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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4798 | 07 de Abril de 2020

COVID-19 I: Comunicado 15 traz lei e decreto publicados pelo governo do Estado entre os destaques

covid 07 04 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 do Sistema Ocepar emitiu, na tarde desta segunda-feira (06/04), o comunicado 15, com medidas relacionadas a reduzir os impactos econômicos e sociais da pandemia de coronavírus, entre as quais a Lei nº 20.164 e o Decreto nº 4.411, publicados no dia 2 de abril pelo governo do Estado do Paraná. Veja abaixo todos os destaques.

1. No dia 2 de abril, o Governo do Estado do Paraná publicou a Lei nº 20.164, autorizando a Agência de Fomento do Paraná S.A. – Fomento Paraná a envidar medidas objetivando apoiar a recuperação econômica dos empreendedores formais e informais, além da infraestrutura de municípios atingidos por emergências, calamidades ou desastres, com oferta de crédito e apoio técnico às atividades econômicas locais. Para acessar, clique aqui.

2. No dia 2 de abril, o Governo do Estado do Paraná publicou o Decreto nº 4.411, que prorroga em 90 dias o prazo de pagamento do ICMS pelas empresas optantes pelo regime de Microempresas e Empresa de Pequeno Porte (Simples Nacional). Para acessar, clique aqui.

3. No dia 6 de abril, o grupo técnico das entidades que integram o G7 reuniu-se, por videoconferência, para avaliar os impactos das medidas de prevenção à Covid-19, discutir ações e iniciar a estruturação de um plano de retorno às atividades de forma gradual e segura.

4. No dia 6 de abril de 2020, por videoconferência, o presidente e Diretoria da OCB, o presidente da Ocepar e representantes do sistema nacional de crédito cooperativo e dos bancos cooperativos, conversaram com o presidente Roberto Campos e diretores do Banco Central do Brasil (BCB) a respeito dos efeitos e impactos da Covid-19 e do papel das cooperativas de crédito para apoiar o desenvolvimento do setor produtivo brasileiro. Para acessar, clique aqui.

O Comitê -O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

COVID-19 II: Ricken concede entrevista ao Canal do Boi sobre os impactos na pandemia nas cooperativas do PR

covid II 07 04 2020O Canal do Boi, que faz parte da rede Sistema Brasileiro do Agronegócio (SBA), levou ao ar, no dia 30 de março último, uma entrevista com o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Durante sete minutos, Ricken falou das providências que o Sistema Ocepar tomou logo no início da pandemia, assegurando aos colaboradores da entidade para que iniciassem seus trabalhos em casa, de forma remota. Ele também discorreu sobre as principais ações desencadeadas pelas cooperativas no sentido de dirimir os impactos, especialmente no funcionamento das agroindústrias no Paraná. Assista à entrevista na integra abaixo.

Clique aqui e confira na íntegra a entrevista exibida no Canal do Boi

 

COVID-19 III: Copacol toma providências para enfrentar o coronavírus

covid pitol 07 04 2020O presidente da Copacol, Valter Pitol, que também é diretor da Ocepar, falou à Rádio Paraná Cooperativo sobre como está sendo a atuação da cooperativa neste momento de pandemia e quais providências estão sendo tomadas para enfrentar o coronavírus. Valter Pitol avalia os primeiros impactos da Covid-19 no dia a dia e nos negócios da cooperativa, sediada em Cafelândia, no Oeste do Estado.

Ouça aqui

 

COVID-19 IV: Frísia adota providências de segurança para continuar trabalhando

covid greidanus 07 04 2020Segundo Renato Greidanus, diretor da Ocepar e presidente da cooperativa Frísia, com sede em Carambeí (PR), os negócios continuam, mas com todas as providências na questão da proteção da saúde de cooperados e colaboradores em função da pandemia do coronavírus. O presidente da cooperativa, Renato Greidanus, detalha as medidas adotadas até o momento e avalia os impactos econômicos. Ele concedeu entrevista para a Rádio Paraná Cooperativo.

Ouça aqui

 

COVID-19 V: Modelo de atendimento é alterado nas agências do Sicredi Fronteiras PR/SC/SP

covid sicredi 07 04 2020Desde o início da pandemia, as agências da Sicredi Fronteiras nos estados do Paraná e São Paulo estão funcionamento em regime parcial. As agências que se encaixam neste modelo, estão operando com número reduzido de colaboradores, apenas mantendo o atendimento presencial (comercial e de caixas) para associados e beneficiários do INSS sem acesso a outros canais (por exemplo os que não possuem cartão para sacar no caixa eletrônico). Para a segurança de todos, o acesso é controlado, para que não gere filas e aglomerações.

Ouça aqui

 

COOPERATIVISMO: OCB tem nova reunião com Banco Central

cooperativismo 07 04 2020Os impactos econômicos causados pelo novo Coronavírus continuam na pauta das reuniões propostas pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Nesta segunda-feira (06/04), o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, se reuniu – por videoconferência – com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Diretores do Banco, da OCB, além de representantes das cooperativas de crédito, que também participaram da reunião.

Solução - Márcio Freitas reforçou o compromisso da OCB em contribuir com as ações do banco, colocando as cooperativas de crédito como ferramentas de solução para o enfrentamento coletivo da pandemia do coronavírus.

Importante parceiro - “O movimento cooperativista tem se apresentado como um importante parceiro do poder público no enfrentamento dessa crise. Nossas cooperativas, nos diferentes setores que atuam, continuam a dar todo o suporte ao seu quadro de cooperados e auxiliado em ações nas localidades onde estão presentes,” comenta o presidente do Sistema OCB.

Transporte - Dentre os exemplos, Márcio Freitas citou o importante papel que o cooperativismo de transporte tem exercido durante esse período. “Nossos cooperados seguem escoando a produção agrícola do país, além de continuarem realizando o abastecimento das redes de supermercados por todo o país”.

Saúde - Na mesma linha, segue o cooperativismo de saúde. “Nossas cooperativas têm suportado e atendido com toda a atenção e cuidado que lhe é costumeiro um sem número de pessoas que necessitam de atenção mais do que especial nesse momento”.

Agro - E as cooperativas agropecuárias? Elas continuam suas atividades, garantindo que teremos à disposição alimento para todos os brasileiros. “É por isso que queremos colocar à disposição do Banco Central do Brasil as nossas cooperativas de crédito. A ideia é continuar apoiando os nossos cooperados e, também as atividades do setor produtivo. Isso, certamente, fará com que superemos essa crise da maneira mais breve e amena possível.”

Dificuldades - Presentes também na videoconferência, os diretores da OCB relataram as dificuldades que as cooperativas vêm enfrentando nos seus diferentes ramos de atuação. Vale destacar a provocação feita por José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, para que o setor produtivo rural continue a contar com o apoio e o provimento de linhas de financiamento para continuar a dar sustentação na produção nacional.

Iniciativas - Edivaldo Del Grande, presidente do Sistema Ocesp, alertou para as iniciativas que estão surgindo não só em São Paulo, mas também em outros estados, no sentido de se suspender os pagamentos de operações de crédito e financiamentos em curso. Essa medida certamente será danosa para o Sistema Financeiro Nacional e, por conseguinte, para os tomadores de recurso, que, num segundo momento, verão esse crédito mais escasso e caro na praça.

Disposição - Os presidentes dos Bancos Cooperativos (Bancoob e Banco Sicredi), Marco Aurélio Almada e João Tavares, respectivamente, reforçaram a disposição do setor para colaborar com o Banco Central no enfrentamento da crise. Além disso, chamaram a atenção para algumas ferramentas que podem auxiliar o setor no papel de pulverizador de crédito na economia brasileiro. Em especial, falaram dos limites de exposição intrassistêmico, que tem sido um dificultador para que o SNCC consiga ofertar ainda mais recursos para os cooperados.

Medidas em curso - O presidente do Banco Central, Roberto Campos, ao final, fez suas considerações no sentido de agradecer a disponibilidade do setor cooperativista e indicou que várias medidas já estão em curso para fortalecer ainda mais o setor e utilizá-lo como um vetor no enfrentamento da crise e na retomada do crescimento do país. Registrou que também tem se preocupado com as chamadas “quebra de contratos”. Ou seja, o inadimplemento das obrigações em curso pode gerar um efeito muito negativo para a economia e para o Sistema Financeiro Nacional. E, por fim, encerrou registrando que pretende continuar com esse diálogo próximo e permanente com o setor cooperativista. (Informe OCB)

 

ACI: Cooperativas contra as mudanças climáticas

aci 07 04 2020A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) anunciou, na última sexta-feira (03/04), a definição do tema do Dia Internacional do Cooperativismo deste ano. Celebrado no dia 4 julho, primeiro sábado do mês, como ocorre desde o ano de 1923, a data dará destaque ao papel das cooperativas nas ações de prevenção à mudança climática.

Mudanças climáticas - As cooperativas e a ação contra as mudanças climáticas será o tema adotado pela Aliança Cooperativa Internacional e pela Organização das Nações Unidas. Desde 1995, ano do centenário da ACI, as Nações Unidas passaram a celebrar o Dia Internacional das Cooperativas como parte da agenda oficial da Organização.

Sugestão - O tema proposto foi sugerido pela Comissão de Promoção e Avanço do Cooperativismo, o Copac, organização internacional formada pela ONU, ACI e organizações internacionais públicas e privadas que fomentam e representam o cooperativismo. Desde o ano de 2016, os temas escolhidos fazem referência aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Este ano, o ODS selecionado foi o 13: Ação Contra a Mudança Global do Clima.

Convite - Com esta escolha, a ACI convida a comunidade cooperativa em todo o mundo a continuar promovendo ações para combater as mudanças climáticas. Essa situação crítica coloca em risco a vida e os meios de subsistência de milhares de pessoas e destrói os ecossistemas vitais para os seres humanos e para o planeta.

Perigo - “Nossa casa comum está em perigo. Existem modos de produção e consumo que constantemente atacam a natureza. Não temos muito tempo para reverter essa situação. Precisamos agir agora, com nossos valores e princípios como bandeira, para demonstrar em escala global que é possível desenvolver uma economia com inclusão social e proteção dos recursos naturais”, afirmou Ariel Guarco, presidente da Aliança Cooperativa Internacional.

Exemplo - O cooperativismo, de fato, tem juntado forças para o enfrentamento das mudanças climáticas. Um grande exemplo vem da Colômbia, onde, há dez anos, um grupo de cooperativas se juntou para criar uma iniciativa de compensação de carbono. Chamado ECoop Responsabilidade Cooperativa, o projeto permite que as 55 cooperativas apoiadoras compensem toda sua emissão de carbono no meio ambiente.

Plantio - O projeto plantou dois milhões de árvores em regiões de pós-conflito armado no país vizinho. O resultado foi impactante: 280 mil toneladas de carbono retiradas do meio ambiente todo ano. Além de compensar as emissões da cooperativa, o projeto comercializa as quotas de carbono e produz madeira certificada, que serve como subsídio para as cooperativas participantes.

Área - No total, a iniciativa conserva 1000 hectares de vegetação natural. As plantações são também utilizadas para a produção apícola, conservado a população de abelhas. Os campos de plantação permitem também sombra para a criação de gado, melhorando o desempenho das produções de leite e carne das cooperativas associadas ao projeto.

Dia C- Já no Brasil, segundo dados da Gerência de Desenvolvimento Social de Cooperativas do Sescoop, existem 36 projetos cadastrados no Movimento Dia C com impacto direto ao ODS 13. Essas atividades, que têm como objetivo ações contra as mudanças climáticas, estão espalhadas por 5 estados do país, sendo que 15 delas são contínuas e duradouras.

Exemplo - Um exemplo vem do Mato Grosso, onde a Unimed Cuiabá desenvolve há dez anos um projeto de compensação de carbono. A cooperativa, com seus mais de 1300 cooperados e 230 mil clientes, está engajada na preservação do meio ambiente e desenvolveu, em parceria com o Instituto Ação Verde, o projeto Neutralização de Carbono.

Compensação - O projeto permitiu a compensação de todas as emissões geradas pela cooperativa entre os anos de 2010 e 2018, por meio do reflorestamento de áreas danificadas às margens do Rio Cuiabá. Somente no ano de 2018, as emissões compensadas chegaram a 890 toneladas de carbono, fazendo com que a cooperativa obtivesse o título de Carbono Neutro, dando um grande exemplo do 7º princípio cooperativista: o Interesse pela Comunidade. (Informe OCB)

 

UNIMED CURITIBA: No Dia Mundial da Saúde, cooperativa médica lança o filme “Tempo de Cuidar”

Hoje, mais do que nunca, o mundo precisa de mais cuidado. E um plano de saúde que tem como conceito cuidar das pessoas para que elas possam aproveitar a vida com saúde e bem-estar não poderia falar de outra coisa neste momento de enfrentamento do novo coronavírus. A campanha da Unimed Curitiba criada para o Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, leva o conceito “Tempo de Cuidar” para dentro das casas das pessoas. Com um filme, inspirado nos cuidados especiais e mudanças de hábitos no contexto atual da saúde, a cooperativa espera provocar uma reflexão sobre a nova rotina que se estabeleceu do dia para a noite com a doença Covid-19 e estimular a mudança de hábitos para garantir saúde física e mental de cada pessoa e de todos ao mesmo tempo.

Cuidar de todos - Além do filme, a campanha criada pela agência Bronx reforça a ideia de união e de que cuidar de si próprio é cuidar de todos. “Vivemos um momento em que todos são protagonistas e assumem, de igual forma, a responsabilidade e o desafio de superarmos esta crise. Cada ser é único e essencial neste momento, independentemente da área de atuação e das suas crenças. Mais do que nunca, precisamos estar unidos para vencermos essa batalha. E, depois de vencida, nosso desafio é seguir cuidando uns dos outros, reforçando que a saúde deve ser a nossa principal prioridade”, destaca Rached Hajar Traya, diretor-presidente da Unimed Curitiba. (Imprensa Unimed Curitiba)

Clique aqui para conferir o filme

unimed curitiba 07 04 2020

 

COAMO I: Cooperados e funcionários estão conscientes e engajados no combate ao coronavírus

De forma positiva, pensando no bem-estar e na saúde, os cooperados e funcionários da Coamo e da Credicoamo, e também da Via Sollus Corretora de Seguros, Arcam e Fups – Fundo de Proteção à Saúde- estão adotando as providências com engajamento e participação nas ações preventivas contra o coronavírus no ambiente da cooperativa. "O Plano de Contingências foi implantado e estamos diariamente realizando a divulgação em nossos canais internos e externos para elevar a conscientização e práticas das ações necessárias", explica Airton Galinari, presidente executivo da Coamo.

Pilares - Galinari acrescenta que todos estão seguindo as orientações do Comitê de Prevenção ao Coronavírus, composto pelo presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, diretorias Executivas da Coamo e Credicoamo, e gestores das áreas de Recursos Humanos, Administrativa, Compras de Bens de Suprimentos, Comunicação e Organização e Gestão da Qualidade. “Temos como referência as orientações do Ministério da Saúde e observados quatro pilares fundamentais, sendo os de evitar aglomeração e circulação de pessoas, a prática da higienização de ambientes e mãos das pessoas, e a divulgação de informações e orientações” afirma, destacando que os cooperados estão utilizando os diversos canais de atendimento da Coamo e da Credicoamo para realização das operações com as cooperativas.

Providências - Atendendo orientação do Ministério da Saúde, entre as ações contempladas no Plano de Contingência foram cancelados desde o mês de março todos os eventos programados no âmbito da cooperativa que seriam realizados até o dia 30 de junho, os quais possibilitariam aglomeração de grande público, envolvendo cooperados, cooperadas/esposas e filhas, e funcionários. “Também foram cancelados cursos e treinamentos presenciais para funcionários, mas estamos realizando vários eventos por meio de transmissão virtual, com apoio do Sescoop, que vem sendo uma prática bem-sucedida”, afirma Antonio César Marini, gerente de recursos Humanos da Coamo.

Ação de todos - “Estamos atentos e promovendo medidas para prevenção contra esta doença, mas o sucesso só acontece com o envolvimento e mudança de hábitos em nosso dia a dia, como os de lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar aglomeração de pessoas e mudar a forma de cumprimento, trocando os apertos de mão e abraços por sorrisos e gestos à distância, tendo bom senso e respeitando o próximo”, orienta o Carlos Eduardo Rosa Mildemberger, médico do Trabalho na Coamo, acrescentando que com estas medidas e participação de todos será possível mudar a história da doença no Brasil”,

Serviço - A missão da Coamo é agregar valor à produção dos associados. Com sede em Campo Mourão e unidades em outros 70 municípios no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a cooperativa presta serviços para mais de 29 mil cooperados por meio do trabalho de mais de oito mil funcionários. (Imprensa Coamo)

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COAMO II: Revista Coamo circula com a edição de nº 500

coamo 07 04 2020“O nome não importa e, sim, a mensagem que chegará até os senhores. Seremos mais um elo entre a cooperativa e os cooperados”, constava no primeiro dos cinco parágrafos do editorial inaugural da primeira publicação que circulou em novembro de 1974, com o nome de Informativo Coamo. Esse foi o início da comunicação impressa na cooperativa. Comunicação que já tem 45 anos de existência e que, no mês de março, alcançou marca histórica de 500 edições.

Evolução - Durante todos esses anos, a publicação foi evoluindo, seguindo os passos da cooperativa, e em 2015 passou a ser editada no formato de revista, alinhada a um dos sete princípios do cooperativismo e à filosofia da própria Coamo.

Princípio - O princípio cooperativista da informação, presente na lista definida em 1995, vigente até hoje, dá conta de que a ação cooperativa, em qualquer parte do mundo, deve orientar-se por estas diretrizes fundamentais. Com a mesma premissa do sistema cooperativista, a Coamo sempre adotou a comunicação como área estratégica, conforme destaca o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, José Aroldo Gallassini. “Nosso objetivo é manter o cooperado por dentro das novas tecnologias, tendências de mercado e de produção para que possam produzir sempre mais. A Revista Coamo se preocupa em mostrar o melhor caminho. A Revista Coamo colabora e presta esse serviço, de forma clara e objetiva. São 500 edições acompanhando toda a trajetória da Coamo”, assinala.

Destaque - Ao comemorar a edição de número 500, a Revista Coamo continua se destacando. Com uma maior estrutura, nova diagramação e visão mais ampla dos seus objetivos, a Revista cumpre a missão de levar informações das atividades desenvolvidas pelos cooperados, e setores cooperativista e agropecuário nacional.

Canal de comunicação - A Revista Coamo é um dos principais canais de comunicação criados pela cooperativa para interagir com todos os seus públicos, sobretudo os cooperados, clientes, fornecedores, parceiros, instituições e comunidade em geral”, destaca Ilivaldo Duarte, assessor de Comunicação da Coamo. Além da versão impressa, a Revista Coamo possui versões eletrônicas, com total conteúdo, para acesso na internet.

Versão on-line - Já está circulando a versão impressa e disponível em sua versão on-line com a edição de março de número 500. A edição da Revista Coamo traz como reportagem especial o Encontro de Verão na Fazenda Experimental e a Assembleia Geral da Credicoamo, com aprovação do balanço da gestão 2019 e a implantação da nova estrutura organizacional com a Governança Corporativa. (Imprensa Coamo)

 

COCAMAR: Projeto Meiosi finaliza com bons resultados

Uma experiência bem-sucedida. Assim foi o primeiro ano de uma inédita parceria firmada pela cooperativa Cocamar, sediada em Maringá (PR), e a usina Cocal, de Paraguaçu Paulista, oeste do estado de São Paulo.  

Projeto de arrendamento - Ambas deram início na safra de soja 2019/20, encerrada no começo de abril, a um projeto de arrendamento de 5,2 mil hectares de áreas destinadas à reforma de canaviais pelo sistema de meiosi, nos municípios de Narandiba e Iepê, próximos à divisa com o Paraná.

Distribuição - As terras foram arrendadas pela Cocamar, que as distribuiu entre 19 produtores selecionados em seu quadro de cooperados, com larga experiência no assunto, no Paraná e São Paulo. A cooperativa ficou responsável pela gestão do projeto, mantendo um engenheiro agrônomo contratado especialmente para prestar assistência técnica nas lavouras, forneceu os insumos e recebeu a safra. E, por meio de sua corretora, garantiu um seguro para 37,1 sacas/hectare (90/alqueire), que praticamente cobriu os custos de produção. Interessada na recuperação da fertilidade do solo, redução de custos com herbicidas e no aumento da produtividade dos canaviais, a Cocal cedeu as terras já adubadas com fertilizantes químicos e orgânicos (resíduos da própria usina). Pelo contrato, ainda, após o produtor alcançar um determinado patamar de produtividade, a usina tem direito a um percentual de participação.

Todos ganham - O gerente de negócios da Cocamar, Marco Antonio de Paula, explica que esse formato de arrendamento se mostra interessante para todas as partes envolvidas e também para os municípios. A cooperativa, por exemplo, amplia seus negócios com insumos e o recebimento da safra por meio das unidades operacionais e de atendimento ao cooperado instaladas em Iepê e Cruzália, e cumpre a função social de gerar mais renda aos produtores associados. “Muitos deles tiveram a oportunidade de aumentar substancialmente ou até mesmo dobrar suas áreas de cultivo de soja”, explica de Paula, salientando que o projeto está situado em região próxima ao Paraná. A cooperativa cuidou também de toda a documentação e o cadastramento das áreas e auxiliou produtores na localização de prestadores de serviços com maquinários.

Redução de custos - Para a usina, segundo o diretor-superintendente Paulo Adalberto Zanetti, além dos benefícios mencionados – revitalização do solo, aumento da produtividade dos canaviais, economia com herbicidas e participação nos resultados com o arrendamento – a iniciativa possibilita redução de custos com o viveiro de mudas de cana, mantidos em linhas intercalares ao cultivo de soja. Meiosi, resumidamente, “é plantar no meio”, explicou. Outra vantagem é que a usina trata apenas com a cooperativa e não com os produtores individualmente.

Dinamismo - Aos municípios, a presença da soja traz mais dinamismo à economia local, aumentando o movimento do comércio (restaurantes, postos de abastecimento, hotéis, locação de casas, prestadores de serviços e outros), além do recolhimento de tributos aos cofres públicos.

Ampliar - O acordo de arrendamento está previsto, inicialmente, para 5 anos, mas tanto a Cocamar quanto a Cocal avaliam que a abertura dessa nova fronteira agrícola para a soja não apenas poderá ser duradoura, como ampliada. Corrobora para isso o bom desempenho das lavouras no ciclo 2019/2020, que apresentaram médias de produtividade dentro das expectativas ou chegaram a superá-las em algumas regiões. E também o fato de que a convivência lado a lado entre cana e soja, com sua demanda de aplicações para o controle de pragas e doenças, não gerou problemas. “Os produtores foram bem orientados e muito cuidadosos, pois têm interesse que o projeto seja preservado”, assinala o gerente da cooperativa.

Evento técnico - Ele cita que um evento técnico promovido pela Cocamar e a Cocal em Narandiba, para demonstração do projeto, despertou o interesse de representantes de várias outras usinas de São Paulo e Mato Grosso do Sul. “Nossa expectativa é que possamos levar essa experiência também para outras regiões”, completa.

Produtores animados - Os produtores participantes ficaram animados com a experiência que tiveram no primeiro ano do projeto de parceria entre a Cocamar e a Cocal. Wilson Palaro, cooperado em Floresta, região de Maringá, diz que já está se planejando para a próxima safra de verão (2020/21). Acostumado a produzir na terra roxa, ele lembra do frio na barriga quando se viu diante do desafio de lidar com o solo arenoso do oeste paulista, ainda mais porque não haveria tempo de fazer a cobertura com palhada para o plantio direto, uma vez que as terras foram entregues pela usina quando isto já não seria possível. Nem mesmo o plantio de milheto, por parte da Cocamar, com o objetivo de revestir o solo, deu certo, pois o clima na época não foi favorável.

Desenvolvimento - No entanto, a soja se desenvolveu bem, beneficiada pela consistente adubação feita pela usina, a orientação técnica adequada e a ocorrência regular de chuvas. “Com essa oportunidade, praticamente dobramos a área de cultivo”, salienta Palaro, que, ao final, registrou uma média de 53,7 sacas/hectare em Narandiba, pouco abaixo das 60 sacas/hectare que conseguiu no Paraná. “Foi um bom negócio”, resume, explicando que no interior de São Paulo – a apenas 150km de distância de Floresta - a lavoura foi semeada mais tarde, não concorrendo com a do Paraná e possibilitando que fosse dada a ela toda a atenção.

Sobre a Cocamar - Fundada há 57 anos, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial conta com mais de 15 mil produtores associados – produtores de soja, milho, trigo, café, laranja e que atuam também no segmento pecuário – nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em 2019, a cooperativa, que está entre as maiores e mais industrializadas do país, registrou um faturamento de R$ 4,650 bilhões. (Imprensa Cocamar)

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LEGISLATIVO I: Congresso apresenta 118 emendas à MP que reduz contribuições ao Sistema S

legislativo I 07 04 2020A Medida Provisória que reduz por três meses as contribuições recolhidas por empresas para financiar o Sistema S (MP 932/2020) causou incômodo no Congresso Nacional e em parte da população brasileira.

Nove organizações - O sistema engloba nove organizações das entidades corporativas voltadas para o treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. 

Percentual - Pelo texto, ficam reduzidas em 50% as alíquotas das contribuições aos serviços sociais autônomos. A medida vale entre 1º de abril e 30 de junho de 2020.

Emendas - A MP, que integra o pacote do governo federal para minimizar os impactos da pandemia do coronavírus na economia, recebeu 118 emendas de senadores e deputados. O prazo para apresentação de emendas se encerrou na quinta-feira (02/04). 

Votos contrários - Até a manhã desta segunda-feira (06/04), a medida contava com 152 mil votos contrários e 2 mil a favor no Portal e-Cidadania do Senado.

Emendas - O senador Paulo Rocha (PT-PA) sugere, em emenda, que a redução se limite a 20% das atuais alíquotas. "O artigo 1° da medida reduz em 50% as alíquotas das contribuições aos serviços sociais autônomos, que representam importante fonte de recursos para que essas instituições possam desenvolver suas atividades, as quais envolvem a prestação de serviços relevantes a setores da população, e podem sofrer graves prejuízos com uma interrupção abrupta de parcela tão substancial de seu financiamento", afirma o senador na justificação.

Aumento - Já o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) pede que, após o período de vigência previsto na medida, o valor referente à redução das contribuições seja recolhido nos meses de julho, agosto e setembro de 2020, sendo as alíquotas aumentadas. 

Prejuízo - Izalci acredita que, com o corte, vai haver o fechamento de estabelecimentos e a consequente diminuição de atividades e serviços prestados, acarretando prejuízo a toda a sociedade brasileira. O senador afirma, em sua justificação, que benefícios oferecidos por tais entidades alcançam não apenas os trabalhadores, mas também suas famílias.

Sem benefício - "O ataque ao Sistema S sob a justificativa de desonerar as empresas, não está criando nenhum benefício econômico que garante a sustentabilidade das mesmas, pois, temos conhecimento que a economia gerada com o corte trazido será em média de R$ 700,00 reais por mês, para as empresas contribuintes, mas, os prejuízos causados ao elo mais fraco da relação, que são os trabalhadores, é incalculável.

Receita Federal - A MP estabelece também que, durante os três meses de corte nas contribuições, as entidades do Sistema S terão que destinar à Receita Federal 7% do valor arrecadado, como retribuição pelos serviços de recolhimento e repasse. O percentual é o dobro do até então previsto (3,5%) na Lei 11.457, de 2007.

Redução - Uma das emendas, da senadora Leila Barros (PSB-DF), sugere que esse valor seja reduzido para 1,5 %.  "A inoportuna duplicação do percentual da alíquota tem fins meramente arrecadatórios, sem qualquer conformidade com o momento atual e vai na contramão de todas as medidas de diminuição de custos e despesas que vêm sendo adotadas pelo Brasil no combate às consequências econômicas advindas da pandemia, de ordem mundial", afirma Leila na justificação. 

Contra - O senador Jean Paul Prates (PT-RN) também é contra o aumento e sugere suprimir esse parágrafo da medida provisória, mantendo a contribuição como 3,5%. "Em tempos de crise, com o corte previsto de 50% da arrecadação do Sistema S, não se justifica o aumento de arrecadação por parte da Receita Federal do Brasil. Se o Poder Executivo entende necessário reduzir o custo ao empregador, por que não aceita redução de arrecadação da referida retribuição?".

Medida Provisória - Pelo texto, ficam reduzidas as alíquotas das contribuições aos serviços sociais autônomos para os seguintes percentuais: 

Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop): 1,25% 

Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Social do Transporte (Sest): 0,75% 

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat): 0,5% 

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar): 1,25% da contribuição incidente sobre a folha de pagamento; 0,125% da contribuição incidente sobre a receita da comercialização da produção rural devida pelo produtor rural pessoa jurídica e pela agroindústria; e 0,10% da contribuição incidente sobre a receita da comercialização da produção rural devida pelo produtor rural pessoa física e segurado especial.

Sem data - O texto ainda não tem data para ser apreciado pela Câmara e pelo Senado. (Agência Senado, com Agência Câmara)

FOTO: Senai Piauí

 

LEGISLATIVO II: Senado vai analisar PEC do 'Orçamento de Guerra'

legislativo 07 04 2020Aprovada na sexta-feira (03/04) pela Câmara dos Deputados, a chamada PEC do "Orçamento de Guerra", que facilita os gastos do governo para o combate à pandemia de coronavírus, será agora analisada pelo Senado, mas parte dos senadores rejeita a votação de uma mudança na Constituição em sessões remotas.

Instrumento - Apresentada pela presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e outros deputados, a PEC 10/2020 cria um instrumento para impedir que os gastos emergenciais gerados em virtude do estado de calamidade pública sejam misturados ao Orçamento da União. A medida busca dar mais agilidade à execução de despesas com pessoal, obras, serviços e compras do Poder Executivo durante o estado de calamidade pública. É a primeira PEC a ser discutida desde que foi adotado o Sistema de Deliberação Remota (SDR). O texto precisa passar por dois turnos de votação para ser aprovado.

Sessões presenciais - O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou uma questão de ordem na sexta-feira (03/04) contra a votação da PEC em sessão virtual. Ele pede à Mesa do Senado e aos líderes partidários que avaliem a possibilidade de convocação de sessões presenciais para discussão e votação da matéria. Segundo Vieira, outros senadores também consideram que a votação de PECs por esse sistema acaba por “banalizar” a votação de emendas constitucionais. “Estamos abrindo um precedente grave”, apontou o senador.

Orçamento de guerra - A intenção da proposta é criar um regime extraordinário financeiro e de contratações para facilitar a execução do orçamento relacionado às medidas emergenciais, afastando possíveis problemas jurídicos para os servidores que processam as decisões sobre a execução orçamentária.

Vigência - As regras terão vigência durante o estado de calamidade pública (até 31 de dezembro), e os atos de gestão praticados desde 20 de março de 2020 serão convalidados.

Comitê - Um Comitê de Gestão de Crise, composto pelo presidente da República e ministros de Estado, aprovará as ações com impacto orçamentário relacionadas ao enfrentamento do vírus. O comitê poderá pedir informações sobre quaisquer atos e contratos celebrados ou que vierem a ser assinados pela União, suas autarquias, empresas públicas e fundações públicas, tendo poder de anulá-los, revogá-los ou ratificá-los.

Decisões - O comitê poderá decidir sobre contratação de pessoal, obras, serviços e compras relacionados exclusivamente ao enfrentamento da situação de calamidade pública.

Mais integrantes - Também farão parte do comitê representantes de secretários de Saúde, de Fazenda e de Assistência Social de estados e municípios, escolhidos pelos respectivos conselhos.

Fiscalização - O Congresso Nacional, por intermédio do Tribunal de Contas da União, fiscalizará os atos de gestão do Comitê de Gestão da Crise e apreciará a prestação de contas, de maneira simplificada. Deputados e senadores também poderão suspender qualquer decisão do Comitê de Crise ou do Banco Central quando considerarem que contenha irregularidade ou extrapole os limites colocados pela PEC.

Restrições - Desde que não vire despesa permanente, projetos do Legislativo e atos do Poder Executivo relacionados exclusivamente ao enfrentamento da calamidade pública e seus efeitos sociais e econômicos serão dispensados do cumprimento de restrições legais e constitucionais, seja para aumento de despesa, concessão ou ampliação de incentivo ou benefício tributário.

Créditos extraordinários - O Congresso Nacional terá 15 dias úteis para se manifestar quanto à pertinência e urgência dos créditos extraordinários, sem prejuízo da tramitação regular. Assim, nesse período, uma medida provisória pode, por exemplo, ser devolvida se for considerado que ela não tem relação com o combate ao coronavírus.

Regra de ouro - A proposta dispensa o Executivo de pedir ao Congresso Nacional autorização para emitir títulos que violem a chamada “regra de ouro”. Isso será válido enquanto durar o estado de calamidade.

Operações de crédito - Essa regra proíbe a realização de operações de crédito (emissão de títulos) com valor que supere as despesas de capital (investimentos e amortizações).

Juros e encargos - Durante a vigência do estado de calamidade pública, os recursos obtidos com emissão de títulos para o refinanciamento da dívida pública mobiliária poderão ser utilizados também para o pagamento de seus juros e encargos.

Banco Central - Como mecanismo de injetar recursos na economia, durante o período do estado de calamidade pública, o Banco Central será autorizado a comprar e vender títulos do Tesouro Nacional nos mercados secundários local e internacional; e também direitos de crédito e títulos privados no âmbito de mercados financeiros, de capitais e de pagamentos.

Montante - O montante total de compras de cada operação com títulos e direitos creditórios privados deverá ser autorizado pelo Ministério da Economia e informado imediatamente ao Congresso Nacional, contando com capital mínimo de 25% do Tesouro.

Prestação de contas - A cada 45 dias, o Banco Central deverá prestar contas ao Congresso sobre as operações, tanto com títulos públicos quanto com direitos creditórios privados.

Questionamentos judiciais - Todas as ações judiciais contra decisões do Comitê de Gestão da Crise serão da competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). (Agência Senado)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

LEGISLATIVO III: Maia e líderes confirmam votação nesta terça de ajuda aos estados e do contrato verde e amarelo

legislativo III 07 04 2020A reunião de líderes partidários com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), confirmou que, além de propostas que tenham como foco o combate ao coronavírus e os impactos da crise, a pauta vai incluir o chamado Plano Manuseto (PL 149/19) de ajuda aos estados e a medida provisória do contrato verde e amarelo (MP 905/19). No entanto, ainda não há consenso sobre os textos. A reunião ocorreu nesta segunda-feira (06/04), por videoconferência.

Mansueto - Sobre a votação da proposta que estabelece um programa de ajuda financeira aos estados comprometidos com medidas de ajuste fiscal, conhecido como Plano Mansueto, os partidos ainda dialogam para buscar um consenso em relação às alterações da proposta do relator, deputado Pedro Paulo (DEM-RJ).

Importantíssima - O líder do DEM, deputado Efraim Filho (DEM-PB), avalia que a matéria é importantíssima de ser votada, sobretudo neste período de enfrentamento da crise econômica causada pela pandemia de Covid-19.

Alinhamento - “A tarefa é alinhar consensos até a data da sessão [nesta terça-feira] e fazer a votação. Existem alguns pontos divergentes que serão analisados para poder chegar a um melhor texto. O Plano Mansueto atende às demandas dos estados neste momento de crise na arrecadação”, defendeu Efraim.

Oposição - Os partidos de oposição não concordam com as alterações propostas pelo relator, deputado Pedro Paulo. O líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que a proposta precisa ser aperfeiçoada. “Só queremos votar matérias que tenham relação ao combate ao coronavírus. Deixamos claro que a MP não será votada. Em relação ao Plano Mansueto, o deputado Pedro Paulo piorou o projeto, mas vamos continuar o diálogo”, destacou Guimarães.

Contrato Verde e Amarelo - Guimarães também disse que a oposição vai obstruir a votação da Medida Provisória 905/19, que institui a chamada carteira verde e amarela e altera a legislação trabalhista.

Mais recursos e empregos - O deputado Felício Laterça (PSL-RJ), vice-líder do PSL, afirmou que a MP 905 vai trazer mais recursos para empresas e vai garantir mais empregos. “Precisamos que essa MP seja aprovada, ainda mais no momento atual de crise. Estão previstos R$ 60 bilhões de depósitos para serem revertidos de volta ao caixa das empresas para contratação de pessoal. Vamos evitar falências e garantir empregos”, disse Laterça. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

 

ECONOMIA I: Crédito para folha de pagamento já está disponível nos bancos

economia I 07 04 2020O programa de financiamento da folha de pagamento para pequenas e médias empresas foi regulamentado nesta segunda-feira (06/04) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião extraordinária. Com isso, as empresas já podem pedir o empréstimo aos bancos.

Crédito - Cerca de 1,4 milhão de pequenas e médias empresas, que empregam 12,2 milhões de trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, receberão R$ 40 bilhões de crédito com juros baixos para manter a folha de pagamento por dois meses.

Limite de financiamento - O limite de financiamento é de dois salários mínimos. Ou seja, se o trabalhador ganha mais de dois salários mínimos, a empresa terá de complementar o salário. Ao contratar o crédito, a empresa assume o compromisso de não demitir o funcionário nesse período de dois meses.

Juros - A taxa de juros será de 3,75% ao ano (atual taxa Selic), com seis meses de carência e 36 meses para o pagamento.

Recursos - Os recursos virão do Tesouro Nacional (85%) e das instituições financeiras participantes (15%). Em caso de inadimplência, as perdas serão absorvidas pelo Tesouro e pelos bancos participantes nessa mesma proporção.

Aporte - A União, por meio do Tesouro Nacional, aportará até R$ 34 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que atuará como agente financeiro da União no programa.

Operações de crédito - As instituições financeiras participantes poderão conceder operações de crédito no âmbito do programa até 30 de junho de 2020. As pequenas e médias terão carência de seis meses para começar a pagar e um prazo de 30 meses para pagamento, totalizando 36 meses.

Compromisso - Segundo o BC, “para assegurar a destinação dos recursos e o cumprimento dos objetivos do programa, empresas e sociedades beneficiárias deverão ter as folhas de pagamento processadas pelas instituições financeiras participantes, além de se comprometerem a prestar informações verídicas e a não utilizar os recursos para finalidades distintas do pagamento de seus empregados. Os recursos tomados serão depositados diretamente nas contas dos funcionários”.

Depósito compulsório - O BC anunciou hoje que devido à “elevada demanda” por recursos decidiu permitir que os bancos participantes do programa deduzam o valor por elas financiado do recolhimento compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a deixar depositado no BC) sobre recursos a prazo. A medida, passa a ter efeito, em termos de recolhimento, a partir do próximo dia 20. O volume que pode ser deduzido poderá chegar a R$ 6 bilhões, cerca de 5% do montante atual do recolhimento compulsório sobre recursos a prazo. (Agência Brasil)

FOTO: Raphael Ribeiro / BCB

 

ECONOMIA II: CMN cria linha de crédito com verba de fundo constitucional

economia II 07 04 2020Em reunião extraordinária realizada nesta segunda-feira (06/04), em Brasília, o Conselho Monetário Nacional (CMN) instituiu linhas de crédito especiais com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO).

Setores - As linhas são destinadas a atender aos setores produtivos industrial, comercial e de serviços dos municípios em estado de calamidade pública, em decorrência da pandemia da covid-19.

Cooperativas - Segundo o Ministério da Economia, a resolução do CMN estabelece linhas de crédito especiais destinadas às atividades produtivas de pessoas físicas e pessoas jurídicas, incluindo cooperativas que desenvolvam atividades produtivas não rurais, especialmente aquelas vinculadas aos setores de empreendimentos comerciais e de serviços.

Capital de giro - As linhas especiais são para o financiamento de capital de giro, limitado a R$ 100 mil por beneficiário, e de investimentos, limitado R$ 200 mil por beneficiário. A taxa de juros dos financiamentos é de 2,5% ao ano. O prazo de reembolso para a linha de capital de giro será de 24 meses. Para a linha de investimento, obedecerá aos prazos fixados pelos Conselhos Deliberativos dos Fundos Constitucionais.

Carência - O prazo de contratação e de carência para todas as linhas de crédito será até 31 de dezembro de 2020.

Suspensão - Segundo o ministério, a resolução também suspende, por até 12 meses, as parcelas dos financiamentos vencidas ou que vão vencer até dezembro de 2020, “com eventual acréscimo ao vencimento final da operação, para as operações não rurais, adimplentes ou com atraso de até 90 dias na data da publicação desta resolução”. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

ECONOMIA III: Empresas criam movimento para evitar demissões durante pandemia

economia III 07 04 2020Com as medidas de fechamento de parte das empresas para diminuir a disseminação do novo coronavírus, um grupo de empresários no Brasil divulgou manifesto no qual se comprometem a manter os empregos dos funcionários, ao menos, pelos próximos dois meses. As empresas que assinam o documento divulgado no site “Não demita!” incluem bancos, corretoras, construtoras, lojas de varejo e algumas do setor de saúde.

Colapso - “Mantendo nossos quadros ajudaremos a evitar ou minimizar um possível colapso econômico e social. Se você tem fábricas ou instalações, siga as orientações da OMS [Organização Mundial da Saúde] e do Ministério da Saúde. Crie um ambiente de trabalho em que as pessoas possam comer e trabalhar com distância física, e assim se sintam tão seguros quanto se estivessem em casa”, diz trecho do manifesto.

Responsabilidade social - Para essas empresas, “a primeira responsabilidade social de uma companhia é retribuir à sociedade o que ela proporciona a você – começando pelas pessoas que dedicam suas vidas, todo dia, ao sucesso do seu negócio”.

Custo - O manifesto destaca que demitir um funcionário gera um custo imediato, muitas vezes maior que garantir dois meses de salários, afirmando que há linhas de crédito e soluções que estão sendo criadas para ajudar as empresas a atravessar este momento.

Restante da população - Outra orientação diz respeito à ajuda para o restante da população. “Se você tiver força financeira, ajude as pessoas que moram nas nossas comunidades a terem condições de sobrevivência. Essas pessoas também são empreendedoras. São os vendedores de pipoca, de cachorro-quente, as manicures e diversos outros que não têm com quem contar. Elas também ajudam a levar o nosso país para frente, mas neste momento não podem sair de casa para lutar pela sobrevivência”.

Assinaturas - Segundo o jornal Valor Econômico, 1.600 empresas haviam assinado apoio ao movimento até a tarde desta segunda-feira (06/04). (Com informações da Agência Brasil e Valor Econômico)

 

ECONOMIA IV: Cerca de 600 mil trabalhadores já se cadastraram para receber auxílio

economia IV 07 04 2020Cerca de 600 mil trabalhadores informais já se cadastram, na manhã desta terça-feira (07/04), para receber o auxílio emergencial anunciado na semana passada pelo governo federal. A previsão do governo é que entre 15 milhões a 20 milhões de trabalhadores informais façam o cadastro para receber o benefício.

Site e aplicativo- O site  e o aplicativo para fazer o cadastramento já estão disponíveis. As pessoas que não estavam no Cadastro Único até 20/03, mas que tem direito ao auxílio poderá se cadastrar também pelo aplicativo CAIXA|Auxílio Emergencial. A Caixa disponibiulizou ainda a central 111 para tirar dúvidas sobre como fazer o cadastro do benefício.

Liberação - Após essa etapa, a expectativa do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, é que em quatro ou cinco dias úteis o benefício possa ser liberado.

Gratuito - O aplicativo pode ser baixado gratuitamente. De acordo com o ministro, houve um acordo com empresas de telefonia para que mesmo as pessoas sem crédito no celular possam baixar o aplicativo.

Auxílio emergencial - Na última quinta-feira (02/04), foi publicada a lei que prevê o pagamento de uma renda básica emergencial no valor R$ 600 a trabalhadores informais, autônomos e sem renda fixa, durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. O texto foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro com três vetos, mas nenhum altera o valor ou os critérios para participação no programa.

Três meses - O pagamento do benefício será feito ao longo de três meses (três parcelas), com operacionalização final pelas redes dos bancos públicos federais: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BB), Banco da Amazônia (Basa) e Banco do Nordeste (BNB), além de casas lotéricas, após o cruzamento de dados para definir quem tem direito ao benefício. O recebimento do auxílio emergencial está limitado a dois membros da mesma família. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

PARANÁ: Governo propõe voucher para população vulnerável comprar alimentos

parana 07 04 2020O governador Carlos Massa Ratinho Junior encaminhou nesta segunda-feira (06/04) para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que propõe auxílio emergencial de R$ 50 durante três meses (prorrogáveis) para os paranaenses mais vulneráveis. A concessão destina-se exclusivamente para a compra de produtos alimentícios que compõem a cesta básica, e é uma medida que complementa o auxílio proposto pelo governo federal.

Mercados credenciados - O benefício será operacionalizado por meio de um voucher ou outro modo que assegure crédito para futuras despesas nos mercados credenciados pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. Essa medida está dentro do pacote social de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e dos reflexos causados pela situação de calamidade pública. Os recursos são do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza.

Informalidade - No texto do projeto de lei, o governador destaca que grande parte da população economicamente ativa do Estado atua no setor informal, que é constituído, por exemplo, por trabalhadores domésticos, babás, carrinheiros, vendedores ambulantes, autônomos de serviços gerais, ou por microempreendedores de baixa renda e sem acesso à aposentadoria ou licença médica.

Inerte - “O Estado do Paraná, detentor de um Fundo de Combate à Pobreza, alimentado com recursos de um ICMS adicional, não pode ficar inerte às necessidades de parcela de sua população que está ou poderá ficar vulnerabilizada com o avanço da pandemia”, ressalta o governo na justificativa de encaminhamento do projeto para análise do legislativo.

Voucher – Poderão receber o auxílio paranaenses que cumprem cumulativamente os seguintes requisitos: maiores de 18 anos; sem emprego formal; com renda familiar mensal per capita não superior a meio salário mínimo ou renda familiar mensal total que não exceda três salários mínimos; e que não são titulares de benefício previdenciário, seguro-desemprego ou programa de transferência de renda federal ou estadual, ressalvados os beneficiários do programa Bolsa-Família.

Mais - Também são considerados economicamente vulnerabilizados para efeito do projeto de lei o Microempreendedor Individual (MEI), o contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social e o trabalhador informal, de qualquer natureza, inscrito no CadÚnico.

CadÚnico - O texto limita a dois membros da mesma família o recebimento cumulativo. As condições de renda serão verificadas por meio do CadÚnico, para os trabalhadores inscritos, e por autodeclaração, para os não inscritos.

Regulamentação - O programa será regulamentado depois de passar pelo trâmite legislativo e contará com apoio das prefeituras para a distribuição dos vouchers. Enquanto o texto tramita, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento estabelece critérios de credenciamento com a colaboração da Associação Paranaense de Supermercados (Apras).

Critérios - A renda familiar de que trata o projeto de lei é a soma dos rendimentos brutos auferidos por todos os membros da família (um ou mais indivíduos), eventualmente ampliada por outros indivíduos que contribuam para o rendimento ou tenham suas despesas atendidas por aquela unidade familiar, todos moradores em um mesmo domicílio.

Fora do cálculo - Não serão incluídos no cálculo os rendimentos percebidos de programas de transferência de renda federal. A renda familiar per capita é a razão entre a renda familiar mensal e o total de indivíduos na família.

Aprovação - O texto foi aprovado em primeira votação na Assembleia Legislativa por unanimidade, após passar pelas comissões de Constituição e Justiça e de Finanças. A segunda votação está prevista para esta terça-feira (07/04). (Agência de Notícias do Paraná)

 

CÂMBIO: Dólar cai pela primeira vez em 11 dias com menos casos de coronavírus

cambio 07 04 2020Em um dia de alívio, os mercados globais refletiram a desaceleração de casos de coronavírus registrada em diversos países da Europa e em alguns estados norte-americanos. O dólar caiu pela primeira vez em 11 dias, e a bolsa de valores subiu, depois de ter encerrado a semana passada no menor nível em 10 dias.

Recuo - O dólar comercial encerrou a segunda-feira (06/04) vendido a R$ 5,292, com recuo de R$ 0,034 (-0,64%). A divisa operou em queda o dia inteiro. Na mínima do dia, por volta das 13h, chegou a atingir R$ 5,22, mas a cotação voltou a aproximar-se de R$ 5,30 ao longo da tarde.

BC - Diferentemente dos últimos dias, o Banco Central (BC) não interveio no mercado. A autoridade monetária não vendeu dólares das reservas internacionais nem leiloou contratos novos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Em 2020, o dólar comercial acumula alta de 31,9%.

Ibovespa - O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), que tinha caído para abaixo dos 70 mil pontos na sexta-feira, recuperou-se nesta segunda. O indicador fechou o dia aos 74.073 pontos, com alta de 6,52%. O índice seguiu as bolsas no exterior. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com forte alta de 7,73%.

Nervosismo - Há várias semanas, os mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia de coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

Petróleo - Depois de dias de trégua, a guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia voltou a interferir nos mercados nesta segunda. Os dois países estão aumentando a produção de petróleo, o que tem provocado queda mundial nos preços. A convocação de uma reunião de emergência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que pode indicar um acordo, fez a cotação do barril Brent abrir com recuo de 8%, mas o preço reagiu ao longo do dia, diminuindo o ritmo de queda.

Cotação - A cotação do barril do tipo Brent, que na terça-feira atingiu o menor nível em 18 anos, estava US$ 33,30 por volta das 18h30, com queda de 2,37%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, subiram hoje. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 5,42% nesta segunda. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) tiveram alta de 2,8%. (Agência Brasil)

 

POUPANÇA: Captação bate recorde em março em meio à pandemia

poupanca 07 04 2020Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus. No mês passado, os investidores depositaram R$ 12,17 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta segunda-feira (06/04) o Banco Central. Em março do ano passado, a captação líquida – diferença entre depósitos e saques – tinha atingido R$ 1,85 bilhão.

Maior captação líquida - Essa foi a maior captação líquida para meses de março desde o início da série histórica, em 1995. Com o resultado do mês passado, a poupança acumula saída líquida de R$ 3,76 bilhões no primeiro trimestre.

Reflexos - A queda expressiva da bolsa de valores e a instabilidade em outros investimentos, como títulos do Tesouro, refletiram-se em maior volume de depósitos na poupança. No mês passado, o Tesouro Direto chegou a ficar alguns dias fora do ar, por causa da turbulência no mercado financeiro.

Histórico - Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

2015 - Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

Rendimento - Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos no menor nível da história. Com a Selic em 3,75% ao ano, o investimento estava rendendo menos que a inflação. No entanto, a expectativa de que a inflação caia por causa da crise econômica provocada pelo novo coronavírus pode fazer a aplicação terminar o ano com rendimento próximo de zero ou até positivo.

12 meses - Nos 12 meses terminados em março, a aplicação rendeu 3,64%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, atingiu 3,67%. O IPCA cheio de março será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima quinta-feira (9).

Focus - Para 2020, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 2,72% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com a atual fórmula de rendimento, a poupança está rendendo 2,625% em 2020, considerando a redução da Selic para 3,75% ao ano. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

VAREJO: Vendas em supermercados sobem 15,8% em fevereiro

varejo 07 04 2020As vendas nos supermercados brasileiros aumentaram 15,8% em fevereiro em comparação ao mesmo mês do ano passado. O resultado já está deflacionado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em relação a janeiro, a alta foi de 4,61%. No acumulado do ano até fevereiro, comparado ao mesmo período do ano passado, o setor registrou alta de 10,35%. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (06/04), são da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Evolução - “O autosserviço [vendas em supermercados] iniciou 2020 com um dos maiores resultados dos últimos 9 anos, 5,11%, e em fevereiro continuou bem positivo, registrando 4,61% de crescimento. Desde 2012 que não registrávamos um número tão bom para o mês. O resultado também foi influenciado pelo carnaval, que em 2019 foi no início de março”, destacou o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

Coronavírus - O setor supermercadista ainda não tem um balanço sobre o aumento das vendas após o início das quarentenas no país. De acordo com a Abras, o mês de março foi atípico, com número de clientes acima da média entre 14 e 21 de março. O movimento nos supermercados, no entanto, tem se normalizado, segundo a entidade.

Impulso - “O crescimento no número de casos da doença e o isolamento social orientado pelo Ministério da Saúde e seguido por governadores de diversos estados impulsionou a população nas compras de abastecimento. Recebemos um número de clientes acima da média de 14 a 21 de março. A maioria com o objetivo de estocar comidas para ficar mais tempo em casa. Isso deverá refletir nos resultados do mês, que serão divulgados no Índice Nacional de Vendas de abril”, ressaltou Sanzovo.

Abastecidos - Segundo a Abras, com exceção de alguns produtos específicos, como o álcool gel, os supermercados têm se mantido abastecidos. (Agência Brasil)

FOTO: EBC

 

GESTÃO DE RISCOS: Cronograma de pesquisas de zoneamento agrícola será mantido

gestao riscos 07 04 2020O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) informam que o Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) manterá o cronograma de realização de estudos e publicações de portarias de 2020.

Serviços - Em função da pandemia do Covid-19, os serviços, que envolvem desde o estabelecimento da metodologia e aplicação da modelagem até o recebimento de informações de cultivares e publicação no Diário Oficial da União, serão realizados de forma remota por meio de sistemas de informação.

Embrapa - A Embrapa, responsável pela elaboração dos estudos de Zarc, continua executando o processamento e atualização de zoneamentos previstos para 2020 em regime de teletrabalho, com as diferentes equipes interagindo remotamente. Neste ano, a etapa final de apresentação dos resultados para avaliação e validação dos mesmos deverá ser realizada por teleconferência.

Validação - As reuniões de validação, que normalmente são presenciais e realizadas em diversas regiões produtoras com a participação de grupos técnicos de diferentes localidades, serão transmitidas por teleconferência com acesso pela internet. O endereço eletrônico e datas de cada reunião serão divulgados com antecedência para que os interessados possam se programar para participar.

Técnicos - Os técnicos do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa permanecem executando, em teletrabalho, todos os serviços necessários para manter o fluxo de publicação de Zarc. Para o secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio Marques, “as portarias são fundamentais para manter a sequência de contratações no sistema de crédito de custeio agrícola e obrigatórias para enquadramento no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e acesso ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), logo, essenciais para a produção e abastecimento de alimentos”.

Sistema - Fundamental para compilar as cultivares recomendadas ao plantio em cada região do país, o sistema de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (SISZARC) está em pleno funcionamento para que os obtentores/mantenedores façam as inclusões de cultivares para a safra 2020/2021.

Portarias - As portarias de Zarc serão publicadas no DOU conforme cronograma pré-estabelecido e os resultados ficarão disponíveis no painel de indicação de riscos, e no aplicativo “Zarc - Plantio Certo”.

Demandas - As demandas e sugestões do setor produtivo poderão ser enviadas para o e-mail zoneamento@agricultura.gov.br, sendo analisadas e respondidas em tempo hábil.

Revisão - Neste exercício, financiado pelo convênio firmado entre o Banco Central e Embrapa, o Zarcs das culturas de arroz irrigado, aveia, caju, cevada, citrus, mamona, melancia, milheto, milho 1ª safra, milho 2ª safra e sorgo serão revisados pela Embrapa, com a utilização de novas bases climáticas e metodologias aperfeiçoadas. Alguns destes estudos já serão base para a publicação das portarias da safra 2020/2021.

Sem mudanças - Outras 16 culturas permanecem com seus Zarcs válidos. São elas: abacaxi, banana, cacau, café, cana-de-açúcar, canola, dendê-palma de óleo, gergelim, maçã, mamão, mandioca, manga, oliva, palma forrageira, sisal e uva. Essas culturas, na maioria perenes, têm portarias permanentes que são renovadas a medida em que novos estudos são realizados pela Embrapa e publicados pelo Mapa. As culturas anuais têm as portarias renovadas por ano-safra, quando são atualizadas as informações das novas cultivares desenvolvidas pela pesquisa. (Mapa)

 

CRÉDITO RURAL: Produtores rurais contratam R$ 140,8 bilhões em oito meses

Nos últimos oito meses, até março deste ano, os financiamentos contratados pelos produtores rurais somaram R$ 140,8 bilhões, aumento de 11% em comparação a igual período da safra passada. Os números mostram que o desempenho do crédito rural na atual safra não sofreu impactos da pandemia do coronavírus.

Destaques - Os destaques são para o investimento e o custeio, com montante de R$ 38,6 bilhões e R$ 77,2 bilhões, respectivamente, um crescimento de 20% e de 9%. Os financiamentos para comercialização tiveram redução de 16%, com R$ 15,8 bilhões.

Balanço - Os números fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2019/2020, divulgado nesta segunda-feira (06/04) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com base nos dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

Confiança - Para o diretor de Financiamento e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, o bom desempenho do crédito rural revela o elevado nível de confiança dos produtores rurais, mesmo neste momento de crise, e sua importante contribuição para superá-las, assegurando a continuidade do abastecimento do mercado interno e das exportações agropecuárias.

Pequenos e médios - O valor das contratações de custeio pelos pequenos e médios produtores, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Médios Produtores (Pronamp), registraram elevação de 17% e 42% respectivamente. Os demais produtores contrataram 1% a mais, ocorrendo aumento no valor dos financiamentos contratados.

Contratos - Em relação ao número de contratos, entre os pequenos e médios, houve aumento. No caso dos demais produtores, houve redução de 31%, concentrada nas operações com recursos provenientes dos depósitos à vista (MCR 6-2 - Recursos Obrigatórios) e da Poupança Rural com subvenção econômica (MCR 6-4), respectivamente de 33% e 41%, evidenciando a ampliação do alcance do Pronamp, pela incorporação de médios produtores que estavam contratando financiamento de custeio nas condições vigentes para os grandes produtores.

Investimentos - Em relação aos investimentos, os realizados dentro do Pronaf e do Pronamp cresceram 18% e 97%, atingindo R$ 10,3 bilhões e R$ 2,1 bilhões, respectivamente. Para os demais produtores, o aumento foi de 17%, passando de R$ 22,5 bilhões para R$ 26,2 bilhões.

Subvencionados - Os financiamentos subvencionados (feito nos programas de investimento administrados pelo Mapa, com recursos do BNDES, e considerados prioritários) mantiveram-se em alta, dentre os quais o Programa ABC (51%), o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns - PCA (42%), o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica - Inovagro (70%) e o Programa de Apoio ao Médio Produtor (97%). (Mapa)

INFRAESTRUTURA: Portos do Paraná registram aumento de 21% na movimentação

infraestrutura 07 04 2020Em março, a movimentação de cargas pelos portos paranaenses foi 21% maior, comparada ao mesmo mês de 2019. Em 31 dias, os terminais paranaenses importaram e exportaram cerca de 5,2 milhões de toneladas. Mesmo em período de restrições provocadas pela disseminação do novo coronavírus no mundo, o volume deste ano supera em mais de 920 mil toneladas o total movimentado no ano passado.

Trimestre - Considerados os três primeiros meses do ano o crescimento é de 9% no volume de carga movimentada, em relação ao primeiro trimestre de 2019.

Março - Especificamente em março o crescimento é generalizado, observado nos diferentes tipos de carga. “Em 2019 tivemos uma queda nas exportações de grãos, com a quebra na safra de soja e aos acordos entre China e Estados Unidos. Com isso, cresceram carga geral, como celulose e contêineres”, lembra o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. “Em 2020, a safra recorde e o dólar valorizado puxaram a comercialização dos produtos do agronegócio”, explica ele.

Sem interrupções - Classificada como essencial, a atividade portuária segue sem interrupções no Paraná. O Estado foi o primeiro do Brasil a adotar medidas de proteção aos trabalhadores e caminhoneiros, com a instalação de estruturas médicas e aferição obrigatória de temperatura.

Primeiras ações - “As primeiras ações foram tomadas ainda em janeiro, devido ao comércio intenso que temos com países asiáticos. Essa resposta rápida foi essencial para dar segurança aos que estão na linha de frente e que não podem parar”, conta Garcia.

Destaques - Apenas no segmento dos granéis sólidos, somadas exportação e importação, os portos do Paraná movimentaram 3,6 milhões toneladas de cargas. O volume é 33% maior que o movimentado em março de 2019 (2,7 milhões).

Açúcar e soja - Puxados, principalmente, pelo açúcar e a soja, os granéis de exportação registram aumento de 41,5%. No mês, este ano, 2,76 milhões de toneladas foram exportadas pelos portos de Paranaguá e Antonina; no ano passado, no mesmo período, esse volume foi de 1,95 milhão de toneladas.

Quantidade - De açúcar (a granel e ensacada), 190.428 toneladas saíram pelo Porto de Paranaguá, em março - 85% a mais que as 102.751 toneladas exportadas em 2019. As exportações de soja registram aumento de 83%. Em março desde ano 2,16 milhões de toneladas do produto foram embarcadas. Em 2019, no período, foram 1,18 milhão.

Importação - Nos granéis sólidos de importação, o destaque do mês foi a movimentação de fertilizantes. Em março, este ano, 624.883 toneladas dos produtos foram descarregadas, em Paranaguá e Antonina. O volume é 15% maior que o registrado no mês em 2019.

Outros segmentos - Nos granéis líquidos, o melhor movimento mensal registrado foi na exportação do óleo de soja. Este ano, em março, 121.364 toneladas do produto foram exportadas, crescimento de 37% em relação as 88.583 toneladas que saíram pelo Porto de Paranaguá, no mesmo período de 2019.

Carga geral - No segmento de Carga Geral, 982.247 toneladas foram movimentadas pelos portos do Paraná. O volume é quase 3% maior que o registrado, no mês, em 2019 (955.143 toneladas). Neste, o destaque está na movimentação dos contêineres. Em 2020, 39.202 TEUs na importação e exportação - quantidade 5% maior que os 37.411 TEUs de março do ano passado.

Estatísticas - As estatísticas do mês estão detalhadas no site da empresa pública. Em www.portosdoparana.pr.gov.br, basta entrar na página Operacional, em Estatísticas para acessar.

Alta geral - Os Portos do Paraná encerram o primeiro trimestre de 2020 com alta de 9% no volume de carga movimentada. De janeiro a março, cerca de 12,5 milhões de toneladas passaram pelos terminais paranaenses; um milhão a mais que no período, em 2019.

Todos os segmentos - O aumento, tanto na importação quanto na exportação de cargas, está em todos os segmentos – dos granéis sólidos e líquidos à carga geral. Os números mostram que os reflexos da pandemia do novo Coronavírus, no mundo, ainda não foram sentidos pelos portos paranaenses.

Movimentação - O segmento dos Granéis Sólidos movimentou quase 8 milhões de toneladas nos primeiros três meses do ano, 8% a mais que no mesmo período de 2019, é maior crescimento, em volume. Na exportação, destaque para a soja, farelos, açúcar e milho. Na importação foram, principalmente, fertilizantes, sal, malte e cevada.

Líquidos - Em percentual, o tipo de carga que mais cresceu foram os granéis líquidos, com 1,7 milhão de toneladas movimentadas - 11% a mais que o registrado no trimestre do ano passado (1,6 milhão). Somente a exportação de o óleo de soja teve aumento de 67% no acumulado do trimestre. Este ano, foram 210.657 toneladas exportadas.

Derivados de petróleo - Ainda entre os líquidos, os derivados de petróleo exportados somaram 200.191 toneladas; 97% a mais que o volume do trimestre, no ano passado, quando foram 101.436 toneladas.

Total - Nos três primeiros meses do ano, quase 2,8 milhões de toneladas de cargas classificadas como Carga Geral foram movimentadas pelos terminais paranaenses. O total é 9% maior que no mesmo período, no ano passado, com 2,5 milhões de toneladas. Neste segmento, entram os contêineres, a celulose e o açúcar em saca, por exemplo.

Contêineres - De janeiro a março, em 2020, 211.563 TEUs (unidade específica de medida) passaram pelo porto de Paranaguá. No primeiro trimestre de, 2019, foram 195.062 TEUs. Em volume movimentado de cargas conteinerizadas, o aumento foi de 3%. Em 2020, 677.358 toneladas; em 2019, 656.909 toneladas.

Frango - A principal carga de exportação, entre as que saem em contêineres, é o frango. Neste primeiro trimestre foram 154.187 toneladas exportadas; 1% a mais que em 2019, 152,5 mil toneladas. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE I: Mandetta diz que continua no cargo de ministro

saude I 07 04 2020O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou em entrevista coletiva na noite desta segunda-feira (06/04) que vai continuar no cargo. A permanência dele à frente da pasta foi questionada depois de críticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro. Nesta segunda o presidente se reuniu com ministros para discutir o futuro das ações do governo no enfrentamento à pandemia.

Inimigo - “Hoje foi dia que rendeu pouco, ficou todo mundo com a cabeça avoada se eu iria permanecer ou sair. Agradeço muitos que vieram em solidariedade. Gente limpando gaveta, inclusive a minha. Nós vamos continuar, porque continuando nós vamos enfrentar o nosso inimigo, que é a covid-19”, declarou Mandetta.

Ambiente de trabalho - Ele afirmou que diante da tarefa de combate à pandemia é importante ter um bom ambiente de trabalho e condenou o que chamou de críticas não construtivas. “Mas as condições de trabalho precisam ser para todos. A única coisa é que tenhamos melhor ambiente para trabalhar no ministério. Esperamos que a gente possa possa ter paz.” O titular da pasta agradeceu a equipe, dizendo que ela entrou junta e sairá junta. Ele afirmou que a reunião de hoje entre o presidente e ministros “reposicionou” o governo “no sentido de ter mais foco”.

Mudanças - Esse reposicionamento foi marcado por uma mudança nas orientações do ministério, que passa a trabalhar com dois tipos de distanciamento social: o ampliado e o seletivo. O primeiro é o que vem sendo realizado pelos estados, enquanto o segundo envolve uma abertura maior a atividades econômicas e circulação de pessoas abaixo de 60 anos desde que não apresentem sintomas.

Novas recomendações - Pelas novas recomendações, as cidades ou estados que tenham pelo menos 50% dos leitos vagos poderão adotar um modelo de distanciamento seletivo a partir da próxima segunda-feira (13/04). Essa alternativa não vale para unidades federativas com alto índice de incidência de casos por 100.000 habitantes, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Distrito Federal.

Distanciamento - Mandetta colocou que há dias vem reforçando a importância do distanciamento até que os sistemas de saúde de cidades e estados estejam estruturados com leitos, máquinas e insumos (como equipamentos de proteção individual). Enquanto isso não estiver garantido, é importante manter o distanciamento.

Cautela - “Momento é de cautela, é de distanciamento social. Isso que vocês passaram não é quarentena. É muito mais duro que isso. Estamos em fase de distanciamento social. Pessoa pode fazer caminhada, não precisa ficar trancada, mas não pode aglomerar. A gente está conseguindo ter um número de casos relativamente controlado. Não vamos deixar que a cidade A, B ou C vá fazer o movimento exponencialmente pra cima”, defendeu.

Acompanhamento - Para fazer essa transição, será necessário um acompanhamento ágil dos leitos e equipamentos. A equipe do Ministério da Saúde anunciou que fará nesta semana um recadastramento da situação das unidades de saúde nos estados para verificar a ocupação e as condições destes. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

SAÚDE II: Brasil tem 553 mortes e 12 mil casos confirmados

saude II 07 04 2020O Brasil chegou a 553 mortes em razão da pandemia do novo coronavírus, segundo atualização divulgada nesta segunda-feira (06/04) pelo Ministério da Saúde. O número representa um aumento de 13% em relação a domingo (05/04), quando foram registrados 486 óbitos.

Epicentro - São Paulo segue como epicentro da pandemia com mais da metade das mortes de todo o país (304). O estado é seguido por Rio de Janeiro (71), Pernambuco (30), Ceará (29) e Amazonas (19).

Outros estados - Além disso, foram registradas mortes no Paraná (11), Distrito Federal (10), Santa Catarina (10), Minas Gerais (nove), Rio Grande do Norte (sete), Rio Grande do Sul (sete), Espírito Santo (seis), Goiás (cinco), Paraíba (quatro), Sergipe (quatro), Piauí (quatro), Pará (três), Maranhão (duas), Alagoas (duas), Rondônia (uma), Roraima (uma), Mato Grosso (uma) e Mato Grosso do Sul (uma).

Casos - Já o número de casos passou a casa dos 12 mil (12.056). O número marca um crescimento de 8% em relação a ontem, quando o balanço do Ministério da Saúde marcou 11.130. A taxa de letalidade do país ficou em 4,4%.

Novas mortes - No balanço desta segunda, foram 67 novas mortes, índice menor do que em dias anteriores. Contudo, o ritmo avança. Há uma semana (30/3), o número de mortes estava em 159. No período, a elevação do total foi de 350%. Já os casos confirmados somavam 4.579 há sete dias, o que representou um avanço de 263% até o resultado de hoje, que tem 12.056 casos.

Confirmados - Já o número de novos casos confirmados foi de 926, menor do que em outros dias da semana passada. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, destacou o ritmo de avanço da pandemia no país. “O Brasil levou 17 dias para atingir 100 casos, outros sete dias para atingir 1000 e outros 14 dias para chegar a 12 mil”, relatou.

Indicador - Na comparação entre estados, o ministério utiliza o indicador de incidência por 100.000 habitantes. A média nacional está em 5,7. Acima dela e que demandam uma atenção maior estão São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Ceará e Distrito Federal. Próximo da média, mas que implica atenção, estão Rio Grande do Norte e Roraima. O restante dos estados está abaixo da média de incidência.

Países - Já na comparação entre países, o secretário do Ministério da Saúde disse que o Brasil está em 15º lugar em número de casos confirmados, em 13º em número de óbitos e em oitavo em taxa de letalidade (a média global é de 5,1%).

Perfil - No tocante ao perfil das mortes, 58% eram homens e 42% eram mulheres. No recorte por idade, 81% tinham acima de 60 anos. Na semana passada, esse percentual era de 90%. Já sobre as complicações associadas ao óbito, 237 tinham cardiopatia, 169 possuíam diabetes, 57 apresentavam alguma pneumopatia e 39 experimentavam alguma condição neurológica. As hospitalizações atingiram 2.424. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

SAÚDE III: Paraná soma 466 casos e registra mais quatro óbitos por coronavírus

saude III 07 04 2020O boletim divulgado nesta segunda-feira (06/04) pela Secretaria de Estado da Saúde confirma 21 novos casos de coronavírus e mais quatro óbitos. O Paraná soma agora 466 casos e 14 mortes pela Covid-19.

Vítimas - Uma paciente de Curitiba, de 56 anos, estava internada desde 29 de março e foi confirmada com a Covid-19 no dia 31. Um homem de 94 anos, também morador da Capital, estava internado desde o dia 1º deste mês, com confirmação para a doença no sábado (04/04). Uma mulher de 87 anos teve o diagnóstico neste fim de semana e estava internada desde o dia 30. Os três são moradores de Curitiba e morreram nesta segunda-feira (06/04). O outro óbito trata-se de uma mulher de 78 anos residente no município de Primeiro de Maio. Internada desde sexta-feira (03/04), faleceu neste domingo (05/04). Todos possuíam comorbidades.

Novos casos - Os novos casos são 12 homens e nove mulheres com idades entre 22 e 88 anos residentes de Londrina (9), Primeiro de Maio (1), Curitiba (3), Maringá (2), Cascavel (1), Mariópolis (1), Foz do Iguaçu (1) e Bandeirantes (1), além disso foram confirmados casos de São Paulo (2) notificados em Leópolis.

Números - De acordo com os dados da secretaria estadual, o Paraná soma agora 466 casos confirmados, 4.867 descartados e 156 em investigação. Dos pacientes, 95 pacientes estão internados – 60 deles em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 35 em leitos clínicos.

Municípios - Os 14 óbitos foram registrados nos municípios de Cascavel (1), Campo Mourão (3), Cianorte (1), Maringá (2), Santa Fé (1), Londrina (1), Quatiguá (1), Curitiba (3) e Primeiro de Maio (1). (Agência de Notícias do Paraná

 


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