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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5149 | 03 de Setembro de 2021

G7: Entidades defendem isenção de ICMS sobre a tarifa decorrente da nova bandeira instituída pela Aneel

g7 03 09 2021O G7, grupo que reúne as principais entidades representativas da sociedade civil organizada no Paraná, encaminhou um ofício ao governador do Estado, Carlos Massa Ratinho Junior, nesta sexta-feira (03/09), solicitando a isenção da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o valor decorrente de alteração da bandeira instituída pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a partir de 1º de setembro.

Preço alto - No documento, as entidades alegam que o recurso do ICMS originário da tarifa extra não estava previsto no orçamento do Estado, por isso o governo pode abrir mão dele em benefício da população e do setor produtivo. Além disso, o aumento de tarifa foi criado para compensar a crise hídrica, não para compensar o aumento do consumo. “Estamos pagando um preço muito alto decorrente da pandemia e acreditamos que ser prudente neste momento amenizar essa carga de tributos”, afirma o coordenador do grupo, Fernando Moraes.

Bandeira extra - A Aneel instituiu uma nova bandeira a partir de 1º de setembro. O valor da bandeira de “escassez hídrica” será de R$ 14,20 a cada 100 kWh, ou seja, 49,6% mais cara que a vermelha patamar 2.

Sobre o G7 - O G7 é um grupo que reúne sete grandes entidades representativas da sociedade civil organizadas. É composto pelas seguintes entidades: Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) e Associação Comercial do Paraná (ACP).

Ofício Acesse aqui e leia a integra do ofício assinado pelas entidades que integram o G7.

 

VISITA: “Louvados sejam os 50 anos da Ocepar”, afirma o vice-governador Darci Piana

Durante visita ao Sistema Ocepar, nesta quinta-feira (02/09), o vice-governador do Paraná, Darci Piana, destacou a contribuição da Ocepar nessas cinco décadas para o desenvolvimento do setor cooperativista e, consequentemente, do Estado. “Louvados sejam os 50 anos da Ocepar, e que ela tenha ainda muito tempo pela frente, crescendo, evoluindo e prestando os grandes serviços ao nosso Paraná e ao nosso País”. Piana fez questão de ressaltar que a entidade, “ao longo da sua história, tem organizado as cooperativas para que possam continuar fazendo o que sabem de melhor: produzir alimentos e oferecer serviços de qualidade, através do agronegócio, saúde, crédito, transporte e tantos outros ramos, gerando emprego e distribuindo renda aos paranaenses”, disse.

Planejamento - Além de vice-governador, Piana também é presidente da Fecomércio e integra o grupo de entidades do setor produtivo, o G7. Acompanhado na visita pelo atual coordenador do G7, Fernando Morais, que preside a Faciap, Piana fez questão de lembrar que sempre afirmou em seus discursos que “quando a agricultura vai bem, o comércio também vai bem”. Para ele, “o crescimento das cooperativas paranaenses é impressionante, inconteste e tem demonstrado não só ao Brasil, como ao mundo que, quando tudo é feito com planejamento, dá certo e os resultados são garantidos. Não é à toa que o crescimento planejado pelas cooperativas e a Ocepar, lá em 2015, foi alcançado no ano passado (2020), quando o setor atingiu a marca histórica de R$ 115,7 bilhões em faturamento. E, agora, já estão planejando dobrar este resultado nos próximos anos, com o novo ciclo, chamado de PRC200. Podem me cobrar, mas conhecendo o cooperativismo e suas lideranças, garanto que esta meta será alcançada já em 2025, garanto!”, destacou o vice-governador.

Livro - No final do encontro, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, entregou à Piana e à Morais exemplares do livro “Paraná Cooperativo, modelo econômico e social”, de autoria do jornalista Bene Cavechini, que conta um pouco da história do cooperativismo paranaense nessas cinco décadas, o surgimento do cooperativismo no mundo e a trajetória da Ocepar e demais entidades que integram o sistema atualmente, a Fecoopar e o Sescoop/PR.

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GETEC: Confira o informe semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

getec I coordenacao parlamentar 03 09 2021A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) e sob a responsabilidade da advogada Daniely Andressa da Silva, publicou, nesta sexta-feira (03/09), o Informe Semanal referente à semana de 30 de agosto a 3 de setembro. O setor foi criado neste ano com o propósito de fazer o acompanhamento das matérias de interesse do cooperativismo em discussão, tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná, e das leis publicadas no âmbito do executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná.

Marco legal das ferrovias - O boletim desta semana começa destacando a publicação, no dia 31 de agosto, da MP 1.065/2021, que instituiu o novo marco legal do transporte ferroviário. O texto prevê a permissão da construção de ferrovias por modelos de autorizações simplificadas, visando diminuir a burocracia e estimular investimentos para este modal de transporte. A MP tem vigência imediata pelo prazo de 60 dias, prorrogáveis por igual período, devendo ser encaminhada ao Congresso para conversão em lei. O tema também é objeto de outros projetos de lei, dentre os quais destaca-se o PL 261/2018, em trâmite no Senado Federal.

Pesagem de carga de caminhões - O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 1º de setembro, o projeto de conversão em lei da MP 1.050/2021. A proposta atualiza o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e aumenta de 10% para 12,5% a tolerância de peso por eixo de ônibus de passageiros e caminhões de carga. O texto também prevê a possibilidade da liberação do veículo em casos de irregularidades que não possam ser sanadas de imediato, desde que não haja riscos à segurança, havendo a retenção do Certificado de Registro Veicular (CRV) e concessão de prazo de até 15 dias para regularização. A proposta segue para votação pelo Senado Federal.

Categoria Cooperativa de Transporte de Carga - Também no dia 1º de setembro, o Senado Federal aprovou o texto da MP 1.051/2021, que criou o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), medida que unifica registros necessários para o transporte de cargas, desburocratizando e conferindo maior agilidade ao frete rodoviário. O texto também contempla o reconhecimento da categoria de Cooperativa de Transporte Rodoviário de Cargas (CTC), resultado do trabalho de mobilização coordenado pela OCB, que contou com a participação do Sistema Ocepar (Coordenação de Monitoramento) nas discussões técnicas. O projeto segue para sanção pelo Presidente da República.

Mais temas - O Informe da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar traz ainda informações sobre a MP 1.045/2019, que foi rejeitada pelo Senado Federal e que originalmente estabelecia o novo programa emergencial de manutenção do emprego e renda durante a pandemia, seguindo os moldes do mesmo programa aprovado no ano passado. O boletim também trata sobre a aprovação, pelos deputados federais, do PL 2.337/2021, que altera as regras do Imposto de Renda. O projeto não altera a incidência do imposto sobre o ato cooperativo. O PL, que integra a proposta da reforma tributária fatiada, segue para deliberação pelo Senado Federal. Ainda sobre a reforma tributária, a tramitação da PEC 110/2019 deve avançar com a formalização de parecer pelo relator, senador Roberto Rocha, e posterior deliberação na CCJ. A proposta institui o imposto único sobre operações com bens e serviços (IBS). Na tarde desta quinta-feira (02/09), Ocepar e OCB realizaram reunião com o senador Oriovisto Guimarães em apoio à Emenda 08, que busca garantir segurança jurídica para o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo no texto da PEC.

Áudio - Ouça aqui o áudio sobre o tema produzido pelo jornalista Alexandre Salvador para a rádio Paraná Cooperativo.

Clique aqui e confira na íntegra o Informe Semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

 

COVID-19: Publicados novos destaques na área destinada ao coronavírus no Portal PR Cooperativo

covid 03 09 2021A Área Covid-19 do Portal Paraná Cooperativo é atualizada toda sexta-feira com as notícias que foram destaques durante a semana no Informe Paraná Cooperativo e na Rádio Paraná Cooperativo. Lá, é possível acessar também os comunicados do Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Há ainda uma seção de perguntas e respostas, com esclarecimentos relativos à pandemia. Clique aqui e confira.

 

AUDIÊNCIA PÚBLICA: Senado inicia debates sobre a nova lei de licenciamento ambiental

audiencia publica 03 09 2021O novo código de licenciamento ambiental (PL) 2.159/2021 foi o foco do debate realizado nesta quinta-feira (02/09), na primeira de uma série de seis audiências públicas, coordenadas em conjunto pelas comissões de Meio Ambiente (CMA) e Agricultura (CRA), do Senado. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) foi uma das entidades convidadas a participar do evento.

Aperfeiçoamento - Membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e presidente da CRA, o senador Acir Gurgacz (RO) destacou que o novo marco do licenciamento ambiental busca aperfeiçoar e modernizar o sistema atual. “Isso não significa que vamos afrouxar as regas ou diminuir as exigências para construir as obras que o Brasil precisa, mas sim, que precisamos balancear a atividade produtiva com a preservação ambiental”, afirmou.

Relatório seguro - A relatora da proposta em tramitação há 17 anos no Congresso Nacional, senadora Kátia Abreu (TO), ressaltou que considera muito importante implementar os debates e ouvir os mais diversos setores envolvidos no processo para que seja possível “fazer um relatório bastante seguro para aprovação no Plenário”.

Segurança jurídica- Leonardo Papp, consultor ambiental da OCB, enfatizou que desde a promulgação da Constituição Federal, em 1988, até a publicação da Lei Complementar 140, de 2011, o país registrou uma quantidade significativa de casos na justiça envolvendo a questão ambiental.

Como licenciar - Para Papp, a Lei 140 permitiu definir a cooperação entre a União, os estados e os municípios, mas não estabeleceu como licenciar. “O local preponderante para legislar é dos estados e municípios, sem deixar passar despercebido que há obras que transcendem a capacidade desses entes. Houve essa unicidade, mas não se estabeleceu regras claras e efetivas sobre como liberar os licenciamentos”.

Foco - Segundo o consultor, o foco da discussão sobre o novo marco do licenciamento ambiental deve ser na busca de segurança jurídica e na eficiência da legislação, sem desconsiderar seu histórico até aqui. “Isso não pode ser confundido com fragilização sem critérios”, destacou.

Ferramentas - Papp acrescentou ainda que eficiência significa adotar as ferramentas que são necessárias sem excessos regulatórios e suficientes para que sejam adequadamente utilizados, a fim de gerar os resultados necessários de compatibilização entre o desenvolvimento de atividades produtivas e a proteção do meio ambiente.

Participantes - Também participaram da audiência representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA), da Coalização Brasil Clima, Florestas e Agricultura e da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Saiba mais - O projeto de lei 2.159/2021 estabelece normas gerais para o licenciamento de atividades ou empreendimentos que utilizam recursos ambientais que, de alguma forma, são capazes de poluir ou provocar degradação do meio ambiente. A proposta prevê, entre outras medidas, a avaliação ambiental estratégica como forma de assegurar a interação entre políticas setoriais, territoriais e de sustentabilidade ambiental. (OCB)

FOTO: Roque de Sá / Agência Senado

 

COOPERATIVISMO: Panorama Coop traz análises da semana sobre os principais fatos de interesse do setor

cooperativismo 03 09 2021Desde março de 2020, o Sistema OCB publica, semanalmente, análises sobre vários temas e seus impactos para as cooperativas. São informações que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo. Neste ano, essas análises passaram a ser divulgadas por meio do Panorama Coop, uma newsletter atualizada todas as quintas-feiras.

Destaques – O boletim desta semana traz mais acontecimentos que podem afetar as cooperativas, com os destaques para as análises econômicas mais recentes, as principais notícias da semana e o andamento da Reforma Tributária. Confira.

Análise política- Enquanto o mundo político acompanha com atenção os possíveis contornos das mobilizações agendadas para o dia 7 de setembro, outro episódio tem marcado a agenda de decisões nos últimos dias: a aparente disputa entre os presidentes da Câmara e do Senado pela pauta legislativa, já com importantes reflexos na definição de temas como a Reforma Tributária e na MP de mudanças nas regras trabalhistas. Confira a seguir os impactos do cenário político desta semana para o cooperativismo!

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Reforma Tributária- A Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta quinta-feira (02/09), o projeto de lei 2.337/21 que propõe a Reforma do Imposto de Renda. A possibilidade de aprovação da proposta foi possível devido a um acordo envolvendo os líderes partidários e o relator da matéria, deputado Celso Sabino. Ainda assim, após a aprovação do texto-base ainda foram votados 16 destaques, que são tentativas de mudar o texto, apresentados por diversos partidos. Dentre esses, o único que foi aprovado pelos deputados foi a redução da alíquota de lucros e dividendos de 20% para 15%. A OCB acompanhou toda a votação e discursos realizados pelos parlamentares para garantir que não fosse incluído nenhum dispositivo prejudicial ao cooperativismo. A proposta segue agora para análise do Senado Federal.

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OCB atua pelo ato cooperativo na Reforma Tributária -O texto da Reforma Tributária proposto pela PEC 110/2019 em tramitação no Senado pode aumentar a insegurança jurídica do ato cooperativo. Isso porque, atualmente, o ato é regido por normas infra legais que deixariam de existir com a aprovação da matéria. Para evitar que isso aconteça, os senadores Esperidião Amin (SC) e Luis Carlos Heinze (RS), membros da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), apresentaram a Emenda número 8, que inclui a definição do ato cooperativo e a correta aplicação do tratamento tributário às cooperativas e seus cooperados.

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Parlamentares incentivam coops na mineração do país- Os deputados Roman (PR), Greyce Elias (MG) e Joaquim Passarinho (PA) reconheceram a importância e incentivaram o aumento da participação do cooperativismo nas atividades de mineração do Brasil. Os parlamentares participaram de audiência pública realizada na quarta-feira (01/09) pelo Grupo de Trabalho destinado a elaborar a proposta de um novo Código de Mineração para o país, atualizando o Decreto-Lei 227 de 1967.

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OCB lançará curso Cooperativismo de Plataforma- O cooperativismo de plataforma já é uma realidade fora do país e está começando a ganhar força aqui no Brasil. É por isso que o Sistema OCB está preparando o lançamento do curso sobre esse assunto, que ocorrerá no dia 14/09, durante a Semana InovaCoop. O curso será ministrado pelo professor e diretor da Escoop, Mario de Conto e a ideia é preparar as cooperativas para atuarem com mais força e resultados nesse mundo dos aplicativos e plataformas.

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UNIMED LONDRINA: Cooperativa terá hospital próprio com 150 leitos

unimed londrina 03 09 2021A Unimed Londrina completou 50 anos em 2021, mas quem vai ganhar o presente é a cidade. Os médicos cooperados aprovaram em assembleia realizada nesta semana, a construção de um hospital próprio para a cooperativa. Localizado em uma área de mais de 100 mil m2, na avenida dos Expedicionários, próximo ao Jardim Botânico, zona sul, o empreendimento terá um importante papel para Londrina e região. Com cerca de 150 leitos, o hospital irá contar com área de 15 mil m2.

Momento ímpar - Para a Unimed, este é um momento ímpar que fortalece a cooperativa, além de gerar mais trabalho e valorizar o ato médico. Com a aprovação do hospital, o Sistema Unimed se destaca diante da concorrência, dando mais segurança aos clientes, cooperados e colaboradores, que confiam em num plano de saúde que tem tradição, qualidade e credibilidade.  

Lacuna - Conforme o presidente da Unimed Londrina, Omar Genha Taha, o hospital vem para suprir uma importante lacuna na saúde da cidade. “Esta entrega vai beneficiar todas as pessoas que moram em Londrina e região. Teremos um hospital altamente capacitado para atender os clientes da melhor forma possível. Serão 150 leitos a mais em Londrina”, explica.

Definição - A definição do projeto inicia neste mês e a previsão é que o hospital seja entregue dentro de três anos. O investimento será de mais de R$150 milhões e conforme estudos preliminares, inicialmente o hospital deve gerar 800 empregos diretamente. “Para a área da saúde este é um empreendimento muito importante porque vai trazer tecnologia e inovação”, complementa o presidente.

Acompanhamento - A construção do hospital será acompanhada por uma comissão de médicos cooperados de diferentes especialidades. De acordo com o Taha, o próximo passo da Unimed será a definição e aprovação dos projetos. (Imprensa Unimed Londrina)

 

UNIMED CURITIBA: Especialistas falam sobre largar o cigarro sem rodeios

unimed curitiba 02 09 2021No último fim de semana, foi o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto) e muito se falou sobre o tema, o que é a finalidade da data. Afinal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), fumar é a principal causa de morte evitável no mundo. Mas se tem alguém que sabe muito bem da quantidade enorme de substâncias tóxicas que o cigarro contém (cerca de 4.720), bem como da dependência que a nicotina causa, é justamente o fumante. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que 10% deles chegam a reduzir sua expectativa de vida em 20 anos.

Relação com outras doenças - O fumo está relacionado a uma série de outras doenças, sendo fator de risco para doenças cardiovasculares e pulmonares e também para todos os tipos de câncer em regiões próximas à boca (traqueia, laringe, faringe, esôfago), além do câncer de pulmão. Porém, ainda que motivo não falte, é preciso que o tabagista tome coragem de seguir o caminho de abandono do hábito, o que passa pelo enfrentamento do vício, então ter uma rede de suporte é fundamental. O pneumologista Irinei Melek, médico cooperado da Unimed Curitiba e presidente da Associação Paranaense de Pneumologia e Tisiologia (APPT), destaca que o tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina (presente nos produtos à base de tabaco) e que integra o grupo de transtornos mentais e comportamentais em razão do uso de substância psicoativa.

Iniciativas - É por isso que, tanto na rede pública quanto na rede privada, há diversas iniciativas para reunir fumantes com equipes formadas por médicos, psicólogos e outros profissionais da saúde. O Você Sem Cigarro, um dos programas da Unimed Curitiba voltado para o estímulo de hábitos saudáveis e bem-estar, já existe há 5 anos e foi criado para a sensibilização e tratamento do tabagismo, com estratégias focadas na mudança de comportamento, compressão dos gatilhos condicionados ao tabagismo, prevenção da recaída, bem como para a prevenção das doenças relacionadas ao uso do cigarro. Direcionado para os beneficiários do plano que desejam parar de fumar, o serviço é coordenado por uma psicóloga e conta com uma equipe multidisciplinar. As reuniões, neste momento, acontecem via videoconferência e os participantes podem interagir entre si. São sete encontros semanais, em datas previamente agendadas, e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (41) 3021-4735, neste link ou pelo e-mail pse@unimedcuritiba.com.br. Além disso, há troca de experiências e envio de informações, lembretes e materiais didáticos pelo grupo do Whatsapp. O propósito é ajudar a adotar hábitos e comportamentos mais saudáveis e a fortalecer redes de apoio social e familiar.

Importância - Melek reforça a importância desse suporte porque muitas pessoas não imaginam, ou simplesmente minimizam o esforço que deixar de fumar demanda. “Não é nada fácil se envolver nesse processo porque exige mais do que uma atitude ou força de vontade. O tabagista deve enfrentar a dependência de substâncias químicas, uma mudança de vida que exige trabalho e superação. É um caminho que está relacionado a hábitos, estilo de vida, questões psicológicas, e por ser tão abrangente exige suporte em todas as etapas, do primeiro passo até o resultado final que compensa tudo”, comenta.

Fazendo parte da mudança - Quem já passou por isso, como a beneficiária Sandra Paparazzo, reafirma essa importância. Ela hoje mora no interior de São Paulo, mas conhece bem os programas da Unimed Curitiba. Quando começou a pandemia Sandra entrou no programa Viva Leve especializados no acompanhamento para redução de peso, e depois dele participou também do programa Saia do Sofá, quando soube do Você Sem Cigarro. Foi então que teve a ideia de levar seu marido para as reuniões. “Faz mais de 20 anos que deixei de fumar, mas participei para incentivar meu esposo. Matriculei ele e depois da nossa participação ele já diminuiu bastante a quantidade por dia, porém ainda não conseguiu deixar de vez. Para quem fuma faz muito tempo, como ele há mais de 40 anos, é muito difícil largar o cigarro. Vi vários relatos nesse sentido. Minha intenção foi participar com ele para levar a minha experiência, acompanhar e apoiar”, conta.

Direção - Sandra comenta que cada caso é um caso, e justamente por isso ter orientações ajudam a achar a direção e não desanimar. “Eu não senti muita dificuldade quando parei, tanto que deixei dois maços fechados na época. Para mim foi uma decisão tomada, até questão de honra. Mas sei de todas as etapas para avançar. E agora com meu marido está sendo diferente, ele segue com o acompanhamento médico, está tomando medicamentos e teve reações durante o processo. Vejo o quanto o incentivo e a paciência são estimulantes para ele não desistir”, revela. O pneumologista Jonatas Reichert, também médico cooperado da Unimed Curitiba, destaca que cada pessoa responde de um jeito à dependência. Alguns fumantes conseguem largar logo o cigarro; outros enfrentam um processo mais longo e com a necessidade de medicamentos.

Recaídas - “Dentro de todo esse contexto recaídas estão previstas, mas elas não devem ser desestímulos nem motivo para desistir. Há aqueles que sofrem a recaída e a escondem por vergonha. Mas é preciso encarar e trabalhar psicologicamente essa recaída para mostrar que ela não representa uma fraqueza pessoal e sim em função de milhares de toxinas. A pessoa não é culpada por isso”, afirma Reichert. O médico conta que já tratou de pacientes com um nível de dependência intenso, que recaíram cinco, seis vezes, até conseguirem parar de vez com o cigarro. É aqui que entra o apoio, pois o fumante precisa descobrir outras formas de prazer, de aliviar o estresse e até mesmo de conduzir determinados hábitos e rotinas sociais de forma mais saudável. “Essas medidas, com mudanças no estilo de vida, o aconselhamento breve, a participação em grupos e o apoio multidisciplinar, ajudam muito. Não tenha medo da recaída: a enfrente sem medo do julgamento”, orienta Reichert.

Movimentar a mente e o corpo - Se estar ao lado do tabagista sem julgamentos é uma das chaves para sua evolução, há também outra iniciativa que ajuda muito a largar o cigarro: a prática de atividade física. Ela traz bem-estar emocional e ajuda a controlar os impulsos, diminuindo a ansiedade gerada pelo vício. “O exercício realizado de forma regular tem a capacidade de melhorar o humor e fazer com que a ansiedade e o estresse diminuam. Isso ocorre porque a prática de exercícios faz com que haja liberação de endorfinas, conhecidas popularmente como o hormônio da felicidade. Ele funciona como um analgésico natural, aliviando as tensões e regulando as emoções”, explica o médico cooperado da Unimed Curitiba especialista em psiquiatria, Guilherme Góis. Dessa forma, combate a ansiedade gerada pelo vício e outros distúrbios psicológicos associados à abstinência. “Pesquisas mostram que, muito além do condicionamento físico, pessoas que se exercitam têm menos depressão, ansiedade e hipocondria, além de melhor autoestima”, afirma.

Atividades aeróbicas - Ele destaca atividades aeróbicas como andar, correr, ciclismo, natação e remo porque, ao respirar ar puro, há eliminação do monóxido de carbono e aumento do nível de oxigênio circulante. Mas o mais importante, segundo o psiquiatra, é escolher uma atividade que seja prazerosa, pois a motivação aumenta e as chances de ela se tornar duradoura também. “A atividade física regular tem muito a ver com a direção que damos para nossas vidas, assim como nossos hábitos de lazer, alimentação, sono e espiritualidade, já que a dependência da nicotina ocorre nos níveis físico, psicológico e comportamental”, conclui.

SERVIÇO

Programa Você Sem Cigarro da Unimed Curitiba

Telefone (41) 3021-4735

Pré-inscrição http://www.unimed.coop.br/pesquisasonline/index.php/871119/lang-pt-BR

E-mail pse@unimedcuritiba.com.br

Próxima turma dia 13 de outubro – via plataforma zoom

Sobre a Unimed Curitiba - A Unimed Curitiba é a maior operadora de plano de saúde do Paraná e está entre as maiores do Sistema Unimed. Fundada em 1971, completa 50 anos em 2021 com mais de 4.600 médicos cooperados de diferentes especialidades, que atendem 551 mil clientes junto a 1.600 colaboradores. Compondo a maior rede credenciada do estado com 54 hospitais, 245 clínicas e 91 laboratórios, sendo 20 deles próprios (Unimed Laboratório) e três bancos de sangue. A cooperativa conta com diversos canais de atendimento remoto e 19 unidades de atendimento presenciais distribuídas em Curitiba e municípios da Região Metropolitana. Além da campanha, diversas ações especiais celebram seu cinquentenário em agosto de 2021.

Reconhecimentos - A marca Unimed é Top of Mind 26 vezes ininterruptas, pelo Prêmio World Branding Awards que anualmente reconhece as principais marcas do mundo, e é também a única marca brasileira eleita na categoria Planos de Saúde pelo National Award. Já a Unimed Curitiba, é reconhecida pela Great Place to Work (GPTW) como uma das melhores empresas para se trabalhar no Paraná, considerado o 9º maior plano de saúde na edição 2020 do Prêmio Valor 1000, está na 59ª colocação entre as 500 maiores do Sul e a 23ª posição entre as 100 maiores do Paraná segundo o levantamento de 2020 do projeto do Grupo Amanhã, o mais importante ranking regional do Brasil. Saiba mais em unimedcuritiba.com.br ou acesse as redes da cooperativa no Facebook, Instagram e LinkedIn. (Imprensa Unimed Curitiba)

 

SICREDI UNIÃO: Cooperativa faz parte do SRP Valley

sicredi uniao 03 09 2021A Sicredi União PR/SP firmou parceria com o SRP Valley, primeiro parque tecnológico privado do agro, em cerimônia de lançamento do projeto, no último dia 31, no Parque Ney Braga, em Londrina (PR).

Habitat - A cooperativa estará no habitat Cocriagro, hub de inovação âncora do parque tecnológico, e que reunirá ainda a cooperativa Integrada, Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), Esalqteq; UTFPR, Instituto Senai, IDR-PR e TMG; além de 14 startups. A estrutura conta também com a Smart Farm, uma área para experimentos e que servirá como uma vitrine para as startups, operacionalizada pela Consoagro (empresa júnior de agronomia da Universidade Estadual de Londrina).

Desafio - “A Sicredi União PR/SP tem o desafio de trazer tecnologia para nossos associados, muitos deles com atividades no agronegócio”, comentou o presidente da cooperativa, Wellington Ferreira, lembrando que a Sicredi União nasceu para atender o segmento agro, antes de se tornar de livre admissão. “Também é nosso desafio fazer essa tecnologia ser acessível ao produtor. Por isso estamos aqui e também na AgTech Garage, em Piracicaba. Queremos trazer tecnologia e inovação para o agronegócio, setor que tem sustentado o país”, salientou ele.

Conexões - Com a parceria, o objetivo da instituição é criar conexões e aproximar ainda mais a cooperativa de seus associados ao contribuir com soluções inovadoras que irão contribuir com aumento da produtividade e gestão de propriedades rurais.

Ecossistemas - O SRP Valley reunirá um grande ecossistema – startups, corporações do agro, investidores, institutos de tecnologia, pesquisadores, instituições de ensino superior - com o objetivo de solucionar desafios e atender as necessidades do agronegócio. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

CONJUNTURA AGROPECUÁRIA: Produtores de milho começam plantio da 1ª safra com projeção de colher 4,1 milhões de toneladas

conjuntura agropecuaria 03 09 2021O plantio da primeira safra de milho 2021/22 começou no Paraná, com projeção de que sejam colhidos 4,1 milhões de toneladas, um aumento de 32% em relação à do ano passado. Esse é um dos destaques do Boletim de Conjuntura Agropecuária na semana de 27 de agosto a 3 de setembro. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Clima favorável - O início da semeadura do milho foi possível em razão das condições climáticas favoráveis. A área ainda é pequena, com plantio em 14,5 mil hectares, o que representa apenas 3% da extensão total estimada de 422 mil hectares. Mas é grande a esperança de a produção saltar de 3,1 milhões de toneladas para 4,1 milhões.

Produtividade - Se isso se confirmar, a produtividade ficará em 9,7 mil quilos por hectare, quase próximo do recorde da safra 2019/20, quando se conseguiu 10 mil quilos por hectare. Enquanto começa a ganhar corpo a semeadura da primeira safra 2021/22, os produtores também avançam na colheita da segunda safra 2020/21, que historicamente se encerra em setembro.

Colheita - Até agora foram colhidos 82% da área estimada de 2,5 milhões de hectares.

Comercialização - Se no campo as condições ajudam os produtores, o mesmo se repete na comercialização. O mês de agosto fechou com a saca de 60 quilos valendo R$ 93,64. O valor representa aumento de 106% em relação ao que o agricultor recebia no mesmo período do ano passado. Se o comparativo for com 2019, a elevação é de 237%.

Trigo e soja - O boletim retrata, ainda, que a colheita de trigo também começou no Paraná. No entanto, as primeiras áreas tiveram problemas de produtividade em decorrência das geadas e estiagem. Mas, assim mesmo, os produtores comemoram, em razão de os preços terem subido 8% no último mês e 52% se comparado com agosto de 2020. A média de R$ 87,75 a saca de 60 quilos compensa, em alguns casos, as perdas no campo.

Portarias - Na análise sobre a soja, o documento fala das portarias 388 e 389, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que alteraram o calendário e a forma de tratar a cultura com vistas a aprimorar o Plano Nacional de Controle da Ferrugem Asiática. Entre as mudanças está o período do vazio sanitário, que será definido anualmente a partir de agora. Para a safra 2021/22, o período de semeadura será de 13 de setembro de 2021 a 31 de janeiro de 2022.

Feijão e mandioca - O plantio do feijão primeiro ciclo da safra das águas 2021/22 avança no Estado. Em relação à semana anterior, houve evolução de 403 hectares para 2 mil. A janela de semeadura vai de agosto a dezembro, com previsão de 144 mil hectares plantados.

Desfavorável - Para os produtores de mandioca, as condições climáticas ainda prejudicam a colheita. Com chuvas escassas nas principais regiões produtoras, além de terem dificuldade para colher, os agricultores também não conseguem preparar o solo para o plantio e observam que as lavouras recém-implantadas foram afetadas.

Outros produtos - O documento preparado pelo Deral também fala sobre a produção de gramados e plantas perenes ornamentais, que representam 77,7% no Valor Básico da Produção Agropecuária dos produtos de floricultura. Há, ainda, registro sobre as previsões de pequena queda tanto em área quanto em produção de batata no primeiro ciclo da safra 2021/22.

Pecuária leiteira - Na pecuária leiteira, o boletim registra acordo entre o IDR-Paraná e o Senar/PR para capacitação de técnicos e de produtores de todo o Estado. Na fase inicial, serão investidos R$ 8,9 milhões. Também é feita uma análise sobre as exportações brasileiras de carne de frango. Nos primeiros sete meses de 2021, o aumento foi de 15% em faturamento e de 7,4% em quantidade. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Jaelson Lucas / Arquivo AEN

 

SOJA: Ministério atende reivindicação do Paraná e altera calendário de plantio na safra 2021/22

soja 03 09 2021Uma das reivindicações dos produtores de soja paranaenses, liderados pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e por entidades representantes do segmento, foi atendida pelo Ministério da Agricultura.

Restrições - A publicação das Portaria 388, na quarta-feira (01/09), e da 399, nesta quinta-feira (02/09) traz uma série de restrições para os produtores de soja, com vistas a garantir a efetividade do Plano Nacional de Controle da Ferrugem da Soja (Portaria 306). Ao mesmo tempo, em que altera o calendário de semeadura, de 13 de setembro a 31 de janeiro, respeitando critérios que podem beneficiar os produtores.

Proteção - “Com essas duas portarias da Secretaria de Defesa Agropecuária, o Ministério da Agricultura dá um grande passo no sentido de reforçar a necessária proteção do principal ativo agrícola do Brasil, que é a soja, contra a ferrugem asiática, estabelecendo uma linha importante para coexistirmos com essa enfermidade, controlá-la e combatermos”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Reivindicações - Nos últimos meses, o Sistema de Agricultura do Paraná liderou reuniões para ouvir reivindicações e encaminhar sugestões para o Ministério. Além disso, houve o engajamento das secretarias de Agricultura e dos órgãos de defesa agropecuária do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina para que se chegasse a um acordo comum nas reivindicações ao Ministério.

Conquista - “Dá uma apaziguada geral no que toca à época de semeadura, já que tínhamos divergências de calendário especialmente entre os estados do Sul, com fronteira seca, o que era muito ruim”, afirmou Ortigara. “É uma grande conquista para sojicultura paranaense, especialmente para a parte Sul e Sudoeste do Estado, uma medida acertada para continuarmos crescendo com sustentabilidade, gastando menos recursos para produzir e controlando de forma adequada a ferrugem asiática”.

Vazio sanitário - A Portaria 388 estabeleceu um conceito semelhante ao contido na Portaria 342/2019, da Adapar, quanto ao vazio sanitário. Ela estabelece que é “o período definido e contínuo em que não se pode manter plantas vivas de uma espécie vegetal em uma determinada área”. Essa é uma das principais novidades para a safra 2021/22.

Possibilidade - “Agora voltou a ser possível semear em período anterior à data oficial prevista para o início do ciclo, contanto que as plantas não emerjam antes desta data”, disse o gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende Young Blood.

Calendário de semeadura - A nova legislação também acaba com o período preestabelecido de 110 dias para a semeadura. A partir de agora, o tempo será definido anualmente e terá como base as sugestões apresentadas pela Adapar e pela Superintendência Regional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Paraná. “Na prática, tornou possível a extensão do período de semeadura, conforme solicitado pela Adapar”, afirmou Blood.

Plantio excepcional - O documento destaca, ainda, que, excepcionalmente, a Adapar poderá autorizar a semeadura e a manutenção de plantas vivas de soja, independentemente dos períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura.

Aprovação prévia - Para isso, as finalidades dos cultivos autorizados em caráter excepcional deverão ser previamente aprovadas pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, mediante solicitação do Órgão Estadual de Defesa Sanitária Vegetal, protocolada junto às superintendências federais de agricultura, pecuária e abastecimento, em cada unidade da federação, com o mínimo de 60 dias de antecedência do início dos períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura.

Calendário - A Portaria 389 tem como objetivo organizar o calendário de semeadura da soja de forma que localidades com condições semelhantes sigam as mesmas datas.

Benefícios - “Considerando os aspectos fitossanitários, esse alinhamento das datas entre estados traz grandes benefícios para o manejo da ferrugem asiática”, afirmou o gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Blood. Interessados em mais informações sobre a nova portaria podem ligar para (41) 3313 4000.

Datas - Estas são as datas estabelecidas para a safra 2021/22:

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – 13 de setembro a 31 de janeiro.

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo – 16 de setembro a 03 de fevereiro.

(Agência de Notícias do Paraná

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 

FINANCIAMENTO I: Contratação do crédito rural tem alta de 36% e ultrapassa R$ 64 bilhões em dois meses do Plano Safra 2021/22

financiamento I 03 09 2021Produtores rurais, cooperativas e agroindústria contrataram R$ 64,11 bilhões em financiamentos nos dois primeiros meses de operação do Plano Safra 2021/2022. Os recursos são usados para financiar a atividade agropecuária, florestal, aquícola e pesqueira. O desempenho favorável resultou em alta de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme a divulgação do balanço do crédito rural nesta quinta-feira (02/09) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Maior alta - Os recursos contratados com investimentos somaram R$ 18,3 bilhões, apresentando maior alta (61%). As operações de custeio totalizaram R$ 35,99 bilhões, 25% a mais em comparação a igual período do ano passado. Já a industrialização, alcançou R$ 5,8 bilhões (60%) e a comercialização, R$ 4 bilhões (23%).

Fatores conjunturais - “O início da safra 2021/2022, com a contratação do crédito rural alcançando um incremento significativo comparado com o mesmo período da safra anterior, reflete alguns fatores conjunturais que, se contabilizados, resultam em perspectivas favoráveis ao setor agropecuário. Não obstante as intempéries climáticas que prejudicaram a safra 2020/2021, o otimismo prevalece e reflete-se na demanda excepcional por investimentos na modernização da produção,” ressalta o diretor de Crédito e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo.

Número de contratos - O número dos contratos de financiamentos supera 242 mil no custeio (aumento de 7%), 220 mil no investimento (3%), 3 mil na comercialização e 492 contratos na industrialização (76%).

Pronaf - Os produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) contrataram R$ 7,9 bilhões em custeio (46%), com mais de 177 mil contratos. Em investimento, os agricultores familiares contrataram R$ 4,4 bilhões (58%), com 184 mil contratos. Em todas as finalidades, os agricultores familiares contraíram R$ 13,2 bilhões em financiamentos, alta de 47% em relação a julho e agosto do ano passado, somando mais de 362 mil contratos (6%)

Pronamp - O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) apresentou uma elevação de 19% no volume de recursos contratados e atingiu R$ 8,8 bilhões. As contratações de custeio dos médios produtores somaram R$ 7,8 bilhões (16%) e nos investimentos alcançou R$ 1 bilhão (45%).

Fontes de recursos - As fontes de recursos mais utilizadas pelas instituições financeiras na contratação do crédito aos produtores e as suas cooperativas de produção foram Recursos Obrigatórios (R$ 21,2 bilhões), Poupança Rural Controlada (R$ 13,7 bilhões), Poupança Rural Livre (R$ 11,7 bilhões) e BNDES/Finame equalizável (R$ 6,6 bilhões).

Não controlados - O valor das operações de crédito realizadas com recursos não controlados, como as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), soma pouco mais de R$ 18 bilhões, aumento de 57%. (Mapa)

 

FINANCIAMENTO II: Recursos do Funcafé estarão disponíveis para produtores a partir da próxima semana

financiamento 03 09 2021Nesta semana, o Mapa assinou os primeiros 14 contratos com os agentes financeiros que irão aplicar os recursos do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira). Os documentos foram assinados pela ministra Tereza Cristina. Desta forma, a partir da próxima semana, produtores, cooperativas. indústrias e exportadores poderão procurar os bancos e cooperativas de crédito aptos a operar os recursos.

Operacionalização - No total, 34 bancos e cooperativas de crédito irão operar com o Funcafé, com a participação das principais instituições financeiras que atuam com crédito rural. Os novos parceiros são a Caixa Econômica Federal, Banco de Brasília e Cresol.

Orçamento do Funcafé - O orçamento desta temporada está distribuído da seguinte forma: R$ 1,28 bilhão em custeio, R$ 1,77 bilhão em comercialização, R$ 1,08 bilhão em aquisição de café e R$ 504,4 milhões em capital de giro para indústrias e cooperativas. O montante resulta em R$ 4,64 bilhões.

Geadas - O Conselho Monetário Nacional, por recomendação do Ministério da Agricultura, reservou no último dia 17 de agosto, R$ 1,32 bilhão do Fundo para apoiar os cafeicultores que tiveram perdas com as geadas. A medida foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) em reunião em 10 de agosto.

Resultado - “Estamos aguardando o resultado do levantamento das efetivas perdas no cafezal, que está sendo realizado pela Conab [Companhia Nacional de Abastecimento], o que deve acontecer até o final do mês. Iremos tratar do assunto em reunião com os representantes do CDPC", destaca o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Silvio Farnese. (Mapa)

 

INFRAESTRUTURA: Paraná formaliza pedido de ramais para a Nova Ferroeste junto ao governo federal

infraestrutura 03 09 2021O Paraná formalizou nesta quinta-feira (02/09), junto ao governo federal, o pedido de novos ramais da Nova Ferroeste. A solicitação foi oficializada pelo diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, no lançamento do programa de Autorizações Ferroviárias Por Trilhos, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Paulo Guedes (Economia) e Teresa Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Trecho - Foi feito o pedido de três ramais à concessão vigente, entre Guarapuava, no Paraná, e Dourados, no Mato Grosso do Sul. Hoje, a Ferroeste, linha de ferro já existente no Paraná, opera o trecho entre Cascavel e Guarapuava, com 248 quilômetros. A concessão de 90 anos do governo federal já previa a ligação por trilhos até Dourados (MS). Agora, com a formalização, o traçado ligará Maracaju a Paranaguá e Foz do Iguaçu.

Importância - O coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, que esteve na cerimônia, destacou a importância desse alongamento da estrada de ferro, especialmente para Maracaju, permitindo a conexão com os trilhos da Malha Oeste.

Efetivação - “Agora estamos efetivando o que foi acordado no ano passado quando foi elaborado o projeto”, explicou o coordenador. “É uma etapa mais burocrática, mas ela é importante para que a gente chegue ao leilão com segurança jurídica”.

Análises - Até o resultado do pedido ser divulgado, o Ministério da Infraestrutura vai realizar uma série de análises, como documentação, compatibilidade do projeto com a região escolhida e as outras linhas de ferro já existentes. Não há prazo para a conclusão do processo e divulgação do parecer definitivo.

PPI - Desde 2019 a Nova Ferroeste faz parte do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), do Ministério da Economia, que presta assistência e acompanha o andamento dos principais projetos de interesse nacional. É o único projeto do Paraná contido nesta lista.

Mercado - Uma das atividades do PPI é auxiliar a sondagem de mercado. No dia 13 de setembro, por exemplo, haverá um contato com possíveis investidores. O governo federal vai capitanear uma série de apresentações da Nova Ferroeste para grupos e empresas interessados em participar do leilão de concessão do empreendimento, previsto para 2022.

Termômetro - Segundo o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, essa etapa será um termômetro para a receptividade do projeto. “Esse é um momento de a gente afinar a nossa modelagem econômico-financeira”, completa.

Nova Ferroeste - O projeto prevê a construção de uma nova estrada de ferro que vai ligar Maracaju (MS) a Paranaguá (PR), além de um ramal entre Foz do Iguaçu a Cascavel. Serão 1.285 quilômetros de trilhos que devem transportar cerca de 38 milhões de toneladas no primeiro ano de operação. Destes, 26 milhões de toneladas vão seguir para o Porto de Paranaguá rumo a outros países. Será o segundo maior corredor de exportação de grãos e contêineres refrigerado do Brasil.

Desestatização - A desestatização da Ferroeste prevê a revitalização e modernização do trecho atual e a construção de uma nova estrada de ferro nos dois sentidos para unir por trilhos os estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul. A Nova Ferroeste vai passar por 49 municípios, 41 deles no Paraná.

Estudos - Dois grandes estudos estão em andamento: o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) será finalizado ainda em setembro e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) tem previsão para novembro.

Audiências públicas - Para janeiro e fevereiro estão previstas as audiências públicas em todas as regiões do traçado. A intenção é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo no primeiro trimestre de 2022. O consórcio que vencer a concorrência será responsável também pelas obras e poderá explorar a ferrovia por 70 anos. O investimento é estimado em R$ 30 bilhões.

Novo marco - No dia 30 de agosto o governo federal publicou a Medida Provisória 1.065/2021 que cria um novo marco legal para o setor ferroviário. A mudança institui o regime de autorização do modal para todo o território brasileiro.

Revolução ferroviária - O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, destacou, durante a solenidade desta quinta-feira, a importância de autorizar que empresas privadas invistam nas ferrovias. “Diversos ramais podem surgir para ligar centros, produtores a zonas portuárias, shortlines para ligar áreas de produção a ferrovias concedidas. Criamos um marco regulatório para mudar isso e vamos fazer uma revolução ferroviária, a maior dos últimos cem anos”, disse.

Sete polos - Um estudo da Nova Ferroeste, por exemplo, já identificou sete polos geradores de carga no Estado com potencial para a implantação de pequenas linhas férreas. São empresas e cooperativas de grande porte com unidades de produção próximas à futura linha da Nova Ferroeste. O estudo avalia a possibilidade de investimento de R$ 2,5 bilhões na construção destas ligações pela iniciativa privada. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 

ESTIAGEM: Agosto tem chuvas abaixo da média em várias regiões do Paraná

estiagem 03 09 2021A forte estiagem que atinge o Paraná, que levou o Governo a decretar situação de emergência hídrica em todo o Estado, ainda não dá sinais de trégua. No mês de agosto, grande parte do território paranaense ainda apresentou acumulados de chuva abaixo ou próximo à média para o mês, como mostra o levantamento feito pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a pedido da Agência de Notícias do Paraná, em nove estações meteorológicas do Estado.

Mais significativo - Em setores mais ao Norte, Oeste, parte do Centro e no Sul do Estado o déficit de precipitação foi mais significativo. A maior redução no volume de chuvas foi na região Norte. O acumulado no mês na estação de Londrina foi de apenas 17 milímetros, 71,4% a menos do que a média para agosto, que é de 59,4 milímetros.

Margem Oeste - Na margem oeste do Estado, que abrange as regiões Oeste, Noroeste e Sudoeste, as precipitações também ficaram abaixo do esperado. A estação de Cascavel teve um acúmulo de 29 milímetros no mês passado, 66,3% a menos que a média histórica de 86,2 milímetros. Na de Maringá, cujo volume médio esperado era 66,1 milímetros, choveu apenas 23,2 milímetros, uma redução de 64,9%.

Sudoeste - No Sudoeste, onde a situação para o abastecimento é uma das mais críticas do Estado, o volume foi cerca de 60% abaixo da média. O acumulado na estação de Pato Branco em agosto chegou a 42,4 milímetros, enquanto o volume médio esperado era de 103,6 milímetros.

Municípios - Em Palmas, choveu 42 milímetros, 62,4% abaixo da média para o mês, de 111,8 milímetros. Em União da Vitória, na região Sul, o volume de chuvas foi 57,9% menor que a média histórica de 107,8 milímetros, com o acúmulo de 45,4 milímetros.

Déficit de chuvas - Mesmo em locais onde o volume de chuvas ficou mais próximo ou acima da média climatológica, as precipitações de agosto ainda não foram suficientes para corrigir o déficit hídrico. É o caso da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e do Litoral.

Indicativo - “O volume de chuvas dentro ou acima do esperado nessas regiões não é indicativo de recuperação no déficit hídrico, que não pode ser corrigido com apenas um mês chuvoso”, explica a Lídia Mota, meteorologista do Simepar.

Importante - Os 104,4 milímetros acumulados na estação meteorológica de Curitiba em agosto, 26% superior que a média de 82,7 milímetros para o mês, foi importante para não reduzir ainda mais o nível dos reservatórios que abastecem a RMC, mas ainda não há sinais de estabilidade.

Volume médio- O volume médio de água nas barragens subiu pouco mais de dois pontos percentuais em um mês, passando de 49,7% no início de agosto para 51,92% nesta quinta-feira (2), de acordo com o monitoramento da Sanepar.

Aumento - Também foi registrado aumento no volume de precipitações nas estações de Paranaguá (Litoral), com o acúmulo de 141,6 milímetros, o dobro da média histórica (70,7 milímetros), e de Guarapuava (Centro), onde a chuva acumulada chegou a 118,8 milímetros, pouco mais que o volume médio de 102,8 milímetros.

Setembro - Junto com as flores, a chegada da primavera traz sempre a esperança de mais chuvas. Setembro é um mês de transição entre um período mais seco com a estação chuvosa.

Neutralidade - Mas a previsão do Simepar ainda é de neutralidade, já que não são observadas oscilações oceânicas que possam impactar no volume de chuvas.

Abaixo da média - Há sinais de chuvas pouco abaixo da média no Oeste e Sudoeste e de um volume maior de precipitações nas cidades próximas a Santa Catarina. No Estado, de modo geral, é possível que o volume fique próximo à média. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu/AEN

 

 

ECONOMIA: Pix Saque e Pix Troco estarão disponíveis a partir de 29 de novembro

economia 03 09 2021A partir de 29 de novembro, os clientes poderão usar o Pix, sistema de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central (BC), para sacar dinheiro e receber troco em espécie em estabelecimentos comerciais e outros lugares de circulação pública. A data foi anunciada nesta quinta-feira (02/09) pelo órgão.

Saques - No Pix Saque, o cliente poderá fazer saques em qualquer ponto que ofertar o serviço, como comércios e caixas eletrônicos, tanto em terminais compartilhados como da própria instituição financeira. Nessa modalidade, o correntista apontará a câmera do celular para um código QR (versão avançada do código de barras), fará um Pix para o estabelecimento ou para a instituição financeira e retirará o dinheiro na boca do caixa.

Troco - O Pix Troco permite o saque durante o pagamento de uma compra. O cliente fará um Pix equivalente à soma da compra e do saque e receberá a diferença como troco em espécie. O extrato do cliente especificará a parcela destinada à compra e a quantia sacada como troco.

Limite - Nas duas modalidades, as transações serão limitadas a R$ 500 durante o dia e a R$ 100 entre as 20h e as 6h. No entanto, os ofertantes desses produtos poderão definir limites mais baixos, baseados no perfil do cliente, na localização, no horário da operação e nos critérios de segurança. Segundo o BC, a oferta dos dois novos serviços será opcional.

Cobrança - Não haverá cobrança para pessoas naturais (pessoas físicas e microempreendedores individuais) para até oito transações mensais. O comércio que oferecer as duas opções receberá, da instituição financeira do usuário sacador, de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação, dependendo da negociação com os bancos e as demais instituições.

Benefícios - O Pix Saque e o Pix Troco foram aprovados no último dia 24 pela Diretoria Colegiada do Banco Central. Em nota, o BC informou que os novos serviços “têm potencial para trazer benefícios para toda a sociedade”. Tanto para cidadãos, como para comerciantes, pequenos empresários e para o próprio sistema financeiro.

Redução de custos - “A oferta do serviço diminuirá os custos dos estabelecimentos com gestão de numerário, como aqueles relacionados à segurança e aos depósitos, além de possibilitar que os estabelecimentos ganhem mais visibilidade para seus produtos e serviços, num efeito vitrine”, informou o Banco Central.

Incentivo - “Para o Sistema Financeiro Nacional (SFN), as melhorias representam um incentivo constante à digitalização e à redução de custos nas operações, e ainda estimula a competição, ao facilitar a oferta de serviço de saque por fintechs e instituições digitais, nivelando condições concorrenciais”, acrescentou a autoridade monetária. (Agência Brasil)

 

LEGISLATIVO: Câmara aprova projeto que altera regras do Imposto de Renda

legislativo 03 09 2021A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (02/09) o projeto que altera regras do Imposto de Renda (PL 2337/21). A proposta, que é a segunda fase da reforma tributária, será enviada ao Senado.

Substitutivo - De autoria do Poder Executivo, o projeto foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Celso Sabino (PSDB-PA). De acordo com o texto, os lucros e dividendos serão taxados em 15% a título de Imposto de Renda na fonte, mas fundos de investimento em ações ficam de fora.

Emenda - No texto-base aprovado na quarta-feira (01/09), a alíquota proposta era de 20%, mas com a aprovação de emenda do deputado Neri Geller (PP-MT) nesta quinta-feira, o tributo passou para 15%.

IRPJ - O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) será reduzido de 15% para 8%. Essa redução terá vigência após a implantação de um adicional de 1,5% da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que vai incidir na extração de ferro, cobre, bauxita, ouro, manganês, caulim, níquel, nióbio e lítio.

Adicional - O adicional de 10% previsto na legislação para lucros mensais acima de R$ 20 mil continua valendo.

CSLL - Já a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) diminuirá 0,5 ponto percentual em duas etapas, condicionadas à redução de incentivos tributários que aumentarão a arrecadação. Assim, o total, após o fim desses incentivos, será de 1 ponto percentual a menos, passando de 9% para 8% no caso geral. Bancos passarão de 20% para 19%; e demais instituições financeiras, de 15% para 14%.

Tabela do IR - Quanto à tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), a faixa de isenção passa de R$ 1.903,98 para R$ 2.500 mensais, correção de 31,3%. Igual índice é usado para reajustar a parcela a deduzir por aposentados com 65 anos ou mais.

Demais faixas - As demais faixas terão reajuste entre 13,2% e 13,6%, enquanto as parcelas a deduzir aumentam de 16% a 31%. Deduções com dependentes e educação continuam no mesmo valor.

Validade - Todas as mudanças valerão a partir de 2022, em respeito ao princípio da anterioridade, segundo o qual as mudanças em tributos devem valer apenas para o ano seguinte.

Maior - “A correção proposta na faixa de isenção da tabela do Imposto de Renda será a maior desde o Plano Real”, afirmou Celso Sabino. “Os contribuintes perceberão redução significativa no IR devido, e cerca de 16 milhões de brasileiros – metade do total de declarantes – ficarão isentos”, disse o relator.

Desconto mantido - Um dos pontos para os quais as negociações evoluíram a ponto de o texto obter mais apoio é a manutenção do desconto simplificado na declaração de ajuste anual.

Atualmente - Atualmente, o desconto é de 20% dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34, e substitui todas as deduções permitidas, como gastos com saúde, educação e dependentes.

Limite - Pela proposta inicial, esse desconto somente seria possível para aqueles que ganham até R$ 40 mil por ano, limitado a R$ 8 mil (20%). O texto aprovado passa o limite para R$ 10.563,60.

Impacto orçamentário - Apesar das mudanças no projeto original do Executivo, o relator afirmou que não haverá impacto na arrecadação inicialmente projetada pelo governo. "Impacto zero. Não vamos ter contribuição alguma para o aumento do déficit fiscal. Pelo contrário, acreditamos que as medidas de desoneração do capital produtivo vão impulsionar a economia, que vai gerar mais arrecadação", disse Celso Sabino.

Aumento - Ele afirmou que já previa a redução da alíquota para distribuição de dividendos, por isso aumentou a alíquota das empresas, inicialmente prevista em 6,5%, para 8%.

Contribuintes - Apesar de ser neutra para o governo, a reforma vai atingir alguns contribuintes, conforme reconheceu o relator. "A ampla maioria vai pagar menos, mas o indivíduo que receba R$ 70 milhões de renda por dividendos vai pagar mais imposto", comentou.

Lucros e dividendos - A tributação de lucros e dividendos distribuídos pelas empresas a pessoas físicas ou jurídicas valerá inclusive para os domiciliados no exterior e em relação a qualquer tipo de ação.

Países - A maior parte dos países no mundo realiza esse tipo de tributação. Dentre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas a Letônia não tributa lucros e dividendos.

Aplicação - A tributação será aplicada também para os casos em que a empresa fechar e reverter os lucros do capital investido aos sócios ou quando houver diferença entre o capital a mais investido pelo sócio na empresa e o retirado a título de lucro ou dividendo.

Exceções - Entretanto, o texto aprovado aumenta o número de exceções inicialmente previsto no projeto. Além das micro e pequenas empresas participantes do Simples Nacional, ficam de fora as empresas não participantes desse regime especial tributadas pelo lucro presumido com faturamento até o limite de enquadramento do Simples, hoje equivalente a R$ 4,8 milhões, e desde que não se enquadrem nas restrições societárias da tributação simplificada.

Outras - Outras exceções são para as empresas participantes de uma holding, quando um conglomerado de empresas está sob controle societário comum; para empresas que recebam recursos de incorporadoras imobiliárias sujeitas ao regime de tributação especial de patrimônio de afetação; e fundos de previdência complementar.

Compensação - Se os lucros forem pagos a uma empresa, ela poderá compensar o imposto devido pelos lucros recebidos com o imposto retido por ela e calculado sobre as distribuições que vier a fazer sobre seus próprios lucros e dividendos.

Dedução - Esses lucros e dividendos não poderão ser deduzidos da base de cálculo do IRPJ e da CSLL.

Bens ou direitos - De igual forma, deverá ser tributado o lucro ou dividendo distribuído em bens ou direitos (títulos creditícios ou uma máquina, por exemplo). O lucro ou dividendo deverá ser tributado sempre que a avaliação pelo valor de mercado dos bens superar o lucro ou dividendo distribuído.

Diferença - Já a diferença a maior entre o valor de mercado e o valor contábil será considerado ganho de capital e entrará na base de cálculo do IRPJ e da CSLL devidos pela empresa. As diferenças a menor não poderão ser abatidas.

Mudanças na apuração - A proposta apresenta ainda mudanças na apuração do IRPJ e da CSSL, que passará a ser somente trimestral. Hoje, há duas opções: trimestral e anual.

Royalties de mineração - A arrecadação do adicional de 1,5% da CFEM, ao qual está condicionada a redução do IRPJ, ficará com os municípios do estado onde ocorrer a produção proporcionalmente aos habitantes (83,25%). Outros 16,65% ficarão com o estado produtor e 0,1% para o Ibama usar em atividades de proteção ambiental em regiões impactadas pela mineração.

Sem incidência - Esse adicional não incidirá sobre operações de pequeno valor ou relativas a empresas de pequeno porte, conforme definido em ato do Poder Executivo.

Juros sobre capital - O texto aprovado acaba ainda com outra forma de repartição de lucros pelas empresas, a dedução dos juros sobre o capital próprio (JCP) da base de cálculo de tributos.

Mecanismo - Os juros sobre capital são um mecanismo criado na década de 90 que pretendia estimular os investimentos por meio de aporte de capital, mas tem sido usado pelas empresas para pagar menos tributo sem esse efeito.

Renúncia menor - A primeira redução da CSLL, de 0,5 ponto percentual, será dependente do fim de benefícios fiscais de alíquota zero referentes a gás natural canalizado, carvão mineral, produtos químicos, farmacêuticos e hospitalares.

Segunda - A segunda redução do tributo, também de 0,5 ponto percentual, dependerá da revogação do benefício de crédito presumido a produtos farmacêuticos.

Auxílio-moradia - Celso Sabino propõe o fim também da isenção do IRPF sobre auxílio-moradia.

Interesse social - Por outro lado, serão aumentadas várias deduções que as empresas podem fazer do Imposto de Renda a pagar em razão de doações de interesse social.

Exemplo - É o caso, por exemplo, de doações aos fundos dos direitos do idoso; da criança e do adolescente; a projetos desportivos e paradesportivos; por meio da lei de incentivos aos audiovisuais; para programas de saúde contra o câncer (Pronon) e a favor de pessoas com deficiência (Pronas/PCD). Nessas situações, a dedução aumenta de 1% para 1,87%.

Patrocínio - Já a dedução pelo patrocínio de obras audiovisuais e em razão do Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT) passa a ser, se considerada isoladamente, de 4% para 7,5% do imposto devido.

Pontos rejeitados - Na votação em Plenário, foram rejeitadas as seguintes emendas:

- emenda do deputado Aelton Freitas (PL-MG) previa um escalonamento na cobrança do imposto sobre lucros e dividendos, de 3% a 15% ao longo de cinco anos;

- emenda do deputado Bohn Gass (PT-RS) pretendia impor alíquota de 25% para lucros e dividendos mensais acima de R$ 40 mil;

- emenda da deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) pretendia submeter os lucros e dividendos à tabela progressiva do IRPF;

- emenda do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) pretendia isentar da tributação os lucros e dividendos distribuídos a sócios de escritórios de advocacia;

- emenda do deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP) pretendia estender a isenção atual sobre os lucros ou dividendos para aqueles distribuídos até 31 de dezembro de 2022 com base nos resultados apurados até 31 de dezembro de 2021;

- emenda do deputado Eduardo Cury (PSDB-SP) pretendia fixar o IRPJ em 6,5% durante 2022 e em 5,5% a partir de 2023;

- emenda do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) pretendia permitir a apuração e o pagamento consolidados do IRPJ e da CSLL pelas empresas controladoras e controladas;

- emenda do deputado Bohn Gass pretendia reajustar os valores da tabela do IRPF em 47%;

- emenda do deputado Wolney Queiroz (PDT-PE) pretendia reajustar, no mesmo índice do projeto, as deduções de despesas com instrução e por dependentes;

- destaque do PSL pretendia manter o desconto simplificado na declaração de ajuste do IRPF em R$ 16.754,34;

- emenda do deputado Wolney Queiroz pretendia retomar a permissão de desconto, na declaração de ajuste anual, dos valores pagos pelo empregador à Previdência Social a título de contribuição patronal do empregado doméstico;

- emenda do deputado Danilo Cabral (PSB-PE) pretendia impedir o fim do voto de qualidade do presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) em caso de empate em julgamentos administrativos;

- emenda do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) pretendia retomar a isenção, para o período de 2022 a 2026, do imposto de renda retido na fonte a incidir sobre remessas ao exterior de pagamentos por arrendamento mercantil de aeronaves;

- emenda do deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP) pretendia isentar investimentos em debêntures de infraestrutura do pagamento do adicional de IRPJ de 10% previsto na legislação;

- emenda do deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) pretendia permitir às instituições financeiras deduzirem da base de cálculo do IRPJ e da CSLL as reservas feitas para créditos a receber cujo pagamento esteja atrasado por 90 dias ou mais. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Michel Jesus / Câmara dos Deputado

 

MP: Medida Provisória estabelece prazo para atualização de coberturas dos planos de saúde

O presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória (MP) que altera a lei dos planos de saúde (Lei 9.656/98) para estabelecer prazo máximo na análise de novos procedimentos e tratamentos que poderão ser incluídos no rol de cobertura dos planos.

Objetivo - "O objetivo é trazer mais celeridade ao processo de incorporação de novos tratamentos aos planos de saúde, aplicando-se parâmetros semelhantes aos adotados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), já consolidados no país", informou a Secretaria-Geral da Presidência, em nota.  

Prazo - Segundo a pasta, a MP prevê que o processo de atualização do rol dos procedimentos e eventos em saúde por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do qual novos tratamentos são incluídos nas coberturas obrigatórias, deverá ser concluído no prazo de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias corridos. Caso a ANS não se manifeste de forma conclusiva dentro desse prazo, o medicamento, produto para a saúde ou procedimento será automaticamente incluído na lista de cobertura até que agência tome uma decisão.

Atualização - Segundo o Ministério da Saúde, atualmente o rol de procedimentos e eventos em saúde é atualizado a cada seis meses pela ANS, conforme resolução normativa da agência, mas não há prazo fixado para a conclusão do processo.

Continuidade - "A medida garante a pacientes a continuidade do tratamento iniciado mesmo se a decisão for desfavorável à inclusão. Além disso, estão previstas ainda a realização de consulta pública e audiência pública, se a matéria for considerada relevante", acrescentou a pasta.

Tratamentos recomendados - O texto da medida provisória também determina, segundo o governo, que tratamentos recomendados pela Conitec que passarão a integrar o rol de procedimentos e eventos em saúde suplementar sejam analisados no prazo de até 30 dias.

Comissão - O texto prevê ainda a criação da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar, que deverá assessorar a ANS na avaliação da amplitude das coberturas no âmbito da saúde suplementar, inclusive de transplantes, de procedimentos de alta complexidade e dos tratamentos antineoplásicos (contra o câncer) domiciliares de uso oral. A comissão deverá apresentar relatório à ANS considerando evidências científicas sobre a eficácia e efetividade do medicamento ou tratamento, além de avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação a outras coberturas previstas nos planos.

Veto - A edição da MP ocorre pouco mais de um mês depois do presidente vetar o projeto de lei que tornava obrigatória a cobertura pelos planos privados de saúde de tratamentos domiciliares de uso oral contra o câncer, inclusive de medicamentos para o controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento. (Agência Brasil)

SAÚDE I: Brasil tem 26.280 casos e 764 mortes em 24 horas

O total de vidas perdidas para a covid-19 em todo o Brasil desde o início da pandemia subiu para 581.914. Em 24 horas, foram registradas por equipes de saúde 764 mortes causadas por complicações associadas à doença.

Investigação - Ainda há 3.553 falecimentos em investigação. Nessas situações, os diagnósticos dependem de resultados de exames concluídos apenas após o paciente já ter morrido.

Infectadas - Já a quantidade de pessoas infectadas desde o início da pandemia está em 20.830.495. Entre quarta e quinta-feira (01 e 02/09), foram registrados 26.280 novos diagnósticos positivos.

Acompanhamento - Ainda há 446.856 casos em acompanhamento, ou seja, pessoas que tiveram o diagnóstico de covid-19 confirmado e estão sendo atendidas por equipes de saúde ou se recuperando em casa.

Balanço diário - As informações estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta quinta-feira (02/09). A atualização consolida dados sobre casos e mortes enviados por secretarias estaduais de saúde.

Recuperadas - O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 subiu para 19.801.725. Isso corresponde a 95,1% das pessoas infectadas no Brasil desde o início da pandemia.

Estados - No topo do ranking de mortes por estado estão São Paulo (146.179), Rio de Janeiro (62.774), Minas Gerais (53.167), Paraná (37.614) e Rio Grande do Sul (34.268). Os estados com menos mortes são Acre (1.814), Roraima (1.949), Amapá (1.954), Tocantins (3.693) e Sergipe (5.998).

Vacinação - Dados mais recentes do painel de vacinação do Ministério da Saúde mostram que 195,5 milhões de doses da vacina contra a covid-19 foram aplicadas em todo o país, sendo 132 milhões da como primeira dose e 63,5 milhões como segunda dose.

Distribuição - Ainda conforme o painel de vacinação, foram distribuídas 233,7 milhões de doses para todos os estados brasileiros e para o Distrito Federal. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Boletim da Sesa divulga mais 3.757 casos confirmados e 65 mortes pela Covid-19

saude II 03 09 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (02/09) mais 3.757 casos confirmados e 65 mortes pela Covid-19. Os números incluem meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas. Há ajustes ao final do texto.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.455.954 casos e 37.397 mortos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta quinta-feira são de setembro (480), agosto (2.755), julho (35), junho (249), maio (189), abril (41), março (6), fevereiro (1) de 2021 e agosto (1) de 2020.

Internados - O informe da Saúde relata que 1.016 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. São 740 em leitos SUS (437 em UTI e 303 em enfermaria) e 276 em leitos da rede particular (144 em UTI e 132 em enfermaria).

Exames - Há outros 1.436 pacientes internados, 693 em leitos UTI e 743 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos da rede pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Secretaria da Saúde informa a morte de mais 65 pacientes. São 25 mulheres e 40 homens, com idades que variam de 24 a 96 anos. Os óbitos ocorreram entre 6 de abril a 2 de setembro de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam Curitiba (14), Londrina (9), Ponta Grossa (4), Lapa (4), Cascavel (3), Maringá (2) e Apucarana (2). Foi registrada, ainda, a morte de uma pessoa em cada um dos seguintes municípios: Ventania, Umuarama, Telêmaco Borba, São José dos Pinhais, Salto do Lontra, Querência do Norte, Pérola, Pinhais, Paranaguá, Ouro Verde do Oeste, Ortigueira, Nova Santa Rosa, Moreira Sales, Marilena, Jataizinho, Itaguajé, Guaíra, Foz do Iguaçu, Fazenda Rio Grande, Diamante do Sul, Colorado, Cianorte, Astorga, Andirá, Ampére, Alvorada do Sul e Altônia.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 6.526 casos de residentes de fora do Estado, 217 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

 Confira o informe completo clicando aqui.

Confira o relatório de exclusões de casos e o relatório de correções de municípios

 

SAÚDE III: 87 mil doses de vacinas contra a Covid-19 chegam ao Paraná

saude III 03 09 2021A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu, na noite desta quinta-feira (02/09), mais 87.000 vacinas contra a Covid-19.

Desembarque - As doses de AstraZeneca/Fiocruz desembarcaram no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, às 20h05, no voo AD 4078 e foram enviadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para conferência e armazenamento, até que sejam repassadas aos municípios.

45ª remessa - Os imunizantes fazem parte da 45ª remessa de distribuição do Ministério da Saúde para segundas doses (D2) e completam o lote de 166.500 doses destinadas ao Paraná. As vacinas devem ser enviadas para os municípios na sexta-feira (03/09).

Pfizer - O Ministério da Saúde também contemplou o Paraná com mais 136.890 imunizantes da Pfizer/BioNTech destinados à segunda dose (D2). As vacinas devem chegar nesta sexta-feira (03/09) às 8h25.

Vacinômetro - Segundo os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 10.945.251 vacinas, sendo 7.480.506 primeiras doses (D1), 319.502 doses únicas (DU) e 3.145.243 D2. Entre primeiras doses e doses únicas, o Estado atingiu até agora 89,4% da população adulta, estimada em 8.720.953 paranaenses. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Américo Antonio / Sesa

 

ARTIGO: Índice de saúde financeira

artigo 03 09 2021*Rodrigo Martimiano da Rocha

Existem coisas que são inerentes a todas as pessoas, e cuidar de nossas finanças é uma delas, seja diretamente, seja dentro de relações familiares, ou até mesmo por meio da contratação de profissionais para auxiliar neste quesito. Todos, de alguma forma, já passaram por situações de problemas financeiros a serem resolvidos: às vezes mais dolorosos, como excessos de gastos que levaram ao estouro de orçamentos, queda na receita pessoal ou familiar que geraram apertos financeiros, ou emergências financeiras inesperadas; mas também alguns problemas um pouco mais tranquilos de lidar, como a dúvida de como investir seus recursos. Como tudo na vida, quanto mais informação e ajuda tivermos para lidar com este quesito, melhor.

Para auxiliar os brasileiros, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em parceria com o Banco Central, universidades e mais de 70 profissionais que atuam no mercado financeiro, desenvolveram seguindo critérios internacionais uma calculadora para determinar o índice de saúde financeira do brasileiro.

O índice é calculado respondendo um questionário disponível gratuitamente - e para todas as pessoas -, no site da instituição no link https://indice.febraban.org.br/calcule-seu-indice. O questionário é impessoal (não há necessidade de cadastro ou informar qualquer tipo de dado) e leva em consideração itens relacionados às habilidades de lidar com seu dinheiro, comportamento financeiro, segurança e liberdade financeira. O intuito do questionário é informar como está seu índice e em quais áreas de finanças pessoais você tem que buscar mais auxílio/conhecimento para melhora da sua saúde financeira.

A ferramenta serve para que cada um possa descobrir como está seu índice, mas também serve como um banco de dados para levantamento da situação de toda a população e, assim, auxiliar na geração de conteúdo direcionado para cada necessidade. Algumas informações já podem ser analisadas com o auxílio dos resultados obtidos, como o fato de a pesquisa apontar que as regiões sul e sudeste possuem os melhores indicadores no país. Também pode ser observado que apenas 34% das pessoas se dizem capazes de reconhecer um bom investimento e, mesmo assim, apenas 38% das pessoas percebem que precisam buscar orientação financeira. Outra informação importante que aparece é que 64% das pessoas não têm segurança sobre seu futuro financeiro.

Aproveite mais esta ferramenta, calcule seu índice e não deixe de buscar formas para ter uma melhora na sua saúde financeira.

Ficou com dúvida? Escreva para contato@uniprimebr.com.br.

*Rodrigo Martimiano da Rocha é colaborador Uniprime e profissional com Certificação CFP®.

 


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