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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4537 | 19 de Março de 2019

NÚCLEO SUDOESTE: Só o cooperativismo realiza pré-assembleias, lembra Ricken

“Apenas o cooperativismo possui esta modalidade de realizar pré-assembleias. É uma forma de dar ainda mais transparência às nossas ações. Adotamos essa forma de atuar nos espelhando no que as cooperativas já fazem com sucesso. Aqui é um encontro de trabalho, onde vamos avaliar o que o Sistema Ocepar realizou em 2018 e o que pretende fazer neste ano de 2019”, lembrou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ao fazer a abertura da segundo Encontro de Núcleos, na manhã desta terça-feira (19/03), na Sociedade Rural de Mangueirinha, região Sudoeste do Paraná. Participam 72 dirigentes e cooperados de cinco cooperativas do ramo agro, quatro do crédito, duas de transporte e uma de infraestrutura. As pré-assembleias organizadas pelo Sistema Ocepar são preparatórias para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da entidade, que irá ocorrer no dia 1º de abril, em Curitiba.

G7 -Ricken afirmou que o cooperativismo cada vez mais ocupa espaço em vários segmentos. Citou o fato de hoje a entidade que representa o setor coordenar o grupo das sete federações paranaenses que integram o G-7. “Se hoje fui escolhido para representar o Sistema Ocepar na coordenação deste importante grupo, é por conta do trabalho que todos vocês realizam em suas cooperativas e que fazem do setor representativo e forte”.

Codepa - O anfitrião, Nelson Konzem, presidente da Codepa - Cooperativa de Desenvolvimento e Produção Agropecuária, frisou que pela segunda vez sedia o Encontro de Núcleos. “É uma satisfação poder receber dirigentes de todas as cooperativas da região aqui em Mangueirinha. Nossa cooperativa é nova, surgiu em 28 de março de 2001, e no ano de 2018 faturou R$ 193,5 milhões, com área de ação em Mangueirinha, Honório Serpa e Coronel Domingos Soares, tem 750 cooperados, com 65% é agricultura familiar na produção de grãos.”

Agradecimentos - Jaci Scalvi, coordenador do Núcleo do Sudoeste e vice-presidente da Coasul, afirmou que para ele foi um orgulho ter sido escolhido anos atrás para a função. “Hoje elegeremos um novo coordenador do núcleo Sudoeste, tenho só que agradecer pela confiança em mim depositada pelas cooperativas da região, a Coasul e ao Sistema Ocepar. Confesso que aprendi muito nesses anos todos”, frisou. Integraram também a mesa de abertura o vice-coordenador do Núcleo Sudoeste e presidente da Coopertradição, Julinho Tonus, e Airton Spies, ex-secretário da agricultura de Santa Catarina e um dos palestrantes.

Decisão acertada - Para o presidente da Coprossel, cooperativa de Laranjeiras do Sul, Paulo Pinto, a nova sistemática adotada pelo Sistema Ocepar, de realizar as pré-assembleias durante a primeira rodada de núcleos no ano, foi acertada. “Primeiro, por internalizar os resultados gerais de 2018 e, segundo, por poder ouvir cooperados e dirigentes sobre as reais necessidades de cada região e transformar isso em resultados positivos. Na Coprossel, iniciamos esta modalidade há dois anos e os resultados são positivos e, com certeza, é uma nova semente que o Ricken está lançando e que gerará frutos”, frisou.

Apresentações - O evento contou com as participações do superintendente Robson Mafioletti, que fez apresentação do relatório de atividades de 2018 e plano de ação de 2019; do superintendente, Leonardo Boesche, que falou sobre as ações do Sescoop/PR, e de Anderson Lechechem, gerente da Fecoopar, que discorreu sobre o setor sindical.

Coordenador - Foi eleito como novo coordenador do núcleo do Sudoeste, Clemente Renostto, presidente do Sicredi Parque das Araucárias, e como vice-coordenador, vice, Julinho Tonus, presidente da Coopertradição. Também foram eleitos o presidente do Sincoopar Sudoeste, Nelso Debortolin, presidente da Camisc e como vice, Jacir Scalvi.

Mais - Ainda nesta semana, o Sistema Ocepar irá realizar as pré-assembleias juntamente com os Encontros de Núcleos nesta quarta-feira (20/03), em Londrina, com representantes do Norte e Noroeste, e na quinta-feira (21/03), em Ponta Grossa, com lideranças do Centro-Sul. As atividades ocorrem das 8h30 às 13h. Nesta segunda-feira (18/03), os eventos ocorreram em Cafelândia, com lideranças do Oeste. Nesta terça ficou decidido que Francisco Beltrão irá sediar o próximo Encontro de Núcleos da região Sudoeste. Já as cooperativas anfitriãs do evento serão definidas posteriormente. 

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MERCADO: Macedônia do Norte quer aumentar importação de frango do Paraná

O embaixador da República da Macedônia do Norte, Ivica Bocevski, que esteve na manhã desta terça-feira (19/03), na sede da Ocepar, em Curitiba, disse que a intenção é restabelecer os vínculos comerciais com o Brasil e, especialmente, com o Paraná para elevar o volume de compra de carne de frango pelo seu país. Ele lembrou que até 2016 as importações desta proteína chegavam a cerca de US$ 60 milhões por ano, a maior parte era do Paraná. Os valores caíram para US$ 16 milhões devido às restrições sanitárias impostas à compra do produto brasileiro pela União Europeia em consequência da Operação Carne Fraca, deflagrada em março de 2017 pela Polícia Federal brasileira.

Expectativa - Após ser informado pelos técnicos em desenvolvimento técnico – Mercado da Ocepar, Maiko Zanella e Alexandre Monteiro, sobre detalhes do sistema cooperativista do Paraná, Bocevski comentou que a retomada do volume de importação de frango nos patamares anteriores por seu país “é difícil, porque é uma barreira sanitária imposta pela União Europeia, que exige muito trabalho técnico. Mas não é impossível”.

Visita - O embaixador na Macedônia do Norte veio ao Paraná para conhecer o sistema de produção agropecuário, especialmente o processamento de frango. As cooperativas constam do roteiro devido à importância que têm neste setor. Tanto que, após a visita ao vice-governador Darci Piana, na segunda-feira (18/03), e este encontro na Ocepar, irá conhecer frigoríficos no oeste do estado, incluindo o da Coopavel, em Cascavel.

Impressão - Bocevski mostrou-se impressionado pelos números apresentados pelos analistas técnicos da Ocepar sobre o sistema cooperativista paranaense, considerando, por exemplo, que o setor, que processa dois milhões de cabeças de aves por dia, responde por 37,20% das exportações brasileiras desta proteína. Ele ainda confirmou que o estado continua sendo o principal fornecedor desta carne para a Macedônia do Norte.

Qualidade - Ele reiterou o que havia dito ao vice-governador Piana, na segunda-feira, da intenção do restabelecimento das relações comerciais com o Paraná, devido à qualidade da carne de frango produzida no estado. “Nossos processadores de frango congelados querem importar de novo e restabelecer esse contato e essa cooperação o mais rápido possível.” Por isso, o ministro da Agricultura de seu país, em visita que fará ao Brasil ainda este ano, incluirá no roteiro o Paraná, por ser “o estado que mais produz alimentos no Brasil, com eficiência, qualidade e competividade”. (Com Agência de Notícias do Paraná)

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LEGISLAÇÃO: Justiça concede liminares contra IOF sobre receitas de exportação

 

legislacao 19 03 2019Grandes empresas, como Biosev, ArcelorMittal e Equinor Energy do Brasil/Statoil Brasil, foram à Justiça e obtiveram liminares contra o pagamento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a entrada no país de receitas de exportação. No início do ano, os bancos começaram a enviar cartas a exportadores para avisar que passariam a reter 0,38% de IOF, conforme novo entendimento da Receita Federal.

 

Outras empresas - Concedidas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, essas decisões já são usadas por outras empresas para evitar o recolhimento. Os contribuintes alegam que o Decreto nº 6.306, de 2007, garante alíquota zero do imposto nas operações de câmbio realizadas no ingresso dessas receitas (artigo 15-B).

 

Base - A cobrança tem como base a Solução de Consulta nº 246, de dezembro, editada pela Coordenação-Geral de Tributação (Cosit) da Receita Federal. O texto afirma que “se os recursos inicialmente mantidos em conta no exterior forem, em data posterior à conclusão do processo de exportação, remetidos ao Brasil, haverá incidência de IOF à alíquota de 0,38%”.

 

Interpretação - A Receita interpreta que o processo de exportação encerra-se com o recebimento dos recursos em conta mantida no exterior. Por isso, se em data posterior ao depósito o exportador decide remeter os recursos ao Brasil, é obrigado a pagar o IOF.

 

Retenção automática - Os bancos decidiram seguir o entendimento da Receita porque são os responsáveis pela retenção automática do imposto e podem ser cobrados caso o IOF não seja recolhido. Esse percentual é significativo, principalmente para companhias que são majoritariamente exportadoras, como as dos setores de mineração, óleo e gás e do agronegócio.

 

Bioserv - A Biosev, uma das maiores processadoras de cana-de-açúcar do país, obteve liminar na 11ª Vara Cível Federal de São Paulo (processo nº 5001951-88.2019.4.03.6100). Para a juíza Regilena Emy Fukui Bolognesi, que julgou o caso, “a criação de marco temporal, efetivamente menor que vinte e quatro horas, cria obrigação que desborda de previsão normativa”.

 

Equinor - Já a Equinor Energy/Statoil Brasil conseguiu, no Rio, decisão favorável do juiz João Augusto Carneiro Araújo, da 30ª Vara Federal do Estado. “Não há qualquer outra exigência na lei, a não ser que os ingressos sejam decorrentes de receitas de exportação”, diz o magistrado na decisão (processo nº 5011528-10.2019.4.02.5101).

 

ArcelorMittal - Em Minas Gerais, a juíza Maria Edna Fagundes Veloso, da 15ª Vara Federal Cível, proferiu liminar para a ArcelorMittal. “A conclusão da Receita Federal, ao desbordar dos limites do decreto regulamentador, impondo restrições que este não contempla, vai na contramão do próprio escopo extrafiscal da norma, que ao fixar a alíquota zero para o IOF, não foi outra que não incentivar o ingresso, no país, de recursos decorrentes de exportação”, diz a juíza na decisão (processo nº 1001989-41.2019.4.01.3800).

 

Lei - O advogado Leonardo Homsy, sócio do escritório Mattos Filho, explica que a Lei nº 13.371, de 2006, permite a exportadores manter recursos no exterior, decorrentes de exportação, para cumprir obrigações lá fora. “Assim, a empresa mantém o recurso em moeda estrangeira sem ter que fazer um hedge para proteger esse capital”, diz. Além disso, ele lembra que as exportações brasileiras são desoneradas de tributos, com base no texto da Constituição Federal.

 

Ação - “Temos muitos clientes com esse problema da área de óleo e gás porque todo o nosso petróleo é exportado para ser refinado. Não resta outra alternativa a não ser entrar com ação na Justiça”, afirma Homsy.

 

Incompatível - Representante da ArcelorMittal no processo, o advogado Valter de Souza Lobato, do SCMD Consultores e Advogados, diz que a solução de consulta vai muito além da lei ao lhe dar uma interpretação incompatível com sua literalidade e com sua finalidade. “A receita de exportação não perde tal natureza por ter originalmente ingressado em conta no exterior e posteriormente internalizado no Brasil.”

 

Explicação - Leonardo Melo, do escritório Almeida Advogados, representante da Biosev no caso, pondera que soluções de consulta têm o viés de “explicar, dirimir dúvidas, e não de criar confusão”, como entende ter ocorrido. “Está sendo extremamente prejudicial porque essa norma vincula todos os auditores e os responsáveis pelo recolhimento do IOF são os bancos, que, ao ter conhecimento, já sinalizaram para a tributação”, afirma.

 

Comunicado - A empresa ingressou com a ação após comunicado do Banco do Brasil, no começo do mês de fevereiro, informando que passaria a aplicar 0,38% de IOF nos casos em que os valores tivessem sido mantidos no exterior por prazo superior ao dia em que o depósito foi feito pelo adquirente dos produtos ou serviços.

 

Alíquota zero - Como a redação do Decreto 6.306 não se alterou e não foi editada lei nova, continua a valer a alíquota zero de IOF, segundo o advogado Fabio Calcini. “Pouco importa se esses recursos ficaram por um período no exterior”, diz. O especialista em tributos explica que o foco do IOF é regular operações e não arrecadar. “Não há razão de controle cambial que justifique essa mudança de entendimento do Fisco.”

 

Percentual - O percentual da alíquota do imposto pode parecer pequeno, mas o impacto financeiro para o caixa das exportadoras é significativo, acrescenta Calcini. “Estamos distribuindo ações na Justiça e vamos usar as primeiras liminares obtidas, na argumentação, para questionar a cobrança”, afirma o tributarista.

 

Rotina - O recebimento de recursos de exportação em contas no exterior é uma rotina comum entre os exportadores brasileiros, enfatizam os advogados Carolina Secches e Marcos Neder, do escritório Trench Rossi Watanabe. “Seja por ser mais conveniente para o negócio ou porque o exportador tem despesas que precisa pagar lá fora. Então ele recebe, usa parte do dinheiro para pagar as despesas e traz somente o restante”, diz Carolina.

 

Natureza das receitas - Para os advogados, transitar pela conta bancária no exterior não desvirtua a natureza dessas receitas. “Não deixou de ser de exportação”, frisa Neder. Ele chama atenção que até recentemente os exportadores eram obrigados a preencher uma declaração sobre o uso de recursos em moeda estrangeira, a Derex. Por meio dela, a Receita podia confirmar que tais recursos eram receitas oriundas de exportação.

 

Receita e PGFN - A Receita Federal foi procurada pelo Valor, mas informou que não iria se manifestar sobre o assunto. Já a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) não deu retorno até o fechamento da edição. (Valor Econômico)

 

SISTEMA S: Entidades vão assinar acordo de cooperação com governo

 

sistema s 19 03 2019Até o fim deste mês devem ser assinados os acordos de cooperação técnica entre o Ministério da Cidadania e as entidades que integram o chamado Sistema S. Este é o resultado de uma reunião ocorrida na quinta-feira (14/03), em Brasília, entre o ministro Osmar Terra e os representantes dos S, que tentam encontrar uma forma de minimizar os riscos da possível redução dos recursos, já anunciada pelo governo federal. O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) faz parte do rol dessas entidades.

 

Foco - De acordo com a proposta do Ministério da Cidadania, a ideia é que as entidades do Sistema S promovam iniciativas de desenvolvimento profissional, focados em dois aspectos: empregabilidade e geração de renda. O público-alvo preferencial, segundo Terra, são pessoas com idades entre 18 e 29 anos, que nem estudam nem trabalham e cujas famílias estejam inscritas no programa Bolsa Família.

 

Programa - O governo tem estruturado um programa de desenvolvimento profissional com a intenção de alavancar os indicadores socioeconômicos das regiões Norte e Nordeste. Por enquanto, o nome dessa política pública é Programa Juventude S, considerando que as ações serão desenvolvidas por entidades como o Senai, Sesi, Sesc, Senac, Sest, Senat, Sebrae, Senar e, claro, Sescoop.

 

Vagas - Estima-se que os S ofertem 5,7 milhões de vagas. Apenas o Sescoop, por exemplo, deverá assumir o desenvolvimento profissional de quase 100 mil pessoas durante os quatro anos do programa.

 

Oportunidade - Segundo o superintendente do Sescoop, Renato Nobile, a assinatura desse acordo de cooperação representa uma oportunidade, já que o cooperativismo é um modelo de negócio que busca equilibrar as dimensões econômica e social, nascido da vontade das pessoas em transformar a própria realidade.

 

Sistema - “O Sescoop faz parte de um sistema que engloba a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e sua preocupação com o desenvolvimento socioeconômico dos estados do Norte e do Nordeste do país sempre fez parte do nosso planejamento. Não tenho dúvidas de que, com o envolvimento das unidades estaduais do Sistema OCB, juntamente com as nossas cooperativas, será possível contribuir com a geração de emprego, trabalho e renda”, avalia.

 

Agricultura familiar - Nobile destaca, também, que uma das iniciativas do Sistema OCB que prevê o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste, por exemplo, é o Plano de Desenvolvimento Cooperativo do Semiárido Brasileiro, entregue ao Ministério da Agricultura, em meados de fevereiro. “Além de apresentar objetivos estratégicos e eixos estruturantes, esse documento sugere o modelo de negócio cooperativo como meio de organização social dos agricultores familiares, para que, coletivamente, consigam impulsionar os processos que vão desde a produção até a comercialização”, exemplifica.

 

Educação - Além disso, esse plano, segundo o superintendente, possui a educação como um de seus pilares, seja ela uma educação em nível básico, profissional, antropológico, para o educando ou para o educador. “A adequada capacitação, observando-se a real necessidade e a melhor forma de transferência do conhecimento, é fundamental para que os envolvidos em qualquer projeto possam aprimorar suas atividades e funções”, declara.

 

Desenvolvimento - Nobile frisou ainda que o cooperativismo é uma ferramenta capaz de gerar muito mais que emprego, trabalho e renda. “O Sescoop e o Banco Central desenvolveram um programa de Educação Financeira que já é uma realidade em muitas partes do país. Tem também uma parceria muito importante com a Fundação Nacional da Qualidade que avalia o processo de gestão nas cooperativas do país, contribuindo com o seu crescimento sustentável. Contudo, todas as ações do Sescoop são voltadas a cooperados e empregados de cooperativas. Agora, com esse acordo de cooperação, poderemos oferecer essas e muitas outras ações de desenvolvimento profissional a mais brasileiros”, argumenta o superintendente.

 

Estratégias - Mesmo sem um panorama claramente definido pelo governo federal, o Sescoop já está trançando estratégias para colocar o Programa Juventude S em prática. “Já fizemos um alinhamento com as nossas unidades estaduais a respeito da proposta do governo, solicitamos um levantamento de vagas a serem ofertadas em cada estado e estamos, no momento, prospectando parcerias com cooperativas, por exemplo, para utilizarmos seus espaços nos municípios contemplados com o programa. A ideia é que trabalhemos com cursos, palestras e orientações profissionais majoritariamente presenciais”, informa Nobile.

 

Números - O Brasil conta hoje com 7.063 cooperativas, representando diversos setores econômicos, reunindo cerca de 14 milhões de pessoas e gerando mais de 400 mil empregos diretos. As cooperativas estão presentes em todos os estados e contribuem diretamente com a economia de 1.715 cidades brasileiras, das quais 700 estão presentes nas regiões Norte e Nordeste. Vale destacar, por exemplo, que em 620 municípios as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes. (Informe OCB)

 

UNIUM: Marcas do agronegócio paranaense firmam compromisso de bem-estar animal

 

unium 19 03 2019A Unium, por meio de sua marca Alegra, acredita que o bem-estar animal é de suma importância para o desenvolvimento sustentável no planeta. Por isso, investe de forma constante em melhorias de processos e na qualidade de seus produtos, respeitando os princípios éticos de produção e relação com os animais.

 

Conquistas - Com apenas três anos de atividade, a Alegra Foods já conquistou o selo NAMI (North American Meat Institute) de BEA (bem-estar animal) na indústria pela certificadora WQS (World Quality Services).

 

Baias coletivas - Desde de 2013 todos os novos projetos já adotam o sistema de baias coletivas para as fêmeas em gestação, conforme as normas de bem-estar animal. Em 2019 irá alojar mais 6.500 matrizes, totalizando 13 mil matrizes e se compromete a chegar nos próximos dez anos com todas as granjas adequadas exclusivamente a este sistema.

 

Alojamento em grupo - A iniciativa, que conta com o apoio do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, prevê a utilização do sistema de alojamento em grupo, prática utilizada e reconhecida pelos mercados mais exigentes do mundo. Esse compromisso assumido neste ano de 2019 corrobora com o posicionamento de valorização do bem-estar animal, que contempla o abate humanitário, projetos de transporte seguro, entre outras iniciativas.

 

Sobre a Unium - A Unium é a marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal e representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. As marcas reunidas pela Unium são reconhecidas pela qualidade e excelência, e entre elas está a Alegra.

 

Marcas - A Unium também conta com três marcas de lácteos: Naturalle - de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa - farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22.000, o que a qualifica com elevados padrões de exigência. (Imprensa Unium)

 

COCAMAR: Palestra sobre solos com Embrapa reunirá cooperados no dia 29

 

cocamar 19 03 2019A Cocamar promove na manhã da sexta-feira da próxima semana (29/03), na Associação Cocamar em Maringá, uma palestra para produtores cooperados com o especialista em solos da Embrapa Soja, Henrique Debiasi, que vai fazer uma apresentação do trabalho de coleta de solo realizado no final do ano passado em vários municípios das regiões atendidas pela Cocamar.  

 

Inédito - Segundo ele, trata-se de um projeto inédito entre as duas partes, cuja finalidade é avaliar a qualidade física, química e biológica do solo. A Caravana dos Solos foi inserida na quarta edição do Rally Cocamar de Produtividade, Safra 2018/19, organizado pela cooperativa. 

 

Viabilizou - Reunindo técnicos da Cocamar e da Embrapa, com a participação de uma aluna de doutorado Universidade Estadual de Londrina (UEL), o trabalho é resultado da sinergia que há entre aquela empresa e a Cocamar. “A ideia nasceu com o pesquisador Júlio Franchini e foi abraçada pela cooperativa, que se dispôs a custear as despesas da realização e também a indicar produtores em sua região, os quais abriram as portas de suas propriedades para que pudéssemos fazer as análises”, afirma Debiasi. 

 

Avaliação - O pesquisador explica que as análises vão possibilitar uma avaliação detalhada dos níveis de infiltração em vários tipos de solos, inclusive naqueles onde são conduzidos programas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e consórcio milho e braquiária. “Trata-se de um trabalho de grande magnitude e importância. No país, se conhece muito pouco, ainda, sobre a capacidade de infiltração de água no solo e esse trabalho, com certeza, será uma referência”, acrescenta, observando, também, que a avaliação vai permitir diferenciar os manejos de solo que são conduzidos com qualidade. 

 

Dres - Os trabalhos incluíram a realização do Diagnóstico Rápido de Estrutura do Solo (Dres), a coleta de solo para análises química, física e biológica e a medição do volume de palha. (Imprensa Cocamar)

 

Foto: Embrapa Soja

 

C.VALE: Seminário da Mulher será realizado no dia 28 de março

cvale destaque 19 03 2019"Pra Valer" será o tema da palestra que o consultor motivacional Maurício Louzada abordará na 19ª edição do Seminário da Mulher. O encontro será realizado na quinta-feira (28/03), a partir das 14 horas na Asfuca de Palotina (PR). O evento é destinado as associadas, esposas, filhas e netas de cooperados.

Convites - Os convites podem ser retirados nas unidades da cooperativa no Paraná. As participantes também estão sendo convidadas a trazer um quilo de alimento não-perecível. As doações, serão repassadas a entidades assistenciais dos municípios da área de ação da C.Vale.

Artesanato - De acordo com a analista de cooperativismo, Eliza Basso, durante a recepção do evento serão comercializadas peças de artesanato confeccionadas pelas integrantes dos núcleos femininos da cooperativa. O seminário tem apoio da Basf e do Sescoop/PR. (Imprensa C.Vale)

cvale cartaz 19 03 2019

 

 

SICREDI INTEGRAÇÃO I: Secretário de Agricultura do Paraná é o mais novo associado da cooperativa

 

sicredi integracao I 19 03 2019O Secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), Norberto Ortigara, agora faz parte do quadro de mais de 30 mil associados da Sicredi Integração PR/SC. Agricultor no município da Lapa (PR), Ortigara assinou os documentos de abertura da conta durante a Assembleia Geral Ordinária de Delegados da Cooperativa, realizada no dia 28 de fevereiro. 

 

Trinta anos - “Recentemente completamos 30 anos de história, promovendo o desenvolvimento econômico e social da região, através de um modelo de negócios diferenciado – o cooperativismo de crédito. Ficamos muito honrados com a confiança do Secretário, que agora integra nossa Cooperativa como um associado”, comentou o presidente da Sicredi Integração PR/SC, Luiz Roberto Baggio. 

 

Crescimento - Em 2018, a cooperativa registrou um crescimento de 13% no quadro social, avanço de 22% no volume de recursos administrados e de 29% no patrimônio líquido. “Como instituição financeira cooperativa promovemos o ciclo virtuoso, uma vez que os recursos gerados na nossa área de atuação permanecem aqui, estimulando o desenvolvimento sustentável e a geração de renda”, finaliza o presidente.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Integração PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI INTEGRAÇÃO II: Programa A União Faz a Vida inicia atividades na Lapa (PR)

 

sicredi integracao II 19 03 2019Nos dias 12 e 14 de março, os professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental David Carneiro e da Escola Municipal de Educação Infantil Irmã Santa Rita receberam a assessoria pedagógica do Programa A União Faz a Vida. O programa é viabilizado pela parceria da Sicredi Integração PR/SC com a Secretaria de Educação do município da Lapa (PR).

 

Habilitação - A habilitação da metodologia foi realizada nos dias 6 e 7 de fevereiro, logo após o lançamento do programa, e a cada 45 dias os professores recebem a assessoria com objetivo de manter a formação continuada. Para garantir a implantação da metodologia e o crescimento do aprendizado dos alunos, a cooperativa tem a expectativa de realizar mais de 100 em formação com as assessorias individuais com professores e gestão escolar.

 

Diretrizes - Segundo o presidente da Sicredi Integração PR/SC, Luiz Roberto Baggio, a proposta do Programa A União Faz a Vida dialoga com as diretrizes do cooperativismo e da cooperativa. “O apoio prestado aos professores pela assessoria, em conjunto com a metodologia aplicado em sala de aula, motiva e fortalece o trabalho da rede de educação”, completa.

 

PUFV - O Programa A União Faz a Vida (PUFV) é principal iniciativa de responsabilidade social do Sicredi. Atua na educação integral de crianças e adolescentes, ajudando a despertar a essência do cooperativismo e contribuindo para formar uma sociedade mais colaborativa, ética e empreendedora. O sucesso do projeto está aliado ao engajamento de vários atores, como educadores, alunos e gestores das escolas envolvidas.

 

Começo - Em sala de aula, tudo começa com uma pergunta formulada pelos alunos com auxílio dos professores. Com as questões em mente, os alunos saem da sala de aula para realizar a expedição investigativa. É hora de observar, conhecer a comunidade, interagir e promover a troca de experiências. Como esse método exploratório são desenvolvidos projetos integrados com as disciplinas escolares, despertando nos estudantes um olhar colaborativo para a realidade.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Integração PR/SC)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI CAMPOS GERAIS: Eleito o novo Conselho de Administração e Fiscal

 

A Sicredi Campos Gerais realizou, na última sexta-feira (15/03), Assembleia Geral de Delegados. O evento encerra o ciclo de assembleias, iniciado em fevereiro, que contou com 23 reuniões nos 14 municípios onde a instituição financeira cooperativa possui agência. Na soma de todos os eventos, mais de 10 mil pessoas participaram.

 

Homologação - Durante a Assembleia Geral de Delegados, os 65 mil associados da cooperativa foram representados por 85 coordenadores de núcleo, que homologaram as decisões tomadas nas assembleias de núcleo. Entre elas, a eleição da nova composição do Conselho de Administração, eleito para o mandato 2019/2023, e do Conselho Fiscal, mandato 2019/2021. A ata da assembleia, bem como os referidos componentes dos conselhos, ainda precisa de aprovação do Banco Central do Brasil para homologação. 

 

Gestão - O conselho de administração continua sob gestão do presidente Popke Ferdinand Van Der Vinne (Fredy), e do vice-presidente Gilberto José Eleutério Zardo. Em seu discurso, Fredy destacou os avanços obtidos pela Sicredi Campos Gerais em seu primeiro mandato. “Há cada quatro anos conseguimos triplicar nossos números. Já fomos uma das menores cooperativas do Sistema Sicredi, e hoje nos orgulhamos de estarmos entre as oito maiores”, comemora o presidente.

 

Alinhamento - Segundo ele, um dos motivos para os bons resultados apresentados é o alinhamento entre o conselho, a diretoria e a equipe de colaboradores. “Temos um relacionamento muito positivo entre o conselho de administração e a diretoria executiva. Isso possibilita que a estratégia chegue de maneira alinhada até os colaboradores e beneficie diretamente os associados”, explica Fredy.  

 

Conselho de Administração

- Presidente: Popke Ferdinand Van Der Vinne / Castro 

- Vice-presidente: Gilberto José Eleutério Zardo / Ponta Grossa 

- Conselheiros: 

Johannes Arthur Van Der Meer / Carambeí

Jorge Koz / Ivaí

Fernando José Fuganti Casarin / Piraí do Sul

Osmir Marcos Alberti / Colombo

José Álvaro Goes Filho / Ponta Grossa

Rubens Takeshi Shimizu / Registro

Paulo Roberto Trentin / Castro

Maria Parecida Trindade de Souza / Curitiba

 

Conselho Fiscal

Arthur Sawatzky / Witmarsum

Paulo Roberto Marchezini* / Carambeí

Luis Carlos da Silva Wolff / Colombo

Henrique Morelli / Curiúva

Claudemir Roberto Sigolo / Ponta Grossa

Odair José Sanson Júnior / Palmeira

*Não está na fotografia

 

Diretor Executiva

Diretor Executivo: Márcio Zwierewicz 

Diretora de Operações: Tilene Farina 

Diretora de Negócios: Leila Dobis Grik 

(Imprensa Sicredi Campos Gerais)

 

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SICREDI PLANALTO DAS ÁGUAS: AGO marca encerramento de mais uma rodada de prestação de contas com associados

 

A Sicredi Planalto das Águas PR/SP realizou, no último sábado (16/03), em Guarapuava, na região Centro-Sul do Paraná, a sua Assembleia Geral Ordinária, encerrando mais uma rodada de assembleias com os associados. Participaram todos os coordenadores de Núcleos da cooperativa. De acordo com a diretoria, foi um momento de consolidar a decisão de aproximadamente dois mil associados que participaram das 11 Assembleias realizadas anteriormente. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Sicredi Planalto das Águas PR/SP)

 

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Wellington Ferreira recebe Cidadão Benemérito

 

O mais novo Cidadão Benemérito de Maringá (PR) é o presidente da Sicredi União PR/SP. Ele recebeu o título na última sexta-feira (15/03) em sessão solene da Câmara Municipal de Maringá, por proposição dos vereadores Mário Verri e Alex Chaves. Além de familiares de Ferreira e colaboradores da cooperativa, o evento contou com a participação de lideranças ligadas ao sistema Sicredi e ao cooperativismo. 

 

Formação - Formado em Administração de empresas, Ferreira é presidente da Sicredi União desde 1997, que é uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil, com mais de 200 mil associados e área de atuação em 110 municípios. 

 

Cidadania - Primeiro a discursar, o presidente da SicrediPar e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock, destacou que a comunidade e a cidade ganham entregando o título de Cidadão Benemérito para Ferreira. “Wellington tem uma vertente de cidadania muito forte. Ele foi protagonista do nosso programa A União Faz a Vida, que é desenvolvido em escolas de todo o país para que os alunos sejam protagonistas do conhecimento. Foi pioneiro ao criar, na Sicredi União, o comitê de sustentabilidade e o comitê mulher. Também foi pioneiro na visão de futuro quando ap osta no Comitê Jovem”. 

 

Gratidão - Para o diretor-executivo da Sicredi União, Rogério Machado, “somos muito gratos pelo que o Wellington realiza não apenas pela nossa cooperativa, mas pelo desenvolvimento socioeconômico nas comunidades onde estamos inseridos. Ele inspira pela liderança e exemplo. Esse título coroa o esforço para transforma a Sicredi União relevante para seus associados e para a sociedade. Se hoje somos uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil, isso é graças a visão de futuro dele”.

 

Trabalho de valor - Na opinião do presidente de Central Norte/Nordeste do sistema Sicredi, Francisco Ary Vieira Sobral, “A Sicredi União PR/SP tem um valoroso trabalho de descortinar a importância da responsabilidade social que foi adotada pelo sistema Sicredi, por meio da expertise, visão estratégica, capacidade empreendedora e determinação de Wellington”.

 

Primeiro emprego - Já o vereador Alex Chaves lembrou que foi na Sicredi que teve a primeira oportunidade de trabalho, como menor aprendiz aos 14 anos. “Talvez um dos motivos de ser vereador é porque entendi o objetivo do cooperativismo de crescer juntos. Wellington é um exemplo de pessoa boa, que é referência para a nossa sociedade”. O vereador Mário Verri lembrou que o trabalho incansável do mais novo Cidadão Benemérito da cidade fez com o Sicredi se tornasse quase um sobrenome. “Todo mundo fala do Wellington, do Sicredi”.

 

Honraria - Presente na cerimônia, o prefeito Ulisses Maia reforçou que o título de Cidadão Benemérito é a mais “alta honraria que os poderes legislativo e executivo concedem” e destacou que é um dos associados da Sicredi. “O homenageado faz parte dessa história de transformar de maneira decisiva o segmento financeiro. Ele faz um trabalho comprometido, incansável e ético”.

 

Orgulho - Em seu discurso, emocionado Ferreira destacou o orgulho de “trabalhar e ajudar a realizar um legado para o país que é a construção do sistema Sicredi. Termos orgulho de recebermos em Porto Alegre, onde fica o Centro Administrativo Sicredi, pessoas dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Holanda, entre outros países, para conhecer o que estamos construindo no cooperativismo”. Ele destacou também a importância de ser coerente com as ações e as falar, da simplicidade e relevância, fatores que defende à frente da Sicredi União PR/SP. 

 

Família - Ferreira é casado com Vanessa, pai de Nathan Munhoz Ferreira e Leandro Munhoz Ferreira e avô de Eduardo e Cauã. 

 

A cooperativa - A Sicredi União encerrou 2018 com mais de R$ 3 bilhões em recursos totais, mais de R$ 2 bilhões em crédito e desenvolve 20 programas e projetos sociais que impactam mais de cem mil pessoas. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

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UNIMED LONDRINA: Orientações de saúde bucal são realizadas para mais de 200 crianças do ensino público

 

unimed londrina 19 03 2019Nesta quarta-feira (20/03), a Unimed Londrina realiza a primeira de três visitas do projeto Saúde Bucal 2019. A ação atenderá mais de 200 alunos da Escola Municipal Nina Gardemann. Uma dentista do Unimed Odonto orientará as crianças sobre como realizar a higienização bucal, além de realizar uma consulta com todos os alunos para avaliar e acompanhar a saúde bucal deles. A iniciativa faz parte do Calendário da Saúde, que neste mês discute os cuidados com a higiene da boca.

 

Princípios cooperativistas - A gerente de Sustentabilidade da Unimed Londrina, Fabianne Piojetti, destaca que o objetivo da ação vem ao encontro com um dos princípios cooperativistas: o interesse pela comunidade. “Nossas ações sempre são pautadas para o bem comum da comunidade. Por isso, realizamos iniciativas sociais e o projeto Saúde Bucal é uma delas. Ele visa conscientizar as crianças sobre como a higienização da boca é fundamental para manter a saúde do corpo em dia”, explica Fabianne.

 

Instruções - A dentista voluntária do projeto usará uma boca e uma escova de dente enormes para dar as instruções às crianças. Os objetos, que são de espuma, contribuirão de forma lúdica nas dicas. Após as orientações, a dentista irá realizar um exame para identificar a situação da saúde bucal dos estudantes. Para isso, ela usará uma pastilha evidenciadora de placa bacteriana para fazer a avaliação. Nas próximas duas visitas, ela fará o acompanhamento dos alunos.

 

Estudantes - Neste ano, o projeto contará com a participação voluntária dos estudantes do curso de Odontologia da Unopar. Eles ajudarão as crianças a escovarem os dentes e reforçarão as instruções passadas pela dentista do Unimed Odonto. Outra parceria desta edição é o patrocínio da Dental Clean. A empresa distribuirá gratuitamente kits de higiene bucal, contendo escova de dente, pasta e fio dental.

 

Visitas - Durante o ano, o projeto Saúde Bucal realiza três visitas. Estes encontros acontecem de três em três meses, tempo em que deve ser trocada a escova de dente. Por isso, em cada encontro são entregues novos kit de higiene bucal.

 

Escola - A escola Nina Gardemann foi escolhida pela Secretaria Municipal de Educação de Londrina para ser atendida este ano pelo projeto.  A visita nesta quarta-feira será em dois horários, às 9h30 e às 15h30. O endereço da instituição é Rua Dragen Feld, 73, Jardim Tókio.

 

Calendário - O Calendário da Saúde 2019 da Unimed Londrina realiza mensalmente ações para diversos públicos sobre bem-estar e qualidade de vida. Em janeiro, a operadora discutiu o tema Saúde Mental e em fevereiro, Combate ao Câncer. (Imprensa Unimed Londrina)

Foto: Pixabay

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Exportação de soja ultrapassa US$ 2,5 bi em fevereiro e total do agro vai a US$ 7,25 bi

 

comercio exterior I 19 03 2019As exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo) suplantaram pela primeira vez a barreira dos US$ 2 bilhões para o mês de fevereiro, registrando US$ 2,58 bilhões. O grande destaque foi a venda de soja em grão, com 6,1 milhões de toneladas. Com esse recorde na quantidade exportada (+112,7%), mesmo com a queda de 5,1% no preço médio, o valor da soja foi recorde no mês, atingindo US$ 2,21 bilhões (+101,8%).

 

Crescimento - Esse desempenho contribuiu para que as exportações do agronegócio crescessem de US$ 6,27 bilhões para US$ 7,25 bilhões no mês passado. O incremento das exportações em 15,6% ocorreu, especialmente, devido à elevação de 20,8% no índice de quantum das exportações. As importações também aumentaram, passando de US$ 1,08 bilhão para US$ 1,20 bilhão em fevereiro deste ano (+10,4%).

 

Participação - A participação do agronegócio nas exportações totais do Brasil em fevereiro atingiu 44,5%, de acordo com dados da Balança Comercial do Agronegócio, elaborados pela Secretaria Comercial e Relações Internacionais, foi feita nesta segunda-feira (18).

 

Complexo soja - Além das exportações de soja em grão, o setor exportou US$ 341,9 milhões de farelo de soja (-29,0%) e US$ 28,6 milhões de óleo de soja (-71,3%).

 

Carnes - As vendas de carnes foram de US$ 1,17 bilhão em fevereiro, em alta de 4,8% em relação ao valor exportado no mesmo mês de 2018. A quantidade exportada de todas as carnes foi recorde para fevereiro, com 520 mil toneladas. O valor registrado em carne bovina e de frango foi praticamente igual, US$ 518 milhões de cada tipo. Além dessas carnes, foram negociados US$ 99 milhões de carne suína (+7,5%) e US$ 4,3 milhões de carne de peru (-64,5%).

 

Café - O café também foi destaque, sendo exportados US$ 452,31 milhões, sendo US$ 409,23 milhões de café verde (+13,1%) e US$ 40,75 milhões do solúvel (-2,5%). A quantidade exportada de café verde, 186,71 mil toneladas, foi recorde para fevereiro.

 

Cereais - No agrupamento cereais, farinhas e preparações houve aumento das vendas externas de US$ 265,57 milhões para US$ 373,47 milhões (+40,6%). O milho é o principal produto de exportação do segmento, com US$ 309,88 milhões (+54,8%). (Mapa)

 

Confira a nota e o resumo da balança comercial do Agronegócio

 

Confira o Agrostat - Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Abertura unilateral a trigo vira aceno à Casa Branca

 

comercio exterior II 19 03 2019Mesmo sem garantia de obter nada em troca, o Brasil decidiu fazer uma importante concessão unilateral aos Estados Unidos na área de comércio: flexibilizar a entrada de trigo importado no país.

 

Notificação - No encontro nesta terça-feira (19/03) entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca, o governo brasileiro notificará a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a criação de uma cota com tarifa zero de importação para 750 mil toneladas anuais de trigo.

 

Gesto - Duro no discurso sobre concessões comerciais até a chegada em Washington, o governo Bolsonaro resolveu fazer "um gesto para mostrar que estamos mudando para valer" em termos de abertura, disse ao Valor um assessor presidencial.

 

Cota - Em 1994, ao fim da Rodada Uruguai da OMC, o Brasil se comprometeu a criar a cota com tarifa zero para o trigo. Mas jamais implementou a medida. A alíquota para o insumo é de 10%. Hoje, somente países do Mercosul estão isentos da cobrança. A Argentina é a principal fornecedora do cereal.

 

Rússia e Canadá - A cota brasileira não beneficia diretamente, a rigor, apenas os Estados Unidos. Russos e canadenses também são importantes produtores mundiais e podem fornecer ao Brasil. Na prática, entretanto, são os americanos, que já têm estruturas comerciais de abastecimento montadas, que vão se beneficiar no curto prazo. Tanto que essa era uma das grandes demandas do USTR (unidade de representação comercial da Casa Branca) com o Brasil.

 

Contrapartida - Apesar da medida, a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, manterá o discurso de que não se trata de uma concessão sem contrapartidas. Seus auxiliares garantem que, se houvesse mais algumas semanas para a visita a Washington, provavelmente seria possível anunciar a reabertura do mercado americano para a carne bovina brasileira, interrompida dois anos atrás.

 

Visitas - Na negociação para essa reabertura, inspetores americanos precisam visitar frigoríficos brasileiros. Um dos pedidos do Ministério da Agricultura aos Estados Unidos, agora, é para que todo o território nacional seja reconhecido como livre de aftosa com vacinação. Hoje, esse status é dado a 14 Estados. (Valor Econômico)

 

SEGURO RURAL: Governo libera R$ 73 milhões para serem aplicados neste e no próximo mês

 

seguro rural 19 03 2019O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou a liberação de R$ 73 milhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) nos meses de março e abril. Do total, R$ 52,8 milhões serão destinados às culturas de inverno, como o milho safrinha, trigo e demais cereais. O restante do recurso será disponibilizado para as frutas, pecuária e demais culturas. 

 

Contratação - “Conseguimos liberar uma parte dos recursos previstos para o primeiro semestre deste ano. Com isso, o produtor poderá contratar sua apólice de seguro com apoio do governo federal e, desta forma, proteger sua lavoura”, afirmou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio.

 

Cronograma - De acordo com o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola, no final de abril, deverá ser publicado um novo cronograma mensal de liberação do orçamento para PSR até o fim do ano. Loyola ressaltou também que o valor total aprovado na Lei Orçamentária Anual deste ano é de R$ 440 milhões e que o ministério se empenhará para disponibilizar integralmente este valor aos produtores, mesmo diante da restrição fiscal.

 

Reunião - A medida (Resolução nº 66) foi tomada durante reunião do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR) no dia 11 de março e publicada no Diário Oficial da União, por meio de Resolução do Comitê. (Mapa)

 

INFRAESTRUTURA: Concessão de quatro aeroportos do Paraná está atrelada a estudo

infraestrutura 19 03 2019Ainda que o governo federal tenha anunciado a intenção de conceder à iniciativa privada quatro dos principais aeroportos do Paraná – e tenha feito um estudo prévio sobre a viabilidade do leilão – isso ainda vai demorar mais de um ano e os detalhes do processo dependem de um levantamento mais aprofundado. O edital foi lançado nesta segunda-feira (18/03), abrindo o prazo de 30 dias para a candidatura de empresas e técnicos interessados em realizar a pesquisa sobre os aspectos técnicos, econômicos e ambientais a serem considerados na modelagem da concessão. O leilão propriamente dito só deve ocorrer no segundo semestre de 2020.

Bloco Sul - Os aeroportos de Foz do Iguaçu e de Londrina, além de do Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Bacacheri, em Curitiba, foram incluídos no lote bloco Sul, totalizando nove unidades (duas em Santa Catarina – Joinville e Navegantes e três no Rio Grande do Sul – Pelotas, Uruguaiana e Bagé). Os aeroportos de Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) já são concedidos à iniciativa privada. No Paraná, ainda não há nenhum caso. O governo federal também anunciou outros dois blocos a serem leiloados, chamados de Norte e Central.

Uma empresa - Teoricamente, apenas uma empresa (ou consórcio) administrará os nove aeroportos do bloco Sul. Pelo modelo proposto, um muito rentável compensa um menos movimentado. Foi assim no processo de licitação realizado na sexta-feira (15/03), na concessão de 12 aeroportos distribuídos nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Os grupos estrangeiros Aena e Zurich e o consórcio brasileiro Aeroeste venceram a disputa e terão de investir R$ 3,5 bilhões em melhorias ao longo de 30 anos, além de pagar à União R$ 2,377 bilhões."

Em elaboração - No caso do bloco Sul, em que estão os aeroportos do Paraná, os responsáveis pela elaboração dos estudos técnicos e de modelagem podem receber até R$ 34 milhões pelo levantamento. Os escritórios autorizados a realizar a pesquisa assumem o risco e as despesas do projeto e devem ser ressarcidos pela empresa ou consórcio que ganhar o leilão. Os modelos devem conter vários cenários de investimentos possíveis. Ainda não foram listadas quais obras serão executadas em cada aeroporto, mas a Gazeta do Povo listou algumas das prioridades esperadas. (Gazeta do Povo)

 

 

PARANÁ: Governo prepara plano que prevê R$ 40 bilhões em investimentos e 500 mil empregos

 

parana 19 03 2019O Paraná deve receber um programa de investimentos que soma R$ 40 bilhões no período de cinco anos. Com isso, o Governo do Estado projeta um crescimento anual da economia na faixa de 4% e a geração de 500 mil novos postos de trabalho até 2023.

 

Instrumentos - Os instrumentos para realizar esses objetivos fazem parte do projeto de lei de Eficiência na Gestão do Estado (LEGE), que foi apresentado nesta segunda-feira (18/08) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior para a bancada federal do Paraná, no Palácio Iguaçu.

 

Anteprojeto - O anteprojeto, que estabelece as diretrizes e as ferramentas de gestão para um planejamento de longo prazo do Estado, também foi apresentado aos deputados estaduais e o texto final será protocolado na Assembleia Legislativa na próxima semana.

 

20 anos - Na sequência, o Governo do Estado enviará o plano de longo prazo, com as metas para o desenvolvimento econômico e social do Paraná pelos próximos 20 anos. “Aqui no Paraná a eficiência será lei”, afirmou o governador.

 

Recursos públicos e privados - Os R$ 40 bilhões previstos estão apoiados em recursos públicos e privados. Do total, R$ 26 bilhões virão do tesouro estadual. O restante deverá ser aplicado por meio de parcerias público-privadas (PPPs). Ratinho Junior destacou a importância da parceria dos deputados federais e senadores paranaenses. “Temos desafios que vão passar por Brasília, principalmente para alavancar recursos para o grande pacote de projetos que estamos preparando”, disse.

 

LEGE - Lei Complementar, a LEGE estabelecerá os princípios e normas de gestão administrativa e de finanças públicas do Estado. O texto irá apontar mecanismos prudenciais de avaliação de controle das ações e políticas do governo. Também determinará medidas para se alcançar e manter o equilíbrio das contas públicas e o alinhamento do Plano Plurianual, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual, com metas estabelecidas no planejamento de longo prazo do Estado.

 

Apoio - A elaboração da lei contou com o apoio do economista Paulo Rabello de Castro, chamado por Ratinho Junior no ano passado, logo após as eleições, para construir métricas e metas para o governo paranaense. Ex-presidente do IBGE e do BNDES, Rabello destacou a situação privilegiada do Estado.

 

Equilíbrio - “Ao contrário da maioria (dos Estados), o Paraná não está quebrado. Está equilibrado, e em breve terá uma lei de eficiência, com metas superiores, inclusive, à Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou.

 

Ranking - Rabello também citou ranking preparado por ele que aponta o Paraná e o Pará como os estados que mais pontuam em termos de equilíbrio financeiro e fiscal em todos os aspectos. Segundo o economista, essa condição, acrescida da aprovação da lei da eficiência, vai ajudar a ampliar ainda mais os investimentos no Estado.

 

Expectativa - A expectativa é que o Paraná receba mais cerca de R$ 40 bilhões da iniciativa privada na ampliação ou instalação de negócios no Estado. “É um círculo virtuoso de prosperidade”, define o economista. “Acreditamos que o setor privado, olhando para um governo que planeja investir R$ 40 bilhões vai se sentir motivado a vir para cá.”

 

Longo prazo - “Precisamos ter um olhar para o futuro, temos muitas demandas diárias, mas é necessário que tenhamos um instrumento para medir as ações do governo, como se gasta o dinheiro público”, ressaltou Guto Silva, Chefe da Casa Civil, que coordena a redação final da lei que será encaminhada à Assembleia Legislativa.

 

Lei moderna - “Esta será uma lei moderna, inovadora, para que o Estado possa, através de métricas, acompanhar seu próprio desempenho e verificar se o recurso está sendo gasto com equilíbrio, eficiência e, sobretudo, se tem gerado resultado para a população do Paraná”, completou.

 

Gestão - Segundo o líder do governo no Legislativo estadual, Hussein Bakri, debater antecipadamente os projetos estruturantes com os deputados é o espírito desta gestão. “Em projetos que tenham esse impacto, queremos a participação de todos os deputados, não importa o partido ou corrente”, disse.

 

Bancada - A bancada federal também aprovou a iniciativa de reunir deputados e senadores para uma apresentação prévia do projeto. Para o senador Oriovisto Guimarães, a atividade parlamentar em Brasília fica melhor com o alinhamento e orientação do governo do Estado. “Além do orçamento do Estado, das emendas impositivas, fundos de participação, o Paraná também tem interesse em programas dos ministérios, transferências voluntárias e, nesse momento, a bancada é fundamental”, disse.

 

Seriedade - O deputado federal Aroldo Martins também aprovou a abertura do governo. “Essa reunião demonstra a seriedade da administração estadual, que entende que a bancada paranaense é suprapartidária e que todos devem ser ouvidos e podem colaborar”, afirmou.

 

Presenças - A reunião com a bancada paranaense contou com a presença dos deputados federais Toninho Wandscheer, Paulo Martins, Christiane Yared, Zeca Dirceu, José Carlos Schiavinato, Leandre, Luciano Ducci, Luiz Nishimori, Sérgio Souza, Ricardo Barros e Stephanes Junior, e os senadores Flávio Arns e Oriovisto Guimarães. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ECONOMIA I: Investimento tem início de ano fraco, aponta Ipea

economia 19 03 2019Os investimentos subiram 1,3% em janeiro na comparação com dezembro, feitos os ajustes sazonais, segundo o Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). Embora o resultado tenha interrompido dois meses de queda, período em que a baixa acumulada foi de 3,3%, o dado de janeiro mostra retração de 2,2% se forem excluídas do cálculo as importações de plataformas de petróleo.

Repetro - Desde o ano passado, a mudança no regime do Repetro, que dá tratamento tributário e aduaneiro diferenciado ao setor de petróleo e gás, passou a incorporar plataformas de petróleo "antigas", já em operação no país, dentro do investimento. Até que a contabilização desses itens seja normalizada, é preciso cautela para analisar o ritmo da FBCF.

PIB - No início do mês, a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) também explicitou essa influência estatística. Apesar de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter informado que o investimento cresceu 4,1% em 2018 ante o ano anterior, economistas estimam, porém, que o dado "real" apontou alta mais modesta, em torno de 2%.

Outras análises- O início de ano fraco para o investimento fica explícito também em outras análises. Segundo o Ipea, houve recuo de 2,3% no trimestre encerrado janeiro ante o terminado em outubro. "Esse desempenho é resultado de uma acomodação da indústria, que ainda convive com um nivel de ociosidade bastante elevado", afirma Leonardo Mello de Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.

Incerteza - Segundo ele, também pesa a incerteza dos empresários quanto ao andamento da reforma da Previdência. "Por enquanto, os índices de confiança mostram melhora só da expectativa futura. O investimento só deve reagir quando melhorarem as perspectivas para o curto prazo", afirma.

Máquinas e equipamentos - De acordo com o Ipea, o subitem de máquinas e equipamentos cresceu 5,5% em janeiro ante dezembro. O avanço foi puxado por uma alta de 115,9% na importação de bens de capital, em que são contabilizadas as plataformas de petróleo. Na via inversa, a produção interna de bens de capital, líquida das exportações, sempre na análise de janeiro contra dezembro, caiu 28,4%.

Construção civil - Já o indicador de construção civil, também um importante componente do investimento, ficou estagnado na comparação dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel terminado em janeiro caiu 0,8% ante o período imediatamente anterior. O terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, mostrou queda de 0,1% na passagem de dezembro para janeiro. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA II: Brasileiro leva 1 hora para produzir o que americano faz em 15 minutos

economia II 19 03 2019O trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão ou coreano em 20 minutos. Isso significa que a produtividade do Brasil é baixa, mas não quer dizer que o brasileiro seja preguiçoso ou inapto. Há atrasos na formação e na infraestrutura das empresas, o que afeta os resultados, dizem especialistas.

Riqueza - Em termos de riqueza, o Brasil produz em uma hora o equivalente a US$ 16,75, valor que corresponde apenas a 25% do que é produzido nos EUA (US$ 67). Comparado a outros países, como Noruega (US$ 75), Luxemburgo (US$ 73) e Suíça (US$ 70), o desempenho do país é ainda pior. As informações são do professor José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio-SP.

Relação - Estes dados equivalem à relação entre o total produzido na economia (PIB) e o número total de horas trabalhadas, metodologia mais comum para medir a produtividade de um país, de acordo Pastore.

Educação e equipamentos - "A produtividade média do brasileiro é de apenas um quarto da do trabalhador americano e de um terço da do alemão ou do coreano. Perdemos muito mercado [lá fora] porque a baixa produtividade dá como resultado baixa competitividade", disse Pastore.

Condições - Isso não quer dizer que o brasileiro seja um trabalhador pior do que os outros. É preciso melhorar as condições, como educação dos funcionários e equipamentos nas empresas. Renan Pieri, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirmou que, além das correções estruturais necessárias para melhorar a produtividade, o Brasil precisa trilhar dois caminhos:

- Melhorar a educação em todos os níveis (inclusive técnico) com investimentos

- Investir na modernização do capital físico (máquinas e equipamentos das empresas)

Educação voltada às empresas - "Esses dois aspectos têm a ver com o Estado, que precisa gerar um ambiente econômico que permita, por sua vez, o aumento dos investimentos, tanto público como privado", declarou Pieri. Na opinião dele, o trabalhador precisa chegar às empresas com conhecimento consolidado, e não "tão sem base" como chega hoje. "Precisamos de um programa que aproxime a demanda das empresas da oferta das escolas, sejam do ensino superior, do ensino médio ou do ensino técnico."

Estagnada - Segundo Pastore, a eficiência do trabalho no Brasil está praticamente estagnada desde a década de 1980, salvo raras exceções. "Estamos parados, enquanto outros países estão melhorando. A distância tem aumentado." Por que o Brasil está abaixo de outros países? Pieri disse que o acesso a certos recursos no Brasil, como capitais humano, físico e financeiro, entre outros, é insuficiente e desfavorável se comparado ao de outros países.

Fatores - Entre os fatores que conspiram contra a produtividade, ele enumera:

- Baixa qualificação e capacidade dos trabalhadores (capital humano)

- Tecnologia atrasada e mal administrada nas empresas (capital físico)

- Investimento caro e abaixo do necessário (capital financeiro)

- Infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos insuficientes e sucateados)

- Burocracia complicada

- Ambiente de negócios perverso

Escolaridade - "Melhoramos nossa escolaridade média nos últimos 25 anos, mas foi insuficiente para aumentar a qualidade do capital humano e, assim, atender às necessidades das empresas", disse o professor da FGV. Para Pastore, o alastramento do trabalho informal também agrava o quadro de baixa produtividade no país. "Afinal, temos cerca de 40 milhões de pessoas nessa situação hoje. Isso significa que não é apenas o trabalhador que tem baixa qualidade, é o seu emprego que é de baixa qualidade", afirmou.

Setores - Setores onde a eficiência melhorou:

- Agricultura (devido à incorporação maciça de inovações tecnológicas)

- Financeiro (devido ao salto dado com base às tecnologias do mundo digital)

- Indústria automotiva e Embraer (devido à robotização e racionalização do trabalho)

Aumento - A pesquisa mostra que a produtividade do trabalho na indústria de transformação no ano passado aumentou 0,9%, em relação a 2017, quando já havia crescido 4,5%, em comparação a 2016. Trata-se do quarto ano consecutivo de crescimento do indicador, mas ainda insuficiente para ganhar competitividade.

Indústria - O setor industrial brasileiro ainda é 23% mais caro que o norte-americano, segundo estudos da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) citados pelo professor Pastore.

Renda per capita dobraria com melhor produtividade - Um relatório do Banco Mundial sobre produtividade, lançado em 2018, aponta que a renda per capita brasileira é aproximadamente 20% da renda per capita dos EUA. Se o Brasil tivesse a mesma produtividade que a norte-americana, a renda do país seria mais de 50% da dos EUA, mesmo sem investimento adicional em máquinas ou capital humano. Ou seja, a renda per capita atual mais do que dobraria somente com melhorais na produtividade.

1980 - Jorge Arbache, economista e estudioso do assunto, mostrou que em 1980 a produtividade do trabalhador brasileiro era 670% maior do que a do trabalhador chinês e 70% menor do que a americana.

2013 - Em 2013, o Brasil perdia nos dois casos: a do trabalhador brasileiro era 80% inferior à americana e 18% menor à chinesa. No período, a eficiência dos chineses cresceu 895%. Já a dos brasileiros, meros 6%.

Contra - E os números que conspiram contra o Brasil não param por aí. Pieri afirmou que a relação PIB/trabalhador em 1994 no Brasil era de R$ 25 mil. Em 2016, já considerada a inflação no período, passou para R$ 30 mil. Isto é, em 22 anos aumentou apenas 20%. "Nesse mesmo intervalo, a relação PIB/trabalhador nos EUA cresceu 48%", disse o professor da FGV. (UOL)

 

PESQUISA: Judicialização na saúde cresce 130% no país, mostra estudo

 

pesquisa 19 03 2019Um relatório sobre a judicialização na saúde aponta crescimento de aproximadamente 130% nas demandas de primeira instância entre 2008 e 2017. A pesquisa, encomendada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Poder Judiciário, foi apresentada nesta segunda-feira (18/03) em São Paulo.

 

Convênios - Problemas com os convênios foram a maior causa (30,3%) dos pedidos de processos relacionados ao assunto no país. Outros assuntos levados ao Judiciário nessa última década foram os pedidos de seguro em saúde (21,1%), saúde pública (11,7%), o tratamento médico-hospitalar ou fornecimento de medicamentos (7,8%) e fornecimento de medicamentos (5,6%). Na segunda instância, planos de saúde respondem por 38,4% e seguro, por 24,7%. Na primeira instância, são saúde pública (23%), planos de saúde (22,8%) e seguro (14%).

 

Medicamentos - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o país lida, no Sistema Único de Saúde (SUS), com a judicialização de acesso pontual “de medicamentos que estão na rede nacional, de uma quantidade enorme de pequenas cirurgias, que são frutos da desorganização do sistema, falta de informatização e subfinanciamento”.

 

Seminário - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participa do Seminário Internacional da Primeira Infância - O Melhor Investimento para Desenvolver uma Nação, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.

 

Preocupação - Segundo Mandetta, a judicialização que preocupa é a incorporação de novos insumos e tecnologias, tanto no sistema público, como no suplementar. O país fez, recentemente, a sua primeira incorporação de medicamento com compartilhamento de risco, ou seja, quando o laboratório precisa comprovar a eficácia do remédio distribuído à população, sob risco de devolver o recurso aos cofres públicos. “O Brasil está atrasado nas incorporações”, disse.

 

Judicialização - Com base em dados da Lei de Acesso à Informação, a pesquisa identificou 498.715 processos em primeira instância, distribuídos entre 17 justiças estaduais e 277.411 processos de segunda instância, distribuídos entre 15 tribunais estaduais, entre 2008 e 2017. Na segunda instância, houve um salto de 2.969 processos em 2008 para mais de 20 mil em 2017.

 

Intervenção - Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, seria melhor que não houvesse a intervenção da Justiça nesses casos. “Quando ela [intervenção] for necessária, tem que fazer de maneira racional. Não pode o magistrado administrar o orçamento da saúde”, defendeu.

 

Estados - A pesquisa constatou que, em São Paulo, 82% dos processos se referem a planos de saúde, tendo distribuído 116.518 casos nessa categoria. No Rio de Janeiro, saúde pública é o principal tema, com 35% dos casos. Em Minas Gerais, o assunto que mais aparece é o tratamento médico-hospitalar ou fornecimento de medicamentos, com 21%, mesmo assunto predominante em Santa Catarina (28%).

 

Plataforma - O diretor de ensino e pesquisa do Hospital Sírio Libanês, Luiz Fernando Lima Reis, disse que a entidade criou uma plataforma na internet com conteúdos sobre a pertinência dos tratamentos solicitados à Justiça. “O objetivo é dar ao juiz os subsídios para que ele possa decidir, com base na melhor evidencia científica, se aquele pedido faz sentido, se o paciente vai se beneficiar”, explicou. (Agência Brasil)

 


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