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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4533 | 13 de Março de 2019

PRÉ-ASSEMBLEIAS: Inscrições ao 14º CBC serão feitas durante os eventos

Além de discutir as propostas do Paraná que serão levadas ao 14º Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC), o Sistema Ocepar estará efetuando, na próxima semana, as inscrições das lideranças cooperativistas paranaenses interessadas em participar do evento, que ocorrerá de 8 a 10 de maio, em Brasília (DF). Será durante as pré-assembleias que a entidade vai promover junto com os Encontros de Núcleos Cooperativos, entre os dias 18 e 21 de março, nas cidades de Cafelândia, Mangueirinha, Londrina e Ponta Grossa. A delegação paranaense no 14º CBC será composta por 100 pessoas.

Pré-assembleias - Nas pré-assembleias, a diretoria executiva fará a apresentação do Relatório de Atividades de 2018 e do Plano de Metas de 2019 das três entidades que formam o Sistema Ocepar: Fecoopar, Ocepar e Sescoop/PR.

Programação - Em todos os locais dos eventos, a programação será aberta com a apresentação das cooperativas anfitriãs: Copacol e Sicredi Nossa Terra, na região Oeste; Codepa, no Sudoeste; Uniprime e Integrada, no Norte; e Coopagrícola e Sicredi Campos Gerais, no Centro-Oeste. Depois, será ministrada a palestra “Fundamentos da competitividade e sustentabilidade da economia”, com Airton Spies, doutor em Economia dos Recursos Naturais, mestre em Ciências Agrícola e ex-secretário da Agricultura e Pesca do Estado de Santa Catarina. As pré-assembleias vêm na sequência. Os eventos prosseguem com os debates sobre o 14º CBC, a eleição dos novos coordenadores de Núcleo e discussão sobre assuntos gerais.

Informações e inscrições - Mais informações com Neuza Oliveira ou Daniele Luana (secretaria@sistemaocepar.coop.br / 41 3200 1105 / 3200 1104). Inscrições com Francine Danielli (francine.danielle@sistemaocepar.coop.br), Esdras Silva (esdras.silva@sistemaocepar.coop.br) e Janaína Rosário (janaina.rosario@sistemaocepar.coop.br).

pre assembleias 13 03 2019

CAEPF: Cartilha orienta produtores rurais sobre o Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física

caepf 13 03 2019O Sistema Ocepar elaborou uma cartilha para orientar os produtores rurais sobre o Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF). A ideia é esclarecer as principais dúvidas sobre a inscrição no CAEPF. O material foi elaborado em formato de perguntas e respostas. Ao todo, são 16 questões, que poderão ser atualizadas à medida que novas dúvidas surgirem.

O cadastro – O CAEPF é o cadastro administrado pela Receita Federal que reúne informações das atividades econômicas exercidas pela pessoa física dispensada de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Além de ser importante para manter-se regularizado junto à Receita, a inscrição no CAEPF e a atualização dos dados cadastrais possibilitam a empregados e empregadores assegurar seus direitos previdenciários. Também é fundamental para que outras obrigações, como o eSocial, sejam cumpridas. Regulamentado pela Instrução Normativa RFB nº 1.828/2018, o CAEPF substituiu o Cadastro Específico do INSS (CEI) e tornou-se obrigatório a partir do dia 15 de janeiro.

Público – Devem se inscrever no CAEPF os contribuintes individuais, como o produtor rural cuja atividade constitua fato gerador da contribuição previdenciária e a pessoa física não produtor rural que adquire produção rural para venda, no varejo, a consumidor pessoa física. Também, o segurado especial, conforme definido na Lei nº 8.212, de 1991.

Clique aqui para conferir na íntegra a Cartilha sobre o CAEPF

 

APASEM: Setor de sementes do Paraná tem novos representantes

A Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (Apasem), tem um novo presidente desde esta terça-feira (12/03). Reunidos em Assembleia, os associados da instituição elegeram o engenheiro agrônomo e presidente da Cooperativa Coprossel, Paulo Pinto de Oliveira Filho.  

Perfil - O novo representante da Associação, que atua mais de 30 anos no setor e que também fez parte da última gestão da Apasem (2017/2019), tem 64 anos e substitui Josef Pfann Filho que esteve à frente da instituição entre 2017 e 2019. No mesmo encontro também foram eleitos os novos diretores que representarão a instituição no biênio (2019/2021). Em seu discurso de posse, Paulo Pinto frisou que a APASEM representa um setor primordial da economia e por esta razão “é necessário trabalhar para defender a boa semente, a semente legal, cumprindo as leis vigentes no Brasil”, destacou.

Combate à pirataria - O novo representante reforçou o compromisso de continuar atuando no combate à pirataria de sementes, assunto que ganhou visibilidade na última gestão, depois que uma campanha, realizada no Paraná, acabou ganhando visibilidade nacional e hoje é encabeçada pela Abrasem em parceria com as demais instituições que representam o setor de sementes nos Estados. “Essas são atividades que precisamos continuar a realizar, sempre com um novo olhar, trazendo não somente o malefício da pirataria, mas também a importância e o valor que tem uma semente de qualidade”.

Agricultura 4.0 - Olhar atento também a agricultura 4.0. “Este é o momento de usar das novas tecnologias, planejar e definir estratégias para o bem comum do setor. Não há como ser competitivo, sem o uso de melhoramento genético em sementes e o uso de dispositivos eletrônicos que facilitam a vida do empresário que atua no setor”, apontou.

Veja quem são os novos diretores eleitos para o biênio 2019/2021.

Presidente: Paulo Pinto de Oliveira Filho

Vice-presidente: Henrique Menarim

1º secretário: Josef Pfann

2º secretário: Antonio Alberto

1º tesoureiro: Roberto Destro

2º tesoureiro: Gustavo Baer

(Assessoria de Imprensa Apasem)

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SICOOB UNICOOB I: Alunos de Londrina tomam posse em cargos executivos e legislativos na Cidade Cooperativista

No dia 25 de fevereiro, dezenove alunos da Escola Educativa de Londrina, no Norte do Paraná, tomaram posse para cargos executivos e legislativos na Cidade Cooperativista Educativa. O projeto é uma parceria da instituição de ensino com o Sicoob Ouro Verde e existe desde 2014.

Eleição - As crianças e adolescentes são eleitos para mandatos de um ano em funções como prefeito e vice-prefeito mirins, vereadores e secretários de uma minicidade, que tem uma organização muito próxima das estruturas administrativas dos municípios brasileiros.

Espírito cooperativista - “Somos parceiros deste projeto porque valorizamos a importância de ensinar o espírito do cooperativismo dentro do ambiente escolar. Acreditamos que quando transformamos os alunos, consequentemente transformamos toda a escola e, juntos, conseguimos construir um mundo diferente”, ressalta o gerente de Projetos e Qualidade do Sicoob Ouro Verde, Márcio Roberto da Silva.

Solenidade - Durante a cerimônia de posse, além dos alunos, familiares e educadores, estiveram presentes na solenidade o vice-prefeito de Londrina, João Mendonça, o presidente da Câmara Municipal de Londrina, Aílton Nantes, além de outras autoridades ligadas às entidades apoiadoras.

Cidadãos conscientes- “Londrina forma milhares de jovens todos os anos, nas escolas e universidades. Precisamos formar cidadãos conscientes de suas responsabilidades para que em um futuro muito próximo eles possam assumir os papéis que lhe cabem”, lembrou o vice-prefeito.

Amadurecimento - “Através da minicidade, vejo o amadurecimento da educação além da sala de aula. Uma formação mais ampla e consciente. Uma formação verdadeiramente cidadã”, destacou a diretora da Escola Educativa, Eliane Nápoli.

Discursos - A consciência reforçada pela diretora esteve presente na maioria dos discursos dos novos eleitos. Entre os citados nos discursos, grandes líderes e pensadores como Mahatma Gandhi, Mário Sérgio Cortella e Paulo Freire.

Escola mais justa e atuante - “Uma escola mais justa e mais atuante começa por nós mesmos. Em nossas casas, família e escola. Eu acredito que posso contribuir para uma sociedade mais justa. Que posso ser um canal de atuação e intermédio para promover as mudanças que a gente tanto precisa”, disse Maria Clara Emílio, uma das eleitas para o cargo de vereadora-mirim da Cidade Cooperativista Educativa.

Parceria com o Sicoob - Em parceria com o Sicoob, a Escola Educativa inaugurou em 2014 a Cidade Cooperativista Educativa, um espaço que auxilia os alunos a compreenderem a importância da atuação correta de um cidadão dentro de um município e proporciona uma formação que vai além do contexto de sala de aula.

Incentivo - Os projetos desenvolvidos na minicidade incentivam a cultura da cidadania e da cooperação, funcionando como uma verdadeira cidade, que propicia a vivência cultural, política, ecológica, financeiro e comercial, por meio de parcerias, para despertar a consciência da responsabilidade de cada pessoa dentro da sociedade, com os seus direitos e deveres.

Práticas - Além de ter custeado a construção do espaço, há seis anos a cooperativa mantém apoio e incentivo para as práticas que ocorrem regularmente na minicidade. A estrutura com miniprédios para a prefeitura, Câmara de Vereadores, cooperativa, igreja, hotel e mercado, por exemplo.

Operações - “Aqui na minicooperativa, as crianças realizam operações semelhantes às realizadas nas instituições financeiras tradicionais. Eles fazem a transação cambial de Real para a moeda que eles adotaram aqui como oficial e realizam pagamento de taxas da minicidade, por exemplo. É um projeto muito bonito e formador”, salienta Maisa Palma Hangai, colaboradora do Sicoob Ouro Verde. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB UNICOOB II: Santana e Macapá são as próximas paradas do Expresso Instituto Sicoob

sicoob unicob II 13 03 2019Olha quem já pegou a estrada! O Expresso Instituto Sicoob começou aquela que será, até o momento, a maior viagem da história do ônibus, desde que o projeto teve início, em 2014. Ao todo serão 7.907 quilômetros percorridos, nove cidades e sete estados brasileiros visitados. A expectativa é que a plataforma móvel de ensino retorne a Maringá, ponto de partida da viagem, somente no dia 19 de abril, após 54 dias de estrada.

Próximas paradas - As próximas paradas da plataforma móvel de ensino são as cidades de Santana e Macapá, no Amapá. Todas as 200 vagas para a qualificação profissional online que será oferecida em Santana, de 18 a 22 de março, já foram preenchidas. Já as inscrições para os cursos gratuitos de Macapá podem ser feitas até dia 15 de março no Sicoob da cidade (Rua Eliezer Levy, 1097), das 10 às 16 horas.

Objetivo - O objetivo da realização do “Expresso tour” é dar a oportunidade de pessoas de outras localidades do Brasil também conhecerem a plataforma e terem acesso ao conhecimento gratuito ofertado por meio dos cursos disponibilizados na modalidade de Educação à Distância (EAD).

Cooperativismo - O presidente do Conselho de Administração do Sicoob Ouro Verde, Rafael de Giovani Neto, acredita que por meio do “tour” o Expresso apresentará o cooperativismo para muitas pessoas. “Nosso ônibus vai contribuir para que as comunidades conheçam mais o Sicoob e o trabalho social que desenvolvemos, além do fato de disseminar, ainda mais, os valores e princípios do cooperativismo para essas regiões.”

Oportunidade - O superintendente do Instituto Sicoob, Luiz Edson Feltrim, confia que a ida do Expresso será uma grande oportunidade de as pessoas conhecerem, na prática, a metodologia utilizada pelo Instituto.

Expresso Instituto Sicoob - O Expresso Instituto Sicoob é um ônibus adaptado e equipado com mesas, assentos, notebooks, televisores, impressora e acesso à internet. A plataforma de estrutura móvel de ensino é um projeto de livre acesso e tem como objetivo promover a igualdade à educação técnica de qualidade, por meio de uma educação inovadora e democrática. Ao final de todos os 53 cursos ofertados, que variam entre 4 e 6 horas e podem ser consultados na relação anexa, o aluno recebe um certificado. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB OURO VERDE: Homens prestam homenagens às colaboradoras no Dia da Mulher

Atualmente, o Sicoob Ouro Verde possui 219 mulheres em seu quadro de colaboradores efetivos e mais 45 prestadoras de serviço terceirizadas, que não medem esforços para a prosperidade da cooperativa. E é por isso que o Dia Internacional da Mulher não poderia passar em branco.

Diferente - “As colaboradoras têm conhecimento que sempre há uma homenagem, pois faz parte do calendário de eventos da cooperativa, mas sempre pensamos em fazer algo diferente para tornar o momento especial e inesquecível”, afirma Luciane Bizarro, que é a responsável pelas ações de Valorização Humana no Sicoob Ouro Verde.

Criatividade - Na última sexta-feira, dia 8 de março, os homens da cooperativa organizaram homenagens para as mulheres da Unidade Administrativa, em Londrina (PR), e das agências da singular, no Paraná e no Amapá. Na ocasião, eles abusaram da criatividade e passaram vídeos, leram poemas, cantaram, entregaram flores. Além disso, alguns colaboradores se dedicaram decorando a agência e outros tiveram a iniciativa de organizar um delicioso café da manhã. Para completar a celebração, todas as mulheres que atuam na cooperativa foram presenteadas.

Sicoob Médio Oeste - Já o Sicoob Médio Oeste promoveu um café da manhã nas agências de Assis Chateaubriand, Tupãssi, Jesuítas, Nova Aurora e Cafelândia, no Oeste do Paraná. Todas as cooperadas que passaram pelas unidades durante a manhã puderam desfrutar de deliciosos quitutes e ainda ganharam uma lembrança, entregue pelos colaboradores.

Especiais - Segundo o gerente da agência de Nova Aurora, Lélio Cavalcante, as mulheres que participaram ficaram muito felizes. “Elas relataram que se sentiram especiais com a homenagem e com o ambiente preparado especialmente para elas”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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AGROPECUÁRIA I: Paraná tem margem para ampliar ainda mais o setor, diz Ortigara

agropecuaria I 13 03 2019O agronegócio paranaense representa 33% do PIB do Estado, emprega 840 mil pessoas e é responsável por 70% das exportações, algo em torno de US$ 14 bilhões por ano, segundo apresentação feita pelo secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, na reunião de secretariado desta terça-feira (12/03). "O Paraná é um destaque, mas há margem para ampliar ainda mais essa estrutura e a produção", afirmou.

Desafios - Ortigara destacou que os desafios para os próximos anos passam por incrementar o uso de tecnologia, trabalhar as matérias-primas, aumentar a competitividade dos produtos no mercado internacional com a diversificação da infraestrutura e livrar a produção de proteína animal de vacinações que maculam a imagem internacional do produto paranaense.

Liderança - “Somos líderes na produção de proteínas animais na soma das carnes e segundo maior produtor de grãos, importante abastecedor das cadeias animais e da exportação brasileira. O Paraná também tem cooperativismo forte. O governo precisa ter a clara dimensão disso e tanto quanto possível apoiar as políticas que favoreçam essa vocação do Paraná”, explicou.

Exportações - O Paraná é o terceiro maior exportador no setor de agronegócio, com 14,1% da fatia que deixa o país para os mercados de fora, em saldo acumulado de US$ 105 bilhões nos últimos dez anos. São 15 milhões de hectares plantados, de cerca de 305 mil produtores distintos. Diante desse cenário, explicou o secretário, o Paraná se prepara para agregar mais valor aos produtos locais com mais tecnologia e industrialização para colocá-los à feição do consumidor, onde quer que ele esteja.

Fatores de sucesso - Os fatores de sucesso do agronegócio envolvem climas diferentes, abertura para inovação, integração agroindustrial, fluxo adequado de financiamentos, baixa inadimplência, material genético de bom padrão e zoneamento de risco climático. Esse quadro construído nas últimas décadas permitiu ao Paraná se tornar o 2° maior produtor de soja, com mais de 5 milhões de hectares plantados; 2° maior produtor de milho, com exportações na casa de US$ 5 bilhões; maior produtor brasileiro de trigo; 3° maior produtor de tabaco, setor que emprega 33 mil famílias; e maior produtor de feijão, com três safras por ano.

Leite, aves, suínos - O Estado também se destaca na produção de leite, suínos, frango, seda e erva-mate, alçando esses produtos para os principais mercados consumidores do mundo. Na questão do leite, o Paraná se prepara para exportação e atração de investimentos para diversificação; no abate de suínos, para alcançar a meta de 1 milhão de toneladas. O Estado ainda abate 1,8 bilhão de aves por ano com 31 frigoríficos voltados para a exportação – 20 com abate halal, para o mercado muçulmano, nove para a China e 14 para a União Europeia.

Sanidade - “E ainda temos o desafio sanitário de acabar com velhas doenças e enfrentar zoonoses como tuberculose e brucelose bovina. Também qualificar o leite, o pequeno cooperativismo à margem do processo dos mercados, fortalecer a alimentação escolar com alimentos provenientes da agricultura familiar e programas sociais de atenção às pessoas vulneráveis com restaurantes populares e cozinhas comunitárias. O conjunto do governo precisa entender esses desafios de tal forma a entregar para a sociedade aquilo que nos comprometemos”, afirmou Ortigara.

Fundamental - O vice-governador Darci Piana salientou que o agronegócio é fundamental para a economia paranaense. “Temos muita capacidade produtiva. Também alguns pequenos gargalos como a eliminação da vacinação para que o Estado possa ser livre para ampliar o mercado externo, ganhar preço nos produtos”, afirmou.

Governador em viagem - O governador Carlos Massa Ratinho Junior não participou da reunião porque foi convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para a recepção ao presidente paraguaio Mário Abdo Benítez. Na reunião bilateral, o Paraná recebeu a gestão da construção da segunda ponte de Foz do Iguaçu. Os recursos da Itaipu Binacional vão tirar o trânsito pesado de caminhões da Ponte Internacional da Amizade.

Presenças - Além dos secretários, diretores de autarquias, fundações e empresas públicas, participaram da reunião os deputados Hussein Bakri (líder do governo), Goura e Emerson Bacil; e Rubens Bueno II, chefe do escritório de representação do Paraná em Brasília.

Tecnologia - O secretário de Agricultura e Abastecimento também destacou na reunião que o setor está aberto para parcerias e investimentos que fomentem o desenvolvimento tecnológico do campo e das indústrias que processam proteína. Essa pauta, ele lembrou, motivou a viagem do governador Carlos Massa Ratinho Junior aos Estados Unidos, em fevereiro, e vai permitir a instalação de um escritório do Paraná no Vale do Silício para facilitar as trocas tecnológicas.

Força - “Cerca de 3/4 da força do agronegócio é explicado por tecnologia. A força bruta é pouco relevante. Felizmente os processos de produção melhoraram com as máquinas e equipamentos. Esse conjunto permitiu avanços importantes na produção de solo, reposição de fertilidade, cobertura, plantio direto, sementes com mais potencial, correção de acidez. O que é preciso é continuar inovando”, destacou Ortigara.

Eficiência - Segundo o secretário, as tecnologias que reduzam a penosidade do trabalho e aumentem a eficiência devem invariavelmente chegar a todos os produtores do Paraná. “Essa introdução tecnológica está acontecendo numa velocidade maior do que a própria indústria brasileira. A indústria está um pouco mais lenta na introdução do conceito de automação, da indústria 4.0. A agricultura tem muitas iniciativas como sensores, drones, internet das coisas, daqui a pouco algoritmo definindo a produção. O mundo inteiro se debruça na invenção de novas formas.”

Modal ferroviário - Na questão da infraestrutura, Ortigara destacou que o Paraná quer fortalecer o modal ferroviário para competir em preço com os mercados americano e argentino, principais concorrentes dos produtos locais. “Gastamos 2,5 ou 3 vezes mais do gasta um americano ou argentino para uma saca de soja chegar no porão do navio. A infraestrutura é fundamental para a continuidade do sucesso do agronegócio. Se queremos ter um agro que continue gerando emprego, riquezas, que seja competente, competitivo no mundo, precisamos resolver alguns dos pontos do sistema de transporte”, acrescentou.

Novo ciclo - Na visão do secretário, o Paraná promete um novo ciclo de sucesso nessa área com a nova concessão do Anel de Integração, tocada pela União, além de duplicações e terceiras pistas em pontos importantes como a PR-092, PR-323 e PR-280. “Argentinos e americanos usam muito a água e o trem. Temos que continuar aperfeiçoando os portos, destravando nossos portos para escoar de forma mais barata”, concluiu. (Agência de Notícias do Paraná)

 

AGROPECUÁRIA II: Economia e Agricultura criam grupo de trabalho para Plano Safra

agropecuaria II 13 03 2019A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou nesta terça-feira (12/03) a criação de um grupo de trabalho conjunto com o Ministério da Economia para trabalhar o Plano Safra 2019/2020.

Anúncio - A expectativa é que o novo plano seja anunciado o mais depressa possível. “Eu gostaria que isso fosse o mais breve possível para trazer mais tranquilidade para o setor, que anda preocupado”, disse a minisra, em entrevista a jornalistas, durante o evento Anufood Brazil, em São Paulo.

Liberação - Segundo Tereza Cristina, o crédito agrícola do antigo plano já acabou, mas o governo liberou um novo teto, de R$ 6 bilhões, destinado a despesas de pré-custeio e custeio.

Carne bovina - Na entrevista, a ministra disse ainda que tem boa expectativa quanto à reabertura do mercado norte-americano à compra de carne bovina in natura do Brasil. “Esperamos que os Estados Unidos voltem a importar”, disse Tereza Cristina. “Já concluímos tudo o que nos foi pedido e estamos prontos para fazer essas exportações”, a ministra, sem comentar as contrapartidas a serem oferecidas. Os Estados Unidos suspenderam os embarques da carne bovina in natura do país em 2017.

Comitiva - A ministra da Agricultura integrará a comitiva do presidente Jair Bolsonaro na viagem da próxima semana aos Estados Unidos. Nessa visita, destacou a ministra, dois dos temas que serão tratados com o governo norte-americano serão o etanol e o açúcar, além das carnes suína e bovina in natura.

Anufood - A Anufood Brazil é uma versão da Anuga, maior feira de alimentos do mundo. O evento, que vai de hoje até quinta-feira (14/03) na São Paulo Expo, reúne mais de 150 expositores, que apresentam as novidades na área de alimentos, bebidas e equipamentos. Estão previstas também rodadas internacionais de negócios. A expectativa é reunir 30 compradores locais e de vários países. (Agência Brasil)

 

MERCADO: Peste suína na China impulsiona preços e vendas da carne do Brasil

mercado 13 03 2019O surto de peste suína africana na China deixou de ser apenas um fator de especulação sobre o comércio mundial de carnes. O Ano Novo Chinês, em fevereiro, marcou um ponto de inflexão no humor — e nas vendas, é claro — da indústria de carne suína do Brasil. A expectativa de executivos do segmento é que os embarques do produto para o país asiático ganhem envergadura nos próximos meses.

Mudança total - “Houve uma mudança total de demanda e preço. É o momento de o país compensar as perdas dos últimos anos”, afirmou ao Valor um alto executivo de uma das principais agroindústrias processadoras de suínos do país. De fato, o resultado setorial do ano passado foi desastroso devido à sobreoferta de carne suína no país — em grande parte provocada pelo embargo da Rússia — e dos preços altos da ração animal. A margem bruta da produção de carne suína no sistema de integração ficou negativa em 14%, de acordo com a consultoria MB Agro.

Preço - De acordo com um executivo de um grande exportador, o preço do pernil suíno vendido pelo Brasil à China passou de US$ 2 mil por tonelada, no ano passado, para US$ 3 mil nos contratos fechados recentemente, com embarque nos portos brasileiros a partir de abril.

Volume - Pelos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), porém, ainda não é possível confirmar um forte aumento do volume comercializado, mas apenas dos preços (ver arte ao lado). Na visão do analista César Castro Alves, da MB Agro, o primeiro impacto do surto de peste suína na China, que começou em agosto, foi negativo para os preços. Os produtores locais correram para liquidar o plantel ainda saudável, o que elevou a oferta de carne suína momentaneamente.

Redução da oferta - Nas últimas semanas, porém, os sinais de redução da oferta chinesa são cada vez maiores, o que casa com a mudança de humor na indústria de carne suína do Brasil. Na bolsa de Chicago, os contratos futuros de suíno magro subiram mais de 16% nos últimos 11 pregões, de acordo com a agência Dow Jones Newswires. Corroborando o cenário, o Ministério da Agricultura da China informou no mês passado que a oferta de carne suína no país caiu 12,6% em janeiro, na comparação anual. Nesse cenário, algumas indústrias de ração na China vêm reportando queda de mais de 20% nas vendas, conforme relatos da agência Agricensus.

Improvável - Na avaliação do vice-presidente de mercado da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, os chineses caminham para cumprir um papel que, há poucos anos, seria improvável.

Recuperação da rentabilidade - Pequim deve substituir a Rússia não só em importância no volume de vendas, mas também em preços, o que é fundamental para a recuperação da rentabilidade do segmento, que ainda está negativa em 6%, conforme o indicador da MB Agro.

Parcela - Até 2017, os russos representavam cerca de 40% do volume de carne suína exportada pelo Brasil e 50% da receita cambial. No setor, a dependência da Rússia — um país de comércio instável, dado a rompantes protecionistas —, sempre foi vista como uma grande fragilidade da suinocultura.

Embargo - Conforme Santin, a crise gerada pelo embargo da Rússia à carne suína brasileira — Moscou proibiu a importação do produto nacional em dezembro de 2017 — já vinha sendo amenizada pela demanda chinesa, que estava aquecida mesmo antes do surto de peste suína africana. Mas os preços estavam mais baixos.

Alta - Com o agravamento da peste suína no país asiático, o preço médio da carne suína exportada para a China está se aproximando do preço pago pela Rússia — Moscou retirou o embargo ao produto brasileiro no fim do ano passado. De acordo com dados compilados pela ABPA, o preço médio da carne suína exportada para a China passou de US$ 1.726 por tonelada, em setembro do ano passado, para US$ 2.053 por tonelada em dezembro. Trata-se de uma alta de quase 20%.

Movimento - O movimento de valorização deve continuar. Segundo o dirigente da ABPA, novos contratos de exportação para a China estão sendo fechados a valores próximos de US$ 2,5 mil por tonelada, enquanto as vendas aos russos saem por cerca de US$ 2,6 mil por tonelada. Esses valores devem aparecer nas estatísticas no segundo trimestre, quando os embarques forem realizados pelos nove abatedouros que estão autorizados a vender à China.

Liderança - Com firme demanda, a China assumiu, pela primeira vez, a liderança do ranking dos maiores compradores da carne suína do Brasil. No primeiro bimestre, as exportações diretas de carne suína do Brasil para a China somaram 20,5 mil toneladas, segundo dados preliminares compilados pala ABPA. Hong Kong foi o segundo maior destino, com 20 mil toneladas. A Rússia ficou na terceira posição, comprando 11 mil toneladas no período, de acordo com Santin.

Impacto positivo - O impacto positivo não beneficia só frigoríficos de carne suína. Conforme a ABPA, a China se tornou, pela primeira vez, o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil. O país desbancou em fevereiro a Arábia Saudita, que vem tomando medidas para proteger a indústria local e, no fim de janeiro, suspendeu a importação de diversos abatedouros de frango do Brasil. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA I: Paraná fará a gestão da obra da segunda ponte entre Brasil e Paraguai

infraestrutura I 13 03 2019O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (12/03) que o Paraná vai fazer a gestão das obras de construção da segunda ponte entre Brasil e Paraguai, que será construída em Foz do Iguaçu. O anúncio foi feito após encontro com os presidentes Jair Bolsonaro e Mario Abdo Benítez, em Brasília.

Acordo - Segundo Ratinho Junior, os dois países fecharam um acordo para a realização da obra que irá desafogar o tráfego pesado que hoje utiliza a Ponte da Amizade para cruzar a fronteira. “O governo federal está delegando ao Paraná a gestão da obra”, afirmou o governador, ressaltando que a decisão foi dos dois presidentes, após pedido de delegação feito pelo Estado.

Oportunidade - “Depois de 53 anos, o Paraná vai ter a oportunidade de fazer a gestão dessa obra tão importante para o Estado e para o País, que é a segunda ponte ligando Brasil e Paraguai. Obra que vai integrar ainda mais os dois países e alavancar a nossa economia”, destacou o governador Ratinho Junior.

Parceria - “A decisão confirma a boa parceria entre o Paraná e o governo federal”, afirmou o secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, que acompanhou o governador no encontro na capital federal. A reunião também teve a participação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Projeto - O projeto da segunda ponte deverá ser construída sobre o rio Paraná na região do bairro Porto Meira, em Foz do Iguaçu. No lado paraguaio, a obra vai alcançar o município de Presidente Franco, vizinho a Cidade de Leste, onde está a Ponte Internacional da Amizade. Com a obra, todo o transporte de cargas será feito pela nova passagem, e a atual vai atender somente turistas e passageiros.

Ponte da Amizade - A Ponte da Amizade, construída em 1965, é o principal corredor logístico entre Brasil e Paraguai e está sobrecarregada. Além das pessoas que circulam entre Foz e Cidade de Leste, ela também concentra o trânsito de caminhões. Com a nova ligação, ficará exclusiva para veículos leves e ônibus de turismo.

Ligação - Além disso, a segunda ponte permitirá a ligação entre a Rodovia das Cataratas e a BR-277 pela Perimetral Leste, por onde também trafegarão os veículos pesados que circulam entre Brasil e Argentina.

Outra ponte - Além de Foz, está prevista outra ponte ligando o município de Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai, sobre o rio Paraguai. A previsão é de que as obras durem cerca de três anos. Há uma negociação entre os dois governos para que as obras sejam custeadas pela Itaipu Binacional. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA II: MP de Contas entra com medida cautelar para suspender leilão da Ferrovia Norte-Sul

infraestrutura II 13 03 2019O Ministério Público de Contas entrou com um pedido de medida cautelar para suspender o leilão da Ferrovia Norte-Sul, marcado para acontecer no próximo dia 28. No entendimento do procurador do MP de Contas, Júlio Marcelo de Oliveira, o edital apresentado pelo governo estaria direcionado para atender os interesses de concessionárias que já atuam em outros trechos ferroviários, as empresas Rumo e VLI. As empresas e o governo negam qualquer tipo de favorecimento.

Modelo centralizado - Oliveira também questiona o modelo centralizado de operação previsto para a ferrovia e a ausência de estudos sobre o transporte de passageiros para o trecho. O pedido de medida cautelar foi protocolado na noite de segunda-feira, 11, no gabinete do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes. Ele já é relator de um recurso que trata da reavaliação do edital.

Lance mínimo - O trecho da ferrovia que será licitado tem lance mínimo de R$ 1,3 bilhão. O empreendimento já recebeu investimentos públicos de R$ 16 bilhões. Principal projeto da agenda de infraestrutura do governo Bolsonaro, a ferrovia corta o eixo central do Brasil, com 1.537 quilômetros de extensão entre Porto Nacional (TO) e Estrela D'Oeste (SP). Sua concessão seria a primeira do setor ferroviário nos últimos 12 anos.

Consulta - Pelo regimento, Augusto Nardes poderia acatar o pedido de medida cautelar sem consultar o plenário. As regras preveem prazo de 15 dias para que o governo e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) prestarem esclarecimentos. Na prática, isso comprometeria a realização do leilão.

Disputa - Na semana passada, a estatal russa RZD, uma das maiores companhias ferroviárias do mundo, sinalizou que pode não entrar na disputa devido às regras do edital. Nesta semana, representantes russos se reuniram com a cúpula do governo para falar sobre o leilão. Nada está decidido.

Recomendação - Duas semanas atrás, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Ministério da Infraestrutura e à ANTT que suspenda a licitação, para que justifique a escolha do "modelo vertical" de concessão, em que apenas uma empresa controla o trecho. O MPF também questionou o fato de o edital não prever transporte de passageiros. A Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (Ferrofrente) também entrou com uma ação popular na Justiça para tentar impedir o leilão, sob a justificativa que o edital privilegia empresas que já atuam no setor.

Consequência natural - O governo tem reafirmado que não há nenhuma irregularidade no edital, que o interesse das atuais concessionárias é consequência natural de suas atuações no setor e que este não traz qualquer privilégio ou direcionamento. O leilão, até o momento, está mantido para o dia 28 de março. (O Estado de S.Paulo)

 

CÂMARA: Maia prevê votação da reforma da Previdência na CCJ em 27 ou 28 de março

camara 13 03 2019O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nesta terça-feira (12/03) que considera inócua a decisão dos líderes partidários de frear a análise da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) até que o governo envie proposta alterando o sistema de previdência dos militares.

Prazos regimentais - Na prática, segundo Maia, considerando-se os prazos regimentais mínimos, a votação da admissibilidade da proposta que altera o regime previdenciário de trabalhadores civis, dos setores público e privado (PEC 6/19), só poderá ser concluída na CCJ nos dias 27 ou 28 de março, bem depois da data final anunciada pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, para a entrega à Câmara do projeto dos militares: 20 de março.

Trâmite - “Vai mandar [o projeto dos militares] no dia 20. Nós estamos no dia 12. Nesta quarta-feira instala [a CCJ] e já começa a contar prazo. Na próxima semana, a partir de quinta-feira, já pode apresentar relatório, mas não tem reunião da CCJ. Então só pode apresentar relatório na outra terça-feira. Podemos ter duas sessões para vista. Ou seja, estaria pronta para votar daqui a duas semanas, muito depois do dia 20. Então, essa decisão é meio inócua. Infelizmente ou felizmente, o Regimento Interno só permite que seja votado lá para o dia 27, 28 de março”, explicou Maia. (Agência Câmara)

 

IBGE: Produção industrial recua 0,8% de dezembro para janeiro

ibge 13 03 2019A produção industrial nacional caiu 0,8% na passagem de dezembro de 2018 para janeiro deste ano. Essa é a maior queda desde setembro do ano passado (-1,9%) e veio depois de uma alta em dezembro (0,2%), segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (13/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Queda - A queda chegou a 2,6% na comparação com janeiro de 2018. Na média móvel trimestral, a queda é 0,2%. No acumulado de 12 meses, a indústria acumula crescimento de 0,5%.

Passagem - Na passagem de dezembro para janeiro, a indústria recuou em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (-3%).

Itens intermediários - Também tiveram queda os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (-0,1%), e os bens de consumo semi e não duráveis (-0,4%). Por outro lado, os bens de consumo duráveis tiveram alta de 0,5%.

Atividades - Treze das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção de dezembro para janeiro, com destaque para produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,3%), indústrias extrativas (-1%) e máquinas e equipamentos (-2,9%).

Alta - Treze atividades tiveram alta, sendo os principais crescimentos registrados nos segmentos de produtos alimentícios (1,5%), bebidas (6,1%) e outros produtos químicos (3,6%). (Agência Brasil)

 

ANS: Inscrições abertas para o Fórum sobre Qualidade da Atenção na Saúde Suplementar

ans 13 03 2019A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promove, no dia 20 de março, o Fórum ANS sobre Qualidade da Atenção na Saúde Suplementar. O evento acontece das 9h30 às 18h30, no auditório da Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, e é destinado a operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços.

Assuntos - O Fórum vai abordar os seguintes assuntos: modelos de remuneração baseados em valor na saúde suplementar; programas de indução da qualidade (projetos Parto Adequado, Atenção Primária em Saúde e Idoso Bem Cuidado); e rede de atenção oncológica na saúde suplementar (Projeto OncoRede). Clique aqui para participar e fazer a inscrição. As vagas são limitadas.

Transmissão - A reunião também será transmitida via Periscope. Os interessados em participar pela internet devem acessar o site https://www.periscope.tv/ e procurar o perfil ANS reguladora ou seguir o perfil da ANS no Twitter: @ANS_reguladora.

Programação preliminar - Clique aqui e confira a programação preliminar do evento. (ANS)

SERVIÇO

Fórum ANS sobre Qualidade da Atenção na Saúde Suplementar

Data: 20/03 – quarta-feira

Horário: 9h30 às 18h30

Local: Auditório da Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

Endereço: Avenida General Justo, 307/9º andar – Castelo – Rio de Janeiro – RJ

 

SAÚDE: Secretaria reforça papel da população no combate à dengue

saude 13 03 2019Em uma semana, os casos de dengue confirmados no Paraná passaram de 798 para 962. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, lembra que o Governo do Estado, junto com os municípios, vem intensificando os trabalhos de combate ao mosquito transmissor da doença. “No entanto, reafirmamos a importância do envolvimento da população nesse trabalho”, enfatiza o secretário.

Autóctones - Os casos autóctones (contaminação no próprio município) aumentaram de 740 para 896 e os importados passaram de 58 para 66.

Alerta - Seis municípios paranaenses estão em alerta de epidemia, quatro a mais que na última semana epidemiológica - Itambé, Moreira Sales, Rancho Alegre, Santa Mariana, Nova Londrina e Capanema.

Apoio - “A Secretaria da Saúde está atenta e apoiando os municípios nas ações de combate ao Aedes Aegypti. Ainda temos um período de transmissão que deve seguir até maio, exigindo muito cuidado por parte da população”, explica a médica veterinária Ivana Belmonte, da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde.

Primeiros casos - Cinco municípios apresentaram nesta semana seus primeiros casos autóctones de dengue, o que confirma a circulação local do vírus - Catanduvas, Cruzeiro do Sul, Nova Londrina, Santo Antonio do Caiuá e São João do Caiuá.

Cuidados - A população deve limpar os quintais todas as semanas, para evitar acúmulo de lixo que possa juntar água. Vasos de plantas também podem conter ovos ou larvas de mosquitos.

Criadouros - Os criadouros estão em qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja, até em tampinhas de garrafa. Mas são encontrados com maior frequência em lixo, como resíduos plásticos, espalhados pelas ruas. É preciso atuar ativamente mantendo quintais limpos, sem acúmulo de lixo, pneus, garrafas, por exemplo; calhas, marquises e ralos.

Areia - Os pratos das plantas podem ser completados com areia grossa até as bordas ou ser lavados com água, bucha e sabão todas as semanas, para eliminar ovos do mosquito. Locais de armazenamento de água devem ser mantidos com tampas. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ENTREVISTA: Proposta de mudar pacto federativo é palavreado vazio

entrevista 13 03 2019Para o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman, a articulação do governo para revisar o pacto federativo, acabando com despesas obrigatórias e vinculações orçamentárias e dando mais poder aos políticos sobre o orçamento, conforme dito pelo ministro Paulo Guedes ao Estado, não deve passar. Como mais de 80% das receitas líquidas vão para a Previdência, eliminar as vinculações ajudaria pouco. A seguir, trechos da entrevista.

Os primeiros meses do novo governo foram de desencontros, polêmicas e até de troca de ministro. Mas como ele está lidando com a economia até agora?

Na economia, eles começaram com uma boa proposta de reforma da Previdência, que era o que se esperava. A principal ressalva é que a proposta de capitalização está mal colocada e não deve progredir como está.

A proposta é eficaz?

Sim, ela ajuda a conter o desequilíbrio fiscal e torna a Previdência menos regressiva do que é hoje. A economia que pode acontecer com a aprovação da reforma viria mais dos estratos mais ricos do que dos mais pobres. O impacto maior recairia sobre quem se aposenta pelo INSS por tempo de contribuição, que costumam ser os estratos mais ricos. Eu presumo que haverá uma outra reforma para os militares. Quando o governo mostrou todas as tabelas da proposta, os militares estavam incluídos.

A aprovação é um processo que demanda habilidade política e negociação. Há espaço para que a reforma seja desidratada?

Eu não vejo margem para que possa ser desidratada. Tem um número mágico divulgado no mercado, de que a reforma deve ter uma taxa de desidratação de 40% e resultar em um ganho fiscal de R$ 700 bilhões em dez anos. Não sei de onde vem esse número, mas me parece uma baboseira. Na melhor das hipóteses, essa reforma, como está hoje, mantém o gasto previdenciário em linha com o crescimento do PIB. Se sair menor, o gasto com a Previdência vai crescer tanto que, basicamente, vai expulsar outras questões do orçamento.

O ministro Paulo Guedes falou da revisão dos termos do pacto federativo e que essa medida poderia ajudar a aprovar a Previdência. A revisão faz sentido?

Para mim, é palavreado vazio, até que o ministro diga concretamente a tradução disso em termos de medidas econômicas. Primeiro, acho que essa medida não passaria. Em segundo lugar, hoje, mais de 80% das receitas líquidas do governo vão para a Previdência, gastos com pessoal, BPC e abono. Assim, eliminar vinculações ajudaria pouco. Em terceiro lugar, muitas vezes, os ministérios nem conseguem gastar os recursos vinculados – paradoxalmente, as vinculações acabam até ajudando nos resultados primários. O problema maior não vem das vinculações, mas do peso da Previdência e dos gastos com pessoal.

Quais são os passos seguintes?

Fazer mais reformas. O governo precisa repensar seus gastos. E também é preciso resolver a situação dos Estados quebrados. Os governadores hoje precisam mais do governo federal para resolver suas contas do que o contrário. Eles deveriam sentar para conversar sem pedir nada em troca.

O governo deve mexer nas desonerações dadas no passado?

Eu espero que sim, porque tem muita coisa errada que foi feita. As desonerações não são solução para o longo prazo e trouxeram distorções que já não faziam sentido antes.

No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do País repetiu o resultado do ano anterior, de 1,1%. 2019 deve ser melhor?

Acredito que sim, estou projetando um crescimento de 1,5% a 2% para o PIB deste ano. Só que para chegar aos 2%, o País precisaria crescer em um ritmo forte em cada um dos trimestres e não parece que isso esteja acontecendo.

A publicação na conta do Twitter do presidente de um vídeo considerado obsceno ventilou a possibilidade de um novo impeachment. Qual seria o impacto para a economia de um segundo impeachment em três anos?

O terceiro, em cinco presidentes eleitos? Desconfio que o mercado aplaudiria de pé a troca (pelo vice, Hamilton Mourão), a elevação do adulto na sala à Presidência. Já eu, por menos que goste do presidente, acredito que seria um atestado de imaturidade institucional. Pode até melhorar a chance de aprovação da Previdência, mas sugere que o País tem graves problemas de estabilidade política. Na prática, seria como se o Brasil tivesse se tornado parlamentarista, sem as benesses desse tipo de regime.

O desemprego, que fechou janeiro em 12%, é um dos assuntos que mais preocupam os brasileiros. Ele deve diminuir este ano?

Se o País crescer entre 1,5% e 2% este ano, o desemprego vai cair um pouco, mas não vai ser nenhuma queda dramática. Se voltar a 11%, já é para soltar fogos de artifício. A reforma trabalhista do governo Temer, que teve o efeito de reduzir o risco do emprego informal, do ponto de vista do trabalhador. O ministro Paulo Guedes falou sobre a criação de uma carteira de trabalho ‘verde e amarela’, com menos encargos para facilitar contratações, mas permitir esse modelo não vai fazer a migração da maior parte dos empregos.

O governo anterior tinha acabado com a obrigatoriedade do imposto sindical, o novo fala de permitir a concorrência de sindicatos da mesma categoria em uma mesma base. São boas mudanças?

Parecem pontos positivos. Este é o País com um sindicato dos trabalhadores de sindicatos. Muitos deles só existiam para arrecadar o imposto obrigatório e há essas figuras que se eternizam nas direções sindicais. Acredito que ter um regime sindical diferente é bem-vindo. E aumentar a competição é algo sempre positivo. (O Estado de S.Paulo)

 


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