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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4543 | 27 de Março de 2019

COOPERATIVISMO: Sistema Ocepar publica o livro Legislação Cooperativista

livro 27 03 2019As principais leis aplicadas ao cooperativismo constam no livro “Legislação Cooperativista” que o Sistema Ocepar acaba de publicar, por meio da Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec). São 1.500 exemplares que estão sendo distribuídos para as cooperativas registradas na entidade e demais interessados no assunto.

Conteúdo - No livro constam a Lei Geral das Sociedades Cooperativas, de nº 5.764, publicada em 16 de dezembro de 1971; a Lei Complementar nº 130, de 17 de abril de 2009, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo; a Lei nº 12.690, de 19 de junho de 2012, que trata da organização e funcionamento das cooperativas de trabalho; a Medida Provisória (MP) nº 2.168-40, de 24 e agosto de 2001, que dispõe sobre o Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop) e autoriza a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), e o Decreto nº 3.017, de 6 de abril de 1999, que aprova o Regimento do Sescoop, entre outros. Também traz trechos que tratam sobre o cooperativismo na Constituição Federal, Constituição do Estado do Paraná e Código Civil, além de normas, atos e regulamentos publicados pelo Banco Central, Junta Comercial e Conselho Federal de Contabilidade. Clique aqui para conferir o conteúdo na íntegra.

Inspiração – O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, explica que a publicação foi elaborada tendo como inspiração o livro “Legislação Cooperativista e Resoluções do Conselho Nacional do Cooperativismo”, lançado em outubro de 1990 pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), com apoio do extinto Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural (Denacoop), órgão que integrava o Ministério da Agricultura. 

Consulta - Ele lembra que até hoje a obra é muito consultada por dirigentes, lideranças e trabalhadores do cooperativismo. “Quase três décadas se passaram desde então. Nesse período, o cooperativismo conquistou muitas vitórias com a consolidação do modelo de autogestão, após o reconhecimento constitucional do direito fundamental à não interferência estatal nas cooperativas, planos e programas de renegociação de dívidas, como o Recoop, a criação do Sescoop, só para citar alguns exemplos, entre tantos outros”, afirma. “Um reflexo da evolução das cooperativas é o grau de regulamentação e exigências legais e administrativas a que estão sujeitas, sendo oportuna a atualização e reedição desse material para o desenvolvimento e aplicação prática do quinto princípio do cooperativismo: da educação, formação e informação”, completa Ricken.

Abrangência - “A concepção da sistematização de um livro de referências legais levou em consideração os principais normativos de consulta técnica e de rotina nas cooperativas, de diversos ramos, por isso abrange não só leis em sentido estrito mas, também, a regulamentação de órgãos da Administração Pública direta e indireta. Além disso, mantém as resoluções do extinto Conselho Nacional de Cooperativismo (CNC) como referência doutrinária e histórica, visto que permanece relevante para a devida interpretação de diversos dispositivos da Lei Geral das Sociedades Cooperativas”, afirmam o gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra, e a coordenadora jurídica da Ocepar, Micheli Mayumi Iwasaki, na mensagem de apresentação da obra.

 

UNIPRIME ALLIANCE: Referência em performance, cooperativa apresenta R$ 12,8 milhões em sobras

 

A Uniprime Alliance, com sede em Cascavel (PR) e agências em Foz e Francisco Beltrão, realizou sua Assembleia Geral Ordinária (AGO) na segunda-feira (25/03), ocasião em que os cooperados avaliaram e aprovaram por unanimidade a prestação de contas e balanço do exercício anterior, definiram como as sobras serão divididas entre eles e elegeram novo Conselho Fiscal. Segundo a presidente do Conselho de Administração, Maryam Olympia Yasbick Spricido, apesar do cenário fragilizado pela instabilidade política e econômica, a Cooperativa conseguiu manter seu histórico de performance. "O resultado bruto alcançou R$ 12.853.182,46 e 85% destes valores retornam às mãos dos cooperados, proporcionalmente ao volume de suas operações", explica a presidente.

 

DNA - Com 5.409 cooperados, em sua grande maioria médicos, odontólogos, profissionais e empresas ligados à área de saúde, a Alliance expressa com excelência, o DNA do sistema Uniprime. Disponibiliza, como as demais, uma ampla plataforma digital, com serviços por internet banking e aplicativo, mas se destaca por apresentar uma proposta de valor que prioriza o atendimento personalizado, preserva a proximidade e o relacionamento. Todas as agências Uniprime Alliance contam um ambiente especial de convivência, chamado "Espaço do Cooperado". É a área principal da agência, reservada à convivência e à integração entre os cooperados ao redor da qual estão distribuídos todos os serviços.

 

Indicadores Confortáveis - Seus indicadores são extremamente confortáveis. Um deles é a classificação de rating da Agência LFRating, que outorgou classificação de grau de investimento A1. Ou seja: ao avaliar a evolução dos negócios, participação no mercado, posição financeira consolidada, a agência que avalia os riscos de instituições financeiras classificou a cooperativa como extremamente sólida e com extraordinária capacidade de resistência a mudanças da conjuntura econômica onde ela atua.

 

Resultados - Os resultados colhidos no exercício de 2018 corroboram esta avaliação. Apesar da difícil conjuntura, os depósitos à vista somaram R$ 77,7 milhões (36,67% de crescimento em relação ao ano anterior). Os depósitos a prazo, somaram R$ 414,1 milhões (expansão de 9,54%) e as operações de crédito alcançaram R$ 184,3 milhões (aumento de 30,28%), enquanto o quadro social cresceu 11,5% e os ativos alcançaram R$ 569,4 milhões (expansão de 12,33%).

 

Práticas gerenciais - As práticas gerenciais implementadas e as características e potencialidades de seu quadro cooperado fazem da Uniprime Alliance uma das melhores vitrines onde se projetam os resultados positivos que uma cooperativa pode gerar para os associados e para as comunidades onde ela atua. Entre outras vantagens, a cooperativa remunerou as aplicações em até 112,49% do CDI, os valores mantidos em conta corrente foram corrigidos em 100% da poupança, o capital social foi corrigido em 100% da Selic e 5,50% dos juros pagos serão devolvidos conforme decisão da AGO.

 

R$ 47,9 milhões em economia - Mas os benefícios são ainda mais evidentes ao se comparar as taxas praticadas durante o ano pela cooperativa, às praticadas pelos grandes bancos. De acordo com o Banco Central do Brasil, enquanto os bancos cobraram a média de 5,15% no crédito pessoal, a média da Uniprime Alliance foi de 1,84%; nas operações para compra de veículos novos, bancos cobraram em média, 1,62%, e a cooperativa, 1,14%. No cheque especial, os grandes bancos operaram em 2018 com taxa média de 12,74% enquanto a Uniprime se limitou à média de 7,13%. Segundo os cálculos, embasados nos registros do Banco Central, somadas todas as operações, apenas a diferença entre as taxas pagas efetivamente pelos cooperados e os valores que eles teriam de pagar se contratassem a valores de mercado, equivaleram a R$ 47,9 milhões de reais. Um valor que permaneceu nas mãos do quadro social e reaqueceu a economia regional.

 

Conselho Fiscal - A AGO também elegeu o novo Conselho Fiscal, que tem como efetivos, Evandro Armando Tavares Luzzi, Cesar Nobuo Shiratori e Gilberto Carlos Tiano e como suplentes, Sandro Toledo Carvalho, Rosangela Teresinha de Castro Cagnin e Andre Zambonato. (Imprensa Uniprime Alliance)

 

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SICREDI INTEGRAÇÃO: Entidades apoiam ação de combate ao câncer em São João do Triunfo

 

sicredi integracao 27 03 2019São João do Triunfo, no interior do Paraná, recebeu a carreta de prevenção ao câncer, uma unidade móvel com profissionais especializados que orientam a população e realizam exames preventivos de combate à doença, entre os dias 18 e 22 de março. A ação, idealizada pelo Sesi, pela Rede Feminina de Combate ao Câncer e pela Secretaria Municipal de Saúde, teve apoio da Sicredi Integração PR/SC.

 

Exames preventivos - A iniciativa disponibilizou exames gratuitos preventivos para os moradores da região. Foram realizadas 120 mamografias, 48 exames preventivos, 92 exames de pele, 147 PSA – para diagnósticos de câncer de próstata - e 9 exames de boca, totalizando 416 atendimentos nos cinco dias da ação.

 

Iniciativa valiosa - “Disponibilizar serviços gratuitos de prevenção para a população pode ajudar a diminuir os casos de incidência do câncer ou detectá-lo em estágio inicial, facilitando o seu tratamento. Por esse motivo, é uma iniciativa valiosa para todos”, afirma o presidente da Sicredi Integração PR/SC, Luiz Roberto Baggio.

 

Números do câncer no Brasil - De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2018, o Brasil diagnosticou mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata e mais de 59 mil novas incidências de mama feminina. Dentre os tipos de câncer que mais acometem a população do País, encontram-se os de próstata, traqueia, brônquio e pulmão, cólon e reto nos homens; e mama, cólon e reto e colo do útero nas mulheres. A prevenção, que inclui ações como a realização de exames e a adoção de hábitos saudáveis no dia a dia, ainda é a melhor maneira para reduzir os riscos de desenvolver a doença.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Integração PR/SC)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI RIO PARANÁ I: Nova Olímpia ganha nova agência

Os associados da Sicredi Rio Paraná PR/SP de cidade de Nova Olímpia (PR) ganharam esta semana uma nova agência. A cooperativa inaugurou o novo espaço no município. A primeira agência da cidade foi instalada há 14 anos e com o crescimento do número de associados, foi necessária a ampliação do local.

Presenças - A cerimônia contou com a presença do presidente da Sicredi Rio Paraná PR/SP, Jorge Bezerra Guedes, do diretor executivo, Vanderlei de Oliveira, Vanderlei Gonçalves de Oliveira, do diretor de Operações Bruno Gasparetti, da gerente de Desenvolvimento Regional Vanessa Gutowiski, além de autoridades e da população do município.

Força da união - As cooperativas de crédito representam a força da união de pessoas em torno de objetivos comuns. Elas criam oportunidades de negócios e fortalecem a região onde está presente. Com mais de 4 milhões de associados em todo o País, o Sicredi é uma instituição financeira cooperativa feita por pessoas para pessoas.

Mais - Para saber mais, acesse nossas redes sociais @sicredirioparana. (Sicredi Rio Paraná PR/SP)

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SICREDI RIO PARANÁ II: Cooperativa realiza sessão de cinema gratuita em Pirapozinho (SP)

 

Em comemoração aos 70 anos de Pirapozinho (SP), a Sicredi Rio Paraná PR/SP realiza, no dia 9 de abril, às 19h, uma sessão de cinema gratuita. Com a exibição do filme “O touro Ferdinando”, a população da cidade poderá aproveitar para ter uma noite agradável em família e saborear uma deliciosa pipoca, e tudo de graça. A ação é um presente da Sicredi para a cidade. 

 

Praça - Os interessados em participar podem se dirigir até a praça Manoel Marques Silva onde ocorrerá o evento. As cadeiras serão limitadas, porém o público poderá se acomodar também nos bancos da praça. Apenas as bebidas, água e refrigerante, serão cobradas, com renda revertida ao asilo da cidade. 

 

Sobre o filme - Indicado ao Oscar de melhor animação, “O Touro Ferdinando” é uma história de paz e de respeito às diferenças. Ambientado na Espanha, o longa retrata a história de Ferdinando, um animal sensível que ama cheirar flores e que, ao contrário dos bezerros com os quais convive, tem aversão a qualquer tipo de violência e briga. (Imprensa Sicredi Rio Paraná PR/SP)

 

SERVIÇO

Exibição do filme O touro Ferdinando

Quando: 9 de abril de 2019 a partir das 19h

Onde: Praça Manoel Marques Silva

Mais informações: Sicredi de Pirapozinho, que fica na avenida Manoel Marques Silva, 299

Evento gratuito

 

sicredi rio parana II 27 03 2019

 

SOJA: Painel na ExpoLondrina irá debater como enfrentar adversidades climáticas na cultura

 

soja 27 03 2019O painel Desafios para o enfrentamento das adversidades climáticas: análise da safra de soja 2018/2019 no Paraná será realizado no dia 10 de abril, a partir das 13h30, no Pavilhão da SmartAgro, durante a Expo Londrina. O evento é uma promoção da Embrapa Soja, em parceria com Sociedade Rural do Paraná, Instituto Emater e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). A expectativa é reunir aproximadamente 250 participantes. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo Sympla: https://bit.ly/2U2lxwP.

 

Panorama - O objetivo deste evento é apresentar um panorama sobre a situação da safra de soja 2018/19 no Paraná, debatendo os resultados obtidos e também os desafios dos sojicultores. Para elaborar um panorama sobre a última safra de soja participarão do debate pesquisadores da Embrapa Soja e representantes da assistência técnica pública (Emater) e privada (Ocepar). Além disso, o painel contará com uma palestra sobre como o manejo do solo pode colaborar para a conquista de alta rentabilidade e de estabilidade na cultura da soja.

 

Veranicos - Na safra 2018/2019, os sojicultores presenciaram dois grandes veranicos, o primeiro entre final de novembro a meados de dezembro, e o segundo entre início de janeiro a início de fevereiro, avalia o pesquisador José Salvador Foloni, da Embrapa Soja. Em determinadas regiões, como no oeste do PR e Sul do MS, Foloni explica que grande parte das lavouras foram instaladas entre 10 a 30 de setembro e sofreram muito com o primeiro veranico, pois encontravam-se em pleno enchimento de grãos. 

 

Segundo - Por sua vez, os agricultores das regiões norte do PR, boa parte de SP, MG, MS e GO, que fizeram a semeadura em outubro, em localidades com altitudes abaixo de 600 m, sentiram bastante o segundo veranico, porque também foi longo e incidiu na granação da soja. O pesquisador ressalta que é preciso distinguir determinados ambientes de produção. "Em certas regiões acima de 600 m, como no centro-sul e centro-oeste do PR, sul de SP, e nos chapadões do Brasil Central (microrregiões de elevadas altitudes), o desenvolvimento da soja foi de satisfatório a muito bom, para lavouras instaladas a partir de meados de outubro e em novembro, e as produtividades têm sido animadoras", avalia.

 

Sequeiro - Para Foloni, é importante lembrar que mais de 90% da soja brasileira é cultivada em regime de sequeiro (sem irrigação). “Portanto, é fundamental considerar uma série de tecnologias agronômicas a serem praticadas, de curto, médio e longo prazo, para minimizar os efeitos dos veranicos sobre a soja”, ressalta.  Entre elas estão: respeitar o zoneamento agrícola de risco climático; buscar cultivares mais adaptadas para cada região; construir o perfil do solo para aumentar o enraizamento em profundidade; adotar sistemas de produção que melhorem o ambiente radicular, assim como, que favoreçam à cobertura de palhada. 

 

Manejo fitossanitário - Foloni destaca também a adoção de manejo fitossanitário para que as lavouras possam ter melhor desempenho em condição de estresse por déficit hídrico; e a utilização de procedimentos que minimizem efeitos fitotóxicos de agroquímicos associados ao estresse por estiagem. Outra dica do pesquisador é priorizar a semeadura escalonada para aumentar as chances de escape das lavouras em relação à incidência de veranicos na fase de enchimento de grãos; e considerar todas as práticas agronômicas que possibilitem aumentar a eficiência de uso da água pelas plantas. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

PROGRAMAÇÃO

13h30 – Recepção e abertura

14h – Situação da Safra de Soja 2018/19 no Paraná: Resultados e Desafios nas Regiões Produtoras do Estado

Jhony Möller – Sistema Ocepar

Nelson Harger – Emater Paraná

Salvador Foloni – Embrapa Soja

15h30 – Manejo do Solo Para Alta Rentabilidade e Estabilidade na Cultura da Soja

Osmar Conte – Embrapa Soja

16h20 – Debate

 

SERVIÇO

Painel Desafios para o enfrentamento das adversidades climáticas: análise da safra de soja 2018/2019

Data: 10 de abril, a partir das 13h30

Local: Pavilhão da SmartAgro/ Exposição de Londrina –

Parque Governador Ney Braga. Av. Tiradentes, 6275 | Londrina-PR

Inscrições pela internet no Sympla: https://bit.ly/2U2lxwP

 

FEIJÃO: Iapar lança cultivar em Ponta Grossa nesta quinta-feira

 

feijao 27 03 2019O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) lança nesta quinta-feira (28/03) a cultivar de feijão preto IPR Urutau, em apresentação dirigida a produtores, técnicos, dirigentes e lideranças do agronegócio. O evento será realizado no Polo Regional de Ponta Grossa, a partir das 9 horas, com a presença do secretário de agricultura e abastecimento do Estado, Norberto Anacleto Ortigara.

 

Outros estados - Além do Paraná, IPR Urutau é indicada para plantio nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Sua principal característica é o potencial de rendimento, que pode ultrapassar a marca de 4,5 toneladas por hectare, segundo Vania Moda Cirino, especialista em melhoramento genético vegetal do Iapar que trabalhou no desenvolvimento do novo material.

 

Ciclo - A nova cultivar tem ciclo semiprecoce e, em média, chega à colheita 84 dias após a emergência. Destaca-se ainda pelo bom comportamento frente às principais doenças que atingem lavouras de feijão e pelo porte ereto, característica que proporciona mais eficiência na operação de colheita.

 

Proteína - Os grãos de IPR Urutau têm alto teor de proteína e são de rápido preparo – cozinham em cerca de 19 minutos, segundo a pesquisadora.

 

Programa - Após a solenidade de lançamento, os participantes visitarão a estação experimental para conhecer o desempenho de IPR Urutau em condições de campo. (Assessoria de Imprensa do Iapar)

 

SERVIÇO

Lançamento da cultivar de feijão preto IPR Urutau

Data: 28 de março, quinta-feira

Horário: a partir das 9 horas

Local: Polo Regional do IAPAR em Ponta Grossa (localizado no km 496 da Rodovia do Café)

 

AGRISHOW 2019: Expectativa é superar volume de negócios alcançados na edição 2018

 

agrishow 27 03 2019O bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro deve continuar em 2019. De acordo com o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil pode obter a segunda maior safra de grãos da história. A estimativa para a safra 2018/2019 é alcançar 233,29 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 2,5% ante o período anterior 2017/2018. A manutenção da produção agrícola ressalta o protagonismo e a liderança do segmento tanto na economia nacional como na oferta de alimentos de alta qualidade para todo o mundo.

 

Objetivo - Para contribuir com esse cenário, a Agrishow 2019 – 26ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação tem o objetivo de reunir, em um único local, os mais importantes lançamentos em máquinas, equipamentos, implementos, produtos, serviços e tecnologias; discutir os temas mais relevantes para o setor; demonstrar as inovações agrícola, soluções sustentáveis e integradas para ajudar os pequenos, médios e grandes produtores rurais, agricultores familiares e pecuaristas a melhorar o desempenho de suas atividades, seja na plantação e colheita de diversas culturas ou nas pastagens, com ganhos reais de produtividade, eficiência e economia de recursos naturais e insumos, redução de custos e elevação da rentabilidade.

 

Iniciativa - O evento, marcado entre os dias 29 de abril e 3 de maio, em Ribeirão Preto, é uma iniciativa das principais entidades do segmento no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB - Sociedade Rural Brasileira. O evento é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, principal promotora de feiras de negócios no Brasil e no mundo.

 

Expectativa - “A nossa expectativa em relação à Agrishow 2019 é a melhor possível, pois a economia está num bom momento, o que deve repercutir favoravelmente nas vendas de máquinas e equipamentos, que é um dos principais pilares da feira”, afirmou João Carlos Marchesan, presidente da Abimaq, durante coletiva de imprensa promovida nesta terça-feira (26/03), em São Paulo.

 

Marcas nacionais e internacionais - Por ser uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo, a Agrishow 2019 terá a participação de mais de 800 marcas nacionais e internacionais, vindas dos Estados Unidos, Argentina, França, China, Índia e Turquia. Esses expositores estão estrategicamente organizados por setores, a fim de facilitar o planejamento dos mais de 150 mil visitantes do Brasil e do exterior que, em muitas situações, aguardam a realização da feira para a efetivação de negócios. Entre as áreas da feira estão: agricultura de precisão, agricultura familiar, armazenagem (silos e armazéns), corretivos, fertilizantes, defensivos, equipamentos de segurança (EPI), equipamentos de irrigação, ferramentas, implementos e máquinas agrícolas, máquinas para construção, peças, autopeças, pneus, equipamentos e produtos para pecuária, produção de biodiesel, sacarias e embalagens, seguros, sementes, software e hardware, telas, arames, cercas, válvulas, bombas, motores e veículos (pick ups, caminhões e utilitários, além de aviões agrícolas).

 

Cadeias produtivas - “Pretendemos na Agrishow deste ano enfatizar todas as cadeias produtivas, apresentando inovações desde a área de insumos, como fertilizantes e sementes, passando pelo segmento de máquinas e implementos agrícolas até as tecnologias para agricultura de precisão, conectividade e ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta)”, ressaltou Francisco Matturro, presidente da Agrishow. 

 

Vitrine de tendências - Considerada a mais importante vitrine de tendências para o segmento, o evento deve superar a edição de 2018 em volume de negócios iniciados pelos expositores e visitantes durante a feira. A Agrishow 2019 conta ainda com a presença de profissionais, empresários e técnicos da cadeia produtiva, representantes das entidades setoriais, pesquisadores, autoridades, lideranças governamentais e membros de órgãos e secretarias públicas.

 

Novidades e atrações - Uma das principais novidades desta edição da Agrishow é a expansão de sua área, que passou de 440 mil m² para 520 mil m², resultado da nova área de plantio e tratos de horticultura da Arena de Demonstrações de Campo, que trará também máquinas e produtos inovadores para o agro.

Com mais de 6 mil m², a área de horticultura terá curadoria da Coopercitrus e será voltada para inovações, irrigação, orientação e tecnologia, com uma estrutura que contará com estufa, corpo técnico especializado, e um portfólio completo para atender as especificidades da área.

 

Arena do Conhecimento - Outra atividade paralela que faz sucesso na Agrishow é a Arena de Conhecimento. Palco de apresentações de novas tecnologias e tendências, contará com palestras, reuniões e encontros com players do setor, objetivando levar informação relevante para o dia a dia e para os negócios dos profissionais do campo.

 

Prêmio Trator do Ano - No dia 30 de abril, na Arena do Conhecimento, serão anunciados os vencedores do Prêmio Trator do Ano Brasil 2019/2020, que visa premiar os melhores tratores fabricados e comercializados no país. A premiação conta com produtos indicados em quatro diferentes categorias de produtos:  até 100cv, de 100 a 200cv, mais de 200cv e a categoria de Tratores Especiais. Ao todo são 15 marcas participantes, somando 44 diferentes produtos a serem avaliados por professores doutores da área de mecanização agrícola de importantes universidades públicas do país. A premiação conta com o apoio da Agrishow.

 

Inovação - Outra atração da Agrishow 2019 será a Arena de Inovação, um espaço destinado a startups do agronegócio e voltado à conectividade no campo. Serão dez startups participantes, que apresentarão soluções inovadoras e importantes para o segmento, como por exemplo, automatização agrícola, sistemas e drones de pulverização, drones para captação de dados e imagens, plataforma para instalação de painéis solares, APP de gerenciamento de pessoas e gestão de fazendas, sistema de informação em tempo real para pecuária e soluções tecnológicas embarcadas em campo.

 

Banco de Dados - Uma importante novidade será o Banco de Dados Colaborativo do Agricultor (BDCA), a ser apresentado pela Abimaq. O BDCA é um banco de dados com o propósito de integração dos dados gerados por equipamentos e sensores de todos os fabricantes, sendo que a liberação do acesso aos dados é autorizado pelo agricultor. O benefício para o agricultor é ter todas as informações de suas máquinas e sensores integrados em um único local, sem depender do sistema de um único fabricante. Os fabricantes podem compartilhar parte ou a totalidade dos dados gerados, atendendo a demanda dos agricultores de integração dos dados provenientes de máquinas de diferentes marcas.

 

Produtor artesanal - Ainda sobre as novidades, a Agrishow, que sempre valorizou os diversos aspectos da produção no campo, terá nesta edição a Arena do Produtor Artesanal, que vai reunir produtores de café, cachaça, doces, embutidos, entre outros, ressaltando o valor agregado do produto final. Além disso, haverá um Lounge Jurídico para resolver dúvidas legais e muitas ações de sustentabilidade, como a coleta seletiva e reciclagem do lixo gerado no evento.

 

Rodada Internacional de Negócios - Durante a Agrishow 2019, ocorrerá 20ª Rodada Internacional de Negócios, a ser realizada entre os dias 30 de abril e 02 de maio e que reunirá fabricantes brasileiras de máquinas, implementos agrícolas e equipamentos de irrigação, com compradores (importadores, distribuidores e representantes) estrangeiros, vindos especialmente ao Brasil para este fim. Esta é uma ação de promoção comercial e é organizada pelo Programa Brazil Machinery Solutions, resultado da parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a ABIMAQ. 

 

Potencialização - Denominado Projeto Comprador, esta Rodada Internacional de Negócios tem como objetivo principal potencializar o contato e as negociações entre fabricantes brasileiros e importadores dos mais diversos países. Para esta edição do Projeto Comprador, estão sendo prospectados importadores dos seguintes países: África do Sul, Argentina, Austrália, Chile, Colômbia, Etiópia, EUA, México, Nigéria, Peru e Rússia.

 

Imagem - A Agrishow 2019 também será contemplada com o Projeto Imagem, que tem como objetivo promover e divulgar a indústria brasileira de máquinas e equipamentos ao mercado internacional, por meio de visitas de jornalistas, formadores de opinião e especialistas ao Brasil para conhecer o setor. Para esta edição do Projeto Imagem, o Programa BMS receberá jornalistas de diversos países, com visita confirmada destaca-se a Revista Farmer´s Review Africa, com sede em Joanesburgo, na África do Sul e da revista Actualidad Del Campo, do Paraguai.

 

Homenagem - Ainda durante a feira, está marcada a entrega do “Deusa Ceres”, no dia 2 de maio, no Centro Cana. Uma das mais tradicionais premiações do agronegócio brasileiro, concedida pela Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (Aeasp), visa homenagear os engenheiros agrônomos que se destacam em diversas áreas.

 

Digital - Para promover a difusão de conhecimento técnico e mercadológico e a comunicação com o público 365 dias por ano, a feira conta com o Agrishow Digital, canal de conteúdo com matérias especiais, artigos, reportagens, entrevistas e dicas em formato de e-books, além de whitepapers, infográficos, blogposts e webinários com informações relevantes para os profissionais do campo. Para acessá-lo, basta entrar no site da Agrishow (www.agrishow.com.br) e clicar em “Agrishow Digital” no menu principal. (Assessoria de Imprensa do evento)

 

SERVIÇO

AGRISHOW 2019 – 26ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação 

Data: 29 de abril a 3 de maio de 2019

Local: Rodovia Antônio  Duarte  Nogueira, Km 321 - Ribeirão Preto (SP)

Horário: das 8h às 18h

www.agrishow.com.br

 

COMBUSTÍVEL: Petrobras anuncia mudança na periodicidade de reajuste do óleo diesel

 

combustivel 27 03 2019A Petrobras anunciou nesta terça-feira (26/03) mudança na periodicidade para reajustes do óleo diesel. A partir de agora, o preço do combustível não poderá ser reajustado em períodos inferiores a 15 dias.

 

Variação atual - Até então, o valor do litro do diesel poderia variar até diariamente. Segundo a estatal, os preços do diesel nas refinarias da companhia correspondem a cerca de 54% dos preços ao consumidor final.

 

Cartão Caminhoneiro - A estatal anunciou ainda a criação do “Cartão Caminhoneiro”, que permitirá a compra do combustível a preço fixo nos postos com a bandeira BR. O cartão deve entrar no mercado em 90 dias. Segundo a empresa, o cartão "servirá como uma opção de proteção da volatilidade de preços, garantindo assim a estabilidade durante a realização de viagens".

 

Decisão - A decisão foi aprovada em reunião com a diretoria executiva. Em nota, a Petrobras garante que “manterá a observância de preços de paridade internacional (PPI), abstendo-se, portanto, de práticas que poderiam caracterizar o exercício de poder de monopólio, já que possui 98% da capacidade de refino do Brasil”.

 

Greve - A alta do preço do combustível foi a principal justificativa para a greve dos caminhoneiros em maio de 2018. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Alimento e transporte puxam altas, e prévia do IPCA surpreende em março

 

Pressionada por alimentos in natura, a prévia da inflação oficial avançou mais que o previsto por analistas em março e aproximou-se do centro da meta do Banco Central, além de ter gerado revisões para cima na expectativa do índice fechado do mês. Apesar disso, ainda prevalece a percepção de uma inflação confortável no ano, corroborada pelo baixo nível dos núcleos de inflação, medidas que retiram itens voláteis da conta.

 

Alta - Conforme divulgado nesta terça-feira (26/03) pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,54% em março, acelerando em relação ao apresentado no mês anterior (0,34%). Trata-se da maior taxa para o mês desde 2015 (1,18%). Analistas ouvidos pelo Valor Data já esperavam uma aceleração da prévia da inflação, só que de forma menos intensa, para 0,49% na média.

 

Aumento acumulado - Desta forma, o IPCA-15 passou a acumular aumento de 4,18% nos últimos 12 meses até março, convergindo para o centro da meta neste ano (4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos). Nos três meses anteriores, a prévia da inflação oficial do país havia rodado abaixo de 4% - em dezembro (3,86%), janeiro (3,77%) e fevereiro (3,73%).

 

Intensidade - A surpresa foi a intensidade do avanço dos preços de alimentos consumidos em casa. O clima desfavorável afetou a oferta e elevou esse conjunto de preços em 1,91% em março, bem acima do mês anterior (0,68%). Itens importantes na mesa das famílias ficaram mais caros, como o feijão-carioca (41,44%), que foi o maior impacto no IPCA-15, com 0,09 ponto percentual, além de batata-inglesa (25,59%) e do tomate (16,73%).

 

Transportes - Também colaborou o grupo de Transportes, que saiu de queda de 0,46% em fevereiro para uma alta de 0,59% em março. A gasolina ficou mais cara (0,28%), após três meses de queda, mas os principais responsáveis pela aceleração do grupo foram as passagens aéreas (7,54%) e o etanol (2,64%), com contribuição de 0,03 ponto percentual para o IPCA-15.

 

Itens mais voláteis - Apesar da surpresa, a média dos núcleos, medidas que retiram do cálculo do índice os itens mais voláteis, ficou em 0,27% em março, abaixo do 0,30% esperado pelo banco Haitong. Em 12 meses, a média dos núcleos teve aceleração de 3,63% para 3,69% de fevereiro para março. Já o núcleo da inflação de serviços em 12 meses baixou de 3,70% para 3,64%.

 

Aceleração - Segundo previsão do Haitong, a inflação deve acelerar um pouco mais até o fim de março, para algo em torno de 0,60% (foi 0,09% em março do ano passado). Ainda assim, o economista-sênior da instituição, Flávio Serrano, afirmou que a taxa não preocupa. "Há uma questão sazonal na alimentação. Isso deve se dissipar em dois ou três meses."

 

Gasolina e etanol - Nos cálculos da LCA Consultores, a gasolina e o etanol devem subir mais até o fim deste mês. Desta forma, o IPCA fechado de março vai acelerar para 0,62%. Se confirmada a projeção, o índice de 12 meses deve subir para 4,44%, superando o centro da meta de inflação do governo. Em abril, o indicador subiria mais um pouco, atingindo 4,59%, o que deverá ser a taxa mais alta deste ano.

 

Reversão - Fábio Romão, economista da LCA, disse que essa aceleração do IPCA tende a começar a ser revertida nos meses seguintes, com o índice desacelerando para 3% nos 12 meses até julho. A inflação fecharia o ano em 3,9%. "Teremos um IPCA muito tranquilo em 2019, o que pode favorecer eventual corte de juro".

 

Segunda quinzena de março - Na avaliação do economista Yan Cattani, da Pezco Economics, os preços dos alimentos devem mostrar desaceleração na segunda quinzena de março. Os combustíveis até podem pressionar nos próximos meses, além do reajuste de medicamentos programado para abril, mas a taxa do ano deve seguir "tranquila".

 

Aneel - A MCM Consultores acredita que a inflação será beneficiada pela decisão da Aneel de reduzir os reajustes tarifários da Light, da Enel-RJ e da Eletroacre devido à antecipação do pagamento dos empréstimos bancários (Conta-ACR). (Valor Econômico)

 

economia 27 03 2019

LEGISLATIVO: Câmara desafia governo e engessa Orçamento

 

legislativo 27 03 2019O governo sofreu, na noite desta terça-feira (26/03), importante derrota após a Câmara aprovar, em dois turnos, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que engessa parcela maior do Orçamento e torna obrigatório o pagamento de despesas hoje passíveis de adiamento, como emendas de bancadas estaduais e investimentos em obras. A votação foi um recado dos deputados para o Palácio do Planalto. Insatisfeitos com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de não negociar com partidos, líderes de várias siglas decidiram emparedar o governo.

 

Votação relâmpago - Em uma hora, numa votação relâmpago, os deputados aprovaram a medida em dois turnos, com ampla maioria. Para conseguirem essa rapidez, deram sinal verde a um requerimento de quebra de interstício, permitindo que o Legislativo pulasse o intervalo regimental de cinco sessões, necessários para uma PEC passar na Casa. Foram 448 votos em primeiro turno e 453 no segundo. Houve votos favoráveis até mesmo no próprio PSL, o partido de Bolsonaro. A proposta seguirá para o Senado, onde o presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), já disse ser favorável ao texto. 

 

Papel - “Não somos contra o governo. Somos a favor do Parlamento”, justificou o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO). “O governo não disse que é cada um no seu quadrado? Então, chegou a hora de resgatarmos as prerrogativas do Legislativo. Cada um faz o seu papel”, completou o deputado Elmar Nascimento (BA), que lidera a bancada do DEM.

 

Contra - Apenas seis deputados, entre eles a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), e os deputados Bia Kicis (PSL-DF) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-RJ), se posicionaram contra a PEC, que é de 2015. O revés do governo ocorreu no mesmo dia em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, não compareceu a uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para debater a reforma da Previdência e horas depois de o titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ir à Câmara para tentar apaziguar a crise política, após o embate dos últimos dias entre Bolsonaro e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

 

Atribuições - Maia negou que a decisão de ressuscitar uma PEC de quatro anos atrás – parada desde novembro de 2015 na Câmara – fosse um “troco” no governo. “Não cabe retaliação a ninguém, pelo amor de Deus. É o Legislativo reafirmando suas atribuições. É assim em qualquer democracia do mundo.”

 

Descontentamento - Em conversas reservadas, no entanto, líderes e dirigentes de partidos não escondem o descontentamento com o Planalto. Dizem que Bolsonaro colou em todos o carimbo da “velha política”, movida por cargos e emendas. A intenção é descaracterizar que a disputa se trava entre a “velha política” e a “nova política” e mostrar um embate institucional, que juntaria partidos de direita, centro e até da esquerda, como PT e PCdoB.

 

“Maldades” - Na prática, a ideia dos deputados é lançar um “pacote de maldades” para deixar o Executivo refém do Congresso. A primeira medida foi aprovada nesta terça-feira com a PEC que tira o poder do governo sobre o Orçamento, mas a estratégia traçada por parlamentares prevê até mesmo restringir o poder do presidente de editar medidas provisórias.

 

Ordem - A ordem é desengavetar projetos que estavam “adormecidos” nos escaninhos do Congresso e possam dificultar a vida do governo. Nos bastidores, o confronto já é comparado aos tempos em que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso da Lava Jato, armava “pautas-bomba” contra o governo da petista Dilma Rousseff, deposta em 2016, após um processo de impeachment. Naquele período, o bloco conhecido como Centrão – composto por partidos como DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade – dava as cartas e impunha seguidas derrotas ao Planalto.

 

Prejudicial - Na noite desta terça-feira, muitos deputados do PSL não sabiam que a proposta em votação era prejudicial a Bolsonaro. O próprio Onyx foi avisado de que o assunto iria a plenário e não mostrou resistência. “Queremos construir um pacto de convivência”, disse o ministro. 

 

Perplexidade - “Eu estou perplexo. Muitas vezes não sei mais quem é situação e quem é oposição”, provocou o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP). “Qual é a estratégia que está por trás de ter o Orçamento engessado?”

 

Relação harmônica - Logo após a aprovação da PEC em primeiro turno, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, lembrou que ele e o pai foram favoráveis ao projeto em 2015. Na ocasião, os dois eram oposição ao governo Dilma. “De maneira nenhuma se trata de uma derrota do governo, mas, sim, de uma relação harmônica entre os poderes”, afirmou Eduardo.

 

Aplicação - A proposta que passou pelo crivo da Câmara, porém, também obriga o governo a aplicar 1% da receita corrente líquida em emendas coletivas. Hoje, não há na Constituição previsão de obrigatoriedade para emendas de bancada – tradicionalmente usadas como moeda de troca com o Congresso.

 

Equipe econômica prevê controlar só 3% dos gastos - A PEC do Orçamento impositivo aprovada nesta terça-feira pela Câmara vai amarrar ainda mais o Orçamento e elevar para 97% o grau de engessamento das contas do governo federal. A proposta também tira o pouco das despesas que ainda estão sob o controle da equipe econômica e transfere o poder de decidir sobre esses recursos para o Congresso.

 

Limite - Hoje o Orçamento já tem uma “camisa de força” de 93%. Ou seja, o governo só tem liberdade para manejar livremente cerca de 7% do total dos gastos.

 

Preocupação - A previsão foi feita ao Estado por um integrante da equipe econômica que acompanhou a votação e vê com preocupação a nova amarra. Com base no Orçamento deste ano, a PEC poderia carimbar mais cerca de R$ 8 bilhões para emendas de bancadas, que terão obrigatoriamente de ser executadas.

 

Direção contrária - Apesar de aumentar o poder do Congresso na definição do Orçamento – como quer o ministro da Economia, Paulo Guedes –, a medida vai na direção contrária da intenção do ministro de “desamarrar” e “desvincular” as despesas do Orçamento. Isso porque o compromisso com as despesas obrigatórias, como salários e benefícios previdenciários, que já existe hoje, continuaria inalterado.

 

Mudança - A mudança se daria no modelo de execução do Orçamento, que no Brasil é meramente “autorizativo” – a equipe econômica tem a opção de não executar todos os gastos aprovados pelo Congresso. A ideia é tornar as decisões do Parlamento sobre as despesas “impositivas” uma regra a ser seguida à risca pelo Poder Executivo.

 

Validade - A avaliação preliminar dos especialistas da área econômica é de que, mesmo que a PEC seja aprovada no Senado em dois turnos, a mudança não valerá para 2019, uma vez que o Orçamento para este ano já foi aprovado e está em execução.

 

LDO - O Orçamento impositivo só valeria para os gastos do governo a partir do próximo ano. Para isso, a mudança teria de ser incorporada à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020, que será elaborada ainda este ano. Segundo técnicos da Câmara, hoje a margem para investimentos ou outros gastos do governo está em aproximadamente R$ 65 bilhões, considerando a necessidade mínima de gastos de R$ 45 bilhões para manter o funcionamento da máquina pública. (O Estado de S.Paulo)

 

PREVIDÊNCIA: Guedes e Francischini definem 17 de abril para analisar reforma na CCJ

 

previdencia 27 03 2019O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Felipe Francischini (PSL-PR), fechou um novo calendário para a tramitação da reforma da Previdência no colegiado. Em decisão conjunta com o ministro da Economia, Paulo Guedes, eles definiram que a aprovação da admissibilidade da proposta na CCJ deve ocorrer em 17 de abril.

 

Relator - A indefinição sobre quem relatará a reforma da Previdência na CCJ deve terminar nesta semana, mas Francischini ainda está conversando com lideranças e interessados antes de bater o martelo

 

Atraso no calendário - A aliados, Francischini tem minimizado o atraso no calendário e tem evitado assumir a responsabilidade por isso. Segundo ele, a demora na definição do relator não é o que tem determinado a necessidade de esticar o calendário para aprovar a admissibilidade da proposta. (Valor Econômico)

 

FERROVIA: Agronegócio diz que foi ignorado e quer adiamento de leilão da Norte-Sul

infraestrutura 27 03 2019Representantes do agronegócio se juntaram às críticas do Ministério Público Federal, associações ferroviárias e ao Ministério Público de Contas para pedir o adiamento do leilão da Ferrovia Norte-Sul, marcado para quinta-feira (28/03). Apenas duas propostas comerciais foram apresentadas para disputar o leilão, as da VLI e da Rumo.

Ponto de conflito - O principal ponto de conflito está nas regras de direito de passagem, as quais permitem que a carga possa sair do trecho licitado e entre em malhas ferrovias das duas companhias que já atuam nas extremidades da Norte-Sul, justamente as concessionárias VLI e Rumo.

Favorecimento - Luiz Antonio Fayet, consultor da Comissão Nacional de Infraestrutura e Logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), principal instituição do agronegócio do País, disse que as regras atuais impedem o interesse de terceiros e favorecem apenas a atuação das empresas que já operam no setor.

Logística barata - “Para o setor do agronegócio é vida ou morte a questão da logística barata. Essa questão do direito de passagem não está contemplada. Não há o balanceamento adequado para o direito de passagem. Nós estamos enterrando a oportunidade de reestruturar a regulamentação do setor ferroviário brasileiro”, disse ao Estado. “Essa é uma demanda coletiva de um setor nacional, não uma opinião específica de alguém. Se houver uma falha na estruturação do projeto no que tange ao direito de passagem, particularmente, vamos inviabilizar a integração da malha.”

Governo - O governo nega que haja favorecimento nas regras ou a qualquer empresa. VLI e Rumo também refutam que tenham qualquer tipo de vantagem na competição.

“Cartas marcadas” - Para a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), trata-se de “um jogo de cartas marcadas” que favorece o monopólio e ignora o agronegócio. “A VLI já atua em todo o Tocantins, com operação no trecho entre Palmas e Açailândia, no Maranhão. Pergunte a algum produtor rural se a ferrovia que eles operam tem feito diferença no Estado. A resposta é: nenhuma. E agora querem fazer o mesmo com todo o País, com esse leilão absurdo”, disse a senadora.

Participação - Em encontro no Congresso com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, Kátia Abreu lembrou ao titular da pasta que trabalhou nos estudos da Norte-Sul quando foi ministra da Agricultura da ex-presidente cassada Dilma Rousseff. “Eu participei da elaboração dos estudos com o próprio Tarcísio. O que mostrei para ele é que esse governo retirou o direito de passagem das propostas, para que os russos ficassem de fora da disputa”, comentou Kátia, que também é ex-presidente da CNA.

ANUT - A Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT) também já se manifestou contra o edital, além da Frente Nacional pela volta das Ferrovias (Ferrofrente).

Análise - A estatal russa RZD analisou cada quilômetro da ferrovia nos últimos meses. O ex-diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, que representou os investidores russos, afirmou que o edital foi feito para que ninguém de fora entrasse.

Prazo - No TCU, o ministro Augusto Nardes chegou a abrir um prazo de cinco dias para esclarecimentos. Seu entendimento foi de que o leilão deve seguir adiante. Dentro do TCU, há um segundo tema ferroviário tão importante quanto o leilão da Norte-Sul e que ainda não foi deliberado pelo plenário da corte: a renovação antecipada das atuais concessões.

Vencimento - As concessões atuais, como as da VLI e da Rumo, começam a vencer em 2027. O governo afirma que o melhor caminho é renovar esses contratos para corrigir distorções e antecipar investimentos. O MPF e a área técnica do TCU vinham sinalizando resistências à renovação antecipada desses contratos, por mais 30 anos. Ficou decidido, porém, que as regras serão reajustas entre representantes do governo e da área técnica do tribunal, para só então serem submetidas ao plenário da corte de contas. O relator desse processo também é Augusto Nardes. (O Estado de S.Paulo)

 

SAÚDE I: Audiência debate relação contratual entre operadoras e prestadores

 

A relação contratual entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços foi debatida na última sexta-feira (22/03), no Rio de Janeiro, em audiência pública promovida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No evento, foram apresentados problemas regulatórios identificados na contratualização entre as partes e sugestões de encaminhamentos da agência reguladora para solucionar conflitos, com foco na boa prestação de serviço ao beneficiário de plano de saúde. A agenda faz parte das discussões que vêm ocorrendo no âmbito da Câmara Técnica de Contratualização e Relacionamento com Prestadores (CATEC), espaço técnico da ANS que realizou quatro reuniões, desde novembro de 2018, com representantes de operadoras, prestadores e entidades de defesa do consumidor.

 

Visibilidade - "A realização dessa audiência pública visa dar mais visibilidade à essa questão, garantir espaço para que a sociedade e outras entidades representativas participem do debate. É o momento dessa participação, após o levantamento inicial de temas e encaminhamentos. Todas as sugestões feitas aqui serão avaliadas pela ANS", explicou o diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência, Rodrigo Aguiar, na abertura do evento.

 

Maior interlocução - Participaram da agenda o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel, e a diretora de Fiscalização, Simone Freire. Alinhamento que atende à necessidade de maior interlocução entre as diretorias, para permitir ações mais concretas sobre o tema. "Somente com a construção coletiva podemos avançar em um mercado de mais qualidade", afirmou Scarabel. A diretora Simone Freire lembrou que a agenda da ANS tem buscado cada vez mais diálogo entre todos os atores do setor. "Uma das demandas identificadas é a criação de um canal de denúncias para os prestadores de serviços, que será comandada pela área de Fiscalização", antecipou.

 

Itens - O diretor-adjunto de Desenvolvimento Setorial, Daniel Pereira, explicou sobre os itens que foram abordados na CATEC e o gerente-geral de Assessoramento Normativo e Contratualização, Gustavo Macieira, fez a apresentação das pautas e de sugestões de encaminhamento da reguladora. Participaram da audiência pública 143 pessoas, entre representantes de operadoras, prestadores, sociedade civil e da própria ANS. O evento foi transmitido via Periscope e pode ser acessado aqui.

 

Agendas - Foi apresentada uma das agendas que já está em andamento na Agência, possível a partir da discussão na CATEC, que é a realização de análise e estudos sobre glosa (cobrança contestada) e não pagamento por parte das operadoras. Também foram abordados temas como a remuneração de materiais de uso hospitalar, aplicação irregular de reajuste no contrato e subnotificação de irregularidades. Os presentes puderam fazer apresentações e explanações acerca do tema. FenaSaúde, AMB, Anahp e Abramge foram algumas das entidades que contribuíram com as discussões.

 

Determinação legal - O diretor Rodrigo Aguiar encerrou o evento lembrando que a ANS tem determinação legal de atuar em face de desequilíbrios no setor e problemas regulatórios. “A proposta é ser o menos interventivo possível, mas é nossa obrigação atuar em prol da equidade e da isonomia, para que essa balança seja justa e esse equilíbrio beneficie o consumidor”, destacou. O diretor lembrou ainda que a proposta da audiência não era sair com um resultado definitivo, mas levantar subsídios para avaliar uma regulamentação sobre a contratualização entre as empresas. (ANS)

 

Acesse aqui a apresentação da ANS

 

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SAÚDE II: Oito municípios estão em epidemia de dengue no Paraná

saude II 27 03 2019O boletim epidemiológico da dengue da Secretaria de Estado da Saúde desta terça-feira (26/03) alerta para o número de municípios que estão em situação de epidemia. Além de Lupionópolis, Uraí, Itambé e Santa Mariana, também entraram na lista Rancho Alegre, Japurá, Cafeara e Santo Antônio do Paraíso.

Aumento significativo - De acordo com o secretário da Saúde, Beto Preto, o Paraná teve um aumento significativo de casos da doença de uma semana para a outra e isso vem acontecendo em vários estados. “Nós estamos acompanhando com atenção esses casos. Precisamos continuar atuando para acabar com os criadouros do Aedes aegypti. É missão nossa e também da população”, enfatizou.

Boletim semanal - No Paraná, o boletim desta semana mostra 325 novos casos de dengue - eram 1.197 na semana anterior, número que subiu para 1.522. Mesmo com esses novos registros o Paraná não está em situação de epidemia.

Caracterização - “A caracterização de epidemia se dá pela relação entre o número de casos e de habitantes. Quando o município atinge a incidência de 300 casos por 100 mil habitantes ele entra em epidemia. O mesmo vale para o Estado”, explica a médica veterinária da Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, Ivana Belmonte.

Clima - Outra preocupação é com relação ao clima, que ainda é propício para a proliferação do mosquito. “Calor e chuva preocupam. Até o meio do outono ainda vamos continuar com o número de casos em crescimento. Hoje estão em investigação no Estado 6.124 casos, o que corresponde a 33% das notificações “, disse o secretário.

Brasil - O Brasil possui uma incidência de 109,9 casos de dengue por 100 mil habitantes, desde janeiro, segundo o Ministério da Saúde. Já a incidência da doença no Paraná é de 12,94 casos para cada 100 habitantes, no mesmo período. O Estado trabalha com 97% dos casos com confirmação laboratorial. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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