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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4557 | 16 de Abril de 2019

INFRAESTRUTURA: Oficina discute gargalos e planos de investimentos para o Estado

A infraestrutura deficiente e deficitária é considerada um dos maiores gargalos do Brasil, um problema que afeta os custos, dificulta a logística e reduz a competitividade dos produtos agropecuários dentro e fora do país. O que fazer e, principalmente, como solucionar as questões envolvendo o transporte rodoviário, ferroviário, portuário, hidroviário e aeroportuário, são os assuntos da oficina técnica que acontece nesta terça-feira (16/04), no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba.

Disposição em ajudar –  O evento é uma inciativa do G7, grupo formado pelas federações representativas do setor produtivo paranaense, Itaipu Binacional, Sebrae/PR e Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (FPTI). O público-alvo são os integrantes do próprio G7 e das entidades promotoras do evento, além de órgãos do governo e das empresas públicas e privadas que atuam nos modais utilizados no transporte da produção paranaense. “A presença de todos aqui é uma demonstração do quanto o tema infraestrutura é importante. O G7 tem uma expectativa grande em relação a esse trabalho. O propósito do grupo é claro: estudar as oportunidades de negócios que o Paraná tem e analisar com profundidade as dificuldades e desafios. Sem entender isso, não conseguimos avaliar as condições de competitividade do nosso estado”, disse o coordenador do G7 e presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Participações – Além de Ricken, participaram da abertura da oficina o vice-governador Darci Piana, o secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o presidente da Faep e integrante do G7, Ágide Menegette, e Marcos Domakoski, presidente do Movimento Pró Paraná. Participou também o assessor especial da diretoria de Coordenação da Itaipu, coronel Jorge Ricardo Aureo Ferreira. Na ocasião, ele destacou que uma das missões que recebeu ao assumir o cargo é analisar os convênios e verificar se têm aderência à missão da empresa. “Por este motivo, hoje estou aqui mais para ouvir do que falar”, disse, referindo-se ao fato de que sua participação na oficina é como espectador.

Apoio do G7 –  Em sua fala, Darci Piana disse que seu objetivo no governo é fazer a intermediação com o setor produtivo. “Fui coordenador do G7 por sete anos. Esse grupo não tem regimento e nem estatuto, mas tem um propósito extraordinário, que é ajudar no desenvolvimento do Paraná. O nosso interesse sempre foi o bem do Paraná, independente de quem está no governo. Nunca misturamos política e agora não vai ser diferente”, frisou o vice-governador, lembrando que o G7 já apoiou projetos do Estado nas áreas de educação, saúde e segurança.

Parcerias – Em relação a participação do Sebrae e da Itaipu nas ações de apoio, principalmente, de planejamento do governo, Piana lembrou que na fase de transição de governo, não havia recursos para projetos de planejamento. “O Estado não tem uma estrutura preparada para planejar investimentos. Mesmo que tenha dinheiro para obras, o fato e que não sabemos onde e como investir. Então, o G7, buscou a parceria do Sebrae e da Itaipu para aumentar o volume de recursos para essa finalidade. Este trabalhou possibilitou a contratação da Fundação Dom Cabral para ajudar a planejar o estado para os próximos 10, 20, 30 anos”, disse.

Conselho – Piana reforçou ainda que a missão do novo governo é fazer uma gestão moderna e democrática, “É por esse motivo que o setor produtivo está aqui hoje, como sempre esteve, aliás, buscando colaborar com o Estado para que tenhamos as obras necessárias para a Infraestrutura”, afirmou. O vice-governador encerrou sua fala com duas informações de interesse do setor produtivo: a de que nos próximos dias será anunciado pelo governo do estado um amplo pacote de medidas na área de infraestrutura, que deve contemplar a boa parte das demandas do setor produtivo; e também de que sendo preparado um Conselho de Desenvolvimento do Paraná. “Será um grupo enxuto, com não mais que 20 integrantes, e que irá se reunir com o governador ao menos uma vez ao mês, para tratar dos interesses do Estado e ver em que o setor produtivo pode ajudar”, contou.

Apresentações – Na sequência da oficina, o secretário Sandro Alex, apresentou os planos de governo na área de infraestrutura. Depois disso, o encontro seguiu com palestras ministradas pelo diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), João Alfredo Zampieri, pelo presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Fernando Garcia da Silva, pelo diretor administrativo-financeiro da Ferroeste, Carlos Roberto Fabro, pelo diretora de Relações Governamentais da Rumo, Giana Custodio, pelo superintendente do Aeroporto Afonso Pena, Antonio Pallu, e pelo professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Eduardo Ratoon.

Infraestrutura – “Temos uma secretaria importante com um dos maiores orçamentos, e que é responsável por toda a logística”, disse o secretário Sandro Alex. Segundo ele, “poder vir na casa do cooperativismo e poder falar dos nosso trabalho e ouvir o setor é importante. A grande preocupação é saber quais são as obras, o planejamento e os investimentos que serão realizados, não só neste governo, mas também para as próximas décadas. O primeiro passo foi dado que é a recuperação da credibilidade da secretaria, que ainda passa por investigações. Estamos colaborando para que tudo seja esclarecido. Hoje temos a primeira secretaria do país a ter um programa implantado de Compliance, onde o foco principal é a propriedade, moralidade e transparência. Ou seja, fazer a coisa certa, seguir no caminho correto. Estamos revisando todos os contratos que foram realizados anteriormente para dar condições de podermos trabalhar de forma segura”, disse o secretário.

Clique aqui para conferir a apresentação resumida do plano de investimento do governo do Paraná para a área de infraestrutura

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FÓRUM: Cenário do cooperativismo paranaense será apresentado a agentes financeiros

forum 16 04 2019O Sistema Ocepar vai reunir profissionais das cooperativas paranaenses e agentes financeiros que atuam em parceria com o setor para apresentar o cenário econômico e financeiro do cooperativismo no Estado. Será no dia 3 de maio, na sede da entidade, em Curitiba, durante o Fórum Financeiro e de Mercado. No evento haverá ainda debates sobre as tendências da economia brasileira e mundial, buscando orientar os profissionais das cooperativas do Paraná sobre a estruturação das suas operações financeiras. Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também estarão presentes para tratar de seguro rural e o Plano Agrícola e Pecuário da próxima safra.

Programação - As atividades terão início às 10h, com a presença do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que fará a abertura do Fórum. Na sequência, o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, ministra a palestra com o tema “Perspectivas para o seguro rural e Proagro no Brasil”. Depois, o diretor do Departamento de Financiamento e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz de Araújo discorre sobre as principais políticas do Plano Agrícola e Pecuário da safra 2019/20.

Mais - O cenário do cooperativismo paranaense será tratado pelo coordenador de Desempenho do Sescoop/PR, João Gogola Neto. Já o doutor em Economia, Juan Jensen, da 4R Consultoria, irá falar a respeito da conjuntura econômica e política brasileira e mundial e as perspectivas para o quadriênio 2019-2022. O evento encerra às 16h.

PROGRAMAÇÃO

09:30h – Inscrições e credenciamento

10:00h – Abertura – José Roberto Ricken – presidente Sistema Ocepar

10:15h – Perspectivas para o seguro rural e Proagro no Brasil – Pedro Augusto Martins Loyola Junior – diretor do Departamento de Gestão de Riscos – Secretaria de Política Agrícola do Mapa

11:30h – Principais políticas do Plano Agrícola e Pecuário da safra 2019/2020 – Wilson Váz de Araújo – diretor do Departamento de Financiamento e Informação - Secretaria de Política Agrícola do Mapa

12:30 – Almoço

13:30 – Cenário do cooperativismo paranaense – João Gogola Neto – coordenador de Desempenho – Sistema Ocepar

14:00 - Conjuntura econômica e política e perspectivas 2019-2022 - Juan Pedro Jensen Perdomo – 4E Consultoria

16:00 – Coquetel de encerramento

 

SAFRA 2019/20: OCB debate crédito rural com Ministério da Agricultura

safra 2019 20 16 04 2019A importância do crédito rural para o setor cooperativista brasileiro foi discutida na sexta-feira passada (12/04) por representantes das cooperativas agropecuárias, da OCB, e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, durante audiência com a ministra Teresa Cristina.

Proposições - Na reunião, que também contou com a participação do secretário de Política Agrícola, Eduardo Sampaio Marques, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, além de apresentar os pontos principais da lista de proposições, entregou a versão imprensa do documento Propostas do cooperativismo agropecuário aos planos Agrícola e Pecuário e Safra da Agricultura Familiar - 2019/2020 (clique aqui)

Beneficiárias naturais - Segundo Márcio Freitas, as cooperativas agropecuárias são beneficiárias naturais do crédito rural, já que atuam em todos os elos da cadeia produtiva das principais matérias-primas, com forte presença na cadeia de suprimentos, originação de produtos agropecuários, armazenagem, agro industrialização e comercialização final, além de contribuírem expressivamente para o desempenho do agronegócio do país.

Documento - A audiência também contou com a participação do superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, e da gerente Geral, Tânia Zanella. O documento que será analisado pelo Mapa e que deve ser apresentado ao Banco Central, nos próximos dias, é dividido em duas partes:

PLANO AGRÍCOLA E PECUÁRIO

Montante de recursos

Custo financeiro das operações

MCR 02 – Condições básicas: disposições gerais

MCR 02 – Condições básicas: despesas

MCR 03 – Operações: Utilização

MCR 03 – Crédito a cooperativas de produção agropecuária: atendimento a cooperados

MCR 13 – Programas com recurso do BNDES: Prodecoop

MCR 13 – Programas com recurso do BNDES: Procap – Agro

MCR 13 – Programas com recurso do BNDES: PCA

Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural

PLANO SAFRA DA AGRICULTURA FAMILIAR

MCR 10 – Pronaf Industrialização de Agricultura Familiar

MCR 10 – Pronaf Mais Alimentos

Compras institucionais

Cadastro Nacional da Agricultura Familiar

Selo Combustível Social

DAP Jurídica para cooperativas centrais

Concessão de DAP para aquicultores

PRIORIDADES

- Reduzir as taxas de juros do custeio agropecuário para “Demais” de 7% para 6,5% ao ano.

- Reduzir as taxas de juros do custeio agropecuário para o “Pronamp” de 6% para 5,5% ao ano.

- Restabelecer a metodologia de cálculo da exigibilidade de crédito rural para média mensal*.

- Restabelecer os níveis de exigibilidade dos depósitos à vista para 34%*.

- Adotar a sistemática de tributação de IOF, aplicando a escala de tributação regressiva sobre as aplicações financeiras a partir do 10º dia*.

- Rever a Resolução nº 4.669, de 06 de junho de 2018 que autoriza as instituições financeiras a excluir linearmente R$200 milhões das suas exigibilidades*.

- Eliminar a isenção da exigibilidade de aplicação em crédito rural por instituições financeiras cuja exigibilidade é de até R$200 milhões, ou alternativamente, sugere-se alterar a redação do MCR 1.3.3 para: “As exigências estabelecidas no item 1 do MCR 1.3 podem ser dispensadas para as instituições financeiras que apresentarem exigibilidade global de até R$200 milhões e que desejarem operar exclusivamente em créditos via cooperativas agropecuárias que comprovadamente possuam Departamentos Técnicos Agronômicos que prestam assistência técnica aos seus cooperados”*.

- Restabelecer o direcionamento dos recursos da LCAs em taxas controladas, revogando a Resolução nº 4.709, de 31 de janeiro de 2019.

- Alterar o capítulo 2 do MCR 6.7 com a seguinte redação: “Os recursos captados por meio da emissão de LCA devem ser objeto de direcionamento para a aplicação em operações de crédito rural correspondente a 100% do valor apurado”.

- Adequar as regras operacionais a realidade das operações da lista de exigências das informações (Pronaf, Pronamp e Demais), para registro no Sicor, conforme Comunicado nº 31.537, de 29 de dezembro de 2017.

(Informe OCB)

 

LC 130: Lei do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo completa 10 anos

lc 130 16 04 2019Presentes em praticamente 100% do território brasileiro, as cooperativas de crédito são, em diversos municípios, a única opção de serviços financeiros. Graças à capilaridade dessas instituições, em 2018, mais de 10,5 milhões de cooperados no país tiveram acesso a todos os produtos disponíveis na rede bancária, mas com custos, em média, 30% mais baixos do que no segmento bancário tradicional.

Expansão - Esse número, na última década, cresceu 179,89%, resultado de uma série de fatores, dentre eles: precificação diferenciada para os produtos de seu portfólio (tais como: conta corrente, empréstimos, financiamentos, investimentos, planos de previdência e seguros), atendimento personalizado e participação dos cooperados no processo de gestão, pois, além de clientes, são donos do negócio.

Alternativa viável - Além desses, outro aspecto que torna uma cooperativa de crédito a alternativa mais viável para cidadãos e empreendedores que buscam opções mais vantajosas no Sistema Financeiro Nacional, é o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Criado para assegurar valores de até R$ 250 mil, por depositante, em casos de intervenção ou liquidação extrajudicial, o fundo trouxe mais segurança institucional, credibilidade e competitividade para todo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).

10 anos - O que também mostra a solidez do SNCC é o número de cooperativas (940) e de postos de atendimento (5.391). Atualmente, o SNCC ocupa o primeiro lugar no ranking das maiores redes de serviços financeiros do país. E isso só foi é possível graças à Lei Complementar nº 130/2009, que, aliás, completa 10 anos nesta quarta-feira (17/04).

Marco - Para o movimento cooperativista essa lei representa um marco no processo de reconhecimento da importância econômica das cooperativas de crédito para a economia brasileira. Essa é a opinião do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

Reconhecimento - Segundo ele, a LC 130 reconheceu, de fato e de direito, que as cooperativas são instituições sólidas, competentes e capazes de atuar no mercado financeiro de igual para igual, como qualquer outra instituição financeira. “A única diferença é a nossa forma societária, baseada em princípios e valores que só o cooperativismo tem. Sem dúvida alguma, a LC 130 pode e deve ser interpretada como a materialização do reconhecimento do próprio governo, a respeito da solidez das cooperativas de crédito”, avalia Márcio Freitas.

Diferenciais - As cooperativas possuem uma precificação diferenciada. Grande parte do custo dos empréstimos e de outras operações e serviços bancários está ligada à necessidade de lucro dos acionistas. No caso das cooperativas de crédito isso não ocorre, pois elas atuam em favor de seus cooperados, que assumem a dupla condição de clientes e acionistas ao mesmo tempo. Logo, as margens são consideravelmente inferiores e, quanto menor o custo, melhor para os tomadores/usuários, ou seja, donos do negócio;

Portfólio completo - O SNCC possui um portfólio completo e compatível com as demandas de seus cooperados. Ou seja, as cooperativas de crédito atuam com todos os produtos e serviços dos grandes bancos de varejo, mas com uma precificação bem mais justa;

Gestão - O processo de gestão nas cooperativas, tanto nas de crédito quanto nas demais, envolve a participação efetiva de seus cooperados. Desta forma, é possível decidir os rumos da instituição, com os benefícios desse processo de administração direta e evitando o habitual conflito de interesses entre o cliente (que quer pagar mais barato pelas operações) e o acionista (que se preocupa com o lucro advindo das operações). Isso, na cooperativa, não ocorre já que cliente e acionista (cooperado) são a mesma pessoa.

NÚMEROS (Dez/2018)

Cooperativas: 940

Cooperados: 10.548.288

Postos de atendimento: 5.391

(Informe OCB)

 

MÍDIA: Coordenador do Ceco destaca avanços do cooperativismo de crédito em entrevista à TV Senado

midia 16 04 2019O coordenador do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito do Sistema OCB (Ceco), Manfred Dasenbrock, que também é presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, foi o entrevistado do programa Agenda Econômica, exibido pela TV Senado no dia 12 de abril. Ele falou sobre os principais avanços do ramo, com destaque para a Lei Complementar 130, que regulamentou o cooperativismo de crédito, instituindo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), que está completando 10 anos.

Clique aqui para ver na íntegra a entrevista

 

INTEGRADA: Parceria é firmada com três startups

integrada 16 04 2019A Integrada firmou uma parceria com três startups de Londrina na área de inovação e tecnologia, selecionadas durante a 4ª edição do Hackathon Smart Agro, que terminou no último domingo (14/04), na ExpoLondrina 2019. A cooperativa foi uma das patrocinadoras do evento e também disponibilizou parte do seu time de colaboradores da área de planejamento para ajudar as startups no desenvolvimento dos seus projetos nos quase três dias de maratona.

Soluções tecnológicas - A tarefa das 20 startups selecionadas para o evento era criar soluções tecnológicas para resolver problemas do dia a dia de empresas, cooperativas e produtores. André Galletti Junior, gerente da área de planejamento e desenvolvimento da Integrada, explica que a participação da cooperativa no Hackathon Smart Agro foi ajudar as equipes a desenvolverem junto com a mentoria trabalhos com um olhar tecnológico focado no modelo de negócio do mercado agrícola.

Rodada de negócios - Além das questões técnicas, Galletti observa que também foram trabalhados junto aos times a rodada de negócios, ao qual foi validado o produto que as empresas de tecnologia estavam apresentando. “Um dos desafios colocados às equipes com a inovação é buscar o aumento de produtividade com rentabilidade para o cooperado, além de aumentar a nossa eficiência operacional principalmente no recebimento de grãos, secagem e armazenagem. Com esse olhar buscamos nas startups participantes um potencial para atender esses requisitos”, observa.

Potencial - Galletti observou também que as três empresas selecionadas pela equipe têm grande potencial de ajuda no incremento de produtividade dos associados da cooperativa e também no aumento na eficiência operacional da Integrada.

As escolhidas - A Neo Fields, uma das startups selecionadas pela cooperativa, desenvolveram uma sonda que monitora a saúde do solo, do clima e da planta ao mesmo tempo. Ricardo Sodré, um dos sócios, explica que a sonda contém 18 sensores e eles mandam informações a cada 15 minutos para os produtores. A sonda chega a cobrir 10 hectares com informações relacionadas microclima como: temperatura, umidade e luminosidade.

Informações - A tecnologia, completa Sodré, também contempla informações relacionadas ao vigor de planta, nível de clorofila, sombreamento da planta e do solo, disponibilidade de nutrientes, condução elétrica, ph do solo, entre outras informações. Ricardo salienta que o modelo de negócio da startup tem como foco estar junto da cooperativa para que ela distribua a tecnologia para os cooperados. “É fundamental essa parceria e estamos muito felizes e honrados”, conclui Sodré.

Segurança patrimonial - Nascida no Hackathon do ano passado, a REX 9 foi outra startup selecionada pela Integrada. Gustavo Alves Pinto e sua equipe desenvolveram uma solução na área de segurança patrimonial rural. O projeto envolve um dispositivo que pode ser instalado em portas, porteiras, galpões. Quando o dispositivo é acionado, é encaminhada uma notificação para o quem se cadastrou no sistema de monitoramento. “Uma parceria tão grande como essa vai impulsionar bastante o nosso negócio”, comemora Alves Pinto. A tecnologia poderá ser instalada em unidades de recebimento, nas indústrias, entre outros locais que necessitam de uma maior segurança.

Tratamento de sementes - João Barbosa e sua equipe que compõe a Dioxd, desenvolveram um sistema de tratamento de sementes de soja e milho que pode gerar um ganho médio de produtividade de até 10% por hectare. A tecnologia consiste no armazenamento de grãos em um local com alta concentração de CO2. “Descobrimos a quantidade certa e o tempo certo para dar esse ganho de produtividade”, explica Barbosa. (Imprensa Integrada)

 

SICREDI: Parceria com AgTech Garage vai gerar conexões no Vale do Silício da agricultura brasileira

sicredi 16 04 2019O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal – acaba de firmar parceria com a AgTech Garage, hub de inovação que promove a conexão com startups, instituições de ensino, produtores rurais e outros atores do ecossistema, com o objetivo de facilitar e acelerar o desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras para o agronegócio. Em 23 de abril, será realizado o lançamento do novo hub que abrigará agritechs, ou seja, startups com soluções voltadas ao agronegócio.

Parceria - A partir dessa parceria, o Sicredi passa a ser um dos principais parceiros de inovação do hub. O objetivo da instituição é criar conexões que possam contribuir com inovações e que permitam que o Sicredi se aproxime ainda mais dos associados, proporcionando soluções inovadoras tanto para aumento da produção como para a gestão de propriedades rurais, por exemplo, gerando oportunidades para alavancar seus negócios. “Prevemos a realização de rodadas de aproximação dos nossos associados com as startups lá presentes, para que tenham a oportunidade de identificar soluções e também interagirem com esse ecossistema”, garante João Tavares, presidente executivo do Banco Cooperativo Sicredi.

AgtechValley - O “Vale do Piracicaba” é uma alusão ao Vale do Silício, principal centro de geração de alta tecnologia dos EUA, a 160 km da capital paulista. A região tem atraído startups, investidores e hubs de inovação por concentrar um grande número de centros de pesquisa e empresas focados no agronegócio, além de instituições de ensino como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), considerada uma das melhores do mundo nos rankings de Ciências Agrárias.

Marco - “Não temos dúvida que o lançamento do novo hub da AgTech Garage será um marco para o ecossistema de inovação e empreendedorismo do agronegócio brasileiro. Um dos motivos que nos deixa confiantes são os parceiros de peso que estamos reunindo e somando forças nessa empreitada. Ficamos muito contentes em ter o Sicredi, a primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, como nosso primeiro Innovation Partner. Estamos animados para, juntos, contribuir nas novas fronteiras tecnológicas do agronegócio”, afirma José Tomé, cofundador da AgTech Garage.

Inovação e Transformação Digital - A parceria integra uma lista de ações do Sicredi com objetivo de potencializar os negócios por meio da inovação e gerar mais valor aos associados. “Temos focado cada vez mais na atuação em conjunto com empresas da área de tecnologia, buscando meios para acelerar nosso negócio e gerar ainda mais oportunidades aos nossos associados, afinal, vivemos a era da conexão”, completa João Tavares.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Agência será reinaugurada nesta terça em Santa Fé

sicredi uniao 16 04 2019A agência da Sicredi União PR/SP de Santa Fé (PR) será reinaugurada nesta terça-feira (16/04), às 9 horas, em novo endereço: avenida Presidente Getúlio Vargas, 930. A cerimônia contará com a presença de diretores da instituição financeira cooperativa, além de associados e autoridades municipais convidadas.

Aumento - De acordo com o gerente Murilo Scandelae de Morais, a primeira agência foi instalada no município há 25 anos e, de lá para cá, houve aumento expressivo do número de contas. “Hoje contamos com cerca de 2,6 mil associados, que são atendidos em um espaço de 240 metros quadrados, ou seja, é necessário um espaço maior”, afirma. Por isso, a Sicredi União PR/SP optou pela reinauguração em uma área de 730 metros.

Novo padrão - O gerente também adianta que a agência segue o novo padrão de leiaute da Sicredi União PR/SP, com design moderno, ambientes aconchegantes, e disposição interna que garante fluxos mais rápidos. “Vamos ter mais mesas para prestar atendimento e oferecer relacionamento mais próximo a todos os associados, sem contar a facilidade de acesso ao local, já que nos instalamos na região central da cidade”, enfatiza.

Plano de expansão - Para este ano, o plano de expansão da cooperativa prevê inaugurar o total de 25 agências, sendo 14 em São Paulo e 11 no Paraná. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICOOB UNICOOB: Cooperativas participam de Open Coops em Brasília

Nos dias 1º e 2 de abril, foi realizado, em Brasília, o Open Coops, evento que reuniu Centrais e singulares do sistema para início das atividades do Conexão Sicoob 2019. O objetivo foi orientar e preparar as cooperativas que estão na rota do projeto neste ano.

Participantes - Representando o Sicoob Unicoob, participaram colaboradores da Central e das cooperativas Unidas e Coimppa. Em junho, as singulares serão as anfitriãs do projeto na cidade de Belém (PA), junto com o Sicoob Cooesa.

Experiências - Como parte da programação do Open Coops, três cooperativas compartilharam suas experiências com o projeto e as ações que foram desenvolvidas para abordagem e aproximação com os jovens após a realização do evento. Uma delas foi o Sicoob Sul, que sediou o Conexão Sicoob em maio do ano passado.

Divulgação - Segundo a gerente de Produtos e Serviços do Sicoob Sul, Jessica Caetano de Oliveira Assunção, as ações começaram já na divulgação do evento. “Realizamos uma mobilização em um shopping da cidade, que fica localizado em uma região estratégica, próximo às principais universidades”, explica.

Contato com os jovens - Jessica conta ainda que, depois que o Conexão Sicoob passou por Curitiba, a cooperativa investiu em estratégias para não perder o contato com os jovens. “Fizemos parceria com uma aldeia de coworking, disponibilizamos um pacote de produtos e serviços diferenciado para as Empresas Juniores, fechamos um convênio com a Federação das Empresas Juniores do Estado do Paraná e lançamos uma linha de financiamento estudantil em parceria com a Universidade Positivo. Todas essas ações tiveram um retorno muito positivo e para o Sicoob Sul e por isso, ficamos empolgados com a oportunidade de poder compartilhar com outras cooperativas. Esperamos que sirvam como inspiração e que o Conexão Sicoob seja um sucesso pelas cidades que passar em 2019”, complementa. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Parceria é renovada com o Foz Cataratas Futsal para 2019

O sucesso da parceria entre o Sicoob Três Fronteiras e o Foz Cataratas Futsal está garantido também para a temporada 2019. A assinatura do contrato aconteceu na sede da cooperativa, em Foz do Iguaçu (PR), e contou com a presença de conselheiros e diretores do Sicoob e de atletas e integrantes da Comissão Técnica do time.

Alegria - “Para nós, do Foz Cataratas, é uma alegria muito grande renovar a parceria com o Sicoob Fronteiras, pois temos uma sinergia de pensamento. Nosso slogan é ´Somos todos um´, representando que a soma de esforços é o que viabiliza um time campeão como o nosso”, destacou o presidente do time, Adélio Demeterko.

Confiança - Há três anos, a cooperativa tem depositado confiança no time por meio da parceria, que já é vencedora e duradoura, conforme destaca o diretor de Negócios, José Eduardo Oliveira Pereira. “O Sicoob Três Fronteiras se sente privilegiado em apoiar o Foz Cataratas, que leva a felicidade à comunidade por meio do esporte, assim como a cooperativa leva alternativas mais justas e acessíveis para às pessoas”, disse.

Atuação na comunidade - “Renovamos a parceria com o Foz Cataratas Futsal para reforçar nossa atuação na comunidade. É uma forma de incentivarmos o esporte na região e de fortalecermos a imagem da cooperativa junto às pessoas, especialmente por estarmos aliados a um time que é administrado com profissionalismo”, destacou o diretor Superintendente do Sicoob Três Fronteiras, Dirceu Luiz Tessaro. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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UNIMED LONDRINA Coelho da Páscoa da cooperativa visita crianças internadas em hospitais da cidade

unimed londrina 16 04 2019Neste ano, o coelhinho da Páscoa vai fazer uma visita especial para as crianças internadas nos hospitais de Londrina (PR) e região. Acompanhado pela equipe do Lado a Lado da Unimed Londrina, responsável pela iniciativa, o personagem tão querido pelos pequenos irá entregar um ovo de chocolate. Esta visita será destinada a todas as crianças presentes, sejam elas clientes Unimed, de outro plano de saúde ou pacientes atendidos pelo SUS.

Proposta - A assistente social da Unimed Londrina, Ingrid Busignani, afirma que a visita tem como proposta amenizar a situação por que passam as crianças internadas, promovendo um momento lúdico e descontraído. “O ambiente hospitalar acaba sendo ruim para elas, principalmente numa época tão especial. Por isso, realizamos esta visita com a intenção de melhorar o dia das crianças e celebrar o feriado”, justifica Ingrid.

Visitas - As visitas começam nesta terça-feira (16/04), nos hospitais São Francisco e Santa Casa, ambos em Cambé. Na quarta (17/04), a equipe vai para Arapongas e Rolândia visitar os hospitais Santa Casa, Araújo Ferreira, João de Freitas e São Rafael, e em Londrina, nos hospitais Coração e Araucária. No dia 18, quinta-feira, o coelho encerra suas atividades em Londrina no ICL, Evangélico, Infantil Sagrada Família e HU.

Visitas do Lado a Lado - A equipe do Lado a Lado da Unimed Londrina é composta por assistentes sociais que fazem o acompanhamento dos beneficiários que estão internados nos hospitais da rede credenciada da operadora de planos de saúde. Em datas comemorativas como Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal, as assistentes promovem uma visita especial, com entrega de um presente para os pacientes.

Cobertura - As equipes de reportagem que quiserem cobrir a ação podem acompanhar a visita no dia 18 (quinta-feira), no Hospital Infantil Sagrada Família, a partir das 9h. O endereço é Av. Juscelino Kubitscheck, 2615. (Imprensa Unimed Londrina)

 

SANIDADE I: Ratinho diz que pecuária do Paraná precisa ser autossustentável

sanidade 16 04 2019A decisão de pedir a declaração do Paraná como território livre de febre aftosa sem vacinação pode até não ser imediata, mas é inevitável, não “por luxo”, mas por exigência do mercado. A pecuária paranaense tem de ser autossustentável. Esse foi o recado do governador Ratinho Júnior aos produtores na ExpoLondrina.

Foco - Pressionado por produtores locais, que são contra a certificação, ele disse que, “como governador”, não pode “olhar” para apenas um setor. “Não posso olhar só para a árvore, mas para a floresta. Nosso foco é transformar o Paraná no maior protagonista mundial de produção de alimento”, declarou. Ratinho Junior participou de uma entrevista coletiva, junto com secretários, na sede da SRP (Sociedade Rural do Paraná), na quinta-feira passada (11/04).

Divisas fechadas - Quando obtiver o status de território livre de aftosa sem vacinação, o Paraná terá suas divisas fechadas para o trânsito de animais de outros estados. Pecuaristas locais são contra porque trazem bezerros de fora para engorda. “Vamos tentar achar uma saída para que não haja prejuízo para ninguém, mas em algum momento o Paraná vai ser livre da doença sem vacina. O mundo nos cobra isso.”

Organização e planejamento - O governador defendeu que a pecuária se organize e tenha um planejamento. “Aí podemos sentar no Ministério da Agricultura e ver uma linha de crédito para que possamos aumentar nosso rebanho com melhorando genético para não dependermos de outros estados.”

Geração de empregos - Ratinho Júnior ressaltou que a suinocultura e a avicultura paranaenses geram mais empregos que a pecuária. E que o estado deve se beneficiar de uma maior demanda da China por esses produtos. “A China vai precisar de 5 milhões de toneladas de carne suína nos próximos meses. O Brasil inteiro produz 3,5 milhões. Então é um nicho de mercado que vai crescer muito e o Paraná pode se beneficiar dessa demanda”, alertou.

Iapar - Tanto o governador como o secretário Norberto Ortigara (Agricultura) tentaram minimizar o impacto do projeto de reunir numa mesma instituição as autarquias Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural) e CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia), além da empresa de economia mista Codapar (Companhia de Desenvolvimento do Paraná). Toda diretoria do Iapar fica em Londrina e, com a mudança, pelo menos parte dela deve ir para Curitiba.

Permanência na cidade - “Para mim não importa onde vai ficar o presidente, pode ser até em Londrina”, disse o governador. A proposta que Ortigara apresentou na quarta-feira na ExpoLondrina prevê que duas diretorias permaneçam na cidade, a de Pesquisa e a de Administração. “O sentido da mudança é sermos mais racionais, fundindo todos os órgãos envolvidos na nossa agricultura”, contou o secretário.

Economia - Com a fusão, o governo pretende economizar 41% em cargos em comissão e 30% em gestão. “Eventualmente vamos passar por uma revisão das estações de pesquisa, que hoje são 19. Algumas já deram sua contribuição”, alegou Ortigara. “O ponto principal não é economia mas entregarmos mais para a sociedade”, contemporizou. “Enxugar o número de diretorias não quer dizer que vai diminuir o número de cientistas”, disse o governador. A proposta precisa de aprovação legislativa.

Servidores - Durante a entrevista, Ratinho também deixou claro que não haverá reajuste para servidores neste ano. “O Paraná está no limite prudencial de gastos com pessoal. Isso foi atestado pelo Tribunal de Contas e a Secretaria do Tesouro Nacional. Estamos com luz amarela em investimento em folha de pagamento. Se o Paraná passar esse limite, ficaremos negativados”, afirmou.

Limite - A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece como limite prudencial 54% da receita gasta com servidores. “Ficar negativado perante o Banco Central significa que perderemos os convênios com o governo federal e toda possibilidade de fazer empréstimo”, declarou.

Conversas - Ele disse que tem conversado com sindicatos e que “boa parte” deles entende a situação fiscal do Estado. “Sei que os servidores já têm feito um sacrifício ao longo de três anos (sem reajustes), mas não posso colocar em risco a saúde fiscal do Estado.”

Sercomtel - Para que a Copel ajude no fluxo de caixa da Sercomtel, é preciso que a Câmara Municipal de Londrina aprove o projeto de privatização da empresa enviado à Casa pelo prefeito Marcelo Belinati esta semana. “Se isso acontecer, é possível que a Copel faça algum tipo de reunião para tentar amenizar o problema. Mas sem o compromisso da Câmara de que a Sercomtel será vendida, é muito difícil”, disse o governador.

Ações - A Copel tem 45% das ações da operadora telefônica de Londrina, que vive grave crise financeira e deverá enfrentar problemas de caixa nos próximos meses. “Esse mercado de telecomunicação é muito agressivo. As multinacionais têm bilhões para investir e velocidade para atuar, coisas que uma empresa pública não tem”, disse.

Iluminação pública e call center - Ele defendeu que a empresa continue se dedicando à iluminação pública e ao call center. O projeto de lei do Executivo poupa da privatização as subsidiárias Sercomtel Iluminação e Contact Center. (Folha de Londrina)

 

SANIDADE II: Piauí reporta segundo caso de Peste Suína Clássica

O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi), emitiu uma nota técnica no sábado (13/04), confirmando o segundo foco de peste suína clássica (PSC) no estado. A doença foi identificada em outra propriedade no município de Lagoa do Piauí, próximo ao local onde o primeiro foco havia sido encontrado.

Laudo positivo - O Grupo Especial de Atenção às Enfermidades Emergenciais ou Exóticas (Gease) da Adapi recebeu o laudo positivo no final da sexta-feira (12/04) e no dia seguinte executou todos os procedimentos presentes na legislação federal, a Instrução Normativa Nº 27, de 20 de abril de 2004, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, que consistem desde o abate dos animais à sanitização de veículos, pessoas e objetos que tiveram contato com os porcos. Ao todo, quinze suínos foram sacrificados. Somados aos seis do primeiro foco, totalizam-se 21 animais abatidos no estado até o momento.

Trabalho contínuo - O gerente de Defesa Sanitária Animal da Adapi, José Idílio Moura, conta que o encontro do novo foco foi resultado do trabalho contínuo que tem sido feito na região de Lagoa do Piauí somado ao empenho dos órgãos do setor e apoio dos produtores rurais. “Nós intensificamos a vigilância em todo o município. Estamos colhendo material para encaminhar ao laboratório. Nesta propriedade, o material foi colhido durante a semana e então obtivemos a confirmação, exatamente por conta da intensificação da vigilância na região. Se a gente deixasse quieto, não encontraríamos”, ressalta.

Contato - Moura pede ainda que a população contate a Adapi assim que algum sinal clínico seja detectado nos suínos a fim de evitar que a doença se propague. “Estamos tendo o feedback, o produtor está nos comunicando das suspeitas e estamos muito eficientes na vigilância. Também estão aqui o Ministério da Agricultura, a Superintendência Federal da Agricultura, a prefeitura que está dando todo o apoio cedendo maquinário, pessoal, e o Batalhão Ambiental da Polícia Militar”, descreve. (Redação Suinocultura Industrial)

EXPEDIÇÃO SAFRA: Do desastre à supersafra; a incrível retomada da Argentina

expedicao safra 16 04 2019Ironias do destino. Quando a China foi às compras no ano passado, pagando prêmio pela soja sul-americana no auge da guerra comercial com os EUA, a Argentina, abalada pela pior seca em 50 anos, quase não tinha soja para esmagar. Quanto mais para vender em grãos. Agora que o mercado está com preços ruins, los hermanos retornam ao jogo com safra cheia.

Projeção - Com 15% dos campos ceifados, a Bolsa de Cereais de Rosário projeta uma safra de 57 milhões de toneladas para esta temporada, contra 32 milhões no ciclo anterior – um aumento 25 milhões de toneladas, ou 75%. Só não é melhor do que em 2014, quando foram colhidas 60 milhões de toneladas de soja numa área maior de plantio. No entanto, quando se contam todos os grãos que devem ser produzidos neste ano (incluindo milho, trigo, sorgo, girassol e outros), a perspectiva é de um recorde absoluto de 135 milhões de toneladas. Somente a colheita de milho deve chegar a 48 milhões de toneladas, 10 milhões a mais do que o recorde anterior.

Desempenho - “Quem diria que depois do desastre do ano passado teríamos um desempenho desses. Está sendo um ciclo incrível. Tudo deu certo e estamos tendo um clima bárbaro para a colheita”, avalia Cristian Russo, chefe de estatísticas da Bolsa de Cereais de Rosário.

Preço - O outro lado da moeda: “É uma lástima que dessa vez os preços não estão ajudando nada. A cotação da soja, aqui na Argentina, está em 220 dólares a tonelada, mas deveria estar uns 20 dólares a mais. Em nenhum momento houve preço interessante, então os produtores ainda não venderam praticamente nada”, revela Miguel Curmona, produtor do município de Victoria, na província de Entre Rios.

Traders - Emilce Terré, chefe de Informação e Assuntos Econômicos da Bolsa de Cereais de Rosário, conta que os produtores estão entregando a soja para as grandes traders, “mas não colocam preço”. “Como a cotação está muito baixa, o produtor entrega a mercadoria e deixa para fixar o preço mais tarde. Hoje estimamos que três em cada quatro agricultores estão fazendo isso. Mas não há sinais de que os preços vão melhorar. O mercado parece entender que a tendência é de um acordo na guerra comercial entre a China e os EUA”, observa.

USDA - A previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) é de que no ciclo atual mais de 75% da soja argentina, ou 43 milhões de toneladas, serão esmagados para extração de farelo e óleo de soja, produtos de maior valor agregado e que pagam 3% menos de imposto do que a soja em grão. As instalações portuárias e agroindustriais às margens do Rio Paraná – 20 plantas esmagadoras de soja e 19 portos – na chamada Grande Rosário, formam o maior centro de processamento e exportação do complexo soja do mundo (grãos, farelo e óleo).

Importação - No ano passado, a escassez de soja nos pampas foi tão grande que, pela primeira vez em 20 anos, a Argentina trouxe o grão dos Estados Unidos para esmagar. O país precisou dobrar o volume de soja importada, de 3 milhões para 6,2 milhões de toneladas.

Sócios implacáveis- Para lucrar com grãos na Argentina, os produtores precisam arrancar grandes volumes do solo, já que possuem dois “sócios” que não abrem mão de sua parte. O primeiro é o governo, que, em meio a uma crise de desvalorização da moeda e inflação beirando 50% ao ano, manteve as infames “retenciones”, o imposto de exportação que foi uma das marcas da impopularidade do governo da presidente Cristina Kirchner e do qual Maurício Macri, atual mandatário, não conseguiu abrir mão diante da crise orçamentária. Atualmente, cobra-se da soja 18% de imposto sobre o preço de venda e mais 4 pesos para cada dólar exportado. Com o dólar cotado a 42 pesos, na prática o imposto total sobre a oleaginosa chega a 28%.

Donos das terras - O outro sócio com mão pesada nos lucros da soja são os donos das terras. Na Argentina, 70% da soja é cultivada em áreas arrendadas. No caso de Miguel Curmona, esse índice é de 80%. Ele paga 15 sacas de soja (900 kg) como arrendamento para cada hectare plantado. Nesse cenário, as fazendas vão ficando cada vez maiores para possibilitar que o ganho venha pela exploração em larga escala. Miguel Curmona e o sócio, Carlos Morán, cultivam 10 mil hectares. No verão, 70% vão para a soja e 30% para o milho. No inverno, 30% são destinados para o trigo.

Trigo - E foi o trigo, com suas altas produtividades no último inverno, que ajudou a atenuar os prejuízos da estiagem anterior. Emilce Terré, economista da Bolsa de Rosário, acrescenta que as duas boas safras anteriores também contribuíram para que o efeito da seca não fosse tão dramático. “O que aconteceu é que no ano passado o produtor tratou de vender muito rápido o trigo, para cobrir os custos. E a mesma coisa aconteceu com o milho este ano. As exportações mensais de março de milho são históricas, foram mais de 4 milhões de toneladas, nunca se exportou tanto. E isso foi importante, porque o Brasil sai um pouco depois com a colheita”, enfatiza.

Produtividades - Com 15% da soja e 25% do milho colhidos, já se prevê que as produtividades deste ano na Argentina alcançarão as melhores médias históricas. Segundo Terré, serão 3.300 kg de soja por hectare e 8.500 kg de milho. Para cobrir todos os custos de produção, incluindo o arrendamento e as retenciones, estima-se que são necessários 2.800 kg por hectare (46 sacas). As margens, portanto, estão garantidas.

Otimismo - O engenheiro agrônomo Cristian Russo, da Bolsa de Rosário, não esconde o otimismo. “No núcleo ao redor de Rosário já estamos com 55% da soja colhida. E nas próximas duas semanas a colheita vai ser muito intensa. Estamos de olho no clima, porque, há três anos, houve 20 dias de chuva contínua no mês de abril e essa região perdeu 100 mil toneladas de soja por causa da chuva. No entanto, até aqui, está sendo um ciclo incrível, tudo deu certo”. (Gazeta do Povo)

 

LDO: Salário mínimo não terá aumento acima da inflação em 2020

ldo 16 04 2019O governo federal trabalha com um salário mínimo de R$ 1.040 em suas projeções para 2020. O valor, que faz parte dos parâmetros do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) encaminhado nesta segunda-feira (15/04), ao Congresso, leva em conta o reajuste de 4,2% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) estimado para este ano, sem ganho real.

Valor atual - Hoje, o salário mínimo é de R$ 998. Se aprovado pelo Congresso, o reajuste começa a valer em janeiro do ano que vem, com pagamento a partir de fevereiro. De acordo com o Ministério da Economia, o valor de R$ 1.040 pode até mudar, já que o governo tem até dezembro para enviar ao Congresso um projeto de lei que trate especificamente da política para o salário mínimo.

Referência - O salário mínimo serve de referência para o pagamento de mais de 45 milhões de pessoas. Para os anos seguintes, o governo propôs R$ 1.082 (2021) e R$ 1.123 (2022).

Índice - Pela regra que vigorou nos últimos anos, o salário mínimo era sempre reajustado pela inflação medida pelo INPC mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes – o que abria espaço para um ganho real (mais do que a inflação) para os trabalhadores. A expectativa era de um anúncio já formal da nova política de reajuste do mínimo, mas o governo optou por ganhar tempo e deixar para depois a medida.

Regra - Como essa regra expirou este ano, o governo pode promover apenas o reajuste pela inflação, para tentar conter o ritmo de crescimento das despesas. Pela regra antiga, considerada a alta do PIB de dois anos antes, o mínimo teria de ser reajustado para R$ 1.051 em 2020.

Diferença - A diferença de R$ 11 representa, na prática, uma economia de R$ 3,280 bilhões para o governo. De acordo com o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, cada R$ 1 de aumento do mínimo tem impacto de R$ 298,2 milhões nas contas públicas.

Política anterior - A política de reajustes pela inflação e variação do PIB vigorou entre 2011 e 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação. Recentemente, em 2017 e 2018, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a política de valorização do salário mínimo começou antes da aprovação do projeto sobre o tema, em 2007. Nas contas do Dieese de maio de 2004 a janeiro de 2019, o ganho acima da inflação foi de 74,33%.

Parâmetro - Durante a divulgação do projeto, Rodrigues afirmou, no entanto, que o valor de R$ 1.040 é apenas um parâmetro considerado pelo governo em seus cálculos. “Valores do mínimo são paramétricos, não se tratam de mudança na legislação”, pontuou. “Em termos de definição para a política salarial, o governo tem até dezembro deste ano para enviar a lei de política para o salário mínimo.” Fontes da equipe econômica, no entanto, avaliam que a política tem de ser alterada e defendem a correção só pelo INPC.

Reajustes de servidores - O PLDO apresentado nesta segunda pelo governo também não contempla reajuste de salários para nenhuma carreira pública, exceto para os militares. É que o governo já previu na proposta a reestruturação das carreiras das Forças Armadas negociada junto com a reforma da Previdência.

Autorizativo - O entendimento do governo é de que, como o PLDO é autorizativo, ao não trazer nenhuma previsão de reajuste a servidores, o projeto indica que os aumentos não poderão ocorrer. Isso, no entanto, poderá ser alterado durante a tramitação no Congresso Nacional.

Concurso - O secretário-adjunto de Fazenda, Esteves Colnago, disse ainda, na apresentação do PLDO, que não há previsão para novos concursos públicos neste ano. "A prerrogativa neste momento é sem concurso publico", afirmou.

Previdência - Apesar dos ajustes propostos na área das despesas, a escalado do rombo no INSS continuará nos próximos anos, conforme as projeções do PLDO. Para 2020, o rombo esperado na Previdência é de R$ 237,9 bilhões, ou 3,02% do PIB. Em 2021, o déficit do INSS chegará a R$ 255,6 bilhões, ou 3,02% do PIB. Já em 2022 a trajetória previdenciária aponta para um saldo negativo de R$ 280,3 bilhões, ou 3,09% do PIB.

Ajuste fiscal- Ao apresentar os números, Waldery Rodrigues reforçou a necessidade de ajuste fiscal e disse que os números devem melhorar “substancialmente” à medida que forem aprovadas as ações com “altíssimo impacto”, principalmente a reforma da Previdência.

Déficit primário de R$ 124,1 bilhões em 2020 - A equipe econômica projeta um déficit primário do Governo Central de R$ 124,1 bilhões para o próximo ano, de acordo com o PLDO 2020. O valor é maior do que o estipulado anteriormente, de R$ 110 bilhões, e equivale a 1,58% do PIB projetado para o próximo ano.

Revisão - Como antecipou o Estadão/Broadcast, com a piora do cenário de crescimento econômico e da arrecadação do País, o governo teve que rever, para pior, a meta fiscal para o ano que vem.

Meta consolidada - Já a meta para o déficit do setor público consolidado em 2020 passou de R$ 99,7 bilhões para R$ 118,9 bilhões. O superávit previsto para Estados e Municípios passou de R$ 14 bilhões para R$ 9,0 bilhões enquanto o déficit fiscal esperado das estatais federais ficou em R$ 3,8 bilhões. (O Estado de S.Paulo)

 

PARANÁ: Governador confirma economia de R$ 80 milhões com medidas de gestão

parana 16 04 2019O governo do Paraná economizou R$ 80,3 milhões em gastos com pessoal e com a renegociação e cancelamento de contratos. O resultado foi anunciado nesta segunda-feira (15/04) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, durante apresentação do balanço de 100 dias de gestão.

Total - No total, a estimativa do Executivo é que a economia alcance no mínimo R$ 237,3 milhões em todo o ano, valor que poderá chegar a R$ 260 milhões se forem implementadas ainda em 2019 todas as três etapas da reforma administrativa. Segundo Ratinho Junior, a economia é essencial, mas a reestruturação do Estado é tão importante quanto a redução de gastos.

Eficiência - “Nosso foco nunca foi apenas economizar, mas aumentar a eficiência do governo”, disse Ratinho Junior. “E pela velocidade que estamos trabalhando já dá para ver que está dando certo”, destacou o governador, que elencou mais de 60 iniciativas que estão contribuindo para o bom desempenho do Paraná neste ano.

Primeira parte - A primeira parte da reforma do Estado está em tramitação na Assembleia Legislativa e reduz o número de secretarias de 28 para 15, além de extinguir 339 cargos comissionados e funções gratificadas, resultando em uma economia de R$ 10,6 milhões anuais aos cofres públicos. As outras duas etapas tratarão da junção de autarquias e da redução da estrutura física do Estado.

Ações - A reforma administrativa foi uma das ações de impacto realizadas pelo governo de janeiro até o início de abril. O governador destacou, ainda, a implantação do programa de Integridade e Compliance, a sanção da lei das concessões – que descreve como “a mais moderna do país” – e a elaboração da Lei da Eficiência na Gestão, que estabelece metas de crescimento da economia do Estado, investimentos e geração de empregos.

Ritmo - “Realizamos uma ação relevante a cada dia e meio de trabalho”, afirmou. “E este é o ritmo que vamos adotar até o fim da nossa gestão”, afirmou o governador Ratinho Junior durante apresentação do balanço da gestão para jornalistas. O encontro ocorreu no Palácio Iguaçu.

Austeridade - Ratinho Junior ressaltou que as medidas de austeridades adotadas já nos primeiros dias de janeiro, como o contingenciamento de 20% dos gastos de todas as pastas, a revisão de contratos e convênios, o congelamento de salários do primeiro escalão, e o corte de privilégios foram responsáveis diretas pelo resultado apresentado.

Status - Ratinho Junior informou o status das iniciativas iniciais e dos projetos estruturantes do governo, tais como a ampliação dos voos internacionais e a implantação da Cidade da Polícia. Também citou dificuldades enfrentadas pela gestão. “Recebemos o governo com 40% da frota da Polícia Militar no conserto e com um sistema de radiocomunicação ultrapassado”, disse.

Infraestrutura - Boa parte do balanço foi dedicada a situação da infraestrutura do Estado. O governador destacou a negociação com o Ministério da Infraestrutura para contemplar, no pacote de concessões federal, além das atuais rodovias concessionadas, mais 1000 quilômetros de estradas, com a inclusão da PR-092 (Norte Pioneiro), PR-323 (Noroeste), PR-280 (Sudoeste), PR-445 (Norte), além da ligação entre os municípios de Guarapuava (Centro-Sul) e Campo Mourão (Centro-Oeste).

Inclusão - Trechos ou estradas em situação mais crítica, que não poderão esperar até 2021, data dos novos contratos de concessão, serão incluídos no banco de projetos de infraestrutura que o Governo do Estado deve anunciar nos próximos dias. Serão R$ 300 milhões aplicados na elaboração de projetos executivos para obras de mobilidade, melhorias em rodovias e ampliação do modal ferroviário.

Novos negócios - Na apresentação dos 100 dias de gestão, não faltou a menção ao trabalho de prospecção de novos negócios. Segundo Ratinho Junior, estão em negociação R$ 16 bilhões em investimentos. “Teremos boas novas nos próximos dias”, anunciou. (Agência de Notícias do Paraná)

 

BRASIL: Após diesel, governo lança ações de olho em caminhoneiros

brasil 16 04 2019O governo anuncia, na manhã desta terça-feira (16/04), um conjunto de medidas "estruturantes" para melhorar as condições gerais do transporte rodoviário no país, em uma pauta que vai além do aumento do preço do diesel. Depois de suspender, na semana passada, o reajuste de 5,7% no diesel, que havia sido anunciado pela Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro convocou para hoje uma reunião com ministros e técnicos da estatal para conhecer em detalhes a necessidade do aumento de preços e a estrutura de produção e revenda de combustíveis.

Nova greve - O governo está muito preocupado com a ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros, que considera uma questão de segurança nacional. Esse foi o principal assunto da conversa de Bolsonaro com o vice, Hamilton Mourão, a quem visitou na manhã de domingo. Mourão estava de repouso, com tendinite.

Estratégia - Ambos sabem que o governo não pode ficar refém de um movimento dos caminhoneiros e têm, como estratégia de mais longo prazo, a quebra do monopólio da Petrobras no refino, assim como investimentos em ferrovias. Para o curto prazo, as medidas que serão divulgadas hoje pelo ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, são relacionadas a melhoria das condições das rodovias, tais como a conclusão das obras nas BR-163 e BR-242.

Demandas não atendidas - O governo vai retomar, também, as demandas não atendidas nas negociações do ano passado. Bolsonaro anunciou recentemente a criação do cartão do caminhoneiro, com o qual o profissional poderá abastecer até 500 litros de diesel pelo preço inicialmente contratado. Haverá, também, o maior controle da "indústria" da multa por radares; o aumento da fiscalização do cumprimento da tabela do frete; e a construção dos locais de repouso nas rodovias pedagiadas.

Decisão empresarial - Nesta segunda-feira (15/04), após quatro horas de reunião na Casa Civil, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, garantiu que a política de preços dos combustíveis "é uma decisão empresarial, não uma decisão de governo" e que a empresa "é livre" para deliberar sobre o tema. Não foi o que aconteceu na semana passada. Nos bastidores, auxiliares de Bolsonaro indicavam que sempre haverá algum grau de intervenção nesse assunto. Este governo está longe de ser "keynesiano", mas tampouco é "John Locke puro", disse uma fonte do Planalto.

Limite - Castello Branco ressaltou que a estatal chegou a um limite nas concessões que pode fazer a respeito da política de preços do diesel, ao concordar com reajustes quinzenais; e o cartão do caminhoneiro vai permitir aos profissionais comprar o combustível a um preço fixo.

Alerta - O executivo negou que tenha sido intervencionista a postura de Bolsonaro, que na semana passada segurou um reajuste no preço do diesel. Isso porque, segundo ele, quem decidiu barrar a alta no fim das contas foi a diretoria da empresa, e não o presidente. "Ninguém ordenou à Petrobras que não reajustasse; o presidente alertou para os riscos [de aumentar o preço do produto]", disse.

Participações - Além de Castello Branco e de Onyx Lorenzoni, participaram da reunião os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia); Tarcísio Freitas (Infraestrutura); Paulo Guedes (Economia); Santos Cruz (Secretaria de Governo); e Floriano Peixoto (Secretaria-Geral), e o presidente do BNDES, Joaquim Levy.

Temor - O temor de uma nova greve de caminhoneiros preocupa Bolsonaro desde o período de transição. "Foi a escolha de Sofia", disse um interlocutor sobre a decisão do presidente de pedir para a Petrobras segurar temporariamente o reajuste do diesel. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de US$ 1,388 bi na 2ª semana de abril

economia 16 04 2019A balança comercial registrou superávit de US$ 1,388 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,449 bilhões e importações de US$ 3,061 bilhões na segunda semana de abril de 2019, informou nesta segunda-feira (15/04) a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Somas - No mês, as exportações somam US$ 9,903 bilhões e, as importações, US$ 6,293 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,610 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 62,557 bilhões e, as importações, US$ 48,431 bilhões, com saldo positivo de US$ 14,126 bilhões.

Semana - A média diária das exportações da segunda semana chegou a US$ 889,8 milhões, 18,4% abaixo da média de US$ 1,1 bilhão da primeira semana, em razão da diminuição nas exportações nas três categorias de produtos: semimanufaturados (-32,4%, de US$ 144,9 milhões para US$ 97,9 milhões, por conta de ouro em formas semimanufaturadas, semimanufaturados de ferro/aço, celulose, ferro-ligas, óleo de soja em bruto); manufaturados (-20,9%, de US$ 398,9 milhões para US$ 315,6 milhões, em razão de máquinas e aparelhos para uso agrícola — exceto trator —, aviões, torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes e partes, máquinas e aparelhos para terraplanagem e perfuração, laminados planos de ferro/aço); e básicos (-12,9%, de US$ 547,0 milhões para US$ 476,3 milhões, por conta de soja em grãos, minério de cobre, minério de ferro, petróleo em bruto, fumo em folhas).

Importações - Do lado das importações, houve queda de 5,3% sobre igual período comparativo (média da segunda semana, de US$ 612,2 milhões sobre a média da primeira semana, de US$ 646,3 milhões), explicada, principalmente, pela diminuição nos gastos com combustíveis e lubrificantes, cereais e produtos da indústria de moagem, químicos orgânicos e inorgânicos, aeronaves e peças, adubos e fertilizantes.

Crescimento - Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de abril (US$ 990,3 milhões) com a de abril de 2018 (US$ 938,8 milhões), ocorreu crescimento de 5,5%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: manufaturados (+9,6%, de US$ 326,0 milhões para US$ 357,3 milhões, por conta de máquinas e aparelhos para uso agrícola — exceto trator —, torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes e partes, tubos flexíveis de ferro/aço, partes de motores e turbinas para aviação, máquinas e aparelhos de elevação de carga, descarga); básicos (+7,3%, de US$ 476,9 milhões para US$ 511,6 milhões, por conta de petróleo em bruto, carnes de frango e bovina, algodão em bruto, milho em grãos, café em grãos); e de produtos semimanufaturados (+6,6%, de US$ 113,9 milhões para US$ 121,4 milhões, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, açúcar de cana em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, catodos de cobre).

Março - Em relação março, houve crescimento de 3,6%, em virtude do aumento nas vendas de produtos manufaturados (+10,4%, de US$ 323,6 milhões para US$ 357,3 milhões) e semimanufaturados (+1,1%, de US$ 120,1 milhões para US$ 121,4 milhões). Por outro lado, decresceram as vendas de produtos básicos (-0,2%, de US$ 512,5 milhões para US$ 511,6 milhões).

Média diária - Nas importações, a média diária até a segunda semana de abril, de US$ 629,3 milhões, ficou 4,2% abaixo da média de abril de 2018 (US$ 656,8 milhões).

Redução dos gastos - Nessa comparação, reduziram os gastos, principalmente, com veículos automóveis e partes (-25,9%), bebidas e álcool (-25,0%), equipamentos mecânicos (-11,9%), plásticos e obras (-6,9%) e equipamentos eletroeletrônicos (-3,3%).

Queda - Ante março, houve queda nas importações de 8,9%, pela diminuição em veículos automóveis e partes (-25,0%), adubos e fertilizantes (-24,8%), combustíveis e lubrificantes (-10,5%), equipamentos mecânicos (-7,1%) e equipamentos eletroeletrônicos (-4,6%). (Valor Econômico)

 

LEGISLATIVO: CCJ aprova orçamento impositivo e fala em tirar trechos da Previdência

legislativo 16 04 2019A Câmara impôs nesta segunda-feira (15/04) uma nova derrota ao governo Jair Bolsonaro ao aprovar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em votação simbólica, o relatório do líder da Maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), sobre a proposta de emenda constitucional (PEC) do Orçamento Impositivo. O governo não queria aprovar a PEC antes da reforma da Previdência.

Obrigatório - A proposta do Orçamento Impositivo obriga o governo a executar todos os investimentos previstos e torna obrigatório o pagamento de emendas parlamentares de bancada. Na prática, a medida engessa as possibilidades do governo de executar a peça orçamentária e diminui a margem para remanejamentos. O texto já havia sido aprovado pela Câmara, mas como foi alterado no Senado, está sendo apreciado novamente pelos deputados. O texto segue agora para análise da comissão especial e precisará ser votada em dois turnos no plenário da Casa antes de ser promulgado. Após a votação, a reunião da CCJ foi encerrada.

Discussão - A discussão da reforma da Previdência começará nesta terça-feira (16/04) e terminará só após o feriado da Páscoa.

Reflexos - A falta de articulação do governo se refletiu também no plenário da Câmara, com um número crescente de parlamentares "independentes" defendendo publicamente a exclusão de pontos da reforma da Previdência já na CCJ - o discurso da maioria dos líderes partidários e dos integrantes da comissão, duas semanas atrás, era de aprovar a proposta completa no colegiado, que só analisa se algum artigo contraria uma das cláusulas pétreas da Constituição. O exame de mérito da reforma será feito na comissão especial.

Pontos da reforma - Líder do bloco da maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro afirmou que vê um movimento crescente para suprimir pontos da reforma, como a aplicação automática para os servidores dos Estados e municípios. "Eu advogava a tese de não tirar nada na CCJ, deixar para a comissão especial, mas têm muita gente defendendo isso", afirmou. O relator da reforma, Marcelo Freitas (PSL-MG), que é ligado ao governo, deu parecer pela admissibilidade total.

Voto em separado - Coordenador do PR na CCJ, o deputado Marcelo Ramos (AM), apresentará um voto em separado para suprimir esse dispositivo, dizendo que fere o pacto federativo, mas não sabe ainda se votará contra o parecer do relator porque a decisão será tomada junto com os quatro representantes do PR. Fábio Trad (PSD-MS) e Expedito Neto (PSD-RO) também farão um parecer paralelo, pela supressão da reforma para os Estados e das mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC). "Vou votar contra o parecer se o relator não ceder nesses dois pontos", disse Trad.

Deputados - Seis deputados já protocolaram seus votos em separado na CCJ, mas ontem foi a vez do primeiro que não faz parte da oposição. Wilson Santiago (PTB-PB) se manifestou contra as mudanças no BPC e na aposentadoria rural dizendo que atentam contra "as mais básicas garantias e direitos fundamentais". "O que estamos fazendo é pressionar para que o relator mude o parecer", disse.

Alternativa - O presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-PR), proibiu emendas ao parecer e só deixou uma alternativa a quem é contra: rejeitar o texto do relator e votar outro com os pontos a serem suprimidos.

Problemas - Embora parlamentares defendam que ao tirar os pontos mais polêmicos na CCJ o debate ficará mais fácil na comissão especial, o governo tem dois problemas, há um problema ao governo: os assuntos inadmitidos não poderão mais ser discutidos na PEC nem por emendas. Quem discordar dessa supressão terá que recorrer ao plenário da Câmara.

Discordância - Nem todos os deputados do "Centrão" concordam com a exclusão de artigos na CCJ. Parlamentares do DEM, MDB e PRB discordam dessa estratégia, o que torna incerto o que vai acontecer na votação. Há quem diga, nos bastidores, que as manifestações contrárias são mais uma sinalização para os eleitores, de que votaram com ressalvas, e que a CCJ manterá o texto intacto.

Desorganização - Um deputado que defendia essa tese ressaltou que o grau de desorganização do governo é tão grande que não há coesão na CCJ. "Cada deputado fala uma coisa, os partidos tentam coordenar, mas o processo está muito solto e ninguém se sente governo. Nunca vi tanta falta de articulação", avaliou. O resultado de ontem seria exemplo de que o próprio governo tem se atrapalhado.

Pressão - Parte do Centrão passou a pressionar para votar antes a PEC do Orçamento impositivo, que torna obrigatória a execução das emendas de bancada e dos investimentos, tornando o processo orçamentário mais engessado. Era um recado ao Executivo de que a maioria decide a pauta. Vitor Hugo (PSL-GO) concordou, desde que apoiassem a votação da Previdência ainda esta semana, mas o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vetou.

Requerimento - O Centrão anunciou que votaria requerimento para inverter a pauta. Eduardo Girão (PSL-RN), representando o governo, fez requerimento para pular a leitura da ata e seguir direto para a reforma A proposta, rejeitada por 41 a 18, foi debatida por uma hora, mais que o dobro do tempo gasto para a leitura da ata. E isso porque Francischini escolheu a deputada Maria do Rosário (PT-RS), para a leitura, que ela fez de forma lenta. (Valor Econômico)

 


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