 04 2019Em meio à retomada do debate nacional sobre os preços dos combustíveis, frente às ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros, a Petrobras aumentou a sua transparência e passou a divulgar, desde esta segunda-feira (22/04), os preços reais praticados pela empresa em 37 pontos diferentes de suprimento. A nova estratégia de comunicação vale para a gasolina, o diesel S10 (10 partes de enxofre por milhão) e o diesel S500 (500 partes por milhão, mais poluente).

 

Linha - A iniciativa vai em linha com o que defende a Agência Nacional de Petróleo (ANP), que prepara desde 2018 uma resolução para dar mais transparência ao mercado. O objetivo é obrigar a Petrobras - e outros agentes dominantes regionais - a divulgar os preços reais praticados nos diferentes pontos de suprimento.

 

Média nacional - Até então, a Petrobras publicava diariamente apenas a média nacional dos preços nas refinarias - e a média mensal dos preços em cada ponto, com defasagem de um mês. Em entrevista recente ao Valor, o diretor-geral da agência, Décio Oddone, disse que a forma como a estatal divulgava seus preços era "no mínimo incompleta, para dizer uma palavra suave".

 

Antecipação - Com a medida, a petroleira se antecipa à resolução da ANP. Segundo uma fonte, a transparência deixa mais claro para a concorrência - e a sociedade - o quanto a empresa cobra pelos derivados nas mais diferentes regiões - e o quão alinhada a companhia está com o mercado internacional. Em seu site, a petroleira reitera que mantém a paridade de importação.

 

Mudanças - A política de preços da empresa já passou, nos últimos anos, por uma série de mudanças, a última delas em 26 de março, quando a estatal anunciou que o diesel passaria a ser reajustado por períodos não inferiores a 15 dias. Desde julho de 2017, a empresa previa reajustes a qualquer tempo, inclusive diariamente.

 

Variação grande - Os números da Petrobras mostram que há uma variação grande entre os valores cobrados nas diferentes regiões do país. Na gasolina, a diferença entre o preço mais caro e o mais barato chega a R$ 0,2975 o litro. No diesel S500, essa diferença é de R$ 0,2358 e, no caso do S10, de R$ 0,2589 o litro. (Valor Econômico)

 

EDUCAÇÃO: Avanço modesto deixa ensino rural aquém da média brasileira

 

educacao 23 04 2019A desigualdade do ensino no campo para as cidades permanece gritante, apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas. É o que mostra um conjunto inédito de indicadores obtido pelo Valor. Dos jovens de 17 a 20 anos de áreas rurais, 75% concluíram o ensino fundamental, abaixo da média brasileira (85%). Só 47% das pessoas de 21 a 24 anos que moram no campo concluíram o ensino médio, enquanto, no total do país, 67% da população dessa idade tem essa escolaridade.

 

Pnad contínua - Para chegar aos números, o pesquisador Guilherme Hirata, da consultoria IDados, recorreu aos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) de Educação, do IBGE, divulgados no ano passado. O instituto passou a incluir nos microdados da pesquisa a separação por zonas urbanas e rurais, embora não inclua os dados em relatórios.

 

Piores - Antigas pesquisas mostram que os indicadores já foram piores, embora os dados não sejam perfeitamente comparáveis por questões de amostragem e metodologias. Um estudo do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iests) com base na velha Pnad do IBGE mostrou que, em 2005, 43% dos jovens das áreas rurais completaram o ensino fundamental, e 40%, o ensino médio.

 

Agruras - Luyanne Figueira da Silva, de 20 anos, conhece bem as agruras do ensino rural. Filha de um agricultor assentado em Campo Alegre, na zona rural de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, ela cursou os primeiros anos do ensino fundamental perto de casa, numa escola municipal. No ensino médio, por falta de alternativa, passou a se deslocar diariamente até a área urbana mais próxima, em Queimados.

 

Obstáculos - Durante todo o ensino médio, Luyanne perdeu a primeira aula do dia. O ônibus intermunicipal que levava até a escola passava de duas em duas horas. Ou acordava de madrugada, ou perdia a primeira aula. Quando chovia, o ônibus não chegava a seu vilarejo e ela caminhava por 50 minutos na lama até o ponto mais próximos. Às vezes, o ônibus quebrava e precisava voltar para casa.

 

Faculdade - Mesmo com todas as dificuldades, Luyanne formou-se no ensino médio, mas seu aprendizado não foi suficiente até aqui para realizar o sonho de ingressar na faculdade de direito. A estudante fez três vezes a prova do Enem, mas suas notas não foram suficientes para uma vaga na escola pública. "Infelizmente não tenho renda para pagar a faculdade privada, então vou insistir na prova", diz ela.

 

Ensino superior - Mesmo quando conseguem completar o ensino médio, os estudantes das áreas rurais ainda precisam superar grandes barreiras para alcançar o ensino superior. De acordo com o levantamento, a proporção de jovens de 18 a 24 anos que frequentam o ensino superior é de 7,2% em áreas rurais. Isso representa apenas um terço (19,7%) do verificado na média nacional.

 

Tempo de estudo - O levantamento mostra que pessoas de 25 anos ou mais das áreas rurais estudaram em média 5,8 anos, três anos a menos que a média do país (9,1 anos). Na pesquisa antiga, de 2005, a escolaridade média era de 3,3 anos na área rural.

 

Avanço - Luana Carvalho, 32 anos, militante na área da educação rural, diz que, para avançar mais a escolaridade no campo, é necessário aumentar a oferta de escolas. Luana envolveu-se com o tema ao cursar licenciatura na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e ingressar nos quadros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), do qual faz parte da coordenação nacional.

 

Insuficientes - Segundo ela, os estabelecimentos escolares seriam insuficientes e concentrados no chamado primeiro segmento do ensino fundamental (do primeiro ao quinto ano). Quando precisam dar sequência aos estudos, os jovens acabam obrigados a buscar escolas mais afastadas, em áreas urbanas. "Parte dos alunos muda-se para a casa de parentes da cidade para continuar estudando", disse ela.

 

Fechadas - Dados do Censo Escolar corroboram isso. Foram fechadas 29 mil escolas rurais no país desde 2008, para as atuais 57,6 mil. Com menos estabelecimentos, as distâncias percorridas também cresceram. "O ônibus escolar roda muito para buscar as crianças, que precisam acordar super cedo. Às vezes a criança acaba indo morar na casa de um tio na cidade para ficar mais perto", explica Luana.

 

Fechamento - Parte do fechamento das escolas é explicada pela urbanização de zonas rurais e migração da população para centros urbanos. Existiam 5,47 milhões de alunos matriculados em escolas rurais em 2018, 1,3 milhão a menos do que em 2008.

 

Nucleação - Mas também está ligado à nucleação de estabelecimentos prefeituras e governos estaduais, diz João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto. "Por uma questão de custos, os municípios reduziram o número de escolas e aumentaram a rede de transporte escolar. No Nordeste, há aluno que viaja duas horas. Na Amazônia, usa-se barcos. Soluções caras, o aluno rural é mais caro. Fizemos um estudo em Petrolina que mostrou que os ônibus escolares percorriam 42 mil quilômetros em quatro dias, uma volta ao redor da Terra", disse Oliveira.

 

Família de menor renda - Para Nalu Farenzena, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os alunos das áreas rurais já enfrentam uma situação mais desfavorável por viveram, em sua maioria, em famílias de menor renda. Pesquisas mostram que o desempenho escolar também sofre influências do pano de fundo econômico e social das famílias.

 

Diretrizes básicas- "A boa notícia é que o país já tem diretrizes nacionais para oferta de educação básica do campo e que tenha na própria lei de diretrizes básicas da educação procedimentos que devem ser seguidos para o caso de fechamento de escolas, por exemplo. O que é necessário e o que se deve dar continuidade é que entidades da área da educação e órgãos de controles, conselhos de educação estaduais e municipais levem em conta essas normativas", disse. (Valor Econômico)

 


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