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SAFRA 2020: Suspensão de tarifa deve ter pouco impacto nos preços

safra 21 10 2020A suspensão temporária do imposto de importação para o complexo soja (grão, farelo e óleo) e milho pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) deve ter "impacto muito pequeno" sobre os preços dos produtos e o custo dos compradores, na avaliação do gerente de desenvolvimento técnico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Flávio Turra em entrevista concedida à Agência Estado. Ele argumenta que o consumo internacional de grãos aumentou neste ano, reduzindo estoques de países produtores. Além disso, o produto dos Estados Unidos, com maior potencial para abastecer a indústria consumidora brasileira, ainda chegaria ao Brasil mais caro do que a soja ou o milho nacional, segundo Turra.  "No mundo todo houve um aumento significativo do consumo de alimentos, e onde tinha oferta (de grãos e derivados), ela foi consumida e os estoques ficaram escassos", explica o gerente da Ocepar. Já é possível trazer soja e milho da Argentina e do Paraguai sem imposto (por fazerem parte do Mercosul), mas fora isso o principal fornecedor seriam os Estados Unidos, e não é viável trazer de lá por preço inferior ao nosso, de jeito nenhum", afirmou.

Câmbio - De acordo com Turra, hoje uma saca de soja norte-americana chegaria no interior do Paraná por cerca de R$ 175. Na última sexta-feira, o valor máximo oferecido por compradores era R$ 160, no mercado spot. "Por causa da taxa de câmbio atual (o dólar valorizado implica maior valor em reais para comprar produtos importados), tanto soja, milho ou farelo de soja trazidos de fora ficam mais caros que no mercado interno. Produtor não ficou muito preocupado, não vemos grandes impactos", comentou.  Turra avalia, em contrapartida, que a medida pode impor um teto aos preços os produtos no Brasil. "O agricultor vem testando um teto (para os valores da soja e do milho). A suspensão da tarifa vai estabelecer um limite", disse. Outra possibilidade é o dólar se depreciar em relação ao real, o que reduziria o valor de grãos e derivados importados na moeda brasileira.

Tradings - De imediato, quem mais necessita de abastecimento de soja no País não são tradings ou cooperativas, na avaliação do gerente da Ocepar, mas pequenas fábricas de ração, que não têm estoques para exportação, como tradings, ou acesso facilitado a produtores rurais, como cooperativas. "São elas que podem ter mais problemas e terão de recorrer ao produto importado. Mas imagino que, ainda assim, muito pouco volume será trazido de fora", disse à reportagem. Turra contou que, para contornar os patamares elevados de preços dos grãos no Brasil, algumas tradings vêm trocando posições, ou seja, enviando para compradores chineses produto norte-americano, no lugar do brasileiro, e revendendo no mercado interno a soja que havia sido comprada, inicialmente, para ser destinada à exportação. Com relação ao milho, Turra considera que a oferta interna deve ser suficiente para atender à demanda, sem descartar as dificuldades que integradoras, que fornecem ração para criadores de aves e suínos, vêm enfrentando para adquirir volumes por preços em alta constante. Apesar disso, ele diz que exportadores de carnes ainda estão conseguindo garantir margens de lucro. "Mesmo com o milho caro, a margem (de lucro) ainda compensa para exportar suínos e carne de frango", disse ele. (Agência Estado)

 

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