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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4763 | 13 de Fevereiro de 2020

PARCERIA: OCB e BNDES assinam acordo de cooperação

parceria 13 02 2020O processo de desenvolvimento das cooperativas poderá contar, ainda mais, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nesta quarta-feira (12/02), os presidentes da instituição, Gustavo Montezano, e da OCB, Márcio Lopes de Freitas, assinaram um acordo de cooperação, com dois objetivos: promover o acesso das cooperativas às linhas de financiamento e o fomento de investimentos.

Eixos - A expectativa é de que esses objetivos se efetivem por meio de quatro eixos: orientação e capacitação para acesso ao crédito, integração com os processos de apoio financeiro, comunicação e divulgação dos produtos e geração de inteligência institucional.

Solenidade - A solenidade, que ocorreu na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, também contou com a presença de representantes do Banco Central, Confesol, do Sicredi, do Sicoob, da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e do Sistema Ocepar.

Função social - Durante o discurso, o presidente da OCB comentou sobre a função social das cooperativas. Além de estarem de norte a sul do país, essa capilaridade, somada aos princípios e valores do cooperativismo, credencia as cooperativas a fazerem frente às demandas da sociedade moderna.

Diferente - “A humanidade quer coisa diferente. Algo fundamentado numa palavra só: confiança. As pessoas precisam confiar umas nas outras, acreditando que é possível fazer parte de um mundo mais justo, equilibrado e com melhores oportunidades para todos. E, no cooperativismo, nós cultivamos valores e princípios, que nos tornam diferentes dos demais setores econômicos e atendem, como melhor opção, os desejos dessa nova humanidade”, concluiu o líder cooperativista. (Informe OCB)

 

SANIDADE I: “Vaquinha” entre cooperativas garantiu posto-chave de fiscalização na BR-116

sanidade I 13 02 2020Foi entregue nesta semana e já começou a funcionar o posto de fiscalização de trânsito de produtos agropecuários na BR-116, entre Curitiba e São Paulo. A parada no km 11 da rodovia Regis Bittencourt, próximo à divisa com o estado vizinho, é obrigatória para caminhões com cargas de produtos de origem animal e vegetal não processados industrialmente. Motoristas que fugirem da fiscalização estão sujeitos a multa de dez Unidades Padrão Fiscal do Paraná, ou seja, R$ 1.061,10, podendo haver ainda a destruição da carga e abate sanitário, em caso de animais vivos.

Reivindicação - A construção do posto de fiscalização era uma antiga reivindicação do setor produtivo paranaense, e um passo imprescindível nas aspirações do estado de se tornar reconhecido internacionalmente como área livre de febre aftosa, sem vacinação. A última campanha de vacinação do rebanho paranaense de 9,2 milhões de cabeças de bois e búfalos ocorreu em maio do ano passado. Um grupo de 17 cooperativas do Paraná fez uma “vaquinha” e pagou os R$ 1,5 milhão gastos na construção do posto da BR-116 e na reforma dos postos de Santa Mariana e Ribeirão Claro, também na divisa com São Paulo.

Apoio financeiro - “Em 2017 chegamos à conclusão de que não avançaríamos (para obter status de área livre de aftosa) se não déssemos esse apoio financeiro, além da pressão para as medidas necessárias por parte dos governos estadual e federal”, diz Robson Mafioletti, superintendente do Sistema da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). “É um valor até pequeno, quando se leva em conta a visão estratégica e o benefício que teremos em 2021, quando formos reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa. Daí poderemos acessar mercados mais valorizados como México, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos”, destaca.

Santa Catarina - Mafioletti lembra que Santa Catarina já tem status sanitário livre de febre aftosa reconhecido há mais de uma década e consegue preços até 15% melhores, além da vantagem do acesso a uma diversidade maior de mercados. “É importante acessar mercados sofisticados, não podemos ficar só na mão de dois ou três compradores. Agora a China está com muitos problemas, como a peste africana e o Coronavírus. Na suinocultura, principalmente, 65% do mercado para onde poderíamos exportar está fechado para o Brasil, por causa da febre aftosa”.

Produtos in natura - Nem toda carga de origem animal e vegetal precisa parar nos postos de fiscalização agropecuária. Ossinhos para cachorros, por exemplo, que são feitos de couro, ou conservas vegetais, têm passagem liberada. Já produtos in natura, como carnes, leite, frutas e verduras são de parada e fiscalização obrigatórias. Gilmar Neves, coordenador do Programa do Controle de Trânsito Animal, da Adapar, diz que nos primeiros dias o foco da fiscalização será de orientação aos caminhoneiros, que não estão habituados ao novo posto. Oito servidores de nível técnico devem dar expediente no local, que fica a 500 metros do Posto Pelanda.

Concurso - Para dar conta do reforço da estrutura de defesa agropecuária do Paraná, que agora tem 33 postos de fiscalização, no último dia 7 foi publicado edital de concurso público com 80 vagas para veterinários e técnicos agrícolas. (Gazeta do Povo)

 

SANIDADE II: Airton Spies diz que defesa agropecuária é a garantia de biossegurança

sanidade 13 02 2020O tema "sanidade" abriu a série de palestras na Casa Paraná Cooperativo, um dos novos espaços do Show Rural Coopavel, evento realizado de 3 a 7 de fevereiro, em Cascavel, no oeste do Estado. O engenheiro agrônomo, administrador e ex-secretário da agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, palestrou sobre o tema "Sanidade Agropecuária: Um Patrimônio do Agronegócio Brasileiro". Ele focou na importância de investir num trabalho de defesa agropecuária para manter esse patrimônio, que é a biossegurança. Ouça aqui!

 

 

EMBRAPA: Pesquisadores falam sobre a importância de respeitar o solo

embrapa 13 02 2020Tratar o solo com o respeito que ele merece e aplicar as tecnologias corretas e já disponíveis para obter dele os melhores resultados ao agricultor, à economia e ao meio ambiente. Essa foi a síntese do já tradicional workshop a jornalistas realizado no dia 5 de fevereiro, em um dos ambientes da Embrapa no 32º Show Rural Coopavel. O evento foi organizado com apoio da Ocepar e da Coopavel. O agrônomo da Embrapa, Alvadi Antônio Balbinot Júnior, apresentou informações sobre solo, meio ambiente, erosão, técnicas e quanto aos cuidados para que as produções possam garantir todo o seu potencial. Ouça aqui!

Jornalismo - O Coordenador de Comunicação Social do Sistema Ocepar, Samuel Milleo Filho, aproveitou a presença dos profissionais de imprensa para informar sobre a 14ª edição do "Prêmio Ocepar de Jornalismo".

 

CAPAL: Cooperativa conclui pré-assembleias no Paraná e em São Paulo

capal 13 02 2020Nesta semana foram concluídas as pré-assembleias da Capal no Paraná e em São Paulo, estados que somam 3.130 associados, crescimento de 6% em 2019 sobre o ano anterior. As reuniões antecedem a 60ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), prevista para acontecer dia 15 de fevereiro, em Arapoti (PR), onde está localizada a matriz da cooperativa. Nas pré-assembleias, questões mais detalhadas foram tratadas com o cooperado, gerando maior aprofundamento dos assuntos. Os municípios das pré-assembleias foram: Itararé (SP), dia 3; Taquarivaí (SP), dia 3; Fartura (SP), 4; Taquarituba (SP), 4; Joaquim Távora (PR), 5; Carlópolis (PR), 5; Curiúva (PR), 6; Ibaiti (PR), 6; Arapoti, 7; Wenceslau Braz (PR), 10; e Santana de Itararé (PR), 10.

Conquistas - Diretor-presidente do Conselho de Administração da Capal, Erik Bosch destacou algumas das conquistas de 2019 e o otimismo para este ano. “Sempre temos sonhos e em 2019 realizamos alguns, como a entrada no mercado de comercialização de café, com a compra da cafeeira, e o sementeiro, que se concretizou pela compra de uma unidade já em atividade. Estamos muito felizes em apresentar mais essas conquistas aos associados”.

Ano anterior - No ano anterior, a cooperativa apresentou aumento na área agrícola assistida em 6%, alcançando 147.662 hectares, onde são cultivados soja, milho, trigo, café, entre outros.

Capal 60 anos - Fundada em 1960, a Capal, que completa 60 anos em 2020, conta atualmente com 3.130 associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho, café e trigo. A área agrícola assistida aproxima dos 150 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros por dia. Além disso, a cooperativa comercializa mais de 27 mil toneladas de suínos vivos. (Imprensa Capal)

 

COOPAVEL: Dilvo agradece apoio de entidades e parceiros que participaram do Show Rural 2020

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, participou da reunião de diretoria da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) na manhã desta quarta-feira (12/02). Ele agradeceu a presença e o apoio de entidades organizadas ao evento que neste ano recebeu quase 300 mil pessoas e movimentou R$ 2,5 bilhões em negócios.

Apoio - “Diretores da Acic, Programa Oeste em Desenvolvimento, Caciopar, Amop, Areac, e de instituições como prefeitura, câmara e governos, dão apoio inestimável a um evento que projeta Cascavel e o Oeste do Paraná para o mundo. Agradeço a colaboração de todos e reforço que o Show Rural é um evento de toda a comunidade”, afirmou Dilvo, que citou o presidente e o vice da Acic, Michel Lopes e Genésio Pegoraro, pela presença em diversos momentos.

Prefeito - Outro que garante apoio fundamental ao evento é o prefeito Leonaldo Paranhos, que lá cumpriu uma extensa agenda de compromissos. “Faço um agradecimento público a todos que, de uma forma ou outra, colaboram e participam do Show Rural. Temos muitos parceiros também em âmbitos regional, estadual e nacional, a todos o nosso mais profundo reconhecimento”, destacou o presidente da Coopavel.

Envolvimento - Organizar uma programação técnica dessa magnitude envolve muita gente e movimenta cifras substanciais. A montagem dos estandes exigiu muitos milhões de reais e pelo menos R$ 60 milhões foram injetados na economia de Cascavel e entorno. “São hotéis, restaurantes, bares, supermercados, farmácias e muitos outros que recebem esse dinheiro a mais que circula na nossa economia”, conforme o presidente. No auge, o Show Rural envolve mais de 4,2 mil trabalhadores.

Etapas - Dilvo Grolli deu detalhes também de etapas da organização, que envolvem divulgação e mídia em várias regiões, expedição de centenas de milhares de convites impressos, eletrônicos e visitas presenciais em um raio de 600 quilômetros de Cascavel, além da mobilização de caravanas. Para isso, a Coopavel conta, além de suas filiais, com o envolvimento de entidades como Emater, Iapar, Embrapa, Fetaep, Faep e Ocepar. O presidente citou também o apoio da imprensa, que leva informações da feira para o Brasil e exterior.

Espírito disseminador - “O Show Rural foi o primeiro do Brasil e da América Latina no seu formato e seguirá com seu espírito disseminador de tecnologias, lançamentos e inovações”, garante o coordenador geral o agrônomo Rogério Rizzardi. A 33ª edição já tem data para acontecer: 1º a 5 de fevereiro de 2021. (Imprensa Coopavel)

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SICOOB: Meta do Show Rural é superada com cerca de R$ 340 milhões em propostas protocoladas

sicoob 13 02 2020O Sicoob encerrou sua participação no Show Rural Coopavel 2020 com cerca de R$ 340 milhões em propostas protocoladas durante a feira, que aconteceu entre os dias 3 e 7 de fevereiro, em Cascavel (PR).

Resultado - Segundo o gerente executivo do Sicoob Central Unicoob, Carlos Schlick, foram mais de 900 propostas protocoladas durante o evento, que garantiram esse resultado. “Isso não seria possível se não fosse pelo empenho e dedicação dos 60 colaboradores da Central, empresas controladas e cooperativas que trabalharam na feira, realizando atendimento aos cooperados e/ou prestando suporte para garantir o sucesso dos negócios”, afirma.

Linhas - Neste ano, a cooperativa ofereceu diversas linhas para financiamento de produtos agropecuários, custeio e investimento com condições especiais para atender da agricultura familiar à empresarial, cooperativas de produção e agroindústrias.

Exclusiva - Nos cinco dias, os visitantes também puderam contar com uma linha exclusiva, o Sicoob InvestFeira, que ofereceu taxas e prazos diferenciados, com destaque para a agilidade na liberação dos recursos.

Agilidade - E a agilidade também se deu no momento do cadastro de propostas de crédito. Para este ano, o Sicoob contou com o app Agro 360°. Em fase de testes, o aplicativo desenvolvido pelo Bancoob foi utilizado com a finalidade de tornar mais rápido o processo de captação e aprovação de propostas durante a feira. A novidade também permitiu que as singulares recebessem as intenções de negócios de forma instantânea para já iniciar as tratativas de conclusão.

Consórcios e seguros - O Sicoob também ofereceu soluções em consórcios e seguros para os visitantes do Show Rural. Por mais um ano, a Unicoob Consórcios e a Unicoob Corretora também estiveram presentes, com taxas e condições diferenciadas para apoio ao agronegócio. Somente em consórcios, foram mais de R$ 60,4 milhões comercializados, um aumento de 68% em relação ao ano passado. Já em seguros foram mais de R$ 500 mil efetivados e outros R$ 3 milhões prospectados.

Sou Rural - Repetindo a proposta das edições anteriores, o estande e as ações de marketing da cooperativa durante a feira tiveram o tema "Sou Rural”. O objetivo da campanha foi destacar o orgulho de ser do campo através das histórias reais de cooperados e colaboradores do Sicoob. Tanto os colaboradores como os cooperados que participaram da campanha, passaram pelo estande e se sentiram orgulhosos do trabalho finalizado.

Palestra - Por mais um ano, a convite do Sicoob Unicoob, o economista Alexandre Mendonça de Barros foi um dos palestrantes do evento. Durante a palestra, que teve como tema “Análise de Mercado e Conjuntura do Agronegócio”, o especialista abordou as perspectivas da economia e dos mercados agrícolas para os próximos meses.

Instituto Sicoob - Este ano, além da presença do Expresso Instituto Sicoob, duas cooperativas mirins estiveram no estande do Sicoob. As crianças realizaram apresentações culturais e exposição dos materiais de aprendizagem que desenvolvem em suas atividades. (Imprensa Sicoob)

 

SICREDI PLANALTO DAS ÁGUAS: Realizada a 1ª Assembleia em Mira Estrela (SP)

A última terça-feira (11/02) foi histórica para a comunidade de Mira Estrela, cidade com pouco mais de 3 mil habitantes, localizada na região noroeste do estado de São Paulo, por motivo da realização da 1ª Assembleia de Núcleos, promovida pela cooperativa Sicredi Planalto das Águas PR/SP.

Participantes - Aproximadamente 300 pessoas, entre associados e convidados tiveram a oportunidade de acompanhar e deliberar sobre o desempenho da única instituição financeira presente no município. Inaugurada em fevereiro de 2019, a agência de Mira Estrela é uma, das 213 cidades em todo o Brasil, onde a Sicredi é a única instituição financeira, cumprindo com a missão de contribuir com o desenvolvimento local. Os moradores ficaram sem nenhuma instituição financeira na cidade durante aproximadamente 5 anos.

Momento especial - “Momento especial de exercitar a transparência na gestão e mostrar os indicadores de desempenho aos associados e comunidade em geral, um dos tantos diferenciais que o cooperativismo de crédito oferece” comenta o presidente da cooperativa, Adilson Primo Fiorentin. (Imprensa Sicredi Planto das Águas PR/SP)

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SICREDI UNIÃO: Cooperação entre comerciantes muda paisagem do centro de Astorga

sicredi uniao 13 02 2020Numa ação colaborativa envolvendo a agência do Sicredi União PR/SP em Astorga (PR) e empresários estabelecidos na Avenida Interventor Manoel Ribas, a região central da cidade está ganhando novos ares.

Adoção - A agência adotou a praça em frente ao prédio recentemente, fez limpeza e jardinagem, mas este trabalho ganhou reforço este ano. Resultado: o espaço acaba de ser totalmente revitalizado, ganhando mais plantas e, inclusive, bonsais plantados pelo associado da cooperativa de crédito Mitsuro Tomokuni.

Aridez - Um dos incentivadores da iniciativa foi o empresário franqueada da Cacau Show e associado da Sicredi União, Maykon Miiller, incomodado com a paisagem árida da avenida. Ele reuniu vários comerciantes do entorno e, com autorização da prefeitura da cidade, conseguiu conscientizá-los da importância de todos terem uma cidade e a frente de seu comércio mais belas. “Entendo que os canteiros centrais são o espelho da cidade, pois vão refletir uma cidade limpa, bem cuidada,” comenta. Acrescenta “que a ideia era trazer o jardim de casa para os canteiros centrais e isso só seria possível com a ajuda de todos”.

Apoio - Miiler destaca o apoio que recebeu da cooperativa. “Toda a equipe da Sicredi participou do mutirão que restaurou a praça em frente à agência. Foi muito bacana”.

Colaboração - O gerente da agência, Juliano Calixto do Santos, observa que a cooperativa agora é a responsável oficial pela praça, que fica bem em frente à nova agência da cidade, reinaugurada em um espaço mais amplo e moderno no ano passado. Toda a documentação da adoção do espaço pela cooperativa de crédito acaba de ser liberada pela Prefeitura. “Com a ajuda de todos, conseguimos deixar a praça muito bonita e proporcionar à um local que a comunidade pode usufruir”, comenta. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

FRIMESA: Iniciadas as atividades do Programa de Inovação 2020

frimesa 13 02 2020Os colaboradores das unidades da Frimesa de Marechal Cândido Rondon, Medianeira e Matelândia, no Oeste do Paraná, participarão, neste ano, do Programa de Inovação. As atividades, que iniciaram no dia 4 de fevereiro, seguem até novembro e visam estimular a busca de melhorias contínuas em todas as áreas da empresa por meio da formação de equipes multidisciplinares.

Atividades - Os trabalhos contarão com a parte teórica, treinamentos, identificação dos projetos e, por fim, execução do projeto visando resultados financeiros, melhorias ambientais e sociais. A coordenação é feita pela área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Frimesa em parceria com Apeck Consultoria.

Competitividade - De acordo com o diretor-executivo da Frimesa, Elias Zydek, os processos de inovação são fundamentais para o desenvolvimento das empresas competitivas. “Podemos enxergar um pouco mais, usar a criatividade, questionar ações. Uma pequena ideia pode resultar na mudança de um processo e gerar economia”, avalia.

Grupos multidisciplinares - No primeiro encontro, formaram-se 17 grupos multidisciplinares que iniciaram as reuniões para escolha dos temas para os projetos. As atividades serão desenvolvidas baseadas em pilares como a coragem em inovar, competências comportamentais e competências cognitivas.

Soluções - Para o sócio consultor da Apeck, engenheiro Thiago Peck do Amaral, os grupos encontrarão soluções para os problemas, eliminarão desperdícios, e agregarão valor, geração de competividade, satisfação dos colaboradores e melhorias nos processos e resultados. ‘São excelentes profissionais, de vários setores, reunidos para gerar ideia. Estamos entusiasmados com esse trabalho”, conta o professor. (Imprensa Frimesa)

 

UNIMED COSTA OESTE: Colaboradores concluem Programa de Inovação

Os colaboradores da Unimed Costa Oeste, Marisa de Bastos, Nadieska Casara dos Anjos, Roberto Allebrandt e Sandra Cristina Simonis, acompanhados do diretor vice-presidente, Manoel Joaquim de Oliveira, participaram do Encontro Estadual de Inovação do Cooperativismo Paranaense, realizado no dia 28 de janeiro, no Campus da Indústria, em Curitiba.

Encerramento - O encontro, batizado de “hora 193”, marcou o encerramento do primeiro ciclo do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense. “O encontro serviu para coroar as 192 horas de aprendizado, assim como todo o programa; um ambiente descontraído, leve, de muitas ideias e conhecimento compartilhado”, destacou Roberto Allebrandt.

Agente de transformação - O colaborador participou do programa como agente de transformação. “Durante o programa tivemos acesso a vários métodos que servirão para instigar e implementar a cultura de inovação na Cooperativa. Fica o desafio para os agentes aplicarem todo o conhecimento adquirido no programa para criar um ambiente de inovação na Unimed Costa Oeste”, complementou.

Hora 193 - Para celebrar a "hora 193" foram entregues certificados para as cooperativas e aos profissionais que participaram da formação. Na oportunidade, Dr. Manoel recebeu o documento em nome da Unimed Costa Oeste.

Palestras - Além disso, o Sescoop/PR em parceria com o Isae, preparou uma programação de palestras com o palhaço e ator Márcio Ballas, que falou sobre criatividade e inovação, e da escritora e consultora em marketing digital, Martha Gabriel.

Cases - Durante o encontro, sete cooperativas apresentaram os cases de sucesso oriundos do Programa e os presidentes das cooperativas presentes participaram de uma atividade exclusiva aos dirigentes sobre liderança para a inovação. (Imprensa Unimed Costa Oeste)

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#HORA 193: Alunos da Coprossel querem aplicar o que aprenderam no Programa de Inovação

coprossel 13 02 2020A entrega dos certificados da primeira formação do Programa de Inovação co Cooperativismo paranaense foi realizada no dia 28 de janeiro, em Curitiba. O evento foi batizado de #hora193, e ocorreu no Campus da Indústria. O gerente da Unidade da Coprossel de Nova Laranjeiras, Eder Pozzer, agradeceu a diretoria da cooperativa pela oportunidade de fazer o curso. Já Raquel Passarin Henk é assistente Financeira da Coprossel. Ela diz que o próximo passo agora é colocar o que aprendeu em prática. O Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense foi uma criação do Sistema Ocepar, em parceria com a Isae Escola de Negócios. Ouça aqui!

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Exportações do agronegócio totalizam US$ 5,8 bilhões em janeiro

 

comercio exterior 13 02 2020As exportações do agronegócio totalizaram, em janeiro, US$ 5,8 bilhões, recuo de 9,4%. O setor participou com 40,4% do total das exportações brasileiras. As importações do setor somaram US$ 1,2 bilhão (-1,6%) e desta forma o saldo da balança ficou em US$ 4,6 bilhões, de acordo com levantamento da Balança Comercial do Agronegócio,  elaborado pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Razão - A queda nos preços dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil, de 7,4%, foram a razão preponderante para a redução das vendas externas em janeiro, segundo análise da Secretaria. Também ocorreu redução na quantidade comercializada para o exterior, que declinou 2,2% na comparação do mês de janeiro de 2019.

 

Compensação - As vendas externas de carnes (bovina, suína e de frango), açúcar e algodão, no primeiro mês do ano, ajudaram a compensar, em parte, a queda nos produtos do complexo soja (grãos, farelo e óleo) – 31% e dos produtos florestais (celulose, papel, madeira e suas obras) – 33,8%.

 

Carnes As carnes foram responsáveis por 23,2% do total exportado e atingiram US$ 1,35 bilhão (30,9%). A carne bovina foi a principal carne exportada, com US$ 631,5 milhões (+38,1%). Tanto o valor exportado como o volume, 135,3 mil toneladas, foram recordes para os meses de janeiro.

A carne suína também foi destaque com aumento de 79,9% no valor exportado (US$ 163,30 milhões) com 67,7 mil toneladas (42%). Já a carne de frango somou US$ 522,0 milhões, alta de 17%.

 

Açúcar As vendas externas de açúcar subiram 55,8%, para US$ 470,25 milhões, com a quantidade de 1,6 milhão de toneladas (50,4%).

A quantidade, ainda, é muito inferior ao recorde de vendas de janeiro, que ocorreu em 2015, ano em que o país exportou 2,4 milhões de toneladas em janeiro, conforme a nota da Secretaria.

 

Algodão - A exportação recorde de algodão não cardado nem penteado colocaram as fibras e produtos têxteis na quinta posição entre os principais produtos de exportação do agronegócio. As vendas externas do produto subiram 144,2%, com US$ 484,80 milhões. O incremento ocorreu em função do aumento de 168,1% na quantidade exportada, recorde de 308,8 mil toneladas. (Mapa)

 

> > Confira a nota e o resumo da Balança Comercial do Agronegócio 

>> Confira o Agrostat - Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro

 

ZARC: Publicado zoneamento agrícola da mandioca

zarc 13 02 2020Foram publicadas, nesta quarta-feira (12/02), no Diário Oficial da União, as portarias com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da mandioca. Essa importante planta perene e tropical, que pertence à família botânica das Euforbiáceas, é cultivada nas mais variadas condições edafoclimáticas e em altitudes que variam do nível do mar a mais de 2 mil metros. Todas as unidades da Federação foram contempladas no novo estudo de Zarc.

Estimativa de área - A estimativa de área foi de 1,28 milhão de hectares para a produção de mandioca, de 19,4 milhões de toneladas, correspondente a crescimento de 1,9% em relação ao ano anterior, conforme dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE, de janeiro de 2020. A cultura é plantada em todo o país. Os estados produtores com maior destaque são: Pará, Paraná, São Paulo, Amazonas, Acre, Bahia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Novos estudos - Os novos estudos de Zarc para a mandioca classificam os riscos de produção conforme as condições térmicas e hídricas essenciais ao estabelecimento, enraizamento e ganho inicial de matéria seca nas raízes. Também foram considerados no modelo agroclimático as categorias de solo, conforme a capacidade de retenção de água associada a textura, e os materiais genéticos para propagação.

Práticas - Para obter ganhos de produtividade e tornar a atividade mais rentável, além de seguir o calendário de plantio do Zarc, o produtor deve utilizar materiais propagativos indicados para cada região, realizar o manejo adequado do solo e aplicar práticas culturais que venham a tornar o cultivo da mandioca mais sustentável.

Antiga e tradicional - O diretor do Departamento de Gestão de Riscos, Pedro Loyola, destaca que o cultivo da mandioca é uma das atividades mais antigas e tradicionais no país. No caso da agricultura familiar, é uma importante cultura de subsistência, sendo fonte alimentar principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Alimento energético - Originária da América do Sul, a mandioca (Manihot esculenta Crantz), também conhecida como macaxeira e aipim, constitui um dos principais alimentos energéticos para mais de 700 milhões de pessoas no mundo, principalmente nos países em desenvolvimento. Mais de 100 países produzem mandioca, sendo que o Brasil participa com 10% da produção mundial (é o segundo maior produtor do mundo).

Cultivo - De fácil adaptação, a mandioca é cultivada em todos os estados brasileiros, situando-se entre os oito principais produtos agrícolas do país, segundo dados da Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Para que serve o Zarc? - O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

Elementos - O sistema considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude). Os agricultores são obrigados a seguir as indicações do Zarc para se enquadrarem nas operações de crédito rural no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), e para acessar o Programa de Seguro Rural (PSR) do Mapa.

Publicação - O Zarc foi publicado pela primeira vez na safra de 1996 para o trigo. Hoje, contempla os 26 Estados e o Distrito Federal, incluindo mais de 40 culturas.

Aplicativo Plantio Certo - Produtores rurais e outros agentes do agronegócio poderão acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível no sistema Android. (Mapa)

 

SOJA: Uso de imagens aéreas na agricultura e tecnologia de tolerância a percevejos são destaque do Dia de Campo

soja 13 02 2020A Embrapa e a Fundação Meridional realizam o tradicional Dia de Campo sobre a cultura da Soja no dia 14 de fevereiro, das 8h às 12h, na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, em Londrina (PR). Serão realizadas seis estações técnicas, como apresentação de cultivares de feijão e oito cultivares de soja: BRS 388RR, BRS 433RR, BRS 476RR, BRS 543RR, BRS 544RR, BRS 1001IRPO, BRS 1003IPRO, BRS 1061IPRO. Também haverá uma estação técnica sobre as estratégias de manejo da ferrugem asiática da soja (principal doença da soja), outra estação sobre fixação biológica do Nitrogênio e promoção de crescimento de plantas e ainda apresentação de diferentes estratégias para o manejo do percevejo (principal praga da soja).

Uso de imagens para diagnóstico - Um dos destaques do dia de campo será a apresentação do uso de imagens aéreas para diagnóstico do potencial produtivo em lavouras de soja. O pesquisador Júlio Franchini irá fazer uma demonstração prática do uso de veículo aéreo autônomo, em lavoura de soja, seguido da avaliação das imagens obtidas a campo. “A mudança do ponto de vista em relação à lavoura, proporcionado pelas imagens aéreas, nos dá uma nova perspectiva do que está acontecendo na área”, explica Franchini. As imagens permitem identificar áreas com maior e menor potencial dentro dos talhões, o que direciona o trabalho em busca do diagnóstico correto dos fatores limitantes. Atualmente as imagens áreas são obtidas, por meio de sensores acoplados em aviões, satélites e drones. “Dependendo do tipo de sensor podemos avaliar o vigor das plantas, diferentes estresses sofridos e o potencial de produtividade”, enfatiza.

Tecnologia Block - Outro ponto alto será a apresentação das cultivares de soja BRS 1003IPRO e BRS 543RR, que possuem maior tolerância ao percevejo. Estas cultivares Block, quando comparadas às cultivares suscetíveis, apresentam menor perda (rendimento, qualidade de grãos, entre outras), quando ambas são submetidas à semelhante população da praga. O produtor Cristiano da Cunha, de Marechal Cândido Rondon (PR), por exemplo, comemora os resultados obtidos com BRS 1003IPRO, cultivar com alto potencial produtivo e com o diferencial da tecnologia Block, de tolerância a percevejos. A produtividade alcançada na safra 2019/20 foi 87,10 sacas por hectare.

Proteção - A tecnologia amplia a proteção da lavoura ao ataque do percevejo que suga as vagens e os grãos. “Os percevejos são atualmente uma das pragas mais importantes para a cultura da soja, porque interferem na produtividade e na qualidade dos grãos e das sementes”, avalia o pesquisador da Embrapa Soja, Marcos Petek. “As cultivares com a genética Block têm maior tolerância aos percevejos, o que minimiza a ação destrutiva da praga. Porém, a tecnologia não dispensa o uso de inseticidas, mas permite uma melhor convivência com os insetos no campo”, enfatiza.

Produtiva - Além desse diferencial, a BRS 543RR é uma cultivar altamente produtiva com precocidade associada (grupo de maturidade 6.0), caraterísticas que garantem excelente performance em semeaduras antecipadas. “É uma opção bastante competitividade para os produtores que adotam o sistema de sucessão com outras culturas, o que propicia a semeadura do milho safrinha, por exemplo”, explica o pesquisador. “Além disso, apresenta resistência às principais doenças da soja, inclusive à podridão radicular de Phytophthora”, reforça o pesquisador. Por apresentar tolerância ao glifosato, a BRS 543RR colabora ainda com o controle de plantas daninhas e pode ser usada como opção de refúgio para as áreas de soja Intacta. A nova cultivar é recomendada para São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, abrangendo toda a macrorregião sojícola 2 (RECs 201, 202, 203 e 204). (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

PROGRAMAÇÃO

8h - 8h30: recepção e inscrições

8h30 - 8h45: abertura

8h45 - 12h - Estações técnicas

Cultivares de soja

Uso de imagens aéreas para suporte ao diagnostico da variabilidade espacial em sistemas de produção de soja

Manejo do percevejo

Fixação Biológica de Nitrogênio e promoção de crescimento de plantas

Manejo da ferrugem-asiática

Cultivares de feijão

 

SERVIÇO:

Dia de Campo de Soja

Data: 14 de fevereiro

Horário: 8h às 12h

Local: Vitrine de Tecnologias da Embrapa, Warta/Londrina (PR).

 

INFRAESTRUTURA: Aeroportos do Paraná vão receber investimento bilionário

infraestrutura 13 02 2020O Paraná garantiu investimentos de pelo menos R$ 1,5 bilhão em quatro aeroportos do Estado – Afonso Pena, Bacacheri, Londrina e Foz do Iguaçu – que serão privatizados pelo governo federal. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior após reunião com o secretário nacional da Aviação Civil (SAC), Ronei Saggioro Glanzmann, em Brasília (DF), na terça-feira (11/02).

Categoria - As obras são para que os terminais subam de categoria e constarão no contrato de concessão, previsto para valer por 30 anos. Segundo o Ministério da Infraestrutura, o leilão deve ocorrer até o final deste ano. Os aeroportos paranaenses integram o bloco Sul do processo, ao lado dos terminais de Navegantes (SC), Joinville (SC), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS).

Estudos em fase final - Ratinho Junior destacou que os estudos para a concessão estão em fase final e que os investimentos serão detalhados pela União em audiência pública em março. “Serão muitas ações que vão fazer com que os quatro aeroportos mudem de categoria, passando a ter capacidade muito maior para pousos e decolagens, recebendo aeronaves maiores”, afirmou o governador. “Além disso, estão previstas modernizações nas áreas de embarque e desembarque e também em tecnologia”, acrescentou.

Intervenções - Ratinho Junior ressaltou a importância das intervenções no sistema aeroportuário para a atração de investimentos e turistas ao Estado. Ele também destaca as ações realizadas pelo governo estadual para oferecer novas opções de deslocamento aéreo para cidades do interior com o Programa Voe Paraná.

Curitiba - O governador disse que entre as exigências contratuais para a privatização que o Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), constam novos equipamentos de segurança, garantindo também voos em condições climáticas desfavoráveis. “Curitiba ficará no mesmo patamar de Guarulhos, que hoje é o principal aeroporto do País”, destacou Ratinho Junior.

Aumento da capacidade - Secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex também participou da reunião na Secretaria da Aviação Civil. Ele reforçou que o Afonso Pena passará, após a concessão, a operar na categoria 4E “sem restrições”. Ou seja, com capacidade para receber um voo Miami-Curitiba sem escalas. “Permitirá aeronaves maiores, capacidade maior e maior volume de passageiros”, explicou.

Terceira pista- De acordo com o secretário, a mudança de categoria independe da construção ou não de uma terceira pista no terminal de São José dos Pinhais. “Quem vai decidir isso é a empresa que ganhar a concessão. Ela terá de ampliar a capacidade e mudar o aeroporto de categoria. Pode ser com a terceira pista ou ampliação da segunda. Cumprindo o contrato, isso independe”, ressaltou Sandro Alex.

Sistema - O secretário lembrou ainda que, pelo acordo com o governo federal, o Afonso Pena passará a operar o ILS3 full, sistema de aproximação por instrumentos que dá uma orientação precisa ao avião que esteja na fase de aproximação final da pista. O Bacacheri, de acordo com Sandro Alex, receberá melhorias que permitirão decolagens de aviões comerciais maiores e mais modernos, como o modelo ATR42.

Foz do Iguaçu - As melhorias no terminal de Foz do Iguaçu já estão em andamento mesmo antes de o aeroporto ser concedido à iniciativa privada, destacou o governador Ratinho Junior. O processo de ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional das Cataratas já começou.

Custo - Custará R$ 53,9 milhões e ficará pronta em 2021. A modernização foi incluída no pacote de investimentos da Itaipu Binacional e da Infraero a pedido do governador Ratinho Junior, em agosto do ano passado.

Licitação - O Diário Oficial da União (DOU) publicou neste mês o extrato do contrato da licitação do projeto executivo e das obras e serviços. O prazo de execução é de 515 dias a partir da assinatura da ordem de serviço, que deve ocorrer ainda neste mês. A publicação formaliza os termos da licitação. “Trabalhamos muito por essa conquista. Queremos aproveitar o bom momento de Foz do Iguaçu em tudo o que diz respeito ao turismo”, ressaltou o governador.

Pista - A pista do Aeroporto Internacional das Cataratas tem 2.195 metros de comprimento por 45 metros de largura, e é considerada curta para decolagem de voos de longa distância. Hoje não é possível decolar com o tanque cheio, o que impossibilita voos diretos para os Estados Unidos e a Europa.

Melhorias - A nova pista terá 2,8 mil metros, 605 metros a mais que a atual. Além disso, será aplicada uma camada de revestimento de Stone Matrix Asphalt (SMA), que dá ganho de performance de 20% às aeronaves, o que permite autonomia de voos para locais como Miami, Nova York, Lisboa e Madri.

Mais - As obras incluem, ainda, melhorias na área de check-in, ampliação das salas de embarque e desembarque, implantação de escadas rolantes, carrosséis de bagagem, novos elevadores e quatro pontes de embarque (fingers). Esse conjunto deve aumentar a capacidade do aeroporto de 2,6 milhões para 5 milhões de passageiros ao ano.

Novos voos - Nesta quarta-feira (12/02), a Latam anunciou novos voos diários Curitiba-Foz do Iguaçu, a partir de 29 de março. Matéria completa AQUI.

Londrina - Ficou definido ainda que o aeroporto de Londrina será modernizado e ampliado, com mais segurança e tecnologia para os passageiros. Entre as intervenções, está a instalação do ILS1. “Passará a operar por instrumentos e com precisão, o que hoje não acontece em Londrina”, afirmou Sandro Alex.

Pedágio - A passagem do governador Carlos Massa Ratinho Junior por Brasília (DF) serviu também para o Estado avançar na modelagem das novas concessões de rodovias. Ele se encontrou com o Secretário Nacional de Transporte Terrestre, Marcelo da Costa, na terça-feira (11/02).

Novo Anel de Integração - Com o novo Anel de Integração, o Paraná passará de 2,5 mil quilômetros para 4,1 mil quilômetros de estradas concedidas. O leilão, destacou Ratinho Junior, está previsto para ocorrer em 2021, na Bolsa de Valores de São Paulo – os atuais contratos de concessão vencem em novembro do ano que vem. “Serão obras de infraestrutura em todas as regiões, que permitirão ao Estado avançar muito. Tenho certeza que essa nova concessão vai mexer com a economia do Paraná como um todo”, ressaltou o governador.

Novidades - Entre as novidades estudas, citou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, estão rodovias com sinal de internet wifi, desconto no valor do pedágio para usuários mais frequentes, obras no começo dos contratos e cobrança de acordo com o serviço entregue.

Custo - “O custo pedágio terá de ser de acordo com a rodovia. Pista única, um preço. Se for duplicada, paga-se pela condição”, disse. “Como diz o governador Ratinho Junior: vamos projetar o Paraná para os próximos 30 anos”, completou o secretário. (Agência de Notícias do Paraná)

 

VAREJO: Comércio paranaense cresce 2,7% em 2019, aponta IBGE

varejo 13 02 2020O comércio varejista ampliado cresceu 2,7% no Paraná em 2019, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (12/02). O índice acumulado é um comparativo com 2018 e foi puxado pelo crescimento das vendas de materiais de construção (9,8%), veículos, motos, partes e peças (8,7%) e itens de uso pessoal ou doméstico (15,2%).

Atividades - As atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas, móveis, artigos farmacêuticos, ortopédicos, médicos, cosméticos e de perfumaria, e equipamentos e materiais de escritório também registraram índices positivos no Paraná em 2019. Houve redução nos setores de combustíveis e lubrificantes, vestuário e eletrodomésticos.

Ampliado - Segundo o IBGE, o volume de vendas ampliado (que engloba materiais de construção e veículos) evoluiu organicamente ao longo do ano passado no Estado e registrou nove meses com indicadores positivos - o cálculo é da comparação imediata com o mês anterior. No índice que mede a evolução de um único mês de 2018 com o respectivo de 2019, houve crescimento em sete meses.

Recuperação - Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o desempenho do comércio reforça o período de recuperação da economia paranaense. O índice se soma aos bons indicadores da indústria, que teve o maior crescimento do País, da geração de empregos (quarto Estado em criação de vagas formais) e novas empresas (crescimento de 5% em relação a 2018 no volume de aberturas).

Números positivos - “Oito das treze atividades do comércio pesquisadas pelo IBGE registraram números positivos no ano passado. O comércio é o ponto de convergência da evolução dos empregos, da produção industrial e do volume de atividade da agropecuária”, afirmou o governador.

Evolução paralela - O vice-governador Darci Piana, que também preside a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio), também considera que o comércio paranaense tem evoluído em paralelo com a atividade industrial e agropecuária porque é o setor que concentra os pedidos. “O comércio, de modo geral, tem se desenvolvido na mesma proporção da agricultura e da indústria, que têm sido os baluartes da economia no conjunto geral, do campo à industrialização de alimentos, e o comércio vem junto. O lucro é levado ao comércio. É uma cadeia”, afirmou.

Pesquisa de opinião - Piana também citou uma pesquisa de opinião do empresário do comércio, serviços e turismo que indica níveis de otimismo nos mesmos patamares de 2012 e 2013, na era do boom das commodities no País. “Todos os segmentos da economia paranaense mostram que estamos evoluindo, crescendo”, acrescentou. “Os investimentos do Estado têm mostrado ao setor empresarial que estamos voltados a concretizar uma administração inovadora, estimulando a economia”.

Nacional - O comércio ampliado nacional acumulou ganho de 3,9% em 2019 na comparação com o ano anterior. Veículos, motos, partes e peças (10%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,8%), artigos de uso pessoal e doméstico (6%) e móveis (5,8%) foram os principais responsáveis pelo crescimento nacional, que acumula números positivos pelo terceiro ano consecutivo.

Veículos e construção civil - A pesquisa do IBGE mostra que o crescimento de 8,7% do setor de veículos, motos, partes e peças foi o maior desde 2012 no Paraná. No comparativo com 2018, houve crescimentos significativos ao longo do ano passado, com destaque para fevereiro (21,6%) e maio (17,1%).

Setor automotivo - O crescimento do setor automotivo também foi constatado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Um relatório divulgado no começo deste ano destacou que a venda de veículos novos cresceu 8,65% em 2019. Foi o melhor número do setor nos últimos cinco anos.

Pesados - O segmento de pesados teve as maiores altas: para caminhões, foi de 33% em relação ao ano anterior, com 101.735 unidades emplacadas, e para ônibus foi de quase 39%, somando 27.193 unidades. O aumento nas vendas de automóveis e comerciais leves foi de 7,65%.

Construção civil - O Paraná foi o terceiro Estado que mais registrou aumento no volume de vendas da construção civil, com 9,8% de crescimento acumulado do ano, atrás apenas de Santa Catarina e Ceará. O índice nacional fechou em 4,3%. Nesse índice, o Paraná encerrou 2019 com evolução em todos os meses em relação a 2018, com destaque para maio (19,5%), outubro (16,8%), julho (15,8%) e setembro (15,4%).

Empregos - Esse movimento foi acompanhado pela evolução dos empregos no setor. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a construção civil terminou 2019 com saldo de 6.036 novos empregos formais no Estado. Em 2018, foram 2.301. (Agência de Notícias do Paraná)

 

CÂMBIO: Dólar passa de R$ 4,35 e renova recorde desde criação do real

cambio 13 02 2020Em mais um dia de oscilações no câmbio, o dólar subiu novamente e voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real. Nesta quarta-feira (12/02), o dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 4,351, com alta de R$ 0,024 (+0,56%).

Segundo dia - Foi o segundo dia seguido de valorização da divisa, que operou em alta durante toda a sessão. Durante a manhã, a cotação ficou próxima da estabilidade, mas subiu no início da tarde. Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 8,42%.

BC - O Banco Central (BC) não tomou novas medidas para segurar a cotação. Hoje, a autoridade monetária leiloou US$ 650 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – com vencimento em abril. O leilão faz parte da rolagem de US$ 13 bilhões de swap que venceriam daqui a dois meses.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Pela segunda sessão seguida, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), que anteontem (10) tinha fechado no menor nível em quase dois meses, subiu. O indicador encerrou esta terça-feira aos 116.674 pontos, com forte alta de 1,13%.

Fatores domésticos - Entre os fatores domésticos que têm provocado a valorização do dólar, está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima.

Varejo - O dólar intensificou a alta depois de divulgação, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de que as vendas no varejo caíram 0,1% em dezembro na comparação com novembro, mas fecharam 2019 com crescimento de 1,8%. O desempenho do comércio abaixo do esperado abre espaço para novas reduções de juros pelo Copom.

China - Na China, o receio de que o surto de coronavírus traga impactos para a segunda maior economia do planeta começa a se suavizar. O anúncio de um caso de cura em paciente britânico ontem animou as bolsas de valores em todo o planeta, por causa da perspectiva de que o impacto sobre a economia global seja menor que o esperado. (Agência Brasil, com informações da PBS, emissora pública de televisão norte-americana)

 

CONGRESSO NACIONAL: Apreciação do veto a orçamento impositivo fica para depois do Carnaval

congresso nacional 13 02 2020O veto presidencial ao orçamento impositivo (VET 52/2019) foi retirado da pauta de votação do Congresso Nacional. Durante a sessão desta quarta-feira (12/02), as bancadas do Podemos, do PSL e da Rede entraram em obstrução, por não concordarem com a derrubada do veto. Para viabilizar a apreciação dos outros três vetos que constavam da pauta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, retirou o veto para que as bancadas saíssem da obstrução.

Nova sessão - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) sugeriu uma nova sessão do Congresso para apreciar o Veto 52 para logo depois do Carnaval. Ele também pediu o compromisso de Davi em apoiar uma regulamentação sobre o uso dos recursos do Orçamento que ficarão a cargo dos parlamentares. O líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), manifestou apoio à proposta do colega. Com a sinalização das lideranças, Davi retirou o veto da pauta e disse que vai convocar uma sessão para depois do Carnaval. Com base em uma sugestão do deputado Carlos Zaratini (PT-SP), o presidente Davi também convocou uma reunião prévia, na próxima terça (18/02), às 10h, para que as lideranças acertem um rito para a apreciação do Veto 52.

Acordo - Segundo anunciou Davi Alcolumbre no início da sessão, a derrubada do veto seria fruto de um acordo com o governo. A saída encontrada foi derrubar o veto ao caput do artigo, mantendo os vetos aos parágrafos relacionados. O relator do Orçamento para 2020, deputado Domingos Neto (PSD-CE), disse entender que o orçamento impositivo é uma vitória do Congresso, mas considerou o adiamento como salutar, para que seja possível construir um consenso.

Contrários - O acordo para a derrubada do veto recebeu crítica de vários parlamentares. O senador Major Olimpio (PSL-SP) defendeu a manutenção do veto e disse que o acordo poderia engessar completamente o Orçamento da União. Randolfe Rodrigues fez questão de afirmar sua oposição ao governo, mas destacou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, é quem foi eleito para comandar o Orçamento. Para o senador, o acordo para a derrubada do veto é absurdo. Ele lembrou que os governos passam e que o Legislativo já tem hoje cerca de 51% do Orçamento.

Principal peça - “A principal peça da administração pública é o Orçamento. A derrubada do veto significa ampliar a governabilidade do Parlamento sobre o orçamento, deixando menos de 40% para o Executivo. Como é que se governa desse jeito? Se for pra ser assim, é melhor gente aprovar aqui o parlamentarismo”, registrou o senador.

Aplicação dos recursos - Para o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), o orçamento impositivo pode não ser a melhor forma para a aplicação dos recursos. Ele disse que as demandas sociais “são incríveis, as necessidades de caixa são conhecidas” e o país precisa aplicar com parcimônia e correção os recursos públicos. O senador acrescentou que, na maioria das vezes, a distribuição desses recursos atende a interesses eleitoreiros. “Não me parece que este é o caminho para a mais correta aplicação dos recursos públicos. O relator [do orçamento] vai ter mais recursos que um ministro”, ponderou Alvaro Dias.

Acerto - O acordo havia sido acertado na terça-feira (11/02), depois de uma reunião com lideranças do Congresso e representantes do governo. O presidente Davi destacou que o acordo sobre a derrubada do veto demonstra o alinhamento do governo com o Congresso Nacional. Ele ainda ressaltou que o Legislativo vê o orçamento impositivo como muito importante para o país.

Presenças - A reunião para o acordo sobre a derrubada do veto contou com as presenças do ministro da Secretaria do Governo, General Luiz Eduardo Ramos, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do deputado Domingos Neto, relator-geral da proposta orçamentária para 2020.

Sanção - A Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020 (LDO – Lei 13.898, de 2019) foi sancionada em novembro do ano passado. O Executivo vetou o artigo que previa o caráter impositivo do orçamento. O argumento do governo é que essa imposição pode engessar demais o orçamento e não deixa margem para o Executivo sobre as verbas discricionárias. Se confirmada a derrubada do veto, o Orçamento volta a ter o caráter impositivo. (Agência Senado)

 

SAÚDE: Secretaria de Estado alerta sobre circulação do vírus da febre amarela

saude 13 02 2020A Secretaria de Estado da Saúde divulgou na terça-feira (12/02) o boletim epidemiológico da febre amarela confirmando 53 mortes de macacos contaminados pelo vírus da doença (epizootias). São cinco mortes a mais que a semana anterior, que totalizava 48, desde o período de monitoramento, de julho de 2019, até o início desta semana.

Municípios - As novas epizootias confirmadas para febre amarela aconteceram nos municípios de São João do Triunfo, com quatro casos; e Castro, que apresentou um caso. As duas cidades estão na região dos Campos Gerais, área que concentra o maior número de ocorrências.

Transmissão - “É importante ressaltarmos sempre que o macaco não transmite febre amarela. Da mesma forma que o homem, ele é infectado pela picada do mosquito contaminado. Assim, o macaco é um sinalizador da doença; onde há morte de macaco existe a circulação do vírus”, explicou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Quadro - O quadro das epizootias por febre amarela no Estado está distribuído desta forma: Castro, com 12 casos; Ponta Grossa, 8; São João do Triunfo, 5; Lapa, 5; Ipiranga, 2; Piraí do Sul, 2; Teixeira Soares, 2; Antonio Olinto, 2; Sapopema, 2; Cândido de Abreu, 2; e Araucária, Balsa Nova, Mandirituba, Piên, Quatro Barras, Rio Negro, Palmeira, Imbituva, Mallet, São Mateus do Sul e Prudentópolis com um caso por município.

Sem casos humanos - Neste período de monitoramento o Paraná não apresenta casos humanos confirmados. Foram 79 notificações: 60 descartadas e 19 em investigação.

Vacina - Segundo o secretário da Saúde, verão é o período de maior ocorrência de doenças transmitidas por mosquitos, como a febre amarela. Mesmo sem casos humanos ele ressalta a necessidade de se receber a dose da vacina contra a febre amarela, que está disponível em toda a rede de saúde. “A vacina é a forma mais eficaz de se proteger contra a doença”, afirmou.

Público-alvo - O público-alvo para vacinação da febre amarela é dos nove meses de vida até 59 anos. Desde 2018, todos os municípios do Estado passaram a ser área com recomendação vacinal contra a febre amarela.

Reforço - A partir de janeiro deste ano, o Ministério da Saúde recomenda reforço vacinal para as crianças aos quatro anos de idade. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INTERNACIONAL: Brasil sela paz com Argentina e recebe pedido sobre o FMI

internacional 13 02 2020Após seguidas trocas de farpas entre os presidentes Jair Bolsonaro e Alberto Fernández, Brasil e Argentina finalmente trocaram o clima de hostilidade pela retórica da paz entre os países. A bandeira branca foi levantada durante visita nesta quarta-feira (12/02) do chanceler argentino, Felipe Solá, a Brasília.

Cordialidade - No Palácio do Itamaraty, onde Solá se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, prevaleceu um ambiente de cordialidade e afagos públicos entre os dois, que chegaram a posar para uma foto abraçados depois de uma breve declaração conjunta.

Potencialização - “Quando Brasil e Argentina falam juntos, é uma voz que se potencializa”, afirmou Araújo, em nítida mudança de tom. Antes da posse de Fernández, em dezembro, o ministro havia cogitado a possibilidade até mesmo de saída do Mercosul. O bloco, segundo ele, é uma “plataforma eficiente para reposicionarmos os nossos países na economia mundial”.

Mesma linha - Solá respondeu na mesma linha, fazendo jus ao perfil de peronista moderado e conciliador que conquistou em sua carreira política, como ex-governador da Província de Buenos Aires. No entanto, ele aproveitou o encontro para fazer um pedido diante de integrantes da equipe econômica, como o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo.

Relato - O chanceler argentino relatou como estão as conversas com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que abriu linha de crédito no valor total de US$ 55 bilhões para o país, a fim de renegociar os termos do empréstimo. O governo do ex-presidente Mauricio Macri, que deixou a Casa Rosada em dezembro, tomou US$ 45 bilhões - “uma dívida absurda”.

Apoio - Segundo ele, no giro recém-concluído pela Europa, Fernández buscou o apoio de líderes europeus e houve “receptividade inicial muito boa” no próprio FMI para uma renegociação. “Pedimos aos irmãos brasileiros que nos apoiem da forma como puderem”, cobrou.

Calote - Solá garantiu que não haverá repetição do calote na dívida, como em 2001, enfatizando a necessidade de “tempo para crescer e para pagar”. E atrelou as boas relações, com o Brasil e com o mundo, ao êxito das tratativas: “O futuro da Argentina e do comércio dependem do sucesso dessa negociação”.

Sem comentários - Autoridades brasileiras, ainda cautelosas com o novo relacionamento entre os dois países, evitaram comentar - mesmo reservadamente - se o pedido do chanceler se refletirá em apoio efetivo no FMI. Foi unânime, porém, a avaliação de que finalmente houve uma quebra de gelo e o diálogo começou a fluir. Chamaram a atenção de representantes do governo, principalmente, as falas de Solá sobre o tratado Mercosul-União Europeia e sobre a possibilidade de novos acordos.

Estratégia - “Entendemos que, como estratégia, o Mercosul deve celebrar acordos de comércio com outros países para crescer. Nós vemos esses acordos com uma mente aberta e vamos atuar para não sermos uma trava”, disse Solá.

Engajamento - Questionada sobre a interpretação que fez dessa frase, se a Argentina demonstrava engajamento no processo de abertura comercial ou se permitiria velocidades diferentes na eliminação de tarifas em futuros acordos, uma autoridade brasileira lembrou ao Valor que a “cláusula de vigência bilateral” existe para ser usada. Essa cláusula foi introduzida no tratado Mercosul-UE e permite que o acordo entre em vigência em um dos sócios do bloco sul-americano tão logo seja ratificado pelo Parlamento nacional de cada país, sem a necessidade de esperar pelos demais.

Compromisso - Outra fonte disse que os argentinos se comprometeram com a ratificação do acordo Mercosul-UE e transmitiram uma mensagem de que aceitam discutir propostas de redução da Tarifa Externa Comum (TEC). Só teriam feito pedido para o Brasil “pegar leve” no discurso.

Relação pragmática - Depois de um almoço no Itamaraty, Solá foi recebido por Bolsonaro no Palácio do Planalto e saiu prometendo uma “relação pragmática”, sem prejudicar os negócios, entre Brasil e Argentina. O presidente brasileiro propôs um encontro inicial com Fernández no dia 1º de março, em Montevidéu, durante a posse do presidente do Uruguai. Seria, nas palavras do chanceler, um “passo intermediário” na tentativa de aproximá-los. (Valor Econômico)

 


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