Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4801 | 13 de Abril de 2020

AGRICULTURA: Governo anuncia medidas econômicas para ajudar produtores e cooperativas

agricultura destaque 13 04 2020O governo federal anunciou um pacote de medidas econômicas para minimizar as dificuldades do setor agropecuário, sobretudo os produtores rurais, devido à pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19) e, também, aos impactos ocasionados pela estiagem.

CMN - As medidas foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na noite de quarta-feira (08/04). O Ministério da Economia e o Banco Central atenderam às reivindicações feitas pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) em socorro aos produtores rurais prejudicados.

Prorrogação - Entre as medidas adotadas em decorrência da pandemia, válidas para todo o país, destaca-se a prorrogação das amortizações de financiamentos de custeio e de investimentos, vencidas e não pagas e vincendas até 15 de agosto de 2020, às taxas de juros originais da operação.

Cooperativas - Em apoio às cooperativas, agroindústrias e cerealistas foi autorizado o financiamento para estocagem e comercialização (FGPP) com recursos do crédito rural, com limite de R$ 65 milhões por beneficiário. Para as cooperativas de agricultores familiares, a taxa de juros será de 6% ao ano, e de 8% ao ano para as demais empresas. O prazo para pagamento será de 240 dias e o período para contratação se encerra em 30 de junho de 2020.

Prazos e liquidez - “Essas medidas vão permitir que os agricultores tenham mais prazos e liquidez para honrar com os seus compromissos financeiros e tranquilidade suficiente para auxiliá-los em suas tomadas de decisões”, disse a Ministra Tereza Cristina.

Agricultores familiares - Além desses benefícios, os pequenos produtores terão ajuda, principalmente os de flores, hortifrútis, leite, aquicultura e pesca. Para assegurar pequenas despesas na propriedade para recompor sua estrutura produtiva, custeio da atividade e manutenção do produtor e sua família, foi criada uma linha especial de crédito para agricultores familiares (Pronaf). As taxas de juros serão de 4,6% ao ano, com prazo para pagamento de três anos, incluído um de carência. O limite por produtor será de R$ 20 mil.

Linha especia l- Da mesma forma, foi também criada uma linha especial de crédito para médios agricultores enquadrados no Pronamp que se dedicam à produção de flores, hortifrútis, leite, aquicultura e pesca. As taxas de juros são de 6% a.a., com prazo para pagamento de três anos, incluído um de carência. O médio produtor terá limite de R$ 40 mil.

Contratações - As contratações ao amparo dessas linhas se estendem até 30 de junho de 2020.

Estiagem - Para os produtores de municípios que decretaram estado de emergência ou de calamidade pública de 1º de janeiro deste ano até a data de publicação da normativa, reconhecido pelo governo estadual, está prevista a prorrogação de financiamentos do custeio e de investimentos, aos mesmos encargos financeiros originalmente contratados.

Sete parcelas - Para o custeio com vencimento ainda este ano, o pagamento será em até sete parcelas anuais, iguais e sucessivas, a partir da data da renegociação, nas condições originais do contrato. Para as operações com seguro rural, serão deduzidos os valores indenizados. Quanto às parcelas de investimentos vencidas neste ano serão prorrogadas para o ano subsequente ao ano do vencimento final da operação.

Condições especiais - Além dessas prorrogações, os agricultores familiares enquadrados no Pronaf e os médios agricultores do Pronamp localizados nesses municípios também terão acesso a linhas especiais de crédito. No Pronaf, as taxas de juros serão de 4,6% ao ano, com prazo para pagamento de três anos, incluído um de carência, e limite por produtor de R$ 20 mil. No Pronamp, as taxas de juros são de 6% a.a., com prazo para pagamento de três anos, incluído um de carência, e limite de R$ 40 mil. As contratações ao amparo dessas linhas se estendem até 30 de junho de 2020.

Capital de giro - Para as cooperativas situadas nessa região afetada pela estiagem, além do acesso aos financiamentos para estocagem e comercialização por meio do FGPP, o CMN aprovou a criação de linha emergencial para financiar capital de giro (Procap-Agro Emergencial Estiagem). A medida visa renegociar em até 100% do montante devido pelo associado decorrente da aquisição de insumos para utilização na safra 2019/20, desde que a cooperativa repasse as mesmas condições de financiamento para o associado.

Limite - O limite por cooperativa será de R$ 65 milhões, com taxas de juros de 8% a.a. Para as cooperativas de agricultores familiares, a taxa de juros será de 6% ao ano, e de 8% ao ano para as demais empresas O prazo para contratação ao amparo dessa linha também se encerra em 30 de junho de 2020. (Mapa)

Clique aqui para acessar o Informe Técnico produzido pela Ocepar sobre as novas medidas

 

FOTO: Assessoria Copacol

 

GETEC: Informe nº 17 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 13 04 2020A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou, nesta segunda-feira (13/04), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2020, 2021 e 2022.

Clique aqui para conferir o Informe Expectativas de Mercado Semanal

 

COVID-19: Comunicado 18 apresenta resoluções do Banco Central

covid 09 04 2020Duas resoluções publicadas pelo Banco Central do Brasil no dia 9 de abril com medidas destinadas a produtores rurais e cooperativas, visando amenizar os impactos econômicos da pandemia do coronavírus, constam no comunicado 18, veiculado na quinta-feira (09/04) pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 do Sistema Ocepar. Outro destaque é a análise realizada pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) sobre a Lei 13.986/2000.

1. A Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar – Getec, divulgou, no dia 9 de abril, uma análise da Lei 13.986/2020, que é uma conversão da Medida Provisória nº 897 de 2019, conhecida como MP do Agro, sancionada pelo governo federal. Para acessar, clique aqui.

2. O Banco Central do Brasil publicou a Resolução nº 4.801, de 9 de abril d 2020, que autoriza produtores rurais, inclusive agricultores familiares, cujas atividades tenham sido prejudicadas em decorrência das medidas de distanciamento social adotadas para mitigar os impactos da pandemia provocada pela Covid-19, a prorrogação do reembolso das operações de crédito rural de custeio e de investimento; a contratação de Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP) ao amparo de Recursos Obrigatórios de que trata a Seção 2, do Capítulo 6, do Manual de Crédito Rural (MCR 6-2); e cria linhas especiais de crédito de custeio ao amparo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Para acessar, clique aqui.

3. O Banco Central do Brasil publicou a Resolução nº 4.802, de 9 de abril de 2020 de 2020, que autoriza produtores rurais e cooperativas singulares de produção agropecuária que tenham sofrido perdas na renda em decorrência de seca ou estiagem, a renegociação de operações de crédito rural de custeio e de investimento; e o financiamento no âmbito do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro) ao amparo de Recursos Obrigatórios, de que trata o Manual de Crédito Rural (MCR 6-2); e cria linhas especiais de crédito de custeio ao amparo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Para acessar, clique aqui.

O Comitê- O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

PRIMATO: Cooperativa realizará AGO digital do exercício 2019

primato 13 04 2020Diante da pandemia de Covid-19, o novo coronavírus, e seguindo os decretos nas esferas Federal, Estadual e Municipal, a diretoria executiva e conselheiros decidiram na semana passada pela realização da Assembleia Geral Ordinária (AGO) da cooperativa, com data prevista para o próximo dia 24 de abril de forma digital, principalmente para evitar a aglomeração de pessoas neste importante evento de nosso calendário.

AGO - Inicialmente a AGO estava marcada para o dia 21 de março, na Associação da Primato em Toledo (PR). “O evento acontece anualmente no local e reúne em média 500 pessoas, entre cooperados, colaboradores, diretoria e conselho, autoridades e imprensa. Mas com os decretos em todas esferas, principalmente municipal, no dia 11 de março em reunião junto com o conselho, decidimos pelo adiamento da AGO”, explicou o diretor executivo da Primato, Anderson Sabadin que complementou, “a expectativa era para que fosse possível desenvolver o evento presencial, mas em nova reunião essa semana, ficou definido o modelo de AGO Digital, que foi promovido por cooperativas de crédito e teve êxito”.

Precaução - Para Sabadin, essa decisão visa a precaução e cuidados com os participantes. “Como não temos uma data específica para que eventos como esse possam acontecer novamente e ciente que uma parcela dos presentes, principalmente cooperados, podem fazer parte do grupo de risco devido a idade, preferimos zelar pela vida e proporcionar o evento de forma digital”, disse.

Procedimento - A AGO Primato Digital será realizada na Associação da Primato, com a presença da diretoria e conselheiros, que vão manter distância segura uns dos outros. “Tomaremos todos os cuidados para estarmos no evento que da Associação da Primato será transmitido ao vivo online para que os cooperados possam acompanhar, votar e decidir a destinação das sobras do exercício 2019”, destacou o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter que complementou, “para isso estamos trabalhando para que o evento ocorra sem interrupções e que os cooperados possam participar de forma efetiva da AGO”.

Participação - Para que o cooperado possa participar do evento será preciso a conferência e atualização do cadastro junto à cooperativa. “Dados como nome completo, RG, CPF, áreas de atuação, e-mail e telefone serão solicitados para a atualização”, destacou Ilmo que concluiu, “assim como todas as instruções para participação do evento online”. (Imprensa Primato)

 

SICOOB CREDICAPITAL: Colaboradores se unem e doam material de higiene para instituições e famílias de Cascavel

sicoob credicapital 13 04 2020Para ajudar no combate ao coronavírus e reforçar seu compromisso com a comunidade, o Sicoob Credicapital promoveu uma campanha que teve como objetivo angariar recursos para a compra de material de higiene para instituições e famílias de Cascavel (PR).

Iniciativa - A iniciativa partiu da área de Gestão de Pessoas e mobilizou toda a cooperativa, que disponibilizou uma de suas contas para que os colaboradores fizessem suas doações, sem valor estipulado. Ao todo, foram arrecadados cerca de R$ 450 reais, utilizados na aquisição de 34 litros de sabonete líquido.

Online - Toda a ação, desde a doação até a compra dos produtos, foi realizada online para evitar ao máximo o contato entre pessoas e objetos. A entrega foi realizada na Secretaria de Assistência Social do município, que distribuirá os materiais para instituições e famílias atendidas pela prefeitura.

Cooperação - Segundo a analista de Gestão de Pessoas, Simone Camera Gregol, além de se adaptar à nova rotina e ter ainda mais cuidado com a saúde, é preciso olhar também para os demais que, às vezes, não tem condições de ter o básico para essa prevenção. “Fazemos parte de uma cooperativa, ou seja, a cooperação está no nosso DNA. Por isso, não poderíamos deixar de lado esse nosso valor neste momento”, explica.

Suporte - A agente de relacionamento da Agência Digital, Fernanda Miranda, comenta que os colaboradores do Sicoob Credicapital receberam suporte da cooperativa, como o adiantamento de diversos benefícios. Entretanto, muitos trabalhadores da cidade perderam seus empregos ou não podem exercer suas funções temporariamente, o que além da questão econômica, dificulta nos cuidados que dever ser tomados quanto à higiene e demais medidas para evitar o contágio da Covid-19. “Qualquer gesto, por mais simples que seja, será de grande importância pra quem o recebe”, complementa. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Aplicativo é disponibilizado para cooperar com a economia local

sicredi vale piquiri 13 04 2020Um grande shopping virtual, em que pessoas têm a oportunidade de comprar e vender sem sair de casa. Esse é o conceito do Conecta, aplicativo desenvolvido pelo Sicredi para cooperar com a economia local. Na Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, desde o dia 1º de abril, a plataforma digital disponibiliza produtos e serviços para todos os associados da cooperativa. Neste momento de interrupção das atividades em grande parte do comércio e indústria como tentativa de combater a pandemia do coronavírus, os marketplaces online são uma boa alternativa para empreendedores manterem seus negócios em funcionamento.

Possibilidades - No Conecta, os associados, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, podem anunciar seus produtos e também buscar por diversos itens, o que cria uma rede de ajuda para todos os pequenos e médios negócios locais. Para acessar, basta o associado fazer o download gratuitamente no Google Play (para usuários de Android) ou na App Store (para usuários de iPhone).

Fomento - “A plataforma conecta pessoas por meio de anúncios e promoções oferecidas pelos associados, que podem fomentar os negócios e gerar renda. Para a cooperativa, é uma forma de cooperar para manter a economia local e conhecer as regiões em que está inserida. Nosso propósito é oferecer soluções inteligentes e simples para estimular e ajudar pequenos e médios negócios e a economia das regiões em que atuamos”, analisa João Augusto da Rocha, diretor de negócios da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP.

Transformação digital - A ferramenta faz parte do projeto de transformação digital do Sicredi, que conta com diversos canais de atendimento como aplicativo e site, que permitem que todas as transações sejam realizadas online e sem contato direto, seguindo também as medidas de saúde necessárias.

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, uma das 110 cooperativas do Sicredi, conta com 31 anos de história e mais de 148 mil associados. A área de atuação da cooperativa abrange 43 cidades no estado do Paraná e 8 cidades no estado de São Paulo, incluindo a capital paulista e cidades vizinhas do grande ABCD. São 82 espaços de atendimento, sendo 52 no Paraná e 30 em São Paulo (www.sicredi.com.br/vale-piquiri).

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1800 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

EVENTO: 60ª edição da ExpoLondrina 2020 é transferida para abril de 2021

evento 13 04 2020A Sociedade Rural do Paraná (SRP) informa que a ExpoLondrina 2020 está oficialmente transferida para abril de 2021. A decisão ocorreu após amplo debate e estudos, que mostraram a inviabilidade de se reorganizar um evento de tamanha complexidade num momento de tantas incertezas instaladas devido à pandemia do Covid-19.

Opções – De acordo com a nota emitida pela SRP, algumas opções foram avaliadas, mas “nenhuma se mostrou viável, uma vez que as incertezas que nos abatem também atingem nossos expositores, parceiros e ao nosso público. Por isso, a diretoria decidiu pela transferência desta edição e a realização das comemorações dos 60 anos da ExpoLondrina no próximo ano – 2021.”

Clique aqui para conferir na íntegra a nota oficial da SRP

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Exportações do agronegócio totalizam US$ 9,2 bilhões em março

s exportações do agronegócio brasileiro de março não foram afetadas negativamente pela pandemia do novo coronavírus. As vendas externas no mês foram de US$ 9,29 bilhões, com expansão de 13,3% em relação a março do ano anterior (US$ 8,20 bilhões), crescimento em valores absolutos de US$ 1,09 bilhão.

Quantidade - As exportações do agronegócio subiram em função do aumento da quantidade exportada (18,8%). Já o índice de preço dos produtos exportados caiu 4,7%, de acordo com a Balança Comercial do Agronegócio, elaborada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Importações - As importações do agronegócio alcançaram US$ 1,28 bilhão, em março deste ano (12,3%). Portanto, o saldo comercial da balança ficou em US$ 8 bilhões, com a participação do agro nas exportações totais brasileiras em 48,3%.

Produtos - Os três produtos responsáveis pelo incremento das exportações do agronegócio foram soja em grão (US$ 3,98 bilhões), açúcar (US$ 441 milhões) e carne bovina in natura (US$ 555 milhões).

China - De acordo com a SCRI, a participação da China nas exportações agropecuárias brasileiras passou de 34,2% (março/2019) para 41% (março/2020). As exportações de soja e carne bovina in natura ocorreram, principalmente, para esse país asiático.

Em grão- As vendas de soja em grão para o mercado chinês subiram de 5,9 milhões de toneladas (US$ 2,10 bilhões) para 8,8 milhões de toneladas (US$ 3,02 bilhões).

Destaque - A China foi mais uma vez o destaque nas aquisições de carnes, com US$ 451,45 milhões (+101,1%), praticamente, uma terça parte do valor total exportado pelo Brasil. Em março do ano passado as vendas foram de US$ 224,52. (Mapa)

> > Confira a nota e o resumo da Balança Comercial do Agronegócio

>> Confira o Agrostat - Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro  

FOTO: Rodrigo Leal / Appa

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Brasil abre mercado e amplia pauta de exportações de produtos agropecuários para oito países em março

comercio exterior II 13 04 2020Ao mesmo tempo em que garante o abastecimento interno durante a pandemia do coronavírus, a agropecuária brasileira continua ganhando espaço no mercado internacional. O mês de março foi marcado pela abertura de novos mercados para os produtos nacionais e ampliação das vendas em outros locais.

Egito - O Egito, por exemplo, habilitou 42 estabelecimentos brasileiros para fornecimento de carnes, sendo 27 de frango e 15, de bovina, além da renovação da habilitação de 95 empresas, (82 de carne bovina e 13 de carne de frango). O governo egípcio também autorizou o início da importação de miúdos bovinos.

China - A China atualizou a lista de estabelecimentos autorizados a vender pescado para o país asiático, o que não ocorria desde 2015. Agora, 108 estão habilitados.

Indonésia - Já a Indonésia acertou com o governo brasileiro uma cota extra de importação de 20 mil toneladas de carne bovina, o que aponta ampliação da participação brasileira, já que a Austrália é o principal fornecedor de carnes para os indonésios.

Kuwait - O Kuwait abriu seu mercado para a carne bovina brasileira.

Marrocos e Emirados Árabes - O Brasil também passará a exportar material genético de aves (como ovos férteis) para o Marrocos e os Emirados Árabes Unidos.

América do Sul - Na América do Sul, a Argentina aceitou as certificações sanitárias para importação de embriões bovinos, sêmen suíno e carne de rã. A Colômbia oficializou a compra de milho de pipoca.

Medidas sanitárias - Segundo a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), diante do atual cenário, algumas medidas sanitárias, que muitas vezes tornam os processos mais demorados ou eram usadas até como barreiras comerciais, “estão sendo deixadas para trás”.

Demandado - Em recentes entrevistas, a ministra destacou que o Brasil “tem sido demandado” por outros países que buscam produtos agrícolas e estão preocupados com um possível desabastecimento “pós-pandemia do coronavírus”. É caso da Malásia e Singapura que já entraram em contato com o Ministério para retomar ou aumentar as importações de carnes de frango e bovina.

Exportações - No primeiro trimestre de 2020, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 21,39 bilhões. A participação do setor agropecuário no total das exportações brasileiras foi de 43,2%, superior aos 42% registrados em 2019. Alguns produtos apresentaram crescimento significativo: soja, carnes, algodão, amendoim, uvas e sucos. (Mapa)

FOTO: Fábio Scremim / Appa

 

LEGISLATIVO: Senadores questionam necessidade da PEC do 'Orçamento de Guerra'

legislativo senado 14 04 2020Aprovada sem muita dificuldade pela Câmara dos Deputados, a chamada PEC do "Orçamento de Guerra" deve ser alvo de um longo debate no Senado. Além de apontar questões que precisam ser alteradas ou mais bem discutidas, alguns parlamentares questionam até mesmo a necessidade de alterar a Constituição para o enfrentamento da pandemia de coronavírus. 

Pauta - A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 10/2020 está na pauta desta segunda-feira (13/04). Ela cria um instrumento para impedir que os gastos emergenciais gerados em virtude do estado de calamidade pública sejam misturados ao Orçamento da União, facilitando, por exemplo as contratações e compras do governo durante a crise. 

Calamidade pública - O vice-líder do PSD, senador Angelo Coronel (BA), lembrou que recentemente o Congresso Nacional aprovou o decreto de calamidade pública dando toda a liberdade para o governo agir durante o período de sérias dificuldades na saúde, por isso a PEC 10 seria desnecessária

Desnecessária - “Vou analisar essa PEC com muito carinho, mas para mim é desnecessária. Nós já demos um cheque em branco ao governo para que ele faça ações e abra créditos para apoiar o povo e as empresas necessitadas. O que é necessário agora é celeridade. O governo está preso na burocracia, não está sendo ágil, não desce do palanque. Precisamos fazer com que os recursos cheguem com mais rapidez”, afirmou.

Mecanismos - Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), se o Executivo precisa de mecanismos para gastar mais, ele já os tem. Estão dispostos no decreto de calamidade pública aprovado pelo Congresso Nacional e nas próprias medidas provisórias que vem editando nas últimas semanas. Além disso, na visão dele, a proposição tem um artigo que "transforma o Banco Central num operador especulativo com dinheiro público no mercado financeiro". “Não considero adequada a votação dessa PEC agora e não considero que ela possa ser votada com esse dispositivo”, avaliou. 

Títulos privados - O artigo citado por Randolfe é o que autoriza o Banco Central a negociar títulos privados, como debêntures, carteiras de créditos e certificados de depósitos bancários. A medida tem o objetivo de aumentar a liquidez de empresas, mas críticos alegam que podem deixar o Tesouro Nacional exposto a papéis com alto risco de inadimplência. Atualmente, o BC não pode adquirir títulos privados. 

Mesma linha - A senadora Simone Tebet (MDB-MS) vai na mesma linha e lembra que o Congresso já vem dando todo o suporte de que o governo precisa para enfrentar as crises na saúde e na economia. “Mais ainda: o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, reiterando, disse que havia a possibilidade, no caso de calamidade pública, excepcionalmente, de violarmos a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Diretrizes Orçamentárias no que se refere à regra de ouro’, argumentou. 

Defesa - Um dos vice-líderes do governo no Senado, Izalci Lucas (PSDB-DF), disse que a emenda é importante e deve ser aprovada em função do momento complicado pelo qual passa o país. Segundo ele, há questões de mérito que com certeza serão discutidas, como o artigo 9º, que trata da aquisição de títulos pelo Banco Central. No entanto, tal ponto não impedirá a aprovação do texto. 

Garantia - “Nós que já fomos executores sabemos da preocupação hoje dos ordenadores de despesa de assinar qualquer documento. Então esse é mais um instrumento de garantia e de tranquilidade aos que estão neste momento difícil e que precisam tomar uma série de decisões e atitudes que podem trazer consequências jurídicas graves posteriormente”, avaliou. 

Alteração - O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que é outro vice-líder governista, lembra que é necessária a alteração na Constituição para livrar o governo das amarras que travam o pagamento de auxílios nesta época de pandemia. Mas ele acredita que há pontos que precisam de fato ser discutidos, como a questão do Banco Central e até mesmo uma eventual emenda autorizando redução salarial de servidores públicos, como ocorreu na Câmara dos Deputados. 

Governança - O senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) igualmente considera a PEC importante para melhorar a governança da União, de estados e municípios nestes tempos de emergências. Comitê - Ele elogia a criação de um Comitê de Gestão de Crise, prevista no texto, mas também faz restrições: “Vejo como de suma importância a criação de um Comitê de Gestão de Crise. Falta de fato uma centralização das ações, e esse órgão deve preencher essa lacuna. Uma questão que temos que estar atentos, que inclusive foi levantada pelo presidente da Câmara, é quanto à necessidade de transparência total sobre as ações do Banco Central, que fica autorizado a comprar e vender títulos do Tesouro a bancos públicos e privados”,afirmou.  (Agência Senado)

FOTO: Waldemir Barreto/Agência Senado

legislativo senado quadro 14 04 2020

 

FOCUS: Mercado financeiro prevê queda de 1,96% na economia este ano

focus 13 04 2020Com a pandemia de covid-19, o mercado financeiro tem piorado a estimativa para a queda da economia este ano. A previsão de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 1,18% para 1,96%. Essa foi a nona redução consecutiva.

Próximos anos - A previsão para o crescimento do PIB em 2021 subiu de 2,50% para 2,70%. As previsões de expansão do PIB em 2022 e 2023 permanecem em 2,50%.

Dólar - A cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 4,60, contra R$ 4,50 na semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,47, contra R$ 4,40 da semana passada.

Inflação - As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a previsão de inflação para 2020 pela quinta vez seguida. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 2,72% para 2,52%. Para 2021, a estimativa de inflação segue em 3,50%, assim como para 2022 e 2023.

Limite - A projeção para 2020 está praticamente no limite inferior da meta que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, o limite inferior é 2,50% e o superior, 5,50%. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic - Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Redução - Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic tenha mais uma redução e encerre 2020 em 3,25% ao ano a mesma previsão da semana passada.

Expectativa - Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 4,50% ao ano. A previsão anterior era de 4,75% ao ano. Para o fim de 2022 e 2023, as instituições mantiveram a previsão em 6% ao ano.

Tendência - Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

ECONOMIA I: Banco Mundial prevê queda de 5% do PIB do Brasil este ano

banco mundial 13 04 2020A economia na região da América Latina e Caribe está sofrendo uma forte queda devido à crise da covid-19. O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos na região (excluindo Venezuela) deverá diminuir 4,6% em 2020, de acordo com relatório do Banco Mundial, divulgado neste domingo (12/04). Para 2021, é esperado um retorno ao crescimento de 2,6%.

Brasil - Para o Brasil, a previsão de queda do PIB este ano é 5%. Em 2021, a expectativa é de expansão de 1,5%, e em 2022, crescimento de 2,3%.

Choques - O Banco Mundial lembra que diversos choques afetaram a taxa de crescimento econômico da região no ano passado, começando com as convulsões sociais, seguidas pelo colapso dos preços internacionais do petróleo e, agora, a crise da covid-19.

Oferta - “A pandemia de Coronavírus está contribuído para um grande choque do lado da oferta. A demanda da China e dos países do G7 deverá cair drasticamente, afetando os exportadores de commodities da América do Sul e os exportadores de serviços e bens manufaturados da América Central e Caribe. O colapso do turismo terá impacto severo em alguns países do Caribe”, diz o Banco Mundial.

Espaço fiscal - O organismo internacional destaca ainda que muitos países da América Latina e Caribe estão enfrentando a crise com um espaço fiscal limitado. “Níveis mais elevados de informalidade no mercado de trabalho tornam mais difícil que os sistemas de proteção social atinjam todas as famílias e se protejam todas as fontes de emprego. Muitas famílias vivem "da mão para a boca" e não dispõem de recursos para suportar os bloqueios e quarentenas necessários para conter a propagação da pandemia. Muitos também dependem de remessas internacionais, que estão em colapso. Por isso a necessidade de aumentar e estender os programas de assistência social”, diz o banco.

Programas - Segundo o Banco Mundial, para ajudar os vulneráveis a enfrentar a perda de renda motivada pelo lockdown (bloqueio total), os programas atuais de proteção e assistência social devem ser rapidamente ampliados e ter sua cobertura estendida.

Governos - Ao mesmo tempo, os governos devem considerar apoiar as instituições do setor financeiro e as principais fontes de emprego. “Precisamos ajudar as pessoas a enfrentar esses enormes desafios e garantir que os mercados financeiros e os empregadores sobrevivam à tempestade," afirmou o vice-presidente interino do Banco Mundial para a região da América Latina e Caribe, Humberto López. “Para tal, é preciso limitar os danos e lançar as bases para a recuperação o mais rapidamente possível”, disse. (Agência Brasil)

Clique aqui para acessar na íntegra o relatório do Banco Mundial

 

ECONOMIA II: Confira pagamentos e tributos adiados ou suspensos durante pandemia

Terminar o mês escolhendo quais boletos pagar. Essa virou a rotina de milhões de brasileiros que passaram a ganhar menos ou perderam a fonte de renda por causa da pandemia do novo coronavírus. Para reduzir o prejuízo, o governo adiou e até suspendeu diversos pagamentos esse período. Tributos e obrigações, como o recolhimento das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ficarão para depois.

Renegociação - Em alguns casos, também é possível renegociar. Graças a resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), os principais bancos estão negociando a prorrogação de dívidas. Os agricultores e pecuaristas também poderão pedir o adiamento de parcelas do crédito rural. A Agência Nacional de Saúde (ANS) fechou um acordo para que os planos não interrompam o atendimento a pacientes inadimplentes até o fim de junho.

Estados - Além do governo federal, diversos estados estão tomando ações para adiar o pagamento de tributos locais e proibir o corte de água, luz e gás de consumidores inadimplentes. No entanto, consumidores de baixa renda ficarão isentos de contas de luz por 90 dias em todo o país. Os adiamentos não valem apenas para os consumidores. Em alguns casos, a Justiça está agindo. Liminares da 12ª Vara Cível Federal em São Paulo proibiram o corte de serviços de telefonia de clientes com contas em atraso. Diversos estados estão conseguindo, no Supremo Tribunal Federal, decisões para suspenderem o pagamento de dívidas com a União durante a pandemia.

Principais medidas - Confira as principais medidas temporárias para aliviar o bolso em tempos de crise:

Empresas

• Adiamento do pagamento da contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os pagamentos de abril serão quitados em agosto. Os pagamentos de maio, em outubro. A medida antecipará R$ 80 bilhões para o fluxo de caixa das empresas.

• Adiamento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do 15º dia útil de abril, maio e junho para o 15º dia útil de julho.

• Redução em 50% da contribuição das empresas para o Sistema S por três meses, de abril a junho.

Microempresas

• Adiamento, por seis meses, da parte federal do Simples Nacional. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro.

• Adiamento, por três meses, da parte estadual e municipal do Simples Nacional. Os pagamentos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, pertencente aos estados) do Imposto sobre Serviços (ISS, dos municípios) de abril, maio e junho passaram para julho, agosto e setembro.

Microempreendedores individuais (MEI)

• Adiamento das parcelas por seis meses. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro. A medida vale tanto para a parte federal como para parte estadual e municipal (ICMS e ISS) do programa.

Pessoas físicas

• Adiamento, por dois meses, do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física e do pagamento da primeira cota ou cota única. A data passou de 30 de abril para 30 de junho.

• O cronograma de restituições, de maio a setembro, está mantido.

Empresas e pessoas físicas

• Suspensão, por 90 dias, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos. Imposto deixará de ser cobrado de abril a junho, injetando R$ 7 bilhões na economia.

Empresas e empregadores domésticos

• Suspensão das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por três meses, inclusive para empregadores domésticos. Valores de abril a junho serão pagos de julho a dezembro, em seis parcelas, sem multas ou encargos.

Compra de materiais médicos

• Redução a zero das alíquotas de importação para produtos de uso médico-hospitalar

• Desoneração temporária de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens necessários ao combate ao Covid-19

Contas de luz

• As suspensões ou proibição de cortes de consumidores inadimplentes cabe a cada estado. No entanto, consumidores de baixa renda, que gastam até 220 quilowatts-hora (kWh) por mês, estarão isentos de pagarem a conta de energia. O valor que as distribuidoras deixarão de receber será coberto com R$ 900 milhões de subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Contas de telefone

• Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) comunicou a operadoras telefônicas que não cortem o serviço de clientes com contas em atraso. Serviços interrompidos deverão ser restabelecidos em até 24 horas. Decisão atende a liminares da 12ª Vara Cível Federal em São Paulo que valem para todo o país. A agência tentou recorrer das decisões, mas perdeu.

Dívidas em bancos

• Autorizados por uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), os cinco principais bancos do país – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander – abriram renegociações para prorrogarem vencimentos de dívidas por até 60 dias.

• Renegociação não vale para cheque especial e cartão de crédito.

• Clientes precisam estar atentos para juros e multas. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é preciso verificar se o banco está propondo uma pausa no contrato, sem cobrança de juros durante a suspensão, ter cuidado com o acúmulo de parcelas vencidas e a vencer e perguntar se haverá impacto na pontuação de crédito do cliente.

Financiamentos imobiliários da Caixa

• Caixa Econômica Federal anunciou pausa de 90 dias os contratos de financiamento habitacional, para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso, incluindo os contratos em obra. Quem tinha pedido dois meses de prorrogação terá a medida ampliada automaticamente para três meses.

• Clientes que usam o FGTS para pagar parte das parcelas do financiamento poderão pedir a suspensão do pagamento da parte da prestação não coberta pelo fundo por 90 dias.

• Clientes adimplentes ou com até duas prestações em atraso podem pedir a redução do valor da parcela por 90 dias.

• Carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos.

Produtores rurais

• CMN autorizou a renegociação e a prorrogação de pagamento de crédito rural para produtores afetados por secas e pela pandemia de coronavírus. Bancos podem adiar, para 15 de agosto, o vencimento das parcelas de crédito rural, de custeio e investimento, vencidas desde 1º de janeiro ou a vencer.

Estados devedores da União

• Governo incluiu uma emenda ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), ainda em discussão na Câmara, para suspender os débitos dos estados com o governo federal por seis meses. A medida injetará R$ 12,6 bi nos cofres estaduais para enfrentarem a pandemia.

• Enquanto a emenda não é votada, 17 estados conseguiram liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspenderem as parcelas de dívidas com a União. (Agência Brasil)

ECONOMIA III: Ministério produz documento sobre saúde e segurança dos trabalhadores durante a pandemia

Com o objetivo de orientar trabalhadores e empregadores em relação aos cuidados a serem tomados durante o período de pandemia causada pela Covid-19, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia produziu documento a respeito do tema.

Recomendações - Elaborado pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), o ofício enviado aos empregadores traz uma série de recomendações em relação à saúde e à segurança – como uso de equipamentos de proteção, higiene e ventilação dos ambientes – baseadas normas trabalhistas e em indicações do Ministério da Saúde.

Medidas - Entre as medidas estão a sugestão de que as empresas orientem seus trabalhadores a respeito do momento que o país está vivendo e expliquem aos empregados sobre os procedimentos que devem ser adotados preventivamente. Outras recomendações são evitar a realização de reuniões presenciais e fornecer equipamentos de proteção, como luvas e máscaras, em caso de necessidade.

Indicação - Para conseguir resolver problemas que ocorram caso haja contaminação ou suspeita de contaminação de algum de seus funcionários, a indicação é para que as organizações já tenham um protocolo de ação desenvolvido.

Normas regulamentadoras - A Secretaria também lembra que o fato de o país estar enfrentando uma crise de saúde pública não isenta as empresas de respeitar as regras descritas nas normas regulamentadoras. (Ministério da Economia)

ANP: Agência remarca leilão de biodiesel suspenso por causa da pandemia

anp 13 04 2020A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) remarcou para 15 de abril a etapa 2 do 72º Leilão de Biodiesel, suspensa em decorrência dos impactos econômicos da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A apresentação das ofertas estava marcada para 6 de abril.

Decisão - Em nota, a ANP explicou que a decisão foi tomada após um debate com agentes do setor e com o Ministério de Minas e Energia, "que buscaram chegar a um ponto de equilíbrio para o percentual mínimo de retirada por parte dos distribuidores e de entrega por parte dos produtores, como medida de enfrentamento da crise de demanda e da elevação do grau de incerteza no mercado de combustíveis ocasionada pela pandemia de covid-19".

Compra - É por meio dos leilões públicos de biodiesel que as refinarias e importadores de óleo diesel compram biodiesel dos fornecedores para atender ao percentual mínimo obrigatório de biodiesel misturado ao óleo diesel.

Etapa 1 - Já concluída, a Etapa 1 do leilão habilitou os fornecedores do combustível em uma lista enviada aos compradores. Na Etapa 2, agora remarcada, os fornecedores apresentarão suas ofertas, para que os compradores as escolham na Etapa 3, reprogramada para o dia 16 de abril. (Agência Brasil)

FOTO: Agência Brasil

 

ANS: Agência flexibiliza uso de mais de R$ 15 bilhões em garantias financeiras e ativos garantidores

ans 13 04 2020A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu novas medidas para mitigar os impactos da pandemia de Coronavírus no setor de planos de saúde. Em reunião na quarta-feira passada (08/04), a Diretoria Colegiada da reguladora decidiu ampliar a flexibilização de normas prudenciais, permitindo autonomia na gestão dos recursos garantidores das provisões técnicas e equalizando a exigência de capital regulatório para as operadoras que já constituíam 100% do capital exigido, para uso em ações de combate à Covid-19. Para isso, contudo, a ANS estabeleceu contrapartidas que as empresas precisarão cumprir, mediante assinatura de termo de compromisso, para proteger os beneficiários de planos de saúde e a rede de prestadores de serviços. Considerando as medidas aprovadas hoje e as deliberadas em 31/03/2020, no total, o montante de capital e recursos financeiros disponibilizado soma, aproximadamente, R$ 15 bilhões.

Incentivos - Concessão de incentivos regulatórios a operadoras em situação regular junto à ANS:

Retirada de exigência de ativos garantidores de Provisão de Eventos/Sinistros a Liquidar (PESL-SUS): A operadora fica desobrigada de manter ativos garantidores relativos aos valores devidos a título de ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (PESL SUS) no período que vai da data de assinatura do termo de compromisso até 31/12/2020. A medida visa ampliar a liquidez das operadoras, liberando recursos financeiros que poderão ser utilizados para fazer frente a eventual aumento da demanda por atendimento médico ou índices de inadimplência. Com essa medida, há a previsão de redução imediata de R$ 1,4 bilhão de exigências de ativos para as operadoras que atuam no setor.  

Possibilidade de movimentar os ativos garantidores em montante equivalente à Provisão de Eventos Ocorridos e Não Avisados (PEONA): Será retirada a exigência de vinculação dos ativos garantidores na proporção equivalente à PEONA contabilizada, o que permitirá às operadoras uma gestão mais proativa dos seus ativos financeiros. Assim, será possível à operadora adequar o fluxo de pagamento à sua rede prestadora médica e hospitalar em um cenário de eventual queda da liquidez. Conforme previsto na legislação do setor, as operadoras devem manter ativos garantidores registrados junto à ANS na proporção de um para um em relação as provisões técnicas, vinculando-os conforme previsto no art. 3º da referida RN. Neste sentido, estima-se um impacto de R$ 10,5 bilhões em PEONA.

Redução da exigência da Margem de Solvência para 75% também para as seguradoras especializadas em saúde e operadoras que não estão em fase de escalonamento: Essa medida permite uma resposta mais rápida às necessidades financeiras dessas empresas, oportunizando equiparação das regras com os demais agentes do setor. Dessa forma, há a previsão de redução imediata de aproximadamente R$ 2,7 bilhões para as nove seguradoras que atuam no setor com alto nível de capitalização e que concentram uma parcela expressiva de beneficiários no setor, além de outros R$ 0,2 bilhão para as demais operadoras contempladas.

Em reunião realizada no dia 31/03/2020, a ANS já havia deliberado sobre a antecipação do congelamento de exigências de capital (Margem de Solvência) para as operadoras que manifestem a opção pela adoção antecipada do capital baseado em riscos (CBR). Assim, para as operadoras que se encontram em constituição escalonada (exigência crescente a cada mês), a margem de solvência será estabilizada e em percentual fixo de 75%. Para as operadoras que manifestarem essa opção até 30/05/2020, os efeitos do congelamento da margem de solvência serão retroativos a 31/03/2020. O objetivo da medida é conceder liquidez ao setor, tendo em vista o congelamento de percentual de exigência que crescia mensalmente. Estudos técnicos apontam uma redução de aproximadamente R$ 1 bilhão da quantia exigida para todo o setor, utilizando como referência as projeções para o mês de dezembro/2019.

Contrapartidas exigidas- Como forma de proteger os beneficiários e os prestadores de serviços de saúde que fazem parte de da rede credenciada, a ANS exigirá contrapartidas das operadoras que aderirem às medidas. Para isso, assinarão termo de compromisso se comprometendo a:

• Renegociação de contratos: a operadora deverá oferecer a renegociação dos contratos, comprometendo-se a preservar a assistência aos beneficiários dos contratos individuais e familiares, coletivos por adesão e coletivos com menos de 30 (trinta) beneficiários, no período compreendido entre a data da assinatura do termo de compromisso com a ANS e o dia 30 de junho de 2020.

• Pagamento regular aos prestadores: a operadora deverá se comprometer a pagar regularmente, na forma prevista nos contratos com sua rede prestadora de serviços de saúde, os valores devidos pela realização de procedimentos e/ou serviços que tenham sido realizados entre 4 de março de 2020 e 30 de junho de 2020. A medida deve atingir todos os prestadores de serviços de saúde integrantes de sua rede assistencial, independentemente de sua qualificação como contratados, referenciados ou credenciados.

Contribuição - As medidas contribuem para que o setor possa enfrentar a tendência de diminuição da solvência e da liquidez das operadoras, reflexo do cenário de retração econômica deflagrado pela pandemia, evitando que a assistência à saúde dos beneficiários seja colocada em risco. A preocupação da ANS frente aos impactos econômico-financeiros no setor decorrentes do surto de Coronavírus vem sendo discutidas amplamente pela reguladora. As medidas mais recentes nesse sentido foram tomadas na semana passada, com a antecipação do congelamento de exigências de capital (Margem de Solvência) e o adiamento de novas exigências de provisões de passivo. Com isso, a ANS visa conferir às operadoras de planos de saúde maior flexibilidade de recursos para que respondam de maneira mais efetiva às prioridades assistenciais deflagradas pela Covid-19. (ANS)

 

SAÚDE I: Brasil tem 22,1 mil casos de Covid-19; mortes chegam a 1,2 mil

saude I 13 04 2020O Ministério da Saúde divulgou, na tarde deste domingo (12/04), os números atualizados do novo coronavírus. De acordo com a pasta, o número de infectados é de 22.169. Isso representa um aumento de 1.442 casos em relação ao balanço divulgado sábado (11/04). O número de mortes chegou a 1.223. A taxa de letalidade do vírus vem crescendo no Brasil e chegou a 5,5%.

São Paulo - O estado de São Paulo ainda concentra o maior número tanto de casos (8.755) quanto de mortes (588). O Rio de Janeiro continua sendo o segundo estado com mais registros de contaminação. São 2.855 casos e 170 mortes. Na Região Norte, o Amazonas concentra o maior número de casos, com 1.206 e 62 mortes.

Nordeste - Na Região nordeste, o Ceará se destaca, com 1.676 casos e 74 mortes. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem o maior número de casos, muito à frente dos demais, com 614 casos e 14 mortes. Os estados do Sul do Brasil apresentam um número de casos mais parelho. Santa Catarina é o estado da região com mais casos, 768, e o Rio Grande do Sul é estado com menos, 653. O Paraná tem o maior número de mortes do estado, 30, e 738 casos.

Casos notificados - A evolução no número de casos notificados, bem como de mortes, oscila. Da última sexta-feira (10/04) para sábado (11/04), 68 novas mortes foram confirmadas. Já de ontem para hoje, foram 99 novas mortes. O pico de evolução de mortes de um dia para o outro foi no dia 9 de abril, que registrou 141 novas mortes em relação ao dia anterior. Em relação aos casos notificados, o pico foi no dia 8 de abril, quando 2.210 novos casos foram confirmados. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

SAÚDE II: Paraná registra 62 novos casos e quatro óbitos por coronavírus

saude II 13 04 2020A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou neste domingo (12/04) 62 novos casos de coronavírus e quatro óbitos no estado. Agora o Paraná tem 750 confirmações e 31 óbitos.

Municípios - As novas confirmações foram registradas nos municípios de Ibema (10), Jussara (1), Guaraniaçu (1), Cascavel (2), Curitiba (23), Almirante Tamandaré (2), Assis Chateaubriand (1), Londrina (7), Araruna (1), Campina Grande do Sul (2), Santa Mônica (1), Cianorte (1), Verê (1), Maringá (1), Terra Boa (1), Campo Mourão (1), São José dos Pinhais (2), Campo Largo (1), Santa Fé (1), Paranaguá (1) e Bandeirantes (1).

Mortes - As mortes ocorreram nos municípios de Jussara, Campo Largo, Londrina e Curitiba. Um homem de 72 anos de Jussara, Norte do Paraná, foi internado no dia 29/03 em um hospital em São Paulo, fora do Estado, vindo a óbito na última terça-feira (7). Uma paciente de 95 anos residia em Londrina, possuía comorbidades e veio a óbito neste sábado (11). Já em Campo Largo, um homem de 53 anos, faleceu na última quarta-feira (8), tendo o resultado positivo para a doença neste sábado (11). No município de Curitiba, uma senhora de 94 anos faleceu nesta terça-feira (7), o resultado positivo para a Covid-19 saiu na sexta-feira (10) segundo o Laboratório Central do Estado (Lacen/PR).

Dados – Dos 750 casos confirmados no Paraná, 12 não residem no Estado. Dos 31 óbitos, um não residia no Estado. Outros 6.202 casos foram descartados e 472 estão em investigação.

Internações - São 117 pacientes internados, 69 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) e 48 em leitos clínicos. O número de pacientes já liberados do tratamento será atualizado no início da próxima semana. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira AQUI a lista de casos por município.

 

SAÚDE III: UEL está entre as líderes em estudos sobre coronavírus no Brasil

saude III 13 04 2020Levantamento realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) aponta a Universidade Estadual de Londrina (UEL) entre as líderes em pesquisa científica sobre coronavírus no País. A Fapesp é uma das principais agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do Brasil. Com 21 publicações, a UEL figura está entre as três primeiras, junto com a Universidade de São Paulo (USP), que tem 91 publicações, e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 32 trabalhos publicados.

Potencial - O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Paraná, Aldo Nelson Bona, confirma o potencial de produção científica e de desenvolvimento tecnológico das sete universidades estaduais.

Satisfação - “O sentimento é de satisfação ao saber que a UEL se destaca ao lado de outras instituições de renome internacional e se consolida entre as principais referências nacionais da Ciência”, afirma, ressaltando a capacidade intelectual de professores, alunos e pesquisadores das universidades paranaenses.

Estudos - Na UEL, os estudos são dedicados a entender a interação entre o vírus, o ácido desoxirribonucleico (ADN ou DNA), o ácido ribonucleico (RNA) e o hospedeiro. Outro projeto visa ampliar as ações de enfrentamento à Covid-19, infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus.

Grupo de trabalho - Para tanto, a universidade está criando um grupo com pesquisadores de diversas áreas com diferentes estudos, desde pesquisas com agentes infecciosos, de importância médica e ambiental até detecção, diagnóstico e controle do coronavírus, incluindo o desenvolvimento de novos antimicrobianos, como antivirais, antibacterianos, antifúngicos e antiprotozoarios.

Capacidade - "Essas ações demonstram a nossa capacidade de produção de Ciência, Tecnologia e Inovação, que têm contribuído com o desenvolvimento do Paraná", diz o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UEL, Amauri Alcindo Alfieri, que também atua como presidente do Conselho de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná.

Espécies - A família de vírus coronaviridae engloba cerca de 40 espécies conhecidas, que afetam animais, tanto mamíferos como aves, alguns atingindo, com letalidade, seres humanos. Os primeiros estudos científicos sobre coronavírus datam do final da década de 1960.

Publicações - Desde então, em todo o mundo, foram publicados mais de 12 mil trabalhos (dos tipos “Article”, “Proceeding Paper” e “Review”, na classificação do Web of Science) sobre o tema. Somente neste ano, em menos de três meses, os trabalhos sobre o tema já ultrapassam a marca de 200 publicações.

Estados Unidos e China - Os Estados Unidos e a China lideram as pesquisas científicas sobre coronavírus. Os dois países respondem por 4.400 e 2.523 estudos nessa área. Somando 217 trabalhos, o Brasil figura em 17º no ranking. O levantamento foi feito pela Fapesp em 23 de março de 2020, a partir do tópico “coronavírus”, na base de periódicos internacional Web of Science. A base nacional de periódicos acadêmicos SciELO, que está na Web of Science, integra a busca.

Universidade virtual - No início deste mês, a Universidade Virtual do Paraná (UVPR), que reúne os centros de Educação a Distância (EaD) das sete universidades estaduais, lançou o site Coronavírus em Análise. A iniciativa pretende destacar estudos científicos nacionais e internacionais, relativos ao novo coronavírus e à Covid-19, especialmente nessa época, em que a informação de qualidade se mostra relevante entre os cidadãos.

Conteúdo - Atualizada diariamente, a página também contempla produções audiovisuais, com relatos e reflexões de diferentes pesquisadores. O conteúdo pode acessado no endereço eletrônico uvpr.pr.gov.br/coronavirus/. (Agência de Notícias do Paraná)

 


Versão para impressão


RODAPE