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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4539 | 21 de Março de 2019

NÚCLEO CENTRO-SUL: Ponta Grossa sedia última reunião de pré-assembleia do Sistema Ocepar

Na manhã desta quinta-feira (21/03), 61 lideranças cooperativistas de 14 cooperativas dos ramos agropecuário e de crédito da região Centro-Sul estiveram reunidas na sede da Sicredi Campos Gerais PR/SP, em Ponta Grossa, para a última reunião de pré-assembleia do Sistema Ocepar. Durante toda semana, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, acompanhado dos superintendentes, Robson Mafioletti e Leonardo Boesche, da Ocepar e Sescoop/PR, respectivamente, do gerente da Fecoopar, Anderson Lechechen, e do coordenador de comunicação, Samuel Milléo Filho, participou de outros três encontros semelhantes nas cidades de Cafelândia (Oeste), Mangueirinha (Sudoeste) e Londrina (Norte/Noroeste). Ao todo, os quatro eventos reuniram 326 participantes. Esta última rodada em Ponta Grossa também contou com a participação de um grupo de profissionais do Sistema Ocepar.

Sistema Ocepar - Ricken afirmou que a ideia de realizar as pré-assembleias, pela primeira vez na história do Sistema Ocepar, foi uma oportunidade para prestar contas das ações realizadas pela entidade e ouvir as cooperativas em suas demandas. “Além de anteciparmos de maio para março a realização da primeira etapa do ano dos Encontros de Núcleos, estamos promovendo, pela primeira vez na história do sistema, as pré-assembleias. Nos espelhamos no êxito das nossas cooperativas que, ao longo do tempo, aprimoraram esta forma de prestar contas. Assim, podemos levar a um maior número de pessoas a nossa prestação de contas de 2018 e o que pretendemos realizar em 2019”, afirmou. O dirigente destacou que, apesar de todos os desafios em 2018, o setor encerrou o período com um faturamento de R$ 83,5 bilhões, gerando mais 100 mil empregos diretos. “Realizamos 8.776 eventos de formação profissional e promoção social, com quase 220 mil participações. No ano passado, as cooperativas do Paraná exportaram ainda US$ 3,9 bilhões e recolheram mais de R$ 2 bilhões em impostos”, frisou o presidente do Sistema Ocepar.

Boas-vindas - Na abertura do evento, o vice-presidente da Sicredi Campos Gerais, Gilberto Zardo, agradeceu a oportunidade de sediar este importante evento em parceria com a Cooperativa Coopagrícola. “Como está na capa do nosso relatório: juntos fazemos a diferença. Esta iniciativa do Sistema Ocepar em prestar contas de suas ações é de vital importância para que, não só as lideranças mas, também, os cooperados possam tomar conhecimento sobre todo o trabalho realizado e o que se pretende para este ano”. O presidente da Coopagrícola, Gabriel Nadal, destacou que se sentia em casa na sede da Sicredi. “Sou testemunha dessas três décadas de história do Sicredi Fui um dos fundadores da Credicoopagrícola, em 1989, cooperativa que deu origem ao Sicredi de hoje. Com muito orgulho, podemos receber aqui em Ponta Grossa, em parceria, este Encontro de Núcleos Cooperativos do Sistema Ocepar”, destacou.

Sicredi Campos Gerais - O diretor executivo da Sicredi Campos Gerais PR/SP, Márcio Zwierewicz, fez uma apresentação sobre a cooperativa. Ele afirmou que “o Sicredi é fruto da intercooperação na região, afinal, 50% do nosso PIB está centrado nas cooperativas parceiras. Nossas pré-assembleias contaram com a presença de 10 mil participantes, dos quais, 8 mil eram cooperados e os demais, convidados. Fechamos o ano de 2018 com 63.614 cooperados. O volume de ativos atingiu R$ 2 bilhões. Os recursos administrados foram R$ 1,8 bilhões. Resultado da cooperativa fechou com R$ 49,1 milhões. Neste ano, vamos inaugurar cinco novas agências. Formamos um total de 580 associados no programa crescer. Trabalhos diversos foram realizados com mulheres, jovens e ações de sustentabilidade. Em janeiro, completamos 30 anos de história o que para nós é orgulho, afinal estamos ajudando muitas pessoas realizarem seus sonhos”, lembrou.

Coopagrícola - Gabriel Nadal fez uma rápida apresentação da Coopagricolaa. “Fundada no dia 26 de abril de 1962, a cooperativa surgiu da iniciativa de 40 produtores de arroz da região, que desejavam uma estrutura própria para armazenagem e assistência técnica. Hoje, passados quase 57 anos, temos 1.045 cooperados que atuam em 18 municípios da região dos Campos Gerais. Somos referência no mercado de grãos e produção de sementes. Dando toda assistência técnica necessária para que nossos cooperados possam produzir com tranquilidade. Integramos a cooperativa Coonagro na produção de fertilizantes. Para nós, o cooperativismo é o melhor caminho para a sustentabilidade dos nossos produtores”, destacou Nadal.

Presenças - Além de José Roberto Ricken, participaram da mesa oficial, representantes das cooperativas anfitriãs, Gilberto Zardo, vice-presidente da Sicredi Campos Gerais e o diretor executivo, Márcio Zwierewicz, Gabriel Nadal, presidente da Coopagrícola, Luiz Roberto Baggio, coordenador do Núcleo Centro-Sul e presidente da Cooperativa Bom Jesus, o diretor da Ocepar, Frans Borg, José Rubens dos Santos, membro do Conselho Fiscal da Ocepar, e Airton Spies, ex-secretário da Agricultura de Santa Catarina e palestrante do evento.

Eleição – Também foram eleitos para a função de coordenador no Núcleo Centro-Sul, Frans Borg, presidente da Castrolanda, e para vice-coordenador, Jorge Karl, presidente da Cooperativa Agrária. Ficou definida como sede do próximo Encontro de Núcleos Cooperativos da região Centro-Sul, em agosto, a cidade de Prudentópolis.

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FORMAÇÃO: Sescoop/PR inicia ciclo de capacitação de conselheiros fiscais

formacao 21 03 2019Conselheiros fiscais efetivos e suplentes, além de cooperados que pretendem exercer futuramente a função, fazem parte do público-alvo dos cursos que o Sistema Ocepar irá realizar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), nos meses de abril e maio. A ideia é promover a capacitação e reciclagem dos conhecimentos dos membros do Conselho Fiscal das cooperativas, que atuam especialmente no que diz respeito à transparência da gestão dos recursos financeiros. No curso serão apresentadas suas atribuições e responsabilidades, conceitos de contabilidade e análise de indicadores. Legislação e a relação do Conselho Fiscal com os demais agentes da governança são outros itens que serão abordados.

Ramos - A formação é destinada a conselheiros fiscais de diversos ramos. Para aqueles que atuam em cooperativas agropecuárias, de consumo, educacional, habitacional, infraestrutura, trabalho e turismo, serão formadas seis turmas, com atividades na Cocamar, em Maringá, (dias 09 e 10/04); Primato, em Toledo, (11 e 12/04); Coopertradição, em Pato Branco (16 e 17/04); Sicredi Campos Gerais, em Ponta Grossa (29 e 30/04); Integrada, em Londrina, (07 e 08/05), e Cotriguaçu, em Cascavel, (23 e 24/05).

Saúde - Já os conselheiros fiscais do ramo saúde serão divididos em cinco turmas: Unimed Regional de Maringá, em Maringá, (08/04); Unimed Pato Branco, em Pato Branco (17/04), Unimed Paraná, em Curitiba, (24/04); Unimed Londrina, em Londrina, (dia 08/05), e Unimed Costa Oeste, em Toledo, (22/05).

Transporte - Haverá ainda um curso destinado ao ramo transporte, na Cotriguaçu, em Cascavel, no dia 21 de maio.

Inscrições - As inscrições podem ser feitas com Matheus Silva (matheus.silva@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-11320 ou Esdras Silva (esdras.silva@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1159. Mais informações com Alfredo Souza (alfredo.souza@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1144).

Programação completa - Clique nos links abaixo para conferir na íntegra a programação do Curso de Conselheiros Fiscais:

Ramos agropecuário, consumo, educacional, habitacional, infraestrutura, trabalho e turismo

Ramo saúde

Ramo transporte

 

INSTITUTO SICOOB: Professores e colaboradores de escolas participam de sensibilização sobre o Cooperjovem

 

Para dar início às atividades do Programa Cooperjovem na cidade de Foz do Jordão (PR), o Instituto Sicoob promoveu, no último dia 15, uma capacitação para professores e colaboradores da rede municipal de ensino, no Auditório João Maurina.

 

Sensibilização - A proposta do evento, que contou com a participação de cerca de 50 pessoas e teve apoio do Sicoob Integrado, foi sensibilizar a comunidade educativa para a essência do programa, destacando a importância da educação para cooperação.

 

Oportunidade - “Estávamos precisando de um momento assim, em que todos têm a oportunidade de participar. O Instituto Sicoob e o Sicoob Integrado estão de parabéns”, afirma a diretora escolar Rosana de Oliveira.

 

Sobre o Cooperjovem - Criado pelo Sescoop e aplicado pelo Instituto Sicoob, o Programa Cooperjovem tem o apoio do Sicoob Integrado, cooperativa que atua como parceira e participa das atividades educativas desenvolvidas.

 

Objetivo - O objetivo do programa é disseminar a cultura da cooperação, baseada nos princípios e valores do cooperativismo, por meio de atividades educativas. Para isso, capacita os professores para que, de forma interdisciplinar e transdisciplinar, consigam aprimorar a prática educativa junto com seus alunos e comunidades escolares, se apropriando da cultura da cooperação como uma ferramenta propulsora de mudança e transformação social. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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COPAGRIL I: Evento do Programa Cooperjovem enfoca criatividade

 

“Todo ser humano é criativo, mas precisa estimular a sua criatividade para ativá-la e canalizá-la para o bem, para algo produtivo”. A declaração é da instrutora do Programa Cooperjovem, Carmem Sílvia de Oliveira, que na manhã desta quarta-feira (20/03) ministrou palestra de sensibilização a cerca de 50 profissionais da educação, na sede da Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), em Marechal Cândido Rondon (PR). O Cooperjovem é um programa desenvolvido pela Copagril e pelo Sescoop/PR – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – na rede pública de ensino da área de ação da cooperativa.

 

Presença - O evento contou com a presença do diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, que realizou a abertura. “Sabemos que hoje em dia não é fácil ser professor, tendo em vista os desafios que lhes são impostos. Por isso, reconhecemos o esforço de todos vocês para desenvolverem este trabalho que é tão importante para a sociedade. Agradeço a presença de todos, esperamos que a palestra seja muito proveitosa e que possam aplicar esses conhecimentos em seu dia a dia em sala de aula. Sucesso a todos!”, declarou aos secretários de Educação, diretores e coordenadores de escolas municipais.

 

Passo a passo - Na palestra, que teve como tema “Criatividade”, a palestrante abordou que o primeiro passo é se reconhecer criativo. “As pessoas devem evitar o pensamento de ‘não sei’, ‘não consigo’, ‘não sou criativo’, pois eles impedem que seja realmente”, afirma Carmem. 

 

Liberdade - Segundo ela, é preciso se dispor a ser criativo. “Eu recomendo buscar a liberdade, tirar as amarras, dançar, passear, ir ao museu, teatro, enfim, sair da zona de conforto para liberar a criatividade”, explica.

 

Planejamento - O passo seguinte é realizar um planejamento e, depois, ser efetivo na comunicação dentro da instituição de ensino, para ter respaldo nas ações a serem desenvolvidas com os alunos. “O ensino tradicional muitas vezes se torna repetitivo e cansativo para os estudantes, por isso é importante ter criatividade. Para isso, é preciso comunicar adequadamente a direção sobre a forma de trabalho, mostrar que tem conteúdo e que favorecerá o aprendizado. Dessa forma o professor buscará o seu espaço para inovar”, afirma.

 

Vantagens - Dentre os pontos positivos de usar a criatividade em sala de aula estão: cativar e envolver os alunos, tornar as aulas mais atrativas e direcionar o potencial dos estudantes. “Os alunos também possuem criatividade e ela precisa ser despertada e direcionada, caso contrário ela poderá ser canalizada para as drogas, a violência ou a sexualidade exacerbada, por exemplo”, alerta Carmem, que acrescenta: no modelo educacional tradicional, geralmente o aluno é condicionado a responder perguntas, quando deveria também fazê-las. “Instigar os estudantes para que façam perguntas é oferecer a eles um empoderamento, em termos de serem curiosos e pavimentarem o seu próprio aprendizado”.

 

Criatividade - Inserir a criatividade no dia a dia dos educadores também é importante. “Os profissionais com maior índice de adoecimento são os professores. Portanto, estimular a fantasia, a imaginação e a criatividade pode melhorar a saúde deles”, defende Carmem.

 

Metodologia - No Programa Cooperjovem a proposta é que as instituições de ensino desenvolvam projetos educativos que façam uso da cooperação para atender demandas sociais das comunidades onde as escolas estão inseridas. “É o olhar da escola sobre a comunidade, suas demandas e como saná-las com o envolvimento de todos os agentes da educação: coordenações, professores, pais e alunos”, afirma Carmem.

 

Capacitação específica - Para conhecer mais sobre a metodologia do Programa Cooperjovem os professores participam de uma capacitação específica de 40 horas/aula. (Imprensa Copagril)

 

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COPAGRIL II: Colaboradores recebem certificação de Boas Práticas de Fabricação

 

Colaboradores das Unidades Industriais de Rações da Copagril (UIR) das cidades de Entre Rios do Oeste e Marechal Cândido Rondon receberam nessa terça e quarta-feira (19 e 20/03) respectivamente, certificações por participarem do Workshop Boas Práticas de Fabricação que foi iniciado no dia 28 de fevereiro e concluído nesta semana.

 

Atividades - Dentro da programação da Semana de Boas Práticas de Fabricação estiveram inclusas atividades interativas e games, com um quiz a ser preenchido pelos funcionários das fábricas com o objetivo de oportunizar a eles testarem seus conhecimentos sobre as atitudes condizentes com as boas práticas. A programação do Workshop também contou com palestras abordando os temas: Importância do Controle da Salmonela em Rações; Cuidados Higiênicos e Importância dos procedimentos de Amostragem, ambas ministradas por Marcio André Lanzarin. Os colaboradores também prestigiaram uma palestra sobre as instruções normativas IN 04 que trata sobre as boas práticas de fabricação e IN 14, que trata sobre o uso de medicamentos nas rações. No encerramento os colaboradores ainda participaram de uma palestra motivacional ministrada por Edely Tápia com o tema “Eu no Topo”.

 

Objetivo - As ações de BPF fazem parte do cronograma anual de atividades promovidas pela Assessoria de Gestão da Qualidade da cooperativa e visam levar informações para os colaboradores se aperfeiçoarem e alavancarem os objetivos da cooperativa de produzir produtos que atendam a todas as legislações vigentes prezando sempre pela qualidade e as formas de fabricação adequadas. (Imprensa Copagril)

 

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FRÍSIA: ExpoFrísia será realizada em abril em Carambeí

frisia 21 03 2019A produção leiteira nos Campos Gerais tem mais de cem anos de tradição, com destaque para características como gordura, proteína, longevidade dos animais e prenhez. Esse cenário poderá ser conferido na ExpoFrísia 2019, promovida pela Frísia Cooperativa Agroindustrial e que vai acontecer entre os dias 25 e 27 de abril, em Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná.

Foco - A feira tem como foco o melhoramento genético com a exposição dos animais, julgamentos e seleção de sêmen pelo Catálogo de Touros da Intercooperação. Serão cerca de 230 animais expostos da raça Holandês Vermelho e Branco e Preto e Branco.

Tecnologias e produtos - Além dos animais, a ExpoFrísia, que ocorre anualmente, oferece ao visitante tecnologias e produtos selecionados pelos expositores, a fim de garantir eficiência, redução de custos e aumento de produtividade.

Clube das Bezerras - Tradicionalmente, a ExpoFrísia realiza atividades como o Clube de Bezerras, em que as gerações de futuros produtores expõem animais sob a coordenação do setor de Pecuária Leiteira da Frísia. O Clube atende filhos de cooperados e de colaboradores de propriedades que aprendem desde cedo como cuidar dos animais. Outra atração é a Copa dos Apresentadores, em que participantes das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, divididos em três categorias, têm o desempenho avaliado.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

Programação ExpoFrísia 2019

25 de abril (quinta-feira)

15h às 18h – Julgamento da Raça Holandês Vermelho e Branco e Gado Jovem

18h – Solenidade de Abertura

19h – Clube de Bezerras

26 de abril (sexta-feira)

8h30 às 12h – Palestra sobre Pecuária de Leite

13h às 15h – Palestra sobre Pecuária de Suínos

15h às 18h – Julgamento da Raça Holandês Preto e Branco e Gado Jovem

18h às 20h – Julgamento da Raça Holandês Vermelho e Branco e Gado Adulto

27 de abril (sábado)

10h30 às 12h30 – Copa dos Apresentadores

14h às 17h30 – Julgamento da Raça Holandês Preto e Branco e Gado Adulto

17h30 – Premiação dos Produtores-destaque

18h30 – Solenidade de encerramento

SERVIÇO

ExpoFrísia 2019

25 a 27 de abril

Parque de Exposições Frísia, anexo Parque Histórico

Carambeí (PR)

www.expofrisia.com.br

Entrada gratuita

 

COPACOL: Equipes técnicas passam por capacitação

 

Aproximadamente 60 profissionais do departamento agrícola e nutrição animal da Copacol, participaram nesta semana, durante os dias 18 e 19 de março, do Programa Excelência. Este é desenvolvido pela Copacol para a capacitação técnica das equipes que atuam junto aos produtores rurais. 

 

Encontros - O programa é realizado constantemente em diversos encontros durante o ano e neste módulo, os participantes realizaram atividades focadas em comportamento e habilidades, como destaca Mário Cunha, que é professor pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e instrutor neste treinamento. 

 

Valor - “Hoje, o que nós vendemos é valor. Portanto, neste encontro nós desenvolvemos temas importantíssimos sobre vendas, o que precisamos entender e quais os atributos que os nossos clientes mais valorizam e faz sentido para a sua atividade, além de trazer benefícios também para a organização”, destacou Mario. 

 

Dinâmicas - Durante as dinâmicas, os participantes também desenvolveram uma metodologia de negócios com foco na capacidade de planejamento, reconhecimento de oportunidades, analise de mercado e atendimento, além de fazer uma reflexão e um paralelo sobre suas respectivas áreas. 

 

Desafio - “A Copacol tem equipe técnica muito competente e um desafio pela frente de transformar o conhecimento de mercado, equilibrando estes dois fatores para o fortalecimento e resultados positivos para todos”, afirma o professor. 

 

Treinamento - Neste sentido, a médica veterinária Aline Zitterell destacou a importância do treinamento para todos da equipe de Nutrição Animal responsável por fomentar as vendas de rações e assistência ao produtor. 

 

Agregação - “Além de vender, precisamos entender o valor do nosso produto. Acredito que este treinamento e as práticas desenvolvidas vão agregar em nosso dia a dia para que possamos entender e atender as necessidades dos nossos clientes”, ressalta Aline. 

 

Conhecimento e relacionamento - Já com direcionamento para a equipe agronômica, o treinamento contribuiu para que os profissionais abrissem o leque de conhecimento quanto ao relacionamento com o cooperado, entendendo as necessidades de cada um, como explica o engenheiro agrônomo da unidade da Copacol de Jesuítas, Messias Vivian Junior. 

 

Gerar resultados - “Nossa atividade envolve muitas pessoas e precisamos estar preparados para gerar os resultados esperados, e este Projeto Excelência vem nos auxiliando no dia a dia para que possamos ajudar o nosso cooperado a produzir mais, estar satisfeito em trabalhar com a cooperativa e ter rentabilidade em sua atividade”, finaliza Messias. (Imprensa Copacol)

 

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LAR: Cooperativa comemora 55 anos de história

Muita emoção e alegria marcaram as comemorações dos 55 anos de fundação da Lar Cooperativa Agroindustrial, no dia 19 de março. De acordo com o diretor-presidente Irineo da Costa Rodrigues o número 55 é especial para a cooperativa por fazer alusão aos 55 agricultores que fundaram a antiga Comasil, hoje Lar, no município de Missal (PR). O foco principal da programação foi a homenagem aos sócios fundadores e seus familiares na noite de 19 de março, no Lar Centro de Eventos, em Medianeira, Oeste do Estado . As famílias pioneiras, com a presença de 4 fundadores vivos, receberam um troféu alusivo aos 55 anos e o reconhecimento público para aqueles que com fé, coragem e atitude criaram a cooperativa que se tornou uma das maiores do Brasil.

Origem - “Queremos valorizar a origem, mantendo os bons princípios de ética, integridade, honestidade e transparência, o sentimento de pertencer, mesmo em tempos de mudança, sem perder a origem, e cuidando do patrimônio dos associados” afirmou o diretor-presidente em seu discurso que deu ênfase a relevância social da cooperativa. O dirigente destacou ainda e evolução da Lar Cooperativa que em sua trajetória enxergou a necessidade de diversificar as propriedades e industrializar sua produção, sendo hoje globalizada, agregando valor a produção e proporcionando qualidade de vida. Um trabalho desempenhado com empenho de 10.900 associados e 13.300 funcionários, que com ousadia e responsabilidade consolidaram a Lar como uma Cooperativa forte, moderna, atualizada tecnicamente e uma marca consagrada.

Presenças - A solenidade foi prestigiada pelo superintendente da Ocepar Nelson Costa, secretários estaduais, prefeitos da região, líderes cooperativistas, pelos ex-presidentes da Lar Ignácio Aloysio Donel e Paulo Durgante Lacerda, clientes internacionais, fornecedores e associados da Lar. Os convidados foram recepcionados pela orquestra da Sociedade Semear e exposição fotográfica “Olhares do Agronegócio” do fotógrafo Leandro Carvalho. Após o jantar houve o show do cantor Sérgio Reis.

Prioridade Ambiental - As atividades alusivas aos 55 anos da Lar iniciaram na tarde de 18 de março na propriedade do associado Delvo Lângaro em Matelândia. Na oportunidade a Cooperativa destacou o início da programação dos 55 anos ação ambiental, que faz parte das prioridades da cooperativa em seu planejamento estratégico. O ato simbólico concretizou a entrega da 55ª nascente revitalizada em 55 anos de história da Lar Cooperativa. O programa de revitalização acontece desde 2004, em parceria com as prefeituras municipais de Matelândia e Céu Azul, e apoio da Basf e concretizaram ações nas áreas de indústrias da cooperativa e propriedades de seus associados. O ato de educação ambiental contou com a presença de alunos do 5º ano da Escola Ebehardo de Agro Cafeeira que realizaram o plantio de mudas nativas nas margens da nascente revitalizada.

Missa e homenagem aos funcionários - A manhã de aniversário da Lar iniciou com missa de ação de graças na área externa do Lar Centro de Eventos em Medianeira. A cerimônia religiosa relembrou a fundação da cooperativa por descendentes de alemães e católicos no dia 19 de março, Dia de São José, padroeiro da Lar Cooperativa. O momento foi de emoção com a participação de 14 padres da região, Diretoria Executiva, superintendentes, funcionários e representantes dos associados do PR e MS.

Placa - Após a missa ocorreu a homenagem aos funcionários com 40 anos ou mais de trabalho na Lar Cooperativa. Os 13 homenageados receberam uma placa simbólica e plantaram uma árvore em reconhecimento à sua dedicação.

Premiação aos clientes - O dia do aniversário da Lar também foi marcado pelo sorteio final da Campanha Show de Prêmios Lar - Rumo aos 55 anos. Às 17h, na loja Lar Supermercados de Medianeira, foram sorteados 54 vales-compras de R$1.000,00 e uma caminhonete S10 Ltz zero kilômetro. A cliente comtemplada com a S10 foi Genecy M. Bortoluzzi.

Clientes - A campanha abrangeu clientes Lar Supermercados, Postos e Farmácias veterinárias, teve 1 ano de duração, distribuiu mais de 7 milhões de cupons, entregou 378 vales- compras de R$ 1.000,00, 06 Automóveis Ônix zero KM e 01 Caminhonete S10 - LTZ - Completa zero KM. (Imprensa Lar)

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C.VALE: Água tratada, natureza preservada

Uma empresa só cumpre por completo o seu papel se o seu foco está voltado ao crescimento econômico, aliado ao desenvolvimento social e à sustentabilidade ambiental. A C.Vale mantém um conjunto de ações para assegurar o uso racional dos recursos naturais.

Abate - Para abater 560 mil aves e 85 mil peixes por dia, o Complexo Agroindustrial da cooperativa utiliza a água como o principal insumo. O Programa de Utilização Racional da Água (PURA) é uma das ações que fazem parte do Programa C.Vale Ambiental. A iniciativa é uma forte ferramenta de conscientização sobre a necessidade de economia de água nas atividades industriais. Também envolve o tratamento de efluentes para assegurar a devolução da água à natureza de acordo com os padrões exigidos pela legislação ambiental. Os associados são estimulados a recuperar e a conservar nascentes para garantir água de boa qualidade para as futuras gerações. “Esse é o mundo que a C.Vale elegeu como o ideal: um mundo em que cada um tem compromisso com o outro, o mundo da solidariedade e da sustentabilidade”, pontuou o presidente da C.Vale, Alfredo Lang.

Abastecimento - De acordo com a encarregada de Gestão Ambiental, Katia Cristina Fagnani, a água utilizada em um dia nas indústrias seria o suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes. Trinta e quatro funcionários, diuturnamente, se revezam para assegurar que a água utilizada em todo o processo industrial tenha um pH em torno de 7, que é considerado neutro. “Como seguimos normas rígidas para atender aos mercados mais exigentes do mundo, a nossa água, seguramente, é de alta qualidade. Isso nós garantimos com base em análises internas e externas, e laudos de laboratórios credenciados”, enfatiza Kátia.

Captação - A água é captada dos rios, tratada, bombeada para cisternas e enviada à caixa d´água que alimenta toda a indústria. Após sua utilização passa por um processo de tratamento, de aproximadamente 22 dias, para retornar ao rio. (Imprensa C.Vale)

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TRIGO: Acordo com Estados Unidos irrita Argentina

 

A decisão do Brasil de abrir uma cota de 750 mil toneladas de trigo sem tarifa de importação, que beneficiará sobretudo os Estados Unidos, foi mal recebida pelo governo da Argentina, principal exportador do cereal ao mercado brasileiro. O país vizinho questionará a medida do governo Bolsonaro no âmbito do Mercosul.

 

Oposição - "Sempre que o Brasil insinuou a possibilidade de comprar trigo fora do Mercosul, a Argentina se opôs", afirmou Luis Miguel Etchevehere, secretário de Governo da Agroindústria da Argentina, ao "La Nación". "Diante do ocorrido, vamos avaliar as ferramentas previstas que o Mercosul possui para analisar o caminho que devemos seguir", completou Etchevehere.

 

Regras - Ocorre que, pelas regras do Mercosul, o trigo importado de países que não fazem parte do bloco tem de pagar uma tarifa de 10%, o que costuma manter o produto argentino mais competitivo que o de concorrentes como os próprios EUA e a Rússia, por exemplo. A cota anunciada, como esclareceu o Ministério da Agricultura, não é válida apenas para o produto dos EUA, ainda que o país tenha "vantagens comparativas" para aproveitá-la, como oferta ampla e logística.

 

Acesso limitado - Em 2017, os americanos passaram a pedir acesso ilimitado para exportar trigo sem tarifa ao Brasil na nossa entressafra, de fevereiro a setembro, pleito que contou com apoio dos moinhos brasileiros. Naquele momento, a Casa Rosada evitou a criação da cota após uma negociação diplomática com Brasília.

 

Sem problemas de abastecimento - O que surpreende os argentinos neste momento é que não há problemas de abastecimento. Pelo contrário, já que o país acaba de registrar uma colheita recorde pouco superior a 19 milhões de toneladas. Em 2018, o Brasil ampliou em 16,9% suas importações de trigo, para 7,04 milhões de toneladas. A Argentina foi responsável por 84,4% desse total, ou 5,9 milhões de toneladas.

 

Janeiro - Em janeiro, Bolsonaro e o presidente da Argentina, Mauricio Macri, conversaram sobre readequar tarifas, sem definição para o trigo.

 

Pressão - Segundo analistas, o fato é que a nova cota poderá pressionar as cotações na Argentina, melhorar o poder de barganha dos moinhos importadores e se tornar mais uma dor de cabeça para os produtores brasileiros, apesar de o tamanho do mercado e a geografia sugerirem que há espaço para todos.

 

Cálculos - Cálculos da T&F Consultoria mostram que, apesar da distância maior, o trigo proveniente dos EUA chegaria aos portos do Sudeste e Nordeste do Brasil praticamente nas mesmas condições do argentino. As diferenças seriam irrisórias e, assim, negociáveis.

 

Câmbio - Conforme a consultoria, se levado em conta um câmbio de R$ 3,7892, o trigo americano chegaria a Santos por R$ 1.093,40 a tonelada, enquanto o argentino sairia por R$ 1.085,40. Já para Salvador e Fortaleza, o trigo dos EUA custaria até mais barato que o argentino. Na capital baiana, o cereal americano ficaria por R$ 1.036,56 contra R$ 1.032,37 do argentino. Na capital cearense, ficaria R$ 977,54, ante R$ 1.039,99.

 

Preços mais baratos - "Os preços mais baratos praticados nos EUA, unidos ao frete marítimo, justificam a importação para os moinhos do Sudeste e Nordeste. O mesmo não acontece para as indústrias do Sul, que são atendidas pelos produtores locais e, obrigatoriamente, por países do Mercosul", diz Luiz Pach, sócio consultor da T&F.

 

PR e RS - Paraná e Rio Grande do Sul são responsáveis por 90% da produção nacional de trigo, mas são grandes consumidores do cereal (principalmente o Paraná) devido a um grande parque moageiro. Outros Estados não se beneficiam dessa oferta porque são obrigados a pagar 8% de ICMS no transporte.

 

Preço - Atualmente, um moinho de São Paulo pagaria R$ 1.176 a tonelada pelo trigo do Paraná, levando em consideração o preço de R$ 950 a tonelada, mais 8% de ICMS e R$ 150 de frete rodoviário. Para a compra de um carregamento argentino, o custo seria de R$ 1.085 a tonelada. 

 

Comparativo - "O frete rodoviário do Paraná para São Paulo custa cerca de US$ 40 a tonelada, enquanto o marítimo de Baia Blanca [Província de Buenos Aires - Argentina] para o mesmo moinho, passando por Santos e todos os seus trâmites, é de US$ 17", afirma Pach. Vindo do Rio Grande do Sul, a diferença seria ainda maior devido à distância.

 

Fortaleza - Para Fortaleza, o frete de cabotagem do trigo paranaense está em US$ 28 a tonelada, enquanto o marítimo, desde Baia Blanca, US$ 23. "Hoje só podemos contar com a Argentina e teremos outras opções. Mas são só 750 mil toneladas, o que é bem pouco diante do total importado pelo Brasil", afirma o consultor.

 

Aquisição - Neste ano, o país ainda precisa comprar entre 2,5 milhões e 3 milhões de toneladas entre abril e agosto, e a Argentina tem estoques ajustados. "Eles têm algo como 7 milhões de toneladas, para uma necessidade dos moinhos locais em torno de 3,7 milhões. Ou seja, são 3,3 milhões para atender o Brasil e o restante dos compromissos internacionais da Argentina", calcula Pach. De toda forma, com ou sem concorrência, a Argentina continuará a ser o principal fornecedor do Brasil, diz o consultor.

 

Produção brasileira - A produção brasileira atingiu 5,4 milhões de toneladas em 2018, para um consumo de 11,3 milhões. A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que a produção do país cresça 3,7% em 2019. (Valor Econômico)

 

trigo tabela 21 03 2019

CARNE BOVINA: EUA vão informar em 3 dias quando virão inspecionar frigoríficos para liberar importação

 

carne bovina 21 03 2019A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta quarta-feira (20/03) que o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, vai informar dentro de, no máximo, três dias a provável data da visita dos auditores do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos EUA para fazer a inspeção nos frigoríficos que poderão exportar a carne bovina do Brasil para aquele país. A ministra disse esperar que a visita ocorra em breve.

 

Compromisso - “Ele (o secretário Perdue) ficou de, em três dias, me falar sobre a provável data da visita da missão para fazer a inspeção nos frigoríficos”, disse a ministra, em Nova York, onde cumpre uma série de compromissos oficiais nesta quarta-feira. “Acho que, em relação à carne bovina, vamos ter uma resposta, sim, de quando vão marcar a ida ao Brasil, que deve ser rápida”.

 

Carne suína - Em relação ao pedido dos Estados Unidos de exportar carne suína para o Brasil, Tereza Cristina explicou que o governo brasileiro ainda está avaliando a parte sanitária do certificado de importação. “Não foi ainda concedida (a autorização para os EUA exportarem a carne), estamos ainda discutindo o certificado sanitário”, explicou a ministra.

 

Cota - Tereza Cristina também esclareceu a decisão do governo brasileiro de criar a cota de 750 mil toneladas anuais de trigo com taxa zero de importação. De acordo com a ministra, a cota não é só para os Estados Unidos, mas, sim, para todos os países interessados em exportar trigo para o Brasil. Mas ela admitiu que os americanos têm “vantagens comparativas” para assumir uma boa parte desta cota, pois é um país com grande produção de trigo e tem logística pronta para exportação.

 

Reunião com investidores - Em Nova York, nesta quarta-feira, a ministra foi a convidada de honra em evento do Council of The Americas, no Hotel Plaza Athénée, com investidores e executivos internacionais. De início, ela teve uma reunião com a CEO do Council of The Americas, Susan Segal, e depois um café da manhã privado com cerca de 20 pessoas. A ministra fez um pronunciamento e respondeu perguntas dos participantes. Nesta tarde, Tereza Cristina participará de evento do Banco do Brasil em parceria com a Brazilian American Chamber of Commerce.

 

Quinta  - Na quinta-feira (21/03), a ministra terá um café da manhã com executivos e empresários no The National Hotel, em evento promovido pela XP Investimentos. À tarde, viajará de volta ao Brasil. (Mapa)

 

SANIDADE ANIMAL: Estudo aponta cenários para área livre de aftosa sem vacinação

 

Uma análise sobre o status de Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação foi apresentada na terça-feira (19/03) ao secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e lideranças do agronegócio paranaense.

 

Exportações - Segundo o estudo, se o Paraná conquistar esse status sanitário só as exportações de carne suína poderão dobrar das atuais 107 mil toneladas para 200 mil toneladas por ano. A análise foi apresentada pelos técnicos Marta Cristina Dinis de Oliveira Freitas (Adapar) e Fábio Peixoto Mezzadri (Deral).

 

Parcela - Este cenário é previsto se o Paraná conquistar apenas 2% do mercado potencial, liderado por China, Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária, e representam 64% do comércio mundial de carne suína. Com o reconhecimento de Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, o Paraná poderia exportar, sem restrições, para esses países que compram cerca de 5 milhões de toneladas de carne suína por ano, o equivalente a seis vezes as exportações atuais.

 

Cadeias produtivas beneficiadas - De acordo com a análise dos técnicos, as cadeias produtivas de carne bovina, de aves e leite também serão beneficiadas com o acesso a mercados que pagam mais por um produto de reconhecida qualidade sanitária. O Paraná poderá ser um importante produtor de carne bovina e autossuficiente na produção de bezerros, com o impulso do programa Pecuária Moderna, desenvolvido em parceria pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Faep, Emater, Adapar e Iapar.

 

Mecanismos - O programa tem trabalhado mecanismos para aumentar a criação de bezerros em áreas com declives do Estado. Essa iniciativa representa uma grande oportunidade de desenvolvimento para regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Econômico do Estado (IDH), além de suprir um possível “deficit de animais”.

 

Potencialidades - O estudo apresentou as potencialidades previstas para as várias cadeias produtivas de carnes, se for concretizado esse projeto. Na bovinocultura de corte, destaca o potencial para incorporação de até 4 milhões de cabeças de bovinos de corte em áreas que, atualmente, estão subutilizadas, o que compensaria o deficit potencial de 400 mil a 500 mil bezerros por ano, em caso de fechamento de fronteira com outros Estados.

 

Prospecção - Também foi apresentada pelos técnicos uma prospecção mais modesta da evolução do rebanho bovino entre os anos de 2019 a 2025. Mesmo com índices produtivos bastante conservadores, o estudo demonstrou que poderá ser produzido um volume adicional de bezerros machos e fêmeas na ordem de 1,12 milhão de cabeças no período avaliado.

 

Incremento - Considerando um valor médio de R$ 1,2 mil por cabeça, esse volume de animais geraria um incremento de movimentação financeira da ordem de R$ 1,35 bilhão na economia do Estado. Esse montante de animais supriria o possível “deficit” com folga, e ainda sobrariam animais para aumentar a exportação de carnes, concluiu o estudo.

 

Fechamento de fronteiras - Caso o Governo do Paraná decida por iniciar o processo, a última campanha de vacinação será em maio, para animais jovens de zero a 24 meses. Depois disso, não haverá mais vacinação, disse o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

 

Transporte - Finalizada a campanha de vacinação, o Ministério da Agricultura irá fechar fronteiras interestaduais com os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, impedindo o transporte de bezerros para engorda e animais para abate em território paranaense. O Ministério deverá editar uma Instrução Normativa impedindo o trânsito de cargas vivas para o Paraná, preservando o território estadual.

 

Impacto - O estudo aponta que essa medida trará impacto imediato em apenas cerca de 30 produtores rurais, que representam 50% das movimentações relacionadas a ingressos de bovinos no Paraná. Na média dos últimos três anos entraram no Estado 100.936 animais bovinos para abate, cria ou engorda, representando 1,08% em relação ao rebanho do Estado, avaliado em 9,36 milhões de cabeças.

 

Auditorias - De acordo com o secretário Norberto Ortigara, o Ministério da Agricultura já fez duas auditorias de avaliação do serviço sanitário paranaense, exercido pela Adapar, para conferir se está apta a empreender o processo de área livre de febre aftosa sem vacinação.

 

Conclusão - Na vistoria entre 15 e 19 de janeiro de 2018, o Ministério concluiu que a Adapar tem um dos melhores serviços sanitários do País e o Estado está apto a avançar de bloco a qual pertence no Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA).

 

Bloco - O Paraná saltaria do quarto bloco a qual pertence, ao lado dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, para avançar sozinho no processo de conquista do status.

 

Fundepec - Entre os destaques da avaliação está a constituição do Fundepec (Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Paraná), criado em 1995, para recolher recursos da iniciativa privada que dão suporte ao setor público para viabilizar ações de defesa sanitária no Estado. O Fundepec, entre várias ações, indeniza o produtor em caso de sacrifício de animais se for necessário.

 

Presenças - Compareceram à reunião o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Paraná, Cleverson Freitas; o presidente da Federação da Agricultura no Estado do Paraná, Ágide Meneguette; o presidente do Sindicato da Indústria da Carne, Péricles Salazar; o diretor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná, Marcos Brambila; o representante da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra; o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Jacir Dariva; e técnicos da Seab e Adapar. (Agência de Notícias do Paraná)

 

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PARCERIA: Paraná inicia programa para reduzir desperdício de alimentos

 

Um novo projeto desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e Ministério da Cidadania vai colaborar para a redução do desperdício de alimentos em todo o Estado nos próximos dois anos. Serão desenvolvidas ações para reduzir as perdas e desperdícios nos diferentes elos da cadeia produtiva e de abastecimento de alimentos.

 

Investimento total - O investimento total será de R$ 1,030 milhão, sendo R$ 1 milhão proveniente do Ministério, e R$ 30 mil da Secretaria da Agricultura. O projeto busca estimular o consumo e a produção responsáveis, além da redução de 50% do desperdício de alimentos, em sintonia com a meta ODS 12 da Organização das Nações Unidas (ONU), da qual o Brasil é signatário.

 

Mapeamento - Também está previsto um mapeamento dos gargalos na cadeia – Agricultor – Organização da Agricultura Familiar – Escolas – Ceasas – Bancos de Alimentos – entidades assistenciais e consumidores. A ideia é sensibilizar os atores com a criação de um protocolo de ações para reduzir o desperdício de alimentos no Estado, nos níveis de varejo e do consumidor, além de reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita.

 

Participantes - A iniciativa do projeto é do Desan (Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional), em parceira com a Emater (Instituto Parananense de Assistência Técnica e Extensão Rural), Fundepar (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional), Ceasa, Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e Câmara Governamental Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan).

 

Estimativas - Estimativas apontam o Brasil entre os 10 países que mais desperdiçam comida no mundo, com um descarte aproximado de 30% de tudo do que é produzido para o consumo humano e 15% das calorias totais produzidas. Este descarte gera um prejuízo econômico de US$ 940 bilhões por ano.

 

Paraná - No Paraná, a estimativa é de que aproximadamente 30% dos alimentos sejam desperdiçados. O primeiro encontro entre os técnicos de órgãos envolvidos já conteceu, e a expectativa é que em maio comecem os primeiros seminários sobre aproveitamento integral de alimentos, além de oficinas, cursos e distribuição de cartilhas para o público-alvo.

 

Mudança de hábitos - Para o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, será uma oportunidade de fazer uma grande sensibilização e mudança de hábitos. “Além disso, vamos levantar os principais gargalos da cadeia responsáveis pelas perdas, e assim propor ações para corrigi-los”.

 

Primeiro passo - A diretora do Desan, Márcia Stolarski, diz que o primeiro passo será fazer um diagnóstico dos pontos críticos e causas das perdas na cadeia produtiva, e propor intervenções para corrigir os gargalos e aprimorar os sistemas de produção, abastecimento e consumo. “Há muitas práticas a serem aperfeiçoadas em todos os segmentos”, afirma.

 

Baixo custo - Serão propostas inovações tecnológicas de baixo custo para reduzir perdas e fornecer alimentos mais seguros, com maior qualidade e valor agregado. Cerca de 80 associações e organizações rurais da agricultura familiar receberão apoio através de assessoria, em sintonia com os programas desenvolvidos pela Secretaria da Agricultura.

 

Amplitude - “Considerando a amplitude do projeto, que deve atingir os agricultores, organizações da agricultura familiar, escolas, Ceasas, Bancos de Alimentos, entidades assistenciais, supermercados e consumidores, pretendemos promover ações e campanhas de educação alimentar e consumo consciente. É preciso minimizar os impactos no meio ambiente”, acrescenta Márcia Stolarski.

 

Assessoramento - A Emater faz parte do Grupo de Governança intersecretarial do projeto e vai assessorar as 80 organizações para reduzir as perdas e desperdícios, e fazer cursos de aproveitamento integral para consumidores, segundo a assistente social da entidade, Miriam Fuckner. “Como entidade prestadora do serviço de assistência técnica e extensão rural, vamos orientar os agricultores e suas organizações”, diz ela. Aproximadamente 1,5 mil agricultores serão beneficiados. “A observação empírica indica que existem perdas significativas na lavoura (principalmente quando há grande oferta de produtos e preços baixos) e por consequência nas organizações, principalmente aquelas que não possuem estrutura de transformação e aproveitamento”, afirma.

 

Bancos de Alimentos - Parte das ações de aproveitamento já é desempenhada. Nas cinco Ceasas do Paraná (Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu) funciona ainda o Banco de Alimentos. O programa é uma iniciativa de abastecimento e segurança alimentar, em parceria com produtores e permissionários através da coleta e repasse de hortigranjeiros sem padrão de comercialização, porém ainda em boas condições consumo. Estão cadastradas junto ao programa 453 entidades (orfanatos, creches, hospitais públicos, e entidades assistenciais) que atendem em média por mês cerca de 194 mil pessoas.

 

Média - Em média, o Banco de Alimentos das cinco unidades no Estado faz um aproveitamento de 4,6 mil toneladas, por ano, de produtos que seriam descartados junto aos aterros sanitários. “A ideia, com o novo projeto, é intensificar isso, buscando estrutura para que os alimentos possam ser processados e armazenados na Ceasa, criando um estoque”, explica o diretor agrocomercial da Ceasa, Paulo Ricardo da Nova.

 

Escolas - Outro âmbito do projeto envolverá as escolas, segundo explica o gerente do Departamento de Nutrição e Alimentação do Fundepar, Roni Eder Silva Bernardinis. (Agência de Notícias do Paraná)

 

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REFORMA ADMINISTRATIVA: Projeto de lei propõe redução da máquina e economia de R$ 10,6 milhões

 

reforma administrativa 21 03 2019O Governo do Estado encaminhou nesta quarta-feira (20/03) para a Assembleia Legislativa o substitutivo geral do projeto de lei da Reforma Administrativa, que redesenha a estrutura organizacional da Administração Direta.

 

Economia - O novo texto projeta uma economia de R$ 10,6 milhões anuais aos cofres públicos, resultado da redução do número de secretarias e da extinção de 339 cargos comissionados e funções gratificadas.

 

Ajustes - O substitutivo traz ajustes e complementações considerados importantes para tornar a proposição mais clara e facilitar sua tramitação. A mensagem não altera a espinha dorsal do projeto, que é a diminuição do número de secretarias de 28 para 15.

 

Primeira etapa - “Esta é a primeira etapa de um planejamento mais amplo da máquina pública, que foi dividido em três fases. Queremos reorganizar o Estado, aumentar a eficiência e economizar recursos públicos. Nossa meta é economizar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões quando todo o processo estiver concluído”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

Mudanças - O chefe da Casa Civil, Guto Silva, explica que o novo texto encaminhado ao legislativo traz “mudanças mais de forma do que de conteúdo”. “É importante destacar que o texto não só comprova, como até supera o cálculo inicial, anunciado em fevereiro pelo governo, quando a primeira versão do projeto foi protocolada na Assembleia Legislativa”, afirma.

 

Impacto econômico - O estudo do impacto econômico desta primeira etapa da reforma acompanha o substitutivo. Os cálculos foram realizados por técnicos de cinco secretarias: Fazenda, Planejamento, Administração, Casa Civil e Procuradoria- Geral do Estado.

 

Cargos - O estudo indica que dos 2.515 cargos em comissão da administração direta foram cortados 261. Enquanto as funções de gestão pública passaram de 906 para 857, uma redução de 49. Já na Coordenação da Receita Estadual houve um corte de 29 cargos, passando de 89 para 60. No total, foram eliminados 339 cargos.

 

O que muda - O novo texto altera o nome da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental e do Turismo para Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

 

Vinculação - Também muda a vinculação de dois órgãos, o Simepar e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que saem da Governadoria e passam, respectivamente, para a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e a Casa Civil.

 

Extinção - E extingue o Departamento Estadual de Arquivo Público como órgão de regime especial, passando suas competências à Secretaria de Estado da Administração e da Previdência. Outra diferença do projeto original é o maior detalhamento das competências de cada secretaria e a subdivisão da tabela salarial da Coordenação da Receita Estadual, agora apresentada em cargos em comissão e carreira típica.

 

Redução - Também foi feita uma pequena redução de valores na tabela de vencimento para os cargos de superintendente, diretor-geral e diretor para manter a proporcionalidade com o salário dos secretários estaduais, que foram congelados por determinação do governador.

 

Tramitação - Com a entrega do novo texto à Assembleia Legislativa, o governo espera que a sua tramitação ocorra até o final de abril. Os outros dois projetos de lei, que completarão a reforma administrativa, estão sendo finalizados por uma equipe técnica e, de acordo com o secretário de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, Valdemar Bernardo Jorge, deverão ser encaminhados na sequência para apreciação dos deputados.

 

Alinhamento - “O trabalho exigiu o alinhamento das secretarias ao Plano de Governo, a redefinição das estruturas básicas das pastas, o estabelecimento de suas competências típicas e a definição do conjunto de cargos comissionados e funções de gestão pública destinado a atender as necessidades técnicas de cada área”, informa Bernardo Jorge.

 

Mais ampla - A primeira etapa da reforma, que consta no texto que começa agora a tramitar na Assembleia, é a mais ampla. O projeto de lei define as competências de cada pasta, a vinculação dos órgãos da administração indireta e a distribuição dos servidores efetivos de carreira com a fusão das secretarias. As outras duas etapas tratarão da junção de autarquias e da redução da estrutura física do Estado. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ECONOMIA: Trabalho informal puxou aumento da taxa de ocupação, diz Ipea

 

economia 21 03 2019A geração de vagas de trabalho informais – sem carteira assinada – foi responsável pelo aumento da taxa de ocupação no país no trimestre encerrado em janeiro, enquanto o ritmo de criação de novas vagas formais vem perdendo fôlego nos últimos meses, mostrou estudo divulgado nesta quarta-feira (20/03) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

 

Pnad - Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento da taxa de ocupação perdeu força. O estudo divulgado pelo Ipea faz uma análise dos dados do IBGE, que revelam que, no início de 2018, a taxa crescia a 2% na comparação com o ano anterior. No trimestre encerrado em janeiro deste ano a alta foi de 0,9%. 

 

Setores informais - "Além de fraco, o aumento da ocupação aconteceu, basicamente, nos setores informais da economia", informa um trecho da seção Mercado de Trabalho, do boletim Carta de Conjuntura do Ipea, que também usa dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged). "Adicionalmente, nota-se que quase um quarto dos empregos formais criados foram baseados em contratos de trabalho parciais ou intermitentes". 

 

Perda de intensidade - Apesar de a geração de vagas informais puxar o crescimento da ocupação, o Ipea avalia que a desaceleração da taxa de 2% para 0,9% se deve à perda de intensidade no crescimento das vagas sem carteira assinada. No início de 2018, a criação de novas vagas informais era de 7,3%, enquanto no trimestre encerrado em janeiro deste ano, a expansão foi de 3%.

 

Variação - Nos três meses encerrados em janeiro, a variação das vagas formais foi de -0,4%, resultado que se repetiu no trimestre anterior. O saldo negativo dos empregos com carteira assinada vem perdendo força desde o segundo trimestre de 2016, quando a queda chegou a 3,6%.

 

Retrações - "Em suma, os dados da Pnad Contínua indicam que o emprego formal vinha apontando uma trajetória de retrações cada vez menores e de taxas de permanência cada vez maiores até meados de 2018. A partir daí, há uma estagnação nesses indicadores", analisam os economistas do Ipea.

 

Negativa - Enquanto a taxa de ocupação geral subiu 0,9% nos três meses encerrados em janeiro, o indicador teve variação negativa de 1,3%, quando avaliados os jovens de 18 a 24 anos. Segundo o Ipea, os jovens nessa faixa etária têm menos chances de serem contratados e mais chances de serem demitidos. A persistência da taxa de desemprego também afeta mais os menos escolarizados, segundo o instituto. 

 

Tempo de permanência - O tempo de permanência no desemprego também vem crescendo, sublinha o Ipea nos dados do IBGE. O percentual de trabalhadores que procuram emprego há dois anos ou mais cresceu ao longo de 2018 até chegar a 26% no último trimestre. "Consequentemente, no último trimestre do ano passado, 48% dos desocupados se mantiveram nesta situação durante todo o período", diz o boletim.

 

Residências - Outro dado apontado pelo Ipea é a alta do percentual de residências sem renda proveniente do trabalho. De acordo com o estudo, 22,2% dos domicílios brasileiros estavam nessa situação no último trimestre de 2018, enquanto, no fim de 2017, o percentual era de 21,5%. Em números absolutos, 16 milhões das 72 milhões de residências brasileiras não possuem renda proveniente do trabalho.

 

Renda - Também houve variação positiva dos percentuais de domicílios com renda muito baixa e alta. No quarto trimestre de 2018, 30,1% das residências tinham renda menor que R$ 1.601,18 no país, enquanto, no fim de 2017, a fatia era de 29,8%. Já os domicílios com renda superior a R$ 16.011,84 passaram de 2% para 2,1% do total. (Agência Brasil)

 

SELIC: Copom mantém juros em 6,5% na primeira reunião comandada por Campos

 

selic 21 03 2019Na primeira reunião comandada por Roberto Campos Neto, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros pela oitava vez consecutiva em 6,5% ao ano. Com decisão unânime, que veio em linha com a expectativa consensual do mercado, a Selic completará pouco mais de 14 meses no menor patamar da sua história.

 

Aquém do esperado - Em comunicado divulgado ao final da reunião, nesta quarta-feira (20/03), o Copom destacou que os indicadores recentes da atividade econômica apontam ritmo aquém do esperado. Não obstante, a economia brasileira segue em processo de recuperação gradual.

 

Reflexo - “O comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2019 e, com peso gradualmente crescente, de 2020”, informou o comunicado.

 

Política estimulativa - O Copom reiterou que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

 

Cautela - O comitê reiterou que “cautela, serenidade e perseverança” nas decisões de política monetária têm sido úteis na perseguição do objetivo de manter a inflação na trajetória das metas.

 

Sinalização - O novo presidente do Banco Central já havia sinalizado a intenção de dar continuidade à linha de atuação do seu antecessor, Ilan Goldfajn, na condução da política monetária. Em seu discurso de posse, Campos Neto reforçou a importância de postura de “cautela, serenidade e perseverança” nas decisões sobre juros – mesmos termos que já vinham sendo adotados pelo Copom para justificar a manutenção da taxa Selic.

 

Pesquisa - Pesquisa feita pelo Valor com 54 economistas mostrou que todos previam manutenção da taxa nesta reunião. O Copom voltará a se reunir em 7 e 8 de maio.

 

Estados Unidos - A reunião do Copom aconteceu no mesmo dia em que o banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) anunciou a manutenção de sua taxa em faixa de 2,25% a 2,50% e indicou que não deve promover novos aumentos este ano.

 

Inflação - O Banco Central passou a ver um balanço de riscos simétrico para a inflação, mas não detalhou explicitamente o que teria pesado mais para reequilibrar os riscos negativos e positivos. “O comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções”, diz o comunicado do Copom.

 

Descrição - Em seguida, o Copom reproduz a descrição que vinha fazendo anteriormente sobre o balanço de riscos, tanto os fatores positivos quanto os negativos. “O nível de ociosidade elevado pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado”, diz o comunicado, reproduzindo as palavras usadas no comunicado anterior, de fevereiro.

 

Frustrações - “Por outro lado, uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária”.

 

Risco - “O risco se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes”, completou o Copom, no comunicado.

 

Balanço simétrico - Logo em seguida, o comitê informa que o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico. No comunicado, fora da descrição do balanço de riscos, o Copom diz que indicadores recentes de atividade mostram ritmo aquém do esperado. No setor externo, disse que o risco de alta de juros em economias avançadas diminuiu, mas aumentou o risco de desaceleração da economia global. (Valor Econômico)

 

OMC: Brasil sai do TED, mas quer manter o status de país em desenvolvimento

 

omc 21 03 2019O Brasil está abrindo mão de fazer uso do chamado Tratamento Especial e Diferenciado (TED) nas negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), mas não do status de país em desenvolvimento na entidade, segundo sinalização de membros do governo.

 

Acordos preferenciais - É esse status que habilita o Brasil a fazer acordos de preferências comerciais com outros países em desenvolvimento, sem estender a vantagem a países desenvolvidos. É o que ocorria no acordo automotivo com o México, na liberalização limitada com a Índia e nas negociações com a África do Sul.

 

Cláusula - Significa que o Brasil continuará podendo negociar com países em desenvolvimento pela chamada "cláusula de habilitação" da OMC. Ela permite acordos comerciais que não sejam necessariamente um entendimento completo de livre-comércio. O Brasil até aceita acordos ambiciosos com vários emergentes, mas os parceiros recusam isso em razão da potência agrícola do país.

 

Autodesignação - Na OMC, é o país que se autodesigna em desenvolvimento. São os casos de México e Coreia do Sul, já membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Também é o que ocorre com Cingapura, Kuwait e Arábia Saudita.

 

Status - Nenhum deles abriu mão do status de país em desenvolvimento. E, além do Brasil, somente Taiwan decidiu abandonar o direito de ter o Tratamento Especial e Diferenciado, que dá períodos mais amplos para a implementação progressiva de regras comerciais ou normas mais moderadas. Taiwan fez isso para buscar justamente um acordo de livre-comércio com os EUA.

 

Surpresa - Ao anunciar que o Brasil começará a renunciar ao uso de TED nas negociações comerciais, Bolsonaro enviou um sinal muito forte, atropelando um dogma do Itamaraty. Era visível a surpresa entre importantes negociadores na cena comercial. Afinal, o Brasil foi praticamente o inventor do capítulo 4 do Gatt, sobre comércio e desenvolvimento, incorporado nos anos 1960.

 

Aviso - Mas o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já tinha avisado numa reunião ministerial em Davos (Suíça), no começo do ano, que o Brasil não buscaria ter o TED em futuros acordos globais.

 

Sem necessidade - A visão do governo Bolsonaro é de que o país não necessita do tratamento diferenciado nas negociações em curso na OMC sobre agricultura, subsídios à pesca e comércio eletrônico. O que muda é que o país não entrará mais nas negociações comerciais com o direito de ter flexibilidade. Mas flexibilidade será inevitável para se alcançar acordos.

 

Margem de manobra - Na negociação agrícola, um entendimento para definir um percentual do apoio distorcivo que os países dão a seus agricultores dependerá da margem de manobra que restará a gigantes como China e Índia, que hoje subsidiam cada vez mais. Já o Brasil deverá ter um limite de subsídio menor e, portanto, mais rigoroso.

 

Plurilateral - A negociação de comércio eletrônico é plurilateral (participa quem quer). Os EUA já avisaram aos outros cerca de 80 participantes que ou todo mundo aceita o mesmo nível de regras, ou não tem acordo. Não há sequer um capítulo sobre desenvolvimento previsto nessa negociação. Mas flexibilidades serão negociadas, para dar tempo, por exemplo, para países como o próprio Brasil construírem legislação, que não existe hoje, na área cibernética.

 

Setor pesqueiro - O mandato da negociação para cortar subsídios no setor pesqueiro prevê explicitamente o uso de TED. A questão é até que ponto haverá revisão no mecanismo, para permitir distintos níveis de compromissos dos países. (Valor Econômico)

 

EUA: Fed indica que não haverá novos aumentos neste ano

 

Esta quarta-feira (20/03) foi um daqueles momentos que, no fim do ano, os analistas vão avaliar como um divisor de águas em 2019. Foi o dia em que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mudou de maneira inesperada seu posicionamento.

 

Fim do ciclo - Segundo especialistas, a reunião pode ter marcado o fim do ciclo de aperto monetário iniciado em dezembro de 2015. O Fed entregou em sua reunião desta quarta bem mais do que analistas previam e adotou uma postura mais cautelosa e "dovish" - ou seja, inclinada à flexibilização da política monetária. Enquanto o consenso apontava para uma mudança na sinalização do Fed de duas para uma alta de juro neste ano, a revisão da mediana das projeções dos integrantes do BC na reunião desta quarta, conhecida como "dot plot", zerou as chances de elevações em 2019.

 

Sem precedentes - As estimativas dos membros da autoridade monetária deixaram a porta aberta para apenas mais uma subida de taxa entre 2020 e 2021. "Se os juros realmente permanecerem parados em 2019, provavelmente [a reunião de ontem] terá marcado o fim do ciclo de aperto", avalia Lydia Boussour, economista sênior para os EUA da Oxford Economics. Já o Bank of America Merrill Lynch (BofA) classificou o resultado da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) como "uma reviravolta 'dovish' sem precedentes".

 

Estável - O Fed manteve a taxa básica estável no intervalo entre 2,25% e 2,50% ao ano. Se deixar a meta dos Fed Funds inalterada era amplamente esperado, zerar a mediana de projeções em 2019, não. 

 

Outra surpresa - Em outra surpresa de perfil "dovish", o BC americano confirmou o fim do programa de enxugamento do balanço, que chegou a US$ 4,516 trilhões no fim das três rodadas de afrouxamento quantitativo ("QE") até 2015. Segundo o Fed, o ritmo vai começar a diminuir a partir de maio e o programa vai acabar no fim de setembro. A carteira de ativos deve chegar ao

ponto final ainda com um enorme volume, de cerca US$ 3,5 trilhões, conforme sinalizou o presidente do Fed, Jerome Powell, na coletiva de imprensa para explicar a decisão.

 

Valores atuais - O Fed atualmente permite que US$ 30 bilhões em Treasuries e US$ 20 bilhões em títulos hipotecários vençam a cada mês. A partir de maio, o volume cairá para US$ 15 bilhões no caso dos Treasuries. Nas hipotecas, conforme cheguem ao vencimento, o principal será reinvestido, abaixo do limite de US$ 20 bilhões, também em títulos do Tesouro dos EUA.

 

Leituras - Várias leituras foram feitas sobre a repentina mudança de posição do Fed. A questão que se coloca agora para investidores é: o BC estará vendo uma piora mais forte do que o antecipado da economia global? Ontem o comportamento do mercado refletiu essa desorientação. Após a decisão, as ações passaram a subir diante da perspectiva de manutenção dos estímulos.

 

Perdas - Mas, perto do fim da sessão, voltaram a registrar perdas. Os Treasuries, por sua vez, mantiveram forte demanda. Com o movimento de compra, os preços se elevaram e os "yields" (rendimentos) recuaram. O retorno do papel de dez anos do governo americano caiu ao menor nível em um ano.

 

Futuros - O movimento se refletiu nos futuros dos Fed Funds, usados para apostar nos rumos da política monetária americana. O mercado passou a precificar 39% de chances de que o BC dos EUA venha a cortar a taxa de juros já em 2019. Antes da decisão, a taxa estava em 23% e, um mês atrás, em 18%, segundo dados da CME.

 

Alerta - Powell alertou que os dados recentes realmente foram mais fracos e "menos favoráveis ao crescimento". Apesar disso, o presidente do Fed insistiu no tom otimista na coletiva, dizendo que as condições permanecem "favoráveis" e que há uma "perspectiva positiva". A impressão que ficou para o mercado é que o Fed ainda não sabe qual será seu próximo passo.

 

Lado mais positivo- Para Steven Blitz, economista-chefe da TS Lombard, "o Fed, como todos os bancos centrais, sempre vê o lado mais positivo, caso contrário já estaria cortando as taxas agora". Blitz diz que "todas as pausas são ilusões".

 

Questão - Na avaliação do economista da TS Lombard, "a questão é se a posição atual é estimulativa o suficiente para fazer ressurgir o crescimento [global], ajudada pelos estímulos chineses - ou dados mais fracos estão para surgir? Meu palpite é que dados mais fracos estão para vir". O especialista prevê, como próximo passo do Fed "um corte de taxas".

 

Sem necessidade - Na visão de Geraldine Sundstrom, chefe de estratégia para fundos de mercados emergentes da Pimco, o Fed pode até ter aumentado a cautela sobre o crescimento dos Estados Unidos, mas ainda não vê a economia americana precisando de corte de taxas. "O Fed não parece alarmado com a economia e com os dados que está vendo no momento."

 

Alteração dos planos - Lydia, da Oxford, ressalta ainda que, se a atividade econômica retomar a força no próximo trimestre, o BC poderá até alterar os planos e elevar a taxa de juros no fim do ano. "Nosso cenário base permanece o de que os ventos contrários atuais vão se dissipar gradualmente, enquanto a atividade doméstica nos EUA comece a ser retomada a partir do segundo trimestre", afirma. (Valor Econômico)

 

eua tabela 21 03 2019

PESQUISA: Seis em cada dez brasileiros não se preparam para a aposentadoria

 

estudo destaque 21 03 2019Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central (BC), a maioria dos brasileiros não se prepara para a aposentadoria. Seis em cada dez brasileiros (59%) admitem não se preparar para a hora de se aposentar. 

 

Motivos - Entre os que não fazem qualquer tipo de plano financeiro para a aposentadoria, 36% alegam não sobrar dinheiro no orçamento, e 18% atribuem a ausência de um plano ao fato de estarem desempregados. Para 17%, não vale a pena guardar o pouco dinheiro que sobra no fim do mês. Confira a íntegra da pesquisa em: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

 

Ações concretas - Entre os 41% dos entrevistados que tomam ações concretas para essa fase da vida (percentual que chega a 55% nas classes A e B), 42% se preparam por meio de aplicações financeiras. Do total de entrevistados, 35% afirmam que os recursos do INSS servirão de renda, enquanto 16% dizem que dependerão de terceiros, tais como cônjuges, filhos ou outras pessoas da família. 37% dos pesquisados disseram que, ao se aposentar, pretendem continuar ativos no mercado de trabalho.

 

Lidar com imprevistos - O estudo também buscou saber de que forma os brasileiros lidam com situações financeiras inesperadas. Quatro em cada dez (42%) teriam condições de cobrir despesas extras equivalentes ao seu ganho mensal, sem recorrer à ajuda de terceiros ou a empréstimo. 39% não seriam capazes de arcar com gastos imprevistos desse montante. 

 

Despesas extras - Os que afirmam que conseguiriam cobrir despesas extras no caso de dificuldades financeiras disseram que conseguiriam sustentar, em média, até cinco meses o padrão de vida atual. Entre todos os respondentes da pesquisa, 20% não saberiam por quanto tempo manteriam o mesmo patamar.

 

Corte - Na eventualidade de enfrentar algum problema financeiro, 47% cortariam despesas desnecessárias, enquanto 33% avaliariam quanto ganham e gastam para decidir o que fazer. 13% reconhecem que não saberiam por onde começar. 

 

Reserva financeira - "É preciso entender que em certas situações emergenciais, nem mesmo cortar gastos será suficiente. Manter uma reserva financeira é fundamental em qualquer etapa da vida, pois imprevistos podem acontecer. Recomenda-se disciplina para começar, mesmo que seja com um valor pequeno", reforça Luis Mansur, chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira, do Banco Central. 

 

Poder dos juros - "Quando as pessoas compreendem o poder dos juros ao longo do tempo, percebem que poupar e investir regularmente – mesmo que pequenos valores – podem trazer um resultado muito satisfatório", complementa.

 

Metodologia - A amostra de 804 casos na pesquisa contempla as 27 capitais, pessoas acima de 18 anos, todas as classes sociais e ambos os gêneros. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. (Banco Central do Brasil)

 

estudo tabela 21 03 2019

 


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