Início Sistema Ocepar Comunicação Informe Paraná Cooperativo Últimas Notícias CNT: Brasil está 30 anos atrasado em controle de acidentes nas rodovias, diz Confederação

 

 

cabecalho informe

CNT: Brasil está 30 anos atrasado em controle de acidentes nas rodovias, diz Confederação

 

cnt 20 09 2019O diretor-executivo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Bruno Batista, estima que o Brasil está pelo menos trinta anos atrasado nas ações de combate ao número de mortes por acidentes de trânsito. “A gente percebe que o Brasil está atrasado nas ações para conter as mortes nas rodovias. Hoje, estamos no mesmo patamar que países como EUA, França e Canadá estavam no final da década de 80, ou seja, há trinta anos”, afirmou o diretor, ao comentar o resultado do estudo sobre acidentes nas estradas nesta quinta-feira (19/09).

 

Painel - O “Painel CNT de Consultas Dinâmicas dos Acidentes Rodoviários” indicou nesta quinta-feira que Brasil teve o total de 69.206 acidentes nas rodovias federais em 2018. Deste total, 53.963 acidentes envolveram vítimas (5.269 pessoas morreram). Em 2017, os dados eram ainda mais alarmantes: 89.396 acidentes, com 6.243 vítimas fatais.

 

Ações - Batista afirma que é possível reduzir o número de acidentes com ações de melhoria na sinalização, aumento da pavimentação e fiscalização mais eficaz. O diretor da CNT considera que a iniciativa do governo de fazer ajustes pontuais no Código de Trânsito Brasileiro tem efeito limitado. Para ele, ações de “engenharia de baixo custo” voltadas para melhorar a sinalização nas estradas são capazes de ter resultados mais imediatos.

 

Investimento - Segundo Batista, o investimento na infraestrutura das rodovias federais é outro ponto fundamental. Segundo ele, as rodovias pavimentadas cresceram 8,4% entre 2008 e 2018, enquanto a frota de veículos aumentou em 88% no mesmo período. “O crescimento da frota foi dez vezes mais rápido”, disse.

 

Qualidade da pavimentação - Batista considera que, além de ampliar estrada federais asfaltadas, é preciso cuidar da qualidade da pavimentação, com ações mais intensas de conservação. Ele lembra que pesquisa recentes da CNT indicou que somente 35% das estradas federais são classificadas com o selo de “ótimo” ou “bom”. O diretor da CNT reconhece que a concessão de trechos de estradas à iniciativa privada mostra resultados positivos no controle de acidentes e precisa ser estimulada. 

 

"Indústria das multas" - Questionado sobre a iniciativa do governo de combater a chamada “indústria de multas” com a redução do número de radares nas estradas, Batista disse que não teve acesso aos números do governo para que pudesse estabelecer a relação entres a instalação desses equipamentos e as ocorrências de acidentes.

 

Queda - O representante da CNT, no entanto, informou que houve uma queda mais expressivas do número de acidentes com vítimas a partir de 2014, quando aumentou o número e o valor das autuações de condutores. Batista explicou que, no caso dos radares, já se constatou que é necessário em pistas duplicadas. “O número de vítimas fatais cai em pistas duplicadas porque praticamente elimina o risco de colisão frontal, mas, aos poucos, a gravidade dos acidentes tende a aumentar se não houver controle de velocidade”, afirmou, ressaltando que os motoristas se sentem mais confiantes em trechos duplicados e se arriscam a conduzir os veículos em velocidades mais altas. (Valor Econômico)

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn

Últimas Notícias