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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4767 | 19 de Fevereiro de 2020

VISITA: Japão envia especialista para avaliar a realidade do setor de grãos do Paraná

Conhecer a realidade do setor de grãos e do agronegócio paranaense, averiguando in loco a situação da logística e transporte, os cuidados com o meio ambiente e sustentabilidade, além da tecnologia e produtividade das lavouras. Essa é a missão do especialista em dados de demanda alimentar do Ministério da Agricultura do Japão, Daizo Matsubara, que visitou, na tarde desta terça-feira (18/02), a sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. O representante do governo japonês foi recebido pelo superintendente da Fecoopar (Federação das Cooperativas do Paraná), Nelson Costa, e pelo analista técnico da Ocepar, Maiko Zanella. Acompanharam Matsubara na visita, a vice-presidente da Associação Centro Social Ibaraki do Brasil e representante da empresa japonesa de consultoria e engenharia Chuo Kaihatsu Corporation (CKC) no Brasil, Izumi Honda, o consultor de cereais Heitor Hayashi e a intérprete Ana Kojima.

Interesse - Segundo o analista Maiko Zanella, o objetivo da visita japonesa foi compreender a situação da produção de grãos no Paraná, conversando com produtores e representantes de cooperativas e empresas comerciais e de logística, coletando informações para subsidiar as estratégias futuras de mercado do país asiático. “Os japoneses demonstram especial interesse em conhecer como está a capacidade de infraestrutura do estado, nos diferentes modais, com ênfase ao Porto de Paranaguá. Outro aspecto interessante relatado pelo especialista do Japão, foi a busca por mais conhecimento sobre sustentabilidade, com a visita in loco ao Paraná, para ter uma percepção real sobre os cuidados com o meio ambiente no Brasil”, explicou.

Cooperativas - Matsubara também visitou algumas cooperativas agropecuárias paranaenses, entre as quais a Cooperponta, em Ponta Grossa, e a Castrolanda, em Castro, ambas na região dos Campos Gerais. Nesta quarta-feira (19/02), ele conhece o Porto de Paranaguá.

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SICREDI CAMPOS GERAIS: Cooperativa cresce 7% e alcança resultado recorde de R$ 52,9 milhões em 2019

Com a presença de 316 cooperados e 98 convidados, aconteceram, na noite desta terça-feira (18/02), em Curitiba, no restaurante Dom Antônio, em Santa Felicidade, as assembleias geral e extraordinária da Cooperativa Sicredi Campos Gerais, agência Marechal Deodoro. A cooperativa encerrou o exercício de 2019 com resultado recorde de R$ 52,9 milhões, o que representa um crescimento de 7% e com sobras de R$ 13,47 milhões para seus cooperados. O número de cooperados também cresceu, passando de 63 mil em 2018 para 71.718 em 2019 e com um total de 551 colaboradores. “Isso significa que temos um funcionário para cada um cooperado, diferente os bancos comerciais que atuam com um colaborador para cerca de 800 clientes. Nosso foco é sempre o bom atendimento aos verdadeiros donos do negócio que são nossos cooperados, razão de ser da cooperativa”, explicou o diretor-superintendente da Sicredi Campos Gerais, Marcio Zwierewicz.

Fundo Social - Além da prestação de contas do exercício de 2019, os cooperados participaram, em regime extraordinário, da aprovação de um Fundo Social e de mudanças estatutárias. “Entre os princípios que regem o cooperativismo mundial, está o interesse pela comunidade, por isso apresentamos e foi aprovado por unanimidade dos presentes a criação do Fundo Social, destinado apoiar projetos de interesse coletivo das áreas educacionais, culturais, esportivas, de sustentabilidade ambiental, de segurança e de saúde. Os projetos apresentados serão previamente analisados e receberão apoio financeiro de um até dez salários mínimos”, explicou o presidente da cooperativa, presidente da Sicredi Campos Gerais PR/SP, Popke Ferdinand Van Der Vinne, o Fred.

Coordenadores - Durante a Assembleia Geral, foram eleitos os novos coordenadores de Núcleos para um mandato de quatro anos. “Ao todo, serão 102 coordenadores e suplentes que terão a missão de promover a cultura cooperativista, o diálogo entre cooperados e diretoria, ajudar no desenvolvimento da cooperativa e representá-los nas assembleias gerais ordinárias de delegados. Temos um coordenador para cada 800 cooperados em média”, lembrou Marcio. Entre os coordenadores eleitos da agência Marechal, está o cooperado Leonardo Boesche, superintendente do Sescoop/PR, tendo como primeiro suplente Luiz Cesar Salvaro, e como segundo suplente, João Carlos Santos, para um mandato até 2024.

Rodadas PR e SP - A cooperativa irá realizar um total de 26 assembleias de núcleos, nas cidades de Ponta Grossa, Curitiba, Carambeí, Ipiranga, Castro, Ivaí, Colombo, Palmeira, Tibagi, Curiúva, Ventania e Piraí do Sul no Paraná, além de Cajati e de Registro, em São Paulo. No dia 06 de março, está marcada a assembleia na sede em Ponta Grossa, onde os delegados representarão os anseios de todas as demais regiões.

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MP DO AGRO: Câmara aprova proposta que altera regras do crédito rural

mp agro 19 02 2020O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu, nesta terça-feira (18/02), a votação da Medida Provisória 897/19 (MP do Agro), que prevê várias mudanças relacionadas ao crédito rural, como um fundo de garantia para empréstimos, linhas de subvenção para construção de armazéns de cereais e aperfeiçoamento de regras de títulos rurais. A matéria será enviada ao Senado.

Destaques - Nas votações desta terça, os deputados aprovaram três dos sete destaques apresentados ao projeto de lei de conversão do deputado Pedro Lupion (DEM-PR).

Exclusão - Por 243 votos a 20, foi aprovado destaque do PSD para excluir do texto a determinação de repasse de, pelo menos, 20% dos recursos dos fundos constitucionais do Nordeste (FNE), do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO) a bancos privados habilitados para a concessão de créditos segundo as diretrizes desses fundos.

Conselhos deliberativos - Ainda sobre esses fundos, emenda do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) foi aprovada por 259 votos a 27, retirando dos conselhos deliberativos das superintendências de desenvolvimento regional de cada uma dessas regiões a atribuição de análise das operações de empréstimos feitas pelos bancos com recursos dos fundos.

CPR - Por fim, com 288 votos a 29, o Plenário aprovou destaque do DEM para permitir que os produtos rurais vinculados à Cédula de Produto Rural (CPR) sejam considerados bens de capital essenciais à atividade empresarial do emitente, passíveis de serem objeto de ações judiciais e incluídos em recuperação judicial.

Emissão - Essa cédula é emitida para garantir o pagamento de um empréstimo rural com a produção.

Fundos solidários - De acordo com o texto, não haverá limite para a participação de produtores rurais em um fundo, que contará ainda com cotas dos credores. Poderá haver vários fundos, chamados de Fundos Garantidores Solidários (FGS), contanto que cada um deles tenha um mínimo de dois devedores, contribuindo com 4% dos saldos da dívida total.

Credores - Igual percentual incidirá para os credores. Caso exista um garantidor da dívida (um banco, por exemplo), sua contribuição será de 2% do saldo devedor.

Perspectiva - A perspectiva do governo é estimular a concessão de créditos por bancos privados devido a uma maior garantia. Desde que se mantenha a proporção das cotas entre essas categorias (devedor, credor e garantidor), os percentuais poderão ser aumentados.

Patrimônio em garantia - A MP 897/19 também permite ao proprietário rural oferecer parte de seu imóvel como garantia nos empréstimos rurais, vinculando a área a um título (Cédula de Produto Rural – CPR ou Cédula Imobiliária Rural – CIR).

Regime de afetação - Esse mecanismo é conhecido como regime de afetação, com registro do fato no cartório de registro de imóveis. Poderão fazer parte do regime o terreno e as benfeitorias existentes nele, exceto as lavouras, os bens móveis e o gado.

Proibições - Entretanto, o texto estabelece algumas proibições. Não poderão sofrer a afetação o imóvel já hipotecado, a pequena propriedade rural de até 4 módulos fiscais, área do imóvel inferior a 1 módulo fiscal e o único bem de família.

Venda - Enquanto o produtor rural mantiver a dívida, a propriedade não poderá ser vendida, mesmo que apenas parte dela seja submetida ao mecanismo de afetação. O imóvel também não poderá ser oferecido como garantia em outras transações; e a Justiça não poderá retê-lo para o pagamento de outras obrigações, além de não poder fazer parte da massa falida no caso de falência.

Manutenção do patrimônio - Enquanto estiver no mecanismo de afetação, caberá ao proprietário manter e preservar o patrimônio e manter-se em dia com as obrigações tributárias e os encargos fiscais, previdenciários e trabalhistas de sua responsabilidade.

Títulos negociáveis - Quando ocorrer a emissão da CIR ou da CPR vinculados à área da propriedade rural dada como garantia, o não pagamento do valor desses títulos, que representam o empréstimo concedido, implicará a transferência da propriedade ao credor.

Garantia adicional - Os títulos poderão ter garantia adicional oferecida por terceiros, inclusive bancos ou seguradoras.

Credor - Se a área rural vinculada ao título for desapropriada ou danificada por terceiro, o credor é que terá direito à indenização até o total para quitar ou amortizar a dívida.

Vencimento - E o vencimento da CIR será antecipado caso o proprietário deixar de pagar as obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias, abrir falência ou recuperação judicial ou desviar bens e praticar administração para arruinar a área sob afetação.

Leilão - No caso de o valor em dinheiro do título não ser pago, a propriedade transferida ao credor deverá ir a leilão, e o valor de venda ser usado para quitar as despesas e a dívida. Se não for suficiente para isso, o credor poderá cobrar do devedor o saldo.

Cerealistas - Devido à carência de capacidade de armazenamento de grãos, a MP 897/19 autoriza a União a conceder, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), até R$ 20 milhões por ano em subsídios para diminuir a taxa de juros em financiamentos de construção de silos.

Prazo - As taxas subsidiadas poderão ser concedidas até 30 de junho de 2021. O dinheiro poderá ser usado em obras civis e na compra de máquinas e equipamentos necessários à construção de armazéns e à expansão da capacidade dos já existentes.

Juros menores- Até R$ 200 milhões em créditos poderão ser concedidos com juros menores. Se o encargo total cobrado do mutuário for maior que o custo de captação dos recursos somado aos custos administrativos e tributários, o BNDES deverá devolver a diferença ao Tesouro Nacional.

Devolução - Caso o mutuário final do crédito aplicar de forma irregular os recursos ou desviá-los, o BNDES devolverá o valor da subvenção econômica ao Tesouro, atualizado pela taxa Selic, e o mutuário será impedido de receber crédito subvencionado por cinco anos.

Dívidas rurais - Uma das novidades no projeto de lei de conversão do deputado Lupion é a reabertura de prazos para a concessão de descontos na quitação de dívidas rurais. O prazo será 30 de dezembro de 2020.

Empréstimos - Os descontos, previstos na Lei 13.340/16, se referem a empréstimos de recursos dos fundos constitucionais de financiamento, de bancos oficiais para empreendimentos localizados nas áreas da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e para débitos inscritos na dívida ativa da União.

Empresas - Além das pessoas físicas, empresas também poderão ter condições mais favoráveis na quitação de dívidas vencidas relacionadas à venda de lotes de projetos de irrigação junto à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e ao Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs).

Descarbonização - Em relação ao mercado do chamado crédito de descarbonização (CBIO), o texto aprovado estipula regras para o pagamento e cálculo do imposto de renda.

Emissão - O CBIO é emitido pelo produtor ou importador de biocombustível com valores proporcionais ao volume e representa o alcance de metas de redução da emissão de gases do efeito estufa em razão da produção de biocombustível, em vez de combustível fóssil.

Valor - O valor do CBIO é determinado pela livre negociação no mercado de bolsa de valores mobiliários.

Alíquota - O texto de Lupion prevê que, até 31 de dezembro de 2030, o imposto de renda será exclusivamente na fonte à alíquota de 15%.

Base de cálculos - A receita com o CBIO não entrará na base de cálculo do imposto de renda normal, mas as despesas com sua emissão poderão ser descontadas. O imposto de renda na fonte incidirá inclusive nas sucessivas operações de negociação do título. (Agência Câmara)

 

PARCERIA: Ciência em prol do cooperativismo

parceria 19 02 2020Quarenta e um grupos de pesquisa de 13 estados brasileiros estão dedicados ao estudo sobre o cooperativismo no país. Eles foram contemplados por uma chamada de fomento científico promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Seleção - A seleção ocorreu em 2018 e os trabalhos começaram a ser desenvolvidos neste ano. Eles contam com um financiamento de R$ 2,7 milhões e devem ser concluídos até 2020. A ideia é que as pesquisas resultem em dados, diagnósticos e propostas que fortaleçam e inovem o cooperativismo.

Eixos - A gerente-geral do Sescoop, Karla Oliveira, conta que a escolha dos projetos priorizou quatro eixos: impactos econômicos e sociais, competitividade e inovação, governança e cenário jurídico. “Os 41 projetos foram selecionados entre 374 proponentes. O número de concorrentes nos surpreendeu. Percebemos que havia uma demanda reprimida de financiamento de estudos nessa área”, destaca Karla.

Diálogo - De acordo com ela, as pesquisas têm como diferencial dialogar com os contextos enfrentados pelo cooperativismo, como as reformas trabalhista e tributária, e as novas áreas de atuação, como as cooperativas de trabalho de serviço em plataforma. “Os recursos podem ser usados para bolsas, banco de dados, desenvolvimento de tecnologias, participação em eventos, oficinas e até mesmo publicações. A ideia é que esse financiamento deixe um legado para os grupos de pesquisa e inspire novos estudos.

Coordenação - Simone Maria Andrade Pereira de Sá, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordena um dos projetos contemplados pela chamada Sescoop/CNPQ. Ela e outras três pesquisadoras estudam as cooperativas na área de música.

Cooperativas musicais- O projeto já foi lançado nas redes sociais e recebeu o nome de Empreendedorismo Afinado: as estratégias das cooperativas musicais brasileiras. “Percebemos que esse ambiente contribui para a reconfiguração da indústria da música. A atuação coletiva pode colaborar na reestruturação da cadeia produtiva da música local e no desenvolvimento de cenas locais que possibilitem trabalho e renda”, aponta Simone. “Pretendemos disponibilizar os dados em um mapa on-line para que as próprias cooperativas possam entender esse cenário e compartilhar informações entre si.”

Identificação - A equipe de pesquisa da UFF já identificou cooperativas musicais em São Paulo, Alagoas, na Bahia, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Só em São Paulo, são 16 cooperativas. Os recursos da chamada serão usados para a realização de entrevistas e visitas in loco. Um dos desafios é entender o perfil dos participantes e os modelos de gestão usados em cooperativas na área artística que têm a produção cultural como foco.

Desenvolvimento sustentável - Novos cenários também inspiram o estudo realizado sob a coordenação do professor Adebaro Alves dos Reis, do Instituto Federal do Pará. Com o apoio do financiamento do Sescoop/CNPq, o grupo liderado por ele se dedica à pesquisa sobre cooperativismo e desenvolvimento sustentável na Amazônia Paraense.

Dinâmica - O principal objetivo é analisar a dinâmica do cooperativismo agropecuário e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável. Os pesquisadores querem compreender as relações existentes entre a cooperação e os impactos sociais, econômicos e ambientais nas comunidades nas quais as cooperativas estão inseridas. Também será realizado um diagnóstico sobre o perfil dos cooperados, os processos de organização, gestão e inovação tecnológica.

Inclusão e sustentabilidade - “Acreditamos que o cooperativismo é instrumento de inclusão e sustentabilidade. Já contribui para a redução das desigualdades no meio rural da Amazônia paraense”, avalia Adebaro. “Essa iniciativa de fomento fortalece o Grupo de Pesquisa em Cooperativismo, Economia Solidária e Desenvolvimento Rural Sustentável da Amazônia, e vai incentivar a formação de recursos humanos especializados na área do cooperativismo e do desenvolvimento sustentável.”

PUCPR - Mensurar os resultados de gestão nas cooperativas é um desafio que o grupo coordenado pelo professor Alex Weymer, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), resolveu enfrentar. O estudo propõe-se a fazer uma análise multinível de indicadores de eficácia de treinamento. Serão usados métodos quantitativos e qualitativos para explicar como os indicadores se relacionam e funcionam de forma integrada.

Contribuição prática - “A contribuição prática que queremos dar é um modelo que possa ser usado pelas cooperativas na hora de decidir suas políticas de gestão”, explica Alex, que integra o Grupo de Pesquisa em Gestão de Pessoas e Comportamento Organizacional do Mestrado Profissional em Gestão de Cooperativas da PUC do Paraná.

Ganhos reais - “Muitas vezes, empresas ou cooperativas investem milhões em treinamento e não sabem se esse investimento realmente se reverteu em ganhos reais para a produção ou venda. Por isso, precisamos analisar indicadores de cooperativas que tiveram os melhores retornos para entender qual é o melhor caminho.” (Revista Saber Cooperar)

 

SICREDI: Cooperativas ganham espaço com gestão participativa e democrática

Entre janeiro e abril, as 31 cooperativas de crédito do Sicredi que atuam nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro realizam suas assembleias gerais, reunindo associados, colaboradores e dirigentes. Em 2019, 224 mil pessoas desses três estados participaram das reuniões de prestação de contas que são um dos principais diferenciais das instituições financeiras cooperativas. O destino dos resultados obtidos pelas cooperativas e a definição de diferentes estratégias fazem parte das decisões tomadas em conjunto nestes encontros.

Grandes diferenças - A principal diferença entre um banco e uma instituição financeira cooperativa – que atuam sob a fiscalização do Banco Central – está no fato de o banco ser controlado por um conjunto de acionistas, que buscam lucro, enquanto a cooperativa não visa lucro, distribuindo o resultado gerado entre os associados, que definem, ao lado dos dirigentes da sua cooperativa qual caminho deverá ser seguido, no que se refere a novos investimentos, expansão, distribuição de recursos, entre outros itens.

Participação no resultado - Nessa mesma linha de participação democrática e efetiva, os associados têm calculada a participação no resultado gerado pela cooperativa de acordo com a sua movimentação financeira. Quanto mais o associado se relaciona com o Sicredi, maior é a sua participação proporcional na divisão dos resultados da cooperativa à qual ele é associado.

Voz - “Para que o sistema cooperativo se concretize de fato o associado precisa ter voz. As assembleias de prestação de contas são o momento para que ele indique os caminhos que considera mais adequados para a cooperativa. Dizemos internamente que temos presença nacional com atuação regional, que se faz ouvindo os nossos associados em todas as cidades onde temos agências. Isso para poder atender as demandas na Avenida Paulista, em São Paulo ou em Copacabana, no Rio de Janeiro e até mesmo em um distrito do interior do Paraná. Com voz ativa e participando de uma gestão transparente, as pessoas se sentem parte desse movimento e naturalmente se envolvem mais, convidam amigos e parentes próximos para experimentar os diferenciais do Sicredi”, explica o presidente nacional do Sicredi e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock.

Aumento da base - O aumento da base de associados é constatado pelo Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2019. O levantamento aponta que o número de associados cresceu 42% no país entre 2014 e 2018, chegando a quase 10 milhões de pessoas. Com o aumento de cooperados, os resultados também avançaram. Em 2019, a Central Sicredi PR/SP/RJ registrou um patrimônio líquido de R$ 3,7 bilhões, alta de cerca de 13% quando comparado com 2018.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.800 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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COPAGRIL: Erradicação de plantas de soja tiguera em meio ao milho favorece vazio sanitário da soja

Com a implantação da cultura e desenvolvimento inicial das plantas do milho segunda safra (safrinha) também já iniciam as ações de manejo em relação ao preparo para a implantação da soja verão. Uma das ações que reflete no potencial produtivo da cultura e deve ser realizada antes mesmo da semeadura da soja é o vazio sanitário para o controle da ferrugem asiática. Mesmo com período oficial de vigência iniciando em junho, a equipe técnica da Copagril orienta para o controle no início da cultura do milho.

Semeadura - O supervisor agronômico da Copagril, Paulo Brunetto, lembra que a semeadura do milho safrinha é feita sobre áreas antes cultivadas com soja no verão e que, pelo processo de colheita - debulha natural de vagens e processo mecanizado – grãos ficam sobre o solo e acabam emergindo.

Erradicação antecipada - “Embora o vazio sanitário da soja seja entre dia 10 de junho a 10 de setembro, é necessário que o agricultor faça a erradicação antecipada das plantas da soja no meio da cultura do milho, até porque neste momento as condições de clima e umidade são favoráveis, tanto para o milho, como para a soja e também para o patógeno da ferrugem asiática da soja. A erradicação nesse momento é importante porque quebra o ciclo, visto que a doença precisa da planta da soja viva para disseminação, assim corta-se o ciclo antecipadamente, e isso é importante porque vai entrar no vazio sem plantas vivas da soja em meio a cultura do milho e também essa medida de controle antecipada é mais favorável com as plantas de milho ainda com porte baixo”, explica o fiscal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Anderson Lemiska.

Competição - As plantas da soja tiguera/guaxa/remanescente em meio à cultura do milho competem com o milho por água, luz e nutrientes, também interferindo no potencial produtivo do milho. “O produtor é o maior beneficiado pelas medidas de controle antecipadas. Veja bem, quanto maior presença da doença na lavoura, mais cedo vai afetar a cultura principal – a safra de verão - e aí o produtor terá maior dificuldade do controle. Esse período sem plantas vivas da soja é importante para quebrar o ciclo da doença e/ou retardar o aparecimento na safra resultando no manejo de fungicida mais tarde, mas é lógico que é fundamental o monitoramento da presença do patógeno, condições de clima e o acompanhamento com a assistência técnica, seguindo as recomendações dos profissionais que estão à campo verificando as condições da lavoura”, completa o fiscal.

Manejo - A equipe agronômica da Copagril acompanha e orienta os produtores sobre as melhores ações de manejo conforme as necessidades de cada lavoura. Os profissionais estão disponíveis nas Unidades de atendimento da cooperativa. (Imprensa Copagril)

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BOM JESUS: Cooperados de Balsa Nova e Contenda são premiados no concurso Meu Pé de Batata

bom jesus 19 02 2020No dia 7 de fevereiro, em Balsa Nova (PR), foi realizado o encerramento do concurso Meu Pé de Batata, uma parceria entre a Cooperativa Bom Jesus e a UPL. Cerca de 50 pessoas participaram do evento e prestigiaram uma palestra com o engenheiro agrônomo da CropMaster (Consultoria Agronômica e de Comunicação Ltda), Sergio de Salvo.

Melhores práticas - Com foco no manejo da cultura de batata e suas principais doenças na região, Sérgio de Salvo destacou melhores práticas adotadas para que os nutrientes necessários para a cultura sejam absorvidos de maneira mais eficiente. Outro ponto importante foi sobre os cuidados em relação a doenças.

Maior peso - O concurso, realizado nas unidades da Bom Jesus de Contenda e Balsa Nova, constituiu-se em premiar os melhores produtores de batata plantada em balde de cada entreposto. Cada cooperado recebia um balde com uma semente de batata e substrato, os tratamentos com a cultura eram de cada cooperado sempre buscando a melhor performance de um pé de batata. Quem tivesse o maior peso de batata por pé de planta ganhava o concurso. Com isso, o ranking se constituiu da seguinte forma:

BALSA NOVA

- LUIZ JOZWIAK (1,583 kg) - ganhou um celular (3º colocado)

- JOSÉ MARCOS JACOMASSO (1,643 kg) -ganhou um notebook (2º colocado)

- ACIR ANTONIO JACOMASSO (1,719 kg) - ganhou uma smart tv (1º colocado)

CONTENDA

- CRISTIANO BUBNIAK (1,007 kg) - ganhou um celular (3º colocado)

- PEDRO FAOT (1,342 kg) - ganhou um notebook (2º colocado)

- SERGIO ANTONIO KLEMBA (2,738 kg) - ganhou uma smart tv (1º colocado)

Iniciativa - Para a cooperativa, a iniciativa de criar um concurso como este incentiva a criatividade do produtor no campo, mostra o potencial de produção de uma planta de batata e mostra a importância da bataticultura para a região. Em sua 2ª edição, o concurso Meu Pé de Batata ganha relevância nos entrepostos com força na cultura da batata. (Imprensa Bom Jesus)

 

UNIMED CASCAVEL: Novo CAS inicia atendimento

Mais espaço para exercer a excelência de uma equipe multiprofissional na área da saúde. A frase resume o serviço oferecido pela Unimed Cascavel no novo Centro de Atenção à Saúde (CAS), onde o atendimento começou na segunda-feira (17/02). “O que a gente quer com este novo espaço é garantir aos nossos pacientes um atendimento com ainda mais qualidade. Sempre tivemos uma equipe muito bem treinada. Agora, neste espaço todo preparado, conseguiremos oferecer uma excelência ainda maior no cuidado dos nossos beneficiários”, afirma a médica coordenadora de Atenção Primária à Saúde da Unimed Cascavel, Luciana Cavalli.

Localização - A estrutura de 1.600 metros quadrados fica na esquina entre a Avenida Tancredo Neves e a Rua Vitória, em Cascavel (PR). O prédio tem três vezes o tamanho do antigo CAS, que já está desativado. “É uma área muito mais confortável que mostra o quanto nós pensamos sempre em dar o melhor aos nossos pacientes. Trata-se de uma questão cada vez mais forte de humanização do atendimento, com a marca do Jeito de Cuidar Unimed,” acrescenta Danilo Galletto, diretor-presidente da Unimed Cascavel.

Projetos - O novo CAS centraliza todos os projetos de Medicina Preventiva oferecidos pela cooperativa:

• Programa de Gerenciamento de Crônicos

• Gerenciamento de Casos Complexos

• Serviço de Atenção Domiciliar

• Saúde Corporativa

• Idoso Bem Cuidado

• Projeto Cegonha

• Projeto Antitabagismo

• Núcleo de Obesidade

• Projeto Na Medida

• Projeto Abraçar

Consultórios - São 12 consultórios clínicos, ginecológicos e pediátricos, além de salas de Psicologia, Nutrição, Fisioterapia e Assistência Social. Há ainda sala de triagem, espaço de farmácia, vacinação, inalação, aplicação de medicamentos imunobiológicos e uma sala de tratamento para pacientes que precisam receber medicamentos intravenosos.

Público - O CAS presta atendimento aos beneficiários dos planos Unimed Personal Hospitalar e Unimed Personal Ambulatorial, além de pacientes pré-selecionados da rede aberta que participam de projetos vinculados à área de Medicina Preventiva e para o “Abraçar”, que atende crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em breve, atenderá nessa mesma estrutura os ambulatórios da RCC – Rede de Cuidados Continuados.

Atendimento pediátrico - De segunda a sexta-feira, das 18h às 22h, o CAS também oferece atendimento pediátrico para crianças de todos os planos vinculados à Unimed Cascavel. O agendamento deve ser feito por mensagem de Whatsapp: (45) 99969-0169/99944-0188 ou pelo telefone (45) 3038-8989. (Imprensa Unimed Cascavel)

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ECONOMIA I: Indústria de alimentos e bebidas faturou R$ 699,9 bi em 2019

economia 19 02 2020O faturamento da indústria brasileira de alimentos e bebidas em 2019 foi de R$ 699,9 bilhões, valor 6,7% superior ao registrado no ano anterior, somadas exportações e vendas para consumo interno. As informações constam de relatório divulgado, nesta terça-feira (18/02), pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia).

PIB - De acordo com a entidade, a quantia representa 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). O desempenho do setor em termos de vendas reais registrou um aumento de 2,3%, a melhor taxa desde 2013, quando o resultado foi 4,2%.

Consumo - Em 2019, sobressai-se a intensificação no consumo de carnes; derivados de cereais, chá e café; desidratados e supergelados (pratos prontos e semiprontos congelados e alimentos desidratados); e do grupo de diversos (molhos, temperos condimentos, sorvetes e salgadinhos). Respectivamente, os aumentos foram de 11,1%, 5,6%, 4,9% e 3,4%. Por outro lado, verifica-se uma queda de alguns itens, como açúcar, 10,8%; óleos e gorduras, 4,7%; e derivados e frutas e vegetais, 4,1%.

Indústria alimentícia - A indústria alimentícia, segundo a Abia, criou 16 mil empregos diretos, 3 mil a mais do que em 2018. O levantamento demonstra que o setor responde por quase um quarto dos postos gerados pela indústria de transformação do país, que equivale a 1,6 milhão.

Mercado interno - Conforme ressaltou o presidente executivo da Abia, João Dornellas, as vendas do mercado interno, que abrangem varejo e food service (alimentação preparada fora do lar), tiveram alta de 6,2%, superando o índice de 4,3%, de 2018. O food service, que, segundo ele, tem se expandido de maneira mais acelerada, cresceu 6,9%, e o mercado varejista, 5,9%.

Confiantes - Segundo Dornellas, os empresários do segmento estão confiantes, mas esperam que a retomada da economia seja "ainda mais rápida". "O Brasil continua sendo um mercado interno muito pujante. O Brasil exporta produtos industrializados alimentícios para mais de 180 países. Isso, por si só, significa uma chancela muito grande para a qualidade do produto brasileiro. Chegar a 180 países do mundo consumindo nosso produto fala muito bem da indústria de alimentos do Brasil", disse.

Exportações - A China é, atualmente, o país que mais importa alimentos industrializados do Brasil. Somente no ano passado, o país asiático adquiriu 248,8 mil toneladas, volume avaliado em US$ 5,327 bilhões. Em 2018, foram US$ 3,304 bilhões. O que explica o salto de um ano para o outro, segundo a Abia, foi uma maior demanda por carne suína. Na lista de principais mercados para o Brasil estão também a Holanda, Hong Kong, Estados Unidos e Arábia Saudita.

Variáveis importantes - "Qual a nossa expectativa para este ano? Temos duas variáveis importantes. Primeiro, mantida essa taxa esperada pelo governo brasileiro de crescimento da economia e mantida a safra agrícola, pelo menos repetindo a safra que nós obtivemos em 2019, acreditamos fortemente que vamos crescer entre 2,5% e 3,5% em vendas reais. Nós temos motivo para acreditar nisso", disse Dornellas.

Coronavírus - Quanto a um possível impacto do coronavírus nas negociações, Dornellas disse que observa uma "maior dependência" da China de produtos brasileiros do que antes da epidemia. "Porque, de modo geral, e a gente viu nas notícias, deu uma parada no campo, na produção, as pessoas ficaram em casa, o governo estimulou as pessoas a ficar em casa. Então, a demanda tem sido ainda mais crescente", explicou. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA II: Produção da indústria paranaense de alimentos cresce 8,8%, índice histórico

economia III 19 02 2020A produção da indústria de alimentos do Paraná cresceu 8,8% no ano passado em comparação com 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho é o maior da série histórica, iniciada em 2002, e o melhor do País. A taxa nacional do setor foi de 1,6%.

Vitalidade - O índice setorial ajudou o Paraná a alcançar um crescimento de 5,7% na produção industrial geral, somadas todas as atividades, que também foi o melhor resultado do Brasil em 2019. “Toda a nossa indústria mostra vitalidade e para a economia paranaense é importante o bom desempenho do setor de alimentos. É uma cadeia produtiva que movimenta muita gente”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Vocação - O governador ressalta que o Paraná é vocacionado para a produção de alimentos e que a gestão estadual trabalha para que a produção agrícola primária seja cada vez mais transformada em produtos de consumo. “Temos como meta de gestão estimular a industrialização, para agregar valor aos produtos do campo e gerar mais emprego e renda, principalmente no Interior”, afirma Ratinho Junior.

Iniciativas - O desempenho do Paraná, aponta Ratinho Junior, respalda as iniciativas do Governo do Estado de estimular o setor privado com programas de financiamento, desburocratização e agilidade na abertura de novos negócios, com iniciativas como o Descomplica e o Descomplica Rural, concessão de incentivos fiscais, aplicação de uma política sanitária rigorosa e capacitação técnica da produção.

Potencialização - Para o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, os índices são frutos do trabalho de potencializar a abertura de mercados para o Paraná, especialmente na Ásia. “A tendência é de que o Estado cresça ainda mais, e dentro de três ou quatro anos lidere produção de carne suína no Brasil, por exemplo. Vamos continuar garantindo a qualidade do produto e aproveitando a chance de melhorar cada vez mais a nossa economia”, afirmou.

Recuperação - O resultado positivo da indústria paranaense de alimentos no ano passado recuperou dois indicadores negativos, em 2018 (-11,8%) e 2017 (-1,3%). Segundo o IBGE, fevereiro, março, maio e outubro foram os meses com maior produção em 2019, com aumentos que variaram entre 14,1% e 23,1% na comparação com os mesmo período do ano anterior.

O setor - O setor industrial de alimentos na pesquisa do IBGE engloba abate e fabricação de carnes, pescados, biscoitos, achocolatados, balas, condimentos, massas, pães, sucos concentrados, óleos, laticínios, alimentos à base de milho, trigo, arroz, café, açúcar, e outros. Em 2019, o Paraná se destacou também na produção de veículos, máquinas e produtos de metal.

Alimentos - Outros indicadores da cadeia de alimentos ajudam a explicar o boom do setor industrial no ano passado. A pesquisa trimestral de abate de animais, também do IBGE, aponta números positivos para o Estado em 2019 tanto na cadeia de suínos como na de frangos.

Abates- Entre janeiro e setembro de 2019, foram abatidos 6,9 milhões suínos, o que representou 632,6 mil toneladas de carne. No mesmo período houve abate de 1,4 bilhão de frangos. São 60 milhões a mais do que os três primeiros trimestres de 2018. O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) calcula que o Paraná encerrou 2019 com recorde de abate, chegando a marca de 1,87 bilhão de cabeças.

Leite - A pesquisa trimestral do leite (IBGE) aponta dados positivos na produção industrializada do setor. Foram 2,4 milhões de litros produzidos nos nove primeiros meses de 2019, crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2018.

Ranking - Em 2019, segundo o Ministério da Economia, o Estado consolidou a 3ª posição no ranking nacional das exportações agropecuárias, correspondendo a 13,02% do volume brasileiro, atrás apenas do Mato Grosso (17,22%) e São Paulo (15,63%). O agronegócio foi responsável por cerca de 77,6% das exportações do Paraná em 2019.

Futuro - Para aumentar esse ritmo, as 216 cooperativas paranaenses vinculadas ao Sistema Ocepar anunciaram investimentos de R$ 3,8 bilhões em 2020 – R$ 3,4 bilhões apenas no Paraná. O planejamento se concentra em infraestrutura (armazenagem, logística e produção de energia) - cerca de R$ 1,1 bilhão, e na industrialização da produção agrícola e da pecuária (suinocultura, avicultura e a indústria láctea projetam, juntas, investimentos de R$ 1,08 bilhão).

Sanidade - O Paraná também espera atingir novo patamar sanitário no mercado internacional nos próximos meses com duas conquistas de 2019. Instruções normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reconheceram o Paraná como área livre da peste suína clássica (PSC) e encerraram a vacinação contra a febre aftosa dos bovinos e bubalinos, etapa para conquista do selo de Estado Livre da Aftosa Sem Vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Grupo - O primeiro documento desloca o Estado de um grupo que era formado por 14 unidades federativas. Já a suspensão da vacinação contra a febre aftosa passou a valer no dia 31 de outubro, o que deu início à campanha de cadastramento obrigatório de um rebanho de 9,2 milhões de cabeças, com vigilância sanitária redobrada. A decisão de suspender a vacinação se deve à qualidade do serviço de sanidade do Estado, atestada por meio de duas auditorias do Ministério da Agricultura nem 2018. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ECONOMIA III: Venda de combustíveis no Brasil cresce 2,89% em 2019

economia II 19 02 2020Em 2019, 140 bilhões de litros de combustíveis foram vendidos no mercado brasileiro. O volume representa um aumento de 2,89% na comparação com 2018, quando foram comercializados 136 bilhões de litros. Os dados foram apresentados no Seminário de Avaliação do Mercado de Combustíveis realizado nesta terça-feira (18/02), no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Etanol hidratado - O maior aumento proporcional ocorreu no comércio de etanol hidratado, que subiu 16,2% em 2019. "O crescimento foi motivado, em grande parte, pelo ganho de competitividade em relação à gasolina C", pontua a ANP em nota.

Adição - A gasolina C é aquela com adição de etanol anidro vendida aos postos revendedores e em seguida ao consumidor final. Sua comercialização teve, no ano passado, retração de 0,56% na comparação com 2018. O etanol anidro (misturado à gasolina) também teve essa ligeira queda de desempenho. A redução das vendas foi igualmente de 0,56%.

Diesel - De outro lado, houve crescimento de óleo diesel B (2,97%) e biodiesel (8,61%). Nesse segundo caso, o aumento já era esperado. Em setembro do ano passado, a ANP aprovou um aumento do percentual de adição de biodiesel ao óleo diesel.

Tendência - Segundo o diretor da ANP, Felipe Kury, a expectativa é que a tendência de crescimento se mantenha em 2020 e acompanhe a economia do país. "Se a economia crescer a 2 ou 3%, você terá o reflexo disso na venda de derivadas. Não tenho dúvidas disso. A principal preocupação são os gargalos de infraestrutura. Não é tanto a oferta de produto. Será que a infraestrutura logística suporta um crescimento de 2 a 3%? Será que portos, ferrovias, rodovias estão preparados para escoar a produção? Essa é uma questão importante, mas acho que o governo está tratando disso com bastante afinco e dedicação", disse.

Outros produtos - Os dados da ANP também revelaram uma queda na comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP) de 0,3%. Também houve redução, de 2,57%, nas vendas de querosene de avião. A ANP avalia que a suspensão das operações da Avianca no Brasil impactou nos negócios.

Óleo combustível - O óleo combustível também sofreu queda, de 18,25%. "Saiu de 2,312 bilhões de litros para 1,890 bilhões de litros em função da continuidade do processo de substituição tecnológica por combustíveis mais limpos", diz a ANP. (Agência Brasil)

 

CÂMBIO: Dólar encosta em R$ 4,36 e renova recorde desde criação do real

cambio 19 02 2020Em mais um dia de oscilações no câmbio, o dólar subiu novamente e voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real. Nesta terça-feira (18/02), o dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 4,358, com alta de R$ 0,029 (+0,66%).

Segundo dia seguido - Foi o segundo dia seguido de valorização da divisa, que operou em alta durante toda a sessão. Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 8,6%.

BC - O Banco Central (BC) não tomou novas medidas para segurar a cotação. Nesta terça, a autoridade monetária leiloou US$ 650 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – com vencimento em abril. O leilão faz parte da rolagem de US$ 13 bilhões de swap que venceriam daqui a dois meses.

Ações - No mercado de ações, o dia também caracterizou-se pela turbulência. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou esta terça-feira aos 114.977 pontos, com recuo de 0,29%. O indicador operou com queda superior a 1% durante boa parte da sessão e recuperou-se no fim da tarde, mas em ritmo insuficiente para reverter a baixa.

Coronavírus - Nas últimas semanas, o mercado financeiro em todo o mundo tem atravessado turbulências em meio ao receio do impacto do coronavírus sobre a economia global. A interrupção da produção em diversas indústrias da China está afetando as cadeias internacionais de produção. Indústrias de diversos países, inclusive do Brasil, sofrem com a falta de matéria-prima para fabricarem e montarem produtos.

Desaceleração - A desaceleração da China também pode fazer o país asiático consumir menos insumos, minérios e produtos agropecuários brasileiros. Uma eventual redução das exportações para o principal parceiro comercial do Brasil reduz a entrada de dólares, pressionando a cotação.

Fatores domésticos - Entre os fatores domésticos que têm provocado a valorização do dólar, está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima. (Agência Brasil)

 

SENADO: CAE aprova autonomia do Banco Central com novos objetivos

senado 19 02 2020Além do controle da inflação, o Banco Central terá outros dois objetivos: suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e zelar pela solidez e eficiência do Sistema Financeiro Nacional. Emenda que amplia as responsabilidades do BC no projeto de autonomia do órgão (PLP 19/2019) foi aprovada nesta terça-feira (18/02) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O texto retorna à análise do Plenário, com pedido de urgência.

Mandato - A proposta também fixa em quatro anos o mandato para os dirigentes da autarquia, com a possibilidade de uma recondução, e determina que o mandato do presidente do BC comece no primeiro dia útil do terceiro ano do mandato do presidente da República.

Emendas - O colegiado já havia aprovado a proposta em novembro do ano passado, mas emendas de Plenário levaram a proposta a nova análise do colegiado. Acatada pelo relator, senador Telmário Mota (Pros-RR) durante a reunião, a emenda foi sugerida pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que propôs que esses objetivos secundários devem ser formalizados em lei. Essa alteração teria o efeito de dar maior transparência e responsabilidade ao Banco Central na opinião do parlamentar. Assim, segundo Tasso, está mantido o chamado “mandato simples”, de controle da inflação, mas como uma responsabilidade subsidiária.

Defesa - “Nós mantemos o mandato único e subsidiariamente essa observação que o Banco Central tem que acompanhar”, defendeu Tasso.

Rejeitada - O relator rejeitou emenda do senador Eduardo Braga (MDB-AM) que conferiria “um duplo mandato ao BC”, com meta também de crescimento (ou geração de empregos). “Atribuir mandato duplo abriria espaço para o BC ser afetado pelo ciclo político, sendo potencialmente mais pressionado a estimular a atividade econômica e o emprego no curto prazo, visando benefícios políticos e eleitorais, em detrimento de uma inflação mais alta no futuro próximo. Essa possibilidade é reduzida em caso de mandato único”, argumentou Telmário ao rejeitar a mudança.

Outras metas - Apesar de votarem favoravelmente ao projeto, alguns senadores defenderam outras metas para o Banco Central, como a geração de empregos. “Além de atingir meta de inflação, o FED [banco central dos Estados Unidos] também tem que perseguir meta de emprego e crescimento. É importante que o BC tenha uma visão completa da economia e não apenas a questão monetária”, defendeu o senador Reguffe (Podemos-DF).

Ampliação - Para o líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), a emenda de Tasso amplia as atribuições e preocupações do BC. “Isso obriga o Banco a se preocupar de forma mais ampla com os aspectos da economia. Apesar de posição contrária à autonomia como se propõe. Com a emenda, nós votaremos com o relator”, defendeu.

Autonomia completa - Também do PT, Jean Paul Prates (RN) considera que a atual redação do projeto não dá “autonomia completa ao BC”. “Não estamos falando de uma autonomia completa, não estamos dando liberdade para o Banco Central ser um governo paralelo. O Banco Central responde a um programa de governo que vem das urnas, por pior que ele seja”, avaliou.  

Discordância - O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) discordou ao anunciar voto contrário ao projeto. Em sua avaliação, não há nada no projeto que garanta que o presidente do BC se submeta à política do governo. “O projeto não mostra como ele pode ser questionado caso as linhas adotadas fujam aos princípios eleitos nas urnas”, apontou.

Nova redação - Apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), o projeto recebeu nova redação do relator, senador Telmário Mota (Pros-RR), definindo que, dos oito diretores da instituição, dois serão nomeados a cada ano de governo. Vinculado ao Ministério da Economia, cabe ao BC formular e executar a política monetária, manter a inflação dentro da meta e servir como depositário das reservas internacionais do país.

Blindagem - Autor e relator argumentam que, ao intercalar os mandatos com o do presidente da República, será possível blindar o banco de pressões políticas do Poder Executivo e garantir ao BC estabilidade e tempo para planejar e executar a política monetária.

Exoneração - Os membros da diretoria poderão ser exonerados em caso de “desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central”. Nessa situação, caberá ao Conselho Monetário Nacional (CNM) submeter ao presidente da República a proposta de exoneração, que ficará condicionada à prévia aprovação por maioria absoluta dos senadores. Segundo Telmário, como o CMN assessora o presidente da República em assuntos monetários e bancários, entre eles a fixação da meta de inflação, um parecer do conselho agregaria valor técnico à avaliação de desempenho dos membros da diretoria do banco.

Improbidade administrativa - Outra hipótese de exoneração é a condenação por improbidade administrativa ou por crime que acarrete a proibição de acesso a cargos públicos. Caso qualquer dos cargos fique vago, um substituto será indicado e nomeado para completar o mandato.

Conflito de interesses e quarentena - Ainda conforme o texto aprovado na CAE, os integrantes da diretoria do BC serão nomeados pelo presidente da República entre brasileiros “idôneos, de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômico-financeiros ou comprovados conhecimentos que os qualifiquem para a função”.  

Lei - Aplica-se ao presidente e aos diretores a Lei nº 12.813, de 2013, que trata de conflito de interesses e informações privilegiadas em cargos públicos. A lei prevê, por exemplo, uma espécie de "quarentena", que proíbe aos diretores e presidente do BC uma série de atividades, como prestação de serviço para pessoa física ou jurídica com que tenha estabelecido “relacionamento relevante” em razão do exercício do cargo nos seis meses após o desligamento. (Agência Senado)

 

ALEP: Parlamentares defendem mudanças no modelo para novas concessões rodoviárias

A mudança dos critérios adotados no novo programa de concessão das rodovias paranaenses foi defendida por deputados estaduais nesta terça-feira (18/02), durante Audiência Pública realizada na Assembleia Legislativa do Paraná. O novo modelo vai definir os preços nas praças de pedágio em estradas do Estado para os próximos anos. O Executivo estadual já iniciou os estudos das Concessões de Rodovias Paranaenses, em parceria com a União, para a modelagem do novo programa. Ao todo, serão licitados pelo Governo Federal 4,1 mil quilômetros de estradas estaduais e federais até 2021, quando encerram os atuais contratos de concessão do chamado “Anel de Integração”.

Maior participação - O assunto foi debatido durante a Audiência Pública “Estudos para Estruturação de Concessões Rodoviárias do Paraná”, promovida pela Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicação da Assembleia, presidida pelo deputado Tião Medeiros (PTB). Durante o encontro, os parlamentares defenderam ainda uma maior participação da Assembleia Legislativa na discussão do tema. No ano passado, o governo criou o Grupo Técnico de Acompanhamento e Apoio Conjunto (GTAAC-Paraná) que, em conjunto com o GTAAC-Brasília, acompanha o processo de estruturação de concessão da malha rodoviária paranaense e também monitora os convênios de delegação atualmente vigentes.

Contratos - Hoje, o Paraná conta com 2,5 mil quilômetros administrados pela iniciativa privada. Os contratos se encerram em novembro do ano que vem. É este momento que preocupa a Assembleia Legislativa, explicou o deputado Tião Medeiros. “Estamos focando o debate em dois pontos: quais os modelos serão adotados e a necessidade da Assembleia ter espaço no grupo de trabalho que discute o tema”. Para Medeiros, os parlamentares estão em contato diário com a população e são cobrados sobre o assunto. “Nós nos preocupamos com o assunto, sim, e esta discussão tem de ser tratada dentro da Assembleia”.

Cuidado - Para o primeiro secretário da Casa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), o Paraná tem de tomar o cuidado para não repetir os erros do passado e adotar um modelo que possa prejudicar a população. “Os critérios têm de ser objetivos. Temos de adotar um modelo que privilegie um maior número de obras e uma menor tarifa. Temos de focar nestes pontos nas discussões. Não podemos aceitar outra coisa que não seja isso”, defendeu.

Novos trechos - Segundo informações já divulgadas pelo Executivo, a ideia é de que o novo programa de concessões incorpore ao conjunto de rodovias que formam os 2,5 mil quilômetros do Anel de Integração mais três rodovias: a PR-092 (Norte Pioneiro), a PR-323 (Noroeste) e a PR-280 (Sudoeste). O futuro leilão também deve abranger os trechos paranaenses das BRs 163, 153 e 476.

Estudos completos - De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, os estudos completos do governo serão apresentados para a população a partir de julho deste ano. “Após a data, vamos percorrer todas as regiões do Paraná para debater com a sociedade. Não vamos repetir os erros do passado. O governo fará a construção desse processo junto com o Legislativo”, comentou.

Pedágios federais - De acordo com o Governo, o novo programa de concessões rodoviárias funcionará conforme os pedágios federais situados no Estado. Os contratos com as atuais concessionárias foram assinados em 1997 e se encerram em 2021. O Anel de Integração interliga Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Maringá, Paranavaí, Londrina e Paranaguá.

Opiniões - O deputado federal Ricardo Barros (PP) disse que um modelo focado em fixar uma menor tarifa é o melhor para o usuário e para o setor produtivo. “Quanto mais caro o pedágio, menos competitivo é nosso agronegócio. Nesse sentido, a participação da Assembleia é fundamental. Sem ela, nada vai acontecer”, afirmou.

Impacto - O gerente de Assuntos Estratégicos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, explicou que o impacto da decisão é enorme para o setor produtivo. “O Paraná produz muita soja, farelo, carne de frango, produtos com baixo valor agregado. O preço do pedágio é muito grande para a economia”, avaliou. Já o diretor-presidente da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), Omar Akel, também defendeu a mudança do modelo vigente. “Precisamos de regras claras. O atual contrato tem falhas e lacunas que trazem prejuízos ao usuário”.

Participação - A audiência contou com a participação dos deputados Soldado Fruet (PROS), Evandro Araújo (PSC), Maria Victoria (PP), Luiz Fernando Guerra (PSL) e Tercílio Turini (CDN), além do diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Fernando Furiatti. O Sistema Ocepar foi representado pelo superintendente Robson Mafioletti. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Alep)

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MEIO AMBIENTE: Projeto de Lei deixa Estados definirem regras sobre licenciamento ambiental

meio ambiente 19 02 2020O projeto da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que tramita na Câmara, pretende dar carta branca para que cada Estado do País defina, de forma independente, quais serão as regras de seus processos de licenciamento. Pela proposta mais recente do projeto de lei (PL) relatado pelo deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), cada Estado fica livre para definir seu rito de licenciamento, se terá ou não estudo de impacto ambiental (EIA-Rima), se este se dará em uma ou três fases, quanto tempo deve durar etc.

Normas nacionais - Hoje, os Estados seguem normas nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, havendo algumas exceções de regras criadas, por exemplo, por Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia.

Objetivo - Ambientalistas afirmam que o objetivo da nova Lei Geral do Licenciamento era justamente o de uniformizar isso, mas a realidade está seguindo um caminho oposto. “As prováveis consequências disso são normas muito diferenciadas por Estado”, diz Luis Sánchez, professor titular da Escola Politécnica da USP, especialista em licenciamento.

Risco - Os especialistas chamam atenção para os riscos de haver um tipo de disputa entre Estados para atrair empreendimentos. Outro ponto criticado é que o texto não prevê compensações ambientais para impactos indiretos causados pelos empreendimentos. Na construção de uma usina, por exemplo, um município que tem seu território coberto por um lago seria compensado, mas aquele que está próximo e que receberia todo o fluxo populacional do projeto – caso típico de impacto indireto – não seria contemplado com compensações.

Poder de veto - O PL retira do Instituto Chico Mendes (ICMBio) o poder de veto a empreendimentos. O órgão responsável pelas unidades de conservação se manifestaria em determinadas situações, mas não teriam poder de barrar obras que passassem por determinadas florestas protegidas. Outro item polêmico atribui ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos agricultores o mesmo peso de um licenciamento ambiental.

Quinta versão - Kim Kataguiri, que recebeu a relatoria do PL do Licenciamento em abril do ano passado, por indicação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, trabalha na quinta versão do texto. O plano é colocar o PL em votação na Câmara o mais breve possível.

Questionamento- Questionado sobre as propostas, Kataguiri disse que o repasse de decisões aos Estados não cria fragilidade ou disputas por empreendimentos. “Já existe hoje essa possibilidade dos Estados definirem dispensas e licenciamento simplificado. Santa Catarina, do PSL, faz isso. A Bahia, do PT, também faz isso. Eu estou limitando isso para empreendimentos de baixo impacto”, comentou. “Não há risco dessa guerra anti ambiental, tanto que o Estado que mais recebe investimento é São Paulo, que tem regras mais rigorosas.”

Impactos indiretos - Kataguiri disse que os impactos indiretos estarão garantidos e que a equiparação do CAR ao licenciamento ambiental é um tipo de medida “que ocorre em qualquer lugar do mundo”. (O Estado de S.Paulo)

 

Foto: Agência Câmara

 

EVENTO: Lançada em Curitiba Feira da Agricultura Familiar

Com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater, a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) lançou nesta terça-feira (18/02) a 1ª Feira da Agricultura Familiar do Paraná, que reunirá produtores e compradores em um único lugar.

Anúncio - O anúncio foi feito na sede da federação, em Curitiba, e teve a participação do prefeito Rafael Greca e de mais de 50 expositores.

Capacidade - “A agricultura familiar tem capacidade de intenção e invenção, de construção de seu espaço o tempo todo, é a força econômica do Paraná por natureza”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “E nós tudo devemos fazer para ajudar”, acrescentou. Ele salientou que o Estado age de forma ativa, com reforço na assistência técnica, na orientação e na pesquisa. “É um esforço que estamos fazendo de olhar a vida rural como um todo”, afirmou o secretário.

Pavimentação e programa - Ele falou sobre o anúncio de pavimentação de 350 quilômetros de estradas rurais e o lançamento do programa Coopera Paraná, que visa capacitar a agricultura familiar para produzir, processar e entregar produtos na forma de associação, cooperativa ou agroindústria individual.

Banco do Agricultor - Ortigara adiantou ainda que, em março, devem ser anunciados o programa Banco do Agricultor, com juros reduzidos, e a possibilidade de pequenas agroindústrias ampliarem seu raio de comercialização para fora de seus municípios. Além disso, segundo ele, o Estado estuda o retorno da Feira Sabores do Paraná.

Mercado Municipal - A 1.ª Feira da Agricultura Familiar será em junho, no Mercado Municipal de Curitiba. A previsão é que pelo menos 200 expositores levem seus produtos e consigam expandir e fortalecer os negócios.

Parcerias - Proposto pela Fetaep, o evento tem entre os parceiros, além do Governo do Estado, Prefeitura de Curitiba, o Senar e Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) filiados à federação.

Novos empreendimentos - O presidente da Fetaep, Marcos Júnior Brambilla, disse que o objetivo é estimular novos empreendimentos, principalmente para o agricultor que está na fase inicial do negócio. “Ele terá a oportunidade de se aproximar do público final, conhecer as exigências do consumidor e melhorar ainda mais o seu produto para participar desse mercado de forma competitiva”, afirmou.

Presenças - O evento também contou com a presença, entre outros, do presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, Natalino Avance de Souza; do presidente da Ceasa, Éder Bublitz; do secretário de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba, Luiz Damaso Gusi; da prefeita de Agudos do Sul, Luciane Maira Teixeira; do coordenador da Expedição Agricultura Familiar, Giovani Ferreira, e do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. (Com informações da Agência de Notícias do Paraná)

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SISTEMA FINANCEIRO: Bancos com mais de 500 mil contas têm de adotar pagamento instantâneo

sistema financeiro 19 02 2020As instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas terão de oferecer a seus clientes o sistema de pagamento instantâneo, que será lançado em novembro. A determinação consta de circular editada nesta terça-feira (18/02) pelo Banco Central (BC).

Exigência - A exigência considera as contas de depósito à vista, as contas de depósito de poupança e as contas de pagamento pré-pagas das instituições financeiras. A circular também determina que as instituições ofereçam aos clientes todas as funcionalidades de iniciação e de recebimentos de pagamentos do novo instrumento.

Transferência - Em fase de testes, o sistema de pagamento instantâneo permitirá a transferência de dinheiro em apenas 10 segundos e funcionará 24 horas por dia. A ferramenta será usada tanto por bancos tradicionais de varejo, como por novos tipos de instituições de pagamentos, como fintechs, tipo de instituição que trabalha com contas e com carteiras digitais. Conforme o BC, o novo sistema reduzirá custos e aumentará a concorrência, por ser aberto a qualquer instituição.

Modalidades atuais - Atualmente, as duas modalidades mais usadas de transferência entre instituições diferentes, a Transferência Eletrônica Disponível (TED) e o Documento de Ordem de Crédito (DOC), têm restrições de horário e levam de 30 minutos a duas horas para serem concluídas. Mesmo o pagamento com cartão de débito não gera crédito na conta do lojista ao mesmo tempo.

Cooperação técnica -O Banco Central também anunciou ter fechado acordo de cooperação técnica com o Tesouro Nacional para que os cidadãos brasileiros usem os pagamentos instantâneos para fazerem seus recolhimentos ao governo federal. Segundo o Banco Central, a quitação das obrigações com a União se dará de maneira mais simples e rápida, melhorando a experiência atual. (Agência Brasil)

 

RELAÇÕES EXTERNAS: Brasil defende celeridade para acordo UE Mercosul

relacoes externas 19 02 2020O Brasil defendeu nesta terça-feira (18/02) “celeridade” na implementação do acordo entre a União Europeia (UE) e Mercosul, uma vez feita a revisão legal dos textos e os procedimentos de aprovação nos dois blocos.

Estimativas - Durante o exame da política comercial da UE, na Organização Mundial do Comércio (OMC), a delegação brasileira mencionou estimativas do Ministério da Economia brasileiro sobre o potencial de ganhos com o acordo birregional.

Cálculo - O cálculo é de que o tratado pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões se for considerada a redução de barreiras não tarifárias e a melhora na produtividade.

Discussões fortes - Na Europa comunitária, as discussões serão fortes sobre a aprovação do acordo com o Mercosul, principalmente por parte de países agrícolas mais protecionistas como França e Irlanda. No Parlamento Europeu, o Partido Verde também promete complicar a aprovação do tratado.

Parceria comercial - A UE é o segundo maior parceiro comercial do Brasil depois da China. Mas o comércio bilateral caiu para US$ 69 bilhões em 2019 comparado ao recorde de US$ 100 bilhões em 2011, numa baixa de 31% no período. A expectativa brasileira é que a recuperação econômica do país impulsionará mais negócios, incluindo em áreas como compras governamentais e comércio de serviços.

Maior investidor estrangeiro - A UE é o maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque de € 330 bilhões (em valores de 2015), o que representa quase metade do capital aplicado no país. O Brasil, por sua vez, tinha quase € 130 bilhões de investimentos diretos no mercado comum europeu.

Política agrícola - Como sempre acontece no exame da política comercial europeia, o bloco foi bastante questionado sobre sua política agrícola. O Brasil reclamou da tarifa de importação média de 14,2% sobre os produtos agrícolas, mais de três vezes a média tarifária total, de 4,2%. A delegação brasileira qualificou também como “desafiador” ter uma clara visão da complexa política de subsídios europeus para o setor agrícola.

Barreiras - Outra questão foi sobre barreiras não tarifárias e medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), que o Brasil considera como sendo mais restritivas ao comércio do que o necessário, ignorando padrões internacionais e científicos.

Preocupação - O Brasil também manifestou preocupação sobre a repartição de cotas no mercado comum europeu depois do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia). (Valor Econômico)

Foto: Agência Brasil

SAÚDE I: Paraná vacina mais de 152 mil pessoas contra sarampo

saude I 19 02 2020Balanço parcial divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde aponta até o momento 152,553 mil doses aplicadas da vacina do sarampo somente no dia D, realizado no sábado (15/02) no Paraná.

Curitiba e Região Metropolitana - Em Curitiba e Região Metropolitana, na 2ª Regional de Saúde, 24.322 pessoas receberam a vacina. Atualmente a capital paranaense é responsável por 90% dos 850 casos confirmados de sarampo no Estado.

Notificações - O último boletim divulgado na semana passada registra 2.992 notificações e 1.711 casos em investigação. Os dados são registrados desde agosto de 2019, quando foi divulgado o primeiro caso de sarampo após 20 anos sem a doença no Paraná.

Expressivo - “O número de vacinados para um dia de mobilização é expressivo, mas pode melhorar”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto. Segundo ele, a maioria dos casos confirmados são adultos jovens de 20 a 29 anos de idade, e o foco principal desta etapa da campanha de vacinação é esta faixa etária.

Jovens - Dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) mostram que dos 600 mil jovens do Paraná, apenas 5,2 mil haviam se vacinado contra o sarampo no último ano. Para este grupo a vacinação deve ser feita indiscriminadamente, ou seja, não é necessária a apresentação da carteirinha, a vacina deve ser aplicada em todos os casos.

Campanha - Mais de 1,2 milhão de doses da vacina tríplice viral foram distribuídas aos municípios para atender a demanda da campanha. A vacina também garante proteção contra a rubéola e a caxumba. A campanha nacional de vacinação contra o sarampo iniciada em 10 de fevereiro segue até o dia 13 de março e abrange a faixa etária de 5 a 59 anos. No Paraná o público-alvo tem entre 20 a 29. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE II: Estado reforça apoio aos municípios para combate à dengue

saude II 19 02 2020O governador Carlos Massa Ratinho autorizou nesta terça-feira (18/02) a liberação de R$ 5 milhões para reforçar o apoio ao combate à dengue no Estado. Os recursos serão distribuídos entre os 118 municípios do Paraná que se encontram em situação de alerta ou de epidemia da doença, com os valores variando entre R$ 15 mil e R$ 200 mil.

Destinação - Os recursos, explicou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, serão usados exclusivamente em ações relacionadas à dengue, para ajudar no chamado manejo clínico. “Para o munícipio contratar mais um médico temporariamente, uma ou duas enfermeiras… Enfim, fazer tudo aquilo que possa ajudar a população doente”, afirmou.

Insumos - Ele lembrou ainda que o Ministério da Saúde autorizou também nesta semana o repasse de uma nova quantidade de insumos para o tratamento da doença no Paraná. O estoque será capaz de atender até 100 mil casos.

Combate diário - “Não esmorecemos. Estamos diariamente em combate ao mosquito, acompanhando os números para balizar nossas decisões e estratégias contra a dengue”, disse Beto Preto. Ele lembra que o sorotipo circulante no Estado é o DEN2, que representa 83% das infecções. "Praticamente não há imunidade na população do Paraná para este sorotipo", alerta Beto Preto.

Força-tarefa - Durante reunião do Comitê Intersetorial de Controle da Dengue, o secretário reforçou a necessidade de cuidados e envolvimento da sociedade no controle aos criadouros do mosquito, uma vez que 90% deles é removível. Preto informou que estão previstos novos mutirões de limpeza e orientação naquelas cidades em que os índices da enfermidade estão subindo, especialmente na Região de Paranavaí, na 14ª regional de saúde.

Estratégia - A ideia é repetir a estratégia usada com sucesso em Nova Cantu, Quinta do Sol, ambas na Região Centro-Oeste, e Florestópolis, no Norte. Primeiras cidades do Paraná a decretar situação de epidemia, os três municípios conseguiram controlar a incidência da doença após a intervenção direta da secretaria.

Apoio - A força-tarefa, disse Beto Preto, contará com o apoio de profissionais especializados em dengue que serão deslocados temporariamente de outras regionais do Estado para atuar nos municípios mais críticos. “Serão varreduras nas áreas epidêmicas, reforçando que o combate se dá com o fim dos pontos focais de proliferação do mosquito”, afirmou Beto Preto.

Mutirões - As ações serão completadas com mutirões nos perímetros de prédios públicos, como delegacias, hospitais, pátios do Detran, prefeituras e secretarias. Durante o feriado de carnaval, as polícias Militar, Civil e Rodoviária Estadual atuarão juntas na orientação e distribuição de panfletos educativos nas estradas, praias e cidades turísticas. “Estamos todos juntos nesta luta”, reforçou o secretário.

Novo boletim - Boletim da dengue divulgado nesta terça-feira (18) pela Secretaria de Estado da Saúde registrou 26.692 casos confirmados de dengue no Paraná, cerca de 30% a mais do que na semana anterior (20.563). Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento é de 6.657%.

Epidemia e alerta - São 78 cidades em situação de epidemia e 40 em alerta. Paranavaí foi quem registrou o maior número de infecções (1.123), seguido por Foz do Iguaçu (503) e Bandeirantes (276).

Óbitos - Também ocorreram dez óbitos por dengue no período, totalizando 23 mortes desde o início do monitoramento por parte da secretaria, em 28 de julho de 2019. Os óbitos acometeram principalmente pessoas idosas e portadoras de outras doenças associadas, nos municípios de Alto Paraná (2), Foz do Iguaçu, Medianeira, Douradina, Xambrê, Terra Rica, Santa Mônica, Sarandi e Maringá.

Sinais - A dengue apresenta-se na forma clássica, com febre alta súbita, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náuseas, tonturas e extremo cansaço, entre outros.

Alarme - Quando o caso evolui, mostra os chamados sinais de alarme, como dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, palidez, sangramentos pelo nariz, boca e gengivas.

Período crítico - Normalmente os sinais de alarme ocorrem entre o terceiro e o quinto dia da infecção, o chamado período crítico da dengue. Tratado corretamente, com hidratação e medicação sintomática, a maioria segue para cura.

Mosquito - O Aedes Aegypti se reproduz em água parada, limpa ou suja. Os ovos depositados pela fêmea do mosquito ficam viáveis por um ano, por isso a necessidade de eliminação dos focos.

Medidas - Entre as medidas que devem ser dotadas no nosso cotidiano estão: tampar as caixas d´água e colocar tela no respiro; manter as calhas limas; deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo; manter lixeiras bem tampadas; deixar os ralos limpos e também protegidos com tela; não deixar água nos vasos de planta e verificar sempre o recipiente de degelo do refrigerador e do ar condicionado. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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