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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4544 | 28 de Março de 2019

AGO: Lideranças cooperativistas lançam livros

ago 28 03 2019O Sistema Ocepar promove, na segunda-feira (01/04), em Curitiba, a sua Assembleia Geral Ordinária (AGO) de prestação de contas do exercício de 2018. Haverá ainda a apresentação do plano de trabalho para 2019. Ao final da programação, serão lançadas as biografias do ex-presidente da Ocepar, Wilson Thiesen, e do presidente da Cooperativa Coamo, José Aroldo Gallassini, e o livro sobre a organização do quadro social no cooperativismo, de autoria do ex-presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

Eleição – Também faz parte da pauta, a eleição da diretoria da Ocepar para a gestão 2019/2023, a indicação do presidente executivo pela diretoria e a homologação do nome. Haverá ainda a composição e posse dos Conselhos Administrativo e Fiscal do Sescoop/PR.

Números – O Sistema Ocepar possui 216 cooperativas registradas, que atuam em sete diferentes ramos (agropecuário, crédito, saúde, infraestrutura, trabalho, consumo e transporte). Juntas, elas alcançaram faturamento de R$ 83,5 bilhões no ano passado, o que representa um crescimento de 18,77 % em relação a 2017. O setor abrange 1,8 milhão de cooperados, emprega mais de 96 mil pessoas e somou US 3,9 bilhões em exportações em 2018. Também responde por cerca de 60% da produção agropecuária paranaense.

 

OCB: Assembleia Geral aprova resultados de 2018

ocb 28 03 2019“A gente existe para melhorar a qualidade de vida de quem coopera com a construção de um futuro melhor para todos. A gente existe para valorizar o trabalho daqueles que, em todos os cantos do país, se empenham por mostrar o quanto o cooperativismo é capaz de fazer pelas pessoas e pelo Brasil.”

Assembleia - Foi com essa frase que o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, iniciou a assembleia geral ordinária da entidade, realizada nesta quarta-feira (27/03), em Brasília. O evento anual contou com a participação de representantes de 25 das 27 unidades estaduais que aprovaram – por unanimidade – o relatório de atividades e o balanço patrimonial, referentes a 2018, e, ainda, o plano de trabalho e o orçamento para 2019.

Números - O superintendente da OCB, Renato Nobile, que secretariou a assembleia, iniciou sua fala informado os números do cooperativismo em nível nacional. Ao todo, o país conta com 6.887 cooperativas. Elas reúnem pouco mais de 14,2 milhões de cooperados e geram 398 mil empregos diretos.

Conquistas - Dentre as conquistas elencadas no relatório de gestão, apresentado por Nobile, estão as seguintes:

  • Lançamento do Portal Compras Públicas, ambiente de virtual de estímulo à participação de cooperativas nos editais de compras públicas e que monitorou 3.788 editais em apenas três meses. O valor médio gasto pelos governos dos municípios, estados e União, por meio do Programa de Compras da Agricultura Familiar é de R$ 7 milhões.
  • A presença de cooperativas no mercado de energia distribuída foi triplicada. Em 2017, haviam 51 cooperativas atuando nesse setor e, no fim de 2018, elas já somavam 134.
  • Apoio às unidades estaduais e cooperativas que visitaram países como Alemanha, Argentina, Chile, Cingapura, Colômbia, Costa Rica e Espanha, por exemplo, objetivando a celebração de acordos comerciais.
  • Foram monitoradas 1.415 proposições no Congresso Nacional. Desse total, 54 eram prejudiciais ao setor e tiveram sua votação impedida.
  • Inclusão da categoria Cooperativa de Transporte Rodoviário de Cargas (CTC) no Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas, durante a tramitação na Câmara dos Deputados.
  • Com grande apoio da Frencoop e trabalho técnico junto à Consultoria Legislativa, o texto que permite às cooperativas atuarem no mercado de seguros foi aprovado na Comissão Especial da Câmara.
  • Inserção de dispositivo na Lei 13.682/18, que assegura o repasse de 10% do FCO para cooperativas de crédito.
  • Durante a tramitação da MPV 850/18 e do PLN 2/2018, surgiram iniciativas de retirada de recursos das entidades do Sistema S, o que afetaria o Sescoop. Em ambos os casos, a tentativa foi revertida.
  • Foram monitorados 1.119 normativos de interesse do cooperativismo no Diário Oficial da União; representantes do setor participaram de 262 reuniões técnicas com representantes do Governo Federal (13 delas com ministros).
  • Sanção integral da lei 161/18, que autoriza cooperativas de crédito tanto a captar depósitos de prefeituras, órgãos e entidades/empresas controladas pelos municípios, quanto a gerir as disponibilidades financeiras do Sescoop.
  • A instituição, pelo Confaz, do Código de Operação Fiscal e Prestação (CFOP) específico para sociedades cooperativas, representando efetivamente o ato cooperativo nas operações realizadas pelas cooperativas, conforme previsto na Lei 5.764/71.
  • Foram analisadas 12.963 decisões proferidas pelos tribunais superiores.
  • Em 2018, o STF concluiu o julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade propostas contra dispositivos da Lei 12.651/2012, o novo Código Florestal. Ao final do julgamento, que a OCB participou como amicus curiae, 30 dispositivos foram julgados constitucionais, sete foram atribuídos como interpretação conforme a Constituição e em apenas dois dispositivos a decisão foi pela inconstitucionalidade.
  • Os interesses das cooperativas foram representados em 75 fóruns do Poder Executivo.
  • A Frente Parlamentar do Cooperativismo tem mais de 30 anos e na última legislatura contou com a adesão de 47% dos deputados e senadores. Ao todo, 279 parlamentares passaram a integrar à frente.
  • Em 2018, foram realizadas 66 reuniões de conselhos consultivos e grupos de trabalho, que somaram um total de 537 participantes, entre conselheiros e convidados. Atualmente, existem 11 conselhos que, juntos, reúnem 298 representantes de todo o Sistema, ou seja, cooperados, dirigentes de cooperativas, além de profissionais das unidades estaduais.
  • Eleição de representante brasileiro no Conselho da ACI Américas.
  • Assinatura de memorando de entendimentos com o PNUD.
  • Realização de workshop internacional com o título Cooperativismo e os ODS.
  • Intensificação da divulgação do cooperativismo nas redes sociais.
  • O SomosCoop chegou a 18 estados do país e a websérie criada para o movimento alcançou 36.915 minutos de visualização.
  • Foram impactados mais de 103 milhões de ouvintes com boletins de rádio.
  • A imprensa publicou 257 matérias propostas pela OCB.
  • Realização do Prêmio SomosCoop – Melhores do Ano, com 25% a mais de cooperativas inscritas.
  • O Dia de Cooperar (Dia C) beneficiou mais de 2,2 milhões de brasileiros, envolveu 119,6 mil voluntários estimulados por 1,7 mil cooperativas em 1,136 cidades.
  • Realização de pesquisa nacional sobre o setor que constatou que de cada 10 brasileiros, quatro conhecem o cooperativismo.
  • Elaboração e publicação de série de materiais estimulando os cooperados a participarem do processo eleitoral do país.
  • Elaboração e entrega do documento Propostas para um Brasil mais cooperativo, entregue aos principais candidatos à Presidência da República.
  • Promoção de missões internacionais para os Estados Unidos e Argentina, por exemplo.
  • Realização de eventos essenciais para o setor, como seminários regionais, jurídico, transporte, gênero, compras e de negócios.
  • Realização de parceria com CNPq que resultou no edital para estimular a pesquisa científica em cooperativismo.
  • Realização de cursos de desenvolvimento profissional voltados às unidades e cooperativas.

Outros assuntos - Durante a AGO da OCB também foram apresentados os resultados do Sescoop, CNCoop e do movimento SomosCoop. Foram debatidas, ainda, questões vinculadas à nova sistemática de classificação dos ramos, à realização do 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo e ao cenário político do país.

Saiba mais - Clique nos links abaixo para conhecer o relatório de atividades da OCB (2018).

Relatório

Vídeo

(Informe OCB)

 

FORMAÇÃO: Programa de Educação Financeira recebe selo ENEF

 

formacao 28 03 2019As discussões que envolvem a sustentabilidade têm envolvido governos, empresas e sociedade civil ao redor do globo e, aqui no Brasil, não é diferente. Além da redução de indicadores como geração de resíduos, por exemplo, o que também está em pauta é a preservação dos recursos financeiros, que demanda necessariamente um amplo e profundo olhar sobre a educação financeira do brasileiro.

 

Programa de formação - É por isso que o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) desenvolve, há três anos, o Programa de Formação de Facilitadores em Gestão de Finanças Pessoais (GFP), visando oferecer a cooperados, seus familiares e, ainda, empregados de cooperativas, de forma gratuita, reflexões sobre a melhor forma de utilização do dinheiro. O desenvolvimento da metodologia contou com a parceria do Banco Central do Brasil.

 

Facilitadores - Até o fim de 2018, o programa GFP, como também é chamado, já havia formado cerca de 450 facilitadores que, após serem certificados, atuam na disseminação de conteúdos de educação financeira ao público alvo buscando transformar a sua relação com o dinheiro.

 

Conquista - O programa que já beneficiou mais de 52 mil pessoas, em grande parte do país, acaba de receber do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), vinculado ao Banco Central, o selo ENEF, atestando que as iniciativas realizadas contribuem com a disseminação de ações de educação financeira, alinhadas à Estratégia Nacional de Educação Financeira.

 

Materialização - “Esse selo é a materialização de que o programa desenvolvido pelo Sescoop, com apoio do Banco Central e das nossas cooperativas, contribui diretamente com os três pilares dessa estratégia, que são: promover a educação financeira e previdenciária, aumentar a capacidade do cidadão para realizar escolhas conscientes sobre a administração dos seus recursos e, por fim, contribuir para a eficiência e a solidez dos mercados financeiro, de capitais, de seguros, de previdência e de capitalização”, avalia o presidente do Conselho Nacional do Sescoop, Márcio Lopes de Freitas.

 

Pilar - Para o líder cooperativista, a educação financeira é um dos pilares do setor cooperativista, “visto que o sucesso das sociedades cooperativas está intimamente ligado à saúde financeira de seus cooperados”.

 

Sobre o Programa - O GFP tem por objetivo proporcionar conhecimentos de educação financeira aos cooperados, seus familiares e empregados de cooperativas, visando conscientizá-los a respeito da importância da gestão das finanças pessoais de forma consciente e responsável.

 

Sobre o selo - O selo ENEF foi constituído para assegurar a qualidade das iniciativas desenvolvidas com a finalidade de educar as pessoas quanto ao uso sustentável do próprio dinheiro e, ainda, que estejam alinhadas aos princípios da Estratégia Nacional de Educação Financeira. Trata-se, portanto, de uma marca que identifica essas iniciativas e reconhece a importância dessas ações. (Informe OCB)

 

UNIMED LONDRINA: Estudante reduz 24 kg de seu peso corporal praticando corrida de rua

 

unimed londrina 28 03 2019Cuidar da saúde é coisa séria. A estudante de Rolândia, norte do Paraná, e cliente da Unimed Londrina, Flávia Evangelista, soube disso após perder o pai vítima de câncer. Ela, então, decidiu procurar um médico para saber melhor sobre seu quadro de saúde. Os exames dela identificaram colesterol alto e início de diabetes. Com esse diagnóstico e a vontade de amenizar a dor do luto, Flávia tomou uma decisão: ela se inscreveu pela primeira vez, em 2014, na Corrida Unimed Inspira. 

 

Qualidade de vida - Flávia destaca que a redução do peso foi uma consequência não almejada da prática do esporte. “Nunca fui muito ligada à questão da balança ou estética”, explica. Após participar da primeira corrida da sua vida e a praticar essa atividade durante um ano, a estudante viu a sua qualidade de vida melhorar. “Os novos exames não identificaram problemas de saúde e o meu peso corporal diminuiu”, destaca. Desde então, todos os anos ela participa das duas etapas da corrida da Unimed Londrina: a diurna e a noturna.

 

Além da saúde - “O benefício do esporte vai muito além da saúde. Eu comecei a ser mais disciplinada, por exemplo”, comenta. “Você tem que se sentir bem e com saúde, não importa se gordinha ou magra”, pontua Flávia. De 2014 para cá, a estudante perdeu 24 quilos.

 

Etapa diurna - A etapa diurna da Corridas Unimed Inspira 2019 será no domingo (31/03), a partir das 8h, no aterro do Lago Igapó. O evento realizará corridas de 4 e 8 km, caminhada de 2,7 km, cãominhada de 2,7 km e corrida kids de 500 m.  As inscrições já estão encerradas.

 

Serviços gratuitos - Além das provas, a Unimed Londrina oferecerá serviços gratuitos para toda a comunidade, como aferição de pressão e teste de glicemia, pilates, quick massage, academia para bebês, slackline, escalada e arena kids (cama elástica e piscina de bolinhas). A estrutura vai contar também com arena pet para receber e oferecer alguns serviços gratuitos aos cães que estiverem no evento.   

 

Participação especial - Pelo segundo ano consecutivo, a corrida da Unimed conta com uma participação especial! Integrantes da Afel (Associação das Famílias Especiais de Londrina) farão a abertura da corrida. Este é um momento muito emocionante em que pessoas com deficiência e “pernas solidárias”, como são chamados os auxiliares, superam seus limites. (Imprensa Unimed Londrina)

 

SICREDI INTEGRAÇÃO: Relacionamento em Vendas é tema de palestra em Fazenda Rio Grande

 

Cerca de 100 participantes, entre associados, empresários, comerciantes e universitários, participaram da palestra “Relacionamento em Vendas”, ministrada pelo conferencista motivacional e consultor na área de vendas Marcos Monteiro - o “Marcos Pulga”, realizada no último dia 26. O Sicredi teve a parceria da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Fazenda Rio Grande e da Icatu Seguros na organização e promoção do evento.

 

Conceitos e ensinamentos - Com um perfil envolvente, que se aproxima de um stand-up, Pulga apresenta conceitos e ensinamentos sobre vendas a partir de histórias engraçadas. O propósito é mostrar os ingredientes necessários para que seja possível vender mais e com qualidade. Trata-se de um conceito importante em um mercado competitivo e complexo como o financeiro, no qual o Sicredi está inserido.

 

Pesquisas de atendimento - Entre os destaques apresentados na palestra, estão a necessidade de realizar pesquisas de atendimento, obtendo o máximo de informações dos seus consumidores; o preço da insatisfação do cliente; a importância do relacionamento para concluir mais negócios e identificar e não perder oportunidades.

 

Atitude positiva - Algumas das lições apresentadas por Pulga são relacionadas à maneira como se encara a vida, com atitude positiva e entusiasmo. Com esse tipo de ensinamento, o palestrante ensina a valorizar os momentos da vida, seja no trabalho ou entre a família. Nesse contexto, Pulga explica um dos aspectos mais complexos da venda de produtos e serviços - os consumidores e associados não compram um produto ou um serviço, mas aquilo que eles podem fazer por eles. Trata-se de uma mudança de abordagem simples, mas que pode resultar em uma melhoria das vendas.

 

Performance - Para o diretor executivo da Sicredi Integração PR/SC, Rafael Preis, palestras como essa, que mostram como encarar os desafios de forma positiva, são importantes para melhorar a performance das empresas e para os profissionais se destacarem. “O desenvolvimento das comunidades onde atuamos consta na missão do Sicredi. Oportunizar a palestra para a sociedade local e contar com parceiros importantes mostra que estamos cumprindo nossa missão”, comenta.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Integração PR/SC)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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EXPEDIÇÃO SAFRA: Tereza Cristina busca novos mercados para soja, mas viajará à China para preservar cliente

 

expedicao safra 28 02 2019

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem viagem agendada à China no início de maio. Sua missão: “manter o mercado com parceiros confiáveis, que já compram do Brasil há muito tempo.” É essencial, no entanto, não descuidar da abertura de novos mercados. “Temos aí a Indonésia e o Vietnã, toda aquela parte da Ásia em que há muita gente e onde temos espaço para crescer. No ano passado, o Brasil surfou na venda de um plus para a China. Se um acordo entre EUA e China realmente se concretizar, esse mercado pode recuar um pouco. Então, nosso problema hoje é continuar prospectando e abrindo mais mercados para a safra brasileira de soja”, diz.

Embarque - No ano passado, em função da guerra de tarifas entre EUA e China, o Brasil embarcou um recorde de 69 milhões de toneladas de soja para o país asiático (o que representa 84% do total de exportações da oleaginosa).

 

Entrevista - Em entrevista à equipe da Expedição Safra da Gazeta do Povo, em seu gabinete, em Brasília, Tereza Cristina apontou que a disseminação da peste suína africana, na China, abre uma “janela de oportunidade” para o Brasil. “O problema vem dizimando o rebanho chinês e nós podemos fazer uma programação para suprir esse mercado de carne, de suínos e de frango, num primeiro momento”, observou.

Tamanho e expressão do Brasil - Entrevistada pelos jornalistas João Maroni e Giovani Ferreira, Tereza Cristina disse que é preciso entender que, com o tamanho e a expressão do Brasil, não dá para pensar só em exportar, sem contrapartidas. “Não vamos só mandar daqui para lá. Tem que ter troca, tem que colocar na mesa os produtos que temos para mandar e receber”. 

Plano safra - Quanto ao plano safra em um governo liberal, Tereza Cristina destacou que defende, no mínimo, a manutenção do volume de recursos do ano passado. “Disso a gente não arreda o pé, porque já foi insuficiente. Ainda no governo anterior, o dinheiro já tinha acabado. Se conseguirmos manter os 220 bilhões do ano passado, mais a inflação, acho que já dá para conversar”. 

Sem falsas expectativas - Em relação à taxa de juros, “pelas condições do caixa do Tesouro, não adianta a gente criar uma falsa expectativa”. “As taxas de juros têm de ser as mesmas. Precisamos sim ter mais bancos emprestando dinheiro para a agricultura, mas a gente não pode achar que, de repente, uma taxa de 11% é razoável”, disse. Nesse sentido, o governo quer elevar para R$ 1 bilhão os recursos alocados para subvenção ao seguro rural. “Essa atividade (agricultura) com seguro tem muito pouco risco. Se tem menor risco, temos que brigar por abundância de crédito e uma taxa de juro compatível com a atividade agrícola”.

Conversas - Na entrevista, Tereza Cristina disse que conversa muito com “o pessoal da Economia” e destacou que o ministro Paulo Guedes “é um homem inteligente, que sabe o que a agricultura faz”. “Temos diferenças comparativas prejudiciais ao agronegócio brasileiro, não podemos nos pôr no mesmo patamar de igualdade com outras economias, que são muito mais liberais do que a nossa”. Como exemplo, a ministra citou os EUA, principal competidor do agronegócio brasileiro, em que os grãos são movimentados em barcaças pelo rio Mississipi. “O frete é no mínimo 50% menor do que o nosso. Lá eles têm ferrovia, aqui não, e ainda temos estradas sem asfaltar e nossos portos não estão totalmente preparados”.

 

Infraestrutura - Ainda em relação à infraestrutura, a urgência está na última fronteira agrícola, no Norte e Nordeste do País. “Acho que o governo tem obrigação de olhar com olhar diferenciado, em rodovia, ferrovia e portos para a região do Matopiba”."

 

Entrevista na íntegra - Clique aqui e confira, em vídeo, a íntegra da entrevista, concedida nesta semana (26/03/2019). (Gazeta do Povo)

 

 

INOVAÇÃO: Estudante paranaense desenvolve detector de pressão para silos

 

inovacao 28 03 2019O estudante paranaense Maycon Oliveira Lourenço, de apenas 18 anos, conquistou o primeiro lugar na categoria Engenharia Eletrônica na edição 2019 da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), um dos eventos mais importantes do gênero.

 

Detector - Maycon criou um detector de pressão que pode ser usado para diagnosticar e prevenir rompimentos em silos, barragens, pontes e viadutos. A pesquisa foi desenvolvida no Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto, em Cascavel (no Oeste do Estado), onde o jovem concluiu o curso técnico em Eletrônica junto com o Ensino Médio.

 

Resposta - O projeto foi uma resposta à uma necessidade real verificada entre os produtores de grãos do Paraná. Depois de um estudo sobre o setor produtivo da região, Maycon e seus orientadores perceberam que muitos silos de armazenamento apresentavam sinais de rompimento devido à pressão das cargas e decidiram elaborar um mecanismo para prevenir possíveis rompimentos dos recipientes e evitar prejuízos aos produtores.

 

Solução - “Pensamos nesse projeto como solução para um problema presente no cotidiano do agronegócio da nossa região, mas também na viabilidade econômica do produto”, disse Maycon. “Com ele, realizamos o monitoramento de estruturas metálicas verificando os limites da estrutura, determinando se está dentro dos limites normalizados a fim de determinar a vida útil da estrutura, comparando as tensões reais com os modelos de cálculo, fazendo desta maneira o monitoramento da estrutura, garantindo maior segurança, e economia para os produtores”, explicou.

 

Prata da casa - Esse é o segundo projeto de iniciação científica que Maycon desenvolveu durante os quatro anos no Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto, além de participações em feiras de ciências e 11 premiações científicas. “Vale muito a pena ingressar no Ceep, ainda mais na área de ciência e tecnologia, porque os professores são dedicados, os laboratórios são de alta qualidade, com estrutura de ponta. Existe um incentivo e dedicação de todos para solucionar os problemas da atualidade por meio da ciência”, afirmou.

 

Exposição - A escola técnica promove uma vez por ano a Exposição de Trabalhos de Pesquisa Escolar e de Iniciação Científica (Expoceep) e oficinas de iniciação científica. Além disso, são feitas periodicamente palestras relacionadas a diversas áreas de pesquisas.

 

Núcleo de Pesquisa - Em 2018, o colégio criou o Núcleo de Pesquisa e Iniciação Científica do CEEP (Nupic) para divulgar as pesquisas científica e motivar os alunos. “A nossa missão é desmistificar que a educação profissional é só chão de fábrica. Pelo contrário, ela trabalha a inovação, desenvolve o hábito de estudo, dá visibilidade à instituição nas diferentes mídias, e pensa no conhecimento e na sua aplicabilidade para resolver problemas”, disse a diretora do CEEP, Sandra Regina de Andrade Tambani.

 

Como funciona - Quatro protótipos do experimento já foram testados em silos. O detector possui um circuito eletrônico que mede os dados de quilograma-força e os envia para uma placa microcontroladora que faz o reconhecimento da força exercida sobre a estrutura. Esses dados são armazenados em um cartão de memória e podem ser analisados semanalmente ou mensalmente.

 

Características especiais - “Algumas estruturas apresentam características especiais, apresentando métodos de construção não convencionais, o que torna necessário o monitoramento durante a etapa construtiva”, diz o estudante. Segundo ele, com a utilização do detector de força, é possível verificar as cargas presentes na construção com as cargas previamente calculadas, aumentando a segurança e confiabilidade do processo. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA I: Subsídio na energia será reduzido, diz ministro

 

infraestrutura I 28 03 2019A redução dos subsídios que encarecem as contas de luz foi defendida nesta quarta-feira (27/03) pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em audiência pública na Câmara dos Deputados. Para ele, a queda do preço de oferta da energia eólica no Brasil pode ser considerado um sinal de que essa fonte de geração já não precisa mais do incentivo oferecido. 

 

Eólica - "Por que a eólica saiu de US$ 121 e hoje é US$ 19 o megawatt-hora? Só por isso já não se justifica nenhum subsídio, ou significa que podemos reduzir."

 

Custos - Albuquerque ressaltou que quase 50% da tarifa de energia elétrica "não tem nada a ver" com os custos de geração, transmissão e distribuição da energia. "São impostos e subsídios que todos nós pagamos", disse.

 

Decreto - Atualmente, a Casa Civil analisa a edição de decreto que prevê a redução do subsídio oferecido a produtores rurais. Neste caso, a medida atende a um segmento que nem sequer faz parte do setor elétrico. A ideia é que o benefício, oferecido com descontos nas tarifas de energia, seja reduzido em 20% a cada ano até ser eliminado por inteiro.

 

Critérios - Durante a audiência, Albuquerque alegou que, da mesma forma como muitos subsídios são considerados "válidos" na sua criação, é preciso estabelecer critérios para tirá-los da tarifa "de forma gradual quando eles não forem mais necessários".

 

Ciência - Para o ministro, o investidor precisa estar ciente de que os benefícios dos subsídios servem a finalidades específicas. "Alcançado o propósito, ele tem que saber que aquele subsídio será retirado, para que a gente não transmita nenhuma insegurança ao investidor", afirmou.

 

Capitalização da Eletrobras - Em seu segundo dia de participação em audiências públicas no Congresso, Albuquerque voltou a defender a capitalização da Eletrobras, assunto que já havia sido tratado em comissão do Senado.

 

Comparativo - Para o ministro, a estatal pode enfrentar situação semelhante à da companhia venezuelana de energia, a Corpoelec, se não recuperar sua capacidade de investimento. O ministro tem prometido concluir a definição do modelo de capitalização em junho e realizar a transação até o fim deste ano.

 

Manutenção - Sobre os problemas de fornecimento de energia pelo país vizinho ao Estado de Roraima, o ministro afirmou as falhas não se devem à "falta de vontade" do regime de Nicolás Maduro, mas sim por que não há recursos para a manutenção de equipamentos básicos, segundo relatos de funcionários venezuelanos à Eletronorte.

 

Privatização - Aos deputados Albuquerque defendeu a recuperação financeira da Eletrobras por meio do modelo de capitalização, que prevê a diluição do controle da União (privatização). A operação envolve a retirada das usinas do regime de cotas, implantado pela ex-presidente Dilma Rousseff para reduzir as tarifas. Hoje, o governo revisa a proposta de capitalização deixada pelo ex-presidente Michel Temer que já previa a "descotização".

 

Controle - Para ministro, somente com a recuperação da capacidade de investimento, a Eletrobras poderá manter o controle sobre 30% do segmento de geração e 50% da transmissão de energia no país. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA II: Trecho da Norte-Sul será leiloado hoje em São Paulo

 

infraestrutura II 28 03 2019O Ministério da Infraestrutura e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) promovem nesta quinta-feira (28/03), na B3, Bolsa de Valores de São Paulo, às 15h, o leilão da Estrada de Ferro 151 (EF-151), conhecida como Ferrovia Norte-Sul (FNS). O trecho a ser concedido tem 1.537 quilômetros e vai de Estrela d´Oeste (SP) a Porto Nacional (TO).

 

Valor mínimo - O valor mínimo de outorga é de R$ 1,353 bilhão, com investimentos previstos de R$ 2,8 bilhões e prazo de concessão de 30 anos, sendo vedada a prorrogação.  

 

Escoamento - O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que a concessão poder escoar a produção por meio de dois portos – Maranhão e São Paulo. “Com a concessão desse segmento, vamos poder escoar a produção, tanto pelo Porto de Itaqui (Maranhão) quanto pelo Porto de Santos (São Paulo), o que vai ser transformador para o país”, disse o ministro.

 

Espinha dorsal - A ferrovia foi projetada para se tornar uma espécie de espinha dorsal do transporte ferroviário do Brasil, integrando o território nacional e contribuindo para a redução do custo logístico do transporte de carga no país.

 

Estimativa - A estimativa é que, ao final da concessão, o trecho ferroviário em questão possa capturar uma demanda equivalente a 22,73 milhões de toneladas. (Agência Brasil)

 

BNDES: Banco registrou lucro líquido de R$ 6,7 bilhões em 2018

 

bndes 28 02 2019O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 6,711 bilhões em 2018, um resultado 8,5% maior que o de 2017. O presidente do banco, Joaquim Levy, destacou o papel do resultado com participações societárias do BNDES, que subiu de R$ 5,1 bilhões em 2017 para R$ 9,9 bilhões em 2018.

 

Tendências - "Os resultados de 2018 apontam para duas tendências: de um lado, tem o decorrente da carteira de empréstimo, com uma dinâmica menos intensa, e do outro, é a parte da carteira de participações acionárias e societárias, que tem sido mais intensa tanto pela realização de valores quanto pelo próprio dinamismo da carteira, especialmente na segunda metade do ano".

 

Venda de ações - O resultado positivo dessas participações se deve em parte ao lucro com vendas de ações, que aumentou de R$ 3,6 bilhões para R$ 6,1 bilhões. Nesse valor, destacam-se os lucros nas vendas de participações na Petrobras, com R$ 2,2 bilhões, e na Vale, com R$ 2,6 bilhões. Ainda que tenha reduzido sua participação, o BNDES também ganhou com a valorização de sua fatia remanescente nessas duas companhias, sendo R$ R$ 1,3 bilhão com a Petrobras e R$ 790 milhões com a Vale.

 

Volatilidade - Apesar desse resultado, Joaquim Levy afirmou que as variações das participações societárias dão maior volatilidade ao capital do banco. "Elas nos dão grandes alegrias, mas são uma fonte de volatilidade. Estamos tentando encontrar ativos para o BNDESpar que diminuam a volatilidade e que tenham maior valor adicionado", disse ele, que afirmou que o banco vai buscar maior atuação na área de infraestrutura. 

 

Carteira de empréstimos - Em 2018, a carteira de empréstimos do BNDES passou de R$ 560 bilhões em dezembro de 2017 para R$ 520 bilhões em dezembro de 2018, refletindo a redução de investimentos na economia e o amadurecimento da carteira de crédito, segundo avaliação do banco.

 

Risco de crédito - As despesas do BNDES com provisões para risco de crédito somaram R$ 5,9 bilhões, sendo R$ 2,236 bilhões para empréstimos com o Governo da Venezuela e R$ 2,183 bilhões para empréstimos com o Governo de Cuba. Já as demais provisões somam R$ 1,479 bilhão.

 

Despesas com pessoal - O balanço também informa que as despesas administrativas e de pessoal se mantiveram em torno de R$ 2,2 bilhões. Houve queda na participação dos lucros dos servidores do banco, de cerca de 74%. A razão dessa redução foi o aumento da parcela de lucro do banco que veio de lucros não recorrentes, como as participações societárias. 

 

Tributos - Em 2018, houve aumento de 62% no volume de tributos pagos pelo BNDES sobre o lucro líquido. No ano passado, o banco pagou R$ 5,2 bilhões em impostos. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA I: BC reduz projeção de crescimento da economia este ano para 2%

 

economia I 28 03 2019O Banco Central (BC) reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 2,4% para 2%. A projeção consta do Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente pelo BC.

 

Fatores - Entre os fatores para essa redução, o BC cita o crescimento menor do que o esperado no quarto trimestre de 2018, o que reduziu o “carregamento estatístico [herança do que ocorreu no ano anterior] de 2018 para 2019”. Outros fatores foram os “desdobramentos da tragédia em Brumadinho sobre a produção da indústria extrativa mineral”. Além disso, o BC cita a redução estimada para a safra agrícola e a moderação verificada no ritmo de recuperação da economia.

 

Setores - Para o BC, a produção da agropecuária deverá crescer 1% no ano, ante estimativa de elevação de 2% prevista em dezembro, após crescimento de 0,1% em 2018. A projeção para o desempenho da indústria foi reduzida de 2,9% para 1,8%. A estimativa de crescimento da indústria de transformação passou de 3,2% para 1,8%.

 

Indústria extrativa - A previsão para a indústria extrativa recuou de 7,6% para 3,2%. As estimativas de crescimento para construção civil e para produção e distribuição de eletricidade, gás e água foram mantidas em 0,6% e 2,3%, respectivamente.

 

Setor terciário - O BC estima crescimento de 2% para o setor terciário (comércio e serviços) em 2019. Em dezembro, a previsão era 2,1%.

 

Consumo das famílias - Também houve recuo na projeção para o consumo das famílias, de 2,5% para 2,2%, “em linha com o relativo arrefecimento no ritmo de recuperação do mercado de trabalho no final de 2018 e início deste ano”. A estimativa para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – investimentos – apresentou ligeiro declínio (de 4,4% para 4,3%), enquanto a projeção para o consumo do governo permaneceu inalterada em 0,6%.

 

Exportações e importações - As exportações e as importações de bens e serviços devem variar, na ordem, 3,9% e 5,6% em 2019, ante projeções respectivas de 5,7% e 6,1% do Relatório de Inflação de dezembro. “A redução na projeção para as exportações reflete diminuição em estimativas para a safra de grãos, possíveis impactos na exportação de minério de ferro decorrentes da tragédia de Brumadinho, revisões para baixo nas previsões para o crescimento mundial e incertezas quanto à recuperação da economia da Argentina, importante destino de bens manufaturados nacionais, em especial veículos”, diz o BC.

 

Decréscimo - Já a diminuição na estimativa para as importações decorre de redução nas projeções de crescimento da indústria de transformação e da FBCF, “com consequente decréscimo das aquisições de insumos e de máquinas e equipamentos, bem como da redução na projeção para o consumo das famílias”.

 

Inflação - No cenário com taxa de juros (Selic) e câmbio da pesquisa a instituições financeiras (Focus), a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar 2019 em 3,9%, a mesma divulgada em dezembro. O BC também projeta que a inflação deve chegar a 3,8% e 3,9% em 2020 e 2021, respectivamente. Em dezembro, essas estimativas estão em 3,6% para 2020, e em 3,8%, para 2021.

 

Base - Para fazer as projeções atuais, o BC considerou a taxa câmbio em R$ 3,70, em 2019, R$ 3,75, em 2020, e R$ 3,80, em 2021. Para a taxa Selic, a previsão do mercado é que termine 2019 no atual patamar de 6,5% ao ano, em 7,75% ao ano no fim de 2020, e em 8% ao ano, em 2021.

 

Cenário - No cenário com Selic e dólar constantes, em 6,5% ao ano e R$ 3,85, respectivamente, o BC estima para este ano 4,1% de inflação. Nessa trajetória, a inflação cai para 4% em 2020 e sobe para 4,1% em 2021. Nesse cenário, a previsão divulgada em dezembro era um pouco menor em 2019 (4%) e a mesma para os dois anos seguintes. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA II: Governo estuda tributar dividendos e reduzir impostos de empresas

 

economia II 28 03 2019A equipe econômica estuda a redução de tributos sobre empresas, em troca da cobrança de Imposto de Renda sobre dividendos, disse nesta quarta-feira (27/03) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro declarou que a medida aumentaria a competitividade do Brasil no exterior sem piorar a distribuição de renda.

 

Compensação - “Se o mundo todo começa a reduzir impostos sobre empresas, como você consegue reduzir sem piorar a distribuição de renda? Se pode abrir uma empresa a 20% de imposto lá, e aqui a 34%, quem sabe podemos reduzir a 20% aqui, mas pega imposto sobre dividendo e sobe? Tem que fazer uma compensação. Estamos dizendo o seguinte: vamos baixar de empresas, mas aumentar em dividendo. Isso que está sendo estudado", declarou o ministro.

 

Situação atual - Atualmente, as empresas brasileiras que lucram mais de R$ 20 mil por mês pagam 25% de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e 9% Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), totalizando 34%. Em compensação, desde 1995, o Brasil não cobra Imposto de Renda sobre dividendos (parcela do lucro distribuída aos acionistas de uma empresa), na contramão da prática internacional.

 

Carga tributária alta - Segundo o ministro da Economia, a carga tributária do Brasil é alta. De acordo com Guedes, se os tributos fossem mais baixos para toda a sociedade, o governo não precisaria ter concedido subsídios e desonerações a setores específicos da economia nos últimos anos. Para ele, tais políticas beneficiam apenas setores com capacidade de pressão, enquanto empresas sem conexões políticas quebram por não conseguirem articular-se.

 

Seguro rural - Sobre a intenção de o governo reduzir os subsídios à agropecuária e aumentar as operações de seguro rural, Guedes respondeu que nunca defendeu o fim de subsídios a um segmento específico da economia, mas a redução generalizada para todos os setores. “Fui eu mesmo que determinei uma compensação ao setor agrícola depois que retiramos a tarifa antidumping do leite em pó importado, depois que os produtores brasileiros reclamaram”, rebateu. (Agência Brasil)

 

Foto: Pixabay

 

PREVIDÊNCIA: Guedes admite que BPC e aposentadoria rural podem ser retirados de texto da reforma

 

previdencia 28 03 2019O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu pela primeira vez que o Congresso deve retirar da reforma da Previdência as alterações propostas para a aposentadoria rural e as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Esses pontos da reforma são os mais questionados pelos parlamentares.

 

Primeira participação - Guedes participou nesta quarta-feira (27/03), de debate na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Essa é a primeira participação do ministro em audiências públicas no Congresso Nacional, após ter faltado à audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na terça-feira (26/03).

 

Aprovação - "Eu tenho certeza que a reforma da Previdência será aprovada. Possivelmente vão tirar o BPC e o rural, mas a reforma será aprovada em um grau. O importante é deixar a reforma consistente em R$ 1 trilhão. Esse R$ 1 trilhão dá potência fiscal para atravessar até o regime de capitalização", afirmou, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

 

Selic - Segundo Guedes, se a reforma da Previdência for aprovada, a taxa de juros básica (Selic) - hoje no piso histórico de 6,50% ao ano - poderá cair até 2%. “Agora, se baixar no ‘empurrão’ como o governo Dilma, vamos repetir o que aconteceu com o (ex-presidente do banco Central, Alexandre) Tombini”, completou, em referência ao estouro da meta de inflação que ocorreu durante a gestão da economia à frente da autoridade monetária.

 

Saída - Após ser questionado sobre se deixaria o governo caso a reforma da Previdência não seja aprovada, Guedes disse não ter apego ao cargo, mas sinalizou que não sairá do ministério na primeira derrota. “Estou aqui para servi-los, se ninguém quiser o serviço, terá sido um prazer ter tentado. Não tenho apego ao cargo, mas não a terei irresponsabilidade de sair na primeira derrota”, afirmou.

 

Dinâmica virtuosa - Mais uma vez, ele colocou sua permanência no ministério nas mãos do presidente Jair Bolsonaro. “Acredito em uma dinâmica virtuosa da democracia, não tenho dúvida de que poderes cumprirão seu papel. Se o presidente (Bolsonaro) apoiar coisas que acho que podem resolver o Brasil, estarei aqui. Se o presidente ou Poderes não assumirem, eu tenho vida fora daqui”, completou.

 

Segurança - A senadora Kátia Abreu (PDT-TO) criticou o forte esquema de segurança montado para a chegada de Guedes à CAE, inclusive com empurrões a jornalistas e assessores. “É o presidente da República que está aqui?”, questionou.

 

Pedido - O presidente da CAE, senador Omar Aziz (PSD-AM), esclareceu que o reforço da segurança foi a seu pedido. “Não foi uma decisão do ministro, foi minha”, afirmou. Ao retirarem jornalistas credenciados do corredor, os seguranças da Casa gritaram que havia sido um pedido do Ministério da Economia. (O Estado de S.Paulo)

 

PARCERIA: Paraná quer ampliar negócios e atrair empresas da Alemanha

 

parceria 28 03 2019O Governo do Paraná aposta no pacote de investimentos em infraestrutura e na modernização do Estado para ampliar o intercâmbio comercial com a Alemanha. As ações já implementadas e as planejadas pela atual gestão foram apresentadas nesta quarta-feira (27/03) pelo vice-governador Darci Piana ao cônsul-geral da Alemanha, Axel Zeidler, e ao cônsul honorário Andreas Hoffrichter. A reunião aconteceu no Palácio Iguaçu.

 

Programa de investimentos - O vice-governador destacou que, nas próximas semanas, o governo paranaense vai lançar um programa abrangente de investimentos em infraestrutura, com ações em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e energia elétrica. Piana disse que o Estado está aberto a parcerias público-privadas (PPPs) e investimentos diretos da iniciativa privada alemã, além de ter interesse em importar tecnologias que reduzam custos e aumentem a produtividade das empresas paranaenses.

 

Tecnologia - “Além de trabalharmos num governo novo, austero, com corte de despesas, precisamos de capital de fora, e nos interessa que venha de países que tenham tecnologia e possam nos ensinar e investir para ampliar a nossa capacidade produtiva, melhorar o nosso parque industrial e, com isso, ganhar emprego e renda, fazendo com que o Estado melhore ainda mais”, afirmou.

 

Desburocratização - Ele ressaltou que a nova gestão está empenhada na desburocratização visando facilitar o trâmite dos investidores. “Não pode uma empresa demorar 2, 3 anos para ter autorização para começar a produzir ou até para começar a própria empresa. Temos conversado com a Junta Comercial, IAP, Sanepar, Copel, todas as nossas vinculadas, para agilizar investimentos no Paraná e mostrar que nossa preocupação é fazer desse Estado o mais moderno do País”, disse o vice-governador.

 

Interesses - O cônsul alemão salientou que a ideia é expandir o intercâmbio econômico, gerando benefícios mútuos. “O Paraná pode oferecer as melhores condições para a indústria alemã, que já tem uma base forte na Grande Curitiba. Além disso, tem muitas empresas pequenas e médias que poderiam aproveitar esse bom clima para investimentos”, afirmou. Entre as áreas de interesse estão as indústrias automobilística e eletrometalmecânica, setores em que já atua no Estado, além de energia renovável e eficiência energética, onde o país é líder mundial.

 

Modelo de gestão - “O interesse das empresas alemãs no Paraná é muito grande e um dos motivos é a infraestrutura muito melhor, em comparação com outros estados. Não é à toa que, nos últimos anos, o PIB do Paraná cresceu acima da média nacional”, enfatizou o cônsul honorário, que também preside a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. Na avaliação de Hoffrichter, o Paraná é um Estado modelo na gestão e as medidas de austeridade e redução de custos são um sinal positivo para os investidores alemães de que o Estado está fazendo a lição de casa - e alemão gosta muito quando alguém faz a lição de casa.

 

Chile- Darci Piana também recebeu o cônsul-geral do Chile, Mario Patricio Arriagada de Lafuente, e o cônsul honorário Luiz Celso Branco. Na reunião, o vice-governador disse que o Governo do Paraná quer estreitar ainda mais a relação com o país, principalmente na área comercial. O cônsul-geral chileno ressaltou que o Chile está de portas abertas para futuras parcerias com o Estado. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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