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FECOOPAR: As transformações nas relações de trabalho são tema de Fórum

As relações de trabalho em tempos de pandemia foram o tema tratado na manhã desta quinta-feira (26/11), durante o Fórum Trabalhista Internacional, evento promovido pela Federação e Organização das Cooperativas do Paraná (Fecoopar), em parceria com a ABDConst. Para trazer uma visão de como outros países enfrentaram o problema do vírus, o Fórum contou com a presença do professor de Direito do Trabalho e de Seguridade Social da Universidade da República de Montevideo, no Uruguai, Alejandro Castello; do professor de Ciência Política da Agnes Scott College de Atlanta, na Geórgia (EUA), Augustus Bonner Cochran III, e do professor de Direito do Trabalho e de Seguridade Social da Universidade de Valência, na Espanha, Fernando Fita Ortega.

Cooperativismo - O gerente jurídico da Fecoopar, Anderson Lechechem, que na ocasião representou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou o fato que o mundo inteiro foi abalado por um evento pandêmico, cujas consequências, e, principalmente, as situações que surgiram a partir disso na área trabalhista, exigiram muito diálogo, adaptação e busca por novas soluções. O cooperativismo não ficou imune aos acontecimentos.  “No Paraná, o cooperativismo possui mais de 100 mil vínculos empregatícios, sendo que a maioria nas cooperativas agropecuárias, um ramo que tem a importante missão de alimentar o Paraná, o Brasil o mundo. É uma atividade essencial e que não poderia ser cessada”, afirmou.

Força-tarefa - Segundo Lechechem, uma verdadeira força-tarefa foi criada, com comitês de acompanhamento e orientações dos ministérios da Saúde e da Agricultura, e desta forma as cooperativas continuaram suas atividades. “A Fecoopar atuou fortemente, no sentido de auxiliar o empregador na manutenção dos empregos, e adoção de ferramentas que o mundo inteiro aderiu, a exemplo de plataformas de videconferência e a adoção do teletrabalho. Aprendemos, economizamos com viagens, tornamos o nosso dia a dia um poco mais ágil. O vírus abalou a ponte que a gente vinha atravessando, em relação ao direito trabalhista, mas vamos levar as lições desse momento”, disse.

O cooperativismo em números - Ao abrir o evento, o assessor jurídico da Fecoopar e coordenador do Fórum, Graziel Pedrozo de Abreu, também destacou números do cooperativismo. “Esta doutrina, que preconiza a colaboração e a associação de pessoas com os mesmos interesses a fim de obter vantagens comuns em suas atividades econômicas, reúne hoje três milhões de cooperativas em 107 países. No Brasil, são 14 milhões de cooperados, 425 mil empregos diretos, sendo que, somente na agricultura, as cooperativas respondem por 48% de toda a produção. Uma a cada 7 pessoas são cooperados no mundo”, destacou.

Fecoopar – O assessor da Fecoopar falou ainda sobre a atuação da Fecoopar nesse período de pandemia e agradeceu a todos que aceitaram o convite para discutir um tema que ganhou grande relevância diante desse cenário pandêmico que se instalou no mundo. “As experiências internacionais são importantes, pois servem de referência em relação ao que foi feito na área de direito do trabalho. Tivemos uma visão de um país vizinho, o Uruguai, outra dos Estados Unidos, que no momento passa por uma mudança em seu cenário político, e a terceira da Europa, que está sofrendo uma nova onda da Covid-19”, afirmou.

Gráficos - Já o professor Marco Antônio César Villatore destacou o fato de que os convidados trouxeram gráficos da Covid-19 para ajudar a visualizar o tamanho do problema em suas localidades. “São gráficos assustadores e que esperamos que logo se estabilizem para que possamos retornar a nossa vida, analisar as sequelas do que ficou e o que podemos fazer para que a sociedade não sofra ainda mais com essa situação”, disse. “Institucionalmente é muito importante participar de um evento de grande porte como esse, para discutir, refletir e buscar soluções para as mudanças significativas nas relações de trabalho, em especial, quanto ao tipo de atividade e velocidade com que as mudanças estão ocorrendo”, completou o presidente da ABDConst, Luciano Bernart.

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