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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4797 | 06 de Abril de 2020

CONFAZ: Secretários das Fazenda decidem prorrogar Convênio 100 até final de 2020

confaz I 06 04 2020O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) decidiu, na tarde de sexta-feira (03/04), prorrogar até 30 de dezembro de 2020, o benefício fiscal que reduz a base de cálculo do ICMS de fertilizantes, calcário, inseticidas, herbicidas, vacinas, sementes, sal mineral, farelo de soja, milho e ração para animais.

Benefício - Inicialmente, o benefício tinha prazo determinado para encerrar 30 de abril próximo, o que elevaria os custos entre 30% e 60%, impactando diretamente diversos setores do agronegócio. Segundo o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, “esta decisão tomada pelos secretários da fazenda, num momento tão grave pelo qual passamos, foi sensata na medida que mantém este importante o Convênio ICMS 100/97, beneficiando não só toda cadeia produtiva mas, também, toda população. Nossa expectativa é que no final do ano essa mesma decisão do conselho se repita”, lembrou ao tomar conhecimento.

OCB - O Sistema OCB, representando os interesses das cooperativas brasileiras – que compõem parcela significativa do setor em pauta – mobilizou suas 27 unidades para que defendessem a prorrogação junto aos Secretários de Fazenda de cada estado. Também, num trabalho conjunto com a Frente Parlamentar do Cooperativismo (a Frencoop) e a Frente Parlamentar da Agropecuária e o Instituto Pensar Agro, o tema foi tratado como prioritário, garantindo a manutenção do Convênio 100/97, agora até o fim de dezembro de 2020 “Esse é um pleito que já estava em nosso radar, uma vez que o prazo original terminaria no dia 30 de abril. A crise atual reforçou a necessidade de prorrogação do convênio, tendo em vista que a finalização causaria uma elevação dos custos de produção num momento em que o setor já está sob pressão da crise causada pela pandemia de covid-19”, explicou a Gerente Geral da OCB, Tania Zanella.

Pleito - Análise realizada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) a pedido do Grupo de Trabalho GT65 do Confaz (grupo para revisar, periodicamente, os termos do Convênio ICMS 100/97) mostrou que o fim deste convênio pode resultar no aumento significativo das alíquotas finais do ICMS em patamares superiores a duas vezes o valor atual. Estamos falando de prováveis   efeitos   negativos   na   economia mundial, levando em consideração a declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em decorrência da infecção pelo Coronavírus e sua classificação como pandemia.

Coronavírus - Para a diminuição da transmissão da doença, foram estabelecidas medidas de saúde pública como a proibição de grandes aglomerações, o fechamento de escolas, as restrições de transporte público e/ou de locais de trabalho, a realização de quarentena e/ou isolamento. Outras medidas preventivas também vêm sendo adotadas por diversas instituições e repartições públicas brasileiras em âmbitos Municipal, Estadual e Federal, a exemplo daquelas estabelecidas em estados e municípios para suspensão das aulas nas redes pública e privada de ensino, fechamento de academias, shoppings, cinemas, teatros   e   cancelamento   de   eventos   e   reuniões,   fechamento   de   comércios   e estabelecimentos de atendimento ao público, dentre outros.   São transformações substanciais em que a majoração da carga tributária do ICMS, neste atual cenário de crise mundial, intensificaria a repercussão negativamente para o setor produtivo agropecuário, desestimulando o ramo responsável por ¼ do PIB e dos empregos do país.

Convênio - Assinado em 1997, o Convênio 100 dá descontos de 30% e 60% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para comercialização de insumos entre os estados. Esses descontos de 60% são válidos para produtos como inseticidas, herbicidas, vacinas, sementes e sal mineral. Pela regra geral, a carga tributária nessas operações giraria entre 7% e 12%, dependendo dos estados de origem e destino. Desde que foi assinado, tem sido prorrogado e a última prorrogação ocorreu em 2017. Com a redução, fica entre 2,8% e 4,8%. (Com informações da OCB)

 Clique aqui para conferir na íntegra o Despacho nº 17 do Confaz, que trata do Convênio 100

FOTO: CNH

ANS: Agência flexibiliza normativas visando minimizar impactos da pandemia de Covid-19

ans 06 04 2020A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ponderando o estado de calamidade pública instalado pelo surto de coronavírus (Covid-19), formalizado por meio do Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020, emitiu a Nota Técnica Nº 5/2020/DIOPE. Neste comunicado, a ANS levou em consideração os impactos econômicos e financeiros do surto de coronavírus e as possíveis consequências para o setor de saúde suplementar. Portanto, a agência decidiu estabelecer duas medidas com o objetivo de conferir às operadoras maior flexibilidade de recursos, as quais destacamos abaixo:

a) Antecipação do congelamento de exigências de capital (Margem de Solvência)

O objetivo da medida é conceder liquidez ao setor, tendo em vista o congelamento de percentual de exigência que crescia mensalmente. Segundo estudos da ANS, a ação deve gerar redução de aproximadamente 1 bilhão de reais da quantia exigida para todo o setor, utilizando como referência as projeções para o mês de dezembro/2019. Os efeitos do congelamento da margem de solvência serão retroativos a 31/03/2020.

b) Adiamento de novas exigências de provisões de passivo

A nota técnica transferiu de 2020 para 2021 o início da exigência das provisões de passivo para Insuficiência de Contraprestação/Prêmio (PIC) e para Eventos/Sinistros Ocorridos e Não Avisados ocorridos no SUS (Peona SUS). Com a prorrogação também fica adiada a exigência de constituição de ativos garantidores, recursos que as operadoras necessitam manter para garantir em mesma proporção essas novas provisões de passivo.

Efeito - Estudo técnicos da ANS apontam que o efeito esperado da constituição dessas provisões seria de aproximadamente 2% do total de receita anual das operadoras para a PIC e de 0,54%, para a Peona SUS. Ao todo, esse adiamento de exigências totalizaria ao longo de 2020 aproximadamente 1,7 bilhão de reais, que poderão ser utilizados pelas operadoras para outros fins.

Diops - A nota técnica também permite o adiamento do envio do Diops (Documento de Informações Periódicas das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde) referente ao primeiro trimestre de 2020 para o dia 30/05/2020. Vale ressaltar que, as medidas tomadas veem de encontro com os pleitos das cooperativas operadoras de planos de saúde, e contou com atuação do Sistema OCB.

Clique aqui para ver a Nota Técnica da ANS

 

CENÁRIOS: Número de cooperados aumentou mais de 23% no cooperativismo paranaense em 2019

cenario 06 04 2020O crescimento de 23,8% no número de cooperados, registrado em 2019 no Paraná, é um dos destaques do levantamento feito pela coordenação de monitoramento da Gerência de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR (Gecoop). A quantidade de cooperados saltou de 1,7 milhão, em 2018, para 2,2 milhões no ano passado. Já o faturamento do setor passou de R$ 83,6 bilhões (2018) para R$ 87,6 bilhões (2019), ou seja, uma diferença de 4,7%. “O percentual de crescimento do cooperativismo paranaense foi superior ao PIB nacional, que ficou em 1,10%, ao PIB estadual (-1,02%) e ao crescimento verificado na atividade agropecuária no Paraná, de 2,14%”, ressalta o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo da Gecoop, João Gogola Neto.

Mais números - O ano passado encerrou com 216 cooperativas registradas no Sistema Ocepar, entre as quais 62 do ramo agropecuário; 56 de crédito, 35 de saúde, 37 de transporte, 14 de infraestrutura, 9 de trabalho e produção de bens e serviços e 3 de consumo. Juntas, elas alcançaram resultado, as chamadas sobras, no valor de R$ 3,8 bilhões, o que representa um aumento de 22,9% em relação ao exercício anterior. Em impostos, foram recolhidos R$ 2,58 bilhões, uma expansão de 29,4% no montante quando comparado com 2018. Já o Patrimônio Líquido acusou aumento de 15,4% entre 2018 e 2019, chegando a R$ 30, bilhões. Os ativos aumentaram 7,7%, contabilizando R$ 118,4 bilhões no ano passado. Quanto à geração de empregos diretos, o cooperativismo do Paraná empregou 107.588 funcionários, número 6,2% maior que o de 2018.

Clique aqui e confira na íntegra o levantamento “Cenário Anual Consolidado 2019 – Cooperativismo Paranaense”

 

GETEC: Informe nº 16 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 06 04 2020A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou, nesta segunda-feira (06/04), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2020, 2021 e 2022.

Clique aqui para conferir o Informe Expectativas de Mercado Semanal

 

COVID-19 I: Prorrogação do Convênio 100 é um dos destaques do novo comunicado do Comitê

covid 06 04 2020O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) tomou uma importante decisão na sexta-feira (03/04): prorrogou até o fim do ano o Convênio 100, que dispõe sobre a redução na base de cálculo do ICMS. Esse é um dos destaques do comunicado 14 do Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 do Sistema Ocepar. Veja abaixo todos os destaques.

1. No dia 03 de abril, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) manteve o Convênio 100/97 até o fim do 2020, que trata da redução na base de cálculo do ICMS (impostos sobre circulação de mercadorias e serviços). Para acessar o Despacho nº 17 do Confaz clique aqui.

2. No dia 31 de março, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicou Nota Técnica nº 05/2020, que flexibiliza os normativos visando minimizar impactos da pandemia de Covid-19, em especial:

a. Flexibilização do prazo previsto do § 2º do Art. 14 da RN 451, de 2020, para congelamento da margem de solvência (MS); e

b. Postergação de exigência de Peona SUS e PIC para início em 2021, alterando prazos constante dos artigos 20-A e 20-B da RN 393, de 201. Para acessar a nota técnica clique aqui.

3. No dia 03 de abril, o G7 encaminhou Ofício ao Presidente do BNDES, Gustavo Henrique Moreira Montezano, solicitando análise das propostas encaminhadas pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE. Clique aqui para acessar.

O Comitê -O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

COVID-19 II: Integrada foca na continuidade do atendimento de seus cooperados

Jorge Hashimoto 06 04 2020Segundo o diretor da Ocepar e presidente da cooperativa Integrada, com sede em Londrina (PR), Jorge Hashimoto, o foco principal no início da pandemia foi tomar providências em relação aos principais cuidados preventivos para todos os colaboradores e dar continuidade ao atendimento aos cooperados. Hashimoto detalhou para a Rádio Paraná Cooperativo as medidas que a cooperativa tomou internamente no combate ao novo coronavírus.

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COVID-19 III: Coopavel toma medidas de prevenção e avalia impactos nos negócios

Dilvo Grolli 06 04 2020Conforme temos noticiado no Informe, as cooperativas paranaenses continuam se adaptando à nova rotina imposta pela pandemia do coronavírus. O presidente da Coopavel e diretor da Ocepar, Dilvo Grolli, deu uma entrevista para a Rádio Paraná Cooperativo sobre as providências já tomadas e faz uma análise dos possíveis impactos nos negócios da cooperativa.

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COVID-19 IV: Para Renosto, impactos no agro serão menores que em outros setores

Clemente Renosto 06 04 2020As cooperativas de crédito adotaram todas as medidas de cautela e prevenção ao Covid 19, sem deixar de cumprir suas obrigações com seus associados. Assim está sendo no Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP, com sede em Mariópolis (PR), como detalha o presidente  da cooperativa e diretor da Ocepar, Clemente Renosto, em entrevista ao programa de rádio Paraná Cooperativo. 

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COVID-19 V: Cocari cria Comitê de Crise e realiza campanha de apoio aos municípios

Yuna Bastos  06 04 2020A Cocari, cooperativa com sede em Mandaguari (PR), vem adotando uma série de ações no enfrentamento da pandemia da Covid-19. Yuna Bastos, diretora da Ocepar, cooperada e integrante da Liderança Feminina da cooperativa, cita que a primeira medida foi criar um Comitê de Crise. Alguns impactos já estão sendo sentidos, diz Yuna para a Rádio Paraná Cooperativo.

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COVID-19 VI: Sicoob Unicoob foca na preservação da vida através da economia

Wilson Cavina 06 04 2020O Sicoob Central Unicoob, com sede em Maringá (PR), já sente os efeitos da pandemia do Covid 19, doença causada pelo novo coronavírus. A Rádio Paraná Cooperativo conversou com o presidente Wilson Cavina, que também integra a diretoria da Ocepar. Na entrevista, o dirigente começa citando as mudanças no dia a dia da equipe de trabalho. “Problemas infelizmente virão com esta pandemia”, diz Cavina.

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LEGISLATIVO: Senado adia entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados

legislativo 06 04 2020O Plenário do Senado Federal aprovou, na sexta-feira (03/04) o Projeto de Lei (PL) 1.179/2020, que dispõe sobre o Regime Jurídico Emergencial e Transitório das relações jurídicas de Direito Privado (RJET) no período da pandemia do Covid-19.

LGPD - O projeto do senador Antônio Anastasia (MG), elaborado em conjunto com o Supremo Tribunal Federal (STF), foi relado pela senadora Simone Tebet (MS) e dentre outras disposições, propõe a alteração da data de entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (“LGPD”) para 1º de janeiro de 2021. Além disso, o PL estabelece que as sanções administrativas estabelecidas pela LGPD somente poderão ser aplicadas a partir do dia 1º de agosto de 2021.

Emenda 85 - Além disso, o Senado aprovou a emenda 85 do senador Fabiano Contarato (ES), que reduz em ao menos 15% a porcentagem recolhida pelas empresas de transporte remunerado privado individual de passageiros, garantindo que essa quantia seja repassada ao motorista. Essa mesma regra se aplica aos serviços e outorgas de táxi, para a finalidade de o motorista ter reduzidas em ao menos 15% todas e quaisquer taxas, cobranças, aluguéis ou congêneres incidentes sobre o serviço. Além disso, fica vedado o aumento dos preços das viagens.

Revisão - Com a aprovação pelo Plenário do Senado Federal, o texto será encaminhado para a revisão da Câmara dos Deputados, que poderá aprovar o texto em sua integralidade ou apresentar ajustes. Caso a Câmara dos Deputados altere o mérito do projeto, o texto deverá voltar para uma nova análise do Senado Federal. Contudo, caso a Câmara dos Deputados aprove o texto em sua integralidade, o PL será encaminhado para a sanção presidencial. (Informe OCB)

 

LEGISLATIVO: Câmara aprova PEC do orçamento de guerra em 2º turno; texto vai ao Senado

legislativo II 06 04 2020

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na sexta-feira (03/04), a chamada PEC do “orçamento de guerra” (PEC 10/20), que permite a separação do orçamento e dos gastos realizados para o combate à pandemia de coronavírus do orçamento geral da União.

Sistema remoto - A proposta, de autoria do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros nove deputados de vários partidos, é a primeira a ser aprovada com o Sistema de Deliberação Remota (SDR) e precisa ser votada ainda pelo Senado. O relator do texto foi o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Vigência - As regras terão vigência durante o estado de calamidade pública, e os atos de gestão praticados desde 20 de março de 2020 serão convalidados.

Regime extraordinário - A intenção da proposta é criar um regime extraordinário para facilitar a execução do orçamento relacionado às medidas emergenciais, afastando possíveis problemas jurídicos para os servidores que processam as decisões sobre a execução orçamentária.

Comitê - Um comitê de gestão de crise aprovará as ações com impacto orçamentário relacionadas ao enfrentamento do vírus, com poder de criar e destituir subcomitês. O comitê poderá ainda pedir informações sobre quaisquer atos e contratos celebrados ou que vierem a ser assinados pela União, suas autarquias, empresas públicas e fundações públicas, tendo poder de anulá-los, revogá-los ou ratificá-los.

Suspensão de atos - O comitê poderá decidir sobre contratação de pessoal, obras, serviços e compras relacionados exclusivamente ao enfrentamento da situação de calamidade pública.

Dotação prévia - Neste sentido, a contratação temporária de pessoal, prevista legalmente, não precisará contar com prévia dotação orçamentária e autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Suspensão - O Congresso Nacional poderá suspender qualquer decisão do comitê ou do Banco Central quando considerar que contenha irregularidade ou extrapole os limites colocados pela PEC.

Dispensa - Desde que não vire despesa permanente, projetos do Legislativo e atos do Poder Executivo relacionados exclusivamente ao enfrentamento da calamidade pública e seus efeitos sociais e econômicos serão dispensados do cumprimento de restrições legais e constitucionais, seja para aumento de despesa, concessão ou ampliação de incentivo ou benefício tributário.

Créditos extraordinários - O Congresso Nacional terá 15 dias úteis para se manifestar quanto à pertinência e urgência dos créditos extraordinários, sem prejuízo da tramitação regular. Assim, nesse período, uma medida provisória pode, por exemplo, ser devolvida se for considerado que ela não tem relação com o combate ao coronavírus.

Composição do comitê - O comitê de gestão será composto, com direito a voto, pelo presidente da República, que o presidirá, e pelos ministros de Estado das seguintes pastas:

- Casa Civil;

- Secretaria-Geral da Presidência da República;

- Saúde;

- Economia;

- Cidadania;

- Infraestrutura;

- Agricultura e Abastecimento;

- Justiça e Segurança Pública; e

- Controladoria-Geral da União (CGU).

Mudança - O presidente da República poderá mudar os ministérios que farão parte do comitê, mas sem aumentar ou diminuir a quantidade de membros.

Escolha - Além dessas autoridades, participarão do comitê, sem direito a voto, autoridades de estados e municípios, de diferentes regiões do País, e escolhidas por entidades representativas.

Estados e DF - Dos estados e do Distrito Federal, serão dois secretários de Saúde indicados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass); dois secretários de Fazenda indicados pela Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz); e dois secretários de Assistência Social indicados pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).

Municípios - Pelos municípios, participarão dois secretários de Saúde indicados pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems); e dois secretários de Fazenda e dois secretários de Assistência Social indicados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Conflitos - Eventuais conflitos federativos decorrentes de atos do Poder Executivo relacionados à calamidade pública serão resolvidos exclusivamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Regra de ouro - A proposta dispensa ainda o Executivo de pedir ao Congresso Nacional autorização para emitir títulos que violem a chamada “regra de ouro”. Isso será válido enquanto durar o estado de calamidade.

Operações de crédito - Essa regra proíbe a realização de operações de crédito (emissão de títulos) com valor que supere as despesas de capital (investimentos e amortizações).

Juros e encargos - Durante a vigência do estado de calamidade pública, os recursos obtidos com emissão de títulos para o refinanciamento da dívida pública mobiliária poderão ser utilizados também para os pagamentos de seus juros e encargos.

Banco Central - Como mecanismo de injetar recursos na economia, durante o período do estado de calamidade pública, o Banco Central será autorizado a comprar e vender títulos do Tesouro Nacional, nos mercados secundários local e internacional; e também direitos de crédito e títulos privados no âmbito de mercados financeiros, de capitais e de pagamentos.

Autorização - O montante total de compras de cada operação com títulos e direitos creditórios privados deverá ser autorizado pelo Ministério da Economia e informado imediatamente ao Congresso Nacional, contando ainda com capital mínimo de 25% do Tesouro.

Prestação de contas - A cada 45 dias, o Banco Central deverá prestar contas ao Congresso sobre as operações, tanto com títulos públicos quanto com direitos creditórios privados.

Questionamentos judiciais - Todas as ações judiciais contra decisões do Comitê de Gestão da Crise serão da competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fiscalização - Já a fiscalização dos atos do comitê caberá ao Congresso Nacional, com ajuda do Tribunal de Contas da União (TCU), devendo analisar a prestação de contas de maneira simplificada.

Divulgação - Todas as decisões e documentos examinados e produzidos pelo comitê deverão ser divulgados amplamente de forma detalhada e regionalizada nos portais de transparência dos poderes Executivo e Legislativo e no do TCU, vedado seu sigilo sob qualquer argumento.​

Destaques rejeitados - Na votação em segundo turno da PEC, foram rejeitados dois destaques que pretendiam alterar pontos da proposta. Por 390 votos a 51, foi rejeitado o destaque do Psol que pretendia excluir a permissão para o Banco Central comprar títulos públicos e privados, seja no mercado nacional ou internacional.

Retirada - Também foi rejeitado, por 395 votos a 54, o destaque do Novo que pretendia retirar da PEC a permissão de o Banco Central comprar títulos privados de crédito em mercados secundários, no âmbito de mercados financeiros, de capitais e de pagamentos. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Cleia Viana / Agência Câmara

 

SICREDI: Projeto seleciona startups interessadas em apoiar cadeia agrícola durante a pandemia

sicredi 06 04 2020A iniciativa “Desafio Covid-19: soluções digitais para o agronegócio” tem como objetivo promover a difusão e a adoção de ferramentas de startups que serão selecionadas por apresentarem soluções confiáveis e de alto impacto que possam contribuir para os produtores e toda a cadeia produtiva no enfrentamento aos efeitos da pandemia do novo coronavírus. O desafio foi lançado dia 31 de março e visa disponibilizar gratuitamente soluções de startups para produtores rurais por um período de dois meses. As startups podem se inscrever pelas próximas duas semanas. O projeto é uma parceria da Bayer, Sicredi, Orbia e o AgTech Garage.

Evolução - “A evolução do novo coronavírus no Brasil é uma preocupação também para o mercado agrícola, pois o Covid-19 impactou não apenas a área da saúde, ele tem afetado diversos setores da sociedade. Para minimizar os efeitos da pandemia, medidas restritivas de circulação foram adotadas na maioria dos Estados, de maneira que estas estratégias de isolamento social mudaram o nosso estilo de viver, de trabalhar, de consumir, de se locomover, enfim, mudou tudo”, explica o responsável pela iniciativa, Dirceu Ferreira Junior, diretor do Centro de Expertise em Agricultura Tropical da Bayer Brasil.

Papel central - Em meio a este cenário, o agronegócio continua a desempenhar um papel central de produzir alimentos. Assim, a iniciativa visa contribuir para a manutenção da produção, permitindo que os agricultores possam continuar garantindo o abastecimento e o acesso da população aos alimentos.

Ideia - A ideia é que as soluções oferecidas por essas empresas inovadoras sejam disponibilizadas, através da plataforma digital Orbia, aos produtores rurais do Brasil todo, o que irá contribuir para a manutenção da produção agrícola durante este período de isolamento social ocasionado pelo Covid-19. “A Orbia é especializada em fazer a conexão entre os agricultores e uma rede de fornecedores, a fim de facilitar seus processos, fazer negócios e gerar valor”, reforça o CEO da joint-venture, Ivan Moreno.

Realidade - “A inovação aberta, através das startups, já é realidade no agronegócio brasileiro, principalmente pelo potencial inovador e agilidade que essas empresas nascentes de tecnologia proporcionam para o mercado. Essas são características essenciais para o momento que vivemos. Estamos otimistas com essa ação, para conectar de forma massiva os produtores com as startups e minimizar os impactos do coronavírus no agronegócio”, esclarece José Tomé, CEO do AgTech Garage, um dos principais hubs de inovação do agronegócio brasileiro.”

Fundamental - Para Cesar Bochi, diretor de administração do Sicredi, a iniciativa é fundamental neste momento em que a sociedade brasileira, como um todo, necessita de ações colaborativas.   “Nossa presença fixa no AgTech Garage tem como objetivo justamente identificar oportunidades de apoiar nossos associados ligados ao agronegócio com o fomento de soluções inovadoras que auxiliem no seu dia a dia, e o engajamento no ‘Desafio Covid19’ tem total sinergia com esse propósito. Temos uma forte ligação com o meio rural, o qual tem um papel fundamental na nossa sociedade, e onde atuamos majoritariamente por pequenos e médio agricultores, que precisam de todo o apoio possível para a continuidade da sua atividade neste momento desafiador”, conclui Bochi.

O que é o “Desafio Covid-19: soluções digitais para o agronegócio”? - Uma iniciativa que pretende reunir startups que oferecem soluções para empoderar o produtor rural e contribuir para a produção e distribuição de alimentos para a população, assegurando o abastecimento e o fortalecimento da economia. A iniciativa tem como foco ferramentas de alto impacto digital, com rápida adoção e implementação e em condições facilitadas para aquisição pelos produtores. De maneira que, as soluções devem ter foco em áreas prioritárias como: logística, atendimento remoto, comercialização da produção, acesso a insumos e crédito de maneira digital.

Comitê - As startups serão selecionadas pelo comitê de avaliação composto por representantes das empresas envolvidas na campanha. Os projetos escolhidos estarão disponíveis, a princípio, por dois meses a partir da implementação na plataforma Orbia, que podem ser prorrogáveis em função do cenário nacional e de disponibilidade da startup em oferecer os serviços.

Mais - Para saber mais sobre a iniciativa, acesse: http://www.agtechgarage.com/desafio-coronavirus/

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.800 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICOOB: Sistema adota medidas para minimizar os efeitos do coronavírus

Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a proliferação do coronavírus causador da doença Covid-19 atingiu o patamar de pandemia, o Sicoob tem implementado ações preventivas de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde, do Banco Central e demais órgãos oficiais.

Colaboradores - Além de adiar a realização das Assembleias Gerais Ordinárias, as cooperativas do sistema reduziram o número de colaboradores nas agências ou interromperam completamente o atendimento, dependendo das orientações das autoridades locais. Visando amenizar os efeitos do cenário atual na rotina dos cooperados, os canais digitais (App Sicoob e Internet Banking) se mantém disponíveis para a realização de transações financeiras com segurança.

Medidas de segurança - As agências que ainda estão prestando atendimento ao público têm reforçado as medidas de segurança: o número de pessoas dentro dos ambientes foi restrito e há orientação sobre a distância entre elas, a limpeza das estações de trabalho foi intensificada e há álcool gel disponível para que todos que entram nas cooperativas possam higienizar as mãos. É importante ficar atento, pois alguns pontos de atendimento estão atendendo em horários diferenciados.

Estruturantes - Para oferecer suporte e atender às necessidades de seus cooperados, foram adotadas medidas estruturantes: o atendimento aos cooperados está sendo realizado de forma remota e o apoio aos que porventura possam ter dificuldades para operar os canais alternativos de atendimento também foi intensificado.

Validade prorrogada - Foi prorrogada a validade dos cadastros e limites de crédito para pessoas jurídicas sem a necessidade de apresentação de documentos, enquanto durar as restrições de circulação de pessoas e funcionamento de estabelecimentos comerciais.

Parcelas - Além disso, foram prorrogadas também as parcelas vencíveis nos próximos 90 dias para as operações de crédito parceladas, exceto para linhas de crédito rotativo, cheque especial, consignado e crédito rural.

Linha especial - Uma linha de crédito especial foi disponibilizada, em parceria com o Sebrae e com a garantia das Sociedades Garantidoras de Crédito, para dar suporte financeiro para os cooperados que tiveram suas atividades afetadas.

Pessoas - O Sicoob reforça que as pessoas sempre foram a prioridade do sistema cooperativo e é por isso que, mesmo diante de um panorama de tantas incertezas e mudanças rápidas, as cooperativas continuam apostando na cooperação entre todos como forma de conter qualquer tipo de crise, e minimizar seus efeitos. (Imprensa Sicoob Unicoob)

COTRIGUAÇU: Central doa respiradores e testes de coronavírus para municípios do Oeste

cotriguacu 06 04 2020Uma das primeiras ações como recém-eleito presidente da Cooperativa Central Regional Iguaçu Ltda – Cotriguaçu, Irineo da Costa Rodrigues, foi a doação de respiradores e testes para detectar o covid-19, o novo coronavírus, no valor de R$ 1 milhão para ser utilizados nos 54 municípios que integram a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná – Amop.

Iniciativa - Segundo Irineo que também é presidente da cooperativa Lar, com sede em Medianeira, “as cooperativas estão sensibilizadas com a atual situação e elas tem doados respiradores, EPIs como máscaras, aventais e produtos de higienização como álcool gel. Uma ação que já acontece em toda região Oeste do Paraná e que agora é reforçada com esta importante doação da Cotriguaçu”. Integram a Cotriguaçu as cooperativas singulares, Lar, Coopavel, C.Vale e Copacol que prontamente atenderam um pedido da Amop, da Coordenadoria das Associações Comerciais do Paraná – Caciopar, Associação Comercial de Cascavel – Acic, OAB e entidades do setor de saúde em realizar esta doação de R$ 1 milhão para compra de equipamentos.

BPA - O dirigente também lembra que outra ação importante que as cooperativas participam  é através de uma iniciativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que envolve as cadeias de avicultura e suinocultura, na arrecadação de R$ 10 milhões, para que, através da  ministra da Agricultura, Tereza Cristina seja entregue ao Ministério da Saúde. “Uma forma do setor reconhecer o excelente trabalho que a ministra faz em defesa do setor e do ministro Mandetta no combate ao coronavírus neste momento”, ressalta Irineo.

Ato grandioso - Segundo o presidente da Amop e prefeito de Matelândia, Rineu Menoncin, o Teixeirinha “esta iniciativa das cooperativas, através da sua central Cotriguaçu é de extrema importância na luta que os municípios vêm travando contra a disseminação desta terrível doença que nos acomete neste momento. Nossas prefeituras não têm disponibilidade de recursos para enfrentar uma pandemia como está e toda ajuda é bem-vinda, fundamental para aliviar a pressão sobre os gestores públicos. Considero um ato grandioso por parte do cooperativismo e que demonstra a importância do setor produtivo em contribuir para que todos nós, juntos, possamos vencer esta batalha contra o coronavírus”, frisou.

Destino - Segundo Teixeirinha, os respiradores serão destinados para o Hospital Universitário do Oeste do Paraná de Cascavel, que funciona como um centro de alta complexidade e que, diariamente, atende pacientes oriundos de diversos municípios da região Oeste. Já os testes doados pelas cooperativas serão repassados para todas as secretarias de saúde dos 54 municípios que integram a Amop.

FOTO: Assessoria da Amop

 

COOPAVEL: Parceria fabrica e doa 15 mil litros de álcool em gel

coopavel 06 04 2020Solidariedade e gratidão são dois atributos exclusivos do ser que pensa. E essas qualidades se agigantam em épocas de crises e de grandes catástrofes. Para ajudar na luta contra o coronavírus, a Coopavel se aliou aos grupos Guerra, GP Combustíveis e Atlas para a produção de álcool em gel com concentração 70%. Também colaboraram a UTFPR (Universidade Federal Tecnológica do Paraná) e a equipe do Pato Basquete.

Fabricação - Para que a parceria pudesse ser colocada em prática, a fábrica de agroquímicos do Grupo Guerra, em Pato Branco, no Sudoeste do Estado, trabalhou durante dias e alcançou a fabricação de 15 mil litros da substância. O álcool em gel é um dos produtos recomendados na higienização das mãos, de superfícies e de objetos que venham a ser compartilhados.

Doação - Os 15 mil litros são doados a hospitais, asilos e a outras instituições assistenciais e filantrópicas de todo o Paraná. O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, entende a solidariedade como um dos gestos mais nobres ao alcance das pessoas, empresas e instituições. “Ficamos muito felizes em poder ajudar e quero agradecer aos grupos Guerra, GP Combustíveis e Atlas pelo empenho na parceria, bem como o auxílio da UTFPR e do Pato Basquete”, diz o presidente Dilvo.

Por que 70%? - Uma das perguntas mais frequentes sobre o álcool em gel é quanto ao seu grau alcoólico, cuja recomendação enquanto bactericida é com concentração igual ou superior a 70%. Especialistas afirmam que essa é a condição ideal para a desnaturação de proteínas e estruturas lipídicas da membrana celular e destruição de micro-organismos. No entanto, a substância é tão eficaz quanto o uso de água e sabão.

Orientações - A Coopavel repassa orientações, com base em explicação da perita criminal Camila Guesine, da Polícia Civil do Distrito Federal, de que o álcool em gel deve ser empregado com o máximo de cuidado e cautela. “É que a concentração no grau de 70% é elevada, e por isso o material é bastante inflamável”.

Agravante - Um agravante é o fato de a chama do álcool em gel, quando em contato com um gatilho de combustão, ser invisível. “Por isso, em casa o recomendável é usar água e sabão para lavar as mãos”, reforça Camila. O uso do álcool em gel é recomendado em centros de saúde, clínicas ou em locais nos quais não há como lavar as mãos com frequência. (Imprensa Coopavel)

 

COCAMAR: Doações chegam a hospitais e entidades de vários municípios

A preocupação com a comunidade é um dos princípios básicos do cooperativismo que a Cocamar Cooperativa Agroindustrial prioriza historicamente em seu dia a dia. Com mais de 40 projetos em seu relatório de sustentabilidade, grande parte deles de caráter permanente, a organização intensificou ainda mais o apoio a segmentos que necessitam, nas regiões onde atua, por conta do avanço do Covid-19.

Destinos - Nos últimos dias, carregamentos de álcool etílico 70º, alimentos e materiais diversos foram destinados pela cooperativa a hospitais de Maringá e Sarandi, bem como a entidades assistenciais e setor de transporte público. As doações, no entanto, têm sido encaminhadas também a municípios mais distantes.

HU - O Hospital Universitário de Londrina, por exemplo, recebeu uma carga contendo 300 litros de álcool, 50 quilos de café, 120 litros de suco, 100 litros de óleo comestível, 2,5 mil copos descartáveis e 1 caixa de guardanapos. Ainda naquela cidade, foram doados 200 litros de álcool para a Santa Casa, 80 litros para o Lar Anália Franco e 80 para o Lar dos Vovozinhos. Em Apucarana, foram entregues 300 litros de álcool ao hospital local, 100 litros ao hospital de Tamarana e 50 litros à Secretaria de Saúde desse município.

Mais - Já os hospitais Santa Alice de Santa Mariana, Santa Casa de Cornélio Procópio, São Lucas de Sertanópolis, São Sebastião de São Sebastião da Amoreira, Santa Terezinha de Nova Fátima, São Francisco de Congoinhas, e Municipal de Assaí, todos na região de Londrina, vão receber, cada um, 200 litros de álcool.

A cooperativa - Sediada em Maringá (PR), a Cocamar completou 57 anos no dia 27 de março e conta com mais de 15 mil produtores rurais cooperados distribuídos pelos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. (Imprensa Cocamar)

PRIMATO I: Lançada a Campanha Abril Verde

 nA Campanha Abril Verde teve início em 2014 com o objetivo de diminuir e prevenir os acidentes e as doenças provindas do trabalho, bem como promover a conscientização sobre o tema. O mês de abril foi escolhido para ser palco da Campanha Abril Verde devido a duas datas importantes relacionadas ao tema. O dia 7 de abril é o Dia Mundial da Saúde e 28 de abril Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho.

Lançamento - A Primato fez o lançamento da “Campanha Abril Verde” na quarta-feira (01/04) via meios eletrônicos a todos seus colaboradores.

Campanha - O intuito da Campanha Abril Verde é movimentar o maior número de pessoas, empresas e instituições para diminuir a quantidade de acidentes de trabalho. “Atualmente os dados são alarmantes que relatam que todos os anos ocorrem mais de 700 mil acidentes de trabalho no Brasil”, destacou o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter que complementou, “por isso a Campanha Abril Verde Primato é de suma importância para que possamos fazer a nossa parte e diminuir o quanto possível dentro de nossas atividades, educando nossos colaboradores para que juntos façamos nossa parte”.

Instruções - Essas são as principais instruções que a campanha apresenta:

-Utilize todo os equipamentos de proteção individual (EPI);

-Respeite as normas e regras de segurança estabelecidas;

-Não tenha pressa nas atividades que possuem risco de acidentes;

-Não improvise ou descuide das ferramentas de trabalho;

-Informe sobre ocorrências ou incidentes imediatamente;

-Informe também sobre possíveis melhorias em nossa segurança.

(Imprensa Primato)

 

PRIMATO II: Projeto Primar estimula a capacitação dos colaboradores

primato II 06 04 2020O Projeto Primar e o Integra Primato, iniciativas da Cooperativa Primato, com sede emToledo (PR), têm como objetivo fazer a inclusão das pessoas, oportunizar o trabalho e o desenvolvimento, assim como prestar assistência aos colaboradores e aos gestores contribuindo de forma orientativa e participativa em situações relacionadas a cooperativa ou não, com uma visão humanizada, sempre buscando o engajamento. Nesta edição apresentamos o colaborador Marlon Thiago de Carvalho, 29 anos.

Conhecimento - Marlon Thiago de Carvalho atua como coordenador de açougue e destaca que através da educação busca o seu desenvolvimento pessoal e junto com sua equipe. “O mestrado surgiu como uma oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante a formação de graduação, especialização e carreira profissional, mas acima de tudo a sede por conhecimento e aperfeiçoamento”, enfatizou Marlon que complementou, “realizar o mestrado é como uma viagem ao mundo desconhecido em que o resultado depende 100% de você. Características pessoais como pró atividade, força de vontade, foco nos resultados e acima de tudo ser independente frente aos diversos desafios que surgem durante o curso, são as principais características colocadas a prova”.

Primato - O colaborador destacou que o trabalho na Primato é movido pela dedicação. “O que me faz trabalhar nesta área são os desafios e a satisfação em entregar um alimento que atenda as expectativas dos clientes. E aqui na Primato posso desenvolver esse trabalho aplicando o conhecimento adquirido na prática”, disse.

Resultado - Para Marlon, o conhecimento é recompensado com o resultado do trabalho. “Ao término do mestrado finalmente entendi o significado da frase de Albert Einstein que diz: a mente humana que se abre para uma nova oportunidade jamais volta ao seu tamanho original”.

Primar -“O projeto Primar é uma ação que visa integrar todos aqueles que são parte importante de nossa cooperativa, por isso, essa ação é voltada para as pessoas, que todos os dias colaboram para o desenvolvimento e sucesso da Primato”, destacou o presidente da cooperativa, Ilmo Werle Welter.

Mais - Para conhecer mais sobre o Projeto Primar acesse o hotsite http://primar.primato.com.br/. (Imprensa Primato)

 

ALIMENTAÇÃO: Ministros da América Latina e Caribe assinam declaração conjunta para garantir abastecimento

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, assinou, em conjunto com outros 24 países da América Latina e do Caribe, uma declaração com medidas para garantir o abastecimento de alimentos aos 620 milhões de consumidores que vivem nesta região.

Compromisso - No documento, ministros, secretários de Agricultura, Pecuária, Pesca, Alimentação e Desenvolvimento Rural desses países se comprometem a desenvolver ações para apoiar o funcionamento regular do sistema alimentar durante a crise da Covid-19.

Estoques globais- Eles destacam que os estoques globais dos principais alimentos estão em bom nível e as colheitas nos principais países produtores foram boas. "Dezoito milhões de agricultores, pescadores, fazendeiros, aquicultores, homens e mulheres, seguem trabalhando diariamente na nossa região para que não faltem alimentos em nossas mesas. O mesmo fazem os trabalhadores das agroindústrias, do transporte, das empresas importadoras e exportadoras, e os mercados atacadistas e varejistas”.

Oferta estável - Em virtude desse cenário, os representantes desses países lembram que, diferentemente de crises anteriores, a oferta de alimentos se manteve estável no mundo e na região. “Portanto, não existem razões que justifiquem aumentos significativos nos preços dos alimentos, motivo pelo qual fazemos um chamado a todos os atores do sistema alimentar para impedir a especulação neste momento de emergência”.

Ação coordenada - O grupo desses países declara que irá trabalhar de forma coordenada para oferecer “assistência técnica e financeira aos pequenos e médios produtores agrícolas, pesqueiros, aquícolas, fazendeiros, e pequenos e médios agroindustriais, que fornecem uma elevada proporção de alimentos básicos para o consumo nacional”.

Atacado - Outra linha de ação conjunta será desenvolver ações – em parceria com importadores e distribuidores de alimentos do setor privado -  que assegurem o funcionamento regular dos mercados atacadistas locais, regionais e nacionais e possibilitando o acesso dos produtos e dos trabalhadores a esses locais.

Monitoramento - Estão ainda previstas, entre as medidas propostas, o monitoramento de cadeias logísticas, especialmente aquelas que incluem um ou mais países; o estímulo ao uso de plataformas e aplicativos de comércio eletrônico de alimentos, além de “garantir que as políticas fiscais e comerciais, definidas pelos governos como parte de sua resposta ao efeito econômico da crise, não enfraqueçam o funcionamento normal do comércio regional e global de alimentos”.

Apoio - A declaração conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e outros organismos multilaterais especializados, como o Programa Mundial de Alimentos (PMA);  o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA; a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE); o Caribbean Research and Development Institute (CARDI); a Caribbean Agricultural Health and Food Safety Agency (CAHFSA); e o Organismo Internacional Regional de Sanidade Agropecuária (OIRSA). (Mapa)

Leia a declaração assinada pelos países com medidas para enfrentar o Covid-19 e os riscos para as cadeias de abastecimento de alimentos.

FOCUS: Mercado financeiro prevê queda de 1,18% da economia este ano

focus 06 04 2020O mercado financeiro estima queda ainda maior da economia este ano, por influência da pandemia do coronavírus. A previsão de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – agora é de 1,18%. Essa foi a oitava redução consecutiva. Na semana passada, o mercado previa queda de 0,48%.

Focus - A estimativa consta do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central, com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Próximos anos - As previsões do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continuam em 2,50%.

Dólar - Já a cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 4,50, a mesma previsão da semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,40, contra R$ 4,30 da semana passada.

Inflação - As instituições financeiras consultadas pelo BC também reduziram a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu, pela quarta vez seguida, ao passar de 2,94% para 2,72%.

Redução - Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,57% para 3,50%. A previsão para os anos seguintes - 2022 e 2023 - não teve alterações e permanece em 3,50%.

Centro da meta - A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic - Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Expectativa - Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic tenha mais uma redução e encerre 2020 em 3,25% ao ano. Na semana passada a previsão para o fim de 2020 era 3,50% ao ano.

Tendência - Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Percentual - Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 4,75% ao ano. A previsão anterior era de 5% ao ano. Para o fim de 2022, as instituições mantiveram a previsão em 6% ao ano e, para o final de 2023, a estimativa passou de 6,25% ao ano para 6% ao ano. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

ECONOMIA: Ministério anuncia R$ 34 bilhões do Tesouro para empresas manterem seus funcionários

economia 06 04 2020O governo federal aportará R$ 34 bilhões para que pequenas e médias empresas brasileiras possam manter seus empregados nos próximos dois meses, auxiliando aquelas que eventualmente tiverem suas atividades reduzidas durante a crise decorrente da pandemia. A medida provisória, anunciada na sexta-feira (03/04), batizada de MP da Folha de Pagamento, dará fôlego para 1,4 milhão de empresas diferentes no país, responsáveis por empregar cerca de 12 milhões de pessoas.

Contrapartida - Como contrapartida à ação do governo, as empresas não poderão demitir seus funcionários sem justa causa por um prazo de dois meses após a obtenção dos recursos. Durante entrevista concedida à imprensa para detalhar a medida, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, explicou que esses recursos serão liberados pelo Tesouro Nacional como crédito às empresas, que terão 36 meses para pagar (considerando os seis meses de carência).

Juro - A taxa de juro será de 3,75 por cento ao ano para o tomador, sendo que nenhuma instituição financeira envolvida no processo cobrará spread bancário (taxa normalmente cobrada pelos bancos para realizar o empréstimo).

Manutenção do emprego - “Uma das diretrizes básicas do Ministério da Economia durante esse período é a manutenção do emprego”, ressaltou Waldery, apontando que essa é mais uma medida implementada pelo governo nesse sentido, em complemento a outras já anunciadas, como por exemplo o apoio de R$ 600 reais aos trabalhadores informais.

Iniciativa - “A MP da Folha de Pagamento foi uma iniciativa do Ministério da Economia com o Banco Central e será operacionalizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O programa leva em consideração não apenas a receita das empresas, mas também a faixa salarial delas”, informou.

Importante - Para o diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso, a novidade é importante, pois os recursos serão utilizados, exclusivamente, para pagamento de salários, os quais representam um compromisso mensal bastante significativo para as empresas. Segundo ele, a medida beneficiará empresas com receita bruta anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. “O dinheiro entrará diretamente na conta do trabalhador”, destacou, acrescentando que o programa cobrirá uma parcela de empregados que ganham até dois salários mínimos. “Caberá às empresas que tenham salários acima desse valor o compromisso de honrar o pagamento aos seus funcionários”, observou.

Retorno - Damaso frisou, também, que conforme as empresas forem pagando as parcelas do empréstimo os recursos voltarão aos cofres da União. “O compartilhamento dos recursos e também dos riscos será do Tesouro e das instituições financeiras que participarem, sendo 85% do aporte feito pela União e 15% pelas próprias instituições”, informou, apontando que o BNDES será o agente da União no programa, sem receber nenhuma remuneração. Ao Banco Central caberá a fiscalização do cumprimento das ações junto às instituições participantes, acompanhando o fluxo do dinheiro e assegurando que está caindo na conta do trabalhador.

Procedimentos operacionais - O secretário executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, anunciou ainda que nos próximos dias deverá ser realizada uma reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional para estabelecer os procedimentos operacionais, apesar de a própria MP já trazer as principais diretrizes.

Leque de opções às empresas - O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, reiterou na entrevista que o leque de medidas anunciadas na semana pela Economia visa a atender todos os empregados do Brasil, tanto aqueles que têm registro formal como os que estão na informalidade. “Foi apresentada uma caixa de ferramentas para empregadores e empregados. São medidas complementares para grupos de pessoas que fazem com que a economia se movimente”, observou.

Contato - Também presente à coletiva, representando a Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade, o secretário Diogo Marc Cord disse que nos últimos dias a Economia estabeleceu contato com mais de 150 associações que representam o setor produtivo, ouvindo sugestões e homogeneizando soluções. “É importante ressaltar que onde tem uma empresa saudável tem um trabalhador amparado. As associações nos repassaram cerca de mil sugestões, sendo que a grande maioria se referia a questões trabalhistas e de crédito, que é o que estamos endereçando”, disse.

Impacto fiscal- Ao final da coletiva, o secretário especial Waldery Rodrigues fez um balanço do impacto fiscal das medidas já anunciadas para enfrentamento da Covid-19 no Brasil, tanto pelo lado da renúncia de receitas como de aumento das despesas. De acordo com ele, as ações já acumulam um impacto de R$ 224,6 bilhões, ou 2,97% do Produto Interno Bruto, sendo que esses números consideram a última grade de parâmetros da Secretaria de Política Econômica, em que estava previsto um crescimento para 2020 de 0,02% do PIB.

Estimativas - Waldery lembrou que as estimativas atuais de mercado já indicam projeções negativas para o PIB, por isso, disse que em breve outras avaliações poderão ser anunciadas pelo Ministério em relação ao impacto. “O déficit primário estimado, hoje, é de R$ 419,2 bilhões, ou 5,65% do PIB, o maior da série histórica, justificado pelas ações imediatas que estão sendo tomadas. A Economia seguirá atendendo às demandas do Ministério da Saúde, o que poderá elevar esse comprometimento a mais de 6% do PIB”, explicou, reforçando que em 2021 o caminho é a retomada do equilíbrio fiscal. (Ministério da Economia)

FOTO: Ministério da Economia

 

ECONOMIA: Caixa lançará na terça aplicativo para cadastro em renda emergencial

economia II 06 04 2020A partir desta terça-feira (07/04), dezenas de milhões de brasileiros poderão baixar um aplicativo lançado pela Caixa Econômica Federal que permitirá o cadastramento para receberem a renda básica emergencial, de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil, no caso de mães solteiras. O banco também lançará uma página na internet e uma central de atendimento telefônico para a retirada de dúvidas e a realização do cadastro.

Avaliação - O próprio aplicativo avaliará se o trabalhador cumpre os cerca de dez requisitos exigidos pela lei para o recebimento da renda básica. O pagamento poderá ser feito em até 48 horas depois que a Caixa Econômica receber os dados dos beneficiários, mas o presidente do banco não se comprometeu em apresentar uma data específica. Quem não tem conta em bancos poderá retirar o benefício em casas lotéricas.

Exclusivo - O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou que o banco lançará outro aplicativo, exclusivo para o pagamento da renda básica. O benefício será depositado em contas poupança digitais, autorizadas recentemente pelo Conselho Monetário Nacional, e poderá ser transferido para qualquer conta bancária sem custos. Segundo ele, o calendário de pagamentos será anunciado na próxima semana, depois de o banco conhecer o tamanho da população apta a receber a renda básica emergencial.

Detalhamento - Nesta segunda-feira (06/04), a Caixa Econômica detalhará o funcionamento dos dois aplicativos.

Inscrição - O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, informou que só precisarão se inscrever no aplicativo microempreendedores individuais (MEI), trabalhadores que contribuem com a Previdência Social como autônomos e trabalhadores informais que não estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Caso o trabalhador esteja inscrito no cadastro único, o aplicativo avisará no momento em que ele digitar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Bolsa Família- Os beneficiários do Programa Bolsa Família não precisarão baixar o aplicativo. Segundo Onyx, eles já estão inscritos na base de dados e poderão, entre os dias 16 e 30, escolher se receberão o Bolsa Família ou a renda básica emergencial, optando pelo valor mais vantajoso.

Pagamento - O ministro da Cidadania lembrou que o benefício de março do Bolsa Família terminou de ser pago no último dia 30. Para ele, o pagamento do novo benefício a essas famílias antes do dia 16 complicaria o trabalho do governo federal, que ainda está consolidando a base de dados, de separar os grupos de beneficiários.

Regras - “A lei cria uma série de regras. Temos de fazer filtragem da base de dados. O que acontece? A base já existe. O maior desafio está nas pessoas que não estão em base nenhuma, por isso criamos a solução via aplicativo, internet e central de telefones”, explicou o presidente da Caixa.

Saque imediato - Ele lembrou que, no caso do saque imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), um terço dos 60 milhões de pagamentos foi feito por aplicativo. Para Guimarães, o índice deve ser semelhante com o novo benefício emergencial.

Desafio - Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, que participou da apresentação, o grande desafio do governo não consiste em eventuais atrasos na aprovação de medidas, mas na própria montagem da logística. “Não são um ou dois dias de atraso ou de antecipação. Desde que começamos a formular o programa, o grande desafio é a logística de entrega. É um cronograma quase físico de capturar os cadastros. Não é a aprovação que vai mudar o cronograma físico”, destacou.

Valor - Guedes destacou que, em três semanas, o governo saiu de zero para cerca de R$ 800 bilhões em programas de enfrentamento à pandemia do noovo coronavírus e de manutenção dos empregos. A conta, que envolve não apenas gastos novos, mas antecipações de despesas, adiamento de tributos e remanejamentos, está, segundo o ministro, em 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos). “Nenhum país emergente fez uma movimentação tão rápida de liberação de recursos como o nosso. A implementação está no mesmo ritmo dos Estados Unidos, um país que tem experiências com catástrofes”, declarou.

Cobrança - O ministro cobrou a união de prefeitos, governadores, Executivo federal, Legislativo e Judiciário para andar com as medidas. Em relação à necessidade da aprovação da proposta de emenda à Constituição do orçamento de guerra para a liberação do benefício, o ministro disse que a ala jurídica do Ministério da Economia tinha dado aval para o início do pagamento, mas que a ala econômica da pasta tinha receio de que o descumprimento da regra de ouro, que proíbe a emissão de dívida pública para gastos correntes, prejudicasse o governo, mesmo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tendo autorizado os gastos extras. (Agência Brasil)

FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

ECONOMIA: Publicada resolução que prorroga prazos de pagamentos de tributos no âmbito do Simples Nacional

Foi publicada, no Diário Oficial da União,a Resolução nº 154, de 3 de abril de 2020, que dispõe sobre a prorrogação de prazos de pagamento de tributos no âmbito do Simples Nacional, devido à pandemia da Covid-19. Os microempreendedores individuais (MEIs) terão mais seis meses para efetuar a quitação dos débitos e os demais contribuintes do Simples Nacional terão mais três meses para pagamento do ICMS e ISS.

Clique aqui e confira na íntegra a Resolução nº 154

 

PARANÁ: Governo altera regras tributárias para baratear medicamentos

parana 06 04 2020Dois decretos assinados pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na semana passada promoveram mudanças tributárias no setor de medicamentos. Os objetivos são diminuir o volume de impostos no começo da cadeia de distribuição, o que viabiliza redução dos preços nas farmácias (varejo), e ajustar regras de recolhimento dos impostos.

Novidades - Um dos decretos traz duas novidades. A primeira medida amplia os descontos aplicáveis à base de cálculo do imposto por Substituição Tributária (ST) dos medicamentos na seguinte fórmula: 35% para medicamentos similares (que têm nomes comerciais, mas são idênticos aos genéricos), 30% para os genéricos e 16% para os de referência. Até então os cortes eram menores, de 30%, 25% e 10%, respectivamente.

Efeito cascata - A mudança gera um efeito cascata em toda a cadeia. O distribuidor, responsável por reter os impostos devidos ao Estado, aplica uma base de cálculo ao realizar uma venda com espelho nos preços das revistas técnicas dos fabricantes. Com a mudança, o desconto será maior na primeira comercialização, o que permite preços menores quando os produtos alcançarem o varejo. Para um medicamento de referência, por exemplo, o distribuidor poderá aplicar redutor de 16% sobre o preço da revista.

Popular - A outra mudança do mesmo decreto é sobre a base de cálculo do ICMS-ST nas operações com os medicamentos comercializados no âmbito do programa Farmácia Popular. Será utilizado o valor de referência tabelado pelo Ministério da Saúde quando o produto for destinado para consumidores cadastrados. O programa é subsidiado pelo governo federal e oferece medicamentos para tratamento de hipertensão, diabetes e asma, por exemplo. Para alguns o aporte chega em 100% do valor.

Mesmo sistema - Até então as farmácias populares usavam o mesmo sistema de preços e descontos dos distribuidores, com base no Preço Máximo ao Consumidor (PMC). Mas, como os preços do governo federal são tabelados, havia distorções de valores na tributação. Na prática, por exemplo, o contribuinte recolhia tributos sobre um produto de R$ 10, enquanto o valor na Farmácia Popular era menor, o que viabilizava, inclusive, devolução por parte da Receita Estadual.

STF - Essa medida também leva em consideração uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu mudanças no regime de Substituição Tributária. Essa alteração permite que o Estado devolva valores se os preços praticados estão menores e cobre complementações diante de aumentos.

Cálculos - “A Secretaria da Fazenda realizou os cálculos e entendeu que poderia praticar esses descontos e essa adequação maior diante desse quadro de pandemia. Medicamentos são essenciais nesse momento. A tendência é de queda nos preços nas gôndolas”, afirmou Roberto Tizon, diretor da Receita Estadual.

Outro decreto - O outro decreto tem caráter temporário. O texto permite aos empresários do ramo farmacêutico usar entre 5 de abril e 31 de maio um cálculo sobre a Margem de Valor Agregado (MVA) para a Substituição Tributária. O contribuinte deverá formalizar a sua adesão junto ao Estado em termo de comunicação lavrado no Sistema Registro de Ocorrências Eletrônico - RO-e, sendo irretratável até o fim da vigência do acordo.

Opção - No dia a dia, a alteração significa que os revendedores não precisarão usar os preços das revistas como base de cálculo, optando por um residual menor. O MVA só podia ser usado para medicamentos que não constavam nas revistas. A ideia é que essa redução efetiva de preço pelos fabricantes alcance o varejo de maneira imediata, principalmente diante do aumento de casos do novo coronavírus no Paraná. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE I: Brasil registra 11.130 casos de Covid-19 e 486 mortes

saude I 06 04 2020O Ministério da Saúde divulgou, na tarde deste domingo (05/04), os números atualizados do novo coronavírus. De acordo com a pasta, o número de infectados, no momento, é de 11.130. Isso representa um aumento de 852 casos em relação ao balanço divulgado no sábado (04/04). O número de mortes é de 486. Foram 54 mortes nas últimas 24 horas. A taxa de letalidade do vírus no Brasil é de 4,2%.

São Paulo - O estado de São Paulo ainda concentra o maior número de casos (4.620) e também o maior número de mortes (275). Todas as regiões, no entanto, apresentaram aumento no número de casos. Em relação às mortes, apenas o Centro-Oeste não teve aumento, permanecendo com 12 óbitos registrados.

Sudeste e Norte - Na região Sudeste, o Rio de Janeiro, com 1.394 casos e 64 mortes; e São Paulo, com 4.620 casos e 275 mortes, se destacam. Na região Norte, o Amazonas concentra o maior número de casos, com 417, além de 14 mortes.

Noroeste - Na região Nordeste, o Ceará se destaca, com 823 casos e 26 mortes. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem o maior número de casos, muito à frente dos demais, com 468 casos e sete mortes. Os estados do Sul do Brasil apresentam um número de casos mais parelho. O Paraná é o estado da região com mais casos, 438, e Santa Catarina é estado com menos casos, 357.

Óbitos - Dentre os óbitos cuja investigação foi concluída, 228 são de homens e 160 de mulheres. O grupo de pessoas com 60 anos ou mais concentra a maior parte, com 312 (86%). As mortes de pessoas entre 40 e 59 anos somam 54. Além disso, 20 pacientes com idades entre 20 e 39 anos morreram.

Grupos de risco - Entre os grupos de risco com mais mortes estão os que sofrem de cardiopatia e diabetes. O Ministério da Saúde também registra mortes em pacientes com quadros de pneumopatia, doença neurológica, doença renal, imunodepressão, obesidade, asma, doença hematológica e doença hepática. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

SAÚDE II: Número de óbitos por coronavírus sobe para 11 no Paraná

saude II 06 04 2020A Secretaria de Estado da Saúde confirmou neste domingo (05/04) 44 novos casos e mais três óbitos por coronavírus. Dois pacientes de Campo Mourão e um de Santa Fé estavam internados com a doença e morreram neste final de semana. Curitiba registrou, na manhã desta segunda-feira (06/04), a primeira morte na cidade. Assim, o Paraná soma agora 11 óbitos. Assim, o Paraná soma agora 11 óbitos e 445 casos confirmados.

Vítimas - Uma mulher de 84 anos e um homem de 59, residentes de Campo Mourão, tiveram a confirmação de Covid-19 durante a semana e morreram no sábado (04/04). Uma mulher de 79 anos que morava em Santa Fé e estava internada em Maringá foi diagnosticada e faleceu ainda neste domingo (05/04). Em Curitiba, a vítima é uma mulher de 56 anos, moradora da cidade, com várias doenças crônicas graves - diabetes, dislipidemia, anemia, hipotireoidismo e outros quadros - que viajou a São Paulo, onte teve contato com uma pessoa com Covid-19. 

Novos casos - De acordo com o boletim de domingo, os novos casos foram registrados em Cascavel (6), Curitiba (18), Arapongas (2), Assis Chateaubriand (1), Telêmaco Borba (2), Medianeira (1), Balsa Nova (1), Campo Largo (1), Arapongas (3), Paranaguá (1), Campo Mourão (2), Maringá (2), Londrina (1), Sertaneja (1), Santa Fé (1) e Pinhais (1). O Estado soma 445 casos confirmados. Dos 77 pacientes internados, 47 estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 30 em leitos clínicos.

Óbitos - Os 11 óbitos confirmados até agora são dos municípios de Cascavel (1), Campo Mourão (3), Cianorte (1), Maringá (2), Santa Fé (1), Londrina (1), Quatiguá (1) e agora Curitiba (1). (Agência de Notícias do Paraná)

 

CEPAL: Comissão prevê queda de pelo menos 1,8% na economia da América Latina

A crise desencadeada pela covid-19 pode levar à queda da economia (Produto Interno Bruto - PIB) da América Latina e do Caribe de, pelo menos, 1,8%, em 2020. A Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal) das Nações Unidas divulgou na sexta-feira (03/04) a previsão no relatório “A América Latina e o Caribe diante da pandemia de covid-19: efeitos econômicos e sociais”.

Antes - Antes da chegada da covid-19, a Cepal previa que a região cresceria no máximo 1,3% em 2020. Entretanto, os efeitos da crise levaram a mudar essa previsão e a prever uma queda do PIB de pelo menos 1,8%, embora não se possa descartar que se chegue a retração entre 3% e 4%, ou até mais. Para a Cepal, o impacto econômico final dependerá das medidas tomadas nos níveis nacional, regional e global.

Efeitos diretos - Segundo o relatório, a crise da covid-19 terá efeitos econômicos diretos nos sistemas de saúde e nas taxas de mortalidade, e efeitos indiretos, que se materializarão no lado da oferta e da demanda na economia.

Infraestrutura insuficiente - De acordo com a Cepal, entre os efeitos diretos está o impacto nos sistemas de saúde da região, cuja infraestrutura é insuficiente para enfrentar os problemas gerados pela pandemia. Para fortalecer os sistemas de saúde, há necessidade de maiores gastos públicos: os países da região gastam uma média de 2,2% do PIB em saúde.

Medidas de contenção - Segundo a Cepal, para tratar a emergência sanitária é “imperativo aplicar imediatamente e de maneira eficiente as medidas de contenção sugeridas pela Organização Mundial da Saúde, fortalecer os sistemas de saúde e garantir o acesso universal a exames, medicamentos e curas”. Para tratar a emergência social, acrescenta a Cepal, são necessárias medidas de proteção de renda para os grupos mais vulneráveis, de proteção do emprego, como os benefícios de desemprego e renda básica de emergência, e de apoio às pequenas e médias empresas e aos trabalhadores por conta própria.

Questões fiscais - Com relação às questões fiscais, diz a Cepal, os orçamentos devem ser reorganizados para implementar pacotes de estímulo a fim de fortalecer os sistemas de saúde, proteger a renda e minimizar a contração da economia. Na área monetária, acrescenta o órgão, devem ser feitos esforços para estabilizar as taxas de câmbio e preservar a solvência e o funcionamento do mercado bancário. E para incentivar a cooperação internacional, é necessário reconsiderar as políticas de concessão de empréstimos dos organismos internacionais. E facilitar, também, os empréstimos a juros baixos e adiar o serviço da dívida para os países em desenvolvimento.

Sanções - Em particular, o organismo da Organização das Nações Unidas pede que as sanções impostas à Cuba e à Venezuela sejam retiradas para permitir o acesso a alimentos, suprimentos médicos e exames da covid-19 e assistência médica. “É tempo de solidariedade, não de exclusão”, indica o documento.

Estratégias - A longo prazo, a região terá que repensar suas estratégias de desenvolvimento para prevenir a gravidade de futuros choques, enfatiza o relatório. Nesse sentido, a Cepal propõe a criação de um fundo regional dedicado às necessidades específicas dos países de renda média para apoiar a recuperação social, econômica e produtiva.

Exportações - De acordo com o estudo da Cepal, a previsão é que o valor das exportações da região cairá pelo menos 10,7% em 2020, devido à queda dos preços e à contração da demanda agregada global.

Repensar - Para a Cepal, os países precisam repensar suas estratégias de desenvolvimento, fortalecendo a coordenação e a integração regional para assegurar as cadeias de suprimentos de bens críticos, aliviar a pobreza e promover a redução da desigualdade, e fortalecer o comércio intra-regional e as cadeias de produção, entre outras medidas.

Agenda 2030 - O relatório alerta, também, que a crise coloca em risco a integralidade da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus Objetivos (ODS). Em sua análise, apresenta exercícios de simulação para 72 séries estatísticas dos indicadores dos ODS. Segundo a Comissão, 73% dos indicadores analisados mostram que há problemas para alcançar os ODS até 2030. Nesse sentido, a Cepal enfatiza que avaliar os impactos das políticas utilizadas para implementar a Agenda 2030 nos países da região é crucial. Para o monitoramento dos avanços a médio e longo prazo, a Cepal desenvolveu dois instrumentos específicos: o Portal dos ODS (SDG Gateway) e o Observatório Covid-19, que em breve estarão disponíveis. (Agência Brasil)

ARTIGO: A equação do foguete, uma analogia com gestão de crises

artigo 06 04 2020*Ricardo Voigt

Nos minutos que antecedem o lançamento de um foguete rumo ao espaço nenhum astronauta está com os dedos cruzados. Toda a equipe está preparada com base em anos de experiência e dedicação total para aquele momento. Quanto mais você sabe, menos você teme, diz o astronauta Chris Hadfield, experiente profissional do espaço que retrata em vídeos no Youtube como é a vida na gravidade zero. Em sua mensagem é possível identificar o propósito escondido por trás da exploração espacial, um mergulho em um universo de probabilidades, muitas vezes negativas e ainda não conhecidas.

No momento da decolagem, em que a contagem regressiva chega a zero, o astronauta só é capaz de focar na leitura completa da situação. Em minutos estuda cada indicador de um complexo sistema no cockpit que está a sua frente. Devido ao conhecimento adquirido em anos de treinamento exaustivo, ele consegue colocar em uma página todo o cenário e as probabilidades dos minutos seguintes. Nessa hora, esse profissional é capaz de tomar decisões assertivas com apenas uma inspiração, ou se preferir no sentido literal da palavra, o primeiro movimento do processo de respiração. Isso tudo comprimido em uma cadeira em aceleração constante, para alcançar a velocidade aproximada de 28 mil km/h necessária para sair da atmosfera.

São tomadas de decisão em equipe, como no caso dos astronautas Alexei Ovichinin (Rússia) e Nick Hague (Estados Unidos), que tiveram 2 minutos e 45 segundos para identificar um problema incomum no motor do foguete de propulsão quando se dirigiam para a Estação Espacial Internacional (ISS). Realizaram os cálculos e decidiram, com suporte da equipe de terra, abortar a decolagem a 7,5 mil km/h, visando garantir o pouso seguro em terra.

Nesse pico de stress, como dos astronautas que estavam a seis vezes a velocidade do som, se justifica todo o foco anterior e a intensidade da avaliação completa de todos os indicadores, a gestão de riscos e probabilidades. Principalmente, a experiência e habilidades deste nível de profissional. Para ser um astronauta, a Nasa exige graduação e pós-graduação na área das Ciências Exatas, como Engenharias, Matemática ou Física, ou ainda Ciências Biológicas, além, claro, de habilidades adicionais como relacionamento e trabalho em equipe, comunicação escrita e oral e o domínio de uma língua adicional. Isso sem mencionar o exaustivo processo de seleção e treinamento.

Após esse período intenso da decolagem e o foguete sair da atmosfera, os motores desligam, você enxerga o cenário da situação com mais clareza e a equipe já tomou as decisões que deveria. Chega então o momento de seguir o plano traçado e monitorar constantemente os indicadores, pois eles certamente mudarão devido aos elementos e as e as inúmeras probabilidades de alteração comportamental e sistêmica - interna e externa - que fogem do controle.

A mesma lógica é aplicada ao início de um processo de gestão de crises de imagem. Atuo há muitos anos nesse setor e, a cada nova situação extrema, é possível entender as lições que tiramos dos profissionais com traje espacial.

Organização e monitoramento são os pontos principais: para gerenciar de forma eficaz, é necessário monitorar os fatores, se preparar para respostas em todos os cenários possíveis e apostar na transparência. Durante uma crise, é fundamental para a gestão adotar a verdade como política, não esconder fatos nem se esconder da crise.

Durante a crise do novo coronavírus (Covid-19), algumas lições podem ser tiradas dos foguetes. Neste cenário, a gestão tem o desafio de se manter focada e responsiva com a precisão dos astronautas.

A McKinsey publicou a análise “Leadership in a crisis: Responding to the coronavirus outbreak and future challenges”. Para muitos executivos, a pandemia de coronavírus é uma crise diferente de qualquer outra nos últimos tempos. Cinco práticas de liderança podem ajudá-lo responder de forma eficaz.

A primeira delas é se organizar para responder à crise. Em seguida, a equipe deve estabelecer respostas além da operação normal, bem como fazer ajustes na rotina de atividades do negócio. Além disso, é preciso elevar líderes durante a crise: ressaltar o valor da calma e do otimismo. Outra prática é demonstrar empatia: lidar com a tragédia humana como a maior prioridade. Por último, comunicar-se de forma eficaz: manter a transparência e oferecer atualizações frequentes.

Estabelecer novas práticas é necessário porque o surto de Covid-19 é diferente de qualquer crise anterior: abordagens tradicionais de resposta a crises não serão suficientes. Os CEOs precisam agir agora e agir de forma agressiva. É o que diz a análise da Bain & Company “A CEO Plan for Coronavirus: Actions to Take Now”: ela delineia um cronograma de seis semanas com um planejamento baseado em um modelo de “war-room”, começando com organizar e gerenciar o processo, até chegar ao ponto de planejamento de médio a longo prazo.

Assim, se o cenário mudar, da mesma forma que se altera para os astronautas no momento da decolagem, você terá novamente a capacidade de colocar rapidamente tudo em uma página só. E tomar decisões cruciais ao mesmo tempo em que inicia o primeiro movimento do processo de respiração.

*Ricardo Voigt é jornalista com especialização em Marketing, diretor da V3COM. Possui experiência de 15 anos com gerenciamento de crises de imagem e coordenação de projetos de relações públicas e reputação de marcas no mercado.

 


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