Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4532 | 12 de Março de 2019

AGO: Sistema Ocepar vai reunir cooperativas em Assembleia Geral no dia 1º de abril

sistema ocepar 12 03 2019O Sistema Ocepar promove, no dia 1º de abril, a partir das 14h, em Curitiba, a sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), com a participação de representantes das cooperativas registradas na entidade. Na oportunidade, será realizada a prestação de contas referente ao exercício de 2018 da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) e Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). Haverá ainda a apresentação do plano de trabalho para 2019.

Eleição – Também faz parte da pauta a eleição da diretoria da Ocepar para a gestão 2019/2023, a indicação do presidente executivo pela diretoria e a homologação do nome. Haverá ainda a composição e posse dos Conselhos Administrativo e Fiscal do Sescoop/PR.

Números – O Sistema Ocepar possui 216 cooperativas registradas, que atuam em dez diferentes ramos (agropecuário, crédito, saúde, infraestrutura, trabalho, educacional, consumo, habitacional, transporte e turismo e lazer). Juntas, elas alcançaram faturamento de R$ 83,5 bilhões no ano passado, o que representa um crescimento de 18,77 % em relação a 2017. O setor abrange 1,8 milhão de cooperados, gera mais de 96 mil empregos diretos e somou US 3,9 bilhões em exportações em 2018. Também responde por cerca de 60% da produção agropecuária paranaense.

 

COOPERATIVISMO: Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão reconhece as melhores práticas das cooperativas

premio 12 03 2019Estão abertas, até o dia 30 de abril, as inscrições ao Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão, edição 2019. Podem participar cooperativas singulares, centrais ou federações registradas e regularizadas com o Sistema OCB. Uma das novidades deste ano é a divisão em duas categorias: “Reguladas pelo Banco Central do Brasil (BC) e Agência Nacional de Saúde (ANS)” e “Não enquadradas no item anterior”.

Gratuita - A inscrição é gratuita e basta responder os Diagnósticos de Governança e Gestão do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas do Sistema OCB (PDGC). Se a cooperativa ainda não faz parte do programa, é preciso escolher entre as categorias e indicar o seu nível de maturidade. Depois de preencher os instrumentos de Autoavaliação, é necessário confirmar a inscrição respondendo à pergunta que será gerada após o relatório.

Avaliação - Cada cooperativa é avaliada de acordo com a sua categoria e nível de maturidade selecionado. Aquelas que alcançarem a pontuação definida pela banca julgadora serão reconhecidas nas faixas em que se enquadrarem, dentro da categoria e nível de maturidade escolhidos no momento da inscrição. As faixas de reconhecimento em cada nível de maturidade são: Ouro, Prata e Bronze. Além disso, entre as reconhecidas, a cooperativa com as melhores práticas de Governança será eleita Destaque Governança Cooperativista.

O Prêmio - O Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão é realizado desde 2013 pelo Sistema OCB, a cada dois anos. É o reconhecimento em âmbito nacional das cooperativas que mais promovem o aumento da qualidade e da competitividade do modelo de negócio cooperativista. O objetivo é conhecer as cooperativas que estão avançando por meio da adoção e desenvolvimento de boas práticas de identidade cooperativista, governança e gestão, identificadas nas ferramentas de diagnóstico Sescoop. Saiba mais acessando: http://excelencia.premiosomoscoop.coop.br/.

Paraná - Inspirado no PDGC, o Paraná lançou, em 2016, o Programa de Excelência da Gestão do Cooperativismo Paranaense. “O objetivo principal dessa iniciativa é promover a evolução das práticas de gestão e de governança, que constituem a base de programas de melhoria contínua, ampliando, assim, sua competitividade, maximizando seus resultados e transformando os modelos de negócios das cooperativas cada vez mais eficientes”, afirma o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Alfredo Benedito Kugeratski Souza. O Programa conta atualmente com a adesão de 38 cooperativas do Paraná. De acordo com ele, a participação no Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão é importante especialmente porque valoriza e reconhece o trabalho que as cooperativas estão realizando nesta área. “É a consequência do empenho delas em melhorar cada vez mais a sua gestão”, acrescenta.

Mais informações - As cooperativas do Paraná interessadas em obter mais informações sobre o Prêmio e sobre o Programa de Excelência da Gestão do Cooperativismo Paranaense podem entrar em contato com Alfredo (alfredo.souza@sistemaocepar.coop.br / 41 3200 1144) ou Rodrigo Gandara Donini (rodrigo.donini@sistemaocepar.coop.br / 41 32001139).

 

 

TRIGO: Preços mínimos são reajustados em 12,16%

trigo 12 03 2019Os preços mínimos do trigo sofreram variação de 12,16%. Os novos valores foram publicados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na edição desta terça-feira (12/03) do Diário Oficial da União (DOU), por meio da Portaria nº 31. No documento, há uma tabela com os preços divididos por região (Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Bahia), tipo (1,2 e 3) e categoria (básico, doméstico, pão e melhorador). Por exemplo, o trigo tipo 1, melhorador, para os estados do Sul, ficou em R$ 42,49 a saca de 60kg. Antes era R$ 37,88. O reajuste foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no dia 27 de fevereiro. Os valores para o trigo valem para o período de julho de 2019 a junho de 2020.

Outros – Também foram reajustados os preços mínimos do café e da laranja. Os produtos fazem parte da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) para a safra 2019/2020. Os valores servem como balizadores nas linhas de financiamento para comercialização, o que é importante para os produtores, cooperativas e indústrias com o objetivo de melhorar o fluxo comercial da cadeia produtiva desses produtos e nas operações da PGPM (aquisições e equalizações de preços).

Clique aqui para conferir na íntegra a Portaria nº 31

 

UNIMED: Mil especialistas serão formados em Atenção Primária à Saúde

unimed 12 03 2019Defendida por especialistas como um dos caminhos para a sustentabilidade da saúde no Brasil, a inserção da Atenção Primária à Saúde (APS) no modelo assistencial encara ainda a escassez de especialistas na área. Tendo em vista esse cenário, a Unimed do Brasil, em parceria com a Faculdade Unimed e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), vai capacitar mil profissionais em APS até 2021.

Curso de aperfeiçoamento- Para isso, lança um curso de aperfeiçoamento para a área, voltado a médicos cooperados (especialistas em Medicina da Família e Comunidade, Clínica Médica, Pediatria, Geriatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Preventiva e Social), enfermeiros e gestores de APS ligados às cooperativas do Sistema Unimed. O curso acontece na modalidade de ensino a distância (EAD), e conta com 10 módulos teóricos e um módulo prático.

Meta prioritária - “Comprometido com a saúde e bem-estar das pessoas e com a sustentabilidade da saúde em geral no País, o Sistema Unimed definiu a expansão da Atenção Integral à Saúde como meta prioritária e este curso chega para suprir a carência de profissionais qualificados na área. Trata-se de um curso inédito, com desafios que respeitam a singularidade do Sistema Unimed, presente em 84% do território nacional e com protagonismo reconhecido dentro da saúde suplementar”, ressalta Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil.

Reformulação - A Unimed defende que o modelo de assistência à saúde precisa ser reformulado e considera fundamental o investimento dos setores público e privado na medicina preventiva e em ações integradas que beneficiem a qualidade de vida e a gestão da saúde, trazendo o paciente para o centro do cuidado assistencial.

Comitê específico - Com o objetivo de difundir a Atenção Integral à Saúde em todo o Sistema, a Unimed do Brasil instituiu em 2011 um comitê específico para incentivar e auxiliar as operadoras da marca nas ações que preconizem a Atenção Primária, integrando prevenção, vigilância, prestação de assistência e reabilitação. Esta iniciativa já trouxe resultados para mais de 200 mil pacientes participantes dos programas adotados em 70 Unimeds nos últimos anos.

Diálogo - Segundo Orestes Pullin, devido sua relevância, a Unimed trabalha para que a APS seja difundida não apenas entre suas cooperativas, mas em todo o setor da saúde. “A Unimed do Brasil mantém aberto o diálogo com o Ministério da Saúde, Governos, Prefeituras e demais entidades representativas para o compartilhamento de experiências e contribuição na difusão da Atenção Primária também para a saúde pública”, afirma o dirigente.

Sobre a Unimed - A Unimed, maior sistema cooperativo de saúde do mundo, possui 52 anos de atuação no mercado de saúde suplementar. A marca nasceu com a fundação da Unimed Santos (SP), em 1967, e hoje é composta por 345 cooperativas médicas, com assistência para cerca de 18 milhões de beneficiários em todo país. Entusiasta do movimento SomosCoop, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Unimed conta com mais de 115 mil médicos, 119 hospitais próprios e 2.506 hospitais credenciados, além de pronto-atendimentos, laboratórios e ambulâncias para garantir a qualidade da assistência médica, hospitalar e de diagnóstico complementar prestada aos beneficiários das cooperativas. (Unimed / Informe OCB)

 

ECOPERATIVA: Cooperativas ganham desconto de 20% nas inscrições para a Smart City Expo Curitiba

ecoperativa 12 03 2019Os organizadores do Smart City Expo Curitiba 2019, que ocorrerá nos dias 21 e 22 de março, em Curitiba, estão concedendo uma bonificação de 20% para as inscrições ao evento, efetuadas utilizando o código ECOP20 disponibilizado para a Cooperativa de Energia Paraná 1 e que poderá ser utilizado pelas demais cooperativas interessadas em participar, por meio do link https://hubox.online/clientes/smartcity/email/mar%C3%A7o/C%C3%B3digo_de_Desconto/index-ecoperativa.html. O Smart City é a versão brasileira do maior evento sobre cidades inteligentes do mundo. Saiba mais sobre no site https://www.smartcityexpocuritiba.com/.

Palestrantes - O presidente da  Cooperativa de Energia Paraná 1, Paulo Cezar Rabelo, e o responsável técnico e idealizador do projeto da Cooperativa de Energia Paraná 1, Julio Cesar Giovannetti Netto, serão palestrantes da Smart City Expo Curitiba. Eles vão tratar do tema “Cooperativas de energia dentro do conceito smart cities”.

Ecoperativa - A Ecoperativa é um sistema formado por cooperativas que atuam na geração e distribuição de energia proveniente de fontes renováveis aos seus cooperados. A Cooperativa de Energia Paraná 1 (CEPR1) foi a primeira a ser criada a partir do projeto da Ecoperativa. Localizada em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, ela atende residências ou comércios ligados a concessionária Copel. Conta com uma usina com uma potência de 1MWp. Um Mega Watt Pico, são equivalentes à utilização de energia de 3.250 casas, com consumo médio de 200 kWh/mês. A fonte energética utilizada é de resíduos de madeira urbana.

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Curso de informática é retomado em dez municípios

O programa Centro de Informática da Sicredi União PR/SP retomou nesta segunda-feira (11/06) as aulas do curso gratuito de informática básica. Este ano, a iniciativa conta com dez municípios participantes, sendo oito do Paraná (Alto Paraná, Cafeara, Paranavaí, Nova Esperança, Floraí, Terra Boa, Sabáudia e São Lourenço - distrito de Cianorte) e dois de São Paulo (Leme e Mogi Guaçu). Cerca de 438 pessoas, entre associados e familiares, compõem as turmas.

Duração - A capacitação tem duração de quatro meses e, neste primeiro semestre, será realizada de março até o fim de junho, com duas aulas por semana. Por atender todas as faixas etárias - desde crianças a partir de oito anos até a terceira idade - as turmas são organizadas de acordo com o perfil dos alunos para facilitar o processo de aprendizagem.

Principais programas - Nas aulas, os participantes aprendem a utilizar os principais programas do pacote Office, como Word, Excel e Power Point, e a navegar na internet. Os alunos também aprendem digitação, formatação de documentos e a acessar as operações online da instituição financeira cooperativa.

Expectativa - Para 2019, a expectativa é que mais municípios do Paraná e de São Paulo implantem o programa, que é realizado com o auxílio de empresas ou entidades parceiras. Para isso, a Sicredi União PR/SP disponibiliza equipamentos e instrutores, já os parceiros providenciam o local para a realização do curso.

Certificados - O programa foi lançado em 2013 e, desde então, já formou mais de 900 alunos. Somente no ano passado foram entregues quase 300 certificados. O objetivo da Sicredi União PR/SP, com a iniciativa, é levar conhecimento a quem não tem acesso, promovendo a inclusão digital e, por consequência, facilitando o dia a dia das pessoas.

Parceiros - Atualmente, os parceiros do programa são: Rotary Club de Terra Boa, Associação das Senhoras de Rotarianos de Paranavaí, Amafil Alimentos de São Lourenço, Associação Ninho da Águia de Nova Esperança, Associação Comercial e Industrial de Alto Paraná (Aciap), Prefeitura Municipal e Secretaria de Assistência Social de Cafeara, Associação Mundo Melhor de Mogi Guaçu, Casa da Criança de Leme, e Prefeitura Municipal de Sabáudia. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SAFRA 2019/20: Paraná quer mais recursos e queda de juros no novo Plano Agrícola

safra 12 03 2019A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento enviou documento ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que propõe aumento na concessão de crédito para o agronegócio, redução nas taxas de juros para as principais linhas de financiamento do agronegócio brasileiro e o cumprimento integral de todas as deliberações contidas no plano anual. O Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2019-2020 inicia no mês de junho.

Cumprimento parcial - Segundo o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, as propostas contidas no Plano Agrícola e Pecuário anterior (2018/19) não foram integralmente cumpridas, faltando recursos com juros controlados para financiar a compra de máquinas e equipamentos agrícolas.

Burocracia e recursos - Conforme determinação do governador Ratinho Júnior, o documento contém sugestões para reduzir a burocracia na concessão de crédito rural, assim como solicita a disponibilidade integral do volume de recursos anunciado. Desde a safra 2017/18, uma série de resoluções do Conselho Monetário Nacional vem reduzindo significativamente a oferta de recursos controlados, via crédito rural.

Elaboração - O documento foi elaborado, em forma conjunta, pela Secretaria da Agricultura, Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

Fortalecimento - O envio das propostas dos Estados à Secretaria de Política Agrícola do Ministério acontece todo o ano e o Paraná tem como objetivo o fortalecimento do agronegócio como mola propulsora do desenvolvimento econômico em todo o País, como já vem acontecendo.

Recursos - O documento atual propõe uma oferta de R$ 220 bilhões para o crédito rural em todo o País, sendo R$ 170 bilhões para custeio e R$ 50 bilhões para investimentos.

Aumento - Esse valor representa um aumento de 13,2% em relação ao ano passado, quando o governo disponibilizou R$ 194,37 bilhões para o agronegócio brasileiro. O documento propõe ainda a redução de meio ponto percentual nas taxas de juros, sendo de 6% para 5,5% aos médios produtores e de 7% para 6,5% para os demais produtores.

Paraná - Segundo o secretário da Agricultura, o Paraná é um dos estados líderes no Agronegócio, sendo o principal produtor de trigo e carne de frango do País, o segundo maior produtor de milho e soja e terceiro maior produtor de suínos e leite, produtos que impulsionam a produção de alimentos para o abastecimento interno da população brasileira e também trazem divisas ao País com a exportação desses produtos.

Captação - Ortigara esclarece que com os recursos do crédito rural, o produtor evita captar recursos junto ao mercado financeiro, fornecedores de insumos e agentes de mercado em geral, onde irá pagar juros e encargos elevados.

Crescimento - São setores que cresceram graças ao apoio das linhas de financiamento do Crédito Rural e hoje estão gerando empregos no campo e renda aos agricultores e desenvolvimento aos municípios, diz o secretário da Agricultura.

VBP - De acordo com o Departamento de Economia Rural, que pesquisa o Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária, que é o faturamento bruto no campo, nos últimos 10 anos o teve um crescimento médio de 2,5% ao ano, com crescimento real de 28% no período 2008 a 2017.

Avanço - O VBP (da agropecuária) do Estado passou de R$ 66,4 bilhões, em 2008, para R$ 85,3 bilhões, em termos reais, em 2017, ou seja, descontada a inflação no período.

Propostas - Geralmente o Paraná capta entre 10% e 15% do crédito rural previsto para todo o País. O documento propõe a disponibilidade de R$ 162 bilhões para o crédito de custeio da safra, com taxa de juros de 5,5% ano para médios produtores e 6,5% para os demais produtores. E que o limite de contratação por produtor, junto ao agente financeiro, aumento dos atuais R$ 3 milhões para R$ 4 milhões por safra.

Comercialização - Para comercialização da safra, o documento propõe um crédito de R$ 3 bilhões nas operações de escoamento da produção, sendo R$ 2 bilhões em Aquisições do Governo Federal (AGF), que são as compras de alimentos pelo governo federal, e mais R$ 1 bilhão em linhas de crédito como Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), que facilitam o escoamento da produção.

Ampliação - Ainda nas compras do governo, o documento sugere a ampliação na política de garantia de preços mínimos, que é o que garante a rentabilidade ao produtor em caso de perda de safra por excesso de produção no mercado ou por problemas de clima.

Preços mínimos - O ajuste prevê a ampliação do preço mínimo do milho, café, feijão e trigo. A proposta sugere aumento de R$ 21,62 para R$ 24,09 para a saca de 60 quilos de milho: o aumento de R$ 341,21 para R$ 436,20 para a saca de 60 quilos de café arábica; o aumento de R$ 85,50 para R$ 95,76 a saca de 60 quilos de feijão carioca; o aumento de R$ 77,48 para R$ 95,30 a saca de feijão preto, e o aumento de R$ 36,17 para R$ 48,02 a saca de 60 quilos de trigo.

Mais sugestões - O documento sugere ainda ampliação das linhas de crédito, a juros controlados, para financiar investimentos como Moderagro (modernização da agricultura), Moderfrota (Modernização de Tratores e Colhedoras Agrícolas), Moderinfra (Incentivo à Irrigação e Ambiente Protegido), Inovagro (Inovação Tecnológica), Construção de Armazéns e outras. (Folha de Londrina)

 

CONAB: Safra de grãos é estimada em 233,3 milhões de toneladas

conab 12 03 2019A safra de grãos 2018/2019 deve alcançar a marca de 233,3 milhões de toneladas, uma redução em relação ao levantamento anterior, de 0,4%. Em relação à safra 2017/2018, a previsão indica aumento de 2,5%. Os dados do 6º levantamento foram divulgados nesta terça-feira (12/03) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Dificuldades climáticas - “Tivemos algumas dificuldades climáticas. Houve uma quebra na soja, no arroz e no feijão, mas o milho teve desempenho muito bom e o algodão também. Isso é suficiente para atender ao nosso consumo interno com bastante tranquilidade e cumprir os compromissos de exportações, sem problemas”, disse o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Silvio Farnese.

Segunda maior - Apesar da redução em relação ao levantamento anterior, a Conab destaca que a safra atual será a segunda maior da série histórica do país. “O bom desempenho é impulsionado pela melhora da produção do milho na segunda safra do grão”, diz a companhia.

Expectativa - Para a segunda colheita do milho, a expectativa é que a produção chegue a 66,6 milhões de toneladas, volume 23,6% superior ao registrado na safra passada. “Esse resultado é reflexo da maior área”, afirma o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana. “Com 80% dos grãos já plantados, os agricultores devem destinar 12 milhões de hectares para plantio em vez dos 11,5 milhões de hectares da safra passada”.

Algodão - Segundo a Conab, o estudo mostra que o algodão também teve destaque positivo, chegando a uma produção de até 2,6 milhões de toneladas da pluma, crescimento de 28,4%. A área plantada chegou a 1,6 milhão de hectares.

Soja - Por outro lado, a soja, responsável por cerca de 49% da produção nacional de grãos, terá redução de 4,9%, chegando a 113,5 milhões de toneladas. A quebra de safra, prevista em 5,8 milhões de toneladas, pode ser observada em importantes estados que cultivam a oleaginosa, como Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e a região do Matopiba, principalmente na Bahia. Mesmo assim, esta é a terceira maior produção já registrada, chegando próximo ao volume total de soja produzidos pelo país na safra 2004/2005.

Feijão - O feijão também apresentou produção menor na primeira safra. Com uma colheita de 987,5 mil toneladas, a queda pode chegar a 23,2%. Com menos produto no mercado, o preço da leguminosa está atrativo para os produtores, o que incentiva maior área plantada na segunda safra do grão, que poderá resultar em uma produção de 1,36 milhão de toneladas. O número é impulsionado pelo aumento do feijão tipo cores, que tende a crescer em 28%, e na variedade preto, com alta de 20,9%. No caso do feijão-caupi, a tendência é de uma queda de 6%, principalmente pela expectativa de redução da área cultivada em Mato Grosso.

Impacto - O diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Guilherme Bastos, explicou que a perda da soja teve impacto do período de seca, entre dezembro e início de janeiro. “Com isso, principalmente as variedades mais precoces sofreram. Havia a expectativa de que as variedades de ciclo médio tivessem recuperação, mas não conseguiram. No entanto, as variedades do ciclo tardio devem ter se beneficiado por esse regime de chuvas um pouco mais normalizado agora em fevereiro. Com relação ao feijão, a mesma situação aconteceu”, disse Bastos.

Arroz - Sobre o abastecimento de arroz no país, o diretor afirmou que a produção brasileira não é suficiente para atender a toda a demanda interna e que sempre há necessidade de importação. Segundo ele, o consumo interno é de cerca de 12 milhões de toneladas. A previsão para a produção de arroz é de 10,6 milhões de toneladas nesta safra.

Área plantada - A área semeada na safra 2018/2019 está estimada em 62,9 milhões de hectares e se confirma como a maior já registrada no país. O crescimento esperado é de 1,9%, ou 1,15 milhão de hectares, em relação à safra passada. (Agência Brasil)

 

CRÉDITO RURAL I: Contratação soma R$ 119 bi em oito meses, em alta de 12%

credito rural I 12 03 2019A contratação do crédito empresarial do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) entre julho e fevereiro alcança R$ 101,612 bilhões, o que representa 53% do total ofertado e 11% a mais do que o valor financiado em igual período do ano anterior. Na Agricultura Familiar, a contratação soma, no período, R$ 17,87 bilhões, equivalentes a 67% do volume disponibilizado e 21 % acima do que foi contratado entre julho de 2017 e fevereiro de 2018. No total, o crédito agropecuário já aplicado alcança R$ 119,48 bilhões, em alta de 12% sobre igual período apurado no ano anterior.

Total - O total ofertado para o agronegócio (PAP) e a agricultura familiar é de R$ 217, 73 bilhões, dos quais foram negociados em oito meses 55%, em alta de 12% sobre igual período na safra anterior, de acordo comlevantamento feito pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa como base no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro, do Banco Central.

Modalidades - As contratações se concentram nas modalidades de custeio, comercialização e industrialização que somam juntas R$ 79,42, bilhões. O valor do custeio foi de R$ 57,15 bilhões. Em seguida, o maior volume é o de investimentos, de R$ 22,18 bilhões.

Prodecoop - O Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Prodecoop) teve alta de 217% no valor de aplicação, o maior percentual de aumento entre as modalidades do PAP, com contratação de R$ 791 milhões, 80% do montante disponível.

Moderagro - Outra alta significativa, de 136%, foi no Moderagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais), com desembolso de R$ 786 milhões, 94% do total previsto para o período, que se encerra em junho.

PCA - E a terceira maior alta (114%) no volume contratado ocorreu no PCA (Construção e Ampliação de Armazéns), em que já foram aplicados R$ 924 milhões, equivalentes a 44% da oferta de recursos.

Contratação - Na safra em curso 2018/2019, o aumento de contratação na atividade agrícola foi de 13%, até agora, e na atividade pecuária, de 5%.

Fonte de recursos - Recursos provenientes da Poupança Rural Controlada representaram 28% dos desembolsos e, recursos obrigatórios, 19%. De fontes não controladas, os recursos livres corresponderam a 8% do total, somando R$ 8,45 bilhões, em alta de 196%.

LCA - Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) com taxa favorecida responderam por 12% do volume de crédito já contratado, somando R$ 12,07 bilhões, em alta de 40%. (Mapa)

 

CRÉDITO RURAL II: Ministra diz que negociação do Plano Safra está bem encaminhada

credito rural II 12 03 2019Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (11/03), em Não-Me-Toque (RS), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) pediu que as pessoas fiquem tranquilas a respeito das negociações do crédito rural para o Plano Safra 2019/2020. Ela afirmou que as negociações estão muito bem encaminhadas com o Ministério da Economia e elogiou o ministro Paulo Guedes. Disse que já estão garantidos os mesmos valores do atual Plano Safra, mas que tem esperança de “ganhar um pouco mais”.

Agronegócio - “O ministro Paulo Guedes é muito inteligente e sabe o tamanho e o que o agronegócio significa para a economia brasileira”, disse ela. “Ainda estamos discutindo, temos um orçamento e precisamos achar a taxa que vai equalizar os juros.”

Crescimento - A ministra lembrou que a agricultura brasileira cresce a cada ano e que há produtores que precisam de crédito a juros equalizados. “Estamos trabalhando para que os juros livres também caiam, para diminuir os spreads bancários. E também para melhorar o seguro-rural. Com um seguro-rural que atenda a uma base maior de agricultores, teremos menos risco no negócio e, portanto, juros de mercado menores para atender aos grandes produtores, que precisam de mais crédito. Com o (seguro) que existe hoje, estamos trabalhando com o pequeno e o médio produtor. Mas trabalhando também para que o grande tenha crédito em abundância, mas compatível com o nosso negócio, que é a agropecuária”.

Assistência técnica - Para a agricultura familiar, a ministra disse que não adianta dar o crédito sem oferecer também melhor assistência técnica: “Não adianta dar o crédito e não dar as condições para o pequeno agricultor estar nesse patamar. Queremos massificar o crédito e dar tecnologia ao produtor através da assistência técnica”.

Novos mercados - Sobre o ritmo de crescimento da agricultura, a ministra disse que o Brasil precisa abrir novos mercados de exportação, o que não é uma coisa simples. Ela lembrou que a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) diz que o Brasil terá de produzir 41% mais alimentos em 30 anos para suprir o mundo. “Abertura de mercado é uma guerra, mas, com a qualidade de nossos produtos, reduzindo a burocracia e o custo oculto enfrentado pelo nosso agricultor, tenho certeza de que vamos ser cada vez mais competitivos”.

Viagem - Na entrevista, a ministra também confirmou que na viagem que fará com o presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, semana que vem, vai tentar reabrir o mercado americano para a exportação de carnes frescas brasileiras, além de discutir outras questões importantes para o agronegócio. Ela também pediu que todos fiquem tranquilos, porque o Brasil continuará exportando muita carne de frango para os países árabes. (Mapa)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança tem superávit de US$ 2,397 bi nas 2 primeiras semanas de março

comercio exterior 12 03 2019A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,397 bilhões nas duas primeiras semanas de março (do dia 1º ao dia 10 do mês), período com quatro dias úteis. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o resultado decorre de exportações de US$ 5,144 bilhões e importações de US$ 2,748 bilhões. No ano, o saldo das transações comerciais está positivo em US$ 8,295 bilhões.

Manufaturados - A venda de manufaturados disparou no início de março, quando considerada a média diária de embarques, puxando as exportações no período em comparação a março de 2018. O envio ao exterior de manufaturados cresceu 41,2% para US$ 488,5 milhões, liderado por máquinas e aparelhos para terraplenagem, aviões, obras de ferro ou aço, tubos flexíveis de ferro ou aço, motores para veículos automóveis.

Expansão - As exportações de básicos e semimanufaturados também cresceram, se comparadas com igual mês de 2018. Os básicos avançaram 34,7% para US$ 636,6 milhões enquanto semimanufaturados aumentaram 33,3% para US$ 160,9 milhões. No primeiro grupo, os destaques foram as vendas de carnes de frango e bovina, café em grão, minério de ferro, farelo de soja, soja em grão, fumo em folhas. No segundo, destacaram-se ferro-ligas, semimanufaturados de ferro ou aço, ouro em formas semimanufaturadas, couros e peles e madeira serrada ou fendida.

Importações - A média diária de importações também avançou 4,5% para US$ 687,0 milhões nas duas primeiras semanas de março.

Gastos - Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+72,0%), plásticos e obras (+26,3%), equipamentos eletroeletrônicos (+16,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (+15,2%), veículos automóveis e partes (+13,3%). (Valor Econômico)

 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: Guedes entra na negociação direta com parlamentares

reforma previdencia 12 03 2019O ministro Paulo Guedes prepara-se para entrar pessoalmente na negociação pela reforma da Previdência. A ideia em estudo é que ao longo dos próximos dois meses ele receba grupos pequenos de parlamentares, em torno de dez pessoas, para ouvir as opiniões deles sobre o projeto enviado no mês passado e que demanda 3/5 dos votos para sua aprovação na Câmara e no Senado.

Agenda de encontros - A intenção é já começar na próxima semana essa agenda de encontros, mas a definição da data ainda está para ocorrer. O primeiro grupo de parlamentares deve ser de deputados dos PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro e o maior da base aliada, o que também serviria de teste para o modelo que está sendo proposto. O objetivo é ouvir até mesmo integrantes da oposição para assim mostrar disposição de diálogo por parte da área econômica.

Prestígio - Ao construir encontros em grupos pequenos, a ideia da área econômica é dar um sinal de prestígio aos parlamentares, que terão mais possibilidade e tempo de falar abertamente com o ministro do que teriam caso o formato tradicional de encontros com as bancadas inteiras, e nos quais o ministro acaba falando muito mais que os parlamentares, fosse seguido.

Dificuldade - A principal dificuldade dessa estratégia é a compatibilização da agenda de Guedes, que tem demanda por encontros com diversos setores da sociedade e não só com o Parlamento. Mas uma fonte do governo ressalta que agora é o momento de priorizar aqueles que votarão a proposta governamental e por isso faria sentido o ministro diminuir suas agendas com investidores e setores privados e dar mais espaço para que as principais inquietações, inicialmente dos deputados, sejam elencadas diretamente a ele.

Primeiro encontro - Chegou-se a cogitar fazer o primeiro encontro ainda nesta semana, mas, dadas as dificuldades de agenda e outras questões operacionais, o início do processo agora está previsto para a próxima, embora ainda sem dia definido e nem quais parlamentares participarão dessa rodada.

CCJ - Nesta quarta-feira (13/03), a Câmara deve instalar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por dar o primeiro aval à Proposta de Emenda Constitucional (PEC). Depois dela, a reforma será examinada por uma Comissão Especial. Na sequência, o tema vai para votação em Plenário, onde precisa de 308 votos favoráveis dos deputados, nos dois turnos previstos de votação. Só então que a matéria é remetida ao Senado.

Votos necessários - O governo ainda não tem os votos necessários para aprovar a reforma. A área econômica quer, nesse sentido, buscar um apoio mais incisivo dos governadores na defesa do texto e na conquista de votos. Por isso, medidas como uma PEC ampla de desvinculação e desindexação de despesas orçamentárias está sendo costurada para tramitar no Senado, enquanto a Previdência é examinada na Câmara. "Haverá uma concorrência positiva entre a Câmara e o Senado para aprovar essas propostas", comentou um interlocutor.

PEF - Outra iniciativa é o Programa de Equilíbrio Fiscal (PEF), em fase mais avançada de elaboração, e que permitirá aos Estados anteciparem receitas por meio de operação de crédito com garantia do Tesouro Nacional, desde que adotem medidas de ajuste fiscal a serem exigidas pela União. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Plano exige corte real de gasto nos Estados até 2022

O "Plano Mansueto" de ajuda aos Estados, anunciado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no fim de semana, já está pronto e vai se chamar "Plano de Equilíbrio Fiscal", disse nesta segunda-feira (11/03) uma fonte credenciada do governo ao Valor. Para aderir ao programa, a fonte explicou que o Estado terá que se comprometer com um programa de ajuste fiscal que reduza a sua despesa todos os anos, em termos reais, até 2022.

Gastos com pessoal - Para conseguir reduzir a despesa em termos reais, a equipe econômica considera que os Estados que aderirem ao plano terão que controlar os seus gastos com pessoal. "É quase impossível controlar despesa sem controlar o gasto com pessoal ativo e inativo", afirmou a fonte.

Simulações - "Temos simulações já feitas para todos os Estados que potencialmente podem participar do programa. Alguns teriam que cortar despesa real em 1% ao ano, mas para outros o corte real terá que ser maior", disse.

Julgamento - A equipe econômica aguarda, com certa ansiedade, o julgamento da constitucionalidade, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de alguns artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Um deles permite a redução de jornada de trabalho de servidores com pagamento proporcional de salários.

Suspenso - O julgamento começou no fim de fevereiro, mas foi suspenso sem data para ser retomado. Se a decisão do STF for favorável ao artigo, os governadores e prefeitos terão um instrumento para reduzir as despesas com pessoal. Outro caminho seria suspender, por determinado período, o reajuste salarial para os servidores. Os governadores poderão ainda, de acordo com a fonte, diminuir os incentivos fiscais.

Minuta - A fonte informou também que uma minuta do projeto de lei complementar, que vai instituir o Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF), já está redigida. O plano será destinado aos Estados que estão com capacidade de pagamento com nota C, de acordo com o rating elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional. "O público potencial do plano são os Estados que têm Capag C, ou seja, 11 Estados", explicou a fonte.

Nota - A equipe econômica espera que os Estados que aderirem ao plano possam passar, até 2022, da nota C para a B de capacidade de pagamento. A fonte disse que o melhor caminho para os Estados em grave desequilíbrio financeiro, com nota D de capacidade de pagamento, é aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Estão nesta situação o Rio de Janeiro, o Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Soma - Para aderir ao RRF, o Estado precisa comprovar que o somatório das suas despesas com pessoal, juros e amortizações é igual ou maior do que 70% da receita corrente líquida (RCL), que a RCL anual é menor que a dívida consolidada e que o valor das obrigações a pagar é maior do que as disponibilidades de caixa. Poucos Estados estão, atualmente, nessa situação.

Vantagem - A vantagem de aderir ao RRF é que o Estado suspende o pagamento do serviço de suas dívidas renegociadas pela União. No PEF, não existe essa possibilidade.

A e B - A equipe econômica considera que o PEF não será vantajoso para os Estados com nota A e B de capacidade de pagamento, pois eles já têm limites de endividamento maior do que o novo programa vai permitir.

Empréstimos - O Estado que aderir ao Plano de Equilíbrio Fiscal terá a permissão de realizar empréstimos, com aval da União, que funcionariam como antecipação da economia que espera obter até 2022. Com o dinheiro, o Estado poderá pagar os salários em atraso dos seus servidores e os fornecedores. "Se um Estado fizer um ajuste de R$ 7 bilhões, poderia ter direito, por exemplo, a R$ 2 bilhões", disse a fonte, explicando que o valor a ser antecipado ainda não está definido.

Liberação - O dinheiro da antecipação será liberado em quatro tranches, explicou a fonte, de acordo com a execução por cada Estado do programa de ajuste fiscal. "Se a antecipação for de R$ 2 bilhões, ela será dividida em quatro tranches de R$ 500 milhões por ano, até 2022", explicou.

Bancos - Segundo a fonte, os bancos que financiarão o Estado vão colocar a liberação das tranches em contrato. Se o programa de ajuste não for executado, o Estado perderá o direito a novas tranches. O modelo a ser adotado lembra os acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que condiciona a liberação de recursos à adoção das medidas de ajuste fiscal.

Volume - A área econômica considera que o volume anual de recursos a ser liberado para todos os 11 Estados que podem participar do programa "não é muito expressivo", mas a fonte não quis fazer estimativa.

Atuais prefeitos - Os atuais prefeitos não poderão aderir ao PEF porque não terão tempo de executar um programa de ajuste, explicou a fonte. Por isso, apenas os novos prefeitos é que poderão aderir ao plano. Os municípios terão que apresentar um programa de ajuste, com estimativa de redução de despesas em termos reais.

Temporário - O PEF será temporário, ou seja, terá um prazo para adesão de Estados e municípios. No caso dos Estados, o prazo será 2019-2020. Para os municípios, o prazo de adesão será 2021-2022. (Valor Econômico)

economia 12 03 2019

 

 

IBGE: Inflação oficial sobe em fevereiro puxada por alimentação e educação

ibge 12 03 2019O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que calcula a inflação oficial do país, ficou em 0,43% em fevereiro deste ano. A taxa é superior ao 0,32% em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Acumulado - O IPCA acumula taxas de 0,75% no ano e de 3,89% em 12 meses, de acordo com o IBGE. A inflação acumulada em 12 meses ficou pouco abaixo da meta da inflação do governo federal, que é 4,25%.

Alimentos - A inflação de fevereiro foi puxada principalmente pelos alimentos, que tiveram inflação de 0,78% no mês, e pelos gastos com educação, que cresceram 3,56% no período.

Responsáveis - Entre os responsáveis pela alta de preços do grupo alimentação estão o feijão-carioca (51,58%), a batata-inglesa (25,21%), as hortaliças (12,13%) e o leite longa vida (2,41%).

Educação - Os gastos com educação foram puxados pelos reajustes praticados no início do ano letivo. As mensalidades dos cursos regulares subiram, em média, 4,58% e foram o item individual que mais contribuiu para o resultado do IPCA em fevereiro.

Outros grupos - Também registraram inflação os grupos habitação (0,38%), artigos de residência (0,2%), saúde e cuidados pessoais (0,49%) e despesas pessoais (0,18%). Os custos com comunicação permaneceram estáveis em relação a janeiro.

Deflação - Por outro lado, registraram deflação (queda de preços) os grupos vestuário (0,33%) e transportes (0,34%). (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL: Brasil e EUA buscarão acordos setoriais

internacional 12 03 2019Os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump devem indicar, na declaração conjunta que farão após o encontro na Casa Branca, no próximo dia 18, que os dois países irão trilhar um caminho na direção do livre-comércio. Isso não significa o compromisso de começar a desenhar, agora, negociações de um acordo de livre-comércio entre os dois países. A ideia é avançar em acordos setoriais de facilitação de comércio e convergência regulatória, em pontos em que não haja limitação pelas regras internacionais e nem pelo Mercosul.

Anúncio - Negociadores brasileiros explicam que na visita presidencial de março o objetivo é anunciar o que é possível no curto prazo. O trabalho por um “livre comércio” ficará como horizonte a ser perseguido.

Pilares - De acordo com fontes que participam das tratativas para a visita, a declaração conjunta dos dois presidentes vai ter três pilares: a consagração dos valores comuns, o anúncio de medidas concretas – como o acordo de salvaguardas tecnológicas – e a indicação de um caminho a ser perseguido na relação Brasil-EUA, em que entra a busca pelo livre-comércio.

Mercosul - A eventual negociação de um acordo de livre-comércio – com eliminação de tarifas – com EUA esbarra no Mercosul. Para avançar, o Brasil precisaria negociar o acordo em bloco ou negociar uma exceção para tratar diretamente com os EUA.

Acordos isolados - “Argentina, Paraguai, Uruguai já queriam negociar acordos sozinhos. Isso é uma coisa que poderá ser revista dentro do Mercosul esse ano se quisermos negociar sozinhos com os EUA ou qualquer outro mercado”, afirmou Renata Amaral, diretora de comércio internacional da BMJ consultores, em debate sobre a relação entre os dois países no think tank Atlantic Council, em Washington.

Pontuais - Enquanto isso, os países trabalharam em acordos pontuais. Um deles, que deverá ser anunciado na visita, é uma facilitação para empresas que importam e exportam em larga escala e frequência. Tanto no Brasil como nos EUA, essas empresas são cadastradas para diminuir as burocracias exigidas nas operações de importação e exportação.

Cadastro - Nos EUA, o cadastro é chamado de “Trusted Traders” – negociadores confiáveis, em tradução livre. O acordo desenhado por Brasil e EUA visa a estabelecer o reconhecimento recíproco entre os países das empresas cadastradas neste sistema. A previsão com o acordo é fazer com que o reconhecimento por um país como “empresário confiável” seja adotado também no outro, e reduza a burocracia.

Outras prioridades - Os EUA não escondem nas negociações com os brasileiros que possuem outras prioridades neste momento na negociação comercial, como a busca de um acordo com a União Europa e China, mas o Brasil aposta na conjuntura favorável nos dois governos para fazer a agenda avançar nas questões comerciais.

Impasse - A boa vontade e entusiasmo entre os governos de Donald Trump e Jair Bolsonaro, demonstrado nas recentes visitas de altas autoridades dos Estados Unidos ao Brasil, ainda não destravou questões pontuais e pleitos pendentes na área agropecuária dos dois países.

Reavaliação - Os Estados Unidos pedem uma reavaliação da cota de importação de etanol imposta pelo Brasil como medida de proteção e estímulo ao mercado interno. As importações de etanol sem tarifa são hoje limitadas a 150 milhões de litros por trimestre. Para as importações acima do valor estipulado pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), há a incidência de taxa de 20%.

Sensível - O tema é considerado sensível no Brasil e, para autoridades brasileiras, exige coordenação e conversas com o setor produtivo. Por isso, os negociadores brasileiros não prometeram aos americanos uma solução sobre o tema antes da visita de Bolsonaro a Trump.

Mal sinal - Os americanos afirmam que a tarifa não é uma boa sinalização dentro do caminho para um livre-comércio entre os países.

Carne suína - Os Estados Unidos também buscam a abertura do mercado brasileiro para a exportação de carne suína, o que depende de negociações fitossanitárias consideradas mais simples pelas equipes dos dois países do que a demanda relacionada ao etanol.

Bovina - Do outro lado, o Brasil tenta reabrir nos Estados Unidos o mercado para exportação de carne bovina in natura. Os americanos aumentaram os testes de qualidade sobre a carne fresca importada do Brasil depois da Operação Carne Fraca. Três meses depois da repercussão internacional da operação, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou a medida após testes de qualidade da carne brasileira que entra no país reprovarem a quantidade de abscessos presentes na carne bovina.

Reação à vacina - Na ocasião, os produtores brasileiros informaram que uma reação à vacina contra febre aftosa teria causado o problema. Desde então, o Brasil entrou em uma longa negociação e submeteu aos Estados Unidos uma série de formulários elaborados pela equipe americana para certificar a qualidade da carne bovina fresca. Autoridades do governo brasileiro trabalham atualmente para agendar uma missão dos americanos ao Brasil, último passo para reabrir o mercado.

Referência - Apesar de ser um mercado relativamente novo ao País – e de os EUA não serem os grandes importadores do produto –, a venda para os americanos é vista como importante referência para as operações internacionais. (O Estado de S.Paulo)

 

OCDE: Sabatina nesta semana é passo para entrada na Organização

ocde 12 03 2019O governo brasileiro terá, no fim desta semana, a segunda e última sabatina na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para o processo de adesão do país aos dois principais códigos da entidade, que tratam da liberalização da movimentação de capitais e de serviços. A expectativa do governo, segundo apurou o Valor, é que o pedido de adesão, apresentado pela primeira vez em meados de 2017, seja aprovado em cerca de um ano.

Passo necessário - O processo é um passo necessário para a aprovação do país como membro pleno da OCDE, mas têm importância própria. Os códigos de Liberalização de Movimentos de Capitais e de Liberalização de Operações Correntes Invisíveis são considerados selos importantes para atestar o compromisso dos países com sistemas econômicos abertos, livres de restrições à entrada e saída de capitais e a investimentos estrangeiros.

Proteção - A adesão a esses instrumentos também garante ao país proteção contra tratamento discriminatório para seus investidores estabelecidos em outras economias e dá poder de influência sobre futuras exigências e exceções a serem incluídas nas revisões dos códigos.

Primeira sabatina - A primeira sabatina do Brasil aconteceu em outubro na sede da OCDE, em Paris, e priorizou as normas e práticas do país referentes a investimento direto e serviços financeiros. Nessa segunda arguição, o país terá que prestar explicações sobre temas ligados a outros movimentos de capitais e a serviços não financeiros. Como ocorreu no primeiro caso, as discussões devem se concentrar na lista de exceções que o país pretende manter aos padrões de liberalização da OCDE.

Práticas normais - As reservas a parte das regras acordadas na entidade são práticas normais aceitas pela organização, mas precisam ser justificadas e negociadas. No governo, a coordenação do processo de adesão está a cargo do Banco Central, que, em parceria com os ministérios da Economia e das Relações Exteriores, promoveu reuniões com mais de cem especialistas de 27 órgãos do governo para preparar o material de suporto às sabatinas.

Indicador - A OCDE elabora um indicador que mede as restrições ao investimento direto impostas pelas legislações e normas de cada país. O Brasil teve uma pontuação de 0,094 no índice de 2017, o último disponível. O valor está acima da média dos países-membros da OCDE (0,066), indicando um maior nível de restrição, mas está abaixo da nota de alguns países que já fazem parte da entidade como membros plenos, como México, Austrália e Canadá.

Decreto presidencial - Uma medida que pode contribuir para a melhora do índice brasileiro é a edição de decreto presidencial liberando investimentos estrangeiros em bancos no país, o que acabaria com a necessidade de autorizações individuais para cada caso. O governo já sinalizou que deve tomar a medida em breve, dando aos estrangeiros igualdade de tratamento em relação aos brasileiros, que hoje só precisam de uma autorização do Banco Central para investir em instituição financeira.

Medida Provisória - Nessa mesma linha, a edição, no final do ano passado, de medida provisória que abriu o setor aéreo ao capital estrangeiro também será um ponto favorável, mas nesse caso o governo terá de dar explicações sobre as perspectivas de aprovação da medida no Congresso Nacional.

Pleito - O pleito do Brasil para se tornar membro pleno da OCDE está entre os temas que serão tratados pelo presidente Jair Bolsonaro em visita a Washington na próxima semana. Cinco outros países são candidatos (Argentina, Peru, Romênia, Croácia e Bulgária), e o apoio dos Estados Unidos, maior financiador da organização, é fundamental. O presidente Donald Trump já manifestou apoio à adesão da Argentina. (Valor Econômico)

 


Versão para impressão


RODAPE