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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4775 | 05 de Março de 2020

COOPERATIVISMO: Levantamento da Ocepar mostra impacto dos investimentos das cooperativas no desenvolvimento regional

cooperativism destaque 05 03 2020As 62 cooperativas agropecuárias vinculadas ao Sistema Ocepar pretendem investir R$ 3,8 bilhões neste ano em atividades agroindustriais, de armazenagem e demais setores estratégicos. O montante é 75% superior ao aplicado em 2019 e, se a estimativa for consolidada, no final do ano, o Paraná terá mais de 2,2 milhões de toneladas em capacidade de armazenagem de grãos no Estado. E, levando em consideração que mais de R$ 2,5 bilhões deverão ser destinados às agroindústrias, como abatedouros de aves, suínos e peixes, haverá um grande potencial para a geração de milhares de postos de trabalho, criando renda para inúmeras famílias neste momento de recuperação econômica pelo qual o país está passando, de acordo com um levantamento feito pela Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec).

Linhas de financiamentos – O estudo mostra ainda a importância das linhas de financiamento disponibilizadas por programas oficiais, cujo repasse dos recursos é feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As cooperativas brasileiras, por exemplo, aplicaram R$ 9,3 bilhões nos últimos sete anos na ampliação e implantação de novas estruturas de armazenagem, com apoio do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). “Isso representa um aumento de 15 milhões de toneladas de capacidade estática de armazenagem do país, e de cerca de sete milhões somente no Paraná. Ou seja, se não fossem os recursos disponibilizados pelo BNDES para as cooperativas investirem, e a produção tivesse aumentado da forma como ocorreu desde a criação do PCA, em 2013, o Paraná teria um déficit nominal de 14,2 milhões de toneladas atualmente, levando a sérias complicações para estocar e realizar a logística de escoamento de sua safra”, aponta o levantamento da Ocepar.

Demanda – O documento ressalta ainda que, para a safra 2020/21, estima-se a necessidade de R$ 65 bilhões para suprir a demanda por investimentos do setor rural brasileiro. “Para que esses investimentos se concretizem, são necessários recursos para financiamento e o principal agente para essa função é o BNDES. Por isso, a relevância do trabalho da instituição como fomentadora do desenvolvimento do meio rural no Paraná e no Brasil. É fundamental, ainda, planejar o futuro do agronegócio no país, prevendo recursos para os próximos anos, garantindo a alocação de recursos suficientes, para dar continuidade aos projetos de investimento que os produtores e suas cooperativas planejaram, com taxas de juros compatíveis ao retorno da atividade”, finalizam os autores do levantamento.

Contexto geral – O estudo traz um contexto geral do cooperativismo agropecuário no país, as linhas de financiamento que têm viabilizado os investimentos das cooperativas e dos produtores rurais, a evolução dos recursos aplicados pelo cooperativismo paranaense, entre outros tópicos.

FOTO: Assessoria Copagril

Clique aqui para conferir na íntegra o estudo da Getec sobre os investimentos do cooperativismo agropecuário e seus impactos

 

INFRAESTRUTURA: Entidades do Paraná defendem terceira pista ou ampliação no Aeroporto Afonso Pena

infraestrutura 05 03 2020A construção de uma terceira pista para pousos e decolagens ou a ampliação da pista principal do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, foram defendidas por instituições paranaenses da sociedade civil organizada, que estiveram reunidas nesta quarta-feira (04/03), na sede no Instituto de Engenharia do Paraná, em Curitiba, de acordo com reportagem publicada no site do Jornal Gazeta do Povo.

Participantes - Segundo a matéria, o encontro contou com a participação de representantes da Fiep, Sistema Ocepar, Instituto de Engenharia do Paraná, Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado do Paraná, Instituto Democracia e Liberdade e Movimento Pró-Paraná. As entidades não concordam com o conteúdo do relatório do Grupo de Consultores em Aeroportos (GCA) – composto por seis empresas – e escolhido pelo Ministério da Infraestrutura no edital de chamamento público de estudos que vai subsidiar o edital de concessão.

Preocupação - "[O documento] foi visto com preocupação. Todas as entidades querem que esteja escrito no edital o que a gente precisa, ele deve conter as necessidades para passageiros e cargas. Em Curitiba, nós precisamos necessariamente uma pista que tenha comprimento suficiente para decolar com grandes aeronaves completas diretamente para a Europa ou Estados Unidos, sem precisar fazer escala", explica o gerente dos Conselhos Temáticos e Setoriais da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, à reportagem da Gazeta do Povo.

Proposta - De acordo com a matéria, a proposta só admite a construção de uma terceira pista "caso a movimentação de aeronaves extrapole a capacidade do atual sistema", hoje de 14 milhões de passageiros por ano. A Gazeta do Povo informa ainda que o bloco sul, do qual o Afonso Pena faz parte, é um dos três que compõem a 6ª rodada de concessões de aeroportos que o governo federal esperar leiloar ainda neste ano, e do qual também integram mais oito aeroportos: Foz do Iguaçu, Londrina e Bacacheri, no Paraná; Navegantes e Joinville, em Santa Catarina; e Pelotas, Uruguaiana e Bagé, no Rio Grande do Sul.

Reivindicação - Segundo a reportagem, as entidades vão apresentar suas reivindicações na audiência pública sobre o tema que será realizada na segunda-feira (09/03), em São José dos Pinhais. "Vamos elaborar um documento e todas vão se manifestar. "Queremos que o edital deixe claro alguma solução [terceira pista ou ampliação] para que possamos operar um voo Curitiba-Estados Unidos, Curitiba-Europa sem restrições", afirma ainda Mohr na matéria.

FOTO: Fábio Pozzebom / Agência Brasil

 

AGRONEGÓCIO: Senado aprova MP do Agro

 

agronegocio 05 03 2020O Senado aprovou nesta quarta-feira (04/03), por unanimidade e sem alterações, o Projeto de Lei de Conversão nº 30, do deputado federal Pedro Lupion (PR), que corresponde à MP nº 897, conhecida como MP do Agro. “O setor produtivo precisa muito dessa medida, que vai desburocratizar e facilitar o acesso ao crédito em todo o país”, disse Lupion, integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Ele atuou, ao longo de toda a tramitação, para que os pontos estratégicos às coops agropecuárias fossem mantidos.

 

Desburocratização - “O nosso objetivo é ajudar o produtor rural. O trabalho junto à Frente Parlamentar do Cooperativismo, à Frente Parlamentar da Agropecuária, OCB e outras instituições foi no sentido de desburocratizar o acesso ao crédito, facilitar a vida de quem produz e, principalmente, permitir que essas pessoas gerem renda e oportunidades no novo Brasil que estamos construindo”, destacou o deputado. Como não houve mudanças, o texto segue agora para a sanção presidencial.

 

Crédito - A “MP do Agro” traz alterações na legislação brasileira como o Fundo Garantidor Solidário e que deixa de ter limite máximo de participantes, mantendo um mínimo de dois devedores. Também está prevista uma ampliação da Cédula Imobiliária Rural (CIR), para que o dispositivo possa ser utilizado em qualquer operação financeira, e não só de crédito.

 

Patrimônio de afetação - Outra mudança é o patrimônio de afetação, que permite ao produtor dar uma parte de seu imóvel como garantia. A ideia é que o porcentual da terra possa ser subdividido. Além disso, o patrimônio a ser afetado, ou seja, usado como garantia, não pode pertencer à reserva legal ambiental, já que esse é um pedaço do terreno onde não é possível haver produção.

 

Ponto mantido - Entre os pontos mantidos, está uma alteração no artigo que trata sobre o repasse de até 20% dos recursos dos Fundos Constitucionais para bancos cooperativos e outras instituições financeiras, para estimular a concorrência entre os operadores financeiros. Em negociação com as bancadas regionais, ficou definido que essa alteração valerá apenas para a região Centro-Oeste, e não para o Nordeste.

 

Atuação - Após a atuação do Sistema OCB e com o apoio de parlamentares da Frencoop, incluindo o relator Pedro Lupion (PR) e os deputados Alceu Moreira (RS) e Sérgio Souza (PR), está no texto aprovado a Integração Vertical em Cooperativas. A medida vai evitar injustiças na cobrança previdenciária dos produtores rurais associados em cooperativas e garantir mais segurança jurídica às relações entre as cooperativas e os seus cooperados.

 

Fundo Garantidor Solidário - Também entre as alterações propostas está o Fundo Garantidor Solidário – que substitui o Fundo de Aval Fraterno proposto na medida original. Ele deixa de ter limite máximo de participantes, mantendo um mínimo de dois devedores e a previsão de uma ampliação da Cédula Imobiliária Rural (CIR), para que o dispositivo possa ser utilizado em qualquer operação financeira, e não só de crédito. (OCB, com informações da assessoria de comunicação do deputado Pedro Lupion)

 

FOTO: Jane de Araújo / Agência Senado

 

PEC 187/2019: CCJ aprova a PEC dos Fundos e preserva o Funcafé

 

pec 187 05 03 2020A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (04/03), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 187/2019, que extingue 248 fundos infraconstitucionais da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios criados até 31 de dezembro de 2016, que não forem ratificados por Lei Complementar até 2022.

 

Atuação - Após intensa atuação da OCB, Frencoop e entidades parceiras, o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) foi defendido pelos senadores Jorginho Mello (SC), autor da emenda 21, Fabiano Contaratto (ES) e Antonio Anastasia (MG), que conseguiram um acordo com o líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), com a líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM) e com a líder do Governo, senador Fernando Bezerra (PE), que teve o apoio da presidente da Comissão, senadora Simone Tebet (MS).

 

Pilar - O Funcafé corresponde a um dos maiores pilares para o avanço da produção da cadeia produtiva do café. O Brasil é hoje o maior produtor e exportador e segundo consumidor de café do mundo. Em 2018, foram exportados 35,2 milhões de sacas de café para 123 países. Por meio do Funcafé, a cadeia produtiva, sustentada por 308 mil produtores (78% da agricultura familiar), gera anualmente 8,4 milhões de empregos e R$ 25 bilhões de renda no campo, em 1.983 municípios. Destaque-se que 54,8% do café produzido no país é proveniente de produtores rurais associados a cooperativas.

 

Acordo - O senador Otto Alencar (BA) acatou o acordo e resguardou o Funcafé durante a reunião desta quarta-feira. Anteriormente, o relator já havia acatado emenda do senador José Serra (SP), que preserva os fundos de aval e garantia, que incluem o Fundo de Garantia à Exportação e Fundo Garantia Safra. Lembrando que os fundos constitucionais não serão extintos.

 

Plenário - A PEC segue para deliberação do Plenário do Senado. A proposta foi apresentada pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e faz parte do Plano Mais Brasil, elaborado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, entregue ao Senado em novembro de 2019. (Informe OCB)

 

FOTOGeraldo Magela / Agência Senado

 

ORÇAMENTO IMPOSITIVO: Congresso decide manter o veto dos R$ 30 bilhões

 

orcamento impositivo 05 03 2020O Plenário do Congresso Nacional decidiu, nesta quarta-feira (04/03), manter o veto presidencial que trata do orçamento impositivo. A parte do Veto 52/2019 que trata da impositividade para emendas do relator-geral do Orçamento no valor de cerca de R$ 30 bilhões foi mantida. Já a parte do veto que trata da exclusão de órgãos dos contingenciamentos de verbas foi derrubada pelos deputados e senadores.

 

LDO - Com o Veto 52/2019, o presidente da República, Jair Bolsonaro, cancelou partes do PLN 51/2019, que deu origem à Lei 13.957, de 2019. Essa lei trata de alterações na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020 (Lei 13.898, de 2019).

 

Emendas parlamentares - Na época, Bolsonaro barrou o dispositivo que disciplina o pagamento das emendas parlamentares de comissões da Câmara e do Senado e do relator-geral da Lei Orçamentária Anual (LOA).

 

Execução - De acordo com o projeto original, a execução das emendas deveria observar “as indicações de beneficiários e a ordem de prioridades feitas pelos respectivos autores”. O dispositivo vetado pelo presidente da República também daria prazo de 90 dias para que o Poder Executivo fizesse o empenho das emendas. A manutenção dessa primeira parte do veto foi confirmada pelo Congresso com 398 votos favoráveis de deputados (mais 2 votos contrários e 1 abstenção). O Senado não precisou votar porque a derrubada de veto só ocorre se ambas as Casas concordarem com isso.

 

Acordo - A manutenção da parte polêmica do Veto 52 só foi possível após amplo acordo entre Legislativo e Executivo, que culminou no envio, pelo presidente da República, de três projetos de lei (PLNs 2, 3 e 4) com o objetivo de regulamentar o orçamento impositivo neste ano.

 

Emendas individuais - Atualmente, as emendas individuais de deputados e senadores ao Orçamento já são impositivas, ou seja, têm preferência para serem executadas.

 

Comissões permanentes - A LDO 2020 previu pela primeira vez a impositividade também para as emendas das comissões permanentes da Câmara e do Senado e para as emendas do relator-geral da peça orçamentária, que atualmente é o deputado Domingos Neto (PSD-CE). Isso levou Bolsonaro a vetar a mudança, com o argumento de que essa imposição poderia engessar demais o orçamento e não deixaria margem para o Executivo utilizar as verbas discricionárias.

 

Despesas sem limitação - Já a parte do veto que trata do rol de despesas que não podem sofrer limitação de empenho foi derrubada pelos congressistas. O líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), confirmaram durante a sessão que havia acordo para a derrubada desses trechos.

 

Votos - Na Câmara, foram 282 votos pela derrubada contra 167. No Senado, o placar ficou em 50 contra 15. Para que um veto seja derrubado pelo Congresso, são necessários, no mínimo, 257 votos de deputados e 41 de senadores.

 

Livres - Assim, ficarão livres desse tipo de contingenciamento as receitas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea); e da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Pesquisas e inovação - Também ficarão livre de cortes ações de pesquisas e desenvolvimento e de transferência de tecnologias vinculadas ao Programa de Pesquisa e Inovações para a Agropecuária. (Agência Senado)

 

FOTO: Waldemir Barreto / Agência Senado

REFORMA TRIBUTÁRIA: Comissão é instalada e relator prevê votar relatório em maio

 

reforma tributaria 05 03 2020A Comissão Mista da Reforma Tributária foi instalada nesta quarta-feira (04/03), e o relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), propôs um plano de trabalho que prevê votação do relatório em cinco de maio. Em seguida, o texto ainda precisará ser analisado pela Câmara e pelo Senado.

 

Requerimento - Os deputados e senadores da comissão aprovaram um requerimento para a primeira audiência pública do colegiado, na próxima terça-feira (10/03), com Rita de la Feria, professora de Direito Fiscal da Universidade de Leeds, no Reino Unido. O cronograma de trabalho apresentado pelo relator também deverá ser apreciado na ocasião.

 

Ministro da Economia - De acordo com o plano de trabalho de Aguinaldo Ribeiro, já na semana que vem, na quarta-feira (11/03), a comissão deve ouvir o ministro da Economia, Paulo Guedes e, na semana seguinte (dias 17 e 18), realizar audiências com o presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Rafael Fonteles, e com representantes de municípios. Em 24 e 25 de março os parlamentares ouviriam o setor privado e especialistas em economia digital.

 

Parecer - O objetivo do relator é apresentar seu parecer em 28 de abril, para que ele possa ser votado no dia 5 de maio e encaminhado à Câmara em seguida.  Segundo ele, é tempo suficiente para o debate. “Nós passamos o ano passado todo discutindo a reforma tributária. No Parlamento, estamos discutindo o tema há 32 anos, não é pouco tempo. A matéria está madura”, disse.

 

Crescimento econômico - Aguinaldo Ribeiro mencionou o crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, aquém do esperado, e disse que a reforma tributária poderá ser decisiva no crescimento da economia. “Muita gente achava que a reforma da Previdência ia retomar o crescimento econômico. Mas a Previdência tratava do fiscal. A reforma tributária que vai trazer impacto positivo no PIB brasileiro”, defendeu.

 

Propostas - A comissão mista, composta por 25 deputados e 25 senadores, vai analisar duas propostas de emenda à Constituição que buscam simplificar o sistema tributário brasileiro. Uma delas (PEC 45/19) acaba com cinco e a outra (PEC 110/19) acaba com nove tributos. Ambas criam dois impostos, um sobre bens e serviços (IBS), nos moldes dos impostos sobre valor agregado cobrados na maioria dos países desenvolvidos; e um imposto específico sobre alguns bens e serviços.

 

Sugestões do Executivo - O presidente da comissão, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), lembrou que, além das propostas, os parlamentares analisarão as sugestões do Executivo.

 

Governo - “O que ficou combinado é que o governo não ia apresentar formalmente uma PEC, porque se o fizesse enfraqueceria o Senado, na medida em que ela inicia na Câmara. O governo pode não ter uma proposta formal, e nem deve ter, mas o governo já tem apresentado alguns conteúdos”, observou Rocha.

 

Vice-presidência e subrelatoria - Ainda nesta quarta-feira, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) foi eleito vice-presidente da comissão, e o senador Major Olímpio (PSL-SP) foi designado subrelator do colegiado.

 

Emprego e desoneração - Durante a reunião de instalação da comissão mista, os parlamentares já adiantaram parte dos debates sobre as propostas. Para o deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP), a reforma poderá garantir emprego aos brasileiros. “O nosso sistema é regressivo, o que gera desemprego. Essa reforma é para o cidadão brasileiro que está cansado de pagar tanto tributo”, afirmou.

 

Novo imposto - O deputado Marcelo Ramos (PL-AM) acredita que uma das primeiras decisões do colegiado deverá ser a respeito de qual será o novo imposto: se um imposto único nacional ou um dual (separando a arrecadação federal da estadual). “Outro ponto que nós temos que debater nessa comissão são os impostos diretos, como Imposto de Renda e sobre propriedade”, completou Ramos.

 

Reforma “3 D” - Já a deputada Clarissa Garotinho (Pros-RJ) defendeu uma reforma “3D”, ou seja, que “distribua receitas, desonere a carga tributária e desburocratize”. (Agência Câmara)

 

FOTO: Beto Barata / Agência Senado

 

BOM JESUS: Antonio Olinto recebe a Manhã de Campo e tem inauguração de nova unidade

 

Nesta quarta-feira (04/03), em Antonio Olinto (PR), a Cooperativa Bom Jesus realizou uma Manhã de Campo e a inauguração da unidade de recebimento de cereais no município. Estiveram presentes cerca de 250 pessoas e contou com a presença da diretoria da cooperativa Bom Jesus com Luiz Roberto Baggio e Marcelo Kosinski; além do Prefeito de Antonio Olinto, Fabio Machiavelli, o Vice-Prefeito, Antonio Dirceu da Silva, e vereadores locais; o Vice-Prefeito de São Mateus do Sul, José Stuski; o Gerente Regional do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater, Cleacir Junior Dall Agnol; e representantes de empresas parceiras da cooperativa. 

 

Manhã de Campo - Durante a manhã foi realizada uma Manhã de Campo com empresas parceiras, o intuito era mostrar para o produtor tecnologias adaptadas a região e diferentes variedades de cultivares de soja, com a assinatura da Sementes Fibra. Com grande presença dos cooperados, em sua primeira edição, o evento mostrou a importância de um manejo consciente nas propriedades.

 

Inauguração - Outro ponto importante no dia foi a inauguração da nova unidade de recebimento de cereais. Para Luiz Roberto Baggio é um "investimento que representa um avanço, uma unidade moderna com melhor fluxo de recebimento de cereais, com melhor fluxo de escoamento de cereais, então isso é uma evolução. A Cooperativa já em alguns anos pretendia investir em Antonio Olinto, nós estávamos procurando uma área adequada que coubesse o investimento e tivemos muito o apoio da Prefeitura de Antonio Olinto, e nós conseguimos então realizar essa obra de uma forma até rápida, temos aqui aproximadamente 5 milhões de reais de investimentos em um fluxo operacional que vai passar de 30 mil sacas/dia, não só por conta de uma obra moderna, de um avanço, de uma evolução da Bom Jesus, mas muito por conta também da tecnologia que a Cooperativa transfere ao seu cooperado, as produtividades tem aumentado, o pacote tecnológico que a Bom Jesus oferece faz com que a produtividade aumente, e isso é bom, melhora renda para o produtor, então estamos com as nossas unidades acompanhando esse crescimento", afirma o Presidente. 

 

Prefeito - Já para o prefeito de Antonio Olinto, Fabio Machiavelli, "um dia feliz porque estamos na inauguração, uma coisa boa para o município. Sabemos que foi um grande investimento da Cooperativa Bom Jesus, acreditando em nosso município. Antonio Olinto é agrícola como a maioria dos municípios da nossa região e nós temos que cada vez mais fortalecer a agricultura, porque as cidades grandes elas dependem também da produção agrícola, o Paraná é um estado que tem a característica agrícola e a economia do estado todo ela inicia e dá o seu up através da produção agrícola, que a cada ano tem aumentado, cada ano tem surpreendido na questão de números", afirma o Prefeito, que complementa "a Bom Jesus está de parabéns e sabe que a nossa administração sempre foi e sempre será uma grande parceira". 

 

Papel do cooperado - Afirmando o compromisso com o produtor, Baggio enaltece o papel do cooperado. "É importante a gente saber também que Antonio Olinto, assim como nas demais regiões onde nós atuamos, tem um apoio muito grande do nosso produtor, o produtor confia na Cooperativa. A Cooperativa representa hoje um esteio para o produtor rural na tecnologia, uma segurança na comercialização, uma representação institucional importante que defende os interesses dele, e em contrapartida a gente tem investido assim como fizemos em São João do Triunfo, assim como estamos fazendo em Mafra, assim como fizemos na Lapa e em toda a nossa micro região da área de atuação", completa Baggio. 

 

Segurança - A Bom Jesus segue investindo em segurança para o produtor, com uma unidade moderna de recebimento de cereais que oferece agilidade na recepção, e toda qualidade técnica que a Cooperativa tem na região, com o foco em produtividade e rentabilidade ao cooperado. (Imprensa Bom Jesus)

 

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COOPAVEL: Em visita à cooperativa, presidente da Volvo diz estar confiante com o Brasil

 

O mais jovem executivo a assumir a presidência da Volvo no Brasil e na América Latina, Wilson Lirmann, diz estar confiante na recuperação econômica e no contínuo processo de construção de um novo País. “Em fevereiro, anunciamos R$ 1 bilhão em novos investimentos e essa é a melhor sinalização de que estamos bastante otimistas”, afirmou Wilson durante visita à Coopavel Cooperativa Agroindustrial, em Cascavel (PR), nesta semana. Ele esteve em Cascavel para, ao lado de outros diretores, entregar ao presidente Dilvo Grolli as chaves de remessa de 45 caminhões (de um total de 102) comprados recentemente pela cooperativa. O investimento chega a R$ 50 milhões.

 

Agronegócio - O Brasil está saindo de uma de suas mais graves crises e a recuperação será gradual, conforme Wilson. Para isso, conta com a força e a performance de setores determinantes como o agronegócio. “Esse e muitos outros têm enorme potencial de crescimento e precisam das condições certas para demonstrar do que são capazes”. O presidente da Volvo lembrou que em fevereiro a empresa anunciou R$ 1 bilhão em investimentos para o triênio 2021 a 2023, dinheiro para desenvolver novos produtos, serviços e tecnologias, e também para a atualização da planta de Curitiba, bem como para apoio aos fornecedores. Esse valor se soma a outros R$ 1,25 bilhão injetados pela Volvo de 2017 a 2019. 

 

Resultados positivos - Mesmo que ainda não tenha superado todos os efeitos da pior crise brasileira, o crescimento verificado desde o início do ano passado traz resultados positivos ao setor automobilístico. “A Volvo experimenta crescimento em suas vendas acima da média nacional. O ano de 2019 foi muito bom”, segundo Wilson Lirmann. Há um conjunto de aspectos favoráveis, como inflação baixa, taxas de juros em queda, bons resultados da balança comercial e os reflexos da mãe de todas as reformas, a da Previdência. 

 

Reformas - Para que o bom momento siga e seja consistente, o presidente da fabricante sueca entende como fundamentais a aprovação das reformas fiscal e administrativa, principalmente. “Não podemos parar e muito menos perder tempo. A agenda das mudanças ainda necessárias é ampla e precisamos avançar”, segundo Wilson, que é engenheiro mecânico e ascendeu à presidência da Volvo em julho de 2016. A recuperação do equilíbrio da economia também é sentida com a queda do desemprego e com as reações já sentidas em várias indústrias, como a da construção civil, que voltaram a lançar empreendimentos e abrir novas vagas.

 

Ampliação da frota - A junção de fatores certos cria um ambiente positivo à renovação e ampliação das frotas, a exemplo do que faz a Coopavel, segundo o presidente da Volvo. Os caminhos comprados nos últimos meses pela cooperativa vão ser empregados em diversos setores, de olho em mais eficiência, redução de custos com combustíveis e manutenção e melhor desempenho nas tarefas às quais esses conjuntos serão submetidos, diz o presidente Dilvo Grolli. “Temos, nessa parceria, a participação ativa e indispensável da concessionária, a Nórdica, que significa, entre outras coisas, mais agilidade na prestação de serviços”, complementa Wilson Lirmann. 

 

Relato - Em visita à área industrial, Dilvo fez um relato à comitiva da Volvo do Brasil sobre história, desempenho e perspectivas para a Coopavel. “Somos uma cooperativa 100% paranaense, que gera desenvolvimento em uma região formada por mais de 20 municípios”. O ano de 2019 foi um dos melhores da trajetória de 50 anos, com crescimento de 280% no lucro e com investimentos na ascendente. Para acompanhar uma fase de tanto trabalho e de resultados tão bons, a cooperativa precisa contar, entre outras coisas, com uma frota confiável e de alto desempenho. “Estamos felizes com a parceria com a Volvo, reconhecida pela qualidade, tecnologia e durabilidade dos caminhões que fabrica”, afirma Dilvo. (Imprensa Coopavel)

 

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FRÍSIA: Rally da Safra realiza evento técnico em Ponta Grossa

 

frisia 05 03 2020Com o apoio da Sementes Batavo, marca da Frísia Cooperativa Agroindustrial, o Rally da Safra realizou, nesta quarta-feira (04/03), em Ponta Grossa (PR), um evento técnico regional em que foram apresentadas as condições da safra brasileira, o mercado de grãos e feito um debate. O Rally é a principal expedição técnica privada sobre a safra de grãos no Brasil e, nesta primeira semana de março, avaliará lavouras de soja em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. De Ponta Grossa, a expedição segue para Pato Branco, encerrando a jornada, no dia 6, em Chapecó (SC).

 

Aumento - A Agroconsult, organizadora do Rally, elevou a projeção de produtividade no Paraná de 59,5 para 61 sacas por hectare, conforme levantamento divulgado na primeira semana de fevereiro. O trabalho das equipes e o roteiro completo da expedição poderão ser acompanhados pelo site www.rallydasafra.com.br, com informações atualizadas diariamente no www.twitter.com/RallydaSafra e www.facebook.com.br/RallydaSafra

 

Sementes Batavo - Com mais de 700 mil sacas produzidas por ano, a Sementes Batavo segue padrão de qualidade de excelência na produção de sementes de soja, trigo e aveia, por exemplo. Os Estados de atuação da marca são Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

Variedades de soja - Em atividade há mais de 40 anos, o setor de sementes da Frísia trabalha atualmente com uma média de 30 variedades de soja ao ano. A região onde a cooperativa está inserida (Campos Gerais), com condições climáticas amenas, também contribui para o poder germinativo e o vigor dos grãos durante o armazenamento – período pelo qual também passam por constantes análises.

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

SERVIÇO

Evento técnico em Ponta Grossa

Data/horário: 04/03/2020 - 19 horas

Local: Bourbon Ponta Grossa Convention Hotel

Rua Jacob Holzmann, 219, bairro Olarias

Inscrições gratuitas: https://form.rallydasafra.com.br/pontagrossa2020

 

ALEGRA: Mulheres compõem 46% do quadro de funcionários em indústria no Paraná

 

O chão de fábrica já foi um ambiente quase que totalmente ocupado por homens.  Hoje, as mulheres estão cada vez mais em igualdade de posições no setor industrial e, melhor ainda, conquistando cargos de liderança. Ainda há um longo caminho a seguir. Em todo o Paraná, apenas 32% dos 609 mil trabalhadores da indústria são mulheres, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Mas em algumas fábricas a balança já está quase equilibrada. Na Alegra, indústria de alimentos de carne suína, dos 1.500 colaboradores, 46% são mulheres. 

 

Tendência - Há quatro anos na empresa, a assistente de exportação Patrícia Stockler, de 25 anos, vê uma tendência de aumento na representatividade feminina dentro da indústria. “Desde que eu entrei, tive um crescimento dentro da empresa. Hoje em dia as mulheres estão se profissionalizando mais e conquistando novos espaços no mercado”, destaca. Na Alegra, a presença feminina pode ser vista em todos os setores da indústria, com destaque para a linha de produção e o setor comercial. Na liderança, 18 mulheres ocupam cargos de supervisão e coordenação.

 

Setor que mais emprega - Ainda de acordo com a pesquisa da Fiep, em números absolutos, o setor de alimentos é o que mais emprega mulheres, com 69 mil empregadas. Seguido por confecções e artigos do vestuário, com 41 mil, e de fabricação de móveis com 9 mil. Há 15 anos atuando na indústria de alimentos, Iolete Muller conta que entrou no segmento por indicação de amigas, para ajudar no sustento da família. Hoje, com 59 anos e filhos criados, ela continua na linha de produção para dividir as contas de casa com o marido e garantir uma aposentadoria. “Hoje em dia tudo mudou. As mulheres são mais independentes no trabalho e dentro de casa”, afirma. 

 

Qualificação - Mais independentes e buscando mais qualificação. Os números da Fiep mostram que o público feminino é maior na graduação a distância, 56%, e na graduação presencial do IEL, 54% do total de alunos. De acordo com a Federação, isso é um indicativo que as mulheres estão dispostas a estudar mais e se aperfeiçoar para ter mais estabilidade na profissão. O resultado seria uma rotatividade menor no setor e uma tendência de buscarem evoluir dentro da própria empresa. 

 

Sobre a Alegra - A indústria de alimentos Alegra é a união das cooperativas de origem holandesa, Frísia, Castrolanda e Capal, que constituem o grupo Unium. Uma empresa que combina condições de trabalho ideais aliando tecnologia, equipamentos de última geração, preocupação com o bem-estar dos animais e sustentabilidade em seu parque industrial, sempre primando pela excelência em seu produto final, que utiliza as melhores carnes suínas. Em 2017, a marca conquistou o reconhecimento internacional quanto às Práticas de Bem-estar Animal no abate, tornando-se a primeira planta brasileira a receber essa certificação em bem-estar suíno, pela WQS. Mais informações em www.alegrafoods.com.br. (Imprensa Alegra)

 

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UNIMED CURITIBA: Cooperativa lança videocase de campanha preventiva contra IST

Muito se fala em epidemias, mas não só elas merecem atenção. As infecções sexualmente transmissíveis (IST) vêm crescendo no Brasil e no mundo, sobretudo entre os mais jovens. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são contabilizados diariamente mais de um milhão de casos de doenças curáveis entre pessoas com idade entre 15 a 49 anos ao redor do mundo.

Campanha - Atenta aos dados, a Unimed Curitiba criou uma campanha visando promover reflexão sobre a importância da prevenção às IST por meio do sexo seguro. “Ao entrar no carro, uma das primeiras atitudes que tomamos é a de colocar o cinto de segurança. Trata-se de um ato que promove a segurança no trânsito. Da mesma forma, queremos estimular o uso da camisinha para o sexo seguro. Em linhas gerais, a proteção precisa ser a principal preocupação, independentemente do período ou da circunstância”, explica Valéria Lopes, supervisora da área de Marketing da Unimed Curitiba.

Videocase - Além dos materiais informativos veiculados no período que antecedeu o Carnaval, época em que mais se fala sobre essas doenças, a Unimed Curitiba lançou um videocase gravado em uma ótica, com reações de pessoas reais, que buscam um novo acessório e que primam pela proteção na hora da escolha. Ao entrar na ótica, como de costume, os clientes provavam diversos modelos de óculos escuros. Em um dado momento, o vendedor indica um especialista em proteção para oferecer um novo modelo para o cliente e questiona se proteção é algo importante para ele. Nesse momento, entrega uma armação sem lentes e provoca uma reflexão sobre a importância delas para a proteção solar. A atitude causa estranhamento, até o momento em que o vendedor entrega um porta-óculos da Unimed Curitiba com camisinhas dentro e a mensagem: “O hábito de se proteger do sol você já tem. Faça o mesmo com a camisinha”. O resultado foi surpreendente e pode ser visto nas redes sociais da cooperativa curitibana.

Link - Confira o videocase no link: https://www.youtube.com/watch?v=PdA-ye1xaP0&t=20s. (Imprensa Unimed Curitiba)

 

CÂMBIO: Dólar encosta em R$ 4,60 e volta a bater recorde em dia tenso

 

cambio 05 03 2020Num dia tenso no mercado financeiro, o dólar subiu e voltou a bater recorde nominal desde a criação do real. Nem a intervenção do Banco Central e as notícias vindas do exterior conseguiram segurar a cotação.

 

Cotação - Em alta pela 11ª sessão seguida, o dólar comercial encerrou esta quarta-feira (04/03) vendido a R$ 4,58, com alta de R$ 0,07 (+1,55%). A divisa chegou a operar em queda nos primeiros minutos de negociação, mas disparou a partir das 10h30, até fechar próxima da máxima do dia.

 

Valorização - Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 14,15%. Hoje, o real tornou-se a moeda que mais se desvalorizou em todo o planeta em 2020. O euro comercial também bateu recorde nominal e fechou em R$ 5,105, com alta de 1,12%.

 

BC - Depois de cinco dias, o Banco Central (BC) voltou a intervir no câmbio. A autoridade monetária leiloou US$ 1 bilhão em novos contratos de swap cambial. O BC também rolou (renovou) R$ 536,75 milhões de contratos de swap que venceriam em abril.

 

Influência - Além da divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos) cresceu 1,1% em 2019, o mercado foi influenciado pela queda repentina dos juros pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, que pode interferir nos juros básicos brasileiros, forçando novas reduções da taxa Selic (juros básicos da economia).

 

Comparação - Na terça-feira (03/03) à noite, o Banco Central emitiu comunicado informando que comparará qual efeito prevalecerá sobre a inflação: a desaceleração da economia global provocada pelo coronavírus e a deterioração dos ativos financeiros (alta do dólar e queda da bolsa).

 

Dia de recuperação - Contrariamente ao câmbio, o mercado de ações teve um dia de recuperação. Depois de um dia de queda, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou a quarta-feira aos 107.224 pontos, com alta de 1,6%. O índice refletiu o otimismo das bolsas norte-americanas, que subiram após a vitória do democrata Joe Biden na maioria dos estados que realizaram primárias nesta quarta-feira. (Agência Brasil)

 

FOTO: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

 

 

SAÚDE I: Novo caso confirmado de Covid-19 em SP está em isolamento domiciliar

 

saude I 05 03 2020O terceiro paciente diagnosticado com o novo coronavírus está em isolamento domiciliar e passa bem, informou nesta quarta-feira (04/03) a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Os três casos confirmados de Covid-19 no Brasil estão em São Paulo.

 

Diagnóstico - Segundo a secretaria, o novo caso de coronavírus na capital paulista foi diagnosticado também pelo Hospital Israelita Albert Einstein, assim como os outros dois. O paciente tem 46 anos de idade e histórico de viagem para a Itália, a Áustria, a Alemanha e a Espanha. Ele chegou no Brasil no dia 1º de março e procurou atendimento médico após apresentar tosse, coriza e desconforto na garganta.

 

Importada - Nos três casos confirmados na capital paulista até o momento, a doença foi importada, ou seja, os pacientes a adquiriram após viagem para países onde há surto.

 

Quarto caso - Um quarto caso, que teve confirmação para coronavírus após exame feito em um laboratório privado, aguarda resultado de uma contraprova. Segundo o Ministério da Saúde, trata-se de uma menina de 13 anos, que se encontra em monitoramento e sua rede de contatos diretos também. A menina está em isolamento domiciliar com a família, segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. 

 

São Paulo - Segundo a secretaria, São Paulo tem hoje 135 casos suspeitos de coronavírus e mais 131 casos que foram descartados após análise laboratorial.

 

Paraná - No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde atualizou nesta quarta-feira o número de casos suspeitos de coronavírus. O Estado possui até o momento 13 casos em análise - um a menos que o registrado no boletim emitido terça-feira (03/03). O caso de uma paciente de Curitiba foi excluído após investigação realizada pelo município. A jovem de 19 anos não se enquadra na definição de caso suspeito do Ministério da Saúde. Os 13 suspeitos em investigação são nove mulheres e quatro homens, com idades entre 21 a 51 anos. Os pacientes residem em Cascavel (1), Curitiba (7), Foz do Iguaçu (2), Londrina (1) e Maringá (2). (Com informações da Agência Brasil e da Agência de Notícias do Parana)

 

FOTO: Reuters

 

SAÚDE II: Confirmada a circulação do vírus da febre amarela em 31 municípios

 

saude II 05 03 2020O boletim epidemiológico da febre amarela divulgado nesta quarta-feira (04/03) pela Secretaria de Estado da Saúde registra que 31 municípios do Estado apresentam circulação do vírus da doença. Os casos confirmados principalmente, diante da notificação e confirmação do número de macacos que morrem nas matas e áreas rurais contaminados pelo vírus da febre amarela.

 

Macacos - Nesta semana o boletim confirma 114 epizootias – macacos mortos infectados pelo vírus da febre amarela – 23 a mais que a publicação da semana anterior.

 

Municípios - Os municípios que registraram novas epizootias foram: Araucária (5), São Mateus do Sul (4), Balsa Nova (3), Lapa (2), Quitandinha (2), Antônio Olinto (2), Piên (1), São José dos Pinhais (1), Rio Negro (1), Rio Azul (1) e Paulo Frontin (1).

 

Monitoramento - Desde o início do monitoramento, em 1º de julho de 2019 até agora, as cidades com maior número de óbitos de macacos são Castro, com 12, e Antônio Olinto e São Mateus do Sul, com 10 casos cada uma.

 

Regiões - As notificações sobre a morte de macacos acontecem em praticamente todas as regiões do Paraná. Das 22 Regionais de Saúde, 20 apresentam notificações. São 610 neste período.

 

Sinalização - “O macaco não transmite a doença, ele também é infectado pela picada do mosquito transmissor da febre, como os humanos. Mas as epizootias mostram que o vírus está circulando e que é fundamental que a população esteja imunizada” disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. Ele destacou que a vacina contra a febre amarela está disponível em todas as unidades de saúde e é a única forma de se proteger contra a doença.

 

Casos humanos - O Paraná não apresenta casos humanos de febre amarela no período. Há 93 notificações, 79 delas já descartadas e 14 em investigação.

 

Vacina - Em 2019 foram aplicadas 1.260.414 doses da vacina contra a febre amarela no Paraná, na população a partir de nove meses de idade, conforme orientação do Programa Nacional de Imunização.

 

Orientação - A Secretaria de Estado da Saúde orienta que todos os municípios promovam estratégias de intensificação da vacinação seletiva, com prioridade nos municípios afetados, por meio da busca ativa da população e vacinação casa a casa nas áreas rurais. (Agência de Notícias do Paraná)

 

OPINIÃO: Quando o IR pode ajudar na avaliação de sua vida financeira e gerar "dinheiro extra"

 

opiniao 05 03 2020*Everton Lopes

 

É início de ano e, além de planejamentos financeiros para os próximos meses, é chegada a hora de fazer a declaração de imposto de renda, algo extremamente necessário, mas que pouca gente gosta. 

 

De fato, ter que lidar com um formulário de perguntas extenso e fornecer informações com um nível de detalhamento alto não são tarefas agradáveis. No entanto, é importante compreender este momento de acertar as contas com o “Leão” como uma oportunidade de refletir sobre o seu patrimônio, buscando entender os rumos que suas finanças estão tomando a cada ano que passa. 

 

Precisam declarar IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) pessoas que receberam rendimentos tributáveis (como salário, aposentadoria, aluguel) acima de R$ 28.559,70 no ano anterior; aquelas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte acima de R$ 40 mil; quem possuir bens superiores a R$ 300 mil; quem teve receita superior a R$ 142.798,50 com atividade rural e/ou realizou operações na Bolsa de Valores. Se você se encaixa em algum desses perfis, as dicas abaixo podem te ajudar, facilitando o processo.

 

Antes de tudo, é bom se atentar com os prazos. Em 2020, o período para fazer a declaração do IRPF vai de 2 de março a 30 de abril. Vale ressaltar que o dia 30 de abril, neste ano, cai em uma quinta-feira, véspera de feriado – mais do que nunca é recomendável não deixar para fazer a declaração de última hora. Tendo essas datas em mente, comece a separar os documentos necessários para que você possa fazer uma declaração anual sem riscos de cair na chamada “Malha Fina”. Essa documentação envolve:

1. A declaração de rendimentos do ano anterior, no caso o ano base 2019;

2. Comprovantes de despesas médicas e odontológicas, suas e de seus dependentes;

3. Comprovantes de despesas escolares com instituições de ensino particulares;

4. Comprovantes de doações a instituições com possibilidade de deduções legais;

5. Comprovantes de recebimento de aluguéis, se você for um locador;

6. Comprovantes de contribuições de Previdência Privada, somente para a modalidade PGBL – Programa Gerador de Benefício Livre, excluindo o valor da contrapartida de sua empresa, quando for o caso.

7. CPF de todos os dependentes, independente de idade, deverão ser informados na declaração.

8. Extratos de investimentos em renda fixa, renda variável fornecidos por sua instituição financeira. Um alerta especial: criptomoedas encaixam-se em renda variável e, portanto, é preciso que sejam declaradas.

9. Comprovantes de seus patrimônios, financiados ou não, como sua casa, seu carro etc. 

 

Também vale levar em consideração que, com o avanço da tecnologia, a Receita Federal tornou-se ainda mais capaz de obter dados sobre as movimentações financeiras dos contribuintes. Essas informações podem ser cruzadas com cartórios e empresas. Sendo assim, qualquer incompatibilidade em sua declaração de IR pode fazer com que você seja chamado (a) para se explicar e, dependendo da situação, pagar multa. Para se livrar dessas complicações e simplificar a declaração, algumas dicas são importantes:

1. Separe uma gaveta ou um envelope para guardar todos os documentos citados acima. Assim, tudo estará a sua disposição para que você possa fazer uma declaração sem estresse.

2. Guarde todas as cópias de sus declarações anuais do Imposto de Renda por cinco anos, contados a partir do primeiro dia útil do ano seguinte. O mesmo vale para os comprovantes de entrega da declaração no banco, comprovantes de aplicações, recibos médicos e escolares e outros documentos que permitiram deduções. Passado esse prazo, a Receita Federal não poderá mais contestar.

3. Não caia na tentação de querer “dar um jeitinho” em sua declaração para não pagar ou restituir mais, pois você corre um sério risco de cair na malha fina e ter sua vida financeira esmiuçada pela Receita Federal. Isto é um ato ilegal!

4. Entregar a declaração fora do prazo ocasionará multa e outras complicações. Caso não consiga toda a documentação necessária a tempo, envie dentro da data limite mesmo assim e, após obter os documentos faltantes, faça uma declaração retificadora.

5. Caso sua declaração seja feita em conjunto com seu (sua) companheiro (a) ou cônjuge, é necessário reunir a documentação citada acima para ambos.

6. Para quem é MEI (Microempreendedor Individual), a declaração de IRPF (pessoa física) dependerá de quanto foram os seus rendimentos declarados como pessoa jurídica. E havendo a necessidade de comprovação de rendimentos pessoais, recomenda-se fazer a declaração de pessoa física. Não esqueça que neste caso você tem dois papéis, o de cidadão e de empresário.

7. Fazer sua declaração de renda não é difícil, existem dicas e vídeos na internet que ensinam a fazê-la, porém, é preciso checar sua credibilidade. Também existem muitos profissionais que podem fazer a sua declaração, no entanto, assegure-se de que seja alguém capaz e confiável. 

8. Um dos erros mais comuns cometidos por quem faz a declaração de imposto de renda, até mesmo com pessoas experientes, são as inversões de valores, como lançar alguma despesa de R$ 350,65 ao invés de R$ 350,56. Isto ocasiona inconsistência, mas ainda é possível retificar. 

9. O esquecimento de algum documento também poderá causar inconsistência e levá-lo (a) à “Malha Fina”, mas isso também poderá ser retificado.

 

Depois que você terminar de colocar todas as informações na sua declaração de Imposto de Renda, verifique o resumo da sua evolução patrimonial, para analisar o desempenho das suas finanças no ano anterior. Também procure saber o valor da sua restituição, e aproveite para aplicar esse “dinheiro extra” em um investimento adequado ao seu perfil que o Sicredi oferece. Além de uma reserva financeira, esse valor pode ser aplicado de diversas maneiras, tornando sua vida financeira mais sustentável.

 

*Everton Lopes é economista e especialista em Educação Financeira da Fundação Sicredi

 


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