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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5147 | 01 de Setembro de 2021

REUNIÃO INSTITUCIONAL I: Nova Citrus recepciona Sistema Ocepar em encontro virtual

reuniao institucional nova citrus 31 08 2021Na manhã desta terça-feira (31/08), a diretoria da Cooperativa dos Fruticultores de Nova América da Colina e Região (Nova Citrus), liderada pelo seu presidente Natanael Francisco de Melo, participou da 78ª Reunião Institucional promovida pelo Sistema Ocepar, cujo objetivo é, pela apresentação e análise dos indicadores de 2020, mostrar a situação econômico-financeira da cooperativa, situando-a inclusive em relação a outras cooperativas paranaenses do mesmo ramo e região, buscando assegurar a qualidade da gestão, a transparência perante o quadro social e a solidificação do quadro cooperativista.

Proximidade - O analista técnico da Gerência de Desenvolvimento Cooperativo, Jessé Rodrigues, que coordenou a reunião institucional, esclareceu, na abertura do evento, que, além da apresentação dos números, o encontro, mesmo na modalidade virtual, também tem a finalidade de estreitar o contato entre o Sistema Ocepar e a cooperativa, ou seja, oportunidade para ouvir e buscar soluções para as demandas e poder contribuir para o desenvolvimento sustentável da Nova Citrus. “Estamos aqui para dar o apoio naquilo que for necessário para o benefício da cooperativa, de seus cooperados e, por extensão, da comunidade”, enfatizou.

Confortável - Rodrigues, após apresentar o cenário do cooperativismo paranaense em 2020, fez um relato sobre a finalização do PRC100, que fechou o ciclo no ano passado com faturamento de R$ 115,7 bilhões, e as possibilidades que se abrem para o sistema paranaense com o PRC200, que, entre suas metas, prevê atingir R$ 200 bilhões até 2025, num cenário otimista. E, após expor os indicadores da Nova Citrus, ele enfatizou que os números alcançados no exercício passado refletem a boa  gestão da cooperativa. “Ao conseguir esses bons resultados, vocês estão estruturando caminho para ficarem cada vez mais sólidos e, com isso, poderem planejar investimentos com mais tranquilidade, sem depender muito de investimento de terceiros”, disse. Também participou da reunião o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sistema Ocepar, Devair Mem. 

Agradecimento - O presidente Melo agradeceu a exposição dos números da Nova Citrus, sobretudo, pela confirmação dos bons indicadores. “Nos sentimos confortáveis com esses dados, que nos dão segurança na condução do trabalho da cooperativa em benefício de seus cooperados.” Pela cooperativa, participaram da reunião institucional, o vice-presidente Alexandre Ogasawara, o diretor-secretário Susumu Suzuki, o segundo-secretário, Cláudio Alves, conselheiros e funcionários. Com sede em Nova América da Colina, no norte do estado, a Nova Citrus fechou 2020 com 69 cooperados e 14 funcionários. O faturamento foi R$ 8 milhões, enquanto as sobras somaram R$ 400 mil.

 

REUNIÃO INSTITUCIONAL II: Indicadores econômicos e financeiros são apresentados para a Unimed Cianorte

Mesmo mantendo praticamente estável o número de beneficiários – quase 12 mil –, a Unimed Cianorte registrou um aumento 27,93% no faturamento em 2020, chegando a R$ 41,9 milhões e, até o primeiro semestre de 2021, o montante já havia atingido R$ 22,8 milhões. Segundo o presidente da cooperativa médica, Alcione Brusiguello Faidiga, esse quadro positivo se deve a uma série de ações que vêm sendo implementadas desde 2019. “Esse resultado representa uma somatória de medidas internas, que nós começamos a tomar de maneira mais austera”, relatou Faidiga, na tarde desta terça-feira (31/08), durante a 79ª reunião institucional virtual realizada neste ano pelo Sistema Ocepar.

Apresentação - O encontro foi coordenado pelo analista técnico da Gerência de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR (Gecoop), Jessé Rodrigues. Na oportunidade, ele apresentou os dados consolidados do cooperativismo paranaense e do ramo saúde, referentes ao fechamento do ano passado, além dos indicadores econômicos e financeiros da Unimed Cianorte, comparando os números com os de outras cooperativas paranaenses do mesmo ramo e região. “De maneira geral, 2020 foi um marco para todas as cooperativas do Paraná e a Unimed Cianorte conseguiu melhorar os indicadores, se capitalizou, gerou um bom resultado e obteve um bom faturamento, que é um resguardo, digamos assim, para que a cooperativa possa se preparar para possíveis desafios que irão aparecer”, afirmou Rodrigues.

A cooperativa - Fundada em 1989, a Unimed Cianorte é uma das 37 cooperativas do ramo saúde registradas no Sistema Ocepar. Ela possui 11.939 beneficiários, 115 médicos cooperados e 109 funcionários. “A Unimed Cianorte é uma cooperativa de pequeno porte e o nosso objetivo é sempre acertar e fazer o melhor. E é muito bom ter olhos externos para nos auxiliar”, afirmou Faidiga. “Muito obrigado pela apresentação. Percebi que há muita gente envolvida nesse trabalho de acompanhamento feito por vocês”, acrescentou o presidente da cooperativa.

Reajuste negativo - Durante o encontro, Faidiga também expressou preocupação com o percentual negativo de reajuste para os planos de saúde individuais ou familiares, de -8,19%, estabelecido no início de julho pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que deverá ser aplicado no período de maio de 2021 a abril de 2022. Em sua avaliação, se essa decisão não for revertida, as cooperativas do ramo vão enfrentar sérios problemas. “O sistema cooperativo é forte e nós precisamos que ele atue para que isso não ocorra”, enfatizou. Para Faidiga, as mobilizações feitas até o momento pelo setor precisam ser reforçadas. O analista do Sescoop/PR se comprometeu em comunicar aos gestores da entidade o pleito da Unimed Cianorte. “Pode deixar que vamos levar essa reivindicação de vocês ao conhecimento da diretoria executiva do Sistema Ocepar”, afirmou Rodrigues.

Participantes - Também participaram da reunião virtual, o diretor vice-presidente da Unimed Cianorte, Marcos Pedro Gomes, o diretor financeiro, Marcelo Tadeu Fontanini Palka, a coordenadora administrativa, Vanda Pinel Nascimento, e a conselheira fiscal Sonia Maria Vieira Aragão. Pelo Sistema Ocepar, estava ainda presente o analista Rodrigo Donini.

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PEC 110/2019: OCB atua pelo ato cooperativo na Reforma Tributária

pec 01 09 2021O texto da Reforma Tributária proposto pela PEC 110/2019 em tramitação no Senado pode aumentar a insegurança jurídica do ato cooperativo. Isso porque, atualmente, o ato é regido por normas infra legais que deixariam de existir com a aprovação da matéria. Para evitar que isso aconteça, os senadores Esperidião Amin (SC) e Luis Carlos Heinze (RS), membros da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), apresentaram a Emenda número 8, que inclui a definição do ato cooperativo e a correta aplicação do tratamento tributário às cooperativas e seus cooperados.

Especificidades - “Nosso objetivo é cerrar fileiras com os demais senadores e conseguir o apoio necessário para garantir que as especificidades do modelo de negócio cooperativista sejam reconhecidas e respeitadas. O que se busca é um regime justo, democrático e sem diferenciação com as demais categoriais. A correta aplicação do tratamento tributário evita a dupla tributação de impostos, fixando sua incidência sobre o cooperado, onde de fato ocorre a riqueza, e não nas cooperativas”, explica do parlamentar.

Ambiente mais favorável - Segundo Amim, a medida também trará maior segurança jurídica ao setor e, consequentemente, um ambiente mais favorável ao incremento de serviços e negócios prestados. “As cooperativas são sociedades compostas por pessoas, sem intuito de lucro. “Elas prestam serviços a seus associados e os excedentes financeiros também retornam a esses associados. Sendo assim todo o proveito econômico ou sobra decorrente de sua eficiência operacional se fixa na figura do cooperado e, por isso, se torna injusta a tributação da cooperativa”.

Neutralidade - Para Heinze, manter a neutralidade das cooperativas nas cadeias econômicas das quais participam é fundamental para que possam atuar no mercado em harmonia com os demais modelos de negócio existentes. “Não nos parece razoável que a reforma tributária, que busca simplificar a apuração e a arrecadação dos tributos, acabe por acarretar um aumento da carga tributária ou traga uma situação mais gravosa às cooperativas, ferindo o princípio da isonomia, indispensável entre contribuintes”.

Parecer - O relator da matéria, senador Roberto Rocha (MA) prometeu entregar seu parecer ainda esta semana. Na terça-feira (24/08), ele se reuniu em jantar com alguns senadores para discutir sugestões à proposta e se mostrou aberto a alterações que se provem primordiais.

Demanda antiga - A inclusão da definição do ato cooperativo na Constituição é uma das demandas mais antigas do setor. O deputado Evair de Melo (ES), presidente da Frencoop, afirma que a medida irá garantir que as cooperativas não percam sua competitividade perante o mercado e continuem trazendo desenvolvimento econômico e social nas regiões em que se encontram. “Não se trata de nenhum privilégio e, sim, de simplificar o processo como se espera da reforma como um todo”, destaca.

Constituição - O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, lembra que o adequado tratamento tributário está previsto no artigo 146, III, “c” da Constituição Federal de 1988, porém, carece de maior atenção. “Estamos, portanto, cautelosos para que a nova legislação ainda em discussão no Congresso atinja ou não contemple de modo adequado algumas conquistas já alcançadas pelas sociedades cooperativas, como o reconhecimento da não incidência da IRPJ e CSLL sobre os atos cooperativos, dentre outros”. (OCB)

 

COOPAVEL: Show Rural de Inverno mostra trigo com produtividade de 6 mil quilos/ha

coopavel 01 09 2021A pesquisa e a inovação passam a transformar a realidade da cultura do trigo no Brasil. O 2º Show Rural Coopavel de Inverno, oficialmente aberto às 11h desta quarta-feira (01/09), vai mostrar variedades com alto desempenho produtivo e mais resistentes aos rigores do clima. Algumas produzem até seis mil quilos por hectare, quase o dobro do que se consegue na Argentina (3,4 mil quilos/hectare), país considerado uma das referências mundiais na produção da cultura.

Variedades - Com 20 variedades à mostra, o trigo será a grande sensação do evento que será realizado no parque da Coopavel, em Cascavel (PR), no Km-577 da BR-277, na saída para Curitiba. Observando medidas sanitárias, o evento espera receber em três dias – até o fim da tarde de sexta-feira – entre cinco mil e seis mil pessoas. Quinze empresas participam, entre elas a Embrapa e o IDR, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná. No total, são 38 variedades em exposição, entre elas de aveia, triticale, gramíneas e plantas de cobertura.

Autoridades - O ato inaugural do evento contará com a presença do secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, do presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, e do prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos. Na cerimônia ocorrerá o lançamento de duais iniciativas de estímulo ao plantio do trigo, o Programa Cereais de Inverno e Segunda Safra, parceria do Governo do Paraná, Faep, Ocepar, Sindiavipar e IDR, e Coopavel Mais Trigo, que será desenvolvido na área de abrangência da cooperativa, em 23 municípios do Oeste e Sudoeste do Estado.

Estações - Para evitar aglomerações, os visitantes serão divididos em grupos e percorrerão 15 estações. Ali, técnicos vão dar informações sobre variedades e tecnologias e esclarecer dúvidas. A previsão é que o roteiro seja cumprido em duas horas e meia. Haverá aferição da temperatura corporal no acesso ao parque e todos terão que usar máscara durante o percurso. Haverá disponibilização de álcool em gel em todas as estações.

Participação - Interessados em participar poderão, na quinta e sexta-feira (02 e 03/09), dirigir-se ao parque e então aguardar a vez na formação dos grupos de visitação. O acesso ao parque será pela entrada principal, em frente ao km-477 da BR-277, na saída para Curitiba. Os motoristas terão que seguir pela rodovia até o trevo da Ferroeste, retornar e então acessar a área. Todo percurso estará sinalizado. (Imprensa Coopavel)

 

COPACOL: Consumo de peixe cresce com variação de opções no varejo

O preparo de cardápios à base de peixes tem se popularizado. Prova disso é a crescente variedade nas redes supermercadistas. É possível encontrar pescados de diferentes espécies e origens nos congeladores, resultando ao brasileiro uma alimentação mais equilibrada e saudável. Com o propósito de estimular ainda mais o consumo de peixes e frutos do mar, de 1º a 15 de setembro é realizada a 18ª edição da Semana Nacional do Pescado, com ações que unem o setor, do campo até a indústria.

Produção - A produção de peixes de cultivo cresceu 5,9% no ano passado, alcançando mais de 800 mil toneladas, conforme a PeixeBR (Associação Brasileira de Piscicultura). A versatilidade, o sabor e a riqueza nutricional fizeram da tilápia o peixe preferido na hora das compras. O Brasil é o quarto maior produtor da espécie no mundo – muito perto do Egito (3º), que produziu 940 mil toneladas ano passado. “Temos muito potencial para crescer: possuímos água, terra, o clima é favorável para diferentes espécies. E há a indiscutível competência dos brasileiros para empreender, superar desafios e construir uma cadeia produtiva cada vez mais pujante e profissional”, ressalta Francisco Medeiros, presidente da PeixeBR.

Consumo médio - O brasileiro consome em média 9,5 quilos de peixe por ano, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No mundo, o consumo é de 20 quilos por habitante/ano. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recomenda que o ser humano ingira 12 quilos per capita ao ano.

Baixo - Com consumo ainda consideravelmente baixo em comparação a outras proteínas, a tilápia tem grande espaço de crescimento. No mundo, o pescado é a proteína mais consumida. Com ampla variedade de cortes e praticidade no modo de preparo, a tilápia vem conquistando espaço. As receitas são simples e versáteis – atraindo quem gosta de uma refeição saborosa e rápida. “Nunca tivemos um crescimento tão rápido em uma empresa em uma atividade. A tendência em continuar assim, aumentando a oferta desta proteína que conquistou os brasileiros”, afirma Medeiros.

Copacol - A intensa atuação da Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata) na oferta de pescados em redes supermercadistas contribuiu na popularização da proteína nas regiões que antes não tinham hábito de incluí-la no prato, ao lado dos nossos tradicionais acompanhamentos. São três linhas diferentes de produtos: Tilápia, Mar e Rio. Além de tilápia, a Copacol oferece camarão, salmão, merluza, sardinha, cação, tambaqui e pintado. “Estamos em um mercado promissor, que tem grandes oportunidades no campo e na cidade. Quando ingressamos com a produção de tilápia, observamos uma forma de cooperar com nossos produtores. Hoje geramos mais de mil empregos diretos, avançando em produção e também na variedade de produtos, que geram renda no campo e na cidade”, afirma o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

Exemplo de produtividade - Consolidada como um caso de sucesso na geração de emprego e renda, desenvolvimento de tecnologias e venda do produto, a Copacol é responsável por 19% da produção paranaense, 6% das tilápias consumidas no País. Por ano são 32 mil toneladas vendidas pela Cooperativa. Ano passado foram 42,5 milhões de cabeças abatidas. No primeiro semestre de 2021 foram 22,5 milhões de cabeças de tilápias entregues, totalizando 20,1 mil toneladas. Com duas unidades industriais, uma em Nova Aurora e outra em Toledo, a meta da Cooperativa é chegar a 230 mil cabeças/dia em 2023.

Dia de Peixe - Conheça os produtos em copacol.com.br/produtos e veja as receitas maravilhosas a base de pescados em diadepeixe.com.br. (Imprensa Copacol)

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SICREDI: Estudo inédito mostra importância do cooperativismo de crédito para gerar inclusão financeira

sicredi 01 09 2021O cooperativismo de crédito vem desenvolvendo papel relevante para proporcionar acesso a serviços financeiros completos à população de municípios considerados menos atrativos para manutenção de agências para bancos atuarem. É o que mostra o terceiro estudo da série “Benefícios do Cooperativismo de Crédito”, organizada pelo Sicredi. O trabalho avaliou a atuação dos bancos privados, públicos federais e regionais, e instituições financeiras cooperativas entre 2010 e 2018, gerando índices que mostram o nível de dificuldade para a atuação física das instituições em cada município e como elas se comportam nesse cenário.

Municípios - Partindo da constatação de que que os municípios brasileiros possuem características sociais, econômicas e territoriais diferentes, e, portanto, tendo diferentes níveis de atratividade para a inserção física de uma instituição financeira com portfólio completo de soluções, o estudo buscou quantificar e tornar comparável o esforço necessário para a atuação nas localidades. Para isso, a equipe de economistas do Sicredi desenvolveu o Índice de Presença Bancária (IPB), que reflete a probabilidade de não se ter uma agência em determinada cidade, e os Índices Municipais de Bancarização (IMB) relativo e absoluto, que conseguem, a partir do IPB, demonstrar o nível de penetração das instituições em municípios de difícil atuação, assim como mostrar a contribuição agregada da presença.

Evidências - Os resultados trouxeram evidências de que, comparada às demais, a rede de atendimento cooperativo está em locais de mais difícil bancarização, ou seja, em regiões que são mais complexas para a rede bancária conseguir operar.

Bancarização - “Tendo em vista a necessidade ainda grande de bancarização dos brasileiros, mesmo com todos os avanços proporcionados pela digitalização, desenvolvemos um estudo para quantificar e tornar comparável o esforço das cooperativas de crédito em atuar em locais mais adversos. Os resultados reafirmam a capacidade do cooperativismo de crédito como um meio diferenciado para levar serviços financeiros completos para a população dessas cidades”, explica o economista-chefe do Sicredi, Pedro Ramos.

Características - O economista também ressalta características do cooperativismo de crédito que favorecem a bancarização. “Ao atuar em locais de difícil acesso para a rede bancária, as cooperativas acabam sendo uma solução para atender as necessidades de pequenos e micros empresários nessas regiões, contribuindo com o desenvolvimento local. Além disso, trata-se de um modelo de negócio que se diferencia pela proximidade com os associados, oferecendo atendimento completo, com ampla gama de produtos e serviços financeiros, mas tendo um papel consultivo junto a cada um deles”, afirma Ramos, que ainda destaca o fato de os sistemas cooperativos terem hoje todas as principais soluções digitais disponíveis.

Fisital - “O conceito de relacionamento que empregamos é fisital, no qual o atendimento está disponível por meio dos canais móveis e os nossos associados têm a alternativa de utilizar a agência para necessidades específicas e conforme sua conveniência, fortalecendo a relação dos nossos colaboradores com as comunidades onde estamos inseridos”, explica o diretor de Administração do Sicredi, César Bochi.

Metodologia inovadora: um pouco mais sobre os indicadores - Para chegar às conclusões mencionadas acima, a equipe do Sicredi criou indicadores inéditos. O IPB, que se baseia em dados socioeconômicos de cada município, do período entre 2010 e 2018, indica a probabilidade de não se encontrar uma agência física nele. Para isso, confere uma nota à cada cidade avaliada, que varia entre 0 e 1 e representa a dificuldade de manutenção de uma agência bancária naquela localidade de acordo com as suas características socioeconômicas. Os IPBs mais elevados, próximos de 1, indicam locais mais adversos para a instalação e permanência de uma agência física. Assim, foi possível detectar, por exemplo, que embora possam ser encontrados em todo o território nacional, há uma concentração maior de municípios com alto IPB nas regiões Norte e Nordeste.

Dois indicadores - Também foram criados dois indicadores analíticos, com o objetivo de avaliar o papel dos modelos de negócio das instituições financeiras (bancos privados, bancos públicos federais, bancos públicos regionais e sistemas cooperativos) na cobertura de municípios de maior dificuldade de manutenção de redes físicas de atendimento, ou seja, com IPB elevado. Foram atribuídos a estes indicadores os nomes de Índice Municipal de Bancarização Relativa (IMB-R) - quanto mais elevado, mais o modelo de negócio se concentra em municípios de difícil manutenção - e Índice Municipal de Bancarização Absoluta (IMB-A) – quanto mais elevado, mais forte é a atuação daquela categoria de instituição financeira na expansão da fronteira de atendimento bancário brasileiro.

Estudos anteriores - O estudo recém-lançado vai ao encontro de outra pesquisa, desenvolvida em 2020 a pedido do Sicredi pelo especialista em Microeconomia Aplicada e Desenvolvimento Econômico, Juliano Assunção, pesquisador do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Na ocasião, foi constatado que, enquanto bancos tradicionais têm em média um limite mínimo de 8 mil habitantes para abrir uma agência, uma cooperativa de crédito tem capacidade de abertura em municípios a partir de 2,3 mil habitantes. A comparação em termos de renda também chamou atenção, apontando que as cooperativas conseguem operar em cidades com PIB a partir de R$ 79 milhões, enquanto para os bancos públicos é necessário um PIB mínimo de R$ 146 milhões e para um banco privado, de R$ 220 milhões.

Fipe - Outro levantamento, de autoria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresentado em 2019 avaliou dados econômicos de todas as cidades brasileiras com e sem cooperativa de crédito, entre 1994 e 2017, e cruzou informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciando que o cooperativismo de crédito incrementa o PIB per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando o empreendedorismo local.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICOOB METROPOLITANO: Campanha do leite é encerrada com quase 27 mil litros arrecadados

Para fortalecer o sétimo princípio do cooperativismo, que é o interesse pela comunidade, o Sicoob Metropolitano finalizou a campanha do leite que ocorreu nos meses de junho e julho e envolveu a participação de todas as agências da cooperativa. Ao todo, foram arrecadados 26.994 litros de leite que beneficiaram mais de 10 mil pessoas.

Ação - Todos os anos, a cooperativa realiza essa ação e desta vez cada ponto de atendimento deixou uma caixa para que os cooperados e parceiros pudessem doar. Ao final da arrecadação cada agência escolheu uma entidade ou famílias de sua cidade para realizar a doação que ocorreu entre julho e agosto.

Gratificante - “Foi um prazer para mim e para toda equipe. O melhor e mais gratificante foi levar as doações até o lugar e ver a alegria nos olhos de quem recebeu”, afirma a assistente da agência Santa Fé, Bruna Sabrina Zago.

Missão - Segundo o assistente da agência de São Jorge, Robson Pereira Vieira, a campanha do leite é uma das ações que evidencia a missão da cooperativa, que é cuidar das pessoas. “Essas ações são importantes pela grande cadeia de valor de solidariedade que contagia colaboradores e cooperados, despertando o espírito cooperativista nas causas sociais”, conta.

Relevância - Para a assistente da agência de Paranavaí, Ingrid Thalia Pontin Lima, a companha teve grande relevância, pois por meio dela todos uniram forças em prol de uma ação beneficente para a comunidade. “Foi muito gratificante poder participar e iremos nos dedicar ainda mais nas próximas”, diz. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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BRDE: Banco reforça atuação durante a pandemia e registra melhor resultado nominal já alcançado

brde 01 09 2021Com mais de 2,3 bilhões em operações de crédito aprovadas no primeiro semestre deste ano, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou o período com saldo positivo de R$ 130,495 milhões nos estados da região Sul, sua área de abrangência. É o melhor resultado nominal já alcançado pela instituição, quando considerado o período de janeiro a junho.

Paraná - No Paraná, o volume total de crédito aprovado nos primeiros seis meses de 2021 para empreendedores clientes alcançou R$ 1,012 bilhão. Do montante contratado pelo BRDE no semestre, nos três estados, 44% foram por meio da agência do Paraná.

Impactos - As operações contratadas pelo BRDE de janeiro a junho somaram R$ 1,223 bilhão na Região Sul. Apenas no Paraná foram R$ 540 milhões. Estima-se que esse montante tenha possibilitado a manutenção e/ou criação de aproximadamente 18 mil postos de trabalho com a viabilização de investimentos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande Sul. Já em termos de arrecadação de ICMS para os estados onde o banco opera a projeção é de um incremento na casa de R$ 82,1 milhões/ano.

Resposta positiva - Na avaliação do vice-presidente e diretor de Operações do banco, Wilson Bley Lipski, além de sua parceria histórica no fomento aos projetos de longo prazo, o banco vem dando uma resposta positiva, mesmo ainda em meio a um contexto de incertezas, em especial no apoio aos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19.

Parceiro estratégico - “Sem se afastar da missão maior de ser um parceiro estratégico para o desenvolvimento econômico e social da Região Sul, o primeiro semestre deste ano demonstra que o BRDE caminha alinhado com os novos tempos”, destacou Bley. “Criamos programas de estímulo ao empreendedorismo das mulheres, dos jovens, à economia criativa, às microfinanças e para capital de giro para empresas de menor porte. Os temas da sustentabilidade ambiental e social fundamentam nossas ações”, afirmou.

Região Sul - Nos primeiros seis meses do ano, o banco já acumula R$ 2,334 bilhões em operações de crédito aprovadas. Um total de 1.393 contratos de empréstimo e financiamento já foram assinados, em especial em favor do setor agropecuário (823 contratos). O segmento do comércio e serviços responde por outras 291 operações, seguindo das áreas de infraestrutura (141) e indústria (138).

Operações contratadas - Em termos de operações contratadas, o crescimento foi de 3,5%, na comparação do primeiro semestre de 2020 e de 2021.

Destaque - Com destaque para o resultado operacional e uma forte recuperação de créditos, o incremento do patrimônio líquido do BRDE foi 57% nos seis primeiros meses deste ano, em relação a igual período de 2020.

Resultado expressivo - “Trata-se de um resultado muito expressivo se considerarmos o cenário econômico ainda fortemente impactado pela pandemia. Demonstra o quanto a instituição está preparada para auxiliar os diferentes setores para uma retomada dos investimentos”, afirmou Bley.

Diversificação - Na primeira metade do ano, o BRDE intensificou a parceria com instituições financeiras internacionais. Essa diversificação de seu funding permitiu, em especial, financiar capital de giro e um maior apoio a projetos na área de geração de energia com fontes renováveis.

Principal repassador - Ao mesmo tempo, no esforço de ampliar o volume de crédito disponibilizado, o banco tornou-se o principal repassador nacional do Programa Agrícola Prodecoop – para desenvolvimento de cooperativas –, do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), das operações via Canais Digitais para o Setor Público e do Pronaf Investimento.

Resultados - De janeiro a junho deste ano, o resultado operacional alcançou R$ 264,7 milhões. Boa parte do valor se deve a um melhor desempenho em termos de intermediação financeira, com redução acima de R$ 120 milhões no item das despesas de operações com empréstimos e repasses.

Influência - O resultado operacional foi igualmente influenciado pela redução significativa das despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, os quais passaram de R$ 74,5 milhões no primeiro semestre de 2020 para R$ 2,8 milhões (reversão) no mesmo período deste ano.

Receita - Do lado da receita, o balanço do primeiro semestre aponta para um crescimento expressivo de 78% na recuperação de créditos: R$ 91,7 milhões. Esse resultado considera a recuperação por renegociação e a recuperação efetiva.

Patrimônio líquido - O relatório também mostra que 100% do resultado foi incorporado ao patrimônio líquido do banco, que agora está em R$ 3,232 bilhões – dezembro de 2020 era de R$ 3,099 bilhões. A carteira de crédito está em R$ 13,250 bilhões, o que coloca o banco entre os maiores do país neste quesito. Já o ativo total alcançou o valor de R$ 16,1 bilhões.

Classificação de risco - Aspecto que vem sendo ressaltado pelas agências de classificação de risco, o índice de inadimplência registrado pelo banco é outro ponto ressaltado no balanço. O percentual de atrasos nos pagamentos, a partir de 90 dias, continua em patamares muitos baixos, atingindo 0,61% em junho. O índice é consideravelmente inferior ao do conjunto de bancos públicos, que atingiu 2,27%, e dos bancos privados, com 2,28%.

Perfil da carteira - Sem mudanças expressivas em relação ao mesmo período do ano passado, a concentração das operações segue majoritária em apoio ao setor privado (96%), com destaque para a agropecuária (27,1%) e indústria (22,8%). Na sequência, a carteira está dividida em projetos de infraestrutura (20,8%), comércio (17,2%) e serviços (8,1%). A carteira total de financiamentos do banco é composta por 33,3 mil operações ativas de crédito, com saldo médio de R$ 396,8 mil.

Demonstrativo financeiro - O demonstrativo financeiro do primeiro semestre de 2021 foi aprovado pelo Conselho de Administração do BRDE no dia 25 de agosto e sua íntegra está publicada no site da instituição. Em 30 de junho, o banco possuía 31,8 mil clientes ativos, cujos empreendimentos financiados estavam localizados em 1.084 municípios.

60 anos de atuação - A instituição acaba de completar 60 anos de atuação, com um compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

GESTÃO DE RISCOS: Guia virtual orienta produtores sobre o funcionamento do seguro rural

gestao risco 01 09 2021O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta terça-feira (31/08) uma nova edição do Guia de Seguros Rurais, que tem o objetivo de proporcionar conhecimento ao produtor e demais agentes do setor sobre esse mecanismo de mitigação de riscos agropecuários. O documento, elaborado com a participação de entidades representativas do setor produtivo e seguradoras, traz novidades, como exemplos práticos dos produtos de seguro de forma descomplicada.

Lista - O Guia também contém a lista das 15 seguradoras que atuam no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), informando as atividades e regiões de atuação de cada uma delas, além de informações sobre o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ferramenta indispensável para acesso ao PSR.

Resultados - Outra inovação é a apresentação dos resultados do PSR, no período de 2005 a 2020, com informações sobre o número de produtores atendidos, a área segurada, o prêmio arrecadado, a subvenção paga pelo governo federal e os pagamentos de sinistros pelas companhias seguradoras aos produtores. Até 2020, mais de R$ 15 bilhões foram pagos em indenizações pelo mercado segurador, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e atualização pelo IPCA. Desse total, R$ 9,6 bilhões foram para apólices subvencionadas pelo PSR, sendo que 42% deste valor foi pago somente nos últimos três anos. Somente no primeiro semestre de 2021 foram pagos R$ 1,8 bilhão em indenizações de acordo com a Susep. 

Solicitação - As instituições que quiserem acessar o conteúdo do Guia para utilizar o material ou parte dele para disseminar a cultura do seguro rural, podem solicitar o documento editável no e-mail: seguro@agricultura.gov.br

Site - O Guia de Seguros Rurais 2021 já está disponível no site do Mapa. 

Seguro rural para café - O Conselho Nacional do Café (CNC) está realizando um trabalho de disseminação da cultura de seguro rural em conjunto com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater/MG) e o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). Foi divulgada uma Cartilha sobre Seguro Rural direcionada aos produtores de café. A cartilha na íntegra pode ser acessada neste link: Seguro Rural para lavouras de café. (Mapa)

 

SUSTENTABILIDADE E INOVAÇÃO: Sociedade civil pode participar de consulta pública sobre plano para agricultura de baixo carbono

sustentabilidade 01 09 2021O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abriu consulta pública para receber contribuições para atualização do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com vistas ao Desenvolvimento Sustentável (ABC+). As sugestões podem ser enviadas pelos interessados até 30 de setembro, conforme as orientações publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (31/08).

Objetivo - O objetivo do ABC+ é de promover a adaptação da agropecuária brasileira à mudança do clima e o controle das emissões de gases de efeito estufa (GEE), com aumento da eficiência e resiliência dos sistemas produtivos, considerando uma gestão integrada da paisagem. O ABC+ é a atualização do Plano ABC, executado de 2010 a 2020, que se tornou referência mundial de política pública na promoção de tecnologias e práticas sustentáveis no setor agropecuário.

Próximo decênio- Neste próximo decênio (2020 a 2030), o ABC + continuará a promover a adoção de tecnologias e práticas sustentáveis, chamadas, nesta nova etapa, de Sistemas, Práticas, Produtos e Processos de produção Sustentáveis (SPSABC). Dentre eles estão: fixação biológica do nitrogênio; florestas plantadas; recuperação de pastagens degradadas; tratamento de dejetos animais; sistemas em integração nas modalidades integração lavoura, pecuária, floresta, sistemas agroflorestais e sistema plantio direto.

Contribuições - O ABC+ tem em sua composição um Plano Estratégico (PE), publicado em março de 2021, e um Plano Operacional (PO).

Planos - Os dois planos foram construídos com base nas lições aprendidas em dez anos de execução do Plano ABC, e em documentos publicados por diversas instituições que atuam em temáticas relacionadas à agropecuária e mudança do clima. Para a elaboração, foram consultados 28 atores nacionais, bem como os 27 grupos gestores estaduais (GGE). Além disso, mais de 200 autores, colaboradores e revisores, de 50 instituições parceiras, contribuíram.

Na consulta pública, os interessados poderão enviar as contribuições técnicas para os itens “Metas” e “Eixos Estratégicos de Atuação”, que integram o Plano Operacional do ABC+. 

Bem-vindos - Os comentários e/ou sugestões são bem-vindos e fundamentais no aprimoramento desta importante política pública para o setor agropecuário. (Mapa)

 >> Clique aqui e participe da consulta pública

FOTO: Kelem Guimarães / Embrapa

 

IBGE: PIB fica estável no segundo trimestre e continua no patamar pré-pandemia

ibge destaque 01 09 2021O Produto Interno Bruto (PIB) teve variação negativa de 0,1% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o primeiro trimestre. Esse resultado indica estabilidade e vem depois de três trimestres positivos seguidos de crescimento da economia. Em valores correntes, o PIB, que é soma dos bens e serviços finais produzidos no país, chegou a R$ 2,1 trilhões.

Avanço - Com esse resultado, a economia brasileira avançou 6,4% no primeiro semestre. Nos últimos quatro trimestres, acumula alta de 1,8%, e na comparação com o segundo trimestre do ano passado, cresceu 12,4%. O PIB continua no patamar do fim de 2019 ao início de 2020, período pré-pandemia, e ainda está 3,2% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

Dados - Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais divulgado nesta quarta-feira (01/09) pelo IBGE.

Resultado negativo - O desempenho da economia no trimestre vem do resultado negativo da agropecuária (-2,8%) e da indústria (-0,2%). Por outro lado, os serviços avançaram 0,7% no período. “Uma coisa acabou compensando a outra. A agropecuária ficou negativa porque a safra do café entrou no cálculo. Isso teve um peso importante no segundo trimestre. A safra do café está na bienalidade negativa, que resulta numa retração expressiva da produção”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Indústria - A atividade industrial também recuou devido às quedas de 2,2% nas indústrias de transformação e de 0,9% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos. Essas quedas compensaram a alta de 5,3% nas indústrias extrativas e de 2,7% na construção.

Transformação - “A indústria de transformação é influenciada pelos efeitos da falta de insumos nas cadeias produtivas, como é o caso da indústria automotiva, que lida com a falta de componentes eletrônicos. É uma atividade que não está conseguindo atender a demanda. Já na atividade de energia elétrica houve aumento no custo de produção por conta da crise hídrica que fez aumentar o uso das termelétricas”, acrescenta Rebeca.

Serviços - Nos serviços, os resultados positivos vieram de quase todas as atividades: informação e comunicação (5,6%), outras atividades de serviços (2,1%), comércio (0,5%), atividades imobiliárias (0,4%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,3%) e transporte, armazenagem e correio (0,1%). Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,0%) ficou estável.

Crescimento - “Quase todos os componentes dos serviços cresceram, com destaque para o comércio e transporte na taxa interanual, que foram as atividades mais afetadas pela pandemia e que estão se recuperando mais agora”, observa Rebeca Palis.

Consumo das famílias fica estável e o do governo cresce - A estabilidade do PIB no segundo trimestre também reflete o consumo das famílias, que não variou no período (0,0%), ainda impactado pelos efeitos da pandemia. Já o consumo do governo teve alta de 0,7%. Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) recuaram 3,6% no período.

Massa salarial - “Apesar dos programas de auxílio do governo, do aumento do crédito a pessoas físicas e da melhora no mercado de trabalho, a massa salarial real vem caindo, afetada negativamente pelo aumento da inflação. Os juros também começaram a subir. Isso impacta o consumo das famílias”, observa Rebeca.

Balança comercial - A balança comercial brasileira teve uma alta de 9,4% nas exportações de bens e serviços, a maior variação desde o primeiro trimestre de 2010. Na pauta de exportações, destaque para a safra de soja estimulada pelos preços favoráveis. Por outro lado, as importações caíram 0,6% na comparação com o primeiro trimestre do ano.

PIB avança 6,4% no semestre e 12,4% frente ao segundo trimestre de 2020 - No acumulado do primeiro semestre, o PIB cresceu 6,4% em relação ao mesmo período de 2020, com desempenho positivo na agropecuária (3,3%), na indústria (10,0%) e nos serviços (4,7%). “Tivemos um crescimento, mas deve-se observar a base de comparação. A economia encolheu 5,6% no mesmo semestre do ano passado, quando ocorreu o maior impacto da pandemia”, acrescenta Rebeca Palis.

Comparação anual - Na comparação anual, o PIB avançou 12,4% no segundo trimestre deste ano, com alta de 1,3% na agropecuária, 17,8% na indústria e 10,8% nos serviços.

Despesa - Pela ótica da despesa, o consumo das famílias cresceu 10,8%. Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 32,9% no segundo trimestre. Esse aumento é justificado pelos resultados positivos na produção interna, na importação de bens de capital e na construção. O consumo do governo teve alta de 4,2%.

Setor externo - Já no setor externo, as exportações cresceram 14,1% e as importações avançaram 20,2%. Nas exportações, o crescimento é explicado, principalmente, pelo acréscimo nos produtos agrícolas, na indústria automotiva; máquinas e equipamentos e minerais não metálicos. Por outro lado, as importações cresceram, principalmente, devido ao acréscimo nas compras de veículos automotores; máquinas e equipamentos; siderurgia e refino de petróleo.

Sobre o Sistema de Contas Nacionais - O Sistema de Contas Nacionais apresenta os valores correntes e os índices de volume trimestralmente para o Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, impostos sobre produtos, valor adicionado a preços básicos, consumo pessoal, consumo do governo, formação bruta de capital fixo, variação de estoques, exportações e importações de bens e serviços. No IBGE, a pesquisa foi iniciada em 1988 e reestruturada a partir de 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes / Agência IBGE Notícias

graficos-PIB Tri MERCADO

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ECONOMIA: Orçamento de 2022 prevê salário mínimo de R$ 1.169

economia 01 09 2021A alta da inflação nos últimos meses fez o governo elevar a previsão para o salário mínimo no próximo ano. O projeto da lei orçamentária de 2022, enviado nesta terça-feira (31/08) ao Congresso Nacional, prevê salário mínimo de R$ 1.169, R$ 22 mais alto que o valor de R$ 1.147 aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Poder de compra - A Constituição determina a manutenção do poder de compra do salário mínimo. Tradicionalmente, a equipe econômica usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano corrente para corrigir o salário mínimo do Orçamento seguinte.

Alta - Com a alta de itens básicos, como alimentos, combustíveis e energia, a previsão para o INPC em 2021 saltou de 4,3% para 6,2%. O valor do salário mínimo pode ficar ainda maior, caso a inflação supere a previsão até o fim do ano.

PIB - O projeto do Orçamento teve poucas alterações em relação às estimativas de crescimento econômico para o próximo ano na comparação com os parâmetros da LDO. A projeção de crescimento do PIB passou de 2,5% para 2,51% em 2022. Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como índice oficial de inflação, foi mantida em 3,5% para o próximo ano.

Outros parâmetros revisados - Outros parâmetros foram revisados. Por causa das altas recentes da Selic (juros básicos da economia), a proposta do Orçamento prevê que a taxa encerrará 2022 em 6,63% ao ano, contra projeção de 4,74% ao ano que constava na LDO.

Dólar - A previsão para o dólar médio foi mantida em R$ 5,15. (Agência Brasil)

FOTO: lkzmiranda / Pixabay

 

ENERGIA ELÉTRICA: Aneel cria nova bandeira tarifária, e conta de luz fica mais cara

energia eletrica 01 09 2021A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (31/08) a criação de uma nova bandeira tarifária na conta de luz, chamada de bandeira de escassez hídrica. A taxa extra será de R$ 14,20 para cada 100 kilowatt-hora (KWh) consumidos e já entra em vigor a partir desta quarta-feira (01/09), permanecendo vigente até abril do ano que vem.

Aumento - O novo patamar representa um aumento de R$ 4,71, cerca de 50%, em relação à bandeira vermelha patamar 2, até então o maior patamar, no valor R$ 9,49 por 100 kWh.

Decisão - A decisão foi tomada em meio à crise hidrológica que afeta o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, principal fonte geradora de energia elétrica no país. De acordo com o governo federal, é a pior seca em 91 anos. Com as hidrelétricas operando no limite, é preciso aumentar a geração de energia elétrica por meio de usinas termoelétricas, que têm custo mais alto.

Oferta - O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, garantiu que as medidas são suficientes para garantir a oferta. "Nós trabalhamos para ter a oferta suficiente para a demanda de todas as unidades consumidoras no país. Estamos presenciando a maior seca que o país, o Brasil, já passou. E isso com reflexos na capacidade dos nossos reservatórios das usinas hidrelétricas", afirmou durante coletiva de imprensa para anunciar as novas medidas, em Brasília.

Longe da normalidade - Ainda de acordo com o ministro, as medidas que vêm sendo adotadas até agora estão surtindo efeito, mas a situação ainda está longe da normalidade. "Nós estamos em condições melhores do que estávamos no início do mês de agosto. E isso mostra que as medidas estão surtindo efeito, mas ainda não nos levam à uma situação de normalidade ou mesmo de conforto, por isso que nós estamos adotando todas essas demandas".

Insuficiente - Segundo a Aneel, mesmo com o reajuste recente das bandeiras tarifárias, incluindo a criação do patamar 2 da bandeira vermelha, em junho, a arrecadação extra para custear o aumento da geração de energia segue insuficiente. O déficit na conta de bandeiras tarifárias está em R$ 5,2 bilhões. Além disso, o Brasil precisará importar energia de países vizinhos, ao custo de R$ 8,6 bilhões.

Geração adicional - "Nós temos que ter uma geração adicional para enfrentar a escassez hídrica. Nessa geração adicional está contemplada a importação de energia da Argentina e do Uruguai, geração termoelétrica adicional", explicou André Pepitone, diretor-geral da Aneel, em coletiva de imprensa para anunciar as novas medidas.

Consumidores - Todos os consumidores do mercado cativo das distribuidoras de energia elétrica serão abrangidos pela nova bandeira tarifária, com exceção dos moradores de Roraima, único estado que não está interligado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e das cerca de 12 milhões de famílias inscritas no programa Tarifa Social de Energia Elétrica.

Média - Segundo a Aneel, como a tarifa média da conta é R$ 60 reais a cada a 100 KWh, resultando em uma conta final de R$ 69,49, no caso da incidência da bandeira vermelha patamar 2 (R$ 9,49), o valor da conta de luz com a nova bandeira de escassez hídrica ficará, em média, 6,78% mais cara, chegando a R$ 74,20 (R$ 60 de tarifa média + taxa extra de R$ 14,20 da nova tarifa).

Redução voluntária - O Ministério de Minas e Energia também deu mais detalhes sobre o Programa de Redução Voluntária de energia elétrica, voltado para os chamados consumidores regulados, que incluem empresas.

Prêmio - O governo vai pagar um prêmio de R$ 50 por 100 kWh reduzido. O patamar de redução é de no mínimo 10%, limitado a 20%. A expectativa da pasta é obter uma redução média de 15% do consumo. Se isso ocorrer, a expectativa é reduzir a demanda de energia em 914 megawatt hora (mWh) médio, volume de energia suficiente para atender 4 milhões de domicílios e que representa cerca de 1,41% da carga do Sistema Interligado Nacional. O programa vai perdurar até o final do ano que vem.

Baixa renda - Os cidadãos de baixa renda inscritos na tarifa social também poderão participar do Programa de Incentivo à Redução Voluntária do consumo de energia. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

LEGISLATIVO: Senado vota na quarta MP que cria minirreforma trabalhista

legislativo 01 09 2021O Plenário vota nesta quarta-feira (01/09) a medida provisória (MP) 1.045/2021, que cria o novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e promove uma minirreforma na legislação trabalhista. O texto chegou ao Senado há duas semanas, recebeu quase 200 emendas e aguarda a designação de um relator. A matéria perde a validade no dia 7 de setembro.

Texto original - O texto original apenas prorrogava o programa de redução ou suspensão de salários e jornada de trabalho durante a pandemia de covid-19. A medida provisória sofreu alterações na Câmara dos Deputados e é considerada uma minirreforma trabalhista. A matéria agora trata de três programas de geração de emprego e qualificação profissional, além de alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Código de Processo Civil e uma série de outras leis.

Pagamento - Segundo a MP 1.045/2021, o Novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda garante o pagamento de uma parte do seguro-desemprego ao trabalhador que tiver o contrato suspenso ou o salário e a jornada reduzidos em razão da pandemia de covid-19. As regras valem por 120 dias contados da edição da MP (em 27 de abril) e podem ser prorrogadas pelo Poder Executivo apenas para as gestantes.

Documento Eletrônico de Transporte - Também pode ser votada Medida Provisória (MP) 1.051/2021, que cria o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e). A matéria constava da pauta do Plenário desta terça (31), mas teve sua votação adiada a pedido do relator, senador Welington Fagundes (PL-MT). A MP tem validade até o dia 28 de setembro e foi aprovada na Câmara dos Deputados na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 16/2021.

Digital - De emissão exclusivamente digital, o documento agora é obrigatório para autorizar os serviços de transporte de cargas no país. A proposta em análise reúne em um único documento todos os dados, obrigações administrativas, informações sobre licenças, registros, condições contratuais, sanitárias, de segurança, ambientais, comerciais e de pagamento, inclusive valor do frete e dos seguros contratados. Assim, fica dispensada a versão de papel desses documentos.

Sobrecarrega - Segundo Wellington Fagundes, esse conjunto de documentos sobrecarrega as operações de transportes e coloca a fiscalização física entre o dilema da ineficácia ou da interferência onerosa na atividade produtiva. Para o relator, a matéria “merece prosperar”.

Margem de rios - O Senado pode votar ainda o projeto de lei (PL) 1.869/2021, que permite edificações às margens de rios e lagos em área urbana. O texto altera o Código Florestal, atribuindo aos municípios o dever de regulamentar as faixas de restrição à beira de rios, córregos, lagos e lagoas nos seus limites urbanos. Além disso, abre caminho para regularizar construções que já existam nessas áreas.

Parecer - O projeto do senador Jorginho Mello (PL-SC) tem parecer do senador Eduardo Braga (MDB-AM). O relator sugeriu algumas mudanças no texto. Ele alterou, por exemplo, o conceito jurídico de “área urbana consolidada” e adotou a mesma definição prevista na Lei 13.465, de 2017, para conferir maior segurança jurídica.

Faixas não edificáveis - Eduardo Braga também deixou explícito no texto os limites para a reserva de faixas não edificáveis. No caso de ferrovias, é obrigatória a reserva de pelo menos 15 metros de cada lado. Ao longo das águas correntes e dormentes, as faixas não edificáveis devem respeitar a lei municipal ou distrital, sendo obrigatória a reserva de no mínimo 30 metros de cada lado. (Agência Senado)

FOTO: Waldemir Barreto / Agência Senado

 

SAÚDE I: Brasil supera 580 mil mortes por Covid-19, desde o início da pandemia

O Brasil superou a marca de 580 mil pessoas que morreram por covid-19, desde o início da pandemia. Com 839 óbitos registrados nas últimas 24 horas, o número de mortes alcançou 580.413. Na segunda-feira (30/08), o sistema de informações da pandemia contabilizava 579.574 falecimentos.

Investigação - Ainda há 3.585 mortes em investigação. O termo designa casos em que o diagnóstico depende de resultados de exames concluídos apenas após o óbito do paciente.

Infectados - O país chegou a 20.776.870 pessoas infectadas desde o início da pandemia. Entre segunda e terça-feira (30 e 31/08), secretarias de saúde confirmaram 24.589 novos diagnósticos positivos. Até segunda, o painel de dados do Ministério da Saúde trazia 20.752.281 casos acumulados.

Acompanhamento - Ainda há 461.010 casos em acompanhamento, que indica o número de casos ativos da doença, que estão sendo atendidas por equipes de saúde ou se recuperando em casa.

Recuperadas - O número de pessoas que se recuperaram da doença subiu para 19.735.447. Isso corresponde a 95% das pessoas infectadas no Brasil desde o início da pandemia.

Atualização diária - Os dados foram divulgados na atualização diária do Ministério da Saúde, na noite desta terça-feira (31/08). O balanço consolida os dados sobre casos e mortes levantados pelas secretarias estaduais de saúde.

Dados - Os dados em geral são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação do sistema pelas secretarias estaduais. Já às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pela regularização dos registros acumulados durante o fim de semana.

Estados - No topo do ranking de mortes por estado estão São Paulo (145.836), Rio de Janeiro (62.457), Minas Gerais (52.986), Paraná (37.500) e Rio Grande do Sul (34.199). Na parte de baixo da lista estão Acre (1.814), Roraima (1.942), Amapá (1.953), Tocantins (3.683) e Sergipe (5.992).

Vacinação - Até o início desta terça-feira (31/08), o painel de vacinação do Ministério da Saúde não mostrava novas atualizações. Até esta terça-feira, o sistema marcava 191,5 milhões de doses aplicadas, sendo 130 milhões da primeira dose e 61,4 milhões da segunda dose. Nas últimas 24 horas, foram aplicadas dois milhões de doses.

PNI - Quando considerados apenas os dados consolidados no sistema do Programa Nacional de Imunizações (PNI), foram aplicadas 182,5 milhões de doses, sendo 124,6 milhões da primeira dose e 57,8 milhões da segunda dose.  

Distribuição - Ainda conforme o painel de vacinação, foram distribuídos 233,2 milhões de doses, sendo entregues 222,5 milhões de doses. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Mais 1.478 casos e 54 óbitos pela Covid-19 são confirmados no Paraná

saude II 01 09 2021A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta terça-feira (31/08) mais 1.478 casos e 54 mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 1.451.343 casos e 37.282 óbitos em decorrência da doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de março (3), maio (100), junho (69), julho (22), e agosto (1.284).

Internados - De acordo com o boletim, 1.066 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 767 em leitos SUS (448 em UTI e 319 em clínicos/enfermaria) e 299 em leitos da rede particular (140 em UTI e 159 em clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 1.417 pacientes internados, 691 em leitos UTI e 726 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos da doença.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais 54 pacientes. São 26 mulheres e 28 homens, com idades que variam de 23 a 92 anos. Os óbitos ocorreram entre 20 de maio e 30 de agosto de 2021.

Municípios - Os pacientes que morreram residiam em Curitiba (19), Rolândia (6), Ponta Grossa (5), Londrina (5) e Cascavel (2). O informe confirma ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Umuarama, São Mateus do Sul, Santa Cruz de Monte Castelo, Quedas do Iguaçu, Prudentópolis, Piên, Palmeira, Ortigueira, Marechal Cândido Rondon, Japira, Ivaiporã, Foz do Iguaçu, Colombo, Campo Largo, Cambé, Araucária e Apucarana.

Fora do Paraná - O monitoramento contabiliza 6.586 casos de não residentes no Estado. Destes, 218 pessoas morreram.

Ajustes - Para conferir o Relatório de Exclusões por erro de notificação acesse o site da Secretaria da Saúde. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo AQUI.

 

SAÚDE III: Ministério da Saúde confirma o envio de mais 166.560 segundas doses ao Paraná

saude III 01 09 2021O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira (31/08) o envio de mais 166.560 vacinas contra a Covid-19 ao Paraná nos próximos dias. São 79.560 da Pfizer/BioNTech e 87.000 da AstraZeneca. O lote faz parte da 45ª remessa de distribuição e é destinado integralmente para a segunda dose (D2), mais 10% de reserva técnica. Ainda não há confirmação da data de envio.

25ª pauta- As vacinas da Pfizer referem-se ao restante de segundas doses da 25ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde, entregue em meados de junho. Na segunda-feira (30/08), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) havia recebido 44,8% deste lote. Os imunizantes irão completar a remessa. Já as vacinas da AstraZeneca correspondem a 35% de D2 da 28ª pauta de distribuição (também de junho), restando ainda o envio de mais 65% da remessa.

Cemepar - Quando chegarem ao Estado, as doses serão enviadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde serão conferidas e armazenadas até que sejam descentralizadas para as 22 Regionais de Saúde. A Sesa aguarda a divulgação do Informe Técnico desta remessa.

Segundo envio- Este deve ser o segundo envio da semana ao Paraná. Nesta segunda-feira (30/08) o Estado recebeu 182.100 vacinas, também destinadas em sua totalidade para D2. Elas foram distribuídas nesta terça (31/08).

Vacinômetro - Segundo os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 10.699.051 vacinas, sendo 7.387.692 primeiras doses (D1), 318.204 doses únicas (DU) e 2.993.255 D2. Entre primeiras doses e doses únicas, o Estado atingiu até agora 88,3% da população adulta, estimada em 8.720.953 paranaenses. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Américo Antonio / Sesa

 

SAÚDE IV: Governo do Paraná amplia restrições vigentes até o dia 15 de setembro

saude IV 01 09 2021O Governo do Paraná prorrogou por mais 15 dias as medidas restritivas de enfrentamento da pandemia no Estado que estão em vigor desde o início do mês. O decreto nº 8.568/2021, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (31/08), estende as regras até às 5 horas do dia 15 de setembro.

Restrição - Dessa forma, permanece a restrição de circulação e a comercialização e o consumo de bebidas alcóolicas em espaços e vias públicas entre 24h e 5h. O toque de recolher não se aplica a atividades e serviços essenciais.

Eventos - Desde o início de agosto está autorizada a realização de algumas categorias de eventos, desde que atendam medidas de prevenção.

Capacidade - Em locais abertos, para público exclusivamente sentado ou delimitado, sem consumo de alimentos e bebidas, poderão ser realizados eventos com capacidade máxima de 60% do previsto, desde que não ultrapasse 500 pessoas. No caso de haver consumo de alimentos e bebidas, a lotação prevista é de 50%, com o máximo de 500 pessoas.

Locais fechados - Em locais fechados, por sua vez, a taxa de ocupação é de 40% para até 500 pessoas, sem nenhum tipo de consumo.

Comida e bebida - Em ações que envolvam comidas e bebidas, o regramento estabelece o limite de 400 pessoas e lotação de 30% do previsto, respeitando a seguinte ordem: I – espaços com capacidade máxima de 200 pessoas poderão receber eventos de até 80 pessoas; II – espaços com capacidade entre 201 a 500 pessoas, poderão sediar eventos de no máximo 150 pessoas; III – espaços com capacidade entre 501 a 1000 pessoas poderão sediar eventos de no máximo 300 pessoas; e IV – espaços com capacidade máxima acima de 1001 pessoas poderão sediar eventos de no máximo 400 pessoas.

Proibido - Permanece proibida, contudo, a realização presencial dos eventos, de qualquer tipo, que possuam uma ou mais das seguintes características: dançantes ou de outra modalidade de interação que demandem contato físico entre os frequentadores; em local fechado que não possua sistema de climatização com renovação do ar e Plano de Manutenção, Operação e Controle atualizados; que demandem a permanência do público em pé durante sua realização; com duração superior a 6 horas; esportivos com presença de público; que não consigam garantir o controle de público no local ou que possam atrair presença de público superior àquele determinado nesta norma, como exposições e festivais; de caráter internacional; realizados em locais não autorizados para esse fim; e que não atendam os critérios previstos nesta legislação e demais normativas vigentes.

Monitoramento - A manutenção, endurecimento ou flexibilização das regras é definida com base em indicadores da Covid-19 e refletem o cenário pandêmico do momento, podendo sofrer alterações a qualquer momento. A Secretaria de Estado da Saúde monitora os números de mortes, casos e de internações em decorrência da doença e o avanço da vacinação no Paraná.

Boletim - Boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (31/08) pela Sesa aponta um decréscimo de 40,3% na média móvel de mortes em relação a 14 dias atrás e redução de 50,5% no número de casos confirmados da doença no mesmo período de tempo. A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da Covid-19 está em 57% e a de enfermaria em 41%.

Vacinação - O Estado já vacinou 7.686.079 pessoas com pelo menos uma dose (ou dose única) do imunizante contra a Covid-19, quase 90% da população adulta. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Ari Dias / AEN

 

SAÚDE V: Informe da dengue registra 18 novos casos no Paraná

Mais 18 casos de dengue foram registrados no Paraná, de acordo com o boletim semanal divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nesta terça-feira (31/08). Os dados são do 3º Informe Epidemiológico do novo período sazonal da doença, que iniciou no dia 1º de agosto e deve seguir até julho de 2022.

Total - O documento registra o total de 28 casos da doença no Paraná, confirmados em Foz do Iguaçu (5), Londrina (3), Medianeira (3), Santa Isabel do Ivaí (2), Cafelândia (2), Jataizinho (1), Florestópolis (1), Cambé (1), Sarandi (1), Maringá (1), Santa Cruz Monte Castelo (1), Paranavaí (1), Paraíso do Norte (1), Japurá (1), Serranópolis do Iguaçu (1) e Castro (1).

Investigação - Há, ainda, 915 casos em investigação, sem registro de óbito neste período. O boletim apontou, ainda, que ocorreu um aumento de 90,54% no número de notificações de dengue, passando de 740 para 1.410. Até agora, 125 municípios registraram notificações. São 38 a mais do que na semana anterior. Das 22 Regionais de Saúde no Estado, 21 tiveram notificações.

Alerta - O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, alerta sobre a importância de a população ficar atenta a possíveis focos de transmissão, principalmente agora que as notificações quase triplicaram.

Doença grave - "Apesar do momento que passamos ser de atenção à Covid-19, não podemos deixar de lado a dengue. É uma doença grave, por isso precisamos da colaboração de todos. Deixar ambientes internos e externos limpos favorece a eliminação dos focos do mosquito. Precisamos nos cuidar”, afirmou. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o boletim completo.


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