Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4780 | 12 de Março de 2020

PRÉ-AGO OESTE: Promover a intercooperação para o crescimento das cooperativas paranaenses

Nesta quinta-feira (12/03), na Casa Paraná Cooperativo, em Cascavel, ocorre a terceira pré-assembleia do Sistema Ocepar, no Núcleo Oeste, com a presença de 84 lideranças, de 15 cooperativas dos ramos agropecuário, crédito, transporte e saúde. O evento foi aberto pelo coordenador do Núcleo Oeste, Valter Pitol, que destacou a iniciativa do Sistema Ocepar em promover pré-assembleias pelo estado pelo segundo ano consecutivo, como “uma forma de interiorizar cada vez mais as ações realizadas e ouvir as demandas das cooperativas”, frisou Pitol.

Casa Paraná Cooperativo - O diretor da Ocepar e anfitrião do evento, Dilvo Grolli, presidente da Coopavel e do Sincoopar Oeste, fez questão de destacar que a Casa Paraná Cooperativo foi construída pela cooperativa com o intuito de fortalecer cada vez mais a intercooperação, não só na região, mais em todo o estado. “Em fevereiro, durante cinco dias, pudemos ver o sucesso desta casa, quando por aqui passaram milhares de pessoas, que puderam conhecer melhor o que as cooperativas produzem e prestam de serviço para a população. Mas o sucesso dela se deve especialmente ao trabalho dos colaboradores, tanto do Sistema Ocepar como da Coopavel, que, durante 30 dias, se dedicaram de corpo e alma para que tudo acontecesse de forma perfeita e dentro do planejado. A essas pessoas, quero prestar meu agradecimento, pois fizeram a diferença. A Casa Paraná Cooperativo foi inaugurada durante o Show Rural Coopavel de 2020 com uma área total de 2 mil metros quadrados. As atividades no local foram coordenadas, entre 03 e 07 de fevereiro, pelo Sistema Ocepar e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e contou com a participação das cooperativas, Agrária, Coamo, Cocamar, Copacol, C.Vale, Cooperaliança, Coopavel, Frimesa, Unium – Castrolanda, Frisia, Capal, Coonagro, Cotriguaçu, Integrada, Lar e Unimed Paraná.

Coronavírus - A pedido do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o presidente da Unimed Costa Oeste, de Toledo, Dr. Hiroshi Nishitani, que é conselheiro de administração do Sescoop/PR, manifestou sua opinião a respeito do Convit-19, o novo coronavírus, que vem sendo tema de debate nessas pré-assembleias, devido aos impactos que já vêm causando nas relações comerciais entre diversos países e nas bolsas de valores, com milhares de mortes registradas. Dr. Hiroshi iniciou justificando que sua especialidade não é infectologia e, sim, anestesiologista, mas fez questão de expressar seu entendimento particular sobre o tema. “Evidente que temos que nos preocupar com mais este vírus que circula em vários países e já tem registro de chegada aqui no Brasil. O que temos que fazer é manter bons hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência, utilizar álcool gel e, caso manifeste algum sintoma da doença, procurar atendimento médico para se resguardar da própria saúde para não passar para outras pessoas. Essa prática de higiene deve ser constante, pois além do recente coronavírus, já convivemos com o vírus Influenza que mata muito mais, ou a dengue e outras doenças. Portanto, o segredo é prevenção e seguir as recomendações oficiais das entidades governamentais e não acreditar em tudo que circula pelas redes sociais, que mais causam prejuízos do que a própria doença”, frisou Nishitani.

Descoberta - O coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias graves. O novo agente surgiu em dezembro de 2019 na China e provoca a doença conhecida pela sigla Covid-19. Os primeiros coronavírus humanos foram isolados, incialmente, em 1937, no entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como se tivesse uma coroa na sua imagem. A maioria das pessoas se infectam pelo vírus comum do coronavírus ao longo da vida, sendo as crianças pequenas e idosos mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum da doença, conforme informações levantadas pela Getec do Sistema Ocepar.

Presenças - Na pré-assembleia em Cascavel, também fizeram da mesa oficial, além de Pitol, Dilvo, Ricken e Dr. Hiroshi, o vice-coordenador do Núcleo Oeste, Ilmo Werle Welter, o diretor da Ocepar e presidente da Frimesa, Valter Pitol, a conselheira de administração do Sescoop e presidente do Sicoob Meridional, Solange Martins.

Pauta -  O relatório de atividades do Sistema Ocepar foi apresentado aos participantes pelo presidente Ricken, que falou das ações realizadas em 2019 e o que o sistema pretende realizar neste ano de 2020. Entre os principais pontos abordados por ele também estiveram a questão do coronavírus, infraestrutura no estado, com atenção especial para as renovações das concessões de pedágio, que acontecerá em novembro de 2021 no Paraná. Plano Safra, investimentos das cooperativas e ações realizadas pelo sistema no Congresso Nacional, com apoio da OCB nas demandas do setor junto à Frencoop, foram outras questões tratadas. Ricken também destacou as iniciativas de intercooperação que já acontecem em várias regiões do Paraná e que podem ser replicadas na região Oeste. “Nós, lideranças, temos que nos entender, sentar, conversar e ver o que pode ser feito visando à intercooperação. Os modelos de centrais aqui no Oeste são projetos de sucesso e podem ser multiplicados de outra forma, que beneficie a todas cooperativas. O Sistema Ocepar está à disposição para ajudar, auxiliar para que conflitos não aconteçam e comprometem o desenvolvimento regional”, destacou Ricken. A proposta apresentada é estimular a estruturação de projetos de intercooperação, apoiar ações e alianças e parcerias estratégicas no cooperativismo.

Apresentações - Após a fala do presidente Ricken, os superintendentes Robson Mafioletti, da Ocepar, Leonardo Boesche, do Sescoop/PR e Nelson Costa, da Fecoopar, respectivamente realizaram apresentação de um resumo dos trabalhos executados em 2019 e metas para 2020, com apoio do gerente técnico da Ocepar, Flávio Turra, da gerente de Desenvolvimento Cooperativo, Maria Emília Pereira, do gerente Anderson Lechechen, da Fecoopar, e dos coordenadores, Alfredo Kugeratski, Carlos Gonçalves e Samuel Milléo Filho. Também acompanha essas pré-assembleias, o jornalista Alexandre Salvador, da Rádio Paraná Cooperativo.

Núcleos Norte e Noroeste - Nesta sexta-feira (13/03), a quarta e última pré-assembleia do Sistema Ocepar será na sede do Sicoob Central Unicoob, em Maringá, com a presença de lideranças dos Núcleos Norte e Noroeste. Até esta quinta (12/03), já participaram das três reuniões ocorridas nesta semana 195 lideranças cooperativistas de 40 cooperativas e dos ramos, agropecuário, crédito, saúde e transporte.

{vsig}2020/noticias/03/12/pre_assembleia/{/vsig}

PRÊMIO OCEPAR: Landing page está no ar para inscrições online

premio ocepar 12 03 2020Está no ar a landing page do 14º Prêmio Ocepar de Jornalismo. Ela está disponível no endereço eletrônico http://premio.paranacooperativo.coop.br, com todas as informações sobre o concurso. Também é o meio pelo qual devem ser efetivadas as inscrições. Essa é uma das novidades desta edição do Prêmio, já que antes a ficha dos candidatos e demais materiais eram encaminhados pelo correio ou entregues pessoalmente na sede da Ocepar. Agora, serão aceitas apenas as inscrições realizadas pela landing page.

Sustentabilidade - Segundo o coordenador de Comunicação Social do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho, a mudança atende a um pedido dos próprios profissionais que participam do prêmio e dará mais agilidade a todo o processo, que vai desde a recepção dos trabalhos jornalísticos até o julgamento das reportagens. “Dentro dos objetivos traçados pelo Sistema Ocepar, nos antecipamos para realizar esta primeira transformação digital na prática. Eliminamos, assim, o volume de papéis e arquivos físicos, além de uma maior agilidade para que o corpo de jurados avalie os materiais e dentro dos princípios de uma maior sustentabilidade”, destacou Milléo. 

Procedimentos - Na hora de fazer a inscrição online, é necessário preencher corretamente os dados dos interessados em participar do concurso e ficar atento aos detalhes que vão assegurar o cadastro dos materiais, como formato e tamanho dos arquivos. Por exemplo: na categoria jornalismo impresso, os arquivos com as reportagens deverão ser gravados em formato PDF com no mínimo 200 DPIs e no máximo 300 DPIs e tamanho máximo de 30 MB. Já para as reportagens de TV, os arquivos devem ser postados primeiramente no Youtube e, na hora da inscrição, informar o link correspondente. Para otimizar a visualização dos materiais, é necessário que os vídeos sejam publicados na resolução 640X480px. As orientações para todas as categorias constam no regulamento – que também pode ser consultado na landing page –, no item 5, que trata dos formatos dos trabalhos.

Prazo - O prazo para efetivar as inscrições encerra às 23h59 do dia 1º de junho de 2020 e os candidatos vão receber a confirmação por e-mail. As dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail jornalismo@sistemaocepar.coop.br ou pelo telefone (41) 3200-1150.

Tema e valores - O tema escolhido para esta edição é “Cooperativismo: força econômica e social que faz a diferença”. Ao todo, serão distribuídos R$ 88 mil em prêmios, já descontados os impostos. O Prêmio Ocepar é dividido em seis categorias: Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Mídia Cooperativa, Categoria Especial Ramo Crédito, Categoria Especial Unimed. Os três primeiros colocados nas categorias Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo e Mídia Cooperativa vão receber, respectivamente R$ 10 mil (1º lugar), R$ 4 mil (2º) e R$ 3 mil (3º). Já os vencedores nas categorias especiais Ramo Crédito e Unimed vão ganhar R$ 10 mil cada. A solenidade de entrega do Prêmio deve ocorrer no início de julho, em Curitiba, juntamente com a celebração do Dia Internacional do Cooperativismo

Período de veiculação - Serão aceitos materiais publicados de 1º de agosto de 2019 a 1º de junho de 2020, que façam referência a um ou mais ramos do cooperativismo paranaense em que atuam as cooperativas filiadas à Ocepar: agropecuário, crédito, saúde, transporte, infraestrutura, consumo e trabalho, produção e prestação de serviços.

Iniciativa - O Prêmio Ocepar de Jornalismo é uma iniciativa do Sistema Ocepar, que conta com apoio financeiro da Central Sicredi PR/SP/RJ e Federação Unimed do Paraná e apoio institucional da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor/PR) e do Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná.

 

PR COOPERATIVO: Casa da intercooperação é o destaque da revista

destaque parana cooperativo 12 03 2020A Casa Paraná Cooperativo, inaugurada no 32º Show Rural Coopavel, realizado entre os dias 3 e 7 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Estado, é o destaque da edição 178 da revista Paraná Cooperativo, produzida pela Assessoria de Comunicação do Sistema Ocepar, e que começa a circular nesta semana. Construída num local estratégico, próximo à administração central do evento, recebeu mais de 20 mil visitantes nos cinco dias de programação. Na estrutura, com mais de dois mil metros quadrados, os Sistemas Ocepar e OCB, além de diversas cooperativas paranaenses, tiveram a oportunidade de divulgar o trabalho realizado pelo cooperativismo em um dos maiores eventos agropecuários do país. Na Casa também foram realizadas atividades de formação, reuniões, debates, entre outras ações. “A Casa Paraná Cooperativo simboliza a intercooperação, uma ambiente para que as cooperativas possam mostrar no Show Rural o que são, os segmentos em que atua e, acima de tudo, expressar de fato que o cooperativismo não se faz sozinho, mas com a força de um grupo”, afirma José Roberto Ricken, na seção Palavra do Presidente.

Entrevista – O entrevistado deste número é o presidente da Cooperativa Coopavel, Dilvo Grolli. Em sua avaliação, a biotecnologia e a inteligência artificial vão impulsionar a produtividade da agropecuária brasileira. Nesse sentido, eventos como o Show Rural Coopavel vão continuar sendo essenciais ao repasse de conhecimento aos produtores.

Mais – A publicação mostra ainda como foi o Encontro Estadual do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense, ocorrido no dia 28 de janeiro, em Curitiba, que contou com 300 participantes e marcou o encerramento do primeiro ciclo de capacitação do Programa, com a formação de 17 turmas no ano passado, em diversas cidades do Paraná. A revista traz também a sessão Conexão Frencoop, que divulga as atividades dos parlamentares paranaenses no Congresso Nacional, uma matéria sobre a inauguração do novo posto de fiscalização de trânsito agropecuário, em Campina do Sul, construído com apoio das cooperativas, e muito mais.

Clique aqui para conferir na íntegra a edição nº 178 da revista Paraná Cooperativo

 

RAMO CRÉDITO: BC quer elevar participação das cooperativas no SFN

 

ramo credito 12 03 2020O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participou da assinatura do projeto de lei complementar de modernização da LC 130/2009, mais conhecida como lei das cooperativas de crédito. O evento ocorreu na sede da OCB, em Brasília, na terça-feira (10/03). (Leia mais)

 

Aumento da participação- Especificamente em relação à participação das cooperativas no crédito, ele destacou o objetivo do Banco de elevá-la dos 8% registrados em 2018, para 20% em 2022. Para ele, isso é possível, já que em países da Europa isso é uma realidade.

 

Discurso - “Todas essas metas são realistas. Por exemplo: a Alemanha tem 20%, a Holanda tem 39% e, a França, 60%”, comenta Campos Neto. Confira abaixo o discurso dele na íntegra.  

 

Apontamentos - Apontamentos do Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, na solenidade de assinatura do Projeto Lei Complementar de modernização da Lei Complementar 130/2009.

 

Boa tarde Senhoras e Senhores.

A presença de cooperativas de crédito em uma determinada região traz muitos benefícios à sua população.

Indicadores econômicos dos municípios são sensivelmente afetados pela presença de cooperativas de crédito, tais como:

O número de estabelecimentos por milhares de habitantes, que se eleva em média 19,6%;

A proporção das vagas de emprego formal em relação à população em idade ativa, que se eleva em média 6,2%; e

A renda per capita da região, que se eleva em média 5,6%.

(Fonte: FIPE, com base em dados do IBGE, RAIS/ME e SECEX entre 1994 e 2017)

Além disso:

Para cada Real originado em crédito pelo sistema de cooperativas, o valor agregado de R$ 2,45 é adicionado à renda da região; e um novo emprego é criado, em média, para cada R$ 36 mil de crédito concedido pelo sistema de crédito cooperado.

Esses e outros indicadores demonstram a importância de fomentarmos o crescimento do crédito cooperativo. A Lei Complementar 130, de 2009 já está em vigência há mais de 10 anos. Foram 10 anos muito importantes para o setor, que apresentou um desenvolvimento admirável. O sistema de crédito cooperado vem crescendo a taxas muito mais elevadas que o SFN:

Ativos: Cooperativas, 18% aa; SFN, 2% aa;

Crédito: Cooperativas, 15,5% aa; SFN, 2,6% aa;

Depósitos: Cooperativas, 20% aa; SFN, 4% aa.

O segmento segue com um grande potencial de crescimento em sua própria base e pode triplicar sua carteira de crédito: mais de 2/3 das operações de crédito dos clientes cooperados estão fora do sistema cooperativo.

Ao longo desta década de vigência da LC 130 avançamos também no fortalecimento da governança corporativa do segmento e na capacidade do BCB de supervisionar as cooperativas de crédito.

 Importantes ferramentas para isso foram:

Auditoria Cooperativa: Novo modelo de supervisão com ganho de qualidade para o BCB e para as cooperativas;

Supervisão Auxiliar: Autorregulação do segmento e eficiência da utilização de recursos;

Inteligência Artificial: Pioneirismo no uso de Inteligência Artificial para avaliação de carteira de crédito.

Mais recentemente, ao longo de 2019, avanços da Agenda BC#, ampliaram as possibilidades de captação das cooperativas, permitindo a obtenção de funding por meio:

da Poupança Imobiliária;

da Poupança Rural;

da Letra Financeira; e

da Letra Imobiliária Garantida (LIG)

No entanto, ações adicionais de promoção do cooperativismo de crédito requerem alterações legais. Para continuarmos a avançar, é importante darmos andamento a essa revisão ampla da LC 130.

Assim, o sistema poderá melhor se adaptar ao novo ambiente competitivo, inovador e tecnológico atualmente em desenvolvimento no Sistema Financeiro Nacional.

Esse objetivo de renovação se guia por três vertentes estratégicas:

Fomento de Atividades e Negócios;

Aprimoramento da organização sistêmica e aumento da eficiência do segmento;

Aprimoramento de gestão e governança.

Assim as principais alterações que propomos à LC 130 são:

- Fomento de atividades e negócios;

- “Empréstimo sindicalizado”;

- Aprimoramento da gestão e governança;

- Previsão de troca de informações entre o FGCoop e o BCB;

- Previsão expressa na Lei das operações de assistência financeira do FGCoop para cooperativas incorporadoras;

- Possibilidade de intervenção da central na singular e da confederação na central, mediante autorização prévia do BCB;

- Possibilidade de contratação de conselheiro de administração independente;

- Confederações de serviços passam a ser submetidas à regulação e supervisão do BCB;

- Quórum qualificado para desfiliação de singular de central e desta última de confederação;

- Aprimoramento da organização sistêmica e aumento da eficiência do segmento;

- Autorização para realização de campanhas promocionais visando a atração de novos associados e a integralização de quotas-partes;

- Conselho Fiscal facultativo para quem adota governança dual;

- Assembleias Gerais virtuais;

- Modernização das formas de publicação e convocação de Assembleias Gerais;

- Disciplinamento dos conceitos de área de atuação (amplo), área de ação (físico) e área de admissão (físico + virtual), dando maior autonomia para os Sistemas Cooperativos.

Com essas alterações legais esperamos uma significativa ampliação das atividades do setor. Vemos as cooperativas com uma fatia maior de um mercado financeiro ainda mais desenvolvido. Para acompanhar essa evolução o BCB tem metas bem definidas a serem atingidas em 2022:

Quanto à participação de cooperados no SNCC, em relação ao total de clientes do SFN, pretendemos elevar o percentual de 24%, observado em 2018, para 40%;

Na carteira de crédito do SFN, pretendemos que 20% dela seja gerada no SNCC, em comparação aos 18% observados em 2018; e ampliando a inclusão proporcionada pelo sistema, pretendemos que metade dos empréstimos sejam concedidos a cooperados de baixa renda, em comparação com os 33% observados em 2018.

Além disso, queremos fomentar uma maior presença nas regiões Norte e Nordeste, indo de uma cobertura de 13% dos municípios em 2018, para 25% de cobertura em 2022. Entendemos que para a obtenção desse último objetivo, é fundamental a expansão de infraestrutura de internet nessas regiões.

Todas essas metas são realistas. Especificamente em relação à participação das cooperativas no crédito, enquanto objetivamos elevá-la dos 8% registrados em 2018, para 20% em 2022, outros países já têm atualmente percentual mais elevado. Por exemplo:

a Alemanha tem 20%;

a Holanda tem 39%; e

a França, 60%.

Esse encontro é importante para unirmos nossos esforços e levarmos nossa proposta ao legislativo, para que possamos trazer uma nova dinâmica para o setor de crédito cooperativo.

Muito obrigado!

(Informe OCB)

 

FOTOIago Carvalho

 

COCARI: Cooperativa e Embrapa identificam planta resistente ao glifosato

Em parceria com o Departamento Técnico da Cocari (Detec), a Embrapa divulgou, nesta semana, um comunicado técnico em que foi relatada a identificação de uma planta resistente ao herbicida glifosato, na propriedade de um cooperado situada na região do Vale do Ivaí, no Paraná. A planta é conhecida como leiteiro ou amendoim-bravo (Euphorbia heterophylla) e a sua identificação foi realizada a partir do monitoramento da lavoura e da observação de plantas daninhas que não estavam sendo controladas pelo herbicida.

Identificação - O trabalho de identificação iniciou durante a safra 2016/17, quando o produtor relatou ao engenheiro agrônomo da Cocari Luciano Junior Rodrigues que não houve o controle de algumas plantas daninhas do leiteiro após aplicação do glifosato. No entanto, a quantidade de plantas ainda era reduzida à época. “Na safra seguinte, verificou-se uma população maior desta planta sem ser controlada. Por isso, foi feita uma aplicação de glifosato na dosagem máxima recomendada na bula do herbicida e houve um bom controle, porém, observou-se a sobra de algumas plantas. Já na safra 2018/19 foi realizada a aplicação na dosagem máxima recomendada, mas não houve o controle.

Parceria - Diante disso, na safra 2018/19, o engenheiro agrônomo do Detec entrou em contato com o pesquisador da Embrapa Fernando Adegas, que se prontificou a visitar a área, onde foi feita coleta de sementes para os testes em laboratório. Os resultados iniciais indicaram forte resistência da planta ao defensivo. Segundo o engenheiro agrônomo Luciano Junior Rodrigues, na safra 2019/20, o pesquisador e sua equipe montaram as parcelas de tratamento para observar quais dosagens e outros possíveis herbicidas pré e pós emergentes que seriam mais eficientes no controle dessa planta daninha, quando constataram em campo a resistência da planta ao referido defensivo.

Reunião - Nos próximos dias, a Embrapa realizará uma reunião com toda a equipe técnica da Cocari para transmitir orientações sobre as melhores alternativas para o controle do amendoim-bravo.

Equipe qualificada - Para o supervisor técnico da Cocari, Marcelo Meneguim, a resistência é um fator negativo para a agricultura, pois impõe novos desafios na estratégia de manejo. “A identificação da resistência e as estratégias de manejo, por parte do quadro técnico da Cocari, evidenciam a preocupação técnica em buscar as soluções que venham a atender as necessidades de cada associado”, disse. A Cocari, sempre preocupada quanto à qualidade do atendimento ao seu cooperado, não mede esforços na capacitação técnica de seus colaboradores, visando atender os desafios da moderna agricultura, trabalhando constantemente em parceria com órgãos oficiais, em especial a Embrapa.

Trabalho junto ao produtor - O Detec visita as propriedades dos cooperados periodicamente, porém, sempre que o produtor percebe algo diferente na lavoura, pode entrar em contato para que a equipe da Cocari possa prontamente atendê-lo. (Imprensa Cocari)

{vsig}2020/noticias/03/12/cocari/{/vsig}

CAPAL: Cooperativas promovem Dia C na Casa Lar de Arapoti

capal 12 03 2020A Casa Lar de Arapoti, local que abriga crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, vai ficar mais colorida no dia 28 de março. Funcionários das cooperativas Capal, Ceral e Sicredi irão colocar as mãos no pincel e na terra para a revitalização do jardim da entidade, aplicando os preceitos do voluntariado no Dia de Cooperar (Dia C).

 

Melhorias - Durante cinco horas, entre 8h e 13h, de 50 a 60 pessoas tornarão o jardim da Casa Lar um lugar mais agradável. Na ocasião, será feita jardinagem nas áreas externas, plantio de grama e de árvores frutíferas, limpeza e tratamento da grama existente, recolocação de areia no parquinho, pintura dos brinquedos e lavagem das calçadas.

 

Trabalho intenso - A gerente administrativa da Ceral e uma das coordenadoras do Dia C, Siomara de Oliveira Santos, explica que a área onde serão feitas as melhorias é grande e será necessário um trabalho intenso, já que o terreno é desnivelado. Ela destaca que serão criados quatro novos espaços no jardim, incluindo uma área para leitura e lazer.

 

Ganho - “O ganho é mais para a gente do que para eles. O voluntariado é assim”, conta a coordenadora. “A importância do Dia C será cooperar para que as crianças e os adolescentes da Casa Lar tenham um ótimo lugar de lazer”.

 

Parceria - O Dia de Cooperar tem a parceria da Secretaria Municipal de Ação Social e apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). (Imprensa Capal)

INTEGRADA: Parceria de sucesso

 

integrada 12 03 2020A prestação de serviços à comunidade é um dos propósitos do sistema cooperativista. A Integrada, em parceria com a Texaco lubrificantes, iniciou mais uma edição da carreta Texaco, que leva por meio de uma unidade móvel e itinerante um posto médico e odontológico para o atendimento de cooperados e colaboradores.

 

Serviços - Na carreta, é possível fazer a verificação da pressão arterial, taxa de glicemia, exame PSA, avaliação odontológica, massoterapia e orientação sobre a prevenção ao câncer de mama e próstata. Além desses serviços, os interessados terão acesso a treinamentos técnicos.

 

Unidades - Nesta sexta-feira (13/03), a carreta estará na unidade de Mauá da Serra, localizada na rua São Jorge, 767. No dia 28 de abril, a carreta estacionará na unidade de Cornélio Procópio, localizado na Rod. PR 160, S/N. No dia 5 de maio, é a vez da unidade Bandeirantes, que fica na Rua Presbitério José Modesto, 100 e, por último, no dia 8 de maio, será a vez da unidade Cambará, localizada na Av. Brasil, S/N. 

 

Ubiratã e Maringá - Vale lembrar que as unidades de Ubiratã e Maringá já foram visitadas pela carreta Texaco. Com estas duas, ao todo são seis visitas.

 

Condições especiais - A Integrada tem proporcionado condições especiais na linha de óleos e lubrificantes durante todo o percurso da carreta em parceria com a Texaco. (Imprensa Integrada)

SICREDI UNIÃO PR/SP I: Última assembleia da Regional Norte será realizada nesta sexta-feira

 

Diretores da Sicredi União PR/SP estarão em Londrina nesta sexta-feira (13/03), para a última assembleia de prestação de contas de 2019 na Regional Norte – que abrange 13 cidades do Norte do Paraná. Até agora, na regional, já foram realizadas 13 assembleias.

 

Relação pessoal - “É totalmente diferente quando apresentamos os resultados olhando olho no olho do associado, que é o dono da cooperativa. A gente cria uma relação pessoal. Temos tido uma participação extraordinária nas assembleias”, comenta o diretor-executivo da cooperativa de crédito, Rogério Machado, um dos diretores responsáveis pela apresentação dos resultados. 

 

Governança - Ele destaca que, na estrutura de governança da Sicredi União, prima-se pela prestação de contas, pela transparência, pela equidade e pela responsabilidade. “Esses são os pilares de nossa governança”, frisa Machado. 

 

Geral - Em toda a base se atuação da Sicredi União PR/SP – Norte e Noroeste do Paraná, Leste e Centro-Leste Paulista - serão realizadas 89 assembleias, terminando o ciclo com a Assembleia Geral Ordinária, que acontece dia 23 de março, às 19 horas, em Maringá.

 

Agência Tiradentes - A última assembleia da Regional Norte será destinada aos associados da agência Tiradentes – todas as demais agências da cidade já realizaram a sua – a partir das 19 horas, no Buffet Laguna, localizado em Cambé. 

 

Resultados - Entre os resultados apresentados nas assembleias estão R$ 469 milhões em Patrimônio Líquido (crescimento de 24% em relação à 2018), R$ 2,5 bilhões em Operações de Crédito (19%), R$ 3,70 bilhões em Recursos Totais (25%), R$ 5,1 bilhões em Ativos Totais (26%), R$ 54,1 milhões em Resultado (superando a meta em 45%). Nas assembleias também haverá eleição dos membros do conselho de administração e a apresentação das agências que foram inauguradas ao longo do ano, entre outros. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Cooperativa lança Programa A União Faz A Vida em Sabáudia

 

sicredi uniao II 12 03 2020A Sicredi União PR/SP lança, nesta quinta-feira (12/03), o programa A União Faz A Vida (PUFV) em Sabáudia/PR. O evento será às 19 horas, no Toque de Chefe, que fica na rua Ricardo Abreu Arambul, 157, Parque Industrial. Estão confirmadas as presenças do presidente da Câmara Municipal, Luis Donizeti de Melo, da Secretária Municipal de Educação, Cultura e Esportes, Maria Benedita Masquette e 120 professores.

 

Duas escolas - A metodologia será implantada em duas escolas municipais, em dois Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Segundo o gerente da agência da Sicredi União em Sabáudia, Ronaldo Rodrigues Garcia, a implantação do programa é uma solicitação dos professores, que viram que a metodologia é bem-sucedida em municípios da região. Os educadores da cidade já passaram por uma capacitação para a aplicação do método.

 

Responsabilidade social - O PUFV é a principal iniciativa de responsabilidade social do Sicredi, disponibilizando nas escolas uma metodologia em que os alunos são protagonistas do processo de aprendizagem, contando com apoio de educadores, pais e comunidade. Por meio da metodologia, estudantes e professores definem um tema para ser abordado durante o ano letivo, envolvendo o currículo escolar. As atividades são realizadas por meio de expedição investigativa, pesquisa, relatos, rodas de conversa, entre outros métodos de aprendizagem. No final do ano há o evento de culminância, em que os projetos são apresentados pelas crianças e adolescentes.

 

Abrangência - Na área de abrangência da Sicredi União, o programa está instalado em 334 escolas, de 75 municípios e envolve 4,2 mil professores e 35 mil alunos. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Professores são habilitados para o Programa A União Faz a Vida

 

sicredi vale do piquiri 12 03 2020Nos dias 27 e 28 de fevereiro, 40 professores das cidades de Ubiratã e Rancho Alegre D´Oeste, no Paraná, participaram da habilitação do programa A União Faz a Vida, promovido pela Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP. Eles tiveram contato com a metodologia que ensina valores de cooperativismo e transmitirão o conteúdo para os alunos.

 

Formação - A formação foi conduzida pela assessora pedagógica Maria Regina Varolo. Os educadores passaram por todo o processo de como conduzir as atividades com as crianças. Junto com os alunos, eles irão definir temas que vão se transformar em projetos práticos, tendo como pano de fundo o cooperativismo. São iniciativas que tratam de cidadania, meio ambiente e saúde, por exemplo. “Os professores vivenciaram as etapas do programa. É uma grande oficina de aprendizagem”, avalia a especialista.

 

Elo - As coordenadoras locais formam um elo entre os assessores pedagógicos e os professores dos municípios. Para a profissional de Rancho Alegre D´Oeste (PR), Érica Luiza Santos Ferreira, o curso foi esclarecedor. “Os professores tiveram a oportunidade de tirar muitas dúvidas. Todos estavam ansiosos para conhecer a metodologia do programa. Com certeza os alunos irão aprender de uma forma inovadora”.

 

Terceira turma - “Essa é a terceira turma de professores em habilitação para a metodologia do programa. A formação permite que tenhamos momentos de muito aprendizado e reflexão sobre nossas práticas”, completa Janaína Fernanda Vitalino Coelho, coordenadora de Ubiratã (PR).

 

Cidadania e cooperação - Para a gerente de desenvolvimento do cooperativismo da Sicredi Vale do Piquiri, Cláudia Bonatti, por meio dessa metodologia alunos e professores vivenciam a cidadania e a cooperação. “Essa interação e esses valores transformam a realidade da comunidade local e esse é o grande propósito do cooperativismo.”

 

Paraná - No Paraná, já são 628 escolas e 7.866 professores que fazem parte do União Faz a Vida, impactando mais de 82 mil crianças e adolescentes.

 

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri é uma cooperativa com 31 anos de história e mais de 144 mil associados, distribuídos em 82 agências. A Cooperativa atua nas regiões Oeste e Noroeste do Paraná, além de São Paulo (capital) e ABCD Paulista. A instituição se destaca pelo atendimento aos associados e pela preocupação com o desenvolvimento da comunidade.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI RIO PARANÁ: Sic Mulher reúne mais de 500 participantes

Com o objetivo de empoderar as mulheres, a cooperativa de crédito, poupança e investimento, o Sicredi Rio Paraná PR/SP, realizou, na última sexta-feira (06/03), mais uma edição do Sic Mulher. Com o tema “Mulheres Positivas”, o evento contou com depoimentos de associadas da cooperativa, com suas histórias de superação e, também, a palestra com Fabi Saad, que abordou os desafios das jornadas femininas.

Nova Londrina - Em Nova Londrina-PR, o evento contou com a participação de mais de 500 mulheres que foram recepcionadas pela diretoria da cooperativa, o presidente Jorge Guedes e o diretor Executivo, Vanderlei de Oliveira. Em seguida, aprenderam um pouco mais sobre cooperativismo com a gerente de Desenvolvimento Regional, Vanessa Gutowski e assistiram da palestra de Fabi Saad.

Livros - Ela é autora e coordenadora de dois livros com o tema empreendedorismo feminino: "Dicas de Mulheres Inspiradoras no Comando de Suas Carreiras" e Mulheres Positivas. Fundadora do movimento Mulheres Positivas, que tem como objetivo o desenvolvimento da mulher brasileira. O evento foi uma realização da Sicredi Rio Paraná PR/SP em parceria do Comitê Mulher da cooperativa.

Ação social - Foram arrecadados mais de 850 kg de alimentos que foram doados para as Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) das seguintes cidades: Diamante do Norte, Nova Londrina, Marilena, Loanda e Santa Cruz de Monte Castelo.

Mais - Para saber mais sobre o evento, procure uma agência do Sicredi ou acesse as redes sociais @sicredirioparana. (Imprensa Sicredi Rio Paraná PR/SP)

{vsig}2020/noticias/03/12/sicredi_rio_parana/{/vsig}

 

SICOOB MERIDIONAL: Cooperativa comemora Dia da Mulher com homenagem às colaboradoras

 

sicoob meridional 12 03 2020 Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o Sicoob Meridional promoveu uma homenagem às suas colaboradoras. Na ocasião, os felicitadores do FIC na Unidade Administrativa e nas agências entregaram um presente e exibiram um vídeo com uma mensagem gravada especialmente pela presidente do Conselho de Administração, Solange Martins.

 

Conquistas - No vídeo, a Solange lembrou das conquistas das mulheres no mercado de trabalho e na sociedade. Ela ainda lembrou que 60% dos cargos de liderança da cooperativa são ocupados por mulheres. “Isso só prova que vencemos essa batalha, diferente das gerações anteriores. Só temos o que celebrar neste dia”, ressaltou.

 

Importante - Segundo a supervisora de Crédito Comercial, Débora Farina, comemorar essa data é muito importante, principalmente, porque as mulheres têm conquistado espaço na sociedade ao longo desses anos de luta. “Senti que o evento foi pensado com muito carinho, a decoração estava linda e as mensagens mostram que somos um misto força e delicadeza, que podemos ser o que quisermos e nesta empresa temos espaço para isso", afirmou.

 

Homenagem - Para a gerente de Relacionamento, Zuleide Basseto, receber uma homenagem pelo Dia Internacional da Mulher foi gratificante, no inteiro teor e sentido da palavra. “Saber que muitas de nós já sofreram e ainda sofrem tantas barbáries em nome de uma sociedade machista é no mínimo doloroso. E saber que estamos em uma empresa onde somos reconhecidas pelo nosso trabalho e ainda recebermos homenagem em nosso dia é, com toda certeza, motivo de muita honra”, comentou. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

 

COMÉRCIO INTERNACIONAL: Vendas externas do agro somam US$ 6,41 bilhões em fevereiro

 

comercio internacional 12 03 2020As exportações de óleo de soja, carne (bovina, suína e de frango), algodão e complexo sucroalcooleiro (açúcar e álcool) tiveram desempenho favorável na balança comercial do Agronegócio, que contabilizou US$ 6,41 bilhões, em fevereiro.

 

Participação - A participação do agro no total das exportações brasileiras ficou em 39,2%, já que houve recuo de 6,3% nas vendas externas na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

 

Importações - As importações do setor totalizaram US$ 1,06 bilhão no mês e, como resultado, o saldo da balança comercial foi de US$ 5,35 bilhões, de acordo com a Balança Comercial do Agronegócio, elaborada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Soja - As exportações de óleo de soja totalizaram US$ 62 milhões (+126,5%), com aumento no preço médio do produto e na quantidade comercializada, com 69 mil toneladas.

 

Carnes - A comercialização de carnes no mercado externo ficou em US$ 1,30 bilhão (+11,3%). Houve aumento de 7,5% no quantum comercializado, com 559 mil toneladas, e alta do preço médio dos produtos do setor à taxa de 3,5%.

 

Principal item - "O principal item negociado no mês foi a carne bovina, com US$ 564 milhões (+9%). No que se refere à quantidade, verificou-se retração de 5,7% em relação a fevereiro de 2019, com 131 mil toneladas negociadas", diz o levantamento.

 

Frango - Segundo a SCRI, as exportações de carne de frango aparecem na segunda posição do setor, com vendas de US$ 548 milhões (+5,8%).

 

Recorde - As vendas de carne de frango in natura registraram recorde de quantidade para os meses de fevereiro, com 335 mil toneladas (+11,5%), representando US$ 525 milhões (+6,6%) e cotação média do produto no período de US$ 1.567 por tonelada (-4,3%).

 

Carne suína - As exportações de carne suína atingiram US$ 154 milhões (+55,4%), com incremento de 25,4% no quantum comercializado e de 23,9% na cotação média da mercadoria brasileira no período. As vendas da carne in natura, por sua vez, foram recordes para os meses de fevereiro em valor (US$ 143 milhões) e em quantidade (58 mil toneladas).

 

Flutuações - “As flutuações nos valores exportados de soja em grão e carnes permanecem influenciadas pela desarticulação da produção chinesa de carne suína, em virtude da peste suína africana (PSA), que afeta o rebanho de suínos do país desde 2018. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, em inglês) estima que a produção chinesa de carne suína em 2020 deverá ser de 36 milhões de toneladas, volume 33,3% inferior ao produzido em 2018”, diz a nota da SCRI. 

 

Complexo sucroalcooleiro - O complexo sucroalcooleiro atingiu US$ 484 milhões, alta de 19,9%. As vendas de açúcar foram as mais significativas dentro do setor, com US$ 389 milhões (+14,6%) e 1,31 milhão de toneladas negociadas (+12,4%).

 

Receita - O álcool obteve US$ 94 milhões de receita de exportação (+47,1%), com incremento de 46,7% na quantidade comercializada (131 mil toneladas). O preço médio do produto permanece no patamar aproximado de US$ 716 por tonelada (-13,1%).

 

Algodão - Outro produto com destaque foi o algodão com desempenho positivo de 68,3% no mês estudado, somando US$ 268 milhões. As vendas envolveram 170 milhões de toneladas, com preço médio de US$ 1.578/tonelada, redução de 7,4% no valor em relação ao mesmo mês de 2019.

 

Principal destino em fevereiro - No mês de fevereiro, a Ásia ocupou a primeira posição das exportações do agronegócio brasileiro. Foram exportados US$ 3,10 bilhões, ou seja 3,3% inferiores ao mesmo mês em 2019. A China se manteve entre os principais destinos, com US$ 1,95 bilhão. Esse montante representou queda de 8,6% ante fevereiro/2019 (-US$ 183,04 milhões), e queda da participação do país de 31,3% para 30,5%. (Mapa)

 

> Confira a nota e o resumo da Balança Comercial do Agronegócio 

>> Confira o Agrostat - Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro  

 

FOTO: SECMS

 

IBGE: Produção industrial cresce em 13 dos 15 locais pesquisados em janeiro

A produção da indústria nacional cresceu em 13 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de dezembro para janeiro, quando o setor registrou alta de 0,9% depois de dois meses de quedas consecutivas.

Maiores - As taxas positivas, divulgadas nesta quinta-feira (12/03) na Pesquisa Industrial Mensal Regional, são as maiores desde junho de 2018, quando a indústria começou a se recuperar da greve dos caminhoneiros, iniciada em maio daquele ano.

Destaque - O destaque no mês foi o estado de São Paulo, maior parque industrial do país, que cresceu 2,3% e puxou a alta do indicador. “A indústria paulista vem de dois meses negativos, em que acumulou queda de 3,7%. O resultado de janeiro foi o mais alto desde agosto de 2019 (3,2%). Essa alta foi impulsionada pelos setores de veículos automotores, máquinas e equipamentos e metalurgia”, disse, em nota, o analista responsável pela pesquisa, Bernardo Almeida.

Rio de Janeiro - Segundo o IBGE, o Rio de Janeiro teve a segunda maior influência positiva sobre o índice, com alta de 3,9%, impulsionada pelos setores de veículos e derivados de petróleo. “Com isso, a indústria fluminense eliminou o recuo registrado em dezembro (-3,9%)”, afirmou Almeida, acrescentando que o resultado foi o maior desde julho do ano passado.

Bahia - O analista destacou também o crescimento de 10,3% na produção industrial na Bahia. “O resultado teve a terceira maior influência no índice, e é o maior desde junho 2018, quando chegou a 16,3%. A indústria baiana conseguiu, com a alta de janeiro, eliminar as perdas dos três meses anteriores, quando acumulou recuo de 5,5%. Os principais setores foram os produtos químicos, veículos automotores e derivados do petróleo”, disse Almeida.

Recuo - Em contrapartida, as indústrias do Pará (-4,2%) e de Mato Grosso (-2,3%) recuaram em janeiro. “No Pará, a queda foi a mais intensa desde setembro de 2019, devido ao setor extrativo, e eliminou o crescimento de 2,7% em dezembro. Já Mato Grosso registrou a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 7,2%”, informa o IBGE. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA I: Ministério reduz previsão do PIB para 2,1%

 

economia I 12 03 2020A projeção para o crescimento da economia este ano foi reduzida de 2,4% para 2,1%, informou nesta quarta-feira (11/03) a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, no boletim MacroFiscal. Na terça-feira (10/03), o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, havia adiantado que a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) ficaria acima de 2%.

 

Contingenciamento - Rodrigues disse que a revisão para baixo das projeções de crescimento da economia e a queda nos preços internacionais do petróleo deverão fazer o governo contingenciar (bloquear) parte do Orçamento. Com a economia crescendo abaixo do previsto, o governo arrecada menos, o que obriga o contingenciamento de gastos discricionários (não obrigatórios) para cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 124,1 bilhões neste ano.

 

Incertezas - “Há incertezas sobre o impacto que a queda no petróleo e a desaceleração no crescimento global podem produzir sobre a economia brasileira. É importante destacar que o cenário de crescimento para este ano tornou-se mais desafiador. Estamos monitorando de perto os desdobramentos do Covid-19 e a recente queda no preço do petróleo e reafirmamos que a melhor resposta ao novo cenário é perseverar com as reformas fiscais e estruturais”, diz o boletim.

 

Impacto do coronavírus - De acordo com a secretaria, os impactos do coronavírus sobre a economia brasileira em 2020 estão dentre de um intervalo de menos 0,1 ponto percentual a menos 0,5 ponto percentual, com o cenário provável de redução de 0,3 ponto percentual no resultado do PIB. Na previsão para o crescimento do PIB foi considerado esse percentual provável de impacto.

 

Alerta - O boletim alerta que a epidemia de coronavírus (Covid-19) poderá levar a choques negativos sobre a atividade econômica global, como a redução na produtividade, devido a “quebras de cadeia produtiva e possíveis limitações promovidas pela doença ao trabalho”; redução da demanda; choque no preço de commodities (produtos primários com cotação internacional); choques nas condições financeiras, limitando o crédito. “O impacto de tais choques sobre os países dependerá da sua magnitude e da dinâmica de sua recuperação”, diz o boletim.

 

Redução do risco - “A manutenção do teto de gastos possibilita a redução do risco, o que tem impacto estrutural nos juros, estimulando a economia. As PECs [propostas de emenda à Constituição] fiscais enviadas ao Congresso criam condições para a estabilidade fiscal e as demais reformas estruturantes que serão enviadas ao Congresso Nacional ainda este ano contribuirão para o aumento da produtividade da economia, neste e nos próximos anos. É fundamental, desta forma, manter tais alicerces e perseverar nas reformas estruturais para garantir o desenvolvimento sustentável de nossa economia”, diz a secretaria.

 

Recursos para saúde - Waldery Rodrigues reafirmou que o cenário mais provável é o contingenciamento do Orçamento. Questionado se haverá recursos suficientes para saúde, no caso de disseminação maior do coronavírus pelo país, o secretário disse que o dinheiro será liberado “à medida que o sistema requeira, sempre atentando para o equilíbrio nas contas fiscais”. Ele acrescentou que o Ministério da Saúde, por conta da obrigatoriedade na aplicação de recursos, é o que geralmente tem o menor contingenciamento.

 

Preço do petróleo - Além do impacto do coronavírus, a secretaria destaca a redução no preço do petróleo, influenciada pela redução da demanda internacional pelo produto e a guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia.

 

Queda - “Além das incertezas provocadas pela epidemia do novo coronavírus, o Covid-19, houve uma forte queda no preço do petróleo nos últimos dias, decorrente de um conflito acerca do nível de produção acordado pelos maiores produtores. Esta queda aumentou a volatilidade nos mercados e provocou um movimento global de aversão a risco, com forte reação negativa dos preços de ativos”, diz a secretaria.

 

Choque positivo - A secretaria acrescentou que, de um lado, uma queda no preço de petróleo pode ser interpretada como um choque positivo na oferta, diante da redução do custo dos insumos de produção. “Por outro, há empresas muito alavancadas que poderão ter dificuldades creditícias à frente, caso o preço do petróleo permaneça no patamar atual. No momento atual, esse efeito de segunda ordem e seus desdobramentos têm se sobreposto aos efeitos positivos e são responsáveis por elevar as preocupações dos investidores globais”, diz a SPE.

 

Receitas - Ao apresentar o boletim, Rodrigues informou que o governo não irá considerar a recente alta do dólar e a queda no preço do petróleo para fazer a revisão das estimativas de receitas. Para fazer a revisão nas projeções, a SPE considerou dados até o dia 5 deste mês, com um câmbio médio de R$ 4,22 e o preço do barril de petróleo a US$ 52,70. De acordo com Rodrigues, os números mais recentes não foram utilizados porque há um calendário previamente estabelecido para se fazer as projeções. “Na próxima revisão os dados serão considerados. É um procedimento transparente, pré-programado”, explicou o secretário.

 

Inflação - O boletim MacroFiscal também apresenta a previsão para a inflação de 2020, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que caiu 3,62% para 3,12%. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) passou de 3,73%, previstos em janeiro deste ano, para 3,28%, em março. Esse índice serve de parâmetro para o reajuste do salário mínimo. A previsão para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 3,32% para 3,66%. (Agência Brasil)

 

FOTO: José Cruz / Agência Brasil

 

ECONOMIA II: BNDES tem R$ 140 bilhões disponíveis para financiamento e crédito

economia II 12 03 2020O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou nesta quarta-feira (11/03) que o banco está em uma situação estável e superconfortável de liquidez e de capital para atender aos pedidos de financiamento e crédito. Segundo Montezano, este ano, estão disponíveis R$ 140 bilhões.

 

Inclusão - Além disso, o BNDES pode incluir no valor cerca de R$ 30 bilhões de um total de R$ 100 bilhões que deve receber ao longo do ano. “Ainda tem um volume substancial de recursos aumentando a liquidez do banco.”

 

Linhas abertas - Montezano destacou que não está em cogitação o lançamento de novos produtos ou de linhas de crédito. Ele disse que, por enquanto, a instituição não vai tomar medidas emergenciais para combater os efeitos do coronavírus na economia, mas assegurou que as linhas continuam abertas.

 

Sem alteração - “Não há qualquer alteração de critério. Não há qualquer interrupção de fluxo, muito pelo contrário. Se houver um aumento de demanda aqui no banco por conta de clientes procurando alternativas de liquidez, teremos o maior prazer em atender. Temos capital e caixa de sobra para fazê-lo”, ressaltou.

 

Resultados - Os resultados do BNDES no ano passado foram apresentados na segunda-feira (09/03) na sede da instituição, no centro do Rio.

 

Tesouro - Neste ano, o BNDES tem ainda o compromisso de fazer pagamentos ordinários de R$ 16,7 bilhões à União sobre empréstimos regulares.

 

Devoluções antecipadas - Montezano informou que o banco ainda está discutindo com o Tesouro Nacional o volume de devoluções antecipadas neste ano. “No cenário atual, pode ser mais prudente esperar para dar o número total de devolução no ano. Talvez a gente faça parcela a parcela, não divulgado um valor do ano inteiro, justamente, para poder prever contra a crise”, concluiu.

 

Volatilidade - Para Montezano, a venda de participações societárias que favoreceu o lucro líquido recorde registrado em 2019 se mostrou uma decisão acertada, especialmente neste momento em que o mercado mundial enfrenta os efeitos do coronavírus e de grande volatilidade. “Esse momento de volatilidade do mercado nos lembra da importância e do papel contracíclico do BNDES no sistema financeiro e para a sociedade.”

 

Mais garantias - Ele acrescentou que essa estratégia permite ao BNDES ter mais garantias para atuar em situação de emergência, caso a situação da economia mundial se agrave, uma vez que não terá o peso de carregar ações que possam sofrer com as variações do mercado.

 

Seguro - “Nessas horas em que o mercado, entre aspas, balança e fica mais inseguro, a presença do BNDES como um seguro para o sistema brasileiro torna-se mais importante. Daí a importância de reduzir a exposição à carteira de renda variável. Temos batido nessa tecla há seis meses. De forma muito bem-sucedida, fomos rápidos e ágeis e conseguimos nos antecipar a essa queda disruptiva do mercado em reduzir em R$ 24 bilhões, ainda neste ano, a nossa exposição em bolsa, e isso fez uma baita diferença para o banco”, disse Montezano.

 

Disponíveis e competitivas - Para atuar como um “amortecedor” da crise, caso a situação se agrave, Montezano afirmou que as linhas de crédito estão mantidas “tão disponíveis e competitivas” como estavam há um mês. “Não alteramos qualquer condição de linha. Continuamos aprovando as operações com o mesmo critério. Não tem qualquer descontinuidade aos clientes do banco. Isso sim é uma figura contracíclica, isso sim é um amortecedor. [Para] aquele cliente que está com plano de investimentos, de infraestrutura, de repasse, que está com uma operação protocolada, nada muda, e a gente provém, assim, uma estabilidade relevante e substancial nesses momentos em que o mercado fica um pouco mais volátil.”

 

Contracíclico - Ele ressaltou que o papel contracíclico da instituição neste momento é manter as linhas abertas e inalteradas. "Temos hoje dois clientes principais na nossa carteira de crédito. Primeiro, a pequena e amicroempresa, que atuam através de repasses, os quais foram responsáveis por 46% da nossa carteira, e as linhas de infraestrutura que, junto com a exportação, foram responsáveis por 72% do volume de grandes empresas. Essas linhas continuam abertas, inalteradas e disponíveis.” (Agência Brasil)

 

FOTO: Tomaz Silva / Agência Brasil

 

ECONOMIA III: Poupadores ganham cinco anos para reaver perdas de planos econômicos

 

economia III 12 03 2020Os aplicadores de caderneta de poupança prejudicados por planos econômicos no fim dos anos 1980 e no início da década de 1990 ganharam mais cinco anos para aderir ao acordo coletivo que permite reaver as perdas com a correção do investimento.

 

Termo aditivo - O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Frente Brasileira dos Poupadores (Febrapo), a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Confif) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) assinaram um termo aditivo ao acordo firmado em 2017.

 

Mediação - O Banco Central e a Advocacia-Geral da União (AGU) mediaram as negociações. O prazo para adesão, que terminaria amanhã (12), foi ampliado até março de 2025. O acordo abrangerá mais correntistas. Foram incluídas ações que pedem a reposição das perdas do Plano Collor 1, de 1990, e dos processos de bancos abrangidos pelo Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer).

 

Reposição das perdas - Até agora, o acordo incluía apenas a reposição das perdas com os Planos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 2 (1991). O prazo para a entrada de ações coletivas foi ampliado para 11 de dezembro de 2017. A versão anterior do acordo só abrangia ações coletivas protocoladas até 31 de dezembro de 2016.

 

Aval - O texto ainda precisa do aval do Supremo Tribunal Federal (STF), que terá de homologar o aditivo. O pagamento das perdas com todos os planos será feito em uma única parcela, até 15 dias úteis após a adesão ter sido validada. Nos próximos cinco anos, os multiplicadores (ou fatores de correção) serão corrigidos de forma escalonada pela inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os Planos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.

 

Honorários - O aditivo aumentou os honorários dos advogados de 10% para 15% do valor pago aos poupadores. O valor será pago pelos bancos aos advogados tanto nas ações individuais como na execução de sentenças de ações civis públicas.

 

Estímulo - Segundo a AGU, o aumento dos honorários estimulará a adesão ao acordo. A nova versão do acordo prevê mesas de negociações diretas entre bancos e advogados dos poupadores, com assistência da Febrapo, para facilitar as adesões. Os mutirões de negociação em parceria com os Tribunais de Justiça estaduais continuarão.

 

Adesões - Segundo as entidades que assinaram o acordo, ainda existem 502.150 poupadores elegíveis para aderirem ao acordo. Do total, 358.365 referem-se a aplicadores que perderam dinheiro nos Planos Bresser, Verão e Collor 2, e 143.785 abrangem os poupadores do Plano Collor 1.

 

Plano Collor 1 - No caso do Plano Collor 1, o pagamento ficou definido da seguinte forma: o saldo nominal da poupança do cliente em abril de 1990 será multiplicado por 0,03, obedecendo os seguintes montantes mínimos a serem pagos: R$ 3 mil para saldo maior ou igual a Cr$ 50 mil (50 mil cruzeiros), R$ 2 mil para saldos entre Cr$ 30 mil e Cr$ 49.999,99, e R$ 1 mil para saldos inferiores a Cr$ 30 mil.

 

Novas regras - Em relação aos Planos Bresser, Verão e Collor 2, algumas regras de elegibilidade das ações e de pagamento foram alteradas. Agora, terão direito à reposição das perdas os poupadores ou os herdeiros que acionaram a Justiça até 20 anos depois da edição de cada plano. No caso de ações civis públicas, também poderão aderir os poupadores que entraram com pedido de execução de sentença coletiva até 11 de dezembro de 2017.

 

Texto - As entidades que assinaram o termo aditivo iriam apresentar ainda nesta quarta o texto ao STF para homologação. Na época em que a negociação foi concluída, no fim de 2017, havia mais de um milhão de ações na Justiça pedindo a reposição das perdas com a mudança de correção da poupança provocada por planos econômicos.

 

Validade - Segundo a AGU, as mudanças só valem para as futuras adesões. Quem aderiu ao acordo antes da assinatura do aditivo continuará submetido às regras do acordo original. (Agência Brasil)

 

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE I: Governo aponta riscos do coronavírus e pede mais recursos no orçamento

 

saude I 12 03 2020Em reunião que contou com as presenças dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pediu ao Congresso a aprovação de suplementação orçamentária de R$ 5 bilhões para combater os efeitos do coronavírus no País.

 

Convocação - Realizada na noite desta quarta-feira (11/03), a reunião foi convocada pelo presidente da Câmara e reuniu ainda líderes partidários da Câmara e do Senado, além de outros três ministros – Paulo Guedes (Economia), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) – e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

 

Sugestão - Paulo Guedes sugeriu ainda a reserva de outros R$ 5 bilhões do orçamento para medidas complementares de combate ao vírus. Não ficou decidido, porém, a forma como estes recursos seriam liberados, se por meio de uma medida provisória ou de um projeto de lei do Congresso (PLN).

 

Colaboração - Os presidentes da Câmara e do Senado avaliaram que deputados e senadores vão colaborar com o combate aos efeitos do vírus no sistema de saúde do País. “Eu tenho certeza de que o Congresso e o governo, em conjunto, vão organizar essa solução. Foi uma boa reunião para que o governo e o Parlamento busquem solução em conjunto”, disse Maia.

 

Responsabilidade - “O Parlamento estará à altura de sua responsabilidade”, disse Alcolumbre, que apontou uma medida provisória emergencial como uma possibilidade de garantia imediata dos recursos, caso considerado exceção na regra do teto dos gastos.

 

Repasses aos estados - O ministro da Saúde apontou a necessidade de recursos para permitir aos estados adotarem medidas de reforço ao sistema de saúde. “É necessário que tenhamos rapidamente recursos para descentralizar os repasses para estados tomarem as medidas necessárias”, disse.

 

Abertura das unidades - Uma das medidas planejadas, segundo Mandetta, é deixar as unidades básicas de saúde abertas até meia-noite.

 

Situação econômica - O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, traçaram para os parlamentares um quadro de risco para a economia diante de eventual escalada do número de casos da doença em setores como o de aviação e de serviços. “Empresas estão endividadas, a recessão está se precipitando e o coronavírus só acelerou este processo”, disse Paulo Guedes.

 

Aprovação - Deputados da oposição admitiram a aprovação de mais recursos. “Fica aqui um gesto da oposição, preocupada com o País, para que a gente adote medidas emergenciais que gerem emprego e renda”, disse o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

 

Trégua - O líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), falou em uma espécie de trégua entre governistas e oposição para aprovar os recursos extraordinários. “Temos que superar as divergências relativas ao orçamento impositivo”, disse. (Agência Câmara de Notícias)

 

FOTO: J.Batista/Câmara dos Deputados

SAÚDE II: Publicada portaria que regulamenta medidas para enfrentar o Covid-19

 

saude II 12 03 2020A portaria do Ministério da Saúde, que trata da regulamentação e operacionalização das medidas de enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19), está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (12/03). Ela é fundamentada na Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 30 de janeiro de 2020, em decorrência da infecção pelo Covid-19.

 

Isolamento - De acordo com a portaria, entre as medidas que poderão ser adotadas para resposta à emergência de saúde pública está o isolamento, que objetiva a separação de pessoas sintomáticas ou assintomáticas, em investigação clínica e laboratorial, de maneira a evitar a propagação da infecção e transmissão local.

 

Critério - Segundo prevê o documento emitido pelo ministério, a medida de isolamento somente poderá ser determinada por prescrição médica ou por recomendação do agente de vigilância epidemiológica, por um prazo máximo de 14 dias, podendo se estender por até igual período, conforme resultado laboratorial que comprove o risco de transmissão.

 

Ato médico - No caso de isolamento do paciente com diagnóstico positivo para novo coronavírus, a medida será determinada por ato médico e deverá ser efetuada, preferencialmente, em domicílio, podendo ser feito em hospitais públicos ou privados, conforme recomendação médica, a depender do estado clínico do paciente, diz ainda a portaria.

 

Quarentena - Sobre o estabelecimento de quarentena, consta no documento que ele tem por objetivo garantir a manutenção dos serviços de saúde em local certo e determinado, “mediante ato administrativo formal e devidamente motivado e deverá ser editada por Secretário de Saúde do Estado, do Município, do Distrito Federal ou ministro de Estado da Saúde ou superiores em cada nível de gestão, publicada no Diário Oficial e amplamente divulgada pelos meios de comunicação".

 

Prazo - A quarentena será adotada pelo prazo de até 40 dias, podendo se estender pelo tempo necessário para reduzir a transmissão comunitária e garantir a manutenção dos serviços de saúde no território. A portaria prevê também que a prorrogação do prazo dependerá de prévia avaliação do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública.

 

Recursos - Nessa quarta-feira (11/03), durante audiência na Câmara dos Deputados, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou sobre a negociação com o Congresso para liberação de até R$ 5 bilhões para ações de enfrentamento ao coronavírus.

 

Atenção Primária e hospitalar - O recurso, oriundo de emendas da relatoria da Casa, será utilizado na Atenção Primária e hospitalar para reforçar as ações contra o vírus. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que o Congresso está à disposição da sociedade para discutir não só leis, mas também questões orçamentárias.

 

Ajuda - “Nossa intenção é de ajudar com recursos alocados pelos parlamentares para que possamos dar a sustentação necessária aos municípios e estados e ao trabalho do Ministério da Saúde no combate ao coronavírus. Esta é uma agenda emergencial de curto prazo e é a mais importante, que é a agenda do impacto do coronavírus na saúde dos brasileiros. Essa deve ser sempre a prioridade de todos nós”, disse Maia.

 

Atualização dos casos - De acordo com o ministério até as 16h45, de ontem, subiu para 52 o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil, conforme os dados repassados pelos estados à pasta da Saúde. Desse total, sete são por transmissão local, quando é possível relacionar o doente a um caso confirmado e 45 são importados, ou seja, de pessoas que viajaram ao exterior. Atualmente, são monitorados 907 casos suspeitos. Outros 935 foram descartados.

 

Estados - Os casos confirmados no Brasil estão divididos em oito estados: Alagoas (1), Bahia (2), Minas Gerais (1), Espírito Santo (1), Rio de Janeiro (13), São Paulo (30), Rio Grande do Sul (2) e Distrito Federal (2). (Agência Brasil)

 

FOTO: Pixabay

 


Versão para impressão


RODAPE