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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4790 | 26 de Março de 2020

COVID-19 I: Comitê de Acompanhamento do Sistema Ocepar se reúne remotamente duas vezes ao dia

covid 19 26 03 2020 Desde o início do período de isolamento social dos colaboradores do Sistema Ocepar, na última segunda-feira (23/03), o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 tem se reunido remotamente, por meio da ferramenta Microsoft Teams, às 9h e às 14h, para se atualizar sobre os fatos recentes e dar encaminhamento às demandas das cooperativas paranaenses. Participam dessas reuniões online diárias o presidente, José Roberto Ricken, os superintendentes, Nelson Costa, Robson Mafioletti e Leonardo Boesche, da Fecoopar, Ocepar e Sescoop/PR, respectivamente, e os coordenadores de Comunicação Social, Samuel Milléo Filho e Alfredo Souza, de Gestão Estratégica.

Comunicado - Nesta quarta-feira (25/03), foi elaborado o sétimo Comunicado, com as últimas informações de interesse do setor relacionadas à pandemia do coronavírus. Um dos destaques é a segunda videoconferência realizada pelas cooperativas agropecuárias com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Veja abaixo, os pontos elencados pelo Comitê. 

1. Reunião virtual com a ministra Tereza Cristina do Mapa, em 25 de março, para tratar das demandas prioritárias das cooperativas agropecuárias no contexto do Covid-19, com objetivo de estruturar medidas para melhorar a liquidez e garantir as operações em pleno funcionamento. Clique aqui para acessar a matéria “Cooperativas voltam a se reunir com a Ministra Tereza Cristina”, publicada na edição desta quarta do Informe PR Cooperativo.

2. No dia 24 de março de 2020, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, anunciou um pacote social de R$ 400 milhões para ajudar famílias paranaenses mais vulneráveis a enfrentarem a pandemia. Entre as medidas estão auxílio financeiro para 300 mil famílias por um período de cinco meses, novos limites de consumo nos programas sociais da Copel e da Sanepar, adiamento das parcelas dos programas de habitação da Cohapar e reforço na compra de insumos da agricultura familiar. Clique aqui para saber mais sobre o assunto.

3. Publicação da Portaria n° 24, de 24 de março de 2020, que prorroga o prazo de validade da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) por sies meses, daquelas que expirarão entre o dia da publicação da Portaria até 31 de dezembro de 2020, no estado de calamidade pública, reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020, do Congresso Nacional, decorrente da pandemia causada pelo Covid-19. Clique aqui para acessar a Portaria Nº 24 do Mapa.

4. O Governo do Estado do Paraná criou um grupo de trabalho com a participação do Sistema Ocepar, cooperativas e demais entidades do G7, com objetivo de acompanhar e garantir o abastecimento e o funcionamento dos serviços e das atividades essenciais, conforme o Decreto nº 4317.

O Comitê- O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

 

COVID-19 II: Cooperativas produzem vídeos sobre o coronavírus

covid 19 II 26 03 2020Desde que fomos tomados pela pandemia do Covit-19, novo coronavírus, as cooperativas paranaenses tomaram todas as providências necessárias, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Estado e dos Municípios para evitar que a doença se espalhe. Várias mudanças foram necessárias, especialmente nas agroindústrias, para que não parem de produzir algo essencial neste momento: alimento.

Agroindústrias - Segundo o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, “tão logo tomamos conhecimento da dimensão que o vírus tomaria, como aconteceu em outros países, entramos em contato com todas as lideranças para que medidas mitigadoras fossem imediatamente tomadas para evitar um impacto maior. E nossa preocupação maior naquele momento, era manter em atividade os trabalhos das agroindústrias produzindo alimento. De forma profissional e rápida, nossas cooperativas tomaram todas as providências e apresentaram as autoridades todos os protocolos de segurança que estavam sendo realizados para garantir o bem-estar dos seus funcionários. E algumas dessas ações importantes estamos acompanhando através das notícias que estão sendo veiculadas pela imprensa e na produção de alguns vídeos”, destacou Ricken.

Ramos - O dirigente também fez questão de ressaltar também as ações das cooperativas de outros ramos do cooperativismo, como saúde, onde o trabalho dos profissionais de saúde neste momento é imprescindível para que a população possa ser atendida com qualidade e receba todas as orientações necessárias. Ricken também destacou o trabalho no ramo crédito, “onde milhares de funcionários do sistema financeiro de crédito cooperativo continuam atendendo para que possamos realizar nossas operações bancárias. Do ramo transporte, onde caminhoneiros estão transportando a nossa safra e levando alimentos para abastecer os supermercados e tantos outros cooperados e cooperativas que estão neste momento difícil dando sua contribuição para que o Brasil não pare”.

Links - Clique nos links e assista aqui aos vídeos das cooperativas:

Sicredi

Lar

Castrolanda

Cocamar

C.Vale

Coamo

 

COVID-19 III: Situação do abastecimento de alimentos no Paraná é tema de reportagem da Gazeta do Povo

covid III 26 03 2020O jornal Gazeta do Povo ouviu representantes das cooperativas e da indústria para mostrar como está a situação do abastecimento de alimentos no Paraná, diante da pandemia do coronavírus. De acordo com matéria publicada nesta desta quarta-feira (25/03), “a linha de produção de alimentos no Paraná, até o momento, não foi afetada pelos reflexos do coronavírus na economia global. Representantes da agroindústria tranquilizam consumidores e dizem que, mesmo diante de uma pandemia, o estado está bem abastecido – inclusive com safras recordes -, preparado para continuar produzindo e para suprir o mercado. Para eles, não há razão para pânico”. Um dos entrevistados pela repórter Juliana Fontes, autora da matéria, é o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Veja abaixo a matéria na íntegra:

 

Safra cheia e estoques dão segurança alimentar ao Paraná diante do coronavírus

A linha de produção de alimentos no Paraná, até o momento, não foi afetada pelos reflexos do coronavírus na economia global. Representantes da agroindústria tranquilizam consumidores e dizem que, mesmo diante de uma pandemia, o estado está bem abastecido – inclusive com safras recordes -, preparado para continuar produzindo e para suprir o mercado. Para eles, não há razão para pânico.

Apesar dos impactos da Covid-19 no mundo, as indústrias alimentícias do Paraná estão trabalhando em um fluxo normal. As cooperativas, por exemplo, que respondem por 65% da produção de grãos e 45% de carnes e lácteos no estado, seguem produzindo sem restrições.

José Roberto Ricken, presidente da Organização das Cooperativas, o Sistema Ocepar, esclarece que os excelentes resultados da última safra são fundamentais para atender com normalidade a população. “Não podemos entrar em pânico. A situação é caótica, inesperada, mas temos uma safra grande nos armazéns, temos oferta de alimento. Além disso, a nova safra de milho vai dar sustentação para a produção de carne do ano todo”, explicou.

De acordo com dados divulgados, no dia 31 de janeiro, pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a safra paranaense de grãos de verão 2019/2020 pode chegar a 23,4 milhões de toneladas, valor 19% superior ao da safra anterior, quando foram produzidas 19,7 milhões de toneladas.

Reinaldo Tockus, gerente de Relações Institucionais e Assuntos Internacionais da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP – destacou o fato de a produção regional ser capaz de abastecer até mesmo em escala nacional. “O Paraná tem a vantagem de ser um dos maiores produtores do Brasil no setor agrícola e, também, de carne e derivados. Contamos com abundância de alimento que favorece todo o Brasil, e com isso estamos à frente de outros países”, contou.

Tockus defendeu que mesmo que haja grande demanda de produtos, com consumidores comprando produtos em grande quantidade, a oferta ainda continuará a existir. “Aqui o desabastecimento é pontual. Se uma gôndola de supermercado estiver vazia porque teve consumo excessivo em determinado momento, tudo vai ser reposto. Somos grandes exportadores, e, além disso, temos uma reserva para garantir o abastecimento interno”, afirmou.

Valter Vanzella, diretor-presidente da Frimesa, central de cinco cooperativas que atua nas cadeias de carne suína e lácteos, explicou que foram tomadas medidas de contingência na produção para dar segurança e confiança aos funcionários, mas que não houve nenhum impacto na produção. “Não tivemos interrupção de produção em nenhum momento. Estamos tomando medidas de segurança e pessoas consideradas como grupo de risco estão em casa. Alguns compradores que sofreram reflexos da paralisação como bares e restaurantes cancelaram pedidos e pediram renegociação dos pagamentos e entendemos. Seguimos produzindo”, detalhou.

Reação em cadeia - Apesar da tranquilidade em relação à produção e abastecimento, o alerta é para que os demais elos da cadeira produtiva sigam em funcionamento. Somente com todas as “pontas” trabalhando, o fluxo continuará normal na indústria de alimentos do Paraná. “Temos que pensar em toda a cadeia produtiva. O consumidor não compra só a carne, mas também o sal, o tempero, o plástico que embala, a peça de metal que fecha a embalagem, o papelão. Tudo isso é fundamental e as autoridades precisam garantir o funcionamento do todo”, Tockus.

O presidente do Sistema Ocepar destaca também a importância da logística seguir a “pleno vapor”. “Tem que ter toda a cadeia para chegar ao consumidor e, nesse sentido, a distribuição é fundamental. Vimos com a greve dos caminhoneiros – em 2018 – o caos. Todo o setor precisa zelar para que o fluxo permaneça normal. Não podemos nos dar ao luxo de parar. Não é momento de pânico, mas sim para juntar forças”, finalizou  Ricken. (Gazeta do Povo)

FOTO: Assessoria Coopavel

 

FRENCOOP: Evair de Melo pede liberação de ativos para coops de saúde

frencoop 26 03 2020O presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Evair de Melo (ES) solicitou ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a liberação de ativos garantidores das cooperativas de saúde de todo o país para reforçar as ações de combate ao coronavírus. Trata-se de uma parte do capital das operadoras de planos e seguros privados de saúde que fica bloqueada, conforme previsto na Lei 9.656/1998. Essa reserva de capital serve para cobrir despesas das operadoras junto aos seus prestadores de serviços de assistência à saúde em caso de falência e, agora, poderá ser usada nas ações de combate ao coronavírus.

Total reservado- Atualmente, o total reservado a título de ativo garantidor gira em torno de R$ 50 bilhões e o pedido do deputado, com total apoio da OCB, é a liberação de 50% do total desses ativos para que todos os planos e seguros privados de saúde do Brasil possam investir em novos hospitais e clínicas, além de estrutura operacional.

Solicitações - A solicitação foi encaminhada por Evair de Melo e reitera as solicitações feitas pelo presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, pelo presidente da Unimed do Brasil, Orestes Barrozo Medeiros Pullin, e pelo presidente da Central Nacional Unimed, Alexandre Augusto Ruschi Filho.

Flexibilização - “Com ciência dos grandes desafios a serem enfrentados pela população brasileira nesse momento de calamidade, solicitamos ao Ministério da Saúde, bem como à Agência Nacional de Saúde Suplementar, a flexibilização da utilização de nossas reservas técnicas reguladas, que permitirão a continuidade dos investimentos por parte das nossas cooperativas, para que estas estejam preparadas a prestar o melhor atendimento possível aos doentes pela Covid-19”, explica o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Atendimento- No documento enviado ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o presidente da OCB também reforçou que as cooperativas de saúde do país são responsáveis pelo atendimento de uma parcela significante da população brasileira.

União de forças- “Como representantes político-institucionais das 6,8 mil cooperativas do país e mais de 14,6 milhões de cooperados, nos colocamos à disposição para unirmos força ao exército que combaterá esta pandemia”, acrescenta Márcio Lopes de Freitas.

Suspensão - Além da liberação dos ativos garantidores com definição do prazo de recomposição de, pelo menos, 24 meses após o término da pandemia, a Unimed do Brasil e a Central Nacional Unimed também solicitam ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a suspensão das obrigações acessórias e prazos regulamentares para envio de informações para a ANS e a flexibilização das normas da Anvisa, principalmente para concessão de alvarás e licenças, para ampliação ou construção de unidades de saúde temporárias.

Regulamentação - Pedem ainda a regulamentação da Telemedicina, o controle de preços dos materiais e serviços relacionados aos atendimentos da Covid-19 e a edição de uma medida provisória para disciplinar as matérias que dependem de alteração legal, além da classificação dos dispêndios relacionados às medidas de prevenção ao Covid-19 como "Programa de Prevenção", permitindo a eles o mesmo benefício do Promoprev no cálculo da margem de solvência. (Informe OCB)

 

LEGISLAÇÃO: Decreto inclui novos itens na lista de serviços públicos e atividades essenciais

legislacao 26 03 2020O Diário Oficial da União traz, na edição desta quinta-feira (26/06), a publicação do Decreto nº 10.292, que altera o Decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020, com ajustes e inclusão de novos itens na lista de serviços públicos e atividades essenciais. “As alterações feitas ampliam um pouco mais as atividades essenciais anteriormente já contempladas no Decreto 10.282. As novas inclusões contemplam áreas de fiscalização do trabalho; atividades de pesquisas em laboratórios; atividades da área do direito em representações, consultorias, assessorias jurídicas; atividades religiosas e unidades loterias”, afirma o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Devair Mem.

FOTO: Palácio do Planalto

 

Clique aqui e confira na íntegra o Decreto Federal nº 10.292/2020

 

UNIPRIME: Cooperativa lança linha de crédito especial para área da saúde

uniprime 26 03 2020A Uniprime, sabendo que o momento é delicado em razão da Covid-19 e, reafirmando o propósito de melhorar a vida financeira das pessoas, lança uma linha de crédito especial em parceria com todas as Unimeds que compõem seu quadro social. Trata-se da Antecipação de Produção Especial Unimed/Uniprime, um financiamento que oferece uma taxa de juros diferenciada, parcelamento em até 24 meses, e dá ao cooperado até 90 dias de carência para pagar a primeira parcela. A contratação é rápida e sem burocracia, não precisa de aval pois a garantia será a produção na Unimed. Basta falar com o Gerente Uniprime para solicitar a análise de crédito.

Cooperados - Vale lembrar que a nova opção de crédito é válida para cooperados PF e PJ da Uniprime e Unimed, além de ser exclusiva para contratação durante este período em que os desdobramentos do novo coronavírus estão em curso.

Anseios dos cooperados - A Uniprime é uma instituição sólida e atenta aos anseios de seus cooperados, colaboradores, parceiros e de toda sociedade. Contem conosco para enfrentar da melhor maneira possível, os desdobramentos da pandemia.

Mais - Para saber mais sobre a nova linha de crédito Antecipação de Produção Especial Unimed/Uniprime, fale com seu Gerente Uniprime, disponível para atendê-lo por telefone, ligação ou whatsapp e e-mail. (Imprensa Uniprime)

 

COAMO: “Agricultura é essencial para o país e não pode parar”, afirma diretoria da cooperativa

coamo 26 03 2020“A nossa atividade é uma atividade de produção de alimentos, uma atividade considerada essencial e por isso não pode parar. Produzimos alimentos desde o campo até a mesa, através dos nossos produtores associados que produzem soja, milho e trigo. Esses produtos vão para nossas agroindústrias e são transformados em alimentos acabados.” A afirmação é do presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, que juntamente com o presidente do Conselho de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini, gravou um vídeo falando sobre a grave situação que afeta o mercado mundial. O vídeo foi disponibilizado nesta quinta-feira (26/03), nos sites da Coamo e Credicoamo e nas redes sociais e pode ser acessado no endereço https://www.youtube.com/watch?v=wv2KlVSlK4k .  

Tempo - Segundo a diretoria da Coamo, “A agricultura tem o seu tempo e o seu tempo não pode ser adiado como se adia um evento social. As colheitas de verão têm que acontecer no verão, as colheitas de inverno têm que acontecer no inverno, senão isso vai gerar um desabastecimento, e quem se lembra do evento da greve dos caminhoneiros, o transtorno que tivemos com o desabastecimento dos supermercados e ao invés de termos um problema, vamos ter dois grandes problemas para garantir a segurança de todos esses agentes cooperados, funcionários, clientes, familiares, fornecedores”, explica o ´presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari.

Medidas - A Coamo vem adotando medidas de segurança baseado em três pilares fundamentais, quais sejam os de evitar aglomerações, evitar a circulação de pessoas, a higienização pessoal e de ambientes. Todas essas medidas como redução de carga horária, rodízios, critério de afastamento por quarentena dos funcionários pertencentes ao grupo de risco, tudo isso é feito para garantir a segurança daqueles que estão nessa atividade essencial e não pode parar.

Canais - A Coamo vem orientando e conscientizando seus cooperados para evitar deslocamentos desnecessários e utilização dos vários canais de atendimento, seja pelo Cooperado On Line (Coamo) e Internet Banking (Credicoamo). Em seus canais de comunicação, site, intranet, programa de rádio e redes sociais, a cooperativa publica orientações e divulgações de medidas no combate do coronavírus. “A nossa missão é produzir alimentos, por isso não podemos parar. A agricultura é um dos setores importantes para alavancar a economia nacional, gerar empregos, riquezas e o desenvolvimento para milhões de pessoas em todo o país”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini.

Rádio - No programa de rádio Informativo Coamo desta quinta-feira, por uma rede de 30 emissoras no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, foram entrevistados o presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari e o presidente do Conselho de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini, falando sobre a situação atual e as medidas preventivas adotadas nas cooperativas Coamo e Credicoamo. Para ouvir o programa Informativo Coamo, acesse www.coamo.com.br e clique em Informativo Coamo. (Imprensa Coamo)

 

COCARI: Campanha apoia as Secretarias de Saúde dos municípios das áreas de ação da cooperativa

cocari 26 03 2020O presidente da Cocari, Vilmar Sebold, anunciou nesta quarta-feira (25/03), o início de uma campanha de voluntariado em favor das Secretarias Municipais de Saúde nas comunidades em que a Cocari atua.

Mobilização - Reconhecendo o importante papel das Secretarias Municipais de Saúde e pensando em contribuir com a prestação dos serviços essenciais neste momento, a Cocari decidiu mobilizar associados e colaboradores para contribuírem com o trabalho de preservação da saúde da população nos municípios em que estão inseridos. Segundo o presidente da Cocari, essa é uma iniciativa de incentivo à participação e integração da sociedade.

Doação - Para isso, a cooperativa lança uma campanha de doação de parte das sobras do ano de 2019, sendo que o valor doado será definido por cada associado. Os colaboradores da cooperativa também poderão aderir à campanha optando pela doação de uma parte do recebimento sobre o Plano de Participação nos Resultados (PPR) da cooperativa. “Devido à importância do setor de saúde, faremos essa campanha a partir desta quarta-feira (25/03) até o dia 31 de março”, destacou o presidente. O contato com os associados será feito pelas unidades da cooperativa por telefone ou via WhatsApp.

Campanha no Paraná - “Na próxima semana, temos a previsão de começar a pagar as sobras do ano de 2019 para os associados do Paraná. Nossa proposta é fazer uma ação de voluntariado. Nossos colaboradores entrarão em contato com os produtores que têm sobras a receber. Os associados poderão avaliar, junto a suas famílias, se escolherão fazer as doações. Destacamos que a participação nessa campanha não é obrigatória, entretanto, acredito que podemos fazer a diferença em cada município onde atuamos”, ressaltou o presidente. “Nós fomos abençoados com uma boa safra e acreditamos que podemos contribuir um pouco mais para superar essa crise”, acrescentou.

Prestação de contas e certificação - Ao final da campanha, será solicitado um relatório às Secretarias de Saúde dos municípios para realizar a prestação de contas aos associados. Além disso, haverá uma premiação para as três unidades que tiverem o maior número de adesão proporcional dentro do percentual de sobras previsto para os associados. “Faremos um certificado de voluntariado que ficará exposto na unidade, demonstrando o comprometimento dos produtores da Cocari com a Secretaria de Saúde e com a sociedade dos municípios a que estão vinculados”, explicou Sebold.

Campanha no Cerrado - Na região do Cerrado, as sobras da cooperativa não são distribuídas, e sim capitalizadas. Portanto, a Cocari convida os associados a fazerem doações de algumas sacas de soja tendo em vista a boa produtividade da safra atual. “A cooperativa transformará a produção em recursos financeiros e a doação será feita para a Secretaria de Saúde do município do associado. O convite se estende também aos colaboradores da região do Cerrado, para que doem parte de sua participação nos resultados”, sugeriu o presidente. (Imprensa Cocari)

 

BRDE: Banco vai disponibilizar R$ 1,3 bilhão de crédito emergencial

brde 26 03 2020O Banco Regionalde Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciou que está lançando um pacote de crédito emergencial devido ao coronavírus. A instituição irá disponibilizar cerca de R$ 1,3 bilhão até o final de 2020, para atender às necessidades emergenciais dos clientes, especialmente as micro, pequenas e médias empresas e os empreendedores individuais, além das municipalidades.

Crédito rural - Ainda de acordo com o banco, as operações de crédito rural receberão o tratamento que for estabelecido pelo Governo Federal, por meio do Conselho Monetário Nacional, assim como as operações realizadas ao amparo do Programa de Sustentação do Investimento – PSI, considerando que ambos dependem de legislação específica, não se aplicando as medidas emergenciais divulgadas pelo BNDES.

Postergação de pagamentos - O BRDE informou também que está em contato permanente com os provedores de fundings, nacionais e internacionais, a fim de viabilizar a postergação dos pagamentos devidos, com o intuito de repassar essas vantagens aos mutuários do banco. Foi ainda negociado junto aos provedores de fundings o aumento imediato dos limites de crédito, que permitirá ampliar os recursos já disponíveis para financiamentos

Emergencial - A instituição formatou um programa emergencial para destinar crédito aos micro, pequenos e médios empreendedores dos setores mais atingidos por essa crise, como o turismo, economia criativa, prestação de serviços, alimentação, entre outros

Alternativas - E, em conjunto com as demais instituições de fomento, nacionais e internacionais, e de sua entidade associativa, a ABDE, o BRDE afirma que está trabalhando junto ao Governo Federal e Governos Estaduais do Sul na criação de alternativas de Programas Emergenciais de Mitigação dos Efeitos do Coronavírus, tanto para redução dos efeitos na saúde pública como das consequências negativas sobre a já comprometida economia nacional.

Soma - A diretoria do banco esclarece ainda que esses recursos se somarão aos R$ 900 milhões do Programa Promove Sul, lançado em janeiro de 2020, destinados à promoção do desenvolvimento sustentável, com uso de recursos próprios do BRDE.

Clique aqui e confira na íntegra o comunicado divulgado pelo BRDE

 

TRANSPORTE: Governo do PR reforça cuidados e apoio aos caminhoneiros

transporte 26 03 2020O Governo do Estado adotou uma série de ações para facilitar o trabalho dos profissionais do transporte rodoviário de cargas. As medidas são para garantir a saúde dos caminhoneiros, evitar a proliferação do coronavírus no Paraná e garantir o abastecimento de produtos.

Decreto - Decreto assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior estabeleceu as 33 atividades essenciais que precisam manter o funcionamento mesmo com a orientação para se evitar a circulação. Basicamente, serviços de interesse público. Entre eles está o transporte e entrega de cargas em geral.

Alimentação - Além disso, a normativa prevê que serviços de alimentação como restaurantes e lanchonetes localizados nas rodovias devem permanecer abertos. O mesmo vale para empresas de manutenção dos veículos, como mecânicas, socorros e borracharias. “Criamos um ambiente favorável para atender esses profissionais neste momento difícil, mostrando que o Paraná se preocupa com essa atividade tão importante para a população”, afirmou o governador.

Desde o início - Secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex reforçou que o Estado está ao lado dos caminhoneiros desde o início da crise do coronavírus no País. Ele contou que entrou em contato com o Ministério da Agricultura para pedir que os pátios de carregamento colaborassem com a distribuição de insumos e alimentação, além de permitir a higienização dos profissionais.

Atendimento - “Fomos prontamente atendidos pela ministra Tereza Cristina. Por determinação do governador Ratinho Junior, defendemos os caminhoneiros desde sempre”, ressaltou o secretário. “Também não fechamos estradas em momento algum”, completou.

Pedágio - O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER-PR), por sua vez, emitiu ordens de serviço que garantem outros benefícios aos trabalhadores. As praças de pedágio se tornaram centrais sobre o Covid-19, reforçando inclusive as informações sobre locais de alimentação e manutenção dos veículos.

Ponto de apoio - Sandro Alex explicou que a Rodonorte criou um ponto de apoio aos caminhoneiros em São Luiz do Purunã, incluindo atendimento médico. A concessionária administra os trechos entre Curitiba e Apucarana e entre Ponta Grossa e Jaguariaíva.

Isenção - Já a Caminhos do Paraná, responsável pelas ligações de Ponta Grossa, Araucária e São Luiz do Purunã com Guarapuava, garantiu a isenção do pagamento da tarifa para profissionais da saúde. “Tudo isso sem qualquer ônus para o Paraná”, destacou o secretário.

Álcool - As concessionárias também disponibilizam álcool gel 70% em postos de serviço ao usuário e praças de pedágio. Ainda por determinação do DER, os locais passam por higienização e desinfecção constantes, assim como os veículos de apoio destinados a ajudar a população.

Ferry boat - Medidas adotadas também pela empresa responsável pelo ferry boat na travessia entre Guaratuba e Caiobá, no Litoral do Estado.

Porto - Já quem entra na faixa portuária, silo público, pátios de caminhões nos Portos do Paraná, em Paranaguá e Antonina, conta com estações de higienização. São pias e banheiros móveis, com sabão antisséptico e álcool em gel para lavagem de mãos.

Aquisições - Estão sendo adquiridos pela Portos do Paraná 20 mil litros de álcool em gel; 144 litros de sabonete de clorexidina 2% (usados em ambientes hospitalares); 5 mil pares de luvas; 10 mil unidades de máscaras cirúrgicas; 21 tendas e cabines elevadas; 200 metros lineares de grade isolamento, 32 chuveiros, 60 pias.

Papel - “A comunidade portuária sabe do importante papel que desempenha para servir a população brasileira neste momento de crise”, disse o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. “Por isso, redobramos os cuidados com quem está na linha de frente e que trabalha, diariamente, para manter o abastecimento de casas, mercados, indústrias e hospitais”, acrescentou. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Jose Fernando Ogura/AEN

 

COMBUSTÍVEL: Petrobras espera que queda de preço da gasolina chegue aos postos

combustivel 26 03 2020A Petrobras informou que, com uma nova redução de 15% desde quarta-feira (25/03), o preço médio da gasolina nas refinarias passa a ser R$ 1,14 por litro. Este é o menor preço cobrado pela companhia desde 31 de outubro de 2011.

Nota - “A Petrobras espera que este movimento nos preços se reflita, no curto prazo, na redução do preço final cobrado ao consumidor”, diz nota divulgada pela empresa.

Acumulado - No acumulado do ano, a redução do preço da gasolina é de cerca de 40%.

Pesquisa semanal - De acordo com pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 15 e 21 de março, o preço médio ao consumidor no país para a gasolina era de R$ 4,486 por litro.

Repasse ao consumidor - O repasse de ajustes dos combustíveis nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores, como consumo de estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.

Queda - Postos de combustíveis pelo país já sentem queda importante na demanda, em meio a medidas de isolamento social praticadas por autoridades e sociedade em geral para evitar a proliferação do novo coronavírus.

Diesel - No caso do preço do diesel, a petroleira não realizou ajuste nesta quarta-feira. Mas o combustível fóssil vendido pela companhia acumula recuo de aproximadamente 30% neste ano até o momento. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

FOTO: Tomaz Silva / Agência Brasil

 

BANCO CENTRAL I: Atividade econômica cresce 0,24% em janeiro, diz Banco Central

banco central I 26 03 2020A atividade econômica iniciou o ano com crescimento. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou alta de 0,24%, em janeiro, em relação a dezembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26/03) pelo Banco Central (BC).

Janeiro de 2019 - Na comparação com janeiro de 2019, o crescimento chegou a 0,69% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em janeiro, o indicador apresentou crescimento de 0,86%.

Evolução - O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Antecipação - O índice foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. No entanto, o indicador oficial da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Impacto - Com o impacto da pandemia de covid-19, o BC revisou a projeção para o PIB de crescimento de 2,2%, estimados em dezembro, para estabilidade (zero de crescimento). A previsão do Ministério da Economia para o PIB este ano caiu de 2,1% para 0,02% em 2020, o que significa estagnação. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

BANCO CENTRAL II: Inflação pode ficar em 2,6% este ano, diz BC

bc II 26 03 2020A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pode ficar em 2,6% neste ano, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (26/03) pelo Banco Central (BC), em Brasília. Em 2021, a previsão é que a inflação suba para 3,2%, chegando a 3,3%, em 2022.

Quatro cenários - No relatório, o BC faz projeções considerando quatro cenários com expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, e para o câmbio.

Selic e câmbio - Para essas estimativas, foram consideradas as projeções do mercado financeiro relativas aos finais de ano para a taxa Selic (3,75% ao ano, em 2020, 5,25% em 2021 e 6% em 2022), e para o câmbio (R$ 4,35, em 2020, e R$ 4,20, em 2021 e 2022).

Queda - Nesse cenário, em relação ao Relatório de Inflação de dezembro de 2019, a projeção para 2020 caiu em cerca de 0,9 ponto percentual para 2020, 0,2 ponto percentual para 2021 e 0,1 ponto percentual para 2022.

Limite inferior - Assim, a inflação ficará próxima do limite inferior da meta para este ano. O centro da meta é 4%, com limite inferior de 2,5% e superior de 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, com intervalo de tolerância para cima ou para baixo de 1,5%.

Principal instrumento - Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Tendência - Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Demanda aquecida - E quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para atingir a meta de inflação.

Mais números - No cenário com taxa Selic (4,25% ao ano) e câmbio (R$ 4,75) constantes, a inflação vai ficar em 3% este ano, em 3,6% em 2021, e 3,8% em 2022. Se for considerada a Selic projetada pelo mercado financeiro e o câmbio constante, a inflação fica em 3% em 2020, em 3,6% em 2021, e 3,5%, em 2022. No cenário com Selic constante e câmbio projetado pelo mercado financeiro, o IPCA será 2,6% este ano, 3,2%, em 2021 e 3,6% em 2022.

Próximos meses - O Banco Central projeta inflação em 0,15%, 0,21% e 0,02%, respectivamente, nos meses de março, abril e maio.

Menor variação - Se essas estimativas se concretizarem, a alta de 0,38% no trimestre será a menor variação para o período de série histórica do IPCA desde janeiro de 1980 e “consideravelmente inferior” à observada entre março e maio de 2019 (1,46%). Isso levará à desaceleração da inflação acumulada em 12 meses, de 4,01% em fevereiro para 2,90% em maio de 2020. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

BANCO CENTRAL III: Contas externas têm saldo negativo de US$ 3,9 bi em fevereiro

banco central 26 03 2020As contas externas registraram saldo negativo de US$ 3,904 bilhões em fevereiro, informou nesta quarta-feira (25/03) o Banco Central (BC). Em fevereiro do ano passado, o déficit em transações correntes (contas externas), que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, foi menor: US$ 3,334 bilhões. O resultado é o maior para meses de fevereiro desde 2018 (US$ 5,020 bilhões).

Elevação no déficit - Segundo o BC, em fevereiro deste ano, comparado ao mesmo mês de 2019, a elevação de US$ 570 milhões no déficit decorreu da redução de US$ 154 milhões no superávit da balança comercial de bens, de maiores déficits nas contas de serviços (aumento de US$ 239 milhões) e de renda primária (US$ 224 milhões) e da elevação dos ingressos líquidos de renda secundária (US$ 47 milhões).

Transações correntes - Nos dois primeiros meses do ano, o déficit em transações correntes chegou a US$ 15,784 bilhões, contra US$ 12,379 bilhões em igual período de 2019. Para esse período, é o maior déficit em transações correntes desde 2015 (US$ 19,415 bilhões).

12 meses - O déficit em transações correntes nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2020 somou US$ 52,9 bilhões (2,91% do PIB), ante US$ 52,3 bilhões (2,86% do PIB), em janeiro de 2020. Esse resultado em 12 meses é o maior desde dezembro de 2015, quando o déficit atingiu US$ 54,5 bilhões.

Balança comercial - As exportações de bens totalizaram US$ 16,386 bilhões em fevereiro, aumento de 4% em relação ao mesmo mês de 2019. Na mesma base de comparação, as importações de bens aumentaram 6%, para US$ 13,868 bilhões. Na comparação entre os primeiros bimestres de 2020 e 2019, as exportações tiveram queda de 8,6% para US$ 30,887 bilhões, enquanto as importações aumentaram 2,9%, totalizando US$ 30,932 bilhões.

Contração - De acordo com o BC, a contração do saldo comercial, de superávit de US$ 3,728 bilhões no primeiro bimestre de 2019, para déficit de US$ 45 milhões em igual período de 2020 “determinou a ampliação do déficit em transações correntes no período”.

Serviços - O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) atingiu US$ 2,594 bilhões no mês, 10,2% superior ao resultado de fevereiro de 2019 (US$ 2,355 bilhões). O BC destacou o aumento na despesa líquida (descontadas as receitas) de aluguel de equipamentos, de US$ 937 milhões para US$ 1,454 bilhão, e a redução nas despesas líquidas (descontadas as receitas) de viagens, de US$ 760 milhões para US$ 403 milhões.

Viagens internacionais - No caso das viagens internacionais, as receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 478 milhões, enquanto as despesas de brasileiros no exterior ficaram em US$ 881 milhões, o menor resultado desde fevereiro de 2016 (US$ 841 milhões).

Pandemia - Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, como as estatísticas divulgadas nesta quarta referem-se ao mês de fevereiro, e ainda não há impactos mais expressivos da pandemia do coronavírus. “A rubrica com impacto mais significativo parece ser a das viagens internacionais, com redução interanual de 12% nas receitas (estrangeiros viajando ao Brasil) e de 32% nas despesas (brasileiros viajando ao exterior)”, disse.

Receitas - Neste mês, até o dia 23, as receitas chegaram a US$ 335 milhões e despesas de US$ 570 milhões.

Rendas - Em fevereiro de 2020, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) aumentou 6,1% na comparação com fevereiro de 2019, somando US$ 3,904 bilhões. Os gastos líquidos com juros totalizaram US$ 1,369 bilhão no mês, aumento de 35,3% na comparação interanual, com incremento de despesas e estabilidade nas receitas. As despesas líquidas de lucros e dividendos somaram US$ 2,545 bilhões, redução de 6,1% ante fevereiro de 2019.

Renda secundária - A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 76 milhões, contra US$ 29 milhões em fevereiro de 2019.

Investimentos - Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 5,996 bilhões no mês, ante US$ 7,682 bilhões em fevereiro de 2019. De acordo com o BC, o fluxo foi composto por ingressos líquidos de US$ 2,336 bilhões em participação no capital e de US$ 3,660 bilhões em operações intercompanhia.

Primeiro bimestre - No primeiro bimestre, o IDP chegou a US$ 11,615 bilhões, ante US$ 13,510 bilhões de janeiro a fevereiro de 2019.

Total - Nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2020, o IDP totalizou US$ 76,7 bilhões, correspondendo a 4,22% do PIB (Produto Interno Bruto), em comparação a US$ 78,3 bilhões (4,28% do PIB) no mês anterior.

Saldo negativo - Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo.

Saída líquida - Em fevereiro, a saída líquida de investimento em carteira no mercado doméstico somou US$ 3,358 bilhões, com saídas líquidas de US$ 4,495 bilhões em ações e fundos de investimento e ingressos líquidos de US$ 1,137 bilhão em títulos de dívida.

Ações totais - No caso de ações totais (negociadas nos mercados doméstico e externo), as saídas líquidas de fevereiro de 2020 de US$ 4,428 bilhões são as mais elevadas desde outubro de 2008 (saídas líquidas de US$ 6,065 bilhões).

Dois primeiros meses - No primeiro bimestre deste ano, houve saídas líquidas de US$ 1,907 bilhão nesses tipos de investimento, contra a entrada líquida de US$ 10,714 bilhões observados em igual período, em 2019.

Março - Segundo Rocha, em março, “os fluxos de IDP continuarão sólidos”, com resultado parcial até o dia 23 em US$ 6 bilhões. “Por outro lado, tem havido saídas líquidas mais significativas em instrumentos de portfólio [carteira] no país, enquanto continua bastante elevada a taxa de rolagem para papéis e empréstimos externos”.

Significativos - “Conforme a entrevista do presidente do BC [Roberto Campos Neto] na última segunda-feira, os impactos da pandemia nos mercados financeiros são significativos, com o banco tomando todas as medidas necessárias para garantir a liquidez, em moeda estrangeira e nacional, e o funcionamento dos mercados”, disse o chefe do Departamento de Estatísticas da instituição, Fernando Rocha.

Previsões - Para o mês de março, a estimativa para o resultado em transações correntes é de déficit de US$ 1 bilhão, enquanto a de IDP é de ingressos líquidos de US$ 7 bilhões. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central

 

INDÚSTRIA: CNI pede estratégia nacional para comércio exterior

industria 26 03 2020Com o diagnóstico de que o estímulo à capacidade de exportação da indústria é essencial para a recuperação da economia brasileira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu que o governo elabore uma estratégia nacional para o comércio exterior. Segundo a entidade, as vendas externas são um dos poucos motores para a retomada do crescimento que restará após o fim da pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19).

Documento - A sugestão consta da 5ª edição da Agência Internacional da Indústria, lançada nesta quarta-feira (25/03) pela CNI. O documento lista 109 sugestões de ações para o governo e a própria entidade, distribuídas em quatro eixos: política comercial, serviços de apoio à internacionalização, ações em mercados estratégicos e cooperação internacional.

Consultas - Elaborado com base em consultas ao setor privado brasileiro nos últimos meses do ano passado, o documento citava como desafios para o comércio exterior brasileiro a crise na Argentina, nosso terceiro maior parceiro comercial e principal destino das exportações industriais brasileiras, e a desaceleração na China. Os dois fatores devem se agravar com a pandemia da covid-19.

Ferramenta fundamental- Na avaliação da CNI, o comércio exterior representa uma ferramenta fundamental para acelerar o crescimento econômico e melhorar a produtividade e a competitividade da indústria brasileira. Para a entidade, uma estratégia nacional para o comércio exterior, com metas e prazos bem definidos, tornaria mais eficaz a governança da política comercial brasileira, com resultados mais equilibrados. A confederação destacou que países como Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido têm esse instrumento.

Ações - Por causa da pandemia de coronavírus, a CNI destacou que diversas ações sugeridas para 2020 serão adiadas para 2021. Das 109 ações previstas na Agenda Nacional da Indústria, a entidade listou dez que considera prioritárias para o setor privado brasileiro.

Abertura comercial - A primeira ação diz respeito à continuidade da abertura comercial por meio da negociação de acordos, como os fechados entre o Mercosul e a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta, na sigla em inglês). Qualquer revisão da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul deve ser precedida de consulta pública e ser sincronizada com uma agenda de reformas para melhorar a competitividade.

Agenda - O aprofundamento da agenda econômica e comercial do Mercosul, para assegurar o livre comércio total dentro do bloco e a melhoria da governança técnica e administrativa, representa a segunda ação. A acessão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é a terceira ação sugerida. Para a CNI, o governo deve aderir a novos instrumentos e práticas da OCDE, acompanhado de perto pelo setor privado.

OMC - A quarta ação consiste na defesa da Organização Mundial do Comércio (OMC), de modo a assegurar um sistema multilateral de comércio forte e funcional. A quinta ação defendida pela entidade é a revisão da lei de lucros no exterior, de modo a eliminar a tributação do lucro das empresas brasileiras com investimentos em outros países ou ampliar a concessão de crédito presumido.

Demais - As demais ações são o fornecimento de recursos para o Portal Único do Comércio Exterior; a reforma tributária para o comércio exterior, que assegure que as exportações não paguem impostos; a melhor governança do sistema público de financiamento e garantias às exportações, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Banco do Brasil e na Câmara de Comércio Exterior (Camex); o combate aos subsídios industriais ilegais e que distorcem o comércio; e a expansão do Programa Rota Global para todo o país. Executado pela CNI, com recursos da União Europeia, o Rota Global oferece consultoria gratuita para aumentar a competitividade de empresas de todos os portes. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Mundial / Divulgação

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança comercial tem superávit de US$ 1,402 bilhão na terceira semana de março

A balança comercial registrou superávit de US$ 1,402 bilhão e corrente de comércio de US$ 7,886 bilhões, na terceira semana de março. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, divulgados na segunda-feira (23/03), apontam exportações no valor de US$ 4,644 bilhões e importações de US$ 3,242 bilhões.

Mês - No mês, as exportações somam US$ 13,257 bilhões e as importações, US$ 10,575 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,683 bilhões e corrente de comércio de US$ 23,832 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 44,114 bilhões e as importações US$ 40,009 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,105 bilhões e corrente de comércio de US$ 84,123 bilhões.

Veja os dados completos da balança comercial

Média - A média das exportações da terceira semana chegou a US$ 928,7 milhões, resultado 7,8% acima da média de US$ 861,4 milhões até a segunda semana, em razão do aumento nas exportações de produtos semimanufaturados (+17,3%, de US$ 107,8 milhões para US$ 126,5 milhões, em razão de açúcar em bruto, ferro fundido, alumínio em bruto, celulose, óleo de soja em bruto) e básicos (+17,9%, de US$ 461,0 milhões para US$ 543,6 milhões, por conta de soja em grãos, farelo de soja, minério de ferro, café em grão, minério de manganês).

Manufaturados - Por outro lado, caíram as exportações de produtos manufaturados (-11,6%, de US$ 292,5 milhões para US$ 258,6 milhões, em razão, principalmente, de óleos combustíveis, gasolina, suco de laranja não congelado, automóveis de passageiros, partes de motores e turbinas para aviação).

Importações - Do lado das importações, houve queda de 11,6% sobre igual período – média da terceira semana, de US$ 648,4 milhões, sobre a média até a segunda semana, de US$ 733,3 milhões –, explicada, principalmente, pela diminuição nos gastos com equipamentos eletroeletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, aeronaves e peças, filamentos e fibras sintéticas/artificiais, alumínio e suas obras.

Análise do mês - Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de março de 2020 (US$ 883,8 milhões) com a de março de 2019 (US$ 917,3 milhões), houve queda de 3,6%, em razão da diminuição nas vendas de produtos manufaturados (-9,8%, de US$ 311,9 milhões para US$ 281,2 milhões, por conta de partes de motores e turbinas para aviação, máquinas e aparelhos para terraplanagem, torneiras, válvulas e partes, etanol, aviões) e básicos (-1,7%, de US$ 497,3 milhões para US$ 488,6 milhões, por conta, principalmente, de minério de ferro, fumo em folhas, minério de cobre, milho em grãos, farelo de soja).

Alta - Por outro lado, cresceram as exportações de produtos semimanufaturados (+5,5%, de US$ 108,1 milhões para US$ 114 milhões, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, açúcar em bruto, ferro fundido, alumínio em bruto, ouro em formas semimanufaturadas). Relativamente a fevereiro de 2020, houve queda de 2,7%, em virtude da diminuição nas vendas de produtos manufaturados (-7,4%, de US$ 303,7 milhões para US$ 281,2 milhões) e básicos (-2,5%, de US$ 501,2 milhões para US$ 488,6 milhões), enquanto cresceram as exportações de produtos semimanufaturados (+9,9%, de US$ 103,7 milhões para US$ 114 milhões).

Importações - Nas importações, a média diária até a terceira semana de março deste ano, de US$ 705 milhões, ficou 2% acima da média de março do ano passado, de US$ 691,2 milhões. Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com bebidas e álcool (+56%), siderúrgicos (+44,5%), plásticos e obras (+13,5%), equipamentos mecânicos (+8,9%) e equipamentos eletroeletrônicos (+7,4%).

Diminuições - Ante fevereiro de 2020, houve queda de 4,3%, pelas diminuições em cobre e suas obras (-23,2%), combustíveis e lubrificantes (-23%), farmacêuticos (-13,4%), químicos orgânicos e inorgânicos (-5,4%), veículos automóveis e partes (-1,6%). (Ministério da Economia)

PESQUISA: Embrapa alerta sobre elevado índice de sementes de soja esverdeada

pesquisa 26 03 2020Os pesquisadores da Embrapa Soja têm recebido diversos relatos sobre o elevado índice de sementes de soja esverdeadas - superiores a 50% - na safra 2019/2020, em diversas regiões brasileiras. “As sementes com coloração intensa de verde ou mesmo esverdeadas, geralmente apresentam elevados índices de deterioração, que podem levar a redução da germinação, do vigor e da viabilidade de lotes de soja”, alerta o pesquisador José de Barros França Neto. “Ainda não temos um levantamento de quantos lotes serão descartados, mas podemos dizer que os produtores de semente terão prejuízo com o elevado índice de sementes esverdeadas”, ressalta França Neto.

Vídeo - Veja o vídeo aqui: https://youtu.be/6CbIaj3lN2E

Pré-colheita - Dados da Embrapa Soja, em conjunto com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), sugerem que em pré-colheita, níveis de até 9,0% de sementes esverdeadas poderão ser tolerados. Acima deste valor, é preciso retirar as sementes esverdeadas dos lotes, o que acarretará elevação nos custos. “A remoção de sementes esverdeadas pode ser realizada por equipamentos selecionadores de cores, que, apesar de caros, removem grande parte dessas sementes esverdeadas”, diz França.

Classificação - Além disso, como as sementes esverdeadas são menores, a classificação por tamanho das sementes pode resultar em melhoria da qualidade fisiológica do lote de semente. “Desta forma, a maior concentração de sementes esverdeadas ocorrerá nas menores classes de tamanho, que poderão ser descartadas; as sementes das classes maiores, por terem um menor porcentual dessas sementes, tenderão a apresentar melhores germinação e vigor”, diz França Neto. Segundo ele, para preservar a qualidade das sementes durante o armazenamento, as sementes devem estar em condições climatizadas de 10 a 15ºC e 60% UR.

Causas do problema - Segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), o Brasil produziu aproximadamente 3 milhões de toneladas de sementes de soja, na safra 2018/19. Para França Neto, o problema das sementes esverdeadas está relacionado à ocorrência de seca, na última safra, associado a elevadas temperaturas nas fases de enchimento de grãos e em pré-colheita. “Isso resultou em morte prematura das plantas e na maturação forçada das sementes. Com isso, as duas principais enzimas associadas à degradação da clorofila (magnésio quelatase e clorofilase) foram desativadas, culminando na produção de altos níveis de sementes esverdeadas”, relata França Neto. (Assessoria de Comunicação da Embrapa Soja)

 

SAÚDE I: Mortes por novo coronavírus sobem para 57 no Brasil

O número de mortes decorrentes do novo coronavírus (covid-19) chegou a 57, conforme atualização do Ministério da Saúde publicada nesta quarta-feira (25/03). Pela primeira vez desde o início da pandemia, foram registradas mortes fora dos epicentros do surto no país, São Paulo e Rio de Janeiro. Falecimentos em razão da covid-19 ocorreram em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e no Amazonas.

Aumento - O total de mortes marca um aumento de 11 em relação a terça-feira (24/03), quando a contabilização marcava 46 vítimas que vieram a óbito por conta da infecção. Na segunda-feira (23/03), eram 25 falecimentos.

Locais - Do total, 48 foram em São Paulo, seis no Rio de Janeiro, uma no Amazonas, uma no Rio Grande do Sul e uma em Pernambuco.

Confirmados - O total de casos confirmados saiu de 2.201 na terça para 2433 casos. O resultado desta quarta marcou um aumento de 28% nos casos em relação ao início da semana, quando foram contabilizadas 1.891 pessoas infectadas.

Pessoas infectadas- Como local de maior circulação do novo coronavírus no país, São Paulo também lidera o número de pessoas infectadas, com 862 casos confirmados. Em seguida, o Rio de Janeiro (370), Ceará (200), Distrito Federal (160), Minas Gerais (133) e Rio Grande do Sul (123).

Outros estados- Também registram casos confirmados Santa Catarina (109), Bahia (84), Paraná (81), Amazonas (54), Pernambuco (46), Espírito Santo (39), Goiás (29), Mato Grosso do Sul (24), Acre (23), Sergipe (16), Rio Grande do Norte (14), Alagoas (11), Mato Grosso (oito), Maranhão (oito), Piauí (oito), Roraima (oito), Tocantins (sete), Pará (sete), Rondônia (cinco), Paraíba (três), e Amapá (um).

Isolamento- O Ministério da Saúde recomenda o isolamento a quem apresenta sintomas da covid-19 e a moradores da mesma residência do paciente sintomático, bem como a idosos acima de 60 anos, pelo prazo de 14 dias. Uma vez terminado esse período, não haveria mais necessidade da medida, a não ser em casos de uma condição médica específica.

Pronunciamento - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, aproveitou a entrevista coletiva de divulgação dos números para falar sobre rumores de que sairia do cargo. “Hoje especularam se eu ia sair. Eu saio daqui na hora que acharem que não tenho que trabalhar ou se eu tiver doente ou no momento que eu achar que o período de turbulência já tenha passado e [meu trabalho] não seja mais útil”, respondeu.

Bolsonaro - O titular da pasta falou sobre a temática abordada pelo presidente Jair Bolsonaro em seu pronunciamento ontem, quando o presidente criticou as medidas de isolamento social estabelecidas pelos governadores e o fechamento de escolas. Mandetta classificou de uma “grande colaboração” e ponderou as iniciativas de quarentena determinadas por governos estaduais.

Prazo - “Quarentena sem prazo para terminar vira parede na frente das necessidades das pessoas que precisam comer, ir e vir, obter gêneros, pois isso faz parte da sobrevivência. As questões econômicas são importantíssimas e fazem parte da fala do presidente. Se não tivermos preocupação, essa onda vai ter uma onda maior com crise econômica”, declarou.

“Isolamento vertical”- Sobre o chamado “isolamento vertical” proposto pelo presidente, que atingiria apenas idosos e pessoas com doenças crônicas, o ministro informou que a ideia está em estudo pela equipe da pasta. Ele defendeu que é preciso ter uma coordenação e um debate conjunto entre Executivo e administrações estaduais acerca dessas medidas.

Organizada - “O que nós da saúde queremos é fazer de uma maneira organizada. Para que a gente traga junto e façamos juntos uma proposta nacional. Quando o número estiver aqui, vai acontecer isso, quando tiver aqui, vai ocorrer aquilo. Quais são as atividades econômicas essenciais?”, disse.

Orientação - Mandetta deixou a entrevista coletiva após a apresentação inicial. Perguntado se haveria alguma mudança na orientação do Ministério da Saúde após o pronunciamento, o secretário executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, afirmou que ela continua, por enquanto, conforme vem sendo apresentada.

Sem mudanças - “A pasta não vai fazer nenhuma mudança na sua sistemática. A pasta está estudando todas as possibilidades. Pacientes sintomáticos devem permanecer em isolamento com familiares, assim como idosos mais de 60 anos. Quando for necessária a saída, ok. A circulação deve ser a menor possível no sentido de não haver aglomerações”, disse.

Recursos - Gabbardo lembrou que o novo coronavírus é um problema “nem tanto pelo número de óbitos, mas pelo ataque ao sistema de saúde”. Neste sentido, a equipe do ministério anunciou o repasse de R$ 600 milhões a estados e municípios. O direcionamento será definido a depender da situação de cada unidade da federação, pois em algumas delas a rede hospitalar é gerida pelo estado e em outras, por prefeituras. O valor a ser recebido por cada cidade ficará entre R$ 2 e R$ 5 por habitante.

Máscaras - Os representantes do Ministério da Saúde trataram também de uma das grandes preocupações dos profissionais de saúde: a disponibilidade de máscaras. Foram adquiridos 40 milhões de máscaras. Desse total, 2 milhões já foram remetidos aos estados e 8 milhões estão a caminho. Os estados do Norte e Nordeste estão tendo mais dificuldade pela baixa disponibilidade de voos.

Respiradores - Além disso, 540 respiradores (itens importantes para a montagem de leitos hospitalares) foram comprados, sendo 200 já entregues para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Hidroxicloroquina - Os gestores também anunciaram que passarão a adotar hidroxicloroquina em pacientes internados em razão da covid-19. O remédio é utilizado normalmente para tratamento de malária e foi cercado de expectativa e rumores no tocante ao novo coronavírus. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos, Denizar Vianna, destacou que a substância pode ser usada apenas em unidades de saúde. (Agência Brasil)

saude I quadro 26 03 2020

 

SAÚDE II: Sesa confirma mais 27 casos e Paraná chega agora a 97

saude II 26 03 2020A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou mais 27 casos de coronavírus no Paraná nesta quarta-feira (25/03). São 14 homens e 13 mulheres com idades entre 20 e 77 anos, de Curitiba (19), Pinhais (1), Foz do Iguaçu (1), Maringá (1), Ponta Grossa (2), Faxinal (1), Campo Mourão (1) e São Paulo (1), fora do Estado.

Panorama - O panorama da doença no Paraná é de 97 casos confirmados, 483 descartados e 3.588 em investigação. Nas últimas 24 horas, a Secretaria da Saúde descartou 286 casos manualmente devido à instabilidade constante do sistema do Ministério da Saúde.

Informações - Históricos de viagens e demais informações sobre casos confirmados podem ser verificadas junto às secretarias municipais de saúde. Até o momento, o Paraná não tem nenhum caso registrado de transmissão comunitária.

Dados – Todas as notificações pelos serviços de saúde de síndromes respiratórias constam no boletim como casos em investigação. A medida cumpre a Portaria nº 454/2020, do Ministério da Saúde, que estabelece novos critérios e procedimentos.

Notificação - Diariamente, os serviços de saúde dos 399 municípios do Paraná notificam os atendimentos de síndromes respiratórias via sistema, o que explica o aumento diário significativo nos números em investigação. Porém, nem toda notificação quer dizer que o caso seja considerado como suspeito.

Imediata - A Portaria do Ministério da Saúde exige a notificação imediata. Após isto, o serviço de saúde municipal, através da análise clínica, define se aquele paciente é um suspeito em potencial e verifica a necessidade, ou não, da coleta de amostra para a realização de testes. Ou seja, o número de casos em investigação não significa que todos são considerados suspeito. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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