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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4541 | 25 de Março de 2019

AGO: Assembleia Geral Ordinária do Sistema Ocepar será na próxima segunda-feira

sistema ocepar 25 03 2019Após realizar as pré-assembleias na semana passada, juntamente com os Encontros de Núcleos Cooperativos, com a participação de mais de 360 lideranças cooperativistas de todas as regiões do Estado, o Sistema Ocepar agora se prepara para a sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), que ocorrerá na próxima segunda-feira (01/04), a partir das 14h, em Curitiba. Na oportunidade, será feita a prestação de contas referente ao exercício de 2018 da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) e Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). Haverá ainda a apresentação do plano de trabalho para 2019.

Eleição – Também faz parte da pauta a eleição da diretoria da Ocepar para a gestão 2019/2023, a indicação do presidente executivo pela diretoria e a homologação do nome. Haverá ainda a composição e posse dos Conselhos Administrativo e Fiscal do Sescoop/PR.

Lançamentos – Após a AGO, serão lançadas as biografias do ex-presidente da Ocepar, Wilson Thiesen, e do presidente da Cooperativa Coamo, José Aroldo Gallassini, e o livro sobre a organização do quadro social no cooperativismo, de autoria do ex-presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

Números – O Sistema Ocepar possui 216 cooperativas registradas, que atuam em dez diferentes ramos (agropecuário, crédito, saúde, infraestrutura, trabalho, educacional, consumo, habitacional, transporte e turismo e lazer). Juntas, elas alcançaram faturamento de R$ 83,5 bilhões no ano passado, o que representa um crescimento de 18,77 % em relação a 2017. O setor abrange 1,8 milhão de cooperados, gera mais de 96 mil empregos diretos e somou US 3,9 bilhões em exportações em 2018. Também responde por cerca de 60% da produção agropecuária paranaense.

 

GETEC: Informe traz expectativas da semana sobre indicadores econômicos

getec destaque 25 03 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (25/03), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

COCAMAR 56 ANOS: Soja lidera inovação industrial na cooperativa

cocamar 25 03 2019Com seu perfil historicamente inovador, a Cocamar, que completa 56 anos de fundação no dia 27 de março, avança em uma série de novos projetos industriais, com destaque para a soja, a principal commodity da cooperativa, onde é a matéria-prima para a elaboração de produtos como óleo comestível e farelo. No ano passado, o grão ganhou mais uma destinação, o biofluid – um óleo próprio para transformadores – e a lista tende a crescer. O objetivo é agregar mais valor à soja e ao também ao milho, itens entregues pelos produtores cooperados.

Poliol - Entre os estudos em desenvolvimento, a aplicação da soja como “petróleo verde” é um dos mais promissores. A Cocamar analisa a possibilidade de obter o poliol, um derivado do óleo de soja que apresenta em sua versão vegetal diversas vantagens em relação ao similar obtido da indústria petroquímica, sendo empregado em forma de “espuma” nos segmentos automotivo, refrigeração, colchões, estofados e outros.

Mudança – O poliol é uma matéria-prima renovável e ambientalmente correta: a partir do óleo de soja, gera menos resíduos ao ser produzido e a quantidade de energia necessária no seu processo de conversão é menor. Segundo especialistas, esse tipo de poliol pode provocar uma mudança positivamente radical na indústria de construção civil, tratamento de efluentes, tintas, cosméticos, equipamentos esportivos e muito mais.

Pioneirismo – A soja fez da Cocamar uma cooperativa de vanguarda no Brasil. Em 1971, a organização construiu em Maringá o primeiro armazém graneleiro com fundo em “V”, do Paraná, que impulsionou o cultivo regional da oleaginosa. E, em 1979, a Cocamar foi a primeira cooperativa do Brasil a implantar um parque industrial para processar a soja entregue pelos cooperados e, com isso, agregar valor à produção. A verticalização aumentou em 1981, quando o óleo de soja chegou aos supermercados. Outra inovação importante ocorreu em 1984, ano em que a cooperativa foi a primeira empresa do país a quebrar uma paradigma. Os óleos, antes vendidos em embalagens de flandres (lata), passaram a ser apresentados em recipientes de PVC biorientado (antecessores das atuais PET). “A Cocamar escreveu sua história, ao longo de seus 56 anos, com pioneirismo e muita inovação”, afirma o presidente Divanir Higino.

Polímeros - Já com outra commodity, o milho, a Cocamar analisa a possibilidade de evoluir para a produção de polímeros à base do cereal, que são uma alternativa ao bisfenol A, substituindo-o na fabricação de embalagens plásticas de alimentos, entre outros itens. Segundo a cooperativa, esse novo polímero é importante tanto pelo fato de ser proveniente de insumos da biomassa, como também por substituir o bisfenol, que está sendo banido de muitos países, inclusive o Brasil.

São muitas as novidades - As novidades em inovação são muitas na Cocamar. Durante a realização do Safratec, a mostra tecnológica para o agronegócio regional, promovida pela cooperativa no mês de janeiro em Floresta (PR), foi relançado um aplicativo de smartphone pelo qual, entre outros serviços, o produtor cooperado pode fazer a comercialização de sua safra. A mesma ocasião marcou o início do e-commerce, em que os cooperados começam a se utilizar desse meio para fazer a aquisição de insumos.

Unidades - O e-commerce tende a conquistar espaço na forma de negócios da cooperativa com os cooperados e clientes da linha do varejo. O objetivo é utilizar estruturas de unidades operacionais como centros de distribuição para o atendimento do comércio local, entre os quais supermercados e restaurantes. Nessa linha, a intenção quanto às duas unidades do Shopping Cocamar – em Maringá (PR) e Naviraí (MS) – é intensificar as vendas presenciais e online.

Energia - Já no ano passado, a Cocamar começou a implantar sistemas de geração de energia fotovoltaica em suas unidades operacionais e também na Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) em Floresta. A ideia é completar 11 estruturas ainda neste mês de março. A propósito do tema energia, a cooperativa, que detém em seu parque industrial uma usina de cogeração com capacidade para 13 megawatts (MW), planeja incentivar os cooperados a aproveitarem o potencial oferecido em suas propriedades, para implantar microcentrais hidrelétricas (MCH), reduzindo assim os seus custos com energia elétrica.

Telemetria - Outra novidade que estará sendo levada em breve aos cooperados é um moderno sistema de telemetria, possibilitando o controle, de forma remota, do desempenho dos operadores de máquinas agrícolas. É algo semelhante ao que a cooperativa introduziu em 2018 para acompanhar o comportamento dos colaboradores que dirigem veículos leves da sua frota. (Imprensa Cocamar)

COOPAVEL: Comitiva americana conhece sistemas de produção de ração e frangos

 

coopavel 25 03 2019Uma comitiva formada por diretores e técnicos de empresas norte-americanas do agronegócio estará em Cascavel (PR), nesta terça-feira (26/03). Ela virá à cidade para conhecer os sistemas de trabalho e de produção de rações e frangos da Coopavel. A recepção vai ser feita pelo gerente da área de Rações da Cooperativa, Jurandir de Mattos.

 

Alltech - Os integrantes da caravana são clientes da Alltech nos Estados Unidos, multinacional da área de nutrição animal. A viagem ao Brasil é motivada principalmente para que os norte-americanos conheçam a fábrica da empresa em São Pedro do Ivaí, município próximo de Maringá, no Norte paranaense.

 

Maior - A unidade instalada no Estado é a maior do mundo na fabricação de produtos à base de leveduras destinadas à nutrição e sanidade animal. Eles também aproveitam para trocar informações e experiências com profissionais paranaenses, estado campeão nacional na produção de frangos de corte. A comitiva será informada também sobre lavoura, insumos e diferentes criações animais.

 

Quem são - A comitiva é formada por Nevin Horst, gerente de frangos de corte da Gerber Poultry; Claude Hebron, veterinário da Prestige Farms; Ron Truex, presidente da Creighton Brothers; Ian Miller, proprietário da Sunrise Farms, e os gerentes da Alltech nos Estados Unidos Kevin Martin, da Carolina do Norte; Brendan Heinechen, da Califórnia e Martin Ledwaba, de Indiana.

 

A Alltech - Com sede em Lexington, Kentucky (EUA), a Alltech desenvolveu presença sólida mundial em 128 países. Também possui 31 fábricas estrategicamente localizadas em diversas partes do mundo. A empresa é líder do setor de rações animais. São três centros de biociências e mais de cem instalações fabris. No Brasil, a Alltech possui três indústrias, incluindo a maior planta de biotecnologia para nutrição animal e vegetal do mundo, em São Pedro do Ivaí. (Imprensa Coopavel)

 

COPAGRIL: Falta de micronutrientes pode limitar produtividade de soja e milho

Experimentos realizados na região Oeste paranaense apontam que a falta de micronutrientes pode causar limitação de produtividade nas culturas de soja e milho. A informação é do professor  doutor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Marcelo Augusto Batista, que proferiu palestra a produtores associados da Copagril, no último sábado (23/03), na sede da AACC, em Marechal Cândido Rondon (PR).

Tema - O tema da palestra foi "Manejo Nutricional Via Foliar". A intenção foi enfatizar a importância dos nutrientes, tanto macro como micronutrientes. “Para definição de produtividade a planta precisa ter um bom material genético, um bom clima e uma boa nutrição. No entanto, temos observado que muitos produtores têm se preocupado com os macronutrientes, mas não levam em consideram a importância dos micronutrientes”, salienta. Diante dessa constatação, o docente costuma fazer uma analogia das plantas com o ser humano, ao realizar a seguinte indagação: “Para o ser humano é mais importante respirar ou comer? Todas as pessoas respondem: ‘respirar’. Mas na verdade, se a pessoa parar de respirar ela morre, e se ela parar de comer também morre. Então os dois itens são essenciais. O mesmo acontece com a planta: tanto os macro como os micronutrientes são essenciais”, frisa. Conforme o professor, a única diferença entre eles é a quantidade que a planta precisa para se desenvolver e produzir.

Elementos - Para buscar identificar que tipos de nutrientes mais impactam na produtividade a universidade realizou um “experimento de elemento faltante” na cultura do milho, em que, para cada amostra foi retirado um elemento da adubação de solo: Nitrogênio (N), Fósforo (P), Potássio (K) e Zinco (Z), além de ter uma amostra completa (com todos os nutrientes) e outra sem qualquer nutriente. A hipótese inicial do estudo era de que o Nitrogênio seria o elemento que proporcionaria maior limitação da produção de milho, em razão do consumo da planta ser maior desse elemento (em quantidade), que é um macronutriente. No entanto, curiosamente o maior limitador foi o zinco, que é um micronutriente. “Ao mesmo tempo, isso não quer dizer que em todas as lavouras o problema é o zinco. É necessário fazer um bom diagnóstico e um bom acompanhamento, entender o histórico, ter uma boa análise de solo e de folha”, recomenda Marcelo Batista.

Deficiências - Enquanto o zinco pode estar faltando na lavoura de milho, em soja é mais comum a deficiência de manganês (Mn), assim como o elemento boro (B) costuma faltar em ambas as culturas. “Também chamo a atenção para a importância do molibdênio (Mo), usado para fixação biológica de nitrogênio em soja, e para maior eficiência do nitrogênio em milho, ainda mais considerando que N é um macronutriente essencial nas duas culturas”, pontua o professor universitário.

Aplicação - A aplicação dos micronutrientes pode ter respostas diferentes no caso do solo ou da folha, conforme a condição de cada um. “De forma geral, a aplicação foliar é mais eficiente porque se aplica direto no alvo, que é a planta. Já quando os nutrientes são aplicados no solo, muitas coisas podem acontecer com eles, uma delas é que sejam absorvidos pela planta. Ainda assim, a fonte principal de fornecimento de nutrientes é via solo, que é por onde corrigimos os problemas. Sendo assim, podemos usar uma suplementação via folha, que é uma prática que vem ganhado força nos últimos anos, com disponibilidade de maior tecnologia em produtos e até mesmo por termos observado vantagens nessas aplicações foliares, consistindo-se em mais uma ferramenta a mais à disposição dos produtores rurais”, conclui Marcelo Batista. (Imprensa Copagril)

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: Agenda de Assembleias é encerrada com recorde de participantes

 

A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP realizou, entre os dias 19 de janeiro e 23 de março, o Processo Assemblear 2019. Durante este período, aconteceram 45 encontros nas cidades da área de atuação da Cooperativa nos estados do Paraná e de São Paulo. 

 

Marcas históricas - A cooperativa alcançou marcas históricas em 2018: mais de R$ 1,6 bilhão na carteira de depósitos, com crescimento de 35% e R$ 1,7 bilhão na carteira de crédito, o que representa 37 % de incremento. As contas dos ativos totais ultrapassaram R$2,2 bilhões, indicando um crescimento de 40% comparado ao exercício de 2017 e que, somados às coobrigações, ultrapassam os R$ 2,6 bilhões de recursos administrados. 

 

Resultado - A dedicação e o trabalho dos mais de 1000 colaboradores e dos mais de 121 mil associados que depositam sua confiança na Instituição, geraram o resultado de R$ 55,4 milhões em 2018. Esses e outros números foram apresentados na Assembleia Geral Ordinária - AGO, que aconteceu no último sábado (23/03), em Palotina (PR), cidade sede da cooperativa. A AGO também consolidou as decisões aprovadas durante as Assembleias de Núcleo que reuniram mais de 20 mil pessoas.

 

Ampliação - Em 2018, o Sicredi ampliou sua atuação, realizou negócios e parcerias estratégicas, diversificou seus canais, investiu em tecnologia e expandiu sua base de associados com a abertura de 19 novas agências no Paraná e em São Paulo, chegando aos maiores polos financeiros da América Latina, como por exemplo a Av. Faria Lima e Av. Berrini, na capital paulista. No Paraná, iniciou as atividades em pequenos municípios como Xambrê e em comunidades como Bragantina, Distrito de Assis Chateaubriand, que não contavam com a presença de nenhuma instituição financeira. A Cooperativa encerrou o ano de 2018 com 71 agências, sendo que em 15 cidades é a única instituição financeira.

 

Projeção - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP planeja chegar ao final de 2019 com 135 mil associados, R$ 2,1 bilhões em depósitos, R$ 2,1 bilhões na carteira de crédito e R$ 2,8 bilhões em ativos totais, abrindo 20 novas agências no Paraná e em São Paulo. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Assembleia Geral Ordinária será nesta segunda, em Maringá

 

A Sicredi União PR/SP realiza a Assembleia Geral Ordinária nesta segunda-feira (25/03), às 19 horas, no Vivaro Centro de Eventos de Maringá (PR), que fica na avenida Virgílio Manilia, 21.784. O evento vai reunir coordenadores dos 139 núcleos da cooperativa para ratificar o que foi decidido em assembleias. Esse, portanto, é um dos momentos mais importantes da instituição financeira cooperativa, porque põe em prática o método que dá voz aos associados, afinal, eles são os donos do negócio.

 

Eventos preparatórios - De 15 de janeiro a 18 de março, a Sicredi União PR/SP realizou 79 assembleias, que reuniram quase 40 mil pessoas, o que corresponde a participação de 20% dos associados. Os eventos percorreram toda a área de atuação da cooperativa - no norte e noroeste do Paraná, centro e leste paulista - e foram conduzidos pelo presidente da Sicredi União PR/SP, Wellington Ferreira, e pelo diretor executivo, Rogério Machado.

 

Programação - Durante as assembleias, além da prestação de contas relativas ao exercício de 2018, eles informaram a destinação dos resultados (sobras) e dos recursos advindos do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates). Houve ainda a eleição dos membros do conselho fiscal e apresentação da política de governança.

 

Destaques - Entre os dados apresentados estão as 13 agências inauguradas em 2018, e outras 25 que devem ser implantadas neste ano, sendo 14 em São Paulo e 11 no Paraná. O número de associados também cresceu, saltando de 164.919 em 2017 para 202.727 em 2018 (23%). Os recursos totais (depósitos) aumentaram 25%, passando de R$ 2,37 bilhões para R$ 2,968 bilhões. Já as operações de crédito subiram de R$ 1,579 bilhão para R$ 2,093 bilhões, 23% a mais. 

 

Oportunidade - “As assembleias são uma oportunidade para os associados acompanharem a performance em 2018, o cumprimento de metas e o planejamento para 2019. Estamos mostrando os resultados fantásticos e a evolução da cooperativa”, destaca o presidente, Wellington Ferreira. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

INSTITUTO SICOOB: Iniciado programa de formação Jornada do PDE em parceria com o Sicoob Universidade

 

Entre os dias 18 e 22 de março, o Instituto Sicoob, em parceria com o Sicoob Universidade, realizou, em Brasília (DF), a Jornada do PDE (Pessoa de Desenvolvimento Estratégico). Composta por três fases, “Formar, Desenvolver e Chancelar”, a Jornada trouxe palestras direcionadas às Centrais e singulares e teve o objetivo de capacitar e fornecer experiências práticas dos programas e ações realizadas pelo Instituto.

 

Boas-vindas e palestra - Na segunda-feira (18/03), Marco Aurélio Almada, presidente do Instituto Sicoob, e o Superintendente, Luiz Edson Feltrim, deram as boas-vindas aos colaboradores e, na sequência, Uemerson de Souza, do Sicoob Universidade, falou sobre o tópico “Eco Sistema do Cooperativismo Financeiro e sua relevância para a comunidade”.

 

Tema - Durante a semana os participantes ainda debateram sobre o tema “Instituto Sicoob: Visão geral e estratégia”, liderado pela gerente do Instituto, Emanuelle Moraes, e ouviram Luís Mansur, Chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira, do Banco Central, que ministrou sobre o Projeto Cidadania Financeira BACEN.

 

Plano 2019 - Por fim, os colaboradores participaram de atividades práticas e construíram o Plano de Atuação para o ano de 2019, contemplando a realização dos programas e ações do Instituto para cada Central. (Imprensa Instituto Sicoob)

 

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SICOOB METROPOLITANO: Dia da Felicidade é comemorado com ações especiais

 

Na última quarta-feira (20/03), foi celebrado o Dia da Felicidade. Para comemorar a data, os chamados Felicitadores do Sicoob Metropolitano, que são colaboradores responsáveis por contribuir para o sucesso do programa de Felicidade Interna do Cooperativismo (FIC) na cooperativa, promoveram diversas ações.

 

Decoração - A Unidade Administrativa da cooperativa, em Maringá (PR), foi decorada com balões e diversos cartazes com frases relacionadas a felicidade. Os felicitadores reuniram os colaboradores para uma dinâmica divertida, que teve como objetivo ressaltar a importância do trabalho em equipe. Em seguida, todos assistiram a um vídeo produzido especialmente para a data e participaram de um café da manhã de confraternização. Nas agências, também não foi diferente, cada felicitador realizou uma ação especial em comemoração a data, com direito a decoração, dinâmicas, entrega de brindes e um café da manhã. Os colaboradores, ainda foram presenteados com camisetas do FIC e balas coloridas, representando “pílulas da felicidade”.

 

Proximidade - Para a analista de crédito da Unidade Administrativa, Rosangela Aparecida Guandalini Guerlles, a ação proporcionou alguns minutos de descontração, muitas risadas e relaxamento. “Enquanto tomávamos um delicioso café da manhã, tivemos a oportunidade de ficar próximos uns dos outros. Foi um momento muito bom”, explica.

 

Motivação - De acordo com a felicitadora, Francielle Valoa de Souza, iniciar o dia de forma diferente, interagindo com os colegas de trabalho, dá mais motivação para lidar com os problemas do dia a dia. “Também nos ajuda a criar um maior envolvimento com as pessoas que trabalham conosco, aumentar a produtividade, a qualidade do trabalho prestado e o clima organizacional”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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COOPERATIVISMO: OCB/GO elege nova diretoria

 

cooperativismo 25 03 2019O Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB/GO) elegeu, na quinta-feira passada (21/03), sua nova diretoria para a próxima gestão 2019/2023. Luís Alberto Pereira vai assumir a presidência da Casa, juntamente com nove conselheiros administrativos e fiscais efetivos, além de três conselheiros fiscais suplentes (veja composição no final da matéria).

 

Primeira vez - Ele vai suceder a Joaquim Guilherme Barbosa de Souza, com quem já atua, desde 2015, como vice da OCB/GO. Luís Alberto também é vice-presidente do Sicoob Engecred-GO, do qual faz parte da diretoria há 13 anos. É a primeira vez na história da OCB/GO que um representante do Ramo Crédito vai comandar a instituição. Em mais de 60 anos de fundação, a entidade teve presidentes sempre do Ramo Agropecuário.

 

Votação - A votação foi realizada na manhã de quinta-feira (21/03), durante Assembleia Geral Ordinária (AGO), no edifício Goiás Cooperativo, sede da OCB/GO. A nova diretoria concorreu com chapa única e foi eleita por unanimidade, entre os representantes de cooperativas filiadas presentes na AGO.

 

Representatividade - Durante a assembleia, Luís Alberto falou aos cooperativistas, ressaltando a preocupação do grupo em compor uma chapa forte e com representatividade, na busca de atender todos os ramos do cooperativismo do Estado, e composta por representantes de quatro, das cinco centrais registradas na OCB/GO: Sicoob Goiás Central, Sicoob Uni, Central Sicredi Brasil Central e Centroleite.

 

Foco - O presidente eleito enumerou três principais pontos a serem focados no trabalho da próxima gestão. Uma delas é a redução de custos da OCB/GO, a partir da procura de novas fontes de receitas e da priorização de gastos, para que se possa diminuir, gradativamente, as taxas de manutenção e sindicalista. Para ele, essa medida poderá impactar no aumento de cooperativas filiadas.

 

Comunicação - Outra prioridade citada por Luís Alberto é a qualificação da comunicação cooperativista, para colar a imagem do cooperativismo ao trabalho de responsabilidade social que é nato do movimento. "Não estou falando só da responsabilidade social do Dia de Cooperar ou das ações que fazemos localmente. Essas são importantes, mas o mais importante é o poder que nós temos de provocar desenvolvimento na sociedade em que estamos, de garantir empregos para pessoas à margem do mercado de trabalho. Então, precisamos comunicar esses valores agregados em nossas peças e colar essa imagem ao cooperativismo", destacou.

 

Qualificação - O terceiro foco a ser buscado no seu mandato é a qualificação e capacitação cooperativista, sem esquecer da busca por inovação e tecnologia. Segundo Luís Alberto, é preciso fazer ainda mais, sobre o muito que já é feito na formação profissional. "Precisamos transformar aquele prédio anexo do Sescoop/GO num verdadeiro centro de treinamento do cooperativismo, fazer, ali, a escola do cooperativismo, oferecendo cursos apropriados para cada ramo, para cada tamanho de cooperativa."

 

Sescoop/GO - /Ao ser eleito presidente da OCB/GO, Luís Alberto também assume, automaticamente, a presidência do Sescoop/GO. A regra é determinada pela Medida Provisória 1.715, de 1998, que aprovou a criação do Sescoop, e, posteriormente, pelo Decreto 3.017/99, que aprovou o Regimento Interno do Sescoop. Com isso, ele passa a ser presidente do Sistema OCB/GO.

 

Mandato - O mandato de quatro anos da nova diretoria da OCB/GO vai de 2019 a 2023. A solenidade de posse será no dia 26 de abril, na sede do Sescoop/GO, com um almoço para representantes de cooperativas e convidados. Presidente e conselheiros iniciam os trabalhos no próximo dia 2 de maio, quando será realizada a assinatura da posse.

 

Mudanças - Durante a AGO, Joaquim Guilherme ressaltou que essa eleição entra para a história da OCB/GO como a primeira a eleger um presidente do ramo crédito. Em mais de 60 anos de instituição, o controle da Casa esteve nas mãos de representantes do setor agropecuário, que, nas palavras do atual presidente da OCB/GO, "foi e é um ramo muito importante para o cooperativismo goiano". Para Joaquim Guilherme, essa mudança demonstra maturidade por parte de todo o sistema cooperativista e, sobretudo, a força do ramo crédito.

 

Intercooperação - "Sabemos que várias cooperativas de crédito nasceram atreladas a outras atividades, mas elas cresceram muito e, hoje, têm muito a nos ajudar na agropecuária, saúde, transporte, educação. Acredito que o Luís vai ser o porta-voz da mudança que precisamos fazer, de uma intercooperação presente, viva e atuante. Ele tem essa responsabilidade de, representando o crédito, abraçar todos os outros setores, fazer uma grande intercooperação e mostrar que, juntos, nós podemos crescer e ir longe", destacou.

 

Perfil - Luís Alberto Pereira tem 58 anos e é formado em Engenharia Civil, pela Universidade Federal de Goiás (UFG). É um dos fundadores da cooperativa de crédito Sicoob Engecred-GO, que nasceu, em 2001, segmentada para profissionais engenheiros e que, atualmente, é de livre admissão. Por 13 anos, atuou no Conselho de Administração da cooperativa, do qual foi presidente por sete anos. Atualmente, é vice-presidente do Sicoob Engecred-GO, assim como do Sistema OCB/GO, desde 2015.

 

Sefaz - O próximo presidente do Sistema OCB/GO também é funcionário de carreira da Secretaria da Fazenda de Goiás (Sefaz), desde 1984. Ingressou como auditor fiscal, por concurso público, mas já exerceu, ao longo de mais de 30 anos, os cargos de superintendente-executivo da Sefaz, do Tesouro Nacional, de Gestão de Ação Fiscal na Receita Estadual e diretor-financeiro e de Relações com o Mercado. Foi, ainda, um dos formuladores do Programa de Desenvolvimento Industrial de Goiás (Produzir), instituído, por lei, em 2000.

 

Empresário - Luís Alberto é empresário da área de construção civil, sócio-fundador e diretor administrativo financeiro da Santa Cecília Empresa de Engenharia e Arquitetura.

 

Conselho Consultivo - O dia de trabalho foi iniciado com a realização de Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que aprovou alteração estatutária para criar o Conselho Deliberativo. O novo órgão da OCB/GO será formado por ex-dirigentes da organização, que farão troca de informações e emitirão aconselhamentos, que possam qualificar melhor as decisões do Conselho de Administração. Os membros do Conselho Deliberativo não serão remunerados, nem terão poder de voto ou decisão, apenas contribuirão com suas experiências de gestão e de atividade cooperativista.

 

Prestação de contas - Na sequência da reunião, foi realizada a Assembleia Geral Ordinária (AGO), com a prestação das contas do Sistema OCB/GO referentes ao exercício de 2018. A superintendente do Sistema, Valéria Mendes, repassou ao público um resumo das atividades realizadas ao longo do ano, frisando que todos os dados estão detalhados no Relatório de Atividades do Sistema OCB/GO, distribuído aos presentes na AGO e que também será encaminhado a todas as cooperativas registradas. (Sistema OCB/GO / Informe OCB)

 

OCB-GO - DIRETORIA ELEITA PARA A GESTÃO 2019/2023

Presidente

Luís Alberto Pereira (Sicoob Engecred-GO)

Vice-Presidente              

Astrogildo Gonçalves Peixoto (Coapil)

Secretário

Vanderval José Ribeiro (Sicoob do Vale)

Conselheiros de Administração

Dourivan Cruvinel de Souza (Comigo)

Clidenor Gomes Filho (Sicoob Uni)

Celso Ronaldo Raguzzoni Figueira (Central Sicredi Brasil Central)

Pedro Barbosa de Oliveira (Centroleite)

Clayton Silva Pires (Sicoob Credisaúde)

Valdenor Cabral dos Santos (Coopmego)

Conselheiros Fiscais Efetivos

Clóvis Ribeiro Dias (Sicoob Credi Comigo)

Zeir Ascari (Sicredi Cerrado GO)

Lister Borges Cruvinel (Sicoob Centro-Sul)

Conselheiros Fiscais Suplentes

José Altair Neto (Cooperabs)

João Gonçalves Vilela (Cagel)

Douglas Augusto Ribeiro (Cootreg)

 

LEGISLATIVO: Plano plurianual rural será votado em plenário da Câmara

 

legislativo 25 03 2019O projeto que cria o plano plurianual voltado ao setor rural, que tramita desde 2011 no Congresso Nacional, deve ser votado nas próximas semanas no Plenário da Câmara, após uma ampla análise do Senado. A OCB acompanha com atenção o trâmite da matéria, por considerá-la de grande relevância para o setor produtivo nacional e para as cooperativas agropecuárias.

 

Tramitação - Na quarta-feira (21/03), o texto com as alterações propostas pelo Senado foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, dando seguimento à tramitação do projeto para que possa ser apreciado em plenário. Após essa última etapa legislativa, ele segue direto para sanção.

 

Acima de dois anos - De acordo com o projeto, o plano que o governo lança todos os anos com ações de política agrícola destinadas à agricultura empresarial e familiar poderá passar a ser plurianual, com períodos acima de dois anos.

 

Uso eficiente dos recursos - Segundo o deputado Alceu Moreira, que preside da Frente Agropecuária (FPA) e integra a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o planejamento contribui para o uso eficiente dos recursos públicos, bem como para a tomada de decisão mais acertada por parte dos agricultores acerca da cesta de produtos a ser produzida e da correspondente combinação de fatores de produção.

 

Aplicação - O projeto prevê que as ações de política agrícola deverão ser aplicadas em todo o país e incluir medidas sobre crédito rural, comercialização, seguro rural, zoneamento agrícola, defesa sanitária animal e vegetal, cooperativas, agroindústrias, assistência técnica, e pesquisa agropecuária. (OCB, com informações da FPA)

 

CRÉDITO RURAL: Governo quer diminuir fatia do BB na área

 

Sob orientação do ideário liberal do ministro Paulo Guedes, o governo quer reduzir o papel do Banco do Brasil no crédito agrícola, dando mais espaço para bancos privados. A instituição pública reina como líder histórica nesse segmento, mantendo uma participação de 58% a 60% em média nas últimas seis safras.

 

Nova fase - O BB já se prepara para essa nova fase. O banco admite que deve perder participação de mercado. Isso já ocorre no segmento subsidiado, mas a orientação do governo indica que a redução deve se estender ao mercado de taxas livres, embora deixe claro que a perda de participação não significa que a instituição abandonará a disputa pelos clientes do setor rural.

 

BNDES - "Queremos fazer com o BB o que estamos fazendo com o BNDES ", disse ao Valor o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, referindo -se à missão dada pelo governo para o BNDES reduzir seu tamanho, abrindo mais espaço para atuação de instituições financeiras privadas e para o mercado de capitais. "A gente precisa de maneira célere priorizar o aumento do crédito privado", defendeu Rodrigues. "Ele [BB] é um grande agente no financiamento agrícola, área que precisa ser retrabalhada. Esse é um tema que vamos tratar e com certa brevidade", acrescentou.

 

Mudança de visão - Trata-se claramente de uma mudança de visão em relação ao papel do sistema bancário no crédito agrícola. E pode ser lido como o início de um processo de desmonte do BB na área rural, ainda que esse não seja um movimento brusco e imediato, para que as instituições privadas ganhem terreno. "Precisamos analisar se não há como agentes privados serem incentivados a entrar nesse mercado", disse Rodrigues. Ele pondera, no entanto, que o banco público guarda um " componente social importante", principalmente na função de financiar a agricultura familiar, que não é foco dos privados.

 

Apoio - O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, admite que o banco deve perder participação de mercado. "Podemos até vir a perder share, o que é natural para quem tem mais de 60%. Mas continuaremos crescendo no apoio ao setor", disse Novaes. "A competição é sempre bem-vinda. Mais volume de crédito é o que mais deseja a Agricultura. E a concorrência sentirá nossa força no empenho em bem atender ao setor", completou.

 

Parcela - A participação do BB no mercado de crédito agrícola já chegou a 61% num passado recente. Hoje, segundo o BC, a instituição detém 57,4% de participação, considerando o saldo de sua carteira de agronegócio acumulada nos últimos 12 meses encerrados em dezembro de 2018, que é de R$ 188,7 bilhões. Os principais bancos privados (Bradesco, Santander, Itaú e Rabobank), os dois bancos cooperativos (Sicoob e Sicredi) e os demais públicos (Caixa e Banco do Nordeste), juntos, têm 40%.

 

Retorno - Até poucas safras atrás, os bancos privados evitavam atuar com apetite no mercado de crédito rural, pois não enxergavam retorno com essas operações. Não raro, o BB comprava -- e ainda compra -- carteiras de instituições privadas que não conseguiam cumprir suas exigibilidades com o crédito rural. Com a pujança do agronegócio brasileiro ao longo das últimas quatro décadas e o Brasil sendo alçado pela FAO (agência da ONU para agricultura e alimentação) como potencial maior fornecedor de alimentos para o mundo, essa relação tem diminuído e o corte de subsídios agrícolas num ambiente mais propício ao mercado privado é visto como inevitável.

 

Alinhado - Apesar de propor um "desmame" gradual do crédito rural e brigar pela pauta histórica dos produtores de taxas de juros mais favoráveis e mais recursos ao agronegócio, o Ministério da Agricultura, agora sob o comando de Tereza Cristina, está mais alinhado com esse pensamento da equipe econômica.

 

Concordância - Eduardo Sampaio, secretário de Política Agrícola da Pasta, argumenta que o ministério concorda em ampliar a participação dos bancos privados no crédito rural, por meio de regras regulatórias. E lembra, inclusive, que a pasta tem estudado mecanismos para atrair instituições financeiras não-bancárias ("fintechs", por exemplo), para o financiamento agrícola.

 

Tendência - "A tendência, que já está em curso, é que o Banco do Brasil diminua sua participação no crédito rural", afirmou Sampaio. Ele reforça a prioridade do ministério de aumentar o orçamento de subvenção ao seguro rural para pelo menos R$ 1 bilhão, como adiantou Tereza ao Valor em fevereiro, abrindo espaço assim para que os juros do crédito rural pudessem baixar futuramente as taxas das operações de crédito rural.

 

Grandes produtores -  No 11º andar do prédio-sede do BB em Brasília, onde fica o departamento de Agronegócios do banco, a ordem é conviver com as mudanças em curso e se preparar para atuar mais junto a grandes produtores, que operam no segmento de crédito a juros livres, sem deixar de lado o apoio aos pequenos produtores e as regiões mais pobres. Na leitura do Banco do Brasil, sua grande capilaridade, que alcança regiões produtoras encravadas no interior do país onde os privados devem continuar desinteressados, e sua marca de banco histórico do setor, dão natural vantagem competitiva nessa disputa.

 

Aprovação - Marco Túlio da Costa, diretor de Agronegócios do BB, analisa que a expectativa de aprovação da reforma da Previdência ainda em 2019 deverá abrir espaço para uma nova queda da taxa básica de juros (Selic), o que por si só criaria um ambiente mais favorável para a queda das taxas de juros dos financiamentos ao agronegócio, até dos abastecidos com recursos livres. Hoje, um financiamento a juros livres no BB varia entre 9,75% e 11% ao ano. "É evidente que o Estado quer reduzir o gasto com subsídios e o crédito rural tem um peso grande nessa conta, mas estamos preparados para isso", diz o diretor.

 

Atuação - "Seja com recursos controlados ou livres, o BB continuará atuando no agronegócio. Estamos no jogo", diz o diretor. Costa explica que o banco tem ampliado operações de crédito rural, com base em fontes alternativas, seja captando recursos fora do Brasil, fazendo operações na Bolsa de Chicago ou usando títulos do agronegócio como CDCA e CRA.

 

Gradual e combinada - O presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), José Mário Schreiner, diz que não há problema em reduzir a participação do banco na oferta de crédito, desde que se construa isso de maneira gradual e combinada com uma política de fortalecimento do seguro rural. Um sistema adequado de seguros, para ele, garantiria a entrada de participantes privados de forma mais vigorosa no financiamento aos produtores rurais.

 

Comparativo - Ele ressalta que, nos Estados Unidos, a subvenção ao seguro rural chega a US$ 8 bilhões (mais de R$ 30 bilhões), enquanto no Brasil está em R$ 400 milhões, menos de 0,5% dos americanos. (Valor Econômico)

 

credito rural tabela 25 03 2019

ADAPAR: Por que fazer o cadastro de usuário de agrotóxicos?

 

adapar 25 03 2019A sociedade cobra mais responsabilidade no uso de agrotóxicos, mais profissionalismo nas recomendações técnicas e uma melhor forma de utilização dessa operação no controle das principais pragas nas culturas vegetais.

 

Portaria - A Portaria nº 101/2018, publicada pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), estabelece a obrigatoriedade de cadastramento prévio do usuário de agrotóxicos junto à Adapar, previsto para ser realizado até a data de 01/05/2019. Este procedimento de cadastro é uma operação simples que deve ser realizada nas Unidades Locais de Sanidade Agropecuária - ULSA. Muitos produtores já possuem esse cadastro realizado na Adapar, como é o caso dos pecuaristas.

 

Dúvidas e desinformação - Entretanto, mesmo com a aproximação da data limite estabelecida na Portaria, ainda persistem dúvidas e desinformação de produtores sobre a obrigatoriedade do cadastro ou de onde ou como fazê-lo. Diante do fato esclarecemos e tranquilizamos os produtores de que, em que pese a data limite estabelecida na Portaria, novos prazos para a realização do cadastramento serão oportunamente estabelecidos, bem como, neste momento não haverá qualquer restrição de ordem cadastral para que o produtor tenha acesso aos agrotóxicos necessários às suas atividades agropecuárias. (Adapar)

 

ENERGIA ELÉTRICA I: Redução na tarifa deve tirar 0,15 ponto do IPCA neste ano

 

energia eletrica I 25 03 2019Uma decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pode tornar o cenário inflacionário para este ano ainda mais tranquilo. Na quarta-feira passada (20/03), a agência autorizou a quitação antecipada do empréstimo para socorrer distribuidoras durante a crise hídrica de 2014, que tinha um custo mensal de R$ 703 milhões, repassado às tarifas.

 

IPCA - Se a redução média de 3,7% apontada pela agência reguladora for totalmente incorporada nas contas de luz, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) poderá ficar até 0,15 ponto percentual menor no ano, estimam economistas.

 

Reajustes menores - Com a liquidação antecipada do financiamento, os reajustes tarifários nas 16 capitais pesquisadas pelo IBGE no IPCA serão menores do que o previsto anteriormente, de acordo com Renato Salinas, economista do Banco Votorantim. No total, o efeito negativo estimado no IPCA será de aproximadamente 0,15 ponto. Por isso, a instituição reduziu de 3,75% para 3,6% a projeção para a alta do indicador oficial de inflação em 2019.

 

Estimativa - A estimativa para o aumento médio da tarifa de eletricidade residencial no ano passou de 11% para 7,5%. O item energia elétrica tem peso de 4,5% no IPCA, destaca Salinas.

 

Efeito negativo - Segundo o economista, o maior efeito negativo virá da concessionária Enel, que presta serviços em São Paulo, capital de maior peso no indicador. "O reajuste final em São Paulo será de 3,60%. Como o pré-pagamento da dívida tirou 4,9 pontos do aumento, ele seria de mais de 8% antes", disse.

 

Impacto - Considerando que as correções tarifárias das distribuidoras de energia ocorrem ao longo do ano, o impacto de baixa será diluído, observa o economista. O reajuste da Enel na capital paulista, por exemplo, ocorre em julho. "Não é que haverá reajustes negativos, eles só serão menores do que o esperado", reforçou o economista do Votorantim.

 

Projeção - Fabio Romão, da LCA Consultores, calcula que, se todo o alívio estimado pela Aneel fosse repassado ao consumidor, o impacto de baixa no IPCA deste ano seria reduzido, de 0,1 ponto. A consultoria, contudo, preferiu manter a projeção para a alta do indicador em 3,9% no período. A previsão para o aumento das contas de luz em 2019, de 8,2%, já é comportada se comparada ao registrado nos últimos anos, destaca ele.

 

Quitação do passivo - A quitação do passivo das distribuidoras reforça o cenário de inflação bastante comportada ao longo do ano, afirma Romão, mas é preferível aguardar os primeiros reajustes tarifários após a decisão da Aneel para então ajustar as projeções inflacionárias. "Queremos ver se as distribuidoras vão mesmo incorporar esse impacto", explicou.

 

Efeito neutro - Para André Muller, economista da AZ Quest, o efeito da redução dos custos das distribuidoras prevista para este ano é neutro no cenário para o IPCA, que deve avançar 4% em 2019. Isso porque os reajustes da Enel e da Light, ambos no Rio e já aprovados pela Aneel, ficaram acima do esperado. A previsão para as duas correções era de 6%, disse.

 

Clientes - Para os clientes da Light, o reajuste para consumidores de baixa tensão foi de 11,5%, enquanto o aumento da Enel Rio neste mesmo segmento foi de 9,7%. (Valor Econômico)

 

ENERGIA ELÉTRICA II: Copel vai investir R$ 292 milhões no Sudoeste do Paraná

 

energia eletrica II 25 03 2019A Copel vai investir R$ 292 milhões em obras de distribuição de energia no Sudoeste do Paraná nos próximos três anos. Este e outros dados foram apresentados a produtores rurais, prefeitos e deputados estaduais da região pelo presidente da Companhia, Daniel Pimentel Slaviero, em uma audiência pública promovida pela Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), em Francisco Beltrão, na sexta-feira (22/03). Este montante faz parte do maior investimento da história da Copel em distribuição, que até 2021 vai aplicar R$ 1,77 bilhão em melhorias e ampliações, sendo R$ 835 milhões somente em 2019.

 

Reforço - O presidente da Copel afirmou que por determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior a empresa vai reforçar os investimentos na região. Um dos maiores polos produtivos do Paraná, a região Sudoeste se desenvolveu muito nos últimos anos e trouxe muita tecnologia ao campo, aumentando a demanda por energia elétrica. “Já temos um plano de trabalho que será concretizado”, completou.

 

Curto prazo - Slaviero explicou que, no curto prazo, roçadas e podas serão feitas com mais frequência, assim como a periodicidade das manutenções preventivas vai aumentar. Já as obras estruturantes, que dão suporte à rede de distribuição que leva energia ao consumidor, receberão 63% do total destinado à região até 2021 – R$ 186 milhões. Serão quatro novas subestações que, junto com 318 quilômetros de novas redes de alta tensão, vão garantir segurança energética para uma das regiões que mais cresce no Paraná. Ao todo, quase 100 mil moradores serão beneficiados.

 

Redes de média tensão - As redes de média tensão – que levam energia ao consumidor final – contarão com um reforço de mais de 639 novas obras entre 2019 e 2021, em um total de R$ 106 milhões aplicados. Até 2021 a Copel vai instalar redes novas, reguladores de tensão e religadores automáticos e dispositivos self healing em regiões rurais.

 

Dispositivos de proteção - Os religadores são dispositivos de proteção que garantem que a rede de distribuição de energia não desligue em eventos transitórios, como descargas atmosféricas ou galhos que encostam na rede. Já os self healing são sistemas automáticos integrados que “conversam” com diversos equipamentos e, assim, isolam o defeito da rede em um pequeno trecho, informando o operador do sistema onde é preciso atuar.

 

Melhoria - “Estamos fazendo todo esforço para melhorar o fornecimento de energia para a região Sudoeste. No início do ano montamos um grupo de trabalho para estudar o assunto e agora vamos fazer uma força-tarefa para atender tudo que for possível imediatamente, além das obras previstas para os próximos três anos”, afirmou o diretor de Distribuição, Maximiliano Orfali, que finalizou a reunião com a apresentação das frentes de trabalho e dos investimentos que serão empregados pela Copel no Sudoeste. (Agência de Notícias do Paraná)

 

FERROVIA NORTE-SUL: Termina nesta segunda prazo de envio de propostas de leilão

 

Encerra-se nesta segunda-feira (25/03) o prazo de entrega de propostas para o leilão da Ferrovia Norte-Sul, marcado para quinta-feira (28/03). O trecho vai de Estrela d’Oeste (SP) a Porto Nacional (TO), em um total de 1.537 quilômetros. O leilão ocorrerá na Bolsa de Valores de São Paulo.

 

Valor mínimo - O valor mínimo da outorga é de R$ 1,353 bilhão, e os investimentos previstos devem ficar em R$ 2,8 bilhões. O prazo da concessão é de 30 anos. A empresa ganhadora deverá prestar serviço de transporte ferroviário e assegurar a manutenção da estrutura. Além disso, também deverá implantar planos ambientais, oficinas de manutenção e postos de abastecimento, além de adquirir equipamentos ferroviários e material rodante.

 

Pendências - A realização do leilão, contudo, ainda enfrenta pendências no Tribunal de Contas da União (TCU). No dia 14 de março, o ministro Augusto Nardes pediu mais informações à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e à estatal Valec sobre o leilão da ferrovia, o que motivou pedido do Ministério Público para suspensão o leilão.

 

Direcionado - Para o Ministério Público, o leilão está direcionado para atender aos interesses de concessionárias que já atuam em outros trechos ferroviários. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, confia na realização do certame. “O MP abriu um canal de diálogo conosco, e os debates têm sido de altíssimo nível. Eles têm interesse muito grande de ver a ferrovia funcionando no Brasil. Portanto hoje eu acredito que o risco de judicialização é muito baixo”, disse.

 

Parte principal - A Ferrovia Norte-Sul foi projetada com o objetivo de se tornar a parte principal do transporte ferroviário brasileiro. As obras de construção da ferrovia foram iniciadas em 1987. O trecho entre Açailândia, no Maranhão, e Anápolis, em Goiás, com cerca de 1.550 quilômetros, está pronto para uso. Já o trecho entre Ouro Verde, em Goiás, e Estrela d'Oeste, de 682 quilômetros, está com as obras em andamento.

 

Redução do custo logístico - A expectativa é de que, ao integrar o território nacional, a ferrovia contribua para a redução do custo logístico do transporte de carga no país. A estimativa é que, ao final da concessão, o trecho ferroviário em questão possa capturar uma demanda equivalente a 22,73 milhões de toneladas. (Agência Brasil)

 

ferrovia norte-sul mapa 25 03 2019

FOCUS: Mercado financeiro reduz projeção de crescimento da economia

 

focus 25 03 2019O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento da economia em 2019 e 2020. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2,01% para 2% neste ano. Foi a quarta redução consecutiva.

 

2020 - Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB caiu de 2,80% para 2,78. As projeções de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

 

Focus - As estimativas estão no boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central, em Brasília.

 

Inflação - A estimativa da inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), permanece em 3,89% neste ano. Em relação a 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na projeção: 3,75%.

 

Meta - A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

 

Taxa Selic - Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC optou por manter a Selic em 6,5% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção para a taxa caiu de 7,75% ao ano para 7,50%. Para o final de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

 

Referência - A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

 

Indicativo - A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

 

Tendência - Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

 

Corte - Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

 

Aumento - Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Dólar - A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Entrada na OCDE pode trazer grau de investimento ao Brasil

 

economia 25 03 2019O ingresso do Brasil como membro pleno da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), tratado entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente norte-americano Donald Trump na viagem oficial aos Estados Unidos, deverá atrair investimentos estrangeiros e pode viabilizar agenda de reformas econômicas liberalizantes.

 

Expectativa - Essa é a expectativa de analistas que acompanham as relações políticas, econômicas e comerciais entre os dois países. Para Diego Bonomo, gerente-executivo de assuntos internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), “entrar na OCDE ajuda a acelerar o processo de reformas internas, no sentido de modernização e abertura da economia, porque que nos vincula internacionalmente a um tratado”.

 

Selo - “A participação na OCDE é um selo para os países de que são economias estáveis, de baixo risco, e mais propensos a receber investimento estrangeiro”, compara Bonomo.

 

Adesão - Guilherme Casarões, professor da Escola de Administração de Empresas da FGV em São Paulo, concorda e pondera que estar na OCDE “significa aderir a um conjunto de práticas públicas e instrumentos de gestão que podem ser positivos para o Brasil”.

 

Grau de investimento - Fernando Ribeiro, da área de comércio exterior e investimentos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), assinala que a entrada na OCDE é “uma decisão geopolítica” e que tem como consequência “cumprir uma lista longa de requisitos” e poderá trazer como benefício “recuperar o grau de investimento”.

 

Recomendações e protocolos - A OCDE tem recomendações e protocolos sobre governança corporativa, combate à corrupção, transparência pública, tributação, defesa da concorrência, investimentos de empresas multinacionais, a produção e comércio de aço, agronegócio, derivados químicos, economia digital, entre outros.

 

Unanimidade - Casarões pondera, no entanto, que por causa dessas diretrizes a entrada na OCDE não é uma unanimidade entre especialistas. “O grande dilema que a gente enfrenta é se queremos ser um soldado fiel de um conjunto de boas práticas ou se queremos ter autonomia decisória para fazer uma política que não esteja no repertório da OCDE”, descreve ao ressalvar que a eventual adesão “não tem o caráter das condicionalidades impostas pelo FMI”.

 

Condições - Ele acrescenta que o ingresso na organização “não gera empregos de um dia para o outro, mas cria condições para que com a entrada de investimentos possa haver mais oferta de empregos no futuro”.

 

Reformas - O cientista político David Fleischer, nascido em Washington (capital dos EUA) e naturalizado brasileiro, está de acordo com análises positivas sobre a eventual entrada do Brasil na OCDE. “Os economistas estão certos quando dizem que vai ajudar ao Brasil recuperar o grau de investimento e atrair novos investimentos”.

 

Equilíbrio fiscal - Fleischer avalia que, independente da entrada na OCDE, os norte-americanos “estão prontos para investir”, mas antes esperam que o Brasil encontre equilíbrio fiscal e mudem o patamar de endividamento público. “A reforma da Previdência é chave”, destaca. “Isso vai abrir uma enxurrada de investimentos nacionais e internacionais”, prevê.

 

Protocolo - Em junho de 2015, o Itamaraty assinou um acordo de cooperação com a OCDE com vistas à entrada do Brasil como membro pleno da organização, onde já era considerado parceiro-chave junto com os demais membros do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul).

 

Origem - A OCDE, com sede em Paris (França), tem origem no final da década de 1940 e foi criada para gerenciar a cooperação econômica dos norte-americanos ao Japão, à Coreia e aos países da Europa ocidental após a 2ª Guerra Mundial (Plano Marshall). Além do Brasil, outros países sul-americanos têm pretensão de entrar na OCDE: Argentina, Colômbia e Peru. México e Chile já são membros efetivos

 

Discurso bem recebido - David Fleischer afirma que a performance do ministro da Economia Paulo Guedes durante a viagem aos Estados Unidos foi bem acolhida pelos norte-americanos, especialmente na Câmara de Comércio. “Com as pessoas que eu conversei em Washington, a impressão era de que o discurso foi bem recebido. Foi bastante franco e mostrou que o Brasil está no caminho das reformas e que está querendo abrir mais sua economia e que está aberto a novos investimentos”.

 

Pertinente - Fernando Ribeiro avalia que o ministro da Economia “foi muito pertinente” e soube marcar a identificação e o desejo de aproximação do Brasil com os EUA, mas sem abrir mão de outras relações estratégicas. “Guedes se posicionou como quem diz não interpretem este movimento como afastamento dos demais países. Não vamos prejudicar as boas relações que temos com a China, com a Europa e o Japão”.

 

Agricultura - Segundo o técnico do Ipea, o resultado mais imediato das negociações com os Estados Unidos será a possibilidade de retomar a exportação de carne bovina para o mercado norte-americano e de importação de carne suína.

 

Trigo - Na pauta do agronegócio, o comunicado conjunto dos presidentes Bolsonaro e Trump também assinala a possibilidade dos Estados Unidos se beneficiarem com a cota de 750 mil toneladas anuais de trigo com taxa zero de importação para o Brasil. De acordo com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, os produtores norte-americanos têm “vantagens comparativas” para vender trigo para o Brasil, mas a cota não é só para os Estados Unidos.

 

Infraestrutura - Durante a passagem nos EUA, Tereza Cristina tentou atrair as empresas norte-americanos para investimentos necessários em infraestrutura que melhorem o desempenho do agronegócio. “A agricultura brasileira está no caminho certo, mas o grande gargalo é a infraestrutura. É fundamental, para que o agronegócio continue sendo bem-sucedido e tenha competitividade nos mercados internacionais, que tenhamos novos projetos de ferrovias, hidrovias, rodovias, armazenagem, irrigação e energia”, divulgou a assessoria da ministra.

 

Turismo - O Ministério do Turismo, por sua vez, comemora o anúncio de não exigência de vistos prévios para a entrada, por até 90 dias, de visitantes norte-americanos (como também canadenses, australianos e japoneses).

 

Dado - Em nota, o MTur cita dado da Organização Mundial do Turismo (OMT), segundo a qual “medidas de facilitação de visto podem ampliar em 25% o fluxo de turistas”. Em 2017, 475 mil turistas norte-americanos visitaram o Brasil. O gasto médio per capita/dia foi de US$ 59,16, com a permanência média de 20 pernoites.

 

Transferências pessoais - Em janeiro deste ano, o Brasil recebeu US$ 93 milhões de transferências pessoais dos Estados Unidos (43% de todo o volume recebido). No mesmo mês foram gastos naquele país ou enviados US$ 44 milhões. Saldo positivo de US$ 49 milhões.

 

Integração - Além do agronegócio, turismo e das transferências pessoais, Diego Bonomo, da CNI, acrescenta que “a relação de comércio e investimento com os EUA é de alta qualidade, e com muita integração de cadeias, principalmente entre empresas industriais e de prestação de serviços”.

 

Exportações - De acordo com o Ministério da Economia, 58,5% do valor das exportações brasileiras para os Estados Unidos no ano passado foram de produtos manufaturados; e 20,7% foram de produtos semimanufaturados.

 

Segundo principal parceiro - A contabilidade oficial do comércio exterior indica que os Estados Unidos é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, tanto em exportações quanto em importações. No ano passado, a corrente comercial entre os dois países foi de US$ 57,7 bilhões. A balança comercial no ano passado foi negativa em US$ 193 milhões (o valor das importações superou o das exportações).

 

Investimentos - Conforme dados do Banco Central, o volume de investimentos diretos dos Estados Unidos no Brasil foi de US$ 7,4 bilhões em 2018, 16% do total de ingressos brutos no ano passado. Sete de cada 10 dólares investidos pelos americanos no Brasil durante 2018 foram em serviços (US$ 5,1 bilhões), com destaque para o subsetor de tecnologia da informação (US$ 1,3 bilhões).

 

Maior ingresso - Como indicam as tabelas do BC sobre investimentos diretos no país (participação no capital – distribuição conjunta por país e setor), o maior ingresso de capital americano nesta década ocorreu em 2012, US$ 12,3 bilhões ou 20% dos investimentos estrangeiros. (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL: Brasil e Chile querem aproximar Mercosul e Aliança do Pacífico

internacional 25 03 2019O Brasil e o Chile prometem intensificar a aproximação entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, pois Venezuela está suspensa temporariamente) e a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Peru) para uma área de livre comércio. A partir de julho, o Brasil exercerá a presidência-pro tempore do Mercosul e Chile estará à frente da Aliança do Pacífico.

Acordo - Em Santiago, no último dia de visita ao Chile, o presidente Jair Bolsonaro e o presidente chileno, Sebastián Piñera, ratificaram no sábado (23/03) os termos do acordo de livre comércio entre os dois blocos comerciais.

Corredor rodoviário - Os governos do Brasil e do Chile pretendem construir um corredor rodoviário para unir a região Centro-Oeste e os portos marítimos no norte do Chile, “passando pela ponte a ser construída entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, pelo Chaco paraguaio e o noroeste argentino”, como detalha nota conjunta.

Parceria - Bolsonaro e Piñera fizeram uma declaração conjunta, na qual defendem a aproximação comercial e da atuação conjunta no lançamento do Fórum para o Progresso da América do Sul (Prosul), criado em substituição à Unasul. “Estamos assistindo na América do Sul o deslocamento da questão ideológica”, disse Bolsonaro, referindose- à atuação de caráter mais pragmático para a integração do continente.

Compromisso - “Do Prosul só poderão participar os países que tiverem compromisso com a democracia, com a liberdade e com os direitos humanos”, assinalou Piñera em referência à Venezuela cujo governo de Nicolás Maduro é considerado ilegítimo pelo Chile e mais cerca de 50 nações, incluindo o Brasil.

Dados - No seu discurso, Piñera fez um breve histórico sobre a proximidade entre o Chile e o Brasil e reforçou as relações econômicas. Segundo ele, “o Brasil é o principal sócio comercial do Chile na América Latina” e é também “o principal destino dos investimentos do Chile no exterior, com mais de US$ 35 bilhões”.

Balança comercial - Pelos dados da balança comercial do Ministério da Economia, em 2018, Brasil e Chile tiveram corrente de comércio (soma de exportações e importações) de US$ 1,3 bilhão. O Brasil obteve no ano passado superávit comercial de 278 milhões.

Exportações - Um terço das exportações brasileiras para o Chile foi de óleos brutos de petróleo, mas a pauta inclui carne bovina, automóveis de passageiros, veículos de carga, chassis e tratores. O Brasil importa do Chile cobre e salmão, especialmente. (Agência Brasil)

 


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