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nº 42 - Informe Pecuário

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1. Mercado - Carne Bovina

As exportações brasileiras de carne bovina renderam US$ 1,153 bilhão no primeiro trimestre deste ano, alta de 26,38% sobre o mesmo intervalo de 2012 , segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em volume, esses embarques totalizaram 250,6 mil toneladas, alta de 33,87%. No primeiro trimestre, Hong Kong foi o principal destino das exportações brasileiras, com a compra de 80,3 mil toneladas de carne bovina, que renderam US$ 317,6 milhões ao Brasil. No período, Hong Kong respondeu por 21,9% das exportações brasileiras em receita e 24,5% em volume. Já as exportações para a Rússia, segundo maior destino da carne bovina exportada pelo Brasil, somaram 74 mil toneladas, rendendo US$ 293 milhões no primeiro trimestre. Com isso, os russos representaram cerca de 20% das exportações brasileira em receita e 22,6% em volume no período. Entre janeiro e março, a União Europeia comprou 30,4 mil toneladas de carne bovina do Brasil no primeiro trimestre.

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2. Mercado - Carne Suína

 As exportações de carne suína in natura em março de 2013 somaram 32,7 mil toneladas, recuo de 5,49%, na comparação com o mês anterior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na comparação com março de 2012 houve queda de 19,46% no volume. Em março de 2012 foram embarcadas 40,6 mil toneladas. O faturamento com as exportações em março foi de US$93,6 milhões, queda de 4%, na comparação com fevereiro e de 13,7% frente ao mesmo mês do ano anterior. O preço médio foi de US$2,85 mil por tonelada, 1,35% maior que em fevereiro e 6,94% acima do observado no mesmo mês de 2012.

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Os preços do suíno vivo e da carne recuaram no mercado interno. Queda que tem sido atribuída à fraca demanda, e ao recuo das exportações com consequente aumento da disponibilidade interna. A diminuição do consumo refletiu o período de Quaresma, o nível de endividamento da população e ainda os preços elevados da carne suína, as médias dos três primeiros meses de 2013 foram as maiores para o período. Nem mesmo a desoneração do varejo de PIS e Cofins por parte do governo federal estimulou a demanda por carne suína. As exportações de carne suína in natura também tiveram desempenho negativo. No mês de março, o volume embarcado foi menor que o do mesmo período de anos anteriores. Com isso, parte da produção programada para o mercado externo precisou ser realocada para açougues brasileiros. Com os embarques menores que o previsto, regiões superavitárias aumentaram as vendas de animais e carne para regiões vizinhas. Além da região Sul, também Mato Grosso e Goiás intensificaram suas negociações domésticas ao longo de março.

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3. Mercado - Carne de Frango

 De maneira geral, as exportações de carne de frango in natura de março passado apresentaram sensível recuperação em relação aos meses anteriores. É verdade que o volume exportado – 296.489 toneladas – ainda ficou sensivelmente aquém (-11,73%) daquele registrado em março de 2012. É impossível ignorar, no entanto, que o volume embarcado naquela ocasião foi o melhor de todos os tempos para um mês de março. De toda forma, o incremento sobre o mês anterior foi significativo (12,5% de expansão) e correspondeu ao maior volume embarcado em 2013. O melhor, porém, diz respeito ao preço médio registrado no mês: de acordo com SECEX/MDIC, US$2.169 por tonelada, um recorde absoluto na história das exportações brasileiras de carne de frango. Comparativamente ao mesmo mês de 2012, o valor médio obtido em março último foi cerca de 14,71% superior, enquanto em relação a fevereiro passado o ganho foi de, praticamente, 4,91% - ou pouco mais de US$100 adicionais para cada tonelada exportada. O corolário desses resultados foi a segunda melhor receita cambial dos últimos 15 meses – US$642,929 milhões, valor só superado nesse espaço de tempo pelos US$650,132 milhões de dezembro de 2012.

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As cotações do frango vivo e da carne têm registrado quedas. Com a oferta de animal vivo ainda acima da demanda, as cotações registraram, em abril, as desvalorizações mais expressivas do ano. No estado do Paraná, por exemplo, o preço pago pelo animal foi de R$ 2,03/kg, acumulando queda de 12,5% no mês. No segmento de carnes e de cortes, o comportamento dos preços também foi de tendência de queda. As sucessivas baixas refletem a oferta acima da demanda pela carne, o que impacta também no segmento de frango vivo. Em relação aos principais insumos usados na atividade (milho e farelo de soja), os preços também estão em queda, mas não o suficiente para sustentar o poder de compra do avicultor. Contudo a baixa de valores ainda não chegou ao varejo, onde a redução dos preços não tem sido observada na mesma proporção. A redução dos volumes exportados em relação ao ano anterior também tem impacto sobre este cenário.

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4. Mercado – Leite

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