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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4556 | 15 de Abril de 2019

EVENTO: Ocepar sedia oficina técnica sobre planos de investimentos do governo do Estado

O Sistema Ocepar sedia, nesta terça-feira (16/04), em Curitiba, uma oficina técnica que vai discutir os planos de investimentos do governo do Estado para o setor de infraestrutura e logística, abrangendo portos, rodovias, ferrovias, aeroportos e hidrovias. O evento é uma inciativa do G7, grupo formado pelas federações representativas do setor produtivo paranaense, Itaipu Binacional, Sebrae/PR e Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (FPTI). A programação será aberta pelo vice-governador Darci Piana.

Público-alvo e palestrantes – A oficina técnica tem como público-alvo os integrantes do G7 e técnicos das entidades promotoras do evento. As palestras serão ministradas pelo diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), João Alfredo Zampieri, pelo presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Fernando Garcia da Silva, pelo diretor administrativo-financeiro da Ferroeste, Carlos Roberto Fabro, pelo diretor da Rumo, Luís Neves, pelo superintendente do Aeroporto Afonso Pena, Antonio Pallu, e pelo professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Eduardo Ratoon.

Sugestões – As informações apresentadas no evento serão, na sequência, analisadas pelo G7, Itaipu Binacional, Sebrae/PR e FPTI, que poderão apresentar sugestões de melhoria ou novas propostas aos planos de investimentos do governo do Estado.

G7 O G7 é formado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Federação e Organização das Cooperativas do Paraná (Fecoopar), Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), Associação Comercial do Paraná (ACP) e Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap).

evento folder I 15 04 2019

 

GETEC: Informe traz novas projeções econômicas

getec 15 04 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (15/04), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

 

PREVENÇÃO: Funcionários do Sistema Ocepar são imunizados contra gripe

Na sexta-feira (12/04), numa iniciativa da Associação dos Funcionários da Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar (Afoca), foram aplicadas 112 doses de vacina contra gripe, das quais, 72 em funcionários das três casas e 67 em dependentes. As doses da vacina quadrivalente foram aplicadas por uma profissional do Centro de Vacinação da Clínica Paciornik, de Curitiba. Cada dose aplicada previne contra um vírus similar ao influenza. Diferente de um resfriado, gripe é uma doença séria.

Prevenção“Todos deveriam, anualmente, tomar vacina e assim evitar de ficar doente. Especialmente crianças com menos de cinco anos, grávidas e maiores de 60. Esses grupos são mais susceptíveis às consequências negativas da doença, que pode levar à pneumonia e até mesmo à morte. Por isso a importância desta prevenção oferecida pelo sistema para todos os colaboradores”, frisou Taghert Brunno Toledo, presidente da Afoca.

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UNICAMPO: Cooperativa cresce e mostra sua força no mercado

Com o objetivo de prestar contas referentes ao ano de 2018 e realizar adequações no estatuto, a Unicampo realizou dia 30 de março, na Associação da Cocamar, em Maringá (PR), a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) e a Assembleia Geral Ordinária (AGO) de 2019, com a presença de 113 cooperados.

Indicadores - Acompanhando o crescimento do setor agropecuário em 2018, a Unicampo apresentou resultados positivos graças ao empenho de seus associados, colaboradores e parceiros. Houve um aumento de 6% no número de associados ativos, mantendo uma média de 1.211 profissionais de um total de 2.191 em 2018.

Faturamento - Isso proporcionou um faturamento de R$ 132,66 milhões que, aliado ao aumento de 9% no Patrimônio Líquido, que passou de R$ 27,58 milhões em 2017 para R$ 30,03 milhões em 2018, mostram a solidez da cooperativa, afirma o diretor presidente Luciano Ferreira Lopes. As sobras do exercício resultaram em R$ 2,06 milhões.

Planejamento - “O ano de 2018 foi excelente para a Unicampo. Iniciamos o desenvolvimento do nosso planejamento estratégico com objetivo de preparar a cooperativa para o futuro”, ressaltou o diretor presidente. Para isso, foi feita uma pesquisa com os associados, construída a primeira etapa do planejamento e definida a equipe de colaboradores responsáveis pelo trabalho, junto com uma consultoria externa.

Nova missão - Atualmente, 16% do planejamento já foi executado e a Unicampo segue focada em suas ações estratégicas e com uma nova missão: proporcionar condições para que o cooperado, que é a razão de a Unicampo ser reconhecida nacionalmente, se desenvolva e preste serviços de qualidade, oferecendo soluções ao agronegócio e agregando valor, com excelência, aos negócios dos tomadores de serviço. Também foram desenvolvidos os novos valores da cooperativa: transparência e ética, desenvolvimento contínuo, segurança, cooperação e conhecimento.

Aprimora - O investimento em tecnologia continuou sendo o diferencial da Unicampo que em 2018 inovou com o Programa Aprimora, em parceria com tomadores de serviço. Disponível no Unimob, este contribui para o desenvolvimento comportamental e técnico dos associados e possibilita ao tomador de serviço acompanhar todo trabalho e obter os resultados ao final do projeto. Foram treinados 527 associados em várias regiões.

Unisolo - Foi lançado em 2018 o Programa Unisolo, com foco nos projetos de Assistência Técnica ao Crédito Rural. Elaborado com objetivo de aumentar a rentabilidade para o associado e a cooperativa, o programa contempla vários módulos: Cadastro de Produtores e Propriedades; Avaliação de Imóvel Rural, com maior assertividade; Contratação de Seguro; e Fertilidade de Solo.

Vantagens ao produtor rural- “Além de aperfeiçoar o trabalho do associado, o programa traz vantagens ao produtor rural, pois, as funcionalidades de contratação de seguro e fertilidade de solo aumentam a produtividade e são acessíveis tanto para o pequeno quanto para o grande produtor. O Unisolo é um programa de fácil acesso e com grande diferencial competitivo”, disse Luciano.

Novos projetos - A Unicampo ampliou ainda o quadro de gestores de projetos. A grande mudança é o foco em atividades especializadas, especialmente diante das novas demandas do mercado e da área comercial. O projeto Astec e o novo projeto de Consultores de Negócios contam com o conhecimento técnico e de mercado de associados com experiência que trazem mais conhecimento e gestão para a Unicampo e aos associados.

Segurança - Consolidado e com todos os veículos rastreados, o Programa Cultura de Segurança, que é um dos valores da cooperativa, tornaram a Unicampo referência para os tomadores de serviço e tem proporcionado ao cooperado maior segurança e conscientização. Houve uma redução de 20% dos acidentes por ano e, consequentemente, os custos com acidentes e avarias caíram de R$ 2,52 milhões em 2017 para R$ 1,96 milhão em 2018.

Transparência e ética - “A transparência e a ética possibilitaram a conquista de mais clientes em 2018 e novos projetos trouxeram maiores oportunidades de trabalho aos associados, colocando a cooperativa em um novo mercado de consultoria agronômica”, comentou Luciano. Com a Comissão de Acompanhamento foi intensificada a construção da nova sede administrativa e, para 2019, citou o diretor presidente, a Unicampo segue com objetivo de fortalecer ainda mais a sua marca no mercado, buscando novas oportunidades.

Futuro - “Com o planejamento estratégico e a força do trabalho de nossos associados queremos estruturar ainda mais a cooperativa, construindo a sustentabilidade no longo prazo, e continuar seguindo nossos valores: ser uma cooperativa transparente e ética e que busca o desenvolvimento contínuo dos associados e colaboradores, com atenção voltada a segurança. A base é o cooperativismo de trabalho, gerando conhecimento e condições de trabalho aos associados”, complementou Luciano.

Eleição - Durante as assembleias foi eleito ainda o Conselho Fiscal para o mandato de 2019/20: Marcelo da Silva Gomes, Antônio dos Reis Poscidônio e Gessica de Paula Faiolla (membros efetivos) e Almir Rogério Milan, Marcos Alberto Peters e Larissa Sant Anna Nicolau (suplentes). (Imprensa Unicampo)

Confira os momentos mais marcantes acessando: https://youtu.be/OU0Exvs8zm8

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COAMO: Conservar o solo é garantir o futuro

coamo 15 04 2019O Dia Nacional da Conservação do Solo é comemorado anualmente no Brasil sempre em 15 de abril. A sua instalação é resultado da aprovação em 13 de novembro de 1989 da Lei Federal 7.876. A conservação e proteção do solo deve ser uma missão de todos os agricultores do nosso país, que tiram dele o sustento para si e seus familiares, e produzem alimentos para o Brasil e o mundo.

Participação - Nas regiões da Coamo, os agricultores associados da cooperativa vêm fazendo a sua parte e participando do processo evolutivo nos trabalhos de conscientização com a utilização de ferramentas que tornaram possível ao longo dos anos o uso de tecnologias para a melhoria dos sistemas de plantio e cuidados com o solo. “Conscientizar os produtores, no início, principalmente na década de 70, na região de Campo Mourão, de que o controle da erosão era o único futuro para a agricultura não foi tarefa fácil. Felizmente, conseguimos aos poucos introduzir as técnicas de conservação do solo e plantio direto, as quais, literalmente, foram a salvação da lavoura”, lembra o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, diretor presidente da Coamo.

PNCS - A cidade de Campo Mourão sediou em 4 de setembro de 1976, na Praça Bento Munhoz da Rocha Netto - conhecida como a “Praça do Fórum”, um grande acontecimento. Ela foi escolhida para sediar o lançamento do Plano Nacional de Conservação de Solos (PNCS). No local está exposto um monumento alusivo à conservação de solos. O evento contou com a participação do ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, do governador Jaime Canet Júnior, do secretário estadual da Agricultura Paulo Carneiro Ribeiro, do presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, autoridades e milhares de pessoas, que acreditavam chegar ao fim a caminhada desenfreada da erosão em todas as terras brasileiras.

Pioneiros - Entre essas ferramentas para conservar o solo está o plantio direto. Campo Mourão foi a segunda cidade do Brasil a implantar o sistema que revolucionou a agricultura brasileira. Com o pioneirismo dos agricultores Joaquim Peres Montans, Antonio Álvaro Massareto e Ricardo Accioly Calderari, Gabriel Borsato e Henrique Gustavo Salonski (in memorian), – cooperados da Coamo, o sistema de Plantio Direto está completando 46 anos de implantação na região Centro-Oeste do Paraná.

Terras lavadas - Quem comemora o sucesso da agricultura com o advento do Plantio Direto é o engenheiro agrônomo Ricardo Accioly Calderari, diretor-secretário da Coamo. “O progresso foi tão grande nos últimos 42 anos que os novos agricultores nem imaginam como eram os solos e a agricultura lá na década de 70”, diz. Calderari lembra que os agricultores na época, tinham duas grandes preocupações: precisavam de chuva, mas quando chovia, às vezes nem precisava ser muito forte, para que as terras fossem literalmente ‘lavadas’ e tudo se perdia, a lavoura e o solo. “Se existe agricultura hoje é porque existe o plantio direto”, conta.

Benefícios - Após mais de quatro décadas da sua implantação, o sistema continua safra após safra sendo comemorado pelos agricultores da região de Campo Mourão. Entre os benefícios dele estão a tranquilidade e agilidade no plantio, reserva de umidade no solo, menor custo de produção, maior segurança, germinação uniforme, desenvolvimento das plantas em um mesmo padrão, tolerância ao veranico e, sobretudo, a conservação dos solos, aponta o agricultor Joaquim Peres Montans. (Imprensa Coamo)

 

INTEGRADA I: BRDE libera recursos para investimentos

integrada I 15 04 2019O diretor vice-presidente da Cooperativa Integrada, João Francisco Sanches Filho, recebeu na sexta-feira (12/04), das mãos do governador Ratinho Junior a formalização para a liberação de recursos para investimentos na Integrada em 2019. Ao todo, foram liberados R$ 8,4 milhões em investimentos para melhorias em estruturas de armazenamento e recebimento. O governador esteve em Londrina acompanhando a ExpoLondrina 2019. (Imprensa Integrada)

 

INTEGRADA II: Diretor-presidente participa do 28º Encontro Estadual do Café

integrada II 15 04 2019Trezentos e cinquenta produtores participam na última quarta-feira (10/04), do 28º Encontro Estadual do Café, no Recinto Milton Alcover, durante a ExpoLondrina 2019. O evento contou com a participação do diretor-presidente da Integrada, Jorge Hashimoto.

Resultados - Durante o evento, foram mostrados os resultados das Unidades de Referência. A apresentação foi do gerente da Câmara Setorial do Café, Francisco Barbosa Lima. A coordenação dos trabalhos foi de Cilésio Abel Demoner, do Instituto Emater.

Produtores - Quatro produtores proprietários de Unidades de Referência foram convidados pela Emater e deram depoimentos sobre a experiência com a cultura do café, mostrando problemas e casos de sucesso.

Soluções - O evento teve por objetivo buscar soluções para conseguir reduzir os custos de produção, aumentar a mecanização da cultura e buscar a independência da mão de obra. (Imprensa Integrada)

 

PRIMATO: Os cuidados com a produção leiteira traduzidos em resultados expressivos

primato 15 04 2019Dentro de qualquer atividade profissional desenvolvida uma premissa é constante. Se for fazer, faça bem feito, afinal, a diferença entre o sucesso e o fracasso está nos detalhes. A atividade leiteira demanda cuidados específicos como os ligados à sanidade e nutrição animal, ambientação e a estrutura em que é aplicada.

Diferencial - Seguir a assistência técnica e desenvolver um planejamento assertivo faz com que tanto a saúde dos animais como a média de produção sejam o diferencial dentro da propriedade.

Marema - Este é o exemplo do produtor rural Dionísio Falabretti, da Linha de Despraiado no município de Marema, no oeste de Santa Catarina, que atua com pecuária leiteira. “Nossa propriedade é de 2,5 hectares, trabalhando com atividades de aves e leite, que é a principal”, explicou o Dionísio que complementou, “na parte de leite temos atualmente um plantel de 19 animais, sendo 10 em lactação e a média de 23 litros de leite por dia cada”. Na propriedade atua o produtor e sua esposa, tendo ajuda do filho no contraturno da escola.

Ração - Através do representante da cooperativa na região, faz mais de dois anos que o produtor vem utilizando a ração Prima Raça. “Temos uma enorme confiança no representante da ração da Primato em nossa região, então há mais de dois anos nos foi elaborado uma dieta específica e apresentado a Prima Raça, que até pouco tempo utilizávamos a 18% alta energia”, explicou o produtor que complementou, “mas com a evolução do plantel, recentemente começamos a usar a 18% especial, que está nos trazendo excelentes resultados”. Segundo Dionísio, a intenção é ampliar o plantel e continuar o uso da ração.

Primato - “Eu trato bem do meu lote, cuido dele como faço com a minha família e creio que, o barato sai caro no final, por isso a nossa relação com a Primato, assim como do parceiro que nos apresentou a ração é de confiança, amizade mesmo. São empresas sérias que cumprem com tudo que é combinado”, enfatizou o produtor sobre a relação com a Primato e concluiu, “espero que seja uma relação duradoura, afinal, em dois anos com a Primato, tudo ocorreu certo e pelo menos de nossa parte assim esperamos continuar”. (Imprensa Primato)

 

COPAGRIL I: Cooperativa sediará Simpósio de Pós-Colheita no Mato Grosso do Sul

A Cooperativa Agroindustrial Copagril será anfitriã, de 29 a 31 de maio, do IV Simpósio de Pós-colheita de Grãos do Mato Grosso do Sul, que terá por local o Salão Paroquial da Igreja Matriz Nossa Senhora das Graças, em Mundo Novo (MS), uma promoção da Associação Brasileira de Pós-Colheita – Abrapos, com apoio de universidades cooperativas, Embrapa Soja, Conab, Associação Comercial local e OCB/MS. A expectativa é de que o evento reúna aproximadamente 300 participantes nessa edição.

Temas principais - Os temas principais a serem abordados são: a demanda da cadeia do mercado de grãos para produção de alimentos, segurança em unidades armazenadoras de produtos agrícolas, custos operacionais, automação, energia, secagem, qualidade de grãos, pragas, micotoxinas, sementes tóxicas e danos de percevejos em soja. Os assuntos serão apresentados por especialistas nas áreas, além de levarem para o evento relatos de experiências da realidade de armazenagem.

Palestrantes - Dentre os palestrantes e moderadores de painéis estão a zootecnista da Copagril, Francieli Navarini Giacobbo; o supervisor de Armazenagem de Produtos Agrícolas da cooperativa, Luiz Carlos Rodrigues; e o engenheiro de segurança Dimas José Detoni.

Empresas - Estarão presentes ao evento também as principais empresas do país na área de pós-colheita de grãos, que irão expor suas máquinas, equipamentos, produtos e serviços ao público participante.

Inscrições - As inscrições para o Simpósio já estão abertas e podem ser efetuadas no site oficial do evento (www.abrapos.org.br). É necessário preencher o cadastro e realizar o pagamento por boleto bancário.

Informações - Mais informações sobre o evento no site http://eventos.abrapos.org.br/spgms2019/. (Imprensa Copagril)

copagril II cartaz 15 04 2019

 

COPAGRIL II: Pesquisadores da Embrapa identificam enfezamento do milho no Oeste-PR por incidência de cigarrinha

Pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo, de Minas Gerais, estiveram na sexta-feira (12/04) na Estação Experimental da Copagril, em Marechal Cândido Rondon, assim como em cidades da região Oeste paranaense, com o objetivo de fazer um levantamento sobre quebramento e enfezamento de plantas em lavouras de milho, causados por incidência de cigarrinha (Dalbulus maidis), que é o inseto transmissor da doença.

Presenças - Estiveram presentes o pesquisador da Embrapa Londrina, Walter Meirelles, os pesquisadores de Minas Gerais, Luciano Viana Cota e Dagma Dionísia da Silva, o engenheiro agrônomo do Iapar de Santa Tereza do Oeste, Dionathan William Lujan, o presidente do Sindicado Rural, Edio Luiz Chapla, e os agrônomos da Copagril, Darci Sonego e da cerealista Horizonte, Sigmar Herpich.

Plantas debilitados - Os pesquisadores identificaram que algumas lavouras da região apresentaram plantas debilitadas em razão do enfezamento, enquanto o quebramento é menos incidente. Eles também coletaram amostras de plantas para serem analisadas em laboratório. “Apesar de termos identificado a ocorrência do enfezamento, não é um problema alarmante para os produtores, já que as ocorrências são mais pontuais”, ressaltou Meirelles.

Cigarrinha - As cigarrinhas são insetos de cerca de 4 milímetros, que podem ou não transmitir a doença. Elas somente transmitem a doença depois de terem picado alguma planta de milho infectada por um molicute, que é um microrganismo que ataca a planta.

Novidade - Conforme os pesquisadores da Embrapa, a cigarrinha não é novidade, pois ela já estava presente nas lavouras de milho há muitos anos em várias regiões do país, porém elas nem sempre estiveram infectadas.

Transmissão - A planta é atacada pela cigarrinha principalmente na fase inicial da cultura, quando o inseto a pica a planta e transmite o molicute. Porém, os sintomas da doença somente aparecem na fase adulta do milho, quando ocorrem os danos na planta. “Por esse motivo, não é eficiente realizar pulverização com fungicida nessa fase, pois a transmissão já ocorreu”, salienta Meirelles.

Sintomas - A planta atingida pelo enfezamento pode apresentar manchas de cores amarelada (enfezamento-pálido) e/ou avermelhada (enfezamento-vermelho) nas folhas. Além disso, a espiga fica comprometida, mais fina, com grão chocho e com peso menor. Mesmo que o sintoma não seja visível nas folhas da planta, ainda assim a produção acaba sendo afetada.

Prevenção - Para prevenir a doença é importante que agricultores de uma mesma região realizem o plantio na mesma época, pois quando há plantio em épocas diferentes favorece a oportunidade das cigarrinhas migrarem de uma lavoura para outra. É recomendado, também, eliminar plantas tigueras, que podem abrigar o hospedeiro.

Materiais menos suscetíveis - Os pesquisadores ainda indicam usar materiais menos suscetíveis ao longo de várias safras, bem como é fundamental realizar o tratamento de sementes. “Essa prática é a medida mais acertada, pois existem produtos que conseguem obter um bom controle de incidência na fase inicial da planta”, conclui Meirelles. (Imprensa Copagril)

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Agência está quase pronta em Icaraíma

sicredi uniao 15 04 2019Nesta terça-feira (16/04), às 19 horas, será realizada a reunião de Mobilização Crescer da Sicredi União PR/SP em Icaraíma, cidade que fica a 230 quilômetros de Maringá (PR). O evento será no Salão Paroquial da Praça da Bíblia e a expectativa é reunir cerca de 350 pessoas entre associados, dirigentes sindicais, autoridades públicas e comunidade em geral. O objetivo é apresentar a instituição financeira cooperativa para o município antes mesmo da inauguração da agência.

Captação - O gerente da agência de Icaraíma, José Augusto Ramos, explica que a Sicredi União PR/SP iniciou em fevereiro o trabalho de captação no município e, por isso, já conta com cerca de 200 contas abertas. Na reunião da Mobilização Crescer, os presentes vão entender melhor o que é uma instituição financeira cooperativa, a estrutura de segurança, os diferenciais de ser um associado e não um cliente, e os projetos sociais que beneficiam a comunidade.

Cooperativismo - “Geralmente, as pessoas não sabem muito bem como funciona o cooperativismo, ainda mais em uma instituição financeira. Então, a Sicredi União decidiu prestar esses esclarecimentos em cidades que receberão, pela primeira vez, uma agência da cooperativa. Assim, um grupo de pessoas passa a entender a importância e os benefícios de ser associado e, aos poucos, divulgam essas informações”, destaca Ramos.

Localização - Em Icaraíma, a agência será instalada na avenida Hermes Vissoto, 576, Centro. A cerimônia de inauguração está agendada para o dia 2 de maio, a partir das 19 horas. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

UNIPRIME NORTE DO PR: Cursos de gestão financeira são ofertados aos cooperados

unimed norte pr 15 04 2019Colocando em prática o seu propósito de melhorar a vida financeira das pessoas, a Uniprime Norte do Paraná, em parceria com a Academia de Executivos, escola de Administração de Empresas e Gestão de Negócios, focada na formação e desenvolvimento de empreendedores e executivos, apresenta aos seus cooperados cursos essenciais para os dias atuais.

·   de 12/04 a 19/04/2019: Educação e Gestão Financeira;

·   de 19/04 a 26/04/2019: Mercado Financeiro e Gestão de Investimentos;

A distância - As aulas seguem o formato EAD (Ensino a Distância) e são coordenadas pelo especialista em Finanças, Ricardo Lopes. Ao adquirir um dos cursos, o cooperado ganhará da Uniprime uma bolsa integral para um curso bônus de "Cooperativismo na Economia Compartilhada".

Informações - Para mais informações sobre valores e matrícula, acesse o site e faça o download da ementa: http://cursos.academiadeexecutivos.com/. (Imprensa Uniprime Norte do Paraná)

 

SICOOB CREDICAPITAL: Resultados positivos de 2018 são apresentados na AGO

O planejamento, o trabalho e o profissionalismo são qualidades que, se somadas, podem potencializar resultados mesmo em épocas difíceis. É isso que demonstram os números da prestação de contas de 2018 do Sicoob Credicapital.

AGO - Durante Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada no dia 29 de março, na Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), a cooperativa apresentou os resultados da performance do ano passado. "O ano de 2018 foi um dos melhores para a cooperativa em seus 18 anos de atividades", afirmou o presidente do Conselho de Administração, Guido Bresolin Júnior.

Pré-assembleias - As informações detalhadas durante a AGO foram apresentadas anteriormente em 18 pré-assembleias, que contaram com a participação de mais de três mil pessoas, mais do que o dobro em participações que no ano anterior. "O bom desempenho se deve também à união dos cooperados, à confiança depositada na diretoria e ao comprometido trabalho de todos os colaboradores", enfatizou Guido, destacando que os números alcançados mostram a força da cooperação e o quanto essa estratégia de parceria pode contribuir para o crescimento social e econômico de uma comunidade.

Resultados - O Sicoob Credicapital fechou o ano de 2018 com 19 agências, crescimento de 18%, com 29.430 cooperados (29% a mais em comparação ao ano anterior), R$ 538 milhões em recursos administrados (22%), R$ 347 milhões em operações de crédito (28%), patrimônio líquido de R$ 61,1 milhões (29%). Em sobras foram R$ 12 milhões (213% a mais que em 2017, quando elas foram de R$ 934 mil).

Crise - "Esse é um resultado que impressiona, porque além dos desafios comuns e de um mercado competitivo, tivemos um ano de acentuada crise econômica e de dificuldades políticas", diz o diretor-executivo da cooperativa, Valdir Pacini.

Balanço patrimonial - O total do ativo do balanço patrimonial de 2018 foi de R$ 538,4 milhões. Em 2017, foram R$ 440 milhões. Na AGO, os cooperados presentes deliberaram sobre a destinação das sobras, que descontadas as obrigações previstas em lei e em estatuto, foram de R$ 4,3 milhões.

Rateio - O rateio desse valor foi aprovado de acordo com os seguintes critérios: 35% para os cooperados que mantiveram depósito a prazo na cooperativa, 25% com base no depósito à vista, 20% com base nos juros pagos (para os cooperados tomadores), 10% de acordo com a utilização da máquina de cartões Sipag e 10% proporcional ao pagamento de tarifas. Os valores resultantes serão distribuídos da seguinte maneira: 50% será creditado aos cooperados em conta corrente e outros 50% em conta-capital.

Metas - Na ocasião, também foram aprovadas as metas para o exercício de 2019. A projeção é que os resultados cheguem a R$ 16 milhões, o número de cooperados alcance a marca de 38 mil e sejam inauguradas três novas agências, em Cascavel, Nova Laranjeiras e Boa Vista da Aparecida.

Projeto de expansão - Os presentes na AGO também apreciaram e deram aval à diretoria para prosseguir com o projeto de expansão do Sicoob Credicapital para a região de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB TRANSAMAZÔNICA: Três anos em Pacajá (PA) são comemorados com resultados

sicoob transamazonica 15 03 2019Em 4 de abril, o Sicoob Transamazônica completou três anos de atuação em Pacajá (PA). Desde que iniciou suas atividades no município, em 2016, a cooperativa tem registrado uma trajetória de crescimento, com resultados surpreendentes.

Crescimento - Nesse período, os Ativos Totais cresceram 538% e ultrapassaram os R$ 42 milhões, com quase R$ 9 milhões de Patrimônio Líquido e Sobras de mais de R$ 1 milhão, valor que representa um incremento de 570% em relação a 2017. O quadro de cooperados aumentou 446%, índice que permitiu atingir a marca dos 2.500 associados.

Expectativa - De acordo com o presidente, Antonio Henrique Gripp, a expectativa é que os resultados continuem surpreendendo. “Para que o Sicoob Transamazônica siga crescendo, precisamos da participação efetiva de todos os funcionários e do corpo diretivo. A confiança e reconhecimento dos nossos cooperados também é essencial”, afirma.

Comemoração - Para celebrar a data, os colaboradores da agência do Sicoob Transamazônica em Pacajá participaram de um café da manhã, com direito a bolo e parabéns. O atendente de caixa, João Victor Oliveira Lima, está na cooperativa desde que ela chegou à cidade e se diz impressionado com o crescimento.

Gratidão - “Ver cada um crescendo, junto com a singular, me fez lembrar que tudo o que foi falado nos meus primeiros dias aqui está, de fato, acontecendo. Sou grato por trabalhar em um lugar que cresce cada vez mais e proporciona crescer também”, agradece. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

UNIMED LONDRINA: Cinema ao ar livre e Bailinho do Plantão Sorriso são atrações do Unimed Inspira Cultura 2019

A Unimed Londrina vai realizar, no dia 28 de abril, a 2ª edição do Unimed Inspira Cultura. O evento, que será aberto a toda a comunidade, começa às 16h, com término previsto às 21h, no Aterro do Lago Igapó, em Londrina (PR). O objetivo da iniciativa é promover ações culturais gratuitas, fortalecendo o relacionamento da marca Unimed com a comunidade.

Ações - Diversas atrações serão realizadas no local. São elas: cinema ao ar livre, com a exibição do filme “Viva: a Vida é uma Festa”, Bailinho do Plantão Sorriso, contação de histórias, troca de livros, oficinas infantis, oficina de batuque do Sigma, malabares, espaço pet e espaço saúde. Além disso, pipoca, água, café, frutas e bexigas serão distribuídos no local.

Saúde e bem-estar - O público também irá contar com os serviços de saúde e bem-estar do SOS Unimed, Unimed Saúde e Clínica Multiprofissional. Estas equipes irão fazer teste de glicemia, aferir pressão e oferecer dicas de medicina preventiva.

Diversão com a família - “Dedicar um tempo do seu dia para se divertir com a família é fundamental para ter uma vida mais saudável. Isto está no cerne da marca Unimed Londrina”, explica a gerente de Marketing e Comunicação da cooperativa médica, Dayane Santana. “Por isso, vamos realizar este evento pela segunda vez, para propor novas experiências com a marca e um momento de lazer para nossos clientes e comunidade”, ressalta. No ano passado, o evento contou com a presença de mais de três mil pessoas.

Pré-inscrição - Para participar da edição deste ano, é necessário fazer a pré-inscrição. O link está disponível na página do evento no Facebook. (Imprensa Unimed Londrina)

CONAB: Reestruturação da Companhia será anunciada em até 100 dias

mapa 15 04 2019A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse na sexta-feira (12/04), que entre as metas para os próximos 100 dias está a reestruturação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre as medidas que estão sendo planejadas está o enxugamento da empresa pública, que deverá vender alguns de seus armazéns.

Outros balanços - Na quinta-feira passada (11/04), durante a cerimônia alusiva aos 100 primeiros dias do governo Jair Bolsonaro, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o governo federal fará, periodicamente, outros balanços, com o objetivo de acompanhar de perto o cumprimento de metas preestabelecidas.

Nova Conab - “A política da nova Conab vai ser lançada nos próximos 100 dias, com o que nós queremos que a Conab faça daqui para a frente”, disse a ministra à Agência Brasil, após participar de uma solenidade comemorativa dos 29 anos da Conab.

Tabela de fretes - Perguntada sobre como estão as negociações sobre o tabelamento do frete de caminhoneiros, com o Ministério da Infraestrutura, a ministra disse que sua pasta está “agoniada” com a falta de definições, e manifestou desejo de que a questão se resolva o quanto antes, de forma a evitar riscos para o setor e dar segurança jurídica ao produtor rural que, segundo ela, é “a ponta mais fraca do processo”.

Preços futuros - “O ministério está muito agoniado porque acha que isso é um problema para preços futuros, impactando de maneira muito forte no custo dos produtos da agropecuária. Então, quanto antes nós resolvermos, melhor, seja com a nova tabela que está sendo construída e que o Ministério da Infraestrutura está para lançar, ou através de uma decisão do Supremo Tribunal Federal. A gente quer que isso se resolva e que dê segurança jurídica porque o custo vem sempre em cima do produtor rural, que é a ponta mais fraca do processo”, disse a ministra. (Agência Brasil)

 

15 DE ABRIL I: Tecpar contribui para manutenção da capacidade produtiva do solo

15 abril I 15 04 2019A sustentabilidade da produção de alimentos depende da manutenção e da melhoria da capacidade produtiva do solo. Para promover a reflexão sobre o tema, em 15 de abril é comemorado o Dia Nacional da Conservação do Solo. Há 10 anos, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) contribui para a preservação e a correta utilização deste importante recurso natural, analisando a quantidade de substâncias contaminantes potencialmente presentes no solo, como metais pesados e resíduos de agrotóxicos.

Recurso não renovável - “Acreditava-se que o solo e sedimento seriam fontes inesgotáveis, porém, atualmente sabe-se que é um recurso não renovável, se não houver o manejo adequado ou continuar exploração desenfreada”, explica a gerente do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do instituto, Daniele Adão.

Registro - Segundo ela, o laboratório do Tecpar está registrado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para fazer o controle da qualidade de fertilizantes, corretivos agrícolas e inoculantes para fabricantes em todo o território nacional.

Ensaios - O instituto também oferta ensaios na área de resíduos de agrotóxicos em solos e sedimentos, atendendo as principais legislações vigentes. Esses ensaios são desenvolvidos com metodologias e equipamentos mais modernos, avaliando mais de 350 tipos de agrotóxicos.

Prevenção - O uso racional de fertilizantes pode evitar a poluição e a degradação do solo, contribuindo para o fornecimento de alimentação de qualidade à população.

Fiscalização - Para evitar o uso incorreto destas substâncias, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) fiscaliza fertilizantes, corretivos agrícolas e inoculantes comercializados no Estado. Neste contexto, o Tecpar é responsável pela verificação das garantias declaradas pelo fabricante, por meio de ensaios químicos, físicos e microbiológicos. Desde o último contrato estabelecido com a agência, em 2016, já foram analisadas 930 amostras de fertilizantes.

Efeitos - “Um dos efeitos relacionados ao uso inadequado de fertilizantes, ou de produtos que não estão de acordo com as legislações do ministério, é a ação tóxica que uma substância provoca nas plantas, prejudicando seu desenvolvimento”, alerta Daniele.

Parceria – O Tecpar é associado à Rede de Laboratórios para a Detecção de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Animal e Vegetal Destinados ao Consumo Direto e Indireto (RRC). Trata-se de um projeto-piloto do Ibama que visa gerar indicadores ambientais quanto à presença de agrotóxicos em solos, águas superficiais e águas de chuva em diferentes zonas climáticas do Brasil.

Aprimoramento - De acordo com Daniele, os recursos obtidos por meio da rede contribuem para o aprimorar a infraestrutura dos laboratórios do instituto, além de melhorar as condições de execução dos ensaios, ampliar sua capacidade analítica e implantar novos ensaios.

Legislação - A resolução 420/09 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conamas) estabelece critérios para a avaliação de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas, ou seja, que resultam da ação humana. (Agência de Notícias do Paraná)

 

15 DE ABRIL II: Economia circular a favor da conservação do solo

15 abril II 15 04 2019 O dia 15 de abril foi escolhido como o Dia Nacional da Conservação do Solo. A criação da data foi uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com o objetivo de desenvolver um pensamento crítico na população sobre a utilização correta do solo, e traz um importante alerta para empresas e comunidades: a necessidade da gestão de resíduos sólidos para sua preservação. Segundo relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe - 2018), o Brasil ainda tem mais de 3 mil lixões. Considerando que, aproximadamente, 40% de tudo que é enviado para o lixo é reciclável, investir em práticas de reciclagem reduziria o índice de contaminação do solo e também diminuiria o consumo de recursos naturais, como água e matérias primas utilizadas para a produção de novas embalagens.

Saúde - Além do grande impacto causado ao meio ambiente, esta contaminação também afeta a saúde da população e os cofres públicos. O relatório da Abrelpe também mostra que o país gasta R$ 3 bilhões por ano com o tratamento de saúde de pessoas que ficaram doentes por causa da contaminação provocada pelos lixões. Valor somado ao prejuízo causado pelas enchentes, outro problema que tem como uma das principais causas o excesso de lixo gerado pela população e o descarte inadequado. Os sacos de lixo jogados nas ruas podem obstruir bueiros e “bocas de lobo”, intensificando as enchentes e a proliferação de doenças.

O papel das empresas - Cientes do impacto que seus produtos podem causar para as pessoas e para o planeta, alguns dos grandes produtores de bens de consumo vêm investindo em novos materiais, ou em processos mais eficientes de reciclagem e em tecnologias que reduzam os danos causados, principalmente pelas suas embalagens. Para isso, existem especialistas no assunto, como a TriCiclos, empresa referência em engenharia de economia circular aplicada, que desenvolve soluções para as diversas etapas do ciclo de produção, uso e descarte do seu produto.

Proposta - “A economia circular propõe eliminar o conceito de lixo por definição, garantindo a utilização dos recursos pelo máximo de tempo possível e com maior valor agregado. Ou seja, o modelo atual linear (em que extraímos, transformamos, consumimos e descartamos) está fadado ao fracasso. É necessária uma mudança efetiva na forma de desenhar produtos e serviços para que o resultado do consumo possa se tornar o início de um novo ciclo de uso, possibilitando uma economia de recursos naturais, de investimentos na cadeia pós-consumo e de emissões de carbono” explica Daniela Lerario, CEO da TriCiclos no Brasil. “A contaminação do solo e da água é uma grande preocupação, por isso estamos do lado de empresas se importam com o impacto que geram e querem colocar no mercado produtos e serviços mais circulares”.

Peculiaridade - A executiva esclarece ainda que cada embalagem tem sua peculiaridade e as melhores soluções para garantir que ela volte para a cadeia dependem de vários fatores, como sua composição, características do produto embalado e hábitos de consumo. Além de soluções de reciclagem, a empresa também oferece tecnologia de ponta que pode aumentar a reciclabilidade de embalagens.

Casos de sucesso - Há dez anos, a TriCiclos coleciona casos de sucesso em vários países da América Latina. Um trabalho concluído em 2018, no Brasil, mostra como iniciativas de empresas conscientes podem obter grandes resultados e envolver a comunidade e o poder público em torno de um objetivo comum: diminuir o impacto causado pela descarte incorreto de embalagens e, consequentemente, evitar a destruição do meio ambiente e riscos para a saúde da população, além de gastos desnecessários com matéria-prima virgem.

Campanha - A campanha “Coleta Premiada”, feita em parceria com a Greco & Guerreiro (desenvolvedora de frascos plásticos situada em Morungaba, SO), tinha o desafio de coletar embalagens de PEAD – de produtos de limpeza, como amaciantes, sabão líquido, água sanitária e lustra móveis, e de higiene, como shampoo e condicionador – para transformá-los em novas embalagens. Foram coletados mais de 16.000 frascos, uma média de 1,2 embalagem por habitante, em um trabalho que levou 2 meses. A iniciativa envolveu o varejo, a população e a prefeitura em prol de uma atitude sustentável, provando que, quando todas as esferas da sociedade se mobilizam, é possível privilegiar uma economia circular.

Erro de design - “A TriCiclos acredita que o lixo é um erro de design que pode e deve ser corrigido. A decisão das indústrias de investir em tecnologias e ações de economia circular é fundamental para preservar o meio ambiente e a saúde das pessoas, mas também para o negócio. Afinal, se na hora de decidir de quem comprar tivéssemos a opção de escolher empresas que não poluem o solo e não geram lixo, qual escolha faríamos?” A empresa defende que produtos e embalagens bem projetados jamais se tornarão lixo, pois servem de matéria prima pra novos processos produtivos, fazendo jus ao conceito de economia circular.

Sobre a TriCiclos - A TriCiclos é uma empresa de engenharia e consultoria de economia circular aplicada, especializada na criação e implementação de soluções para produtos e processos focados no triplo resultado: econômico, social e ambiental. Eles têm a convicção de que o lixo é um erro de design que pode e deve ser resolvido. A missão da TriCiclos é projetar, implementar e promover soluções que corrijam a geração de resíduos, com aplicações teóricas e práticas. Sua principal expertise concentra-se em ajudar a indústria de bens de consumo a avançar para modelos e produtos comerciais circulares, exercendo esses critérios diariamente. (Assessoria de Imprensa da TriCiclos)

 

BC: Banco Central ganha proteção com projeto para autonomia

bc II 15 04 2019O projeto de lei do governo que concede independência ao Banco Central é muito mais amplo do que apenas conceder autonomia nas ações da instituição. A proposta coloca, por exemplo, o foco da política monetária apenas no combate à inflação, eliminando menção de legislação anterior que colocava ênfase também no "combate a depressões".

Modificações - A lista de modificações é ampla: o texto dá maior segurança para o BC fazer operações de redesconto com os bancos; confere exclusivamente à instituição o papel de formular e executar a política cambial; retira do Conselho Monetário Nacional (CMN) atribuições ligadas à política monetária; e confere proteção aos quadros da autarquia, isentando-os de responsabilização na prática de suas funções.

Pacote - O presidente Jair Bolsonaro incluiu a independência do BC num pacote de medidas que marcou os seus cem primeiros dias de mandato. Uma minuta do projeto de lei, distribuída pela Casa Civil, prevê que os balanços do Banco Central sejam apurados de forma anual, estabelecendo um conflito com a periodicidade semestral prevista em lei recém-aprovada pelo Congresso que regulamenta as relações entre o BC e o Tesouro.

Mandatos - Além de estabelecer mandatos de quatro anos para o presidente e diretores do BC não coincidentes com o mandato de Presidente da República, a proposta revoga e inclui diversos dispositivos na Lei nº 4.595, de 1964, o principal marco legal da política monetária, creditícia e do sistema financeiro nacional.

Estabilidade de preços - O projeto estabelece que o "objetivo fundamental" do Banco Central é "assegurar a estabilidade de preços" e que, sem prejuízo a ele, cabe ao BC zelar pela estabilidade financeira. O texto elimina um inciso da Lei nº 4.595 que incluía preocupações com a atividade econômica entre as atribuições do CMN.

Regulação - Esse dispositivo dizia que a política do CMN objetivará "regular o valor interno da moeda, para tanto prevenindo ou corrigindo os surtos inflacionários ou deflacionários de origem interna ou externa, as depressões econômicas e outros desequilíbrios oriundos de fenômenos conjunturais". Essa mudança apenas adequa o que já vinha sendo feito na prática pelo BC, dentro do regime de metas de inflação, em que o objetivo é a estabilidade de preços, sem objetivos explícitos ligados à atividade econômica.

Hierarquia - Da forma que foi redigida, a proposta indica uma hierarquia de objetivos entre estabilidade monetária e financeira, com preponderância para o primeiro. Isso deve pautar a atuação do BC no combate à inflação quando houver conflitos com o objetivo da estabilidade financeira.

Inciso - Foi incluído no projeto de lei um inciso que confere maior segurança para o Banco Central realizar operações de redesconto e empréstimo com instituições financeiras públicas e privadas. A proposta deixa claro que cabe ao BC a prerrogativa de estabelecer "remuneração, limites, prazos, garantias, formas de negociação e outras condições".

Prerrogativa - A confusão sobre quem realmente tem a prerrogativa para fazer operações de redesconto é eliminada com a exclusão de um inciso da Lei nº 4.595 que conferia ao CMN a tarefa de "regulamentar, fixando limites, prazos e outras condições, as operações de redesconto e de empréstimo, efetuadas com quaisquer instituições financeiras públicas e privadas de natureza bancária". O CMN, porém, será informado previamente de operações de redesconto, segundo o projeto de independência do BC, "sempre que identificar a possibilidade de impacto fiscal relevante".

FMI - Na sua mais recente avaliação do sistema financeiro brasileiro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) nota que o BC tem aberto mão de conceder linhas de financiamento de última instância nos últimos 20 anos - o que inclui o redesconto.

Fundo Garantidor - Segundo o organismo, isso ocorre porque os bancos preferem recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que representa um estigma menor, e porque havia uma preocupação com a falta de proteção a quem concede assistência de liquidez no setor público.

Proteção - Dirigentes atuais e antigos e funcionários do BC também ganham proteção contra a responsabilização de atos relacionados à condução da política monetária, cambial, regulatória, supervisão e resolução no sistema financeiro. Isso dá segurança não apenas para o BC exercer o papel de emprestador de última instância do sistema financeiro, mas em todas as atividades. Ficam fora da proteção hipóteses de "dolo ou fraude".

Outro dispositivo - Um outro dispositivo do projeto de independência do BC dá a instituição poder para executar a política cambial por meio de compra e venda de moeda estrangeira e instrumentos derivativos estabelecendo "remuneração, limites, prazos, formas de negociação e outras condições". Ao contrário do estabelecido para o caso de operações de redesconto, o projeto não inclui nenhuma obrigação de o BC informar ou pedir autorização para operações que representem risco ou tenham impacto fiscal.

Comitê - O ex-presidente do BC Ilan Goldfajn chegou a defender, antes de assumir o cargo, que fosse criado um comitê com membros da Fazenda e do BC para definir a política cambial, justamente pelos potenciais impactos fiscais de intervenções, incluindo swaps cambiais e acúmulo de reservas internacionais.

Ambiguidades - A lei também retira do CMN uma série de atribuições de política cambial que criavam ambiguidade sobre quem dá as cartas na área. Entre essas atribuições está "adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia nacional e seu processo de desenvolvimento" e "estabelecer condições para que o Banco Central emita moeda-papel de curso forçado".

Apensamento - A ideia do governo é apensar sua proposta a projeto de lei já em tramitação no Congresso que também trata do Banco Central. Isso aceleraria o avanço do texto na Câmara. O projeto depois ainda precisará passar por aprovação do Senado. Procurado, o BC disse que não comentaria o projeto neste momento. (Valor Econômico)

 

FOCUS: Mercado reduz projeção de expansão da economia de 1,97% para 1,95%

focus 15 04 2019Instituições financeiras reduziram mais uma vez a projeção para o crescimento da economia este ano e em 2020. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 1,97% para 1,95% este ano, na sétima redução consecutiva.

2020 - Para 2020, a projeção para o crescimento do PIB recuou de 2,70% para 2,58% na quarta redução consecutiva. As estimativas de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

Focus - Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado em Brasília às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC).

Inflação - A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi ajustada de 3,90% para 4,06% este ano. Para 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

Meta - A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

2021 - Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa Selic - Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019.

Projeção - Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

Referência - A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

Indicação - A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Sob controle - Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar - A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim de 2019 e subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 no fim de 2020. (Agência Brasil)

 

IBC-BR: Atividade econômica tem queda de 0,73% em fevereiro

A atividade econômica registra queda neste ano. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta segunda-feira (15/04) pelo Banco Central (BC). Em fevereiro, o índice apresentou queda de 0,73%, na comparação com janeiro, segundo dados dessazonalizados (ajustados para o período). De acordo com os números revisados pelo BC, em janeiro, em relação a dezembro, a retração ficou em 0,31%.

Doze meses - Em 12 meses terminados em fevereiro de 2019, houve expansão de 1,21%. No primeiro bimestre comparado ao mesmo período de 2018, houve crescimento de 1,66%. E em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, a expansão chegou a 2,49%. Esses dados não são dessazonalizados porque a comparação é entre períodos iguais.

Evolução - O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

Informações - O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Antecipação - O índice foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas indicador oficial da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Agência Brasil)

ECONOMIA: Em um ano, 3 fintechs têm autorização para atuar no mercado de crédito

economia 15 03 2019Em um ano da regulamentação das fintechs (empresas de tecnologia no setor financeiro) de crédito, o Banco Central (BC) concedeu autorização para três instituições operarem no mercado.

Modelos - Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu dois modelos para as fintechs operarem: a sociedade de crédito direto (SCD) e a sociedade de empréstimo entre pessoas (SEP). No primeiro sistema, as empresas emprestam recursos próprios por meio de plataforma eletrônica. No segundo, empresas ou pessoas físicas entram numa plataforma para emprestarem dinheiro a outras pessoas, modalidade chamada de peer-to-peer lending. O CMN permitiu que as fintechs façam análise de crédito, cobrança, representação de seguros e emissão de moeda eletrônica.

Sem vínculo - As resoluções abriram caminho para as fintechs atuarem sem estarem vinculadas a uma instituição financeira convencional. O objetivo da medida é aumentar a concorrência no sistema financeiro e fazer com que uma parcela maior da população e das empresas tenham acesso a serviços financeiros, como empréstimos, seguros, investimentos e meios de pagamento.

Pedido - Segundo dados do Banco Central, até o dia 9 deste mês, quatro fintechs pediram autorização de funcionamento na modalidade SEP. Esses quatro pedidos ainda estão em análise no BC.

SCD - Com relação às SCDs, foram feitos 14 pedidos de autorização. Desse total, três instituições já receberam autorização.

Origem dos recursos - Para dar a autorização, além de obter informações sobre os proprietários, o BC precisa comprovar a origem dos recursos utilizados no empreendimento pelos controladores e verificar se há compatibilidade da capacidade econômico-financeira com o porte, a natureza e o objetivo do empreendimento.

Primeira - A primeira a conseguir a autorização do BC foi a QI Tech, no final de 2018. Segundo a sócia-diretora da fintech, Beatriz Degani, em três meses de funcionamento, a empresa já movimentou R$ 15 milhões, com expectativa de chegar a R$ 100 milhões, neste ano. A fintech presta serviços até então exclusivos dos grandes bancos para atender a todos clientes que trabalham com concessões de empréstimos, entre eles outrasfintechs que não têm o selo SCD.

Tecnologia - "Vamos poupar as fintechs - que já originam dívidas, mas também querem estruturar esse crédito - de precisarem correr atrás da autorização do Banco Central para operar como uma Sociedade de Crédito Direto", explica Beatriz Degani. Segundo ela, com o uso da tecnologia, a fintech consegue estruturar uma operação em 3 dias ou até em horas, enquanto um banco tradicional leva até 30 dias, por ainda ter processos manuais e uma estrutura construída para operações internas e não para oferecer serviços às fintechs. (Agência Brasil)

 

INFRAESTRUTURA: Governo federal leiloará em agosto 3 terminais portuários

infraestrutura 15 04 2019A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) publicou na sexta-feira (12/04), no "Diário Oficial da União", os editais dos leilões de três terminais portuários, a serem realizados na B3 em agosto.

Áreas - Duas áreas estão localizadas no Porto de Santos (SP), e são destinadas à movimentação de graneis líquidos combustíveis, fertilizantes e sal. No Porto de Paranaguá (PR), a área a ser arrendada é destinada à movimentação de celulose.

PPI - Os empreendimentos fazem parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e terão investimentos de R$ 433 milhões, informa comunicado do Ministério da Infraestrutura divulgado na noite de sexta-feira.

Propostas - De acordo com as regras previstas no edital, as empresas e/ou consórcios deverão apresentar as propostas no dia 2 de agosto e vencerá o certame quem oferecer o maior valor de outorga, que começará em R$ 1,00.

Santos - No Porto de Santos serão leiloados o Terminal STS13A, que ocupa área de aproximadamente 38.398 m². A previsão de investimentos é de R$ 110,7 milhões e o prazo de arrendamento de 25 anos, podendo ser prorrogado, e a área STS20, que compreende três armazéns, interligados por esteiras ao cais com acessos prioritários aos berços 22 e 23, totalizando 29.278 m². A estimativa de investimentos é de R$ 219,3 milhões e o prazo de arrendamento é de 25 anos.

Paranaguá - Em Paranaguá, o Terminal PAR01 tem área de 27.530 m² e os investimentos previstos são de R$ 103 milhões e o prazo de arrendamento será de 25 anos. (Valor Econômico)

 

OPINIÃO: Embrapa, um balde cheio de soluções

opiniao 15 04 2019*Antonio Heberlê

Para uma empresa do conhecimento, como a Embrapa, é importante saber exatamente do que se fala, especialmente quando se trata dela mesma. A suspeita é que se conhece pouco do papel dessa instituição na história do Brasil, embora a sua imagem seja muito forte. Quem está na Embrapa há mais de 35 anos, como eu, já viu quase tudo, como os tempos dos pacotes tecnológicos, estratégia usada logo depois da criação da estatal. Havia, naquela época, muito a fazer e tudo a sistematizar em todas as áreas do conhecimento e a Embrapa já nasceu mostrando a sua pujança. Um pouco mais tarde, com o retorno do pessoal que saíra do País para fazer pós-graduações, viveu-se o ciclo da “genética embrapiana”, talvez o mais altivo e por isso mais saudoso para quem acompanha e faz esta bonita aventura tropical de pesquisa agropecuária brasileira. Muitos pesquisadores foram admitidos e imediatamente saíram para a qualificação em outros países, de onde voltaram carregados de ideias para se juntarem aos que ficaram.

Esses cientistas fizeram uma revolução genética latina espetacular. Na orizicultura acompanhei de perto o trabalho do melhorista Arlei Terres, incansável no desenvolvimento de muitas das cultivares do arroz que estão à mesa dos brasileiros. Mesmo aposentado, Terres mantém experimentos no quintal da sua casa, no município gaúcho do Capão do Leão, porque não sabe viver sem a ciência.

Os desafios da Embrapa são outros hoje: a genética competitiva está nas mãos das grandes multinacionais, que fazem dela um negócio como outro qualquer. Por enquanto é altamente rentável vender genética. Se um dia não for mais, qual a genética vai abastecer os nossos produtores? A da Embrapa, claro, só não vê quem não quer ou não sabe ler a onda da história e a marcha dos acontecimentos. Afinal, no mundo dos negócios não tem almoço grátis.

Temos, nesta questão da genética, uma grotesca falácia, a de que com o papel hoje desempenhado pelas empresas nos negócios agrícolas de sementes a Embrapa ficou sem chão e sem objeto de pesquisa. Nada disso, as commodities são importantes, mas não se pode reduzir ao único foco do desenvolvimento agrícola brasileiro. Quando se vê o Brasil por dentro descobre-se que as funções agrícolas são mais diversificadas e complexas do que se imagina e que em muitas das atividades, mesmo as de alta renda, não há ninguém interessado, a não ser a pesquisa brasileira.

Maior produtor e exportador de café no mundo, o Brasil conta exclusivamente com genética e todas as demais tecnologias de produção em uso com a marca nacional. Não se pode anular o papel do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em São Paulo, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural do Espírito Santo (Incaper) e, claro, da nossa Embrapa. A Embrapa Rondônia está lançando mais uma série de clones cafeeiros com alta adaptabilidade para a região Norte, onde já se produz com as comunidades locais, inclusive indígenas, um dos melhores cafés brasileiros. E um diferencial: o melhoramento é participativo.

Quem estaria interessado também em melhoramento de batata, senão a Embrapa, que aceitou o desafio de lançar batatas de alta qualidade para atender o mercado especializado e hoje tem opções para deixar de importar sementes? Ninguém pode desmerecer o trabalho incansável do pesquisador Arione Pereira, da Embrapa Clima Temperado (Pelotas-RS) para chegar na melhor genética de batata para consumo direto e indústria. E quem não inclui batatas no seu cardápio? E quem fica sem o seu cafezinho? Enfim, como estes poderíamos desfilar outros exemplos sobre genética. Mas, perdoem, não é possível mencionar todos neste artigo.

Ainda que genética continue a ser importante, o que justifica manter e investir mais ainda numa empresa de estado como a Embrapa está muito além dela. O conhecimento adquirido de Brasil pelos técnicos que fazem esta instituição e que migra para o dia-a-dia dos sistemas produtivos é superlativo e espetacular. Pouca gente sabe como as mudanças acontecem no campo. Para conhecer a relevância desse trabalho é preciso ir aos rincões do País para saber o impacto, que não se tem régua para medir, da informação e demonstração técnica qualificada na vida das pessoas.

Na produção de leite, por exemplo, um dos projetos notáveis é o Balde Cheio, que completou 21 anos de existência. Na comemoração, os depoimentos emocionados dos produtores aos pesquisadores Arthur Chinelato e André Novo, levou às lágrimas mais de 200 pessoas num auditório em São Carlos-SP no último dia 22/3. Ao seguir com rigor as orientações de Chinelato, os produtores de leite mudaram de vida, passaram a ter dignidade e orgulho de suas propriedades rurais. Está tudo documentado, o antes e o depois, os avanços obtidos, as pessoas felizes e entusiasmadas em produzir. São pequenos, médios e grandes produtores produzindo mais, pois a tecnologia não tem bandeira, a não ser a do desenvolvimento. Apenas uma exigência: é preciso o acompanhamento de um técnico que alinha as ações, afinal a Embrapa não faz assistência técnica e, por isso, reconhece a decisiva relevância dos parceiros.

O que se aprende nos relatos destas histórias da vida científica no campo é que algo mudou e por isso a Embrapa precisou mudar. Havia um tempo para focar apenas nas tecnologias, mas hoje são novos os desafios. Mais do que fazer, é importante saber como fazer, como dizer e comunicar as ideias. Este é um grande diferencial, relativo ao modo de transmitir e assim promover o desenvolvimento com (e não para) os agricultores. Muitos técnicos da Embrapa estão inovando, mais do que em outras áreas, quando ouvem atentamente e respeitam o conhecimento daqueles que vivem no campo e para o campo, ao forjarem as tecnologias que os atendem. Com este modelo não há desperdício de tempo e tampouco de foco nos problemas e, assim, avança-se mais rápido. O Balde Cheio, o melhoramento de batata, o café em Rondônia e o Projeto Bem Diverso seguem esta rota de interação entre a Embrapa e a sociedade. E, portanto, são inovadores, mesmo no cenário especializado da ciência.

A Embrapa dá muito certo e se renova porque está comprometida com o desenvolvimento brasileiro, mais do que com o desenvolvimento de tecnologias. A Embrapa moderna funciona ao fazer intercâmbio e construção de conhecimentos, porque antes de tudo quer saber a “dor” antes de aplicar o remédio. O imenso portfólio de tecnologias de uma empresa como a Embrapa só tem sentido quando inicia orientado nos problemas reais do setor produtivo. O contrário é desperdício e isso não se pode admitir. Ou seja, o maior desafio do desenvolvimento tecnológico não é ele mesmo, mas o que vem antes e o que acontece depois.

A Embrapa animada e altiva não vê apenas o seu umbigo tecnológico, vai em busca de parcerias estratégicas com outras instituições e especialmente com as universidades. Vamos para mais um exemplo, o recém-lançado programa Avança Café, pela Embrapa Café e pelo Consórcio de Pesquisa do Café. Estão abertas as inscrições nas Universidades de Lavras e de Viçosa, em Minas Gerais, para formar empresas startups, nas incubadoras dessas instituições de ensino, voltadas para soluções 4.0, baseada na internet das coisas, para todo ciclo produtivo do café.

O desafio foi lançado e as universidades estão envolvidas e exultantes com a inovação do programa, semelhante ao que acontece há mais tempo no leite com o Ideas for milk, promovido pela Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora-MG), já em sua terceira edição. São os jovens, ainda embarcados na vida acadêmica que terão oportunidade de criar negócios com base no café e serem treinados para desenvolverem soluções tecnológicas com alta aderência com a realidade. Assim a ciência avança mais rápido dentro e fora da Embrapa, além de incentivar novos cientistas. Logo mais o Avança Café estará espalhado em todo o Brasil.    

A Embrapa é vibrante em áreas remotas, como na Amazônia, onde está envolvida com as comunidades locais e vai até os produtores em busca de desenvolvimento e sustentabilidade. Para ficar mais perto das comunidades o pesquisador Everaldo Nascimento de Almeida mudou-se de Belém para Marabá e agora está “colado” ao território onde o projeto será executado e, assim, tem uma noção mais clara e conectada com os problemas dos agricultores. Ali se aplica o princípio da construção do conhecimento - o popular e o científico juntos- como base para qualquer ação.

Sabemos que nem tudo é perfeito, há quem aponte e justifique críticas a Embrapa e temos que ouvi-las com a máxima atenção. Porém, penso que muitas delas não se sustentam e suspeito que falta informação e comprometimento de quem fala. Por isso, apelo que conheçam mais o trabalho da nossa empresa, os seus exemplos de sucesso, como o projeto Bem Diverso, liderado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) das Nações Unidas (ONU), que imerge nas comunidades, identifica seus problemas e se alia para fazer com as pessoas o seu desenvolvimento integral, com apoio de inúmeras organizações da sociedade civil. Ninguém faz nada sozinho e o bonito de ganhar é ganhar juntos.

A solução não cai do céu, porque quem faz a hora somos nós e fica mais fácil quando se conhece este lindo país chamado Brasil. Quem sabe nas próximas férias optar por ir até os seus rincões mais distantes. Falar com os agricultores numa cerca ao lado do pasto alto, sobre a importância da Embrapa. Ai então a gente pode lavar a alma e ficar sabendo o quanto a sociedade valoriza a Embrapa como empresa pública. Talvez a partir dessa viagem passe a ter sentido também pra você falar da Embrapa como um balde cheio de soluções.

* Antonio Heberlê é jornalista e pesquisador da Embrapa Café

 


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