Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4779 | 11 de Março de 2020

PRÉ-AGO SUDOESTE: Setenta lideranças cooperativistas se reúnem em Laranjeiras do Sul

O município de Laranjeiras do Sul recebe, nesta quarta-feira (11/03), a segunda pré-assembleia do Sistema Ocepar do Núcleo Sudoeste. O evento acontece com a presença de 70 lideranças cooperativistas de 15 cooperativas dos ramos agropecuário, crédito, saúde e transporte, no auditório da cooperativa Coprossel, que, juntamente com a Sicredi Grandes Lagos, é anfitriã da reunião.

Abertura - Ao fazer a abertura, Paulo Pinto, presidente da Coprossel ressaltou o importante trabalho realizado pelo Sistema Ocepar, por meio da liderança do presidente José Roberto Ricken, no atendimento das demandas das cooperativas. “Temos no sistema o apoio necessário para podermos continuar investindo e crescendo. Essa sistemática adotada em realizar as pré-assembleias é prova da transparência do trabalho que vem sendo feito. Nós, em particular, junto com o Sicredi Grandes Lagos, ficamos extremamente felizes em poder receber tão importante reunião das cooperativas do Sudoeste”, disse. Já o presidente da Sicredi Grandes Lagos, Orlando Muffato, afirmou que, pelo número de lideranças presentes e de diversos ramos, “Podemos afirmar que, hoje, Laranjeiras do Sul é a Capital do Cooperativismo. E temos orgulho de fazer parte deste sistema, que tantas transformações realiza nos municípios onde está presente”.

Núcleo Sudoeste - Já o coordenador do Núcleo Sudoeste, diretor da Ocepar e presidente da Sicredi Parque das Araucárias, Clemente Renostto falou sobre o trabalho que vem sendo realizado na região com o propósito de buscar soluções para as demandas do setor. “O Sistema Ocepar dá o exemplo para outros estados ao decidir em realizar uma gestão mais participativa da base. Essas pré-assembleias contribuem muito para poder informar melhor sobre tudo que o sistema realizou e pretende realizar ao longo de 2020. Aqui é o momento de tomarmos as decisões necessárias sobre os mais diferentes temas. Também vamos indicar hoje o novo membro do Conselho Fiscal da Ocepar a ser indicado pelo Núcleo Sudoeste e que será referendado na Assembleia Geral do Sistema Ocepar em abril”, frisou. A médica Wemilda Marta Fregonese Feltrin, presidente da Unimed de Francisco Beltrão, foi indicada por unanimidade na pré-assembleia como indicada do Sudoeste para ocupar o cargo de Conselheira Fiscal da Ocepar.

Sincoopar - Durante a pré-assembleia em Laranjeiras do Sul também aconteceu a assembleia geral do Sindicato das Cooperativas Agropecuárias do Sudoeste – Sincoopar, presidido por Nelson de Bortoli, que também é presidente da Camisc, cooperativa de Mariópolis.

Ricken - Após a apresentação das cooperativas anfitriãs, Coprossel e Sicredi Grandes Lagos, o presidente do Sistema Ocepar fez um relato sobre os principais pontos que estão no “radar” do sistema cooperativista paranaense, especialmente na representação política junto ao Congresso, numa parceria proativa com a Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB. “Conseguimos avançar muito nesta representatividade parlamentar com a Frencoop, onde vários pleitos do setor estão sendo aprovados em Brasília. Também temos uma interlocução próxima do governo do estado, onde pudemos, em conjunto com a Faep e outras entidades, conquistas o status de livre de aftosa sem vacinação que irá beneficiar diretamente nossas cooperativas”, frisou.

Preocupação - Para Ricken, se tem algo que preocupa a sociedade e também o setor produtivo é o Covid-19, conhecido por coronavírus, agente viral que está se espalhando pelo mundo e já chegou no Brasil, onde até ontem (10/03), já haviam sido confirmados 34 casos e 890 suspeitas das doença.  Na avaliação do dirigente, “o coronavírus é um problema de saúde e de mercado. Pode ter exagero sobre a doença, talvez, mas estamos presenciando todas as consequências nas relações comerciais e nas bolsas de valores. Precisamos debater melhor este assunto e termos estratégias para podermos enfrentar o que vem pela frente de uma forma estratégica, sem impactar tanto o crescimento alcançado pelo setor na última década”, destacou.

Realizações - Após a fala do presidente Ricken, os superintendentes Robson Mafioletti, da Ocepar, Leonardo Boesche, do Sescoop/PR, e Nelson Costa, da Fecoopar, respectivamente, realizaram apresentação de um resumo dos trabalhos executados no ano de 2019 e metas para o ano de 2020, com apoio do gerente Técnico da Ocepar, Flávio Turra, da gerente de Desenvolvimento Cooperativo, Maria Emília Pereira, do gerente Anderson Lechechen, da Fecoopar, e dos coordenadores Alfredo Kugeratski, Carlos Gonçalves e Samuel Milléo Filho. Também acompanha essas pré-assembleias o jornalista Alexandre Salvador, da Rádio Paraná Cooperativo.

{vsig}2020/noticias/03/11/pre_sudoeste/{/vsig}

INFRAESTRUTURA: Entidades do PR se mobilizam para alterar edital de concessão do Aeroporto Afonso Pena

Entidades representativas do setor produtivo paranaense, entre as quais as integrantes do G7, estão se mobilizando para que o governo federal altere o edital de concessão do Bloco Sul, para possibilitar que o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, tenha sua pista principal ampliada em 600 metros ou seja construída uma terceira pista. Essas obras viabilizariam a operação de voos diretos para os Estados Unidos e Europa, de cargas ou passageiros, sem restrições, reduzindo os custos para os usuários e aumentando a competitividade das empresas paranaenses.

Audiência pública - Na segunda-feira (09/03), a demanda foi apresentada aos representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Secretaria Nacional de Aviação Civil e Ministério da Infraestrutura, na audiência pública ocorrida na capital paranaense, cujo objetivo foi discutir a sexta rodada de concessão de aeroportos, que teve início em maio de 2019, e do qual o Bloco Sul faz parte, contemplando nove aeroportos: Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Londrina e Bacacheri, em Curitiba, no Paraná; Navegantes e Joinville, em Santa Catarina; e Pelotas, Uruguaiana e Bagé, no Rio Grande do Sul.

Ofício - Um ofício também foi encaminhado ao governador Ratinho Junior, solicitando o apoio do governo do Estado junto ao Ministério da Infraestrutura, para assegurar mudanças no edital. O documento é assinado pelas lideranças do G7, José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar; Ari Bittencourt, vice-presidente da Fecomércio/PR; Ágide Meneguette, presidente da Faep; Carlos Walter Martins Pedro, presidente do Sistema Fiep; Sérgio Malucelli, presidente da Fetranspar, Camilo Turmina, presidente da ACP, e Marco Tadeu Barbosa, presidente da Faciap. Também assinam o documento Edson José Ramon, presidente do Instituto Democracia e Liberdade (IDL), Mário Pereira, presidente do Movimento Pró-Paraná, e José Alberto P. Ribeiro, presidente em exercício do Instituto de Engenharia do Paraná.

Alerta - No ofício, as entidades alertam que, se não houver mudanças no edital até a realização do leilão, a concessão terá validade por 30 anos e as obras necessárias deixarão de ser realizadas. “Todos os aeroportos das grandes capitais brasileiras já possuem voos diretos para Estados Unidos e Europa. Apenas Curitiba hoje está fora desta relação e continuará assim se o edital a ser publicado para a concessão para os próximos 30 anos não for alterado”, afirmam.

Outras obras - Elas destacam ainda outros pontos que necessitam ser modificados em relação ao Aeroporto de Londrina (ampliação da pista em mil metros pois no edital constam 540 metros, construção de um novo terminal que permita o embarque por fingers e a instalação de equipamentos de proteção de voos) e no Aeroporto de Foz do Iguaçu (estabelecer prazo para construção da nova pista prevista no edital).

Clique aqui e confira na íntegra o ofício encaminhado ao governador Ratinho Junior

FOTOS: Infraero e Sistema Fiep

{vsig}2020/noticias/03/11/infraestrutura/{/vsig}

 

RAMO CRÉDITO: Apresentado projeto de modernização da Lei Complementar 130

 

Os presidentes Roberto Campos Neto (Banco Central do Brasil) e Márcio Lopes de Freitas (Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB) estiveram presentes na solenidade de assinatura do projeto de lei complementar de modernização da LC 130/2009, que dispõe sobre o Sistema Nacional das Cooperativas de Crédito (SNCC). A solenidade ocorreu na sede da OCB, em Brasília, nesta terça-feira (10/03), e contou, ainda, com a presença de representantes do SNCC, do presidente da Frencoop, deputado Evair de Melo (ES) e outros parlamentares da Frente.

 

Elogio - O autor do projeto, deputado federal Arnaldo Jardim (SP), que representa as cooperativas de crédito na Diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo, elogiou a atuação do Banco Central. “Há cerca de 10 anos, eu, em nome do cooperativismo, iniciei uma jornada junto ao Banco Central para construir um ambiente de desenvolvimento para as cooperativas de crédito. Passamos por algumas diretorias e todas elas viam o SNCC como as ferramentas de acesso a crédito e de educação que são por excelência. Na sua gestão, presidente Roberto, vemos a mesma coerência que é: produzir e distribuir riquezas de forma justa”, comenta.  

 

Votação - Jardim também destacou que, com o apoio da Frencoop, a expectativa é de que esse projeto de lei seja votado e aprovado tanto na Câmara quanto no Senado, ainda neste ano. “Nossa expectativa, com base nas projeções do Banco Central, é de que as cooperativas de crédito saiam dos atuais 8% de oferta de crédito para 20% em três anos”, explica.

 

Nova lei - O projeto tratará do aprimoramento da governança nas cooperativas de crédito, eliminando algumas sobreposições, dirimindo conflitos de interesses e, por fim, agilizando processos de tomada de decisão e fortalecimento de estruturas de supervisão do modelo societário cooperativo.

 

Novos negócios - A nova lei, assim que aprovada, trará oportunidades de novos negócios, como os chamados empréstimos sindicalizados, que trata da possiblidade de duas ou mais cooperativas, do mesmo sistema, unirem forças para, juntas, atender alguma demanda de crédito de um dos seus cooperados.

 

Centrais e confederações - O projeto também delegará ferramentas e poderes maiores para as centrais e confederações realizaram o trabalho de supervisão auxiliar. Por fim, o texto assegura uma modernização no processo de gestão da cooperativa, ampliando a participação do cooperado e, ainda, permitindo a realização de assembleias gerais virtuais, por exemplo.

 

Câmara dos Deputados - Após a assinatura, o grupo seguiu para a Câmara dos Deputados, onde se reuniu com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (RJ). Os cooperativistas formalizaram a entrega do projeto de revisão da LC 130/09 e reforçaram o amplo entendimento no setor em favor do texto apresentado.

 

Necessidade - O presidente do Banco Central destacou que, ao longo da década de vigência da LC 130, houve muitos avanços no fortalecimento da governança das cooperativas e na capacidade do BCB de supervisioná-las. “Para isso, foram necessárias importantes ferramentas como a auditoria cooperativa; a supervisão auxiliar no caso da autorregulação; o pioneirismo no uso de inteligência artificial para avaliação de carteira de crédito”, destaca Roberto Campos Neto.

 

Agenda BC# - Segundo ele, ao longo de 2019, os avanços da Agenda BC#, ampliaram as possibilidades de captação das cooperativas, permitindo a obtenção de funding por meio: da poupança imobiliária, da poupança rural, da letra financeira e da Letra Imobiliária Garantida. “No entanto, ações adicionais de promoção do cooperativismo de crédito requerem alterações legais. E, para continuarmos a avançar, é importante darmos andamento a essa revisão ampla da LC 130, um projeto que é muito importante para o Banco Central”, enfatiza o presidente.

 

Urgência - O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, frisou que a revisão da LC 130/09 é essencial para o desenvolvimento das cooperativas de crédito e, também para a economia brasileira, considerando que elas são ferramentas de democratização de crédito, de inclusão e de educação financeira. Além disso, Márcio Freitas comparou as metas do Banco Central com sua Agenda BC# com a realidade atual do cooperativismo.

 

Pilares - “Temos atualizado com três pilares fundamentais para nós, a integridade, que mostra à sociedade que as cooperativas são empresas que fazem a diferença na sociedade; a inovação, que tem o poder agilizar ainda mais a nossa resposta às demandas do mercado; e, por fim, a sustentabilidade, algo que precisamos valorar e valorizar ainda mais”, compara o líder cooperativista.

 

Realidade - O presidente da Frencoop, Evair de Melo (ES), convidou o presidente do Banco Central para participar da pré-assembleia do Sicoob em seu estado. “Não tenho dúvidas de que é uma experiência muito rica e que precisa ser vivida”, avalia.

 

Mundo digital - O parlamentar discorreu, ainda, sobre o fato de, mesmo com o mundo digital em alta, e, apesar das diferenças que marcam o Brasil de norte a sul, as cooperativas de crédito conseguem falar pessoalmente com todos os brasileiros que já sabem que cooperar vale a pena. “É necessário apoiar o microcrédito, que é maior demanda das pessoas. Esse crédito contribui com os arranjos produtivos locais, cheios de boas ideias e iniciativas inovadoras, fundamentais para a economia brasileira”, conclui Melo.

 

Números - As cooperativas de crédito são fundamentais para a inclusão financeira e democratização do crédito. Juntas, elas reúnem 11,5 milhões de cooperados em todas as regiões. Ao todo, são 916 cooperativas de crédito que estão presentes em aproximadamente 2.200 municípios, com mais de 6,5 mil pontos de atendimento. É a maior rede de serviços financeiros do Brasil. Vale destacar que em 594 cidades, as coops de crédito são as únicas instituições financeiras fisicamente presentes.

 

Inclusão financeira - O cooperativismo auxilia na inclusão financeira, na manutenção e melhor equilíbrio dos índices demográficos, colaborando para o surgimento de prósperas e novas realidades socioeconômicas no interior do país, gerando riqueza e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. (Informe OCB)

 

FOTOS: Iago Carvalho

 

{vsig}2020/noticias/03/11/ramo_credito/{/vsig}

UNIPRIME NORTE DO PR: Cooperativa alcança resultado de R$ 88 milhões em 2019

uniprime norte pr 11 03 2020A Uniprime Norte do Paraná tem como propósito melhorar a vida financeira das pessoas e os resultados obtidos a partir desse modelo de gestão refletem nas sobras anuais pagas aos cooperados. Em 2019, a cooperativa atingiu o resultado de R$ 88 milhões e as sobras foram distribuídas aos cooperados em 28 de fevereiro. Entre as mais de 900 cooperativas no Brasil, a Uniprime figura como a terceira que mais distribui sobras por cooperado e a sétima no país com maior patrimônio líquido.

Vitória - Para a cooperativa, alcançar a meta financeira traçada pelo planejamento estratégico foi uma importante vitória e está relacionada a um trabalho conjunto realizado pelos diretores, conselheiros, colaboradores e cooperados.

Distribuição dos rendimentos - Diferente do sistema financeiro tradicional, em que o lucro é dividido apenas entre os acionistas, nas cooperativas os rendimentos são distribuídos entre todos os associados, de acordo com suas respectivas transações. Na Uniprime, cada cooperado recebe anualmente sua parte nos lucros e a distribuição das sobras é proporcional à movimentação de cada um, portanto, quanto maior é a utilização dos produtos e serviços da Uniprime, maior é o retorno. Veja como:

- Conta Corrente (DV): ao movimentar a Conta Corrente Uniprime, o cooperado participa da distribuição das sobras na proporção de seu saldo médio em conta.

- Aplicações (DP): ao investir na Cooperativa - RDC, o cooperado, além de receber a remuneração pactuada, também participa da distribuição das sobras na proporção de seu saldo médio de Aplicações.

- Empréstimos: ao contratar Empréstimos ou Financiamentos, o cooperado recebe de volta parte dos juros pagos ao longo do ano através da distribuição das sobras.

Distribuição - Além de comemorar o resultado referente ao exercício de 2019, a Uniprime reforça que em 22 anos de história, já distribuiu mais de um bilhão de reais em valores atualizados. Esse ano, com uma novidade importante: deu-se um valor proporcional maior das sobras às aplicações em RDC (Recibo de Depósito Cooperativo), de forma a premiar os cooperados que acreditaram e investiram na cooperativa, permitindo uma remuneração bastante elevada, equivalente a 120% do CDI, considerada excelente no mercado financeiro.

Consulta - O cooperado Uniprime pode consultar o extrato no APP Uniprime Mobile Banking, Internet Banking ou pessoalmente com seu Gerente.

Vídeo - Acesse AQUI para assistir ao vídeo sobre a campanha, com a palavra do presidente da cooperativa, Alvaro Jabur.

Sobre a Uniprime - A Uniprime é uma cooperativa de crédito que conta com mais de 25 mil cooperados, com uma área de abrangência de 858 municípios através das suas 28 agências nos estados do Paraná e São Paulo. (Imprensa Uniprime Norte do Paraná)

Acompanhe a Uniprime:

Site: https://www.uniprimebr.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/uniprime

Universo Uniprime: https://www.uniprimebr.com.br/#universo

 

INTEGRADA: UR Paiquerê inicia recebimento da safra

 

A nova unidade de recebimento da Integrada em Paiquerê, distrito de Londrina (PR), já começou a receber os primeiros caminhões carregados com soja dos cooperados da região. A unidade foi inaugurada há menos de um mês e visa atender uma demanda dos agricultores.

 

Excelência no atendimento - Durante a inauguração, o diretor-presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, agradeceu a presença dos cooperados e afirmou que a nova estrutura atende aos anseios dos cooperados e converge com o projeto estratégico de expansão da cooperativa, cujo propósito é criar valor e atender com excelência os cooperados e produtores rurais da região de Paiquerê, Irerê, Guairacá e Maravilha.

 

Área de atuação ampliada - Com o investimento nesta estrutura, a Integrada amplia a sua área de atuação, melhorando a capilaridade das unidades e proporcionando o aumento do recebimento de cereais. A inauguração contou com a presença do coordenador do núcleo de cooperados de Londrina, João Nazima, que falou sobre o desenvolvimento do cooperativismo e da Integrada.

 

Prefeito - O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, também participou da inauguração. Durante o seu discurso, o prefeito afirmou que a unidade trará desenvolvimento para os distritos da região, por meio da movimentação da economia.

 

Transbordo - A nova unidade contém um transbordo e está preparada para recebimento, beneficiamento, armazenagem e expedição de grãos, contemplando um silo expedição, dois silos-pulmão, duas moegas, sendo uma delas tombador de bitrem, balança rodoviária de 30 metros, fluxo de recepção e expedição de 200 toneladas por hora.

 

Receptividade - O cooperado Paulo Muraoka, produtor na região de Paiquerê, aprovou a nova unidade. Antes da estrutura, o agricultor andava cerca de 20 quilômetros para entregar em outra unidade. Agora, ele roda apenas 3 quilômetros. Em apenas um dia, Muraoka descarregou nove vezes na nova UR. (Imprensa Integrada)

 

{vsig}2020/noticias/03/11/integrada/{/vsig}

COCAMAR: Desbravadores crescem ao apostar em novas regiões

No ano 2000, a família Batalini, tradicional produtora de grãos em Marialva e outros municípios da região de Maringá, no Noroeste do Paraná, sondava as terras ainda pouco exploradas para agricultura no Mato Grosso do Sul. “A gente precisava expandir e estava ficando caro comprar terra no Paraná”, conta o produtor Roberto Batalini, 52 anos, que mantém sociedade com os irmãos Wilson e Moacir. Na quarta-feira (04/03), Roberto recebeu a equipe do Rally Cocamar de Produtividade e, segundo ele, o objetivo era Naviraí mas foram parar em Nova Andradina, perto da divisa entre os dois estados. “Em Naviraí o negócio não andou e, passando por Nova Andradina, vimos que a geada forte daquele ano não tinha feito estragos e isto nos chamou a atenção”, lembra.

Poucos cultivos - Na época, pouca gente cultivava soja ali. Eles examinaram a textura do solo plano, se informaram sobre o regime de chuvas e, acreditando estar diante de uma oportunidade, decidiram investir. Se no Paraná os recursos que possuíam só davam para adquirir no máximo 200 hectares (cerca de 80 alqueires), em Nova Andradina eles foram suficientes para negociar 580 hectares (240 alqueires), área essa que se somou a outros 290 hectares adquiridos pelo sogro de Roberto. “A proporção era de 3 por 1.”

Valeu a pena - Os Batalini realizaram, a seguir, a limpeza das áreas, a remoção de leiras, a destoca e a correção da acidez do solo, bem como a instalação de uma base com todos os maquinários que precisavam. Mas valeu a pena. Desbravaram a região confiantes de que estavam no caminho certo e o resultado não poderia ser outro.

Boas colheitas - Com as boas colheitas que têm conseguido praticamente todos os anos, em menos de duas décadas eles já ampliaram suas áreas para 2,9 mil hectares (1,2 mil na linguagem em alqueires), dos quais 700 arrendados, que estão sob a responsabilidade de Roberto, enquanto os outros dois irmãos cuidam de 1,2 mil hectares no Paraná, tudo cultivado com grãos.

Produtividade - Segundo o produtor, a produtividade em Nova Andradina regula com a de Marialva, ao redor de 60 sacas por hectare. “Não pode descuidar da aplicação de gesso e calcário, sempre no ponto certo”, adverte, lembrando que a acidez do solo é um desafio a ser vencido a cada ano. No outono/inverno ele cultiva milho e, a exemplo da soja, as médias têm sido satisfatórias, ao redor de 115 sacas por hectare. O milheto é usado para fazer a cobertura do solo com palha.

Referência - Receptivo a tecnologias e seguindo todas as orientações técnicas, Roberto é assistido pelo engenheiro agrônomo Edilson Betioli, da unidade local da Cocamar, e fez as aplicações preventivas recomendadas para o controle de pragas e doenças. “É um produtor de referência na região”, resume Betioli. Mesmo produzindo bem, Roberto cita que a safra poderia ter sido ainda melhor, uma vez que a mesma perdeu potencial devido à falta de chuvas em determinadas épocas, como no início – o que demandou replantio em alguns pontos – e na fase de enchimento de grãos. “Aqui não escapamos dos veranicos”, diz, lembrando que pela sua experiência, o período ideal de semeadura vai de 20 de outubro a 20 de novembro.

Equipe - Morando em Marialva, de onde se desloca periodicamente para Nova Andradina, Roberto conta com uma equipe de 7 funcionários e a sede da fazenda possui amplos galpões e silos, entre várias outras benfeitorias. Sobre a decisão de investir no Mato Grosso do Sul numa época em que só havia incertezas e falta de estruturas, ele diz que a família soube enxergar e aproveitar a chance. Antes da chegada dos intrépidos paulistas e paranaenses, que desbravaram a região com agricultura, os produtores locais, em sua grande maioria, mantinham a tradição da pecuária extrativista, um modelo que degradou os pastos e se tornou antieconômico.

Ainda muito a explorar no município - O gerente da unidade da Cocamar, Everson de Souza, destaca que o município de Nova Andradina, bastante extenso, conta com cerca de 400 mil hectares “e muita área ainda a ser incorporada pela agricultura”. Para constatar isso, basta dar um rápido passeio fora dos limites da cidade de 55 mil habitantes, cujo dinamismo se deve, em especial, à força do agronegócio.

Unidade - A Cocamar instalou sua unidade ali em 2014, a qual, em pouco tempo, se tornou a maior recebedora de grãos da cooperativa e uma das primeiras também em comercialização de insumos agropecuários. Para o produtor Roberto Batalini, a presença da Cocamar confere mais segurança e confiabilidade aos agricultores da região. Neste ano, ele já antecipou a venda de 45% da sua produção com a cooperativa, aproveitando a boa fase de preços.

Crescer verticalmente - A expansão dos Batalini foi rápida no Mato Grosso do Sul e agora, sempre atentos a oportunidades, eles fazem o caminho inverso e voltaram a investir em compra de terras no Paraná. No entanto, segundo Roberto Batalini, o crescimento agora vai depender do envolvimento de mais gente da família – os filhos, que se preparam para participar dos negócios. Ele é pai de Everton (23 anos), Guilherme (20) e Vinícius (15), sendo que os dois primeiros, estudantes de agronomia, dividem o tempo entre o curso e o trabalho nos momentos de maior demanda, operando colheitadeiras, por exemplo.

Objetivo - “Nosso objetivo, daqui para a frente, é crescer verticalmente”, acrescenta o produtor, explicando ser indispensável ampliar as médias de produtividade e aproveitar bem as terras que já possuem. Para isso, os sócios investem na fertilidade do solo, sediando em Nova Andradina um trabalho experimental conduzido pela Cocamar em parceria com uma consultoria especializada. Está nos planos, ainda, para os próximos anos, adotar o programa de integração lavoura-pecuária (ILP), possivelmente em área de 720 hectares (300 alqueires), de maneira a diversificar as atividades e as fontes de renda.

Sobre o Rally - O Rally Cocamar de Produtividade tem a finalidade de valorizar as boas práticas agrícolas e conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Spraytec, Zacaris Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Elanco, Altofós Suplementos Minerais Cocamar, Sancor Seguros, Cocamar TRR e Texaco Lubrificantes, e o apoio do Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), Aprosoja-PR e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

{vsig}2020/noticias/03/11/cocamar/{/vsig}

COPAGRIL: Evento especial para mulheres cooperativistas recebe mais de 1200 convidadas

 

Mais de 1200 mulheres cooperativistas, da região Oeste do Paraná e Sul do Mato Grosso do Sul, participaram do evento especial promovido pela Cooperativa Agroindustrial Copagril no último sábado (07/03). O encontro integra as celebrações dos 50 anos da Copagril e também marcou a comemoração do Dia Internacional da Mulher, que foi comemorado no domingo, 8 de março. A programação realizada no Centro de Eventos de Marechal Cândido Rondon contou com palestra, show e confraternização, ações que tiveram como objetivo valorizar a mulher, incentivar a participação e enaltecer o papel feminino na cooperativa.

 

Apresentação - A abertura da programação da tarde começou com a apresentação do diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla. Ele falou sobre a trajetória da Copagril e a conquista dos 50 anos de atuação, enaltecendo a participação das mulheres e o papel feminino nas propriedades e dos cooperados no desenvolvimento da cooperativa. “A mulher tem uma importância muito grande em todas as atividades e cada vez mais está evoluindo e crescendo, assumindo cargos e direções em todos os segmentos, assim como também na produção das propriedades. Queremos reforçar a importância delas e valorizá-las. Ficamos muito felizes pela oportunidade de reunir, reconhecer e homenagear as mulheres”, destaca.

 

Palestra - A palestra “O valor está nas pessoas”, que também é o slogan dos 50 anos da Copagril, foi ministrada por João Carlos de OIiveira, que com muito bom humor e entusiasmo ministrou uma palavra de reflexão e valorização da mulher. “Para mim é um momento de ousadia, a Copagril fez um movimento de 50 anos, que veio de uma ideia e que hoje valoriza a força da mulher. Ter um evento com 1200 mulheres, com o lema dos 50 anos e se preocupando com as pessoas, isso é fantástico, é bem a coisa do cooperativismo”, afirmou ele ao enaltecer a presença de mulheres de toda a região de atuação da Copagril.

 

Show especial - A tarde também teve um show especial preparado pela Orquestra de Viola Caipira de Toledo. Com músicas especialmente preparadas para o evento e também músicas do repertório tradicional. O grupo, que também conta com seis mulheres, encantou as convidadas com os arranjos e melodias ao som das violas.

 

50 Anos - O evento especial para as mulheres faz parte das atividades de celebração dos 50 anos da Copagril, comemorados em 2020. Outros encontros envolvendo os cooperados e familiares serão realizados em 2020, todos com foco na trajetória e naqueles que fazem parte, que são a história da Copagril: as pessoas. 

 

Programação - “Esse ano a Copagril comemora 50 anos e temos uma programação preparada para atender todas as pessoas que fazem parte da Cooperativa e agora, com coincidência do Dia da Mulher pudemos fazer uma programação especial para elas e ficamos muito felizes com uma participação com mais de 1200 convidadas, isso nos orgulha muito e engrandece a Copagril”, completa Ricardo Chapla ao falar da participação das mulheres cooperadas, familiares de cooperados e convidadas. 

 

Agradecimento - A Copagril agradece a prefeitura municipal de Marechal Cândido Rondon, em especial a Secretaria de Cultura pelo apoio na realização do evento. (Imprensa Copagril)

 

{vsig}2020/noticias/03/11/copagril/{/vsig}

UNIODONTO MARINGÁ: Cooperativa cresce em 2019 e planeja aumentar número de beneficiários neste ano

Os bons resultados obtidos no ano passado e as metas para 2020 foram apresentados aos cooperados da cooperativa odontológica Uniodonto Maringá, na Assembleia Geral Ordinária realizada nesta terça-feira (10/03), em Maringá, Noroeste do Paraná. O Sistema Ocepar foi representado pelo coordenador de Monitoramento do Sescoop/PR, João Gogola Neto.

Números significativos - No fechamento do exercício, a Uniodonto Maringá apresentou números significativos: o faturamento foi recorde, chegando a R$ 6,7 milhões, o que representa um crescimento nominal de 5,6%, no ano, e de 81,5%, em cinco anos; o total de ativos foi de R$ 2,6 milhões e foi ainda registrado o maior volume de sobras de sua história, no valor de R$ 472 mil. Das sobras à disposição, ou seja R$ 352 mil, a assembleia deliberou em capitalizar 50% e distribuir os demais 50%.

Objetivos - A cooperativa tem entre os seus objetivos para 2020 aumentar o número de beneficiários e implantar o modelo de governança coorporativa exigido pela Agência Nacional de Saúde (ANS) para operadoras com mais de 20 mil vidas na carteira.

Eleição - Na AGO também foi realizada a eleição do Conselho de Administração para gestão 2020-2024. O presidente Vampre Luiz Cardoso Oliveira foi reconduzido ao cargo.

Sobre a Uniodonto Maringá - A Uniodonto Maringá conta com 95 cooperados, que atuam nas diversas áreas da odontologia. Fundada em 24 de junho de 1996, atualmente é classificada pela ANS como operado de médio porte, contemplando 22.251 de vidas (beneficiários). Em cinco anos, entre 2014 e 2019, a carteira da cooperativa teve crescimento de mais de 67%. “Da carteira, cabe destacar que 529 contratantes são empresas e a cooperativa atende o quadro laboral delas”, informa Gogola.

{vsig}2020/noticias/03/11/uniodonto_maringa/{/vsig}

UNIMED PONTA GROSSA: Pela primeira vez, HGU realiza cirurgia cerebral com paciente acordado

 

unimed ponta grossa 11 03 2020Na última semana, o Hospital Geral Unimed (HGU) contou com a primeira craniotomia (cirurgia intracraniana) em um paciente acordado.

 

Indicação - De acordo com o neurocirurgião que liderou o procedimento, Alexandre Rossatto Felix, esse tipo de cirurgia é indicado para lesões em áreas cerebrais consideradas eloquentes, como motricidade e linguagem. “O que foi determinante nesse caso também é que a cirurgia seria do lado esquerdo, que geralmente é o lado dominante. Neste paciente, estavam reunidas duas condições importantes: a lesão estava no lado esquerdo do cérebro e próximo à área da fala”. 

 

Etapas - O procedimento contou com duas etapas, a preparação do paciente e a cirurgia propriamente dita. Na primeira, o paciente é totalmente sedado e fica desacordado até que a equipe de neurocirurgiões faça o todo o processo de acesso ao cérebro. Depois dessa fase é que o paciente permanece anestesiado para que continue não sentindo dor, mas com a sedação controlada de forma que permaneça acordado.

 

Melhoria dos resultados - O anestesiologista André Trentini explica que essa modalidade contribui para melhorar resultados no tratamento de lesões vasculares, tumores ou focos epiléticos, minimizando as sequelas. “É um desafio garantir a segurança e conforto do paciente durante a cirurgia. Felizmente, em pacientes com perfil compatível ao tipo de cirurgia, orientados e treinados, contamos com técnicas e medicamentos que nos permitem alcançar esses objetivos”.

 

Testes de estímulos - Durante todo o período em que o paciente está consciente, são feitos testes de estímulos, que identificam as áreas motora e de linguagem para auxiliar o cirurgião a chegar ao local da lesão sem comprometer essas funções.

 

Interações - Segundo o neurofisiologista Romero de Castro, são realizadas interações com o paciente para que ele descreva figuras, imagens enquanto as funções são monitoradas. “A linguagem não é só a palavra. Existe toda uma área da fala responsável também pela análise, pela parte semântica, pela interpretação das figuras que estão sendo mostradas. Tem que conversar com o paciente sobre a dinâmica diária dele, a profissão, os hobbies, para favorecer a interação”.

 

Duração - Ao todo, a cirurgia durou cerca de seis horas. Felix ressalta que “por ser uma área muito nobre, precisa tomar um cuidado muito especial, não pode haver nenhum tipo de lesão vascular que possa comprometer outras áreas do cérebro. O processo de preparação e a cirurgia em si são processos diferentes e ambos demorados”, comenta Felix.

 

Além da técnica - Por se tratar de uma cirurgia com alta complexidade, o neurocirurgião destaca que realização desse tipo de procedimento vai além da técnica utilizada. “Requer uma integração da equipe como um todo, que deve estar afinada e o ambiente tem que estar preparado e equipado para atender possíveis intercorrências. Tem que contar com os melhores equipamentos, todo o material neurocirúrgico de boa qualidade e ter estrutura pra cuidar no pós-operatório também, com uma unidade de terapia intensiva experiente”, finaliza. 

 

Equipe - A equipe médica que realizou a cirurgia foi composta pelos neurocirurgiões Alexandre Rossatto Felix e Leonardo Welling; o neurofisiologista Romero de Castro; o anestesiologista André Trentini; a fisioterapeuta Melissa Harsanyi; além da instrumentadora Claricinda Neves Pinto; enfermeiros e técnicos de enfermagem. (Imprensa Unimed Ponta Grossa)

UNIMED CURITIBA: #corraporeles é o conceito da campanha da 16ª Corrida Noturna

 

A campanha para a 16ª Corrida Noturna Unimed Curitiba foi inspirada no grande diferencial da prova nesta edição: a doação de até 100% do valor das inscrições para instituições de transformação social, que contribuem para a formação de atletas em diversas modalidades. A prova acontece no dia 4 de abril, com largada na Universidade Positivo, em Curitiba. Como o objetivo é mobilizar a cidade inteira e contribuir para o bem comum, foi criada a hashtag #corraporeles, para simbolizar o espírito de coletividade que propõe a campanha. 

 

Filme - No filme, todo produzido em animação 3D, diversos personagens param o que estão fazendo para participar da corrida, desde um homem-estátua até uma noiva na porta do seu casamento. A propaganda é uma maneira bem-humorada de representar a importância de participar e ajudar o próximo. Completam a campanha peças de mídia exterior, internet e um spot para rádio. (Imprensa Unimed Curitiba)

 

Ficha Técnica 

Agência: Bronx 

Cliente: Unimed Curitiba 

Direção de Criação: Alexandre Silveira 

Redação: Gabriel Lachowski 

Direção de Arte: Martin Castro 

Produção (filme): MFX 

Produção (áudio): Toro 

Mídia Off: Flávia Stamm 

Mídia On: Luís Oliveira 

Atendimento: Stephanie Alló, Gisele Wagner, Caroline Zimann e Monique Lopes

Aprovação: Rached Traya, Valéria Lopes, Bruna Kotaka e Maria Eduarda Ruivo

 

{vsig}2020/noticias/03/11/unimed_curitiba/{/vsig}

CONAB: Safra de grãos deve alcançar recorde de 251,9 milhões de toneladas

 

conab 11 03 2020A atual safra de grãos (2019/2020) deve chegar a 251,9 milhões de toneladas, um ganho de 9,9 milhões de toneladas em comparação à safra passada (2018/2019), correspondente a um crescimento de 4,1%, conforme projeção do sexto levantamento divulgado nesta terça-feira (10/03) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O montante estimado é recorde na série histórica.

 

Boas condições climáticas - A projeção está relacionada às boas condições climáticas nas principais regiões produtoras de grão, impulsionada pelas lavouras de soja e milho com perspectiva de bons níveis de produtividade.

 

Crescimento - A área total de grãos, favorecida pela distribuição regular de chuvas na maioria dos estados, deve crescer 2,4%, alcançando cerca de 64,8 milhões de hectares. As culturas de primeira safra responderão por 46,5 milhões de hectares (71,7%), enquanto as de segunda, terceira e de inverno, por 18 milhões de hectares (28,3%).

 

Soja - Para as lavouras de soja está reservada uma área 2,6% maior, com expectativa de boa produtividade. A produção estimada é de 124,2 milhões de toneladas e um acréscimo de 8%, o que confirma mais um recorde na série histórica, graças à boa distribuição de chuvas, sobretudo nos estados do Centro-Oeste, onde estão adiantadas as etapas de colheita.

 

Milho - A produção total do milho de primeira e segunda safras é de mais de 100 milhões de toneladas, com um crescimento de 0,4% acima da safra passada, tendo como estímulo as cotações do cereal no mercado internacional.

 

Área maior - A estimativa de área semeada do milho primeira safra é de 4,23 milhões de hectares, 3,2% maior que o da safra 2018/19. Na segunda safra, cuja semeadura começou em janeiro e segue ocupando o espaço deixado pela colheita de soja, o crescimento de área deve alcançar 2,1%, tendo em vista a rentabilidade produtiva e as condições climáticas favoráveis. A terceira safra está estimada em 1,2 milhão de toneladas.

 

Algodão - Após crescimentos significativos da área cultivada de algodão nas duas últimas safras, que também aproveita o espaço deixado pela soja, o levantamento indica um crescimento menor, cerca de 3,3% (1,7 milhão de hectares). A produção, também recorde, deve alcançar 2,85 milhões de toneladas de pluma. Já a destinação ao caroço chega a 4,28 milhões de toneladas (alta de 1,6% em relação à safra passada).

 

Feijão - O feijão primeira safra, apesar de menor área semeada, pode crescer 6,1%, em razão da produtividade, e somar 1,05 milhão de toneladas. A segunda safra, que está no início de cultivo, deve ocupar pouco mais de 1,4 milhão de hectares, similar à safra passada. As maiores áreas estão nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e do Paraná.

 

Arroz - A safra de arroz deve apresentar redução de 2,4% na área cultivada (1,6 milhão de hectares) e produção de 10,5 milhões de toneladas, 0,8% acima da obtida em 2018/19. (Mapa)

 

FOTO: Mayke Toscano / Secom-MT

IBGE: Safra de grãos deve crescer 3,1% em fevereiro

 

ibge 11 03 2020A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar mais um recorde na série histórica e chegar em fevereiro de 2020 a 249 milhões de toneladas. O número é 3,1% maior do que o registrado no mesmo mês de 2019, quando foram produzidas 241,5 milhões de toneladas. Em relação a janeiro, o crescimento é 0,9%.

 

Área colhida - Em área colhida, os 64,4 milhões de hectares representam crescimento de 1,8% na comparação anual e de 0,1% na mensal. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado nesta terça-feira (10/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Principais produtos - Os principais produtos são arroz, milho e soja, que representam 93,2% da estimativa da produção e somam 87,3% da área a ser colhida. Na comparação com 2019, a área plantada de milho subiu 1,4%, a de soja cresceu 2,6% e a de arroz teve declínio de 2,3%.

 

Alta - Em produção, a estimativa do IBGE na comparação anual é de alta de 10,4% para a soja, com recorde de 125,2 milhões de toneladas; crescimento de 1% para o arroz, estimada em 10,4 milhões de toneladas; e queda de 4,0% para o milho, com 96,5 milhões de toneladas. A área de algodão herbáceo cresceu 5,8% e a estimativa é de aumento de 1,8% na produção, com recorde de 7 milhões de toneladas.

 

Comparação mensal - Na comparação com janeiro de 2020, a estimativa é de aumento na produção do café canephora (3,9% ou 33,3 mil toneladas), do sorgo (1,7% ou 46,0 mil toneladas), da soja (1,5% ou 1,9 milhão de toneladas), da cana-de-açúcar (0,7% ou 4,5 milhões de toneladas), do feijão 1ª safra (0,7% ou 8,7 mil toneladas), do milho 2ª safra (0,4% ou 280,4 mil toneladas) e do milho 1ª safra (0,3% ou 71,1 mil toneladas).

 

Mais - O café arábica ficou estável em 834 toneladas, e apresentaram queda o feijão 2ª safra (-0,9% ou 11,1 mil toneladas) e a mandioca (-1,8% ou 355,2 mil toneladas).

 

Estado - Por estado, o Mato Grosso é o maior produtor nacional de grãos, com 26,9% de participação, seguido pelo Paraná (15,9%), Rio Grande do Sul (14,1%) e Goiás (10,2%). (Agência Brasil)

 

EVENTO: Dia de Campo de Verão na Embrapa Trigo

 

evento 11 03 2020Cultivares de soja, manejo de doenças e plantas daninhas são alguns dos temas que serão apresentados no Dia de Campo da Embrapa Trigo, que acontece dias 18 e 19 de março, em Passo Fundo, RS.

 

Destaques - Um dos destaques do evento é a cultivar de soja BRS 5804RR, último lançamento da Embrapa para cultivo nas regiões frias de SP, PR, SC e RS. O potencial de rendimento supera os 100 sacos por hectare. O portfólio de cultivares se completa com opções de ciclo precoce (BRS 5601RR), médio (BRS 5804RR) e tardio (BRS 6203RR).

 

Investimento em genética - Contudo, o investimento em genética de forma isolada não garante altos rendimentos nas lavouras de soja. É o que avalia o pesquisador da Embrapa Trigo, Paulo Bertagnolli: “Manter o solo bem estruturado é fundamental para minimizar as perdas em anos com deficiência hídrica e também para alcançar maior rendimento nos anos com clima favorável. Este é o primeiro ponto de atenção do produtor. O segundo é a fertilidade e, depois, vem a cultivar. Genética é importante sim, mas precisa estar associada a um conjunto de tecnologias que obrigatoriamente passam pelo manejo”. O pesquisador defende, ainda, a rotação da soja com cultivos de inverno e com o milho para o controle de invasoras e doenças na lavoura, bem como melhoria do solo.

 

Estações - O Dia de Campo de Verão vai contar com cinco estações: manejo de plantas daninhas; cultivares; compactação de solos; doenças radiculares; e opções de inverno. No dia 18/03, a programação é direcionada aos estudantes, com início às 14h. No dia 19/03, são esperados produtores e assistência técnica tanto no turno da manhã, às 9h, como no período da tarde, às 13h30. O evento será realizado na vitrine de tecnologias da Embrapa Trigo, em Passo Fundo, RS, às margens da BR 285, km 294. Informações através do telefone 54-3316-5851 e e-mail trigo.eventos@embrapa.br. O Dia de Campo de Verão é promoção da Embrapa Trigo com apoio da Rede Técnica Cooperativa (RTC) e CCGL.

 

Entrevista - Ouça a entrevista com o pesquisador Paulo Bertagnolli, clicando no link: https://www.embrapa.br/trigo/audios

(Assessoria de Imprensa da Embrapa Trigo)

 

FOTO: Luiz Magnante

 

 

PUBLICAÇÃO: Cartilha traz recomendações básicas para pequenos criadores de aves

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embrapa produziram uma cartilha com orientações básicas para pequenos criadores de aves (até mil animais) e que destinam suas aves, produtos e subprodutos somente a comércios locais intramunicipais e municípios adjacentes. 

 

Recomendações - A publicação, denominada “Recomendações básicas de biosseguridade para pequena escala de produção avícola” traz recomendações como a manutenção de edificações teladas e cercadas e de ambiente limpo; o manejo preventivo com aves vacinadas; a utilização de roupas e calçados limpos e o fornecimento de água e ração de qualidade para a aves. 

 

Medidas - As medidas foram propostas e discutidas por um grupo de colaboradores em reunião técnica realizada em setembro e outubro de  2019, na Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro, com Auditores Fiscais Federais Agropecuários da Divisão de Sanidade das Aves do Departamento de Saúde do Animal (DSAv/CAT/CGSA/DSA/SDA/MAPA), Embrapa, Órgãos Executores de Sanidade Agropecuária, instituições de Ensino, setor privado e outros. 

 

Desafio - O desafio do grupo foi estabelecer recomendações de âmbito nacional perante a diversidade produtiva e regional, em função das múltiplas fontes de risco sanitário presentes na avicultura. As recomendações de biosseguridade foram selecionadas de acordo com o consenso do grupo, na busca de boas práticas apropriadas à pequena escala de produção. 

 

Download - O download da publicação pode ser feito aqui

 

Instrução Normativa - Os procedimentos para registro, fiscalização e controle sanitário dos estabelecimentos avícolas de reprodução, comerciais e de ensino ou pesquisa com mais de mil aves, ou com até mil aves, mas que comercializam suas aves, produtos e subprodutos para fora do limite dos municípios adjacentes, estão descritos na Instrução Normativa Mapa no 56, de 4 de dezembro de 2007 e não estão contemplados neste manual. 

 

Mais informações - Para maiores informações consulte a página do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA). (Mapa)

 

publicacao 11 03 2020

AGRICULTURA FAMILIAR: Mapa publica lista de produtos com desconto em março

 

agricultura familiar destaque 11 03 2020A relação dos produtos do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) com direito ao desconto em março nas operações de crédito nas instituições financeiras foi publicada na segunda-feira (09/03) no Diário Oficial da União.

 

Desconto - O banco, que operou o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), desconta o valor sobre o financiamento a ser pago pelo agricultor dos produtos que constam na lista. Com isso, o agricultor tem assegurado, no mínimo, o custo de produção.

 

Validade - A lista, com os produtos e os estados contemplados, tem validade de 10 de março a 9 de abril deste ano, conforme a Portaria nº 08 da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

 

Preço de mercado - Os produtos que registraram queda de preço de mercado terão descontos no momento de amortização ou liquidação do crédito. O desconto concedido é correspondente a diferença entre o preço de mercado e o de garantia, que tem como base o custo variável de produção.

 

Bônus - Os produtos com bônus são: banana, castanha de caju, cebola, feijão caupi, manga, mel de abelha, pimenta do reino e raiz de mandioca.

 

Operações de investimento - Para os agricultores que têm operações de investimento sem um produto principal, que é a fonte de renda para pagamento do financiamento, há o bônus da cesta de produtos. Nesses casos, os descontos são calculados por meio de uma composição dos bônus do feijão, leite, mandioca e milho.

 

Estados - Os estados que integram a lista deste mês são: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Paraná, Pará, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso, Minas Gerais, Sergipe, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Tocantins, Rondônia e Espírito Santo.

 

Valor - Algumas culturas terão bônus acima de 49%, como é o caso da cebola para agricultores do Rio Grande do Sul. O produto, que tem preço de garantia de R$ 0,73/kg, foi vendido no mercado no último mês a R$ 0,37/kg, que corresponde a apenas 49% do valor garantido pelo programa.

 

Cálculos - Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa.

 

Mais informações - Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agricultura.gov.br ou pronaf.spa@agricultura.gov.br ou pelo telefone (61) 3218 2603. (Mapa)

 

FOTOSecs

 

agricultura familiar quadro 11 03 2020

 

IPCA: Inflação oficial de fevereiro fica em 0,25%

O Índice Nacional de Preços aos Consumidor Amplo (IPCA), que serve como inflação oficial, ficou em 0,25%, em fevereiro. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (11/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e é o menor registrado para o mês de fevereiro desde 2000.

Primeiros dois meses - Nos primeiros dois meses de 2020, o IPCA soma uma alta de 0,46%. E, nos últimos 12 meses, o índice está em 4,01%.

Educação - O grupo educação foi o responsável por puxar para cima o IPCA de fevereiro, com uma variação de 3,70%. Em seguida, veio saúde e cuidados pessoais, com 0,73% e alimentos e bebidas, com uma variação de 0,11%.

Maior queda - A maior queda de preços ficou por conta do grupo vestuário, com 0,73% negativos. Seguido de habitação, com uma queda de 0,39%.

Medição - O IPCA é medido em famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. Em dez regiões metropolitanas (Fortaleza, Belo Horizonte, Recife, Vitória, São Paulo, Belém, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro), em Brasília, e nos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. (Agência Brasil)

ECONOMIA I: Em ofício ao Congresso, Guedes pede reformas para conter crise

 

economia I 11 03 2020Diante do agravamento da crise econômica internacional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, enviou nesta terça-feira (10/03) à noite aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbe (DEM-AP), ofício em que pede a aprovação de propostas consideradas prioritárias pela equipe econômica. Ao todo, Guedes listou 14 projetos de lei, três propostas de emenda à Constituição e duas medidas provisórias em tramitação no Congresso.

 

Metade do ano - No documento, o ministro ressaltou a importância da aprovação das propostas até a metade do ano. “O esforço para a aprovação, neste semestre, das matérias listadas tem a capacidade de proteger o Brasil da crise externa”, destacou. Segundo Guedes, somente com a continuidade de reformas estruturais que reduzam os gastos obrigatórios, o governo terá espaço no orçamento para estimular a economia.

 

Espaço fiscal - “Com a continuidade de reformas estruturais que o país precisa, será possível recuperar espaço fiscal suficiente para a concessão de outros estímulos à economia”, diz o ofício. O texto, no entanto, não detalha quais seriam esses estímulos. No texto, Guedes pediu aprovação rápida das propostas para facilitar a “blindagem” da economia brasileira em meio à crise econômica internacional.

 

Investimentos públicos - Nos últimos dias, diversos economistas têm pedido o aumento dos investimentos públicos para fazer frente a uma possível recessão econômica mundial, provocada pela disseminação do coronavírus e pela guerra entre Arábia Saudita e Rússia pelo preço internacional do petróleo. Para aumentar os investimentos, no entanto, o governo precisaria flexibilizar o teto federal de gastos. Nessa terça-feira, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, descartou mudanças no limite de gastos.

 

Resposta - A resposta do Ministério da Economia ocorreu depois de Maia ter cobrado o envio das propostas de reforma tributária e administrativa. Na segunda-feira (09/03), Guedes prometeu enviar a reforma administrativa ainda nesta semana e a tributária nesta semana ou na próxima.

 

Agilização - No ofício, Guedes reiterou que as reformas administrativa e tributária serão enviadas em breve, mas pediu que o Congresso agilize a tramitação das propostas do governo. “Considerando o agravamento da crise internacional em função da disseminação do coronavírus e a necessidade de blindagem da economia brasileira, o Ministério da Economia propõe acelerar a pauta que vem conduzindo junto ao Congresso Nacional”, destacou.

 

PECs - O documentou listou as três PECs enviadas no fim do ano passado: reforma do pacto federativo (que descentraliza recursos da União para governos locais), PEC emergencial (com gatilhos para cortar temporariamente salários de servidores em momentos de crise fiscal) e PEC dos fundos (que extingue fundos considerados desnecessários). No entanto, também cita projetos como a autonomia do Banco Central, a liberação do mercado de gás e o Plano de Equilíbrio Fiscal, que permite a ajuda a estados com dificuldades de caixa em troca de medidas de ajuste. As medidas provisórias mencionadas são a do emprego verde-amarelo (que cria um programa especial para trabalhadores jovens) e a que autoriza a quebra do monopólio da Casa da Moeda.

 

Propostas - Confira a lista das propostas que o Ministério da Economia considera prioritárias:

 

Na Câmara

• PL 6407/2013: nova Lei do Gás

• PLP 149/2019: Plano de Equilíbrio Fiscal

• PLP 200/1989: autonomia do Banco Central

• PL 5877/2019: privatização da Eletrobras

• PL 6229/2005: recuperação judicial

• PL 5387/2019: simplificação da legislação de câmbio

• PL 3443/2019: governo digital

• PL 7316/2019: certificação digital

• PLP 295/2016: nova Lei de Finanças Públicas

• PL 7063/2017: Lei de Concessões

 

No Senado

• PEC 188/2019: reforma do pacto federativo

• PEC 197/2019: reforma dos fundos públicos

• PEC 186/2019: PEC emergencial

• PLS 232/2016: Marco Legal do Setor Elétrico

• PLS 261/2018: Novo Marco Legal de Ferrovias

• PL 3261/2019: Marco Legal do Saneamento Básico

• PL 3178/2019: alteração do regime de partilha

 

No Congresso

• MP 902/2019: quebra do monopólio da Casa da Moeda

• MP 905/2019: Programa Emprego Verde-Amarelo

(Agência Brasil)

 

FOTO: Wilson Dias / Agência Brasil

ECONOMIA II: Bolsa sobe 7,1%, e dólar cai para R$ 4,64 em dia de recuperação

 

economia II 11 03 2020Depois de um dia de perdas históricas e pânico global, a Bolsa de Valores recuperou parte das perdas, e o dólar teve a maior queda diária em seis meses. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (10/03) vendido a R$ 4,646, com recuo de R$ 0,08 (-1,69%). Em termos percentuais, foi a maior queda diária desde 4 de setembro do ano passado, quando a divisa tinha caído 1,79%.

 

BC - Pelo segundo dia seguido, o Banco Central (BC) vendeu dólares das reservas internacionais para acalmar o mercado. A autoridade monetária vendeu US$ 2 bilhões no mercado à vista. Para esta quarta-feira (11/03), o BC anunciou a venda de US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial, que funcionam como venda de dólares no mercado futuro. O dólar acumula alta de 15,77% em 2020.

 

Ibovespa - Depois de ter recuado 12,17% na segunda-feira (09/03), o índice Ibovespa fechou o dia com alta de 7,14%, aos 92.214 pontos, maior alta para um único dia desde janeiro de 2009. As ações da Petrobras, que caíram quase 30% ontem, também se recuperaram. Os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionistas) fecharam o dia com alta de 8,51%. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 9,41%.

 

Petróleo - As cotações do petróleo internacional também subiram. O barril do tipo Brent, que caiu cerca de 26% ontem, valorizaram-se 9,84% hoje, para US$ 37,84.

 

Mercados - Os mercados de todo o planeta, que nas últimas semanas têm atravessado momentos de instabilidade por causa dos receios de uma recessão global provocada pelo coronavírus, enfrentam a disputa de preços entre Arábia Saudita e Rússia em torno do petróleo. Membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Arábia Saudita aumentou a produção de petróleo depois que o governo de Vladimir Putin decidiu não aderir a um acordo para reduzir a extração em todo o mundo.

 

Brasil - Para o Brasil, a queda no barril de petróleo afeta as ações da Petrobras, a maior empresa brasileira capitalizada na bolsa. Segundo a própria Petrobras, a extração do petróleo na camada pré-sal só é viável quando a cotação do barril está acima de US$ 45.

 

Consequências - A queda nas cotações do barril de petróleo traz outras consequências para a economia brasileira. Caso os preços baixos se mantenham, a Petrobras repassará a queda do preço internacional para a gasolina e o diesel. Se, por um lado, a queda beneficia os consumidores; por outro, prejudica o setor de etanol, que perde competitividade.

 

Royalties - Os preços mais baixos diminuem a arrecadação de royalties do petróleo e a arrecadação de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o principal tributo estadual, em um momento em que diversos estados enfrentam dificuldades financeiras. (Agência Brasil)

LEGISLATIVO I: Votação da MP do Contrato Verde e Amarelo começa nesta quarta

 

legislativo I 11 03 2020A reunião da comissão mista da medida provisória do Contrato de Trabalho Verde e Amarelo (MP 905/19) será reaberta nesta quarta-feira (11/03), às 10 horas, para o início da votação do parecer do relator, deputado Christino Aureo (PP-RJ). A discussão da matéria foi encerrada nesta terça-feira (10/03), revelando críticas e elogios ao texto.

 

Protestos - A decisão do presidente do colegiado, senador Sergio Petecão (PSD-AC), de suspender a reunião, em vez de encerrá-la, motivou protestos de deputados e senadores contrários à proposta, que exigiam nova contagem de quórum nesta quarta. Na prática, a suspensão permite que a reunião seja retomada na fase em que estava, limitando o uso do instrumentos regimentais de obstrução dos trabalhos.

 

Acordo - Os protestos irritaram Aureo, que chegou a sinalizar que não seria mais cumprido o acordo que prevê a análise de seis destaques apresentados ao texto, mesmo sem amparo regimental, em troca da não obstrução dos trabalhos.

 

Emenda acolhida - A única emenda acolhida pelo relator durante a discussão foi sugerida pelo vice-presidente da comissão mista, deputado Lucas Vergilio (Solidariedade-GO), e propõe alterações na autoregulação da profissão de corretores de seguros (dispositivo incluído por Aureo).

 

Fim de direitos - Argumentando que reduzir o custo da mão-de-obra com o objetivo de incentivar contratações é uma “lógica perversa”, deputados e senadores do PT, do PSB, do PCdoB, da Rede e do Podemos criticaram o texto. “Essa medida provisória vem para arrebentar de verde amarelo os direitos que restaram dos trabalhadores brasileiros e sobre a justificativa falaciosa de que vem para reduzir o desemprego”, apontou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

 

Voto em separado - “Acabo de apresentar voto em separado, porque eu quero chamar o deputado Christino para uma parceria”, anunciou o senador Paulo Paim (PT-RS).  “No meu voto, eu faço uma limpeza de todas as maldades e centro fogo exatamente naquilo que o País espera: uma política de emprego e respeito ao microcrédito”, disse.

 

Combate - Também contrário à proposta, o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA) disse que o desemprego e a crise mundial devem ser combatidos com investimentos públicos e medidas anticíclicas que ativem a economia e gerem empregos. “Isso sim é o que gera empregos, mas não é o que está aqui. Está em pauta a exclusão de direitos. O que é que a reforma trabalhista resolveu para o povo brasileiro? Nada”, disse.

 

Modernização - Favoráveis às mudanças, deputados e senadores do DEM, do PSL e do MDB argumentaram que a medida provisória moderniza as relações de trabalho e atualiza a legislação brasileira para melhor acompanhar a evolução tecnológica e o modelo de outros países.

 

Momento contemporâneo - “Pela extensão não controlada do trabalho informal aqui no Brasil e também pelo avanço das tecnologias da informação, pelo Uber e todas as plataformas digitais e os robôs, as indústrias substituindo 100, 200, 500 homens por robôs. As leis têm que se ajustar ao momento contemporâneo obrigatoriamente, por bem ou por mal”, disse o senador Confúcio Moura (MDB-RO).

 

Boa hora - A deputada Bia Kicis (PSL-DF) disse que a medida provisória vem em boa hora para permitir que jovens sem experiência consigam o primeiro emprego. Ela discorda de que isso se dê a custo de redução de direitos. “É preciso que nós aqui tenhamos essa consciência, deixando para trás velhos paradigmas, que não servem mais”, disse.

 

Mudanças - Os deputados Kim Kataguiri (DEM-SP) e Felício Laterça (PSL-RJ) também defenderam a medida provisória, mas sugeriram mudanças no trecho que prevê novas regras para as gorjetas. “É uma demanda tanto da Abrasel [Associação de Brasileira de Bares e Restaurantes], como do sindicato dos trabalhadores. É inadmissível a gente tributar, seja pelo INSS ou pelo FGTS, ou qualquer outra forma, as gorjetas”, disse Kim, que pretende propor emenda sobre o assunto durante a discussão em Plenário. (Agência Câmara de Notícias)

 

FOTORoque de Sá / Agência Senado

LEGISLATIVO II: Congresso adia para esta quarta a análise de vetos e projetos orçamentários

 

legislativo II 11 03 2020A sessão conjunta do Congresso Nacional para análise de dez vetos presidenciais desta terça-feira (10/03) foi suspensa por falta de quórum. A pauta será retomada nesta quarta-feira (11/03), a partir das 11h.

 

Projetos de lei - Além dos vetos, os parlamentares podem votar três projetos de lei que regulamentam a execução obrigatória de emendas parlamentares ao Orçamento da União. Um deles (PLN 2/2020) já tem o parecer favorável da Comissão Mista de Orçamento (CMO), mas os outros dois (PLNs 3/2020 e 4/2020) ainda precisam passar por ela antes de chegarem ao Plenário do Congresso.

 

Intenção - A sessão era presidida pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), 1ª Secretária do Congresso, que manifestou a intenção de suspender os trabalhos com a preservação do quórum já alcançado na tarde desta terça-feira (10/03). No entanto, diante do protesto de parlamentares da oposição, o registro de presenças será zerado.

 

Disputa - Os três PLNs regulamentam o orçamento impositivo nas leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Orçamentária Anual (LOA) de 2020. Eles fazem parte do acordo entre governo e Congresso que viabilizou a manutenção do veto às emendas impositivas do relator-geral do Orçamento na semana passada. Sem estas propostas, enviadas ao Congresso pelo governo Bolsonaro, permanecem como obrigatórias apenas as emendas individuais dos parlamentares e das bancadas estaduais

 

Aprovação - A CMO aprovou nesta terça-feira o PLN 2/2020, que trata de critérios para orientar a execução dessas emendas. Já o PLN 4/2020 voltará à pauta da comissão na quarta-feira, enfrentando resistência de alguns parlamentares. Ele lida com as circunstâncias em que o governo acatará emendas do relator-geral do Orçamento ou das comissões do Congresso.

 

PLN 3 - Por fim, o PLN 3/2020 transforma R$ 9,6 bilhões de emendas do relator-geral em gastos discricionários do Executivo, ou seja, não obrigatórios. Ele também estará na pauta da CMO.

 

BPC - Entre os dez vetos que podem ser mantidos ou derrubados, está o veto integral (VET 55/2019) do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao projeto de lei (PLS) 55/1996, que eleva o limite de renda per capita familiar de quem tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). A barreira subiria de um quarto para metade do salário mínimo.

 

Justificativa - Na justificativa do veto presidencial, argumenta-se que a medida criaria novas despesas obrigatórias para o governo sem indicar uma fonte de custeio e sem demonstrar os impactos orçamentários. Por esse motivo, segundo o presidente, a mudança violaria a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).  (Agência Senado)

 

FOTO: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

LEGISLATIVO III: Comissão de Infraestrutura conclui votação do novo marco do setor elétrico

 

legislativo III 11 03 2020A Comissão de Infraestrutura (CI) concluiu nesta terça-feira (10/03) a votação do novo marco regulatório do setor elétrico. O substitutivo do senador Marcos Rogério (DEM-RO) para o Projeto de Lei do Senado (PLS) 232/2016 abre caminho para um mercado livre de energia, com a possibilidade de portabilidade da conta de luz entre as distribuidoras.

 

Tramitação - O substitutivo foi aprovado na semana passada pela CI e precisaria passar por um turno suplementar. Mas, como não foram apresentadas emendas ao texto e os parlamentares não quiseram retomar a discussão da matéria, o projeto foi dado como definitivamente aprovado. O texto segue agora para a Câmara, se não houver recurso para a análise do Plenário do Senado.

 

Escolha - De acordo com o substitutivo, os consumidores de cargas superiores a 3 mil quilowatts (kW) de energia poderão escolher livremente seu fornecedor. Em um prazo de 42 meses após a sanção da lei, todos os consumidores, independentemente da carga ou da tensão utilizada, poderão optar pelo mercado livre. De acordo com o relator, a migração vai “ampliar o leque de escolha” dos usuários.

 

Separação - O texto também prevê a separação entre lastro e energia. O lastro é uma espécie de garantia exigida pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que custeia geradores, distribuidores e consumidores. Pela legislação atual, o lastro e a energia elétrica efetivamente gerada e consumida são negociados com se fossem um só produto. Segundo o relator, esse arranjo “pode resultar em uma precificação equivocada”.

 

Distorção - Outra distorção, de acordo com Marcos Rogério, é a “repartição não-isonômica de determinados custos”. Ele lembra que os consumidores regulados, atendidos pelas distribuidoras, desembolsam a maior parte do valor pago de lastro, enquanto os consumidores livres pagam menos. “De certa forma, os consumidores livres, acabam usufruindo de um bem sem pagar por ele ou pagando muito menos do que deveriam’, diz.

 

Compartilhamento - Outra mudança prevista no PLS 232/2016 é o compartilhamento, entre distribuidoras, dos custos com a migração de consumidores para o mercado livre. Pelo modelo atual, as companhias são obrigadas a contratar toda a carga de energia elétrica para atender seus consumidores. Segundo Marcos Rogério, a migração em larga escala para o mercado livre pode fazer com que as distribuidoras tenham excesso de energia elétrica contratada ou fiquem com uma carteira de contratos mais caros. Ele sugere a criação de um tributo pago por todos os consumidores para “repartir de forma isonômica” os eventuais custos das distribuidoras com a migração.

 

Subsídios e renda hidráulica - O novo marco regulatório do setor elétrico também prevê a redução de subsídios, estimados em R$ 22 bilhões em 2020. Apenas os descontos com as tarifas de Uso dos Sistemas Elétricos de Transmissão (Tust) e de Distribuição (Tusd) concedidos a fontes incentivadas (como solar, eólica, termelétricas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas) somam R$ 3,6 bilhões.

 

Pagamento - “Os subsídios para as fontes incentivadas geram distorções. Os consumidores do mercado regulado, onde está a população mais pobre, assumem a maior parte do pagamento do subsídio, em prol de empresas de médio porte, o que não parece justo. O substitutivo estabelece que esses descontos serão substituídos, após um período de transição de 12 meses, por um instrumento que valore os benefícios ambientais desses empreendimentos”, explica o relator.

 

Alteração - Marcos Rogério alterou ainda a regra para a repartição da renda hidráulica, valor devolvido pelas hidrelétricas aos consumidores do mercado regulado. Ele adverte que, em algumas situações, os usuários não chegam a receber a diferença entre o preço de venda da energia elétrica e o custo amortizado das usinas. É o que ocorre, por exemplo, nas licitações.

 

Tarifa - “No caso de licitação de usina, 70% da energia elétrica é destinada ao mercado regulado, a uma tarifa previamente definida. Mas renda hidráulica nesse caso é destinada aos cofres da União, na forma de bonificação de outorga, e o consumidor de energia elétrica acaba pagando por essa bonificação. É como se o vencedor da licitação tomasse empréstimo em um banco para pagar a outorga, e a prestação fosse paga pelos consumidores”, compara.

 

Prorrogação - Para evitar essa distorção, o PLS 232/2016 estabelece que, na prorrogação de contratos das usinas, dois terços da renda hidráulica sejam destinados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para redução da conta de luz para o consumidor. Apenas um terço iria para o Tesouro Nacional. (Agência Senado)

FOTO: Edilson Rodrigues/Agência Senado

ANS: Planos de saúde terão de cobrir exames para novo coronavírus

 

saude 11 03 2020Os planos de saúde terão de cobrir os exames para avaliar a infecção do novo coronavírus (Covid-19). A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluirá o procedimento no rol dos obrigatórios para custeio pelas operadoras.

 

Confirmação - A informação foi adiantada nesta terça-feira (10/03) em entrevista coletiva do Ministério da Saúde. No início da noite, a ANS divulgou nota confirmando a decisão em caráter extraordinário.

 

Reunião - A diretoria do órgão optou pela medida em reunião realizada nesta terça, com representantes de planos de saúde e de entidades representativas do setor de saúde suplementar. A agência informou que ainda está disciplinando quais serão os tipos de teste, os protocolos e o prazo para as operadoras se adequarem à determinação.

 

Tratamento - Ainda de acordo com a ANS, o tratamento para a doença já é garantido aos pacientes com casos confirmados de infecção. Mas a cobertura depende da segmentação dos planos do paciente.

 

Kits - No início de março, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começou a distribuir kits para o diagnóstico do Covid-19 para laboratórios do Rio de Janeiro. A princípio o exame só era realizado em três estados – São Paulo, Pará e Goiás. Os laboratórios das regiões Norte (Amazonas, Pará e Roraima), Nordeste (Bahia, Ceará, Pernambuco e Sergipe), Sudeste (Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais), Centro-Oeste (Distrito Federal e Mato Grosso do Sul) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) receberão os kits e serão capacitados até o fim do mês.

 

Desenvolvimento - Os kits foram desenvolvidos no Brasil pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). Já a capacitação será conduzida pelo Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

 

Capacidade - A Fiocruz tem capacidade de produzir de 25 mil a 30 mil testes por semana, e o ritmo deve atender à demanda estabelecida pelo Ministério da Saúde.

 

Influenza - Além de testes para coronavírus, a Fiocruz vai entregar aos laboratórios kits para identificar os vírus Influenza A e B, o que contribui para o diagnóstico diferencial, quando a confirmação de um vírus descarta a suspeita de outro. (Agência Brasil)

 

FOTO: Pixabay


Versão para impressão


RODAPE