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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4546 | 01 de Abril de 2019

AGO: Vice-governador Darci Piana participa da prestação de contas do Sistema Ocepar

ago 01 04 2019O vice-governador do Paraná, Darci Piana, prestigia a Assembleia Geral Ordinária (AGO) do Sistema Ocepar, nesta segunda-feira (01/04), representando o governador Ratinho Junior. O evento será realizado a partir das 14h, no auditório da entidade, em Curitiba. Na oportunidade, será realizada a prestação de contas referente ao exercício de 2018 da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) e Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). Haverá ainda a apresentação do plano de trabalho para 2019.

Eleição - Também faz parte da pauta a eleição da diretoria da Ocepar para a gestão 2019/2023, a indicação do presidente executivo pela diretoria e a homologação do nome. Haverá ainda a composição e posse dos Conselhos Administrativo e Fiscal do Sescoop/PR.

Livros - Após a AGO, serão lançadas as biografias do ex-presidente da Ocepar, Wilson Thiesen, e do presidente da Cooperativa Coamo, José Aroldo Gallassini, e o livro sobre a organização do quadro social no cooperativismo, de autoria do ex-presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

Indicadores - O Sistema Ocepar possui 215 cooperativas registradas, que atuam em sete diferentes ramos (agropecuário, crédito, saúde, infraestrutura, trabalho, consumo e transporte). Em 2018, elas movimentaram R$ 83,5 bilhões, o que representa crescimento de 18,77% sobre os R$ 70,3 bilhões de 2017. As exportações atingiram US 3,9 bilhões. O setor abrange 1,8 milhão de cooperados e emprega mais de 96 mil pessoas. Também responde por cerca de 60% da produção agropecuária paranaense.

 

GETEC: Informe divulga projeções da semana sobre indicadores econômicos

getec destaque 01 04 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (01/04), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

UNIUM I: Mercosuper 2019 apresenta novidades do setor supermercadista

 

unium I 01 04 2019Entre os dias 9 e 11 de abril, Curitiba recebe uma das maiores feiras e convenções de supermercados: a Mercosuper 2019. O evento, que está na 38ª edição, reúne empresas de todo Brasil para apresentar novidades, promover debates e expandir os negócios. Serão 300 expositores, três palestras magnas e mais de 40 palestras, oficinas e workshops. 

 

Caravanas- Além disso, o evento conta com 40 caravanas, que saem de cidades do interior do Estado, para fazer negócios na feira. A estimativa da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), organizadora do evento, é que mais de 1.600 pessoas participem do trajeto. 

 

Unium- Este ano, mais uma vez, a Unium - marca institucional das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, que atua no varejo com diversas marcas como Alegra, Colônia Holandesa, Naturalle e herança holandesa - participa da feira para divulgação de produtos. “Para muitos, o modelo de negócios da Unium ainda é uma novidade. Vamos aproveitar a oportunidade para, além de mostrar os produtos com os quais trabalhamos, apresentar para nossos clientes de que forma trabalhamos com intercooperação”, comenta o gerente de marketing da Unium, Cracios Consul. 

 

O evento- A Mercosuper 2019 acontece no Expotrade Convention Center, em Pinhais (PR), e a entrada é gratuita para visitantes credenciados. 

 

Informações- Mais informações: http://apras.org.br/mercosuper/. (Imprensa Unium)

 

UNIUM II: Por dentro da marca institucional das cooperativas Castrolanda, Capal e Frísia

 

unium II 01 04 2019Imagine uma joint venture baseada principalmente na confiança, na qual a empresa com mais expertise e maior fatia de mercado assuma a liderança na condução do negócio, mas que haja troca de informações entre os envolvidos. É exatamente isso que fizeram as cooperativas Capal, Castrolanda e Frísia (antiga Batavo), na região dos Campos Gerais, interior do Paraná. Reuniram-se sob uma mesma marca institucional, a Unium, e se aproveitaram do conhecimento de mercado de cada uma delas para competir em três segmentos por meio de uma intercooperação: o lácteo, o de suínos e o de trigo.

 

Origem- A ideia surgiu por acaso. Começou há cerca de cinco anos, quando a Castrolanda e a Frísia construíram unidades de beneficiamento de leite em Castro e em Ponta Grossa, respectivamente. “Quando a Frísia iria começar a operar a sua unidade, houve uma conversa entre a diretoria das empresas: ‘Nós vamos concorrer entre si? A bacia leiteira seria a mesma’”, relata Cracios Consul, gerente de marketing da Unium. “Começou de uma maneira não planejada, para evitar a concorrência, mas percebeu-se uma grande vantagem neste modelo”, destaca. A marca Unium surgiu em 2017.

 

Processamento- No ano passado, a Unidade de Beneficiamento de Leite de Ponta Grossa processou um volume 1,1 milhão de litros por dia (sua capacidade é para 1,4 milhão) e a de Castro 1,15 milhão (com potencial para chegar a 1,4 milhão) – além de ambas, há a fábrica de Itapetininga, que processa outro 1 milhão de litros por dia.

 

Uma “joint venture” cooperativa- O formato de joint venture – comum no ramo dos negócios, quando duas ou mais empresas firmam um acordo, criando uma aliança comercial de prazo determinado e dividindo os resultados, sejam lucros ou prejuízos – é chamado de intercooperação no sistema cooperativo. Há um conselho administrativo composto pela diretoria das três empresas, que se reúne mensalmente para tomar decisões estratégicas, mas a parte operacional segue comandada pelos aspectos técnicos. Cada fábrica, seja de leite, de carnes ou de trigo, conta com a mão de um executivo, contratado por cada cooperativa controladora.

 

Produtos- Os produtos lácteos das marcas Colaso, Colônia Holandesa e Naturalle, as farinhas comercializadas pela Herança Holandesa, e os cortes suínos da Alegra saem todos sob uma mesma marca de assinatura: a Unium. No ano passado, o faturamento dela, composto pelo resultado das três cooperativas, somou R$ 2,47 bilhões. Apesar disso, a Unium não tem uma personalidade jurídica constituída ou um CNPJ próprio, ao contrário do que costuma ocorrer com as joint ventures tradicionais.

 

Investimento- O investimento da marca de assinatura em 2018 chegou perto de R$ 150 milhões, considerando melhorias no abate de suínos (R$ 14,1 milhões), nos processos relacionados à produção de leite (R$ 121,7 milhões) e aportes no segmento de trigo (R$ 10,5 milhões). Atualmente, as três cooperativas representam aproximadamente 5 mil famílias de cidades dos Campos Gerais.

 

Iniciativa distinta- O superintendente da Organização das Cooperativas do Paraná (Sistema Ocepar), Robson Mafioletti, explica que a Unium é uma iniciativa diferente dentro do cooperativismo. “É uma marca que representa as três cooperativas, que seguem singulares. É um modelo distinto também do que ocorre em outras formas de negócio dentro do cooperativismo, com uma cooperativa central coordenando tudo, como é a Frimesa”, esclarece. Outro modelo costumeiramente adotado são as centrais de compras, que visam reduzir os custos na aquisição de produtos.

 

Vantagens- Para o gerente de Marketing da Unium, Cracios Consul, só existem vantagens para as cooperativas. “É um modelo competitivo e estabelece uma marca que avaliza o trabalho que está sendo feito. A confiança é o diferencial deste modelo: se os associados minoritários desconfiarem, essa relação acabou”, explica. “Isso não é um risco, porque as cooperativas já estão juntas há quatro gerações, além desse novo vínculo estreitado pela Unium. A dificuldade está em replicá-lo”, ressalta.

 

Marca - Consul garante que, no Brasil, não há outro modelo de negócio como esse. “Existem diversas iniciativas de intercooperação, mas não chegaram ao ponto de desenvolverem uma marca de assinatura”, desafia.

 

Decisão estratégica torna cooperativas sócias entre si- Para evitar a concorrência entre os leites, as cooperativas tomaram uma decisão estratégica que se seguiu aos outros produtos: a instituição com mais representação de mercado (mais produtos, expertise e marketing share) acaba se tornando a líder, com as outras como sócias.

 

Responsabilidades - No caso dos suínos e do leite, a Castrolanda é a responsável e, para o trigo, a Frísia – a Capal é sócia em cada um deles. “Cada cooperativa conta com o seu comitê técnico nas áreas específicas. Essas áreas vão se comunicando e trocando informações a respeito de produtividade, cuidados com a base, entre outros pontos. Quando identificamos melhoras no processo, elas são adotadas por todos”, explica Consul.

 

Estruturas- De acordo com o gerente de Marketing da Unium, o principal objetivo está no fato de não haver necessidade de criar estruturas para tocar o novo negócio, além de uma tributação menor. “Todo o backoffice já existe. As diferenças estão nas indústrias, que contam com o seu pessoal próprio. Mas toda a estrutura por trás, caso de RH, Logística e Marketing, é oferecida pela cooperativa, como se ela prestasse um serviço para a unidade. É dessa forma nos três modelos, reduzindo os custos”, afirma Consul.

 

Maiores desafios- Essa junção permite que a Unium enfrente os maiores desafios impostos aos empresários brasileiros, otimizando seus recursos. De acordo com pesquisa “Desafios dos Empreendedores Brasileiros”, realizada pela Endeavor Brasil, as cinco maiores dificuldades são gestão de pessoas, gestão financeira, burocracia, inovação e marketing e vendas. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor, coordenado pelo Sebrae, as políticas e programas governamentais, a falta de apoio financeiro e o contexto político e clima econômico são as barreiras complexas de se superar.

 

Vendas- Atualmente, as vendas realizadas são feitas tanto para o consumidor final quanto no segmento B2B – negócios entre duas empresas. A Unium optou por não informar quanto vende em cada uma das áreas, mas a maior parte de seus negócios é voltada para o B2B. No segmento leiteiro, a empresa comercializa para empresas como Nestlé, Danone, Italac, Piracanjuba, entre outras. Na área de carnes, para Outback e Madero – além de exportar para 31 países. Em trigo, as relações comerciais são com Wickbold, Nestlé, Jasmine Alimentos, entre outros.

 

O fechamento de um ciclo - A Unium, em muitos casos, fecha um ciclo, efetivando negócios entre as próprias cooperativas. Explica-se: parte do que os agricultores cultivam em trigo é negociado com as fábricas que desenvolvem ração. Ou seja, uma instituição se torna fornecedora da outra, permitindo o rastreamento da produção e a troca de informações diretamente com a base.

 

Processo - A ração é usada na alimentação dos leitões, que são abatidos na fábrica da Alegra – em torno de 3,2 mil por dia. Após o processo de corte da carne e de entrega para o consumidor final ou B2B, a farinha, que é produzida a partir da tritura dos ossos, é revendida também para a produção de ração para pets. Ou seja, uma cooperativa acaba incentivando os negócios da outra.

 

Cooperativismo em ascensão - De 2017 para 2018, o crescimento do faturamento do cooperativismo no Paraná foi de 18,8% -- de R$ 70,3 bilhões para R$ 83,5 bilhões. De acordo com o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, o índice foi acima da média histórica -- aproximadamente 10% ao ano -- e se deve à defasagem de preços na comercialização de produtos em 2016 e em 2017. “Nós temos um planejamento para atingir 100 bilhões em faturamento. Esperamos que isso aconteça nos próximos anos. Em geral, a cada quatro ou 5 anos, o cooperativismo dobra de tamanho no estado”, diz.

 

Cenário macroeconômico - Para Mafioletti, os bons resultados das cooperativas para os próximos anos vão depender do cenário macroeconômico e da existência de linhas de financiamento para investimentos. “As linhas do BNDES (Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social) são importantes para que os projetos agroindustriais saiam do papel”, relata. “Mas o ambiente macroeconômico e político precisa ajudar em uma maior oferta de emprego e de renda e, como consequência, do aumento do consumo”, diz.

 

Empregos - No ano passado, cerca de 96 mil pessoas eram empregadas pelo cooperativismo no estado. No entanto, se forem consideradas as famílias e pessoas beneficiadas indiretamente, estima-se que 31,3% dos cerca de 11,3 milhões de habitantes se relacione com alguma cooperativa. (Gazeta do Povo)

 

PRIMATO I: Intercooperação com a Coopavel traz novas oportunidades de negócios

 

primato I 01 04 2019O cooperativismo é diferenciado por sua representatividade perante seus cooperados e o mercado onde atua visando um melhor posicionamento nos interesses comuns que cada um desenvolve. É um sistema que busca desenvolver as atividades de forma democrática e oportunizando melhor rendimento e qualidade de vida aos envolvidos.

 

Intercooperação- A região oeste do Paraná conta com grandes cooperativas nos mais variados segmentos dentro deste mesmo propósito, e a intercooperação entre elas apresentam possibilidades de novos negócios. Um bom exemplo disso é a Frimesa, uma cooperativa central constituída por cinco outras visando a industrialização do produto com o consumidor final, algo que nem todas atuam. 

 

Parceria- Com este objetivo que a Primato Cooperativa Agroindustrial e a Cooperativa Agroindustrial de Cascavel, a Coopavel, firmaram parceria no final do ano passado na linha de corte de frangos congelados. No dia 25 de março, na sede administrativa da Primato aconteceu a reunião que selou a parceria. Estiveram presentes os representantes da Coopavel, Nelson Irineu Simon, gerente Friaves, Leonardo Martinazo, supervisor da garantia da qualidade, Rogério Cavalcante Caetano de Souza, analista de custos e Jean Paterno, assessor de imprensa. Pela Primato o diretor executivo Anderson Sabadin, Vicente Matsuo, coordenador técnico de pesquisa e desenvolvimento, Marcio José Bach, gerente de originação, Edivan Junior Meneghetti, gerente de gente e gestão, Thiago Alexandre Renner, encarregado de marketing e comunicação, Deni Matias, analista de marketing supermercados e Daniel Meneghini, assessor de marketing e comunicação e diretor da Agência BASE.

 

Parceria- Em dezembro de 2018, após a realização do acordo entre as partes, foi industrializada pela Coopavel a primeira remessa da linha de alimentos da Primato, formada por quatro produtos. “Iniciamos as tratativas em dezembro de 2018 sobre lançarmos os produtos frango à passarinho, filezinho (sassami), coxas e sobrecoxas (sem osso) e coxinhas da asa da linha de alimentos Primato, através da parceria com a Coopavel, que industrializa os produtos”, explicou o diretor executivo da Primato Anderson Sabadin, que complementou: “a partir de então, o marketing e a agência de publicidade desenvolveram o design das embalagens. Buscamos a aprovação junto aos órgãos competentes e, após a liberação, fizemos o lançamento no ponto de venda no dia 22 de março em nossa rede de supermercados, com degustação ao consumidor”.

 

Intercooperação- O objetivo da parceria visa a intercooperação e a busca pela otimização de estrutura e potencial que cada uma das cooperativas tem. “Sem dúvida, é uma intercooperação que vai além do fato de sermos cooperativas coirmãs, mas, sim, explorar de forma otimizada o que cada uma delas tem e faz de melhor”, enfatizou o gerente da Friaves/Coopavel, Nelson Irineu Simon. “Temos uma planta industrial com capacidade de atender as demandas da linha de cortes de frango para a Primato que, por sua vez, tem uma rede de supermercados com marcas próprias e com grande potencial de vendas. Logo, entendemos que esta é uma parceria inédita e muito promissora para ambas as cooperativas”, acrescentou.

 

Produtos- Os próximos passos serão a promoção de eventos com os cortes de frango através de degustações. “Serão desenvolvidas a estratégia de comunicação e as ações de marketing para que o produto possa ser apreciado pelo consumidor e para os multiplicadores, como restaurantes, bares, empresas de buffet, para que possam avaliar a qualidade do produto”, disse o encarregado de marketing e comunicação da Primato, Thiago Renner. Ainda de acordo com ele, “os produtos estão em nossos supermercados e a expectativa é de que possamos ter uma demanda que não só certifique a parceria com a Coopavel, mas, também, possa ampliar os produtos da linha de cortes de frangos congelados da Primato”.

 

Comercialização- Os produtos desenvolvidos atualmente são frango à passarinho, filezinho (sassami), coxas e sobrecoxas (sem osso) e coxinhas da asa da linha de alimentos Primato, todos sem hormônios, como determina a lei. “Vale ressaltar que, de início, os produtos serão comercializados apenas na rede de supermercados Primato”, concluiu Sabadin. (Imprensa Primato)

 

PRIMATO II: Evento sobre assistência técnica agronômica é realizado em parceria com a Adapar

 

primato II 01 04 2019Foi realizado, no dia 22 de março, na Associação da Primato, em Toledo (PR), um evento promovido pela cooperativa e a Agência Agropecuária do Estado do Paraná, a Adapar, sobre o trabalho da assistência técnica na parte agrícola a cooperados e agricultores da região e suas prescrições no uso de defensivos agrícolas. Estiveram presentes representantes da Adapar e o quadro de colaboradores da parte da Primato Agrícola.

 

Agrícola -Segundo o fiscal de defesa agropecuária da Adapar, Ricardo Moraes Witzel, é fundamental a discussão de quem prescreve o uso de defensivos agrícolas junto ao órgão fiscalizador. “Em relação ao evento com a Primato, é de fundamental importância a participação e integração entre o órgão que fiscaliza, no caso a Adapar, com os engenheiros agrônomos da cooperativa, que são quem prescrevem as receitas à campo aos cooperados e agricultores da região”, explicou Ricardo. “Tudo isso está sendo feito visando tornar a qualidade do serviço prestado cada vez melhor, tanto na prescrição da receita, quanto no uso do agrotóxico, com identificação adequada a cada situação”, frisou. 

 

Qualidade de vida –Outro ponto noevento foi a questão do uso correto dos defensivos agrícolas na qualidade de vida dos cooperados. “Precisamos entender que essa integração visa também evitarmos problemas ambientais na propriedade e a qualidade de vida dos cooperados que manuseiam os defensivos agrícolas, trazendo a assertividade no trabalho e melhor qualidade de vida ao produtor rural”, disse Witzel. “E, com isso, podemos desenvolver a agricultura de forma correta, com vantagens para todos os envolvidos no processo”, finalizou. (Imprensa Primato)

 

COPAGRIL: Time Brasileiro de Açougueiros apresenta Cortes Nobres de Carne Suína

 

Pela primeira vez na história, esteve em Marechal Cândido Rondon (PR), na noite quinta-feira (28/03), o Time Brasileiro de Açougueiros (“The Real Butcher Team”), que foi convidado especialmente para realizar a apresentação de cortes nobres de carne suína Copagril, durante evento realizado no Salão Social da Associação Atlética Cultural Copagril (AACC).

 

Copa do Mundo- O time é conhecido por ter representado o Brasil na Copa do Mundo de Açougueiros ("The World Butchers Challenge"), no ano passado, na Irlanda, além de seus integrantes terem diversas participações em programas de televisão como Masterchef, É de Casa (Rede Globo) e outros. Eles também têm prestígio entre famosos como o jogador Falcão, o lutador Anderson Silva e o cantor Wesley Safadão.

 

Integrantes- O grupo é formado pelo capitão, que é consultor de carnes e cool hunting de proteínas, Flavio Saldanha; pelo açougueiro-chefe Rei das Carnes Nobres, Alder Lopes; pelo açougueiro, palestrante e consultor, Marcelo Bolinha, pelo açougueiro especializado agregação de valor em suínos, Elder Rheis (Magrão) e pelo desossador, Wellington Rodrigo Cesar (Paraná).

 

Demonstração- Durante o evento promovido pela Copagril, em parceria com a DB Genética Suína e a Cervejaria Insana, o time de açougueiros realizou uma demonstração da realização de cortes nobres de carne suína para o público convidado, que também teve oportunidade de degustar carnes assadas pelos especialistas no assunto e cervejas artesanais.

 

Nutritiva- Marcaram presença os diretores vice-presidente da cooperativa, Elói Darci Podkowa, secretário Márcio Buss, superintendentes José Aparecido de Lima, Enoir José Primon e Marco Antônio Hensel, além do supervisor dos Supermercados Copagril, Jaroslav Bradacz Neto (Lau).

 

Objetivos- Em sua fala, eles evidenciaram os objetivos gerais do evento: incentivar o consumo da carne suína, difundir a qualidade nutritiva e o sabor dela, além de levar a conhecer os diferentes cortes nobres que a Copagril está prestes a lançar no mercado: uma linha premium.

 

Consumo- Atualmente, a carne suína é a mais consumida no mundo, porém o mesmo não acontece no Brasil, daí a importância de incentivar o seu consumo, tendo em vista ser um mercado em potencial.

 

Produção própria- A Carne Suína Copagril é produzida de forma diferenciada com o propósito de suavizar o seu sabor característico, a fim de conquistar os paladares mais exigentes. A produção própria da cooperativa conta com uma cadeia composta por produtores associados que criam animais exclusivamente para os açougues dos Supermercados Copagril. Conforme o superintendente Agropecuário, Enoir Primon, a produção segue critérios especiais.

 

Seleção- “Para a engorda são selecionadas somente fêmeas saudáveis de pele branca sem manchas. Estas leitoas são levadas para produtor terminador exclusivo para engorda para os nossos mercados. A ração utilizada é formulada e produzida pela Copagril sem adição de antibióticos ou melhoradores de desempenho e, ainda durante o lote, os animais que não estiverem no padrão de crescimento são descartados. Para o abate aos 90 kg de peso vivo somente são destinadas leitoas em perfeitas condições de sanidade”, conclui. (Imprensa Copagril)

 

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AGRÁRIA: Exposição fotográfica “Entre Rios: construída com o arado” é prorrogada até 31 de maio

 

agraria 01 04 2019A exposição fotográfica “Entre Rios: construída com o arado”, que traz imagens das 500 famílias de imigrantes Suábios do Danúbio nos dois primeiros anos da colonização (1951 e 1952), teve o período estendido. Originalmente, ela ficaria em exibição até este sábado, dia 30 de março, mas agora será prorrogada até 31 de maio. A exposição está à mostra no Museu Histórico de Entre Rios.

 

Coletânea- A coletânea, uma apresentação curada de fotografias de arquivo do museu, traz cenas da chegada em Guarapuava, das medições das terras, da construção dos alojamentos, do trabalho na cozinha comunitária, do dia a dia das famílias, do lazer e da vida social, dos trabalhos coletivos e do início da agricultura.

 

Horário- A mostra ficará aberta durante o horário de funcionamento do museu – de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e sábado, das 13h às 17h. Mas haverá também visitas guiadas à exposição, sempre às 16h. Mais informações, pelo telefone (42) 3625-8316. (Imprensa Agrária)

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Marcos Meier ministra série de palestras para mais de três mil pessoas

 

A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP promoveu, na semana passada, uma agenda de palestras com o psicólogo, escritor e mestre em Educação, Marcos Meier. Os encontros foram organizados em parceria com as secretarias municipais de Educação, Sesi e colégios particulares das localidades onde o Programa A União Faz a Vida está implantado na área de atuação da cooperativa, no estado do Paraná.

 

Presenças- Mais de 3000 pessoas entre professores, acadêmicos, pais e alunos estiveram presentes e participaram das palestras realizadas entre os dias 25 e 28 de março, nos municípios de Palotina, Pérola, Goioerê e Ubiratã, respectivamente.

 

Tema- O especialista em relacionamento interpessoal na educação de filhos e formação de professores, Marcos Meier, trouxe o tema “Como educar os filhos com limites, sem negligenciar no amor – a parceria: escola, professores e família”. Para Marcos, a educação deve sempre estar baseada, no afeto e na autoridade, para que o filho crie laços positivos com os responsáveis. “Na escola deve acontecer o mesmo: “o professor é a autoridade em sala de aula e ele precisa exercê-la com serenidade, para que a aula se desenvolva da maneira mais assertiva”, explica.

 

Importância- Cláudia Bonatti, Gerente de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP e responsável pelo Programa A União Faz a Vida na cooperativa, comenta sobre a importância de trazer o tema para a comunidade escolar. “Quando o professor Marcos Meier vem até nós e fala sobre isso, os pais e professores ficam credenciados para poderem educar ainda melhor seus filhos e alunos. E esta é também uma das funções do Programa A União Faz a Vida: através dos princípios de cooperação e cidadania, desenvolver e trabalhar práticas educacionais que equilibrem o limite e o amor, na formação de melhores cidadãos para o futuro de nosso país”, complementa.

 

Sobre o palestrante- Marcos Meier é psicólogo, professor de matemática, escritor e mestre em educação. Palestrante nacional e internacional a respeito de relacionamento interpessoal nas empresas, educação de filhos e formação de professores. Possui uma coluna semanal na RPC TV, afiliada da Rede Globo no Paraná, na qual discorre sobre educação e comportamento. Sobre estes temas, é também comentarista de rádio há 12 anos e autor de mais de dez livros. Por sua contribuição à cidade, recebeu o título de cidadão honorário de Curitiba.

 

Sobre o Sicredi- O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICOOB MÉDIO OESTE: Crianças de Assis Chateaubriand são orientadas sobre educação financeira

 

sicoob medio oeste 01 04 2019O Sicoob Médio Oeste promoveu, entre os dias 18 e 22 de março, palestras sobre educação financeira para os alunos da 4º e 5º série do ensino fundamental das escolas municipais José Paschoal de Paula e Odila de Souza Teixeira, em Assis Chateaubriand.

 

Atitude responsável- A iniciativa, que faz parte das atividades desenvolvidas pela cooperativa em parceria com o Instituto Sicoob, contribui para que as crianças conheçam a importância de poupar e desenvolvam uma atitude responsável em relação ao dinheiro.

 

Entendimento- Para o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Médio Oeste, Edson de Oliveira Pereira, a palestra ajuda as crianças a entenderem quais fatores influenciam nas escolhas financeiras. “Elas entendem que se pouparem em casa, na escola ou na comunidade onde vivem, conseguirão concretizar sonhos e perceber suas reais necessidades. Isso irá incentivá-las a poupar cada vez mais”, explica. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB UNICOOB: Treinamentos sobre consórcios em Curitiba e Francisco Beltrão têm foco nos negócios

 

sicoob unicoob 01 04 2019Nos meses de fevereiro e março, a Unicoob Consórcios promoveu treinamentos para colaboradores do Sicoob Sul e do Sicoob Vale do Iguaçu. Cerca de 100 pessoas, entre gerentes e assistentes de agência, participaram da atividade, que foi realizada no dia 26 de fevereiro, em Curitiba, e entre os dias 11 e 13 de março, em Francisco Beltrão.

 

Preparação - Ministrados pelas representantes da Unicoob Consórcios, Thais Dantas e Magda Mônica Galego Santiago, os treinamentos tiveram como foco a preparação das equipes para aumentar os resultados em negócios. Para isso, a proposta foi fornecer aos colaboradores, que lidam diretamente com os cooperados, argumentos de venda e conhecimentos gerais sobre consórcio.

 

Procedimentos- Nas duas cooperativas, foram abordados procedimentos operacionais e pós contemplação, além de dicas comerciais para auxiliar na comercialização dos produtos disponíveis no portfólio da empresa.

 

Desafio– Nos treinamentos, as cooperativas foram desafiadas a comercializar o maior número de cotas de consórcios em dois dias. No Sicoob Sul, o valor total em vendas nesse período ultrapassou R$ 2.768 milhões e no Sicoob Vale do Iguaçu, R$ 1.255 milhão.

 

Negociações - A colaboradora do Sicoob Vale do Iguaçu, Rafaela Batista, conta como os conhecimentos adquiridos durante o curso ajudaram nas negociações de duas cartas de consórcio imobiliário no valor de R$ 500 mil. “Com uma postura mais proativa, tive mais clareza para identificar as necessidades, realizar um bom atendimento e ter assertividade na venda”, conta ela. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

AGRICULTURA I: Produção paranaense de grãos deve atingir 37 milhões de toneladas

 

agricultura I 01 04 2019A safra de grãos 2018/19 do Paraná deve atingir 37,1 milhões de toneladas, de acordo com o relatório mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Apesar das quebras em algumas culturas na primeira safra, especialmente soja e feijão, ocasionadas pelo clima, a expectativa atual é de que a produção do Paraná na safra 18/19 seja 5% superior à safra 17/18, que foi de 34,5 milhões de toneladas.

 

Contexto- “O contexto é de perspectivas positivas para o milho, cuja produtividade está com um bom potencial. Também vale destacar a estimativa de produção, maior do que na safra anterior”, diz o secretário de Estado da Agricultura Norberto Ortigara. “A expectativa para o feijão da segunda safra também é positiva, embora seja uma cultura suscetível a variações climáticas, e consequentemente os preços se tornam muito voláteis”, observa. “Há possibilidade de recuperação no outono/inverno, colocando aí talvez como a segunda maior safra da história do Paraná”.

 

Início- De acordo com o chefe do Deral, Salatiel Turra, no início da safra os agricultores tiveram dificuldade devido à escassez de chuvas, que resultou em baixa produtividade nas maiores regiões produtoras de soja, principalmente no Oeste do Paraná. Depois, com o decorrer do ciclo da soja, a chuva dificultou a entrada das colhedoras em algumas regiões. “De uma forma geral, o plantio do milho da segunda safra está adiantado, na comparação com o ano passado, porém, em algumas regiões pontuais, as chuvas das últimas semanas atrapalharam os trabalhos”, explica Turra.

 

Feijão– A primeira safra do feijão, já absorvida pelo mercado, teve uma redução de 23% na estimativa de produção, que no início era de cerca de 320 mil toneladas, e agora está em 246,8 mil toneladas. Essa redução pode ser explicada pelos problemas climáticos do período, como a seca, calor excessivo, e posteriormente a chuva e o frio, que causaram a perda de aproximadamente 74 mil toneladas.

 

Segunda safra- Na segunda safra, o feijão apresenta boas perspectivas. A totalidade da área está plantada e com boas condições de campo. Este ano, a área aumentou cerca de 7%, em comparação com o ano passado, e chegou a 228,4 mil hectares. Já a produção está estimada em 436,1 mil toneladas, cerca de 57% superior ao obtido em 2018.

 

Satisfatória- Estima-se que a produção seja satisfatória, sem previsão de quebras, embora a cultura seja especialmente sensível às variações climáticas. Os preços também estão positivos para o produtor.

 

Valores- Em março de 2018, a saca de 60 kg feijão-preto era comercializada a R$ 108,00 e agora a R$ 154,00 - um aumento de 43%. O crescimento foi ainda maior nos preços do feijão-carioca, quase 240%, passando de R$ 82,00 no ano passado para R$ 276,00 agora, reflexo da quebra nas principais regiões produtoras, como o Paraná, Goiás e Minas Gerais, segundo o economista do Deral Marcelo Garrido.

 

Impacto- O aumento do preço do feijão, embora seja bom para o produtor, tem impacto direto na cesta básica, o que pode ser percebido no mercado brasileiro desde dezembro de 2018. Agora, com o fim das férias escolares, a demanda pelo produto voltou a aumentar.

 

Soja – Cerca de 80% da área de 5,4 milhões de hectares cultivados nesta safra já está colhida. “Mesmo com problemas climáticos nas principais regiões produtoras, a colheita está dentro da média na comparação com o ano passado”, explica Garrido. Na comparação com o boletim do Deral do mês passado, houve redução na estimativa de produtividade da soja, depois da reavaliação de campo do Deral, passando de 16% para 18%.

 

Alteração nos números- No início da safra, a produção era estimada em 19,6 milhões de toneladas, e agora a expectativa é de 16,1 milhões. “Fatores climáticos como a seca e o excesso de calor desde o início de setembro, quando começou o plantio, ajudam a explicar esses números”, diz.

 

Variação- Na avaliação do Deral, o preço da saca de 60 kg da soja está satisfatório para os produtores, e se manteve próximo aos R$ 68,00, enquanto que em março do ano passado a saca era comercializada a R$ 69,00. Há tendência de variação nos preços, dependendo das relações comerciais e variações de mercado dos EUA, um dos principais produtores mundiais junto com o Brasil. Apesar da quebra da safra e redução de produção, os resultados ainda apontam para uma safra grande e satisfatória para o Paraná.

 

Milho– A colheita do milho da primeira safra está quase finalizada. A produção, embora esteja um pouco abaixo do esperado, mostrou um desempenho melhor do que a soja. Os dados do Deral apontam aumento da disponibilidade do grão no Estado - a produção, de 3,1 milhões de toneladas, foi 7% maior do que na safra passada.

 

Redução- Comparativamente com o potencial inicial, a safra teve redução de 5%, pois a expectativa do Deral era que essa cultura atingisse 3,3 milhões de toneladas em condições de clima normais. A área do milho registrou aumento de 8%, passando de 330,7 mil hectares para 357,6 mil hectares.

 

Área estimada- O milho da segunda safra tem área estimada em 2,2 milhões de hectares, um crescimento de 6% em relação à safra 17/18, quando era de 2,1 milhões de hectares. O Deral estima a produção de 13 milhões de toneladas, 42% a mais do que na safra anterior, quando atingiu 9,1 milhões de toneladas.

 

Boa condição climática- A previsão é reflexo da boa condição climática neste momento do ano, e por isso espera-se que a produção possa até superar a expectativa inicial, de acordo com o técnico do Deral Edmar Gervásio. “Esse aumento percentual é significativo, principalmente porque a safra passada teve uma perda de produção em torno de 23%. Então, esses 42% representam uma recuperação do volume produzido no Paraná, além de um ganho de produtividade e área”, explica.

 

Bons- Os preços ao produtor nesta cultura continuam bons. A saca de 60 kg está sendo comercializada por R$ 30,00, 23% superior ao custo variável. “O cenário não indica que haverá grandes oscilações nos preços, e o mercado brasileiro terá um bom abastecimento do cereal”, completa.

 

Trigo- A partir do mês que vem, os produtores devem começar a plantar o trigo. Os preços estão em torno de R$ 48,00 a saca de 60 kg, valor 37% acima dos praticados no mesmo período do ano passado. Os custos de produção também aumentaram, mas em escala menor, 18%, chegando a praticamente R$ 45,00 a saca. Os preços mínimos estabelecidos pelo governo federal também foram reajustados, passando de R$ 36,17 para R$ 40,57.

 

Informações positivas- Essas informações são todas positivas para o produtor, e poderiam gerar um aumento da área plantada. No entanto, os números apontam uma redução de 6%, de 1,10 milhão de hectares para 1,04 milhão. “O desânimo momentâneo dos produtores brasileiros pode ser explicado por duas frustrações de safra consecutivas nos últimos anos e pelo recente aumento da competitividade argentina”, diz o engenheiro agrônomo do Deral Carlos Hugo Winckler Godinho.

 

Planejamento- O plantio deve se estender até julho, possibilitando que os produtores revejam seu planejamento, ou seja, há bastante indecisão ainda. Caso se confirme a área atual, a produção pode superar 3,3 milhões de toneladas, suficiente para abastecer todos moinhos paranaenses ao longo do ano safra. (Agência de Notícias do Paraná)

 

AGRICULTURA II: Programa inicia melhorias que vão beneficiar 684 propriedades

 

agricultura II 01 04 2019O Governo do Paraná iniciou uma nova etapa do Programa Estradas da Integração que vai beneficiar 684 propriedades rurais e aproximadamente 3,5 mil pessoas, segundo estimativa dos técnicos responsáveis pelo programa.

 

Trafegabilidade- Na segunda quinzena de março, começaram os trabalhos de recuperação da trafegabilidade em estradas rurais de cinco consórcios intermunicipais. Estão sendo feitas a manutenção preventiva nas máquinas, entrega física e técnica de equipamentos e capacitação de operadores de máquinas e motoristas de caminhões que atuarão nos trabalhos de recuperação das estradas rurais nos municípios que compõem os consórcios.

 

Execução- O programa é executado pelo Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável (Deagro) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O investimento do Estado nessa etapa do Programa é de R$ 15,6 milhões - aproximadamente R$ 2,6 milhões por cada uma das seis patrulhas cedidas - e estima-se a execução de 165 km nos seis consórcios beneficiados até dezembro.

 

Máquinas e equipamentos- Após a elaboração de projetos de adequação, readequação, manutenção e/ou melhoria de estradas rurais, conforme preconiza o termo de convênio, a Secretaria repassou máquinas e caminhões para os consórcios compreendendo 51 municípios: Comafem (Consórcio Intermunicipal da APA Federal do Noroeste do Paraná); Cica (Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental); Cibax (Consórcio Intermunicipal para a Conservação da Biodiversidade das Bacias dos Rios Xambre e Piquiri); Cides Vale do Ivaí (Consórcio Público Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável), Cidrebac (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Regional da Bacia do Cafezal) e Cidersop (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Rural Sustentável da Região Oeste do Estado do Paraná).

 

Prazo- Os convênios têm duração de dois anos, renováveis por até cinco.

 

Previsão mínima- A previsão mínima, através do Plano Operativo Anual dos consórcios, é a execução de 50 quilômetros de serviços em estradas rurais ao ano por consórcio, por meio de um termo de convênio com cláusula de cessão de uso. “O governo estadual colabora para garantir maior trafegabilidade e durabilidade das estradas municipais do Paraná, o que é fundamental para o bom desenvolvimento do agronegócio”, diz o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

 

Política de Estado- Segundo ele, o fortalecimento dos consórcios é uma política de Estado, com o objetivo de atender regionalmente o maior número de municípios com a mesma infraestrutura. Para o chefe do Deagro, Richardson de Souza, esses serviços colaboram para o controle da erosão, redução da poluição dos cursos de água e trafegabilidade. “Ajuda a garantir o acesso aos serviços de saúde, transporte escolar e escoamento da produção, além do lazer e turismo rural”, afirma.

 

Normas e critérios- O projeto segue normas e critérios visando as boas práticas voltadas à integração da estrada às práticas conservacionistas e consequente conservação de solos. Além disso, visa a transparência junto aos proprietários lindeiros da estrada, dos serviços a serem executados, explica o engenheiro agrônomo do Deagro, Mauro Cesar Wosniacki. “São feitas audiências públicas com as comunidades beneficiadas. A escolha das estradas a serem trabalhadas nos municípios são definidas junto aos conselhos municipais de desenvolvimento rural dos municípios, na elaboração do Plano Operativo Anual. O Programa tem uma importância ambiental, social e empresarial”.

 

Contrapartida- A Secretaria disponibiliza para cada consórcio uma patrulha composta por dois caminhões-caçamba de 10 m³, um caminhão comboio para 6 mil litros de óleo diesel, uma pá-carregadeira, um rolo compactador, uma motoniveladora, uma escavadeira hidráulica e um trator de esteira.

 

Capacitação- Além disso, capacita técnicos e operadores de máquinas na projeção e execução de projetos de estradas rurais. Os consórcios entram com operadores e motoristas, hospedagem, alimentação e transporte desses técnicos, combustíveis, seguro das máquinas, transporte das máquinas, engenheiros para elaboração de projetos e estrutura administrativa necessária, como contadores, controle interno, técnicos de nível médio e advogado.

 

Trecho - O trecho executado pelo Comafem, que inclui 12 municípios, liga as cidades de Santa Cruz do Monte Castelo, Porto Rico e Querência do Norte, como explica o presidente do consórcio, Francisco Boni. “O programa trará melhorias para a região em todos os sentidos. Além do escoamento da safra agrícola, isso também vai beneficiar o transporte dos estudantes”, afirma.

 

Trabalhos- Desde terça-feira (26/03), os trabalhos de readequação começaram em Porto Rico, no noroeste do Estado, onde serão executados 6,4 km.

 

Escoamento da produção- Segundo o chefe da equipe de Elaboração e Execução de Projetos do Comafem, João Paulo Giacobbo, o trecho atendido precisava de melhor escoamento de produção. “Pelas antigas condições da estrada, uma granja de grande porte estava sendo prejudicada no fornecimento de ração e a retirada dos frangos para abate, o que impactava também no VBP do município. O terreno é muito arenoso, se não tiver uma boa contenção das águas de chuva, a estrada estraga muito facilmente”, diz.

 

Acesso- Outra situação é que o mesmo trecho dá acesso ao Porto Florestas, por onde passa muita produção de leite e mandioca, uma das culturas predominantes na região, além do gado de corte.

 

Programa -O Paraná dispõe de 97,8 mil quilômetros de estradas rurais municipais, segundo dados de 2017, que necessitam de frequentes manutenções e/ou adequações.

 

Integração- O Programa integra os princípios e sistemas conservacionistas, por meio do Decreto Estadual 6.515/2012, que abrange o Programa Patrulha do Campo, Patrulhas Pró-Rural, Patrulhas Rurais do Estado, Projeto de Recuperação da Trafegabilidade (repasse de óleo diesel), e Pavimentação com Pedras Irregulares, com o objetivo de realizar a gestão das estradas rurais sob a responsabilidade da Secretaria da Agricultura e Abastecimento. (Agência de Notícias do Paraná)

 

EMBRAPA: Adoção de princípios básicos pode alavancar produção de milho, diz relatório

 

embrapa 01 04 2019Pesquisadores da Embrapa produziram documento disponível ao público que analisa a situação atual e desafios da cadeia produtiva de milho. No diagnóstico, a avaliação de que muitos desafios tecnológicos enfrentados pelos sistemas produtivos de milho no Brasil decorrem da falta de adesão a princípios fundamentais de boas práticas agrícolas.

 

Acesso- O relatório está disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/195075/1/Milho-caracterizacao.pdf

 

Essencial - Para o pesquisador Elisio Contini, um dos autores do relatório, “milho é essencial para o mercado interno e pode ajudar a ampliar as exportações brasileiras. Mas há desafios tecnológicos permanentes e potenciais”. Em sua avaliação é provável que, além das pragas listadas no relatório, outras devam chegar ao Brasil e temos que estar preparados para enfrenta-las. “O Brasil precisa manter estruturas de pesquisa e inovação que não apenas resolvam os problemas atuais como os que devem chegar à cadeia produtiva”, explica.

 

Maior do mundo- Os pesquisadores da Embrapa descrevem, no contexto do documento, que nas últimas décadas, o milho alcançou o patamar de maior cultura agrícola do mundo, sendo a única a ter ultrapassado a marca de um bilhão de toneladas produzidas anualmente. Simultaneamente à sua importância em termos de produção, a cultura também se notabiliza pelos diversos usos.

 

Aplicações- Estudos apontam mais de 3.500 aplicações para este cereal. “Além da relevância no aspecto de segurança alimentar, na alimentação humana e, principalmente, animal, é possível produzir com o milho uma infinidade de produtos, tais como combustíveis, bebidas, polímeros, etc.”, destaca o pesquisador da Embrapa Rubens Miranda.

 

Produto fundamental- Para a agricultura brasileira, o milho é um produto fundamental, cultivado em todas as regiões do País, em mais de dois milhões de estabelecimentos agropecuários. “Nas últimas décadas, a cultura passou por transformações profundas, destacando-se sua redução como cultura de subsistência de pequenos produtores e o aumento do seu papel em uma agricultura comercial eficiente, com deslocamento geográfico e temporal da produção”, afirma o pesquisador.

 

Análise - Com o objetivo de analisar o mercado do milho, diagnosticar os sistemas produtivos do cereal e as dificuldades para o incremento de produtividade da cultura, pesquisadores da Embrapa elaboraram um documento da Série Desafios do Agronegócio. (veja aqui: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/193432/1/Milho-caracterizacao.pdf). Trata-se de trabalho colaborativo entre a Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas e a Embrapa Milho e Sorgo.

 

Crescimento- A nota técnica apresenta o enorme crescimento ocorrido entre as safras de 2000/01 e de 2017/18. A produção mundial de milho passou de 591 milhões de toneladas para 1,076 bilhão de toneladas (um aumento de 82%), por causa principalmente do seu uso como ração animal para a produção de frangos e suínos, e da utilização para produção de etanol nos Estados Unidos. “A crescente demanda mundial por proteína animal sustentará o estímulo ao aumento da produção de milho nos próximos anos”, apontam os pesquisadores.

 

Cultivo- No Brasil, o milho é cultivado em rotação, sucessão e consórcio, graças à ampla adaptabilidade das cultivares disponíveis no mercado. A possibilidade de cultivo após a colheita da soja na região Centro-Sul permitiu uma nova evolução, com a produção saltando de 22,3 milhões de toneladas na safra 1989/90 para 97,8 milhões de toneladas em 2016/17. Esta mudança temporal da época de semeadura e, consequentemente, da produção de milho da primeira para a segunda safra, é popularmente conhecida como “safrinha”. Tendo surgido no início da década de 1980, a safrinha se refere ao milho de sequeiro, semeado extemporaneamente em fevereiro ou março, quase sempre depois da soja precoce.

 

Produtividade da safrinha- Atualmente, as produtividades da safrinha são iguais ou superiores às da época de cultivo no verão. A região Sul, graças às características de solo, clima e altitude, apresenta produtividades superiores a 12 toneladas por hectare. Em contrapartida, na região Nordeste, pelas condições climáticas e estratégias de manejo diferentes das regiões tradicionais de cultivo, a produtividade está abaixo da média nacional, que é de 5,5 toneladas por hectare.

 

Aumento de área- O cultivo do milho em sucessão à soja viabilizou o aumento da área plantada e da produção de milho Brasil. Contudo, esse processo também facilitou o aparecimento e a proliferação de novas pragas e doenças, que têm se mostrado um grande desafio à pesquisa agrícola. Além disso, a sucessão soja-milho safrinha tem acarretado problemas para o manejo do solo, em especial para o sistema de plantio direto, com diminuição gradativa da matéria orgânica do solo.

 

Falta de adesão- Os pesquisadores da Embrapa avaliam que muitos desafios tecnológicos enfrentados pelos sistemas produtivos de milho no Brasil decorrem da falta de adesão a princípios fundamentais de boas práticas agrícolas. Um exemplo é a não adoção das áreas de refúgio nos talhões cultivados com milho transgênico. “Mesmo com estratégias de transferência de tecnologia e de comunicação para que os produtores adotem o refúgio como uma garantia da proteção proporcionada pela biotecnologia, esse procedimento muitas vezes não é respeitado, levando a problemas de resistência e ineficiência de pacotes tecnológicos”, explica Rubens Miranda. “A solução de muitos problemas passa pela educação e pelo comprometimento dos produtores e das empresas do setor agrícola em relação às boas práticas”, completa o pesquisador.

 

Problemas fitossanitários- A nota técnica preparada pela Embrapa detalha os problemas fitossanitários mais relevantes da cultura, com análise de doenças, pragas e plantas invasoras, e ainda apresenta orientações de manejo adequado.

 

Novo estudo- Um novo estudo da Série Desafios do Agronegócio será produzido a fim de identificar tecnologias disponíveis para superar os desafios presentes nos setores agropecuários em que o milho é importante. São várias as cadeias ligadas à agricultura e pecuária que dependem do cereal nas suas diferentes formas de exploração. Na forma de silagem (em que a planta inteira é utilizada como fonte de nutrição animal), de grãos e, mais recentemente, na produção de etanol, todas as regiões agrícolas e pecuárias brasileiras dependem do milho para novas oportunidades de receita, redução dos custos de produção e, principalmente, oportunidades de novos negócios. (Assessoria de Imprensa da Embrapa)

 

SANIDADE: Ministério vai lançar programa de erradicação da peste suína clássica

 

sanidade 01 04 2019O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai lançar até junho um programa que visa a erradicação da peste suína clássica. Hoje, parte do Nordeste e da Região Norte são considerados área não livre da doença. Foi publicada terça-feira passada (26/03) no Diário Oficial da União a Portaria n° 40, que constituiu um grupo de trabalho com o objetivo de elaborar a proposta do Plano Estratégico para a Erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) dos estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.

 

Áreas livres- O secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, explicou que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e alguns estados nordestinos como a Bahia e Sergipe já são considerados áreas livres de PSC. Hoje, barreiras de fiscalização são montadas nas divisas dos estados para impedir o trânsito de animais da área não livre da doença.

 

Documento final- “O grupo de trabalho terá de apresentar até junho um documento final contendo as diretrizes do plano a ser executado nos 11 estados, pois pretendemos erradicar esta enfermidade do território nacional. Será um programa de vários anos, assim como o de febre aftosa”, disse o secretário.

 

Coordenação- A coordenação do grupo de trabalho ficará a cargo do auditor fiscal federal agropecuário Abel Neto e contará com o assessoramento epidemiológico do professor Vitor Salvador Gonçalves, da Universidade de Brasília (UnB). Os demais componentes são da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), do Sindicato das Indústrias de Suínos do Rio Grande do Sul (Sipsrs), da Associação Brasileira de Veterinários Especialista em Suínos do Ceará (Abraves/CE) e do Departamento de Saúde Animal (DSA), do Mapa.

 

Convite- O grupo poderá convidar para participar de suas reuniões representantes de outras áreas do ministério, integrantes do Comitê Científico Consultivo do Programa Nacional de Sanidade (Suídea) e de entidades públicas ou privadas.

 

Interesse público- De acordo com José Guilherme Leal, o grupo de trabalho é considerado de relevante interesse público e não renumerado. A erradicação da peste suína clássica é muito importante, porque a introdução do vírus na área livre da doença teria o efeito de cancelar a certificação obtida pelo país e, com isso, paralisar as exportações brasileiras de suínos. (Mapa)

 

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FOCUS: Mercado reduz previsão de crescimento do PIB para 1,98% em 2019

 

focus 01 04 2019A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia em 2019 ficou em 1,98% na pesquisa semanal Focus divulgada pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (01/04). Apesar da diferença de apenas 0,02 ponto percentual para o levantamento anterior, o dado chama atenção por não interromper a sequência de quedas, agora cinco consecutivas.

 

2020- Para 2020, o ponto-médio das estimativas para a economia brasileira também foi revisado para baixo entre um levantamento e outro, de 2,78% para 2,75%, a segunda redução consecutiva.

 

Revisão- Na semana passada, acompanhando o movimento das últimas semanas das principais consultorias e instituições financeiras do mercado, o BC revisou sua estimativa para o crescimento da economia em 2019, de 2,4% previstos no Relatório de Inflação (RI) divulgado em dezembro para 2% na atualização trimestral de março do documento.

 

Redução- Na semana anterior, o Ministério da Economia já havia reduzido sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2019 de 2,5% para 2,2% no primeiro Relatório Bimestral de Receitas e Despesas do ano, instrumento por meio do qual o Ministério da Economia atualiza projeções para indicadores fiscais e macroeconômicos.

 

Inflação- No caso da inflação, a mediana das projeções dos economistas do mercado não sofreu alterações para este ano e para o próximo. O ponto-médio das expectativas para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 3,89% para 2019, patamar em que está há três semanas agora, e seguiu em 4% para 2020.

 

Top 5- Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação oficial também ficou parada, em 4,01% para 2019 e em 4% para o calendário seguinte.

 

Recuo- Para os próximos 12 meses, a pesquisa indicou recuo na projeção, de 3,96% para 3,89% de aumento. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Governo decide bloquear quase R$ 36 bi em despesas do Orçamento de 2019

 

economia 01 04 2019O governo decidiu bloquear R$ 35,992 bilhões do Orçamento de 2019. Do total de emendas parlamentares individuais e de bancada, a medida atinge R$ 2,956 bilhões. O Decreto 9.741/19, com o contingenciamento de despesas discricionárias, foi publicado na sexta-feira (29/03) em edição extra do Diário Oficial da União.

 

Relatório - Na semana retrasada, ao divulgar o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, o Ministério da Economia indicou que o bloqueio de despesas seria de R$ 29,792 bilhões.

 

Mais que o previsto - O valor contingenciado supera essa previsão, mas o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior, está autorizado a rever o bloqueio de até R$ 5,373 bilhões sem a edição de um novo decreto.

 

Ministérios - Conforme o decreto, os ministérios mais atingidos são o da Educação, em valor absoluto (bloqueio de R$ 5,840 bilhões); e o de Minas e Energia, em termos relativos (79,5% do valor autorizado). Somente foi poupado o gabinete do vice-presidente, Hamilton Mourão.

 

Montantes - Os montantes por ministério ainda serão alterados porque cabe aos deputados e senadores a indicação do bloqueio de R$ 1,965 bilhão em emendas parlamentares individuais e R$ 991 milhões em emendas de bancada.

 

Valor- Com o bloqueio, o valor de cada emenda individual impositiva caiu para R$ 12,1 milhões, redução de 21,63% sobre o montante apresentado à lei orçamentária (R$ 15,4 milhões). O bloqueio sobre as emendas de bancada impositivas, no mesmo percentual, reduziu o valor executável de R$ 169,6 milhões para R$ 132,9 milhões. (Agência Câmara)

 

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ENERGIA ELÉTRICA: Consumo cresce 4,6% em fevereiro

 

energia eletrica 01 04 2019 O consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 4,6% em fevereiro, em comparação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada sexta-feira (29/03) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia. No acumulado de 12 meses, houve aumento de 1,7%. No primeiro bimestre de 2019, a alta no consumo foi de 4,4%, em relação a igual período de 2018.

 

Regiões- À exceção da Região Norte, cujo consumo de energia caiu 9,3% em fevereiro, motivado pela redução do consumo industrial no segmento de metalurgia dos metais não ferrosos (-22,4%), as demais regiões brasileiras mostraram expansão do consumo. A maior elevação foi registrada no Centro-Oeste (9,1%) do país. O Nordeste e o Sul tiveram aumento de 6,9% e 6,5%, respectivamente, enquanto na Região Sudeste o consumo cresceu 4,4%.

 

Classes de clientes- A análise por classes de clientes revela que a maior alta em fevereiro foi verificada no consumo residencial (9,2%), seguida do comercial (7,2%), devido às altas temperaturas, acima de 28 graus Celsius na maioria das capitais, que levaram ao uso mais intenso de equipamentos como ar-condicionado e ventiladores. De acordo com a EPE, o consumo registrado na classe residencial foi o mais elevado dos últimos cinco anos. Em janeiro, o consumo das residências atingiu 8%.

 

Indústria- Na classe industrial, ao contrário, houve queda de 2,1% no consumo de energia elétrica, em razão da redução observada nos segmentos extrativo mineral metálico (-16,4%), fabricação de papel e celulose (-5,6%) e metalurgia (-5,5%). (Agência Brasil)

 

 

INFRAESTRUTURA: Após Norte-Sul, programa de concessões entra em "vácuo" de projetos

 

infraestrutura 01 04 2019Os leilões de março na área de infraestrutura terminaram na quinta-feira (28/03) com mais um sucesso, mas vem por aí uma indesejável entressafra. A prateleira de concessões prontas ou bem encaminhadas para licitação ficou esvaziada após a oferta de 12 aeroportos, quatro terminais portuários e da Ferrovia Norte-Sul. Há mais de um mês tem sido empurrada para frente, sem muitas explicações, a primeira reunião do conselho de ministros do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) no novo governo, que buscaria justamente repor o cardápio de ativos à iniciativa privada.

 

Qualificação - Sem a reunião do conselho, novos projetos não podem ser qualificados no PPI. E o círculo vicioso prossegue: sem qualificação no PPI, os ativos ficam impedidos de entrar no Plano Nacional de Desestatização (PND); fora do PND, o BNDES não contrata estudos de viabilidade dos projetos que lhe dizem respeito e o Tribunal de Contas da União (TCU) não leva adiante a análise obrigatória da concessão. Pode soar como uma interminável sopa de letrinhas da máquina burocrática, mas é assim que deveria funcionar a vida de um governo disposto a avançar na agenda de privatizações.

 

Núcleo de excelência- Tido como um núcleo de excelência na administração federal, com corpo técnico enxuto e altamente credenciado, o PPI foi disputado entre vários grupos do bolsonarismo durante os trabalhos da equipe de transição. A Secretaria de Governo, a Secretaria-Geral da Presidência e até o vice-presidente Hamilton Mourão tinham interesse em comandá-lo.

 

Ministro- Acabou ficando sob a alçada do ministro Carlos Alberto Santos Cruz (Secretaria de Governo) e tendo o auditor do TCU Adalberto Vasconcelos, técnico bastante respeitado no mercado, à frente do dia a dia. As atribuições do PPI foram ampliadas por um decreto presidencial logo na primeira semana no início de janeiro, mas a área jurídica descobriu uma série de lacunas que impedem o pleno exercício das novas competências.

 

MP- O jeito, segundo autoridades na área de infraestrutura, é editar uma medida provisória “azeitando” essa estrutura. A MP precisa incluir pelo menos um ministério recém-criado por Bolsonaro — o de Desenvolvimento Regional — no conselho do PPI e dar mais amparo legal às atribuições de secretários envolvidos, por exemplo, com o licenciamento ambiental de projetos ou a gestão de fundo, hoje sob controle da Caixa. Só que, em mais uma mostra de desarticulação do governo, a edição da MP não anda.

 

Reputação- A paralisia tem ainda o potencial de minar a reputação do PPI, que vinha se apresentando justamente como um órgão de planejamento de Estado, que perpassa mudança de governos. Tanto que as concessões bem-sucedidas deste mês são uma herança da gestão Michel Temer. Todas foram desenhadas pelo próprio Vasconcelos, secretário especial do programa, e pelo, hoje, ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que era seu braço direito.

 

“Repescagem”- Os leilões de março ainda têm uma “repescagem” no dia 5 de abril, quando serão oferecidos seis terminais portuários, em Miramar e Vila do Conde (PA). Depois disso, a carteira de licitações no curto prazo se esgota. Até a oferta de excedentes da cessão onerosa no pré-sal, idealizada para 28 de outubro, precisa ser qualificada no PPI para avançar.

 

Transportes- O setor de transportes detém a maior lista de projetos bem encaminhados para inclusão no programa de concessões. Pelo menos quatro terminais de granéis líquidos no Porto de Itaqui (MA) e os estudos para a relicitação do terminal de contêineres da Libra em Santos (SP) estão prestes a ter aval.

 

Rodovias- Há ainda uma relação extensa de rodovias no prelo. Nela estão as relicitações da Presidente Dutra (atualmente Nova Dutra), que será reagrupada com a Rio-Santos; da BR-116 no Rio de Janeiro (hoje CRT), que terá o Arco Metropolitano no mesmo lote; e da BR-040 entre o Rio e Juiz de Fora.

 

Prontas- Também estão prontas para qualificação no PPI a BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares (conhecida como Rodovia da Morte) e o trecho da BR-163 até os portos fluviais do Pará (fundamental para o escoamento de grãos pelo chamado Arco Norte).

 

“Superleilão”- Um “superleilão” de rodovias no Paraná, com o Anel de Integração do Estado, também precisa ser agilizado. O atual contrato do anel, que abrange 2.500 quilômetros de estradas, vence em 2021. Outros mil quilômetros devem se somar.

 

Inclusão- Para fontes do governo, deve-se ver também a inclusão de novos projetos na carteira do PPI como um sinal para o mercado de compromisso com a agenda de privatizações. Em Brasília, considera-se que um dos fatores para o sucesso do recente leilão de 12 aeroportos foi a divulgação de que outros 44 terminais, hoje nas mãos da estatal Infraero, também vão ser concedidos até 2022.

 

“Degustação”- Isso teria feito com que grupos estrangeiros sem participação ainda no mercado brasileiro, como a espanhola Aena (vitoriosa no bloco do Nordeste), viessem fazer uma espécie de “degustação” do Brasil: sentir a temperatura ambiente de negócios, aprender a tirar uma licença ambiental, tratar com órgãos reguladores, e, assim, alçar voos mais altos no futuro. (Valor Econômico)

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INTERNACIONAL: Brasil e Israel firmam cinco acordos e um memorando de entendimento

internacional 01 04 2019Os governos do Brasil e de Israel firmaram neste domingo (31/03) cinco acordos de cooperação em áreas distintas. A cerimônia ocorreu no primeiro dia de visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel onde ficará até a próxima quarta-feira (03/04).

Assinatura - Foram assinados acordos nas áreas de defesa, serviços aéreos, prevenção e combate ao crime organizado, ciência e tecnologia e um memorando de entendimento em segurança cibernética.

Encontros - O presidente e o primeiro-ministro israelense, Benajmin Netanyahu, tiveram encontro privado e depois ampliado com os ministros de ambos os países. À noite, houve uma cerimônia de homenagem a Bolsonaro, oferecida por Netanyahu e sua mulher, Sara.

Cooperação - Os dois governos concordaram em cooperar em diversos setores, como petróleo e gás, termoeletricidade e energias renováveis. No campo da energia e da mineração, Bolsonaro e Netayahu reconheceram o papel transformador da inovação, da robótica e da segurança cibernética.O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio de nota, que como produtores relevantes de gás natural, os dois países “intercambiarão melhores práticas sobre a concepção dos mercados domésticos de gás natural”.

Parceria - Bolsonaro e Netanyahu também firmaram parceria na área de ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento de startups. Eles ressaltaram que os intercâmbios entre Brasil e Israel nos campos da ciência, tecnologia e inovação sustentam as “sinergias existentes em diversas áreas” que deverão ter investimentos recíprocos.

Serviços aéreos - Os dois líderes também destacaram a celebração de um acordo de serviços aéreos, que busca a conectividade entre os dois países, garantindo ampla liberdade operacional às companhias aéreas. Eles enfatizaram a determinação de adotar iniciativas militares conjuntas e abre caminho para laços mais estreitos neste campo.

Venezuela - Durante a declaração, Bolsonaro e Netanyahu reiteraram o reconhecimento do Brasil e de Israel por Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela, como “líder legítimo”. Eles enfatizaram o comprometimento dos dois países a apoiar o povo venezuelano em sua luta pelo fim do regime de Nicolás Maduro.

Declaração - Bolsonaro e Netanyahu afirmaram que a parceria entre Brasil e Israel está baseada sobre valores comuns da liberdade, da democracia, da economia de mercado, da justiça e da paz, e na determinação comum de buscar a prosperidade para seus povos.

Apoio - Durante a declaração, Netanyahu reiterou seu forte apoio à adesão do Brasil à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Apreço - Israel lembrou com apreço o papel fundamental desempenhado pelo Brasil durante a Assembleia Geral das Nações Unidas que aprovou a Resolução 181, em 1947, sob a presidência do então chanceler Oswaldo Aranha, que abriu caminho para a recriação do Estado de Israel na terra ancestral do povo judeu, em 14 de maio de 1948.

Agenda - Nesta segunda-feira (01/04), o presidente visita a Unidade de Contra-Terrorismo da Polícia israelense, e participará da cerimônia de condecoração da Insígnia da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul à Brigada de Busca e Salvamento do Comando da Frente Interna de Israel.

Terça - Na terça-feira (02/04), o presidente recebe CEOs de empresas israelenses e israelenses-brasileiras, participa de encontro empresarial Brasil-Israel e almoça com os empresários. A previsão é de que o presidente retorne ao Brasil na quarta-feira (03/04). (Agência Brasil, com informações da TV NBR e do Portal do Planalto)

 

CHINA: Indicadores de atividade industrial apontam recuperação

 

china 01 04 2019Dois medidores de atividade industrial da China se recuperaram para território de expansão em março, refletindo uma recuperação no ritmo de crescimento na segunda maior economia do mundo.

 

Índice - O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do grupo de mídia Caixin em parceria com a empresa de pesquisa Markit subiu para 50,8 em março, ante 49,9 em fevereiro, disseram as empresas nesta segunda-feira (01/04) em Pequim.

 

Nível mais alto - Ao atingir o nível mais alto desde outubro, o índice se recuperou para acima da marca de 50,0, que separa a expansão da contração da atividade industrial, depois de ficar abaixo desse nível por três meses seguidos.

 

Novas encomendas - O subíndice de novas encomendas subiu para seu nível mais alto em quatro meses, e os novos pedidos de exportação retornaram ao território expansionista. A produção continuou a subir para o território de expansão e o subíndice de emprego subiu para o ponto mais alto desde janeiro de 2013, disseram as empresas.

 

Ambiente mais relaxado - "No geral, com um ambiente de financiamento mais relaxado, os esforços do governo para salvar o setor privado e o progresso positivo nas negociações comerciais sino-americanas, a situação em todo o setor industrial se recuperou em março", disse Zhengsheng Zhong, diretor de Análise Macroeconômica do Grupo CEBM.

 

PMI oficia l- No domingo (31/03), o PMI industrial da China medido pelo governo chinês subiu para o seu nível mais alto em seis meses, graças à maior produção e às novas encomendas. O índice subiu para 50,5 em março, ante 49,2 em fevereiro, bem acima das previsões de muitos economistas.

 

Esforços - Embora a atividade econômica tradicionalmente se recupere entre março e abril, após o longo feriado do Ano Novo Lunar, alguns economistas disseram que a forte e ampla recuperação deste mês sugere que os esforços do governo de ampliar empréstimos, cortar impostos e entregar outras medidas de estímulo estão funcionando.

 

Além da sazonalidade - “Está além da sazonalidade”, disse Shuang Ding, economista do Standard Chartered. “Essas leituras fortes refletem efeitos sazonais e medidas de apoio.”

 

Alta - O subíndice de produção do PMI oficial subiu para 52,7 - bem acima da marca de 50 que separa expansão de contração -, frente a 49,5 em fevereiro. O subíndice de novas encomendas subiu um ponto, para 51,6 de 50,6.

 

Exportações - Um novo subíndice de exportações, que funciona como um indicador da demanda externa de produtos chineses, subiu de 45,2 para 47,1, embora continue mostrando contração.

 

Metodologias - O PMI de Caixin e Markit é baseado em dados compilados de respostas mensais a questionários enviados a executivos de compras em mais de 500 empresas de manufatura. Já o PMI do governo é baseado em respostas a questionários mensais enviados a executivos de 3 mil empresas em 31 setores da indústria. 

 

Indicador privado - O indicador privado tende a rastrear os pequenos fabricantes privados mais de perto, enquanto a cobertura do PMI oficial inclui mais as grandes empresas estatais. (Valor Econômico)

 

Foto: Pixabay

 


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