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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4771 | 28 de Fevereiro de 2020

POLÍTICA AGRÍCOLA: Ocepar, Faep e Seab encaminham propostas ao plano safra 2020/2021

politica agricola 28 02 2020Disponibilização de R$ 251,4 bilhões para a safra 2020/2021; redução das taxas de juros do crédito rural, em consonância com a queda da Selic; mudanças no percentual de exigibilidade e simplificação do crédito rural. Estes são alguns dos principais pontos considerados fundamentais para assegurar o bom desempenho da produção agropecuária brasileira e que fazem parte do conjunto de propostas encaminhadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta quinta-feira (27/02), pelo Sistema Ocepar, Federação da Agricultura do Estado do Paraná e Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná (Seab).

Documento - O documento, assinado em nome das três entidades pelo secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, foi enviado à ministra Tereza Cristina, com o propósito de subsidiar os estudos do governo federal para a implementação das políticas públicas que deverão nortear a próxima safra. “Ele representa uma síntese das pesquisas realizadas junto aos produtores rurais e cooperativas. Após ampla discussão e debates, foi sistematizado de forma a espelhar as principais reivindicações do setor agropecuário”, ressalta Ortigara no ofício.

Programação - “É de suma importância que sejam mantidos os valores e as condições publicadas quando da divulgação do plano agrícola e pecuário. De forma geral, o setor produtivo se programa dentro das condições divulgadas quando ele é apresentado e as alterações nas regras após o início do ano agrícola acabam gerando apreensão e desconfiança no setor”, lembra ainda o secretário.

Expectativa - Segundo o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, a expectativa é de que as sugestões encaminhadas ao Mapa sejam acatadas para garantir mais tranquilidade ao produtor rural e cooperativas na condução de suas atividades. "Todos os anos, a Ocepar, juntamente com a Faep e a Seab, tem contribuído com propostas visando ao aprimoramento das políticas públicas destinadas ao segmento. Muitas das sugestões têm sido contempladas e, mais uma vez, esperamos que nossas demandas sejam atendidas e nos colocamos à disposição para continuarmos colaborando com a discussão dessas e de outras propostas que não constam nesse documento. Atualmente, o cooperativismo paranaense responde por cerca de 60% do PIB agropecuário do Estado e necessitamos desse apoio para prosseguirmos contribuindo positivamente para o crescimento da economia, não só do Paraná, como de todo o país”, afirma.  

Principais itens - Confira abaixo a síntese das principais propostas do Sistema Ocepar, Faep e Seab para o plano safra 2020/2021 encaminhadas ao Mapa:

1. Elevar o percentual da exigibilidade dos recursos obrigatórios para 34%, ao mesmo nível da safra 2017/18, correspondente à média aritmética do "Valor Sujeito a Recolhimento Compulsório" (exigibilidade global) e manter as subexigibilidades do Pronamp em 25% e do Pronaf em 20%;

2. Restabelecer os níveis de exigibilidade da poupança rural em 74% (MCR 6.4.2) e dos depósitos à vista em 34% (MCR 6.2.3);

3. Alterar a periodicidade de comprovação das aplicações dos recursos (contratação das operações) de anual para trimestral;

4. Reduzir o valor da dedução da base de cálculo da exigibilidade de R$ 200 milhões para R$ 70 milhões (MCR 6.2.2);

5. Revogar o disposto no MCR 6.2.5, que permite que as instituições financeiras que apresentarem exigibilidade de direcionamento dos recursos obrigatórios igual ou inferior a R$ 10 milhões fiquem isentas do cumprimento da exigibilidade de aplicação;

6. Direcionar, no mínimo, 50% dos recursos da LCA para o crédito rural;

7. Reduzir as taxas de juros do crédito rural, em consonância com a redução da Selic;

8. Disponibilizar o total de R$ 251,4 bilhões para a safra 2020/2021, sendo R$ 186 bilhões para créditos de custeio e comercialização e R$ 65,4 bilhões para investimentos;

9. Reduzir a taxa de juros nos contratos de custeio de 6,0% a.a. para 5,25% a.a. para médios produtores e de 8,0% a.a. para 6,0% a.a. para os demais produtores;

10. Avaliar, para as instituições financeiras, a adoção de sistemática de tributação de IOF, aplicando a escala de tributação regressiva sobre as aplicações financeiras a partir do 10º dia, a fim de mitigar os problemas do "rapa contas";

11. Não indexar a taxa de juros de nenhum programa do crédito rural;

12. Simplificar o crédito rural, diminuindo a burocracia com a migração para meios digitais.

 

DIA DE CAMPO I: Mercado de commodities e milho convencional são destaques em Entre Rios

 

A pouco menos de uma semana para o Dia de Campo de Verão 2020, os preparativos seguem a todo vapor. Entre os dias 4 e 5 de março, a coordenação do evento espera receber cerca de mil pessoas na Fapa (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária) para acompanhar palestras e novidades referentes aos cultivos de verão. 

 

Assuntos - Entre os diversos assuntos que serão discutidos nesta edição, destaque para o mercado internacional de commodities e o plantio e comercialização de milho convencional. 

 

Abertura - Na abertura do Dia de Campo de Verão acontece a palestra “Impacto das eleições nos Estados Unidos e guerra comercial entre China e EUA no mercado de commodities”. O tema será abordado pela Jornalista e Apresentadora do Canal Rural, Kellen Severo. 

 

Mesa Redonda - Já no dia 5, o auditório principal do evento recebe a Mesa Redonda: “Oportunidades de mercado para o milho convencional”. A conversa contará com a presença de Marina de Souza Stanham, Gerente de Negócios da Foodchain ID Brasil, e do Agrônomo e Consultor André Aguirre Ramos. “Hoje a Fapa é uma das únicas entidades com um trabalho sobre milho convencional de grande abrangência. Se o agricultor quer conhecer mais sobre o assunto, o Dia de Campo de Verão é o lugar”, afirma o coordenador administrativo da Fundação, Márcio Mourão. 

 

Palestras simultâneas - Além disso, nos dois dias serão realizadas rodadas de palestras simultâneas onde os pesquisadores da Fapa mostrarão ao público os resultados de seus mais recentes estudos. 

 

Organização - O Dia de Campo de Verão é organizado pela Agrária e pela Fapa. Em 2020 o evento conta com o patrocínio ouro da Ori Agri, patrocínio prata da Ihara e patrocínio bronze da Pioneer e do Sindicato Rural de Guarapuava. (Imprensa Agrária)

 

SERVIÇO

Dia de Campo de Verão 2020

Palestra: Impacto das eleições nos Estados Unidos e guerra comercial entre China e EUA no mercado de commodities

Data: 04/03/20

Horário: 10h30

Mesa Redonda: Oportunidades de mercado para o milho convencional

Data 05/03/20

Horário: 10h30

Fapa – Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária

Rodovia PR-540, Km 09 - Entre Rios - Colônia Vitória, Guarapuava – PR. 

 

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DIA DE CAMPO II: Embrapa e Meridional lançam cultivar de soja para regiões frias

 

dia de campo II 28 02 2020A Embrapa Soja e a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa lançam a BRS 525, uma cultivar de soja convencional, superprecoce, que tem expressado alto potencial produtivo nas regiões frias, no dia 4 de março, às 10h, no dia de campo de verão 2020, promovido pela Cooperativa Agrária e Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa), em Guarapuava (PR). “Por ser uma soja convencional com hilo claro, geralmente uma preferência dos mercados asiáticos, seu grão pode facilitar a exportação entre nichos de mercado”, destaca o pesquisador Marcos Rafael Petek, da Embrapa Soja.

 

Expectativa - A expectativa é reunir aproximadamente mil visitantes. Estarão presentes na solenidade de lançamento:  o chefe de transferência de tecnologias da Embrapa Soja, Alvadi Balbinot, o presidente da Fundação Meridional Josep Pfann e o presidente da Cooperativa Agrária, Jorge Karl, entre outras autoridades.

 

Produtividades - A BRS 525 tem alcançado as maiores produtividades nas regiões de altitude elevada, acima de 700 metros. De acordo com o pesquisador, a cultivar é superprecoce - pertence ao grupo de maturidade 5.6 - e tem ainda resistência ao acamamento. “Por ter ciclo precoce, é uma boa opção para fazer o manejo da ferrugem da soja. Isso porque quando a doença inicia a incidência severa na região, a soja já está fechando o ciclo”, destaca o pesquisador. A precocidade, segundo ele, também permite sua inserção no sistema de rotação com outras culturas semeadas na região fria, como feijão. A BRS 525 também é indicada na sucessão do trigo. “O produtor que planta trigo na região fria, colhe em meados de novembro e, por isso, uma cultivar de soja que produz bem quando semeada no final de novembro e início de dezembro deve agradar aos produtores que pretendem fazer a sucessão trigo-soja”, avalia. 

 

Indicação - A BRS 525 é indicada para semeadura em solos de alta fertilidade e também apresenta boa estabilidade produtiva, além de possuir resistência às principais doenças da soja, incluindo resistência à Podridão Radicular de Phytophthora.  A cultivar é indicada para RS (Missões, Planalto Médio, Alto Vale do Uruguai Leste / Oeste); SC (Oeste, Meio-Oeste, Centro-Norte e Serra Geral e Nordeste); PR (sudoeste e centro-sul) e SP (sul). (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

SERVIÇO

Evento: Lançamento da BRS 525 no Dia de Campo de Verão 2020

Data: 4 de março

Horário: 10h

Local: Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa), Guarapuava (PR)

COCAMAR: Usinas veem benefícios da integração cana e soja

A Cocamar e a Usina Cocal organizaram na quinta-feira (27/02) em Narandiba (SP), um dia e campo para apresentar o funcionamento do sistema de integração soja e cana, por meiosi. A iniciativa reuniu representantes de várias outras usinas paulistas e do Mato Grosso do Sul, interessados em conhecer mais detalhes sobre o assunto.

O que é Meiosi - Meiosi é como se denomina o cultivo de soja em espaços intercalares às fileiras de mudas de cana. A oleaginosa entra para reformar as áreas que, com o passar dos anos, vão perdendo produtividade.

Viabilidade - O evento demonstrou a viabilidade do projeto, que teve início em 2019, após quase dois anos de estudos, envolvendo 19 produtores selecionados pela cooperativa e 5,2 mil hectares.

Atividades - Os participantes reuniram-se às 14h na unidade da Cocal em Narandiba, que fica a 30km da divisa com o Paraná. Após uma apresentação do Coral Cocamar, eles tiveram um detalhamento do sistema e, na sequência, se deslocaram para visitar áreas próximas.

Rally - Recentemente, quando passou pelos municípios de Narandiba e Iepê, o Rally Cocamar de Produtividade constatou a excelente condição das lavouras de soja, entrevistando produtores e técnicos. Os cooperados são assistidos por um engenheiro agrônomo e contam com seguro para a cobertura de 37,1 sacas por hectare (90 sacas/alqueire). A colheita começa em março e a expectativa deles é de uma colheita nos mesmos volumes que conseguem em suas terras.

Oportunidade - Para a Cocamar, a integração cana e soja oferece uma oportunidade nova e sustentável aos seus cooperados; ela fornece insumos, orientação técnica e recebe toda a produção nas unidades de Iepê e Cruzália, promovendo, ao lado da Cocal, o desenvolvimento social e econômico. Para a usina, segundo seus diretores, a reforma das áreas de canaviais com soja é uma forma de aumentar a produtividade da cana, melhorar o perfil dos solos e reduzir o custo das operações. (Imprensa Cocamar)

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COPAGRIL: Manejo correto contra cigarrinha diminui problemas com enfezamentos na safrinha de milho

 

A ocorrência de cigarrinha nas lavouras de milho e os consequentes enfezamentos vermelho e pálido têm afetado a produtividade do milho e preocupado especialistas da área. Com atenção ao tema, profissionais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) orientam agricultores e profissionais da agronomia para o correto manejo da cigarrinha do milho visando mitigar problemas com enfezamentos na safrinha de milho 2020.

 

Conteúdo - Confira o conteúdo sobre o assunto enviado pelo fiscal da Adapar, Anderson Lemiska:

 

Cenário - Em 2019, o Paraná cultivou 2,6 milhões de hectares com a cultura do milho e obteve uma produção estimada de 13 milhões de toneladas. Deste total produzido, 3 milhões de toneladas foram exportados, fato que torna o estado o segundo maior exportador, e o restante destinados ao consumo interno na alimentação humana e, principalmente, utilizado como um dos principais insumos para alimentação da avicultura, suinocultura e bovinocultura. Esse cenário torna o milho a segunda principal cultura em importância econômica para o Paraná e ataques das pragas e doenças estão entre os principais entraves para a manutenção da produtividade.

 

Oeste - Na safrinha de milho 2019 cultivado na região Oeste paranaense, algumas lavouras de milho sofreram perdas significativas em sua produtividade por problemas fitossanitários, fato que preocupou os agricultores, área técnica agronômica e Defesa Agropecuária. Para averiguar a causa do problema, uma equipe da Embrapa Milho e Sorgo esteve nos municípios de Marechal Cândido Rondon e Mercedes e visitou lavouras de milho com problemas de quebramento e “morte súbita” de plantas. Em parte das lavouras, os pesquisadores observaram alta incidência de tombamentos de plantas, presença da cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) e a presença de plantas de milho com sintomas típicos dos enfezamentos.

 

Doenças sistêmicas - Os espiroplasmas e fitoplasmas são organismos pertencentes à Classe Mollicutes e agentes causais dos enfezamentos vermelho e pálido, respectivamente. São doenças sistêmicas que infectam os tecidos do floema das plantas de milho interferindo no crescimento e desenvolvimento das plantas, além de reduzir a absorção de nutrientes e afetar os processos de translocação de fotoassimilados para o enchimento dos grãos e formação de espigas, favorece a infecção de fungos que causam podridão de colmo, podendo reduzir significativamente a produtividade da cultura. A cigarrinha do milho é considerada o principal vetor para a disseminação desta doença e o seu correto manejo é fundamental para a mitigação dos danos causados pelos enfezamentos.

 

Amostras - Para certificar a presença de Molicutes nas lavouras afetadas, dezenove amostras de folhas de milho foram coletadas pelos pesquisadores da Embrapa e submetidas a exame laboratorial via análise molecular. Do total amostrado, onze amostras (57,9%) acusaram a presença de espiroplasma e não foi detectada a presença de fitoplasma nas amostras.

 

Monitoramento - Após a confirmação da presença de plantas infectadas com os molicutes e presença da cigarrinha na região, a Adapar Regional de Toledo, está monitoramento áreas cultivadas com milho na safra de verão 2020. Nesta safra, foram observadas plantas de milho comercial com sintomas típicos de enfezamentos e amostras foliares destas plantas foram coletadas e encaminhadas para análise molecular no Centro de Diagnóstico Marcos Enrieti (Adapar) e para o Laboratório de Biologia Molecular da Embrapa Milho e Sorgo para confirmar a presença de molicutes.

 

Amostragens - Em função da grande quantidade de plantas de milho guacho ou tigueras presentes nas lavouras de soja, a Adapar realizou amostragens dessas plantas de milho com e sem sintomas da doença com o objetivo de verificar se há a presença de molicutes e se estas plantas são, portanto, fonte de inóculo para a safrinha 2020 de milho. A presença dessas plantas de milho nas lavouras que antecedem o cultivo do milho é apontada como um dos principais substrato de manutenção, tanto para os molicutes, quanto para as cigarrinhas. Assim, a eliminação do milho tiguera ajuda muito na redução dos focos da doença.

 

Vistoria - Nas áreas de milho recém-semeadas, foi realizada a vistoria com objetivo de monitorar a presença de cigarrinhas, sendo constatada até o momento pequena população nas áreas monitoradas.

 

Recentes - Os problemas ocasionados pelos enfezamentos na região Oeste paranaense são recentes e até o momento ocorreu em lavouras isoladas, portanto, o agricultor deve ficar atento ao correto manejo da cigarrinha do milho para mitigação dos danos causados pelos enfezamentos. Desta forma, a Adapar orienta aos agricultores a buscarem informação sobre o problema, saber identificar a cigarrinha, realizar o monitoramento das áreas para auxiliar o diagnóstico pelo profissional de agronomia e verificar a necessidade ou não de controle. Caso seja recomendado o controle químico, o profissional deve prescrever agrotóxicos cadastrados na Adapar e o agricultor utilizar esse produto conforme prescrito no receituário agronômico respeitando as recomendações de dose, cultura, praga e intervalo entre aplicações. Essas recomendações são importantes para evitar uso irregular, excessivo ou mesmo desnecessário de inseticidas, fato que pode acelerar a resistência desta praga aos agrotóxicos, ocasionando ainda mais problemas para o seu controle, elevar custos de produção e risco de perda de produtividade.

 

Recomendações para a safra de milho 2020 - De acordo com a pesquisadora da Embrapa, Dagma Dionísia da Silva, em diferentes lavouras semeadas com diferentes híbridos foi possível observar variabilidade na incidência e na severidade dos enfezamentos. No campo, cigarrinhas infectadas migram de lavouras mais velhas para as mais novas, infectando plântulas sadias no início do ciclo de desenvolvimento da cultura. Esse fato, associado às épocas de plantio e a fatores climáticos, provavelmente contribuíram para a incidência de enfezamentos na safra 2018/19. A colheita antecipada de soja e a colheita regional de fumo proporcionaram a semeadura de milho no período de outubro a dezembro, favorecendo a criação de intensa “ponte verde” entre as lavouras na região. Esta condição pode ter favorecido a forte migração das populações de cigarrinha do milho, das lavouras mais antigas para as mais jovens, aumentando a incidência de enfezamentos. 

 

Fatores - Assim, a associação entre o plantio de híbridos suscetíveis, a existência de “ponte verde”, proporcionada pela ocorrência de tigueras (relatadas como comuns na região), e os plantios sucessivos de milho, de outubro a dezembro, favoreceram a alta incidência de enfezamentos na região. Além do milho tiguera, a cigarrinha pode utilizar plântulas de sorgo, de braquiária ruziziensis e de milheto para abrigo e alimentação, sobrevivendo no sorgo e na braquiária por até três semanas e no milheto por até cinco semanas. Em áreas onde foi realizado o tratamento de sementes (TS) e pulverizações contra insetos na fase de inicial do cultivo, pode ter havido redução na ocorrência da cigarrinha e consequente redução na incidência de enfezamentos. Vale ressaltar que houve relatos de uma menor incidência do percevejo na região e, por este motivo, pulverizações contra este inseto deixaram de ser aplicadas por alguns produtores. Um menor número de aplicações de inseticidas contra percevejo pode ter contribuído para uma maior população e sobrevivência da cigarrinha.

 

Medidas preventivas - Algumas medidas preventivas para reduzir os problemas com enfezamentos na safrinha de milho 2020 são:

- Realizar reuniões de nivelamento entre técnicos, agricultores, cooperativas, visando expor a situação, apresentar os problemas fitossanitários ocorridos, apresentar e treinar sobre a identificação dos sintomas dos enfezamentos e de identificação das cigarrinhas, discutir medidas práticas preventivas e realizar as recomendações;

- Eliminar as tigueras ou plantas voluntárias de milho que permitem a sobrevivência e multiplicação da cigarrinha Dalbulus maidis, percevejos e outros insetos e são como fonte de inóculo para os enfezamentos (e outras doenças);

- Selecionar para plantio os híbridos com tolerância aos enfezamentos, adaptados e recomendados para as épocas de plantio na região. Essa é uma das medidas mais eficazes na convivência com o problema e informações podem ser obtidas junto as empresas de sementes e em publicações sobre o assunto;

- Evitar a semeadura de milho em datas variadas na região, evitando as ‘pontes verdes’. Atenção às áreas menores onde já existe histórico de ocorrência de cigarrinha e enfezamentos de forma a evitar que os plantios fora de época que proporcionem “ponte verde” no milho e, permitam que as populações de cigarrinha se concentrem nessas áreas;

- Monitorar a presença de cigarrinha nas lavouras em todas as safras e considerar o histórico de ocorrência de insetos e patógenos nas recomendações técnicas de cultivo de milho;

- É preciso atenção à presença de cigarrinhas nas fases iniciais da lavoura. Quanto mais cedo a planta for infectada, maior a capacidade desses causarem danos econômicos nas lavouras. Assim, o tratamento de sementes deve ser a medida inicial para o manejo da praga e por consequência da doença;

- Se necessário controle químico com inseticidas, verificar os produtos registrados na Adapar para controle da cigarrinha e utilizar de acordo com a prescrição do profissional conforme recomendado pelo fabricante para a cultura, praga, dose, intervalo entre aplicações, rotacionar princípios ativos, utilizar produtos biológicos. As aplicações são feitas apenas na fase inicial do cultivo, quanto mais nova a planta for infectada, maior a probabilidade de prejuízos. Não é necessário, de forma alguma pulverizar as plantas no final da fase vegetativa e início da fase reprodutiva (onde os sintomas são mais percebidos).”

 

Mais informações - Para mais informações também estão disponíveis os técnicos e equipe agronômica da Copagril, que oferecem o trabalho de assistência técnica e orientação para associados e clientes. Os profissionais podem ser contactados diretamente nas visitas ou nas Unidades Copagril do Paraná e Mato Grosso do Sul. (Imprensa Copagril)

 

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SICOOB SUL: Cooperativa com mais horas no Programa Voluntário Transformador do Instituto Sicoob

 

sicoob sul 28 02 2020A missão de disseminar a cultura cooperativista e contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades é colocada em prática no Sicoob Sul. A cooperativa, com sede em Curitiba (PR), foi a que mais teve horas de trabalho voluntário registradas em 2019 no Programa Voluntário Transformador do Instituto Sicoob. Foram cerca de 1.019 horas, que representam 20% do total de 5.006 horas que o Sistema Sicoob Unicoob todo teve durante o ano.

 

Número de voluntários - Esse resultado se dá devido ao número significativo de voluntários que a singular possui. Dos 167 cadastrados, 151 são atuantes, ou seja, 98% deles estão envolvidos em alguma ação do Instituto Sicoob em prol do desenvolvimento sustentável das comunidades. Se comparado a 2018, a cooperativa teve um crescimento de 481% no número de voluntários, já que em 2018 eram apenas 22.

 

Resultado - Segundo a analista de Projetos da Unidade de Desenvolvimento Cooperativo (UDC), Nayara Alves, esse resultado reflete a atuação da Pessoa de Apoio Estratégico (PAE) da cooperativa, Regiane Noronha, que fez o convite aos colaboradores para viverem a experiência do voluntariado. “Enquanto gestora das ações do Instituto Sicoob, na singular, ela cumpriu o desafio de propagar os projetos e ações. O engajamento de voluntários também demonstra o pertencimento dos colaboradores ao Sicoob", afirma.

 

Gratidão - Para a Pessoa de Apoio Estratégico da cooperativa, Regiane Noronha, a palavra gratidão define o trabalho realizado em prol da comunidade. “Além da satisfação de fazer, vemos vidas transformadas, sementes sendo semeadas, regadas e começando a dar frutos. Ver o brilho nos olhos principalmente das crianças. Assim faremos um mundo melhor”, destaca.

 

Sobre o Programa Voluntário Transformador - O programa foi desenvolvido com o intuito de fazer a gestão do voluntariado no Instituto Sicoob. Os dirigentes, colaboradores e cooperados das cooperativas Sicoob, associadas ao Instituto Sicoob, têm a oportunidade de participarem ativamente como voluntários da instituição, contribuindo com os programas e projetos da organização, seu desenvolvimento pessoal e consequentemente com a construção de um mundo melhor. (Imprensa Sicoob Unicoob)

TRIGO: Programa orienta crianças sobre consumo do cereal

 

trigo 28 02 2020Levar informações sobre saúde e segurança pessoal e ambiental: esse é o objetivo do Agrinho, maior programa de responsabilidade social do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), voltado a crianças do meio rural. O programa conta com apoio de instituições públicas e privadas e leva às escolas da rede de ensino do Paraná uma visão ampla dos temas. Dentre os apoiadores está a Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal e representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria.

 

Trigo - Com diferentes projetos que abrangem os mais diversos assuntos, este ano um dos assuntos trabalhado pelo Agrinho é o trigo, alimento que, embora seja conhecido pelos seus benefícios, muitas vezes é banido da dieta, sem necessidade. E para mostrar a trajetória do trigo até chegar às mesas, o Moinho de Trigo Herança Holandesa, que faz parte da intercooperação Unium, recebeu crianças do Centro Municipal de Educação Infantil Professora Sophia Adamowicz, de Ponta Grossa (PR).

 

Auxílio - O especialista comercial do Moinho, Luís Henrique Alves, explica que o apoio do Moinho auxilia para que o objetivo do projeto seja alcançado. “Abrimos as portas para que as crianças e os professores entendam a forma com a qual o Moinho de Trigo trabalha e trata todos os processos. Temos total preocupação e comprometimento em fornecer produtos de primeira qualidade”, comenta Alves.

 

Estrutura e processos - Durante a visita, os alunos conheceram a estrutura e parte dos processos que fazem parte do Moinho. “É uma forma de estender aos pequenos alunos um conhecimento que pode ser disseminado aos pais e à comunidade referente ao trigo e ao glúten. Além disso, colabora para despertar o senso crítico das crianças por meio de fatos”, diz o especialista comercial.

 

Sobre a Unium - Formada pelas cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium conta com três marcas reconhecidas pela qualidade e excelência: Naturalle - de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa - farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22.000, o que a qualifica com elevados padrões de exigência. (Sistema Faep / Informe OCB)

DESBUROCRATIZAÇÃO: Secretaria de Defesa Agropecuária publica prazos para aprovação de processos

 

desburocratizacao 28 02 2020Foi publicada no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (27/02), a Portaria nº 43 que estabelece os prazos para fins de aprovação de licença, autorização e registro (atos públicos de liberação) de responsabilidade da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Medida - A medida atende ao disposto no  Decreto 10.178, de dezembro de 2019, que regulamenta a Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874).

 

Prazos - Os prazos foram estabelecidos para dar mais celeridade aos atos da Secretaria. Foram baseados no risco identificado em sete áreas temáticas - podendo ser de baixo, médio e alto. A definição do risco está relacionada à complexidade da atividade desenvolvida, levando-se em consideração a inocuidade, fidedignidade, eficiência e qualidade dos produtos obtidos e destinados à comercialização; e impacto na saúde da população, na sanidade animal e no ambiente, sendo assim necessária análise técnica complexa.

 

Controle rígido- A Secretaria destaca que está mantido o controle rígido dos estabelecimentos e produtos agropecuários, com as garantias necessárias ao consumidor, e que não há risco de aprovação de atos sem análise técnica ou que não atendam à legislação vigente.

 

Transparência e previsibilidade- A iniciativa confere transparência e previsibilidade ao setor produtivo, que passa a conhecer previamente o prazo máximo de resposta a seus requerimentos, com a possibilidade de aprovação tácita em caso de ausência de manifestação do órgão ou entidade responsável pelo ato de liberação para o exercício de atividade econômica.

 

Revisão - Os prazos indicados na portaria podem ser revisados a qualquer momento, uma vez que a Secretaria de Defesa Agropecuária mantém uma revisão constante dos processos internos.

 

Vigência - A portaria entra em vigor no dia 1º de abril de 2020. 

 

Desburocratização - A Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874) instituiu a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, que trouxe inovações significativas como a retirada da necessidade de autorização prévia pelo Estado para exercício de atividades de baixo risco, o direito do interessado de conhecer previamente o prazo máximo para a análise de seu pedido pela autoridade competente e a aprovação tácita para todos os efeitos, em caso de inércia da administração pública. (Mapa)

 

Foto: José Gomercindo/Secs

ECONOMIA I: Contas públicas têm superávit recorde de R$ 44,12 bi em janeiro

 

economia I 28 02 2020As contas públicas iniciaram o ano com o saldo positivo. Em janeiro, foi registrado superávit primário do Governo Central - Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – de R$ 44,124 bilhões, aumento real (descontada a inflação) de 41% em relação ao mesmo período de 2019 (R$ 30,030 bilhões). O resultado do primeiro mês do ano foi o melhor para o período já registrado pela Secretaria do Tesouro Nacional, na série histórica com início em 1997.

 

Formação - O resultado primário é formado por receitas, menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Neste ano, a meta para o resultado primário é de déficit de R$ 124,1 bilhões.

 

Influência - O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, explicou que o resultado de janeiro foi “muito bom”, influenciado pela arrecadação recorde, mas ainda é cedo para dizer vai continuar assim nos outros meses do ano.

 

Movimento atípico - “O resultado de janeiro foi muito bom, com movimento muito atípico da arrecadação. Mas não dá pra extrapolar para o resto do ano. Não dá pra saber se vai ser consistente ou não. Temos de esperar alguns meses para ver o que vai acontecer com a arrecadação, que teve um crescimento expressivo em janeiro”, disse.

 

Receita líquida - Em janeiro, a receita líquida (descontadas as transferências para estados e municípios) chegou a R$ 151,691 bilhões, com aumento 6,4% em relação ao mesmo mês de 2019. A despesa total caiu 3,3%, chegando a R$ 107,567 bilhões.

 

Dívida pública - O Tesouro Nacional também divulgou a projeção do Governo Geral (DBGG), que deve chegar a 77,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, neste ano.

 

Indicador - Indicador que considera a dívida bruta da União, de estados e municípios, a DBGG fechou 2019 em 75,8% do PIB, abaixo do resultado de 2018 (76,5%). Esse é o principal parâmetro usado para traçar comparações internacionais sobre o endividamento do país.

 

Alta - Segundo a secretaria, a dívida voltará a subir neste ano porque não devem se repetir fatores que ocorrem em 2019, que foram operações cambais do Banco Central e pagamentos antecipados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro.

 

Previsão - A previsão para 2021 é 78,2%; para 2022, 78,8%, com pico de 79,4% em 2023.

 

Continuidade - Para o Tesouro, a redução do endividamento “pressupõe a continuidade do ajuste fiscal e a aprovação de reformas estruturais”.

 

Orçamento impositivo - Mansueto Almeida afirmou que o orçamento impositivo não impede o contingenciamento de gastos para cumprir a meta fiscal, embora imponha uma linearidade no bloqueio, sem que o governo possa definir todas as áreas em que queira poupar.

 

Aprovada - A proposta de emenda à Constituição que criou o orçamento impositivo foi aprovada no ano passado. Com isso, passa a ser obrigatória a execução de emendas apresentadas pelas bancadas estaduais e do Distrito Federal ao Orçamento da União até um valor-limite vinculado à receita líquida, mas tais emendas estão sujeitas a contingenciamento de gastos.

 

Total de despesas - Segundo o secretário, do total de despesas previstas para este ano (R$ 1,479 trilhão), R$ 126 bilhões são discricionárias (não obrigatórias). O governo só pode contingenciar as despesas discricionárias.

 

Diálogo - Mansueto disse que tem bom diálogo com os parlamentares. “O orçamento impositivo não é o fim do mundo. Tudo é uma questão de operacionalização do orçamento impositivo, e isso vai ser resolvido com um bom diálogo com o Congresso”, afirmou o secretário, ao apresentar os resultados das contas públicas.

 

Coronavírus - O secretário do Tesouro afirmou que o governo ainda avalia o impacto do coronavírus na economia brasileira. “Essa questão do coronavírus está assustando todo mundo porque pode ter impacto muito forte no desaquecimento da economia mundial. O risco é tanto no preço de commodities [produtos primários com cotação internacional] quanto no crescimento menor do mundo”, afirmou. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: Novo coronavírus muda sistema de negócios no comércio exterior

 

economia II 28 02 2020As companhias brasileiras que trabalham com comércio exterior estão na expectativa diante de um possível aumento de casos de coronavírus no país. Os contatos entre empresários nacionais e estrangeiros, em especial da China e demais países asiáticos, passará a ser feito mais via telefone, e-mail ou videoconferência do que pessoalmente.

 

Reacomodação - O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirmou nesta quinta-feira (27/03) à Agência Brasil, que a China (país que concentra o maior número de casos e mortes por coronavírus) passará por uma grande reacomodação e isso causará um grande baque para as nações asiáticas, principalmente no que se refere a produtos novos, “porque eles não se vendem por fotografia”.

 

Medida do possível - Castro informou que atualmente, “na medida do possível”, as empresas estão tentando exportar. “Infelizmente, hoje, o coronavírus é que está dizendo o que deve ser feito”. Não basta simplesmente a vontade de exportar ou importar, afirmou.

 

Commodities - Castro esclareceu que uma oferta maior de produtos no mercado internacional vai pressionar para baixo os preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado exterior) e os manufaturados vão ser afetados por conta da quantidade.

 

Queda - A AEB está projetando queda nas importações porque a demanda do mercado interno deverá ficar abaixo do que se previa, diante de um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Também as exportações deverão cair porque esse novo vírus está espalhado pelo mundo, disse Castro.

 

Sem interrupção - Internamente nas empresas, Castro afirmou que não houve nenhuma interrupção de trabalho. “Ninguém deixou de trabalhar por conta do vírus. O problema é na ponta de fora”. Castro explicou que as empresas querem comprar da China e esta não pode entregar. Isso implica em interrupção dos fluxos comerciais. “Isso gera uma interrogação sobre o que vai acontecer”.

 

Mercados - Como os casos de coronavírus são reduzidos tanto na Europa como nos Estados Unidos, o presidente da AEB assegurou que os empresários brasileiros vão continuar indo para esses mercados, que seguirão abertos. Já para a China e demais países da Ásia, os empresários do Brasil vão pensar duas vezes antes de viajar para esses destinos, “salvo se houver uma mudança muito brusca no cenário que está hoje”. As empresas vão se adaptando à medida que surgem novas notícias, indicou. (Agência Brasil)

 

Foto: Pixabay

CÂMBIO: Dólar aproxima-se de R$ 4,48, e bolsa cai 2,56% com coronavírus

 

cambio 28 02 2020Em mais um dia de tensão por causa do impacto do novo coronavírus sobre a economia, o mercado financeiro voltou a registrar turbulências. Em alta pela sétima sessão seguida, o dólar voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real. Nesta quinta-feira (27/02), o dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 4,475, com alta de R$ 0,031 (+0,7%). Depois de registrar a maior queda diária em quase três anos, a bolsa voltou a cair.

 

Alta - O dólar operou em alta durante toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 11h40, a cotação chegou a R$ 4,50. A divisa desacelerou no início da tarde e chegou a R$ 4,45 por volta das 15h30, mas operou ao redor de R$ 4,47 nas horas finais de negociação.

 

Valorização - Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 11,52%. O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 4,924, com alta de 1,63% nesta quinta-feira.

 

Venda - O Banco Central (BC) vendeu, nos primeiros minutos de negociação, US$ 500 milhões em contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – e anunciou um leilão de US$ 1 bilhão para esta sexta-feira (27/02). Mesmo assim, os anúncios foram insuficientes para segurar a alta do dólar. Por causa da Quarta-feira de Cinzas, o mercado só operou à tarde hoje.

 

Ações - No mercado de ações, a bolsa voltou a enfrentar mais um dia de queda. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou esta quinta-feira aos 102.983 pontos, com recuo de 2,59%. Ontem, o indicador caiu 7% e teve o maior recuo para um dia desde 17 de maio de 2017, quando havia caído 8,8% após a divulgação de conversas do então presidente Michel Temer.

 

Turbulências - Nas últimas semanas, o mercado financeiro em todo o mundo tem atravessado turbulências em meio ao receio do impacto do coronavírus sobre a economia global. Além da interrupção da produção em diversas indústrias da China, a disseminação da doença na Europa e a confirmação do primeiro caso no Brasil indicam que outras economias podem reduzir a atividade por causa do vírus.

 

Falta de matéria-prima - Com as principais cadeias internacionais de produção afetadas, indústrias de diversos países, inclusive do Brasil, sofrem com a falta de matéria-prima para fabricarem e montarem produtos. A desaceleração da China também pode fazer o país asiático consumir menos insumos, minérios e produtos agropecuários brasileiros. Uma eventual redução das exportações para o principal parceiro comercial do Brasil reduz a entrada de dólares, pressionando a cotação.

 

Fatores domésticos - Entre os fatores domésticos que têm provocado a valorização do dólar, está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima. (Agência Brasil)

 

FOTO: Marcello Casal / Agência Brasil

CÂMARA DOS DEPUTADOS: Marco legal das PPPs pode ser votado em março

 

camara deputados 28 02 2020A ideia inicial dos integrantes da comissão que analisou a legislação sobre as Parcerias Público-Privadas (PL 7063/17) era fazer ajustes localizados. Mas a conclusão foi a de que a lei atual é insuficiente para atrair investimentos privados nacionais e estrangeiros, principalmente para projetos de infraestrutura. Por isso, foi elaborada a proposta de um novo marco legal.

 

Superposição - O relatório busca evitar a superposição de órgãos públicos no processo das Parcerias Público-Privadas, deixando explícito que cabe ao Poder Executivo estabelecer as premissas das concessões; às agências regularem a implementação; e aos tribunais de contas fiscalizar todos os procedimentos. A expectativa é que o parecer, aprovado por unanimidade na comissão especial, seja votado em Plenário durante o mês de março.

 

Diagnóstico - O relator, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), explica que foi feito um diagnóstico para apontar os principais problemas em relação às PPPs.

 

Judicialização - Uma providência foi melhorar a qualidade dos projetos, criando um novo regime de contratação que levasse em conta não só o preço. Também foram estipuladas novas regras sobre indenizações, para evitar que conflitos em concessões e PPPs fossem parar no Poder Judiciário. O relator ressalta ainda a importância da criação de instrumentos para diminuir as dificuldades burocráticas.

 

Modalidades - “Além de medidas de simplificação de análise, nós estabelecemos estas duas modalidades: a concessão simplificada e a concessão por adesão. São possibilidades de que procedimentos que sejam padrões, que possam ser repetidos pra concessões de menor porte, cujo objeto tecnicamente já está suficientemente discutido, não precisem de um projeto mais detalhado; por exemplo, projetos de iluminação pública”, explicou Arnaldo Jardim.

 

Municípios - Outra novidade é o “procedimento de manifestação de interesse”. Uma empresa privada pode fazer uma sugestão, por exemplo, para unir duas cidades por meio de uma estrada ou com a implantação de um sistema de transporte público. O relator detalha como o mecanismo funcionaria.

 

Poder público - “Ela encaminha isso ao poder público. O poder público aí analisa: "Olha, tem sentido isso, tem lógica’. Com base nisso, ela abre um procedimento. Aquele que foi o proponente tem uma proposta original, um projeto. Ele é levado em conta, ele se aprimora, faz uma licitação”, observou o relator. (Agência Câmara)

SENADO: Comissão pode votar novo marco regulatório do setor elétrico na terça

 

senado 28 02 2020A Comissão de Infraestrutura (CI) pode votar na próxima terça-feira (03/03) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 232/2016, que estabelece o novo marco regulatório do setor elétrico. O relatório do senador Marcos Rogério (DEM-RO) prevê um mercado livre de energia, com a possibilidade de portabilidade da conta de luz entre as distribuidoras. De acordo com o texto, os consumidores de cargas superiores a 3 mil kW (quilowatts) de energia poderão escolher livremente seu fornecedor.

 

Cronograma - No substitutivo, o relator adequa o PLS 232/2016 a uma portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) que estabelece o cronograma para a ampliação do mercado livre de energia elétrica para consumidores com carga acima de 500 kW. O requisito mínimo de 3 mil kW será reduzido gradualmente ao longo dos anos, atingindo todos os consumidores após seis anos e meio de vigência da lei.

 

Alterações - O senador Marcos Rogério alterou diversos pontos da proposta original, apresentada pelo ex-senador Cássio Cunha Lima (PB). Ele sugeriu, por exemplo, o aumento do valor da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) e o pagamento de uma quota anual à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para a prorrogação da autorização de funcionamento de usinas termelétricas e hidrelétricas. 

 

Outros projetos - A CI pode votar ainda o PL 5.007/2019, que isenta de impostos federais a parcela da fatura de energia elétrica cobrada a título de bandeira tarifária. O relatório, do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), é pela aprovação. Já o PLS 712/2015, do ex-senador Cristovam Buarque (DF), estabelece meta de participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira para o ano de 2040. O relator, senador Lasier Martins (Podemos-RS), é favorável.

 

Rodovia - Outro item na pauta é o Projeto de Lei (PL) 2.124/2019, que inclui um trecho de 140 quilômetros entre as BRs 402 e 222, no estado do Maranhão, no Sistema Rodoviário Federal. O relator, senador Weverton (PDT-MA), é pela aprovação da matéria. Já o PLS 702/2015, do ex-senador Flexa Ribeiro (PA), altera o Sistema Nacional de Viação para determinar a segregação das rodovias federais em relação às vias locais urbanas. O relator, senador Lasier Martins, é favorável.

 

Transparência - Os senadores podem votar ainda o PL 4.816/2019, do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O texto estabelece medidas de transparência no Plano Nacional sobre Mudança do Clima e nos Planos de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento nos biomas. O relatório, da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), é pela aprovação.

 

Adequação - A CI também pode votar o PLS 279/2016, do senador Romário (Podemos-RJ). O texto, relatado pelo senador Weverton, adequa tipologias e projetos construtivos adotados em programas habitacionais ao Estatuto da Pessoa com Deficiência. Já o PL 3.258/2019, da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), garante a mulheres, idosos e pessoas com deficiência o direito de desembarcar fora dos locais de parada do transporte coletivo no período noturno. O relator, senador Acir Gurgacz, é pela aprovação.

 

Ciclismo - Outro item na pauta é o PL 3.598/2019, da senadora Leila Barros (PSB-DF). O texto, relatado pelo senador Alessandro Vieira, favorece a prática do ciclismo e promove a integração de modais no transporte urbano. Já o PL 3.981/2019, do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), proíbe a construção de pontes de madeira com recursos do governo federal. O relatório, do senador Zequinha Marinho (PSC-PB), é pela aprovação. (Agência Senado)

 

FOTO: Leandro Neumann Ciuffo

CAGED: Dados de emprego em janeiro só serão divulgados em março

 

caged 28 02 2020Principal indicador de criação de empregos com carteira assinada, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) passará a ser divulgado com dois meses de defasagem, anunciou nesta quinta-feira (27/02) a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Com a mudança, os dados de janeiro só serão conhecidos na segunda quinzena de março.

 

Migração - O intervalo maior decorre da migração do Caged para o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), que entrou em vigor em janeiro. Até então, as contratações e as demissões eram registradas no Caged até o dia 7 do mês seguinte. No eSocial, o prazo foi aumentado para o dia 15 do mês seguinte.

 

eSocial - Em janeiro, as empresas privadas passaram a registrar as contratações e as demissões no eSocial, em vez de inserirem os dados no Caged e na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Os órgãos públicos e as entidades internacionais migrarão para o sistema eletrônico nos próximos meses. Segundo o Ministério da Economia, a expectativa é de que ninguém mais precise preencher o Caged em 2021 e a Rais em 2022.

 

Definitivo - O alongamento do prazo é definitivo. Os resultados do emprego formal de fevereiro só serão divulgados na segunda quinzena de abril, com a defasagem mantida para os meses seguintes. Segundo o Ministério da Economia, a substituição do Caged pelo eSocial pretende consolidar e simplificar obrigações aos empregadores. (Agência Brasil)

 

FOTO: Marcello Casal / Agência Brasil

SAÚDE I: Secretaria informa alteração nos números relativos à dengue

 

saude I 28 02 2020A Secretaria da Saúde do Paraná informa que ocorreu um problema na sistematização de dados no boletim epidemiológico semanal da dengue divulgado quarta-feira (26/02) e que alguns números foram alterados. De acordo com a publicação atualizada nesta quinta-feira (27/02), o Paraná tem 34.905 casos confirmados da doença, 8.213 casos a mais que a semana anterior.

 

Anterior - O boletim anterior registrava 9.161 novos casos confirmados da doença no Paraná, totalizando 35.853 casos, desde 28 de julho de 2019. Esses são os números que foram alterados.

 

Notificações - A publicação atualizada nesta quinta-feira também informa que o Estado apresenta 95.927 notificações para a dengue, registradas em 329 municípios. Quanto à informação sobre a situação endêmica nos municípios, o boletim atualizado nesta quinta-feira confirma que são 92 cidades em situação de epidemia e 46 em alerta. O boletim confirma, ainda, que 74 municípios apresentam casos de dengue com sinais de alarme e 26 apresentam casos de dengue grave.

 

Ações - A Secretaria da Saúde do Paraná segue realizando ações de controle e prevenção da dengue em todo o Estado, por meio do Comitê Intersetorial de Controle da Dengue no Paraná, com apoio de todas as secretariais e órgãos estaduais, das 22 Regionais de Saúde, secretarias municipais de Saúde e entidades representativas da sociedade civil.

 

Medida - A Secretaria reforça que a principal medida preventiva e de combate à dengue é a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença. 90% dos criadouros estão nos domicílios, em recipientes que acumulam água parada. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE II: Campanha de vacinação contra gripe será antecipada no país

 

saude II 28 02 2020Por causa da confirmação do primeiro caso de coronavírus no país, o de um homem de São Paulo, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe. Segundo o ministro Luiz Henrique Mandetta, a campanha prevista para abril terá início este ano no dia 23 de março. Para a campanha, serão disponibilizadas 75 milhões de doses. “Antecipamos em 23 dias a data prevista original para essa campanha”, disse o ministro.

 

Prioridade - A campanha vai privilegiar gestantes, puérperas, crianças de até seis anos de idade, idosos e, possivelmente, acrescentou o ministro, outros grupos de pessoas que trabalham na área de segurança e população carcerária. “Este ano vamos fazer outros grupos que não os idosos. Devemos fazer [vacinação] nas forças de segurança, na população presidiária completa, nos agentes penitenciários. Devemos fazer a ampliação de segmentos para diminuir a circulação epidêmica”, falou o ministro.

 

Gripe x Coronavírus- A vacina contra a gripe não previne o coronavírus. Mas, segundo o ministro, ela será importante para combater os demais vírus associados a outros tipos de gripes e diminuir a dificuldade dos profissionais de saúde na hora de identificar corretamente o tipo de vírus que está provocando os sintomas no paciente.

 

Proteção - “A vacina [da gripe] dá cobertura e deixa o sistema imunológico 80% protegido contra essas cepas de Influenza e virais que estão circulando e são mais comuns que o coronavírus”, disse o ministro. “Para um profissional de saúde, quando um indivíduo tem um quadro gripal e informa que já foi vacinado [contra gripe], isso auxilia muito o raciocínio do profissional para pensar na possibilidade de outras viroses que não aquelas que são cobertas pela vacina. Ela [a vacina] é um instrumento importante porque diminui a espiral de epidemia desses outros vírus que podem eventualmente ocorrer e confundir a população”, destacou o ministro.

 

Coronavírus em São Paulo- Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (27/02), há 85 casos suspeitos de coronavírus em todo o estado de São Paulo. Quase todos esses casos, destacou Helena Sato, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, são de pessoas que estiveram no exterior. Duas delas não estiveram no exterior, mas tiveram contato com o homem de 61 anos, morador de São Paulo, que foi infectado com coronavírus. Todas elas estão em seus domicílios e passam bem.

 

Problemas respiratórios- O infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19 em São Paulo, disse que as pessoas com suspeita de coronavírus só devem buscar um centro de atenção primária caso apresentem problemas respiratórios, ou seja, dificuldade para respirar. Do contrário, caso os sintomas sejam apenas tosse e febre, o conselho é para que as pessoas permaneçam em casa, hidratando-se. “Paciente com tosse e febre, fique em casa para ser hidratado, com repouso e boa alimentação. Devem procurar os serviços de saúde aqueles que apresentarem algum desconforto respiratório”, falou ele.

 

Internação - O ministro reforçou que as pessoas com coronavírus no país só ficarão internadas no hospital caso estejam em situações graves ou com dificuldades respiratórias. Nos demais casos, permanecerão em isolamento em casa. “O indivíduo vai para o hospital quando está doente e precisa de cuidado hospitalar. Não se interna indivíduo no hospital porque ele está com síndrome gripal conversando, falando, se alimentando. A China iniciou dessa maneira [isolando pessoas dentro do hospital]. Teve que fazer aquele hospital, e isso foi uma medida equivocada que levou a um colapso do sistema hospitalar porque não se coloca pessoas com síndromes respiratórias leves dentro de um hospital. Fico imaginando as outras pessoas, com outras doenças, e que necessitam de leito hospitalar”, criticou. “O isolamento domiciliar tem eficácia tão alta quanto no hospital”, acrescentou o ministro. (Agência Brasil)

 

FOTO: Wilson Dias / Agência Brasil


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