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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4773 | 03 de Março de 2020

RAMO CRÉDITO: Cooperativas do PR fecharam 2019 com crescimento em todos os indicadores

ramo credito 03 03 2020Dados consolidados pelo Sistema Ocepar mostram que o cooperativismo de crédito continuou avançando no Paraná em 2019. O ramo, que congrega 56 cooperativas no Estado, fechou o exercício somando R$ 57,1 bilhões em ativos, valor 5,6% superior ao registrado no ano anterior; R$ 31,1 bilhões de recursos administrados (aumento 37,7%); ingressos totais de R$ 7,7 bilhões (crescimento de 24,4%) e operações de crédito de R$ 26,4 bilhões (29,4% a mais em relação ao montante de 2018).

Crescimento – O ramo registrou ainda crescimento de 26,3% no quadro social, de 2018 para 2019; 17,4% no total de funcionários; 24,8% no volume do Patrimônio Líquido, entre outros resultados positivos. No Paraná, há cooperativas de crédito vinculadas a quatro diferentes sistemas: Cresol (uma central e 14 singulares), Sicoob (uma central e 14 singulares), Sicredi (uma central e 24 singulares) e Uniprime (uma central e cinco singulares), além das independentes urbanas (seis singulares) e das independentes rurais (três singulares). Juntas, elas congregam 1,9 milhão de cooperados e possuem1.312 pontos de atendimento, dos quais 912 no Paraná, 290 em São Paulo, 34 em Santa Catarina, 28 no Rio Grande do Sul, 26 no Mato Grosso do Sul, 11 no Rio de Janeiro, quatro no Amapá, dois em Goiás, dois em Minas Gerais, dois no Mato Grosso e um em Pernambuco.

Representatividade – De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, João Gogola Neto, no último ano, o cooperativismo de crédito tornou-se o segundo maior ramo em representatividade de faturamento no Estado, respondendo por aproximadamente 8% do resultado consolidado pelo setor no Paraná. “Isso demonstra que, mesmo com a redução do principal componente da receita de operações de crédito, a taxa de juros, o volume operado acabou por compensar e, inclusive, superar a receita obtida de forma proporcional aos demais ramos. Em relação ao quadro social, é o segmento que demonstra maior crescimento na captação de novos associados e representa 90% do total de cooperados vinculados às cooperativas paranaenses”, acrescenta.

Clique aqui para conferir na íntegra o documento completo com os dados consolidados das cooperativas de crédito do Paraná, relativos ao ano de 2019

 

 

 

GETEC: Informe nº 9 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 03 03 2020A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou, nesta segunda-feira (02/03), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021. Além disso, a Getec também produziu o balanço referente a fevereiro, com o histórico de projeções do mês.

Clique aqui para conferir o Informe Expectativas de Mercado Semanal

Clique aqui para conferir o Informe Consolidado de fevereiro

 

INTEGRADA: Cooperativa atinge o maior resultado desde a sua fundação

integrada conceito 03 03 2020Com um faturamento global de R$ 3,2 bilhões em 2019, a Integrada registrou no mesmo período o maior resultado desde a sua fundação (R$ 78 milhões). Os números oficiais da cooperativa serão apresentados nesta quarta-feira (04/03), durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), que ocorrerá às 16h, no Recinto Milton Alcover, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (PR).

Gestão - Mesmo em um ano difícil para o agronegócio brasileiro, motivado pela forte estiagem, que culminou na quebra da safra de soja (2018/19), a atenção à gestão, por meio da redução de despesas e o aumento da eficiência operacional da cooperativa, fez a diferença em 2019. Prova disso, são as sobras que serão distribuídas aos associados. Durante à assembleia, será votada a distribuição de R$ 14 milhões em sobras da Integrada para os cooperados, referente aos resultados de 2019. Vale lembrar que a cooperativa já antecipou no final do ano R$ 11,4 milhões para os associados, totalizando cerca de R$ 26 milhões.

Diferença - Para a diretoria da Integrada, a gestão fez toda a diferença na cooperativa em 2019. Com o objetivo de alcançar bons resultados em desempenho, a Integrada tem investido no capital humano, buscando a eficiência operacional e a redução de custos, a exemplo do Programa Lean Six Sigma e Programa de Governança e Compliance, cujo intuito é tornar a Integrada uma organização cada vez mais transparente junto aos seus associados, clientes e fornecedores. “Contratamos também uma consultoria de cultura organizacional e realizamos a pesquisa de satisfação com os cooperados, que teve o objetivo de medir os pontos fortes e os que precisam melhorar”, observa Hashimoto.

Pessoas e estruturas - Além dos investimentos em pessoas, a Integrada tem buscado cada vez mais melhorar a suas estruturas para atender os cooperados com excelência. “Fechamos o ano com um total de R$ 43,8 milhões em investimentos em ampliações, reformas, aquisições e a construção de novas estruturas para agilizar o atendimento e prestar o melhor serviço aos cooperados”, afirma o diretor-presidente, Jorge Hashimoto.

Novidades e conquistas - Recentemente, a Integrada lançou a IRIS – Integrada: Relacionamento Inteligente de Serviços, a nova atendente virtual. O nosso objetivo é ampliar a nossa rede de comunicação junto aos associados, sem deixar de mantermos o nosso relacionamento interpessoal.

Conquistas - Ao longo do ano, a cooperativa alcançou muitas conquistas, a começar por ela ter ultrapassado a casa dos 10 mil cooperados. A Integrada fechou 2019 com 10.295 associados e 1.779 colaboradores. Entre os prêmios conquistados, a cooperativa alcançou a 52ª posição entre as 400 maiores empresas do agronegócio brasileiro pela revista Exame. Também atingiu a 11ª posição entre as 50 maiores cooperativas do Brasil pelo Valor 1000 e a 6ª posição entre as 10 maiores cooperativas do Paraná pelo ranking Empresas Mais do Estadão.

Ambiente organizacional- A Integrada também foi classificada como uma das 10 Melhores Empresas para se Trabalhar no Paraná pelo Instituto GPTW. De acordo com Hashimoto, o comprometimento de nossos cooperados e a dedicação dos nossos colaboradores têm fortalecido cada vez mais a nossa cooperativa.

Ciclo - Em 2020, afirma o diretor-presidente, a Integrada finalizará mais um ciclo, cuja meta estabelecida pelo planejamento estratégico é fechar o ano de 2020 com um faturamento de R$ 4 bilhões. “Estamos trabalhando afinco para atingir este resultado, a exemplo de todos os projetos que estão sendo executados dentro da cooperativa. O nosso objetivo é tornar a Integrada cada vez mais forte e com solidez para atender com excelência os nossos cooperados, colaboradores, clientes, fornecedores e toda sociedade”, observa Hashimoto.

Sobre a Integrada - A Integrada Cooperativa Agroindustrial foi fundada em Londrina (PR), no dia 6 de dezembro de 1995, por um grupo de agricultores confiantes no sistema cooperativista. Com mais de duas décadas de existência, a Integrada se tornou uma das principais cooperativas do Brasil, com mais de 64 unidades de recebimento distribuídas em diversas regiões do Paraná e São Paulo.

Atuação - Atuante na agroindústria, venda de insumos, assistência técnica e recebimento da produção agrícola, a Integrada atua nos mercados de soja, milho, trigo, café, laranja, entre outras culturas. A maior parte de seu faturamento vem da comercialização de grãos. (Imprensa Integrada)

SERVIÇO

24ª Assembleia Geral Ordinária

Quando: 4 de março às 16h

Onde: Parque Governador Ney Braga em Londrina (PR)

 

C.VALE: Produção de frangos é ampliada

 

cvale 03 03 2020Em 2019, os integrados da C.Vale produziram 144.696.002 frangos, que geraram 354.865.896 quilos de carne.  Do total comercializado, 72% destinaram-se ao mercado externo. O recorde diário de abate foi registrado no dia 5 de junho, quando foram processadas 614.425 aves. A indústria de cortes cozidos, fritos e assados de frango incrementou a produção em 12,32% em 2019. A produção atingiu o volume recorde de 38.242.775 quilos e destinou 62% desse total ao mercado externo. Os maiores clientes foram o Reino Unido, Alemanha e Irlanda.

 

Carne de frango comercializada (em quilos)

2010 – 172.899.258

2011 – 174.009.625

2012 – 183.721.998

2013 – 187.088.901

2014 -  217.419.039 

2015 – 238.616.024

2016 – 253.833.251

2017 – 305.694.911

2018 – 322.863.474

2019 – 354.865.896

(Imprensa C.Vale)

COOPERANTE: Evento tecnológico registra mais de 320 participantes

 

O evento tecnológico promovido pela Cooperativa Agrícola Campo do Tenente (Cooperante), nos dias 27 e 28 de fevereiro, reuniu 326 participantes, em Campo do Tenente, na Região Metropolitana de Curitiba. No primeiro dia, houve a participação do engenheiro agrônomo da Estação Experimental da Epagri, em Videira (SC), Eduardo Zago, que ministrou uma palestra com o tema “Viticultura com diversificação na propriedade”. Na sequência, o economista da Granopar, Aldo Lobo, tratou sobre os cenários macroeconômicos e tendências de mercado em relação às culturas de soja e milho para a atual e futura safras. 

 

Estandes - No segundo dia, os visitantes puderam percorrer os estandes da cooperativa e das empresas parceiras, além da Emater e Embrapa, montados em uma unidade demonstrativa, para conferir na prática o desempenho de cultivares de soja, milho, feijão e demais novidades e tecnologias para o setor. Segundo o presidente da Cooperante, Guilherme Grein, além disso, houve a apresentação de dois programas desenvolvidos pela cooperativa. “Um deles incentiva o desenvolvimento da viticultura. E novamente tivemos a presença do Eduardo Zago, da Epagri, e também do extensionista da Emater de Rio Negro, Marcos Lucatelli, que realizaram a sensibilização dos cooperados. Esse foi um dos estandes mais visitados do nosso evento tecnológico. Muitos produtores da região e visitantes de fora têm demonstrado interesse no cultivo da uva e querem saber como viabilizá-lo”, ressaltou. 

 

Bovinocultura - O outro programa da Cooperante apresentado na oportunidade foi o “Mais proteína”. “Trata-se de uma iniciativa destinada à organização da cadeia da bovinocultura na região, visando especializar todos os integrantes, como o criador, recriador e terminador, para que a gente consiga oferecer, também, mercado para o produtor”, explicou Grein. 

 

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BOM JESUS: Manhã de Campo 2020 será realizada a partir desta terça-feira nas unidades da cooperativa

 

bom jesus 03 03 2020Um dos compromissos da Cooperativa Bom Jesus é trazer tecnologias adaptadas a região buscando novos patamares de produtividade. Com esse intuito, os entrepostos estão demonstrando essas tecnologias nos campos experimentais das unidades e promovendo as Manhãs de Campo. Para mais informações sobre os eventos e inscrições, os interessados devem entrar em contato com o entreposto. Veja abaixo o calendário:  

 

Mallet

03 de março

Local: Campo Experimental da Cooperativa Bom Jesus, no entreposto de Mallet. 

 

Antonio Olinto

04 de março

Local: Campo Experimental da Cooperativa Bom Jesus, no entreposto de Antonio Olinto - Unidade II. 

 

Balsa Nova

05 de março

Local: Campo Experimental da Cooperativa Bom Jesus, no entreposto de Balsa Nova - Unidade II.

 

Paulo Frontin

06 de março

Local: Campo Experimental da Cooperativa Bom Jesus, no entreposto de Paulo Frontin - Unidade II. 

 

Contenda

10 de março

Local: Campo Experimental da Cooperativa Bom Jesus, no entreposto de Contenda. 

 

Palmeira

12 de março

Local: Propriedade Fazenda Invernadinha - Palmeira PR. 

 

(Imprensa Bom Jesus)

 

SICOOB OURO VERDE: Voluntários transformadores participam de treinamento para atuarem nos projetos do Instituto Sicoob

sicoob ouro verde 03 03 2020Nos dias 18 e 19 de fevereiro, colaboradores do Sicoob Ouro Verde participaram de um treinamento do Comitê Transformador, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (PR).

Responsabilidade social - A capacitação, ministrada pela equipe da Unidade de Desenvolvimento Cooperativo (UDC) do Sicoob Central Unicoob, teve como objetivo preparar os voluntários transformadores da cooperativa para atuarem nos projetos de responsabilidade social que a singular realizar na comunidade em que está presente. A partir disso, os colaboradores estão aptos para apoiar a Pessoa de Apoio Estratégico do Sicoob Ouro Verde, Maisa Hangai, nas ações de educação cooperativista e financeira.

Seleção - Os 35 voluntários foram escolhidos por preencherem os pré-requisitos e o perfil necessário para atuar nos projetos desenvolvidos pelo Instituto Sicoob. Segundo a gerente de Negócios, Camila Simões Trevisan, a experiência e o aprendizado foram únicos. “Juntos vivenciamos o que é ser cooperativista e o quanto podemos realizar e agregar valores com o trabalho voluntário. Vamos expandir nossos olhares e com muita força e dedicação ser mais para nossas comunidades”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

INSTITUTO SICOOB: Expresso oferece cursos profissionalizantes para população de Ibiporã

instituto sicoob 03 03 2020Entre os dias 9 e 13 de março, Ibiporã (PR) receberá o Expresso Instituto Sicoob, uma plataforma itinerante de formação profissional e cidadã, instalada em um ônibus que foi adaptado para tornar-se uma estrutura móvel de ensino. O veículo é equipado com mesas, assentos, notebooks, televisores, impressora e acesso à internet. No Expresso, os alunos têm acesso a uma ampla variedade de cursos profissionalizantes.

Vagas - Em Ibiporã, cidade que integra a área de atuação do Sicoob Ouro Verde, o Expresso irá oferecer 160 vagas em oito cursos, entre eles Introdução à Informática, Assistente Administrativo e Secretariado Executivo. Com duração de quatro horas, os cursos são ministrados na modalidade EAD e há emissão de certificado.

Inscrições - As inscrições para os cursos do Expresso Instituto Sicoob devem ser feitas antecipadamente, até o dia 5 de março, no Centro Tecnológico do Trabalhador (Praça Ciro Ibira de Barros, 176).

Dia da Mulher - Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, haverá cursos com vagas exclusivas para o público feminino.

Locais - Nos dias 9 e 10, o ônibus estará na Praça Pio XII e entre os dias 11 e 13, na Unidade Básica de Saúde La Fontaine Corrêa da Costa, localizada na Rua Ibrahim Prudente da Silva. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

EVENTO: Semana de Campo reúne produtores de feijão e milho

O Projeto Centro-Sul de Feijão e Milho está completando 30 anos. Fruto da parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater, Syngenta, Embrapa, Instituto Agronômico de Campinas e prefeituras municipais, o projeto tem como prioridade profissionalizar pequenos agricultores, aumentando a produtividade e a renda de lavouras. A iniciativa viabiliza o acesso às boas práticas e contribui para a sustentabilidade da agricultura.

Semana de Campo - Para celebrar as três décadas do programa, acontece, a partir desta terça-feira (03/03), a 21ª Semana de Campo, na Fundação ABC, em Ponta Grossa (PR). O encontro que seguirá até sexta (06/03) reunirá agricultores e profissionais das cadeias produtivas para debater temas centrais do projeto. A preservação do meio ambiente, o manejo do solo, novas cultivares de feijão e híbridos de milho, manejo integrado de pragas e controle de doenças são alguns dos assuntos a serem discutidos pelos 1,6 mil participantes.

Novas tecnologias - De acordo com Germano Kusdra, coordenador estadual do projeto, os agricultores terão a oportunidade de conhecer novas tecnologias que podem melhorar a produtividade e aumentar a renda das lavouras. Serão apresentados 32 novos materiais, entre variedades de milho e feijão.

Visualização - “O produtor vai conseguir visualizar as tecnologias que estão ao seu alcance para aumentar a produtividade. São sete estações com os técnicos e pesquisadores orientando sobre o manejo de solo, plantas de cobertura, plantio direto, manejo integrado de pragas do feijão, controle de doenças, plantas invasoras e pragas do feijão e do milho”, afirmou Kusdra.

Manejo - Além de variedades de feijão e milho, uma das novidades deste ano é a apresentação de resultados e do protocolo do Manejo Integrado de Pragas (MIP) do feijão. De acordo com Kusdra, até a realização desse trabalho, não havia orientações específicas para o Paraná. “Esse protocolo é o resultado do acompanhamento das últimas cinco safras no estado”, observou.

Redução de inseticidas- O extensionista destacou que produtores do projeto que aplicaram o MIP conseguiram reduzir sensivelmente o uso de inseticidas. “Houve casos em que não foi feita nenhuma aplicação, pois o acompanhamento indicava que as pragas não estavam causando prejuízo para as lavouras”, disse Kusdra.

Produto certo, momento adequado - Segundo ele, a função do MIP não é apenas reduzir o uso de agrotóxicos, mas também definir o produto certo, no momento adequado. “Isso reduz os custos das lavouras, porque diminui o gasto com produtos, mão de obra, maquinário e amassamento da cultura”, explicou. Ele acrescentou que, de maneira geral, o número de aplicações de inseticidas nas áreas dos agricultores do projeto caiu de três para uma.

Orientação - Os profissionais do projeto também orientam os agricultores sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e recolhimento de embalagens para evitar intoxicações e a contaminação do ambiente. Esta ação conta com a parceria da Associação dos Revendedores de Insumos Agropecuários dos Campos Gerais (Assocampos) e da empresa Vest Segura.

Produtividade - O Projeto Centro-Sul de Feijão e Milho vem sendo levado aos produtores há 30 anos. “O trabalho começou com uma ação conjunta do Instituto Iapar-Emater com a Syngenta sobre o uso correto de agrotóxicos e a segurança na aplicação. Depois vieram as orientações sobre o plantio direto e, posteriormente, tecnologias de produção de feijão e milho adequadas ao produtor familiar”, relembra Kusdra.

Ganhos notórios - Ele informou ainda que os ganhos em produtividade são notórios. Enquanto a produtividade média nacional de feijão na safra 2018/2019 ficou em 1.031 kg por hectare – a estadual foi de 1.551 kg/ha – os produtores que participaram do projeto colheram 2.111 kg/ha.

Milho - No caso do milho os números também revelam um aumento significativo. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) demonstram que a produtividade média nacional na última safra chegou a 5.718 kg/ha. Agricultores do projeto conseguiram atingir a produtividade de 8.816 kg de milho por hectare, e no Paraná foi de 6.394 kg/ha.

Equipe - O Projeto Centro-Sul de Feijão e Milho mobiliza uma equipe de 50 técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater, além de profissionais de prefeituras, em 46 municípios do Estado na safra 2019/20. Ao todo, 2 mil agricultores familiares são acompanhados pelos extensionistas, além de produtores que participam ocasionalmente de alguma atividade do projeto. (Agência de Notícias do Paraná)

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MERCADO: Soja fechou com alta de 4,7% em Paranaguá em fevereiro

mercado 03 03 2020Segundo dados da Scot Consultoria, a saca de 60 quilos de soja fechou o mês de fevereiro (28/02) cotada em R$ 89,50, em Paranaguá, no Paraná. Houve alta de 4,7% ou R$ 4,00 por saca no acumulado do mês e aumento de 14,7% em relação a igual período do ano passado.

Exportações - Quanto às exportações, segundo a Secretária de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou, em média, 236,91 mil toneladas por dia de soja grão em fevereiro, até a terceira semana.

Volume diário- O volume diário foi 250,2% maior que o embarcado em janeiro deste ano. Porém, na comparação com fevereiro de 2019, houve uma retração de 10,0%.

Mistura obrigatória - A partir de março, a mistura obrigatória do biodiesel ao diesel será de 12%, aquecendo a demanda interna. Do lado do câmbio, as valorizações do dólar frente ao real favorecem o cenário de preços firmes para o grão, em plena colheita da safra 2019/20. (Agrolink)

FOTO: Divulgação

 

MAPA I: Defensivos agrícolas genéricos têm registros publicados no Diário Oficial

 

mapa I 03 03 2020 Ato n° 13 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado nesta segunda-feira (02/03) no Diário Oficial da União traz o registro de 16 defensivos agrícolas formulados. Os produtos formulados são aqueles que efetivamente podem ser utilizados pelos agricultores na defesa de suas plantações.

 

Controle biológico - Dois desses produtos utilizam agentes de controle biológicos na sua formulação, contribuindo para o aumento da sustentabilidade da agricultura nacional. 

 

Registrados e em uso - Todos os defensivos que tiveram o registro publicado nesta segunda já estão registrados e em uso no Brasil como ingredientes ativos de outros agrotóxicos já comercializados. O registro de defensivos agrícolas genéricos constitui uma importante política para a diminuição dos impactos dos monopólios e oligopólios no mercado de determinados ingredientes ativos. Uma dinâmica que beneficia a livre concorrência e a competitividade da agricultura nacional.

 

Mundo - Nenhum desses produtos é inédito no mundo: todos já foram registrados pelo menos nos Estados Unidos, Europa ou Austrália. 

 

Análise e aprovação - O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Bruno Breitenbach, reitera que todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais. Os defensivos que tiveram o registro publicado nesta segunda foram analisados pelo Ministério da Agricultura, pelo Ibama e pela Anvisa nos últimos meses. (Mapa)

 

Foto: Pixabay

MAPA II: Ministério abre prazo para inscrição da premiação do Selo Mais Integridade

 

mapa II 03 03 2020Empresas e cooperativas dedicadas à prática agropecuária, instaladas em todo o país, podem se inscrever, desde segunda-feira (02/03), para obter o “Selo Mais Integridade”, edição 2020/2021. O período de inscrição vai até o dia 1º de junho. As organizações interessadas devem realizar a inscrição diretamente no site oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), preenchendo o formulário disponibilizado aqui

 

Reconhecimento - Criado em 2018, o Selo reconhece as empresas e cooperativas do agronegócio que adotam práticas de integridade sob a ótica da responsabilidade social, sustentabilidade ambiental, ética e, ainda, o comprometimento em inibir a fraude, o suborno e a corrupção. As ações estão definidas no regulamento da premiação previsto na Portaria nº 61, de 20 de fevereiro de 2020, publicada nesta segunda no Diário Oficial da União.

 

Cadastro - A portaria institui também o cadastro Agroíntegro a partir da assinatura do Pacto pela Integridade e Ética entre as empresas e cooperativas e a Pasta, demonstrando a disposição na implementação das boas práticas na gestão privada. A regulamentação do cadastro será publicada no prazo de 90 dias pelo Mapa.

 

Como funciona o Selo Mais Integridade - Para receber o Selo, a empresa ou cooperativa deve comprovar a prática de requisitos como programa de compliance; código de ética e conduta; canais de denúncia efetivos, ações com foco na responsabilidade social e sustentabilidade ambiental e promover treinamentos para melhoria da cultura organizacional.

 

Obrigações trabalhistas - É preciso também estar em dia com as obrigações trabalhistas; inexistência de trabalho escravo e de casos de adulteração ou falsificação de processos e produtos fiscalizados pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa; ter ações de boas práticas agrícolas enquadradas nas metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e não ter cometido crimes ambientais (nos últimos 24 meses).

 

Análise - A documentação dos interessados é analisada pelo Comitê Gestor do Selo, composto por representantes de instituições públicas e privadas, que concede a premiação.

 

Premiadas - Das 16 organizações premiadas ano passado, dez delas receberam o Selo pela segunda vez. A empresa ganhadora pode usar a marca do Selo Mais Integridade em seus produtos, sites comerciais, propagandas e publicações. Em 2018, foram 11 ganhadoras.

 

Ampliação - Em janeiro do ano passado, no seu segundo ano, atuação do Selo foi ampliada, possibilitando a participação de cooperativas e inserindo os requisitos para a renovação das premiadas em 2018, a partir da publicação da Portaria Mapa nº 212, de 18 de janeiro de 2019. (Mapa)

FOMENTO: BRDE investe R$ 200 milhões nas indústrias e ajuda impulsionar o setor

 

fomento 03 03 2020O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE teve papel estratégico no avanço da indústria paranaense em 2019. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, entre janeiro e dezembro do ano passado, houve crescimento de 5,7% na produção industrial paranaense, colocando o Estado em posição de liderança no País. Diante do resultado, o Paraná foi o que registrou o melhor desempenho industrial de 2019. Neste mesmo período, os investimentos do BRDE no setor industrial ultrapassaram R$ 201,9 milhões, diluídos em 217 liberações de recursos.

 

Cooperativas - No setor de agroindústria foram injetados, só em 2019, cerca de R$147 milhões. A C.Vale, de Palotina, recebeu mais de R$40 milhões. A Frimesa, de Medianeira, teve acesso ao aporte de mais de R$36 milhões. Já a Coopertradição, de Pato Branco, pode fortalecer os negócios por meio do apoio do BRDE, que investiu R$20 milhões na empresa. “Números importantes que movimentam as engrenagens da economia paranaense”, diz o diretor do BRDE, Wilson Bley Lipski.

 

Agro - “Entendemos que o setor agro tem uma grande responsabilidade pelo crescimento do País. Investimos em diversas cooperativas durante o ano de 2019, fortalecendo não só o cooperativismo, mas o ecossistema agroindustrial, visto que os investimentos possibilitaram expansão de unidades, melhorias em infraestrutura e incentivos aos cooperados, o que melhora toda a cadeia produtiva”, enfatiza Bley.

 

Mais aportes - Já na área de alimentos, a El Shadai, de Chopinzinho, recebeu o aporte de mais de R$4 milhões e a SL Cereais e Alimentos de Mauá da Serra, R$9 milhões. “Como banco de desenvolvimento, compreendemos que é essencial distribuir os recursos nos mais variados setores. Desta forma, possibilitamos o crescimento em áreas diversas e movimentamos a economia estadual”, comenta Bley.

 

Diferença - Os investimentos fizeram a diferença para o crescimento do setor industrial, avalia o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Segundo o Instituto, entre os principais motivos para o avanço da indústria paranaense estão o aumento da qualidade da produção local, com recepção no mercado global; a abertura de novos mercados para alimentos e a diversificação da indústria paranaense. Esses fatores são determinantes para os investimentos do Banco, que destinou recursos para indústrias de vários setores - têxteis, do setor automotivo, moveleiro, cosméticos e eletrônicos, além das agroindústrias.

 

Oportunidade - A unidade brasileira da ATI Brasil – Artigos Técnicos Industriais, foi uma das contempladas com os repasses do BRDE. Em 2019, o sócio presidente da empresa, Mario Petri, solicitou crédito para investimentos na construção de um novo centro de distribuição da empresa, sediada em Curitiba. “Estamos crescendo de 10 a 15% ao ano e precisávamos de uma estrutura mais organizada para o centro de distribuição. Solicitamos o investimento ao BRDE e fomos atendidos. Hoje, a obra está em execução e, a partir dela, pretendemos crescer ainda mais”, relata Petri.

 

Filiais - A empresa, com sede em Curitiba, tem filiais em cidades de outros estados como Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Ceará, Pernambuco e Goiás. Com a expansão do centro de distribuição, a ideia é aumentar mais a capilaridade dos negócios, com inauguração de filiais na Bahia, Rio de Janeiro e Paraná.

 

Materiais importados - “Cerca de 90% dos materiais que utilizamos são importados. Eles chegam no Paraná e encaminhamos para o nosso centro de distribuição, que encaminha para as filiais. Com a expansão da unidade, conseguiremos organizar melhor o estoque e poderemos expandir a empresa”, finaliza o empresário. No total, a ATI Brasil – Artigos Técnicos Industriais recebeu R$10 milhões em investimentos do BRDE.

 

Setores - Segundo o levantamento do IBGE, os setores da indústria que mais cresceram no Paraná foram: veículos automotores, reboques e carrocerias (25,7%); máquinas e equipamentos (9,5%); indústria geral (5,7%); produtos alimentícios (8,8%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,3%); produtos de borracha e material plástico (2,5%); celulose, papel e produtos de papel (1,5%) e produtos de minerais não metálicos (0,8%). “De certa forma, todos os setores destacados receberam algum aporte do BRDE. Com isso, percebemos que, mais uma vez, o banco foi essencial para movimentar a indústria paranaense”, finaliza Bley. (Agência de Notícias do Paraná)

INFRAESTRUTURA: Paraná terá o maior pacote de concessão de rodovias do País

 

infraestrutura 03 03 2020O Paraná terá o maior pacote de concessões de rodovias do governo federal. Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o leilão do novo Anel de Integração rodoviário do Paraná, com 4,1 mil quilômetros, deve gerar investimentos de mais de R$ 100 bilhões no longo prazo para o Estado. Ele falou sobre essa projeção na última quinta-feira (27/02), ao participar, junto com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, da assinatura de um contrato de arrendamento no Porto de Paranaguá.

 

Mais significativo - O leilão paranaense, disse Tarcísio de Freitas, é o mais significativo do pacote de concessões de rodovias do governo federal. O novo traçado desenhado pelo Governo do Estado e pela União incorpora ao polígono original (2,5 mil quilômetros) mais três rodovias estaduais - a PR-092 (Norte Pioneiro), a PR-323 (Noroeste) e a PR-280 (Sudoeste) -, trechos das BRs 163, 153 e 476 e contornos de Londrina, Ponta Grossa e Cascavel, que somam 1,6 mil quilômetros.

 

Maior investimento - “A maior carga de investimentos no setor rodoviário será no Paraná, o maior lote de concessões. Estamos desenhando o que há de melhor em termos de estruturação, trabalhando com o Banco Mundial, com a Empresa de Planejamento e Logística (EPL)”, disse. O ministro afirmou que entrarão mais de R$ 100 bilhões nas rodovias do Estado nos próximos anos se somar investimentos em estruturas, manutenção e toda a operação. “E com tarifas menores do que as praticadas hoje. Isso é o que a nova modelagem vai nos proporcionar”, afirmou.

 

Projeção otimista - A projeção otimista, segundo o ministro, leva em consideração os R$ 9,4 bilhões em investimentos prospectados em 27 leilões da infraestrutura em 2019, a retomada da economia brasileira e a confiança do setor privado. “Estamos construindo um novo Brasil, que vai crescer e decolar. Crescemos 1,2% em 2019 e não crescemos pouco. O País é um avião com duas turbinas: a do setor público e a do setor privado. A do setor público estava com o reverso acionado. Era importante fazer a contenção fiscal, o compromisso com a solvência. O que mostra que o setor privado foi responsável pelo crescimento e já está gerando mais de 2% de crescimento”, acrescentou Freitas.

 

Demandas represadas - O governador Ratinho Junior acrescentou que o leilão do novo Anel de Integração será na Bolsa de Valores e encerrará anos de desconfiança da população com esse modelo. Ele também disse que a inclusão de rodovias estaduais atende demandas represadas do setor produtivo e darão nova perspectiva de segurança para os motoristas em trechos com muitos acidentes.

 

Transparência - “Não vamos repetir o que não deu certo no Paraná. Estamos trabalhando em parceria o governo federal para ter os melhores e mais transparentes contratos, com mais investimentos e redução de pelo menos 50% nos preços”, afirmou Ratinho Junior. “Vamos transformar o Paraná numa potência logística e atrair novas ainda mais empresas e empregos”.

 

Integração entre modais - Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o novo Anel de Integração permitirá ao Paraná, também, maior integração entre os modais. “Estamos diante de um grande momento para o Estado. Vamos entregar menos tarifas e mais obras, será o maior lote de concessões do País. Vamos virar a página da história dos pedágios”, arrematou.

 

Estudos - O governo federal investiu R$ 60 milhões no estudo da nova modelagem. Ele deve ser concluído neste ano e apontará a quantidade de lotes. A Empresa de Planejamento e Logística S.A (EPL) e o International Finance Corporation (IFC), do Banco Mundial, são os responsáveis pelas análises.

 

Modelagem híbrida - A proposta em análise prevê uma modelagem híbrida, com a menor tarifa e a maior outorga, para evitar que empresas aventureiras se ancorem no preço da tarifa e não consigam cumprir o que está previsto na licitação. Também está previsto um modelo em que o usuário que utiliza mais as rodovias pague tarifas menores, o chamado Desconto ao Usuário Frequente (DUF).

 

Anel de Integração - Os contratos com as atuais concessionárias foram assinados em 1997 e se encerram em 2021. O polígono geométrico interliga Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Maringá, Paranavaí, Londrina e Paranaguá. O novo programa de concessões rodoviárias passará a funcionar seguindo a lógica dos pedágios federais que já funcionam no Estado, unindo corredores em formato de mosaico. Entre as ligações, os destaques são para o reforço na ligação com São Paulo pelo Norte Pioneiro e a resolução dos gargalos da PR-323 e PR-280. (Agência de Notícias do Paraná)

ECONOMIA: Medida provisória muda composição do Conselho do PPI

 

economia 03 03 2020Um mês depois de passar da Casa Civil para o Ministério da Economia, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) terá a composição mudada. Editada nesta segunda-feira (02/03) pelo presidente Jair Bolsonaro, a Medida Provisória 922/20 permite que o governo defina livremente a composição do Conselho do PPI, inclusive seu presidente.

 

Responsabilidades - Órgão máximo do PPI, o conselho era presidido pelo ministro-chefe da Casa Civil e composto por mais seis ministros - Economia, Secretaria de Governo, Infraestrutura, Minas e Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional - e os presidentes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre as responsabilidades do conselho, está a coordenação de concessões, privatizações e parcerias público-privadas.

 

Empréstimo consignado - A medida provisória também alterou a Lei do Empréstimo Consignado para permitir que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terceirize a operacionalização desse tipo de crédito. Atualmente, cabe à empresa estatal Dataprev a realização dos descontos em folha. Com a MP, o INSS poderá contratar empresas para fazerem o procedimento. O texto permite dispensa de licitação caso o órgão opte por empresas públicas ou de sociedade de economia mista, como bancos públicos.

 

Cobrança - A MP também permite que o INSS passe a cobrar dos bancos uma parcela das operações de crédito consignado dos aposentados e pensionistas. Até agora, o órgão cobrava somente o ressarcimento dos custos operacionais. Pelas novas regras, a autarquia pode cobrar um valor fixo de cada instituição que empresta crédito consignado ou um percentual do volume de empréstimos pela modalidade. Segundo o Ministério da Economia, a medida tem como objetivo aumentar as receitas do INSS. (Agência Brasil)

 

FOTO: Palácio do Planalto

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança comercial tem superávit na terceira semana de fevereiro

 

comercio exterior 03 03 2020A balança comercial brasileira apresentou, na terceira semana de fevereiro, superávit de US$ 520 milhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (02/03) pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia. Em um período de cinco dias úteis, as exportações chegaram a US$ 3,966 bilhões e as importações, a US$ 3,446 bilhões, ficando a corrente de comércio em US$ 7,412 bilhões.

 

Média - A média das exportações da terceira semana de fevereiro ficou em US$ 793,2 milhões, 5,5% abaixo da média de US$ 839,8 milhões até a segunda semana. Segundo o Ministério da Economia, a redução ocorreu devido à queda nas exportações de produtos semimanufaturados e básicos. No mês, as exportações somam US$ 12,364 bilhões e as importações, US$ 11,259 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,105 bilhão e corrente de comércio de US$ 23,624 bilhões.

 

Redução - No período, houve uma redução de 10,7%, de US$ 100,1 milhões  para US$ 89,4 milhões, no segmento de semimanifaturados, em especial na celulose, ferro fundido, ouro, ferro ou aço e também no óleo de soja em bruto.

 

Produtos básicos - Houve queda de 8,5% nas exportações de produtos básicos, especialmente em produtos como petróleo em bruto, carnes bovina e de frango, minério de cobre, café em grão e fumo em folhas. Com isso, a balança de exportações, no segmento, fechou em US$ 412,1 milhões, contra os US$ 450,2 milhões da segunda semana.

 

Manufaturados - O Ministério da Economia destaca que houve pequeno crescimento nas exportações de manufaturados de 0,8%, passando de US$ 289,5 milhões para US$ 291,7 milhões, em razão, principalmente, de óleos combustíveis, veículos de carga, suco de laranja não congelado, torneiras, válvulas e partes, máquinas e aparelhos para terraplanagem.

 

Importações - Do lado das importações, apontou-se queda de 11,8%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana, US$ 689,1 milhões sobre média até a segunda semana, US$ 781,4 milhões), explicada, principalmente, pela diminuição nos gastos com equipamentos mecânicos, farmacêuticos, cobre e suas obras, adubos e fertilizantes, equipamentos eletroeletrônicos.

 

Análise do mês - A análise do mês mostra que, na comparação entre a terceira fevereiro de 2019 (US$ 786,9 milhões) e o mesmo período de 2020 (US$ 824,3 milhões), houve aumento de 4,8% nas exportações. A alta foi puxada especialmente pela venda de petróleo em bruto, algodão em bruto, carnes bovina, suína e de frango e minério de cobre.

 

Semimanufaturados - Por outro lado, caíram as vendas de produtos semimanufaturados em 1,2%, passando de US$ 97,7 milhões para US$ 96,6 milhões, principalmente por conta da celulose, ouro em formas semimanufaturadas, semimanufaturados de ferro/aço, açúcar em bruto, couros e peles. Os produtos manufaturados também apresentaram uma redução de 0,7%, passando de US$ 292,2 milhões para US$ 290,2 milhões, por conta de aviões, automóveis de passageiros, partes de motores e turbinas para aviação, suco de laranja não congelado e laminados planos de ferro ou aço.

 

Aumento - Relativamente a janeiro/2020, houve crescimento de 25,6%, em virtude do aumento nas vendas de produtos básicos (+33,9%, de US$ 326,8 milhões para US$ 437,5 milhões) e manufaturados (+25,4%, de US$ 231,4 milhões para US$ 290,2 milhões), enquanto diminuíram as exportações de produtos semimanufaturados (-1,7%, de US$ 98,2 milhões para US$ 96,6 milhões).

 

Importações - Nas importações, a média diária até a terceira semana de fevereiro/2020, de US$ 750,6 milhões, ficou 18,9% acima da média de fevereiro/2019 (US$ 631,1 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente com equipamentos mecânicos (+131,0%), combustíveis e lubrificantes (+19,0%), farmacêuticos (+17,2%), químicos orgânicos e inorgânicos (+11,6%), plásticos e obras (+10,8%). Ante janeiro/2020, houve crescimento de 2,1%, pelos aumentos em equipamentos mecânicos (+83,0%), combustíveis e lubrificantes (+20,5%), farmacêuticos (+10,3%), plásticos e obras (+6,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (+5,8%). (Agência Brasil)

 

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

CÂMBIO: Dólar fecha próximo da estabilidade, mas volta a bater recorde

 

cambio 03 03 2020Em meio ao receio de uma recessão global provocada pelo novo coronavírus, o dólar subiu e voltou a bater recorde nominal desde a criação do real. O euro superou a barreira de R$ 5 pela primeira vez, mas recuou no fim do dia. A bolsa, no entanto, continua a recuperar-se e subiu pela segunda sessão seguida.

 

Encerramento - Em alta pela nona sessão seguida, o dólar comercial encerrou esta segunda-feira (02/03) a R$ 4,487, com alta de R$ 0,006 (+0,13%). A cotação oscilou bastante ao longo da sessão. Na máxima do dia, por volta das 11h50, a cotação chegou a R$ 4,502. A divisa chegou a cair para R$ 4,475 durante boa parte da tarde, mas voltou a superar os R$ 4,48 na última hora de negociação.

 

Valorização - Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 11,81%. O euro comercial também fechou com recorde. Depois de ultrapassar os R$ 5 várias vezes ao longo do dia, a divisa encerrou a segunda-feira vendida a R$ 4,996, com alta de R$ 0,056 (+1,12%).

 

BC - O Banco Central (BC) amenizou as intervenções no câmbio. Diferentemente dos últimos dias, a autoridade monetária não leiloou novos contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. O BC apenas rolou (renovou) R$ 650 milhões de contratos de swap que venceriam em abril.

 

Ações - O mercado de ações teve um dia de recuperação. Em alta pela segunda sessão seguida, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou a segunda-feira aos 106.625 pontos, com alta de 2,36%. O indicador alternou altas e baixas durante a manhã, mas consolidou os ganhos durante a tarde. Na sexta-feira (28), o Ibovespa chegou a operar abaixo de 100 mil pontos por alguns minutos.

 

Turbulências - Nas últimas semanas, o mercado financeiro em todo o mundo tem atravessado turbulências em meio ao receio do impacto do coronavírus sobre a economia global. Hoje, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu, de 2,9% para 2,4%, a previsão de crescimento econômico mundial para 2020 em decorrência da doença.

 

Falta de matéria-prima - Com as principais cadeias internacionais de produção afetadas por causa da interrupção da atividade industrial na China, indústrias de diversos países, inclusive do Brasil, sofrem com a falta de matéria-prima para fabricar e montar produtos.

 

Consumo menor - A desaceleração da China, segunda maior economia do planeta, também pode fazer o país asiático consumir menos insumos, minérios e produtos agropecuários brasileiros. Uma eventual redução das exportações para o principal parceiro comercial do Brasil reduz a entrada de dólares, pressionando a cotação.

 

Fatores domésticos - Entre os fatores domésticos que têm provocado a valorização do dólar, está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima. (Agência Brasil)

 

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

REFORMA TRIBUTÁRIA Comissão começa seus trabalhos na quarta-feira

 

reforma tributaria 03 03 2020Será instalada, nesta quarta-feira (04/03), a Comissão Mista da Reforma Tributária.  Criada em uma solenidade na Presidência do Senado no dia 19, a comissão será composta por 25 senadores e 25 deputados. Para elaborar sua proposta de reforma tributária, os parlamentares terão como base as propostas de emenda à Constituição sobre o tema que tramitam na Câmara (PEC 45/19) e no Senado (PEC 110/19). Além disso, o governo também deve enviar uma proposta para o Congresso.

 

Presidência e relatoria - O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) é o presidente da comissão, que tem o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) como relator. Rocha pretende trabalhar com um prazo de 45 dias para a apresentação de uma proposta. A ideia dos parlamentares é apresentar um sistema tributário mais racional e menos burocrático.

 

Horário e local - A reunião será realizada às 14h30, na sala 19 da Ala Alexandre Costa, no Senado. (Agência Câmara)

 

FOTO: Professor25/DepositPhotos

SAÚDE: Brasil tem 433 casos suspeitos de infecção pelo Covid-19

 

saude 03 03 2020O Brasil tem, atualmente, 433 casos suspeitos de coronavírus. O número de casos confirmados continua sendo dois, ambos em São Paulo. Todas as regiões do país têm casos suspeitos, sendo São Paulo o estado com o maior número de casos suspeitos, com 163. Até o momento, são 162 casos descartados, sendo que a maioria tinha Influenza A e Influenza B.

 

Mudança de metodologia - Até esta segunda-feira (02/03) eram 252 casos suspeitos. O aumento do número de suspeitos tem relação com a mudança de metodologia do Ministério da Saúde para considerar um paciente suspeito. Desde o final de fevereiro, o ministério decidiu não fazer reanálise dos casos notificados como suspeitos pelas secretarias estaduais de saúde. Assim, a avaliação local é considerada pelo governo federal.

 

Fase de contenção - Os estados continuam sendo capacitados pelo ministério para fazer as notificações corretamente, mas, segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson de Oliveira, metade das notificações dos estados não se encaixa na definição de casos de Covid-19. Atualmente, o Brasil se encontra na fase de contenção da doença.

 

Nível 3 - “Estamos no nível 3, na fase de contenção, onde o nosso objetivo é evitar a dispersão [do vírus]. Obviamente, entendendo que há uma transição que se inicia para uma fase de mitigação, onde vamos trabalhar para evitar casos graves e óbitos”, disse Wanderson de Oliveira.

 

Precipitada - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, considerou precipitada a decisão de escolas suspenderem as aulas se não houver nenhum caso suspeito dentro da instituição. “As escolas não se embasam em nenhum critério técnico. Imagino que elas tenham reunião de pais e o princípio da autoridade parental prevalece. Mas, do ponto de vista de saúde pública, se uma pessoa não chega de um local, não tem febre, não tem coriza, não tem nenhum sinal, ela não tem porque ser retida”. (Agência Brasil)

OCDE: Organização prevê crescimento menor da economia global devido ao coronavírus

 

ocde 03 03 2020A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a expectativa de crescimento da economia mundial diante do surto de coronavírus e seu impacto na China, país mais atingido pelo novo vírus. A entidade prevê agora uma expansão de 2,4% no Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos –, ante 2,9% da previsão anterior, que já estava enfraquecida pelas tensões comerciais e políticas.

 

Ameaça - “A economia global enfrenta a ameaça mais grave desde a crise financeira [de 2008 e 2009], à medida que o coronavírus se espalha”, informou a OCDE. A previsão é que a recuperação venha já em 2021, com crescimento de 3,3%. Em 2019, o PIB mundial teve expansão de 2,9%.

 

Perspectiva - A perspectiva de crescimento para a China caiu de 5,7% para 4,9% em 2020. Para 2021, entretanto, o PIB chinês deve crescer 6,4%. Em 2019, a economia do país teve expansão de 6,1%. Em países como Japão, Coreia e Austrália o crescimento terá uma recuperação difícil e gradual.

 

Outras economias - Em outras economias o impacto é menos severo, segundo o relatório, mas ainda atingidas pela queda na confiança e na interrupção da cadeia de suprimentos. De acordo com a OCDE, para o Brasil, a previsão de crescimento do PIB se mantém em 1,7% para este ano. No ano passado, a economia do país cresceu 1,1%.

 

Ação imediata - Em relatório divulgado nesta segunda-feira (02/03), a organização pede que os governos ajam imediatamente para limitar a disseminação do coronavírus, fortalecer o sistema de saúde, proteger pessoas e empresas de seus efeitos e aumentar a demanda na economia.

 

Forte desaceleração - “Mesmo no melhor cenário de surtos limitados em países fora da China, espera-se uma forte desaceleração do crescimento mundial no primeiro semestre de 2020, à medida que as cadeias de suprimentos e commodities são atingidas, o turismo cai e a confiança diminui”, alertou a OCDE em nota. “Está aumentando as preocupações com a saúde e o risco de restrições mais amplas ao movimento de pessoas, bens e serviços, diminui a confiança das empresas e dos consumidores e diminui a produção”, completou.

 

Cenário mais pessimista - A projeção, segundo a organização, é diante de um cenário em que a extensão do coronavírus é contida. Mas um contágio mais amplo em toda a região da Ásia-Pacífico e em economias avançadas pode reduzir o crescimento global para 1,5% neste ano. Para a OCDE, “medidas de contenção e perda de confiança afetariam a produção e os gastos e levariam alguns países à recessão, incluindo o Japão e a área do euro”.

 

Trabalho flexível - O relatório da organização diz que o trabalho flexível deve ser usado para preservar empregos. Os governos devem implementar medidas fiscais e orçamentárias temporárias para amortecer o impacto nos setores mais afetados pela desaceleração, como viagens e turismo, e nas indústrias automobilística e eletrônica.

 

Liquidez adequada - De acordo com a entidade, nos países mais afetados, é necessário fornecer liquidez adequada para permitir que os bancos ajudem as empresas com problemas de fluxo de caixa enquanto as medidas de contenção estiverem em vigor. E, caso a epidemia se espalhe amplamente, as economias do G20 devem liderar uma estrutura coordenada internacionalmente para apoio à saúde, combinada com estímulos fiscais e monetários coordenados para restaurar a confiança. (Agência Brasil)

 

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil


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