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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4551 | 08 de Abril de 2019

CONVÊNIO ICMS 100: Confaz prorroga medida que reduz imposto sobre insumos agropecuários

icms 100 08 04 2019O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) decidiu, na sexta-feira (05/04), prorrogar as disposições do Convênio ICMS 100/97 para até o dia 30 de abril de 2020, mantendo a redução da base de cálculo do ICMS nas saídas dos insumos agropecuários, resultando em descontos de 60% para produtos como calcário, inseticidas, herbicidas, vacinas, sementes e sal mineral.

Alimentação animal - Quanto aos insumos utilizados para alimentação animal como, por exemplo, farelo de soja, milho e ração para animais, o desconto é de 30%.

Relevante - “A manutenção do Convênio ICMS 100/97 é extremamente relevante para o setor agropecuário. Por isso, vinha sofrendo prorrogações desde sua criação, com o propósito de fomentar o desenvolvimento do setor. Devido ao risco disso deixar de ocorrer, as entidades representativas do setor produtivo, entre elas a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), alertaram os poderes executivo e legislativo dos Estados e da União para o fato de que a revogação do benefício acarretaria aumento nos custos de produção da agropecuária em até 14%, onerando a cadeia produtiva em R$ 40 bilhões e pressionando a inflação”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Atuação - “Assim, cabe destacar que esta importante conquista contou com atuação do Sistema OCB que, por meio da Unidade Nacional e das Unidades Estaduais, apresentou manifestação ao Confaz, pleiteando a manutenção dos termos do convênio e alertando quanto aos potenciais prejuízos de sua revogação”, acrescenta Ricken.

Audiência pública - O analista de Desenvolvimento Técnico da área tributária da Ocepar, Rogério dos Santos Croscato, lembra que o Sistema Ocepar também apresentou manifestação junto ao Governo do Paraná, buscando apoio para a prorrogação do Convênio 100 junto ao Confaz. Além disso, o assunto foi tema de audiência pública, ocorrida no dia 28 de março, numa iniciativa conjunta das Comissões de Agricultura e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, com participação do Sistema OCB, contribuindo para a decisão tomada pelo Confaz, que é composto pelos secretários de Fazenda dos 26 Estados da Federação e do Distrito Federal (DF).

 

PRÊMIO OCEPAR: Divulgação é realizada no Dia do Jornalista

O coordenador de Comunicação Social do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho, e a assessora de imprensa da Federação da Unimed Paraná, Jossânia Veloso, participaram, no sábado (06/04), do Churrasco do Dia do Jornalista, promovido pelo Sindijor Paraná, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Na ocasião, foi divulgada a 13ª edição do Prêmio Ocepar de Jornalismo para os 200 profissionais presentes ao evento. Segundo o presidente do Sindijor/PR, Gustavo Henrique Vidal, “já é um prêmio tradicional e que tem por iniciativa reconhecer os melhores trabalhos. Somos parceiros do Prêmio Ocepar desde 2004 o que para nós é motivo de orgulho”, frisou.

O Prêmio - O Prêmio Ocepar de Jornalismo é um programa institucional desenvolvido pelo Sistema Ocepar (Ocepar – Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, Fecoopar – Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná e Sescoop/PR – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). É uma iniciativa que conta com o patrocínio do Sicredi Central PR/SP/RJ e da Federação Unimed do Paraná e apoio institucional da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor/PR) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná. Desde sua criação, em 2004, visa mobilizar e reconhecer o trabalho desenvolvido por jornalistas dedicados a divulgar ações econômicas e sociais realizadas pelo cooperativismo paranaense.

Tema - Nessa edição, serão premiados os melhores trabalhos jornalísticos que abordem o tema “No campo ou na cidade, somos o cooperativismo no Paraná”. Podem ser inscritas, até o dia 1º de julho de 2019, matérias publicadas ou veiculadas no período de 1º de janeiro de 2018 a 1º de julho de 2019. Serão aceitos materiais que façam referência a um ou mais ramos do cooperativismo paranaense em que atuam as cooperativas filiadas à Ocepar: agropecuário, crédito, saúde, transporte, turismo, habitacional, educacional, infraestrutura, consumo e trabalho. O evento de premiação dos vencedores está programado para julho de 2019, em Curitiba.

Categorias e valor -  Ao todo, serão distribuídos R$ 88 mil em prêmios, já descontados os impostos. O Prêmio Ocepar é dividido em seis categorias: Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Mídia Cooperativa, Categoria Especial Ramo Crédito, Categoria Especial Unimed. Os três primeiros colocados nas categorias Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo e Mídia Cooperativa vão receber, respectivamente R$ 10 mil (1º lugar), R$ 4 mil (2º) e R$ 3 mil (3º). Já os vencedores nas categorias especiais Ramo Crédito e Unimed vão ganhar R$ 10 mil cada. Mais detalhes, acesse www.paranacooperativo.coop.br.

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GETEC: Informe traz projeções desta semana sobre indicadores econômicos

getec 08 04 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (08/04), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

CAEPF: Cartilha da Ocepar sobre o Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa é atualizada

 

caepf destaque 08 04 2019Passou para 17 o número de questões que fazem parte da cartilha produzida pelo Sistema Ocepar para orientar os produtores rurais sobre o Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF). O material foi elaborado em formato de perguntas e respostas e está sendo atualizado à medida que novas dúvidas estão surgindo. Nesta última versão foi acrescentado um esclarecimento sobre como o produtor rural pessoa física, na condição de segurado especial, deve prestar informações ao eSocial como empregador. Clique aqui para conferir na íntegra a Cartilha sobre o CAEPF.

 

O cadastro - O CAEPF é o cadastro administrado pela Receita Federal que reúne informações das atividades econômicas exercidas pela pessoa física dispensada de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Além de ser importante para manter-se regularizado junto à Receita, a inscrição no CAEPF e a atualização dos dados cadastrais possibilitam a empregados e empregadores assegurar seus direitos previdenciários. Também é fundamental para que outras obrigações, como o eSocial, sejam cumpridas. Regulamentado pela Instrução Normativa RFB nº 1.828/2018, o CAEPF substituiu o Cadastro Específico do INSS (CEI) e tornou-se obrigatório a partir do dia 15 de janeiro.

 

Público - Devem se inscrever no CAEPF os contribuintes individuais, como o produtor rural cuja atividade constitua fato gerador da contribuição previdenciária e a pessoa física não produtor rural que adquire produção rural para venda, no varejo, a consumidor pessoa física. Também, o segurado especial, conforme definido na Lei nº 8.212, de 1991. (Imagem: freepik.com)

 

CBC: Conheça as Embaixadoras Coop

 

cbc 08 04 2019A OCB acaba de divulgar os nomes das 20 vencedoras do concurso Embaixadoras Coop! No total, 493 mulheres de 23 estados do país encaminharam suas frases para participar da seletiva. Além de virem a Brasília, com tudo pago, para participarem da 14ª edição do Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC), que ocorrerá entre os dias 8 e 10 de maio, as campeãs poderão opinar nas discussões e votar nas resoluções na grande plenária do evento, garantindo mais diversidade no cooperativismo brasileiro!

 

Confira, abaixo, quem são as Embaixadoras Coop!

 

Amanda Luiza de Sousa

Sicoob União Centro Oeste (MG)

Frase: O Cooperativismo do futuro deve ser construído com a União e o Empoderamento feminino; a mulher atual não quer elogios, quer respeito e possui grandes ideias, estando disposta a lutar por elas e pela mudança no rumo do Cooperativismo no mundo.

 

Carolina Mussolini Celestino de Oliveira

Sicredi Rio Paraná PR/SP (SP)

Frase: Ser como Eliza Brierley, que em 1846 foi pioneira no cooperativismo. Mulheres juntas, com sororidade, podem constituir um alicerce para uma sociedade mais justa, assim como o cooperativismo, sem diferenças, todos por um só fim, um mundo mais feliz.

 

Daniela Vogel

Cooperativa de Crédito de Livre Admissão De Associados de Itapiranga (SC)

Frase: É preciso adotar o cooperativismo como uma filosofia de vida, inserindo ele na educação das crianças e jovens, com homens e mulheres trabalhando unidos por uma prosperidade conjunta e assim construir uma sociedade cooperativa e de sucesso.

 

Elisete Paganini Bellettini

Cooperativa Agroindustrial Coopeja (SC)

Frase: Sendo cooperados ativos e atuantes da cooperativa, mostrando ao mundo a importância do trabalho coletivo em prol de um objetivo comum. Para isso, é preciso cada um conquistar seu espaço querendo o melhor para as gerações futuras.

 

Isabela Albuquerque

Lar Cooperativa Agroindustrial  (PR)

Frase: Disponibilizar mais espaço para que lideranças femininas possam demonstrar seu potencial com muita garra e determinação no desenvolvimento da comunidade por meio da cooperação.

 

Jamile Barbosa Guimarães de Vasconcelos

Sicredi Ceará Centro Norte (CE)

Frase: Impactando a sociedade a partir de nosso próprio exemplo cooperativista, demonstrando na prática que juntos não só somos mais fortes, como também somos capazes de transformar vidas e realidades através do cooperativismo.

 

Jentje Petter

Castrolanda Cooperativa Agroindustrial (PR)

Frase: Cooperativismo necessita de uma boa equipe de trabalho, com espírito de União e Harmonia para trilhar o caminho, não menosprezando o ontem. A União é um começo! Manter unidos é o Progresso! Trabalhar juntos é o sucesso!

 

Katia Zalasik Monteiro

Viacredi (SC)

Frase: A base para construir o cooperativismo do futuro é a união das pessoas, é sensibiliza-las o quão importante é o cooperativismo no mundo, cooperativismo é justiça e igualdade para todos.

 

Lais Cherigatto da Silva

Cooperativa de Crédito Cocre – Sicoob Cocre (SP)

Frase: Através da educação cooperativista aliada a educação financeira, conscientizando crianças/jovens sobre a importância do cooperativismo no desenvolvimento social/econômico, plantando a semente cooperativista hoje para colher uma sociedade justa amanhã.

 

Lilian Berlitz Chaves

Cooperativa de Crédito da Foz do Rio Itajai Açu – Credifoz (SC)

Frase: Precisamos mostrar que o cooperativismo vai além de resultados financeiros, e precisa ser visto como gerador de inclusão social, respeito e desenvolvimento sustentável para as pessoas. Quero um futuro de economia compartilhada, alcançando vantagens para todos.

 

Luciana Fernandes de Moura Magalhães

Cooperplan (DF)

Frase: Acreditando que juntos, podemos projetar nosso sistema como modelo, compartilhando com a sociedade a possível realidade de tornar factível a satisfação financeira por meio do nosso propósito, intercooperação e eficácia. Nossa jornada começou!

 

Luciani Roberta Reuter de Oliveira

Sicredi Aliança PR/SP (PR)

Frase: Só a participação efetiva e afetiva da família associada, na vida da cooperativa no presente garantirá o cooperativismo do futuro. Cooperativismo significa: nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos.

 

Maria Jose Francisco Mansano

Cooperativa de Credito, Poupança e Investimento Vale Do Piquiri ABCD - Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP (PR)

Frase: Quando olharmos para sociedade com olhar inovador pensando na sustentabilidade e no progresso como aliados, iremos permitir que as vulnerabilidades sociais e ambientais sejam sanadas ou amenizadas.

 

Marlian Zenilda Catarina

Credicomin (SC)

Frase: Tendo interesse genuíno no ser humano, com foco no coletivo e não no individual, cada cooperativista assumindo a missão de viver este propósito fará do mundo, um lugar melhor, mais justo e mais cooperativo.

 

Mayara Magry Araujo de Andrade

Sicredi Sudoeste MT/PA (PA)

Frase: Podemos construir o cooperativismo do futuro Atuando de forma unificada para que cada vez mais as pessoas conheçam o nosso negócio e vejam o quanto ele é forte e sustentável. Acreditando que juntos podemos mais e que juntos fazemos a diferença.

 

Michele Sebastiana Moura da Silva

Cooperativa de Crédito dos Médicos, Profissionais da Saúde e Empresários de Mato Grosso

Frase: Disseminando e incentivando a cultura do cooperativismo para as crianças e adolescentes, pois quando se entende o que é cooperar, é impossível não se apaixonar por essa ideologia; Assim podemos garantir os representantes do futuro do cooperativismo.

 

Nathercia Jorge Abrao

Unimed Juiz de Fora Cooperativa de Trabalho Medico LTDA (MG)

Frase: Investindo na construção de uma sociedade mais ética, justa e igualitária, que colabore na transformação de uma nova ordem social e econômica, mais generosa e solidária, como preconiza o cooperativismo.

 

Paula da Silva Feransin

Coop Cooperativa de Consumo (SP)

Frase: Atuar de forma integrada é o que fará a diferença para o cooperativismo. O futuro do cooperativismo é decorrente não da ação isolada de uma única instituição, mas da complementariedade e da sinergia entre as instituições.

 

Rosangela Pereira Cotrim

Cooperativa de Credito de Livre Admissão do Centro Sul Rondoniense - Sicoob Credip (RO)

Frase: Engajados no dinamismo das novas tecnologias, isso sem esquecer de que a base para cooperar está nas relações humanas e fundamentada no altruísmo que quando usado com veemência e reciprocidade leva ao crescimento de todos, proporcionalmente.

 

Vera Lucia Ventura

Sicoob Norte Sul (BA)

Frase: Incluindo as mulheres e jovens com iguais condições de participação na cooperativa, principalmente na governança.

(Informe OCB)

 

UNIUM: Moinho Herança Holandesa ingressa no Whole Grain Council

 

unium 08 04 2019Cerca de 79% das pessoas de todo o mundo afirmaram que irão substituir alimentos tradicionais por versões mais saudáveis e nutritivas. É o que diz o relatório “The Top 10 Consumer Trends for 2017”, da Euromonitor. Mas, ao contrário do que grande parte da população imagina, os alimentos identificados como integrais nem sempre são integrais de verdade. Isso acontece porque, no Brasil, não existe uma fiscalização quanto à composição dos alimentos, ou seja, produtos feitos com 1 ou 100% de farinha integral recebem a mesma classificação na embalagem.

 

Incentivo - Para incentivar o consumo de produtos integrais de maior qualidade, melhorar a saúde da população e passar informações corretas, surgiu o The Whole Grains, grupo criado nos Estados Unidos e que conta com centenas de associados em todo o mundo. Ao se incorporar à instituição, as empresas adquirem o direito de usar um dos selos do grupo que indicam a quantidade exata de ingredientes integrais de cada produto.

 

Moinho Herança Holandesa - Recentemente, o Moinho Herança Holandesa, uma das marcas que integram a Unium, passou a fazer parte do Whole Grains Council com o intuito de assegurar ainda mais a qualidade das farinhas integrais.  Para o coordenador de Negócios do Moinho de Trigo, Cleonir Ongaratto, a iniciativa atesta o compromisso da marca com o consumidor. “Por ser uma certificação internacional, o nosso cliente tem a garantia e confiança de que está comprando um produto de qualidade internacional. Ficamos orgulhosos em fazer parte desse grupo e fortalecer nossa preocupação com a qualidade, e ainda ser uma das poucas empresas brasileiras que possuem essa certificação”, comenta Ongaratto.

 

Site - No site do Whole Grains Council é possível verificar todas as empresas associadas à instituição (bit.ly/2QVxnT1).

 

Sobre a Unium - A Unium é a marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal e representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. As marcas reunidas pela Unium são reconhecidas pela qualidade e excelência, e entre elas está a Alegra. A Unium também conta com três marcas de lácteos: Naturalle - de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa - farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22.000, o que a qualifica com elevados padrões de exigência. (Imprensa Unium)

 

INTEGRADA: Agricultura digital na ExpoLondrina

integrada 08 04 2019Com o objetivo de fomentar cada vez mais a inovação na agricultura com o foco em reduzir custos e elevar os índices de produtividade dos agricultores, a Cooperativa Integrada apresenta no seu estande de máquinas e equipamentos na ExpoLondrina 2019 um sistema de telemetria que permite a medição e comunicação de informações entre operador e máquina.

Informações em tempo real - André Rabelo, gerente da loja de máquinas e equipamentos da Integrada de Londrina, explica que o sistema de telemetria permite com que um operador tenha na tela do monitor informações em tempo real. No caso dos pulverizadores autopropelidos, por exemplo, o sistema de telemetria permite o acesso de dados referente à localização do equipamento, a dimensão de área já aplicada e a quantidade de produto.

Mapeamento de áreas - Além dessas informações, com o sistema de piloto automático, o produtor pode já determinar o mapeamento antecipado das áreas que for aplicar e a quantidade necessária de produto para cada seção da lavoura, sendo esta uma das ferramentas do sistema de Agricultura de Precisão, serviço oferecido pela Integrada. “O futuro é a agricultura automatizada”, observa Rabelo.

Monitoramento - Paulo Tokumi, consultor comercial da Agres, empresa parceira da cooperativa e fornecedora da tecnologia, explica que o sistema de telemetria ajuda no monitoramento de todas as etapas da cadeia produtiva, envolvendo as fases de plantio, adubação, aplicação de defensivos e colheita.

Redução de custos - Com a tecnologia de telemetria inserida na aplicação de defensivos, por exemplo, o produtor reduz os custos de sua propriedade, pois o GPS irá mostrar onde a máquina passou, onde ela deve aplicar e quantidade necessária de produto para cada talhão. Todos esses dados podem também ser monitorados à distância via internet.

Dúvidas - Para tirar todas as dúvidas dos produtores sobre o sistema de telemetria, muito utilizados em carros de Fórmula 1, na ExpoLondrina 2019 o estande de máquinas da Integrada está com um simulador que apresenta aos produtores a facilidade no manuseio da tecnologia e os resultados que ela proporciona tanto na redução de custos, como no aumento de produtividade das áreas que utilizam alta tecnologia.

Sobre a Integrada - A Integrada Cooperativa Agroindustrial foi fundada em Londrina (PR) no dia 6 de dezembro de 1995 por um grupo de agricultores confiantes no sistema cooperativista. Com mais de duas décadas de existência, a Integrada se tornou uma das principais cooperativas do Brasil, com mais de 64 unidades de recebimento distribuídas em diversas regiões do Paraná e São Paulo. A Integrada conta com mais de 9.800 cooperados e 1.745 colaboradores. A maior parte do faturamento vem da comercialização de grãos como soja, milho, trigo e café. Além de laranja e outras culturas. (Imprensa Integrada)

 

SICOOB METROPOLITANO I: Crescimento dos resultados coloca cooperativa em destaque no Brasil

 

Humanização das relações financeiras, excelência no atendimento e gestão profissionalizada colocam o Sicoob Metropolitano em evidência no Brasil, assim como o exponencial resultado financeiro e crescente adesão de cooperados.

 

Balanço - O balanço de todas as atividades de 2018 da cooperativa foi apresentado no dia 26 de março, durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada no Galles Centro de Eventos, em Maringá (PR). O evento reuniu delegados – representantes dos cooperados de 39 agências e 23 municípios – o Conselho de Administração da cooperativa e lideranças. 

 

Números - Os números impressionam, especialmente diante do cenário econômico e político instável. Por meio de uma administração inovadora, o Sicoob Metropolitano atingiu a marca histórica de 50 mil cooperados, expandindo sua atuação para São Paulo. Também fruto dessa gestão, são os números de cooperados que saltaram, em quatro anos, de 36.169 para 50.658 e de agências, que passaram de 29 para 39 em 2018.

 

Surpreendentes - Para o cooperado de Cianorte, José Marcos Nabhan, os resultados foram surpreendentes, mesmo diante de um ano conturbado em vários aspectos. “É nosso papel, como donos, ajudar e apoiar as ações ou criticar construtivamente. Afinal, também é nosso dever fiscalizar e dar sugestões para o crescimento do Sicoob”, afirma.

 

Gestão - Seguindo um modelo de gestão como foco nas pessoas, o Sicoob Metropolitano promove a qualidade de vida no ambiente de trabalho através do Programa Felicidade Interna do Cooperativismo (FIC), que é a base do atendimento de excelência. A cooperativa tem como prioridade desenvolver e cuidar de pessoas, promover a cultura da felicidade, manter uma comunicação fluente e frequente, estimular o voluntariado e a promoção social e disseminar o capitalismo consciente.

 

Comprovação - A consequência dessa política está comprovada no ranking “As Melhores Empresas para Trabalhar”, segundo o Great Place to Work (GPTW), instituto internacional que avalia o clima organizacional das empresas. Em 2018, o Sicoob Metropolitano ficou em 5º lugar no Paraná, 11º lugar no Brasil e 26º lugar na América Latina.  

 

Inovação e crescimento - Para 2019, o Sicoob Metropolitano tem programada a abertura de novas agências e ampliações de espaços já existentes. Em 2018, a cooperativa inaugurou quatro novas unidades (Sabáudia, Lupionópolis, Araruna e Mamborê) e realizou a fusão com o Sicoob Crediaciprev, de Presidente Venceslau.

 

Rumo certo - Segundo o cooperado de Campo Mourão, Fabio Junior Bareta, é satisfatório receber parte dos resultados, ou seja, participar do que seria o lucro dos bancos comerciais. “O crescimento de agências e a expansão fora do Paraná também comprovam que a cooperativa está no rumo certo. O Sicoob Metropolitano se preocupa com a questão social e a humanização dos atendimentos, sem deixar de investir em tecnologia.  A cada assembleia realizada, aumenta o orgulho que sentimos pela cooperativa. Acredito que o Sicoob ainda será uma das principais instituições financeiras do País”, ressalta.

 

Sicoob Móvel - O ano de 2018 foi marcado por novas iniciativas, como a implantação de uma agência itinerante. Utilizando-se de um veículo adaptado, o Sicoob Metropolitano está atendendo pequenos municípios que ainda não têm agências da cooperativa. A unidade móvel também facilita a participação do Sicoob em feiras e eventos, além de prospectar novos cooperados e ampliar a oferta de produtos e serviços.

 

Instituto Sicoob - As ações sociais também são prioridade para o Sicoob Metropolitano. Só em 2018, a cooperativa impactou mais de 204 mil pessoas, através de ações sociais, culturais e ambientais, promovidas em parceria com o Instituto Sicoob. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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SICOOB METROPOLITANO II: Colaboradores realizam plantio de árvores em comemoração ao Dia da Água

 

Com o objetivo de conscientizar e incentivar as comunidades a respeito da importância da preservação do meio ambiente, colaboradores das agências do Sicoob Metropolitano nas cidades de Paiçandu e Araruna promoveram ações em comemoração ao Dia Mundial da Água. As iniciativas fazem parte do programa Felicidade Interna do Cooperativismo (FIC).

 

Plantio de árvores - No dia 29 de março, um grupo de 10 voluntários realizou o plantio de árvores em uma reserva natural em Paiçandu. A ação teve apoio da prefeitura, que doou as mudas e contou com a participação do prefeito, Tarcísio Marques dos Reis.

 

Recuperação de nascentes - Em Araruna, os colaboradores atuaram em parceria com a Vigilância Sanitária na recuperação e descontaminação de uma nascente, localizada na área rural do município, na Fazenda Toca da Coruja. “Foi muito trabalho, suor, barro, tombos e consequentemente, muitas risadas. Mas no final, a nossa recompensa é saber que pudemos colaborar para a descontaminação da água e a preservação do rio, a sensação é de dever cumprido”, conta Márcio Júnior Maiolli, gerente de relacionamento da agência de Araruna. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Campanha vai ajudar entidades do Norte do PR a angariar recursos para projetos sociais

 

sicredi uniao 08 04 2019Nesta segunda-feira (08/04), às 19h30, será lançada durante evento na ExpoLondrina, no Parque Ney Braga em Londrina, a campanha “União Solidária”, coordenada pelo Lions Club Cambé Aliança e apoiada pela Sicredi União PR/SP e Cocamar. O objetivo da campanha é viabilizar recursos financeiros para que instituições sociais da região Norte do Estado possam angariar fundos para seus projetos de transformação.

 

Prêmios - A Sicredi União e a Cocamar adquiriram e doaram aos organizadores da campanha os prêmios que serão sorteados ao final, sendo um automóvel e três motos, totalizando aproximadamente R$ 70 mil.

 

200 mil cupons - Serão disponibilizados 200 mil cupons às entidades cadastradas e que tiverem seus projetos sociais aprovados conforme as regras da campanha União Solidária. Cada entidade participante  terá como renda a totalidade do número de cupons que comercializar, sem qualquer custo. Cada cupom será vendido por R$ 10. A estimativa é que participem centenas entidades.

 

Norte do PR - A área de abrangência da campanha compreende mais de 30 municípios da região Norte, que serão destacados posteriormente no site da Campanha (www.campanhauniaosolidaria.com.br).

 

Organização - Ao Lions Club caberá organizar as entidades, selecionar e distribuir os cupons da campanha para venda, de acordo com os projetos inscritos e aprovados no site, além de realizar o sorteio, que acontecerá no mês de dezembro de 2019.

 

Interesse pela comunidade - O presidente da Sicredi União PR/SP, Wellington Ferreira, estará em Londrina nesta segunda-feira acompanhando o evento de lançamento e destaca que a campanha é planejada em parceria entre o Lions Club Cambé Aliança, Cocamar e a Sicredi União. “O interesse pela comunidade é um dos sete princípios do cooperativismo. Nós, da Sicredi, trabalhamos pelo desenvolvimento nas comunidades em que atuamos e a União Solidária  é um exemplo disso”, frisa. “Com o engajamento de todos os envolvidos e com apoio da comunidade, a campanha União Solidária tem o potencial de alcançar aproximadamente  R$ 2 milhões entre todas as entidades participantes”, reforça.

 

Entidades participam sem custo algum - O presidente do Lions Club Cambé Aliança, Valdenyr Bernardi, avalia como muito positivo o fato de uma só campanha ter potencial de beneficiar um número expressivo de entidades, que podem participar sem ter custo algum. “É um modelo de campanha muito interessante e que vai beneficiar muita gente”, avalia.

 

A experiência no Centro-Leste de São Paulo - A campanha União Solidária foi realizada  nas regiões Centro Paulista e  Centro- Leste de São Paulo, nos mesmos moldes desta agora em lançamento no Norte do Paraná. O sorteio foi realizado dia 23 de março. No total, 150 entidades participaram comercializando cupons  e o total arrecadado chegou a R$ 1,3 milhão.

 

Como participar da campanha - Os responsáveis pelas entidades precisam entrar no site oficial da campanha e realizar um cadastro. O Lions Club fará a análise dos projetos cadastrados e em seguida fará a disponibilização de cupons. A partir desse cadastramento, será liberada uma quantidade determinada de cupons para venda. Mais em: www.campanhauniaosolidaria.com.br. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

EXPOLONDRINA: Aplicativo de agrometeorologia é destaque do Iapar no evento

 

expolondrina 08 04 2019O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) apresenta pela primeira vez na ExpoLondrina o “Iapar Clima”, um aplicativo para smartphones que aponta em tempo real as condições agrometeorológicas das regiões produtoras do Paraná.

 

Funcionalidades - Previsão do tempo, chuva acumulada, situação da água no solo, temperatura e mapas climáticos são algumas funcionalidades do Iapar Clima, que faz a compilação de dados obtidos por 22 estações meteorológicas do Instituto e outras 38 do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar).

 

Decisão - De acordo com Pablo Ricardo Nitsche, pesquisador do Iapar que trabalhou no desenvolvimento do aplicativo, o objetivo é oferecer aos técnicos e produtores uma ferramenta para decidir sobre o melhor momento de planejar operações agrícolas como semeadura, aplicação de agrotóxicos e colheita. “É especialmente útil para acompanhar as condições hídricas do solo”, disse.

 

Disponibilidade - O aplicativo foi desenvolvido em parceria com o Simepar e está disponível para aparelhos Android. Pode ser baixado gratuitamente no Google Play. A versão para IOS ficará pronta nos próximos meses. Também está prevista a adição de novas funcionalidades, como aviso de geadas para a cafeicultura e horas de frio e alerta fitossanitário para pomares de maçã.

 

Atlas climático - Os pesquisadores também estarão à disposição dos visitantes da ExpoLondrina para apresentar a versão atualizada do Atlas Climático do Estado do Paraná, lançada no início deste ano.

 

Mapas - Em 188 mapas, a obra apresenta as normas de precipitação, temperatura e umidade relativa do ar, evapotranspiração potencial, radiação solar global e insolação obtidas em estações meteorológicas do Iapar e do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar).

 

Normais - Os meteorologistas denominam “normais” os dados médios coletados por um período mínimo de 30 anos.

 

Variáveis - Variáveis climáticas influenciam decisões em todos os elos das cadeias produtivas e, por isso, é importante que os profissionais busquem acompanhá-las, afirma Nitsche. “Elas interferem inclusive na formação de preços, e podem determinar o sucesso ou o fracasso em uma safra”.

 

Autores - Juntamente com Nitsche, são autores do Atlas Climático do Estado do Paraná os pesquisadores Paulo Henrique Caramori e Wilian da Silva Ricce. A obra, disponível em formato digital, pode ser baixada no endereço www.iapar.br.

 

Purunã - Este ano serão mostrados na ExpoLondrina oito exemplares de Purunã obtidos por meio de fertilização in vitro, estratégia de multiplicação de animais superiores que o Iapar vem desenvolvendo em parceria com o Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (Cescage), de Ponta Grossa. A ideia é acelerar a oferta de reprodutores ao setor produtivo, explica o pesquisador José Luiz Moletta.

 

Melhores atributos - Desenvolvida em mais de três décadas de cruzamentos dirigidos entre Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim, a raça Purunã foi planejada para agregar os melhores atributos de suas raças formadoras.

 

Características - Charolês contribuiu com a velocidade de ganho de peso, grande rendimento de carcaça e elevado porcentual de carnes nobres. Angus conferiu precocidade, tamanho adulto moderado e temperamento dócil, além de carne macia e com alta qualidade de marmoreio. Caracu e Canchim transmitiram rusticidade, tolerância ao calor e resistência aos parasitas.

 

Primeira - Purunã é a primeira raça de gado de corte desenvolvida no Paraná e também a única gerada em um centro estadual de pesquisa. O trabalho para sua formação começou no início da década de 1980. Os pesquisadores constataram que, na luta para aumentar o rendimento dos rebanhos – com uso de inseminação artificial, seleção genética e cruzamentos industriais –, os criadores encontravam dificuldades na condução de acasalamentos, e terminavam não considerando parâmetros genéticos cruciais para obter o máximo que cada uma das raças envolvidas pode oferecer.

 

Composto - Foi a partir desta constatação que os pesquisadores do Iapar propuseram entregar aos pecuaristas um composto – também chamado de sintético, pois é obtido pelo cruzamento sucessivo e controlado de diferentes raças – já pronto, formado a partir das raças Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim.

 

Homenagem - O nome da raça é uma homenagem à Serra do Purunã, que separa o primeiro e o segundo planaltos do Paraná e é próxima da Fazenda-Modelo, em Ponta Grossa, estação experimental onde vem sendo realizado todo o trabalho de cruzamentos e seleção.

 

Via Rural - O Iapar apresenta no espaço de agricultura da ExpoLondrina cultivares e tecnologia de produção de café; orientações para o cultivo de maracujá; técnicas de manejo e conservação do solo, incluindo uso de trigo-mourisco como cobertura de solo e consórcio de milho com braquiária; manejo integrado de pragas na cultura de milho e ainda, um espaço para apresentar as vantagens da integração lavoura-pecuária-floresta.

 

Expo - A 59ª edição da ExpoLondrina começou sexta-feira (05/04) e prossegue até o dia 14, no Parque Governador Ney Braga, em Londrina. Mais informações em www.expolondrina.com.br. (Assessoria de Imprensa do Iapar)

 

EXPEDIÇÃO SAFRA: Etapa nacional se encerra com viés de alta nas lavouras

A agricultura tem dessas coisas: enquanto no ciclo da safra brasileira de grãos 2017/18 a escassez de chuvas na segunda safra impediu que se atingisse todo o potencial produtivo, no ciclo atual, 2018/19, foi o verão que “faltou” com os agricultores, e as estações outono e inverno, desta vez, devem se comportar como um aliado. Pelo menos do ponto de vista climático, o viés é de alta para as lavouras brasileiras pelos próximos meses, graças à influência de um fenômeno El Niño “suave”, que representa mais umidade nas principais regiões produtoras e poucas chances de extremos de frio no início e no fim da estação.

Expedição Safra - As tendências do clima apontadas acima, assim como o comportamento do mercado, movimentos da oferta e demanda, avanços tecnológicos, desafios de gestão e comercialização, entre outros temas, foram abordados na sexta-feira (05/04) no seminário técnico que marcou o encerramento da etapa nacional da Expedição Safra 2018/19, um projeto da Gazeta do Povo realizado há 13 anos, que já percorreu de forma recorrente 16 estados brasileiros e 14 países de três continentes.

Escoamento - Do ponto de vista de escoamento das safras, 2019 também avança com viés de alta no Brasil. No primeiro trimestre foram despachadas para o exterior 17 milhões de toneladas de soja, contra 13 milhões no mesmo período do ano passado. No milho, os embarques totalizaram até março 7 milhões de toneladas, contra 5 milhões no primeiro trimestre de 2018. E as expedições de farelo de soja não recuaram. “Esse é um dado importante porque, mesmo com a Argentina voltando ao jogo – no ano passado eles perderam 20 milhões de toneladas de soja para a seca e quebraram ao meio – o Brasil está conseguindo fidelizar os mercados conquistados para o farelo”, avalia Giovani Ferreira, coordenador da Expedição Safra. “A agricultura dos EUA, nosso principal concorrente, está estagnada em termos de área há cinco anos. E a renda agrícola por lá caiu 50% no período. Em termos gerais, os produtores brasileiros estão no lugar certo, na hora certa e fazendo a coisa certa”, acrescenta.

Clima - Salatiel Turra, diretor do Departamento de Economia Rural, confirmou o peso do clima para o bem e para o mal nas safras de verão e outono/inverno. A safra de soja, que ocupa cerca de 90% das áreas agrícolas do Paraná no verão, deverá ser de 19,3 milhões de toneladas, uma quebra de 18% em relação ao potencial produtivo. Já o milho segunda safra deve ter um aumento de 30% no volume produzido, em comparação ao desempenho do ano passado. Ou seja, 13 milhões de toneladas contra 9,1 milhões no ciclo anterior. “O preço da soja, a R$ 68 a saca, está um real a menos do que no ano passado. Isso depende muito das relações comerciais dos EUA com a China. Mas, neste patamar, remunera bem o produtor em relação aos custos”, diz Turra. Quanto ao milho, ele considera que os preços atuais estão “satisfatórios” em relação à média dos últimos 24 meses.

Informação e união - Para o presidente da Confederação Nacional dos Engenheiros Agrônomos e coordenador das Câmaras de Agronomia do Confea, Kleber Souza dos Santos, o mérito da Expedição Safra está em promover a informação e a união de elos: “temos aqui o produtor e os profissionais discutindo as melhores alternativas, as melhores estratégias, aliadas às nossas condições naturais favoráveis, para que o País seja, de fato, o celeiro do mundo. Temos ciência do papel dos profissionais de agronomia nesse processo, é muita responsabilidade”.

Balanço satisfatório - O secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, destacou que, em que pese os “acidentes de percurso” como a estiagem, o balanço do ciclo “é bastante satisfatório”. O Paraná deixou de colher de 3,2 milhões de toneladas de soja devido às altas temperaturas e ausência de umidade entre novembro e janeiro. “De qualquer maneira, aumentamos a área de cultivo de milho safrinha e isso pode gerar mais de 4 milhões de toneladas adicionais em relação ao ano passado. Então, se tivermos sucesso nos próximos meses, temos a possibilidade de crescer 2 milhões de toneladas em relação à safra do ano passado, que foi parcialmente frustrada no milho safrinha”, avalia o secretário. Para Ortigara, a referência sempre será 2017. “O ano de 2017 foi fantástico em todos os sentidos, tivemos alta produtividade, bom desempenho e bons preços. Mas não dá para chorar. Estamos com boa safra a campo, as lavouras de milho e feijão estão exuberantes. E o dólar está quase batendo nos quatro reais. Isso ajuda na formação do preço interno”.

Geral - No balanço geral, a colheita de soja deste ano deve repetir o desempenho do ciclo 2017/18, ou seja, 115,8 milhões de toneladas, segundo estimativa da própria Expedição Safra. No milho, a safra deverá ser de 90 milhões de t. No caso da soja, mesmo com as perdas na lavoura, o aumento da área plantada deve compensar a redução do volume total inicialmente esperado, que chegou a 125 milhões de t.

Safras cheias - De volta à questão climática, o meteorologista Luiz Renato Lazinski brincou dizendo que, de modo geral, a América do Sul não pode se queixar de “São Pedro”. “Nos últimos seis ou sete ciclos, com exceção do ano passado na Argentina, tivemos safras cheias na América do Sul. Agora, em relação à segunda safra, a tendência é que o clima continue contribuindo com chuvas, não tão regulares, mas não deve faltar água. E a questão das temperaturas. Não devemos ter ondas de frio muito cedo, deveremos ter uma safrinha cheia no decorrer de 2019”.

Inovação - O coordenador comercial de Sementes da Castrolanda, Edson Martins de Oliveira, avaliou que, assim como as temáticas da Expedição Safra, a cooperativa busca o maior nível possível de inovação, transferência de tecnologia e interação com o produtor. Luiz Gastão Pinto Júnior, representante da Caixa Econômica Federal, salientou que o banco vê hoje o agronegócio como um segundo pilar, ao lado da tradicional presença no financiamento imobiliário. E destacou a importância do setor: “se qualquer coisa acontece no campo, isso tem um reflexo econômico forte nas cidades”.

Presenças - Entre outras autoridades, o evento de encerramento da etapa nacional da Expedição Safra 2018/19 contou com a presença do presidente da SRP, Antonio Sampaio, e do vice- governador do Paraná, Darci Pianna.

Visita ao México - Na etapa nacional, os estados visitados pelos jornalistas e técnicos do projeto foram: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Maranhão, Tocantins, Bahia e Piauí. A Expedição também passou pelos Estados Unidos e ainda terá pela frente o trecho do Paraguai, Argentina e Uruguai. Posteriormente, cumprirá agendas no México em maio. O país da América do Norte tem aumentado o comércio de produtos agropecuários com o Brasil, abrindo uma janela de novas oportunidades. (Gazeta do Povo)

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FINANCIAMENTO: Contratação de crédito rural incluindo Pronaf até março soma R$ 129 bilhões

 

financiamento 08 04 2019Faltando três meses para encerrar o Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019, foram contratados R$ 110 bilhões em financiamentos de crédito rural entre julho de 2018 e março deste ano. O desembolso representa 6% a mais se comparado ao aplicado no mesmo período do Plano Safra 2017/2018. Já a agricultura familiar desembolsou R$ 18,8 bilhões no período. Esse valor é superior ao mesmo período da safra anterior em 16%. O total aplicado do crédito rural é de R$ 129 bilhões, alta de 8% sobre igual período na safra anterior. 

 

 

Balanço - Os números fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário Safra 2018/2019 divulgado na sexta-feira (05/04) pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tendo como fonte de dados o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro, do Banco Central. 

 

 

Surpresa - De acordo com Eduardo Sampaio Marques, secretário de Política Agrícola do Mapa, a demanda por recursos nos programas de investimento surpreendeu com a aplicação quase integral dos recursos programados para este ano-safra. O apetite por novas inversões mostra o otimismo do setor com o futuro.

 

 

Custeio - As contratações do crédito rural para custeio somaram R$ 61,2 bilhões, com acréscimo de 5% em relação ao desembolso de julho/2017 a março/2018. A industrialização totalizou R$ 5 bilhões (7%) e a comercialização, R$ 19,1 bilhões (-6%)

 

 

Investimentos - Para os investimentos os desembolsos alcançaram R$ 24,7 bilhões (22%), com destaques para os programas de aquisição de máquinas e implementos agrícolas (Moderfrota) com R$ 7 bilhões (33%) e o programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Programa ABC) com R$ 1,3 bilhão (24%).

 

 

LCA - A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) respondeu por 21% do volume de crédito já contratado, somando R$ 23,1 bilhões (46%). (Mapa)

 

 

FOCUS: Mercado reduz projeção de crescimento da economia pela 6ª vez

focus 08 04 2019Instituições financeiras voltaram a reduzir a projeção para o crescimento da economia neste ano e em 2020. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 1,98% para 1,97% este ano. Foi a sexta redução consecutiva.

2020 - Para 2020, o cálculo para o crescimento do PIB recuou de 2,75% para 2,70% na terceira redução consecutiva. As projeções de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

Focus - Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC), em Brasília.

Inflação - A estimativa da inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi ajustada de 3,89% para 3,90% este ano. Para 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

Meta - A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

2021 e 2022 - Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa Selic- Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019.

Projeção - Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

Taxa média - A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

Manutenção - A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Corte - Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Demanda aquecida - Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar - A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Estagnada, indústria tem a menor fatia do PIB desde o final dos anos 40

economia 08 04 2019Os números deste início de ano não deixam dúvida: a crise que a indústria brasileira há tempos atravessa ainda não dá sinais de reversão. No primeiro bimestre, a atividade industrial recuou 0,2% em relação ao ano passado. Esse fraco desempenho reforça uma tendência que vem se verificando desde os anos 80: a queda de participação da indústria de transformação na composição do Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, esse setor respondeu por apenas 11,3% da atividade econômica do País, o patamar mais baixo em mais de 70 anos – não há dados anteriores a 1947.

Anos 80 - No fim dos anos 80, a indústria de transformação (que exclui a indústria extrativa) chegou a ter uma fatia próxima de 30% do PIB, mas essa participação depois veio diminuindo rapidamente. Segundo economistas, é provável que 2019 registre um número ainda mais baixo que o de 2018. “É um risco que corremos e uma tendência que vem de longo prazo. Os países continuam avançando na indústria mais sofisticada, e o Brasil não”, diz o economista Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Questões conjunturais - Apesar da perda de espaço na economia ser um fator estrutural – no mundo todo, os serviços têm ganhado participação –, há indícios de que, no Brasil, esse fenômeno vem sendo fortalecido por questões conjunturais, como as crises sucessivas. Isso ocorre porque, nas recessões, a indústria costuma recuar mais do que o PIB total, mas, nos períodos de crescimento econômico, ela não avança de forma mais acelerada.

Mesmo ritmo - O economista Paulo Morceiro, do Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP, lembra que, entre 2000 e 2008, período de crescimento mais significativo, a indústria apenas acompanhou o ritmo do PIB. “A indústria não avançou mais porque perdeu competitividade para o importado”, diz.

Queda - Um estudo de Morceiro mostra que o PIB do setor industrial caiu de forma acelerada desde 2013 e hoje se encontra em um patamar próximo ao de 2004. Apesar de as importações também terem recuado nos últimos cinco anos por causa da recessão, elas mais do que dobraram desde 2004.

Gargalos - Para o Iedi, a falta de mecanismos de financiamento, os gargalos na infraestrutura, o sistema tributário complexo e um apoio ineficiente à ciência e tecnologia têm comprometido a produtividade industrial. “Nesse ritmo, a indústria brasileira caminhará para um porcentual do PIB inferior a dois dígitos, algo que pode acontecer dentro dos próximos dois anos se as tendências em curso de retrocesso industrial e de vazamento de demanda para o exterior continuarem”, diz um documento do instituto publicado recentemente. (O Estado de S.Paulo)

 

INFRAESTRUTURA: Governo cria grupo para acompanhar fim dos contratos de concessão

 

infraestrutura 08 04 2019Decreto assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na quinta-feira (04/04) estabelece um grupo técnico para acompanhar o fim dos contratos de concessão entre o Estado e as cinco empresas responsáveis pelo Anel de Integração. Ele será composto por servidores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Agência Reguladora do Paraná (Agepar), Casa Civil, Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral e Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A coordenação dos trabalhos será da Secretaria de Infraestrutura e Logística.

 

Especialistas - O grupo composto por treze especialistas vai apresentar ao governador um Plano de Trabalho e em seguida começará a executá-lo. Os objetivos são avaliar todas as questões em aberto nos contratos, estabelecer as liquidações necessárias e apurar indenizações eventualmente devidas, considerando inclusive outros aspectos discutidos em âmbito judicial.

 

Integrar esforços - A decisão do governador leva em consideração a necessidade de integrar esforços que estavam sendo realizados de maneira independente pela Agepar, CGE e PGE. O grupo técnico se voltará, principalmente, para três grandes questões: a econômico-financeira, ou equilíbrios e desequilíbrios dos contratos; a de engenharia, para avaliar obras; e a jurídica, para dimensionar a legalidade das ações de ambos os lados e os reflexos nos contratos.

 

Escopo - Dentro do escopo de engenharia e obras, as equipes do DER vão apresentar ao grupo técnico os patrimônios dos bens móveis (veículos, equipamentos, sistemas), bens imóveis (praças de pedágio, edifícios, prédios de atendimento aos usuários) e rodovias (pontes, faixas, acostamentos). A determinação do governador Ratinho Junior é de que todo o patrimônio de direito seja entregue ao Estado e que os contratos sejam encerrados sem ônus aos usuários.

 

Defesa - O trabalho também vai municiar a PGE com informações para defesas em processos já instaurados na Justiça. A ideia é que todos os trabalhos das diferentes áreas sejam apresentados ao grupo para deliberar sobre as questões de interesse do Estado. O governador Ratinho Junior estabeleceu essa diretriz para dar legitimidade ao encerramento das delegações.

 

Estaduais - O Paraná e Governo Federal acordaram em fevereiro que a nova licitação do Anel de Integração será conduzida pela União. Aos 2,5 mil quilômetros já repassados à iniciativa privada se juntarão outros 1.000 quilômetros de rodovias estaduais fundamentais para o desenvolvimento do Paraná, como as PR-323, PR-092, PR-280, e PR-445.

 

Condicionantes - O governador Ratinho Junior estabeleceu como condicionantes primordiais a redução de pelo menos 50% no valor da tarifa paga pelos usuários, execução das obras nos primeiros anos dos contratos e pregão na Bolsa de Valores de São Paulo, para que haja visibilidade e garantias internacionais nas delegações.

 

Validade - Os contratos com as atuais concessionárias foram assinados em 1997 e se encerram em 2021. O polígono geométrico interliga Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Maringá, Paranavaí, Londrina e Paranaguá. (Agência de Notícias do Paraná)

 

IPARDES: Indicadores projetam um bom ano para a economia do Paraná

 

ipardes 08 04 2019Os depósitos em caderneta de poupança dos paranaenses apresentaram um aumento em janeiro deste ano, conforme aponta levantamento feito pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social). O crescimento real, em comparação com janeiro do ano passado, chega a 5,8% depois de feita a correção pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA); o crescimento nominal é de 9,8%.

 

Renda - Há bons motivos para comemorar esse aumento, explica o diretor do Centro de Pesquisa do Ipardes, Julio Suzuki Júnior. A renda do paranaense vem melhorando gradativamente e uma das principais causas é a criação de 27.995 novas vagas de emprego com carteira assinada no primeiro bimestre deste ano. Isso significa 13% das vagas geradas no Brasil como um todo (211.474), o que mostra também que o crescimento é maior no Paraná.

 

Variação positiva - “Os resultados setoriais e outros indicadores, somados à melhora na poupança, levam a crer que teremos uma variação positiva da economia paranaense ao longo deste ano”, acredita Suzuki. Ele se refere ao incremento de 8,1% verificado no setor da indústria de transformação em janeiro deste ano; crescimento de 0,8% no comércio varejista e de 0,3% no setor de serviços, sempre de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Empregos - No quadro da criação de empregos, o campeão é o setor de serviços, ao qual coube 54% das vagas abertas com carteira assinada (15.255).

 

Cidades - Entre as cidades paranaenses, o destaque da poupança é do município de Cascavel, que apresentou crescimento real de 8,2%. Aquele polo econômico sempre foi muito dinâmico, avalia Suzuki, e continua a ser, neste momento, “apesar da frustração da safra com a estiagem”.

 

Municípios - De acordo com dados do Banco Central, os principais municípios acompanharam o incremento da poupança. Em Curitiba, o crescimento foi de 5,2%, o mesmo percentual apresentado por Londrina - sempre em relação a janeiro de 2018 –; Maringá (6,8%), Ponta Grossa (4,8%), São José dos Pinhais (3,2%), Foz do Iguaçu (6,9%) e Guarapuava (6,5%).

 

Melhoria gradativa - O saldo positivo da poupança não veio por acaso, salienta Suzuki Júnior. É reflexo da melhoria gradativa da economia e do clima de otimismo existente no mercado de trabalho, sem dúvida, mas “principalmente pela expectativa de viabilização das agendas de reformas no plano nacional, especialmente a da Previdência”. (Agência de Notícias do Paraná)

 

LEGISLATIVO: PEC da Previdência pode alavancar reforma tributária

 

legislativo 08 04 2019Tida como o principal problema da reforma tributária, a concomitância de sua tramitação junto com as mudanças na Previdência passou a ser encarada no Congresso como seu maior ativo. Depois de se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e os líderes de alguns dos principais partidos da Casa, o economista Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, saiu convencido de que a reforma foi comprada pelo meio político como a ‘agenda positiva’ de um cenário em que as mudanças na Previdência arriscam a contaminar a popularidade tanto dos parlamentares quanto do presidente da República.

 

Impacto positivo - “Ao rever a tributação sobre bens e serviços, folha de pagamento e renda, a reforma pode impactar positivamente o país na agenda de produtividade, geração de emprego e distribuição de renda”, diz Appy, em entrevista ao Valor.

 

Alerta - O avanço das negociações entre o diretor do CCiF e as lideranças da Câmara dos Deputados acendeu o sinal de alerta no governo, que enviou seu secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, a São Paulo, na semana passada, para um encontro com Appy. Na sexta-feira, Cintra publicou no Twitter: “O acordo entre Paulo Guedes e Rodrigo Maia para fazer a reforma tributária começou a dar frutos. Eu, Appy, e [Eurico] de Santi [sócio do CCiF] nos reunimos ontem [quinta-feira-04/04] na FGV para alinharmos a estratégia. Como disse antes, Executivo e Legislativo trabalhando juntos fazem elefante voar. Reforma tributária vem aí”, escreveu Cintra.

 

Impressão - O secretário da Receita Federal procurou desfazer a impressão de que a reforma tributária caminha à revelia do Ministério da Economia. Por temer reações de governadores e prefeitos, que sempre resistiram à criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em substituição ao ICMS, recolhido pelo Estados, ao ISS, dos municípios, e aos federais IPI, PIS e Cofins, o governo queria se limitar à unificação dos três tributos da União.

 

Mobilização - O fato de a Câmara ter abraçado originalmente a proposta do IVA mais amplo, no entanto, sinalizou ao governo que os parlamentares liderarão a empreitada com um custo de mobilização menor para o Palácio do Planalto.

 

Conversas - Maia e Appy começaram a conversar ainda durante a campanha eleitoral. Signatário de um manifesto contra a eleição do presidente da República, o economista não terá participação oficial em nenhum grupo de trabalho sobre a reforma, mas atuará como consultor informal da proposta legislativa.

 

Base - O projeto da Câmara, de autoria do líder do MDB, Baleia Rossi (SP), terá como base a proposta do CCiF ao último anteprojeto de reforma tributária que tramitou na Câmara, sob os auspícios do ex-deputado, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

 

Relator - A Maia, caberá a escolha do relator da reforma tributária, a ser pinçado da bancada dos deputados novatos. O presidente da Câmara também será o fiador do acordo com os líderes partidários para um teto de ‘jabutis’ que a proposta original pode vir a receber. Na tradição parlamentar, propostas tributárias são o locus, por excelência, de inclusão de isenções e incentivos de setores organizados da economia que contam com lobbies poderosos no Congresso.

 

Calendário - Nas reuniões entre Appy e as lideranças parlamentares na semana passada, ficou acordado que o calendário da reforma tributária não ultrapassará a fase das audiências públicas em comissões enquanto a da Previdência não for aprovada.

 

Dúvidas - Subsistem, no entanto, muitas dúvidas em relação à intersecção das duas propostas. Appy defende a criação de uma renda básica a todos os idosos, o que beneficiaria principalmente os mais pobres. O economista cita, como exemplo, o pagamento mensal de R$ 1 mil a todos que completarem 65 anos de idade. Ao mesmo tempo, a faixa até R$ 1 mil seria desonerada a todos os trabalhadores, cobrando-se apenas uma alíquota a ser definida para financiar benefícios como auxílio-doença ou auxílio-maternidade. 

 

Acréscimo - Trabalhadores que fizerem contribuições à Previdência teriam um valor a receber acrescido ao valor da renda básica de R$ 1 mil, calculado proporcionalmente conforme o saláriobase e o tempo de contribuição. Quem contribuir por mais tempo, receberia mais, o que incentivaria a contribuição previdenciária e a formalização de empregos de baixa renda.

 

Solução - “Essa mudança pode resolver muitos problemas, mas precisa acontecer junto com a reforma previdenciária”, afirma Appy.

 

Avanço - A proposta a ser apresentada por Baleia Rossi, a princípio, se limitará à tributação de bens e serviços, mas tanto Maia quanto Cintra sinalizaram disposição em avançar para a tributação sobre folha de pagamentos e renda. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem defendido a redução da cobrança do Imposto de Renda (IR) sobre o lucro das empresas simultânea à instituição da tributação sobre dividendos, que hoje são isentos.

 

Atração de investimentos - Para Appy, a medida faz sentido para a atração de investimentos e também contribui para a melhor distribuição da tributação sobre renda. O economista não se furta a afirmar que a carga atual de 34% sobre o lucro das empresas no Brasil é alta.

 

Países - “Em relação aos países da OCDE [Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico], a alíquota de 34% do Brasil só é menor que a da França, que no ano que vem já será menor que a do Brasil porque aderiu a esse movimento que contaminou o mundo. A vantagem de tributar na empresa e na distribuição faz sentido, porque as empresas não olham

apenas para a tributação do lucro distribuído, mas também do reinvestido.”

 

Detalhes - O economista diz que “o problema está nos detalhes”. Para Appy, a mudança deve descartar a tributação em cascata e tem de ser estendida para as empresas que pagam o IR pelos regimes simplificados, como Simples e lucro presumido. Por isso, diz, a tributação dos dividendos deve manter também a dedução dos chamados juros sobre capital próprio, porque o mecanismo tenta equalizar o tratamento tributário entre o capital próprio e o de terceiros.

 

Custo fiscal - O capítulo mais embrionário das conversas entre Maia, Cintra e Appy é o relativo ao custo fiscal da reforma. O economista defende a tramitação dos três eixos da reforma tributária como a saída ideal para uma reforma positiva tanto do ponto de vista fiscal quanto para a retomada do crescimento econômico. (Valor Econômico)

 

ANS: Agência disponibiliza números de fevereiro do setor

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizou na sexta-feira (05/04) os dados atualizados do setor de planos de saúde relativos ao mês de fevereiro. A consulta pode ser feita através da Sala de Situação, ferramenta disponível no portal da ANS.

 

Beneficiários e planos - Naquele mês, o setor contabilizou 47.328.703 beneficiários em planos de assistência médica e 24.428.760 em planos exclusivamente odontológicos. Nas duas segmentações houve aumento de beneficiários em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras.

 

Estados - No recorte por Unidade Federativa, 16 estados e o Distrito Federal registraram crescimento no período de um ano, sendo São Paulo, DF, Goiás, Mato Grosso e Espírito Santo, nesta ordem, os cinco com o maior ganho de beneficiários em planos de assistência médica, em números absolutos. Só em São Paulo foram 136,8 mil beneficiários a mais no período. 

 

Planos odontológicos - Já nos planos odontológicos registraram aumento em 23 estados e no Distrito Federal, sendo São Paulo o destaque também neste segmento, com 529 mil beneficiários a mais no período de um ano. (ANS)

 

Acesse aqui a Sala de Situação

Confira nas tabelas abaixo a evolução de beneficiários por tipo de contratação do plano e por Unidade Federativa.

 

ans tabela I 08 05 2019

 

ans tabela II 08 05 2019

 

ans tabela III 08 05 2019

ENTREVISTA: Agrônomo do futuro deve ter visão crítica e multidisciplinar, diz Confea

 

entrevista 08 04 2019Investir na formação de um profissional com capacidade de análise crítica e conectado às demais áreas do conhecimento. Este será o principal desafio da agronomia brasileira no futuro próximo, de acordo como o coordenador das Câmaras Especializadas de Agronomia (CCEAGRO) do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Kleber Santos, que recebeu a equipe da Expedição Safra no fim de março, em Brasília.

 

Visão - Para Santos, os engenheiros agrônomos estarão cada vez mais inseridos em um mundo globalizado e preocupado com os recursos naturais e com as pessoas, tendo de enfrentar uma agronomia pujante e tecnológica. “Esse profissional precisará ter uma visão não apenas produtivista, mas de desenvolvimento socioambiental”, explica, apontando para a necessidade de uma visão multidisciplinar dos novos profissionais e sempre conectada com outras áreas, especialmente as engenharias.

 

Preocupação - O coordenador da CCEAGRO também demonstrou preocupação com o que chamou de “febre” de novos cursos de Agronomia que se multiplicam, especialmente os de ensino a distância. Confira alguns trechos da entrevista:

 

Gazeta do Povo Qual o principal desafio para o engenheiro agrônomo hoje em dia diante um mundo cada vez mais globalizado?

Kleber Santos: Neste ano vamos ter o Congresso Brasileiro de Agronomia, que vai ocorrer entre 20 e 23 de agosto, e as grandes demandas em discussão no Congresso serão as mesmas dos profissionais hoje, como discutir, por exemplo, a dimensão da agronomia em um panorama internacional e a capacidade do profissional brasileiro, que é muito valorizada lá fora, de transformar tudo o que encontra em terra fértil. Parafraseando Pero Vaz de Caminha, aqui no Brasil “tudo o que se investe em trabalho, dá.” Queremos mostrar um Brasil que trabalha, produz e tem conhecimento e capacidade. Nada se desenvolve espontaneamente. E temos que trabalhar conservando os nossos recursos ambientais sem esquecer do desenvolvimento social. O grande desafio do engenheiro agrônomo hoje é ter essa dimensão de uma agronomia pujante, tecnológica e que não tem uma visão apenas produtivista, mas de desenvolvimento socioambiental.

 

Como está a questão da formação profissional dos futuros agrônomos?

Santos: A gente defende na formação do engenheiro agrônomo que precisa haver a multidisciplinaridade e integração com outras áreas do conhecimento. Por isso somos contra o ensino 100% a distância. Ele é importante, mas você imagine fazer isso de modo inteiramente digital. Queremos o engenheiro conectado diretamente com outros profissionais do agronegócio.

 

Número de profissionais acompanha a demanda do país?

Santos:Temos hoje em torno de 105 mil profissionais registrados no Conselho e aproximadamente 460 cursos de formação. O que a gente nota é que há uma multiplicação desses cursos e a nossa preocupação é com a qualidade deles. O surgimento de um novo curso não pode ser só pensando na quantidade. Temos que nos preocupar que esse futuro profissional tenha uma formação conectada com os grandes desafios, senão vamos estar formando o que? O agricultor hoje também está conectado e tem muito acesso à informação. Ele quer um profissional que tenha capacidade de análise crítica. Não temos hoje um indicador preciso com relação ao número de engenheiros agrônomos necessários para o país. Essa é uma análise complexa, porque esse profissional não atua sozinho. Outra coisa é a capacidade de atuação, pois o agrônomo hoje pode utilizar uma série de ferramentas que multiplicam essa capacidade.

 

De que forma projetos com a Expedição Safra, do qual o Sistema Confea/Creas é parceiro, pode ajudar nesse sentido da formação profissional dos agrônomos?

Santos:A Expedição Safra hoje pode nos ajudar a identificar quais são as principais demandas para se formar um engenheiro agrônomo, sejam elas tecnológicas, de produção ou socioambientais. Podemos com isso montar o perfil ideal exigido do profissional. Hoje temos uma grande preocupação dentro do Conselho que é fazer com que o agrônomo tenha um perfil mais eclético. Ele tem que entender de solos, de água, de plantas e de animais. Isso não exclui os especialistas, mas o agrônomo precisa ser um generalista que vai dialogar com os especialistas, porque é com ele, generalista, que o produtor vai falar para resolver o seu problema. Uma virtude desse projeto da Expedição é que ele mostra também o Brasil do agronegócio e da agropecuária que não está nas capitais, que é puxado pela agronomia, mas que envolve as demais engenharias, de transportes, de construção. Muitas vezes o que o campo reclama é que o poder de decisão não está onde está se desenvolvendo a socioeconomia brasileira. O Brasil que está acontecendo está no interior do país.

 

Os cursos de Agronomia estão alinhados em relação aos conteúdos e a qualidade desses conteúdos?

Santos:Hoje há uma febre muito grande de abertura de novos cursos e vagas e a nossa preocupação é justamente com essa qualidade, inclusive com o crescimento do EAD. Isso acende uma luz vermelha para a gente. Temos publicado vários documentos sobre isso, tivemos audiências recentemente com o secretário nacional de Ensino Superior do Ministério da Educação e com o diretor de Regulação da Secretaria de Ensino e Supervisão do MEC e entregamos a eles um documento que fala sobre essa preocupação com a qualidade. Não vou te dizer que os cursos são ruins, mas a heterogeneidade deles é muito grande, seja em escolas públicas ou privadas. Temos também vários rankings e parâmetros de qualidade, mas não sabemos quais os critérios usados, por isso não podemos adotá-los como referência.

 

O profissional de hoje precisa também de capacitação constante. Como ele está se preparando para isso?

Santos:Na medida em que temos esses seminários da Expedição Safra, temos também a oportunidade de trabalhar e interagir com as comunidades locais e capacitar os profissionais. A riqueza desse país não está só na soja, milho, carne e leite. Há um potencial enorme que precisa ser desenvolvido e que necessita de um profissional preparado. Se pegarmos por bioma, no caso do Amazônico o cupuaçu e o açaí – que não está só na Amazônia – tem enorme potencial. Na Europa, por exemplo, uma tigela de açaí é muito valorizada. Então esse profissional vai precisar saber trabalhar os potenciais de cadeia produtiva e conhecer os biomas. E ter também uma visão de gestão. (Gazeta do Povo)

 


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